sábado, 30 de agosto de 2008

Porque ("revisionismo") não é Revisionismo

Um ensaio de Gordon McFee

Introdução

Este ensaio descreve, de uma perspectiva metodológica, alguns dos erros inerentes da abordagem "revisionista"(01) para a história do Holocausto. Não se tem intenção em ser uma polêmica, tampouco intenta atribuir motivos. Ao invés disto, busca explicar o erro fundamental na abordagem "revisionista", como também o porquê desta abordagem necessitar em não dar nenhuma escolha.

Conclui-se que o "revisionismo" é um termo equivocado devido aos fatos de não concordarem com a posição que apresentam e, em grande medida, sua metodologia inverte a abordagem apropriada para a investigação histórica.

O que é método histórico?

História é a narrativa registrada de eventos do passado, especialmente aqueles que acerca de um período particular, nação, indivíduo, etc. Reconta eventos com cuidadosa atenção a sua importância, suas relações em comum, suas causas e consequências, selecionando e agrupando eventos sobre o terreno de seus interesses ou importância.(2) Pode ser visualizado disto que a história reconhece a existência de eventos e fatos e busca entender como eles acontecem, no que eles resultam, como eles são interconectados e o que eles significam.

As distinções precisam ser feitas entre fatos, análise e interpretação. Fatos são comprovadamente eventos demonstrados de forma empírica cuja ocorrência pode pode ser provada usando métodos evidenciais. Análise é o método de determinar ou descrever a natureza de uma coisa por determinando-se dentro de suas partes. Interpretação é o intento de dar o significado de alguma coisa. Segue-se que aos fatos conduzem à análise que conduz à interpretação. E se segue que cada etapa no processo é mais subjetiva que a etapa anterior.

Neste contexto, a história é indutiva em sua metodologia, naquilo que acumula os fatos, tenta determinar sua natureza e suas conectividades e então intenta tecê-los dentro de um mosaico compreensível e com significado.

O que é revisionismo histórico legítimo?

Em seu nível mais básico, revisionismo não é nada mais que o apoio à revisão, o qual em si é o ato de revisar, ou modificar algo que já existe. Aplicado à história, isto significa que historiadores questionam a versão aceita das causas ou as consequências de eventos históricos. Como tal, é uma parte importante e aceita do esforço histórico que serve ao redobrado propósito da constante reexaminação do passado enquanto também aumenta nosso entendimento dele. Certamente, se alguém aceita que a história intenta nos ajudar a melhor entender o presente por uma melhor compreensão de como chegamos aqui, o revisionismo é essencial.

Três exemplos de revisionismo histórico legítimo devem bastar para ilustrar isto:

1. A.J.P. Taylor aplicou uma nova interpretação aos eventos que conduziram à segunda guerra mundial. Ele minimiza o papel de Hitler naqueles eventos - the Anschluß (Anschluss, anexação) com a Áustria, a anexação dos Sudetos, a crise de Danzig, o papel dos Aliados, o apaziguamento - comparados ao padrão de interpretação, enquanto retratou a Alemanha nazista como muito menos centralizada e monolítica que a regra. (3)

2. Daniel Jonah Goldhagen questionou virtualmente todas as interpretações habituais das razões para a cumplicidade de muitos alemães na perpetração do Holocausto, e assinalou aquele desejo próprio comum aos alemães que os envolvia devido a existência de um profundo e enraizado antissemitismo eliminacionista nos alemães daquela era. Ele minimiza, ou senão indiscutivelmente rechaça, a influência de Hitler e do Partido Nazista. (4)

3. O historiador alemão Christian Gerlach interpretou um diário de anotações de Joseph Goebbels e um recém descoberto diário de Heinrich Himmler para demonstrar que a data da decisão de Hitler para exterminar judeus foi em dezembro de 1941 ao invés do final do inverno ou início do verão como muitos até então acreditavam. (5)

O que fazem os "Revisionistas"?

"Revisionistas" partem de uma conclusão de que o Holocausto não ocorreu e trabalhar a reversão através de adaptar os fatos para que pré-ordenem a conclusão. Posto de outra forma, eles invertem a própria metodologia descrita acima, e deste modo voltando o próprio método histórico de investigação e análise nesta direção. Isto não quer dizer que historiadores nunca partam de um resultado preconcebido ou desejado; Eles frequentemente o fazem. Mas observando rigorosamente a metodologia correta, aceitam que o resultado de sua investigação pode não ser o que eles previram no início. Eles estão preparados para adaptar suas teorias àquela realidade. Certamente, eles são frequentemente requeridos a revisar suas conclusões baseadas em fatos. Para pôr isto trivialmente, "revisionistas" invertem os fatos baseados em sua conclusão.

Desde que os "revisionistas" partem da conclusão de que o Holocausto não ocorreu, i.e., eles negam sua existência e são frequentemente chamados de "negadores". Em vez de analisarem eventos históricos, fatos, suas causas e consequências e suas interações com outros eventos, eles defendem uma conclusão, independente dos fatos se sustentarem ou não.

O porquê deles fazerem isto não é objeto deste texto, mas pequenos exemplos das distorções, evasivas e negações forçam-nos a ilustrarem como intelectualmente desonesto isto é. E isto deveria ser relembrado, de que eles os forçam a isto, ao fato de que os "revisionistas" negarem uma ocorrência histórica distorcendo os fatos de acordo com aquela negação.

A Teoria de Conspiração

Desde que os fatos não estejam de acordo com a conclusão "revisionista", eles podem encontrar um ponto de vista mais abrangente ou uma forma de rechaça-los. Isto não é uma simples tarefa, desde que os fatos convirjam ao resultado de que os nazis tinham de fato um plano para exterminar o povo judeu europeu, alcançado em grande parte pela sua execução, e deixam pra trás numerosas evidências deste intento. (6)

Portanto, os "revisionistas" tem que alegar que há uma conspiração para fabricar todas aquelas evidências - uma conspiração que deu início a seu trabalho antes do final da guerra - e uma que continua até o presente. "Judiaria Organizada" ou muitas das variantes dos "Sionistas" estão na raiz desta conspiração. A teoria de conspiração manifesta os seguintes posições artificiosas:

. testemunhas sobreviventes mentiram, até onde sua evidência era corroborada por documentos ou outras fontes;

. evidência do perpetrador foi obtida através de tortura, medo por seus familiares ou falsificada de várias formas;

. documentos deixados pra trás pelos nazis foram falsificados, não querem dizer o que eles aparentam dizer, ou são forjados;

. fotografias foram falsificadas;

. filmes foram falsificados;

. palavras não querem dizer o que aparentam dizerem. Quando Himmler usou a palavra "ausrotten" (exterminar) em relação aos judeus, ele não quis dizer realmente "exterminar". Quando Hitler usou a palavra "vernichten" (aniquilar) em relação aos judeus, ele não quis realmente dizer "aniquilar". Quando os Einsatzgruppen falaram das mulheres e crianças judias assassinadas, eles realmente queriam dizer partisans, mesmo que partisans tivessem listas separadas nos muitos relatórios que eles deixaram pra trás;

. discursos gravados foram falsificados. O discurso de 1943 de Himmler em Posen, que foi gravado, não era realmente sua voz, ou partes foram adicionadas mais tarde, ou a tecnologia para gravar não existia em 1943 (ou existia), ou discordava das notas de Himmler para o discurso(ou não);

as vítimas eram responsáveis por aquilo que ocorreu a elas. As mulheres e crianças judias eram partisans ou eram culpados de cometerem crimes atrozes, ou ambos;

Judeus mereceram o tratamento duro de qualquer forma. Mesmo que o Holocausto tivesse ocorrido, e isto seria contudo justificado porque os judeus são alienígenas, raça parasita, determinados em destruir o nobre ariano, e/ou profanarem seu sangue, etc.;

. se nenhuma ordem escrita por Hitler para o Holocausto pode ser encontrada, não houve nenhuma ordem para isto;

. nenhuma câmara de gás está funcionando atualmente. portanto, nunca houve câmaras de gás. Mas mesmo que tivessem existido câmaras de gás, elas foram usadas apenas para fumigar roupas, mesmo que elas estivessem num depósito de cadáveres.

Falsus in Uno, Falsus in Omnibus(Falso em um ponto, falso em todos)

Desde que, como esta lista mostra, uma quantidade de evidências empíricas para o Holocausto são tão claras e devastadoras, os "revisionistas" tem que se lançar em outro truque para desqualificação. Isto tem sido chamado de condição "falsus in uno, falsus in omnibus" (uma prova errada equivale a todas as provas estarem erradas). Isto quer dizer, por exemplo, que se qualquer singular pedaço de evidência de sobrevivente puder ser apresentada como errada, todas as evidências dos sobreviventes estarão erradas e isto pode ser rechaçado. Se qualquer oficial nazista mentiu sobre um aspecto do Holocausto(dentro da questão ou não), todos os oficiais nazistas mentiram, e qualquer coisa que os nazistas disseram depois da guerra é rechaçado. Se qualquer nazista puder ser mostrado por ter sido torturado ou maltratado, todos eles foram e qualquer coisa que disseram é inválida.

Conclusão

O "revisionismo" é obrigado a se desviar do padrão metodologia histórico perseguido, porque busca moldar fatos para se adequar a um resultado preconcebido, nega eventos que foram objetivamente e empiricamente provados que ocorreram, e porque funciona ao reverso, da conclusão para os fatos, de modo a necessitar da distorção e manipulação daqueles fatos onde eles diferem da conclusão preordenada (algo que eles quase sempre fazem). Em poucas palavras, o "revisionismo" nega alguma coisa que de forma demonstrável aconteceu, através de desonestidade metodológica.

Sua desonestidade ética e motivação antissemita são questões que ficam para outro dia.

Notas

01. As menções sobre os "revisionistas" não são apenas citações. Elas indicam que metodologicamente os "revisionistas" não são o que eles afirmam ser. Isto é explicado em detalhe ao longo do ensaio.

02. Funk & Wagnall's Standard Dictionary of the English Language, Volume 1, New York, 1973, p. 599.

03. A.J.P. Taylor, The Origins of the Second World War, Penguin Books, Middlesex, 1964.

04. Daniel Jonah Goldhagen, Hitler's Willing Executioners: Ordinary Germans and the Holocaust(Carrascos Voluntários de Hitler), Alfred A. Knopf, New York, 1996.

05. Die Zeit, edition of January 9, 1998. Seus achados são reportados em Zeitschrift Werkstatt Geschichte, Heft 18/1997.

06. Ver a propósito "Hilberg, The Destruction of the European Jews; Gilbert, The Holocaust; Yahil, The Holocaust; Dawidowicz, The War Against the European Jews 1933-1945; Breitman, The Architect of Genocide; Less, Eichmann Interrogated; Fleming, Hitler and the Final Solution; Broszat et al., Anatomie des SS-Staates;" e muito mais.
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Leitura sugerida: de Pierre Vidal-Naquet, A Paper Eichmann: Anatomy of a Lie(Um artigo para Eichmann: Anatomia de uma Mentira), em particular a parte 4, On the Revisionist Method(Sobre o método "revisionista").

Gordon McFee concluiu seu mestrado em 1973, na Universidade de New Brunswick, Canadá, e na Universidade de Albert Ludwigs, Freiburg im Breisgau, Alemanha (estudos separados), em história e alemão.

Última modificação: 15 de maio de 1999
Copyright © 1998-99 Gordon McFee. Todos os direitos reservados.
Technical/administrative contact: webmaster@holocaust-history.org

Fonte: The Holocaust History Project
http://www.holocaust-history.org/revisionism-isnt/
Tradução: Roberto Lucena

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Socialista britânico critica radicalismo de Norman Finkelstein

Finkelstein e o Holocausto
por Alex Callinicos

UMA TEMPESTADE rompeu-se acerca de A Indústria do Holocausto, o novo e provocativo livro do historiador de extrema-esquerda de Nova York Norman Finkelstein. Seu alvo é em cima de um vasto esforço refletido numa pletora de museus, institutos, cursos, conferências e de como é relembrado o assassinato nazista de 5.1 milhões de judeus.

Para Finkelstein o Holocausto é uma ideologia. Ele acredita que a representação dominante dos crimes nazistas, particularmente nos Estados Unidos, não tem uma maneira séria de intentar compreender ou relembrar isso. Na crítica desta representação, Finkelstein segue a condução dada pelo historiador liberal Peter Novick. Em seu recente livro The Holocaust and Collective Memory(O Holocausto e a Memória Coletiva), Novick argumenta que o Holocauso apenas tornou-se uma questão maior até para judeus americanos nos fins dos anos de 1960s e início dos anos de 1970s.

Para Novick, esta mudança veio como um resultado das guerras árabe-israelenses de 1967 e 1973. Os mais destacados judeus americanos acreditavam que o Estado de Israel encarava um perigo comparável a Hitler. A invocação do Holocausto permitiu que defensores de Israel representasse seus oponentes como cripto-nazistas. Finkelstein rechaça esta explanação, apontando que Israel era um perigo muito maior perigo na guerra de 1948 quando o estado foi fundado. Ele argumenta que foi a decisão de Washington depois de 1967 de tratar o Estado sionista como um maior ativo estratégico norte-americano no Oriente Médio que foi responsável pela mudança na atitude.

"Não foram as alegadas fraqueza e isolamento de Israel, não foi o medo de um 'segundo Holocausto'," ele escreve, "mas ao invés disso é a prova que a força e aliança estratégica com os Estados Unidos que conduziu elites judaicas a elaborar a indústria do Holocausto depois de junho de 1967.

Um segundo fator, Finkelstein argumenta, foi o aumento da prosperidade dos judeus norte-americanos e sua correspondente mudança política para a direita: "ao agir agressivamente para defender seus interesses corporativos e de classe, as elites judaicas marcaram toda oposição para suas novas políticas anti-semitas conservadoras."

Esta análise proporcionou a base para a mordacidade de Finkelstein em atacar a "indústria do Holocausto". Assim ele denuncia o ganhador do prêmio Nobel sobrevivente de Auschwitz Elie Wiesel por transformar o Holocausto "numa religião 'misteriosa'" que ele expõe para um recebimento de honorários de $25,000 por aparição. Igualmente dúbio, para ele, são os esforços das organizações judaicas para ganhar compensação de países como Alemanha e Suíça. Finkelstein alega aquilo do que ele chama de "a Redobrada Chantagem", as compensações reivindicadas são exageradas e pouco do dinheiro chega aos genuínos sobreviventes do Holocausto.

Não é nada surpreendente que Finkelstein venha a estar sob ataque feroz. Jonathan Freedland escreveu no The Guardian na sexta-feira da semana passada que ele estava "próximo das pessoas que fizeram o Holocausto do que daqueles que o sofreram". Levando em conta que ambos os pais de Finkelstein sobreviveram ao Gueto de Varsóvia e aos campos nazistas, esta é uma acusação odiosa.

Apesar de tud, em sua fúria à classe dirigente sionista norte-americana, Finkelstein faz uma oferta enorme aos reféns da fortuna. Como seria sua afirmação diferente daquela que "o campo de estudos do Holocausto está repleto de nonsense, senão de pura fraude" feita pelo "revisionista" do Holocausto D. Irving ao esculhambar durante seu recente caso de difamação?

Finkelstein põe-se a elogiar a "'indispensável' contribuição" de Irving como historiador. Pior ainda, ele acompanha Novick no rechaço da significância da negação do Holocausto: "Não há qualquer evidência que os negadores do Holocausto exerçam qualquer influência maior nos Estados Unidos do que a Sociedade da Terra Plana o faça."

Mas, pode ser verdade que ao contrário dos EUA, a negação do Holocausto seja uma questão política viva na Europa. Quando Jean-Marie Le Pen, que desqualificou o Holocausto como "um detalhe da história", pode receber 15 porcento dos votos na França, e o simpatizante das SS Jšrg Haider pode dominar o governo austríaco, fazendo pouco caso de que o "revisionismo" do Holocausto é um perigo de luxo.

Pior ainda, Finkelstein às vezes faz concessões para a idéia de que alguns judeus pelo menos são parcialmente responsáveis pelo anti-semitismo. Assim ele com aprovação quotes the claim que o Congresso Mundial Judaico, em pressionar por reparações dos governos do Leste europeu, é "culpado de promover...uma terrível ressurgência do anti-semitismo".

Isto parece ser inteiramente o lugar errado de partida. Para amplitude de que há uma ressurgência do anti-semitismo na Rússia e leste da Europa, e em sua maioria a causa mais óbvia é o transtorno econômico e político causado pelo colapso dos regimes stalinistas no fim dos anos de 1980s. Neste clima não é difícil de se surpreender de que racistas encontrariam nos judeus e outros - notavelmente os Roma(ciganos) - os bodes expiatórios, totalmente independente do caráter dessas vítimas.

Finkelstein, como Novick antes dele, levantou questões legítimas. Ele tem destacado que algumas formas com as quais a comemoração do Holocausto tornou-se uma ferramenta de poder. Mas de tão exagerada que é sua polêmica às vezes ele a torna, totalmente contrário às suas próprias intenções, perigosamente próximo a dar conforto para aqueles que sonham com novos holocaustos.

Fotos: Norman Finkelsten com bandeira palestina, Alex Callinicos(socialista britânico)
Texto original(em inglês): Alex Callinicos
http://www.socialistworker.co.uk/archive/1706/sw170609.htm
Tradução: Roberto Lucena

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

O "Engano" de Graf



Traduzido por Leo Gott à partir do link:
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2008/08/grafs-deceit.html

Em Holocaust or Hoax? de Jürgen Graf, ele sabe que é uma trapaça. Em seu primeiro comentário sobre o discurso de Himmler em Posen, Graf tenta enganar o leitor dizendo que o “significado da palavra ‘Ausrottung’ mudou” desde a guerra.

Graf escreve, como segue:

no primeiro discurso Himmler identifica “evacuação” dos judeus com o “extermínio” deles, misturando os dois conceitos que hoje são totalmente distintos. A identificação de evacuação e de extermínio perde seu significado contraditório quando se considera que o significado da palavra "Ausrottung" mudou. Em um discurso de hoje, é sem dúvida que ‘ausrottung’ significa “extermínio físico”, “liquidação”. Isto não era necessariamente no início, a derivação etimológica de ‘ausrotten’ é “arrancar(*)”.

[(*)Nota do tradutor: seria arrancar pela raiz, desenraizar.]


Isso é totalmente falso, visto que na versão anterior de Holocausto or Hoax?, que em 1993 era intitulado The Holocaust Under the Scanner Graf cita este texto publicado em 1944 que que inclui as descrições dos extermínios em Belzec e Majdanek:

Abraham Silberschein (Die Judenausrottung in Polen, Genève, août1944)

Por isso, Graf sabe que existe o texto, que foi publicado em 1944, na qual "ausrottung ' só poderia ter se referido aos assassinatos em campos de extermínio, Graf ainda usa tentativas de golpe para com seus leitores assumindo que o significado de ‘ausrottung’ como "extermínio físico / liquidação "significado não estava em uso até uma certa data.

Além disso, é claro, como seu parceiro na trapaça, Carlos Porter, Graf simplesmente ignora essas partes dos discursos de Posen que provam que Himmler só poderia estar se referindo a extermínio em massa.

Mais desonestidade de Mattogno

Mais uma vez gostaria de agradecer aos pesquisadores do The Holocaust History Project por disponibilizar os seus artigos para a tradução.

Traduzido por Leo Gott à partir do link:
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2008/07/more-mattogno-dishonesty.html



No “livro”, dos “autores”[aspas do tradutor] Carlo Mattogno e Jurgen Graf tentam salvar a tese patética do “reassentamento” citando 2 transportes que foram mencionados por Christian Gerlach em uma citação do seu livro Kalkulierte Morde. A desonestidade da citação deles é de tirar o fôlego.

Os dois transportes aos quais se referem Graf e Mattogno e por eles são resumidos são estes, como segue:

Em 30 de maio de 1943, foi enviado um transporte para Bobruisk com 960 judeus, que haviam sido detidos no Gueto de Varsóvia. Em 28 de julho do mesmo ano, outro transporte de judeus de Varsóvia chegou a Bobruisk; uma parte dos deportados foram enviados para a Smolensk.


É evidente que à partir da citação original de Gerlach, no entanto, mostra que estes transportes não eram “reassentamentos”. Aqui está uma tradução de Roberto[Muehlenkamp] dos principais pontos:

O chefe de logística das Waffen SS e da Polícia Central da Rússia, SS-Standartenfhrer Georg Martin, teve a idéia de construir um campo de concentração e de trazer os judeus de Varsóvia. Assim, em 30 de maio 1942, 960 judeus homens, que, no dia anterior tinham sido detidos nos arredores do Gueto, foram transportados para Bobruisk. Em 28 de julho outro comboio de judeus vindo de Varsóvia chegou a Bobruisk; uma parte dos judeus foram enviados para a Smolensk. Em Bobruisk os judeus também tiveram que fazer trabalhos para a Wehrmacht. Em Setembro de 1943 regressaram para Lublin apenas 91 homens que viveram para ver à partir dos 1.500 deportados, enquanto todos os outros foram vítimas de constantes seleções, do trabalho, da fome e dos terríveis tratamentos. Além disso, houve eventualmente um ou outro transporte cujo reclusos foram fuzilados imediatamente após a chegada. Destes, possivelmente houve um transporte de judeus alemães. Neste contexto, temos alguns depoimentos, segundo os quais, entre 1942/43, houveram grandes assassinatos de judeus perto de Bobruisk, estima-se um número de 12000 a 15000 vítimas, existe interesse, mas não pode ser verificado aqui. Isso mostra o quanto estes eventos são ainda desconhecidos para nós.

Judeus poloneses também foram de comboio para Minsk. Em 31.7.1942, 1000 judeus de Varsóvia chegaram lá, eles iriam ser utilizados como mão-de-obra da força aérea na região de Minsk. Kube ameaçou destruí-los imediatamente além de todos os transportes inesperados. Não está claro no entanto se isso aconteceu.

É uma questão de fato que muitos judeus poloneses foram detidos em Trostinez, que aparentemente estavam sob a Organização Todt e dos quais cerca de 250 foram entregues para a gerência de construção da SS em Smolensk. Também no gueto de Minsk diziam que haviam judeus poloneses. O que não está claro é a forma como muitos comboios com judeus poloneses chegaram a Minsk.

Tudo isso aconteceu porque os judeus eram considerados pelas autoridades alemãs como unidades de força de trabalho que estavam disponíveis em todos os aspectos e poderiam ser deslocados, de certa forma privados de toda humanidade. Recordemos novamente a reinstalação dos trabalhadores forçados judeus dentro da Bielorússia ocidental, principalmente para a Organização Todt (ver capítulo 7.3a). Em 26 de maio de 1942 os judeus foram enviados para a Slonim Mogilev, das quais apenas 2 ou 4 voltaram mais tarde. De maneira similar, em 1942 os judeus de Lida Nowogrodek foram para Smolensk, e partir de Brest 900 judeus foram enviados para o Oriente em junho de 1942, apenas doze deles voltaram.



Há três características desta passagem, que, como Mattogno e Graf devem ter conhecido quando leram, e que contradiz categoricamente a tese de “reinstalação” dos “Negadores do Holocausto”:

Em primeiro lugar, os judeus que sobreviveram esta mão-de-obra ( "91 dos 1500 deportados") teriam "voltado para Lublin, em Setembro de 1943". A intenção não era reassentá-los na URSS.

Em segundo lugar, uma taxa de mortalidade de 94% corresponde claramente a um programa de genocídio (judeus trabalhando até à morte) e não reassentamento.

Em terceiro lugar, se apenas aqueles aptos a trabalhar eram enviados para estas áreas, o que aconteceu com o resto? A designação de mão-de-obra não foi para todos os que foram “reassentados”.

sábado, 23 de agosto de 2008

Bibliografia do Holocausto - Nazismo - Fascismo

Última atualização: 08.01.2014

Para servir de consulta a quem queira procurar livros acadêmicos de História sobre os temas Fascismo, Nazismo, Segunda Guerra e Holocausto em livrarias ou sebos, segue abaixo a indicação de obras de referência sobre os temas mencionados em virtude de que muita gente, de forma não prudente, adentra em redes sociais(Orkut, Facebook etc)e sites neonazis(espalhados aos montes na internet) atrás de títulos de livros a respeito dos referidos temas e por várias vezes se depararam com comunidades e grupos neonazistas e seus simpatizantes que negam o Holocausto indicando bibliografia antissemita e de apologia ao nazismo camuflada de "revisão" histórica.

Há uma "hierarquia" de idioma na listagem dos livros, os livros editados em português ficam na ponta de cada tema já que a abrangência maior do blog é do público de língua portuguesa. Os livros que foram lançados em língua espanhola ou galega podem ser citados juntos aos de língua portuguesa ou junto dos de língua inglesa(caso não haja similar em português), os de língua inglesa(pela grande bibliografia de livros sobre o tema) são os que seguem logo após os de língua portuguesa, indispensáveis ao estudo desses assuntos. Livros em outras línguas, dependendo da importância do livro, podem ser citados no fim de cada tópico(tema).

Os temas Segunda Guerra Mundial, Primeira Guerra Mundial, Guerra Civil Espanhola, República de Weimar, Stalinismo e outros foram colocados num post específico só pra eles por conta do tamanho que ocuparia neste post só destinado a Holocausto e sobre as ideologias fascista e nazista.
Link para acessá-lo abaixo:
Bibliografia da Segunda Guerra Mundial e outros
Ver também:
Bibliografia sobre Racismo - Neonazismo - Neofascismo - Negação do Holocausto

Mais obras poderão ser adicionadas futuramente e ele ficará como link fixo no quadro à esquerda do blog, na parte dos links.

Indicação: para quem quiser conferir um site completo com resenhas de livros sobre todos os temas da Segunda Guerra, em francês, acessem o site:
Livres de guerre (livresdeguerre.net)

O tema Holocausto tem dois seguimentos à parte que tratam de relatos e outro específico sobre o genocídio contra os ciganos. Os únicos livros que não são acadêmicos são aqueles referentes às memórias(na parte RELATOS, seção Holocausto).

Segue no link abaixo uma listagem com indicações dos principais livros disponíveis em português sobre o Holocausto (segundo meus critérios ou impressões):
Ranking de livros em português sobre o Holocausto (Bibliografia)

Segue mais outro link referente à bibliografia, sobre trabalho escravo/trabalho forçado no nazismo:
Trabalho escravo/forçado no nazismo - bibliografia

HOLOCAUSTO


Livros em português:

Livro: Hitler e o Holocausto
Autor: Robert S. Wistrich

Livro: Holocausto (Uma História)
Autores: Robert Van Pelt/Debora Dwork

Livro: A Assustadora História do Holocausto
Autor: Michael R. Marrus

Livro: Os Crematórios de Auschwitz
Subtítulo: A Maquinária do Assassínio em Massa
Autor: Jean-Claude Pressac

Livro: IBM e o Holocausto
Autor: Edwin Black

Livro: A Guerra Contra os Fracos
Autor: Edwin Black

Livro: O Relatório Buchenwald
Autor: David A. Hackett

Livro: Modernidade e Holocausto
Autores: Zygmunt Bauman/Marcus Penchel

Livro: Os Nazistas e a Solução Final
Subtítulo: (Conspiração de Wannsee)
Autor: Mark Roseman

Livro: A Noite de Cristal
Subtítulo: A Primeira Explosão de Ódio Nazista contra os Judeus
Autor: Martin Gilbert

Livro: Auschwitz - O Testemunho de um Médico
Autor: Dr. Miklos Nyiszli

Livro: Sobrevivência
Subtítulo: (E outros estudos) P. A., Artes Médicas, 1989.
Autor: Bruno Bettelheim

Livro: Os Soldados Judeus de Hitler
Autor: Bryan Mark Rigg

Livro: Ministro da Morte: O Caso Eichmann
Autores: Quentin Reynolds, Ephraim Katz e Zwy Aldouby

Livro: É Isto um Homem?
Autor: Primo Levi

Livro: Eichmann em Jerusalém
Subtítulo: Um relato sobre a banalidade do mal
Autora: Hannah Arendt

Livro: Ciência assassina
Autor: Benno Müller-Hill

Livro: Genocídio
Autor: Ward Rutherford

Livro: Entrevistas de Nuremberg
Autor: Leon Goldensohn

Livro: Brasil, um refúgio nos trópicos
Subtítulo: A trajetória dos refugiados do Nazi-fascismo
Autor: Maria Luiza Tucci Carneiro

Livro: Maus - A Historia De Um Sobrevivente (Quadrinhos)
Autor: Art Spiegelman

Livro: Mestres da Morte: a invenção do Holocausto pela SS nazista
Autor: Richard Rhodes

Livro: O Holocausto do Vaticano
Autor: Avro Manhattan

Livros em espanhol:


Livro: Franco y el Holocausto
Autor: Bernd Rother,Leticia Artiles Gracia

Livro: La destruction de los judíos europeos
Autor: Raul Hilberg

Livro: Por que el Holocausto?
Autor: Saul Friedländer

Livro: El Tercer Reich y los judíos (1933-1939) - Los años de la persecución
Autor: Saul Friedländer

Livro: El Tercer Reich y los judios (1939-1945) - Los años del exterminio
Autor: Saul Friedländer

Livro: Nazismo y revisionismo histórico
Autor: Pier Paolo Poggio

Livro: LTI. La lengua del Tercer Reich
Autor: Victor Klemperer

Livro: Si esto es un hombro
Autor: Primo Levi

Livro: La Tregua
Autor: Primo Levi

Livro: Los hun didos y los salvados
Autor:
Primo Levi

Livro: Vivir para contar
Autor: Primo Levi

Livro: Deber de memoria
Autor: Primo Levi

Livro: Me llamaba Pikolo. El testimonio de un compañero de Primo Levi
Autores: Jean Samuel, Jean-Marc Dreyfus

Livro: Primo Levi
Autor: Ian Thomson

Livro: En el corazón del infierno - Documento escrito por un sonderkommand o de Auschwitz 1944
Autor: Zalmen Gradowski

Livro: Los Judíos y Alemania
Autor: Enzo Traverso

Livro: Mengele: El médico de los experimentos de Hitler
Autores: Gerald L. Posner, John Ware

Livro: Los verdugos y las víctimas - Las páginas negras de la historia de la segunda guerra mundial
Autor: Laurence Rees

Livro: Escribir después de Auschwitz; Discurso de la perdida
Autor: Günter Grass

Livro: De Munich a Auschwitz
Autor: Ferran Gallego Margalef

Livro: El holocausto de los republicanos españoles - Vida y muerte en los campos de exterminio alemanes (1940-1945)
Autor: Eduardo Pons Prades

Livro: El Holocausto del Vaticano
Autor: Avro Manhattan

Livro: La Gestapo
Autor: Jacques Delarue

Livro: El Franquismo, cómplice del Holocausto
Autor: Eduardo Martín de Pozuelo

Livros em galego:

Livro: História da Shoah
Autor: Georges Bensoussan
Tradução do francês pro galego: Xoán Garrido Vilariño
Ebook disponível online, em PDF.
Link da Biblioteca virtual de literatura univeral em Galego:
http://www.bivir.com/DOCS/SCI/Shoah.pdf

Obs: praqueles quem nunca tiveram contato antes com o galego(idioma), é um idioma bem parecido com o português, e por vezes lembra o espanhol. Para os falantes e leitores do português, o galego é um idioma totalmente compreensível.


Livros em francês:

Livro: Les Fous de la République
Autor: Pierre Birnbaum

Livro: La Lutte des Juifs en France à l'époque de l'occupation, 1940-1944
Autor: Adam Rutkowski

Livro: Sephardi Jews in occupied France
Autor: Gitta Amipaz-Silber

Livro: Les Einsatzgruppen
Autor: Ralf Ogorreck

Livro: Dictionnaire de la Shoah
Autores: Jean-Marc Dreyfus, Edouard Husson, Joël Kotek, Bensoussan, Georges

Livro: La peur - L'antisémitisme en Pologne après Auschwitz
Autor: Jan T. Gross

Livro: Le livre des pogroms - Antichambre d'un génocide, Ukraine, Russie, Biélorussie 1917-1922
Autora: Miliakova, Lidia

Livro: La Suisse et les Juifs 1933-1945: antisémitisme Suisse, défense du judaïsme
Autor: Jacques Picard


Livros em inglês:


Livro: The Destruction of the European Jews
Edição revisada e definitiva, 1985
Autor: Raul Hilberg

Livro: Masters of Death: The SS-Einsatzgruppen and the Invention of the Holocaust
Autor: Richard Rhodes

Livro: Anatomy of the Auschwitz Death Camp
Autor: Yisrael Gutman, Michael Berenbaum

Livro: Auschwitz: Technique and Operation of the Gas Chambers
Autor: Jean-Claude Pressac
Livro Online: http://www.mazal.org/Pressac/Pressac0.htm

Livro: Years of Persecution - v.1
Subtítulo: (Nazi Germany and the Jews 1933-1939)
Autor: Saul Friedländer

Livro: Years of Extermination - v.2
Subtítulo: (Nazi Germany and the Jews 1939-1945)
Autor: Saul Friedländer

Livro: Legislating the Holocaust: The Loesener Memoirs and Other Documents
Autor: Karl A. Schleunes

Livro: The Unfit: A History of a Bad Idea (Eugenics)
Autor: Elof Axel Carlson

Livro: Hitler's Black Victims: The Historical Experience of Afro-Germans, European Blacks, Africans and African Americans in the Nazi Era
Subtítulo: Cross Currents in African American History
Autor: Clarence Lusane

Livro: Other Germans: Black Germans and the Politics of Race, Gender, and Memory in the Third Reich (Social History, Popular Culture, and Politics in Germany)
Autor: Tina Marie Campt

Livro: Destined to Witness: Growing Up Black in Nazi Germany
Autor: Hans J. Massaquoi

Livro: The 'Final Solution' in Riga
subtítulo: Exploitation and Annihilation, 1941-1944
Autores: Andrej Angrick, and Peter Klein
Tradução de: Ray Brandon

Livro: The Holocaust in Latvia, 1941-1944
Autor: Andrew Ezergailis

Livro: The Last Days of the Jerusalem of Lithuania
Subtítulo: Chronicles from the Vilna Guetto and the Camps, 1939-1944
Autor: Herman Kruk
Editor e introdução: Benjamin Harshav

Livro: Beyond Justice: The Auschwitz Trial
Autor(a): Rebecca Wittmann

Livro: Inside the Nuremberg Trial: A Prosecutor's Comprehensive Account, Vol. 1&2
Autor: Drexel A. Sprecher

Livro: The Holocaust
Subtítulo: (A German Historian Examines the Genocide)
Autor: Wolfgang Benz

Livro: Auschwitz
Autores: Robert Jan Van Pelt/Deborah Dwork

Livro: From Cooperation to Complicity: Degussa in the Third Reich
Autor: Peter Hayes

Livro: The Agony of Greek Jews, 1940-1945
Autor: Steven Bowman

Livro: The Historiography of the Holocaust
Autor: Dan Stone

Livro: The Nazi Ancestral Proof: Genealogy, Racial Science, and the Final Solution
Autor: Eric Ehrenreich

Livro: The Jewish Enemy: Nazi Propaganda during World War II and the Holocaust
Autor: Jeffrey Herf

Livro: Studying the Jew: Scholarly Antisemitism in Nazi Germany
Autor: Alan E. Steinweis

Livro: Mirrors of Destruction: War, Genocide, and Modern Identity
Autor: Omer Bartov

Livro: The Holocaust: Origins, Implementation and Aftermath (Re-Writing Histories.)
Autor: Omer Bartov

Livro: The Uprooted: A Hitler Legacy: Voices of Those Who Escaped Before the 'Final Solution'
Autor: Dorit Bader Whiteman

Livro: The Origins of Nazi Genocide: From Euthanasia to the Final Solution
Autor: Henry Friedlander

Livro: Hans Frank, Lebensraum and the Final Solution
Autor: Martyn Housden

Livro: Hitler, the Germans, and the Final Solution
Autor: Ian Kershaw

Livro: The Holocaust in Romania: The Destruction of Jews and Gypsies Under the Antonescu Regime, 1940-1944
Livro: Radu Ioanid

Livro: Holocaust in Romania: Facts and Documents on the Annihilation of Romania's Jews
Autor: Matatias Carp

Livro: Hitler's Forgotten Ally: Ion Antonescu and his Regime, Romania, 1940 -1944
Autor: Dennis Deletant

Livro: Romania, A Country Study
Autor: Federal Research Division

Livro: The Holocaust
Autor: Jack R. Fischel

Livro: Exile and Destruction: The Fate of Austrian Jews, 1938-1945
Autora: Gertrude Schneider

Livro: The Order of the Death's Head: The Story of Hitler's SS
Autor: Heinz Zollin Höhne

Livro: The Einsatzgruppen Reports: Selections from the Dispatches of the Nazi Death Squads' Campaign Against the Jews July 1941-January 1943
Autores: Yitzhak Arad, Shmuel Krakowski, Shmuel Spector

Livro: Master Mind: The Rise and Fall of Fritz Haber, the Nobel Laureate Who Launched the Age of Chemical Warfare
Autor: Daniel Charles

Livro: Death Dealer: The Memoirs of the SS Kommandant at Auschwitz
Autor: Rudolf Höss
Editor: Steven Paskuly; Tradutor: Andrew Pollinger; Introdução: Primo Levi

Livro: Mengele: The Complete Story
Autor: Gerald L. Posner

Livro: Studying the Jew: Scholarly Antisemitism in Nazi Germany
Autor: Alan E. Steinweis

Livro: The Nazi Doctors: Medical Killing and the Psychology of Genocide
Autor: Robert Jay Lifton

Livro: Medicine after the Holocaust: From the Master Race to the Human Genome and Beyond
Editor: Sheldon Rubenfeld
Resenha (ler)

Livro: Murderous science: elimination by Scientific Selection of Jews, Gypsies, and Others in Germany, 1933-1945
Autor: Benno Müller-Hill
Resenha do livro (ler)

Livro: The Good Old Days: The Holocaust as Seen by Its Perpetrators and Bystanders
Editores: Ernst Klee, Willi Dressen, Volker Riess
Prefácio: Hugh Trevor-Roper

Livro: The Myth of Rescue: Why the Democracies Could Not Have Saved More Jews from the Nazis
Autor: W.D. Rubinstein

Livro: Hollywood and Anti-Semitism: A Cultural History up to World War II (Cambridge Studies in the History of Mass Communication)
Autor: Steven Alan Carr

Livro: Divided Lives: The Untold Stories of Jewish-Christian Women in Nazi Germany
Autor: Cynthia A. Crane

Livro: Bishop von Galen: German Catholicism and National Socialism
Autor: Dr. Beth A. Griech-Polelle

Livro: Ordinary Men: Reserve Police Battalion 101 and the Final Solution in Poland
Autor: Christopher R. Browning

Livro: The Origins of the Final Solution: The Evolution of Nazi Jewish Policy, September 1939-March 1942
Autor: Christopher R. Browning

Livro: We Wept Without Tears: Testimonies of the Jewish Sonderkommando from Auschwitz
Autor: Gideon Greif

Livro: Neighbors: The Destruction of the Jewish Community in Jedwabne, Poland
Autor: Jan T. Gross

Livro: Holocaust: The Nazi Persecution and Murder of the Jews
Autor: Peter Longerich

Livro: Testimony from the Nazi Camps: French Women's Voices (Routledge Studies in Twentieth-Century Literature)
Autora: Margaret Hutton

Livro: Jews in France during World War II
Autor: Renée Poznanski
Livro: Vichy France and the Jews
Autores: Michael Robert Marrus, Robert O. Paxton
Livro: The Holocaust, the French, and the Jews
Autora: Susan Zuccotti
Livro: The Holocaust & the Jews of Marseille
Autora: Donna F. Ryan

Livro: Kristallnacht: Nazi Persecution of the Jews in Europe
Autor: Wil Mara

Livro: The Jehovah's Witnesses and the Nazis: Persecution, Deportation, and Murder, 1933-1945
Autores: Michel Reynaud, Sylvie Graffard

Livro: Networks of Nazi Persecution: Bureaucracy, Business and the Organization of the Holocaust
Editores: G. D. Feldman, W. Seibel

Livro: The Science of the Swastika
Autor: Bernard Mees

Livro: American Religious Responses to Kristallnacht
Autor(a): Maria Mazzenga

Livro: Ordinary People as Mass Murderers: Perpetrators in Comparative Perspective (Holocaust and Its Contexts)
Autor(es): Olaf Jensen, Claus-Christian W. Szejnmann

Livro: Hindenburg: Power, Myth, and the Rise of the Nazis
Autor: Anna von der Goltz

Livro: Brothers and Strangers: The East European Jew in German and German Jewish Consciousness, 1800-1923
Autor: Steven E. Aschheim

Livro: Disciplining the Holocaust
Autor(a): Karyn Ball

Livro: Nazism and the Working Class in Austria: Industrial Unrest and Political Dissent in the 'National Community'
Autor: Timothy Kirk

Livro: The Destruction of Memory: Architecture at War
Autor: Robert Bevan

Livro: The Arabs and the Holocaust: The Arab- Israeli War of Narratives
Autor: Gilbert Achcar

Livro: Among the Righteous: Lost Stories from the Holocaust's Long Reach into Arab Lands
Autor: Robert Stloff

Livro: Wannsee House and the Holocaust
Autor: Steven Lehrer

Livro: Raphael Lemkin and the Struggle for the Genocide Convention
Autor: John Cooper

Livro: Belgium and the Holocaust: Jews, Belgians, Germans
Autor: Dan Mikhman
Livro: The Jews in Italy under Fascist and Nazi Rule, 1922-1945
Autor: Joshua D. Zimmerman

Livro: The Final Solution: A Genocide (Oxford Histories)
Autor: Donald Bloxham

Livro: Genocide: Conceptual and Historical Dimensions (Pennsylvania Studies in Human Rights)
Autor: George J. Andreopoulos

Livro: U.S. intelligence and the Nazis
Autor: Richard Breitman

Livro: Croatia: A Nation Forged in War, Second Edition
Autor: Marcus Tanner

Livro: Crimes in the Jasenovac Camp
subtítulo: A report from 1946
Autora: State Commission of Croatia for the Investigation of the Crimes of the Occupiers and their Collaborators

Livro: Beware of genocide!: short history of Ustashi crimes and their activities in Australia
Autores: Lewis Kent, Marjan Jurjevic

Livro: Croatia: a history
Autores: Ivo Goldstein,Nikolina Jovanović

Livro: Ustasha: the facts
Autor: Marjan Jurjevic

Livro: Ustasha under the Southern Cross
Autor: Marjan Jurjevic

Livro: The past in present times: the Yugoslav saga
Autor: Lajčo Klajn

Livro: War and revolution in Yugoslavia, 1941-1945: occupation and collaboration
Autor: Jozo Tomasevich

Livro: Bosnia and Herzegovina in the Second World War
Autor: Enver Redzic

Livro: Hitler's new disorder: the Second World War in Yugoslavia
Autor: Stevan K. Pavlowitch

Livro: The Ustasha in Australia
Autor: Dave Davies

Livro: Modern hatreds: the symbolic politics of ethnic war
Autor: Stuart J. Kaufman

Livro: The Vatican's Holocaust
Autor: Avro Manhattan

Livro: The Catholic Church and the Holocaust, 1930-1965
Autor: Michael Phayer

Livro: Vatican diplomacy and the Jews during the Holocaust, 1939-1943
Autor: John F. Morley

Livro: A Church Divided: German Protestants Confront the Nazi Past
Autor: Matthew D. Hockenos

Livro: Good neighbors, bad times: echoes of my father's German village
Autora: Mimi Schwartz

Livro: GI Jews: How World War II Changed a Generation
Autora: Deborah Dash Moore

Livro: Auschwitz
Autora: Pascal Croci

Livro: Post-Holocaust: Interpretation, Misinterpretation, And The Claims Of History (Jewish Literature and Culture)
Autor: Berel Lang

Livro: German History from the Margins
Autores: Neil Gregor, Nils H. Roemer, Mark Roseman

Livro: Anti-genocide: building an American movement to prevent genocide
Autor: Herbert Hirsch

Livro: Century of genocide: critical essays and eyewitness accounts
Autores: Samuel Totten, William S. Parsons
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Bibliografia sobre experimentos médicos nazistas em cobaias humanas (em inglês):
(Nazi Medicine: Select Readings from the Collections of the Health Sciences Library: Nazi Medicine Bibliography)

Clique aqui:
http://guides.library.nymc.edu/c.php?g=117981&p=767637
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CIGANOS E O HOLOCAUSTO:

Livro: Pharrajimos: The Fate of the Roma During the Holocaoust
Autro: Janos Barsony, Agnes Daroczi

Livro: The Nazi Persecution of the Gypsies
Autor: Guenter Lewy

Livro: Hitler's Other Victims: There wasn't, some say, just one Final Solution
Autor: Steve Lipman, Staff Writer.

Livro: The Destiny of Europe's Gypsies, (New York: Basic Books,
Autor(es): Donald Kenrick, Grattan Puxon

Livro: Germany and Its Gypsies: A Post-Auschwitz Ordeal
Autor: Gilad Margalit

Livro: Gypsy history in Germany and neighboring lands: A chronology leading to the Holocaust and beyond
Autor: Ian Hancock

Livro: The Pariah Syndrome: An Account of Gypsy Slavery and Persecution
Autor: Ian Hancock

Livro: Hitler's forgotten victims to be remembered at Buchenwald
Autor: Richard Murphy

Livro: A History of the Gypsies of Eastern Europe and Russia
Autor: David M. Crowe

Livro: Un camp de concentration français – Les Tsiganes alsaciens-lorains à Crest, 1915-1919
Autor: Emmanuel Filhol
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RELATOS (Holocausto):


Livros em português:


Livro: Os irmãos Bielski
Autor: Peter Duffy

Livro: A Última Fuga(A história inédita de prisioneiros de guerra)
Autores: John Nichol, Tony Rennell

Livro: O Diário de Anne Frank
Autora: Anne Frank


Livros em espanhol:


Livro: Holocausto Lo Que El Tiempo No Borro
Autora: Eugenia Unger

Livro: Después de Auschwitz. Renacer de las cenizas
Autora: Eugenia Unger

Livro: El diario de Ana Frank - Un canto a la vida
Autor: Anne Frank

Livro: Ana Frank
Autora: Josephine Poole

Livro: Cuentos de Dachau
Autor: Joseph Rovan

Livro: Diario
Autor: Petter Moen

Livro: Cuatro años en París 1940-1944
Autor: Victoria Kent

Livro: Cuando las luces se apagan
Autor: Erika Mann


Livros em inglês:


Livro: The Diary of Anne Frank: The Revised Critical Edition
Autor: Netherlands Institute For War Documentation

Livro: 163256: A Memoir of Resistance (Life Writing)
Autor: Michael Englishman
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GENOCÍDIO ARMÊNIO - PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL


Livros em inglês:


Livro: The Great Game of Genocide: Imperialism, Nationalism, and the Destruction of the Ottoman Armenians
Autor: Donald Bloxham
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O NAZISMO E O FASCISMO NO BRASIL E NAS AMÉRICAS

Livro: Caça às suásticas - O partido nazista em São Paulo sob a mira da polícia política
Autora: Ana Maria Dietrich

Livro: Nazismo tropical? O partido Nazista no Brasil
Autora: Ana Maria Dietrich

Livro: Suástica sobre o Brasil
subtítulo: A História da Espionagem Alemã no Brasil
Autor: Stanley E. Hilton
Resenha do livro.

Livro: Crônica de uma guerra secreta
subtítulo: Nazismo na América: A conexão argentina
Autor: Sérgio Corrêa da Costa
Texto sobre o livro.


Livros em espanhol:


Livro: Perón Y los alemanes: La verdad sobre el espionaje nazi y los fugitivos el Reich
Autor: Uki Goñi

Livro: A Verdadeira Odessa
Livro(espanhol): La Autentica Odessa: La Fuga Nazi a la Argentina de Perón
Autor: Uki Goñi


Livros em inglês:


Livro: Hitler's Man in Havana: Heinz Luning and Nazi Espionage in Latin America
Autor: Thomas D. Schoonover

Livro: Welcoming the undesirables: Brazil and the Jewish question
Autor: Jeff Lesser
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LIVROS SOBRE NAZISMO


Livros em português:


Livro: Ascensão e Queda do III Reich(2 volumes)
Autor: William Shirer

Livro: Hitler(2 Volumes)
Autor: Joachim Fest

Livro: Adolf Hitler(2 volumes)
Autor: John Toland

Livro: A Alemanha de Hitler
Subtítulo: Origens, Interpretações, Legados
Autor: Roderic Stackelberg

Livro: Para Entender Hitler(A Busca das Origens do Mal)
Autor: Ron Rosenbaum

Livro: O Hitler da História
Autor: John Lukacs

Livro: O Santo Reich
Subtítulo: Concepções nazistas do Cristianismo 1919-1945)
Autor: Richard Steigmann-Gall

Livro: Os Alemães
Autor: Norbert Elias

Livro: Hitler
Subtítulo: Um perfil do poderAutor: Ian Kershaw

Livro: LTI: a Linguagem do Terceiro Reich
Autor: Victor Klemperer

Livro: Os Diários de Victor Klemperer: Testemunho Clandestino de um judeu na Alemanha Nazista, 1933-1945
Autor: Victor Klemperer

Livro: O Bunker de Hitler
(Fora de catálogo)
Autor: James P. O'Donnell

Livro: No Bunker de Hitler
Autor: Joachim Fest

Livro: Por Dentro do Terceiro Reich
Autor: Albert Speer

Livro: Albert Speer - Sua Luta com a Verdade
Autor: Gitta Sereny

Livro: As Origens do Totalitarismo
Autora: Hannah Arendt

Livro: O Segredo de Hitler
Autor: Lothar Machtan

Livro: As Entrevistas de Nuremberg
Autor: Leon Goldensohn
Organizador: Robert Gellately

Livro: A Biblioteca Esquecida de Hitler
Subtítulo: Os Livros que Moldaram a Vida do Führer
Autor: Timothy W. Ryback

Livro: Gestapo
Autor: Jacques Delarue

Livro: Diário do Conde Ciano
(Fora de catálogo)
Autor: Galeazzo Ciano

Livro: Os últimos dias de Hitler
(Fora de catálogo)Autor: Hugh Trevor-Roper


Livros em espanhol:


Livro: Yo no
Autor: Joachim Fest

Livro: Conversaciones con Albert Speer - Preguntas sin respuesta
Autor: Joachim Fest

Livro: Alemania: Jekyll y Hide
Autor: Sebastian Haffner

Livro: La Resistencia Alemana contra Hitler, 1933-1945
Autora: Barbara Kohen

Livro: Todos los hombres del Fuhrer
Autor: Ferran Gallego Margalef

Livro: Los últimos días de Hitler
Autor: Hugh Trevor-Roper

Livro: La Dictadura Alemana
Autor: Karl Dietrich Bracher

Livro: El imperio de Hitler
Autor: Mark Mazower

Livro: La estética nazi
Autor: Éric Michaud

Livro: Historia social del tercer reich
Autor: Richard Grunberger

Livro: El pecado de los dioses - La alta sociedad y el nazismo
Autor: Frabrice D'Almeida

Livro: El padre de un asesino
Autor: Alfred Andersch

Livro: El huevo de la serpiente - Crónicas desde Alemania
Autor: Eugenio Xammar

Livro: Las SS - El cuerpo de élite del nazismo, 1919-1945
Autor: Robert Lewis Koehl

Livro: El mito nazi
Autor: Philippe Lacoue Labarthe, Jean-Luc Nancy

Livro: Un detalle nazi en el pensamiento de Carl Schmitt
Autor: Yves Charles Zarka

Livros em inglês:


Livro: The Ciano Diaries, 1939 - 1943: The Complete, Unabridged Diaries of Count Galeazzo Ciano, Italian Minister for Foreign Affairs, 1936-1943
Autor: Galeazzo Ciano
Editor: Hugh Gibson;
Introdução: Sumner Welles

Livro: The German Dictatorship
Autor: Karl Dietrich Bracher

Livro: Hitler - A Study in Tyranny
Autor: Allan Bullock

Livro: Hitler 1889-1936 Hubris
Autor: Ian Kershaw

Livro: Hitler 1936-1945 Nemesis
Autor: Ian Kershaw

Livro: Hitler Table's Talks 1941-1944
Autor: Hugh Trevor-Roper

Livro: The last days of Hitler
Autor: Hugh Trevor-Roper

Livro: Final Entries 1945: The Diaries of Jospeh Goebbels
Autor: Hugh Trevor-Roper

Livro: The Bunker
Autor: James P. O'Donnell

Livro: The Third Reich in Power 1933-1939 - Struggle, Genocide, Collapse
Autor: Richard J. Evans

Livro: The Third Reich at War
Autor: Richard J. Evans

Livro: The Coming of the Third Reich
Autor: Richard J. Evans

Livro: Explaining Hitler: The Search for the Origin of His Evil
Autor: Ron Rosenbaum

Livro: The Essential Hitler: Speeches and Commentary
Autor: Max Domarus

Livro: The Development of the SA in Nuremberg, 1922-1934
Autor: Eric G. Reiche

Livro: Religion, Politics and Ideology in the Third Reich: Selected Essays (Cass Series - Totalitarian Movements and Political Religions)
Autor: Uriel Tal

Livro: Barbed Wire Diplomacy: Britain, Germany, and the Politics of Prisoners of War, 1939-1945
Autor: Neville Wylie

Livro: Defying Hitler: A Memoir
Autor: Sebastian Haffner

Livro: Diary 1937-1943
Autor: Galeazzo Ciano

Livro: The Gestapo: A History of Horror
Autor: Jacques Delarue

Livro: Propaganda and the German Cinema, 1933-1945 (Cinema and Society)
Autor: David Welch

Livro: The Triumph of Propaganda: Film and National Socialism, 1933-1945
Autor: H. Hoffmann

Livro: Self-Financing Genocide: The Gold Train - The Becher Case - The Wealth of Jews, Hungary
Autores: Gabor Kadar, Zoltan Vagi

Livro: Deutschland Erwache. The History and Development of the Nazi Party and the "Germany Awake" Standards
Autor: Ulric of England

Livro: The Politics of the Nazi Past in Germany and Austria
Autor: David Art

Livro: Beyond Berlin: Twelve German Cities Confront the Nazi Past (Social History, Popular Culture, and Politics in Germany)
Autores: Gavriel D. Rosenfeld, Paul B. Jaskot

Livro: The Wages of Destruction: The Making and Breaking of the Nazi Economy
Autor: Adam Tooze

Livro: Nazi Seizure of Power: The Experience of a Single German Town 1922-1945 (Social Studies: History of the World)
Autor: William Allen

Livro: Social Origins of Dictatorship and Democracy: Lord and Peasant in the Making of the Modern World
Autor: Barrington Moore

Livro: Totalitarianism and Political Religions, Volume 1: Concepts for the Comparison of Dictatorships (Totalitarian Movements and Political Religions)
Autor: Hans Maier

Livro: Foreign volunteers of Hitler's Germany
Autor: Warren W. Odegard, Richard E. Deeter

Livro: Model Nazi: Arthur Greiser and the Occupation of Western Poland ( Studies in Modern European History)
Autora: Catherine Epstein

Livro: GESTAPO: A History of Hitler's Secret Police
Autor: Rupert Butler

Livro: Heinrich Himmler: The SS, Gestapo, His Life and Career
Autores: Roger Manvell, Heinrich Fraenkel

Livro: HEYDRICH: The Face of Evil
Autor: Mario R. Dederichs

Livro: The SS: Hitler's Instrument of Terror
Autor: Gordon Williamson

Livro: The Order of the Death's Head: The Story of Hitler's SS (Classic Military History)
Autor: Heinz Zollin Höhne

Livro: The Waffen SS: Hitler's Elite Guard at War, 1939-45
Autor: George H. Stein

Livro: Waffen-SS Encyclopedia
Autor: Marc Rikmenspoel

Livro: The Waffen-SS At War: Hitler's Praetorians 1925-1945
Autor: Tim Ripley

Livro: Soldiers of Destruction
subtítulo: The SS Death's Head Divison, 1933-1945
Autor: Charles W. Sydnor Jr.

Livro: Hitler's War in the East, 1941-1945: A Critical Assessment
Autor: Rolf-Dieter Müller, Gerd R. Ueberschär, Bruce D. Little

Livro: "Endkampf: Soldiers, Civilians, and the Death of the Third Reich
Autor: Stephen G. Fritz
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Bibliografia sobre o Julgamento de Nuremberg (em inglês):

http://en.wikipedia.org/wiki/Nuremberg_Trials_bibliography

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LIVROS SOBRE FASCISMO


Livros em português:


Livro: Anatomia do Fascismo
Autor: Robert O. Paxton

Livro: Os Fascistas
Autor: Michael Mann

Livro: As Origens do Fascismo
Autor: Robert Paris

Livro: Psicologia de Massas do Fascismo
Autor: Wilhelm Reich

Livro: Itália de Mussolini e a Origem do Fascismo
Autor: Emilio Gentile

Livro: Hitler e o Resgate de Mussolini
Autor: Greg Annussek

Livro: Explicar o Fascismo
Autor: Renzo De Felice

Livro: Salazar
subtítulo: Agora, na hora da sua morte
Autores: João Paulo Cotrim, Miguel Rocha

Livro: O Nosso Século é Fascista
Autor: Manuel Loff


Livros em espanhol:


Livro: La crisis del antifascismo: Barcelona, Mayo de 1937
Antifascism Crisis: Barcelona, May of 1937
Autor: Ferran Gallego Margalef

Livro: El Fascismo
Autor: Stanley G. Payne

Livro: Una patria imaginaria
Autor: Ferran Gallego Margalef

Livro: Ensayos sobre la propaganda fascista - Psicoanálisis del antisemitismo
Autor:
Theodor W. Adorno

Livro: Fascismo y comunismo
Autor: François Furet

Livro: Ramiro Ledesma Ramos y el fascismo español
Autor: Ferran Gallego Margalef

Livros em inglês:


Livro: Fascism
Autor: Roger Griffin

Livro: The Lure of Fascism in Western Europe: German Nazis, Dutch and French Fascists, 1933-1939
Autor: Dietrich Orlow

Livro: Journal 1935-1944: The Fascist Years
Autor: Mihail Sebastian

Livro: Mussolini's Italy: Life under the Dictatorship 1915-1945
Autor(es): R.J.B. Bosworth, Allen Lane

Livro: Mussolini's Shadow: The Double Life of Count Galeazzo Ciano
Autor: Ray Moseley

Livro: The Last Soldiers of the King: Wartime Italy, 1943-1945
Autor: Eugenio Corti

Livro: Racial Theories in Fascist Italy (Routledge Studies in Modern European History)
Autor: Aaron Gillette

Livro: Fascism: Theory and Practice (Politics & political theory)
Autor: Dave Renton

Livro: A History of Fascism, 1914-1945
Autor: Stanley G. Payne

Livro: Fascists and Conservatives: The radical Right and the establishment in Twentieth-century Europe
Autor: Martin Blinkhorn

Livro: The European Right: a historical profile‎
Autores: Hans Rogger, Eugen Weber

Livro: The Struggle for Modernity: Nationalism, Futurism, and Fascism (Italian and Italian American Studies)
Autor: Emilio Gentile

Livro: The Unmaking of Fascist Aesthetics
Autor: Kriss Ravetto

Livro: The First World War and the Rise of Fascism
Autor: Eugen Weber

Livro: The rise of fascism
Autor: F. L. Carsten

Livro: The Routledge Companion to Fascism and the Far Right (Routledge Companions)
Autor: Peter Davies

Livro: Fascism in Europe
Autor: Stuart Joseph Woolf

Livro: The Seduction of Unreason: The Intellectual Romance with Fascism from Nietzsche to Postmodernism
Autor: Richard Wolin

Livro: The Culture of Fascism: Visions of the Far Right in Britain
Autor: Julie V. Gottlieb, Thomas P. Linehan

Livro: British Fascism and the Labour Movement
Autor: Nigel Copsey, Dave Renton

Livro: Russian Fascism: Traditions, Tendencies, Movements
Autor: Stephen D. Shenfield

Livro: Cultural Politics in Greater Romania: Regionalism, Nation-Building and Ethnic Struggle, 1918-1930
Autora: Irina Livezeanu

Livro: Rumania: 1866-1947
Autor: Keith Hitchins

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Negação do Holocausto, uma Definição

Negação do Holocausto, uma Definição
por Andrew E. Mathis(do 'The Holocaust History Project')

Esta entrada sobre a Negação do Holocausto aparece em 'Conspiracy Theories in American History: An Encyclopedia'(Teorias da Conspiração na História Americana: Uma Enciclopédia). Escrita por um membro do The Holocaust History Project, trata da história desta crença de conspiração na Europa e EUA. Nós agradecemos o reconhecimento da ABC-CLIO pela permissão em reproduzi-la aqui.

O Holocausto nazista é um dos eventos da história que recebeu o maior escrutínio. Enquanto historiadores discordam em diferentes aspectos deste fenômeno, é basicamente aceito que o Holocausto pode ser corretamente definido como se segue: (1) o Holocausto foi o assassinato intencional dos judeus europeus pelo governo Nazista da Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial como uma matéria de política; (2) este assassinato em massa empregou câmaras de gás, entre outros métodos, como um método de assassinato; e (3) o total de mortes dos Judeus europeus no fim da Segunda Guerra era de aproximadamente 6 milhões. Não surpreendentemente, com um grupo de eventos históricos tão penosamente estudados como o Holocausto, teorias de conspiração sobre este período abundam. Entretando, a mais proeminente teoria de conspiração dos EUA em relação ao Holocausto é sua negação.

Antes de discutir como a negação do Holocausto constitui uma teoria de conspiração, e como a teoria é claramente americana, é importante entender o que que quer dizer o termo "negação do Holocausto." Negadores do Holocausto, ou "revisionistas," como eles chamam a si mesmos, questionam todos os três maiores pontos de definição do Holocausto nazista. Primeiro, eles argúem que, enquanto assassinatos em massa de judeus ocorriam (ainda que eles disputam ambos a intencionalidade daqueles assassinatos como também o suposto mérito destes assassinatos), não houve nenhuma política oficial Nazi para matar judeus. Segundo, e talvez a mais proeminente, eles alegam que não houve nenhuma câmara de gás homicida, particularmente em Auschwitz-Birkenau, onde os principais historiadores acreditam que cerca de 1 milhão de judeus foram assassinados, primeiramente em câmaras de gás. E terceiro, Negadores do Holocausto alegam que o total de mortos dis judeus europeus durante a Segunda Guerra foi bem abaixo de 6 milhões. Os números dos negadores flutuam na casa dos 300.000 e 1.5 milhão, como regra geral.

Enquanto a negação do Holocausto começou como uma teoria da conspiração alemã e francesa, seus antecedentes são ambos especificamente norte-americano e uma encapsulação de 2.000 anos de anti-semitismo europeu. Direcionando ao primeiro ponto, mais antigo, a teoria de conspiração que alega que judeus manipulam não-judeus de várias maneiras, condições, e formas é aproximadamente tão antiga quanto o judaísmo em si. De acordo com anti-semitas, judeus (não apenas a elite judaica que governava no primeiro século, mas todos os judeus) assassinaram Jesus, envenenaram poços, propagaram a Peste Negra, assassinaram crianças cristãs para preparar as matzohs da Páscoa com seu sangue, e foram os principais articuladores por detrás do movimento comunista no leste europeu. Se um único texto abarca todo anti-semitismo europeu, é o anônimo Protocolos dos Sábios de Sião, com as aparentes minutas de um encontro de líderes da judaria internacional no qual a destruição da cultura não-judaica é discutida. Tendo origem na Rússia no começo do século XX, os Protocolos foram, de fato, um plágio alterado do "Dialogue aux Enfers entre Montesquieu et Machiavel"(Um diálogo no Inferno entre Montesquieu e Maquiavel)de Maurice Joly, escrito nos anos de 1860s como um ataque contra Luís Napoleão III (Ridgeway, 50)02.

De uma forma estranha, apesar das conexões atuais entre alguns negadores do Holocausto e extremistas violentos, havia uma via do movimento anti-guerra da Primeira Guerra Mundial que plantou as sementes da negação do Holocausto nos Estados Unidos. Este processo foi dobrado. Primeiramente, o industrial anti-semita dos EUA Henry Ford trouxe os Protocolos aos Estados Unidos depois de uma visita à Europa durante a Primeira Guerra planejando promover uma resolução pacífica para o conflito. Ford o leu e tornou-se convicto de que os "industriais judeus" eram antes de tudo responsáveis pela guerra. A introdução deste documento deu-se numa nação onde membros da Ku Klux Klan estavam na ascensão de adicionar o anti-semitismo ao sentimento corrente nativista, racista e anti-católico. Ford publicou os Protocolos em seu jornal, o Dearborn Independent, ao longo de um período de sete anos entre as duas guerras, dando legitimidade à conspiração da Cabala judaica que buscava propagar guerra como uma operação para ganhar dinheiro.

No mesmo período, historiadores anti-guerra, notavelmente Harry Elmer Barnes, começaram a sugerir motivações conspiracionistas na área dos poderosos da guerra. Como a historiadora Deborah Lipstadt apontou, Barnes e seus colegas foram corretos em muitas de suas suposições, por exemplo, de que a Alemanha não era unicamente culpada pela guerra (a Servia havia, depois de tudo, aberto o fogo); muita propaganda anti-alemã que circulou durante e depois da guerra foi, de fato, falsa; e houve exploradores de guerra que fizeram fortunas nos massacres da guerra (Lipstadt, (33-34)01). Entretanto, isto não mudou essencialmente a natureza imperial da guerra em si. Porém, sem dúvida que Barnes e seu grupo produziu através do método histórico, a denúncia de que as atrocidades alemãs cometidas durante a Segunda Guerra (desta vez, verdadeiramente) seriam tratadas com o maior ceticismo. Barnes, que viveu até o final dos anos de 1960s, foi um dos primeiros norte-americanos a abraçar a negação do Holocausto.

A parte à óbvia negação das atrocidades nazistas pelos próprios perpetradores, o francês Paul Rassinier, um esquerdista que fora internado em Buchenwald e Dora, foi o primeiro a promover a negação do Holocausto com maior vociferously. (a influência de Rassinier na cultura da negação do Holocausto é sentida ainda hoje, com seu discípulo Robert Faurisson protagonizando o movimento de negação na França). Entretando, isto não manteve a negação fora do alcance dos Estados Unidos. O primeiro maior negador do Holocausto foi Austin App, um acadêmico de literatura situado na Pensilvânia. Começando quase que imediatamente ao fim da guerra, App começou uma campanha na imprensa para expôr o que ele acreditava que eram exageros sobre o tratamento dos nazistas com os judeus. Enquanto que sua própria etnicidade germânica era provavelmente o principal atrativo para sua negação, o próprio anti-semitismo e suscetibilidade à teorias de conspiração de App dizia muito de seus escritos. Por exemplo, App freqüentemente usava qualquer combinação dos termos "talmudista", "bolchevique" e "sionista" em seus textos como indicadores que judeus estavam por trás do que ele julgava como uma fraude de que os nazistas tinham assassinado 6 milhões de judeus. Desta forma, ele podia implicar que judeus religiosos, judeus ateus comunistas e judeus nacionalistas estavam todos conspirando juntos para difusão desta crença de um assassinato em massa contra judeus. Além disso, App colocava a culpa de que a mídia judaica controlava continuamente a crença nesta fraude (Lipstadt, 94-96)01, e isto continua a ser um tema de textos anti-semitas e de negação. Se, como John Zimmerman e outros observadorers notaram, o intento da negação do Holocausto é reabilitar o nacional-socialismo, então é adequado que App et al.(entre outros)reiterassem a maioria dos temas anti-semitas de Hitler em seus textos (Zimmerman, 119)04.

O título do maior trabalho de App sobre o Holocausto, 'The Six Million Swindle'(O Engano dos Seis Milhões), é informativo porque implica na própria existência de uma conspiração de judeus para perpetrar uma fraude contra os não-judeus para ganho monetário. Este ganho monetário, especificamente, seria de reparações pagas pela Alemanha Ocidental pelos crimes cometidos contra os judeus durante a guerra. O que App e mais tarde outros negadores falharam em tratar foi de um simples fato: as reparações foram pagas desde os anos de 1950s não baseadas no número de mortes de judeus durante a Segunda Guerra, mas no número de judeus que sobreviveram e daqueles custos de se assentar em outro lugar (primeiramente Israel) que precisavam ser pagos. O historiador Michael Shermer assinalou que o Holocausto fora verdadeiramente uma fraude planejada por sionistas para obter dinheiro para a recente criação do Estado de Israel, então os sionistas teriam inflacionado o número de sobreviventes e não o número de mortos (Shermer and Grobman, 106)03.

Contudo, a perspectiva da conspiração sionista continuou a ser reproduzida por negadores e continua até o presente. Depois de App, a negação do Holocausto nos EUA foi levada a cabo por Arthur Butz, um professor de engenharia elétrica da Universidade de Northwestern nos arredores de Chicago. No seu livro de 1976 'The Hoax of the Twentieth Century'(A Fraude do Século Vinte), Butz reitera a noção de que o Holocausto é conscientemente uma perpetração da falsificação da história. Entretanto Butz é mais sutil que App na culpabilização dos judeus por esta fraude (ele não ataca os judeus religiosos da mesma forma que App, ele não descreve todos os judeus como comunistas), ele alveja os sionistas especificamente como os fraudadores no decorrer dos governos dos Aliados (particularmente a União Soviética), organizações de refugiados e sobreviventes, e até o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (Lipstadt, 126)01.

O que Butz e outros negadorers fracassaram em compreender é o relativa fraqueza do movimento sionista antes, durante e depois da Segunda Guerra. O Sionismo era considerado herético pela maioria dos movimentos religiosos judaicos, e aqueles judeus que se assentaram na Palestina antes da fundação do Estado de Israel em 1948 eram em grande parte refugiados sem nenhum lugar para ir, ao invés de ideolólohos políticos inclinados na criação de um Estado judeu na Palestina. Certamente, muito da recente pesquisa de Israel sobre o Holocausto tem mostrado que algumas das maiores figuras no movimento sionista se importavam muito pouco sobre a grave situação dos judeus na Europa durante a Segunda Guerra. Por exemplo, Menachem Begin, primeiro-ministro de Israel de 1977 à 1983, foi preso pelas autoridades soviéticas por atividades sionistas até a invasão nazista em 1941. Entretanto, ao invés de ficar na Europa para lutar contra os nazistas, Begin partiu para Palestina, onde ele participo de uma guerrilha por cinco anos em nome do Sionismo. Begin não foi o único em sua decisão de lutar pelo Sionismo em vez de lutar pela sobrevivência dos judeus europeus.

Notavelmente, o anti-semitismo da maioria dos negadores os conduzem a denunciar a escolha de Begin enquanto, ao mesmo tempo, preferem continuar a acreditar que este fracionado movimento chamado Sionismo poderia perpetrar uma fraude mundial. Quase todos os maiores negadores, de fato, compartilham uma obsessão redobrada com o Holocausto, com o Sionismo e com o Estado de Israel. O carro-chefe da propaganda de negação nos Estados Unidos está situado na Califórnia, o Institute for Historical Review (IHR, Instituto pela Revisão Histórica), que vende não apenas livros de negação do Holocausto e panfletos, como também críticas ao Sionismo e à religião judaica. Willis Carto, cabeça do Liberty Lobby(Lobby da Liberdade), e de um grupo político de ação anti-Israel situado em Washington, D.C., fundou o IHR. Enquanto tem ocorrido muita luta fraticida ao longo das duas últimas décadas no IHR por causa de dinheiro, as visões de Carto e dos diretores presentes (que incluem Mark Weber, um notório e antigo propagandista neonazi) não estão muito distantes umas das outras. Em outra volta, ao longo do curso de sua batalha com os atuais líderes do IHR, Carto, de forma conspiracionista, acusou Weber de ser um agente sionista.

Weber também defende a ferro e fogo a identificação dos judeus com a Revolução Bolchevique, uma prática iniciada por App entre os negadores norte-americanos mas provocando uma revolução entre observadores na Europa e nos Estados Unidos. Enquanto Weber é capaz de aproveitar-se de certas verdades sobre o partido bolchevique que podem se conectar, pelo menos a primeira vista, aos judeus (como aqueles mais proeminentes líderes bolcheviques, incluindo Leon Trotsky, Lev Kamenev, e Grigori Zinoviev, que eram judeus de nascimento), Zimmerman assinalou que a maioria dos judeus russos era mais atraída ao nacionalista judeu, sionista, ou partidos socialistas democráticos (Zimmerman, 128) que em relação aos comunistas radicais como os bolcheviques. Weber também repete o erro de App de equiparar sionismo e comunismo. Enquanto existiam partidos marxistas-sionistas, particularmente nos primeiros dias do estado israelense, o apoio da União Soviética para países hostis a Israel depois da guerra árabe-israelense de 1967 foi um golpe final à qualquer aliança entre duas ideologias que são, por natureza, diametralmente opostas (Sionismo é uma forma de nacionalismo, enquanto o comunismo é internacionalista em suas metas).

É então visível que a negação do Holocausto é uma teoria de conspiração que busca colocar os judeus por detrás de um movimento internacional para promover uma farsa para ganho monetário. Desta forma, a negação do Holocausto não é diferente de muitas outras formas de anti-semitismo que imputam aos judeus cobiça por dinheiro como também de manter um clima conspiracionista. Além da forma caótica com a qual negadores escolhem englobar todos os judeus juntos, independente de sua confissão religiosa ou orientação política como perpetradores desta "fraude", negadores também se engajam em esforços com pseudo-ciência para tentar provar seus pontos de vista em relação o Holocausto. Para constar, nenhum de seus esforços alteraram qualquer impressão duradoura sobre a historiografia do Holocausto. Enquanto o observador racional concluirá que isto é um testamento sobre a verdade da história do Holocausto, para negadores do Holocausto, isto é meramente um pedaço a mais de evidência de uma conspiração para sufocar o que eles acreditam ser uma "verdade real" sobre o sina dos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

Referências:

1. Lipstadt, Deborah E., Denying the Holocaust: The Growing Assault on Truth and Memory. New York: Plume.

2. Ridgeway, James. 1990. Blood in the Face. New York: Thunder's Mouth Press.

3. Shermer, Michael, and Alex Grobman. 2000. Denying History: Who Says the Holocaust Never Happened and Why Do They Say It? Berkeley: University of California Press.

4. Zimmerman, John C. 2000. Holocaust Denial: Demographics, Testimonies, and Ideologies. New York: University Press of America.

Nota de citação

A informação de citação para este artigo é: Mathis, Andrew E. 2003. "Holocaust, Denial of." Pp. 321-324 in Conspiracy Theories in American History: An Encyclopedia, edited by Peter Knight. Santa Barbara, CA: ABC-CLIO.

Última modificação: 2 de Julho de 2004
Copyright © 2004 ABC-CLIO . Todos os direitos reservados.
Contato técnico/administrativo: webmaster@holocaust-history.org


Fonte: The Holocaust History Project
http://www.holocaust-history.org/denial/abc-clio/
Tradução: Roberto Lucena

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Discurso de Himmler em Posen

Traduzido por Leo Gott à partir do link:
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2008/08/himmlers-posen-speech.html

Uma tática favorita dos “Negadores do Holocausto” é a tentativa de neutralizar a palavra “ausrotten” [ou “ausrottung”] quando ela aparece em um documento nazista. Eles costumam ignorar as análises de expressões feitas por especialistas alemães nativos, tais como aparecem na LTI de Kempeler ou na admissão de Longerich no julgamento de Lipstadt. Em raras ocasiões, quando reconhecem essas análises eles deliberadamente as deturpam, conforme já demonstrado aqui.

A estupidez desta tática é melhor ilustrada em um artigo de Carlos Porter, que foi publicado pela CODOH, em 1996, o que pode ser visto neste link. Porter tenta girar o primeiro discurso de Himmler em Posen, em 4o outubro de 1943 de uma forma mais benigna. Em Nuremberg, “ausrotten” foi traduzido como “extirpação”. Porter insiste que é “desaparecimento”. Isto em si não é bom negócio porque "extirpação" ainda pode significar extermínio se usado em um contexto particular. Na verdade Longerich traduz “ausrotten” como “extirpação” e afirma que:

Eu ainda não encontrei um único exemplo de Hitler ou Himmler utilizando o termo "ausrotten" durante a Segunda Guerra Mundial no que diz respeito aos seres humanos ou a um grupo de seres humanos, do que no sentido de "matar em grande
número ou matar todos na medida do possível ".

No entanto, o erro colegial de Porter foi insistir que Himmler estava falando "figurado" quando ele utilizou o termo, mas em seguida a impressão dos longos extratos do discurso mostraram que Himmler estava, na verdade, se referindo literalmente a genocídio em massa e assassinato de mulheres e crianças.

Assim Porter derrubou seu próprio caso. Por exemplo, na tradução do próprio Porter, a palavra "extirpação" segue a frase “eliminação dos judeus". Mais tarde, no mesmo parágrafo, Himmler descreve a cena típica de assassinato em massa:

A maioria de vocês sabe o que significa quando 100 corpos estão deitados em conjunto, quando há 500 quinhentos , ou se houver 1000 deitados. Para os que passaram por esta situação, e, ao mesmo tempo, salvo exceções acometeram de fraquezas humanas, para permanecerem dignos, nos fez endurecer.


No parágrafo seguinte, Himmler torna ainda mais claro o seu significado, ao referir diretamente a um genocídio de "este povo":

Tínhamos o direito moral, nós tínhamos o dever para com o nosso próprio povo, para matar esse povo que queria nos matar.


No parágrafo seguinte ele admite que:

"temos que erradicar um bacilo".

Mais para o fim do discurso, Himmler diz:

Se outras raças vivem em prosperidade ou estão morrendo de fome, me interessa apenas na medida em que precisamos deles como escravos para a nossa cultura: caso contrário, não tenho interesse algum. Se uma mulher russa cair de esgotamento enquanto cava uma vala anti-tanque me interessa apenas na medida em que termine as valas anti-tanque para a Alemanha.

Se isto não é "contexto" suficiente para comprovar o correto significado de “ausrotten” na primeira intervenção de Himmler em Posen, nós temos mais “contexto” à partir deste acompanhamento do discurso feito dois dias mais tarde no mesmo local.

Estou grato a David Woolfe por chamar a minha atenção para este excerto:

Es trat an uns die Frage heran: Wie ist es mit den Frauen und Kindern? Ich habe mich entschlossen, auch hier eine ganz klare Lösung zu finden. Ich hielt mich nämlich nicht für berechtigt, die Männer auszurotten- sprich also, umzubringen oder umbringen zu lassen - und die Rächer in Gestalt der Kinder für unsere Söhne und Enkel groß werden zu lassen. Es mußte der schwere Entschluß gefaßt werden, dieses Volk von der Erde verschwinden zu lassen.

Chegamos à pergunta: Como será com as mulheres e as crianças? Estou decidido a encontrar uma solução clara aqui também. Eu não considero justificativa a mim mesmo o extermínio dos homens - ou seja, para matá-los ou mandá-los mortos - e permitir que os vingadores dos nossos filhos e netos, cresçam sob a forma de suas crianças. A decisão difícil teve de ser tomada para fazer desaparecer este povo da Terra.



Assim Himmler definiu "utilmente" o significado preciso que ele usou para "auszurotten", no segundo discurso em Posen.

Ele então reiterou este significado, em mais um discurso em Sonthofen em 24 de maio de 1944:

Quanto às mulheres e crianças judias, eu não acredito que eu tinha o direito de deixar que essas crianças cresçam até se tornarem os vingadores que iam matar os nossos pais [sic] e netos. Isso eu pensei, seria covardia. Assim, o problema foi resolvido sem meias medidas.
Himmler não aprovou as "meias-medidas". Apenas seria "meio espirituoso" o primeiro discurso de Himmler em Posen, discurso este para tentar enganar-nos a pensar assim.

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