quarta-feira, 25 de março de 2009

Carta de David Cole sobre Faurisson e Roques - Parte 1 - Introdução

Introdução por Jamie McCarthy


(grifos do tradutor)


David Cole, o único conhecido “revisionista” judeu, recentemente respondeu às críticas de seus “colegas”, especificamente Robert Faurisson e Henri Roques, em uma carta de dezesseis páginas. Ele descreve uma enxurrada de críticas a Robert Faurisson e o auxílio e a cumplicidade deste com outros “revisionistas” como Bradley Smith e Mark Weber. Como o Sr.Cole descreve, ele tem respondido em privado por muitos anos, mas agora sente que é a hora de jogar ao ar suas frustrações com o movimento “revisionista”, e em particular com Faurisson, publicamente.

As primeiras sete páginas da carta são dedicadas a atacar os pontos que Faurisson fez no passado. Nas próximas seis páginas depois de Cole defender sua reputação contra os encargos de Faurisson e a confecção de roubo – um pouco confusa porque eu não tinha visto a história do roubo, e Cole argumenta sobre pormenores que não significam nada pra mim. De qualquer maneira, em toda a carta, particularmente do início ao fim, o Sr.Cole cria um Faurisson bastante desonesto. Estou contente por ver que ele de repente decidiu revelar as dúvidas que ele tinha de todos esses anos, embora eu não entenda porque ele esperou tanto tempo. Dirijo-me a ele uma carta resposta de oito páginas, que vai seguir em um artigo separado.

Para despertar a sua curiosidade, aqui estão alguns trechos da carta de Cole:

...muitos dos pontos que Faurisson fez sobre o Krema I são perigosamente fraudulentos.

...eu tinha acreditado, após uma meticulosa investigação das alegações de Faurisson, que as “garantias” de Faurisson não devem ser aceitas sem críticas, mas imediatamente bastante suspeitas.

“Revisionistas” querem os dois lados, eles querem: A) alegação que o Krema I no seu estado atual é uma criação pós-guerra e B) utilização do Krema I no seu estado atual como prova de que gaseamentos não poderiam ter ocorrido no mesmo.

Faurisson ALTEROU seu fax e MUDOU a história...substituindo a palavra “forno” por “câmara de gás”.

...como já demonstrado, Faurisson não está por cima, alterando seus próprios textos se a situação exige...

(Historiadores vêm dizendo isso acima hà anos).

Para ouvir Fritz [Berg]["revisionista"] dizer que, Faurisson foi duro com ele em manter seus artigos fora das publicações revisionistas. E o crime de Fritz? Ele se atreveu a apontar alguns erros factuais de Faurisson.

O vídeo de minha viagem de 92 nunca foi vendido, apenas dei livremente para os simpatizantes mais próximos de Bradley [Smith].

(Dan Gannon ["revisionista"]disse em outubro de 1994 que vendeu por US$ 50,00)

Cada vez que eu salientei minha oposição ao racismo e nazismo, cada vez que eu salientei que minhas visões revisionistas eram produto da curiosidade intelectual e não pró-fascistas, eu fui abraçado ainda mais pela extrema-direita, porque, afinal, quem melhor ter como aliado do que alguém do campo oposto?

...pessoas que à meses anteriores davam-me o ridículo elogio como “grande homem” estão agora a dar-me igualmente o ridículo desprezo por ser um “vira-casaca” agora que eu ousava sair do padrão do dogma.

(“Dogma”? O impulso motivador do “revisionismo” do Holocausto é a suposição de ser anti-dogma!)

Eu estou realmente perplexo pela surpresa que alguns de vocês [negadores do Holocausto] estão demonstrando sobre as minhas declarações sobre Struthof. Parem de agir com se estivessem trombando, rapazes. Um dia me deixaram claro que sou esquerdista, mestiço, judeu ateu que não tem lealdade a nenhum dogma e que iria concordar com prazer que haviam câmaras de gás, se a prova pudesse ser encontrada. Não é culpa minha se alguns de vocês pensaram que eu estava dizendo essas coisas só para enganar o público e privadamente eu era “um de vocês”.

Faurisson está...citando uma passagem, e em seguida DIZENDO-NOS aquilo que acabou de ler, na esperança de que nós não iremos notar qualquer incongruência entre a passagem e a explanação dele. Faurisson está citando uma passagem que fala em parte de extermínio – PELO MENOS em parte, e então ele nos DIZ que temos de fato, NÃO TEMOS que ler o que nós lemos...

Acho que existe uma probabilidade muito elevada com base no meu próprio e rigoroso padrão de provas documentais, que a câmara de gás de Struthof foi realmente utilizada para matar judeus...

Em uma carta para mim, Sr.Cole também atacou o seu antigo colega de trabalho, Bradley Smith, por defender Faurisson à partir de sua crítica. Mark Weber, Robert Countess e o próprio Faurisson também são atacados por Cole. Aparentemente, todos eles pensam que as críticas à Faurisson deveriam ser poupadas devido ao seu sofrimento às mãos do governo francês e assim por diante.

Estranho. Contrasta isto com a sidebar de março de 1995, item do “Relatório Smith”, em que o Sr.Smith escreve:

Aqueles que protestam que é mais importante ser “sensível” para com os “sobreviventes”[do Holocausto] do que ser verdadeiros com os registros históricos representam uma visão do mundo que é estrangeiro para uma sociedade livre.

Mas quem pensa que é mais importante ser sensível ao sofrimento de negadores do Holocausto do que verdadeiros...isso é perfeitamente correto, aparentemente, de acordo com o Sr.Smith.

Na sua carta, o Sr.Cole justamente salienta que os sobreviventes do Holocausto sofreram muito pior sofrimento do que Faurisson já conheceu.

Gostaria de postar a carta na Usenet, mas estou aguardando autorização do Sr.Cole (novamente, ver minha carta resposta). Gostaria também de incluir toda a questão do “Relatório Smith” de março aqui, o que inclui a curta nota de Faurisson assim como a longa resposta de Cole, que precedeu a disputa Cole-Faurisson que transparece abaixo. A taxa de revelação-por-palavra é inferior à carta de 16 páginas de Cole, porém, não posso por-me a escrevê-la por agora. Talvez quando eu tiver mais tempo.

Favor notarem que a publicação de minha carta aqui, sem apreciação e comentários, não é certamente pelo endosso da posição do Sr. Cole. Minha falta de comentário é devido à falta de tempo, e não à falta de parecer. Isso leva o dobro de tempo para a longa discussão da “teoria da conspiração do roubo de Cole” das páginas 8 a 13, que considero absolutamente absurdas e indignas de mencionar – mas aqui eu gostaria de apresentar a carta de Cole na sua totalidade, além do mais, isto é aparentemente o assunto que levou o Sr. Cole a escrever esta carta a todos.

Todas as observações entre colchetes (números de página e “sic”s) são meus. Quaisquer erros não assinalados com “[sic]” são meus. Dois erros assinalados com “(sic)”, são de Cole e “sic” para erros de Faurisson. E agora, a carta em si:



**Comentários: A carta está sendo traduzida e será publicada em breve, antes eu gostaria de saber o que os "revisionistas" têm a dizer sobre a carta, e também a repercussão da mesma.

Fonte: The Nizkor Project

Arquivo: http://www.nizkor.org/ftp.cgi/people/c/cole.david/cole-vs-faurisson-struthof

Tradução: Leo Gott

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