sexta-feira, 1 de maio de 2009

PL do Holocausto - "Revisionistas"(negadores) na berlinda no Brasil

Em virtude da visita do Presidente(do Irã), que nega o Holocausto(o negacionista com o maior cargo de destaque no mundo), ao Brasil, o Projeto de Lei que criminaliza a negação do Holocausto e genocídios poderá ser votado ainda na próxima semana.

Recado para Ahmadinejad
De Lauro Jardim:

Os líderes dos principais partidos do país (PMDB, PT, PSDB, DEM, PPS, PV) assinaram na quinta-feira passada um requerimento para que seja votado em regime de "urgência urgentíssima" o projeto de Marcelo Itagiba criminalizando aquele que negar o holocausto. É uma espécie de gesto político da Câmara às vésperas da visita oficial do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, o celerado que nega o holocausto e prega o extermínio de Israel. Há chance de que o projeto seja votado nos próximos dias, durante a permanência de Ahmadinejad no Brasil.

Fonte: Blog do Noblat/O Globo
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/05/01/recado-para-ahmadinejad-182319.asp

Comentário: acho que os "revis"(Made in Brazil) não irão gostar dessa notícia...

23 comentários:

Juan disse...

É isso mesmo! Temos de calar a boca desses Revisionistas! Se deixarmos eles falarem, corremos um risco muito grande! CENSURA NELES!

Diogo disse...

Absolutamente de acordo com o Juan.


O padre Católico Viktor R. Knirsch de Kahlenbergerdorf, Áustria, faz algumas observações sobre este assunto:

"É um direito e uma obrigação de todos os que procuram a verdade para as suas dúvidas, investigar e considerar todas as provas disponíveis. Sempre que estas dúvidas e investigações forem proibidas; sempre que as autoridades exigirem uma crença inquestionável – tal representa uma prova de uma arrogância rude, que faz despertar as nossas suspeitas.

Se aqueles cujas alegações são questionadas têm a verdade do seu lado, eles responderão pacientemente a todas as questões. Certamente que eles não continuarão a ocultar as evidências e os documentos que pertencem à controvérsia. No entanto, se aqueles que exigem crédito estão a mentir, então eles irão requerer um juiz. Por este gesto, vocês ficarão a saber o que eles são. Quem diz a verdade é calmo e sereno, mas aquele que mente, exigirá a justiça mundana."

Abraço

PS) A propósito, a discussão sobre Treblinla acabou?

Diogo disse...

Roberto Muehlenkamp disse...

«Complementando a mensagem anterior do Roberto Lucena, seguem-se ligações para resumos em língua inglesa de julgamentos perante tribunais da República Federal Alemã que (também) tiveram como objecto gaseamentos (em escala reduzida e não relacionados com o extermínio sistemático dos judeus) em campos de concentração situados em territórios do Reich alemão antes do início da Segunda Guerra Mundial:

MauthausenCase Nr.659Case Nr.738

NeuengammeCase Nr.286

SachsenhausenCase Nr.497 »




As contradições já ultrapassam todos os limites da vergonha e da desfaçatez. Observem bem todos estes casos e leiam com atenção todos os links:


1 - Campo de Concentração de MauthausenMuseu Yad Vashem - não fala em nenhuma câmara de gás em Mauthausen:

http://www1.yadvashem.org/odot_pdf/Microsoft%20Word%20-%206639.pdf


Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos - refere uma câmara de gás em Mauthausen:

http://www.ushmm.org/wlc/article.php?lang=en&ModuleId=10005196



2 - Campo de Concentração de SachsenhausenMuseu Yad Vashem - refere uma câmara de gás em Sachsenhausen:

http://www1.yadvashem.org/odot_pdf/Microsoft%20Word%20-%205987.pdf


Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos - não fala em nenhuma câmara de gás em Sachsenhausen:

http://www.ushmm.org/wlc/article.php?lang=en&ModuleId=10005538



3 - Campo de Concentração de NeuengammeMuseu Yad Vashem - não fala em nenhuma câmara de gás em Neuengamme.

http://www1.yadvashem.org/odot_pdf/Microsoft%20Word%20-%205954.pdf


Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos – não fala em nenhuma câmara de gás em Neuengamme.

The SS sent those selected at Neuengamme to the killing center at Bernberg an der Saale, where German medical personnel murdered them in gas chambers.

http://www.ushmm.org/wlc/article.php?ModuleId=10005539


Abraço

Roberto Lucena disse...

Diogo, só vou reforçar um recado que já foi dito há algum tempo atrás, se a discussão começou noutro post que ela fique nele, todos conseguem achar o post(e continuar a discussão nele) mesmo que outros sejam postados. Se por um acaso decidirem continuar em outro post, tudo bem, mas a discussão não foi encerrada no outro e você traz a mesma coisa pra cá. A discussão aqui é outra, é sobre Congresso Nacional e pôr em prática o que está escrito na constituição(a legislação antirracismo do país).

Essa tática de trazer pros outros posts discussão que você não conclui neles é um modo de "ter o que dizer" nos outros e vir preencher espaço com propaganda.

Roberto Lucena disse...

"É isso mesmo! Temos de calar a boca desses Revisionistas!"

"Revisionistas" ou neonazis, fascistas e côngeneres?

"Se deixarmos eles falarem, corremos um risco muito grande! CENSURA NELES!"

Censura não, cadeia. Racista no Brasil deveria ir em cana. Já não basta o ridículo de um país fortemente miscigenado ter gente "pregando raça pura"(muitos desses são miscigenados), e ainda chegam aqueles preocupados com uma minoria racista que acha que esse país deve se tornar a esbórnia pros delírios racistas deles.

Diogo disse...

Lucena,

Um blog não é um fórum. Um determinado tema, porque outros vão surgindo, vai ficando lá para trás e ninguém lá vai dizer ou contradizer. Isto passa-se aqui como noutro blog qualquer. Quando entro no meu blog não vou ver o que foi dito há quatro posts atrás. Porque não é esta a lógica do blog.


Quanto ao Roberto Muehlenkamp, que me parece o mais inteligente do vosso grupo, gostava que respondesse às palavras do padre Católico Viktor R. Knirsch e às contradições nos julgamentos que ele aludiu e aos links que eu apontei no comentário seguinte.

Abraço

Roberto Lucena disse...

"Lucena,

Um blog não é um fórum. Um determinado tema, porque outros vão surgindo, vai ficando lá para trás e ninguém lá vai dizer ou contradizer. Isto passa-se aqui como noutro blog qualquer. Quando entro no meu blog não vou ver o que foi dito há quatro posts atrás. Porque não é esta a lógica do blog."


O blog é um site, quem dá a "lógica" ou "dinâmica" do site são os formuladores dele, ou seja, não é porque 'n' blogs funcionam de um jeito que outros têm que seguir o "modelo" de funcionamento deles. Eu expus o que eu acho do tema, e continuo a ter a mesma opinião de sempre, não vi nada que pudesse mudar isso, se os demais não virem problema na coisa podem prosseguir a discussão sem problemas(como já foi discutido noutro post e exposto nele), mas como foi emitido um comentário seu, emiti novamente minha opinião sobre esse tipo de "colagem" que você fez que continuo a achá-la desnecessária além de soar como propaganda de textos "revis" em cada post(repetição do mesmo texto, mesmo tendo sido refutado e apontado os erros, pra dar a impressão de que "está certo"), além de desviar o assunto do post.

"Quanto ao Roberto Muehlenkamp, que me parece o mais inteligente do vosso grupo, gostava que respondesse às palavras do padre Católico Viktor R. Knirsch e às contradições nos julgamentos que ele aludiu e aos links que eu apontei no comentário seguinte."

Assim que for possível ele responderá na discussão que estava a acontecer noutro post, como comentei, dá pra localizar o post fácil onde se iniciou a discussão pois chega o aviso(por e-mail com o conteúdo) do comentário feito no blog.

Roberto Lucena disse...

Pra quem quiser acompanhar, há uma discussão aqui:
Post sobre Wannsee e Yehuda Bauer

Roberto Muehlenkamp disse...

»Roberto Muehlenkamp disse...

«Complementando a mensagem anterior do Roberto Lucena, seguem-se ligações para resumos em língua inglesa de julgamentos perante tribunais da República Federal Alemã que (também) tiveram como objecto gaseamentos (em escala reduzida e não relacionados com o extermínio sistemático dos judeus) em campos de concentração situados em territórios do Reich alemão antes do início da Segunda Guerra Mundial:

MauthausenCase Nr.659Case Nr.738

NeuengammeCase Nr.286

SachsenhausenCase Nr.497 »

As contradições já ultrapassam todos os limites da vergonha e da desfaçatez. Observem bem todos estes casos e leiam com atenção todos os links:«
Então, voltamos à conversa das "contradições"?

Eu já lhe expliquei qual é a minha opinião a este respeito: os factos históricos são aquilo que são, aquilo que foi apurado com base nas provas por historiadores e pelos tribunais independentes de um país democrático como a República Federal Alemã. Não interessa minimamente para os factos se estes são ou não correctamente reproduzidos por este ou aquele museu.

Você não me parece ser de compreensão lenta, pelo que me surpreende que volte sempre a carregar na mesma tecla.

«1 - Campo de Concentração de MauthausenMuseu Yad Vashem - não fala em nenhuma câmara de gás em Mauthausen:

http://www1.yadvashem.org/odot_pdf/Microsoft%20Word%20-%206639.pdf

Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos - refere uma câmara de gás em Mauthausen:

http://www.ushmm.org/wlc/article.php?lang=en&ModuleId=10005196»


Se isso é assim, e se a omissão do Yad Vashem se deve entender como afirmação de que não houve câmara de gás em Mauthausen, isto apenas significa que os responsáveis pelo site Yad Vashem não fizeram o seu trabalho de casa, não consultaram os veredictos alemães que eu referi e outras fontes pertinentes, enquanto os responsáveis pelo site USHMM fizeram um trabalho mais consciencioso.

«2 - Campo de Concentração de SachsenhausenMuseu Yad Vashem - refere uma câmara de gás em Sachsenhausen:

http://www1.yadvashem.org/odot_pdf/Microsoft%20Word%20-%205987.pdf

Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos - não fala em nenhuma câmara de gás em Sachsenhausen:

http://www.ushmm.org/wlc/article.php?lang=en&ModuleId=10005538 »
Se assim for, e se a omissão do USHMM deve ser entendida como afirmação de que não houve câmaras de gás em Sachsenhausen. quem fez o seu trabalho de casa neste caso foi Yad Vashem, enquanto o USHMM não teve o cuidado suficiente na pesquisa. A mim isso não me aquece nem me arrefece. Se a si lhe tira o sono, não lhe posso ajudar.

«3 - Campo de Concentração de NeuengammeMuseu Yad Vashem - não fala em nenhuma câmara de gás em Neuengamme.

http://www1.yadvashem.org/odot_pdf/Microsoft%20Word%20-%205954.pdf

Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos – não fala em nenhuma câmara de gás em Neuengamme.

The SS sent those selected at Neuengamme to the killing center at Bernberg an der Saale, where German medical personnel murdered them in gas chambers.

http://www.ushmm.org/wlc/article.php?ModuleId=10005539
Se assim for, e se a omissão de ambos os museus deve ser entendida como afirmação de que não houve câmara de gás em Neuengamme, a única coisa que isso significa é que os responsáveis pelos sites de ambos museus não leram nem a sentença do julgamento que eu citei, nem o que consta das páginas 266 e seguintes do estudo Nationalsozialistische Massentötungen durch Giftgas, editado por Kogon, Langbein, Rückerl e outros. E daí? Big fucking deal, como dizem os anglo-saxões.

Espero que agora tenha finalmente percebido que a sua conversa sobre as supostas "contradições" entre um museu e outro, ou entre ambos museus e as fontes que ambos obviamente se esqueceram de consultar, não têm qualquer relevância.

Já agora, há alguma razão em especial para você ter postado a sua resposta sob o presente artigo, e não sob o artigo onde postei a mensagem em questão ? Se assim for, agradeço que explique. Não havendo explicação, agradeço que este comportamento não se repita.

Roberto Muehlenkamp disse...

«Quanto ao Roberto Muehlenkamp, que me parece o mais inteligente do vosso grupo, gostava que respondesse às palavras do padre Católico Viktor R. Knirsch e às contradições nos julgamentos que ele aludiu e aos links que eu apontei no comentário seguinte.»Em primeiro lugar, agradeço que se abstenha de elogios à minha pessoa. Não me interessam, sobretudo quanto implicam um insulto aos demais contribuintes deste blog, que neste caso são apelidados de menos inteligentes.

Em segundo, de quais "contradições nos julgamentos" está falando? Nos julgamentos que eu citei não há contradições. Pode quanto muito haver contradições entre fontes secundárias que fizeram melhor ou pior o seu trabalho de pesquisa e tiverem ou não em conta as conclusões a que chegaram os tribunais alemães nos julgamentos em questão. E como já disse, o que conta nesse caso são os julgamentos, e não as fontes secundárias que os tiverem ou não em consideração.

Quanto ao seu padre, concordo com ele quanto à obrigação de investigar e considerar todas as provas disponíveis, coisa que os historiadores fazem mas os "revisionistas" estão muito longe de fazer. Quanto à proibição de dúvidas e investigações em que o padre fala, acho que tal não se verifica em relação aos acontecimentos históricos que são o tema deste blog, já que ninguém – mesmo aqueles governos que aplicam legislação contra o "revisionismo" – proíbe que se façam investigações ou que se manifestem dúvidas razoáveis que possam surgir devido à descoberta de novas evidências. O que proíbem aqueles governos (pelo menos na Alemanha, cujas disposições a este respeito conheço) é a manifestação pública, com intuito de incitação ao ódio e passível de perturbar a paz e ordem públicas, de "duvidas" baseadas na distorção, falsa interpretação, omissão ou rejeição irrazoável da evidência dos factos. Ninguém está ocultando documentos e outras evidências, salvo nas fantasias de paranóicos que se vêm rodeados de todo tipo de conspirações ou nas alegações de charlatães que afirmam ou insinuam a existência de tais conspirações. O sermão daquele padre sugere que ele pertence a uma dessas duas categorias; deixo em aberto a qual delas.

Já agora, aproveito para esclarecer que sou contra qualquer tipo de legislação que impeça aos "revisionistas" espalharem a sua propaganda aos quatro ventos, já pelo facto de estar farto de choradinhos sobre "perseguição" e "censura" e de sermões como os do padre Knirsch. O "revisionismo" não deve ser proibido, mas sim posto no ridículo que as suas falsidades merecem, em debate aberto e sem restrições.

Diogo disse...

Muehlenkamp: «como já disse, o que conta nesse caso são os julgamentos, e não as fontes secundárias que os tiverem ou não em consideração.»


Quanto à fiabilidade dos julgamentos dos nazis:

Tribunal Militar Internacional de Nuremberga:

O Comandante de Auschwitz, Rudolf Höss, compareceu perante o Tribunal Militar Internacional de Nuremberga como testemunha a 15 de Abril de 1946, onde o seu depoimento causou grande sensação.

Na presença de jornalistas de todo o mundo, Höss confessou os mais horrendos crimes da História. Contou como recebeu pessoalmente uma ordem de Himmler para exterminar os Judeus. Estimou em 3 milhões o número de pessoas que tinham sido exterminadas em Auschwitz, dois milhões e meio das quais nas câmaras de gás.

As confissões de Rudolf Höss constituíram a pedra angular da tese que afirma que o extermínio sistemático de Judeus, sobretudo por intermédio de câmaras de gás, foi uma realidade histórica. É verdade que Höss testemunhou em Nuremberga atrocidades horrendas, e confirmou sob juramento a verdade de um depoimento que ele aceitou assinar para a acusação. Nesse depoimento, Höss confessou ter dado ordens para gasear milhões de vítimas.

"Eu pessoalmente organizei segundo ordens recebidas de Himmler em Maio de 1941 o gaseamento de dois milhões de pessoas entre Junho/Julho de 1941 e o fim de 1943 durante o qual eu fui o comandante de Auschwitz"

Sabe-se agora, através do livro «Legions of Death» [Legiões da Morte], que Rudolf Höss foi espancado quase até à morte por membros pela British Field Police Force [Força Policial de Campo Britânica] após a sua captura e muito maltratado depois disso até ter prestado o seu testemunho devastador e o seu depoimento ajuramentado.

A confissão feita "voluntariamente" em inglês por Rudolf Höss, ex-comandante do campo de concentração de Auschwitz, na qual este afirmou ter pessoalmente organizado o gaseamento de dois milhões de pessoas entre Junho de 1941 e o fim de 1943 (três milhões até 1945), é hoje contraditada pelas placas que se encontram desde 1995 em Auschwitz, que apontam para um total de cerca de um milhão e meio de vítimas.


http://citadino.blogspot.com/2007/10/rudolf-hss-um-comandante-de-um-campo-de.html

Abraço

Roberto Muehlenkamp disse...

«Muehlenkamp: «como já disse, o que conta nesse caso são os julgamentos, e não as fontes secundárias que os tiverem ou não em consideração.»


Quanto à fiabilidade dos julgamentos dos nazis:

Tribunal Militar Internacional de Nuremberga:

O Comandante de Auschwitz, Rudolf Höss, compareceu perante o Tribunal Militar Internacional de Nuremberga como testemunha a 15 de Abril de 1946, onde o seu depoimento causou grande sensação.

Na presença de jornalistas de todo o mundo, Höss confessou os mais horrendos crimes da História. Contou como recebeu pessoalmente uma ordem de Himmler para exterminar os Judeus. Estimou em 3 milhões o número de pessoas que tinham sido exterminadas em Auschwitz, dois milhões e meio das quais nas câmaras de gás.

As confissões de Rudolf Höss constituíram a pedra angular da tese que afirma que o extermínio sistemático de Judeus, sobretudo por intermédio de câmaras de gás, foi uma realidade histórica. É verdade que Höss testemunhou em Nuremberga atrocidades horrendas, e confirmou sob juramento a verdade de um depoimento que ele aceitou assinar para a acusação. Nesse depoimento, Höss confessou ter dado ordens para gasear milhões de vítimas.

"Eu pessoalmente organizei segundo ordens recebidas de Himmler em Maio de 1941 o gaseamento de dois milhões de pessoas entre Junho/Julho de 1941 e o fim de 1943 durante o qual eu fui o comandante de Auschwitz"

Sabe-se agora, através do livro «Legions of Death» [Legiões da Morte], que Rudolf Höss foi espancado quase até à morte por membros pela British Field Police Force [Força Policial de Campo Britânica] após a sua captura e muito maltratado depois disso até ter prestado o seu testemunho devastador e o seu depoimento ajuramentado.

A confissão feita "voluntariamente" em inglês por Rudolf Höss, ex-comandante do campo de concentração de Auschwitz, na qual este afirmou ter pessoalmente organizado o gaseamento de dois milhões de pessoas entre Junho de 1941 e o fim de 1943 (três milhões até 1945), é hoje contraditada pelas placas que se encontram desde 1995 em Auschwitz, que apontam para um total de cerca de um milhão e meio de vítimas.

http://citadino.blogspot.com/2007/10/rudolf-hss-um-comandante-de-um-campo-de.html»
Em primeiro lugar, não precisamos do "Legions of Death" para saber que Höss foi espancado após a sua captura. O próprio Höss descreveu esse tratamento nas suas memórias que escreveu posteriormente em cativério polaco. Nessas mesmas memórias, Höss descreveu a sua estadia no Tribunal de Nuremberga, onde foi apresentado como testemunha pela defesa de Kaltenbrunner, como uma "cura de descanso" em comparação com o que lhe tinha acontecido antes de ser transferido para Nuremberga. Foi (também) no contexto desse depoimento como testemunha da defesa que Höss falou em Auschwitz-Birkenau e nos crimes lá cometidos. Não há indicação de que o tratamento antes recebido às mãos dos seus captores británicos tenha influenciado o depoimento de Höss perante o tribunal em Nuremberga.

Em segundo lugar, embora os números que Höss indicou perante o tribunal de Nuremberga tenham sido demasiado elevados, isto não impede serem correctas outras informações fornecidas por Höss sobre o campo de Auschwitz-Birkenau, nomeadamente o facto do extermínio em massa e os procedimentos adoptados, informações estas que condizem com as de numerosas testemunhas independentes de Höss e são também corroboradas por evidência documental e física.

Em terceiro lugar, o próprio Höss desmentiu posteriormente os números que tinha indicado em Nuremberga, indicando uma ordem de grandeza de cerca de um milhão de vítimas que condiz com os resultados da pesquisa histórica sobre o número de deportados a Auschwitz-Birkenau vs. o número de sobreviventes. Fez isto durante o seu interrogatório pelo juiz de investigação polaco Jan Sehn, em que afirmou que os números mais elevados baseados em depoimentos de sobreviventes (em que os soviéticos e polacos basearam a sua própria estimativa de quatro milhões de mortos) eram puras fantasias. A última anotação é caso queira alegar que os polacos torturaram Höss.

Em quarto lugar, o que é que o Julgamento de Nuremberga, os procedimentos lá adoptados e as conclusões a que lá se chegou, nos dizem sobre os procedimentos adoptados por tribunais da República Federal Alemã e a solidez das conclusões destes tribunais? Absolutamente nada.

Não tem argumentos melhores?

Diogo disse...

Caro Muehlenkamp,

Está a tornar-se complicado debater consigo.

Sobre Mauthausen - os responsáveis pelo site Yad Vashem não fizeram o seu trabalho de casa…

Sobre Sachsenhausen – O Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos não teve o cuidado suficiente na pesquisa…

Sobre Neuengamme - a única coisa que isso significa é que os responsáveis pelos sites de ambos museus não leram nem a sentença do julgamento que eu citei…

As afirmações de Elie Wiesel e de Simon Wiesenthal não lhe merecem confiança…

As conclusões do Julgamento de Nuremberga, os procedimentos lá adoptados e as conclusões a que lá se chegou, não têm solidez…


Abraço

Roberto Muehlenkamp disse...

Caro Muehlenkamp,

Está a tornar-se complicado debater consigo.

Sobre Mauthausen - os responsáveis pelo site Yad Vashem não fizeram o seu trabalho de casa…

Sobre Sachsenhausen – O Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos não teve o cuidado suficiente na pesquisa…

Sobre Neuengamme - a única coisa que isso significa é que os responsáveis pelos sites de ambos museus não leram nem a sentença do julgamento que eu citei…

As afirmações de Elie Wiesel e de Simon Wiesenthal não lhe merecem confiança…
E daí? Sei distinguir fontes fiáveis de fontes menos fiáveis. Não me lembro de ter falado do Wiesel, por acaso - embora seja verdade que tenho uma opinião muita baixa do homem.

As conclusões do Julgamento de Nuremberga, os procedimentos lá adoptados e as conclusões a que lá se chegou, não têm solidez…Foi isso o que eu disse? Acho que não. Leia melhor.

Diogo disse...

Muehlenkamp: “As conclusões do Julgamento de Nuremberga, os procedimentos lá adoptados e as conclusões a que lá se chegou, não têm solidez… Foi isso o que eu disse? Acho que não. Leia melhor.”

Fui ler:

Muehlenkamp: “Em quarto lugar, o que é que o Julgamento de Nuremberga, os procedimentos lá adoptados e as conclusões a que lá se chegou, nos dizem sobre os procedimentos adoptados por tribunais da República Federal Alemã e a solidez das conclusões destes tribunais? Absolutamente nada.”

Parece-me que você está a elogiar os procedimentos e a solidez das conclusões dos tribunais alemães por contraponto com o que aconteceu em Nuremberga. Estou enganado?

Roberto Muehlenkamp disse...

Muehlenkamp: “As conclusões do Julgamento de Nuremberga, os procedimentos lá adoptados e as conclusões a que lá se chegou, não têm solidez… Foi isso o que eu disse? Acho que não. Leia melhor.”

Fui ler:

Muehlenkamp: “Em quarto lugar, o que é que o Julgamento de Nuremberga, os procedimentos lá adoptados e as conclusões a que lá se chegou, nos dizem sobre os procedimentos adoptados por tribunais da República Federal Alemã e a solidez das conclusões destes tribunais? Absolutamente nada.”

Parece-me que você está a elogiar os procedimentos e a solidez das conclusões dos tribunais alemães por contraponto com o que aconteceu em Nuremberga. Estou enganado?
Está. O que estou dizendo é que, mesmo que as suas objecções contra o Tribunal de Nuremberga fossem pertinentes, isso não nos diria absolutamente nada sobre sobre os procedimentos adoptados por tribunais da República Federal Alemã e a solidez das conclusões desses tribunais.

Diogo disse...

Meu caro Muehlenkamp,

Os procedimentos adoptados por tribunais em Nuremberga, somados às falsidades dos museus e à catadupa de trapaceiros que escrevem sobre o holocausto, dizem-me tudo sobre a «solidez» dos julgamentos que foram levados a cabo na Alemanha.

Roberto Muehlenkamp disse...

«Os procedimentos adoptados por tribunais em Nuremberga, somados às falsidades dos museus e à catadupa de trapaceiros que escrevem sobre o holocausto, dizem-me tudo sobre a «solidez» dos julgamentos que foram levados a cabo na Alemanha.»Conclusões ilógicas baseadas em falsos pressupostos, como era de esperar. Obrigado pelo autoretrato.

Diogo disse...

Os meus pressupostos não são falsos, meu caro. O nosso debate anterior demonstra-o.

Você, por outro lado, tem vindo a recuar. Primeiro com a «falta de detalhamento e de cuidado» dos museus e depois com os julgamentos de Nuremberga. Somando a isso o batalhão de vigaristas que escrevem sobre o holocausto, a situação torna-se crítica.

Quando é que quer discutir os argumentos e fontes de Raul Hilberg, o historiador «expoente máximo do holocausto».

Abraço

Roberto Muehlenkamp disse...

Os meus pressupostos não são falsos, meu caro. O nosso debate anterior demonstra-o.O que, as suas "contradições" entre museus? Se não são falsos esses pressupostos, são em todo caso irrelevantes, e as conclusões que daí tira são irracionais.

Você, por outro lado, tem vindo a recuar. Primeiro com a «falta de detalhamento e de cuidado» dos museus e depois com os julgamentos de Nuremberga.Eu não disse nada contra os julgamentos de Nuremberga, apenas chamei a sua atenção para o facto de que, no hipotético caso de as suas objecções a respeito desses julgamentos serem pertinentes, não seria lícito tirar daí quaisquer conclusões quanto aos julgamentos perante tribunais da RFA. Ainda não percebeu, está tentando convencer-se a si próprio de qualquer coisa, ou apenas está sendo desonesto?

Somando a isso o batalhão de vigaristas que escrevem sobre o holocausto, a situação torna-se crítica.Chamar nomes a quem escreve o que você não gosta não é argumento, nem nunca será.

Quando é que quer discutir os argumentos e fontes de Raul Hilberg, o historiador «expoente máximo do holocausto».

Quando tenha acalmado o seu histerismo e saiba discutir sem saídas emocionais do tipo do "batalhão de vigaristas". E já agora, o "expoente máximo" publicou o seu estudo em 1961, e não me consta que tenha modificado muito desde então. Não acha possível que a historiografia tenha avançado entretanto, utilizando fontes às quais Hilberg ainda não tinha acesso?

Diogo disse...

«"Somando a isso o batalhão de vigaristas que escrevem sobre o holocausto, a situação torna-se crítica."

Chamar nomes a quem escreve o que você não gosta não é argumento, nem nunca será.»


Meu caro, no meu blog tenho dezenas de artigos acerca de vigaristas do holocausto. É só escolher. Qual é que você quer debater?

Roberto Muehlenkamp disse...

«Meu caro, no meu blog tenho dezenas de artigos acerca de vigaristas do holocausto. É só escolher. Qual é que você quer debater?»Um dia destes vou lá visitá-lo, para me divertir um pouco. Você não censura, pois não?

Diogo disse...

«Um dia destes vou lá visitá-lo, para me divertir um pouco. Você não censura, pois não?»

Você será sempre bem vindo, tal como os seus comentários.

ps) pode colocar o comentário no último post que eu tenha colocado.

Abraço

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