terça-feira, 18 de agosto de 2009

Sobre a Negação do Holocausto - prefácio do livro de Kenneth S. Stern

Tradução pro português do prefácio do livro "Holocaust Denial" de Kenneth S. Stern, sobre a questão da Negação do Holocausto, vulgarmente e erroneamente chamada de "revisionismo"(entra aspas) do Holocausto.
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"Tornei-me interessado na negação do Holocausto quando vi a história se repetindo. Quando perguntei a amigos o que pensariam daqueles que afirmam que o Holocausto foi uma farsa, eles riram. "Quem acredita nestas maluquices?" Eles perguntaram. "Há tanta evidência sobre o Holocausto, por que se preocupar?'

Lembrei de reações similares as da equação, nas Nações Unidas, do sionismo igual a racismo em 1975. "Ninguém levará isso a sério," muitos disseram. Eles estavam errados. Em apenas poucos anos, o boato sionismo = racismo achou seu caminho em dicionários, livros jurídicos, até em cartazes em paradas. Era dito aos judeus em muitos campus universitários, incluindo alguns campus dos EUA, que devido ao fato deles serem judeus, eles eram sionistas, e por causa deles serem sionistas eles eram racistas. Até depois da ONU anular a resolução em 1991, esta difamação dá força a justificação para o antissemitismo em muitas partes do mundo.

A história do antissemitismo adorna uma verdade acima de todas as outras: mentiras que promovem ódio antissemita nunca devem ser ignoradas. A negação do Holocausto, apesar de ridicularizada hoje, tem os atributos para se tornar uma potente forma de antissemitismo.

Este livro é dividido em cinco partes. A introdução traça o que a negação é, e quem está por detrás dela. O primeiro capítulo examina a negação nos EUA; a segunda parte trata da negação em todo o mundo. O terceiro capítulo refuta as afirmações específicas dos negadores. O último capítulo oferece uma estrutura para se combater a negação e o antissemitismo nas gerações que estão porvir.

Eu espero que este livro persuada o leitor em duas coisas: uma, que a negação do Holocausto deve ser levada a sério; duas, que o combate a esse tipo de coisa não pode ser um problema sozinho da educação do Holocausto. A negação do Holocausto não é sobre verdade histórica. É sobre ódio antijudaico como parte de uma agenda política - e deve ser confrontada como tal.

O lançamento deste livro coincide com a abertura do Museu Memorial do Holocausto no Distrito de Washington. O Memorial pode se tornar um foco para negadores, que agora terão um endereço simbólico para endereçar suas visões neonazistas.

Esta publicação tem a intenção não apenas de sugerir como combater a negação do Holocausto, mas também aumentar a consciência da lição do Museu: que o genocídio é sempre possível se as pessoas são complacentes com o ódio."

Kenneth S. Stern
Especialista de programa em antissemitismo e extremismo político
American Jewish Committee(Comitê Judaico dos Estados Unidos)

Tradução: Roberto Lucena

8 comentários:

Diogo disse...

Lucena, você leu o meu post: «André Rogerie - um corrupio entre campos de extermínio nazis e blocos hospitalares em Auschwitz»?

AQUI

Roberto Lucena disse...

"Lucena, você leu o meu post: «André Rogerie - um corrupio entre campos de extermínio nazis e blocos hospitalares em Auschwitz»?"

O que é montado em cima de textos do Faurisson? Até hoje não entendo como um "gênio" com o Faurisson não seja reconhecido por suas "obras" de História nas universidades, vai ver que é porque todo historiador e professor de História faz parte de um "complô sionista mundial" pra manter a "farsa" do Holocausto, rsrsrsrs.

Pelo texto "percebe-se" que Auschwitz era um spa de repouso com todas as mordomias pros prisioneiros. Só rindo mesmo.

Roberto Lucena disse...

Primeiro problema do texto, tem como checar a fonte no original? Pois não confio em texto do Faurisson, gostaria de ver exatamente o que esse general francês escreveu no "famoso" livro dele.

Segundo problema, por que Faurisson não cita essas passagens que você destacou, supostamente do livro citado, num artigo dele em que ele cita esse André Rogerie, que não é judeu(você não citou esse "pequeno" detalhe, genericamente judeus não eram tratados da mesma forma que os não-judeus presos, omitiu informação ou simplesmente ignora o fato?)?

Se quiser ver(pelo visto você confia demais na primeira coisa que lê de algum "conto" negacionista):

Texto do Faurisson(em inglês)


"In this same boat of "pious lies" one may also include the testimonies of some non-Jews, in particular that of General André Rogerie. In the original 1946 edition of his memoir, Vivre, c'est vaincre, he wrote only of having heard talk of "gas chambers." But fortified by support from Georges Wellers, he presented himself in 1988 as a "Holocaust witness" who had "beheld the Shoah at Birkenau." note 37 As he himself has related, his lot as a prisoner in the Auschwitz-Birkenau camp was a privileged one. He lodged in the barracks of the "bosses" and enjoyed a "royally cushy position" of which he "has fond remembrances." He ate pancakes with jam and played bridge. Of course, he wrote, "not only merry events take place [in the camp]." Still, upon leaving Birkenau he had this thought: "Unlike many others, I have been better off here than anywhere else." note 38"

Roberto Lucena disse...

No livro do Vidal-Naquet, "Assassinos da Memória"(sobre os "revis" ou negacionistas), ele não menciona nada sobre esses supostos trechos do livro que você postou, presumo que possa ter ao menos uma cópia do livro original ou conseguir isso com algum colega "revi":

Vidal-Naquet - Assassinos da Memória, parte que cita no rodapé do livro o A. Rogerie


Página 67 no link, rodapé, número 87, nenhuma citação do que você postou, o Vidal-Naquet estaria cego e não criticaria essa parte que você postou, supostamente, do livro?

Sem o arquivo original do livro pra checar as partes fica difícil crer que esses trechos que você citou são do livro, fora que mesmo com o texto não há refutação alguma sobre extermínio em Auschwitz, só um monte de comentários maliciosos insinuando coisas, e as provas pra confirmar tudo que é bom, nenhuma. Como de costume.

Só não entendi o porquê de publicar esse link aí já que o texto do post não tem propriamente a ver com o link e sim se trata de um comentário sobre a negação do Holocausto. Só posso constatar que se trata de mais um comentário seu no blog pra desviar a atenção do texto do post, já que pessoas leem a parte de comentários, mas o assunto do post novamente não é discutido.

Posso aceitar então que os ditos "revis" do Holocausto não discordam em nada do conteúdo do texto sobre negação do Holocausto.

Roberto Lucena disse...

Vou ver se acho uma cópia desse "Assassinos da Memória" do Vidal-Naquet, pois não sei se tem o livro todo no site anti-revi.org.

Boa recomendação pra quem quiser saber quem são, como agem e quais as intenções do pessoal da "revisão"(negação) do Holocausto e sua busca pela reabilitação do nacional-socialismo(nazismo)e fascismo.

/b/ disse...

Opa opa, mal caratismo negacionista tem perna curta.

http://www.strasbourg.ort.asso.fr/concours_national/aide17.htm

8) Témoignage du général André ROGERIE sur les persécutions contre les tsiganes.
« J'étais au camp de concentration d'Auschwitz-Birkenau depuis plus de trois mois. Contrairement à tous les autres camps que j'ai connus, celui-ci était constitué d'un ensemble de camps particuliers, tous isolés les uns des autres par des enceintes de fils de fer barbelés électrifiés. J'étais arrivé avec une gale non soignée et au cours d'un contrôle soi-disant médical la balance avait indiqué que je pesais 43 kilogrammes. C'est à la suite de cet examen que le médecin SS m'avait envoyé au camp hôpital le 20 mai 1944. J'étais donc dans ce camp pour être soigné. Le camp voisin était occupé par des familles de tsiganes qui n'allaient pas au travail comme les autres détenus et qui restaient dans leur camp à faire des travaux d'entretien en attendant que le temps passe. Un soir, j'étais sur mon grabat et je commençais à m'endormir, quand un roulement de camions se fit entendre et je me rendis compte, sans les voir, qu'ils entraient dans le camp des tsiganes. Le ronflement des moteurs de ces camions était très important et indiquait qu'il s'agissait d'un grand convoi.
Alors je compris qu'un drame épouvantable se préparait. Les tsiganes réalisant qu'on venait les chercher se mirent à crier. Eux qui étaient là depuis longtemps et qui savaient ce qu'on faisait des juifs à l'arrivée, eux qui assistaient tous les jours à la sélection des juifs sur la rampe située précisément à l'extrémité de leur camp, ils comprirent aussitôt que leur tour était venu.
J'entendis alors les cris des uns, les crises de nerfs des autres, les hurlements des SS, les aboiements des chiens, c'était une immense clameur, un tumulte infernal et j'imaginais tous ces malheureux enfournés à coups de crosse dans les véhicules. Au bout d'un moment les camions partirent et au cours de la nuit du 1er au 2 août 1944, les tsiganes furent tous exterminés dans les chambres à gaz. Par le petit vasistas du bloc écurie où j'étais couché, j'apercevais la lune, et soudain me revint une phrase lue autrefois dans Atala de Chateaubriand : « La lune prêta son pâle flambeau à cette veillée funèbre ». Qu'elle était funèbre cette nuit terrible où 4 000 tsiganes furent envoyés dans les chambres à gaz d'Auschwitz-Birkenau parce qu'ils avaient commis le crime impardonnable d'être tsiganes.
À l'issue de la guerre, Rudolph Hess, le commandant du camp d'Auschwitz fut arrêté et détenu à la prison de Cracovie. Dans l'attente de son procès, sur les conseils de son avocat, il a rédigé son autobiographie, sans doute dans un but de justification personnelle, avec le souci d'atténuer sa responsabilité. Voilà ce qu'il a écrit concernant l'extermination des tsiganes : « Himmler donna l'ordre de liquider tous les tsiganes. Il restait encore à Auschwitz, en 1944, environ quatre mille tsiganes destinés à la chambre à gaz. Ils avaient jusqu'alors tout ignoré du sort qui les attendait. Ils s'en rendirent compte seulement lorsqu'on les achemina vers le crématoire. Ce n'était pas chose facile que de les faire entrer dans les chambres à gaz. Je n'ai pas assisté moi-même à l'extermination, mais mon collaborateur, Schwarzhüber, m'a affirmé qu'aucune exécution de juifs ne lui avait été aussi pénible : Il connaissait bien toutes les victimes et avait entretenu avec elles des relations amicales. » Rudolph Hoess fut pendu le 7
avril 1947. Comment ne pas entendre encore dans les soirs d'été les cris des tsiganes qui nous rappellent combien nous devons, actuellement plus que jamais, porter notre attention à la lutte contre le racisme. »

Général André Rogerie

Leo Gott disse...

rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs

A cara-de-pau dessa turba é algo inexplicável.

Basta uma simples verificação DA PRÓPRIA FONTE CITADA POR ELES.

Parecem com o Michael Jackson, moram na Terra do Nunca e vivem de ilusão.

rsrsrsrsrsrsrs

PS.: Ainda estou na correria da mudança, daqui uns dias acho que estará tranquilo para participar do blog como antes.

Abraços!

Roberto Lucena disse...

Leo,
eu juro que quando vi o link não acreditei que os caras publicaram um texto desses, rsrsrsrsrs. Nem o guru Faurisson endossou direito o texto(rs). O /b/ deu um "owned" legal nos caras, rsrsrsrsrs.

Aguardamos sua volta.

Abs.

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