segunda-feira, 30 de março de 2009

Um estojo para explosivos

A história de um violinista judeu de 12 anos que na Segunda Guerra Mundial ajudou com seu instrumento a luta contra os nazis.

(Foto)Membros da Resistência nos bosques de Polônia.

Muitos relatos estranhos têm sua origem na Segunda Guerra Mundial. Mas o fabricante judeu de violinos Ammon Weinstein esbarrou com uma das mais singulares do gênero pouco antes de dar em junho de 1999 uma conferência na cidade de Dresden na Associação Alemã de Fabricantes de Violinos. Intitulada de "O violino: uma evidência muda", a conferência de Weinstein se centrou no violino no Holocausto. No curso da investigação realizada para preparar sua exposição, Weinstein descobriu a existência de um instrumento secretamente guardado como tesouro pela família de Sefi Hanejbi, que na atualidade vive em Israel.

Contudo não se trata de um Stradivarius, Guarnieri ou Amati perdido por um longo tempo, nem de um instrumento tocado por algum gênio anônimo cujo talento permaneceu desconhecido no caos da guerra. Antes disso, o relato se direciona até a existência, vivida no fio da navalha, de partisans russos e judeus que lutavam contra um inimigo comum e como a música ajudava fugazmente a saldar velhas contas.

Durante a guerra, o avô de Hanejbi – Diada (tio) Misha – renomado partisan, topou com uma criança que dormia debaixo das árvores com um violino a seu lado. Quando se verificou que o garoto era judeu, os partisans o adotaram e tramaram um ardil perigoso. Planejaram atuar como um conjunto de músicos ambulantes numa aldeia próxima na qual havia uma cantina frequentada por soldados alemães. Ao ouvir o grupo, um oficial da Gestapo local advertiu o talento do jovem e o convidou a tocar para eles na cantina.

Conhecido com o nome de Motele, o garoto – de doze anos – começou uma série de audições ante os oficiais. Em cada ocasião, com grande risco para ele mesmo e seus companheiros de grupo, Motele utilizou o estojo de seu violino e qualquer outro objeto que engenhosamente permitisse esconder explosivos para introduzi-los de modo sub-reptício na cantina ou em qualquer outro lugar de onde se pudesse ocultar. Os explosivos foram colocados estrategicamente no edifício, cuja disposição foi muito rapidamente conhecida pelos partisans. Em um predeterminado intervalo da execução, Motele acendeu o pavio e desapareceu no bosque para observar a destruição da cantina. Apesar desta fuga milagrosa, que lhe permitiu contar o sucedido, foi morto um ano depois em um incidente desvinculado da explosão da cantina.

Como o violino foi preservado – um instrumento alemão o qual é desconhecida a origem e que, numa etiqueta fechada em 1891, indicava uma reparação realizada por J. Altrichter de Frankfurt am Oder – continua sendo um mistério. Basta dizer que em agosto de 1999, Hanejbi apareceu com ele no Kibutz Eilon porque nesse kibutz se realizavam a cabo cursos de verão de violino que ele mesmo, Wainstein, ajudou a criar há dez anos. Hanejbi considerou que era o momento adequado para doá-lo ao Yad Vashem, Museu do Holocausto em Jerusalém. O Presidente do Museu Avner Shalev, apresentou-se ao recebê-lo: "Ao resguardar o violino" seguiu-se a reflexão de Hanejbi ao entregar o instrumento, "também resguardamos a alma do garoto".

Em 3 de agosto se realizou uma cerimônia especial de grande teor simbólico em memória de Motele e dos partisans.

Como um apelo à juventude, o violinista britânico Charlie Siem, de 12 anos, tocou o tema do filme "A lista de Schindler". Na continuação, o violinista israelita Matun Gavol, de 16 anos, executou com o violino de Motele – "um instrumento com natural calidez", conforme a opinião de Weinstein – o comovente 'Nigún de Baal Shem', de Bloch. A interpretação foi apreciada num silêncio mais profundo que o habitual na sala de Keshet Elion pelo patrocinador do curso magistral, Schlomo Mintz, na presença de Gilad Shevi, Itzjak Rashkovsky e Ida Haendel, diretor executivo de Keshet Elión, diretor musical e artista convidada, respectivamente.

Ao limpar o violino de Motele, Weinstein comprovou que se tratava de um bom instrumento alemão, similar aos que as famílias pobres judias compravam antes da guerra para seus filhos. "Na realidade", disse, "os tocadores de instrumentos de corda judeus, poloneses e russos, usavam quase que exclusivamente instrumentos alemães". De modo que talvez não resulte numa desagradável ironia que este violino tenha vindo à tona na cidade de Dresden."

The Strad, dezembro de 1999, vol. 110 n°1316
Orpheus Publications Ltd., 7 St. John’s Road
Harrow, Middlesex, HA1 2 EE, UK

Fonte: Fundación Memoria del Holocausto
http://www.fmh.org.ar/revista/17/unestu.htm (Link2)
Texto de: Keneth Ash
Tradução(pro espanhol): Clara Guinsburg
Tradução: Roberto Lucena

sábado, 28 de março de 2009

Memorial Buchenwald foi criado há 50 anos por líderes comunistas

Buchenwald, criado em 1958, na então Alemanha Oriental, foi o primeiro memorial criado num antigo campo de concentração dentro do território alemão.

(Foto) Cartão de prisioneiro do campo de concentração de Buchenwald

A cidade de Weimar é conhecida, acima de tudo, por seus monumentos, como a Casa Goethe ou a Biblioteca Anna Amalia. No entanto, a poucos quilômetros do centro, o capítulo mais negro da história alemã é simbolizado por uma enorme torre e por um sino: trata-se do Memorial Buchenwald, inaugurado em 1958, sob o governo da então Alemanha Oriental, de regime comunista.

Há 50 anos, no dia 14/09/1958, pontualmente às 11 horas da manhã, soava, pela primeira vez, o sino no alto da torre de 50 metros, que pode ser vista à distância. Não longe dali fica a escultura do artista Fritz Cremer, de onde se pode avistar Weimar como de quase nenhum outro lugar a região.

A inaguração ali do Memorial Buchenwald pelo então governo da Alemanha Oriental foi uma conseqüência das exigências dos sobreviventes, que entrou para a história como o primeiro memorial do pós-guerra no país de regime comunista. A idéia, na época, era legitimar a posição da Alemanha Oriental como uma nação "diferente e melhor" do que a Alemanha Ocidental.

Alojamento e penitenciária

Instalação da artista Rebecca Horn reflete sobre história de Buchenwald

Hoje, do diretor do Memorial, Volkhard Knigge, observa que, em 1958, "Buchenwald era o maior Memorial do Holocausto situado num ex-campo de concentração em território alemão. Na Alemanha Ocidental, no mesmo ano, as instalações do ex-campo de concentração de Dachau, por exemplo, serviam de alojamento para refugiados do Leste do país, enquanto Neuengamme, perto de Hamburgo, era uma penitenciária juvenil. Ou seja, é possível compreender porque muitos sobreviventes, mesmo não sendo ligados ao comunismo, também se identificaram muito com esse Memorial".

Enquanto a Alemanha Ocidental, capitalista, ainda tratava de temas relacionados aos crimes cometidos durante o passado nazista de forma superficial e atenuante, os governantes da República Democrática Alemã (RDA) se apropriaram rapidamente da história dos campos de concentração em proveito próprio.

Memória seletiva

Prisioneiros de Buchenwald, em abril de 1945

Embora os membros da resistência comunista durante o período nazista tenham formado apenas um pequeno grupo entre as vítimas do nazismo, as celebrações e homenagens na Alemanha Oriental se voltavam quase que exclusivamente para eles.

"Simplesmente ignoradas eram as medidas violentas e de exclusão dos perseguidos em função das teorias raciais do regime nazista. Nada lembrava os judeus, os sintos e rom, os homossexuais, os excluídos da sociedade em geral", analisa Knigge.

A disposição física do Memorial de Buchenwald também obedecia aos objetivos ideológicos e políticos do governo da Alemanha Oriental. Knigge salienta, por exemplo, que antes mesmo da inaguração do Memorial foram destruídas várias barracas, que poderiam conter rastros dos desatinos registrados pela história oficial, acredita Knigge.

Três exposições

Cerca reconstruída: memorial aberto ao público

O escultor Fritz Cremer, por exemplo, foi obrigado várias vezes a modificar sua obra, até que ela ficasse ao gosto do então presidente do partido único SED. Mesmo assim, observa Knigge, à sombra de tamanha monumentalidade e de tantas deficiências, havia no Memorial Buchenwald também rupturas, que faziam com que valesse a pena visitar o local. "Nas esculturas, é possível, ainda hoje, para além desse lado estatal-oficial, ver figuras de refugiados como não eram encontradas em toda a RDA".

Hoje, três exposições tratam de informar ao visitante a respeito do ex-campo de concentração e sua história. A maior delas documenta os destinos dos prisioneiros, a segunda informa sobre o campo especial soviético após o fim da Segunda Guerra, e a terceira fala da apropriação política do Memorial pelo SED, então partido único da Alemanha de regime comunista.

Peter Sommer (sv)

Fonte: Deutsche Welle
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,3644111,00.html

sexta-feira, 27 de março de 2009

Antissemitismo e o Arcebispo de Porto Alegre

Não bastasse as recentes declarações de cunho antissemita negando o Holocausto do bispo lefebvriano Richard Williamson na Argentina, a extrema-direita católica volta à cena. O Arcebispo de Porto Alegre resolveu enveredar por esse caminho alegando que morreram mais católicos no Holocausto(qual a fonte?) que judeus e dizendo que isto não aparece porque os judeus "têm a propaganda do mundo". Não bastasse isso que por si só já seria um ato deplorável e uma alegação estúpida, ele ainda fez um "revisionismo" da ditadura militar brasileira negando o apoio do clero de direita católico à mesma além de condenar pesquisas com células-tronco, o que só reforça a imagem negativa do quão obscuro(e arcaico) é o fundamentalismo religioso em relação à pesquisa científica. Espetáculo deprimente.

Arcebispo de Porto Alegre faz declaração polêmica sobre Holocausto

Dom Dadeus Grings condenou as pesquisas de células-tronco embrionárias em entrevista
Foto:Fernando Gomes, Banco de Dados ZH

Líder religioso também defendeu o celibato e condenou as pesquisas de células-tronco embrionárias

O arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings, fez uma afirmação polêmica em entrevista à revista Press. Segundo ele, "morreram mais católicos do que judeus no Holocausto, mas isso não aparece porque os judeus têm a propaganda do mundo".

Na entrevista, o arcebispo também defende o celibato, condena as pesquisas de células-tronco embrionárias e a distribuição de camisinhas pelo governo e defende a neutralidade da Igreja durante o período militar no Brasil e durante a II Guerra Mundial.

Fonte: Zero Hora
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Geral&newsID=a2454061.xml

quinta-feira, 26 de março de 2009

Norberto Toedter e a religião na Alemanha nazista

Por Leo Gott

O senhor Norberto Toedter, autor do livro “...e a guerra continua” e negador do Holocausto, publicou recentemente em seu blog (http://2a.guerra.zip.net/) um artigo denominado “A RELIGIÃO NA ALEMANHA HITLERISTA”, onde segundo ele (grifos meus):

Um tanto motivado pelo tema antecedente [o tema antecedente é um artigo sobre o Bispo Richard Williamson] , vejo-me tentado a abordar o deste título. Ao contrário do que é geralmente suposto ou até afirmado, na Alemanha daquele tempo o Estado não interferiu em questões religiosas, ao menos no que se refere às duas grandes religiões cristãs.

Segue abaixo trecho do livro “Ascensão e Queda do Terceiro Reich” de William Shirer (Editora Agir, 2008 – Volume II, pág. 432-433): (grifos meus)

Duas semanas antes, em 2 de outubro, o Führer esclareceu suas idéias sobre o destino dos poloneses, segundo dos povos eslavos a ser conquistado. Seu fiel secretário, Martin Bormann, deixou um longo memorando sobre os planos nazistas que Hitler encaminhou a Hans Frank, o governador-geral da parte remanescente da Polônia, e a outros funcionários.[3]
“Quanto aos sacerdotes poloneses,
(...)eles pregarão o que mandarmos. Se qualquer sacerdote agir diferentemente, daremos cabo dele. Sua tarefa é manter os poloneses tranqüilos, broncos e fracos de espírito.

Nota 3 da citação: Memorando de Bormann. Citado em TMWC, VII, p.224-226 (N.D. URSS[sic]-172).

Sr. Toedter, isso foi uma “interferência na questão religiosa”, ou como era na Polônia, terra dos eslavos Untermensches não se aplicava ao estado alemão na época?

Negacionista Le Pen impedido de presidir sessão inaugural do Parlamento Europeu

Acordo no Parlamento Europeu para impedir Le Pen de presidir a sessão inaugural
25.03.2009 - 16h07 PÚBLICO, Agências

Se for reeleito em Junho, Le Pen será o mais velho eurodeputado em funções

Actualização - líder da extrema-direita francesa diz que câmaras de gás foram um "detalhe"

As duas maiores forças políticas do Parlamento Europeu (PE) chegaram a acordo para impedir que Jean-Marie Le Pen possa presidir à próxima sessão inaugural, depois de o líder da extrema-direita francesa ter dito hoje no hemiciclo que as câmaras de gás foram “um detalhe” na história da II Guerra Mundial.

Joseph Daul, presidente do Partido Popular Europeu (PPE), a maior família política europeia anunciou que vai apoiar a proposta dos socialistas e dos Verdes no sentido de “adoptar todas as medidas que se impõem” para impedir que Le Pen, enquanto eurodeputado mais velho em funções, possa presidir à primeira sessão após as eleições europeias de Junho. Ontem, as duas formações de esquerda tinham proposto mudar os regulamentos do PE para evitar esta possibilidade, inevitável à luz das actuais regras caso o líder da extrema-direita francesa seja reeleito.

Irritado com o anúncio, o presidente da Frente Nacional tomou hoje a palavra no hemiciclo para dizer que foi vítima de “acusações difamatórias”. Segundo ele, o autor das calúnias é Martin Schulz, presidente dos socialistas europeus, que na véspera o teria apelidado de “velho fascista” e “negacionista do Holocausto”.

“Eu limitei-me a dizer que as câmaras de gás foram um detalhe da história da II Guerra Mundial, o que é um facto”, reagiu Le Pen. De imediato ouviram-se fortes apupos da maioria esmagadora do hemiciclo, relata a AFP.

A imprensa francesa recorda que foi em 1987, numa entrevista à RTL, que o líder da FN se referiu pela primeira vez às câmaras de gás dos campos de concentração nazi como um “detalhe” no desenrolar da II Guerra Mundial. Pelas declarações foi condenado ao pagamento de uma multa de 1,2 milhões de francos (183 mil euros), ao abrigo da lei francesa que pune actos ou afirmações que ponham em causa o Holocausto nazi.

Em Abril do ano passado, repetiu a afirmação, numa entrevista à revista “Bretons”, mas acabou por pedir à publicação para não divulgar o artigo.

Fonte: Público(Portugal)
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1370866&idCanal=11

quarta-feira, 25 de março de 2009

Carta de David Cole sobre Faurisson e Roques - Parte 1 - Introdução

Introdução por Jamie McCarthy


(grifos do tradutor)


David Cole, o único conhecido “revisionista” judeu, recentemente respondeu às críticas de seus “colegas”, especificamente Robert Faurisson e Henri Roques, em uma carta de dezesseis páginas. Ele descreve uma enxurrada de críticas a Robert Faurisson e o auxílio e a cumplicidade deste com outros “revisionistas” como Bradley Smith e Mark Weber. Como o Sr.Cole descreve, ele tem respondido em privado por muitos anos, mas agora sente que é a hora de jogar ao ar suas frustrações com o movimento “revisionista”, e em particular com Faurisson, publicamente.

As primeiras sete páginas da carta são dedicadas a atacar os pontos que Faurisson fez no passado. Nas próximas seis páginas depois de Cole defender sua reputação contra os encargos de Faurisson e a confecção de roubo – um pouco confusa porque eu não tinha visto a história do roubo, e Cole argumenta sobre pormenores que não significam nada pra mim. De qualquer maneira, em toda a carta, particularmente do início ao fim, o Sr.Cole cria um Faurisson bastante desonesto. Estou contente por ver que ele de repente decidiu revelar as dúvidas que ele tinha de todos esses anos, embora eu não entenda porque ele esperou tanto tempo. Dirijo-me a ele uma carta resposta de oito páginas, que vai seguir em um artigo separado.

Para despertar a sua curiosidade, aqui estão alguns trechos da carta de Cole:

...muitos dos pontos que Faurisson fez sobre o Krema I são perigosamente fraudulentos.

...eu tinha acreditado, após uma meticulosa investigação das alegações de Faurisson, que as “garantias” de Faurisson não devem ser aceitas sem críticas, mas imediatamente bastante suspeitas.

“Revisionistas” querem os dois lados, eles querem: A) alegação que o Krema I no seu estado atual é uma criação pós-guerra e B) utilização do Krema I no seu estado atual como prova de que gaseamentos não poderiam ter ocorrido no mesmo.

Faurisson ALTEROU seu fax e MUDOU a história...substituindo a palavra “forno” por “câmara de gás”.

...como já demonstrado, Faurisson não está por cima, alterando seus próprios textos se a situação exige...

(Historiadores vêm dizendo isso acima hà anos).

Para ouvir Fritz [Berg]["revisionista"] dizer que, Faurisson foi duro com ele em manter seus artigos fora das publicações revisionistas. E o crime de Fritz? Ele se atreveu a apontar alguns erros factuais de Faurisson.

O vídeo de minha viagem de 92 nunca foi vendido, apenas dei livremente para os simpatizantes mais próximos de Bradley [Smith].

(Dan Gannon ["revisionista"]disse em outubro de 1994 que vendeu por US$ 50,00)

Cada vez que eu salientei minha oposição ao racismo e nazismo, cada vez que eu salientei que minhas visões revisionistas eram produto da curiosidade intelectual e não pró-fascistas, eu fui abraçado ainda mais pela extrema-direita, porque, afinal, quem melhor ter como aliado do que alguém do campo oposto?

...pessoas que à meses anteriores davam-me o ridículo elogio como “grande homem” estão agora a dar-me igualmente o ridículo desprezo por ser um “vira-casaca” agora que eu ousava sair do padrão do dogma.

(“Dogma”? O impulso motivador do “revisionismo” do Holocausto é a suposição de ser anti-dogma!)

Eu estou realmente perplexo pela surpresa que alguns de vocês [negadores do Holocausto] estão demonstrando sobre as minhas declarações sobre Struthof. Parem de agir com se estivessem trombando, rapazes. Um dia me deixaram claro que sou esquerdista, mestiço, judeu ateu que não tem lealdade a nenhum dogma e que iria concordar com prazer que haviam câmaras de gás, se a prova pudesse ser encontrada. Não é culpa minha se alguns de vocês pensaram que eu estava dizendo essas coisas só para enganar o público e privadamente eu era “um de vocês”.

Faurisson está...citando uma passagem, e em seguida DIZENDO-NOS aquilo que acabou de ler, na esperança de que nós não iremos notar qualquer incongruência entre a passagem e a explanação dele. Faurisson está citando uma passagem que fala em parte de extermínio – PELO MENOS em parte, e então ele nos DIZ que temos de fato, NÃO TEMOS que ler o que nós lemos...

Acho que existe uma probabilidade muito elevada com base no meu próprio e rigoroso padrão de provas documentais, que a câmara de gás de Struthof foi realmente utilizada para matar judeus...

Em uma carta para mim, Sr.Cole também atacou o seu antigo colega de trabalho, Bradley Smith, por defender Faurisson à partir de sua crítica. Mark Weber, Robert Countess e o próprio Faurisson também são atacados por Cole. Aparentemente, todos eles pensam que as críticas à Faurisson deveriam ser poupadas devido ao seu sofrimento às mãos do governo francês e assim por diante.

Estranho. Contrasta isto com a sidebar de março de 1995, item do “Relatório Smith”, em que o Sr.Smith escreve:

Aqueles que protestam que é mais importante ser “sensível” para com os “sobreviventes”[do Holocausto] do que ser verdadeiros com os registros históricos representam uma visão do mundo que é estrangeiro para uma sociedade livre.

Mas quem pensa que é mais importante ser sensível ao sofrimento de negadores do Holocausto do que verdadeiros...isso é perfeitamente correto, aparentemente, de acordo com o Sr.Smith.

Na sua carta, o Sr.Cole justamente salienta que os sobreviventes do Holocausto sofreram muito pior sofrimento do que Faurisson já conheceu.

Gostaria de postar a carta na Usenet, mas estou aguardando autorização do Sr.Cole (novamente, ver minha carta resposta). Gostaria também de incluir toda a questão do “Relatório Smith” de março aqui, o que inclui a curta nota de Faurisson assim como a longa resposta de Cole, que precedeu a disputa Cole-Faurisson que transparece abaixo. A taxa de revelação-por-palavra é inferior à carta de 16 páginas de Cole, porém, não posso por-me a escrevê-la por agora. Talvez quando eu tiver mais tempo.

Favor notarem que a publicação de minha carta aqui, sem apreciação e comentários, não é certamente pelo endosso da posição do Sr. Cole. Minha falta de comentário é devido à falta de tempo, e não à falta de parecer. Isso leva o dobro de tempo para a longa discussão da “teoria da conspiração do roubo de Cole” das páginas 8 a 13, que considero absolutamente absurdas e indignas de mencionar – mas aqui eu gostaria de apresentar a carta de Cole na sua totalidade, além do mais, isto é aparentemente o assunto que levou o Sr. Cole a escrever esta carta a todos.

Todas as observações entre colchetes (números de página e “sic”s) são meus. Quaisquer erros não assinalados com “[sic]” são meus. Dois erros assinalados com “(sic)”, são de Cole e “sic” para erros de Faurisson. E agora, a carta em si:



**Comentários: A carta está sendo traduzida e será publicada em breve, antes eu gostaria de saber o que os "revisionistas" têm a dizer sobre a carta, e também a repercussão da mesma.

Fonte: The Nizkor Project

Arquivo: http://www.nizkor.org/ftp.cgi/people/c/cole.david/cole-vs-faurisson-struthof

Tradução: Leo Gott

terça-feira, 24 de março de 2009

Sob protesto, letões celebram tropas que combateram ao lado dos nazistas

Cerca de 300 veteranos foram às ruas da capital, Riga.
Eles alegam que batalha contra soviéticos na 2ª Guerra era pela liberdade.

Do G1, com agências internacionais

Manifestantes vestidos de prisioneiros de campo de concentração protestam nesta segunda-feira (16) em Riga contra marcha de veteranos da Waffen SS, corpo militar letão que lutou ao lado dos nazistas contra o Exército Vermelho soviético na Segunda Guerra Mundial. (Foto: AP)

Cerca de 300 veteranos fizeram passeata a favor da tropa pró-nazista, apesar de uma proibição imposta pelo governo. Eles argumentam que a tropa simplesmente lutou pela liberdade do país. No cartaz, aparece a foto do ditador nazista Adolf Hitler emoldurada por um escudo usado à época pelo Exército da Letônia. (Foto: AFP)

Fonte: G1
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1044605-5602,00-SOB+PROTESTO+LETOES+CELEBRAM+TROPAS+QUE+COMBATERAM+AO+LADO+DOS+NAZISTAS.html

segunda-feira, 23 de março de 2009

O Holocausto e o negacionismo("revisionismo")

O Holocausto e o negacionismo - as metas cinistras do "revisionismo" na luta pela reabilitação do nazismo

La vuelta al mundo
O Holocausto e o negacionismo

Rogelio Alaniz

O bispo lefebvriano Richard Williamson pediu desculpas. Contudo, até o próprio Vaticano considerou que as desculpas foram incompletas, entre outras coisas porque não diziam uma palavra acerca de suas afirmações sobre a inexistência do Holocausto. Williamson seguramente foi pressionado por seus superiores para que arrume a desavença, entre outras coisas porque os lefebvrianos são os mais interessados em voltar ao seio da Igreja Católica e não querem deixar passar essa oportunidade que consideram um tema do passado.

Williamson não está só em sua igreja e muito menos no ambiente onde ele se movimenta com muita comodidade, quer dizer, a ultradireita política e religiosa, corrente ideológica que nos pontos mais diferentes do mundo sustenta que o Holocausto não existiu e que mais que uma realidade foi um invenção dos judeus para financiar o Estado de Israel, para continuar desenvolvendo sua estratégia de domínio do mundo tal como estabelecem “Os protocolos dos Sábios de Sião”, libelo publicado por sua vez pela polícia do Czar russo para legitimar os pogroms contra os judeus.

Na Igreja Católica e no cristianismo em geral, o tema do antissemitismo está oficialmente superado e poderia se dizer sem exagerar que a maioria dos sacerdotes e pastores condenam sinceramente o Holocausto e lamentam a tragédia sofrida pelo povo judeu. Nas margens dessas igrejas todavia pululam fundamentalistas de diversas matrizes que seguem crendo com fé de fanáticos que os judeus são um povo deicida, os responsáveis da crucificação de Cristo, e que durante séculos se dedicaram a sequestrar crianças para lhes extrair o sangue com o qual amassavam o pão pascoal.

Os argumentos podem parecer delirantes, na realidade o são, mas circulam como moeda muito bem cotada entre os setores cristãos de extrema-direita. Posicionados nesse lugar, em nada lhe deveriam chamar a atenção o fato de considerarem que o Holocausto não existiu ou que é mais uma campanha publicitária instrumentada por um povo pérfido e deicida.

Nos Estados Unidos, a principal espada do negacionismo é o senhor David Duke, militante da Ku Klux Klan e antissemita confesso. Na Europa, o conhecido direitista francês Jean Marie Le Pen é um dos políticos que com mais entusiasmo nega o Holocausto. Algo parecido fazia Jörg Haider na Áustria. Posições semelhantes sustentam os ultradireitistas ingleses, poloneses e alemães. Nos últimos tempos, a variante do ultradireitismo tem se somado à correntes da ultraesquerda.

Roger Garaudy, um reconhecido comunista francês de outros tempos, um intelectual que polemizou mão a mão com Sartre e Jeanson em defesa do marxismo e que hoje tem passado com armas e bagagens as trincheiras do Islã, dedica os anos de sua velhice a disparatar contra os judeus e negar o Holocausto. No Irã, posições parecidas sustentam o senhor Ahmadinejad, o primeiro-ministro que não só nega o Holocausto como também promete a destruição do Estado de Israel.

Numerosos historiadores tem dado letra à ultradireita neste tema. O mais importante é David Irving, historiador inglês que acaba de cumprir uma condenação judicial depois de haver perdido um julgamento contra uma historiadora dos Estados Unidos. Na ocasião, esta historiadora demonstrou a deliberada manipulação dos documentos.

Irving é o historiador profissional mais reconhecido pelo que se conhece como "revisionismo" histórico. Não é o único e nem sequer o mais sério, mas seus livros vendem como pão quente nos ambientes de extrema-direita, e uma de suas fontes de renda econômica são precisamente as conferências que dá em diferentes capitais da Europa, divulgando suas teses a aguerridas plateias antissemitas.

No geral, os negacionistas não negam que na guerra houve excessos e que os judeus foram perseguidos em alguns lugares. O que se propõem é reduzir ao mínimo essas perseguições e “normalizá-las”, em outras palavras, considerá-las como habituais em qualquer guerra. Irving concretamente - e esta é seguramente a fonte de Williamson - considera que houve algo em torno de 300.00 judeus mortos na guerra, uma cifra que nada teria a ver com os seis milhões que denunciam os organismos internacionais.

A operação política é clara: o que se pretende é persuadir a opinião pública de que o sucedido é o que habitualmente ocorre em todas as guerras. Os nazis portanto não teriam sido exceção. É verdade que cometeram excessos, não muito diferentes dos que cometeram os Aliados bombardeando Dresden, Hamburgo, Berlim ou jogando uma bomba atômica em Hiroshima ou massacrando os prisioneiros em Katyn. O único problema dos nazis - dizem com um toque de cinismo - é que perderam a guerra, porque se a houvessem ganho seriam eles os heróis e os criminosos seriam os aliados.

Cínico ou perverso, o argumento é uma peça de luxo do senso comum. Distraída, dona Rosa poderia ler o texto e crer nele ao pé da letra. Acaso na guerra não se mata e se morre? Acaso não há vencedores e perdedores? Por que tanto se leu por uns mortos mais que menos de outros mortos?

A afirmação mais importante que possui a hipótese negacionista é que falta-lhe a verdade. Nada mais, nada menos. O Holocausto existiu, as provas de sua existência são irrefutáveis. Em Yad Vashem - a instituição destinada a investigar e apoiar a memória daqueles anos terríveis -, está registrado com testemunhas e documentos o desaparecimento de algo em torno de quatro milhões de judeus. Depois estão os testemunhos de testemunhas, familiares, amigos e nazis arrependidos. Seis milhões é uma tentativa de estimativa que pode ser superada em um punhado de milhares ou ser reduzida em outro punhado de milhares, mas o que está fora de discussão é que os campos de concentração e extermínio existiram, que a Solução Final foi uma política deliberada dos nazis e que para isto se dispôs de uma maquinária burocrática, militar e científica destinada a cumprir com estes fins.

Como o que é evidente não se pode negar, nem sequer o negacionista mais decidido se anima a fazê-lo, o que se faz é reduzi-lo a sua mínima expressão, considerá-lo como o resultado inevitável da guerra ou o preço que pagam os derrotados. A manobra não é inocente. Como muito bem dissera um historiador de Yad Vashem, se a experiência dos nazis é despojada do Holocausto, o nazismo deixa de ser uma das manifestações monstruosas do século vinte para transforma-se em uma experiência política apenas.

Bons e maus sempre têm percorrido o intinerário da história. Muitas vezes os maus de de ontem são os bons de hoje e o inverso. O que transforma os nazis em uma experiência inédita é o genocídio, a vontade de aniquilar um povo não pelo que ele faça ou deixe de fazer senão pelo que ele é, e a disponibilidade para essa tarefa dos avanços científicos e técnicos mais importantes de seu tempo.

Fonte: El Litoral(Argentina)
El Holocausto y el negacionismo
http://www.ellitoral.com/index.php/diarios/2009/03/03/opinion/OPIN-05.html
Tradução(português): Roberto Lucena

domingo, 22 de março de 2009

Ex-seminarista diz que Williamson ensinava antissemitismo

CIDADE DO VATICANO, 3 MAR (ANSA) - No início da década de 1980, o bispo católico tradicionalista Richard Williamson já declarava publicamente suas posições antissemitas, revelou o reverendo John Rizzo, que foi seminarista de Williamson naquele período.

Em entrevista à emissora de rádio norte-americana National Public Radio (NPR), o reverendo John Rizzo contou que conheceu Williamson quando o bispo inglês dirigia um seminário nos EUA.

Ao falar do holocausto, "Williamson dizia que não era nada mais que um monte de mentiras", lembrou Rizzo, que freqüentou o seminário de Ridgefield, dirigido por Williamson, em 1983.

"Tirava sarro de mim por causa do meu nariz, me perguntando se eu não era judeu e dizendo que queria ver um certificado de batismo", acrescentou.

Rizzo disse que "havia um outro seminarista, chamado Oppenheimer, e Williamson dizia que não gostava do nome dele e que havia uma câmera de gás que o estava esperando".

Um dos quatro bispos lefebvrianos que tiveram a excomunhão suspensa pelo papa Bento XVI, o inglês Richard Williamson se tornou centro de uma polêmica após fazer declarações negacionistas sobre a morte de judeus nas câmaras de gás.

Recentemente, Williamson apresentou um "pedido de perdão" às vítimas do Holocausto e à Igreja, que, no entanto, não aceitou as desculpas do bispo por "não respeitarem as condições estabelecidas" pela Santa Sé. (ANSA)

Fonte: ANSA
http://www.ansa.it/ansalatinabr/notizie/fdg/200903031507340067/200903031507340067.html

sexta-feira, 20 de março de 2009

Documentação fotográfica de crimes nazis (2ª Parte)

1ª Parte

As fotografias apresentadas a seguir, algumas das quais não são aconselháveis para pessoas mais sensíveis, mostram vítimas do genocídio dos judeus, bem como de outros crimes nazis abordados em vários artigos deste blog. Tentei reunir fotografias menos conhecidas, relativas aos crimes nazis na Europa de Leste, sobretudo na Polónia e nos territórios ocupados da União Soviética.

As legendas das fotografias em português são traduções das legendas em língua alemã ou inglesa que constam da respectiva fonte, com indicações suplementares quando julgado necessário.

2. Fotografias digitalizadas das fontes impressas a seguir indicadas

2.1 Karel C. Berkhoff, Harvest of Despair. Life and Death in Ukraine under Nazi Rule, 2004 The Belknap Press of Harvard University Press, Cambridge, Massachusets and London, England

Open mass grave with thousands of Jews. Podolian town of Proskuriv (today Khmelnytsky), 1941 or 1942 (Muzeum Wojska Polskiego, courtesy of United States Holocaust Memorial Museum, Photo Archives, 17781)
Vala em massa aberta com milhares de judeus. Vila de Proskuriv (hoje Khmelnytsky), na Podólia, 1941 ou 1942 (Muzeum Wojska Polskiego, cortesia do United States Holocaust Memorial Museum, Arquivos Fotográficos, 17781)

2.2 Museum Berlin-Karlshorst, Erinnerungen an einen Krieg (publicação do Museu Berlim-Karlshorst, Berlim, Alemanha)

Sprengung eines Dorfes in partisanenverdächtigem Gebiet, Weißrußland, 1944
Dinamitação de uma aldeia em região suspeita de actividade guerrilheira, Bielorússia, 1944

Massenexekution an 2800 lettischen Juden am Skede-Strand in Liepaja, 15. bis 17.12.1941. Zwischen dem 15. und 17.12.1941 wurden 2800 Juden aus Liepaja am Skede-Strand von deutschen SS-Angehörigen und litauischen Hilfspolizisten erschossen.
Execução em massa de 2800 judeus da Letónia na praia de Skede em Liepaja, 15 a 17.12.1941. Entre 15 e 17.12.1941, 2800 judeus de Liepaja foram abatidos a tiro na praia de Skede por membros alemães das SS e polícias auxiliares lituanos.

Erhängte Partisanen, 1941 bis 1944. Zur Abschreckung wurden Partisanen wie auch Unterstützer von Partisanen öffentlich aufgehängt und mit einem Schild um den Hals „Wir haben auf Deutsche geschossen“, „Ich habe Partisanen unterstützt“ hängengelassen.
Guerrilheiros enforcados, 1941 bis 1944. Para efeito de dissuasão guerrilheiros bem como apoiantes de guerrilheiros eram enforcados em público e deixavam ser pendurados com cartazes à volta do pescoço que tinham frases do tipo “Atiramos sobre alemães” ou “Dei apoio a guerrilheiros”.

9.1.2 – 9.1.4 Sowjetische Kriegsgefangene im Stalag XD 310 Wietzendorf, 1941/42. Die Kriegsgefangenenlager in der Lüneburger Heide (Wietzendorf, Bergen-Belsen und Oerbke) waren auf ehemaligen Truppenübungsplätzen untergebracht. Die Lebensbedingungen waren katastrophal. Bis zum Februar 1942 starben 90 % der Gefangenen.
9.1.5 Kriegsgefangenenlager Oerbke, Niedersachsen. Der eingezäunte Platz im Vordergrund war zur Sammlung von Kriegsgefangenen vorgesehen, die in ein Konzentrationslager überwiesen wurden.

9.1.2 – 9.1.4 Prisioneiros de guerra soviéticos no Stalag XD 310 Wietzendorf, 1941/42. Os campos de prisioneiros na Lüneburger Heide (Wietzendorf, Bergen-Belsen e Oerbke) foram instalados em antigos campos de treino militares. As condições de vida eram catastróficas. Até Fevereiro de 1942 morreram 90 % dos prisioneiros.
9.1.5 Campo de prisioneiros de guerra de Oerbke, Baixa Saxónia. A área rodeada de arame farpado em primeiro plano servia para recolher prisioneiros de guerra que eram transferidos para um campo de concentração.

2.3 »Gott mit uns« Der deutsche Vernichtungskrieg im Osten 1939 – 1945. Colecção de documentos editada por Ernst Klee e Willi Dressen, 1989 S. Fischer Verlag GmbH, Frankfurt am Main, Alemanha

Polen. Erschießung eines Priesters
Polónia. Um padre é abatido.

Polen. Männer graben ihr eigenes Grab.
Polen. Erschießung durch volksdeutschen Selbstschutz.

Polónia. Homens cavando a sua própria campa.
Polónia. Execução pela autodefesa étnica alemã.

Bekanntmachung
Cartaz em língua ucraniana, russa e alemã, com os seguintes dizeres: “Anúncio. Em Kiev uma instalação de rádio foi maldosamente danificada. Uma vez que não foi possível apurar os autores, foram ABATIDOS A TIRO 400 HOMENS DE KIEV.
Comunico isto à população como advertência e novamente a exorto a comunicar qualquer observação suspeita imediatamente aos postos da Wehrmacht alemã e da polícia alemã, para que tais criminosos possam ser merecidamente neutralizados.
EBERHARD
Major – General e Comandante da Cidade
Kiev, 29. XI. 1941”

In deutscher Kriegsgefangenschaft sterben Millionen sowjetischer Soldaten.
Leichenhaufen als Hintergrund für ein Foto-Motiv.

No cativeiro alemão morrem milhões de soldados soviéticos.
Monte de cadáveres como pano de fundo para uma fotografia.

Bilder aus dem Zwangsarbeiterlager in der Janowska-Strasse von Lemberg. Die Häftlinge sind hilflos dem Sadismus ihrer Bewacher ausgeliefert. Kein Anlaß ist zu nichtig, einen Gefangenen zu töten. Ein Orchester muß zum Vergnügen der Lagerfunktionäre aufspielen, auch bei Erschießungen.
Imagens do campo de trabalhadores forçados na Rua Janowska de Lemberg. Os prisioneiros estão indefesamente expostos ao sadismo dos seus guardas. Não há motivo demasiado insignificante para matar um prisioneiro. Uma orquestra tem que tocar para divertimento dos funcionários do campo, mesmo durante fuzilamentos.

Ein Kind an der Leiche seiner Mutter, umgekommen in einem KZ für Zivilisten nahe der Ortschaft Ozaritschi
Uma criança junto ao cadáver da sua mãe, que pereceu num campo de concentração para civis perto da localidade de Ozarichi.

Deutsche Soldaten fotografieren massenhaft solche „Motive“. Diese Fotos wurden in sowjetischer Kriegsgefangenschaft unbemerkt fortgeworfen.
Soldados alemães fotografaram muitos destes “motivos”. Estas fotos foram discretamente deitadas fora em cativeiro soviético.

Erhängungen.
Enforcamentos.

Sommer 1941: Erschießung „verdächtiger Elemente“ durch eine Wehrmachtseinheit im Mittelabschnitt der Ostfront.
Verão de 1941: "Elementos suspeitos" são abatidos a tiro por uma unidade da Wehrmacht no sector central da Frente Leste.

Partisanenbekämpfung aus deutscher Sicht.
Luta contra guerrilheiros do ponto de vista alemão.

Fotos wie von einer Hasenjagd.
Fotos como se fosse uma caçada de coelhos.

Drogobytsch in der Ukraine. Arbeiter der Erdölindustrie in Borislaw werden aufgehängt.
Drogobich na Ucrânia. Trabalhadores da indústria petrolífera em Borislav são enforcados.

Drogobytsch. Öffentlich erhängte Arbeiter. Die deutsche Besatzungspolitik scheitert an ihrem Rassen- und Vernichtungswahn. Am Ende fehlen die Menschen, die ernten und produzieren. Selbst zunächst deutschfreundliche Ukrainer werden zu erbitterten Feinden.
Drogobich. Trabalhadores enforcados em público. A política de ocupação alemã fracassa por causa da sua mania racial e de extermínio. No final faltam as pessoas para lavrar os campos e produzir. Mesmo ucranianos inicialmente amigos dos alemães se tornam inimigos acérrimos.

In einer sowjetischen Stadt (Lubny?): Juden auf dem Weg zum Sammelplatz und zu ihrer Erschießung. Sie müssen an herumliegenden Leichen vorübergehen.
Numa cidade soviética (Lubny?): judeus a caminho do local de recolha e do seu fuzilamento. Têm que passar por cadáveres deitados no caminho.

Sowjetische Juden, unterwegs zur Sammelstelle. Die Leichen an Erschöpfung gestorbener oder Erschossener liegen in aller Öffentlichkeit auf Bürgersteig und Strasse.
Judeus soviéticos, a caminho do local de recolha. Os cadáveres dos que morreram de exaustão ou foram abatidos a tiro estão deitados em público no passeio e na rua.

Panzergraben bei Mogilew, 19.10.1941. Männer, Frauen und Kinder werden von Angehörigen des Polizei-Bataillons 322 mit Lkw herangeschafft. Am rechten Bildrand: Schützen, die in den Panzergraben schießen. (Das Foto wurde vermutlich im Bereich der 1. Kompanie aufgenommen.)
Vala contra tanques perto de Mogilev, 19.10.1941. Homens, mulheres e crianças são trazidos com camiões por membros do Batalhão de Polícia 322. No canto direito da foto: atiradores que atiram para dentro da vala. (A foto foi provavelmente tirada na área da 1ª Companhia.)

Nach einer Massenerschießung. Ein Angehöriger des Mordkommandos durchwühlt die Habe der Ermordeten.
Zwei Angehörige des Mordkommandos suchen nach Beute.

Após um fuzilamento em massa. Um membro do comando assassino vasculha as pertenças das pessoas assassinadas.
Dois membros do comando assassino à procura de botim.

„Die deutschen Unholde schonten niemanden.“ Der Krieg gegen Geisteskranke und Krüppel
"Os monstros alemães não pouparam ninguém." A guerra contra doentes mentais e inválidos.

Babi-Yar 1944. Sowjetische Experten an einem geöffneten Massengrab. Zwischn 1941 und 1943 wurden hier zehntausende sowjetischer Bürger erschossen oder erschlagen.
Babi-Yar 1944. Peritos soviéticos junto a uma vala em massa aberta. Entre 1941 e 1943 dezenas de milhares de cidadãos soviéticos foram aqui abatidos a tiro ou espancados até à morte.

Dorogobuzh/Gebiet Smolensk am 5.9.1943: Frauen versuchen, ihre Angehörigen zu identifizieren.
Dorogobuzh/região de Smolensk em 5.9.1943: mulheres tentam identificar seus familiares.

In der Nähe des ukrainischen Dorfes Petrikowo/bei Tarnopol. Eine sowjetische Untersuchungskommission vor den exhumierten Leichen erschossener Zivilisten.
Nos arredores da aldeia ucraniana de Petrikovo/perto de Tarnopol. Membros de uma comissão de investigação soviética perante os cadáveres desenterrados de civis abatidos.

Sowjetische Militärärzte untersuchen exhumierte Leichen.
Médicos militares soviéticos examinam cadáveres desenterrados.

Gerichtsmediziner einer sowjetischen Untersuchungskommission in dem Dorf Polykowitschi nahe Mogilew. Unter den Ermordeten befinden sich auch Säuglinge und Kinder. Zum Vergleich ist im Vordergrund die Leiche eines Erwachsenen hingelegt.
Médicos forenses de uma comissão de investigação soviética na aldeia de Polikovichi perto de Mogilev. Entre as pessoas assassinadas também há bebés e crianças. Para comparação colocou-se o corpo de um adulto no primeiro plano.

Frauen beim Identifizieren der Leichen von Angehörigen.
Mulheres identificando os cadáveres de familiares.

2.4 Dieter Pohl, Die Herrschaft der Wehrmacht. Deutsche Militärbesatzung und einheimische Bevölkerung in der Sowjetunion 1941 – 1944, 2008 R. Oldenbourg Verlag, Munique, Alemanha

Massengrab im Durchgangslager Gomel, 1941. (Quelle: Bundesarchiv Ludwigsburg B 162 Bild /862)
Vala em massa no campo de passagem (para prisioneiros de guerra soviéticos) de Gomel, 1941. Fonte: Arquivos Federais (da Alemanha) em Ludwigsburg, B 162 Foto /862.

Durchgangslager Vjaz’ma, November 1941 (Quelle: Stiftung niedersächsische Gedenkstätten Nr. 40627)
Campo de passagem de Vyaz’ma, Novembro de 1941. Fonte: Fundação Locais Comemorativos da Baixa Saxónia.

2.5 Ein Schuld, die nicht erlischt. Dokumente über deutsche Kriegsverbrechen in der Sowjetunion. Colecção de documentos, 1987 Pahl Rugenstein Verlag GmbH, Colónia, Alemanha

Südfront bei Rostow am Don. Auf ihrem Rückzug erschossen die Faschisten die im Gefängnis festgehaltenen Zivilisten. Februar 1943.
Frente sul na área de Rostov no Don. Na sua retirada os fascistas abateram os civis detidos na prisão. Fevereiro de 1943.

Gestapo-Opfer in Orjol. Die Schlucht, in der die Zivilisten erschossen wurden.
Vítimas da Gestapo em Oryol. O barranco onde os civis foram abatidos a tiro.

Greueltaten der Besatzer in Weißrußland
Atrocidades dos ocupadores na Bielorússia

Greueltaten im Gebiet Donezk, Oktober 1943.
Atrocidades na região de Donezk, Outubro de 1943.

Russische Kinder im „Umsiedlungslager“ bei der Befreiung von Petrosawdsk.
Crianças russas no "campo de realojamento" aquando da libertação de Petrosavdsk.

Taganrog. Zu Tode gefolterte Sowjetbürger.
Taganrog. Cidadãos soviéticos torturados até à morte.

Zentralfront bei Konotop. In den ersten Tagen nach der Befreiung dieser Gegen gruben die Bewohner des Dorfes Wargow die Leichen ihrer bestialisch ermordeten Familienangehörigen aus, um sie auf dem Dorffriedhof beizusetzen.
Frente central na área de Konotop. Nos primeiros dias após a libertação desta região os habitantes da aldeia de Wargow desenterraram os corpos dos seus familiares bestialmente assassinados, para enterra-los no cemitério da aldeia.

2.6 Harrison E. Salisbury, The Unknown War, 1978 Bantam Books Toronto – New York – London

Bodies of Jews slaughtered by the Nazis at Babi Yar, Kiev.
Corpos de judeus massacrados pelos nazis em Babi Yar, Kiev.

2.7 Artigo Gorączka złota w Treblince ("Febre do ouro em Treblinka"), que apareceu em 7 de Janeiro de 2008 no jornal polaco Gazeta Wyborcza. O artigo foi traduzido para as línguas alemã e inglesa. Uma tradução para português segue brevemente. As legendas das fotografias a seguir foram traduzidas para português a partir da tradução inglesa do artigo.

This is no picture from a harvest. Grave robbers from Wólka Okrąglik and neighboring villages pose for a photo together with militiamen who caught them red-handed. In the peasant's pockets there were golden rings and teeth of Jews. At their feet lie skulls and limb bones of those gassed.
Esta não é uma foto da colheita. Saqueadores de campas de Wólka Okrąglik e aldeias vizinhas posam para uma foto junto com homens da milícia que os apanharam em flagrante. Nos bolsos dos camponeses havia anéis de ouros e dentes de judeus. Aos seus pés encontram-se caveiras e ossos das pernas dos que foram gaseados.

Some years after the dissolution of the camp an envoy of the capital's Jewish Historical Commission noted the following: "Human bones and objects are lying around everywhere, in the air there is the stench of decomposing corpses, the local population, which had benefited from trading gold, is robbing each other."
Alguns anos após a dissolução do campo um enviado da Comissão Histórica Judaica anotou o seguinte: "Há ossos humanos e objectos espalhados por todo lado, no ar está o cheiro de corpos em decomposição, a população local, que beneficiou do comércio de ouro, está roubando uns aos outros."

Demografia e assassinato em Volínia-Podólia - 2

Indo além da Parte 1, abaixo apresento oito fontes de evidências que convergem sobre a conclusão de que os alemães exterminaram os judeus restantes de Volínia-Podólia durante o período de agosto-outubro de 1942.

1) Havia 326.000 judeus na região de Volínia-Podólia em maio de 1942:
NAW RG 238, T- 1 75, lista 235 do relatório dos territórios ocupados do leste No. 5, 29 de maio de 1942 dá a estimativa de 326.000 judeus em Volínia-Podólia (Dean, p.195)
2) Puetz para o Aussenstellen der Sipo/SD, 31/8/42 [Browning, p.136]:
As ações estão sendo aceleradas, de modo que elas serão completadas em sua área dentro de cinco semanas. No encontro do Gebeitskommissaren em Luzk entre 29-31 de agosto de 1942, foi explicado em termos gerais que em princípio uma solução de 100% está sendo realizada.
3) Meldung 51:
c) judeus executados [Ago-Set-Out-Nov-Total] 31.246 165.282 95.735 70.948 363.211
Kruglov detalha completamente os 363.211 como se segue:
a) O total de novembro é de principalmente Bezirk Bialystok

b) Dos 292.263 mortos antes de Novembro, aproximadamente 70.000 estavam no atualmente em Belarus, parte da RKU, o resto estava atualmente na Ucrânia

A concentração de assassínios em setembro iniciou com a instrução de Puetz para conduzir as ações "em sua área dentro de cinco semanas."

4) Browning
O relatório mensal do comando militar de armamentos, Volínia-Podólia, Outubro de 1942, em: Bundesarchiv-Militärarchiv Freiburg, RW 30/15. (Im Oktober 1942 fanden nun in Wolhynien die grossen Judenevakuierungen statt, durch die aus allen Betrieben die Juden restlos entfernt wurden, sodass die Betriebe auf kürzere oder längere Zeit vollkommen zum Erliegen kamen, bezw. die Fertigung bis auf Bruchteile zusammenschrumpfte.)
Tradução:
Então, em outubro de 1942, havia evacuações de judeus em larga escala na Volínia como um resultado de que cada judeu foi removido de todas as fábricas, e as fábricas vieram a ficar paradas por um tempo mais curto ou mais longo, ou a produção diminuia a uma mera fração.
Isto indica que os estágios finais das ações de assassínio iniciadas por Puetz foram completados em Outubro.

5) Relatórios policiais alemães copiados de arquivos poloneses (Shmuel Spector, p.173; Dean, p.93)

6) Interrogatório do Sturmscharfuehrer Wilhelm Rasp 18 Dec 1961 (ZSL 204 AR-Z 393/59 Vol. II, pp. 173-94) confirmando detalhes das ações policiais (Dean, p.93).

7. As investigações de valas comuns no blog sobre valas comuns na Polésia do Nick

8. Browning mostra que assassínios foram ordenados por cima da administração civil, que protestou que eles ainda precisariam do trabalho judeu:
Informado do iminente "reassentamento do total dos judeus" (generelle Umsiedlung der Juden), o SS e o Polizeistandortführer em Brest-Litovsk, Friedrich Wilhelm Rohde, implorou: "Na medida em que a questão judaica é solucionada em Brest, eu antevejo dano econômico severo resultante da ausência do trabalho." Ele era apoiado pelo comissário local (Gebietskommissar) Franz Burat: "através do reassentamento total dos judeus do Kreisgebiet é desejável do ponto de vista político, do ponto de vista da mobilização de trabalho, que eu deva implorar incondicionalmente para deixar a maioria dos artesãos necessitados e a força de trabalho."53

Estes apelos eram em vão. Em 15-16 de outubro de 1942, os 20.000 judeus de Brest, incluindo os 9.000 trabalhadores, foram mortos.54 A guerra diária e os relatórios do Regimento de Polícia 15 mostram que os judeus trabalhando nos campos e em fazendas do estado na região também foram executados.
Assim, o aspecto da autonomia local do Holocausto tinha claros limites em Volínia-Podólia, como em outro lugar.

Fonte: Holocaust Controversies
Texto(inglês): Jonathan Harrison
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2009/02/demographics-and-killing-in-volhynia_25.html
Tradução(português): Roberto Lucena

terça-feira, 17 de março de 2009

Documentação fotográfica de crimes nazis (1ª parte)

As fotografias apresentadas a seguir, algumas das quais não são aconselháveis para pessoas mais sensíveis, mostram vítimas do genocídio dos judeus, bem como de outros crimes nazis abordados em vários artigos deste blog. Tentei reunir fotografias menos conhecidas, relativas aos crimes nazis na Europa de Leste, sobretudo na Polónia e nos territórios ocupados da União Soviética.

As legendas das fotografias em português são traduções das legendas em língua alemã ou inglesa que constam da respectiva fonte, com indicações suplementares quando julgado necessário.

1. Fotografias disponíveis na Internet

1.1 Fotografias dos arquivos do Ghetto Fighters House, incluídas na minha colecção Mass Graves and Dead Bodies


A body in a mass grave at the Ponary mass extermination site near Vilnius (Vilna).
Um corpo numa vala em massa no local de extermínio de Ponary perto de Vilnius (Vilna), Lituânia

A Jew burying bodies in a mass grave in the Jewish cemetery in Warsaw.
Um judeu enterrando corpos numa vala em massa no cemitério judaico em Varsóvia

A Jewish gravedigger laying bodies in a mass grave in the Jewish cemetery in Warsaw.
Um coveiro judeu colocando corpos numa vala em massa no cemitério judaico em Varsóvia

A mass grave containing the bodies of Janowska camp inmates
Uma vala em massa contendo os corpos de prisioneiros do campo de Janowska

A mass grave discovered in Iwje, Poland
Uma vala em massa descoberta em Iwje, Polónia

A mass grave in Drobitski Yar near Kharkov.
Uma vala em massa na Drobitski Yar perto de Kharkov

A mass grave in Drobitski Yar near Kharkov.
Uma vala em massa na Drobitski Yar perto de Kharkov

A mass grave in the Jewish cemetery in Warsaw.
Uma vala em massa no cemitério judaico em Varsóvia

A mass grave of Lenin Jewry (in the Polesye region, on the Russo - Polish border)
Uma vala em massa de judeus de Lenin na região do Polesye, na fronteira russo-polaca

A Soviet investigating committee beside a mass grave of the Jews of Kozin, which they excavated.
Uma comissão investigadora soviética junta a uma vala em massa dos judeus de Kozin, que escavaram

Bodies in a mass grave
Corpos numa vala em massa

Bodies of Jews exhumed from a mass grave in an unidentified ghetto in Poland
Corpos de judeus desenterrados de uma vala em massa num gueto não identificado na Polónia

Bodies taken from a mass grave in Taganrov, Russia
Corpos retirados de uma vala em massa em Taganrov, Rússia

Bones and skulls that were exposed in a mass grave
Ossos e caveiras expostos numa vala em massa

Corpses exhumed from a mass grave and laid out in rows
Corpos desenterrados de uma vala em massa e alinhados

Corpses exhumed from mass graves and laid out in rows
Corpos desenterrados de valas em massa e alinhados

Corpses exhumed from mass graves at the Ponary mass extermination site near Vilnius (Vilna)
Corpos desenterrados de valas em massa no sítio de extermínio de Ponary perto de Vilnius, Lituânia

German soldiers shooting Jews who are still alive in a mass grave in Vinnitsa, USSR
Soldados alemães abatendo judeus ainda vivos numa vala em massa em Vinnitsa, Ucrânia

German soldiers standing amid the bodies lying in the mass grave in Vinnitsa, Ukraine
Soldados alemães entre os corpos numa vala em massa em Vinnitsa, Ucrânia

The bodies of Jews from the Zolochev (Zloczow) ghetto, in a mass grave
Os corpos de judeus do gueto de Zolochev (Zloczow), numa vala em massa

The bodies of Jews from the Zolochev (Zloczow) ghetto, exhumed from a mass grave after the liberation
Os corpos de judeus do gueto de Zolochev (Zloczow), desenterrados de uma vala em massa após a libertação

The bodies of Jews from the Zolochev (Zloczow) ghetto, exhumed from a mass grave after the liberation.
Os corpos de judeus do gueto de Zolochev (Zloczow), desenterrados de uma vala em massa após a libertação

The bodies of Jews in an unidentified ghetto, exhumed from a mass grave
Os corpos de judeus num gueto não identificado, desenterrados de uma vala em massa

The bodies of women killed by the German army, in a mass grave in Kerch
Os corpos de mulheres mortas pelo exército alemão, numa vala em massa em Kerch (península da Crimeia, Ucrânia)

The bones of Jews exhumed from a mass grave at Utena (Utian), Lithuania
Ossos de judeus desenterrados de uma vala em massa em Utena (Utian), Lituánia

The excavation of mass graves at the Ponary mass extermination site near Vilnius (Vilna) in July 1944
A escavação de valas em massa no sítio de extermínio de Ponary perto de Vilnius (Vilna), Lituánia

The execution of civilians at the edge of a mass grave in the USSR
A execução de civis à beira de uma vala em massa na URSS

The exhumation of a mass grave in the city of Bialystok
A exumação de uma vala em massa na cidade de Bialystok

A family in the USSR killed by the Germans
Uma família na URSS morta pelos alemães

A family in the USSR killed by the Germans
Uma família na URSS morta pelos alemães

A gallows on which six men were hanged
Uma forca em que seis homens foram enforcados

A gallows with the bodies of ten Polish civilians
Uma forca com os corpos de dez civis polacos

A German soldier beside a gallows upon which seven men have been hanged
Um soldado alemão junta a uma forca em que foram enforcados sete homens

A German soldier beside the bodies of Yugoslav civilians hanged on an improvised gallows between two trees in a forest
Um soldado alemão junto aos corpos de civis jugoslavos enforcados numa forca improvisada entre duas árvores numa floresta

A German soldier in the Krakow ghetto, standing beside the bodies of Jews laid out in a row
Um soldado alemão no gueto de Cracóvia, junto aos corpos alinhados de judeus

A Lithuanian armed with an iron bar, who took part in the pogrom in Kaunas (Kovno), posing beside the bodies of Jews.
Um lituano armado com uma barra de ferro, que tomou parte no pogrom em Kaunas (Kovno), posando junto aos corpos de judeus

A man in uniform, posing for a photo amid the corpses at a mass murder site
Um homem de uniforme, posando para uma foto entre cadáveres num local de chacina em massa

A mass extermination site on the grounds of a cemetery
Um local de extermínio em massa nos terrenos de um cemitério

A pile of bodies, apparently of POWs, in Helmeu, Romania
Um monte de corpos, aparentemente de prisioneiros de guerra, em Helmeu, Romênia

A pile of bodies on a pallet in the Warsaw ghetto
Um monte de corpos numa palete no gueto de Varsóvia

A row of bodies, apparently photographed in a POW camp
Uma fila de cadáveres, aparentemente fotografada num campo de prisioneiros de guerra

A row of gallows on which Soviet hostages were hanged by the German army
Uma fila de forcas em que reféns soviéticos foram enforcados pelo exército alemão

A Russian woman beside the body of her husband who was killed by the SS in Gerasimov, a village in the Rostov area
Uma mulher russa junto ao corpo do seu marido, morto pelas SS em Gerasimov, uma aldeia na área de Rostov

A wagon loaded with the bodies of murdered Jews, with an armed German soldier standing beside it
Uma carroça carregada com os corpos de judeus assassinados, com um soldado alemão armado ao lado

Armed Lithuanian militiamen beside the bodies of Kaunas (Kovno) Jews murdered in the pogrom that took place with the entry of the Germans
Milicianos lituanos armados junto aos corpos de judeus de Kaunas (Kovno) assassinados no pogrom que teve lugar com a entrada das tropas alemãs

Bodies at a mass extermination site
Corpos num local de extermínio em massa

Bodies at a mass murder site in Poland
Corpos num local de chacina em massa na Polónia

Bodies at the Ponary mass extermination site near Vilnius (Vilna)
Corpos no local de extermínio em massa de Ponary perto de Vilnius (Vilna)

Bodies at the Ponary mass extermination site near Vilnius (Vilna)
Corpos no local de extermínio em massa de Ponary perto de Vilnius (Vilna)

Bodies of Jews in the Budapest ghetto
Corpos de judeus no gueto de Budapeste

Bodies of Soviet POW's killed by the Germans
Corpos de prisioneiros de guerra soviéticos mortos pelos alemães

Carting away bodies in the Warsaw ghetto
Removendo corpos numa carroça no gueto de Varsóvia

Collecting the bodies of victims in the Birkenau camp
Recolhendo os corpos das vítimas no campo de Birkenau

Fifteen Polish civilians hanged on a gallows in Radom
Quinze civis polacos enforcados numa forca em Radom

Five men who were hanged on electricity poles on a street in a town in the East
Cinco homens enforcados em postes de electricidade numa rua numa cidade no Leste

Five Yugoslav men, hanged on suspicion of supporting the partisans
Cinco homens jugoslavos, enforcados por suspeita de apoiar os guerrilheiros

German soldiers beside a gallows with four Yugoslav men hanged in Krusevac, Yugoslavia
Soldados alemães junto a uma forca com quatro homens jugoslavos enforcados em Krusevac, Jugoslávia

German soldiers beside the bodies of Jews in the Borislav ghetto
Soldados alemães junto aos corpos de judeus no gueto de Borislav

German soldiers beside the bodies of Yugoslav civilians killed in Pancevo
Soldados alemães junto aos corpos de civis jugoslavos mortos em Pancevo

German soldiers in a POW camp, standing beside bodies laid out in a row
Soldados alemães num campo de prisioneiros de guerra, junto a corpos alinhados

German soldiers looking at the bodies of Jews hanged on a tree in the area of Lvov
Soldados alemães olhando os corpos de judeus enforcados numa árvore na área de Lvov

German soldiers standing beside the bodies of Jews at the Jajinci extermination site near Beograd (Belgrade)
Soldados alemães junto aos corpos de judeus no local de extermínio de Jajinci perto de Belgrado

German soldiers standing beside the body of a Jew whom they beat to death
Soldados alemães junto ao corpo de um judeu que espancaram até à morte

Human remains uncovered in the Kaunas (Kovno) ghetto after the war
Restos humanos descobertos no gueto de Kaunas (Kovno) depois da guerra

Jews loading bodies onto a wagon, apparently in the Treblinka camp
Judeus carregando corpos numa carroça, aparentemente no campo de Treblinka

Jews standing on the verge of a pit at the extermination site in Liepaja, Latvia
Judeus na berma de uma vala no local de extermínio em Liepaja, Letónia

Jews who were shot during an aktion (mass roundups for deportation) in the Wegrow ghetto in May 1943
Judeus abatidos a tiro durante uma acção (recolha em massa para deportação) no gueto de Wegrow em Maio de 1943

The remains of Jewish victims in the Sajmiste (Zemun) extermination camp in Beograd (Belgrade)
Os restos de vítimas judias no campo de extermínio de Sajmiste (Zemun) perto de Belgrado

The area of the crematorium in the Majdanek camp
A área do crematório no campo de Majdanek

The remains of corpses incinerated in the Majdanek camp's crematorium
Restos de cadáveres incinerados no crematório do campo de Majdanek

The remains of corpses incinerated in the Majdanek camp's crematorium
Restos de cadáveres incinerados no crematório do campo de Majdanek

The bodies and partial remains of victims of the Majdanek camp
Corpos e restos parciais de vítimas do campo de Majdanek

A heap of bones and ashes of victims of the Majdanek camp
Monte de ossos e cinzas de vítimas do campo de Majdanek

A pile of bones and skulls of people killed in the Majdanek camp
Monte de ossos e caveiras de pessoas mortas no campo de Majdanek

A pile of bones and skulls of people killed in the Majdanek camp
Monte de ossos e caveiras de pessoas mortas no campo de Majdanek

The skulls of victims of the Majdanek camp
Caveiras de vítimas do campo de Majdanek

A pile of bones of victims in the Majdanek camp
Monte de ossos de vítimas do campo de Majdanek

The skulls and bones of Belzec camp victims, brought to a bunker on the grounds of the camp
Caveiras e ossos de vítimas do campo de Belzec, trazidas para um bunker nos terrenos do camp

Human skeletal remains in the Treblinka camp
Restos de esqueletos humanos no campo de Treblinka

Piles of skulls and bones in the yard of the Anatomical Institute in Wrzeszcz
Montes de caveiras e ossos no pátio do Instituto Anatómico em Wrzeszcz

The skulls and bones of camp inmates, in the Anatomical Institute in Wrzeszcz
Caveiras e ossos de prisioneiros de campo, no Instituto Anatómico em Wrzeszcz

Soviet Red Army officers standing beside a pile of human ashes in the Majdanek camp
Oficiais do Exército Vermelho soviético junto a um monte de cinzas humanas no campo de Majdanek

A pile of ashes of victims of the Majdanek camp that were used to fertilize the surrounding fields
Um monte de cinzas e vítimas do campo de Majdanek que eram utilizadas para fertilizar os campos circundantes

Heaps of ashes on the grounds of the Treblinka camp
Montes de cinzas no solo do campo de Treblinka

A heap of ashes in the Treblinka camp
Um monte de cinzas no campo de Treblinka

1.2 Fotografias dos arquivos do United States Holocaust Memorial Museum, incluídas na minha colecção Mass Graves and Dead Bodies

USHMM 32165 An undertaker views a layer of corpses laid out at the bottom of a mass grave in the Okopowa Street cemetery
Um coveiro olha para uma camada de cadáveres colocados no fundo de uma vala em massa no cemitério da Rua Okopowa (Varsóvia)

USHMM 32168 A boy working in the Warsaw ghetto cemetery drags a corpse to the edge of the mass grave where it will be buried
Um rapaz que trabalha no cemitério do gueto de Varsóvia arrasta um cadáver para a berma de uma vala em massa onde será enterrado

USHMM 32271 An undertaker in the Warsaw ghetto cemetery on Okopowa Street displays an open coffin that contains the body of woman
Um coveiro no cemitério do gueto de Varsóvia na Rua Okopowa mostra um caixão aberto que contém o corpo de uma mulher

USHMM 69982 A cart filled with corpses of Jews who died in the Warsaw ghetto, awaiting mass burial at the Jewish cemetery
Carroça cheia de corpos de judeus que morreram no gueto de Varsóvia, aguardando sepultura em massa no cemitério judaico

USHMM 69998 Laborers at the Jewish cemetery on Okopowa Street bury bodies in a mass grave
Trabalhadores no cemitério judaico na Rua Okopowa enterram corpos numa vala em massa

USHMM 50178 A mass grave in which the corpses of Soviet POWs are being buried
Uma vala em massa onde são enterrados os cadáveres de prisioneiros de guerra soviéticos

USHMM 66702 The bodies of five civilians executed by German forces hang from the balcony of a building in an unidentified city
Os corpos de cinco civis executados por forças alemãs pendem da varanda de um prédio numa cidade não identificada

USHMM 66703 The bodies of six civilians hang from the balcony of a school on Sverdlov Street where they were executed by German troops of the 50th Army Corps
Os corpos de seis civis pendem da varanda de uma escola na Rua Sverdlov (Kharkov) onde foram executados por tropas alemãs do 50º Corpo do Exército

USHMM 73459 S. Afansyeva from Kerch mourns the death of her 18-year-old son, who was shot by Germans when they were forced to evacuate the city in February 1942
S. Afansyeva de Kerch (península da Crimeia, Ucrânia) chora a morte do seu filho de 18 anos, que foi abatido a tiro pelos alemães quando se viram obrigados a evacuar a cidade em Fevereiro de 1942

USHMM 89063 Men with an unidentified unit execute a group of Soviet civilians kneeling by the side of a mass grave
Homens de uma unidade não identificada executam um grupo de civis soviéticos ajoelhados junto a uma vala em massa

USHMM 26951 Lithuanians and a Soviet officer stand among the remains of twenty Jewish atrocity victims, who were exhumed from a mass grave in the woods near Utena
Lituanos e um oficial soviético junto aos restos de vinte vítimas judias de atrocidades, que foram desenterrados de uma vala em massa na floresta perto de Utena

USHMM 30857 Jewish survivors stand in an opened mass grave among the exhumed bodies of the victims of a mass shooting in Biala Podlaska
Sobreviventes judeus numa vala em massa aberta entre os corpos exhumados das vítimas de um fuzilamento em massa em Biala Podlaska

USHMM 47624 Soviet soldiers observe recently burned corpses stacked on sawed lumber on the grounds of the Klooga concentration camp
Soldados soviéticos observam cadáveres recém queimados empilhados em madeira cortada nos terrenos do campo de concentração de Klooga (Estónia)

USHMM 47625 Close-up of corpses killed in the Klooga concentration camp
Vista de perto de cadáveres mortos no campo de concentração de Klooga

USHMM 47626 Corpses lie on the grounds of the Klooga concentration camp
Corpos nos terrenos do campo de concentração de Klooga

USHMM 47627 Burned corpses lie on the grounds of the Klooga concentration camp
Corpos queimados nos terrenos do campo de concentração de Klooga

USHMM 47629 Postwar view of burned corpses in the Klooga concentration camp
Imagem pós - guerra de corpos queimados no campo de concentração de Klooga

USHMM 50608 Corpses in Klooga stacked for burning
Corpos em Klooga empilhados para serem queimados

USHMM 59485 The partially burned corpses of former inmates are lined up on the ground at the Klooga concentration camp
Corpos parcialmente queimados de antigos prisioneiros, alinhados no terreno do campo de concentração de Klooga

USHMM 59486 The partially burned corpses of former inmates are lined up on the ground at the Klooga concentration camp
Corpos parcialmente queimados de antigos prisioneiros, alinhados no terreno do campo de concentração de Klooga

USHMM 59487 The partially burned corpses of former inmates are lined up on the ground at the Klooga concentration camp
Corpos parcialmente queimados de antigos prisioneiros, alinhados no terreno do campo de concentração de Klooga

USHMM 71947 The charred remains of prisoners burned by the Germans before the liberation of the Maly Trostinets concentration camp
Os restos carbonizados de prisioneiros queimados pelos alemães antes da libertação do campo de concentração de Maly Trostinets (Bielorússia)

USHMM 71950 The charred remains of prisoners burned by the Germans before the liberation of the Maly Trostinets concentration camp
Os restos carbonizados de prisioneiros queimados pelos alemães antes da libertação do campo de concentração de Maly Trostinets (Bielorússia)

USHMM 71956 A member of a Soviet investigating team views the remains of Jewish victims burned in a barn by the Germans near the Maly Trostinets concentration camp
Um membro da equipa de investigação soviética vê os restos de vítimas judias queimadas pelos alemães numa barraca perto do campo de concentração de Maly Trostinets

USHMM 71958 View of the charred remains of Jewish victims burned by the Germans in the Maly Trostinets concentration camp
Vista dos restos carbonizados de vítimas queimadas pelos alemães no campo de concentração de Maly Trostinets

USHMM 71959 View of the charred remains of Jewish victims burned in a barn by the Germans near the Maly Trostinets concentration camp
Vista dos restos carbonizados de vítimas queimadas pelos alemães no campo de concentração de Maly Trostinets

USHMM 85805 Soviet soldiers exhume a mass grave in Lvov
Soldados soviéticos exumam uma vala em massa em Lvov

USHMM 86588 Soviets exhume a mass grave in Zloczow shortly after the liberation
Soldados soviéticos exumam uma vala em massa em Zloczow pouco depois da libertação

1.3 Fotografias de últimos rastos do campo de extermínio de Treblinka

TURNED UP EARTH #1. The photo was taken by Soviet Forces (Novosti Press), during their investigations in 1945.
Terra escavada # 1. Esta foto foi tirada pelas forças soviéticas (Novosti Press) durante a sua investigação em 1945.

TURNED UP EARTH #2. Bones, pieces of clothes and thousands of personal belongings of the victims were digged out by the local population when they searched for valuables. The photo was taken in 1945.
Terra escavada # 2. Ossos, pedaços de roupa e milhares de pertenças pessoais das vítimas foram escavados pela população local à procura de objectos de valor. Esta foto foi tirada em 1945.

TURNED UP EARTH #3. The photo was taken in 1945.
Terra escavada # 3. Esta foto foi tirada em 1945.

TURNED UP EARTH #4. The photo was taken in 1945.
Terra escavada # 4. Esta foto foi tirada em 1945.

HUMAN REMNANTS AND BELONGINGS #1. The photo was taken in 1945.
Restos humanos e pertences # 1. Esta foto foi tirada em 1945.

HUMAN REMNANTS AND BELONGINGS #2. The photo was taken in 1945.
Restos humanos e pertences # 2. Esta foto foi tirada em 1945.

HUMAN REMNANTS AND BELONGINGS #3. The photo was taken in 1945.
Restos humanos e pertences # 3. Esta foto foi tirada em 1945.

1.4 Fotografias incluídas no The Babi Yar Álbum

Remains of shoes and clothes of the Babi Yar victims. Photo: Special Commission 1943
Restos de sapatos e roupas das vítimas de Babi Yar. Foto: Comissão Especial (Soviética para Investigação dos Crimes Alemães), 1943

The Syretskij concentration camp. The corpses were dug out of a trash pit. Photo: Special Commission 1943
O campo de concentração de Syretskij. Os corpos foram desenterrados de uma vala de lixo. Foto: Comissão Especial 1943.

The Syretskij concentration camp. The corpses dug out of trash pit. Photo: Special Commission 1943
O campo de concentração de Syretskij. Os corpos foram desenterrados de uma vala de lixo. Foto: Comissão Especial 1943.

The Syretskij concentration camp. The body was dug out of a pit. Photo: Special Commission 1943
O campo de concentração de Syretskij. O corpo foi desenterrado de uma vala. Foto: Comissão Especial 1943.

The Syretskij concentration camp. The bodies were dug out of pits. Photo: Special Commission 1943
O campo de concentração de Syretskij. Os corpos foram desenterrados de valas. Foto: Comissão Especial 1943.

The Syretskij concentration camp. The body was dug out of a pit. Photo: Special Commission 1943
O campo de concentração de Syretskij. O corpo foi desenterrado de uma vala. Foto: Comissão Especial 1943.


Na segunda parte, serão apresentadas fotografias digitalizadas de fontes impressas.


2ª Parte

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