terça-feira, 11 de maio de 2010

"Tratamento especial" era extermínio físico por gaseamento em Auschwitz

Complemento do post da lista de discussão Holocausto-doc com a tradução adicional(minha) do comentário de Hans Münch confirmando o extermínio físico e o uso de eufemismos nazis pra camuflar a intenção quando ficasse registrada em documento.

"Material para Tratamento Especial"
http://www.holocaust-history.org/auschwitz/19420826-dessau/

Este documento de 26 de agosto de 1942, dá a permissão ao campo de concentração de Auschwitz de enviar um caminhão a Dessau, a fim de retirar o "material para o tratamento especial." Dessau era um dos dois lugares onde o veneno Zyklon-B era fabricado. O "tratamento especial", ou "Sonderbehandlung", era o código nazista para o extermínio.

Transcrição(alemão):

[...]Fahrgen. für einen LKW. nach Dessau zur Abholung von Material für Sonderbeh. wird hiermit erteilt. [...]

Tradução:

[...]Permissão a um caminhão para Dessau, para retirar o material para o tratamento especial, é concedida através deste.[...]

Nota:
1. Hilberg, Raul, The Destruction of the European Jews, 1960, p. 568: "The Zyklon was produced by two companies: The Dessauer Werke and Kaliwerke at Kolin." In 1985 edition, p. 888.
__________________________________________________________

PERGUNTA: Mas será que "Sonderbehandlung" significava mesmo gaseamento?

RESPOSTA: Entrevista concedida pelo SS-Untersturmführer Dr. Hans Münch que foi apresentada pela televisão sueca:
http://www.nizkor.org/hweb/people/m/muench-hans/swedish-television-interview.html

Entrevistador: Eu tenho que perguntar uma coisa. Céticos afirmam que "tratamento especial" poderia significar qualquer coisa. Não teria que ser propriamente exterminação.

Münch: "Tratamento especial" na terminologia do campo de concentração significa extermínio físico. Se era uma questão referente a um punhado de pessoas, onde nada além que gasear fosse o que valesse a pena pra elas,
elas eram gaseadas.

Entrevistador: Então "tratamento especial" era gasear?

Münch: Sim, absolutamente.

Texto: José da Silva
http://br.groups.yahoo.com/group/Holocausto-Doc/message/128
Tradução adicional(trecho da entrevista de Hans Münch): Roberto Lucena

4 comentários:

Stefano disse...

Lucena....
http://holocausto-doc.blogspot.com/2008/02/66-perguntas-e-respostas-sobre-o_2150.html
Os nazis tinham ódio mesmo da Igreja???


1 http://www.youtube.com/watch?v=Jr5Q5Volv88
2 http://www.youtube.com/watch?v=YpcE6Igwr0U
3 http://www.youtube.com/watch?v=_tKuNmyjG80
4 http://www.youtube.com/watch?v=rVvNG_DkwzY
5 http://www.youtube.com/watch?v=YWvl1EKY0jk
6 http://www.youtube.com/watch?v=K95X2VKqQ9o

Roberto Lucena disse...

"Stefano disse...
Lucena....
http://holocausto-doc.blogspot.com/2008/02/66-perguntas-e-respostas-sobre-o_2150.html
Os nazis tinham ódio mesmo da Igreja???"


Esses padres não eram muito diferentes de você, poderia até dizer que você é pior que eles, que por exemplo vem até esse blog cinicamente postar besteira sem discutir o que foi postado enquanto ataca o blog em comunidades negacionistas do Orkut e blogs antissemitas que negam o Holocausto.

Fora apelar pro chavão clássico de rotular tudo de "sionista" pra ver se angaria simpatia do pessoal "crítico" da política do Estado de Israel que não sabe fazer distinção entre racismo(antissemitismo e negação do Holocausto, vulgo "revisionismo") e crítica política séria.

Você é tão fanático quanto os nazis que você 'supostamente' critica, ou no caso, seu ataque é mais direcionado à Igreja Católica usando o nazismo pra fazer campanha de demonização.

Roberto Lucena disse...

Comentário II:

E pelo visto você nem sequer leu(ou "entendeu") o link que indicou, pra variar, rsrsrsrsrs.

Quer você goste ou não, o que está escrito no link está correto, o nazismo não era um movimento religioso na acepção do termo(apesar de que o fanatismo que ele apresentava parecia mais uma "manifestação fanática religiosa") e nem o(s) fascismo(s), ambos eram movimentos políticos seculares.

E ambos contavam com a adesão das populações/massas dos países(de forma parcial ou majoritária) em que se tornaram o regime vigente ou força ocupante, sendo que o clero religioso fazia parte dessas populações, o clero não era uma coisa "à parte" das populações e nem poderia ser já que padre e/ou pastor também tem nacionalidade, podendo eles aderir politicamente a um movimento político ou não.

E não fui eu que elaborei essas respostas pras 66 afirmações cretinas neonazis negacionistas do IHR, foi o pessoal do Nizkor(o site) que provavelmente você deve odiá-lo por ele ser "sionista", rsrsrsrsrsrsrs.

Roberto Lucena disse...

Mas sem querer ser chato, mas já sendo... (rsrsrsrs)

É uma curiosidade até porque nunca vi uma pessoa tão 'traumatizada' assim com religião(especificamente a católica) pra ficar neurótico a ponto de se lançar numa cruzada antireligiosa, por vezes sem muito critério(sem crítica séria aos excessos dos religiosos) a não ser o do prazer sádico de atacar por atacar, apelando pra fatores emotivos e demonização barata:

Algum padre lhe bolinou pra você ficar traumatizado assim com a Igreja? rsrsrsrsrsrsrs

Não precisa responder se não quiser(rsrsrsrsrsrs), mas já que você faz "tanta questão" de vir aqui cinicamente encher o saco ao mesmo tempo em que nos ataca no Orkut em comunidades negacionistas, acho que você pode se dar ao trabalho de responder essa simples pergunta, rsrsrsrsrsrsrsrsrs.

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