segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Livro: "O Longo caminho" de Henrique Van Biene, um relato do Holocausto

Divulgação do livro "O Longo Caminho", de Henrique Van Biene.

Sinopse:

'O Longo Caminho' narra a história de um menino que enfrentou fome, frio, pobreza, discriminação e perseguição devido à sua origem judia, mas conseguiu chegar à idade madura como um vencedor.

Cruzou o mundo sozinho, trabalhando em diversas profissões, fugindo da guerra e do nazismo, construindo e perdendo famílias, até se firmar no Brasil. Em nosso país, encontrou paz, amor, tranqüilidade, e finalmente um lugar para permanecer, criar os filhos e adotar como lar até a sua "passagem" para a eternidade.

Essa longa trajetória é contada de forma autobiográfica, permitindo que o leitor tenha uma visão sensível de fatos históricos, a partir dos medos, anseios, dúvidas e sonhos de um personagem real. Além das conhecidas histórias dos campos de concentração, Henrique Van Biene leva o leitor a refletir sobre a luta pela sobrevivência num cenário tão hostil.

Para mais informações confiram os links:

Site: http://www.olongocaminho.com.br/

Leia o 1º capítulo em PDF clique aqui
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Harry Hoving Jr

Mais informações sobre o livro e dúvidas de como adquiri-lo? Se você tiver twitter entre em contato com o Harry: http://twitter.com/olongocaminho

E-mail de contato: contato@olongocaminho.com.br
Comunidade no Orkut: http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=65436197

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A Ustasha e o silêncio do Vaticano - parte 3

In English: The Ustasha and Vatican's Silence - Part 3
Ler antes o texto observação, sobre os erros desta série:
A Ustasha e o silêncio do Vaticano - parte 4 (Observação)

Os crimes dos ustashi croatas (NDH)

RATOS EM FUGA. O VATICANO AO FINAL DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Soldado da Ustasha exibe orgulhoso
seu macabro troféu, a cabeça
decapitada de um chetnik sérvio.
Longe de ser um mistério histórico, a fuga de milhares de proscritos nazis à América do Sul e outras partes do mundo é um fato fartamente documentado no que se sabe que a Santa Sé tomou parte ativa. Personagens tão sinistros como Pavelic, Klaus Barbie ou Joseph Mengele partiram para o exílio fazendo escala prévia no Vaticano. Enquanto isso, na Croácia, os últimos ustashi esperavam que uma oportuna intervenção da diplomacia vaticana propiciasse a criação de um Estado croata independente da Iugoslávia.

Quando ficou claro que Zagreb ia ser libertada pelas tropas aliadas, os ustashi tentaron salvar tudo o que puderam. Em fins de abril de 1945, Pavelic, com plena autorização de seu amigo Stepinac, ordenou que fossem levados ao Monastério franciscano de Zagreb trinta e seis cofres com a macabra pilhagem (jóias e dentes de ouro, principalmente) confiscada das vítimas da matança de sérvios, judeus e ciganos.1 Contudo, Pavelic reteve consigo outros treze cofres para assegurar sua fuga e um cômodo retiro.2

Os monjes esconderam o tesouro primeiro na cripta debaixo do altar maior e, mais tarde, num buraco escavado debaixo dos confessionários, onde permaneceu até que fosse recuperado pelas tropas do marechal Tito. Depois de enterrar sua pilhagem, Pavelic partiu sob comando de mil e quinhentos leais em direção à Áustria,3 esperando contar com o amparo dos britânicos e do Vaticano. Mas não contava com o fato de ser feito prisioneiro pelos estadunidenses, que lhe vinham seguindo a pista desde sua chegada à Áustria. Conseguiram prendê-lo próximo de Saizburgo.

Contudo, quando já se estavam ultimando os preparativos para o julgamento por crimes de guerra, Stepinac e o acerbispo de Saizburgo intercederam para que Pavelic fosse posto em liberdade. Finalmente, o criminoso de guerra encontrou abrigo entre os mesmíssimos muros do Vaticano, ainda que sua estada tenha sido curta. Para evitar o escândalo, Pio XII, consciente de que a vitória aliada havia dado um virada à política mundial, convidou Pavelic a ir embada da Santa Sé disfarçado de sacerdote num automóvel com placa diplomática. Pavelic manteve a identidade falsa durante um tempo sob a alcunha de padre Benares ou padre Gómez.4

1. Manhattan, Avro, The Vatican tíolocaust, op. cit.

2. Goñi, Uki, La auténtica Odessa. La fuga nazi a la Argentina de Perón, Paidós, Barcelona, 2002.

3. «Supreme Allied HQ to 6th and 12th Army Groups. Apprehension oí Croat Quislings», 5 de junio de 1945. Documento desclassificado do Exército estadunidense.

4. Aarons, Mark, op. cit.


Os estadunidenses seguiram ao escorregadio Pavelic, mas decidiram não agir por deferência da Santa Sé. Os agentes da contrainteligência militar encarregados do assunto assim esclareciam num relatório:
«Os atuais contatos de Pavelic são a tão alto nível, e sua presente situação tão comprometedora para o Vaticano, que sua extradição poderia supôr-se um problema para a Igreja católica».5
Mais ou menos por aqueles fechas, o padre Krunoslav Draganovic, secretário da Confraternidad croata de São Girolamo, que formava parte da Pontifícia Obra de Assistência criada por Pio XII, uma instituição do Vaticano em Roma, recibia da Croácia mais de quatrocentos quilos de ouro6 que deviam ser empregados «na obra de assistência e cuidado pastoral dos prófugos da Croácia». (Quer dizer, para ajudar os antigos ustashi a escapar da Croácia autoridades aliadas em geral e dos partisanos de Tito en particular.) Em honra pela verdade, há que reconhecer que este ouro não era parte da pilhagem das vítimas sérvias e judias, como precisa monsenhor Simcic, atualmente especialista permanente da Comissão Pontifícia Ecciesia Dei, e então colaborador de Draganovic:

Para esta operação beneficente teve a sua disposição dois cajas de lingotes de ouro sacadas pelo Exército em retidada do fronte, ante o avanço dos partisans de Tito. Eram cajas do banco nacional croata, enquanto que os bens sequestrados dos judeus eram administrados pela Divisão do Ministério de Segurança Pública. Eram duas administrações bem distintas.7

5. U.S. Army Counter Intelligence Corps. Destacamento em Roma. 12 de setembro de 1947. Caso número 5650-A.

6. Dorril, Stephen, MI6; Inside the Covert Worid of Her Majesty's Secret Intelligence Service, Touchstone, Nueva York, 2000.

7. «Aonde foi parar o ouro dos croatas? Fontes vaticanas acusam os Estados Unidos de superficialidade histórica». Agência Zenit, 5 de junho de 1998.


A OPERAÇÃO BENEFICENTE

Em 31 de julho de 1942. Os Ustashas matam na
igreja ortodoxa em Sadilovac, Kordun, 314 adultos
sérvios e 149 crianças sérvias abaixo dos 14 anos.
Mataram as crianças em frente da parede da igreja.
Parte da «operação beneficente» de Draganovic — a quem, por certo, era subordinado do subsecretário de Estado Giovanni Battista Montini, que mais tarde se converteria em Paulo VI — consistiu em arreglar, pessoalmente, a saída até a Argentina de um bom número de criminosos de guerra alemães e croatas.8 O croata franciscano Draganovic não tinha por aqueles dias um expediente demasiado limpo, já que havia sido oficial ustashi e havia realizado conversões a força de sérvios.9 Em 1943 Draganovic deixou pra trás sua agitada vida como ustashi e se incorporou ao Vaticano.10 Assim que não é de se estranhar que mostrasse certo interesse em salvar a seus antigos camaradas.

Houve um momento em que não menos de trinta antigos ustashi, incluindo o próprio Draganovic, congregaram-se no seminário de São Jerônimo (San Girolamo degli Illirici), cinco dos quais, incluindo um sacerdote, estavam na lista dos criminosos de guerra mais procurados." Outros se encontravam refugiados em diferentes instituições católicas, como o Instituto Oriental. Existem, de fato, relatórios confidenciais dos serviços de inteligência estadunidenses da época em que eles, sem rodeios, qualificava o seminário de São Jerônimo como quartel general do que restava dos ustashi.12 Os serviços secretos aliados não podiam fazer nada, já que San Girolamo, apesar de encontrar-se fora das muralhas do Vaticano, tinha status de território da Santa Sé.

8. Loftus, John e Aarons, Mark, The Secret War against the Jews: How Western Espionage Betrayed the jewish People, St. Martin's Griffin, Nova York, 1997.

9. Headden, Susan, Hawkins, Daña e Rest, Jason, «A vow oí silence», U. S. News and Worid Report, 30 de março de 1998.

10. Cockburn, Alexander e St. Clair, Jeffrey, Whiteout: The CIA, Drugs and the Press, Verso, Londres, 1998.

11. Phayer, John Michael, The Catholic Church and the Holocaust, 1930-1965, Indiana University Press, Bloomington, 2000.

12. «Rome Área Allied Command to the CIC», 8 de agosto de 1945. Documento desclassificado do Exército estadunidense.


O hóspede mais ilustre de São Jerônimo foi Klaus Barbie, O Carniceiro de Lyón, que lhe foi entregue a Draganovic na estação de trens de Gênova por oficiais de inteligência norte-americanos, que esperavam sacar partido de Barbie no futuro. Draganovic obteve documentos da Cruz Vermelha com o apelido falso para ele e sua família. Barbie e outros nazis embarcaram de Gênova, em março de 1951, com destino a Buenos Aires, para mais tarde transladar-se à Bolívia. E é que em começo de 1948, segundo iam tensando as relações com a União Soviética, britânicos e estadunidenses começaram a olhar com melhores olhos as operações de encubrimento do Vaticano, já que alguns dos fugitivos possuiam conhecimentos técnicos, científicos, militares e de inteligência que podiam ser de grande ajuda durante a guerra fria.

De fato, os estadunidenses estabeleceram sua própria operação de contrabando de criminosos de guerra - sob o nome de Operação Paperclip —, mediante a qual fizeram com os serviços de cientistas de primeira linha, como Werner von Braun, que deveria ter sentado no banco de Nuremberg por seus experimentos com seres humanos no centro de investigação aeronáutica de Peenemunde (Alemanha), ou o general Reinhard Gehien, que acabou ocupando um posto da máxima relevância na CIA antes de tomar posto nos serviços de inteligência da República Federal da Alemanha.

Soldados Ustasha ostentam cabeça
decapitada do sérvio Jovan Blaženović.
A prática brutal de cortar cabeças e
ostentá-las como prêmio foi uma
prática marcante da Ustasha.
Outros criminosos de guerra que obteveram refúgio depois dos muros do Vaticano foram Franz Stangl, comandante do campo de extermínio de Treblinka (Polônia), Eduard Roschmann, O Carniceiro de Riga, o general das SS Walter Rauff, inventor da câmara de gás portátil, Gustav Wagner, comandante do campo de Sobibor, e, sobretudo, o doutor Joseph Mengele, o Anjo da Morte do campo de Auschwitz.

Draganovic também colaborou com o governo argentino para possibilitar a chegada nesse país dos técnicos que o diseñador alemão Kurt Tank necessitava para a fábrica de aviões de Córdoba. Estes também receberam passaportes da Cruz Vermelha e foram alojados no convento de monjas Centocelle até que tomassem um avião da Frota Aérea Mercante Argentina com destino à Buenos Aires. (A título de curiosidade, diremos que aqueles refugiados que estiveram se escondendo em conventos religiosos o fizeram, em sua maioria, disfarçados de monjas. Tanto é assim que em diversos conventos se pode comprovar um súbito aumento no número de irmãs, muitas delas com graves problemas hormonais a julgar pelo rudo de sua voz e suas ademanes, assim como por sua vello facial.) Contudo, este grupo levava consigo um regalo «surpresa»: nem mais nem menos que o criminoso de guerra Gerhard Bohne, encarregado do programa de eutanásia do Reich.

Assim, toda uma galeria de sinistros personagens, desde Pavelic a Adolf Eichmann, conseguiu suas passagens até a Argentina através da Santa Sé. No caso concreto de Pavelic, Draganovic fez uma exceção e, depois de proporciona-lhe um flamante passaporte da Cruz Vermelha, acompanhou-lhe pessoalmente até Buenos Aires junto a um nutrido grupo de antigos camaradas ustashi.

Entre os que escaparam também havia alguns - poucos - heróis de guerra genuínos que não foram perseguidos por seu extraordinário zelo no campo de batalha, como o coronel Hans Rudel, que nos comandos de seu bombardeiro Stuka destruiu mais de quinhentos tanques soviéticos e afundou vários barcos. Perdeu uma perna em combate, mas isso não foi impedimento para seguir lutando até o fim da guerra. Rudel era procurado pela União Soviética e apareceu em Bariloche, onde de imediato se fez conhecido por suas grandes qualidades como esquiador.

O MÉDICO HOMOFÓBICO

Outros não tinham um passado tão glorioso, como o doutor Kari Vaernet, famoso pelos «experimentos» que realizava com homossexuais no campo de concentração de Buchenwald, onde, entre outras coisas, dedicou-se durante uma temporada à castração de gaus para substituir seus testículos por bolas de metal. Chegando à Argentina, o homofóbico doutor passou a trabalhar para o Ministério da Saúde e manteve uma consulta na rua Uriarte em Buenos Aires. Os nazis de segundo escalão, sem os recursos nem os contatos necessários para desfrutar dos serviços da peculiar «agência de viagens» que extraoficialmente funcionava em São Jerônimo, tiveram que arreglárselas por sua conta e terminaram espalhados em países tão diversos como Espanha, Síria, Egito, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Brasil, Canadá e Austrália. Entre uns e outros, calcula-se que não menos que trinta mil fugitivos conseguiram evitar a ação da justiça.

Os serviços secretos estadunidenses sempre suspeitaram que os nazis obtinham os passaportes do Vaticano que lhes permitiam instalar-se em seu retiro de ouro sulamericano previamente pago por um montante não precisamente barato.13 Por outro lado, não todo este dinheiro acabava nos cofres da Igreja. Documentos do Departamento de Estado estadunidense desclassificados em 1998 assinalam que o padre Draganovic se enriqueceu pessoalmente com sua «operação beneficente», cobrando grandes quantidades a aqueles os quais eram fornecidos a documentação falsa.

Os serviços de inteligência estadunidenses batizaram o corredor de fuga que o Vaticano facilitou a nazis e antigos ustashi de "ratline", Linha de ratos,14 um termo náutico que se refere aos ratlines, «os barbantes horizontais que, ligados às mortalhas, como a meio metro de distância entre si e em toda a extensão de exárcias maiores de gávea, servem de degraus à marinharia para subir e executar as manobras no alto dos mastros».15

13. Aarons, Mark e Loftus, John, Ratlines, William Heinemann, Londres, 1991.

14. «The Fate of the Wartime Ustashi Treasure», relatório do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Junho de 1988.

15. Dicionário da Real Academia Espanhola.


Quer dizer, a última parte do barco que afunda quando a embarcação naufraga. O uso deste termo para designar as operações que se realizaram e as redes que se estabeleceram para o resgate de alguns dos assassinos mais sanquinários da história europeia não poderia ter sido mais apropiado.

Existem documentos argentinos que mostram que, em 1946, o monsenhor Giovanni Battista Montini entrou em contato, pelo menos duas vezes, com o embaixador da Argentina, junto à Santa Sé. Na segunda ocasião, transmitiu-lhe a preocupação do Papa por "todos os católicos, impedidos de regressar às suas casas por causa da probabilidade de serem objeto de perseguições políticas", propondo a elaboração de um plano de ação conjunta entre a Argentina e a Santa Sé. Em nenhum destes documentos existem referências específicas sobre a exclusão do dito plano dos responsáveis por crimes de guerra.

Outro dos personagens importantes desta trama foi o bispo austríaco Alois Hudal bispo, que em 1948 escreveu a Juan Domingo Perón lhe pedindo cinco mil vistos para soldados alemães e austríacos. Se conta a anedota de que durante uma c elebração de Natal em 1947, Hudal disse a um grupo de cerca de duas centenas de fugitivos nazistas escondidos sob sua proteção no Vaticano: « Podem confiar que a polícia não lhes encontrará: não é a primeira vez que pessoas se escondem nas catacumbas de Roma ».

O mecanismo para obter vistos funcionava de maneira simples: a secretaria de migração argentina outorgava uma permissão de desembarque sob um suposto nome ao solicitante, com o qual o fugitivo obtinha da Cruz Vermelha um «documento de viagem». Logo, não tinha mais que solicitar um visto no consulado argentino e se submeter a uma «certificação de identidade» ao chegar à Buenos Aires. Em 1949, Juan Domingo Perón decidiu que nem ao menos haveria porque se preocupar com as aparências e aprovou uma anistia mediante a qual aqueles que ingressaram com nome falso no país poderiam recuperar sua identidade. Graças a ele, os fugitivos mais procurados do mundo conseguiram iniciar uma nova vida livre de preocupações. Entre estes criminosos de guerra estava Erich Priebke, membro dasa SS em Roma, acusado da matança de 335 pessoas das Fosas Ardeatinas, que escapou sob um nome falso, e recuperou sua identidade em 1949 e viveu como cidadão modelo em Bariloche, até que uma equipe da televisão norteamericana o descobriu em 1995, precipitando sua extradição para a Itália.

Foi durante este processo que entrou em cena Licio Gelli, um dos personagens chave dos manejos menos confessáveis do Vaticano na segunda metade do século XX. Gelli tinha o perfil ideal para participar da operação de exportação de nazis, já que não só havia sido oficial e intermediário junto à Divisão SS Hermann Goering, senão que além disso contava com múltiplos contatos na máfia, muito úteis na hora de tirar um homem da Itália burlando a curiosidade das autoridades ou lhe fornecer toda a sorte de documentação falsa.16 Há indícios de que Gelli pode atuar nessa época como intermediário entre os elementos italianos das ratlines e a ODESSA e a Die Spinne (A aranha), as duas organizações clandestinas dos antigos nazis que administravam a fuga e recolocação de criminosos de guerra.

16. Yailop, David, op. cit.

ESPERANDO A CAVALARIA

Enquanto isso, na Croácia, Stepinac havia convocado uma conferência de bispos em Zagreb que teve como resultado a proclamação de uma carta pastoral na qual os bispos incitavam a população a se levantar com as armas contra o novo governo do país. Os ustashi que não haviam sido executados ou que não haviam fugido do país se reuniram no campo formando uma organização terrorista com o eloquente nome de "Os Cruzados". A bandeira da organização foi consagrada na capela de Stepinac. Muitos sarcedotes e monjes formavam parte da organização, bem como militantes armados, bem desempenhando serviços de espionagem e comunicação. Muita da informação recolhida por estes clérigos espiões terminou em poder dos serviços secretos estadunidenses através do Vaticano.17

A colaboração entre os estadunidenses e os rebeldes ustashi não é de se estranhar se tivermos em conta que estes últimos esperavam uma intervenção norteamericana na Croácia. O próprio Stepinac estava convencido de que cedo ou tarde isto iria acontecer.18 Talvez Stepinac tinha motivos para pensar assim. No fim das contas, por aqueles dias, Pio XII mantinha uma relação mais fluída com a cúpula militar estadunidense estadunidense. Basta um exemplo: em um só dia de junho de 1949 o papa recibeu em audiências sucessivas a cinco generais estadunidenses de primeira linha.

17. Manhattan, Avro, The Vatican Holocaust, op. cit.

18. New Statesman & Nation. Londres, 26 de outubro de 1946.


Fonte(livro): Biografía no autorizada del Vaticano; capítulo 5
Autor(livro): Santiago Camacho
Tradução(do original em espanhol): Roberto Lucena

Fotos de atrocidades da Ustasha e de outros massacres nos Balcãs(atenção, as fotos são fortes):
http://sokolac.slavicnet.com/sokolac/sokolac_history2_forum.html
http://www.srpska-mreza.com/History/ww2/book/Lukajic/Father-Satan.html

Partes anteriores:
A Ustasha e o silêncio do Vaticano - parte 1
A Ustasha e o silêncio do Vaticano - parte 2
Sobre os erros do texto, observação:
A Ustasha e o silêncio do Vaticano - parte 4 (Observação)

Destaque: texto mais detalhado sobre a Ustasha, do historiador Dusan Batakovic
O genocídio do Estado Independente Croata 1941-1945
[Parte 1] [Parte 02] [Parte 03]

Ver também:
1. A Ustasha (no blog avidanofront.blogspot.com do Daniel)
2. Holocausto na Croácia - parte 1

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Historiadores e “revisionistas”, por Richard J. Evans


"Historiadores respeitáveis e profissionais não suprimem partes de citações de documentos que vão contra o seu próprio caso, mas levam-nas em conta, e se necessário alteram o seu caso em conformidade. Eles não apresentam como verdadeiros o que sabem serem falsos só porque estas falsificações ocorreram para mostrar o que eles estão dizendo. Eles não inventam de forma engenhosa, mas implausível e totalmente incompatível com a razão, para desconfiar de documentos verdadeiros porque esses documentos são contrários aos seus argumentos, novamente, alteram seus argumentos se este for o caso, ou mesmo os abandona completamente. Eles conscientemente não atribuem suas próprias conclusões a livros e outras fontes, que de fato em uma inspeção mais próxima da verdade, diz o contrário. Eles não procuram avidamente os valores mais elevados possíveis em uma série de estatísticas, independentemente de sua fiabilidade ou não, simplesmente porque eles querem, por qualquer razão, maximizar o valor em causa, mas sim avaliar todos os dados disponíveis imparcialmente o quanto possível, afim de chegar a um número que irá suportar o exame crítico dos outros. Eles não traduzem mal fontes de línguas estrangeiras afim de torná-las mais úteis para eles próprios. Eles não inventam palavras, frases, citações, incidentes e eventos para os quais não há evidência histórica afim de apresentar os seus argumentos mais plausíveis."

Fonte: Holocaust Denial On Trial

Link: http://www.hdot.org/en/trial/defense/evans/6
Link (antigo): http://www.holocaustdenialontrial.org/en/trial/defense/evans/6

Tradução: Leo Gott

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Fotos do Leste Alemão

Uma recente publicação alemã (Deutscher Osten 1939-1945
Der Weltanschauungskrieg in Photos und Texten
, editada por Klaus-Michael Mallmann, Volker Rieß, Wilhelm Pyta, 2003 Wissenschaftliche Buchgesellschaft, Darmstadt) contem transcrições de numerosos documentos (cartas, relatórios, anotações em diários, actas de depoimentos), principalmente do lado alemão, relacionados com a guerra de extermínio que a Alemanha nacional-socialista travou na Europa do Leste. Também contém uma série de interessantes fotografias relacionadas com essa guerra.

Estas fotografias, algumas das quais serão mostradas a seguir, são notáveis porque os editores se deram ao trabalho de informar os seus leitores, num anexo à sua coleção de documentos, onde (geralmente em arquivos alemães) tinham encontrado cada foto e o que tinham conseguido apurar quanto à sua proveniência. Por este motivo, no que respeita as fotografias adiante reproduzidas, traduzi não apenas a legenda, mas também a referência e o comentário no referido anexo.

As fotos reproduzidas em baixo podem ser ampliadas clicando nelas. Algumas das fotos são bastante gráficas, e por tanto não recomendadas para pessoas sensíveis.


Legenda: "Foto 16: Dünaburg (Daugavpils/Dvinsk): Judeus com guardas letões a caminho de suas execuções, Julho/Agosto 1941."
Referência e comentário:
16. BAL[= Bundesarchiv-Außenstelle Ludwigsburg, Arquivos Federais Alemães, Dependência de Ludwigsburg], 319 AR-Z 10/70, Suplemento 1, Foto 2. Esta foto, junto com outras 15, foi deixada por Franz H. para reprodução à polícia, que fez um dossier com as fotos. H. deixou ainda as suas anotações no diário (vide acima, Vol. 1, folha 189, Suplemento 2 e Capítulo III.6 deste livro). A legenda é baseada na legenda no dossier, nas anotações no diário e no depoimento de H. em 17.10.1970 (vide acima, Vol. 1, folha 178-188).



Legenda: "Foto 18: Enforcamento em Staraya-Russa, início de Setembro de 1941."
Referência e comentário:
18. BAL, 319 AR-Z 10/70, Suplemento 1, Foto 4. Vide Nota 16. A descrição escrita à máquina na dossier de fotos feito pelo LKA [= Landeskriminalamt, Autoridade Federal de Investigação Criminal] Nordrhein-Westfalen, menciona vítimas judias; no entanto as anotações no diário de H. não confirmam esta informação.



Legenda: "Foto 20: Judeus polacos mortos, primavera de 1942."
Referência e comentário:
20. StAL[= Staatsarchiv Ludwigsburg, Arquivo Estatal Ludwigsburg], EL 48/2 I, Bü 1353. Esta foto, junto com 5 outras, foi enviada por Ferdinand Welz (1907-1945) aos seus pais da frente com uma carta datada de 9.5.1942 (vide acima; cf. BAL, 10 AR 1494/62), da qual se imprime um extrato.


[Extrato na página 31, minha tradução]
(extrato) Carta de Ferdinand Welz, membro de uma unidade anti-aérea da força aérea, aos seus pais, datada de 9.5.1942

"Junto para vocês algumas imagens, que espero não vos façam enjoar. Sim, aqueles são judeus. Para eles acabou o sonho de destruir a Alemanha. Se conseguirem olhem mais de perto para estas imagens, há muito para descobrir lá. Mas não as mostrem a toda a gente e mantenham-nas em bom estado para mim, porque já não tenho as películas. No entanto dá para ver nestas imagens que há muita coisa para se vista por aqui quando se tem a oportunidade."



Legenda: "Foto 36: 'Represália colectiva' em Rozanka, 28 de Junho de 1941."
Referência e comentário:
36. BAL 202 AR-Z 40/70, Vol. 1, folha 19; cf. depoimentos de três membros da 1ª Companhia da Secção Médica da 5ª Divisão de Infantaria, que chegou a Rozanka imediatamente após o fuzilamento (vide acima, folhas 2, 6, 37f.).



Legenda: "Foto 43: Gueto de Riga."
Referência e comentário:
43. Procuradoria de Hamburgo, Dossier de fotos 141 Js 534/60 contra Maywald e outros (Complexo Riga), LO[= Dossier Leitz] 1, Parte A, Foto 66. Contrariamente ao que consta no verso do LO falta um ordenamento contínuo das folhas. Trata-se de uma coleção alterada pela última vez em 1984 de fotos retiradas dos arquivos principais, às vezes sem referência exata. As fotos na Parte A são precedidas pelo depoimento datado de 16.5.1975 de Efraim J., um judeu que viveu em Riga até ao fim da guerra, quem identificou a Foto 66 como mostrando "o gueto de Riga com habitantes judeus do gueto".



Legenda: "Fotos 44-45: Vala em massa na Floresta Bikernieki Forest perto de Riga."
Referência e comentário:
44. Vide acima, Parte C., folha 37. Não existe mais informação neste sítio; cf. Nota 43.



Legenda: "Foto 45"
Referência e comentário:
45. Vide acima, folha 38. Anteriormente publicada por Bernd Schmalhausen: Dr. Rolf Bischofswerder, Leben und Sterben eines jüdischen Arztes aus Dortmund, Bottrop-Essen, 1998, página 81, com a legenda "Vala em massa com judeus assassinados na Floresta Bikerniki".



Legenda: "Foto 46: Gomel: Prisioneiros de guerra soviéticos numa vala em massa, inverno de 1941/42."
Referência e comentário:
46. BAL, Secção de Documentação, dossier de fotos do LKA Baden-Württemberg (sem mais designação), folhas não ordenadas, bem como 10 AR 783/62 (com originais). Cf. StAL, EL 48/2, Bü 64. As fotos, 15 em total, foram encontradas por acaso durante uma ação de busca. Provêm da viúva de um membro do Landesschützenbataillon 432, que vigiou o Dulag [= Durchgangslager, campo de trânsito para prisioneiros de guerra] 121 em Gomel de 10.11.1941 até ao verão de 1944 (cf. BAL, 319 AR-Z 86/70, Vol. 2, folha 38). A foto provavelmente mostra uma cena da grande mortandade em massa dos prisioneiros de guerra.



Legenda: "Foto 47: Removendo um prisioneiro de guerra morto, inverno de 1941/42."
Referência e comentário:
47. Vide acima.



Legenda: "Foto 64: Execução em massa na área do Destacamento Especial 8."
Referência e comentário:
64. BAL, 202 AR-Z 81/59 b, Vol. 2, folha 495, carta do Escritório Central de Dortmund à ZStL [= Autoridade Central das Administrações Judiciais dos Estados Federais em Ludwigsburg] datada de 2.1.1964 com envelope afixado. Segundo esta carta, a foto tinha sido entregue por Werner Schönemann, Subcomandante do EK [= Einsatzkommando, Destacamento Especial] 8.



Legenda: "Foto 71: Regimento de Cavalaria 2 das SS: Judeus abatidos perto de Pinsk, inícios de Agosto de 1941."
Referência e comentário:
71. Propriedade particular de Werner Müller (Colônia). Cf. Erich Mirek: Enthüllung faschistischer Grausamkeiten, em: In den Wäldern Belorußlands. Erinnerungen sowjetischer Partisanen und deutscher Antifaschisten, Berlin (RDA) 1984, pp. 175-179.



Legenda: "Foto 81: Durchgangslager 150: os papéis de prisioneiros recém chegados são queimados."
Referência e comentário:
81. BAL, 319 AR-Z 10/70, Suplemento 1, Foto 15; vide Nota 16 para mais detalhes.



Legenda: "Foto 82: Prisioneiros de guerra mortos no Durchgangslager 150 em Dubovitsi, Novembro de 1941."
Referência e comentário:
82. Vide acima, Foto 16; vide Nota 16 para mais detalhes.


Fotos de atrocidades alemãs eram frequentemente tiradas por membros das forças alemãs como recordações privadas. Soldados alemães na Frente Leste também às vezes fizeram filmes amadores, alguns dos quais são apresentados na exposição permanente do Deutsch-Russisches Museum em Berlim-Karlshorst. Tais filmes principalmente mostram a luta contra a lama e o inverno na Rússia, companheiros sorridentes e cenas inócuas da vida diária do soldado, mas também contêm as imagens visíveis nas seguintes captações das gravações de vídeo que fiz no museu em Fevereiro de 2009:







O cartaz na captação do meio diz o seguinte: "Diese Juden haben gegen die deutsche Wehrmacht gehetzt", o que traduz "Estes judeus agitaram contra a Wehrmacht alemã".

A série de captações a seguir, também gravadas no museu de Berlim-Karlshorst, não está necessariamente relacionada com uma atrocidade cometida pelas forças alemãs. No entanto, estas imagens de mulheres russas, bielorussas ou ucranianas arrastando um cadáver pela lama são uma viva ilustração das terríveis condições sob as quais a população civil soviética vivia e morria nos territórios ocupados pela Alemanha nazi.







quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Documentário de Hitchcock sobre o Holocausto - Liberação dos campos de extermínio, série de I-IV

Documentário com narrativa de Alfred Hitchcock da liberação dos campos de extermínio, série de vídeos de I a IV.


Parte I


Parte II


Parte III


Parte IV


Com uma ajuda do site The Holocaust History Project que organizou os vídeos do Youtube em uma página só:
http://www.holocaust-history.org/multimedia/liberation/

Morreu Raymond D'Addario, o fotógrafo do julgamento de Nuremberg

O fotógrafo Raymond D’Addario (n.1920), mundialmente famoso pelos seus retratos a nazis durante o julgamento de Nuremberg, morreu aos 90 anos, no último domingo em Holyoke, Massachusetts, de acidente vascular cerebral.

Fotografia dos banco dos réus no
Julgamento de Nuremberg (Reuters)
A notícia da morte do fotógrafo foi confirmada pela sua filha, Linda Sal, ao “New York Times”.

Raymond D’Addario, foi membro da equipa do serviço de imagens militares que em 1945 documentou o Tribunal Internacional de Nuremberg e viu as suas fotografias serem disponibilizadas de forma gratuita, em todo o mundo, aos diários e revistas da época. As imagens figuram foram ainda utilizadas em vários livros de história.

Entre os seus trabalhos mais famosos encontram-se o do palanque do tribunal de Nuremberg com os réus, membros do partido nazi acusados de crimes contra a paz, contra a humanidade e crimes de guerra, cercados pela polícia militar, devidamente uniformizada com os seus capacetes brancos e as mãos nas costas em posição firme.

Do portefólio do fotógrafo destacam-se ainda as fotografias dos principais responsáveis do Holocausto. Hermann Goering, braço direito de Hitler, Rudolf Hess, secretário particular de Rusolf Hess, Joachim von Ribbentrop, ministro dos Negócios Estrangeiros, e Albert Speer, ministro do Armamento, que constam na lista dos condenados no histórico julgamento fotografado por Raymond D'Addario, pelos crimes cometidos durante a Segunda Guerra Mundial.

17.02.2011 - Por Andreia Montez

Fonte: Público(Portugal)
http://www.publico.pt/Cultura/morreu-raymond-daddario-o-fotografo-do-julgamento-de-nuremberga_1480797

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Descendentes de nazis e do Holocausto reunidos no mesmo filme

"Crianças de Hitler" reúne descendentes de nazis e de sobreviventes do Holocausto. Documentário revela que sobrinha-neta de um dos braços direitos de Hitler evitou ter filhos para não perpetuar o DNA "de um monstro".

Maria Luiza Rolim(http://www.expresso.pt/), com agências
Quinta feira, 10 de Fevereiro de 2011

Em Crianças de Hitler, Monika Goth diz
que perguntou à mãe quantos judeus
o pai, Amon Goth, matou
Quando tiveram conhecimento das atrocidades cometidas pelo tio, o oficial nazi alemão Hermann Goering, Betina Goering e o seu irmão decidiram submeter-se a uma esterilização para não perpetuarem o DNA "de um monstro". O depoimento da sobrinha-neta do comandante da Luftwaffe - o segundo homem mais importante na hierarquia do Terceiro Reich de Adolf Hitler -, e de outros descendentes nazis, é um dos momentos mais surpreendentes do novo e controverso documentário do israelita Chanoch Zeevi.

Pela primeira vez, num mesmo filme, as gerações pós-guerra encontram-se. O palco dos confrontos é Auschwitz. O filme "Crianças de Hitler" estará concluído até ao final deste ano. Os interessados poderão participar na sua produção, bastando para isso comprar, por antecipação, uma cópia do documentário, em suporte DVD, que será enviada posteriormente pela Maya Productions.

"Fascinantes familiaridades"

Chanoch Zeevi, realizador também de "Nadia's Friends", confessa ter encontrado "fascinantes familiaridades" entre os filhos da segunda geração do Holocausto. Ou seja, entre os descendentes dos líderes nazis - um pequeno grupo de homens e mulheres alemães que aceitaram falar sobre a vergonha pelos crimes cometidos pelos seus pais, tios e avós, e sobre como descobriram a verdade sobre o Holocausto -, e os que descendem das vítimas do genocídio.

Chanooch Zeevi, cujos avós morreram num campo de concentração nazi, diz que quando teve a ideia do filme "nessa noite não consegui pregar o olho. Sentia-me como uma criança que levou uma tareia. Primeiro, tentamos fazer algo para minorar a dor, mas depois tomamos consciência de que é preciso ir atrás de quem nos bateu. Entendemos que devemos sempre ouvir o outro lado. Os sobreviventes podem não ter forças para o fazer. mas os descendentes têm. E esses encontros ajudam-nos a seguir em frente".

O realizador Chanoch Zeevi prevê que o seu filme vá ser duramente criticado em Israel. "Muitas pessoas defendem que nos devemos concentrar apenas nas vítimas. Nunca ouvi nenhuma história do lado nazi, qual era o papel exato de cada líder, quais eram as sua responsabilidades e quanta influência Hitler tinha sobre eles, Na minha ótica, é impossível entender o Holocausto sem tentar ver de onde vieram as raízes do mal e como elas cresceram".

Zeevi confessa que não foi fácil conseguir pessoas dispostas a dar a cara. "Muitas, simplesmente desligaram o telefone. Ainda há quem se orgulhe desse passado e defenda a ideia nazi".

Descendente nazi casa com judeu

Mais de 60 anos depois da II Guerra Mundial, outro dos protagonistas do documentário, Ricardo, filho de Adolf Eichmann, disse que simplesmente não consegue compreender porque o seu pai se tornou o "arquiteto" do Holocausto.

O passado também dominou a vida de Niklas Frank, que também dá o seu depoimento. O afilhado de Hitler e filho de Hans Frank - que foi chefe do governo na parte ocupada da Polónia e responsável pelos campos de extermínio no país -, dedicou boa parte do seu tempo a pesquisar e a escrever sobre o seu pai, e hoje faz conferências e palestras sobre o tema para jovens alemães.

"Sinto-me responsável pelas ações do meu pai, envergonho-me delas. Não posso amar um pai que fez o que ele fez. Existem duas maneiras de sobreviver como filho de um criminoso de guerra: defendê-lo até ao fim como o fazem os meus irmãos mais velhos, ou confrontar as suas ações e admitir: sim, o nosso pai foi um assassino", diz Niklas Frank no documentário.

O filme mostra, ainda, o confronto de Monika Hertwig, filha de Amon Goeth -chefe de Plaszów, campo de concentração, imortalizado no filme "Lista de Schindler", de Ralf Fiennes -, com um homem que lhe diz que o seu pai matou mulheres e crianças "por desporto". Durante muito tempo, ela acreditava que o pai tinha sido um soldado comum, que morrera no front russo. Amon Goeth foi julgado em 1946 e condenado à forca. Monika conta, ainda, como conheceu, aos 13 anos, o primeiro judeu.

Muitas outras histórias de vida são mostradas no documentário de Zeevi. Como a de Katrin Himmler, sobrinha-neta de Heirich Himmler, o segundo na lista abaixo de Hitler no Terceiro Reich.

Katrin casou-se com um judeu, israelita, filho de sobreviventes polacos, e confessa que isso ainda hoje provoca admiração.

Betina Goering, que laqueou as trompas aos 30 anos por não desejar ter filhos que perpetuassem o sangue nazi, disse que o seu pai, falecido em 1981, nunca conversou com ela sobre o Holocausto. Nem sobre o seu tio, Hermann Goering, condenado à morte em 1946 junto com outros 11 pelo Tribunal de Nuremberga, mas que acabou por se suicidar.

Já a sua avó, Edda Goering, afilhada de Hitler, adorava o pai. "Recordo-me de estarmos a assistir a um documentário na televisão sobre o Holocausto e de ela ter dito que (o genocídio) não passava de uma mentira, que nada daquilo tinha acontecido", acrescentou Betina, que vive atualmente em Santa Fé, Novo México, onde é naturopata.

Fonte: Expresso(Portugal)
http://aeiou.expresso.pt/descendentes-de-nazis-e-do-holocausto-reunidos-no-mesmo-filme=f631127

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Holocausto na Eslováquia - Monsenhor Josef Tiso

Um padre enviou 52.000 judeus aos nazis.
Em três meses o presidente da Eslováquia, Monsenhor Tiso enviou 60% dos judeus do país à morte na Alemanha.

Este artigo faz parte de uma série que segue o título: A Shoá em perspectiva.

Texto de Marc-André Charguéraud
Idées reçues, paradoxes, polémiques, pages oubliées
Cordialmente, Marc-André Charguéraud

Encontre também no meu blog os artigos recentemente publicados.
A Shoah revisitada (http://la.shoah.revisitee.org/)

Hitler e Monsenhor Tiso
De março a junho de 1942, a Eslováquia mandou para para os alemães 60% dos judeus que viviam ao sul de seu território, ou seja 52.000 de 87.000. [1] « o primeiro país depois do Reich a deportar os judeus » ver os campos da morte na Polônia.[2] Tão numerosos, tão cedo, durante as primeiras semanas da Shoá, tão rapidamente em três meses, um triplo recorde que condena os dirigentes políticos do país e seu presidente a estarem na vanguarda, um padre católico, Mons. Josef Tiso.

As testemunhas não tinham nenhuma ilusão sobre o destino dos judeus. Mgr. Guiseppe Burzio, o agente diplomático do Vaticano na Bratislava, telegrafou à Roma em 9 de março de 1942, o primeiro-ministro Vojtekh Tuka confirmou-lhe « a deportação de 80.000 pessoas na Polônia a mercê dos alemães e uma condenação de grande parte a uma morte certa ».[3] Simultaneamente Mgr. Angelo Rotta, núncio em Budapeste, escreveu a Pio XII : (os deportados) estão condenados « a uma destruição certa e à morte. Eles colocam suas esperanças e confiança em Sua Santidade. »[4] Logo após o início das deportações, o Vaticano reagiu. Ele não se comprometeu e só enviou duas notas de âmbito limitado para Tuka. Roma explicou que é um erro pensar que os judeus foram enviados ao governo central para o Departamento de trabalho: eles estão sendo exterminados.[5]

O governo eslovaco não pode alegar ignorância. Os alemães lhe pediram 20.000 trabalhadores robustos e ele ofereceu 20.000 judeus e insistiram para que suas famílias os acompanhassem. E os trabalhadores, as crianças e os idosos que parem? As autoridades eslovacas querem ter certeza de que esses judeus jamais retornem à Eslováquia. Para obter o acordo com os alemães, eles vão pagar 500 Reichsmark por cada judeu deportado.[6] É a única vez na Europa que um país paga aos nazis para que eles se livrem permanentemente de seus judeus.

A Eslováquia era profundamente antissemita. Em 9 de setembro de 1941, seu Parlamento adota um « Código judaico » que incorporava todas as medidas antijudaicas alemãs. Ele excluia a maioria dos judeus da vida econômica, política e social do país. Os alemães aplaudiram, sublinhando que este código foi publicado por « um Estado dirigido por um padre católico ».[7]

Em 26 de abril de 1942, uma carta pastoral publicada por bispos da Eslováquia repetia as velhas acusações: « A influência judia é perniciosa (…) não somente economicamente mas também nas esferas culturais e morais, eles prejudicam nossos fiéis. »[8] Em consequência os bispos não se opõem « aos atos legais do governo na tomada de medidas visando eliminar a influência nefasta dos judeus »[9] Isso encorajou o governo a avançar.

O primeiro-ministro Tuka é a imagem do país. Suas declarações antissemitas rivalizavam com a dos nazis. « Minha missão é de livrar a Eslováquia desta praga... os judeus são uma raça insociável, inassimilável; são elementos perniciosos e nocivos que devem ser eliminados sem serem levados em conta... para liberar a Eslováquia da peste hebraica, Pour libérer la Slovaquie de la peste hébraïque, não existem outros meios que não a deportação forçada em massa ».[10]

Monsenhor Tiso está na mesma onda. Em um discurso, em 15 de agosto de 1942, ele acrescenta uma referência cristã aberrante: « que o elemento judeu tem prejudicado a vida dos eslovacos, acho que ninguém mais precisa ser convencido disso... e as coisas seriam bem piores se não fôssemos nos livrar deles. E fazemos isso de acordo com uma ordem de Deus: Eslováquia, vá, livre-se de seu parasita...»[11]

« O problema é que o presidente da Eslováquia é um sacerdote. Que a Santa Sé não pôde colocar Hitler, todos entendem. Mas manter um padre, que lhe inclui? » escreveu Mons. Domenico Tardini num memorando interno do Vaticano. Ele acrescentou: « Há dois tolos: Tuka que atua sobre Tiso, um padre que deixa fazer! »[12] Na verdade o presidente Tiso está encantado que o outro fará o « trabalho sujo ».

Em junho de 1942 Mons. Tiso decide pôr fim às deportações sem que os alemães reagissem. Assim ele poderia, portanto, resistir às pressões de seus próprios ministros e evitar deportações em massa na primavera de 1942.[13] Especialmente desde que, conforme descrito por um historiador, « a deportação não foi um fruto de pressões alemães mas uma demanda dos eslovacos ».[14]

Em 26 de junho de 1942, desapontado com esta decisão sobre as deportações, o embaixador alemão na Bratislava, Hans Ludin, elaborou feliz uma nota com a descoberta para Berlim: « A evacuação dos judeus da Eslováquia está sob um impasse. Devido a influência do clero e a corrupção de alguns funcionários, 35.000 judeus Juifs se beneficiaram de uma consideração especial com base na qual eles não devem ser evacuados... »[15]

O Vaticano protestou sem estardalhaço, e a população não reagiu antes à brutalidade das milícias eslovacas durante as detenções e embarque dos judeus nos vagões. Para o governo, deve-se manter alguns « bons judeus » e suas famílias. Os funcionários, os empresários, os financiadores que são essenciais à vida econômica e administrativa do país.

Durante dois anos, o Presidente Tiso resistiu às ofensivas de seus ministros e dos alemães para que a « solução final » fosse retomada. « Este é o primeiro país satélite onde os alemães enfrentam uma resistência suficientemente forte para que eles interrompam seus planos para uma solução final », escreveu um historiador.[16]

Quando o exército vermelho se aproximava, a resistência eslovaca se levantou em 29 de agosto de 1942. A Wehrmacht ocupou o país e reprimiu a insurreição. A Gestapo chegou, e de 13 a 14.000 judeus são deportados sob o pretexto de que eles estariam ajudando os insurgentes. Em 29 de outubro de 1944, Mons. Burzio recebeu uma mensagem urgente de Pio XII : « Encontre-se imediatamente com o presidente Tiso e lhe informe que Sua Santidade sente uma profunda tristeza de que tantas pessoas, em contrário aos princípios de justiça e de humanidade, sofram neste país devido à sua nacionalidade e raça. » Mensagem que o Papa reitera de forma análoga em 21 de novembro.[17]

Sem resultado. Tiso não é capaz mais de agir. Ele, no entanto, continua a repetir seu ódio aos judeus. Em 8 de novembro de 1944, ele escreveu a Pio XII : « O governo da República eslovaca que é acusado sobre as ações que executou contra os ciganos e judeus, não as fez por razão de nacionalidade ou de origem étnica, mas em nome do dever de defender a nação contra os inimigos que trabalham a vários séculos para a sua destruição. »[18]

Cerca de 70.000 judeus foram deportados da Eslováquia, 65.000 não retornaram.[19] O pior é que não estamos falando insuficientemente, são 52.000 judeus que foram entregues voluntariamente aos alemães pelo Presidente Tiso e seu Primeiro-Ministro Tuka. Tiso é um padre. Pio XII, portanto, poderia tê-lo convocado em Roma, e porque não destitui-lo, ameaçar-lhe de excomunhão e de tomar outras medidas, se necessário.[20] O Papa se contentou apenas em lhe chamar à ordem para lhe retirar o título de Monsenhor.[21]

Copyrigth Marc-André Charguéraud. Genebra. 2010
Encontre em meu blog: A Shoah revisitada (http://la.shoah.revisitee.org/) outros artigos recentemente publicados.
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[1] MORLEY John, Vatican Diplomacy and the Jews during the Holocaust, 1939-1943, New York, 1980, p. 84.

[2] FRIEDLANDER, Saul, Les années d’extermination, l’Allemagne nazie et les Juifs, 1939-1945, Seuil, Paris, 2008, p. 301.

[3] BLET Pierre, Pie XII et la Seconde Guerre Mondiale, Perrin, Paris, 1997, p. 193.

[4] FABRE Henri, L’Eglise catholique face au fascisme et au nazisme, Editions Espaces de Liberté, Bruxelles, 1994, p. 330.

[5] HILBERG Raul, La destruction des Juifs d’Europe, Fayard, Paris, 1988, p. 637.

[6] GUTMAN Ysrael, ed. Encyclopedia of the Holocaust. Macmillan Publishing, New York-London, 1990, p. 1365.

[7] FABRE, op. cit. p. 327. PHAYER John Michael, The Catholic Church and the Holocaust, 1930-1965, Indiana University Press, Bloomington, Indiana, 2000, p. 87

[8] Morley, op. cit. p. 85.

[9] VAGO, Bela et MOSSE, George, Ed. Jews and non Jews in Eastern Europe, 1918-1945, John Wiley, New York, 1974, p. 226.

[10] FABRE, op. cit. p. 336.

[11] MICCOLI Giovanni, Les dilemmes et les silences de Pie XII, Editions Complexes, Bruxelles, 2000, p. 361.

[12] FABRE, op. cit. p. 332. Mgr. Tardini est Secrétaire de la Congrégation des Affaires ecclésiastiques.

[13] 4 000 Juifs seront encore déportés entre juin et novembre 1942.

[14] FRIEDLANDER, op. cit. p. 468.

[15] FRIEDLANDER, op. cit. p. 469.

[16] VAGO et MOSSE, op. cit. p. 237. Citant Léon Poliakov.

[17] GRAHAM Robert, Pius XII and the Holocaust, Catholic League for Religious Civil Rights, Milwaukee, Wisconsin, 1988, p. 65 et 67.

[18] MICCOLI, op. cit. p. 336.

[19] FRIEDLANDER, op. cit. p. 642.

[20] FABRE, op. cit. p. 353.

[21] PHAYER, op. cit. p. 14.

Categorias: Tags: allemagne, bratislava, budapest, camps de la mort, destruction, gouvernement central, Juif, juifs, juin 1942, nazis, Premier Ministre Tuka, reich, reichsmark, slovaque, Slovaquie, tiso, Vatican, Wehrmacht

Fonte: La Shoah Revitée/Sefarad.org (Suíça/França)
http://www.revisitee.org/art-13.html
http://sefarad.org/?p=2262
Tradução: Roberto Lucena

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Negação do Holocausto em declínio, diz historiador

Negação do Holocausto em declínio, diz historiador
7 de outubro, 2010

David Irving: com menos apoio
A negação do Holocausto está lentamente se tornando uma coisa do passado, de acordo com com uma importante autoridade que afirma que há apenas três ou quatro "especialistas autênticos em negacionismo".

Dr. Nicholas Terry, fundador de blog anti-negacionista Holocaust Controversies, disse em uma conferência na Universidade de Leicester que o negacionismo nesses dias tem "um grande reconhecimento como marca, mas quase zero de clientes".

Dr. Terry, um historiador da Universidade de Exeter, disse: "Minha avaliação é de que houve cerca de 100 autores desde os anos de 1940s que escreveram o que pode ser considerado livros de negação autêntica ou panfletos.

"A maior parte desses especialistas estão agora ou mortos ou inativos. Por baixo, há apenas três ou quatro autores que são capazes de escrever tais livros."

Ele disse que há outros 100 animadores de torcida ou propagandistas que falam de forma convincente sobre o Holocausto mas sem contribuir com ideias originais. Entre estes se inclui o Presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad e 500 "soldados de infantaria" que são ativos online.

A razão para o declínio em especialistas é "geracional", ele disse.

"Os grandes nomes dos anos oitenta e noventa têm em sua maioria mais de 60 anos. Muitos poucos abaixo dos 60 anos estão se esforçando para substituí-los.

Ele disse que o caso Irving-Lipstadt em 2000, quando David Irving perdeu um processo de difamação contra a autora Deborah Lipstadt por ela chamá-lo de negacionista, "reduziu severamente" o movimento.

Ele disse que a audiência levou a suspensão do Journal of Historical Review(Jornal de Revisão Histórica), o ex-cabeça do movimento, e a retirada de atividade de muitos especialistas.

Ele também disse que o tráfico na web para fóruns de negação está pequeno. Outras teorias da conspiração se tornaram mais predominantes nos últimos 10 anos, particularmente desde o 11 de setembro.

Mas Dr. James Smith, presidente do Beth Shalom Holocaust Centre(Centro do Holocausto Beth Shalom), alertou sobre o perigo contínuo.

"O problema é, até depois de negadores profissionais do Holocausto terem morrido, seu material publicado permanece em circulação, e está disponível na internet e continuará tão pernicioso e perigoso desde sempre," ele adicionou.

Mark Gardner, da Community Security Trust, disse que as ações legais em muitos países reduziu o crescimento da negação do Holocausto, "como um problema global", e ele adiciona: "Nós precisamos ter uma atenção séria para o pensamento negacionista no mundo muçulmano; e formas de negacionismo no ex-bloco soviético."

Fonte: TheJC.com (Reino Unido)
http://www.thejc.com/news/uk-news/39171/holocaust-denial-decline-says-historian
Tradução: Roberto Lucena

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Divulgação - Revista Eletrônica do NIEJ (UFRJ)

Trazendo praqui pra divulgar, repassado pelo Leonel Caraciki, Revista Eletrônica do NIEJ(Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos)da UFRJ. Confiram a mensagem e o link da revista logo abaixo.
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Prezados colegas,

Temos o prazer de informar que já se encontra disponível o número 4 (Ano II, nº 4, 2011) da Revista Eletrônica do NIEJ no seguinte endereço:

http://www.niej.org.br/revista

Contamos com a sua ajuda para a divulgação de mais esse número da Revista do NIEJ.


Saudações,

Monica Grin

Michel Gherman
Editores da Revista Eletrônica do NIEJ

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Documentação fotográfica de crimes nazis (2ª edição)

A desactivação das ligações contidas no artigo anterior sobre este tema (1ª parte, 2ª parte) obriga a uma segunda edição do mesmo.

As fotografias apresentadas a seguir mostram vítimas do genocídio dos judeus, bem como de outros crimes nazis abordados em vários artigos deste blog. Tentei reunir fotografias menos conhecidas, relativas aos crimes nazis na Europa de Leste, sobretudo na Polónia e nos territórios ocupados da União Soviética.

As legendas das fotografias em inglês ou alemão são as que constam da respectiva fonte indicada, seguidas pela minha tradução para português.

As fotografias podem ser alargadas clicando nelas, o que não é recomendado para pessoas sensíveis já que algumas são bastante chocantes.

1. Fotografias disponíveis na Internet


1.1 Fotografias dos arquivos do Ghetto Fighters House



1.1.1 A body in a mass grave at the Ponary mass extermination site near Vilnius (Vilna).
Um corpo numa vala em massa no local de extermínio de Ponary perto de Vilnius (Vilna), Lituânia


1.1.2 A Jew burying bodies in a mass grave in the Jewish cemetery in Warsaw.
Um judeu enterrando corpos numa vala em massa no cemitério judaico em Varsóvia


1.1.3 A Jewish gravedigger laying bodies in a mass grave in the Jewish cemetery in Warsaw.
Um coveiro judeu colocando corpos numa vala em massa no cemitério judaico em Varsóvia


1.1.4 A mass grave containing the bodies of Janowska camp inmates
Uma vala em massa contendo os corpos de prisioneiros do campo de Janowska


1.1.5 A mass grave discovered in Iwje, Poland
Uma vala em massa descoberta em Iwje, Polónia


1.1.6 A mass grave in Drobitski Yar near Kharkov.
Uma vala em massa na Drobitski Yar perto de Kharkov


1.1.7 A mass grave in Drobitski Yar near Kharkov.
Uma vala em massa na Drobitski Yar perto de Kharkov


1.1.8 A mass grave in the Jewish cemetery in Warsaw.
Uma vala em massa no cemitério judaico em Varsóvia


1.1.9 A mass grave of Lenin Jewry (in the Polesye region, on the Russo - Polish border)
Uma vala em massa de judeus de Lenin na região do Polesye, na fronteira russo-polaca


1.1.10 A Soviet investigating committee beside a mass grave of the Jews of Kozin, which they excavated.
Uma comissão investigadora soviética junta a uma vala em massa dos judeus de Kozin, que escavaram


1.1.11 Bodies in a mass grave
Corpos numa vala em massa


1.1.12 Bodies of Jews exhumed from a mass grave in an unidentified ghetto in Poland
Corpos de judeus desenterrados de uma vala em massa num gueto não identificado na Polónia


1.1.13 Bodies taken from a mass grave in Taganrov, Rússia
Corpos retirados de uma vala em massa em Taganrov, Rússia


1.1.14 Bones and skulls that were exposed in a mass grave
Ossos e caveiras expostos numa vala em massa


1.1.15 Corpses exhumed from a mass grave and laid out in rows
Corpos desenterrados de uma vala em massa e alinhados


1.1.16 Corpses exhumed from mass graves and laid out in rows
Corpos desenterrados de valas em massa e alinhados


1.1.17 Corpses exhumed from mass graves at the Ponary mass extermination site near Vilnius (Vilna)
Corpos desenterrados de valas em massa no sítio de extermínio de Ponary perto de Vilnius, Lituânia


1.1.18 German soldiers shooting Jews who are still alive in a mass grave in Vinnitsa, USSR
Soldados alemães abatendo judeus ainda vivos numa vala em massa em Vinnitsa, Ucrânia


1.1.19 German soldiers standing amid the bodies lying in the mass grave in Vinnitsa, Ukraine
Soldados alemães entre os corpos numa vala em massa em Vinnitsa, Ucrânia

<
1.1.20 The bodies of Jews from the Zolochev (Zloczow) ghetto, in a mass grave
Os corpos de judeus do gueto de Zolochev (Zloczow), numa vala em massa


1.1.21 The bodies of Jews from the Zolochev (Zloczow) ghetto, exhumed from a mass grave after the liberation
Os corpos de judeus do gueto de Zolochev (Zloczow), desenterrados de uma vala em massa após a libertação


1.1.22 The bodies of Jews from the Zolochev (Zloczow) ghetto, exhumed from a mass grave after the liberation.
Os corpos de judeus do gueto de Zolochev (Zloczow), desenterrados de uma vala em massa após a libertação


1.1.23 The bodies of Jews in an unidentified ghetto, exhumed from a mass grave
Os corpos de judeus num gueto não identificado, desenterrados de uma vala em massa


1.1.24 The bodies of women killed by the German army, in a mass grave in Kerch
Os corpos de mulheres mortas pelo exército alemão, numa vala em massa em Kerch (península da Crimeia, Ucrânia)


1.1.25 The bones of Jews exhumed from a mass grave at Utena (Utian), Lithuania
Ossos de judeus desenterrados de uma vala em massa em Utena (Utian), Lituánia


1.1.26 The excavation of mass graves at the Ponary mass extermination site near Vilnius (Vilna) in July 1944
A escavação de valas em massa no sítio de extermínio de Ponary perto de Vilnius (Vilna), Lituánia


1.1.27 The execution of civilians at the edge of a mass grave in the USSR
A execução de civis à beira de uma vala em massa na URSS


1.1.28 The exhumation of a mass grave in the city of Bialystok
A exumação de uma vala em massa na cidade de Bialystok


1.1.29 A family in the USSR killed by the Germans
Uma família na URSS morta pelos alemães


1.1.30 A family in the USSR killed by the Germans
Uma família na URSS morta pelos alemães


1.1.31 A gallows on which six men were hanged
Uma forca em que seis homens foram enforcados


1.1.32 A gallows with the bodies of ten Polish civilians
Uma forca com os corpos de dez civis polacos


1.1.33 A German soldier beside a gallows upon which seven men have been hanged
Um soldado alemão junta a uma forca em que foram enforcados sete homens


1.1.34 A German soldier beside the bodies of Yugoslav civilians hanged on an improvised gallows between two trees in a forest
Um soldado alemão junto aos corpos de civis jugoslavos enforcados numa forca improvisada entre duas árvores numa floresta


1.1.35 A German soldier in the Krakow ghetto, standing beside the bodies of Jews laid out in a row
Um soldado alemão no gueto de Cracóvia, junto aos corpos alinhados de judeus


1.1.36 A Lithuanian armed with an iron bar, who took part in the pogrom in Kaunas (Kovno), posing beside the bodies of Jews.
Um lituano armado com uma barra de ferro, que tomou parte no pogrom em Kaunas (Kovno), posando junto aos corpos de judeus


1.1.37 A man in uniform, posing for a photo amid the corpses at a mass murder site
Um homem de uniforme, posando para uma foto entre cadáveres num local de chacina em massa


1.1.38 A mass extermination site on the grounds of a cemetery
Um local de extermínio em massa nos terrenos de um cemitério


1.1.39 A pile of bodies, apparently of POWs, in Helmeu, Romania
Um monte de corpos, aparentemente de prisioneiros de guerra, em Helmeu, Romênia


1.1.40 A pile of bodies on a pallet in the Warsaw ghetto
Um monte de corpos numa palete no gueto de Varsóvia


1.1.41 A row of bodies, apparently photographed in a POW camp
Uma fila de cadáveres, aparentemente fotografada num campo de prisioneiros de guerra


1.1.42 A row of gallows on which Soviet hostages were hanged by the German army
Uma fila de forcas em que reféns soviéticos foram enforcados pelo exército alemão


1.1.43 A Russian woman beside the body of her husband who was killed by the SS in Gerasimov, a village in the Rostov area
Uma mulher russa junto ao corpo do seu marido, morto pelas SS em Gerasimov, uma aldeia na área de Rostov


1.1.44 A wagon loaded with the bodies of murdered Jews, with an armed German soldier standing beside it
Uma carroça carregada com os corpos de judeus assassinados, com um soldado alemão armado ao lado


1.1.45 Armed Lithuanian militiamen beside the bodies of Kaunas (Kovno) Jews murdered in the pogrom that took place with the entry of the Germans
Milicianos lituanos armados junto aos corpos de judeus de Kaunas (Kovno) assassinados no pogrom que teve lugar com a entrada das tropas alemãs


1.1.46 Bodies at a mass extermination site
Corpos num local de extermínio em massa


1.1.47 Bodies at a mass murder site in Poland
Corpos num local de chacina em massa na Polónia


1.1.48 Bodies at the Ponary mass extermination site near Vilnius (Vilna)
Corpos no local de extermínio em massa de Ponary perto de Vilnius (Vilna)


1.1.49 Bodies at the Ponary mass extermination site near Vilnius (Vilna)
Corpos no local de extermínio em massa de Ponary perto de Vilnius (Vilna)


1.1.50 Bodies of Jews in the Budapest ghetto
Corpos de judeus no gueto de Budapeste


1.1.51 Bodies of Soviet POW's killed by the Germans
Corpos de prisioneiros de guerra soviéticos mortos pelos alemães


1.1.52 Carting away bodies in the Warsaw ghetto
Removendo corpos numa carroça no gueto de Varsóvia


1.1.53 Collecting the bodies of victims in the Birkenau camp
Recolhendo os corpos das vítimas no campo de Birkenau


1.1.54 Fifteen Polish civilians hanged on a gallows in Radom
Quinze civis polacos enforcados numa forca em Radom


1.1.55 Five men who were hanged on electricity poles on a street in a town in the East
Cinco homens enforcados em postes de electricidade numa rua numa cidade no Leste


1.1.56 Five Yugoslav men, hanged on suspicion of supporting the partisans
Cinco homens jugoslavos, enforcados por suspeita de apoiar os guerrilheiros


1.1.57 German soldiers beside a gallows with four Yugoslav men hanged in Krusevac, Yugoslavia
Soldados alemães junto a uma forca com quatro homens jugoslavos enforcados em Krusevac, Jugoslávia


1.1.58 German soldiers beside the bodies of Jews in the Borislav ghetto
Soldados alemães junto aos corpos de judeus no gueto de Borislav


1.1.59 German soldiers beside the bodies of Yugoslav civilians killed in Pancevo
Soldados alemães junto aos corpos de civis jugoslavos mortos em Pancevo


1.1.60 German soldiers in a POW camp, standing beside bodies laid out in a row
Soldados alemães num campo de prisioneiros de guerra, junto a corpos alinhados


1.1.61 German soldiers looking at the bodies of Jews hanged on a tree in the area of Lvov
Soldados alemães olhando os corpos de judeus enforcados numa árvore na área de Lvov

1.1.62 German soldiers standing beside the bodies of Jews at the Jajinci extermination site near Beograd (Belgrade)
Soldados alemães junto aos corpos de judeus no local de extermínio de Jajinci perto de Belgrado


1.1.63 German soldiers standing beside the body of a Jew whom they beat to death
Soldados alemães junto ao corpo de um judeu que espancaram até à morte


1.1.64 Human remains uncovered in the Kaunas (Kovno) ghetto after the war
Restos humanos descobertos no gueto de Kaunas (Kovno) depois da guerra


1.1.65 Jews loading bodies onto a wagon, apparently in the Treblinka camp
Judeus carregando corpos numa carroça, aparentemente no campo de Treblinka


1.1.66 Jews standing on the verge of a pit at the extermination site in Liepaja, Latvia
Judeus na berma de uma vala no local de extermínio em Liepaja, Letónia


1.1.67 Jews who were shot during an aktion (mass roundups for deportation) in the Wegrow ghetto in May 1943
Judeus abatidos a tiro durante uma acção (recolha em massa para deportação) no gueto de Wegrow em Maio de 1943


1.1.68 The remains of Jewish victims in the Sajmiste (Zemun) extermination camp in Beograd (Belgrade)
Os restos de vítimas judias no campo de extermínio de Sajmiste (Zemun) perto de Belgrado


1.1.69 The area of the crematorium in the Majdanek camp
A área do crematório no campo de Majdanek


1.1.70 The remains of corpses incinerated in the Majdanek camp's crematorium
Restos de cadáveres incinerados no crematório do campo de Majdanek


1.1.71 The remains of corpses incinerated in the Majdanek camp's crematorium
Restos de cadáveres incinerados no crematório do campo de Majdanek


1.1.72 The bodies and partial remains of victims of the Majdanek camp
Corpos e restos parciais de vítimas do campo de Majdanek


1.1.73 A heap of bones and ashes of victims of the Majdanek camp
Monte de ossos e cinzas de vítimas do campo de Majdanek


1.1.74 A pile of bones and skulls of people killed in the Majdanek camp
Monte de ossos e caveiras de pessoas mortas no campo de Majdanek


1.1.75 A pile of bones and skulls of people killed in the Majdanek camp
Monte de ossos e caveiras de pessoas mortas no campo de Majdanek


1.1.76 The skulls of victims of the Majdanek camp
Caveiras de vítimas do campo de Majdanek


1.1.77 A pile of bones of victims in the Majdanek camp
Monte de ossos de vítimas do campo de Majdanek


1.1.78 The skulls and bones of Belzec camp victims, brought to a bunker on the grounds of the camp
Caveiras e ossos de vítimas do campo de Belzec, trazidas para um bunker nos terrenos do camp


1.1.79 Human skeletal remains in the Treblinka camp
Restos de esqueletos humanos no campo de Treblinka


1.1.80 Soviet Red Army officers standing beside a pile of human ashes in the Majdanek camp
Oficiais do Exército Vermelho soviético junto a um monte de cinzas humanas no campo de Majdanek


1.1.81 A pile of ashes of victims of the Majdanek camp that were used to fertilize the surrounding fields
Um monte de cinzas e vítimas do campo de Majdanek que eram utilizadas para fertilizar os campos circundantes


1.1.82 Heaps of ashes on the grounds of the Treblinka camp
Montes de cinzas no solo do campo de Treblinka


1.1.83 A heap of ashes in the Treblinka camp
Um monte de cinzas no campo de Treblinka

1.2 Fotografias dos arquivos do United States Holocaust Memorial Museum


1.2.1 USHMM 32165 An undertaker views a layer of corpses laid out at the bottom of a mass grave in the Okopowa Street cemetery
Um coveiro olha para uma camada de cadáveres colocados no fundo de uma vala em massa no cemitério da Rua Okopowa (Varsóvia)


1.2.2 USHMM 32168 A boy working in the Warsaw ghetto cemetery drags a corpse to the edge of the mass grave where it will be buried
Um rapaz que trabalha no cemitério do gueto de Varsóvia arrasta um cadáver para a berma de uma vala em massa onde será enterrado


1.2.3 USHMM 32271 An undertaker in the Warsaw ghetto cemetery on Okopowa Street displays an open coffin that contains the body of woman
Um coveiro no cemitério do gueto de Varsóvia na Rua Okopowa mostra um caixão aberto que contém o corpo de uma mulher


1.2.4 USHMM 69982 A cart filled with corpses of Jews who died in the Warsaw ghetto, awaiting mass burial at the Jewish cemetery
Carroça cheia de corpos de judeus que morreram no gueto de Varsóvia, aguardando sepultura em massa no cemitério judaico


1.2.5 USHMM 69998 Laborers at the Jewish cemetery on Okopowa Street bury bodies in a mass grave
Trabalhadores no cemitério judaico na Rua Okopowa enterram corpos numa vala em massa


1.2.6 USHMM 50178 A mass grave in which the corpses of Soviet POWs are being buried
Uma vala em massa onde são enterrados os cadáveres de prisioneiros de guerra soviéticos


1.2.7 USHMM 66702 The bodies of five civilians executed by German forces hang from the balcony of a building in an unidentified city
Os corpos de cinco civis executados por forças alemãs pendem da varanda de um prédio numa cidade não identificada


1.2.8 USHMM 66703 The bodies of six civilians hang from the balcony of a school on Sverdlov Street where they were executed by German troops of the 50th Army Corps
Os corpos de seis civis pendem da varanda de uma escola na Rua Sverdlov (Kharkov) onde foram executados por tropas alemãs do 50º Corpo do Exército


1.2.9 USHMM 73459 S. Afansyeva from Kerch mourns the death of her 18-year-old son, who was shot by Germans when they were forced to evacuate the city in February 1942
S. Afansyeva de Kerch (península da Crimeia, Ucrânia) chora a morte do seu filho de 18 anos, que foi abatido a tiro pelos alemães quando se viram obrigados a evacuar a cidade em Fevereiro de 1942


1.2.10 USHMM 89063 Men with an unidentified unit execute a group of Soviet civilians kneeling by the side of a mass grave
Homens de uma unidade não identificada executam um grupo de civis soviéticos ajoelhados junto a uma vala em massa


1.2.11 USHMM 26951 Lithuanians and a Soviet officer stand among the remains of twenty Jewish atrocity victims, who were exhumed from a mass grave in the woods near Utena
Lituanos e um oficial soviético junto aos restos de vinte vítimas judias de atrocidades, que foram desenterrados de uma vala em massa na floresta perto de Utena


1.2.12 USHMM 30857 Jewish survivors stand in an opened mass grave among the exhumed bodies of the victims of a mass shooting in Biala Podlaska
Sobreviventes judeus numa vala em massa aberta entre os corpos exhumados das vítimas de um fuzilamento em massa em Biala Podlaska


1.2.13 USHMM 47624 Soviet soldiers observe recently burned corpses stacked on sawed lumber on the grounds of the Klooga concentration camp
Soldados soviéticos observam cadáveres recém queimados empilhados em madeira cortada nos terrenos do campo de concentração de Klooga (Estónia)


1.2.14 USHMM 47625 Close-up of corpses killed in the Klooga concentration camp
Vista de perto de cadáveres mortos no campo de concentração de Klooga


1.2.15 USHMM 47626 Corpses lie on the grounds of the Klooga concentration camp
Corpos nos terrenos do campo de concentração de Klooga


1.2.16 USHMM 47627 Burned corpses lie on the grounds of the Klooga concentration camp
Corpos queimados nos terrenos do campo de concentração de Klooga


1.2.17 USHMM 47629 Postwar view of burned corpses in the Klooga concentration camp
Imagem pós - guerra de corpos queimados no campo de concentração de Klooga


1.2.18 USHMM 50608 Corpses in Klooga stacked for burning
Corpos em Klooga empilhados para serem queimados


1.2.19 USHMM 59485 The partially burned corpses of former inmates are lined up on the ground at the Klooga concentration camp
Corpos parcialmente queimados de antigos prisioneiros, alinhados no terreno do campo de concentração de Klooga


1.2.20 USHMM 59486 The partially burned corpses of former inmates are lined up on the ground at the Klooga concentration camp
Corpos parcialmente queimados de antigos prisioneiros, alinhados no terreno do campo de concentração de Klooga


1.2.21 USHMM 59487 The partially burned corpses of former inmates are lined up on the ground at the Klooga concentration camp
Corpos parcialmente queimados de antigos prisioneiros, alinhados no terreno do campo de concentração de Klooga


1.2.22 USHMM 71947 The charred remains of prisoners burned by the Germans before the liberation of the Maly Trostinets concentration camp
Os restos carbonizados de prisioneiros queimados pelos alemães antes da libertação do campo de concentração de Maly Trostinets (Bielorússia)


1.2.23 USHMM 71950 The charred remains of prisoners burned by the Germans before the liberation of the Maly Trostinets concentration camp
Os restos carbonizados de prisioneiros queimados pelos alemães antes da libertação do campo de concentração de Maly Trostinets (Bielorússia)


1.1.24 USHMM 71956 A member of a Soviet investigating team views the remains of Jewish victims burned in a barn by the Germans near the Maly Trostinets concentration camp
Um membro da equipa de investigação soviética vê os restos de vítimas judias queimadas pelos alemães numa barraca perto do campo de concentração de Maly Trostinets


1.1.25 USHMM 71958 View of the charred remains of Jewish victims burned by the Germans in the Maly Trostinets concentration camp
Vista dos restos carbonizados de vítimas queimadas pelos alemães no campo de concentração de Maly Trostinets


1.1.26 USHMM 71959 View of the charred remains of Jewish victims burned in a barn by the Germans near the Maly Trostinets concentration camp
Vista dos restos carbonizados de vítimas queimadas pelos alemães no campo de concentração de Maly Trostinets


1.1.27 USHMM 85805 Soviet soldiers exhume a mass grave in Lvov
Soldados soviéticos exumam uma vala em massa em Lvov


1.1.28 USHMM 86588 Soviets exhume a mass grave in Zloczow shortly after the liberation
Soldados soviéticos exumam uma vala em massa em Zloczow pouco depois da libertação

1.3 Fotografias de últimos rastos do campo de extermínio de Treblinka

1.3.1 TURNED UP EARTH #1. The photo was taken by Soviet Forces (Novosti Press), during their investigations in 1945.
Terra escavada # 1. Esta foto foi tirada pelas forças soviéticas (Novosti Press) durante a sua investigação em 1945.

1.3.2 TURNED UP EARTH #2. Bones, pieces of clothes and thousands of personal belongings of the victims were digged out by the local population when they searched for valuables. The photo was taken in 1945.
Terra escavada # 2. Ossos, pedaços de roupa e milhares de pertenças pessoais das vítimas foram escavados pela população local à procura de objectos de valor. Esta foto foi tirada em 1945.

1.3.3 TURNED UP EARTH #3. The photo was taken in 1945.
Terra escavada # 3. Esta foto foi tirada em 1945.

1.3.4 TURNED UP EARTH #4. The photo was taken in 1945.
Terra escavada # 4. Esta foto foi tirada em 1945.

1.3.5 HUMAN REMNANTS AND BELONGINGS #1. The photo was taken in 1945.
Restos humanos e pertences # 1. Esta foto foi tirada em 1945.

1.3.6 HUMAN REMNANTS AND BELONGINGS #2. The photo was taken in 1945.
Restos humanos e pertences # 2. Esta foto foi tirada em 1945.

1.3.7 HUMAN REMNANTS AND BELONGINGS #3. The photo was taken in 1945.
Restos humanos e pertences # 3. Esta foto foi tirada em 1945.

1.4 Fotografias incluídas no The Babi Yar Álbum

1.4.1 Remains of shoes and clothes of the Babi Yar victims. Photo: Special Commission 1943
Restos de sapatos e roupas das vítimas de Babi Yar. Foto: Comissão Especial (Soviética para Investigação dos Crimes Alemães), 1943

1.4.2 The Syretskij concentration camp. The corpses were dug out of a trash pit. Photo: Special Commission 1943
O campo de concentração de Syretskij. Os corpos foram desenterrados de uma vala de lixo. Foto: Comissão Especial 1943.

1.4.3 The Syretskij concentration camp. The corpses dug out of trash pit. Photo: Special Commission 1943
O campo de concentração de Syretskij. Os corpos foram desenterrados de uma vala de lixo. Foto: Comissão Especial 1943.

1.4.4 The Syretskij concentration camp. The body was dug out of a pit. Photo: Special Commission 1943
O campo de concentração de Syretskij. O corpo foi desenterrado de uma vala. Foto: Comissão Especial 1943.

1.4.5 The Syretskij concentration camp. The bodies were dug out of pits. Photo: Special Commission 1943
O campo de concentração de Syretskij. Os corpos foram desenterrados de valas. Foto: Comissão Especial 1943.

1.4.6 The Syretskij concentration camp. The body was dug out of a pit. Photo: Special Commission 1943
O campo de concentração de Syretskij. O corpo foi desenterrado de uma vala. Foto: Comissão Especial 1943.

2. Fotografias digitalizadas das fontes impressas a seguir indicadas

2.1 Karel C. Berkhoff, Harvest of Despair. Life and Death in Ukraine under Nazi Rule, 2004 The Belknap Press of Harvard University Press, Cambridge, Massachusets and London, England


2.1.1 Open mass grave with thousands of Jews. Podolian town of Proskuriv (today Khmelnytsky), 1941 or 1942 (Muzeum Wojska Polskiego, courtesy of United States Holocaust Memorial Museum, Photo Archives, 17781)
Vala em massa aberta com milhares de judeus. Vila de Proskuriv (hoje Khmelnytsky), na Podólia, 1941 ou 1942 (Muzeum Wojska Polskiego, cortesia do United States Holocaust Memorial Museum, Arquivos Fotográficos, 17781)

2.2 Museum Berlin-Karlshorst, Erinnerungen an einen Krieg (publicação do Museu Berlim-Karlshorst, Berlim, Alemanha)


2.2.1 Sprengung eines Dorfes in partisanenverdächtigem Gebiet, Weißrußland, 1944
Dinamitação de uma aldeia em região suspeita de actividade guerrilheira, Bielorússia, 1944


2.2.2 Massenexekution an 2800 lettischen Juden am Skede-Strand in Liepaja, 15. bis 17.12.1941. Zwischen dem 15. und 17.12.1941 wurden 2800 Juden aus Liepaja am Skede-Strand von deutschen SS-Angehörigen und litauischen Hilfspolizisten erschossen.
Execução em massa de 2800 judeus da Letónia na praia de Skede em Liepaja, 15 a 17.12.1941. Entre 15 e 17.12.1941, 2800 judeus de Liepaja foram abatidos a tiro na praia de Skede por membros alemães das SS e polícias auxiliares lituanos.


2.2.3 Erhängte Partisanen, 1941 bis 1944. Zur Abschreckung wurden Partisanen wie auch Unterstützer von Partisanen öffentlich aufgehängt und mit einem Schild um den Hals „Wir haben auf Deutsche geschossen“, „Ich habe Partisanen unterstützt“ hängengelassen.
Guerrilheiros enforcados, 1941 bis 1944. Para efeito de dissuasão guerrilheiros bem como apoiantes de guerrilheiros eram enforcados em público e deixavam ser pendurados com cartazes à volta do pescoço que tinham frases do tipo “Atiramos sobre alemães” ou “Dei apoio a guerrilheiros”.


2.2.4 - 9.1.2 – 9.1.4 Sowjetische Kriegsgefangene im Stalag XD 310 Wietzendorf, 1941/42. Die Kriegsgefangenenlager in der Lüneburger Heide (Wietzendorf, Bergen-Belsen und Oerbke) waren auf ehemaligen Truppenübungsplätzen untergebracht. Die Lebensbedingungen waren katastrophal. Bis zum Februar 1942 starben 90 % der Gefangenen.
9.1.5 Kriegsgefangenenlager Oerbke, Niedersachsen. Der eingezäunte Platz im Vordergrund war zur Sammlung von Kriegsgefangenen vorgesehen, die in ein Konzentrationslager überwiesen wurden.
9.1.2 – 9.1.4 Prisioneiros de guerra soviéticos no Stalag XD 310 Wietzendorf, 1941/42. Os campos de prisioneiros na Lüneburger Heide (Wietzendorf, Bergen-Belsen e Oerbke) foram instalados em antigos campos de treino militares. As condições de vida eram catastróficas. Até Fevereiro de 1942 morreram 90 % dos prisioneiros.
9.1.5 Campo de prisioneiros de guerra de Oerbke, Baixa Saxónia. A área rodeada de arame farpado em primeiro plano servia para recolher prisioneiros de guerra que eram transferidos para um campo de concentração.

2.3 »Gott mit uns« Der deutsche Vernichtungskrieg im Osten 1939 – 1945. Colecção de documentos editada por Ernst Klee e Willi Dressen, 1989 S. Fischer Verlag GmbH, Frankfurt am Main, Alemanha


2.3.1 Polen. Erschießung eines Priesters
Polónia. Um padre é abatido.


2.3.2 Polen. Männer graben ihr eigenes Grab.
Polen. Erschießung durch volksdeutschen Selbstschutz.
Polónia. Homens cavando a sua própria campa.
Polónia. Execução pela autodefesa étnica alemã.


2.3.3 Bekanntmachung
Cartaz em língua ucraniana, russa e alemã, com os seguintes dizeres: “Anúncio. Em Kiev uma instalação de rádio foi maldosamente danificada. Uma vez que não foi possível apurar os autores, foram ABATIDOS A TIRO 400 HOMENS DE KIEV.
Comunico isto à população como advertência e novamente a exorto a comunicar qualquer observação suspeita imediatamente aos postos da Wehrmacht alemã e da polícia alemã, para que tais criminosos possam ser merecidamente neutralizados.
EBERHARD
Major – General e Comandante da Cidade
Kiev, 29. XI. 1941”


2.3.4 In deutscher Kriegsgefangenschaft sterben Millionen sowjetischer Soldaten.
Leichenhaufen als Hintergrund für ein Foto-Motiv.
No cativeiro alemão morrem milhões de soldados soviéticos.
Monte de cadáveres como pano de fundo para uma fotografia.


2.3.5 Bilder aus dem Zwangsarbeiterlager in der Janowska-Strasse von Lemberg. Die Häftlinge sind hilflos dem Sadismus ihrer Bewacher ausgeliefert. Kein Anlaß ist zu nichtig, einen Gefangenen zu töten. Ein Orchester muß zum Vergnügen der Lagerfunktionäre aufspielen, auch bei Erschießungen.
Imagens do campo de trabalhadores forçados na Rua Janowska de Lemberg. Os prisioneiros estão indefesamente expostos ao sadismo dos seus guardas. Não há motivo demasiado insignificante para matar um prisioneiro. Uma orquestra tem que tocar para divertimento dos funcionários do campo, mesmo durante fuzilamentos.


2.3.6 Ein Kind an der Leiche seiner Mutter, umgekommen in einem KZ für Zivilisten nahe der Ortschaft Ozaritschi
Uma criança junto ao cadáver da sua mãe, que pereceu num campo de concentração para civis perto da localidade de Ozarichi.


2.3.7 Deutsche Soldaten fotografieren massenhaft solche „Motive“. Diese Fotos wurden in sowjetischer Kriegsgefangenschaft unbemerkt fortgeworfen.
Soldados alemães fotografaram muitos destes “motivos”. Estas fotos foram discretamente deitadas fora em cativeiro soviético.


2.3.8 Erhängungen.
Enforcamentos.


2.3.9 Sommer 1941: Erschießung „verdächtiger Elemente“ durch eine Wehrmachtseinheit im Mittelabschnitt der Ostfront.
Verão de 1941: "Elementos suspeitos" são abatidos a tiro por uma unidade da Wehrmacht no sector central da Frente Leste.


2.3.10 Partisanenbekämpfung aus deutscher Sicht.
Luta contra guerrilheiros do ponto de vista alemão.


2.3.11 Fotos wie von einer Hasenjagd.
Fotos como se fosse uma caçada de coelhos.


2.3.12 Drogobytsch in der Ukraine. Arbeiter der Erdölindustrie in Borislaw werden aufgehängt.
Drogobich na Ucrânia. Trabalhadores da indústria petrolífera em Borislav são enforcados.


2.3.13 Drogobytsch. Öffentlich erhängte Arbeiter. Die deutsche Besatzungspolitik scheitert an ihrem Rassen- und Vernichtungswahn. Am Ende fehlen die Menschen, die ernten und produzieren. Selbst zunächst deutschfreundliche Ukrainer werden zu erbitterten Feinden.
Drogobich. Trabalhadores enforcados em público. A política de ocupação alemã fracassa por causa da sua mania racial e de extermínio. No final faltam as pessoas para lavrar os campos e produzir. Mesmo ucranianos inicialmente amigos dos alemães se tornam inimigos acérrimos.


2.3.14 In einer sowjetischen Stadt (Lubny?): Juden auf dem Weg zum Sammelplatz und zu ihrer Erschießung. Sie müssen an herumliegenden Leichen vorübergehen.
Numa cidade soviética (Lubny?): judeus a caminho do local de recolha e do seu fuzilamento. Têm que passar por cadáveres deitados no caminho.


2.3.15 Sowjetische Juden, unterwegs zur Sammelstelle. Die Leichen an Erschöpfung gestorbener oder Erschossener liegen in aller Öffentlichkeit auf Bürgersteig und Strasse.
Judeus soviéticos, a caminho do local de recolha. Os cadáveres dos que morreram de exaustão ou foram abatidos a tiro estão deitados em público no passeio e na rua.


2.3.16 Panzergraben bei Mogilew, 19.10.1941. Männer, Frauen und Kinder werden von Angehörigen des Polizei-Bataillons 322 mit Lkw herangeschafft. Am rechten Bildrand: Schützen, die in den Panzergraben schießen. (Das Foto wurde vermutlich im Bereich der 1. Kompanie aufgenommen.)
Vala contra tanques perto de Mogilev, 19.10.1941. Homens, mulheres e crianças são trazidos com camiões por membros do Batalhão de Polícia 322. No canto direito da foto: atiradores que atiram para dentro da vala. (A foto foi provavelmente tirada na área da 1ª Companhia.)


2.3.17 Nach einer Massenerschießung. Ein Angehöriger des Mordkommandos durchwühlt die Habe der Ermordeten.
Zwei Angehörige des Mordkommandos suchen nach Beute.
Após um fuzilamento em massa. Um membro do comando assassino vasculha as pertenças das pessoas assassinadas.
Dois membros do comando assassino à procura de botim.


2.3.18 „Die deutschen Unholde schonten niemanden.“ Der Krieg gegen Geisteskranke und Krüppel
"Os monstros alemães não pouparam ninguém." A guerra contra doentes mentais e inválidos.


2.3.19 Babi-Yar 1944. Sowjetische Experten an einem geöffneten Massengrab. Zwischn 1941 und 1943 wurden hier zehntausende sowjetischer Bürger erschossen oder erschlagen.
Babi-Yar 1944. Peritos soviéticos junto a uma vala em massa aberta. Entre 1941 e 1943 dezenas de milhares de cidadãos soviéticos foram aqui abatidos a tiro ou espancados até à morte.


2.3.20 Dorogobuzh/Gebiet Smolensk am 5.9.1943: Frauen versuchen, ihre Angehörigen zu identifizieren.
Dorogobuzh/região de Smolensk em 5.9.1943: mulheres tentam identificar seus familiares.


2.3.21 In der Nähe des ukrainischen Dorfes Petrikowo/bei Tarnopol. Eine sowjetische Untersuchungskommission vor den exhumierten Leichen erschossener Zivilisten.
Nos arredores da aldeia ucraniana de Petrikovo/perto de Tarnopol. Membros de uma comissão de investigação soviética perante os cadáveres desenterrados de civis abatidos.


2.3.22 Sowjetische Militärärzte untersuchen exhumierte Leichen.
Médicos militares soviéticos examinam cadáveres desenterrados.


2.3.23 Gerichtsmediziner einer sowjetischen Untersuchungskommission in dem Dorf Polykowitschi nahe Mogilew. Unter den Ermordeten befinden sich auch Säuglinge und Kinder. Zum Vergleich ist im Vordergrund die Leiche eines Erwachsenen hingelegt.
Médicos forenses de uma comissão de investigação soviética na aldeia de Polikovichi perto de Mogilev. Entre as pessoas assassinadas também há bebés e crianças. Para comparação colocou-se o corpo de um adulto no primeiro plano.


2.3.24 Frauen beim Identifizieren der Leichen von Angehörigen.
Mulheres identificando os cadáveres de familiares.

2.4 Dieter Pohl, Die Herrschaft der Wehrmacht. Deutsche Militärbesatzung und einheimische Bevölkerung in der Sowjetunion 1941 – 1944, 2008 R. Oldenbourg Verlag, Munique, Alemanha


2.4.1 Massengrab im Durchgangslager Gomel, 1941. (Quelle: Bundesarchiv Ludwigsburg B 162 Bild /862)
Vala em massa no campo de passagem (para prisioneiros de guerra soviéticos) de Gomel, 1941. Fonte: Arquivos Federais (da Alemanha) em Ludwigsburg, B 162 Foto /862.


2.4.2 Durchgangslager Vjaz’ma, November 1941 (Quelle: Stiftung niedersächsische Gedenkstätten Nr. 40627)
Campo de passagem de Vyaz’ma, Novembro de 1941. Fonte: Fundação Locais Comemorativos da Baixa Saxónia.

2.5 Ein Schuld, die nicht erlischt. Dokumente über deutsche Kriegsverbrechen in der Sowjetunion. Colecção de documentos, 1987 Pahl Rugenstein Verlag GmbH, Colónia, Alemanha


2.5.1 Südfront bei Rostow am Don. Auf ihrem Rückzug erschossen die Faschisten die im Gefängnis festgehaltenen Zivilisten. Februar 1943.
Frente sul na área de Rostov no Don. Na sua retirada os fascistas abateram os civis detidos na prisão. Fevereiro de 1943.


2.5.2 Gestapo-Opfer in Orjol. Die Schlucht, in der die Zivilisten erschossen wurden.
Vítimas da Gestapo em Oryol. O barranco onde os civis foram abatidos a tiro.


2.5.3 Greueltaten der Besatzer in Weißrußland
Atrocidades dos ocupadores na Bielorússia


2.5.4 Greueltaten im Gebiet Donezk, Oktober 1943.
Atrocidades na região de Donezk, Outubro de 1943.


2.5.5 Russische Kinder im „Umsiedlungslager“ bei der Befreiung von Petrosawdsk.
Crianças russas no "campo de realojamento" aquando da libertação de Petrosavdsk.


2.5.6 Taganrog. Zu Tode gefolterte Sowjetbürger.
Taganrog. Cidadãos soviéticos torturados até à morte.


2.5.7 Zentralfront bei Konotop. In den ersten Tagen nach der Befreiung dieser Gegen gruben die Bewohner des Dorfes Wargow die Leichen ihrer bestialisch ermordeten Familienangehörigen aus, um sie auf dem Dorffriedhof beizusetzen.
Frente central na área de Konotop. Nos primeiros dias após a libertação desta região os habitantes da aldeia de Wargow desenterraram os corpos dos seus familiares bestialmente assassinados, para enterra-los no cemitério da aldeia.

2.6 Harrison E. Salisbury, The Unknown War, 1978 Bantam Books Toronto – New York – London


2.6.1 Bodies of Jews slaughtered by the Nazis at Babi Yar, Kiev.
Corpos de judeus massacrados pelos nazis em Babi Yar, Kiev. (A fotografia provavelmente mostra prisioneiros mortos do campo de concentração de Syrets perto de Babi Yar, anotação de Sergey Romanov.)

2.7 Artigo Gorączka złota w Treblince ("Febre do ouro em Treblinka"), que apareceu em 7 de Janeiro de 2008 no jornal polaco Gazeta Wyborcza. O artigo foi traduzido para as línguas alemã, inglesa e portuguesa.

Esta não é uma foto da colheita. Saqueadores de campas de Wólka Okrąglik e aldeias vizinhas posam para uma foto junto com homens da milícia que os apanharam em flagrante. Nos bolsos dos camponeses havia anéis de ouros e dentes de judeus. Aos seus pés encontram-se caveiras e ossos das pernas dos que foram gaseados.

Alguns anos após a dissolução do campo um enviado da Comissão Histórica Judaica anotou o seguinte: "Há ossos humanos e objectos espalhados por todo lado, no ar está o cheiro de corpos em decomposição, a população local, que beneficiou do comércio de ouro, está roubando uns aos outros."

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