sábado, 2 de fevereiro de 2013

Thomas Kues: valas comuns na Letônia (Holocausto)

Fãs "revisionistas" de Thomas Kues ficarão desapontados ao saber que ele reconheceu a existência de uma vala comum judaica na Letônia. Neste artigo ele cita o seguinte da Bernhard Press, The Holocaust in Latvia (O Holocausto na Letônia), pág. 159, descrevendo uma vala comum encontrada por M. Morein em 1946:
(…) enquanto procurava os cadáveres de seus pais em 1946, perto da aldeia de Kukas próxima a Krustpils, [Morein] descobriu uma vala comum de cadáveres cujas roupas traziam etiquetas francesas
Kues gostaria que seus leitores acreditassem que estes eram judeus franceses deportados para a região do Báltico depois de 1941. (O que ele não explica é como as mortes dos judeus iriam apoiar a sua tese de que os judeus franceses não estavam sendo submetidas a uma política de extermínio). No entanto, Kues ignora o fato de que na página 49 do mesmo livro da Press, é citado um massacre de judeus em 1941 na localização daquele túmulo:
Naquela época, todos os judeus de Viesite, juntamente com os de Jekabpils (Jakobstadt) e Nereta, foram assassinados por um pelotão de execução de Perkonkrusts na aldeia de Kukas
Jekabpils foi situado próximo de Krustpils (as cidades foram fundidas em 1962), então a ação sobre Kukas é claramente a mesma que produziu o túmulo encontrado por Morein em Kukas em 1946. A atual localização do túmulo é descrito neste site, que fornece o seguinte relato:
O cemitério contém túmulos coletivos marcados e um memorial às vítimas do Holocausto. Enterros neste cemitério foram registrados. O registro é localizado no escritório do presidente da comunidade judaica de Jekabpils. Esta [é] o único cemitério judaico que surgiu na Letônia após a Segunda Guerra Mundial. Na década de 1950, o antigo cemitério judeu em Krustpils (fundada no início do século 19) foi liquidado, e as lápides foram transportados para Asote e enfileiradas na fronteira do cemitério. Em 1958, os restos mortais dos judeus de Krustpils e Plavinas, mortos em 1941, foram enterrados neste cemitério. Um ano mais tarde, um monumento foi erguido.
Assim, os cadáveres encontrados por Morein foram mortos em 1941 e estão localizados hoje em Asote.

Kues poderia ter se poupado desta vergonha imensa, checando sua própria fonte. Em vez disso, ele baleou seus amigos "revisionistas" em ambos os pés, reconhecendo uma vala comum que faz parte da prova do genocídio de 1941 na Letônia.

Fonte: Holocaust Controversies
Texto: Jonathan Harrison
http://holocaustcontroversies.blogspot.com.br/2011/01/thomas-kues-mass-grave-in-latvia.html
Tradução: Roberto Lucena

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