domingo, 28 de abril de 2013

Delírios mitológicos geográficos "revisionistas" no Brasil - O Nordeste mitológico revimané

Acabei assistindo novamente a primeira parte desse documentário Cultura do Ódio quando fui trocar o link que estava morto, e uma coisa me chamou atenção dessa vez pois como considerava burrice ao extremo (e ainda considero) as declarações dos vários cabeças-ocas do vídeo, tinha passado desapercebido que essa ideia regional deles professada em várias declarações no primeiro vídeo, que é uma ideia adquirida no dia-a-dia e no senso comum da cidade, não é uma criação deles pois esses grupos em geral não possuem capacidade pra criar uma ideologia própria e preconceito, tanto que importam uma ideologia ultranacionalista usando-a pra extravasar esses "ressentimentos".

Aos que pegaram o "bonde andando", eu comentei antes (aqui) que iria comentar estes assuntos no blog.

Mas como dizia... o cara no vídeo de 1992 diz que "nordestino" é "mestiço de negro", o que é claro para mim que isso é o uso do preconceito regional ou de expressões regionais como uma máscara/camuflagem pra preconceito racial, como se o estado em que ele nasceu fosse algo à parte, algo "idealizado" que só existe na mente distorcida e cheia de porcaria dessas figuras. Em parte é curioso o delírio desses fascistas de São Paulo achando que são parte de uma suposta "raça pura", "arianos" (falando português), quando todos os estados, de uma forma geral, são miscigenados e possuem a mesma formação histórica colonial portuguesa, africana e indígena, uns com mais miscigenação com índios (a presença indígena se dá em todo território do país) e alguns com maior integração com população negra. É certo que o impacto da imigração do século XIX em alguns estados se reflete até hoje, mas a maioria foi assimilada à cultura brasileira que em sua matriz é portuguesa, indígena e africana ficando esse caldo (ou recalque) étnico manifestado por esses bandos. A formação histórica do país tem pelo menos meio milênio e não "cinco semanas" de existência como alguns elementos desses creem piamente, como se houvesse uma ideia de descontinuidade dos processos históricos do país.

O termo "nordestino" é referente a quem nasce numa região, é um termo geográfico basicamente, não oriundo da região a qual ele faz referência, e não é nem nunca foi termo "étnico" (a não ser na cabeça de estrume dos "neonazis" curupiras brasileiros e em quem pensa como eles já que o problema não fica restrito a esses idólatras do cabo austríaco), e acaba sendo deturpado pra outros fins ideológicos, e usado de forma aleatória como preconceito em alguns estados da federação.

Fico imaginando um Fernando Collor sendo chamado de "subraça" por um indivíduo desses (o sobrenome Collor é alemão), não entra aqui o julgamento da ideologia política do político citado, a citação da pessoa (por ser conhecida) é apenas pra ilustrar a profunda estupidez, burrice e ignorância desses bandos.

São Paulo tem nome indígena em várias ruas, monumentos etc (Butantã, Morumbi, Anhangabaú, Anhembi), a cultura indígena é parte formadora desse estado, por isso fica o questionamento de onde esse bando de "nazis" curupiras tiram essas ideias esdrúxulas e provincianas sobre regiões a não ser de um senso comum deturpado, arrogante, complexado, compartilhado por um coletivo e norteado por uma profunda estupidez e culto a esse tipo de "ganguerismo".

Eu ainda farei um post sobre o livro A Invenção do Nordeste pra justamente detonar um dos mitos esdrúxulos que esse pessoal cultiva que é a questão regional. O livro em questão fala sobre a questão regional e da criação da região Nordeste (e das demais) pelo Estado Novo varguista, sendo que essas regiões nunca existiram antes do século XX, por isso que sempre tive dificuldade em aceitar o termo "Nordeste" por ser um termo criado artificialmente, impositivo, sem ser formado historicamente (que surgiu no local atribuído a sua "origem"), apesar de ser difundido por intelectuais locais que reproduzem esse discurso vitimista e segregador achando que estão fazendo uma "rendenção" da região, e que vai de encontro (ataca) a identidade de vários estados com forte formação identitária como Bahia e Pernambuco, que possuem identidades com quase meio milênio de existência e não são fruto de modelitos fabricados no século XX pra serem simplesmente varridas do mapa por imposição do poder político, ideológico e econômico da União ou de alguns estados da Federação.

A bem da verdade é que fica difícil até de rotular esses "lunáticos" como neonazis, o termo extrema-direita fascista é mais apropriado e exato pra definir o problema. Muita gente já colocou apelido nesse tipo de manifestação mas segue mais, o "nazismo curupira", que nem eles sabem ao certo o que é e não passa de uma cópia mal feita do lixo fascista produzido na Alemanha na primeira metade do século XX. Nazista sem ser alemão? Falando português? Separatista? Falando em Reich num país onde isso nunca fez parte da formação histórica do mesmo (o Império Português não se chamava "Reich")? Haja cretinice, não bastasse a cretinice habitual negacionista que é tema de vários posts do blog sobre a outra "bandeira" que esses bandos carregam e propagam.

Não existe bandeira do Nordeste porque Nordeste é meramente uma divisão regional e geográfica artificial, algo que geralmente é idealizado e estereotipado pela mídia/imprensa. O Brasil é o país do bairrismo, formado no bairrismo (disputas entre estados), sem desmerecer os demais estados, mas com estados históricos antigos como Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Sul, Pará, Minas Gerais com forte participação na formação do país. Até parte do começo do século XX o país ainda era dividido em Norte e Sul, classificação do Império Português. Você assiste um vídeo desses e vê a falência do ensino público e do ensino de história nas escolas (particulares ou públicas) do país. O que esses elementos aprenderam no colégio? Nada.

Esse documentário foi gravado em 1992, há 21 anos atrás. Destaco a data pra quem acha que o 'problema' é "novo", que surgiu "um dia desses".

Obviamente que o que foi citado no post é só uma parte citada no documentário e que não chega a ser o ponto central do mesmo (quem quiser saber do resto que assista os vídeos), como por exemplo quando falam abertamente que deveriam exterminar judeus ou que, "caso (o Holocausto) fosse verdade que Hitler deveria ter exterminado mais judeus", o que é uma declaração explícita do que pensa esses bandos sobre minorias, independente de sua própria deformação intelectual e moral.

Esse documentário é chave pra entender a questão do negacionismo no Brasil e dessa extrema-direita de cunho fascista, um dos documentários mais bem elaborados no país pois evita fazer rodeios sobre o problema e vai direto ao ponto.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Números de vítimas do Holocausto por país em relação aos números da populaçao de 1937

Tabela n° 4: Porcentagem de vítimas por país (proporção da população judaica massacrada em relação ao total da população judaica dentro das fronteiras de 1937)

Europa oriental
Polônia ------------------------90 %
Países bálticos --------------90 %
Romênia ----------------------50 %
URSS
Bielorrússia ------cerca de 65 %
Ucrânia -----------cerca de 60 %
Rússia -------------------------11%

Europa central e Balcãs
Alemanha ---------------36 %[1] 90 %[2]
Áustria -------------------27 %[3] 83 %[4]
Tchecoslováquia
Boêmia e Morávia ----67 %[5] 88 %[6]
Eslováquia --------------83 %
Hungria ------------------50 %
Iugoslávia ---------------60 %
Grécia --------------------75 %

Europa ocidental
França -------------------25 %
Bélgica ------------------60 %
Holanda -----------------75 %
Noruega -----------------50 %
Itália ----------------------20%

[1] em comparação à população judaica da Alemanha em 1933 (cerca de 300.000 judeus alemães emigraram entre 1933 e 1939 de um total de 500.000).
[2] em comparação à população judaica que permaneceu na Alemanha depois de 1939
[3] em comparação à população judaica austríaca em 1937 (cerca de 125.000 judeus emigraram da Áustria entre 1938-1939 de um total de 185.000).
[4] em comparação à população judaica austríaca que permaneceu no território do Reich após 1939.
[5] em comparação à população judaica em 1937 (de cerca de 120.000 judeus da Boêmia e Morávia, 28.000 emigraram entre 1938-1939).
[6] em comparação à população judaica que permaneceu no Protetorado da Boêmia e Morávia após 1939.

Livro: Lucy Dawidowicz, The War against the Jews 1933-1945, New-York et Londres, 1975, trad. fr. Hachette 1977.

Fonte: LA SHOAH. Document du Mémorial de la Shoah. 2007
http://internetjm.free.fr/actualite/Auschwitz/LA%20SHOAH%2001.pdf
Tradução: Roberto Lucena

Ver mais:
Números do Holocausto - Ciganos (Estimativa do número de mortos)
Números do Holocausto - Estimativa de vítimas judaicas
Números do Holocausto por Raul Hilberg
5 milhões de vítimas não judias? (1ª Parte)
5 milhões de vítimas não judias? (2ª Parte)
Auschwitz e os números de mortos (por Robert Jan Van Pelt)
Número de judeus húngaros gaseados na chegada a Auschwitz

terça-feira, 23 de abril de 2013

Problema no verbete em português sobre o Holocausto na Wikipedia

Não é de hoje que noto um descaso e problema com o verbete em português sobre o Holocausto na Wikipedia em português. Não comentei antes pois uma vez fiz um reparo e alguma pessoa que cuidava do verbete foi lá e fez alterações cortando o que eu havia colocado (e o verbete continua sofrível), como não gostei resolvi deixar pra lá pois achei o ato do corte bastante imbecil.

Se a pessoa que cortou fosse fazer alterações que melhorem o verbete eu não faria esta crítica, mesmo porque nem se idenficou, mas pra deixar um texto pífio desses lá sobre negacionismo, o gesto de corte soa como uma atitude infeliz porque é uma atitude de truculência (cortar o que foi melhorado) mesmo que prejudique o conteúdo do verbete.

Não sei qual a política da Wikipedia em português mas sei que os verbetes em inglês têm restrições no acesso para modificação (as modificações são discutidas e o povo em geral tem bom senso e aprova o que é melhor), principalmente em temas alvo de vandalismo de neonazis e grupos desse naipe, e possuem um conteúdo melhor. Se a pessoa que colocou o texto não quer melhorar o texto que colocou que pelo menos traduza o texto do verbete em inglês e ponha no lugar do texto abaixo (em destaque).

Vamos ver agora se conseguem cortar meu comentário acima.

Verbete em inglês: http://en.wikipedia.org/wiki/The_Holocaust
Verbete em português: https://pt.wikipedia.org/wiki/Holocausto
Revisionistas e negadores
Ver artigo principal: Paul Rassinier e Negacionismo do Holocausto

Algumas pessoas que duvidam do Holocausto são classificadas como negacionistas do Holocausto. Esses pretensos pesquisadores afirmam que muito menos de seis milhões de judeus tiveram seus últimos dias nos campos de concentração e que as mortes não foram o resultado da política deliberada dos alemães. Este grupo, não reconhecidos academicamente por historiadores e pesquisadores, alega que o Holocausto definitivamente nunca existiu. Esta tese é normalmente acompanhada de números que entram em choque com os números amplamente aceitos.

É comum que esta ideia seja associada imediatamente ao racismo, ao nazismo e ao neo-nazismo. Muitos que acreditam na versão histórica afirmam categoricamente que o negacionismo é uma forma de anti-semitismo. Muitos negacionistas, por outro lado, afirmam não serem anti-semitas, e que querem meramente contar a história como deve ser. Estas pessoas dizem que estão contentes por menos pessoas terem sido mortas do que previamente julgado e que desejam que outras pessoas interpretem os dados negacionistas como boas notícias. Porém, muitas vezes é possível identificar a divulgação de informações anti-semitas nos mesmos meios ou pelas mesmas pessoas que divulgam essas ideias.

O negacionismo do Holocausto possui pouquíssimos defensores no meio acadêmico, por se tratar de uma doutrina sem bases documentais fiáveis e profundamente eivadas de distorções de caráter ideológico. Além disso, a abundância de provas em contrário, confirmando o Holocausto, torna a defesa pública do Negacionismo praticamente impossível. Ainda assim, em alguns países, como a França, Alemanha, Áustria, Suíça e Israel, o negacionismo do Holocausto é um crime. Em outros, como Canadá, Austrália e Brasil são passíveis de outras sanções.

Nesse último, o Brasil, o negacionismo é associado ao anti-semitismo e este foi considerado uma forma de racismo, crime hediondo, que segundo o parecer jurídico do Supremo Tribunal Federal sujeita o infrator à pena máxima.4
Mais um adendo: o problema não se resume a este verbete que teoricamente é o principal (mais procurado em virtude do nome), vários verbetes sobre Segunda Guerra possuem problema e pra alterar é complicado pois sempre aparece alguém pra cortar o que é corrigido.

sábado, 20 de abril de 2013

O último judeu de Vinnitsa (Ucrânia, 1942)

Página 95. Na legenda da foto se lê:
Cerca de um quarto de todos os judeus que pereceram no Holocausto foram baleados por membros das SS dos esquadrões móveis de extermínio. Este homem foi executado na presença de membros do Exército alemão, do Serviço Alemão de Trabalho e da Juventude Hitlerista. Em Vinnitsa, na Ucrânia, 1942.
YIVO Institute for Jewish Research, Nova York.

Foto:

Berenbaum, Michael. The World Must Know: the history of the Holocaust as told in the United States Holocaust Museum. ISBN O-316-09135-9 (hc). Primeira edição 1993.

Complemento (descrição da foto na Wikipedia):
Um membro do Einsatzgruppe D está próximo para atirar num homem sentadoem uma vala comum em Vinnytsia, Ucrânia, em 1942. Presentes no pano de fundo da foto estão membros do Exército Alemão, do Serviço Alemão de Trabalho e da Juventude Hitlerista.[6] Na parte de trás da fotografia está escrito "O último judeu de Vinnitsa".
Essa foto já apareceu neste post com fotos em alta qualidade do Holocausto da Revista The Atlantic.

Fonte: Nizkor
http://www.nizkor.org/ftp.cgi/places/ftp.cgi?places//ukraine//images/vinnitsa-grave-01.ref
Tradução: Roberto Lucena

sexta-feira, 19 de abril de 2013

O que é "revisionismo" do Holocausto

Por Roger, um contribuidor do THHP* (The Holocaust History Project)

Este ensaio é um complemento para um artigo anterior, Porque("Revisionismo") não é Revisionismo. Perguntaram-me recentemente porque o THHP tão veementemente se opõe ao negacionismo, e a resposta para mim é algo bem óbvio, vamos olhar bem atentamente para as recentes declarações de negadores. Meus agradecimentos a David Irving, Germar Rudolf e Mark Weber por tornar a questão tão simples.

"Outro dia" foi mencionado no texto Porque("Revisionismo") não é Revisionismo. A negação do Holocausto é, sempre foi e sempre será uma saída para o ódio irracional, usando uma base desonesta em cada ocasião para alimentar egos inflados em uma tentativa de financiar seu estilo de vida.

Começo oferecendo a David Irving, que tardiamente recusou o infantil cartaz de negacionista, e que não contente em ser tanto o primeiro a afirmar que os Diários de Hitler são falsos, como também foi o último a declará-los autênticos, numa tentativa completamente falha de se distanciar de suas declarações anteriores sobre o Holocausto, declarou recentemente:
Em Auschwitz eu estava enganado. Eu disse que não havia câmaras de gás, apesar disso ser totalmente verdade, porque descobri mais tarde provas de que elas estavam apenas fora do campo.

Isso vindo de um "historiador" que também aceitou, sem críticas, um "relatório forense", que foi incorreto em basicamente todos os detalhes. Sim, a localização até o último centímetro é o ponto chave quando se tentar negar a história.

Ou talvez o problema seja a química? Germar Rudolf, sob muitos de seus pseudônimos, foi forçado a admitir por aqueles que podem mostrar um maior conhecimento de química que ele (não importa do que ele mesmo se denomina) que química não é ciência e que pode provar ou refutar quaisquer alegações sobre o Holocausto "rigorosamente '. "

Isto, apesar do fato dele perder seu único emprego legítimo, ao fazer a afirmação oposta e fazendo a mesma de uma forma desonesta da qual seu empregador concordou.

Isto nos direciona a Mark Weber (diretor do IHR, que se descreve como "um centro de ensino, pesquisa e publicação de interesse público dedicado a promover uma maior consciência pública da história"), que escreveu: "Na luta real contra o poder judeu-sionista, o revisionismo do Holocausto provou ser tanto um obstáculo como uma ajuda."(http://www.ihr.org/weber_revisionism_jan09.html)

E como tal é a oposição em todo pensamento, são pessoas que se importam com os outros.

Então, agora temos três daqueles que são os luminares da negação fazendo rodeios de 180 graus e revelando, assim, que suas motivações não são aquelas que vêm afirmado repetidamente:

Irving não se preocupa com fato histórico, a motivação de Irving é a autopromoção dele. Daí o nome pela qual sua vaidade é conhecida e como é sugerida, que ele, e apenas ele, é capaz de discernir o que é história "real", enquanto continuamente tenta fazer jogos de palavras, como sua frase "o povo vizinho ao lado"... mas quem é este povo exatamente, David?

Germar Rudolf, aparentemente, tem uma semelhante aversão congênita à verdade, tendo, apesar de tudo, mentido para todo país que ele tentou viver como um residente, todos os empregadores que ele já teve - até mesmo sua própria madrinha e que ainda administra a marca do autor de todos os seus infortúnios (ok, autores, entre eles Jörg Berger; Ernst Gauss; Manfred Köhler; Christian Konrad, Werner Kretschmer; Anton Magerle; Rudolph Markert; Wolfgang Pfitzner, Ronald Reeves; Angela Schneider; Gerd Steiger, e Rudi Zornig), todos dos quais este investigador com nervos-de-aço buscando a verdade usou para disfarçar que todos eles são: você adivinhou - Sr. Sheerer né o próprio Rudolf), judeus.

E principal objetivo de Weber nos dias de hoje parece para todo o mundo uma tentativa de se distanciar desses desagradáveis ​​negadores odiadores de judeus, para que ele possa se ​​concentrar mais naquela variedade de judeu odiando o que ele agora defende.

E assim temos a motivação para a negação do Holocausto: fazer dinheiro em cima de odiadores menos inteligentes do que a si mesmo. Enquanto este dinheiro é conseguido a partir de outros odiadores, e que outros odiadores estão dispostos a culpar qualquer um além deles por sua incapacidade em manter um teto e comida na mesa, a negação do Holocausto continuará a existir.

Esta é a gênese do THHP - em contraste, uma organização sem fins lucrativos, seguindo todas as leis de todos os países em que estamos presentes, escrito e mantido exclusivamente por voluntários que são, e que fazem parte por associação com o Projeto, de modo geral pessoas que não estão entre os auto-denominados por Irving como "tradicionais inimigos da liberdade de expressão". Queremos que eles lá fora façam papel de bobosdeles mesmos e de outros: o que torna nossa tarefa muito mais fácil.

Não vai se juntar a nós?

Última modificação: 18 de dezembro, 2011
Contato técnico/administrativo: webmaster@holocaust-history.org

*THHP = sigla do site The Holocaust History Project

Fonte: The Holocaust History Project
http://www.holocaust-history.org/revisionism-isnt/revisionism-is/
Tradução: Roberto Lucena

Observação: revisão parcial do texto

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Alemanha - Adiado julgamento de neonazis após exclusão de imprensa estrangeira

O julgamento de uma neonazi acusada de envolvimento no homicídio de nove imigrantes na Alemanha foi adiado para permitir rever o processo de acreditação de jornalistas, depois da polémica exclusão de media dos países de origem das vítimas.

Adiado julgamento de neonazi após exclusão de media estrangeiros
DR. MUNDO. 16:25 - 15 de Abril de 2013 | Por Lusa

O início do julgamento de Beate Zschaepe, único membro sobrevivente de um grupo neonazi acusado de dez homicídios, estava marcado para quarta-feira num tribunal de Munique e foi adiado para 6 de Maio.

A decisão foi tomada após o Tribunal Constitucional da Alemanha ter ordenado aos juízes de Munique que aumentassem o acesso dos ‘media’, atribuindo pelo menos três lugares suplementares a jornalistas estrangeiros.

O Constitucional pronunciou-se depois de uma queixa apresentada pelo jornal turco Sabah contra a forma como o tribunal de Munique atribuiu as 50 acreditações - por ordem de entrada dos pedidos, deixando de fora os jornalistas turcos e gregos, nacionalidades da maioria das vítimas.
PUB

Zschaepe, 38 anos, julgada juntamente com quatro presumíveis cúmplices, é acusada de participação nos assassínios, entre 2000 e 2006, de oito imigrantes turcos e um grego, e, em 2007, de uma polícia alemã.

A mulher é também acusada de envolvimento em dois atentados contra comunidades estrangeiras e 15 assaltos a bancos, segundo a ata de acusação.

Os outros dois membros do grupo Clandestinidade Nacional-Socialista (NSU), Uwe Boehnhardt e Uwe Mundlos, suicidaram-se em Novembro de 2011, durante um cerco policial montado na sequência de um assalto a um banco.

Os quatro cúmplices em julgamento não pertenciam ao grupo e são acusados de ter dado ajuda logística

Fonte: Notícias ao Minuto (Portugal)
http://www.noticiasaominuto.com/mundo/63028/adiado-julgamento-de-neonazi-ap%C3%B3s-exclus%C3%A3o-de-media-estrangeiros

sábado, 13 de abril de 2013

Pausa Musical - Paul McCartney, músicas inéditas no Brasil

Como o cara vem falar Uai próximo dia 04 de maio, segue abaixo uma coletânea de músicas 'mais rock' (ou nem tanto ssim) tocadas em shows/apresentações que nunca foram tocadas em shows no Brasil.

Hippy Hippy Shake (música do tempo do Cavern Club em
Liverpool, antes do sucesso dos Beatles, Liverpool Arena)


Party (álbum Run Devil Run, 1999, tocada no programa
Jools Holland, fim de 1999)


Honey Hush (arranjo diferente da versão de 1999,
do Run Devil Run, Liverpool Academy)


(Também toca em passagens de som antes dos shows
com esse arranjo novo)


You won't see me (do Rubber Soul, 1966, na 04' Summer Tour,
show em São Petersburgo, Rússia)


Two many people/She came in through the bathroom window
(álbuns Ram, 1971, Wins/Abbey Road, 1969, Quebec 2008)


She's leaving home (álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band,
Moscou, Praça Vermelha, 2003)


Getting Better (do álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band,
turnê Driving US, EUA, 2002)


Mull of Kintyre (música saiu como compacto, Wings, 1977,
show de Halifax, Canadá)


Please Please Me (álbum Please Please Me, 1962, turnê dos EUA,
2005, DVD Space Within US)

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Historiadora ajuda órfãos do Holocausto a encontrar identidade

Guila Flint. De Tel Aviv para a BBC Brasil
Atualizado em 8 de abril, 2013 - 05:57 (Brasília) 08:57 GMT

Encontro de sobreviventes do Holocausto com freiras que os protegeram

Israel celebra nesta segunda o Dia do Holocausto; acima, sobreviventes do extermínio com freiras que os protegeram

Milhares de sobreviventes do Holocausto que, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), eram crianças judias que sobreviveram escondidas em casas polonesas ou em conventos tornaram-se adultos que até hoje não conhecem sua verdadeira identidade.

De acordo com a historiadora israelense Lea Balint, uma das consequências dolorosas do extermínio em massa dos judeus pelo regime nazista é o problema das "crianças sem identidade".

Balint é sobrevivente do genocídio, marcado nesta segunda-feira, o Dia do Holocausto, em Israel, a 68 anos do fim da Segunda Guerra Mundial.

Ela dedicou os últimos 22 anos a ajudar essas crianças - hoje já pessoas idosas - a encontrar suas raízes.

"Tudo começou em 1991, quando um homem, sobrevivente do Holocausto, me disse não saber quem era, nem quem eram seus pais", disse a historiadora polonesa à BBC Brasil.

"Ele tinha cerca de 50 anos e viveu a vida inteira sofrendo por não conhecer sua própria história. Naquele momento, decidi começar a pesquisar essa questão."

Balint criou o Arquivo das Crianças Sem Identidade, que recebeu o apoio do Museu dos Combatentes dos Guetos, e começou a colher informações sobre crianças judias nascidas na Polônia e que ficaram órfãs na Segunda Guerra.

"Naquele período sombrio, houve muitas tragédias. Entre os 6 milhões de judeus exterminados pelos nazistas, houve 1,5 milhão de crianças, e muitas mães fizeram tudo para salvar seus filhos", disse.

Bebê dentro da mala

Visitante no Museu do Holocausto, em Jerusalém (Reuters)

Museu do Holocausto, em Jerusalém; extermínio deixou muitas crianças órfãs

Milhares de crianças judias foram entregues a conventos ou a famílias polonesas quando seus pais foram presos e levados aos campos de concentração.

Houve casos em que mães simplesmente deixaram bebês junto às portas de vizinhas polonesas, com um bilhete pedindo que cuidassem de seus filhos.

"Um dos casos mais dramáticos que acompanhei foi o de Richard Berkovitz, um bebê que foi jogado dentro de uma mala, pela janela do trem que transportava seus pais para um campo de concentração", contou Balint.

"Foi um gesto de desespero extremo por parte dos pais, que sabiam que iam morrer e tentaram dar uma chance de vida à criança. Felizmente, o bebê foi encontrado por poloneses que cuidaram dele até o fim da guerra e depois o entregaram a um orfanato judaico."

Richard Berkovitz é uma das 180 pessoas que recuperaram sua identidade graças ao trabalho de Lea Balint.

Durante mais de 20 anos, Balint fez inúmeras viagens à Polônia, para consultar arquivos e entrevistar pessoas que após a guerra trabalharam em orfanatos e organizações humanitárias e acolheram as crianças órfãs.

A historiadora também visitou conventos que esconderam crianças judias e fez entrevistas longas com os sobreviventes, em busca de pistas para encontrar a identidade daqueles que não tinham ideia sobre seu passado.

"Durante as conversas, muitas vezes, surgiram lembranças que nem os próprios sobreviventes sabiam que tinham, pois durante a vida inteira recalcaram as memórias dolorosas da guerra", disse.
Identificação
Lea Balint

Lea Balint criou arquivo para identificar crianças que perderam sua identidade na guerra

Cruzando informações de documentos que encontrou e de testemunhos que ouviu, ela conseguiu levantar dados que possibilitaram a identificação de parte das crianças sem identidade.

Em vários casos, depois de saberem seu nome e data de nascimento, os sobreviventes conseguiram encontrar parentes que não sabiam que estavam vivos.

"Quando comecei a divulgar a existência do nosso arquivo recebi milhares de telefonemas, tanto de pessoas em Israel como no exterior, procurando saber quem eram seus pais, onde e quando tinham nascido e o que aconteceu com sua família", disse.

No entanto, segundo ela, à medida que o tempo passa, o número de pessoas que a procuram diminui.

"Muitos sobreviventes do Holocausto já morreram e outros estão muito idosos e não têm forças para abrir as feridas do passado", afirmou.

Calcula-se que haja 200 mil sobreviventes judeus do genocídio em Israel e um número semelhante ao redor do mundo.

Fonte: BBC Brasil
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/04/130407_dia_holocausto_pai_gf.shtml

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Uma proposta para esterelizar 2-3 milhões de judeus

Uma proposta para esterelizar 2-3 milhões de judeus

(Foto) Himmler passando em revista a tropas na Rússia durante maio ou junho de 1942

‘(Foto) Norte da União Soviética – Reichsführer-SS Heinrich Himmler de pé num carro durante um desfile da banda da brigada montada da Divisão de Cavalaria da SS.’

Em 23 de junho de 1942 SS-Oberfuehrer Viktor Brack escreveu ao Reichsfuehrer-SS Heinrich Himmler. Ele lhe disse que tinha fornecido ao Brigadefuehrer Globocnik alguns de seus homens para ajudar com as "tarefas especiais". Globocnik foi organizar a construção e operação dos campos da morte no leste da Polônia, incluindo Sobibor. Ele tinha sido solicitado a fornecer mais homens por causa da necessidade de velocidade com a tarefa.
Brigadefuehrer Globocnik pressionou com a opinião de que toda a ação contra os judeus fosse realizada tão rapidamente de qualquer maneira possível, para que não ficássemos um dia parado no meio da ação em caso de qualquer tipo de dificuldade que obrigasse a interromper a ação. Você mesmo, Sr. Reichsfuehrer, expressou a opinião para mim em um momento anterior de que se deve trabalhar o mais rápido possível, mesmo que por motivos de ocultação.
Entretanto o SS-Oberfuehrer Brack tinha ouvido falar dos que enfrentam escassez de trabalho no Reich e ele tinha uma outra idéia sobre como os judeus deveriam ser usados - para o "trabalho forçado". Ele achou que tinha encontrado uma maneira de fazer isso que consistisse com a idéia de exterminar todos os judeus da Europa:
De acordo com minha impressão, há pelo menos 2-3 milhões de homens e mulheres bem aptos para o trabalho entre os aproximadamente 10 milhões de judeus europeus. Tendo em conta as dificuldades excepcionais colocados para gente com a questão da força de trabalho, eu sou da opinião que estes 2-3 milhões devam, em qualquer caso, serem removidos e mantidos vivos.

É claro que isso só pode ser feito se eles forem ao mesmo tempo incapazes de se reproduzir. Relatei-lhe cerca de um ano atrás, que as pessoas sob minha instrução concluíram as experiências necessárias para que isto possa ser feito. Eu gostaria de trazer esses fatos novamente. O tipo de esterilização que é normalmente levada a cabo em pessoas com doença genética está fora de questão, neste caso, uma vez que leva muito tempo e é cara.

A castração por meio de raios-X, contudo, não só é relativamente barata, mas pode ser realizada em muitos milhares deles em um tempo muito curto. Eu acredito que se tornou irrelevante no presente momento se as pessoas afetadas, em seguida, no decorrer de algumas semanas ou meses, perceberem pelos efeitos do experimento que são castradas.

No evento, Sr. Reichsfuehrer, em que você decidir escolher estes meios no interesse de manter o trabalho forçado, o Reichsleiter Bouhler estará pronto para proporcionar aos médicos e outros profissionais necessários para que eles realizem este trabalho. Ele também me instruiu para informar a você que eu deveria então encomendar o equipamento necessário, o mais rapidamente possível.

Heil Hitler!

Saudações

VIKTOR BRACK
Carta do SS-Oberfuehrer Brack ao Reichsfuehrer-SS Himmler, 23 de junho de 1942

Ver Document on the Holocaust: Selected Sources on the Destruction of the Jews of Germany and Austria, Poland, and the Soviet Union – Editado por Y. Arad.


Foto de Viktor Brack como réu no Julgamento dos Médicos em Nuremberg. [Fotografia ##07333]. Brack foi condenado em 1947 e executedo em junho de 1948.

Fonte: site w2today.com (trecho do livro citado acima)
http://ww2today.com/23rd-june-1942-a-proposal-to-sterilize-2-3-million-jews
Tradução: Roberto Lucena

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Idosos negros são atacados por neonazistas em Rio Claro

Segundo a polícia, os dois jovens detidos diziam não gostar de negros, pobres, idosos e paulistas
[Vídeo da matéria no link do site]

Do R7, com São Paulo no Ar
Dois jovens foram presos após agredir dois idosos negros em Rio Claro Reprodução/Rede Record

Dois idosos negros foram agredidos violentamente por dois jovens paranaenses, em Rio Claro, na região de Campinas, no interior paulista. Eles são suspeitos de pertencer a uma facção neonazista.

Segundo o guarda municipal Willian César Domingues, os dois jovens, de 19 e 20 anos, diziam não gostar de negros, pobres, idosos e paulistas.

— Eles todo o tempo informavam que o povo do estado de São Paulo é um povo com pouca inteligência, que o serviço que eles faziam, vindo de outro Estado para cá, é porque aqui não tinha mão-de-obra qualificada.

A dupla disse que veio do Paraná para o Estado de São Paulo só para trabalhar. Na saída de um show sertanejo, os dois resolveram bater em dois idosos negros que andavam pelo mesmo quarteirão.

Com pontapés, eles agrediram as vítimas que tiveram de ser levadas a hospitais da cidade com ferimentos na cabeça. A diretora de uma escola, Damares Caiu, viu a agressão e disse que um idoso foi arrastado por cerca de dez metros enquanto apanhava.

— Eles simplesmente bateram por ele ser de cor mesmo e xingaram com palavras preconceituosas.

Os dois homens foram presos com ajuda de moradores da região, que seguraram a dupla até a chegada da guarda municipal.

Fonte: R7
http://noticias.r7.com/sao-paulo/idosos-negros-sao-atacados-por-neonazistas-em-rio-claro-09042013

terça-feira, 9 de abril de 2013

MP avalia possível denúncia contra neonazista que teria agredido morador de rua em BH

Rapaz postou foto no Facebook onde aparece supostamente enforcando a vítima
Ramon Guerra, do R7 MG | 09/04/2013 às 18h02

neonazista. O próprio membro de grupos extremistas publicou a imagem no Facebook

O Ministério Público Estadual (MPE) confirmou, na tarde desta terça-feira (9), que está avaliando a possibilidade de denunciar o rapaz neonazista que teria agredido um morador de rua na região da Savassi, em Belo Horizonte. O caso começou a repercutir na última sexta-feira (5), quando o próprio jovem, de 25 anos, identificado como Donato Di Mauro postou uma imagem da ação no Facebook.

A assessoria de imprensa do órgão informou que o pedido de investigação partiu do Centro Nacional de Defesa dos Direitos Humanos da População em Situação de Rua (CNDDH), e encaminhado para a Promotoria de Direitos Humanos. Ainda não há a definição de qual promotor será o responsável pelo caso. Não há prazo para a definição sobre o início [ou não] da investigação.

Segundo Maria do Rosário de Oliveira Carneiro, advogada da CNDDH, os responsáveis pelo Centro, que é um projeto da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, chegaram até o caso da suposta agressão através da imprensa.

— Recolhemos as denúncias e fazemos buscas ativas na imprensa. Um dos objetivos do centro é combater a violência contra a população em situação de rua. Com indícios, nós analisamos e pedimos providências.

A advogada afirma que o homem que aparece na imagem supostamente sendo agredido por Di Mauro ainda não foi localizado. A intenção é que, com a investigação do Ministério Público, órgãos públicos ligados também à Prefeitura de BH possam ajudar na busca da vítima.

Dados do CNDDH mostram que, em pouco mais de dois anos, 90 moradores de rua foram mortos somente em Belo Horizonte. O risco para quem vive nas ruas chega a ser 50 vezes maior do que para o restante da população.

Fonte: R7
http://noticias.r7.com/minas-gerais/noticias/mp-avalia-possivel-denuncia-contra-neonazista-que-teria-agredido-morador-de-rua-em-bh-20130409.html

Ver ,mais:
Imagem de neonazista enforcando negro com corrente em Belo Horizonte provoca revolta (R7)

Um dos casos mais grotescos desde a redemocratização do país em 1985 (congresso brasileiro)

O assunto poderia ser "off topic" (assunto fora do tema do blog) mas não é tão "off" assim, se é que chega a ser.

Eu já achava a presença deste cidadão na presidêcia da Comissão de Direitos Humanos do congresso uma aberração (não só na presidência dela como na mesma), uma coisa grotesca e talvez um dos casos mais aberrantes desde a redemocratização do país em 1985 com o fim da ditadura, pra não citar as declarações com racismo e homofobia já exibidas na mídia, mas o vídeo de ontem deve ser a cereja do bolo em cima da aberração que é esse caso grotesco, simplesmente repulsivo: ‘Ninguém afronta Deus e sobrevive', diz Feliciano sobre morte de John Lennon. Podem ver nesse link também.

No final do vídeo é dito isso: "Eu queria estar lá no dia em que descobriram o corpo dele, ia tirar o pano de cima e ia dizer: me perdoe, John, mas esse primeiro tiro é em nome do Pai, esse é em nome do Filho e esse é em nome do Espírito Santo".

Dizer o quê de um discurso lunático e amoral desses?

O músico britânico não foi morto com 3 tiros e sim com 5 tiros a queima-roupa por um psicopata chamado Mark Chapman que está preso até hoje pelo assassinato banal que praticou motivado (declarações do mesmo) pela busca da fama (assassino de Lennon queria fama, BBC), Mark Chapman, o assassino, queria ficar famoso matando alguém conhecido, e acabou ficando (se é que alguém 'são' quer esse tipo de "fama").

A frase do Lennon (assunto também citado no vídeo) nos anos sessenta foi feita como uma crítica ao sucesso desmedido da banda na época, em "off", pruma jornalista que publicou a frase fora de contexto pra criar polêmica e vender jornal (coisa que parte da mídia faz até hoje), criando consequentemente o estrago pois os grupos fanáticos da época nos EUA (que era onde os Beatles fazia mais sucesso) usaram o caso pra extravazar a fúria religiosa que professavam (é fácil encontrar vídeos no youtube com gente da Klan dando declarações e gente no Sul dos EUA queimando os discos da banda por fanatismo religioso, confiram no link) e que pelo visto o caso serve até hoje como retórica pra discurso religioso fanático e amoral. Esse caso pode ser visto facilmente (caso alguém queira assistir mais detalhes) na Antologia dos Beatles (saiu em DVD e tem espalhada pelo youtube) ou no documentário britânico The Compleat Beatles.

É tanta estupidez, distorção e conduta reprovável (justificar o assassinato feito por um psicopata pra "impressionar" plateia, metendo religião no meio) que a gente se pergunta se deve comentar um caso desses pois pode acabar aumentando a audiência disso num país onde uma parte da população não age civicamente, não se engaja em quase nada, e essas mesmas pessoas que não agem civicamente costumam cobrar de todo mundo que o povo do país deva ser "assim e assado", um "modelo" ou "exemplo", quando os mesmos não costumam dar exemplo algum ou só ficam resmungando dizendo que nada no país presta com um discurso moralista, vitimista, complexado e nauseante. Sem mencionar o crescimento desse tipo de fanatismo religioso no país.

Com esse caso a gente se pergunta até que ponto o descaso com o combate ao racismo vai chegar se uma pessoa dessas, além de assumir a presidência dessa comissão no congresso, nem sequer foi removido pelos deputados que já fizeram a sacanagem com a população de pô-lo na presidência disto.

Muita gente chega perguntando como o negacionismo do Holocausto e extremismo de direita cresce no país, este caso é ilustrativo pois o crescimento desse tipo de extremismo cresce por isso: por descaso, omissão (de entidades, sociedade civil, partidos, governos, Ministério Publico etc), comportamentos anti-humanista, falta de educação e apego ao conhecimento, falta de civismo etc.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Holocausto cigano, 8 de abril - Dia Internacional do Povo Cigano

Holocausto cigano. O professor Ortega, entre o
delegado da Junta e a diretora do
centro. | Jesús G. Hinchado
José A. Cano | Granada. Atualizado, segunda-feira 08/04/2013 13:44 horas

1. Homenagem em Granada ao meio milhão de ciganos exterminados
2. José Ortega apresenta um livro sobre as vítimas ciganas do genocídio nazi
3. A bandeira da comunidade cigana balança nos edifícios da Junta

Durante o Holocausto nazi, mais de meio milhão de ciganos europeus foram exterminados. Marcaram-nos para serem reconhecidos pelas ruas, tiraram-nos à noite de suas casas e os arrastaram para campos de concentração, converteram-nos em trabalhadores escravos, experimentaram contra eles como se fossem animais e, para terminar, gasearam-nos. Homens, mulheres e crianças de uma tragédia até há pouco tempo, se não silenciada, ao menos ignorada.

José Ortega, professor emérito das universidades de Granada e Wisconsin, especialista em cultura cigana e política internacional, aproveitou a efeméridade do Dia Internacional do Povo Cigano para apresentar seu último livro, "Los gitanos. Un holocausto ignorado" (Os Ciganos. Um Holocausto ignorado), em um ato de homenagem às vítimas da barbárie nazi celebrada no Centro Sociocultural Cigano Andaluz, com sede em Granada.

Os ciganos, segundo explicou Ortega, foram, juntos com os judeus, "a única etnia a ser perseguida simplesmente por serem de sua etnia. Na Europa viviam então pouco mais de um milhão de ciganos e quase a metade morreu nos campos de concentração nazis". O delegado de Saúde e Bem-estar social da Junta em Granada, Higinio Almagro, destacou que essa quantidade "é mais do que os ciganos que vivem atualmente na Andaluzia, 350.000, que são a metade dos que se encontram na Espanha".

Ortega recorda que "sempre se destacou a tragédia que sofreu o povo judeu, mas a dos ciganos tem se mantido ignorada. O reconhecimento da Alemanha foi muito importante, e hoje em Berlim existe já o único monumento que recorda essas vítimas. Os ciganos foram arrancados de suas casas, foram submetidos a experimentos, sobretudo as mulheres, e foram convertidos em mão-de-obra escrava. Este livro reúne alguns testemunhos e trata de mostrar as histórias dessas pessoas".

Durante o ato solene no Salão de Atos do Centro Sociocultural se pode escutar o Hino Internacional da Comunidade Cigana, Gelem gelem, e a fachada do edifício luziu a bandeira da Comunidade Cigana, que também foi compartilhada por outros centros dependentes de Bem-estar Social.

Este ano, a homenagem aos ciganos exterminados durante o Holocausto se celebra com a satisfação do reconhecimento por parte do Estado alemão da etnia cigana como vítima do Holocausto, que aconteceu ano passado em Berlim, na inauguração por parte da chanceler Angela Merkel do único monumento existente no mundo em homenagem a esse meio milhão de europeus vítimas do racismo.

Em Granada e toda a Andaluzia, os atos do Dia Internacional do Povo Cigano se viram acompanhados da tradicional cerimônia do Rio, com a leitura de um manifesto, o canto do "Gelem, gelem" e um espetáculo flamenco, no caso nazarí junto ao rio Genil.

Fonte: Elmundo.es (Espanha)
http://www.elmundo.es/elmundo/2013/04/08/andalucia/1365421483.html
Tradução: Roberto Lucena

Ver também:
El Manifiesto Gitano 2013, una llamada de atención a la discriminación (murcia.com, Cartagena)

domingo, 7 de abril de 2013

Prestam homenagem na República Tcheca às vítimas do Holocausto cigano (Samudaripen - Porrajmos)

Praga, 5 abr (PL) - O ministro de Relações Exteriores da República Tcheca, Karel Schwarzenberg, prestou homenagem hoje às vítimas do Holocausto cigano junto com várias organizações e dezenas de cidadãos dessa etnia.

Os participantes na cerimônia acenderam uma grande quantidade de velas no pátio do Palacio Lichtenstein na capital, por razão do Dia Internacional do Povo Cigano, que se celebra em 8 de abril, disse a Radio Praga.

Segundo a fonte, dos milhares de ciganos que viviam na antiga Tchecoslováquia na primeira metade do século XX, só uma décima parte sobreviveu à Segunda Guerra Mundial, e atualmente vivem na República Tcheca uns 250 mil.

A decisão de dedicar o 8 de abril aos ciganos se deve ao fato de que nesse dia, em 1971, foi instituído em Londres a bandeira e o hino que os identifica, durante a celebração do Primeiro Congresso Mundial dessa comunidade.

O principal objetivo daquele evento era manter vivo a recordação das vítimas de Samudaripen, o holocausto contra los gitanos executado pelo regime nazi, no qual perderam a vida mais de 500 mil pessoas.

rc/mar

Fonte: Prensa Latina
http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&idioma=1&id=1281131&Itemid=1
Tradução: Roberto Lucena

sábado, 6 de abril de 2013

Hitler - o judeu sionista (Parte II)

Então estávamos falando sobre o filme de Jim Condit, The Final Solution to Adolf Hitler (A Solução Final para Adolf Hitler), e particularmente de suas fontes. Vamos continuar de onde paramos, sobre os quarenta e cinco minutos do filme.

Uma coisa que eu esqueci de mencionar é que todas as tentativas que Hitler supostamente fez para destruir as provas de suas ancestralidade, as lápides de seus pais estão ali a céu aberto em Linz para todos verem: Vejam só!

Hitler destruiu a cidade natal de seu pai, mas Condit nunca cogita a noção de que Hitler desprezou o seu abusivo pai pequeno-burguês e funcionário público.

Nesta seção do filme, Condit também retorna à idéia de um Hitler judeu ao retornar à Viena de Hitler (apesar da notação do autor do nosso último post de que Hans Frank é a única pessoa séria alegando a ascendência judaica de Hitler) e notando que alguns judeus em áreas periféricas do Império Austro-Húngaro tinham o sobrenome "Hitler". O nome significa "pequenos proprietários" em alemão, por isso não é de estranhar que alguns judeus, a maioria dos quais têm nomes alemães ou iídiche, teriam esse nome também.

01. Condit retorna à Viena de Hitler de Hamann, e sequer uma vez observou que Hans Frank foi a única fonte para a história da alegada ascendência judaica de Hitler.

Vamos tocar em fontes novamente:

02. Star Wars por Nord Davis. Condit menciona este livro pela primeira vez neste segmento, mas ele não menciona que Nord Davis era um pregador da Identidade Cristã e um profundo racista. Prometemos mais, "mais tarde".

03. The Last of the Hitlers (O Último dos Hitlers) por David Gardner. Condit afirma que a credibilidade deste livro é de que Gardner escreveu uma biografia de Tom Hanks. Certo: então ser biógrafo de uma estrela de Hollywood o qualifica como historiador? O que importa para Condit é o relato de Gardner da interação de Hitler com seu meio-sobrinho William Patrick que está em desacordo com a interação descrita por Hamann? Hamann não diz nada sobre um retorno de William Patrick e dele manter o silêncio sobre "ascendência judaica."

Por conta das idiotices e risadinhas, eu verifiquei quantas referências acadêmicas foi feita pra cada livro. Centenas levaram o livro Hamann, cerca de 60 levam o livro de Gardner. Meu próprio livro que foi publicado em 2002 - no mesmo ano em que livro de Gardner - tem cerca de 400 referências bibliográficas acadêmicas.

Outro pedaço escrito aparentemente por Gardner é de que o governo liderado pelo austríaco Engelbert Dollfuss investigou o passado de Hitler e descobriu que ele era neto de um "banqueiro Rothschild." Eu posso aceitar que deve ter havido Rothschilds em Viena no início e meados da década de 1930, mas em Linz, Graz ou Braunau?

03. Adolf Hitler: Founder of Germany (Adolf Hitler: Fundador da Alemanha) por Heinnecke Kardel. Condit nos diz que Kardel é um "judeu socialista da Alemanha." Na verdade, Kardel foi um condecorado veterano da Wehermacht da Segunda Guerra Mundial. O livro é geralmente considerado como inútil por historiadores, até mesmo Condit aceita que ele é pobremente provido de fontes.

Esta anedota que Kardel fala sobre o judeu vienense que serviu na Wehrmacht é ridícula, uma vez que Hitler não poderia ter sido um "judeu de Viena" porque ele veio de Linz.

04. Aos 59 minutos de filme, Condit fornece uma fonte - uma fotografia de Hitler e Hindenburg tirada no dia em que Hitler foi empossado no Reichstag como chanceler. Aqui temos uma boa visão do que Condit realmente pensa sobre os judeus. Primeiro, há a questão dos erros estúpidos de Condit: a fotografia foi tirada dois meses depois que Hitler se tornou chanceler, não antes. Segundo, Hitler não sucedeu Hindenburg como chanceler. Ele o sucedeu como presidente um ano depois, quando da morte de Hindenburg. Por um ano inteiro, Hitler serviu como chanceler com Hindenburg como presidente. Na verdade, Hitler concorreu contra Hindenburg para o presidente um ano antes e perdeu.

Um homem que faz um filme sobre Hitler não deveria conhecer um pouco mais sobre a história alemã e de seu governo?

De volta à foto. Condit diz que pelo biotipo do corpo de Hitler ele é "um pouco o tipo de judeu sefardita." Mas claro! Hitler era totalmente judeum, ele seria um judeu Ashkenazi, mas eu discordo. Este tipo de argumento do biotipo é o clássico antissemitismo racial.

05. Condit cita a marcha de Frank Collin do Partido Nazista através de Skokie, Illinois, e salienta que Collin era judeu. Em seguida, pulando para as conclusões, ele parece induzir que todos os nazistas deviem ser judeus. Pelo menos isso é o melhor que se pode extrair de Condit aqui.

06. Condit retorna a Hamann novamente, martelando sobre o desejo de Hitler de esconder sua história familiar. Talvez o que Hitler queria esconder não era que ele pudesse ser judeu, mas sim que (1) o seu pai era ilegítimo, (2) que seu meio-irmão Alois era um pequeno criminoso, (3) que seu pai nunca se divorciou de sua primeira esposa e, assim, foi um bígamo. Mais uma vez, notem: Hamann nunca associa o rumor de "Hitler era judeu" a William Patrick Hitler.

07. The Jewish Connection (A Conexão Judaica) por M. Hirsh Goldberg. Condit pega este livro para fazer vários apontamentos. Notavelmente, este livro (publicado mais de trinta anos atrás) cita várias fontes, mas não tem notas de rodapé ou notas no final. Assim, as alegações feitas por Goldberg, a menos que sua fonte seja declarada explicitamente em um texto adequado, deve ser pesquisada por conta própria. Não são apenas as omissões gritantes no livro (por exemplo, Stalin é mencionado como uma das pessoas que ajudou a fundar o Estado de Israel, mas o expurgo antissemita de Stalin dos anos 1940 e início dos anos 1950, velado como "antissionismo" é excluído). E algumas das informações oferecidas estão simplesmente erradas. Por exemplo, Goldberg afirma que o termo "uvas verdes" vem de Jeremias 31:29, mas se olharmos para a tradução literal de Young do verso, para não mencionar o original em hebraico (onde a palavra é Boser), não encontramos a palavra para "uva" em hebraico (gefen ou kedem). Jeremias e Esopo (este último de quem o termo é retirado), se eles existiram, teriam sido contemporâneos, mas a probabilidade é a de que um tradutor foi 'esperto' e mudou o original em hebraico para "uvas" em inglês.

Portanto, não é surpreendente que os pontos que Condit levanta do livro de Goldberg são todos errados. Por exemplo, há a alegação da página 27 de que Hitler não era um estudante com dificuldades em Viena e que foi rejeitado como um artista, mas mesmo assim ele tinha clientes judeus. O autor do relatório citado é Walter C. Langer do OSS (precursora da CIA). O problema é que o relatório Langer nunca foi considerado confiável (ele nunca entrevistou o colega de quarto de Hitler em Viena, August Kubisczek, em primeira pessoa), e a versão do livro diz que a avó de Hitler trabalhou em Viena para os Rothschild - s sobre Graz e os Frankenbergers?

Os erros de Goldberg não terminam aqui. Sua referência seguinte é o canônico "Ascensão e Queda do Terceiro Reich" de William Shirer. Shirer escreve, na página 20 da brochura da edição Bantam, que um judeu húngaro revendedor roupas deu um casaco que parecia um caftan ou seja, um casaco como aqueles usados pelos judeus chassídicos.

O que é realmente surpreendente é que no topo da mesma página em "Ascensão e Queda", Shirer conclui uma seção sobre a alegada carreira artística de Hitler em Viena, escrevendo: "Esta foi a extensão da "realização" artística de Hitler, e ao fim de sua vida ele se considerava um "artista"."

O embuste seguinte é que Hitler empregou uma cozinheira judia, uma tal de Fräulen Kunde, emprestado a ele pelo líder romeno Antonescu durante a guerra. Surpreendentemente, exatamente a mesma história, contada com quase exatamente as mesmas palavras, aparece no livro de Gerald Fleming "Hitler e a Solução Final". Uma das únicas referências à mulher que eu poderia encontrar era em um artigo de 1939 no American Imago, um jornal psicanalítico. Uma fonte compartilhada entre Fleming e Goldberg é The Psychoanalytic Interpretation of History (A interpretação psicanalítica da História) (1971), editado por Benjamin B. Wolman, que é quase seguramente a fonte de que tanto Fleming e Goldberg utilizaram - a menos que Fleming, que publicou uma década depois de Goldberg, usou o livro de Goldberg, que é extremamente duvidoso.

O problema não é só esse, como com o relatório O.S.S., os pontos de vista psicanalíticos de Hitler mostraram ser não confiáveis​​, mas a maioria dos acadêmicos identificam a cozinheira de Hitler não como "Fräulein Kunde", mas como Marlene von Exner, que, de acordo com Martin Gilbert, não era judia, mas, em vez disso, tinha um bisavô judeu. Ao divulgar para Hitler, ela foi demitida (Gilbert, The Second World War: A Complete History [A Segunda Guerra Mundial:. Uma história completa] [2004], pág. 504).

Outra fonte que menciona a cozinheira como Exner e não Kunde é ninguém menos que Brigitte Hamann (pág. 412), cujo livro está ao lado direito na mesa Condit, enquanto ele lê o que parece ser uma fotocópia das páginas do livro de Goldberg. Claramente Condit nunca leu todo o livro de Hamann e simplesmente apontou porções "incriminatórias" de seu "mentor" sombra, a quem ele chama apenas de "Ratisbone."

As revelações sobre o Oficial Superior judeu de Hitler durante a I Guerra Mundial e Dr. Bloch não são nada para quem sabe alguma coisa sobre Hitler. (Com um aparte, eu pessoalmente sou da opinião de que Hitler merecia suas condecorações de guerra, uma das quais foi concedida pelo transporte de uma mensagem entre pelotões sob fogo.)

As alegações de Angela Hitler ter trabalhado para uma organização Mensa judaica. Eu era capaz de rastrear esse assunto em uma publicação Tcheca de 1933. É pobre em fontes na melhor das hipóteses, mas, como Condit admite, não prova nada sobre Hitler ser judeu. Nem tampouco, sobre este assunto, fala da modéstia pessoal de Hitler, citada por Condit enquanto referenciada no livro "Hitler's War" de David Irving. Condit afirma que Hitler não iria permitir que as pessoas, até mesmo médicos, vissem-no nu, porque ele provavelmente era circuncidado, e somente os judeus eram circuncidados antes da Segunda Guerra Mundial na Europa.

Então, lá vamos nós de novo com Hitler sendo um quarto judeu para ter sido submetido a circuncisão ritual, presumivelmente em 1889, ano de seu nascimento. Sério? Devemos supor que a pequena cidade de Braunau tinha um mohel para executar tal circuncisão, não? E sobre a edicação católica dos pais de Hitler?

Sei que esta é uma evidência anedótica, para encará-la com um grão de sal, mas eu mesmo tive um avô judeu. No entanto, o filho do meu avô, meu pai, foi criado como católico, como era minha mãe, e como eu fui.

08. The Rakovsky Interrogation (O Interrogatório de Rakovsky) por um Anônimo. Condit se refere a este livro como uma das "nossas" publicações, então em andamento. Antes que ele entre nisso, no entanto, ele nos mostra um exemplar do jornal que ele usou para publicar todas essas coisas - particularmente um artigo entitulado "A Entrevista de Rakovsky e o começo da Segunda Guerra Mundial". Condit escreveu ele mesmo este artigo. Ele diz que voltaremos para isso também.

Em seguida, ele puxa Sinfonia Vermelha de J. Landowsky, que fazia parte supostamente do interrogatório de Christian G. Rakovsky. O próximo livro é "Hitler e Stalin" de Alan Bullock, e uma referência de Condit da autobiografia de Trotsky sobre o tema sobre Rakovski. Condit chama Rakovsky de "banqueiro cavalheiro" judeu.

A próxima referência de Condit é "Ratisbone" novamente e então puxa "The Rules of Russia" (Os governos da Rússia) do Pe. Denis Fahey, um famoso padre católico antissemita e cismático. Fahey cita Douglas Reed, que a nós é dito que "já trabalhou para o The London Times. Você sabia que muitos dos bolcheviques que derrubaram o governo provisório na Rússia eram judeus de Nova York que não poderiam falar da Rússia?".

Eu posso pensar sobre um norte-americano que foi à Rússia durante a tomada bolchevique - John Reed, autor de "Dez dias que abalaram o mundo". Mas eu passo.

A seguir, Condit fala sobre as tomadas comunistas da Hungria por Bela Kun e da Baviera pelos comunistas, etc, depois da Primeira Guerra Mundial I. Condit referencia a Guerra polaco-soviética, que os poloneses ganharam em agosto de 1920. Condit liga esta derrota Soviética com a queda de Kun e dos comunistas da Baviera. O problema é que tanto Kun como o grupo bávaro foram derrubados antes da Batalha de Varsóvia (a batalha a qual Condit repetidamente se refere), e não estava claro que a Polônia iria ganhar a guerra até esta batalha acabar.

Enquanto ele discute a sucessão de Stalin para o governo da URSS de Lênin, ele menciona que Trotsky foi casado com alguém da família Rothschild. Antes de abordar esta idiotice, Condit conclui sua introdução afirmando que Trotsky era o homem dos banqueiros na Rússia e posto pra fora por Stalin, e os banqueiros e comunistas (que, como todos sabemos, sempre trabalham em equipe), tentaram derrubar Stalin. Ao descobrir isso, Stalin fez prisões em massa e começaram os expurgos dos anos de 1930 - também conhecido como o Grande Terror.

Curiosamente, Condit não menciona o assassinato de Kirov, que é o evento-chave que desencadeou a Grande Terror. Será que ele sabe quem foi Kirov? Será que ele sabe quem o matou e por quê?

Condit também parece não saber (ele nunca menciona isso) que entre a morte de Lênin e a consolidação de poder singular de Stalin (1924-1929), Stalin governou a URSS parte do tempo com dois judeus - Lev Kamenev e Grigori Zinoviev, o primeiro daquele que era cunhado de Trotsky. Por que Stalin não se distanciaria destes homens?

Como no casamento de Trotsky - ou deveríamos dizer, casamentos - ele se casou com Aleksandra Sokolovskaya na Sibéria em 1899. Ele se casou com sua segunda esposa, Aleksandra Sokolovskaia, em Paris, em 1903. Condit não menciona nem a mulher, nem qualquer ligação entre eles e a família Rothschild.

Eventualmente chegamos à alegação muitas vezes repetida do banqueiro judeu de Nova York, Jacob Schiff, que teria financiado os bolcheviques. Ele (em vez de Kaiser Guilherme II, como a história registra) encontrando Lenin em Zurique e lhe enviando para Petrogrado e Schiff, através de Bernard Baruch e seu capacho , Woodrow Wilson, teriam libertado Trotsky da prisão em Terra Nova, onde ele foi de fato pego pelos britânicas na rota de Nova York a Petrogrado, em março de 1917.

O ponto é este: Schiff ajudou a financiar a Revolução de Março na Rússia que colocou um governo provisório democrático no lugar sob Alexander Kerensky. (A maioria dos teóricos da conspiração como Condit parecem não saber que havia duas revoluções em 1917 na Rússia.). No entanto, como ele sentiu que o comunismo era prejudicial ao capitalismo (e foi), ele retirou seu financiamento quando os bolcheviques chegaram ao poder oito meses depois.

Se Schiff tinha financiado Trotski, a propósito, você não acha que Trotsky teria mencionado em sua autobiografia, publicada dez anos depois qye Schiff havia morrido? O que Trotsky teria a perder nesse ponto? Ele havia sido exilado à força da União Soviética e Stalin estava tramando contra sua vida.

Condit chamou Stalin de "gangster meio-judeu", só que Stalin não era judeu. Seu pai e sua mãe eram ambos cristãos ortodoxos georgianos. Jughashvili não significa "filho de judeu."

Isto praticamente encerra o segundo terço do filme de Condit. Vamos fazer a terceira parte finalmente, quando o tempo permitir.

Fonte: Holocaust Controversies
Texto: Andrew E. Mathis
Hitler the Jewish Zionist (Part II)
http://holocaustcontroversies.blogspot.com.br/2007/07/hitler-jewish-zionist-part-ii.html
Tradução: Roberto Lucena

Observação: sem revisão de texto.

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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Para não esquecer o Holocausto, "Shoah" chega em box com 5 DVDs

Para não esquecer o Holocausto, "Shoah" chega em caixa com 5 DVDs
Elemara Duarte - Hoje em Dia
Divulgação/IMS

Para não esquecer o Holocausto Shoah chega em caixa com 5 DVDs
Diretor do filme levou alguns sobreviventes aos locais onde aconteceram milhares de mortes

Um dos registros mais importante sobre o holocausto no Cinema, o documentário "Shoah" (holocausto em hebraico), com 9 horas de duração, chega ao Brasil em box com cinco DVDs. A obra, lançada originalmente no exterior, em 1985, agora, por meio do Instituto Moreira Salles, traz também em um dos cinco discos o extra "O Relatório Karski".

Este documentário será exibido nesta quinta-feira (4), às 19h15, no Cine Humberto Mauro (avenida Afonso Pena, 1537). A exibição é seguida por um debate entre pesquisadores e representantes da comunidade judaica residentes em Belo Horizonte. A entrada é gratuita.

O documentário, feito pelo cineasta francês Claude Lanzmann, fala sobre o extermínio dos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Participam do encontro o professor de Teoria Política da Universidade Federal Fluminense (UFF) Renato Lessa, a pesquisadora Ilana Feldman e o professor e crítico de cinema Luiz Nazario. A mediação será feita pela coordenadora do Núcleo de Estudos Judaicos da UFMG, Lyslei Nascimento.

Sem arquivo

Lanzmann dirigiu "Shoah" sem usar nenhuma imagem de arquivo como comumente se vê em várias produções sobre o assunto. "O filme pretende não simular o passado, não reconstruí-lo ficcionalmente. As edificações, os trens, as pessoas são realidade. Quando não se exibe nenhum documento de época e se apela para o sobrevivente, o passado parece advir sem mediação", observa Lyslei Nascimento.

As nove horas são compostas por depoimentos de sobreviventes de Chelmno, dos campos de Auschwitz, Treblinka e Sobibor e do Gueto de Varsóvia.

Há entrevistas com ex-oficiais nazistas e maquinistas que conduziam os trens da morte. Os relatos são registrados com a ajuda de intérpretes. Nazario diz que o documentário não se limita a entrevistar as vítimas sobreviventes, mas também "os carrascos, os colaboradores ativos e os observadores indiferentes".
"'Shoah' é a primeira investigação cinematográfica profunda sobre o extermínio dos judeus durante a Guerra", acrescenta.

O diretor passou onze anos de sua vida produzindo o filme: foram 350 horas de entrevistas em quatorze diferentes países e mais cinco anos para a edição final. Hoje, aos 88 anos, Lanzmann é editor de revista.

"Passagem para a Liberdade" relata a fuga

No Brasil, mais precisamente em BH, desde os 25 anos de idade, outro sobrevivente do Holocausto também poderia ter seu relato no "Shoah". Hoje, o empresário aposentado Henry Katina, aos 82 anos, quer é alimentar a esperança para um mundo melhor. "Tenho esperança que isso continue e melhore ainda mais. Estamos em abril de 2013, uma época maravilhosa. Depois da 2ª Guerra Mundial foram estabelecidas as Nações Unidas e declarados os Direitos Humanos e outras garantias de que jamais o Holocausto poderá acontecer novamente", declara, em entrevista ao Hoje em Dia.

Em 2009, Katina, de origem húngara, escreveu suas memórias no livro "Passagem para a Liberdade", onde relatou os horrores que viveu em campos de concentração, dos 13 aos 14 anos de idade. Parte dos seus oito irmãos foi assassinada no episódio e os pais foram mortos em câmaras de gás.

Debilitado e com "água nos pulmões", seguiu para a Suécia e Canadá, onde viveu dez anos. Veio para o Brasil, viver com a irmã. "Não tenho ódio. Mas perdoar é difícil. Fiquei muitas noites pensando como minha mãe e meu irmão de nove anos morreram. Perdoar é um lado da coisa. Há outra, a lembrança atormentando", desabafa.

Fonte: Hoje Em Dia
http://www.hojeemdia.com.br/pop-hd/para-n-o-esquecer-o-holocausto-shoah-chega-em-box-com-5-dvds-1.107893

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Kurt Tucholsky: "Alemanha tem anatomia peculiar, escreve com a esquerda e age com a direita"

Após a Primeira Guerra Mundial, a Alemanha teve apenas 21 anos de paz. O escritor Kurt Tucholsky percebeu cedo que o país se lançava de uma guerra a outra.

Alemanha, novembro de 1918. Ao fim da Primeira Guerra Mundial, o imperador Guilherme 2º era forçado a renunciar. O caos dominava o país: quem deveria assumir o futuro governo? Já durante os últimos meses de guerra, os socialistas radicais e os moderados social-democratas disputavam o poder. Em 9 de novembro, a República Alemã era proclamada tanto pelo socialista Karl Liebknecht como pelo social-democrata Philipp Scheidemann.

No dia seguinte, o então líder do Partido Social-Democrata, Friedrich Ebert, ligou para Wilhelm Groener, comandante supremo das Forças Armadas. Sua intenção era fazer um pacto com os militares. Por telefone, Ebert conseguiu persuadir o general a combaterem juntos os radicais de esquerda e Liebknecht, evitando assim uma iminente guerra civil e garantindo uma transição pacífica para a formação da República Alemã.

Isso acabaria com a revolução e permitiria negociar a paz com os aliados. A cooperação com os militares garantiu aos social-democratas, representados por Ebert e Scheidemann, a responsabilidade pelo governo da nova República. Em janeiro de 1919, uma insurgência da esquerda, conhecida como Levante Espartaquista, foi reprimida com apoio das Forças Armadas. Agora, o caminho estava livre para a Constituição formulada pelos social-democratas, aprovada em março de 1919. Assim nascia a República de Weimar.

Contra o nacionalismo e o militarismo

Exército imperial teve posição
de peso na República de Weimar
Esse pacto com os antigos poderosos não agradou nada ao escritor e jornalista berlinense Kurt Tucholsky, na época, com 27 anos de idade. Como soldado, ele próprio havia sentido na pele os horrores da guerra e se tornou pacifista devido a suas experiências no fronte oriental. Ele achava preocupante que os militares ocupassem uma posição tão forte na jovem democracia.

"Para Tucholsky e tantos outros de sua geração, a Primeira Guerra Mundial representou uma ruptura decisiva. Ele esperava que fossem tiradas lições dessa catástrofe e se decepcionou por isso não acontecer na medida suficiente", afirma Rolf Hosfeld, autor da biografia publicada em 2012 Tucholsky – ein deutsches Leben (Uma vida alemã). Apesar de se considerar de esquerda, jamais teria passado pela cabeça de Tucholsky se associar ao Partido Comunista Alemão (KPD, do alemão), que se orientava por Moscou.

Em vez disso, como muitos outros de esquerda que não queriam ligar-se a Moscou, o autor combateu sua frustração com papel e caneta. A revista semanal Die Weltbühne era a sua arena. Aqui ele atacava os militares que, por falta de controle do Parlamento, tornaram-se ao longo dos anos um Estado dentro do Estado. Ele também escrevia contra as tendências nacional-socialistas, as quais considerava um resquício de tempos passados e uma ameaça à jovem democracia.

"A Alemanha tem uma anatomia peculiar: escreve com a esquerda, mas age com a direita", diria o autor em 1920. O que ele queria dizer é que apesar de a esquerda ter uma influência intelectual sobre a República de Weimar, a propensão geral era marcada pelo militarismo e nacionalismo. Tucholsky foi, assim, um dos primeiros a vislumbrar o fracasso da República e a ascensão do nazismo.

"É impressionante com que precisão ele previu na época situações que, realmente, vieram a acontecer. A cooperação de Paul von Hindenburg com o governo de Hitler, essa forma de tomada do poder", comenta Hosfeld.

Restrição à liberdade de imprensa

Rolf Hosfeld, biógrafo de Tucholsky
A liberdade de imprensa também foi ameaçada durante a República de Weimar. Em 1929, colegas de Tucholsky da revista Weltbühne chegaram a ser levados a tribunal. Num artigo, eles informaram sobre a construção secreta de um avião de guerra pelo Exército do Reich, como as Forças Armadas passaram a se chamar a partir de 1921. Tal atividade estava proibida para os militares, de acordo com o Tratado de Versalhes, firmado ao término da Primeira Guerra Mundial. O tratado estabelecia que a Alemanha abriria mão de grande parte do seu território e obrigava à desmilitarização temporária de algumas regiões.

"Procurava-se de toda forma silenciar as vozes críticas contra a autonomia do Exército", acrescenta Hosfeld. Os jornalistas do semanário Weltbühne, entre eles o futuro Prêmio Nobel da Paz Carl von Ossietzky, foram condenados a 18 meses de prisão por revelar segredos de Estado. Na época, Tucholsky já vivia a maior parte do tempo no exterior. O processo deixou claro que "escrever com a esquerda" não era permitido.

A crise econômica mundial precipitou a profecia de Tucholsky: a temida ascensão ao poder do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP, do alemão), de Adolf Hitler. Nas eleições de 1930, eles alcançaram 18% dos votos. O grave desapontamento com a situação política, as restrições à imprensa e vários outros motivos pessoais fizeram Tucholsky optar definitivamente pelo exílio na Suécia, país de seus sonhos.

Em exílio

Semanário "Weltbühne" era principal
plataforma para intelectuais de
esquerda nos anos 1920
Da Suécia, Tucholsky vivenciou a tomada do poder pelos nazistas em 30 de janeiro de 1933. A partir de então, ele reduziu radicalmente suas atividades de jornalista. "Não adianta lutar contra o oceano", justificou o autor, desiludido, numa carta escrita em abril de 1933. Tucholsky morreu na Suécia em 21 de dezembro de 1935, devido a uma superdose de comprimidos. A teoria de suicídio é discutida até hoje.

Em 1946, na revista Weltbühne, que havia sido reinstituída, o autor Erich Kästner descreveu Tucholsky como "berlinense gordo e baixinho, que queria impedir uma catástrofe com a máquina de escrever", um homem que condenava o fato de tantos não terem aprendido nada com a Primeira Guerra Mundial. Tal processo de aprendizado só começaria na Alemanha nas décadas após 1945.

O que Tucholsky acharia da Alemanha de hoje? "Tucholsky gostaria de viver na República Federal da Alemanha. O que não significa que ele não tivesse críticas", afirma Hosfeld com convicção. As missões de guerra do Exército alemão, as ações do governo na crise bancária, "com certeza, o tiraria do sério, como jogam com o capital à custa do cidadão comum", diz Hosfeld. Portanto, típico de alguém que escreve com a esquerda.

Autoria: Friedel Taube (smc)
Revisão: Roselaine Wandscheer

Fonte: Deutsche Welle
http://www.dw.de/kurt-tucholsky-alemanha-tem-anatomia-peculiar-escreve-com-a-esquerda-e-age-com-a-direita/a-16660040

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