domingo, 23 de fevereiro de 2014

"Pedem que judeus ucranianos deixem Kiev depois que Yanukovych foi deposto pelo Parlamento"

Fiz este post sobre o grupo de extrema-direita (fascista) que encabeça a baderna na Ucrânia, apoiado pelo governo dos Estados Unidos e da União Europeia sob liderança do governo alemão, com o título "A crise da Ucrânia: fascistas (extrema-direita) perto do poder (Black Blocs atuam)". O que era hipótese virou fato. Só um adendo antes se prosseguir, o post é de minha responsabilidade (opinião).

Primeira consequência da mudança política naquele país do leste europeu pode ser lida abaixo. Brincam com fogo, como comentei antes, brincam achando que controlam um bando de fanáticos pra tirar proveito político disso, tal qual fizeram em outras ocasiões e as consequências foram desastrosas.

Pior ainda é o destaque do governo alemão neste episódio pois é o país líder da União Europeia e não dá pra se esconder sob o manto da UE. Angela Merkel e outros líderes europeus terão o desplante de visitar memoriais do Holocausto falando que "não toleram nazismo" depois de apoiarem um grupo fascista a derrubar presidente eleito em um país? Um dos fatos mais graves desde a segunda guerra mundial.

Barack Obama, primeiro presidente negro dos EUA, do Partido Democrata (o partido mais bélico dos EUA), é um dos responsáveis políticos pela ajuda dada a um grupo nazifascista para derrubar um governo eleito na Ucrânia visando o conflito (reedição mal-ajambrada da guerra fria) com a Rússia. Nem W. Bush conseguiria tal "proeza".

O engraçado é ler de um bando de "revis" idiotas (pleonasmo) do país, dizendo que o governo alemão é "sionista" e mais neuroses deles rotulando tudo de "sionista" porque veem judeus em todo canto por conta do antissemitismo psicótico e não conseguem entender nada do que se passa ao redor porque só visualizam o mundo através de "crenças", superstições e preconceitos (a muleta dos idiotas).

Mais ridículo ainda será ver a crise do "lado eurasiano" dessa extrema-direita do Brasil, que idolatra o Putin e seguem ideologicamente um "Rasputin" de extrema-direita/fascista, Aleksandr Dugin, "líder" do grupo neonazi russo Nazbol (uma alegoria com o termo "bolchevique", sendo na prática outro grupo neonazi misturando termos pra tentar se dissociar da imagem do nazismo), sem saberem que posição tomar sobre a crise na Ucrânia, pois os fascistas da Ucrânia odeiam russos e o governo russo (ídolos deles), tendo ligações com os nazistas na segunda guerra que tinham política de extermínio de eslavos. O Dugin merece até um post à parte com a "Third Position" dessa patota (isso é fascismo por outro nome).
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Pedem que Judeus ucranianos deixem Kiev depois que Yanukovych foi deposto pelo Parlamento

Judeus ucranianos foram instados a deixar Kiev, e se possível a Ucrânia, pouco antes de o Parlamento do país votar para derrubar o presidente Viktor Yanukovich do poder.

Crédito: Wikimedia Commons.
(JNS.org) Na esteira de uma escalada de confrontos entre manifestantes e forças do governo ucraniano, que já causou a morte de mais de 120 pessoas na semana passada, o Parlamento da Ucrânia votou neste sábado a remoção do presidente Viktor Yanukovych do cargo e da realização de uma nova eleição em 25 de maio. O Parlamento também votou a favor da libertação da ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko, que foi, então, solta sábado do hospital da prisão, informou a Reuters. Yanukovych fugiu de seu escritório em Kiev.

Na sexta-feira, o rabino ucraniano Moshe Reuven Azman pediu que os judeus de Kiev deixassem a cidade e, se possível, o país, devido a temores de que os judeus possam se tornar alvo no caos em curso. Informou a Israel National News na sexta-feira que algumas lojas judaicas foram vandalizadas.

"Eu disse a minha congregação para deixar o centro da cidade ou a cidade todos juntos e, se possível, o país também ... Eu não quero abusar da sorte ... mas há avisos constantes a respeito das intenções de atacar instituições judaicas:" disse Rabi Azman ao Maariv .

Os manifestantes primeiro inundaram a Praça da Independência de Kiev, conhecido como "Maidan", em novembro de 2013 para protestar contra a decisão de Yanukovych para congelar planos de entrar em um acordo de livre comércio com a União Europeia. Em vez disso, Yanukovych apontou uma intenção de se juntar à União Aduaneira da Eurásia, uma união econômica idealizada pelo presidente russo, Vladimir Putin, que é visto como um precursor de uma União Eurasiática de países do Leste Europeu e do Cáucaso.

Até segunda-feira, a oposição e o governo ucraniano pareciam estar trabalhando em direção a um acordo, mas o negócio caiu completamente. Na terça-feira, manifestantes e forças do governo se enfrentaram violentamente novamente, levando a muitas baixas em ambos os lados do conflito na semana passada.

"Contactamos o ministro (israelense) das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, solicitando que ele nos ajude com a segurança da comunidade", disse Edward Dolinsky, chefe da organização de apoio de judeus da Ucrânia.

Fonte: JNS.org
Título original: Ukrainian Jews urged to leave Kiev as Yanukovych is ousted by Parliament
http://www.jns.org/news-briefs/2014/2/22/ukrainian-jews-urged-to-leave-kiev-as-yanukovich-is-ousted-by-parliament
Tradução: Roberto Lucena

Pra quem quiser ler mais, não foi possível traduzir e o post acabaria com excesso de informação, segue os links:
'Estarei combatendo judeus e russos até eu morrer': militantes da extrema-direita ucraniana visando o poder (RT, edição em inglês)
Ucrânia: Agência Judaica envia fundos para garantir segurança dos judeus no país (Expresso, Portugal)
Jewish Agency to send emergency aid to Ukraine’s Jews (Times of Israel)
Jewish Agency offering emergency help to Ukraine Jews (JTA)
Ucrânia: não faça de bode expiatório seus judeus e muçulmanos (Jewish Daily Forward)
Na crise da Ucrânia, não esqueçam da segurança das minorias judaica e muçulmana (Huffington Post)
Israeli agency sends funds to aid Ukrainian Jews' security (Yahoo!)

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