quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Filme: "Holocausto Brasileiro" mostra barbárie em hospital psiquiátrico em Minas Gerais

Baseado no livro homônimo de Daniela Arbex, novo documentário da HBO estreia neste domingo (20) e choca por realidade desconhecida

Depois de inspirar uma série de reportagens e um livro, a história do Hospital Colônia de Barbacena, em Minas Gerais, é tema do documentário "Holocausto Brasileiro", que estreia neste domingo (20), às 21h, no canal MAX.
Divulgação/HBO: "Holocausto Brasileiro" mostra caso
do Hospital Colônia de Barbacena, onde 60 mil pessoas morreram
Baseado no livro homônimo de Daniela Arbex, "Holocausto Brasileiro" conta o que acontecia nos muros do Colônia, que tratava de pacientes com supostos problemas mentais. Cerca de 60 mil pessoas morreram no hospital durante seus 80 anos de funcionamento.

"Muita gente da minha geração não conhecia essa história, então achei importante contar", explicou a diretora em entrevista ao iG. Ela assina o documentário com Alessandro Arbex e a equipe da HBO Latin America.

O filme demorou dois anos para ser produzido, entre 2013 e 2015, e traz depoimentos emocionantes de sobreviventes do hospital. "Não dá para contar uma história dessas sem se tocar", confessou Daniela sobre a produção do documentário. Na época em que ela começou a série de reportagens sobre o Colônia para o jornal Tribuna de Minas, em 2011, a jornalista tinha acabado de ser mãe pela primeira vez. "Mexeu muito comigo ver as histórias daquelas mulheres que tiveram seus filhos tirados delas", admitiu.

O documentário mostra com detalhes as condições as quais as pessoas internadas no Colônia eram submetidas. Entrevistas com funcionários do hospital e jornalistas que acompanharam a situação de perto são a base para o filme, que faz revelações chocantes, como as de que centenas de pessoas morreram de fome na instituição e de que os pacientes chegaram a beber esgoto por não terem água limpa.

Reprodução: O Hospital Colônia de Barbacena,
em Minas Gerais, é o cenário de "Holocausto Brasileiro"
Para a jornalista, o filme serve para documentar a memória das pessoas que sofreram no hospital. Muitas das pessoas que seriam entrevistadas morreram durante a produção do documentário, enquanto outras que aparecem na tela nunca chegarão a assisti-lo. Um deles é o maquinista do trem que levava os internos até Barbacena. "Era o sonho dele estar em um filme", lamenta a diretora sobre o personagem da entrevista que abre "Holocausto Brasileiro", que morreu antes de conseguir ver o filme.

Mexendo no vespeiro

Quando começou a explorar a história do hospital, Daniela Arbex sabia que o tema poderia causar bastante barulho, mas não tinha ideia da grandeza que ele tomaria. "Eu sabia que era uma história grandiosa, mas o filme foi a grande surpresa", contou. Quando a série de reportagens foi publicada, a jornalista lembra de ter recebido milhares de e-mails de pessoas que tiveram parentes internados em Barbacena.

O crescimento da história também tornou o trabalho de Arbex mais difícil. Seu caminho foi se complicando à medida que o caso do Colônia ganhava mais atenção. "Fui muito bem recebida para fazer a matéria, o governo de Minas Gerais até me passou alguns contatos para as entrevistas. Mas quando fui retomar o caso para escrever o livro, passei a incomodar", disse. "O problema maior foi para fazer o filme", contou a diretora, que passou dois meses em Barbacena produzindo o documentário. "As pessoas da cidade não gostavam da gente lá."

Além do Brasil, "Holocausto Brasileiro" também será exibido pela HBO em toda a América Latina. Para Daniela Arbex, isso cumpre seu compromisso com a história. Além do livro ter sido adotado em cursos de ensino fundamental e médio, a jornalista levará o caso do Hospital Colônia de Barbacena para todo o País e o exterior. "O filme é incrível, a gente sabe o potencial dele, e espero que tenha um caminho lindo", disse a diretora.

"Holocausto Brasileiro" mostra barbárie em hospital psiquiátrico em Minas Gerais
Por Caio Menezes | 20/11/2016 09:00

Fonte: Portal IG
http://gente.ig.com.br/cultura/2016-11-20/holocausto-brasileiro.html
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Acréscimo:

Um pequeno adendo (pequena introdução) ao documentário e livro, lembro de uma matéria que tratava do assunto feita pelo Goulart de Andrade sobre um Hospital psiquiátrico em Juqueri (https://www.tvgazeta.com.br/videos/goulart-de-andrade-em-juqueri/). Mais sobre a matéria conferir aqui. Sempre que vejo algo sobre o livro ou documentário desse livro da Daniela Arbex lembro dessa matéria no Juqueri que me impactou profundamente (provocou um ódio profundo das classes dominantes deste país, do desprezo deles pela vida humana, do higienismo ideológico nazi-liberal dessa gente, gente bárbara, asquerosa, gente da pior espécie, sempre que olho as imagens me causa nojo da classe dominante deste país, da perversão pela qual são "fabricados"). Esses hospitais psiquiátricos parecem/pareciam campos de concentração, literalmente.

Eu ia divulgar o livro "Holocausto brasileiro" (Daniela Arbex) no ano em que saiu (acho que em 2013), mas devidos aos altos e baixos do país (com um golpe no meio, sabotagens etc, e um certo desânimo), foi ficando pra depois, depois... e acabou por não se mencionar antes o livro, e agora o documentário sobre o livro. Mas antes tarde que nunca.

O documentário "Holocausto brasileiro" (procurem pelo Youtube, se não tirarem do ar) mostra a outra face do Brasil, a que a "propaganda oficial" do país não mostra pro mundo, pois colocaria abaixo a imagem de "país cordial", "pacato", "diferente de todos os outros" que a propaganda oficial do país costuma vender, e que acaba por acobertar os inúmeros crimes, desrespeitos e brutalidade que ocorrem corriqueiramente no país pelas pessoas "cordiais" do país e aparato burocrático/privado.

Um país que trata doentes mentais desta forma como a relatada nesses documentários e livro, mostra na realidade um país não muito diferente de uma Alemanha nazi, o princípio de internamento dessas pessoas era o mesmo usado no nazismo, e por 80 longos anos (o regime nazi durou 12 anos). Até a escala de mortes é parecida.

A quem quiser ler mais: Doentes mentais e o Nazismo

Há alguns puristas ou fanáticos religiosos (cheios de melindre, serei sincero, não gosto de quem mistura crença religiosa com questões desse tipo, não gosto de fanático religioso) que não gostam que usem a palavra "Holocausto" pro livro e pro documentário.

Sinceramente, sacralizar uma palavra ou confinar a mesma a um episódio histórico é uma postura bem perigosa (e egoísta também) e que em nada ajuda no entendimento dessas questões, até porque o termo mais adequado pro que houve na segunda guerra é genocídio. Não vou entrar aqui na discussão do surgimento e adoção/uso do termo Holocausto pro genocídio nazista, no blog tem explicação pra isso em posts antigos (clique aqui). Também não tenho o menor interesse em que melindra com supostas "ofensas" sobre uso do nome, não acredito nessas ofensas e sim em uma postura fanática, autoritária e possessiva.

Não vou me alongar mais, leiam a matéria sobre o filme (esta introdução ficaria no começo do post mas resolvi pôr no fim pra não atrapalhar a leitura).

Entrevista com a autora: Livros 63: Holocausto Brasileiro - Daniela Arbex

15 comentários:

João Lima disse...

Aborde estes fatos vergonhosos !
http://coisadecearense.com.br/a-seca-no-ceara-e-os-campos-de-concentracao/
http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2013-09-25/construcao-de-rodovias-no-governo-militar-matou-cerca-de-8-mil-indios.html
Brasil pais cordial e amigavel!!! (ironic mode). sobre o hospital de barbacena. olha
veja hoje os hospitais publicos caindo aos pedaços . o poder publico ignora estes hospitais de proposito... no intuito de reduzir a população pobre"...é um massacre sutil.

Daniel Moratori disse...

A escritora do livro, Daniela Arbex, é repórter do jornal local, aqui de Juiz de Fora. Antes de sair o livro, saiu uma série no jornal sobre o Hospital Colônia, ai tamanho o sucesso, impulsionou e virou livro.
Minha irmã mora em Barbacena, que é 80km de JF, e vou lá sempre. Tem um Museu da Loucura, que é sobre os acontecimentos no Hospital Colônia. Eu por sinal, achei um material sobre o antigo sanatório, e mandei para lá. Saiu até no no site de noticia da cidade.:
http://www.barbacenamais.com.br/index.php/gente/66-em-destaque/3502-jornal-de-1889-mostra-materia-sobre-sanatorio-de-barbacena
Depois eu te mando por email, para você ver, é bem interessante.
Mas fora isso, eu fiz um vídeo tem umas duas semanas sobre uma sala que tem nesse museu, vou te passar o link de curiosidade:
https://www.youtube.com/watch?v=YVBTrBLijd4

E além do livro tem, tem outros melhores. Depois te passo por email, pq são raros e sei onde tem barato...hahahaha

abraços

Daniel Moratori disse...

E tem o filme "Em nome da razão". Tinha upado ele no youtube a uns 6 anos, mas derrubaram por direito autorais, com mais de 300 mil visualizações:
https://www.youtube.com/watch?v=WcSmiMZlnLg

João Lima disse...

http://filosofia.pro.br/o-nosso-inferno-de-cada-dia-dai-nos-hoje/

Roberto disse...

Daniel, bom ver de novo seus comentários, estou em falta (no teu blog) e acabei não deixando a mensagem de fim de ano lá (outra falta) que deixo agora com semanas de atraso (feliz 2017, apesar da situação de caos do país).

Farei um adendo ao post sobre o livro "Holocausto brasileiro", o assunto é relevante. Um país que trata seus doentes dessa forma, mostra o "grau" de civilidade e "humanismo" que o grosso da população possui (infelizmente). Só em se mostrar a situação já significa algum avanço no meio da barbárie que circula na cabeça de milhões neste país, que acham que podem manter essa postura em pleno séc. XXI.

Ao João, também tentarei fazer post sobre os campos de concentração no Ceará. O dos índios eu não sei se já coloquei algo ou deixei no rascunho, porque muito se falou até hoje sobre presos políticos na ditadura e deixaram de lado a morte de 8 mil pessoas pelo regime, fora outros abusos que devem ter ocorrido e foram varridos pra debaixo do tapete pela polarização que "setores" da esquerda (ligadas a esses grupos, que sempre forma minoria no país, ressalto isso) fazem com as viúvas do regime (capacho do governo dos EUA, como o atual governo ilegítimo do país).

Roberto disse...

Sobre a crise dos presídios, tentarei também fazer post sobre isso, porque a bem da verdade, um país que produz essas cenas, falar sobre Holocausto com gente que não tem grau algum de civilidade (mas que diz se "preocupar com vítimas da segunda guerra"...) é o mesmo que falar com bêbado em sábado de carnaval, ou falar com uma "porta".

Fora o fato de que, se a gente não comenta isso aqui a sério, quem vai falar por nós? A Globo? rs. Esses "blogs progressistas" (onde boa parte deles são totalmente alienados ou alheios ao que se passa no mundo)? Prefiro que isso seja discutido aqui, de alguma forma.

Mas não precisa cortar o link, é só uma opinião (adendo) sobre o ocorrido. Essas facções criminosas do tráfico estão usando o mesmo artifício do Daesh (Estado Islâmico), a "morte espetáculo" (a espetacularização da barbárie como forma de chocar e aterrorizar), não acho prudente que os sites exibam por exibir as imagens por exibir, é o que esses bandos querem. Mas comento sobre isso em um post, quando for possível fazer (espero que não estoure a rebelião dessa facção em SP como se suspeita que possa ocorrer até o post, pois SP é a sede dessa facção maior do narcotráfico no país e é quem controla a Segurança Pública daquele estado, que o governo diz ter uma "segurança pública" eficiente quando deveria ter vergonha de dizer uma asneira dessas onde quem manda é uma facção mafiosa, onde o PSDB, partido que faz acordo com narcotraficante e que facilitou a vida do tráfico no país desde sempre, governa há mais de 20 anos como um regime de partido único.

Pruma coisa essa crise serviu: escancarar as entranhas da podridão do país ao extremo e quem faz o quê no país.

Daniel Moratori disse...



Roberto, eu que estou totalmente em falta com você (com minha familia, minha vida pessoal e etc..kkkkk). Eu estou no momento crucial do mestrado (devo acabar em abril/maio), e estou aproveitando o tempo tudo para fazer publicações, porque o valor depois de formado é absurdo para publicar algo em algum congresso/seminário e etc; então aproveito para subir o Lattes quando dá tempo. Depois normalizo a situação, então aceite minhas sinceras desculpas.

Nessa questão sobre o Hospital Colônia, para você ter uma dimensão do problema na redondeza, dois tios do meu pai foram tratar epilepsia e por lá ficaram, morreram lá. Então imagina o que passaram.

E essa questão de utilização da barbárie como ferramentas desses grupos é algo totalmente semelhante ao Daesh, só falta a produção cinematográfica. Fizeram até churrasco de preso, ai você vê o nível.

Roberto disse...

Não precisa se desculpar, veja que acabei esquecendo totalmente de deixar "feliz natal" no Avidanofront, rs.

"Nessa questão sobre o Hospital Colônia, para você ter uma dimensão do problema na redondeza, dois tios do meu pai foram tratar epilepsia e por lá ficaram, morreram lá. Então imagina o que passaram."

Dá pra imaginar. Eu lembro dessa matéria do Ferreira Goulart (que eu achava que havia sido em Minas mas foi em um hospital psiquiátrico do interior de SP) e fiquei chocado. Eu sai no meio do filme (daquele filme "Bicho de sete cabeças") que aborda isso com gente cretina com escárnio na seção, eu não saio "perdendo a cabeça" pelos cantos, mas quanto me enfureço é uma 'desgraça', fico arredio mesmo (bem duro) e pra evitar começar a ser grosso na seção (mandando imbecis calarem a boca) resolvi sair (gente asquerosa demais junta me tira do sério), acabaria tendo confusão, gente que ri com coisas desse tipo (com esse tipo de assunto/questão) nem "gente" é, a gente só chama de "gente" por força do hábito.

Roberto disse...

"E essa questão de utilização da barbárie como ferramentas desses grupos é algo totalmente semelhante ao Daesh, só falta a produção cinematográfica. Fizeram até churrasco de preso, ai você vê o nível."

A ideia é a mesma, chocar pela barbárie, e conseguem, pois é bárbaro mesmo. Gente que faz isso não tem a mínima chance de ressocialização, apesar de uma "esquerda" (entre aspas, sempre chamo esse pessoal de psolento ou "pós-moderno") viajar na maionese quando a questão da segurança pública vem à tona pra contenção de grupos como esse do PCC.

Pode notar que a "grande mídia" do país não aborda direito a questão, já ouviu eles falando sobre a presença da máfia italiana no país ligada a isso? Falam esporadicamente, mas sem muita ênfase pra não "chamar atenção", agora que a carnificina escorre, ficam "chocados", e o povo perplexo porque é tão ignorante (não se informa) que não entende como essa coisa foi sendo "construída" ao longo de décadas, com destaque pro massacre do Carandiru que é o "nascedouro" do PCC (embora haja o CV no Rio, mais antigo).

É tanta porcaria que brota por dia com esse governo ilegítimo e golpista que a gente se perde totalmente, antes mesmo de abordar esse assunto já surgiu outro: a morte do Teori (juiz do Supremo, que tava com a "Vaza jato" da tucanada e do PMDB no colo).

Até hoje a ligação de partido político (PSDB) com o narcotráfico não foi tratada a sério, mas um dia será (isso será passado a limpo), caso contrário viraremos um "narco-Estado" nos moldes do México, ou coisa pior.

Daniel Moratori disse...

Eu vi o filme "Bicho de sete Cabeças" de novo umas 3 semanas atrás, e estava vendo umas entrevistas do Austregésilo Carrano (que é retratado pelo Rodrigo Santoro) no Youtube, dele contando sobre o caso em entrevistas.
Em Barbacena é estranho, pois a população em geral se mantem a parte do que ocorria lá, parece não ligarem.

Essa questão que a "esquerda" trata esses seres medievais é incompreensível, não tem como ressocializar um cara que mata por prazer, pois não há como saber quando irá faze-lo novamente, é instável. Estive vendo os vídeos gravados pelos presos dentro dos presídios (já é irônico falar "vídeos gravados pelos presos") que assusta a brutalidade desse pessoal. Matam rindo, se divertindo, como se fosse algo rotineiro. E não sei se você viu a noticia, fizeram um DVD com os melhores momentos da rebelião, com todos os vídeos, intitulado "FDN x PCC, o massacre", e estão vendendo em banquinhas de cds piratas.

O helicóptero cheio de cocaína é um exemplo estampado na cara de todos e observa-se o esquecimento por qualquer órgão. É algo sínico, criminoso e apoiado por órgãos de poderes.

Roberto disse...

Sobre o filme o "Bicho de sete Cabeças", é um filme sério, pesado, mostra o estado dessas instituições de "tratamento" de doença-mental do país e como o preconceito e ignorância levou a pessoa retratada no filme a uma instituição dessas. Revoltou-me a postura da plateia porque não há motivo de riso ou piada no filme, e muita gente estava se sentindo incomodada na seção por conta dessa claque sem educação e literalmente enfurecendo boa parte de sala. Só que eu cheguei a ver o filme todo, não lembro se em outra seção ou noutro dia, lembro da história toda.

Pros que dizem que "cinema brasileiro" não produz nada que preste, afirmação vira-lata típica de coxinha. Quando não produz um filme sério, reclamam, quando produzem, também reclamam, gente escrota essa corja.

"Em Barbacena é estranho, pois a população em geral se mantem a parte do que ocorria lá, parece não ligarem."

Ou rola aquele silêncio de culpa (pela cumplicidade ou passividade com os fatos) onde é melhor não tocar no assunto pra não relembrar sempre a vergonha do problema. Não é muito diferente a postura de alguns países quando silenciam sobre atrocidades de guerra que cometeram e não assumiram.

Roberto disse...

"Essa questão que a "esquerda" trata esses seres medievais é incompreensível, não tem como ressocializar um cara que mata por prazer, pois não há como saber quando irá faze-lo novamente, é instável."

O que se passa é sério e complexo, vou acabar abordando a questão no blog pois também me incomoda e não dá mais pra aceitar calado essa postura ridícula de parte dessa esquerda (que é hegemônica ainda) com essa postura indolente por alguma sequela da ditadura, eles reforçam os preconceitos que a direita cola na própria esquerda, até porque, boa parte que se considera de esquerda não participou de luta armada alguma ou não participaria, não tem afinidade com grupelhos radicais que mais caricaturizam a esquerda brasileira do que ajudam realmente a mudar o país, a parte que mudou o país sempre foi alinhada com o trabalhismo europeu, que por aqui teve origem ironicamente com Vargas mas adquiriu o viés de esquerda com outros políticos, João Goulart, Brizola e até o Lula, que pra governar teve que dar um basta nessas alas caricatas radicaloides do PT, que só fazem encher o saco e produzir crises.

Verdade seja dita, a dita esquerda radical do Brasil sempre foi uma piada, não possuem qualquer projeto de país ou pensamento próprio, parecem piolhos andando pela cabeça dos radicalismo mundo afora, é a versão vira-lata dos coxinhas (sinal trocado), os coxinhas também são do mesmo jeito, vivem tentando copiar os EUA por ausência total de pensamento próprio atrelado à História do país.

A esquerda hoje por não discutir segurança pública a sério o que faz, deixa que um energúmeno como o Bolsonaro e outros "falem" o que "deve ser feito" em torno disso, porque haverá que ter uso da força sim pra conter certos bandos, e há que isolar essas ONGs oportunistas que orbitam em torno disso (sabe-se lá quem financia essas ONGs, nunca apuraram isso, e se o narcotráfico as financiam pra fazer isso, pra desmoralizar qualquer ação de Estado contra o crime, como esse povo ficaria se isso viesse à tona?).

Roberto disse...

"Estive vendo os vídeos gravados pelos presos dentro dos presídios (já é irônico falar "vídeos gravados pelos presos") que assusta a brutalidade desse pessoal. Matam rindo, se divertindo, como se fosse algo rotineiro. E não sei se você viu a noticia, fizeram um DVD com os melhores momentos da rebelião, com todos os vídeos, intitulado "FDN x PCC, o massacre", e estão vendendo em banquinhas de cds piratas."

Vi sim. Tem uma "tchurma" de "esquerda" no Facebook que tem o prazer mórbido de compartilhar esse tipo de coisa (que eu chamo de "datenismo"), sei lá, por sadismo etc. Pelo título vc imagina o "resto".

Daí a relevância da discussão do Estado forte no país, que vai em direção oposta ao que esses neoliberais (a Globo é a cabeça) pregam todo dia dizendo que temos um "Estado inchado", o que é mentira, o Brasil tem esse tipo de problema justamente por ter um Estado fraco, a máquina estatal nos países desenvolvidos é muito, mas muito maior, até pra fiscalizar e agir. Mas tenta ir contra o senso comum disseminado pela neoliberal Globo e seus braços políticos (no PSDB, DEM, coxinhas zumbis, judiciário etc).

"O helicóptero cheio de cocaína é um exemplo estampado na cara de todos e observa-se o esquecimento por qualquer órgão. É algo sínico, criminoso e apoiado por órgãos de poderes."

Não acredito que há esquecimento e sim cobertura pro criminoso. Eu acho que o crime organizado está infiltrado já no Estado, vide um ex-advogado do PCC ter peso no PSDB e virar ministro da Justiça desse governo fantoche dos EUA. O tal ex-advogado do PCC não chegou a essa posição por "erro" dos políticos golpistas, é que há sinais claros que o narcotráfico no país já quer ir além de mero domínio de tráfico em morros e coisa do tipo, eles querem dominar o Estado brasileiro pra controlar tudo, é coisa de máfia mesmo e que vai provocar a ação dos militares. O PT e a esquerda não quis tratar a sério a coisa, abriu brecha prum embate desses.

Se vc visse o nível de alienação e bitolamento desse povo (eles se concentram em peso no FB, pra eles a web é sinônimo de FB, eu acho que tem gente lá que nem navegar no Google sabe) ainda idolatrando Dilma (não admitem que houve erro algum) e o Zé Cardozo (que passou 6 anos no gov. dela deixando esses órgãos fazerem essa baderna toda), vc ficaria indignado, e quando eu digo algo crítico nesse sentido corro o risco inclusive de atiçar a fúria desse pessoal, que eu chamo de "militância de torcida", pois são toscos demais pra discutir qualquer coisa num nível sem ser de "torcedor" de clube de futebol, e eles acham que é só uma aversão passageira e não é, eu estou mesmo irritado com esse tipo de "esquerda tosca" e pretendo fazer as críticas a esse "fenômeno" no blog, já que aqui não tem como eles tentarem "fazer vista grossa" a certos apontamento já que rola tb naquela rede uma postura de "hierarquia" de pessoas por parte desse pessoal, sua palavra vale menos a dos "gurus" que eles elegem naquela rede (por status social, estado etc), e se dizem "socialistas" (uma parte)...

Daniel Moratori disse...

Não tem nada pra rir naquele filme, é algo totalmente sério. Sério, triste e preocupante. A primeira vez que vi, foi na escola, a mais de 15 anos.
Seu comentário sobre a esquerda eu assino embaixo. Essa questão de segurança pública é tratada como se morássemos no país das maravilhas. É crime atrás de crime, e vemos uma parcela bitolada da esquerda com uns discursos meio eloquentes, sem noção e ridículos que dá raiva. Pois isso abre espaço para todo tipo de aproveitador. Porque se muita gente de esquerda já se irrita com grupinhos radicais da mesma, imagina um oposto?
E olha, a parte que você diz sobre o financiamento das ONG's é algo muito importante, pois está virando um oba oba.
Esse estado de caos que virou o país tinha de levar a própria esquerda a uma auto reflexão sobre o rumo que tomou (ou não tomou). Essa questão que você disse de sobre eleger um "guru" é algo bem ridículo, pois tudo o que a pessoa falar, é ovacionado, e qualquer outra no nível "hierárquico" tem de ouvir e ficar calado, se não você acaba sendo do o contra.

Roberto disse...

"Porque se muita gente de esquerda já se irrita com grupinhos radicais da mesma, imagina um oposto?"

Exatamente. Se a gente já tá uma arara com essa gente (eu os chamo de "liberalizados", outros chamam de "pós-modernos", tanto faz, é o mesmo bando, ideologia importada do Partido Democrata dos EUA), imagina quem não morre de amores pela esquerda o que vai achar da esquerda com essa caricatura reforçada pelas Marias do Rosário e outros sem noção.

Eu vou tocar nesses assuntos nos posts, um deles é essa ampliação (banalização) do termo "fascismo" feita por esse pessoal que torna praticamente "tudo como fascismo". Se "tudo é fascismo", então o que não é? Ou tudo ou nada, rs. Vou acabar dando "nó" na cabeça de alguns desses, rs.

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