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domingo, 10 de setembro de 2017

As origens patronais do Fascismo italiano

A ascensão do fascismo na Itália surge como consequência da Primeira Guerra Mundial. Ao fim do conflito, atingido pela inflação e desemprego, o país é dominado por uma forte agitação social. Para se protegerem, os industriais e os latifundiários apelam para esquadrões fascistas criados por Benito Mussolini em 1915, abrindo o caminho para a tomada do poder.

Por Lionel Richard

"Antes do paraquedas se abrir", de Tullio Crali, 1931
"Em 1909, os signatários italianos do Manifesto Futurista, escrito por Marinetti, exaltam uma arte com "violência demolidora e incendiária". Fascinados pela guerra, "a única higiene do mundo", e pela técnica, os "aeropintores" como Tullio Crali interpretam as perspectivas cósmicas para retratar o poder dos meios de transporte modernos. Já na década de 1920, grande parte desta corrente se junta ao fascismo."
Exposição temporária do Guggenheim NY.

Quando a guerra eclodiu em 1914, a Itália era aliada - desde o final do século XIX - à Alemanha e o Império Austro-húngaro. No entanto, o governo optou por permanecer neutro. Os "intervencionistas", poucos, que queriam lutar ao lado da Tríplice Entente (França, Reino Unido e Rússia), em seguida, encontraram um porta-voz: Benito Mussolini, que dirigia o órgão do Partido Socialista, "Avanti!". Esta posição lhe rendeu expulsão de seu partido. Mas, em 14 de Novembro de 1914, financiado pela França, fundou outro jornal, "Il Popolo d'Italia". Ele conclamava, em 01 de Janeiro de 1915, para lançar uma "revolução contra a monarquia inerte" com o apoio da "Fasci Autonomi de rivoluzionaria Azione" (Fascistas autônomos da Ação revolucionária).

Em 23 de maio de 1915, reviravolta na Itália. Mussolini e seus fáscios não são grande coisa. Foi alcançado um acordo entre o governo italiano e a Tríplice Entente que, em caso de vitória, a Itália teria vantagens territoriais.

Resultados da guerra: o déficit público se multiplica por oito, e quando por seu lado, os industriais veem seus lucros aumentar em mais de 20%. Os italianos são submetidos à inflação e o desemprego. Nas fábricas do norte, havia 200.000 grevistas. Enquanto isso o Sul era bem agrário. Revoltas eclodem, lojas são saqueadas. Em vez de deixarem o Estado agir, os industriais e proprietários de terra chamam os esquadrões fascistas, sob o pretexto de "ameaça bolchevique". Os Fascistas italianos de combate, estabelecidos por Mussolini em 23 de marco de 1919 para substituir a "Ação Revolucionária Fascista", atacam os sindicatos e as Bolsas de trabalho.

"Controle da imprensa, instauração de uma polícia secreta, supressão do imposto sobre os lucros"

Até então, o "fascismo" era, segundo Mussolini, um "estado de espírito". Mas em 12 de novembro de 1921, foi fundado o Partido Nacional Fascista, cuja mistura de conservadorismo e nacionalismo satisfazia plenamente os círculos industriais. Eles subsidiam as organizações fascistas. As brigadas fascistas, que tinham cerca de 17 mil membros em outubro de 1919, pouco mais de três anos depois tinha mais de 300 mil.

"Perfil contínuo de Mussolini », de Renato Bertelli, 1933.
Renato Bertelli, source: Fondation Marinela Ferrari/DR
Para Mussolini, a hora de mostrar a força havia chegado. Em 28 de outubro de 1922, ocorre a marcha sobre Roma de seus camisas negras. Temendo uma guerra civil, o rei Victor-Emmanuel III se recusou a assinar o decreto que permitiria ao exército reprimir o golpe pela força. Em 30 de outubro de 1922, ele acata uma demanda de Mussolini para que constituísse o novo governo.

Uma vez que o Parlamento lhe deu todos os poderes, Mussolini, promovido à comandante (duce) da nação italiana, ataca as instituições democráticas. Controle da imprensa, criação de uma polícia secreta, prisões, assassinatos ... O poder econômico das classes dominantes é fortalecido. Os impostos sobre bens vendidos ou herdados, os lucros na capitalização financeira e sobre produtos de luxo são eliminados. As ações/participações do Estado em empresas são transferidas para empresas privadas.

A política social também é legalmente modificada. A semana de trabalho, que poderia exceder 50 horas, foi limitada a 40 horas em 1923. Uma organização de lazer, o "Dopolavoro", foi criada em abril de 1925. Em 1927, foi criado um programa de saúde pública. Mais a promulgação, no mesmo ano, de uma carta de trabalho, resultou em uma redução de salários de 20% para 2 milhões de trabalhadores.

La Padula et Romano
Construído entre 1938 e 1940 pelos arquitetos Guerrini, "La Padula et Romano",
o Palácio da civilização italiana é um monumento emblemático da arquitetura fascista. © Fotogramma/Ropi-REA.
Quando a crise econômica mundial atingiu a Itália, em 1931, Mussolini veio ao resgate de bancos em falência, uma medida que não teve efeito sobre o emprego. Em dois anos, quando vários milhões de italianos já haviam emigrado para encontrar trabalho, o número de desempregados passou de cem mil para mais de um milhão.

Com o regime fascista, aparece um novo tipo de ditadura. Em toda a Europa, diante da perspectiva de mudanças sociais que seus oponentes consideram como de "inspiração comunista", os grupos de ação são formados no modelo dos Fascistas de Combate.

Fonte: Le Monde diplomatique (Edição francesa)
https://www.monde-diplomatique.fr/publications/manuel_d_histoire_critique/a53170
Título original: Les origines patronales du fascisme italien
Tradução: Roberto Lucena

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

'Liberalização' da esquerda e crescimento da Extrema-direita

Este texto saiu originalmente no site Sputnik (em inglês: How the Liberalization of the Left Led to the Rise of the Far-Right) e mostra um dos motivos do caos atual em várias partes do mundo (Europa principalmente, ou mais especificamente o Reino Unido) e como a esquerda capitulou pra grupos considerados mais radicais (à direita). O texto fala sobre um livro que comenta as razões pra certa extrema-direita ter ganho força no Reino Unido e como a esquerda britânica afundou (só que o caso é ilustrativo também pro resto da Europa, Brasil etc).

A resposta sobre o surgimento do caos aparenta ser quase sempre a mesma: o neoliberalismo, ou como esta ideologia adentrou nas esquerdas (na Europa isso é bem visível, no Brasil idem) e implodiu a "coisa toda" por dentro (até com a capacidade de se opor à agenda neoliberal), porque no começo ela era exclusiva da direita. Leiam o texto abaixo e tirem suas próprias conclusões. O texto chegou a mim através de terceiros, então os créditos dos sites ficam no final (de onde li primeiramente, do site do Luís Nassif). Caso alguém (que leu o texto) encontre algum erro na tradução, favor avisar, caso eu não corrija antes).

E já me antecipando caso algum "desavisado" venha com a pergunta clássica de sempre: "o que isso tem a ver com Holocausto, segunda guerra etc?". O blog trata também da questão da extrema-direita, e isso não está isolado do caos que se passa hoje no Brasil e no resto do mundo, não há uma "só direita" agindo no mundo de forma homogênea, ela tem suas vertentes como a esquerda também. Fora que o fenômeno de ascensão de certa extrema-direita, provocado pelo neoliberalismo depois da queda da URSS, é algo real, não existe fenômeno isolado como "negação do Holocausto" e afins separados dessas coisas. Quem quiser ficar em uma bolha sem conectar os problemas e causas, fique por sua conta e risco. Essas questões era algo que sempre criticava naqueles conclusões banais que muita gente fazia sobre esses assuntos (como "propagação de neonazis na Europa", "as causas") quando as comunidades do Orkut ainda existiam. Achavam que era algo "marginal" ao sistema e nunca foi.

Muita gente só olhou pros negacionistas negligenciando o outro problema: o extremismo liberal, o mesmo que ajudou a parir o fascismo com a Europa destruída após a Primeira guerra mundial. Extremismo como o dessa corja liberal que solapou o país na era FHC e agora destrói tudo de novo com o golpe de estado de 2016, vide o que se passa no Brasil atualmente, o desmonte do Estado brasileiro tocado a "toque de caixa" pra aniquilar o país como nação ou qualquer bem-estar social da maioria da população, o que tornará o país terreno fértil pra todo tipo de "discurso salvacionista" demagógico, principalmente do bando entreguista. Extremismo liberal do qual partidecos "radicaloides" (inofensivos ao entreguismo) como PSOL e PSTU fazem parte, mesmo se dizendo "contrários" a isso.

Parece que com o aprofundamento do golpe o discurso mentiroso e demagogo do bando golpista (corrupto, vira-lata e entreguista) virou fumaça, eu sabia que isso iria acontecer, só não tinha ideia do tempo que iria levar pra "ficha cair" pra boa parte do país (já é um começo, mas é necessário ir além disso se quiserem ainda ter algum país de pé, a coisa é bem séria).

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'Liberalização' da esquerda e crescimento da extrema direita
03/02/2017, Neil Clark, SputnikNews


No brilhante livro que acabam de publicar(ing.) The Rise of the Right, [A Ascensão da Direita]* três criminologistas de renome Simon Winlow, Steve Hall e James Treadwell, dedicam-se a explicar o crescimento do nacionalismo de direita na Inglaterra.

Embora o livro se dedique principalmente à sociedade e à política inglesas, há ali lições valiosas para todos os leitores nos EUA e também no resto da Europa. De fato, posso até dizer que se a esquerda ocidental não ouvir com atenção o que Winlow et al têm a dizer, pode acontecer de ela ser varrida do palco para sempre.

A situação é realmente, muito, muito grave.

'O Horizonte Capitalista'

O problema básico identificado pelos autores é que a esquerda, que outrora punha as preocupações da vida diária dos trabalhadores no ponto central chave de seu programa, virou liberal.

Com o neoliberalismo tornando-se hegemônico, os principais partidos da esquerda e seus representantes tiraram os olhos da reforma econômica e passaram a combater 'guerras culturais'. Propriedade pública e o compromisso com igualitarismo genuíno saíram da pauta – e as políticas das identidades entraram. A conversa passou a ser só "tolerar" e "tolerar". Ninguém mais deu atenção à exploração e aos explorados.

"A esquerda perdeu o interesse no campo tradicional da economia política, e em vez dela, inaugurou novos teatros de conflito no campo da cultura. Falando em termos gerais, a esquerda aceitou o horizonte capitalista" – explicam Winlow et al. [BINGO! (NTs)]

A vida política na Grã-Bretanha tornou-se estéril, com Trabalhistas e Conservadores convergindo para promoverem uma agenda pró-capitalista, economicamente e socialmente liberal. A classe trabalhadora foi excluída desse consenso novo, aprovado na City, em Londres.

Nas eleições gerais de 2001, obrigados a escolher entre Tweedledum Tony Blair e Tweedledee William Hague, só 59% das pessoas deram-se o trabalho de sair para votar. Compare esse nível de engajamento e os 83,9% de comparecimento às urnas, em 1950. Mas naquele tempo, a classe trabalhadora estava adequadamente representada.


Os autores de Ascensão da Direita destacam que, embora a "dominação da classe trabalhadora pelo pensamento e pela política da classe média liberal não seja novidade" – basta pensar no papel que os Fabianos tiveram na história dos primeiros anos do Partido Trabalhista —, as coisas pioraram muitíssimo na era do pós-socialdemocracia.

Demonização do Socialismo

O ex-carpinteiro Eric Heffer, que morreu em 1991, é citado como "um dos últimos pesos pesados honestos e confrontacionais, classe-trabalhadora autênticos, que houve no Partido Trabalhista." Os autores explicam o modo como a CIA desempenhou o papel que lhe coube na destruição de toda a genuína esquerda socialista — como se lê no livro de H. Wilford, The CIA, the British Left and the Cold War: Calling the Tune?, citado no capítulo 3:

"Central nesse processo foi abandonarem a classe e voltarem-se para linguagem, identidade cultural e movimentos sociais (...) O hábito norte-americano liberal-progressivista de demonizar o socialismo, falando dele sempre no mesmo parágrafo em que falam do fascismo, foi importado para a Europa para garantir apoio mais sutil e mais atraente ao programa de demonização de que a direita conservadora passou a fazer meio de vida."

A CIA conseguiu exatamente o que queria.

Na era do neoliberalismo hegemônico, quem ouse desafiar a direita liberal, de um ponto de vista socialista, pode contar com ser denunciado/a pelos guardiões do Establishment como "Stalinista" ou, até, "de extrema direita." Até advogar um retorno às políticas econômicas muito mais justas de 1945-79 é visto como perigoso e absolutamente 'sem noção'.

A mídia-empresa 'liberal'

De volta aos anos 70s? Quando o fosso entre ricos e pobres na Grã-Bretanha foi o menor em toda a história, e o país ainda contava com uma base de manufatura — oh... você deve estar doido! Os parâmetros aceitáveis para o debate são hoje desesperadamente rasos, com a mídia-empresa "liberal" encarregada de manter todas as soluções alternativas, que beneficiariam as maiorias, "fora da conversa"

"A mídia-empresa liberal de direita e liberal de esquerda diferenciam-se porque têm ideias diferentes sobre Estado de Bem-Estar, multiculturalismo e impostos, mas é só pressentirem 'perigo', remoto que seja, de acontecer um retorno de qualquer coisa que se assemelhe a real política de esquerda... toda a mídia-empresa imediatamente se reúne e se apresenta como uma só voz" – dizem os autores.

Não pode portanto surpreender ninguém que, com as suas vozes persistentemente ignoradas pelos que antes se diziam seus representantes, a classe trabalhadora britânica tenha procurado outras vias?

A metade final de The Rise of the Right inclui entrevistas com trabalhadores e trabalhadoras que apoiam grupos de extrema direita como a English Defence League (EDL) [Liga Inglesa de Defesa]. Aqui fala Steppy, 39 anos, sobre por que não vota com os Trabalhistas:

Ascensão da Extrema Direita

"Aqueles brancos vagabundos (...) Tomaram conta do Partido Trabalhista. Estão tomando conta de tudo, por toda parte. E vejam o que estão fazendo. Primeira coisa, pegam os empregos dos patrões. Viram patrão e arranjam emprego para os amigos. Suas feministas são gente dessa raça. Falam de democracia, mas não há democracia aqui. Não nesse país…"

O preconceito antimuçulmanos é disseminado entre os entrevistados.

Islamofobia cresce na Europa. Tuítos ofensivos alcançam o mais alto ponto de disseminação de todos os tempos.

Muçulmanos converteram-se em bodes expiatórios para a ira, a frustração e a alienação que caracteriza a Liga EDL e outros grupos de extrema direita.

Mas o grande problema, como os autores demonstram, tem sido o sistema econômico voraz sob o qual vivemos, que é adversário absoluto dos melhores interesses das maiorias. O neoliberalismo destruiu completamente comunidades inteiras de trabalhadores, e o espírito de solidariedade que havia. Toda a solidão, toda a ansiedade foram criadas pelo neoliberalismo.

Tony, como vários outros entrevistados recordam com nostalgia a Grã-Bretanha de 40 anos passados:
"Tudo era muito melhor (...) Para pessoas como eu era muito melhor. Nos divertíamos na escola e, ora, tudo simplesmente parecia funcionar direito. Havia empregos. Todos trabalhavam. As pessoas viviam juntas."
De volta ao começo do jogo

Em vez de ouvir a trabalhadores como Tony, muitos representantes políticos da "esquerda" preferem seguir o mote ditado pelos colunistas da mídia "liberal" de classe média, e focar questões que aqueles colunistas daquela mídia creiam que seriam mas 'mais urgentes'. Se alguém ainda espera deter o crescimento da extrema direita, é preciso acabar com esse relacionamento doentio com a mídia-empresa.

No capítulo oito do livro, os autores argumentam que a esquerda "tem de recomeçar do começo, outra vez":

"Para nós a esquerda hoje têm de voltar à classe trabalhadora. Quem deve vencer a luta por justiça social e econômica são os trabalhadores, é a classe trabalhadora. Liberais de classe média não podem (de fato, jamais sequer tentarão) vencer aquela luta, 'em nome' dos trabalhadores mais pobres."

Os autores dizem que os 'de esquerda' têm de se dar conta de que o que conhecem como "contraculturalismo 'de tendência'" foi erro de proporções colossais. Em seguida, têm de começar a desfazer o dano que causaram.

Não se trata de abandonar a cultura, mas de "devolvê-la ao seu lugar não dominante". A prioridade tem de ser a reforma econômica, e em especial, pôr fim à ditadura do capital financeiro. Um banco de investimento nacional público, a renacionalização de indústrias chaves e a volta dos empregos – empregos adequados, de trabalho que faça sentido, bem pago, com contratos de tempo integral para áreas que hoje estão convertidas em terra abandonada, são itens que têm de voltar ao topo da agenda dos trabalhistas.

A ascensão da extrema direita não é inevitável, nem é irreversível. Mas a esquerda está condenada para sempre, a menos que reaprenda a fazer campanha pelas questões arroz-com-feijão das classes trabalhadoras, e se separe bem claramente do pensamento da elite que dá apoio ao neoliberalismo. Se o líder trabalhista britânico Jeremy Corbyn ainda não encomendou um exemplar de The Rise of the Right, sugiro que o faça logo, o mais depressa possível.*****

* The Rise of the Right, English Nationalism and the Transformation of Working-Class Politics— Simon Winlow, Steve Hall and James Treadwell, fevereiro, 2017, Policy Press.

Fonte:
Sputnik/jornal GGN (site Luís Nassif)/Blog do Alok (tradução: Coletivo Vila Vudu)
http://jornalggn.com.br/blog/almeida/liberalizacao-da-esquerda-e-crescimento-da-extrema-direita

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Paul Preston publica "A destruição da democracia na Espanha" (1978)

Entrevista com o historiador britânico (jornal El País)
Juan Cruz; 9 JUN 1978

Paul Preston, historiador britânico especializado em questões espanholas, apresenta hoje no hotel Princesa Plaza, de Madrid, sua última obra, "A destruição da democracia na Espanha" (La destrucción de la democracia en España), que será comentada no citado ato pelo líder socialista Felipe González. O livro, subintitulado como "Reacción, reforma y revolución en la Segunda República" (Reação, reforma e revolução na Segunda República), foi traduzido por Jerónimo Gonzalo e editado por Turner.

Na atualidade, o professor Preston ensina na Queen Mary College, da Universidade de Londres. Estudou sua especialidade - História Moderna - na Universidade de Oxford e agora prepara um amplo estudo sobre a resistência da esquerda espanhola ao franquismo. A destruição da democracia na Espanha, diz Paul Presto, foi para mim a obra mais importante entra as que escrevi. Nasce na realidade da tese doutoral que apresentei em Oxford sobre as conspirações monárquicas contra a República espanhola. Depois de muito trabalho, dei-me conta de que o assalto direitista contra a República não provinha somente dos grupos violentos. Havia dois assaltos direitistas. Um era violento, na realidade, e tinha como fim o estabelecimento por armas de um Estado corporativista autoritário".

"A outra ofensiva direitista contra a República seguiu uma tática legalista para destruir o regime democrático imperante. Ao terminar minha investigação me dediquei a analisar os grupos legalistas de direita, desde a CEDA aos radicais do sul da Espanha. Estudadas as atividades desses grupos, observei o impacto que tais atividades tinham na esquerda de então".

O livro serviu a Paul Preston para concretar as causas determinantes da guerra civil e para fazer um exame amplo da oligarquia espanhola. Esta investigação, além disso, resultou-lhe especialmente útil para seus trabalhos sobre o franquismo. Prova disto é que o livro "Spain in crisis" (Espanha em crise), cuja preparação ele dirigiu e que foi publicada na Inglaterra há dois anos. A edição espanhola está próxima. Na Itália ele já foi publicado.

"Da preparação da minha tese e de minha simpatia pela causa republicana nasceu também meu estudo sobre a esquerda espanhola e sua resistência ao franquismo. Neste volume, que agora preparo, faz-se especial fincar pé no papel que teve o Partido Comunista nessa atitude de resistência".

Paul Preston, que viveu a época republicana só como historiador - agora tem algo mais de trinta anos -, estima que "há implicações claras neste livro para a atualidade", ainda que matiza seu critério.

"A Espanha dos anos trinta - diz o professor Preston - era um país fundamentalmente agrário. Ante essas estruturas, o Partido Socialista e o de Esquerda Democrática tentaram fazer reformas básicas, humanitárias, para melhorar a situação cotidiana dos mais frágeis. Esses intentos reformistas repercutiram logo numa direita latifundiária agressiva e selvagem, que provocou reações muito violentas. Agora a situação econômica mudou de modo radical. Ainda assim, segue havendo uma esquerda - o Partido Comunista e o Partido Socialista - que volta a se plantar a tarefa de fazer reformas básicas, depois do estabelecimento da democracia burguesa, que para a esquerda é o contexto mais adequado para chegar a outras formas de sociedade, também democráticas, mas socialistas".

"Se os intentos reformistas se produziram agora", diz o professor Preston, "quando existe uma profunda crise econômica, poderiam provocar reações fascistas ou autoritárias, similares àquelas que produziria um revolucionarismo aberto. Essa é a situação que devem ter em conta o socialismo e o eurocomunismo na circunstância espanhola".

* Este artigo apareceu na edição impressa de Sexta-Feira, 9 de junho de 1978

Fonte: versão original (castelhana) do El País (até o momento este texto não saiu na "versão" brasileira deste jornal, por isso tomei a liberdade de traduzir)
http://elpais.com/diario/1978/06/09/cultura/266191209_850215.html
Título original: Paul Preston publica "La destrucción de la democracia en España"
Tradução: Roberto Lucena
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Observação 1: este texto estava arquivado há algum tempo (é um texto originalmente de 1978), e infelizmente tem muita coisa em comum com o que se passa no Brasil atualmente. Aos que acham que este golpe branco pode acabar em pouco tempo, a ditadura de Franco durou décadas com um legado de atraso (retrocesso) pesado pra Espanha, só superado (em parte) por uma coincidência conjuntural de terem entrado pra futura União Europeia.
Tem muito "idealista" tosco no Brasil, que acredita em qualquer asneira de "mudança pela mudança" (sem base real pra isso), principalmente na extrema-esquerda (tem uma extrema-esquerda ligada ao PSOL e cia que são incrivelmente ridículos e débeis, liberais mal assumidos) e que vai mudar subestimando as forças políticas fortes e retrógradas do Estado brasileiro. Por conta destas cretinices (a principal delas, mas não a única, aquelas marchas de 2013) o país se vê mergulhado numa encruzilhada política (eu iria comentar isso em outro post mas como este texto tem muito a ver com o presente do país, antecipei algo aqui).

"Ah, mas o golpe não vai sobrar pra mim"... rs, vai sim, tolinho (a), rs. Ninguém brinca de "revolucionário de araque" num país com uma direita arcaica, primitiva, vendepátria e truculenta como esta e sai impune disso. Julgam-se espertos? Pode sempre haver um (uns) mais que vocês, guardem isso como "lição política". Da próxima, quando forem brincar de "política", levem a coisa mais a sério e façam menos "cirandas" (o adjetivo "cirandeiro", de quem dança ciranda, é associado ao PSOL e seus espetáculos públicos ridículos, ou a uma esquerda dita "pós-moderna" com agenda política totalmente vazia e que adora espetacularizar tudo, só que pra tudo há limite, até pra espetáculos/performances teatrais pueris). Os caras ainda conseguiram avacalhar uma dança típico do meu estado com essa associação "macabra".

Observação 2: à turma "crítica" (entre aspas) ao blog (tem aparecido uns chiando nos textos críticos à doutrinação mofada e datada da guerra fria das tais olavetes golpistas apoiadoras de Temer e cia, com a falta de educação habitual, "cheios de si"), não adianta espernear comigo, eu não sigo essa postura "tanga frouxa" do PT ou de uma certa "esquerda cagona" do país ("cagão/cagona" é o mesmo que "frouxo/frouxa", neste sentido, principalmente a de alguns estados do país, ressalto isso pois muita gente de fora do Brasil lê este blog e pode não estar familiarizados com essas expressões do país), nem tenho medo de cara feia (como dizem na minha terra, "cara feia é fome"), se for discutir, discutam a sério, se quiserem brincar, eu também brinco (aponto os erros das bobagens que comentam) e não tenho obrigação de ser "educado" com gente mal educada, tampouco tenho paciência com gente "assim". A "tolerância" pós-golpe com essa "direita excêntrica liberal autoritária" do país, que já não era boa, ficou muito pior. Parece que não adianta avisar uma vez ou duas, sempre esse pessoal quer encher o saco e acaba tomando uma "entrada de sola" (gíria de futebol). O problema é que é estupidez "bater boca" com gente estúpida demais, e isso enche o saco, daí o aviso. Não creio que há mais espaço pra esse comportamento infantil demais desses grupos abobalhados que avacalharam o país por ignorância política aguda.

Caso alguém se incomode com o pessoal do blog ter posicionamento político, não posso fazer absolutamente nada em relação a isso (e nem quero). Todo mundo tem direito de ter o seu, mesmo que este governo ilegítimo - colocado de forma ilegítima no poder por um bando de imbecis e uma emissora golpista e mentirosa - queiram tentar silenciar quem discorde deles, não irão conseguir calar todo mundo, nunca.

Cansei de discutir com gente enviesada (politicamente) até o talo (muitos de direita, que adoravam posar de "moderados" sem ser) achando que os outros não têm direito de ter suas posições, foro o arsenal de idiotices que comentavam. Por muito tempo evitei colocar posicionamentos mais ligados ao presente (exceto o do cenário da extrema-direita de cunho fascista, literalmente), mas uma vez que o radicalismo só aumentou no país (principalmente pelo lado da direita neoliberal e entreguista), não vejo motivo algum com esse "excesso de respeito" com quem apoia isto, até porque há que frisar o seguinte: esta direita neoliberal do país sempre foi autoritária, arcaica e entreguista (contra o país) e não conseguirão impor um regime neoliberal no país sem provocar um conflito civil de graves proporções. Não venham até mim dizer como pensar, eu nunca disse a ninguém como agir e isso é uma via de mão-dupla.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Morre, aos 93 anos, o polêmico historiador alemão Ernst Nolte

O intelectual avivou com sua obra o debate sobre os crimes do nazismo ao tratar de justificá-los. Hoje sua obra é fundamental para o ideário dos grupos ultradireitistas que tomam força na Alemanha.

O historiador Ernst Nolte - AFP
O historiador Ernst Nolte, um dos principais intelectuais revisionistas da Alemanha, faleceu em Berlim aos 93 anos, segundo informaram fontes de sua família. Ao longo de sua carreira publicou obras de grande relevância como "A guerra civil europeia", "O fascismo em sua época" ou "A crise do sistema liberal e os movimentos fascistas", algumas delas muito polêmicas. Grande parte de sua fama como historiador se deve a seu papel na chamada "Historikerstreit"(disputa dos historiadores) que se desatou com seu ensaio publicado no diário "Frankfurter Allgemeine Zeitung" em 6 de junho de 1986, intitulado "O passado que não quer passar".
Nolte defendeu em sua obra que o nazismo foi a resposta lógica ao bolchevismo
Uma das principais teses da obra de Nolte é que o fascismo surgiu na Europa como oposição à modernidade. Além disso, adotou muitas posturas polêmicas com a intenção de justificar de algum modo os crimes do nazismo. Em seu artigo do "Frankfurter Allgemeine Zeitung", Nolte relativizava os crimes do nacional-socialismo e os via como uma reação aos crimes do stalinismo. "Não foi o Gulag anterior a Auschwitz? Não foi o assassinato de classe dos bolcheviques o antecedente lógico e fático do genocídio dos nazis?", perguntava-se Nolte no ensaio. O historiador concluía que a política dos nazis havia sido por fim uma resposta à "ameaça existencial" que representava o bolchevismo.

Sua disputa com Habermas

Trata-se de uma obra que deu lugar a grandes polêmicas e sobre a que se fundaram algumas ideias atualmente em voga como a dos radicais de ultradireita do Alternativa para a Alemanha (AFD). O artigo de Nolte gerou uma resposta do filósofo e sociólogo Jürgen Habermas, publicada no seminário "Die Zeit". Habermas acusava a Nolte de pôr na cabeça de um grupo de intelectuais neoconservadores que procurava liberar os alemães de sua responsabilidade histórica negando o caráter único e sem precedentes do Holocausto. Além disso, Habermas mencionava outros historiadores, como Klaus Hildebrandt e Andreas Hilgruber, a quem os via próximos da posição representada por Nolte.
As ideias de Nolte são fundamentais para movimentos como o Alternativa para a Alemanha
Quando se cumprirem 30 anos do "Historikerstreit" o diário "Die Welt" lhe dedicou um artigo de Nolte no qual afirmava que ele havia formulado muitas posições que agora representam o agrupamento da AFD. A carreira de Nolte como historiador se iniciou em 1963 com a publicação de seu livro "O fascismo em sua época" no qual fazia uma aproximação comparativa do fascismo italiano, o nacional-socialismo e a Ação Francesa (Action Française). Em 1994, Nolte aportou um artigo para um livro intitulado "Die selbsbewuste Nation" (A nação segura de si mesma) no qual se agruparam várias vozes da nova direita alemã, que tratava nesse movimento de aproveitar o jubilo que haviam gerado na reunificação quatro anos atrás.

Fonte: ABC
http://www.abc.es/cultura/abci-fallece-93-anos-polemico-historiador-aleman-ernst-nolte-201608181833_noticia.html
Título original: Muere, a los 93 años, el polémico historiador alemán Ernst Nolte
Tradução: Roberto Lucena

Observação: ao texto. O site ABC é de um jornal com viés de direita/conservador da Espanha. É sempre curioso e irônico colocar matérias como essa mostrando o grau de desonestidade patológico que boa parte da direita brasileira assume quando começam com o mantra do "nazismo de esquerda", que como podem ver acima, não é corroborado por nenhuma publicação minimamente séria de fora, razão essa porque não costumo discutir com paciência com quem vem repetir essa bobagem, pois das duas uma, ou quem prega isso não sabe nem o que está dizendo ou sabe (que é panfletagem) e quer encher o saco.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Chauvinismo e extrema direita (Crítica aos herdeiros do sigma) - Jefferson Barbosa

Para divulgação, deixo aqui o link e a sinopse do livro "Chauvinismo e extrema-direita", de Jefferson Barbosa, que deixou a informação e o link do livro nos comentários do blog. Quem quiser baixar o livro tem que se inscrever no site da editora (Unesp).

Pra quem quiser entender o fenômeno da extrema-direita, de caráter fascista, no Brasil (ou mais precisamente o Integralismo), é uma boa indicação. A parte de estudos sobre integralismo no país é muito boa.

Chauvinismo e extrema direita (Crítica aos herdeiros do sigma)
Jefferson Rodrigues Barbosa

Nesta obra, Jefferson Rodrigues Barbosa investiga as ramificações na sociedade brasileira do integralismo, movimento de extrema direita surgido no início do século XX e que teve em Plínio Salgado seu principal líder. O objetivo da pesquisa aqui coligida é compreender a configuração ideológica da militância integralista, relacionando suas concepções e seus valores com o ideário que originou tal perspectiva política.

Para tanto, foram identificados, analisados e arquivados durante cinco anos, entre 2007 e início de 2012, os conteúdos de publicações impressas e digitais, assim como reportagens jornalísticas, vídeos e documentários das organizações chauvinistas nacionais e internacionais. O resultado é um quadro diverso e complexo sobre como atua o integralismo hoje em dia, bem como quais são suas estratégias para divulgar seu pensamento.

Assunto: Política. Ano: 2015; Editora: Unesp
Páginas: 385; Edição: 1; ISBN: 9788568334683

Link do livro, formato ebook:
http://editoraunesp.com.br/catalogo/9788568334683,chauvinismo-e-extrema-direita

quinta-feira, 31 de março de 2016

Hoje, dia 31 de março, 2016, segunda Marcha Nacional contra o Golpe de Estado (branco) no Brasil, em defesa da Democracia no país

A quem não leu o outro post da marcha do dia 18 último, vou colocar o link aqui pois não irei me alongar comentando sobre a Marcha nacional de hoje, dia 31 de março de 2016, em defesa da Democracia do país e contra o golpe midiático-político promovido por um gangster que atormenta o país desde que foi eleito Presidente da Câmara em 2015 e sabota o governo federal desde que assumiu, o Eduardo Cunha, do PMDB, parceiro político-carnal do outro golpista do PMDB, o vice Michel Temer.

Eis o link:
Contra a tentativa de novo golpe de estado no Brasil e pela defesa da democracia do país. Marcha nacional hoje, dia 18 de março de 2016


Intelectuais estrangeiros assinam manifesto pela democracia no Brasil
Chomsky gravou vídeo de apoio a Dilma; 100 artistas e intelectuais no Planalto amanhã
Mais de mil intelectuais do mundo já aderiram ao manifesto internacional contra o golpe

A quem estranhar o teor destes posts sobre o golpe porque o blog tem outro tema e "bla bla bla", sinto, mas não ficarei passivo vendo a História acontecer na minha cara, vendo golpistas querendo destruir a democracia no país por conta de uma legião de analfabetos políticos insuflados por uma mídia venal, sem fazer nada pra conter/travar um golpismo sem vergonha aplicado por uma legião de pulhas sem vergonhas que sempre ferraram a vida do povo deste país (da maioria). Lamento pelos "off topics", mas ficar passivo olhando isso ocorrer é ser cúmplice da coisa, e não serei.

Quando esse assunto chato passar (pois de fato essa extrema-direita liberal tresloucada já cansou todo mundo faz tempo com esse rame-rame porque perderam eleição em 2014, mas não param porque a turma que fica "em cima do muro" não diz basta a eles duma vez), com o fim do golpismo, pois se houver golpe haverá resistência (os golpistas não se iludam sobre isso), que o país retorne à racionalidade.

Só lamento o grau de alienação que parte da população vive emergida, num caldo cultural de ódio porque leem muito pouco e não filtram informação que recebem como "bombardeios" na TV (não é normal ver tanta TV ligada na Globo em vários lugares, em consultórios médicos é direto uma TV ligada na Globo, é algo surreal, absurdo, nem certas ditaduras têm um controle psicológico tão grande de parte do povo como essa emissora tem).

À turma que foi pra "micareta" (carnaval fora de época) no dia 13 de março, organizada pela Rede Globo (cabeça do golpismo), taí a "luta contra corrupção" de vocês o que de fato era, esses pemedebistas, mais toda uma ala do PSDB usou vocês como bucha de canhão, junto com a FIESP (a Federação da elite entreguista de São Paulo, golpista em 1964, que plagia até pato holandês, num simbolismo ridículo, infantil) e a própria Rede Globo seguida pelo resto da mídia vendida (oligopolizada) que panfleta e incita ódio pra população em vez de informar seriamente (jornalisticamente) o que se passa no país.

Deixo aqui abaixo as mensagens de alguns brasileiros denunciando o golpe em curso, mascarado de "impeachment", em vários idiomas pro pessoal no exterior saber o que está ocorrendo no país já que boa parte da mídia estrangeira não noticia o que de fato se passa no país e alguns só retransmitem "notícias" (panfletos, distorções) da Globo e de jornais afinados com esta emissora.

Boa parte do mundo (ou a parte politizada e democrática dos demais países), a essa altura, já sabe do que anda se passando no país (do intento golpista). Já há muito apoio e denúncia ao golpe fora do Brasil, mas quanto mais gente souber e denunciar este golpismo fora, melhor, pois fura a blindagem da Globo e dos golpistas dentro do Brasil. Eles quiserem mexer com o povo achando que dar golpe em pleno 2016, com internet, seria fácil, e que o povo não nutre apreço com a democracia, mas os golpistas estão sentindo o gosto amargo da "brincadeira" suja a qual se lançaram e já entraram pra História por essa tentativa grotesca de rebaixar o país ao status de "República de Bananas" de novo. E em defesa do pré-Sal brasileiro, da soberania nacional colocada em risco por esses golpistas inconsequentes.

Vamos todos pra Marcha, que também ocorre em vários países. Aos brasileiros fora, procurem a embaixada e informações sobre concentração nessas capitais de outros países pelo Facebook e sites da Frente Brasil Popular ou pela web. Londres, Paris, Berlim, Nova York etc. O link pros vídeos estão no site Viomundo, do Azenha, quem quiser mandar vídeo neste estilo, tem email no site, link pra matéria:
http://www.viomundo.com.br/denuncias/brasileiros-denunciam-ao-mundo-o-golpe-de-estado-no-brasil-veja-os-videos.html

In German: *Psychologe prangert Putschversuch in Brasilien*


In English: *Brazilian's journalist denounces a coup against democracy in Brazil*


In Portuguese: *Jornalista denuncia golpe contra a democracia no Brasil*


In Italian: *Medico brasiliano denuncia colpo di stato in Brasile*


In Spanish: *Artista denuncia golpe en contra la democracia brasileña*


In French: *Artiste dénonce coup d'Etat contre la démocratie au Brésil*

sexta-feira, 18 de março de 2016

Contra a tentativa de novo golpe de estado no Brasil e pela defesa da democracia do país. Marcha nacional hoje, dia 18 de março de 2016

Vou deixar dois links aqui pra lerem, deste blog (https://alessandreargolo.wordpress.com/) já que não tive cabeça (paciência) pra descrever a nojeira dessa tentativa de golpe de Estado urdido pela Rede Globo, esse juiz Moro e aparatos do Estado ligados ao PSDB (na Polícia Federal e no Ministério Público) tramando contra o Estado pra fazer uma troca de governo e instauração de um Estado policial no país, ou em outros termos: uma ditadura judicial-midiático ou Estado autoritário com "carapaça" (aparência) de "democracia" onde quem se opor ao messianismo (atitude religiosa e fanática) desse juiz e dessa emissora de TV pode ser perseguido e não ter seus direitos constitucionais respeitados.

Leiam os links:
O golpe em curso deve ser confrontado e derrotado
https://alessandreargolo.wordpress.com/2016/03/17/o-golpe-em-curso-deve-ser-confrontado-e-derrotado/

Sérgio Moro tem que ser preso imediatamente
https://alessandreargolo.wordpress.com/2016/03/17/sergio-moro-tem-que-ser-preso-imediatamente/

Esses grupos também pretendem a implementação de um neoliberalismo radical (mais do que o da era FHC), entrega do pré-Sal a petroleiras estrangeiras e privatização da Petrobras, liquidar o Brasil nos BRICS e pôr abaixo a soberania e autonomia do país, além da entrega de outras divisas do país a grupos estrangeiros e privados.

A meta desses grupos conspiradores é destruir qualquer tentativa de um projeto soberano de país, com viés nacional (desenvolvimentista), a construção de um Estado de bem-estar social sólido no Brasil, aprofundamento da democracia do país e criarem um retrocesso social pra que o país volte ao patamar de antes de 2003.

À frente da "troça" está a elite (classe dominante) entreguista de São Paulo, que expressa sua força na FIESP (que se enfeitou para o golpe) com sua vassalagem nos demais estados (as "elites" subalternas a ela, submissas e igualmente entreguistas e anti-nacionais alinhadas a esta elite que promove retrocessos no país desde o suicídio de Vargas ou antes dele com a "República Velha" oligárquica e viciada), apoiados por uma classe média alta mesquinha, sem noção de pátria ou nação, sectária e segregadora, embora vivam agarrados à bandeira do país (apropriação indevida) e usarem a camisa da CBF (da seleção brasileira de futebol) pra cobrir o seu vazio existencial ou mesmo idiotice.

Curioso esse apego com a camisa da CBF depois dos 7x1 na Copa em que boa parte desse bando de golpistas contribuiu pro clima ruim da mesma com o "Não vai ter Copa". São uma gente desprovida de qualquer escrúpulo ou caráter, além do cinismo orgulhoso.

A micareta de domingo foi puxada fortemente por esses bandos na Av. Paulista pra gerarem imagens pra Rede Globo editar e manipular e inflar números pra deixar o resto da população 'acossada' com "medo" da fúria (fazem muito barulho) dessa minoria que causa impressão de maioria quando colocados (comparecem em peso) numa avenida ou em bloco. Nacionalmente esse evento continua sendo uma coisa puxada pela elite de São Paulo e não algo nacional, como foi o golpe de 1964 também.

As Forças Armadas do país devem defender a integridade do governo eleito democraticamente em 2014 ao lado da presidente eleita (como prevê a Constituição do país) e se colocar contra esses agentes golpistas tentando destruir a democracia e destruir a soberania do país criando um clima de submissão política a potências que historicamente exploram o Brasil há décadas. É uma questão de soberania, polarizações da Guerra Fria não fazem mais sentido, só pro "populacho" raivoso e ignorante dessa classe média mesquinha e servil.

Só lembrando que as Forças Armadas foram humilhadas durante os dois governos FHC (PSDB), o sociólogo vendilhão (como eu o chamo), onde mal se tinha dinheiro pra suprir comida em quartéis, com as FA todas sucateadas e o sociólogo submisso ainda assinou o tratado de Não-Proliferação nuclear colocando o país numa condição de vulnerabilidade e submissão a outros países. Um país continental não pode se defender de agressão externa por conta de um presidente salafrário (FHC) que agiu contra a soberania do país.

A quem achar estranho o teor das descrições acima sobre nação e nacionalismo (achar os termos fortes), eu tentarei explicar em outro post (eu já devia ter feito isso) o porquê disso.

Mas resumidamente: a extrema-direita na Europa tem um caráter ultranacionalista, discussão sobre nacionalismo naquele continente giram em torno do temor de ditaduras, xenofobia (genocídio) etc (III Reich e afins). No Brasil os grupos de extrema-direita em sua maioria são liberais e odeiam o próprio país (como no resto da América Latina, a mentalidade desses bandos é parecida, são orgulhosamente servis e raivosos), eles querem criar um pacto de servidão com outras potências em troca da mordomia de 10% da população em detrimento da ampla maioria. Por isso o ódio doentio dessa minoria da população com qualquer projeto de desenvolvimento progressista (democrático) do país, com um viés até racista/segregador por boa parte deles.

O judiciário brasileiro não deve se colocar acima dos outros poderes da República. Se querem fazer política, candidatem-se, criem partidos, lancem ideias, renovem a política, não golpes. Se alguém não gosta do que aí está, crie um partido e faça política, não golpismo bananeiro.

Outra falácia forte que rola desde 2013, pela estupidez de parte da população (ignorância) é a ideia de Democracia sem partidos.

Nenhuma Democracia existe sem partidos, quem defende um país sem partidos está defendendo um primitivismo político e sem debate político como o que pregam esses irracionais de extrema-direita solapando o Estado democrático com base em chavões batidos da Guerra Fria com a retórica falso moralista fanática "udenista" ("combate a comunismo", "corrupção" e baboseiras do tipo, retórica de retardados). Já se viu esse filme antes e o resultado foi um desastre: 21 anos de ditadura e todo retrocesso possível.

A Guerra Fria acabou em 1991, o mundo atual é outro, não tem sentido esse tipo de discurso em pleno século XXI no Brasil e em vários países.

A Globo insuflou multidão para confronto público aberto na divulgação da nomeação do Lula como Ministro da Casa-Civil. Pessoas poderiam ter morrido por conta da insanidade desta emissora. Eu assisti as imagens da emissora (no canal fechado Globonews) onde insuflaram uma massa de gente raivosa e fanática que cercou o Palácio do Planalto (sede do governo brasileiro) pedindo renúncia pra presidente da República, narrativa tendenciosa e irresponsável. Ninguém me contou, eu assisti (a contragosto já que essa emissora vem pregando ódio diariamente pra insuflar irracionais nas ruas, principalmente em São Paulo com conivência do governo do Estado de São Paulo em frente ao prédio da FIESP, os mesmos grupos do golpe de 1964).

Em outro país já teriam partido pra repressão a esse tipo de bando, há muito tempo. Eles flertam com os limites da tolerância numa Democracia.

A própria micareta (carnaval fora de época) na Av. Paulista domingo passado foi também conduzida por esta emissora de TV, que é uma concessão pública do Estado e não pode inflar grupos contra a própria democracia e derrubada de governos eleitos democraticamente (nas urnas).

Este gesto é Conspiração contra o Estado, contra a democracia do país e crime contra a República.

Que o mundo saiba do que se passa aqui já que parte da mídia estrangeira está boicotando as informações sobre o país, principalmente os jornais de Portugal e Espanha, ajudando a tramoia interna no país. Também destaco a Rede BBC (britânica) com uma cobertura porca e deplorável (enviesada ao extremo e desonesta). O jornal Diário de Notícias de Portugal é um festival de xenofobia anti-Brasil, parece que estão sentindo alegria dos conflitos no país por algum rancor por conta dos anos de destaque que o Brasil teve com o Lula à frente da presidência. Atitude de gente pequena. Voltando ao assunto...

Um juiz colocar um grampo contra a presidência da República é fim de linha. Em outro país ele já estaria preso (na melhor das hipóteses) e pegaria pena pesada por isso, e não solto posando de "herói". Os grampos ainda foram vazados em primeira mão para uma emissora de TV (a Globo) fazer ataque político diário e insuflar turbas de ódio de extrema-direita nas ruas. Isso é um ataque contra o Estado e a democracia. Muitos não se calarão diante desta afronta contra a soberania do país.

Lembrando do caso da prisão do Almirante Othon, clara tentativa de sabotagem do programa nuclear do país, algo inaceitável:
A prisão do pai do programa nuclear brasileiro

O STF (Supremo Tribunal Federal) tem culpa plena no que se passa ao deixar ele atuar como quis, passando por cima da Constituição, lei máxima do país. O povo não aceitará e nem se curvará a qualquer ditadura de toga no Brasil. Que a sociedade pense em uma Reforma Política no país onde se ponha limites claros (ou fiscalização pesada e punição severa) à ação política da esfera judicial no país pra que esse "protagonismo" político (inflado) do judiciário não se repita de novo, sob pena de destruírem a democracia do país em vez de preservá-la.

Ou o Supremo Tribunal Federal afasta este juiz messiânico da Lava Jato ou ele põe abaixo a própria operação (pois ele usa a operação pra fins políticos, desvirtuou tudo) pelo crime praticado (do grampo/escuta telefônica) ou esse indivíduo passa a achar que controla o país e ele não está acima do Brasil nem da República. O Supremo não pode fazer cara de "paisagem" fingindo que não houve nada, tem que ter punição severa ao que houve sob pena da República ser destruída, esfacelada por um bando de fanáticos e turbas de rua inflamadas por emissoras de TV com interesses obscursos.

Espero que o novo Ministro da Justiça enquadre os quadros golpistas dessa instituição, que estão solapando o Estado brasileiro e a própria instituição importante pro país.

Aviso à turma de "descontentes" (golpistas) que lerem o blog: eu não tenho (nunca tive) qualquer interesse em ser simpático com alienados, golpistas (apoiadores), radicais de direita lunáticos e quem está em cima do muro com esse tipo de questão, não há espaço pra "murismo", ou se está contra ou a favor do golpe, não existe "meio democrata", ou se é ou não é. "Ah, mas não é bem assim", sem esse papo de ficar em cima do muro. Já fizeram muita cagada com essa postura, começando por aquela de 2013 (do povo indo pras ruas como manada), está se tentando reparar o erro da manada.

A Globo e os agentes envolvidos nessa tramoia (uma tramoia diabólica) têm que pagar caro por tramarem novamente pra derrubada de governo no país como fizeram em 1964, algo impensável há alguns anos atrás onde se pensava que esses fantasmas haviam sido afastados de vez da vida política do país. Reduziram o país novamente ao "status" de República de Bananas, a turma dos "apartidários" (que visam atacar um só partido, é o único "apartidário" do mundo partidarizado, só nesse país surge uma aberração dessas).

Que o que se passa atualmente sirva de lição dura pro povo que ficou a favor desse amontoado de insanidades naquele "levante" alienado começado em 2013 com o "Vem pra rua" (a Revolução Colorida que desemboca agora no seu grau máximo de ódio e ataque). Não brinquem com coisa séria, não achem que o Brasil é uma "ilha isolada" do mundo (da geopolítica mundial) pois não é. Ninguém são quer que isso aqui vire uma "Nova Líbia" ou "Nova Síria", só os insanos e inconsequentes.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Um dos ídolos políticos dos "revisionistas" brasileiros, o Bolsonaro, e sua "política externa" pró-Israel

Deixarei aqui um link que foi compartilhado/espalhado no Facebook, de um vídeo de alguma reunião do Jair Bolsonaro (deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro) e sua fala sobre sua "política externa" (se eleito "presidente"). Ao leitor de fora do Brasil, ele pretende sair candidato à presidência em 2018 na onda de populismo de direita que se espalhou em setores da classe média do país.

O blog é muito lido, na ordem (farei post sobre isso com uma lista melhor): nos Estados Unidos, Portugal, China e Alemanha. Inclusive o número de leitores com origem na Alemanha está próximo aos de leitores de Portugal, o dos EUA já passou os de Portugal.

Mas como dizia, e interpretando seu discurso, e sendo curto e grosso: ele, Bolsonaro, defende uma política externa 'submissa' aos Estados Unidos e Israel. E também comenta sobre sua viagem a Israel (rs) e a recusa da indicação de embaixador de Israel pro Brasil pelo governo brasileiro.

A quem não entendeu a ironia do post (pois tem sempre alguém que não "entende", e pretendo evitar explicar ironia duas vezes), o link e o post são uma "homenagem" aos "revisionistas" (negacionistas), pois o Bolsonaro era (ou é, ou deixará de ser após este post, hahaha) um dos ídolos políticos desse pessoal.

Tinha até "revi" no Orkut que dizia que era eleitor dele (pausa pro riso, rs). Tinha até uma "tchurma" em São Paulo de pretensos adoradores do "nacional-socialismo" (nazismo) fãs dele, rs. Matéria aqui:
Neonazistas ajudam a convocar "ato cívico" pró-Bolsonaro em São Paulo

Se alguém quiser chiar com o título acima, reclame pro site que distribuiu a matéria (risos).

Mas como me lembro dos vídeos desse "ato", eram hooligans pró-Bolsonaro (não existe "neonazi" propriamente no Brasil, num post falarei sobre isso, o que há no Brasil é um "hooliganismo" macaqueando o neonazismo europeu). Havia um que circulava no Orkut (e apareceu num dos vídeos) que parecia mais um sobrevivente de campo de concentração, rs (mas deixa pra lá, o comentário foi pra provocar mesmo, rs). E vamos parar com "excesso de frescura", que não é sensibilidade, em não se poder mais fazer uso de ironia pra criticar algo (havia gente no Orkut que a gente não podia fazer uso da ironia que vinha com essa censura emocional), não vou me submeter a essa mordaça do "politicamente correto" liberaloide defendido por partidos de extrema-esquerda como PSOL e PSTU.

Alguém entendeu essa zona ideológica? Isso é o fundo do poço que abriram em 2013 naquelas marchas malfadas daquele ano, a "revolução colorida" mal sucedida ainda em andamento (ainda farei um post sobre isso).

Não preciso acrescentar o quanto os "revis" (abreviação pra "revisionistas") "amam" Israel e tudo o que for ligado a Israel etc (rs). Por isso quero ver como eles irão "defender" o Bolsonaro daqui pra frente (hahahaha).

Isso é pra mostrar o "nível" de estupidez da extrema-direita brasileira ou a esculhambação da mesma.

A mixórdia ideológica da mesma (eu diria que a direita brasileira sempre foi um trambolho, um Frankenstein, cópia caricata do que há de pior na direita liberal dos Estados Unidos), onde a vertente liberal-autoritária é majoritária, mas sempre contou com aval tácito da parte que se diz "nacionalista", que posa de "nacionalista" mas faz "urro" com essa direita submissa ao Império.

De acordo com o Bolsonaro, "temos que reconhecer nosso local" (deixa eu traduzir: "temos que conhecer nosso lugar"). Deixa eu traduzir de novo o que isso significa: capataz do Império (EUA) e o Brasil o seu quintal. Soberania e autonomia do país? Danem-se. Deixa eu adiantar o vídeo com esta imagem (print):


Como ele alçou essa popularidade atual? Contribuição da lavagem cerebral que a mídia do país faz diariamente, com ódio a torto e a direito e manipulação de informação, com destaque total pra atuação golpista da Rede Globo ou "Organizações Globo", e o uso político do PSDB (o apêndice político da Globo na política brasileira) desses extremistas de direita.

Depois quando comento que essa gente não passa de um bando de iludidos, estúpidos, idealistas (da pior espécie) e tolos (trouxas), além de ignorantes (em sua maioria), há quem ache ruim, simplesmente porque não toleram opinião divergente da deles e porque não conseguem discutir, dizer porque discordam dessa opinião/visão política.

Nesse ponto sou até forçado a admitir que alguns "revis" sabiam discutir melhor que essa dita direita liberal-autoritária-olavética. Esqueci de citar acima, a grande influência dessa "malta liberal" é um astrólogo alçado à condição de "guru de seita" desse monte de gente tosca que dá sentido ao termo "olavético". É vergonha alheia atrás de vergonha alheia, um povo tosco que em vez de sentir vergonha de serem ridículos, são tão boçais e cretinos que ficam afrontando todo mundo, porque o povo não disse "basta!" a eles. Essa gente fanatizada só para quando o povo diz "basta!", no caso, é só falarem firme dizendo que não querem saber mais desse tipo de entulho extremista de ódio, uma hora se cansam, a "moda" passa.

O mais curioso é ser chamado de "alienado" por esse tipo de bitolado político de direita, que diz "não ser de direita nem de esquerda" (pausa para o riso de novo, rs).

Pra não alongar mais, vou transcrever parte da fala do vídeo, mas quem quiser ver tudo, pode clicar no link abaixo para assistir o vídeo, se não o removerem (nunca se sabe, rs):
Link do vídeo

- Política externa.- Centro de Lançamento de Alcântara.- Estados Unidos / Europa / Israel.
Publicado por Jair Messias Bolsonaro em Domingo, 28 de fevereiro de 2016
"Temos que reconhecer o nosso local. Pode ter certeza, uma política externa, meus grandes parceiros serão, além da Europa, obviamente, em primeiro lugar, Estados Unidos e Israel" (Aplausos).

"Estou com uma viagem marcada pra Israel, não é pra turismo não. Eu quero ver como israelense cria robalo (peixe) no deserto. Eu quero ver, como lá não tem água potável, eles a exportam pra Jordânia. Eu quero ver o que é o Orvalho de deus, eles só têm areia e têm uma agricultura, agora em andares, desculpe aqui, em alguns locais mais produtiva do que a nossa. E eles não se furtam a dividir isso."

"Agora, o que é que a Dilma fez? Negou as credenciais do embaixador israelense indicado por eles. Bateu no peitinho e falou "esse eu não quero" - peitinho ou peitão? Eu não sei (risadas na plateia). "Esse eu não quero"."
Como desgraça pouca é bobagem (pros "revis"), o "Bolsa" (ou "Bolsomito" como chamam os "idólatras" dele, idolatria é "pecado", viu? rs) também é chegado na maçonaria? Foto abaixo, de outra entidade que os "revisionistas" "amam de coração" (hahaha):

Atualização:
(08.03.2017) Como o vídeo acima foi removido, o mesmo se encontra no Youtube (até quando, eu não sei). Pra que fique como registro, pois a remoção do vídeo indica que a repercussão não foi das melhores (como previsto)

Entreguismo liberal de Bolsonaro, Base de Alcântara



Ah, a maçonaria (ou parte dela) andou fazendo showzinho em Brasília pedindo a cabeça do governo também, é parte do golpismo. Nunca apareceu de forma tão escancarada na política como de 2013 pra cá. O vice-presidente, que andou flertando com o golpe também, é maçom. Se alguém fosse fazer novela ou texto de ficção, a "realidade" que emergiu do país a partir de 2013, com aquelas marchas insensatas, dá de dez em qualquer texto do tipo.

Como há um golpismo branco em marcha no país protagonizado (fomentado) pela Rede Globo, é bom dar nome aos bois e dizer que colabora politicamente com o espetáculo pirotécnico dela transmitindo isso dia de domingo direto da Avenida Paulista (São Paulo), porque o resto do país não aderiu ao golpismo, mas a Globo insiste em "forçar a barra" dizendo que a "Av. Paulista é nacional" (risos). "Meu país é a Paulista" (hahahaha).

Eu nunca vi golpe, mesmo branco, vingar em um só Estado e numa avenida, por mais peso que tenha. De qualquer forma, o intento dessa emissora fazendo isso é crime contra o Estado, uma conspiração contra o Estado brasileiro e a democracia. A emissora deveria ser enquadrada pelo Estado e ter sua concessão cassada pelo governo federal. Dilma, pare de cerimônia e hesitação, também corte as verbas publicitárias estatais para este tipo de emissora que fomenta golpe contra o país. É legítimo o Estado se defender de quem fomenta golpe contra a democracia:
Colunista da Globo já pede explicitamente Golpe Militar e com ação violenta

A quem quiser se chocar com esse comentário, porque tem sempre algum hipócrita que por covardia tolera esse tipo de agressão inaceitável contra o Estado de direito e a democracia do país por sectarismo político e "comportamento de manada", meus sinceros lamentos mas é o que penso mesmo. A Globo atravessou o sinal vermelho e ninguém tem que tolerar isso. Não se trata mais de pregação política contra rivais e sim de tentativa de controle do Estado via golpe, como eu disse acima: isso é crime.

Não se deve tolerar intentos desse tipo de uma emissora que participou de outro golpe de estado (em 1964) e depois tirou o corpo fora só jogando a culpa pros militares, como se ela não tivesse feito nada durante 21 anos de ditadura e desde o fim da mesma tentando controlar culturalmente e politicamente o país.

Recentemente essa emissora andou "flertando" com censura a blogs políticos conhecidos, a quem não viu, leiam a matéria:
Hoje, às 19h, ato contra censura da Globo; transmissão ao vivo

Uma afronta à democracia e liberdade de expressão do país. Por essa razão esse tipo de TV não pode reclamar se pedirem, com razão, o fim de sua concessão de transmissão, que é pública (pertence ao Estado, não é dela).

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Giovanni Gentile, a adesão ao fascismo. O liberal de Mussolini

Giovanni Gentile e o Partido Nacional Fascista (Partito Nazionale Fascista - PNF)

Giovanni Gentile
Em 2 de novembro de 1922, Giovanni Gentile, já uma personalidade de altíssima expressão no panorama cultural italiano, é nomeado ministro da Educação no primeiro gabinete de Mussolini. Na primavera de 1923, ele justifica sua adesão formal ao PNF evidenciando a conformidade do fascismo com o liberalismo da direita no Risorgimento no qual ele se identificava, e e que segue com "o liberalismo da liberdade na lei e portanto, no Estado forte e no Estado concebido como realidade ética". Gentile vê se concretizar na nova realidade política a sua "Antiga fé" (ópera gentiliana editada em 1923), destinada a resgatar o caráter dos italianos e libertá-los da velha doença do ceticismo e da indiferença. Por esta "Antiga fé", ele se sente "precursor" do fascismo. Mais exatamente: da nova filosofia idealista, do sindicalismo soreliano, do reencontro do sentimento religioso, do empenho ético da guerra, em outras palavras, todo o fermento ideal e moral das primeiras décadas do século XX - que reage ao desgaste da ideologia iluminista, democrática e socialista da velha Europa - encontra uma saída natural na marcha sobre Roma e na energia despertada pelo Fascismo. Isso caminha dessa forma, e salta aos olhos de Gentile, da intérprete da vida nacional, a tarefa na qual todos os italianos que não querem mais ficar "sentados na janela", deveriam agora se empenhar.

Giovanni Gentile e o fascismo

O Fascismo parece para Gentile não uma ideologia ou um sistema fechado, mas sim um processo histórico, um ideal a ser realizado. Como tal, ele é útil para a contribuição daquela crítica construtiva que reconhece sua função nacional, e deve lutar para combater "a democracia dos advogados criadores de caso", "o socialismo radicaloide e humanitária", "o liberalismo do Estado negativo e agnóstico", no momento que o Fascismo - como qualquer movimento histórico sério - é o "sentimento religioso" a ser restaurado na mente e na consciência coletiva. Esta visão da política como uma fé, que o filósofo já tinha desenvolvido e defendido em anos anteriores, vislumbra no fascismo seu retorno mais profundo.

Por outro lado, que o fascismo não seja um episódio acidental na vida de Gentile, é comprovado o empenho público e da ação de colaboração e de estímulo exercido em relação ao regime durante todo o período dos anos 20. Além do cargo de Ministro da Educação nos anos de 1922-1924, ele é Presidente da Comissão dos Quinze -, então dos Dezoito - para a reforma constitucional, fundador em 1925 do Instituto fascista de Cultura, Presidente do Conselho de Educação de 1926 a 1928, membro do Grande Conselho até 1929 e seguidor de Mussolini também até a última aventura da República social. Em momentos críticos, que também atravessou Gentile - especialmente quando sua reforma escolar é alterado ou quando se estipula os Pactos Lateranenses com um compromisso que nega a essência de seu conceito de um Estado ético - não para separar as suas próprias responsabilidades das de Mussolini, ele reafirma sua fé no fascismo com o qual continua até o fim em identificar o próprio futuro da nação.

Pagherà la sua ferma adesione al regime con la vita, ucciso il 15 aprile 1944 a Firenze da un commando partigiano aderente ai GAP.

Pagou sua adesão ao regime com sua própria vida, morreu em 15 de abril de 1944 em Florença, por um comando guerrilheiro (partisan) aderente ao GAP.

29/03/2014. Por Matteo Anastasi

Matteo Anastasi (Roma, 1989), formou-se com honras em História na Universidade Europeia de Roma e, novamente com honras, em Relações Internacionais na Luiss Guido Carli. Para Europinione lida com história e com a parte estrangeira. Ele também colabora com a Cronache Internazionali e a Mediterranean Affairs e é co-fundador do think tank de política internacional "Il Termometro – Blog di opinioni e discussioni" (O Termômetro - Blog de opinião e discussão".

Fonte: Europinione (Itália)
http://www.europinione.it/giovanni-gentile-ladesione-al-fascismo/
Link alternativo:
http://holocaust-doc.blogspot.com/2016/02/giovanni-gentile-ladesione-al-fascismo.html
Título original: Giovanni Gentile, l’adesione al fascismo
Tradução: Roberto Lucena

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Neonazismo - Os Soldados de Odin aterrrorizam a Finlândia

Patrulhas urbanas neonazis vigiam as ruas ante a onda de refugiados.

Membros do grupo neonazi "Soldados de Odin",
durante uma manifestação em Joensuu (Finlândia)
no passado 8 de janeiro. Reuters
Há um ano, nada é igual em Kemi, uma pequena cidade da Lapônia finlandesa com apenas 20.000 habitantes. A avalanche de refugiados que chegaram através da fronteira com a Suécia transbordou as autoridades locais e aumentou a inquietação entre os vizinhos. Um mal-estar que alentado o nascimento dos "Soldados de Odin", uma patrulha urbana de jovens neonazis que pretende proteger os finlandeses dos "intrusos islâmicos", os quais lhes culpam pelo aumento da criminalidade e da insegurança no país nórdico. A imagem do movimento alemão Pegida (Patriotas Europeus contra a Islamização do Ocidente), descrevem-se como "uma organização patriótica que luta por uma Finlândia branca" e em suas manifestações hasteavam faixas com o lema "os refugiados não são bem-vindos".

Com suas jaquetas negras decoradas com uma bandeira finlandesa e um viking nas costas, os Soldados de Odin (o principal deus da mitologia nórdica) converteu-se da noite para o dia numa preocupação de primeira ordem para o governo, que teme enfrentamentos violentos entre radicais e refugiados.

Mika Ranta, o organizador das patrulhas em Kemi, define-se a si mesmo como nacional-socialista (nazi), mas argumenta que os Soldados de Odin são um grupo ao qual pertence "todo tipo de gente". O certo é que os serviços secretos finlandeses vinculam a muitos deles com grupos extremistas. Ainda que digam contar com organização em 23 cidades, a Polícia reduz sua presença a cinco. Em declarações à Imprensa local no outubro passado, Ranta explicou que "despertamos numa situação onde mal viviam diferentes culturas, o que provocou medo e preocupação na comunidade". "O maior problema - acrescenta - foi quando nos inteiramos através do Facebook de que solicitantes de asilo se posicionaram em colégios de primário fazendo fotos de garotas".

Como ocorreu em Colônia e outras cidades alemãs e em Estocolmo, as denúncias de agressões sexuais duplicaram durante o último ano na Finlândia, passando de 75 para 147, se bem que não se conhece a identidade dos autores. De fato, na virada de ano passada, uma "caguetagem" e a hábil atuação policial impediram que se reproduzissem os tristes ocorridos da capital renana.

O clima de inquietação obrigou ao primeiro-ministro finlandês, o centrista Juha Sipila, a assegurar que o Governo não permitisse que essas patrulhas neonazistas suplantem as Forças de Segurança nas ruas. "A polícia é a responsável da lei e da ordem no país. As patrulhas civis não podem assumir a autoridade da Polícia", assegurou na televisão pública YLE. Na mesma linha, o ministro do Interior, o conservador Petteri Orpo, insistiu de que os Soldados de Odin "não fortalecem a segurança, senão que, pelo contrário, reforçam o estado de ânimo hostil". "Este tipo de patrulhas têm claramente uns atributos racistas e xenófobos e sua ação não melhora a segurança. Agora a Polícia deve utilizar seus escassos recursos ao seguimento de sua ação", lamentou Orpi. O ministro quis desautorizar assim o chefe da Polícia Nacional, Seppo Kolehmainen, que previamente havia sugerido que os Soldados de Odin poderiam ser úteis para alertar os agentes de possíveis delitos.

A contundência da tripartite de direitas que governa a Finlândia desde maio não é tão unânime como se poderia pensar. Enquanto que o ministro das Finanças e líder conservador, Alexander Stubb, aposta claramente pela ilegalização de "todas as patrulhas de rua racistas", os populistas "Verdadeiros Finlandeses" defendem a liberdade dos cidadãos para se organizar. Assim, o ministro da Justiça, Jari Lindström, assegura que "o fato de que detrás desse movimento se encontram pessoas que cometeram delitos e cumpriram penas de prisão certamente desperta interesse, mas o grande problema é que os cidadãos sentem que falta segurança". Contudo, a classe política, não oculta que a possível ilegalização do movimento poderia ser um beco sem saída se torna vulnerável os princípios constitucionais.

O Partido dos Finlandeses, antes conhecido como "Verdadeiros Finlandeses", recorre a esta equidistância para frear a queda de intenção de votos que lhes concedem as sondagens para entrar no Governo. Sua marca, entretanto, foi feita sentir nesses meses com o endurecimento das leis de imigração. Os refugiados maiores de idade, por exemplo, são obrigados a trabalhar para sufragar os custos de sua estada no país nórdico. Finlândia, como o resto dos países europeus, viu-se superada pela onda de imigrantes procedentes do Oriente Médio e África. Durante o ano passado, recebeu 32.500 solicitações de asilo frente a 4.000 em 2014, o que a situa como o quarto país da UE que mais refugiados recebeu em relação à sua população. Depois de três anos de recessão, o país nórdico, que conta com uma população imigrante substancialmente baixa que a de seus vizinhos nórdicos (6% frente a 15% da Suécia), afronta um duro reto para a integração de asilados.

Com Facebook como plataforma, a sociedade civil tem respondido a ameaças extremistas dos Soldados de Odin com as "Irmãs de Kyllikki", que faz referência a um personagem do poema épico "Kalevala". "Nosso objetivo é ajudar a pessoas e construir um diálogo com todos os finlandeses e também com os imigrantes", assegura uma das fundadoras do grupo, Niina Ruuska. Seria revelador saber se Odin, deus da guerra, mas também da sabedoria, que segundo a lenda pode ver todo desde seu trono em Asgard, está satisfeito com a usurpação de seu nome por uns poucos.

14 de janeiro de 2016. 03:54h Pedro. G. Poyatos.
Colônia Dinamarca Distúrbios Sociedade

Fonte: La Razón (Espanha)
http://www.larazon.es/internacional/los-soldados-de-odin-aterrorizan-finlandia-IO11681889
Título original: Los Soldados de Odín aterrorizan Finlandia
Tradução: Roberto Lucena
__________________________________________

Observações em um post extra (link será colocado aqui). Observação sobre a "confusão" entre os termos refugiados e imigrantes.

A quem se virar com o espanhol (idioma), vale a pena também ler esta matéria do El Mundo sobre o problema. É até mais completa que a matéria traduzida acima (mais extensa, por isso não deu pra traduzir, mas fica a sugestão):
'Soldados de Odín' para velar por Escandinavia (El Mundo)
http://www.elmundo.es/internacional/2016/01/28/56a90f3e268e3e79498b46e4.html

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

"O autoritarismo nosso de cada dia". O baixo nível da discussão política no Brasil - à direita e à esquerda

Esse post era pra ser sobre o "Mein Kampf" (Minha Luta), mas antes de prosseguir irei ironizar o assunto: estão cansados do assunto sobre o livro de Hitler? Não? Sim? De qualquer forma ele será citado mais vezes porque, se a mídia faz alarde dessa publicação, aqui há espaço de expor outra opinião além do "senso comum" da mesma, e há textos melhores "soltos" pela web que não tratam com sensacionalismo o tema.

Mas voltando ao que dizia, este post seria sobre o "Mein Kampf", mas há uma parte no texto que saiu na DW Brasil que descreve bem o "nível" político da discussão política neste país e merece ser destacado e não como parte de um post sobre "Mein Kampf". Está tão raro aparecer na mídia uma crítica séria neste país sobre política, mesmo que seja sobre um livro, que quando sai a gente tem que destacar.

Como hpa gente que fica em alvoroço querendo atacar opinião quando vê o blog e afins, porque acham que toda opinião é válida mesmo se for composta só com idiotices (o que já a tornaria inválida), esta parte do texto que mencionei destaca o (baixo) nível da direita e esquerda do país.

Como já fiz vários posts citando a extrema-direita brasileira (confiram na parte de História do Brasil), dessa vez o lado destacado será o outro, e ainda ficarem em dívida por eu teria mais coisas pra apontar e criticar de "setores" da esquerda brasileira, mesmo porque eu estou "amando" o baixo nível de gente enchendo meu saco com: esquerdismo, autoritarismo (com direito a fazer "beicinho", esquecendo que cara feia, pra mim, sempre foi sinal de "fome", como dizem na minha terra) e idiotice.

Ao menos aqui não terei que aturar "beicinho" (frescura) de gente que não tolera opinião contrária/divergente, gente que fica patrulhando e enchendo o saco. Quem quiser discutir, pode vir, mas se baixar o nível e não tiver educação, eu não sou (nem ninguém) obrigado a tolerar esse tipo de comportamento (grosseria, falta de educação):
"A nova direita brasileira é deploravelmente estúpida, grotesca e iletrada. Não leem nada. Nosso país intelectualmente subdesenvolvido tem uma esquerda radical iletrada que não lê Marx e uma direita estúpida que não lê os filósofos e economistas conservadores. Eles não chegarão perto de Mein Kampf. Acho que nossa edição será mais para estudiosos de História e curiosos", diz ele à DW Brasil."
O trecho acima foi tirado de uma matéria da DW Brasil (link abaixo), comentário do publisher da Geração, Luiz Fernando Emediato, leiam a matéria inteira:
Editoras preparam relançamento do livro de Hitler no Brasil

Ele (o Emediato) disse mais ou menos o que já escrevi aqui muitas vezes, só que com outras palavras (foi até mais duro, curto e mais preciso). Gente iletrada, que eu chamo de ignorantes, e eu acrescentaria: intolerantes, cheios de complexo de vira-lata, que não sabem discutir sem xingar e coisas do tipo.

Não procuram ler nada, mas o pior: sentem raiva profunda de quem lê ou procura se informar. Comportamento que não será aceito por qualquer pessoa sã.

O L. Emediato está correto, quem provavelmente procurará esse livro no país é o espectro que ele citou, estudiosos de História (quem tem interesse no assunto segunda guerra) ou curiosos.

Tem gente que manifesta "interesse" nesse livro quando sai matéria sobre o mesmo, mas só pra fazer "pose" (como se isso impressionasse alguém, futilidade), ou então por conta da capa, mas não leem nada (se lessem saberiam que há edição do livro na web há mais de década), usam o livro como decoração ou pra "meter medo" em alguém com a foto de Hitler (caso tenha foto dele na capa).

A quem pensar que o fenômeno do "urro coletivo" (comportamento agressivo de manada) é só à direita, quebrará a cara, o que existe de gente tosca que se diz de "esquerda" nesse mesmo "nível" (de burrice e intolerância) da direita, é um verdadeiro 'festival'

Em comum com os ignorantes de direita, esses à esquerda também não leem nada, ou quando leem não entendem direito o que leem, não assistem nem documentários. Os dois extremos se tocam pois são muito parecidos (basta ver este grupelho MPL e suas "máximas políticas" demagógicas).

A questão da leitura recai diretamente na forma como as pessoas se expressam, é só ver a dificuldade em articular uma ideia, qualquer que seja, e transmitir isso adiante. Não é um problema banal (qualquer). Afeta inclusive as relações sociais num país.

Como disse, esse pessoal não assiste nem um mísero documentário sobre qualquer assunto, já que em tese seriam mais "politizados", não conseguem emitir uma opinião analisando algo friamente, são passionais ao extremo, fazem birra quando não têm o que dizer e quando desaprovam algo (embora não digam do que discordam exatamente), são pessoas manobráveis (gente passional é extremamente manipulável), são completamente alienados do que se passa no mundo, ou só se informam pelo que o Globo diz.

Esse pessoal é pautado pela programação da Globo, embora vários digam que a odeiam, mas assistem as novelas dela sem perder nada, fora os programas esdrúxulos que a mesma transmite (eles sabem a programação dela decorada), e só se informam pelo que A, B ou C (que eles consideram "gurus" ou como os chamo: "subcelebridades" de Facebook) comentam naquela rede social.

Quando a gente repassa algo (informação, matéria), ficam fazendo beicinho com raiva porque acham um 'atrevimento' alguém "saber" (entre aspas) mais que eles. Se não for alguém que dê pra eles puxar o saco (pela carteirada), pra bajular, o ódio vem fácil. Tudo por conta de complexo. É o famoso "puxar pra baixo" (o nível), não sabem de nada mas não querem que ninguém saiba.

Na verdade, o que se discute aqui não se trata de "saber mais" disso ou daquilo, essa ânsia em quem "sabe mais" é uma tolice extrema, é uma neurose fruto de complexo. O que se passa é que esse pessoal não lê nada, não se informam decentemente, não se interessam por nada (mas querem estar no "rebuliço" mesmo assim, no meio da discussão), não sabem discutir nada, e acabam se sentindo por baixo com quase todo mundo. A tendência de quem se comporta assim é sempre essa. Gente complexada é um perigo, costumam ser agressivos gratuitamente por qualquer coisa e não é um problema banal. Ou seja, é caso pra psicólogo tratar e não pra web resolver.

Por "complexo" não me refiro à depressão (muita gente confunde as duas coisas, mas não são sinônimos), depressão é uma doença séria que todo mundo está sujeito a ter durante a vida e não é "frescura" (como a massa ignorante costuma tratar/dizer no Brasil). Complexo neste caso é um sentimento de inferioridade fruto do próprio comportamento que esse pessoal se autocondiciona.

É um festival de indigência cultural fora do comum, é porcaria nos dois polos, nos dois extremos políticos, e tem pra todo gosto. Você fica num fogo cruzado. Toma "paulada" dos dois extremos.

Os de direita (refiro-me a esse perfil citado mais acima) são mais afoitos, defecam a estupidez em tudo quanto é página de jornal na rede (aqui mesmo no blog já fizeram isso na caixa de comentários), uma parte é seguidora de um astrólogo "metido a filósofo" (expulso da Página do Exército), mas mesmo assim ainda é possível discutir com alguns deles, mesmo que repitam os mantras que assistem na Globo etc.

Os de esquerda, de tanto bullying que tomaram, ou porque sofrem de 'cagaço' crônico (covardia), ficam em guetos falando entre si, que eu apelidei de a "revolução do gueto". Eu acho que não sou uma pessoa boa com esse pessoal (rs), vejam a ironia que acabo fazendo com eles (isto se chama "saco cheio").

Prosseguindo, os da extrema-esquerda são mais arrogantes e intolerantes (por incrível que pareça), principalmente com gente de esquerda que pensa diferente deles (tem opinião divergente). Em suma: não toleram divergência, opinião contrária, coisas que são o alicerce de uma democracia, de uma sociedade que tem pluralidade e não "pensamento único".

O que essa gente (dos dois extremos) diz de absurdo sobre episódios históricos e de política é coisa que deixaria um Freud (se fosse vivo) enlouquecido de tanta bizarrice, com tanta estupidez junta, e sentem um certo orgulho em agir assim, isso é que é o pior, não existe nem humildade da parte deles em reconhecer que não sabem algo (mesmo porque ninguém nasce sabendo, saber é algo construído, adquirido, acumulado, surge da interação entre humanos, via livros, contatos, vídeos etc).

Há alguns anos era comemorado a inclusão digital no país. Nada contra, de fato é bom que o país tenha acesso total à internet, mas... (tem sempre um "mas") o que emergiu desse acesso foi igual a abrir a tampa de um esgoto.

E antes que alguém chie com os termos, sou contra o "politicamente correto" que essa tranqueira do PSOL prega e enche o saco de forma exacerbada. Preconceito se acaba com livre discussão e rebatendo a idiotice proferida (com argumentos, conhecimento, gozação, ironia etc, até elevando o tom se for necessário), não com censura simplesmente. Minha última resistência a essa questão era justamente sobre o PL da negação do Holocausto e hoje sou contra este projeto de lei que fará aniversário de dez anos em breve (o pessoal do Holocaust Controversies me convenceu do problema dessas restrições).

Não se acaba preconceito por decreto e sim com educação, conhecimento e livre discussão.

Quem achar que acaba com preconceito por decreto, irá alimentá-lo no "submundo". Ele fica circulando no submundo, "fermentando", e numa hora isso emerge com muita força (como se vê nos últimos anos).

Só pra ilustrar o que citei acima, não lembro mais do ano exatamente mas acho que foi em 2014 (não tenho certeza), alguém foi comentar algo no perfil daquele deputado do Rio, Jean Wyllys (PSOL), e achei que o ambiente do cidadão era democrático (a página dele), fiz um comentário, acho que sobre a Globo, e a equipe dele simplesmente apagou.

Ele andou fazendo "sucesso" com uma viagem que fez a Israel, mas não entremos nesse assunto, a menos que alguém queira (isso foi uma provocação, rs).

Pra quem achar que eu "morro de amores" pelo PSOL, sinto se decepcionar alguém. Eu considero este partido algo ridículo e delirante. Foi este partido que disseminou, junto com essa extrema-direita liberal esse clima de ódio político no país baixando o nível da discussão política. O PSOL é um partido liberal mal assumido que usa cor vermelha, com um discurso radicaloide pra enganar trouxa, basicamente. É o mesmo discurso/agenda do Partido Democrata dos EUA (da ala dos Clinton).

É esse o "modelo de democracia" que o deputado em questão defende: censura e "fim de papo"? É essa "ideia" de democracia dele que não é democracia alguma? E ao que parece que é, isso explica e muito deu ter aversão à figura dele.

Não fiz uma agressão, só um comentário que nem o citava, e tive o comentário cortado só porque a "equipe" dele não gostou. Estou comentando aqui sobre uma figura pública, político, não de "gente comum". Vejam quanto tempo faz que isso ocorreu (2014), só vim comentar agora porque o assunto do post é pertinente e já estava com essa questão entalada há tempo.

Quem lê o blog e me conhece sabe do que penso dos rivais políticos diretos dele (como o Bolsonaro e cia), não gosto de nenhum deles, mas também não gosto do PSOL, o deputado em questão e os rivais dele se nivelam por baixo, desviam o foco de discussões mais sérias pro país com briga de quitanda.

O PSOL é um partido rancoroso, infantilizado (tem uma dancinha da ciranda pra "derrubar o capitalismo", hahahaha), antidemocrático que nasceu no ressentimento incontido que sente pelo PT (de onde parte da cúpula do PSOL foi expulsa por radicalismo).

Quero ver algum "revi" vir encher o saco alegando que eu defendo Wyllys e o PSOL, na verdade eu quero que vocês da extrema-direita (liberal ou não) e essa extrema-esquerda do PSOL-PSTU se explodam. Vocês se merecem.

Esse cidadão e o Bolsonaro dependem um do outro politicamente, são unha e carne, ambos se elegem sob o pretexto dessa suposta "briga-polarização" que ajuda a projetar ambos e desviar o foco da discussão política de coisas mais sérias pro país (ataque especulativo ao pré-Sal etc). Um é demagogo e só diz besteira (e agora virou neoliberal, Bolsonaro liberal-conservador), o outro se elege sob o manto do "combate ao preconceito" mas não acaba com preconceito algum, isso quando não projeta ainda mais essa bancada religiosa fundamentalista e afins com a polarização que cria no congresso, pois o deputado do PSOL não passa de um intolerante também como o seu rival, ambos sem preparo político algum. Revejam (quem vota) o voto de vocês nesse tipo de radicalismo pueril, depois não reclamem do "baixo nível" na discussão política do país.

Os dois encarnam o nivelamento por baixo da política brasileira, são o que há de pior. Quer dizer, o Eduardo Cunha consegue ser mais "punk" que esses dois, ainda (esse é duro de superar).

Teve outro exemplo de intolerância política e truculência. Não lembro a quantidade exata de comentários, mas vamos chutar, por baixo foram uns cinco. Mas houve mais comentários com problemas, que só foram liberados depois da matéria descer, pra não gerar discussão e o povo não ler.

Estou citando o site do Nassif. Fui comentar no site do Nassif e tive comentário (s) não publicado (s). Ou seja, sou "subversivo" e não sabia, hahahaha.

Essa é pros "revis" que leem o blog não virem encher o saco falando de "censura", como se só eles tivessem o "privilégio isolado" de ter comentário cortado naquele site/blog pois já publicaram o assunto da "negação" por lá.

Eu tive mais comentários cortados que eles/vocês juntos. Pelo visto sou um "perigo" à sociedade (à sociedade de pensamento único, autoritária) na concepção desse site (aos desavisados, isso é uma ironia).

"Ah, mas pode ser a equipe do blog e não ele". Pode ser, embora ele seja o responsável pelo site e deve traçar alguma linha editorial pra equipe, embora eu também lembre que comentei em posts que ele fez. Ou seja, ele vê os comentários.

Só que é ruim de salvar este tipo de corte porque você não espera ser cortado, até por não ter feito comentário ofensivo. Quando a coisa começou a se repetir (da terceira vez) comecei a prestar atenção. O fato é que deixei de comentar naquele espaço depois disso, e não faz falta.

Lembrei de outro caso que foi com o Emir Sader (figura que essa "neodireita" adora).

Ele também cortou comentário por discordância, mas sem dizer o motivo. Lembro vagamente do post. Quando ele estava escrevendo besteira sobre Pernambuco, sem escrever o nome do Estado e mais alguma idiotice (só citam o nome da região, pedantismo insuportável desse povo). Ou seja, tenho que ler o cara escrever besteira de algo que conheço e sou parte e aceitar a idiotice quieto. Petulância extrema desse pessoal.

Esses cidadãos deixam espaço pro povo comentar e quando não gostam, cortam. Pela postura parece que se sentem, sei lá, "semideuses" ou algo do tipo. Nunca vi tanta cretinice e futilidade juntas. Não é a toa que o país vive a crise política que passa, não é só questão econômica a causa (antes fosse).

No dia que ele souber mais sobre meu estado (e eu sei quando dizem besteira, ele não acompanha o que se passa no estado, só sabe superficialidades, na melhor das hipóteses, além de ter aquela visão idiotizada genérica regional que acha que estado não tem bandeira, hino e constituição, ou que o país não é uma República Federativa e sim uma "República regional", quando ele deveria saber já que é tido como "intelectual"), sem aquela visão preconceituosa idiota dele, eu saio com uma melancia pendurada na cabeça pelado pela rua.

Ele pensa que é um Evaldo Cabral de Mello? Que duvido fosse me tratar assim. Pra quem não conhece a pessoa, o Evaldo Cabral de Mello (irmão do João Cabral de Melo Neto e primo de Manuel Bandeira e Gilberto Freyre, só "nomes fracos", rs) é um diplomata e talvez o maior historiador vivo do Brasil, e duvido que ele trate alguém com a petulância dessas figuras citadas acima.

No dia que eu precisar de alguma "estrela" dessas criticadas acima (os da censura) como "fonte de conhecimento", eu prefiro pular de cabeça de uma ponte. Parece que quando a gente dirige a palavra a essas pessoas, eles pensam que estão fazendo um "favor" falar com a gente. Estão no mundo das nuvens, fora de si.

Mas voltando às críticas, quando esse pessoal fala de Fascismo, é uma calamidade, e ficam com raiva quando a gente "corrige" (comenta).

Teve gente irritada com o Ian Kershaw, o autor da que é considerada a melhor biografia sobre Hitler/nazismo, historiador britânico renomado (conhecido no mundo inteiro), e citaram um título idiota que circula no país "sobre fascismo" que é um amontoado de bobagens (aparentemente). A quem se interessar, leiam uma crítica aqui, não sei se sobre o livro mas tem a ver. Repetir o clichê como se Fascismo fosse sinônimo de autoritarismo, puro e simples (fascismo também virou xingamento, mas tem o sentido original) sem entender o significado original é simplesmente bizarro. É surreal ver essas coisas, a pessoa entra em depressão (rs).

Depois chega gente achando que a gente é pedante simplesmente porque o nível intelectual da produção acadêmica sobre esses temas políticos no país anda muito baixo, não querendo generalizar (tem partes boas, sobre racismo e integralismo, só pra ficar nessas, mas esse pessoal "engajado" com o PSOL, não dá).

O que mais me choca nisso é a arrogância, pretensão ou petulância desse pessoal.

Criticam a mídia oligopolizada do país, que é o maior problema do Brasil hoje (país sem mídia plural, de qualidade, fica no limbo, vulnerável), mas se comportam de forma parecida ou pior à mídia que criticam.

Nem a Globo me tratou assim (pausa pro riso de novo), e eu "amo" a Globo (rs), mas tenho que ser justo na crítica, "A César o que é de...".

Querem formar opinião assim? Tá feia a coisa.

Mudem de postura. Em internet não tem espaço pra "vedetismo" e "estrelismo". Aquela idolatria e histeria dos anos 60 passou.

Como revido sempre (minha forma de revide muitas vezes é só o famoso ignorar esse tipo de "figura" ou ironizar, o deboche sempre irrita o autoritarismo), deixei de ver o perfil do cidadão e também não repasso nada que ele publicar (mesmo porque nunca publiquei nada dele mesmo, então não faz muita diferença, rs). Bateu, toma de volta, curto e direto, sendo de direita ou de esquerda.

Não tolero esse tipo de autoritarismo.

Já tive que barrar comentários por conta do teor racista e agressivo por conta da legislação do país, mas sempre discuti abertamente. Estou acostumado a esse tipo de cultura de discussão aberta e não a de censores, "estrelinhas". Mas são essas "estrelas" que o povo traz pra gente.

Eu leio coisa melhor em jornal estrangeiro e as pessoas nessas publicações/jornais não se comportam com esse vedetismo que se observa no país. A tal "mídia alternativa" do país, com exceções obviamente (o Azenha, o Paulo Henrique Amorim e outros) está nesse "nível". Eu fico abismado com o baixo nível político do país. Não vou nem falar da Veja e cia, pois o fato é que está tudo nivelado por baixo. Uma porcaria.

E tem mais casos, se eu for enumerar tudo a lista é muito grande.

É muito ódio e ressentimento juntos misturados com estupidez extrema, petulância e falta de valores democráticos, uma cultura autoritária e muita infantilidade, um bando de adultos com comportamento de criança birrenta de escola se sentindo "deuses".

Se uma rede social sobe à cabeça desse povo, imagina se aparecessem direto na TV com muita audiência. Iriam comer o fígado de todo mundo.

Parece que estamos diante de "pop stars", do Pink Floyd, dos Stones. Francamente, só rindo.

Por isso que muita gente se irrita e se isola dessa/nessa rede. Não dá pra passar a mão na cabeça desse povo e dizer que está tudo bem, pois não está, estamos chegando a um limite (se já não chegou).

Em 2015 essa estupidez política levou à exaustão o país inteiro. Chega.

Aqui ao menos posso descrever o fenômeno (problema) sem esse pessoal castrar/patrulhar o que a gente pensa ou diz.

Leiam mais (não só sobre Brasil, a cobertura geopolítica do país é um completo chiqueiro, muito ruim), aprendam a discutir - mesmo que role alguma rusga na discussão -, tenham a mente mais aberta, mas não esperem mais tolerância com comportamento agressivo gratuito e falta de educação (educação aqui significa aquela "educação formal", do "bom dia" etc). Tolerância zero com grosseria e estrelismo.

Ninguém é obrigado a suportar/tolerar esse tipo de "comportamento excêntrico" autoritário porque esse povo não sabe conviver numa democracia, não toleram divergência (à direita e à esquerda). Chegamos a um limite onde, ou se reverte isso ou a incivilidade dessa gente (dos dois extremos, esse culto à cretinice) levará o país à barbárie.

Acho que a maioria da população no fundo não quer isso, mas precisa se manifestar mais contendo esses extremos, sair de cima do muro porque uma hora o muro desaba com todo mundo junto. Não tenham medo de tomar posição porque tem gente "urrando" e babando saliva.

Atualização: 24.01.2016
Fiz uma revisão do texto (não tinha revisão alguma, foi publicado como foi escrito) pra corrigir erros e cortar trechos com mesmo sentido repetidos (sem necessidade). Fica melhor de ler assim.

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