Ex-líder Neonazi Anders Högström
Condenado por incitar furto de letreiro de Auschwitz
O ex-líder neonazi sueco Anders Högström foi esta quinta-feira condenado, na Polônia, a dois anos e oito meses de prisão, por ter incitado ao furto do letreiro do antigo campo de concentração de Auschwitz, anunciou o porta-voz do Tribunal de Cracóvia.
Os dois cúmplices de Högström, os poloneses Andrzej Strychalski e Marcin Auguscinski, foram condenados a dois anos e seis meses de prisão e a dois anos e quatro meses de cadeia, respetivamente, noticiaram as agências internacionais. As penas somam-se a outras, decretadas em março, num primeiro processo, a outros três arguidos polacos, condenados a entre dezoito meses e dois anos e meio de prisão.
Högström vai cumprir a pena na Suécia, adiantou o porta-voz do Tribunal de Cracóvia, Rafal Lisak. Na abertura do processo, o arguido declarou-se culpado e aceitou, de antemão, a pena de dois anos e oito meses de cadeia pedida pelo Ministério Público. O letreiro irônico "Arbeit Macht Frei" (O Trabalho Liberta) desapareceu da entrada principal do antigo campo de concentração nazi de Auschwitz, na Polónia, a 18 de dezembro de 2009. Três dias depois, foi encontrado numa casa de campo.
Os autores materiais do furto foram presos horas depois da descoberta, graças à colaboração de cidadãos. O campo de concentração de Auschwitz foi um dos principais palcos do Holocausto, onde se estima que tenham morrido, entre 1940 e 1945, mais de um milhão de pessoas, a maioria judeus, nas câmaras de gás ou por fome, doença e trabalhos forçados. Atualmente, o recinto é um museu.
Fonte: Lusa
http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1745792&seccao=Europa
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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Poloneses e alemães constroem museu judaico no antigo Gueto de Varsóvia
Há exatos 40 anos, o então chanceler alemão Willy Brandt se pôs de joelhos diante do Memorial aos Heróis do Gueto de Varsóvia, em um gesto histórico. Hoje, um museu sobre história judaica é construído no mesmo lugar.
A construção do Museu da História Judaica de Varsóvia é atualmente o projeto cultural mais caro em curso na Polônia, embora poucos saibam dele na vizinha Alemanha.
O museu está sendo construído no local onde ficava o Gueto de Varsóvia durante o período da ocupação nazista, bem perto do memorial para as vítimas do levante do Gueto de Varsóvia, em frente ao qual o então chanceler alemão Willy Brandt se colocou de joelhos 40 anos atrás, em 7 de dezembro de 1970. Foi um gesto inédito de humildade que se tornaria um marco nas relações entre alemães e poloneses.
Obrigação moral
Os primeiros planos para o museu começaram em 1994, quando o então presidente alemão Roman Herzog decidiu apoiar o projeto e supervisionou a criação de uma fundação para ajudar a financiar a instituição. Embora a ideia inicial tenha vindo da Polônia, o país não tinha na época os fundos necessários para o empreendimento.
"De repente, Roman Herzog deu apoio à ideia", lembra Josef Thesing, presidente da fundação. "Nossa instituição foi criada para tornar essa ideia realidade. Se não tivéssemos conseguido assegurar fundos desde o início, jamais a coisa teria acontecido."
Até agora, a fundação conseguiu captar cerca de 6 milhões de euros para o projeto cujos custos totais foram calculados em 90 milhões de euros e deverá ser inaugurado em 2013.
Thesing acha que a Alemanha tem responsabilidade moral de investir no museu. "Acho que podemos mostrar que existe uma Alemanha diferente agora", diz. "E, junto com os poloneses, hoje também nossos amigos na Comunidade Europeia, podemos trabalhar através do nosso passado em vez de renegar esse passado e olhar para um futuro comum de uma perspectiva única."
História judaico-polonesa começou no século 10
O caminho para o futuro nos conduz primeiro pelo passado. Apenas poucos poloneses sabem que a primeira menção conhecida ao seu país foi escrita em hebraico. As raízes da vida judaica na Polônia remontam ao século 10º, diz o sobrevivente de Auschwitz Marian Turski.
"Hoje há apenas uns poucos judeus na Polônia. Mas o judaísmo é parte da nossa história, da literatura. Hoje se nota um vácuo social, mas – aos poucos – o interesse por essas questões vem aumentando. Por isso, acreditamos que este será um dos museus mais visitados na Polônia", avalia Turski.
Foi Marian Turski que teve a ideia do museu no início dos anos 90. Hoje ele não apenas é presidente do Conselho de Museus, mas também preside o Instituto Histórico Judaico da Polônia.
Na visão de Turski, o museu tinha que ser edificado necessariamente diante do Memorial aos Heróis do Gueto de Varsóvia. "Como presidente do Instituto Histórico Judaico, por um longo período fui praticamente dono desse terreno. Estava claro para todos que não havia lugar melhor para se construir o museu", lembra.
Museu será marco de uma história difícil
"Com o início da construção, há pouco menos de um ano e meio, a história retornou àquele lugar", afirma Turski. Jerzy Halbersztadt, diretor fundador do museu, concorda com essa opinião e acredita que a instituição a ser inaugurada em 2013 será um marco para a difícil história da relação entre poloneses e judeus.
"Na verdade, tudo isso levou bastante tempo. Este museu é especialmente importante para a educação da população, porque o nacionalismo e a xenofobia tendem a retornar. A inauguração deverá servir como marco de uma mudança. Não mudará todo o país, mas poderá assinalar o desenvolvimento democrático nos últimos 20 anos", explica Halbersztadt.
A coleção do museu não vai abranger somente o período do Holocausto, mas deverá compreender os primórdios da história judaica na Polônia até os dias de hoje. Entre os capítulos mais dolorosos estão também o pogrom de Kielce, em 1946, o extremo antissemitismo no final dos anos 60 e o retorno gradual do judaísmo na Polônia pós-comunista.
"Nossa missão é alcançar aqueles que não entendem o que significa no mundo contemporâneo manter um diálogo aberto, revisitar a história, dizer a verdade sobre o passado, sendo ele bom ou não", afirma Halbersztadt. "Aqueles que ainda não estão convencidos disso hoje serão convencidos amanhã, tenho certeza."
Como diretor do museu, Halbersztadt espera que a instituição venha a atrair meio milhão de visitantes por ano. E cada um deles poderá contribuir para a formação de uma nova consciência histórica na Polônia.
Autor: Wolfram Stahl (md)
Revisão: Simone Lopes
Fonte: Deutsche Welle (Alemanha)
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,6302898,00.html
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| Projeto do novo museu, na capital polonesa |
O museu está sendo construído no local onde ficava o Gueto de Varsóvia durante o período da ocupação nazista, bem perto do memorial para as vítimas do levante do Gueto de Varsóvia, em frente ao qual o então chanceler alemão Willy Brandt se colocou de joelhos 40 anos atrás, em 7 de dezembro de 1970. Foi um gesto inédito de humildade que se tornaria um marco nas relações entre alemães e poloneses.
Obrigação moral
Os primeiros planos para o museu começaram em 1994, quando o então presidente alemão Roman Herzog decidiu apoiar o projeto e supervisionou a criação de uma fundação para ajudar a financiar a instituição. Embora a ideia inicial tenha vindo da Polônia, o país não tinha na época os fundos necessários para o empreendimento.
"De repente, Roman Herzog deu apoio à ideia", lembra Josef Thesing, presidente da fundação. "Nossa instituição foi criada para tornar essa ideia realidade. Se não tivéssemos conseguido assegurar fundos desde o início, jamais a coisa teria acontecido."
Até agora, a fundação conseguiu captar cerca de 6 milhões de euros para o projeto cujos custos totais foram calculados em 90 milhões de euros e deverá ser inaugurado em 2013.
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| Gesto histórico de Willy Brandt em Varsóvia |
História judaico-polonesa começou no século 10
O caminho para o futuro nos conduz primeiro pelo passado. Apenas poucos poloneses sabem que a primeira menção conhecida ao seu país foi escrita em hebraico. As raízes da vida judaica na Polônia remontam ao século 10º, diz o sobrevivente de Auschwitz Marian Turski.
"Hoje há apenas uns poucos judeus na Polônia. Mas o judaísmo é parte da nossa história, da literatura. Hoje se nota um vácuo social, mas – aos poucos – o interesse por essas questões vem aumentando. Por isso, acreditamos que este será um dos museus mais visitados na Polônia", avalia Turski.
Foi Marian Turski que teve a ideia do museu no início dos anos 90. Hoje ele não apenas é presidente do Conselho de Museus, mas também preside o Instituto Histórico Judaico da Polônia.
Na visão de Turski, o museu tinha que ser edificado necessariamente diante do Memorial aos Heróis do Gueto de Varsóvia. "Como presidente do Instituto Histórico Judaico, por um longo período fui praticamente dono desse terreno. Estava claro para todos que não havia lugar melhor para se construir o museu", lembra.
Museu será marco de uma história difícil
"Com o início da construção, há pouco menos de um ano e meio, a história retornou àquele lugar", afirma Turski. Jerzy Halbersztadt, diretor fundador do museu, concorda com essa opinião e acredita que a instituição a ser inaugurada em 2013 será um marco para a difícil história da relação entre poloneses e judeus.
"Na verdade, tudo isso levou bastante tempo. Este museu é especialmente importante para a educação da população, porque o nacionalismo e a xenofobia tendem a retornar. A inauguração deverá servir como marco de uma mudança. Não mudará todo o país, mas poderá assinalar o desenvolvimento democrático nos últimos 20 anos", explica Halbersztadt.
A coleção do museu não vai abranger somente o período do Holocausto, mas deverá compreender os primórdios da história judaica na Polônia até os dias de hoje. Entre os capítulos mais dolorosos estão também o pogrom de Kielce, em 1946, o extremo antissemitismo no final dos anos 60 e o retorno gradual do judaísmo na Polônia pós-comunista.
"Nossa missão é alcançar aqueles que não entendem o que significa no mundo contemporâneo manter um diálogo aberto, revisitar a história, dizer a verdade sobre o passado, sendo ele bom ou não", afirma Halbersztadt. "Aqueles que ainda não estão convencidos disso hoje serão convencidos amanhã, tenho certeza."
Como diretor do museu, Halbersztadt espera que a instituição venha a atrair meio milhão de visitantes por ano. E cada um deles poderá contribuir para a formação de uma nova consciência histórica na Polônia.
Autor: Wolfram Stahl (md)
Revisão: Simone Lopes
Fonte: Deutsche Welle (Alemanha)
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,6302898,00.html
terça-feira, 12 de outubro de 2010
"A film unfinished": ficção nazi mostra a "boa vida" no gueto de Varsóvia
Ficção nazi para mostrar a "boa vida" dos judeus
Dia 23/09/2010
É um novo documentário sobre o Holocausto. Suas imagens foram descobertas num arquivo da Alemanha oriental depois da Segunda Guerra Mundial e agora se exibe, em crudo, toda a filmagem. São 60 minutos que servem de puro testamento para os sobreviventes, gravado pelos nazis em Varsóvia em maio de 1942 e etiquetado simplesmente com a palavra "gueto".
Clique no link pra ver o trailer do filme(na página original)
No documentário aparece um garotinho encolhido na calçada, pedindo. As pessoas passam a seu lado sem olhá-lo. Mensagem para a audiência? Fabricar a imagem de indiferença que os judeus sentiam ante outros judeus. Uma corrupta coreografía que os nazis exploraram até o limite, mostrando a vida dos judeus amontoados nos guetos.
Dirigido pela israelense Yael Hersonski, a fita também recolhe o testemunho de vários sobreviventes do gueto de Varsóvia que hoje, 70 anos depois, repassam com horror a interpretação nazi de suas vidas. E as palavras de um câmara que presenciou a "maquiagem" da fita.
"É surpreendente ver como muda o sentido das imagens em cada contexto", disse a diretora sobre seu primeiro filme, que expõe como o regime de Hitler converteu em propaganda o inferno que ele mesmo criou.
Nesta hora gravada em 1942 no gueto de Varsóvia, para onde enviaram 400.000 judeus da Polônia ocupada e de outras partes da Europa, os nazis pretendiam mostrar um choque de culturas, idiomas e classes sociais: desde as ruas à vida nos hogares ou a circuncisão de um bebê. O que não acrescentaram foram o som e nem créditos.
"A film unfinished", em cinemas norte-americanos desde agosto, documenta os horrores do nazismo e expõe os esforços da equipe de Hitler para alcançar seus objetivos.
Fonte: ABC
http://www.abc.es/20100923/internacional/film-nazis-201009231136.html
Tradução: Roberto Lucena
Trailer
Ver mais:
Israeli filmmaker offers a coda to story of Warsaw ghetto
'A Film Unfinished': Holocaust documentary 'finishes' incomplete Nazi propaganda film
"A film unfinished", um novo documentário sobre o Holocausto, mostra imagens gravadas pelos nazis em Varsóvia em 1942NOELIA SASTRE / Madrid
Dia 23/09/2010
É um novo documentário sobre o Holocausto. Suas imagens foram descobertas num arquivo da Alemanha oriental depois da Segunda Guerra Mundial e agora se exibe, em crudo, toda a filmagem. São 60 minutos que servem de puro testamento para os sobreviventes, gravado pelos nazis em Varsóvia em maio de 1942 e etiquetado simplesmente com a palavra "gueto".
Clique no link pra ver o trailer do filme(na página original)
Oscilloscope LaboratoriesEste filme se converteu em seguida numa importante fonte documental para historiadores que buscavam autênticas imagens do gueto da capital polonesa. Mas ao posterior descobrimento de um rolo maior previamente perdido sobrou-lhe pouca importância. Agora "A film unfinished" (Um filme inacabado) apresenta todas as imagens, incluídas as sequências de ficção - como uma cena com sua posterior festa - que mostravam a "boa vida" dos judeus na cidade. Uma prova a mais da célebre e cruel propaganda nazista.
As imagens mostram as diferenças entre os judeus ricos e sua indefirenças com os pobres
No documentário aparece um garotinho encolhido na calçada, pedindo. As pessoas passam a seu lado sem olhá-lo. Mensagem para a audiência? Fabricar a imagem de indiferença que os judeus sentiam ante outros judeus. Uma corrupta coreografía que os nazis exploraram até o limite, mostrando a vida dos judeus amontoados nos guetos.
Dirigido pela israelense Yael Hersonski, a fita também recolhe o testemunho de vários sobreviventes do gueto de Varsóvia que hoje, 70 anos depois, repassam com horror a interpretação nazi de suas vidas. E as palavras de um câmara que presenciou a "maquiagem" da fita.
"É surpreendente ver como muda o sentido das imagens em cada contexto", disse a diretora sobre seu primeiro filme, que expõe como o regime de Hitler converteu em propaganda o inferno que ele mesmo criou.
Nesta hora gravada em 1942 no gueto de Varsóvia, para onde enviaram 400.000 judeus da Polônia ocupada e de outras partes da Europa, os nazis pretendiam mostrar um choque de culturas, idiomas e classes sociais: desde as ruas à vida nos hogares ou a circuncisão de um bebê. O que não acrescentaram foram o som e nem créditos.
"A film unfinished", em cinemas norte-americanos desde agosto, documenta os horrores do nazismo e expõe os esforços da equipe de Hitler para alcançar seus objetivos.
Fonte: ABC
http://www.abc.es/20100923/internacional/film-nazis-201009231136.html
Tradução: Roberto Lucena
Trailer
Ver mais:
Israeli filmmaker offers a coda to story of Warsaw ghetto
'A Film Unfinished': Holocaust documentary 'finishes' incomplete Nazi propaganda film
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
David Irving - Visita de negacionista pró-nazi à Polônia gera polêmica
Visita de "historiador" à Polônia que nega holocausto gera polêmica
Varsóvia, 21 set (EFE).- A presença na Polônia do polêmico "historiador" britânico David Irving, conhecido por negar o Holocausto, como guia de um grupo de turistas por locais emblemáticos da Segunda Guerra Mundial, foi classificada de "escandalosa" por várias organizações locais.
De hoje até o fim do mês, Irving acompanhará vários "amantes da história" britânicos e americanos em uma viagem com visitas previstas ao campo de concentração nazista de Treblinka, os restos do Gueto judeu de Varsóvia e a antiga prisão alemã de Pawiak.
Meios locais confirmam nesta terça que Irving chegou ontem à Polônia, embora não se saiba onde ele está e o número de turistas a quem contará sua visão particular do Holocausto, mas se sabe que cada um pagou cerca de 2 mil euros pelos seus serviços.
A visita de Irving não agrada ao país. ONGs já pediram às autoridades que impeçam sua permanência porque consideram "um insulto às vítimas da Segunda Guerra Mundial e do Holocausto".
Estima-se que 6 milhões de poloneses morreram no conflito armado. Em 2006, Irving foi detido na Áustria e condenado por fazer apologia ao nazismo em discurso de 1989.
O britânico é autor de mais de 30 livros sobre o Terceiro Reich e é conhecido por suas teorias nas quais questiona a veracidade do Holocausto.
Fonte: EFE
http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5iSLlHR_gVYCgjwPBUepJ7tjzJIuQ
Varsóvia, 21 set (EFE).- A presença na Polônia do polêmico "historiador" britânico David Irving, conhecido por negar o Holocausto, como guia de um grupo de turistas por locais emblemáticos da Segunda Guerra Mundial, foi classificada de "escandalosa" por várias organizações locais.De hoje até o fim do mês, Irving acompanhará vários "amantes da história" britânicos e americanos em uma viagem com visitas previstas ao campo de concentração nazista de Treblinka, os restos do Gueto judeu de Varsóvia e a antiga prisão alemã de Pawiak.
Meios locais confirmam nesta terça que Irving chegou ontem à Polônia, embora não se saiba onde ele está e o número de turistas a quem contará sua visão particular do Holocausto, mas se sabe que cada um pagou cerca de 2 mil euros pelos seus serviços.
A visita de Irving não agrada ao país. ONGs já pediram às autoridades que impeçam sua permanência porque consideram "um insulto às vítimas da Segunda Guerra Mundial e do Holocausto".
Estima-se que 6 milhões de poloneses morreram no conflito armado. Em 2006, Irving foi detido na Áustria e condenado por fazer apologia ao nazismo em discurso de 1989.
O britânico é autor de mais de 30 livros sobre o Terceiro Reich e é conhecido por suas teorias nas quais questiona a veracidade do Holocausto.
Fonte: EFE
http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5iSLlHR_gVYCgjwPBUepJ7tjzJIuQ
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quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Alemanha abre processo contra ex-criminoso nazista
BERLIM — A Promotoria alemã informou nesta quarta-feira que iniciou um processo contra o ex-guardião de um campo de extermínio nazista de 90 anos, acusado de participar do assassinato de 430.000 judeus durante a Segunda Guerra Mundial.Samuel Kunz, que reconheceu ter trabalhado no campo de extermínio de Belzec, situado na Polônia sob ocupação alemã, entre 1942 e 1943, foi informado na semana passada das acusações contra ele, informou à AFP um porta-voz da Procuradoria da cidade de Dortmund (oeste).
Kunz também é acusado da morte de outros dez judeus em dois incidentes diferentes, que também ocorreram em Belzec, indicou o porta-voz, Christoph Goeke.
Kunz negou envolvimento nos assassinatos.
Depois dos julgamentos de Nuremberg depois da guerra, quando os principais líderes nazistas foram condenados à morte, as autoridades alemãs examinaram mais de 25.000 casos, mas a imensa maioria não gerou processos.
Fonte: AFP
http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5gAS6QIwqs4n9dJG51b7mFHPWnRaw
Matérias:
Testemunha no julgamento de Demjanjuk acusada de cumplicidade na morte de 430 mil judeus (Lusa, Portugal)
German Nazi suspect charged over 430,000 deaths (BBC)
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Vídeo recria destruição de Varsóvia durante 2ª Guerra Mundial
Simulação quer educar a nova geração sobre destruição que aconteceu na Polônia
Uma simulação de cinco minutos ajuda a educar a nova geração sobre a destruição da cidade de Varsóvia, na Polônia, ocorrida durante de Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
O vídeo foi produzido por 40 especialistas, que demoraram dois anos para finalizá-lo. Ele documenta, utilizando recursos do cinema em três dimensões (3D), os chocantes escombros a que Varsóvia foi reduzida pela Alemanha Nazista, durante a tentativa de extermínio de judeus.
Os produtores usaram imagens históricas para criar uma simulação de um voo sobre a cidade no início de 1945, que mostra colapso de pontes, casas queimadas sem telhado, e o Gueto de Varsóvia, que concentrou maior comunidade judaica na época do Holocausto.
Jan Oldakowski, o diretor do Museu do Levante de Varsóvia (Warsaw Uprising Museum), diz que o vídeo, legendado em polonês, é destinado principalmente para os jovens que não percebem o grau de destruição da maior cidade da Polônia entre 1939 e 1945.
Vídeo: Miasto ruin. Przelot nad zburzoną Warszawą w kwietniu 1945.
http://www.youtube.com/watch?v=HHYo8HBTHVA
Fonte: R7
http://noticias.r7.com/internacional/noticias/filme-recria-destruicao-de-varsovia-durante-2-guerra-mundial-20100728.html
Uma simulação de cinco minutos ajuda a educar a nova geração sobre a destruição da cidade de Varsóvia, na Polônia, ocorrida durante de Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
O vídeo foi produzido por 40 especialistas, que demoraram dois anos para finalizá-lo. Ele documenta, utilizando recursos do cinema em três dimensões (3D), os chocantes escombros a que Varsóvia foi reduzida pela Alemanha Nazista, durante a tentativa de extermínio de judeus.
Os produtores usaram imagens históricas para criar uma simulação de um voo sobre a cidade no início de 1945, que mostra colapso de pontes, casas queimadas sem telhado, e o Gueto de Varsóvia, que concentrou maior comunidade judaica na época do Holocausto.
Jan Oldakowski, o diretor do Museu do Levante de Varsóvia (Warsaw Uprising Museum), diz que o vídeo, legendado em polonês, é destinado principalmente para os jovens que não percebem o grau de destruição da maior cidade da Polônia entre 1939 e 1945.
Vídeo: Miasto ruin. Przelot nad zburzoną Warszawą w kwietniu 1945.
http://www.youtube.com/watch?v=HHYo8HBTHVA
Fonte: R7
http://noticias.r7.com/internacional/noticias/filme-recria-destruicao-de-varsovia-durante-2-guerra-mundial-20100728.html
sábado, 10 de julho de 2010
Auschwitz - O campo de extermínio
Abaixo segue um texto publicado no site do Museu Memorial do Holocausto dos EUA(USHMM) com um resumo sobre o campo de extermínio de Auschwitz.
Muita gente procura informação sobre o Holocausto na internet e acaba não dando de cara facilmente com informações básicas(de fontes sérias) com uma visão geral do que foram os campos de concentração e extermínio empregados pelos nazistas na execução do genocídio da Segunda Guerra. Na medida do possível serão colocados, mais adiante, mais textos com resumos de outros campos de concentração/extermínio. Todos os textos serão fixados no Sumário que se encontra no lado esquerdo do blog para não ficarem "perdidos" na progressão do blog.
Observação: alguns erros de português do texto foram corrigidos(numa vista rápida) e as fontes do texto para leitura foram colocadas(elas não foram reproduzidas na parte em português site do texto original em inglês).
____________________________________________________
AUSCHWITZ
O complexo dos campos de concentração de Auschwitz era o maior de todos os estabelecidos pelo regime nazista. Nele havia três campos principais de onde os prisioneiros eram distribuídos para fazer trabalho forçado e. por longo tempo, um deles também funcionou como campo de extermínio. Os campos estavam a aproximadamente 60 quilômetros a oeste da cidade polonesa de Cracóvia, na Alta Silésia , próximos à antiga fronteira alemã e polonesa de antes da guerra, mas que em 1939, após a invasão e a conquista da Polônia, foi anexada à Alemanha nazista. As autoridades das SS estabeleceram os três campos principais perto da cidade polonesa de Oswiecim: Auschwitz I, em maio de 1940; Auschwitz II (também conhecido como Auschwitz-Birkenau), no início de 1942; e Auschwitz III (também chamado de Auschwitz-Monowitz), em outubro de 1942.
(Foto) Entrada principal do campo de extermínio Auschwitz-Birkenau. Foto tirada na Polônia, data incerta. — Beit Lohamei Haghettaot
O campo de Auschwitz era subordinado à “Inspetoria dos Campos de Concentração”. Até março de 1942 esta Inspetoria era um órgão do Quartel-General das SS e, a partir de 1941, começou a fazer parte da Central de Operações das SS. De março de 1942 até a liberação de Auschwitz, a Inspeção era subordinada à Central Econômica-Administrativa das SS.
Em novembro de 1943, as SS decretaram que Auschwitz-Birkenau e Auschwitz-Monowitz se tornariam campos de concentração independentes. O comandante de Auschwitz I continou como comandante da guarnição de todas as unidades SS enviadas para Auschwitz e era considerado o oficial sênior entre os três comandantes. Os escritórios de administração da SS que armazenavam os registros de prisioneiros e gerenciavam sua distribuição de trabalho continuavam localizados na Auschwitz I. Em novembro de 1944, Auschwitz II foi reunificado a Auschwitz I, e Auschwitz III passou a ser denominado Monowitz.
Os comandantes do complexo de campos de concentração de Auschwitz eram: Tenente-Coronel da SS Rudolf Hoess, de maio de 1940 a novembro de 1943; Tenente-Coronel da SS Arthur Liebehenschel, de novembro de 1943 até meados de maio de 1944; e Major da SS Richard Baer, de meados de maio de 1944 a 27 de janeiro de 1945. Enquanto era independente, os comandantes de Auschwitz-Birkenau (novembro de 1943 a novembro de 1944) foram o Tenente-Coronel da SS Friedrich Hartjenstein, de novembro de 1943 a meados de maio de 1944 e o Capitão da SS Josef Kremer, de meados de maio a novembro de 1944. O comandante do campo de concentração Monowitz, de novembro de 1943 a janeiro de 1945, foi o Capitão Heinrich Schwarz.
AUSCHWITZ I
Auschwitz I, o campo principal, foi o primeiro a ser fundado perto da cidade polonesa de Oswiecim. As construções começaram em maio de 1940 em um antigo quartel da artilharia do exército polonês, localizado em um bairro afastado. As autoridades das SS obrigavam os prisioneiros ao trabalho forçado contínuo, com a finalidade de expandir os limites físicos do campo. Durante o primeiro ano de existência do campo, as SS e a polícia evacuaram uma área de aproximadamente 40 quilômetros quadrados como "área de desenvolvimento", reservada para uso exclusivo do campo. Os primeiros prisioneiros de Auschwitz eram alemães, transferidos do campo de concentração Sachsenhausen, na Alemanha, onde estavam encarcerados por infração criminal recorrente, e prisioneiros políticos poloneses que vieram de Lodz e estavam no campo de concentração de Dachau e de Tarnów, no Distrito de Generalgouvernment na Cracóvia (parte da Polônia ocupada mas não incorporada à Alemanha nazista, associada administrativamente à Prússia Oriental, ou incorporada à União Soviética ocupada pela Alemanha).
Similar à maioria dos campos de concentração alemães, Auschwitz I foi construído com três finalidades: 1) prender os inimigos reais e imaginários do regime nazista, e das autoridades de ocupação alemãs na Polônia, por um período indeterminado; 2) ter à disposição uma grande oferta de trabalhadores forçados para alocar aos empreendimentos das SS e relacionados à construção (e, mais tarde, produção de armamento e artigos de guerra); e 3) servir como local para a exterminação de grupos pequenos, de determinadas populações, conforme determinado pelas SS e autoridades policiais para manter a segurança da Alemanha nazista. Como a maioria dos campos de concentração, Auschwitz I possuía câmara de gás e crematório. Inicialmente, os engenheiros das SS construíram uma câmara de gás improvisada no porão do bloco de celas, o Bloco 11. Mais tarde, uma câmara maior e permanente foi construída como parte do crematório original, em outro prédio fora do complexo de celas.
Em Auschwitz I, os médicos das SS realizavam experiências “médicas” no hospital localizado no Bloco 10. Eram pesquisas pseudocientíficas em bebês, gêmeos e anões, além de fazerem esterilizações forçadas e experiências de hipotermia em adultos. O médico mais conhecido dentre eles era o infame Capitão das SS, Dr. Josef Mengele.
Entre o crematório e o quartel de experiências médicas ficava a "Parede Negra", frente à qual os guardas das SS executavam milhares de prisioneiros.
AUSCHWITZ II
A construção de Auschwitz II, ou Auschwitz-Birkenau, teve início em outubro de 1941, nas proximidades da cidade polonesa de Brzezinka. Dos três campos localizados perto de Oswiecim, o Auschwitz-Birkenau foi o que teve o maior número de prisioneiros. Era dividido em mais de doze seções, separadas por cercas com arame farpado eletrificado que, como em Auschwitz I, eram patrulhadas pelos guardas das SS e, após 1942, por guardas com cães policiais. O campo tinha seções específicas para homens, mulheres, um campo familiar para ciganos deportados da Alemanha, Áustria e do protetorado da Boêmia e Moravia, e um para famílias judias deportadas do gueto de Terezín.
Auschwitz-Birkenau também tinha instalações que funcionavam como centro-de-extermínio, e exercia um papel fundamental no plano alemão para exterminar os judeus europeus. A partir de meados de 1941, o gás Zyklon B foi introduzido no sistema dos campos de concentração alemães como forma de agilizar o extermínio. Em setembro, em Auschwitz I, deu-se o primeiro teste com o gás Zyklon B, e o "sucesso" destes testes levaram à adoção daquele gás em todas as câmaras de gás do complexo Auschwitz. Próximo a Birkenau, as SS iniciaram o processo de transformação de duas sedes de antigas fazendas em câmaras de gás. A câmara "improvisada" I entrou em operação em janeiro de 1942 e mais tarde foi desmontada. A câmara “improvisada” II funcionou de junho de 1942 até o final de 1944. As SS consideraram as instalações inadequadas para o volume de gás que eles haviam planejado usar para Auschwitz-Birkenau. Entre maio e junho de 1943, foram construídos quatro imponentes prédios de cremação, cada um com três componentes: uma área para os prisioneiros despirem-se, uma grande câmara de gás, e fornos crematórios. As SS mantiveram as operações com gás em Auschwitz-Birkenau até novembro de 1944.
DEPORTAÇÃO PARA AUSCHWITZ
Os trens chegavam constantemente a Auschwitz-Birkenau trazendo como carga judeus de praticamente todos os países europeus ocupados pela Alemanha ou a ela aliados. Estes carregamentos foram iniciados em 1942 e terminaram em 1944. Estes são os dados, em números aproximados, das deportações de judeus por país: Hungria: 426.000; Polônia: 300.000; França: 69.000; Holanda: 60.000; Grécia: 55.000; Boêmia e Morávia: 46.000; Eslováquia: 27.000; Bélgica: 25.000; Iugoslávia: 10.000; Itália: 7.500; Noruega: 690; outros (incluindo os prisioneiros de outros campos de concentração que eram despachados para Auschwitz-Birkenau ): 34.000.
Com as deportações provenientes da Hungria, Auschwitz-Birkenau tornou-se um instrumento de extrema eficácia dentro do plano alemão de destruir os judeus europeus. Entre final de abril e começo de julho de 1944, aproximadamente 440.000 judeus húngaros foram deportado, e cerca de 426.000 deles foram diretamente para Auschwitz. Deste, as SS imediatamente enviaram cerca de 320.000 diretamente para as câmaras de gás em Aschwitz-Birkenau, mobilizando quase 110.000 para trabalho forçado no complexo de campos de concentração de Auschwitz. Em questão de semanas após sua chegada, os judeus húngaros foram enviados pelas SS para trabalho escravos em outros campos deconcentração, na Alemanha e na Áustria .
No total, aproximadamente 1,1 milhão de judeus foram deportados para Auschwitz. Além deles, as autoridades das SS e das polícias colaboracionistas deportaram cerca de 200.000 pessoas de outras etnias para Auschwitz, incluindo 140.000 a 150.000 poloneses não-judeus, 23.000 ciganos roma e sinti, 15.000 prisioneiros de guerra soviéticos, e outros 25.000 civis(cidadãos soviéticos, lituanos, tchecos, franceses, iugoslavos, alemães, austríacos e italianos).
Os recém-chegados a Auschwitz-Birkenau passavam por uma triagem, na qual a equipe das SS decidia quem era capaz ou incapaz de realizar trabalhos forçados--a maioria--e os enviava diretamente para câmaras de gás, que pareciam banheiros com chuveiros para enganar as vítimas, para que o processo fosse mais rápido. Os pertences dos que iam para as câmaras eram confiscados e enviados para o depósito "Kanada" (Canadá), para posteriormente serem enviados à Alemanha. Para os prisioneiros, a palavra Canadá significava riqueza.
Pelo menos 960.000 judeus foram exterminados em Auschwitz, além de cerca de 74.000 poloneses, 21.000 ciganos, 15.000 prisioneiros de guerra soviéticos, e 10.000 a 15.000 civis de outras nacionalidades (cidadãos soviéticos, tchecos, iugoslavos, franceses, alemães e austríacos).
Em 7 de outubro de 1944, algumas centenas de prisioneiros destinados ao crematório IV em Auschwitz-Birkenau rebelaram-se após descobrirem que seriam assassinados. Durante a rebelião, os prisioneiros mataram três guardas, explodiram o crematório e a câmara de gás adjacente usando para tal explosivos trazidos clandestinamente para o campo por cinco judias que eram trabalhadoras forçadas em uma fábrica de armamentos bélicos nas proximidades. Os alemães acabaram com a rebelião, matando quase todos os prisioneiros envolvidos e enforcando publicamente as mulheres envolvidas, no início de janeiro de 1945.
As operações com gás continuaram até novembro de 1944 quando, sob as ordens de Himmler, as SS desabilitaram as câmaras de gás que ainda funcionavam. Em janeiro de 1945, as SS iniciaram a demolição das instalações remanescentes à medida que as forças soviéticas se aproximavam, em uma tentativa frustrada de esconder do mundo as barbaridades que praticavam.
AUSCHWITZ III
Auschwitz III, localizado nos arredores da cidade polonesa de Monowitz e também conhecido como Buna ou Monowice, foi fundado em outubro de 1942 para abrigar prisioneiros enviados para ali trabalhar na produção de borracha sintética. Na primavera de 1941, o conglomerado alemão I.G. Farben lá estabeleceu uma fábrica, na qual planejavam explorar a força de trabalho escravo dos campos de concentração para produzir borracha e combustíveis sintéticos. A I.G. Farben investiu mais de 700 milhões de Reichsmarks, cerca de 1,4 milhões de dólares na época, em Auschwitz III. De maio de 1941 a outubro de 1942, as SS transportaram prisioneiros de Auschwitz I para o "Anexo Buna", caminho que inicialmente faziam a pé, e depois de trem. Com a construção de Auschwitz III, no final de 1942, os prisioneiros que trabalhavam em Buna lá passaram a viver.
Auschwitz III também possuía um campo denominado “Campo de Educação pelo Trabalho”, no qual eram colocados prisioneiros não-judeus que os nazistas acreditavam haver violado a disciplina imposta pelos alemães no trabalho.
SUBCAMPOS DE AUSCHWITZ
Entre 1942 e 1944, as autoridades de Auschwitz fundaram 39 sub-campos; alguns deles foram fundados dentro de zonas de "desenvolvimento", dentre elas Budy, Rajsko, Tschechowitz, Harmense e Babitz. Outros, tais como Blechhammer, Gleiwitz, Althammer, Fürstengrube, Laurahuette e Eintrachthuette, localizavam-se na Alta Silésia, ao norte e a oeste do Rio Vístula; e os de Freudental e Bruenn/Brnona Morávia. Os sub-campos que produziam ou processavam produtos agrícolas eram subordinados administrativamente à direção de Auschwitz-Birkenau; por outro lado, os sub-campos utilizados para a produção industrial e de armamento, ou indústrias de extração (tais como minas de carvão e pedreiras), eram subordinados a Auschwitz-Monowitz. Após novembro de 1943, esta divisão de responsabilidades administrativa foi formalizada.
Os prisioneiros trabalhavam em grandes fazendas, inclusive em uma estação experimental de agricultura em Rajsko. Eles também eram forçados a trabalhar em minas de carvão e pedreiras, com pesca e, principalmente, em indústrias de armamento, como a empresa das SS German Equipment Works, fundada em 1941. Periodicamente os prisioneiros passavam por uma seleção, e se as SS os julgasse fracos ou doentes demais para trabalhar os enviavam para Auschwitz-Birkenau para serem eliminados.
Em Auschwitz I, aqueles que eram escolhidos para o trabalho forçado eram registrados e tatuados no braço esquerdo com o número de identificação, após o que eram enviados para o campo principal ou para outros lugares no complexo, inclusive para os sub-campos.
A LIBERAÇÃO DE AUSCHWITZ
No final de janeiro de 1945, em pleno inverno, conforme as forças soviéticas aproximavam-se do complexo de campos de concentração de Auschwitz, as SS iniciaram a evacuação destes campos e seus sub-campos. As unidades das SS forçaram cerca de 60.000 prisioneiros a marchar na direção oeste do sistema de campos de Auschwitz, e muitos milhares foram mortos nos dias que antecederam o início da “Marcha da Morte”. Dezenas de milhares de prisioneiros, a maioria judeus, foram forçados a caminhar tanto para noroeste, por 55 quilômetros, para Gliwice/Gleiwitz, junto com os prisioneiros dos sub-campos no leste de Alta Silésia, tal como Bismarckhuette, Althammer e Hindenburg, quanto para oeste, por 63 quilômetros, para Wodzislaw/Loslau na parte ocidental de Alta Silésia, junto com os prisioneiros dos sub-campos localizados ao sul de Auschwitz, como Jawischowitz, Tschechowitz e Golleschau. Os guardas das SS atiravam em todos os que ficavam para trás ou que não conseguiam continuar. Os prisioneiros também sofreram com o mau tempo, fome durantes as terríveis marchas. Pelo menos 3.000 prisioneiros morreram quando iam para Gliwice; e estima-se que 15.000 mais tenham morrido durante as marchas de evacuação de Auschwitz e seus sub-campos.
Quando chegavam a Gliwice e Wodzislaw, eram colocados em trens de carga, sem qualquer tipo de calefação, e levados para campos de concentração na Alemanha, principalmente Flossenbürg, Sachsenhausen, Gross-Rosen, Buchenwald, Dachau, e também Mauthausen, na Áustria. A viagem de trem durava dias e, sem comida, água, abrigo ou cobertores, muitos não conseguiram sobreviver.
No final de janeiro de 1945, as autoridades das SS e da polícia forçaram 4.000 prisioneiros a caminhar para Blechhammer, um sub-campo de Auschwitz-Monowitz. As SS exterminaram cerca de 800 prisioneiros durante a marcha para o campo de concentração Gross-Rosen, além de assassinarem 200 outros que haviam ficado em Blechhammer devido a doenças ou a tentativas frustradas de se esconderem. Após um curto período de tempo, as SS transportaram cerca de 3.000 prisioneiros do complexo industrial de Blechhammer, na Polônia, do campo de concentração Gross-Rosen para o de Buchenwald, na Alemanha.
Em 27 de janeiro de 1945, o exército soviético ingressou em Auschwitz, Birkenau e Monowitz, liberando aproximadamente 7.000 prisioneiros, a maioria deles muito doente e morrendo. Estima-se que as SS e a polícia deportaram, no mínimo, 1.3 milhão de pessoas para o complexo de Auschwitz entre 1940 e 1945. Do total de 1.3 milhão as autoridades dos campos exterminaram 1,1 milhão.
Aprofundar leitura:
Berenbaum, Michael, and Yisrael Gutman, editors. Anatomy of the Auschwitz Death Camp. Bloomington: Indiana University Press, 1998.
Dlugoborski, Waclaw, and Franciszek Piper. Auschwitz, 1940-1945: Central Issues in the History of the Camp. Oswiecim: Auschwitz-Birkenau State Museum, 2000.
Langbein, Hermann. People in Auschwitz. Chapel Hill: University of North Carolina Press, 2004.
Levi, Primo. Survival in Auschwitz: The Nazi Assault on Humanity. New York: Collier Books, 1986.
Rees, Laurence. Auschwitz: A New History. New York: Public Affairs, 2005.
Swiebocka, Teresa, editor. Auschwitz: A History in Photographs. Bloomington: Indiana University Press; Warsaw: Ksiazka i Wiedza, 1993.
Fonte: USHMM
Português
http://www.ushmm.org/wlc/ptbr/article.php?ModuleId=10005189
Inglês
http://www.ushmm.org/wlc/en/article.php?ModuleId=10005189
Muita gente procura informação sobre o Holocausto na internet e acaba não dando de cara facilmente com informações básicas(de fontes sérias) com uma visão geral do que foram os campos de concentração e extermínio empregados pelos nazistas na execução do genocídio da Segunda Guerra. Na medida do possível serão colocados, mais adiante, mais textos com resumos de outros campos de concentração/extermínio. Todos os textos serão fixados no Sumário que se encontra no lado esquerdo do blog para não ficarem "perdidos" na progressão do blog.
Observação: alguns erros de português do texto foram corrigidos(numa vista rápida) e as fontes do texto para leitura foram colocadas(elas não foram reproduzidas na parte em português site do texto original em inglês).
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AUSCHWITZ
O complexo dos campos de concentração de Auschwitz era o maior de todos os estabelecidos pelo regime nazista. Nele havia três campos principais de onde os prisioneiros eram distribuídos para fazer trabalho forçado e. por longo tempo, um deles também funcionou como campo de extermínio. Os campos estavam a aproximadamente 60 quilômetros a oeste da cidade polonesa de Cracóvia, na Alta Silésia , próximos à antiga fronteira alemã e polonesa de antes da guerra, mas que em 1939, após a invasão e a conquista da Polônia, foi anexada à Alemanha nazista. As autoridades das SS estabeleceram os três campos principais perto da cidade polonesa de Oswiecim: Auschwitz I, em maio de 1940; Auschwitz II (também conhecido como Auschwitz-Birkenau), no início de 1942; e Auschwitz III (também chamado de Auschwitz-Monowitz), em outubro de 1942.
(Foto) Entrada principal do campo de extermínio Auschwitz-Birkenau. Foto tirada na Polônia, data incerta. — Beit Lohamei HaghettaotO campo de Auschwitz era subordinado à “Inspetoria dos Campos de Concentração”. Até março de 1942 esta Inspetoria era um órgão do Quartel-General das SS e, a partir de 1941, começou a fazer parte da Central de Operações das SS. De março de 1942 até a liberação de Auschwitz, a Inspeção era subordinada à Central Econômica-Administrativa das SS.
Em novembro de 1943, as SS decretaram que Auschwitz-Birkenau e Auschwitz-Monowitz se tornariam campos de concentração independentes. O comandante de Auschwitz I continou como comandante da guarnição de todas as unidades SS enviadas para Auschwitz e era considerado o oficial sênior entre os três comandantes. Os escritórios de administração da SS que armazenavam os registros de prisioneiros e gerenciavam sua distribuição de trabalho continuavam localizados na Auschwitz I. Em novembro de 1944, Auschwitz II foi reunificado a Auschwitz I, e Auschwitz III passou a ser denominado Monowitz.
Os comandantes do complexo de campos de concentração de Auschwitz eram: Tenente-Coronel da SS Rudolf Hoess, de maio de 1940 a novembro de 1943; Tenente-Coronel da SS Arthur Liebehenschel, de novembro de 1943 até meados de maio de 1944; e Major da SS Richard Baer, de meados de maio de 1944 a 27 de janeiro de 1945. Enquanto era independente, os comandantes de Auschwitz-Birkenau (novembro de 1943 a novembro de 1944) foram o Tenente-Coronel da SS Friedrich Hartjenstein, de novembro de 1943 a meados de maio de 1944 e o Capitão da SS Josef Kremer, de meados de maio a novembro de 1944. O comandante do campo de concentração Monowitz, de novembro de 1943 a janeiro de 1945, foi o Capitão Heinrich Schwarz.
AUSCHWITZ I
Auschwitz I, o campo principal, foi o primeiro a ser fundado perto da cidade polonesa de Oswiecim. As construções começaram em maio de 1940 em um antigo quartel da artilharia do exército polonês, localizado em um bairro afastado. As autoridades das SS obrigavam os prisioneiros ao trabalho forçado contínuo, com a finalidade de expandir os limites físicos do campo. Durante o primeiro ano de existência do campo, as SS e a polícia evacuaram uma área de aproximadamente 40 quilômetros quadrados como "área de desenvolvimento", reservada para uso exclusivo do campo. Os primeiros prisioneiros de Auschwitz eram alemães, transferidos do campo de concentração Sachsenhausen, na Alemanha, onde estavam encarcerados por infração criminal recorrente, e prisioneiros políticos poloneses que vieram de Lodz e estavam no campo de concentração de Dachau e de Tarnów, no Distrito de Generalgouvernment na Cracóvia (parte da Polônia ocupada mas não incorporada à Alemanha nazista, associada administrativamente à Prússia Oriental, ou incorporada à União Soviética ocupada pela Alemanha).
Similar à maioria dos campos de concentração alemães, Auschwitz I foi construído com três finalidades: 1) prender os inimigos reais e imaginários do regime nazista, e das autoridades de ocupação alemãs na Polônia, por um período indeterminado; 2) ter à disposição uma grande oferta de trabalhadores forçados para alocar aos empreendimentos das SS e relacionados à construção (e, mais tarde, produção de armamento e artigos de guerra); e 3) servir como local para a exterminação de grupos pequenos, de determinadas populações, conforme determinado pelas SS e autoridades policiais para manter a segurança da Alemanha nazista. Como a maioria dos campos de concentração, Auschwitz I possuía câmara de gás e crematório. Inicialmente, os engenheiros das SS construíram uma câmara de gás improvisada no porão do bloco de celas, o Bloco 11. Mais tarde, uma câmara maior e permanente foi construída como parte do crematório original, em outro prédio fora do complexo de celas.
Em Auschwitz I, os médicos das SS realizavam experiências “médicas” no hospital localizado no Bloco 10. Eram pesquisas pseudocientíficas em bebês, gêmeos e anões, além de fazerem esterilizações forçadas e experiências de hipotermia em adultos. O médico mais conhecido dentre eles era o infame Capitão das SS, Dr. Josef Mengele.
Entre o crematório e o quartel de experiências médicas ficava a "Parede Negra", frente à qual os guardas das SS executavam milhares de prisioneiros.
AUSCHWITZ II
A construção de Auschwitz II, ou Auschwitz-Birkenau, teve início em outubro de 1941, nas proximidades da cidade polonesa de Brzezinka. Dos três campos localizados perto de Oswiecim, o Auschwitz-Birkenau foi o que teve o maior número de prisioneiros. Era dividido em mais de doze seções, separadas por cercas com arame farpado eletrificado que, como em Auschwitz I, eram patrulhadas pelos guardas das SS e, após 1942, por guardas com cães policiais. O campo tinha seções específicas para homens, mulheres, um campo familiar para ciganos deportados da Alemanha, Áustria e do protetorado da Boêmia e Moravia, e um para famílias judias deportadas do gueto de Terezín.
Auschwitz-Birkenau também tinha instalações que funcionavam como centro-de-extermínio, e exercia um papel fundamental no plano alemão para exterminar os judeus europeus. A partir de meados de 1941, o gás Zyklon B foi introduzido no sistema dos campos de concentração alemães como forma de agilizar o extermínio. Em setembro, em Auschwitz I, deu-se o primeiro teste com o gás Zyklon B, e o "sucesso" destes testes levaram à adoção daquele gás em todas as câmaras de gás do complexo Auschwitz. Próximo a Birkenau, as SS iniciaram o processo de transformação de duas sedes de antigas fazendas em câmaras de gás. A câmara "improvisada" I entrou em operação em janeiro de 1942 e mais tarde foi desmontada. A câmara “improvisada” II funcionou de junho de 1942 até o final de 1944. As SS consideraram as instalações inadequadas para o volume de gás que eles haviam planejado usar para Auschwitz-Birkenau. Entre maio e junho de 1943, foram construídos quatro imponentes prédios de cremação, cada um com três componentes: uma área para os prisioneiros despirem-se, uma grande câmara de gás, e fornos crematórios. As SS mantiveram as operações com gás em Auschwitz-Birkenau até novembro de 1944.
DEPORTAÇÃO PARA AUSCHWITZ
Os trens chegavam constantemente a Auschwitz-Birkenau trazendo como carga judeus de praticamente todos os países europeus ocupados pela Alemanha ou a ela aliados. Estes carregamentos foram iniciados em 1942 e terminaram em 1944. Estes são os dados, em números aproximados, das deportações de judeus por país: Hungria: 426.000; Polônia: 300.000; França: 69.000; Holanda: 60.000; Grécia: 55.000; Boêmia e Morávia: 46.000; Eslováquia: 27.000; Bélgica: 25.000; Iugoslávia: 10.000; Itália: 7.500; Noruega: 690; outros (incluindo os prisioneiros de outros campos de concentração que eram despachados para Auschwitz-Birkenau ): 34.000.
Com as deportações provenientes da Hungria, Auschwitz-Birkenau tornou-se um instrumento de extrema eficácia dentro do plano alemão de destruir os judeus europeus. Entre final de abril e começo de julho de 1944, aproximadamente 440.000 judeus húngaros foram deportado, e cerca de 426.000 deles foram diretamente para Auschwitz. Deste, as SS imediatamente enviaram cerca de 320.000 diretamente para as câmaras de gás em Aschwitz-Birkenau, mobilizando quase 110.000 para trabalho forçado no complexo de campos de concentração de Auschwitz. Em questão de semanas após sua chegada, os judeus húngaros foram enviados pelas SS para trabalho escravos em outros campos deconcentração, na Alemanha e na Áustria .
No total, aproximadamente 1,1 milhão de judeus foram deportados para Auschwitz. Além deles, as autoridades das SS e das polícias colaboracionistas deportaram cerca de 200.000 pessoas de outras etnias para Auschwitz, incluindo 140.000 a 150.000 poloneses não-judeus, 23.000 ciganos roma e sinti, 15.000 prisioneiros de guerra soviéticos, e outros 25.000 civis(cidadãos soviéticos, lituanos, tchecos, franceses, iugoslavos, alemães, austríacos e italianos).
Os recém-chegados a Auschwitz-Birkenau passavam por uma triagem, na qual a equipe das SS decidia quem era capaz ou incapaz de realizar trabalhos forçados--a maioria--e os enviava diretamente para câmaras de gás, que pareciam banheiros com chuveiros para enganar as vítimas, para que o processo fosse mais rápido. Os pertences dos que iam para as câmaras eram confiscados e enviados para o depósito "Kanada" (Canadá), para posteriormente serem enviados à Alemanha. Para os prisioneiros, a palavra Canadá significava riqueza.
Pelo menos 960.000 judeus foram exterminados em Auschwitz, além de cerca de 74.000 poloneses, 21.000 ciganos, 15.000 prisioneiros de guerra soviéticos, e 10.000 a 15.000 civis de outras nacionalidades (cidadãos soviéticos, tchecos, iugoslavos, franceses, alemães e austríacos).
Em 7 de outubro de 1944, algumas centenas de prisioneiros destinados ao crematório IV em Auschwitz-Birkenau rebelaram-se após descobrirem que seriam assassinados. Durante a rebelião, os prisioneiros mataram três guardas, explodiram o crematório e a câmara de gás adjacente usando para tal explosivos trazidos clandestinamente para o campo por cinco judias que eram trabalhadoras forçadas em uma fábrica de armamentos bélicos nas proximidades. Os alemães acabaram com a rebelião, matando quase todos os prisioneiros envolvidos e enforcando publicamente as mulheres envolvidas, no início de janeiro de 1945.
As operações com gás continuaram até novembro de 1944 quando, sob as ordens de Himmler, as SS desabilitaram as câmaras de gás que ainda funcionavam. Em janeiro de 1945, as SS iniciaram a demolição das instalações remanescentes à medida que as forças soviéticas se aproximavam, em uma tentativa frustrada de esconder do mundo as barbaridades que praticavam.
AUSCHWITZ III
Auschwitz III, localizado nos arredores da cidade polonesa de Monowitz e também conhecido como Buna ou Monowice, foi fundado em outubro de 1942 para abrigar prisioneiros enviados para ali trabalhar na produção de borracha sintética. Na primavera de 1941, o conglomerado alemão I.G. Farben lá estabeleceu uma fábrica, na qual planejavam explorar a força de trabalho escravo dos campos de concentração para produzir borracha e combustíveis sintéticos. A I.G. Farben investiu mais de 700 milhões de Reichsmarks, cerca de 1,4 milhões de dólares na época, em Auschwitz III. De maio de 1941 a outubro de 1942, as SS transportaram prisioneiros de Auschwitz I para o "Anexo Buna", caminho que inicialmente faziam a pé, e depois de trem. Com a construção de Auschwitz III, no final de 1942, os prisioneiros que trabalhavam em Buna lá passaram a viver.
Auschwitz III também possuía um campo denominado “Campo de Educação pelo Trabalho”, no qual eram colocados prisioneiros não-judeus que os nazistas acreditavam haver violado a disciplina imposta pelos alemães no trabalho.
SUBCAMPOS DE AUSCHWITZ
Entre 1942 e 1944, as autoridades de Auschwitz fundaram 39 sub-campos; alguns deles foram fundados dentro de zonas de "desenvolvimento", dentre elas Budy, Rajsko, Tschechowitz, Harmense e Babitz. Outros, tais como Blechhammer, Gleiwitz, Althammer, Fürstengrube, Laurahuette e Eintrachthuette, localizavam-se na Alta Silésia, ao norte e a oeste do Rio Vístula; e os de Freudental e Bruenn/Brnona Morávia. Os sub-campos que produziam ou processavam produtos agrícolas eram subordinados administrativamente à direção de Auschwitz-Birkenau; por outro lado, os sub-campos utilizados para a produção industrial e de armamento, ou indústrias de extração (tais como minas de carvão e pedreiras), eram subordinados a Auschwitz-Monowitz. Após novembro de 1943, esta divisão de responsabilidades administrativa foi formalizada.
Os prisioneiros trabalhavam em grandes fazendas, inclusive em uma estação experimental de agricultura em Rajsko. Eles também eram forçados a trabalhar em minas de carvão e pedreiras, com pesca e, principalmente, em indústrias de armamento, como a empresa das SS German Equipment Works, fundada em 1941. Periodicamente os prisioneiros passavam por uma seleção, e se as SS os julgasse fracos ou doentes demais para trabalhar os enviavam para Auschwitz-Birkenau para serem eliminados.
Em Auschwitz I, aqueles que eram escolhidos para o trabalho forçado eram registrados e tatuados no braço esquerdo com o número de identificação, após o que eram enviados para o campo principal ou para outros lugares no complexo, inclusive para os sub-campos.
A LIBERAÇÃO DE AUSCHWITZ
No final de janeiro de 1945, em pleno inverno, conforme as forças soviéticas aproximavam-se do complexo de campos de concentração de Auschwitz, as SS iniciaram a evacuação destes campos e seus sub-campos. As unidades das SS forçaram cerca de 60.000 prisioneiros a marchar na direção oeste do sistema de campos de Auschwitz, e muitos milhares foram mortos nos dias que antecederam o início da “Marcha da Morte”. Dezenas de milhares de prisioneiros, a maioria judeus, foram forçados a caminhar tanto para noroeste, por 55 quilômetros, para Gliwice/Gleiwitz, junto com os prisioneiros dos sub-campos no leste de Alta Silésia, tal como Bismarckhuette, Althammer e Hindenburg, quanto para oeste, por 63 quilômetros, para Wodzislaw/Loslau na parte ocidental de Alta Silésia, junto com os prisioneiros dos sub-campos localizados ao sul de Auschwitz, como Jawischowitz, Tschechowitz e Golleschau. Os guardas das SS atiravam em todos os que ficavam para trás ou que não conseguiam continuar. Os prisioneiros também sofreram com o mau tempo, fome durantes as terríveis marchas. Pelo menos 3.000 prisioneiros morreram quando iam para Gliwice; e estima-se que 15.000 mais tenham morrido durante as marchas de evacuação de Auschwitz e seus sub-campos.
Quando chegavam a Gliwice e Wodzislaw, eram colocados em trens de carga, sem qualquer tipo de calefação, e levados para campos de concentração na Alemanha, principalmente Flossenbürg, Sachsenhausen, Gross-Rosen, Buchenwald, Dachau, e também Mauthausen, na Áustria. A viagem de trem durava dias e, sem comida, água, abrigo ou cobertores, muitos não conseguiram sobreviver.
No final de janeiro de 1945, as autoridades das SS e da polícia forçaram 4.000 prisioneiros a caminhar para Blechhammer, um sub-campo de Auschwitz-Monowitz. As SS exterminaram cerca de 800 prisioneiros durante a marcha para o campo de concentração Gross-Rosen, além de assassinarem 200 outros que haviam ficado em Blechhammer devido a doenças ou a tentativas frustradas de se esconderem. Após um curto período de tempo, as SS transportaram cerca de 3.000 prisioneiros do complexo industrial de Blechhammer, na Polônia, do campo de concentração Gross-Rosen para o de Buchenwald, na Alemanha.
Em 27 de janeiro de 1945, o exército soviético ingressou em Auschwitz, Birkenau e Monowitz, liberando aproximadamente 7.000 prisioneiros, a maioria deles muito doente e morrendo. Estima-se que as SS e a polícia deportaram, no mínimo, 1.3 milhão de pessoas para o complexo de Auschwitz entre 1940 e 1945. Do total de 1.3 milhão as autoridades dos campos exterminaram 1,1 milhão.
Aprofundar leitura:
Berenbaum, Michael, and Yisrael Gutman, editors. Anatomy of the Auschwitz Death Camp. Bloomington: Indiana University Press, 1998.
Dlugoborski, Waclaw, and Franciszek Piper. Auschwitz, 1940-1945: Central Issues in the History of the Camp. Oswiecim: Auschwitz-Birkenau State Museum, 2000.
Langbein, Hermann. People in Auschwitz. Chapel Hill: University of North Carolina Press, 2004.
Levi, Primo. Survival in Auschwitz: The Nazi Assault on Humanity. New York: Collier Books, 1986.
Rees, Laurence. Auschwitz: A New History. New York: Public Affairs, 2005.
Swiebocka, Teresa, editor. Auschwitz: A History in Photographs. Bloomington: Indiana University Press; Warsaw: Ksiazka i Wiedza, 1993.
Fonte: USHMM
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sábado, 22 de maio de 2010
Enchentes na Polônia fecham o museu de Auschwitz-Birkenau
O antigo campo de concentração nazista de Auschwitz-Birkenau, em Oswiecim, foi parcialmente inundando pelas chuvas
Foto: AP
As chuvas que atingem o sul da Polônia já deixaram um saldo de ao menos cinco mortos e nesta quarta obrigaram o museu do campo de concentração Auschwitz-Birkenau a fechar suas portas. A medida foi tomada para proteger artefatos e arquivos do Holocausto.
As chuvas que começaram no centro da Europa no último final de semana estão causando enchentes na Hungria, Eslováquia e República Checa, onde os rios transbordaram e inundaram localidades e estradas. Centenas de pessoas foram evacuadas e a luz foi cortada em algumas áreas.
Auschwitz, onde cerca de 1,5 milhões de pessoas, a maioria judeus, foram mortas por nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, está localizado em uma das regiões mais afetadas enchentes. Os dois campos de concentração que formam o complexo de mais de 200 hectares estão alagados.
"Nós estamos agindo para preservar a área", disse o museu em um comunicado, justificando o fechamento do complexo. "Durante a noite, as águas do Vístula romperam as barreiras de proteção e ameaçam inundar ainda mais o local, assim como as localidades próximas", seguiu o comunicado.
Fonte: Terra
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4439306-EI8142,00-Enchentes+na+Polonia+fecham+o+museu+de+AuschwitzBirkenau.html
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Foto: APAs chuvas que atingem o sul da Polônia já deixaram um saldo de ao menos cinco mortos e nesta quarta obrigaram o museu do campo de concentração Auschwitz-Birkenau a fechar suas portas. A medida foi tomada para proteger artefatos e arquivos do Holocausto.
As chuvas que começaram no centro da Europa no último final de semana estão causando enchentes na Hungria, Eslováquia e República Checa, onde os rios transbordaram e inundaram localidades e estradas. Centenas de pessoas foram evacuadas e a luz foi cortada em algumas áreas.
Auschwitz, onde cerca de 1,5 milhões de pessoas, a maioria judeus, foram mortas por nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, está localizado em uma das regiões mais afetadas enchentes. Os dois campos de concentração que formam o complexo de mais de 200 hectares estão alagados.
"Nós estamos agindo para preservar a área", disse o museu em um comunicado, justificando o fechamento do complexo. "Durante a noite, as águas do Vístula romperam as barreiras de proteção e ameaçam inundar ainda mais o local, assim como as localidades próximas", seguiu o comunicado.
Fonte: Terra
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4439306-EI8142,00-Enchentes+na+Polonia+fecham+o+museu+de+AuschwitzBirkenau.html
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sábado, 15 de maio de 2010
"Mau cheiro de cadáveres de judeus enterrados em Treblinka"
Relatório do exército alemão reclama que: "Os judeus em Treblinka não estão enterrados adequadamente"
No relatório diário de 24 de outubro de 1942, incluído no "Diário de Guerra no. 1"(War Diary no. 1), um comandante militar alemão no Generalgouvernement ("Governo Geral", i.e. da Polônia ocupada pelos nazis), reclama como se segue abaixo:
Fonte que indicou o link do Holocaust History Project e tradução parcial: Marcelo Oliveira na Lista Holocausto-doc do Yahoo!
http://br.dir.groups.yahoo.com/group/Holocausto-Doc/message/775
Fonte do documento: Holocaust History Project
http://www.holocaust-history.org/~dkeren/documents/Treblinka-graves/
Fonte original: Arquivo Militar de Freiburgo(Alemanha)
Tradução inteira pro português: Roberto Lucena
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"O Comando Supremo de Ostrow informa que os judeus em Treblinka não estão enterrados de forma adequada e que como resultado disso um insuportável fedor de cadáveres se alastra pelo ar."Sou grato ao Dr. Ulrich Roessler por repassar para mim este documento, e a Gord McFee pela tradução, e ao Arquivo Militar em Freiburgo por me enviar uma cópia. O número de série do documento nos arquivos é "RH 53-23/80".
Fonte que indicou o link do Holocaust History Project e tradução parcial: Marcelo Oliveira na Lista Holocausto-doc do Yahoo!
http://br.dir.groups.yahoo.com/group/Holocausto-Doc/message/775
Fonte do documento: Holocaust History Project
http://www.holocaust-history.org/~dkeren/documents/Treblinka-graves/
Fonte original: Arquivo Militar de Freiburgo(Alemanha)
Tradução inteira pro português: Roberto Lucena
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quarta-feira, 5 de maio de 2010
Goebbels pragueja contra judeus resistindo no Gueto de Varsóvia
Extrato do Diário de Goebbels sobre a Revolta no Gueto
Destruction of the Jews of Germany and Austria, Poland and the Soviet
Union, Yad Vashem, Jerusalem, 1981, Document no. 148
Tradução: Roberto Lucena
Fonte eletrônica: site do Yad Vashem
http://www1.yadvashem.org/odot_pdf/Microsoft%20Word%20-%20587.pdf
01 de maio, 1943 (Sábado)Fonte: Documents on the Holocaust, Selected Sources on the
Não há nada de sensacional nos relatórios vindos dos territórios ocupados. A única coisa digna de nota é excepcionalmente a intensa luta em Varsóvia entre nossa polícia, e até parte da Wehrmacht, contra os rebeldes judeus. Os judeus na verdade conseguiram colocar o gueto numa condição em que possam se defender. Algumas batalhas muito duras ocorreram por lá, nas quais ficam muito distantes daquilo que o topo da liderança judaica publica nos relatórios militares diários. Lógico que esta piada provavelmente não durará muito. Mas mostra o que se pode experar dos judeus se eles estiverem com armas. Infelizmente eles também têm algum bom armamento alemão em parte, particularmente metralhadoras. Somente o céu sabe o quanto eles poderão resistir com elas.
Destruction of the Jews of Germany and Austria, Poland and the Soviet
Union, Yad Vashem, Jerusalem, 1981, Document no. 148
Tradução: Roberto Lucena
Fonte eletrônica: site do Yad Vashem
http://www1.yadvashem.org/odot_pdf/Microsoft%20Word%20-%20587.pdf
domingo, 4 de abril de 2010
Adina Blady Szwajger no Gueto de Varsóvia
Adina Blady Szwajger era uma pediatra no Gueto de Varsóvia. Quando a grande ação para deportação em julho de 1942 chegou ao seu hospital, ela deu aos seus jovens pacientes doses fatais de morfina. Em suas memórias, publicadas em 1988, ela revelou que:
Fonte: Holocaust Controversies
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2010/03/adina-blady-szwajger-in-warsaw-ghetto.html
Texto: Jonathan Harrison
Tradução: Roberto Lucena
"Eu despejei este último remédio dentro daquelas pequenas bocas. . . . e embaixo do prédio havia muita gritaria porque os . . . alemães já estavam lá, levando os doentes das enfermarias para os caminhões de gado."Negacionistas podem querer refletir no porquê dela ter confessado este ato, dado que ela simplesmente poderia ter afirmado que os alemães assassinaram as crianças. Eles também podem querer considerar o contexto no qual ela agiu em 1942. Mas por que ela tinha tanta certeza de que essas crianças iriam sofrer mortes terríveis durante a deportação? A resposta se encontra naqueles eventos que ela já havia presenciado: um hospital contendo muitos cadáveres, atestando o fato de que os judeus já haviam sido mortos alvejados ou por fome. A resposta se encontra também na certeza de que seria improvável seus pacientes sobreviverem a uma longa viagem num caminhão de gado, e que o 'reassentamento' daqueles pacientes naquele contexto significaria apenas morte.
Fonte: Holocaust Controversies
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2010/03/adina-blady-szwajger-in-warsaw-ghetto.html
Texto: Jonathan Harrison
Tradução: Roberto Lucena
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sábado, 3 de abril de 2010
Perseguição nazi e assassínio em massa de judeus e não-judeus
Num recente livro, referente ao assunto em questão, do historiador alemão Dr. Dieter Pohl (Verfolgung und Massenmord in der NS-Zeit 1933-1945, 2ª edição 2008, Wissenschaftliche Buchgesellschaft Darmstadt), ele reserva especial menção, bem como um compreensivo e ainda sucinto panorama, à criminalidade estatal nazista entre 1933 e 1945.
Em apenas 153 páginas de texto, Pohl consegue apresentar o conhecimento básico e essencial a respeito do fundo ideológico, das organizações envolvidas e dos vários aspectos da perseguição e assassinato em massa feitos pelo estado nazista durante os doze anos de sua existência – assassinato de pessoas deficientes, crimes de guerra contra soviéticos e outros prisioneiros de guerra, crimes de ocupação incluindo o assassínio sistemático de intelectuais poloneses e comunistas soviéticos, trabalho forçado e políticas de exploração que levaram à extensa morte por fome especialmente nos territórios ocupados soviéticos, o genocídio dos ciganos e judeus da Europa, crimes cometidos na luta contra movimentos de resistência, mais notadamente na União Soviética, Polônia e Iugoslávia, campos e prisões para civis e crimes cometidos durante a fase final do governo Nacional-socialista. Uma biografia selecionada guia o leitor para mais trabalhos detalhados sobre o objeto de estudo em questão.
A seção dedicada ao genocídio dos judeus é necessariamente o maior capítulo individual no livro, mas isso ocupa apenas um terço do livro, entretanto o que faz o trabalho de Pohl uma importante contribuição é a correção de algo amplamente sustentado além da noção errônea de que a criminalidade nazista era essencialmente direcionada contra os judeus. O genocídio dos judeus foi o maior de todos os crimes nazistas mas apenas um de seus crimes, e isto representa menos que a metade do número total de pessoas assassinadas pelos nazistas. Sobre a página 153 Pohl escreve o seguinte (minha tradução):
De acordo com Pohl, isto se aplica sempre ao caso extremo como o cerco de Leningrado, que significou destruir a cidade e assassinar tantos quantos habitantes fosse possível bem como trazer a rendição e a ocupação da cidade – como Pohl menciona na página 37, Hitler imediatamente depois do começo da campanha contra a União Soviética tinha dado instruções de não ocupar metrópoles soviéticas a não ser cercá-las e "levá-las ao chão".
Entretanto eu discordo desta assertiva de Pohl – como o colega de Pohl, Jörg Ganzenmüller – que considera o cerco de Leningrado como um empreendimento genocida bem além de uma operação militar, eu recomendo o livro de Pohl para que as pessoas conheçam um panorama do que a Alemanha nazista e sua políticas criminosas eram were all about.
Infelizmente até o momento o livro só está disponível em alemão. Qualquer esforço de trazer praqui informações do livro para uma alcance maior de leitores anglófonos tem meu apoio.
Fonte: Holocaust Controversies
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2009/10/nazi-persecution-and-mass-murder-of.html
Texto: Roberto Muehlenkamp
Título original: Nazi persecution and mass murder of Jews and non-Jews
Tradução: Roberto Lucena
*O link foi direcionado à tradução publicada neste blog, o original em inglês se encontra no blog Holocaust Controversies, link:
5 million non-Jewish victims? (Part 2)
Em apenas 153 páginas de texto, Pohl consegue apresentar o conhecimento básico e essencial a respeito do fundo ideológico, das organizações envolvidas e dos vários aspectos da perseguição e assassinato em massa feitos pelo estado nazista durante os doze anos de sua existência – assassinato de pessoas deficientes, crimes de guerra contra soviéticos e outros prisioneiros de guerra, crimes de ocupação incluindo o assassínio sistemático de intelectuais poloneses e comunistas soviéticos, trabalho forçado e políticas de exploração que levaram à extensa morte por fome especialmente nos territórios ocupados soviéticos, o genocídio dos ciganos e judeus da Europa, crimes cometidos na luta contra movimentos de resistência, mais notadamente na União Soviética, Polônia e Iugoslávia, campos e prisões para civis e crimes cometidos durante a fase final do governo Nacional-socialista. Uma biografia selecionada guia o leitor para mais trabalhos detalhados sobre o objeto de estudo em questão.
A seção dedicada ao genocídio dos judeus é necessariamente o maior capítulo individual no livro, mas isso ocupa apenas um terço do livro, entretanto o que faz o trabalho de Pohl uma importante contribuição é a correção de algo amplamente sustentado além da noção errônea de que a criminalidade nazista era essencialmente direcionada contra os judeus. O genocídio dos judeus foi o maior de todos os crimes nazistas mas apenas um de seus crimes, e isto representa menos que a metade do número total de pessoas assassinadas pelos nazistas. Sobre a página 153 Pohl escreve o seguinte (minha tradução):
Não existem ainda estatísticas válidas sobre o número total de vítimas do Nacional-socialismo, e especialmente para a Polônia, Iugoslávia e os territórios soviéticos ocupados onde muitos dados exatos ainda são ausentes. De acordo com o grau atual de conhecimento alguém pode afirmar que entre 5.6 e 5.7 milhões de pessoas perderam suas vidas por conta de sua origem judia, além de pelo menos 100,000 Sinti e Roma. Cerca de 3 milhões de habitantes da União Soviética que se tornaram prisioneiros de guerra morreram, a maioria de fome, mas pelo menos uns 150,000 deles foram mortos por assassinatos a bala. Especialmente alto foi o número de vidas da população do leste europeu que pereceu nos campos, em "operações de pilhagem" e em outros assassinatos. Respectivamente muito acima de um milhão de civis morreram na Polônia e nos territórios soviéticos ocupados em assassínios em massa, várias centenas de milhares na Iugoslávia, em cada caso sem contar as vítimas judaicas. Largamente desconhecido é o número de vítimas da política seletiva de fome no leste, presumidamente muito acima de um milhão de civis tiveram que pagar com suas vidas. Apesar de que estabelecer um número total ainda requeira mais cálculos trabalhosos, a ordem de grandeza das pessoas assassinadas sob administração alemã deve girar em torno de 12 a 14 milhões. A maioria delas morreu entre metade de 1941 e metade de 1945, i.e.(isto é) num curso de menos de quatro anos.No meu blog no texto 5 milhões de vítimas não-judias? (2ª parte)* eu cheguei a uma soma total de ca. 12.5 – 13.3 milhões de vítimas da violência criminosa nazista, incluindo as vítimas do cerco de Leningrado, que não foram incluídas na estimativa de Pohl e que fica entre 12 a 14 milhões de pessoas assassinadas pelos nazis. Pohl considera isso discutível, se certas medidas militares que conduziram à mortalidade em massa de civis devem ser consideradas crimes ou se estavam previstas na lei internacional ou se era habitual naquele tempo.
De acordo com Pohl, isto se aplica sempre ao caso extremo como o cerco de Leningrado, que significou destruir a cidade e assassinar tantos quantos habitantes fosse possível bem como trazer a rendição e a ocupação da cidade – como Pohl menciona na página 37, Hitler imediatamente depois do começo da campanha contra a União Soviética tinha dado instruções de não ocupar metrópoles soviéticas a não ser cercá-las e "levá-las ao chão".
Entretanto eu discordo desta assertiva de Pohl – como o colega de Pohl, Jörg Ganzenmüller – que considera o cerco de Leningrado como um empreendimento genocida bem além de uma operação militar, eu recomendo o livro de Pohl para que as pessoas conheçam um panorama do que a Alemanha nazista e sua políticas criminosas eram were all about.
Infelizmente até o momento o livro só está disponível em alemão. Qualquer esforço de trazer praqui informações do livro para uma alcance maior de leitores anglófonos tem meu apoio.
Fonte: Holocaust Controversies
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2009/10/nazi-persecution-and-mass-murder-of.html
Texto: Roberto Muehlenkamp
Título original: Nazi persecution and mass murder of Jews and non-Jews
Tradução: Roberto Lucena
*O link foi direcionado à tradução publicada neste blog, o original em inglês se encontra no blog Holocaust Controversies, link:
5 million non-Jewish victims? (Part 2)
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segunda-feira, 29 de março de 2010
Criança morta em campo de concentração nazista tem 5 mil 'amigos' no Facebook
Varsóvia, 27 mar (EFE).- Henio Zytomirski, um menino judeu assassinado na Polônia pelos nazistas há 70 anos no campo de concentração de Majdanek, sorri em uma velha foto no Facebook, e o seu perfil, criado para lembrar o Holocausto, já conta com quase cinco mil 'amigos'.Com calças curtas e sapatinhos brancos, o menino congelado no tempo recebe mensagens que se acumulam em seu mural. Os internautas comentam as fotografias de Henio, que nasceu na cidade polonesa de Lublin em 1933, onde viveu até a invasão alemã.
"Não temos medo de receber críticas por criar um perfil de um menino assassinado durante a guerra. Não achamos que isso seja um abuso", declarou à Agencia Efe o autor da página, Piotr Brozek, estudante de história e membro da associação cultural da Província de Lublin "Porta de Grodzka".
"Não pretendemos utilizar a história de Henio para o nosso próprio benefício, mas queremos aproximar essa história e o drama do Holocausto dos jovens que hoje usam as novas tecnologias e as redes sociais", diz Brozek.
A ideia nasceu no verão passado, quando a prima de Henio, Neta Zytomirski, que mora hoje em Israel, entregou um pacote de fotografias velhas aos membros do "Porta de Grodzka", um coletivo que luta contra o racismo e busca manter viva a lembrança do Holocausto através da arte.
"Infelizmente não podemos contar seis milhões de histórias (o número de vítimas do Holocausto na Europa), portanto escolhemos a de Henio porque tínhamos essas fotos, embora sua história seja muito comovente", afirma o autor do perfil.
A ideia foi um sucesso e os comentários se amontoam no perfil de Henio Zytomirski. São 35 fotografias em preto e branco que percorrem a curta vida do menino - nos braços de seu pai Moisés, durante a celebração do seu segundo aniversário, os jogos nas ruas de Lublin...-, até a última imagem, em que se acredita que ele estivesse com sete anos.
"Tenho sete anos, tenho papai e mamãe, e tenho meu lugar favorito. Nem todos têm papai e mamãe, mas todos têm um lugar favorito. Hoje decidi que ficarei para sempre em Lublin, em meu lugar favorito, com meu papai e minha mamãe", diz a apresentação de Henio no Facebook.
Para o jovem historiador e "pai" de menino na Rede, "contar a história em primeira pessoa serve para envolver mais as pessoas, que assim se sentem mais próximas aos eventos".
Uma história que terminou no campo de concentração nazista de Majdanek, nos arredores de Lublin, leste da Polônia, onde foram parar a grande maioria dos judeus poloneses da região, incluindo Henio e sua família, onde esta criança perdeu a vida nas câmaras de gás, possivelmente em 1942.
"Por enquanto Henio tem quase cinco mil amigos, o limite máximo de amigos que se podem ter no Facebook - explica o autor -, portanto temos que claro que faremos algo mais na internet".
Esta espécie de museu virtual em que se transformou o perfil de Henio atrai cada vez mais curiosos que querem conhecer a história de uma criança transformada no símbolo da destruição da comunidade judaica de Lublin. Antes da Segunda Guerra Mundial 40% da população da cidade era formada por judeus.
Campos de concentração como os de Majdanek, onde foram assassinadas cerca de 80 mil pessoas, acabaram para sempre com aquela Lublin em que Henio sorri agora graças ao milagre atemporal do Facebook. EFE
Fonte: G1/EFE
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1548012-5602,00-CRIANCA+MORTA+EM+CAMPO+DE+CONCENTRACAO+NAZISTA+TEM+MIL+AMIGOS+NO+FACEBOOK.html
Ler mais: iOnline(Portugal)
http://www.ionline.pt/conteudo/53027-menino-assassinado-no-holocausto-com-5-mil-amigos-no-facebook
Se alguém se interessar em ver o perfil do Henio no Facebook, aí vão os links:
Henio Zytomirski
http://www.facebook.com/henio.zytomirski
Página do Henio sem limite de adição de amigos
http://www.facebook.com/pages/Henio-Zytomirski-Page-No-Limited-Profile/113504528659885
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Agência Judaica revela aumento de anti-semitismo em 2009
Jerusalém, 24 jan (EFE).- Um relatório da Agência Judaica indica que 2009 foi o ano em que mais foram registrados ataques anti-semitas desde a Segunda Guerra Mundial, e metade dos países da Europa Ocidental pensam que os judeus são "praticam extorsões".
No documento, elaborado pela Universidade de Bielefeld na Alemanha a pedido da Agência Judaica e do Ministério de Assuntos da Diáspora, 42% dos entrevistados consideram que "os judeus exploram (as perseguições) do passado para extorquir dinheiro".
Esse percentual chega a 75% na Espanha e na Polônia. Nesses países, conforme o relatório, o preconceito contra os judeus é maior.
O presidente da Agência Judaica, Natan Sharansky, apresentou o documento hoje em entrevista coletiva na véspera do Dia Internacional da Luta contra o anti-semitismo e o Dia da Lembrança do Holocausto na Europa em 27 de janeiro.
A pesquisa revela que em 2009 ocorreram mais atos anti-semitas que em qualquer outro ano posterior à Segunda Guerra Mundial (1939-1945), na qual os nazistas exterminaram 6 milhões de judeus.
Nos primeiros três meses de 2009 - os que seguiram à ofensiva israelense "Chumbo Fundido" em Gaza - ocorreram tantos incidentes antissemitas como os registrados em todo o ano 2008.
Neste domingo, os resultados do estudo foram analisados no Fórum da Luta contra o antissemitismo do Governo israelense, que acompanha os fenômenos antissemitas no mundo por meio de organismos como a Agência Judaica e em colaboração com instituições e fundações de todo o mundo.
O documento aponta que na primeira metade do ano passado 631 incidentes ocorreram na França, contra os 474 no mesmo período de 2008.
Pelo menos duas mortes foram relacionadas com atos de anti-semitismo nos EUA em 2009, a de uma estudante universitária, em Connecticut, e outro de um guarda de segurança não judeu do Museu do Holocausto em Washington.
O aumento do anti-semitismo procede tanto da direita quanto esquerda, conforme o levantamento da Agência Judaica.
Na entrevista coletiva de divulgação do relatório os responsáveis advertiram sobre fenômenos como um vídeo que está circulando na internet nos últimos dias que acusa Israel de roubar órgãos em hospital de campanha montado por seu Exército no Haiti. EFE
Fonte: EFE
http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL1461183-6174,00-AGENCIA+JUDAICA+REVELA+AUMENTO+DE+ANTISEMITISMO+EM.html
No documento, elaborado pela Universidade de Bielefeld na Alemanha a pedido da Agência Judaica e do Ministério de Assuntos da Diáspora, 42% dos entrevistados consideram que "os judeus exploram (as perseguições) do passado para extorquir dinheiro".
Esse percentual chega a 75% na Espanha e na Polônia. Nesses países, conforme o relatório, o preconceito contra os judeus é maior.
O presidente da Agência Judaica, Natan Sharansky, apresentou o documento hoje em entrevista coletiva na véspera do Dia Internacional da Luta contra o anti-semitismo e o Dia da Lembrança do Holocausto na Europa em 27 de janeiro.
A pesquisa revela que em 2009 ocorreram mais atos anti-semitas que em qualquer outro ano posterior à Segunda Guerra Mundial (1939-1945), na qual os nazistas exterminaram 6 milhões de judeus.
Nos primeiros três meses de 2009 - os que seguiram à ofensiva israelense "Chumbo Fundido" em Gaza - ocorreram tantos incidentes antissemitas como os registrados em todo o ano 2008.
Neste domingo, os resultados do estudo foram analisados no Fórum da Luta contra o antissemitismo do Governo israelense, que acompanha os fenômenos antissemitas no mundo por meio de organismos como a Agência Judaica e em colaboração com instituições e fundações de todo o mundo.
O documento aponta que na primeira metade do ano passado 631 incidentes ocorreram na França, contra os 474 no mesmo período de 2008.
Pelo menos duas mortes foram relacionadas com atos de anti-semitismo nos EUA em 2009, a de uma estudante universitária, em Connecticut, e outro de um guarda de segurança não judeu do Museu do Holocausto em Washington.
O aumento do anti-semitismo procede tanto da direita quanto esquerda, conforme o levantamento da Agência Judaica.
Na entrevista coletiva de divulgação do relatório os responsáveis advertiram sobre fenômenos como um vídeo que está circulando na internet nos últimos dias que acusa Israel de roubar órgãos em hospital de campanha montado por seu Exército no Haiti. EFE
Fonte: EFE
http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL1461183-6174,00-AGENCIA+JUDAICA+REVELA+AUMENTO+DE+ANTISEMITISMO+EM.html
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domingo, 10 de janeiro de 2010
Ex-líder neonazista admite envolvimento no roubo da placa de Auschwitz
ESTOCOLMO — Um ex-dirigente neonazista de nacionalidade sueca, suspeito de ter participado no roubo do letreiro em alemão "O trabalho nos torna livre" do ex-campo de extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau, admitiu nesta sexta-feira seu envolvimento nos fatos.Anders Hogstrom, 34 anos e fundador e diretor de 1994 a 1999 da Frente Nacional-Socialista, principal partido neonazista sueco, admitiu que foi convidado a atuar como intermediário para vender o letreiro "Arbeit macht frei", roubado em 18 de dezembro passado, mas que, por fim, alertou a polícia polonesa sobre o roubo.
"'Me disseram que havia uma pessoa disposta a pagar vários milhões de coroas suecas pelo letreiro", contou ao tabloide Aftonbladet.
Segundo ele, foi graças a um alerta seu que a polícia conseguiu recuperar a inscrição, que foi encontrada alguns dias mais tarde, partida em três pedaços. Cinco poloneses foram detidos por envolvimento no roubo.
"Estou orgulho por ter revelado à polícia e acabado com essa história", acrescentou.
Indagada pela AFP, uma porta-voz da polícia de Cracóvia desmentiu esta versão.
"A ligação telefônica da Suécia aconteceu quando já estávamos prendendo os ladrões", segundo a porta-voz.
No final de 1999, Anders Hogstrom se distanciou do nazismo, convertendo-se num arrependido modelo, indicou tabloide sueco.
Os cinco detidos, que têm idades que variam de 20 a 40 anos, podem pegar penas de até dez anos de prisão.
A histórica inscrição será restituída ao Museu de Auschwitz tão logo seja possível e antes do 65º aniversário da libertação do campo pelo Exército soviético em 27 de janeiro de 1945.
A placa com a frase em alemão simboliza, para a maioria, o cinismo sem limites da Alemanha nazista.
O slogan popularizado pelo pastor alemão Lorenz Diefenbach, morto em 1886, em seu livro "Arbeit Macht Frei", foi retomado pelos nazistas em 1930.
No início, os nazistas o utilizavam com fins de propaganda na luta contra o elevado desemprego na Alemanha, mas, anos mais tarde, se converteu num slogan dos campos de trabalho e extermínio alemães.
A ideia de utilizar a frase nos campos é atribuída ao SS Theodor Eicke, um dos chefes da concepção e organização das redes de campos nazistas.
"Arbeit macht frei" figurava na entrada dos campos de Dachau, Gross-Rosen, Sachsenhausen, Theresienstadt, Flossenburg e Auschwitz, o maior de todos os campos de extermínio.
Fabricada em julho de 1940 por um prisioneiro polonês, o ferreiro Jan Liwacz, a inscrição de Auschwitz é de aço, mede cinco metros e tem uma particularidade: a letra B da palavra Arbeit está invertida.
Segundo uma interpretação perpetuada pelos sobreviventes, o B invertido simbolizava insubmissão e a resistência à opressão nazista, explicou Sawicki.
Quando, em 27 de janeiro de 1945, o Exército soviético libertou Auschwitz, a inscrição foi desmontada e ia ser levada para o Leste de trem.
No entanto, Eugeniusz Nosal, um prisioneiro polonês recém-libertado, subornou um guarda soviético com uma garrafa de vodca para recuperá-la.
Escondida durante dois anos na prefeitura de Oswiecim (nome polonês do campo de Auschwitz), a inscrição voltou a seu lugar original em 1947, quando o campo de extermínio virou museu e memorial.
Entre 1940 e 1945, o regime nazista alemão exterminou 1,1 milhão de pessoas em Auschwitz-Birkenau.
Fonte: AFP
http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5jCySYsJaG4mbq01xrLpLfiT0BKpQ
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Polônia investiga vínculo estrangeiro com roubo em Auschwitz
Por Wojciech Zurawski
CRACÓVIA (Reuters) - O autor intelectual do furto, na sexta-feira, do letreiro de metal sobre a entrada do antigo campo de extermínio de Auschwitz é um estrangeiro que não reside na Polônia, disseram promotores na terça-feira.
A polícia polonesa recuperou o letreiro em alemão, que diz "Arbeit macht frei" ("O trabalho liberta"), e prendeu cinco homens na manhã da segunda-feira por ligação com o roubo.
"O principal autor desse crime foi alguém que vive fora da Polônia e não tem cidadania polonesa", disse o promotor Artur Wrona em coletiva de imprensa, depois de os cinco suspeitos terem participado de uma reconstituição do roubo no campo.
"Nossas ações nos próximos dias serão voltadas a identificar essa pessoa, que reside em um país europeu", acrescentou.
Wrona se negou a dar mais detalhes ou a comentar relatos da mídia polonesa segundo os quais um colecionador suíço estaria envolvido no crime. As autoridades descreveram os cinco suspeitos como criminosos comuns sem vínculos com grupos neonazistas.
O roubo suscitou temores de uma possível motivação política, já que o letreiro é um símbolo potente do Holocausto cometido pelos nazistas contra os judeus.
"Eles fizeram pelo dinheiro. Sabiam onde estavam indo e para que, mas não tinham consciência real das reações que o furto causaria", disse Wrona.
A polícia exibiu o letreiro de metal, quebrado em três partes e retorcido, em coletiva de imprensa. Ela disse que os ladrões deixaram para trás o "i" final da palavra "frei".
PRISÃO
Wrona disse que os ladrões cortaram o letreiro de cinco metros de comprimento em três partes para que coubesse em seu carro esporte.
"Eles não eram especialistas, sua contratação custou relativamente pouco", disse ele.
Os ladrões podem pegar até dez anos de prisão por terem roubado e cortado o letreiro, feito por um prisioneiro polonês em Auschwitz em 1940-41. Hoje um museu, Auschwitz faz parte da lista da Unesco de patrimônios mundiais.
Cerca de 1,8 milhão de pessoas, em sua maioria judeus, morreram no campo de extermínio de Auschwitz - em polonês, Oswiecim - durante a ocupação da Polônia pela Alemanha nazista na 2a Guerra Mundial. Os prisioneiros que chegavam ao campo entravam por um pequeno portão de ferro sobre o qual se erguia o letreiro em arco.
O lema virou símbolo dos esforços dos nazistas para infundir um sentimento falso de segurança em suas vítimas, antes de assassiná-las.
Os prisioneiros de Auschwitz morreram nas câmeras de gás, de doenças, do frio, de fome ou em experimentos médicos.
Fonte: Reuters/Brasil Online
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/12/22/polonia-investiga-vinculo-estrangeiro-com-roubo-em-auschwitz-915316440.asp
CRACÓVIA (Reuters) - O autor intelectual do furto, na sexta-feira, do letreiro de metal sobre a entrada do antigo campo de extermínio de Auschwitz é um estrangeiro que não reside na Polônia, disseram promotores na terça-feira.
A polícia polonesa recuperou o letreiro em alemão, que diz "Arbeit macht frei" ("O trabalho liberta"), e prendeu cinco homens na manhã da segunda-feira por ligação com o roubo.
"O principal autor desse crime foi alguém que vive fora da Polônia e não tem cidadania polonesa", disse o promotor Artur Wrona em coletiva de imprensa, depois de os cinco suspeitos terem participado de uma reconstituição do roubo no campo.
"Nossas ações nos próximos dias serão voltadas a identificar essa pessoa, que reside em um país europeu", acrescentou.
Wrona se negou a dar mais detalhes ou a comentar relatos da mídia polonesa segundo os quais um colecionador suíço estaria envolvido no crime. As autoridades descreveram os cinco suspeitos como criminosos comuns sem vínculos com grupos neonazistas.
O roubo suscitou temores de uma possível motivação política, já que o letreiro é um símbolo potente do Holocausto cometido pelos nazistas contra os judeus.
"Eles fizeram pelo dinheiro. Sabiam onde estavam indo e para que, mas não tinham consciência real das reações que o furto causaria", disse Wrona.
A polícia exibiu o letreiro de metal, quebrado em três partes e retorcido, em coletiva de imprensa. Ela disse que os ladrões deixaram para trás o "i" final da palavra "frei".
PRISÃO
Wrona disse que os ladrões cortaram o letreiro de cinco metros de comprimento em três partes para que coubesse em seu carro esporte.
"Eles não eram especialistas, sua contratação custou relativamente pouco", disse ele.
Os ladrões podem pegar até dez anos de prisão por terem roubado e cortado o letreiro, feito por um prisioneiro polonês em Auschwitz em 1940-41. Hoje um museu, Auschwitz faz parte da lista da Unesco de patrimônios mundiais.
Cerca de 1,8 milhão de pessoas, em sua maioria judeus, morreram no campo de extermínio de Auschwitz - em polonês, Oswiecim - durante a ocupação da Polônia pela Alemanha nazista na 2a Guerra Mundial. Os prisioneiros que chegavam ao campo entravam por um pequeno portão de ferro sobre o qual se erguia o letreiro em arco.
O lema virou símbolo dos esforços dos nazistas para infundir um sentimento falso de segurança em suas vítimas, antes de assassiná-las.
Os prisioneiros de Auschwitz morreram nas câmeras de gás, de doenças, do frio, de fome ou em experimentos médicos.
Fonte: Reuters/Brasil Online
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/12/22/polonia-investiga-vinculo-estrangeiro-com-roubo-em-auschwitz-915316440.asp
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domingo, 20 de dezembro de 2009
Encontrada placa roubada do portão de Auschwitz
A polícia polonesa anunciou ter encontrado o infame "Arbeit Macht Frei", a placa
roubada na sexta-feira do portão do ex-campo de extermínio de Auschwitz.
A porta-voz da polícia, Katarzyna Padlo, disse que a placa foi encontrada no norte do país. A polícia deteve cinco homens entre 25 e 39 anos, levados para a cidade de Cracóvia para interrogatório. Outro porta-voz, Dariusz Nowak, disse que a placa foi cortada em três partes, cada uma contendo uma palavra.
A polícia se recusou a divulgar maiores detalhes sobre as circunstâncias em que a placa foi recuperada e a motivação dos ladrões.
A placa foi levada do portão principal do memorial de Auschwitz antes do amanhecer de sexta-feira. Autoridades consideraram o caso uma prioridade e pediram ajuda à população em busca de informações.
Mais de um milhão de pessoas, principalmente judeus, mas também ciganos, poloneses e pessoas de outras etnias, morreram nas câmaras de gás de Auschwitz ou de fome ou de doenças enquanto eram submetidas a trabalhos forçados. Auschwitz foi construído pelos nazistas que ocuparam a Polônia durante a Segunda Guerra Mundial.
O campo, que se tornou o maior cemitério judeu, foi liberado pelo Exército Soviético em 27 de janeiro de 1945.
Fonte: AP
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4168512-EI294,00.html
Ler mais:
Auschwitz sign found in three pieces; Telegraph(Londres)
roubada na sexta-feira do portão do ex-campo de extermínio de Auschwitz.A porta-voz da polícia, Katarzyna Padlo, disse que a placa foi encontrada no norte do país. A polícia deteve cinco homens entre 25 e 39 anos, levados para a cidade de Cracóvia para interrogatório. Outro porta-voz, Dariusz Nowak, disse que a placa foi cortada em três partes, cada uma contendo uma palavra.
A polícia se recusou a divulgar maiores detalhes sobre as circunstâncias em que a placa foi recuperada e a motivação dos ladrões.
A placa foi levada do portão principal do memorial de Auschwitz antes do amanhecer de sexta-feira. Autoridades consideraram o caso uma prioridade e pediram ajuda à população em busca de informações.
Mais de um milhão de pessoas, principalmente judeus, mas também ciganos, poloneses e pessoas de outras etnias, morreram nas câmaras de gás de Auschwitz ou de fome ou de doenças enquanto eram submetidas a trabalhos forçados. Auschwitz foi construído pelos nazistas que ocuparam a Polônia durante a Segunda Guerra Mundial.
O campo, que se tornou o maior cemitério judeu, foi liberado pelo Exército Soviético em 27 de janeiro de 1945.
Fonte: AP
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4168512-EI294,00.html
Ler mais:
Auschwitz sign found in three pieces; Telegraph(Londres)
sábado, 19 de dezembro de 2009
Alemanha condena roubo de placa em Auschwitz
Berlim, 18 dez (EFE).- O Governo alemão condenou hoje o roubo da placa com a inscrição "Arbeit macht frei" ("O trabalho liberta"), que fica na entrada do antigo campo de extermínio nazista de Auschwitz, na Polônia, e ofereceu seu apoio para recuperá-la.
Um porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores alemão expressou a confiança do Executivo em que o caso seja esclarecido com rapidez e o desejo de que seja possível recuperar a placa.
"A Alemanha, consciente de sua responsabilidade histórica, apoia a conservação de Auschwitz como museu e local de lembrança das vítimas do nazismo", apontou a fonte.
Os responsáveis pelo antigo campo de concentração e extermínio nazista denunciaram hoje o roubo da placa com a inscrição, que também é presente em outros campos erguidos pelo Terceiro Reich.
A Polícia polonesa ofereceu uma recompensa de cinco mil zloti (mais de 1.200 euros) por qualquer pista que possa levar à recuperação da inscrição, desaparecida desde a madrugada passada.
Os responsáveis pelo museu chamaram de "ato atroz" o roubo da placa, considerada um símbolo da crueldade e do cinismo do Holocausto.
Recuperar a inscrição é "uma questão de honra", diz o comando de Polícia de Oswiecim, a cidade do sul polonês onde os nazistas estabeleceram em 1940 o campo de concentração mais mortífero da história.
Por enquanto, foi colocada uma réplica do original, à espera da recuperação da placa roubada.
Fonte: EFE
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/12/18/alemanha+condena+roubo+de+placa+em+auschwitz+9250041.html
Um porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores alemão expressou a confiança do Executivo em que o caso seja esclarecido com rapidez e o desejo de que seja possível recuperar a placa.
"A Alemanha, consciente de sua responsabilidade histórica, apoia a conservação de Auschwitz como museu e local de lembrança das vítimas do nazismo", apontou a fonte.
Os responsáveis pelo antigo campo de concentração e extermínio nazista denunciaram hoje o roubo da placa com a inscrição, que também é presente em outros campos erguidos pelo Terceiro Reich.
A Polícia polonesa ofereceu uma recompensa de cinco mil zloti (mais de 1.200 euros) por qualquer pista que possa levar à recuperação da inscrição, desaparecida desde a madrugada passada.
Os responsáveis pelo museu chamaram de "ato atroz" o roubo da placa, considerada um símbolo da crueldade e do cinismo do Holocausto.
Recuperar a inscrição é "uma questão de honra", diz o comando de Polícia de Oswiecim, a cidade do sul polonês onde os nazistas estabeleceram em 1940 o campo de concentração mais mortífero da história.
Por enquanto, foi colocada uma réplica do original, à espera da recuperação da placa roubada.
Fonte: EFE
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/12/18/alemanha+condena+roubo+de+placa+em+auschwitz+9250041.html
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Yad Vashem
Letreiro da entrada do campo de concentração de Auschwitz é furtado
Inscrição teve de ser substituída por cópia.
Ele diz, em alemão, a frase: 'o trabalho nos torna livres'.
Do G1, com agências internacionais
A famosa placa metálica na entrada do campo de concentração nazista de Auschwitz, que diz "Arbeit macht frei" ("o trabalho liberta ou nos torna livres", numa tradução livre), foi furtada na sexta-feira (18), segundo autoridades.

Turistas andam sob 'cópia' da inscrição original ' Arbeit Macht Frei ' nesta sexta-feira (18) na entrada do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, na Polônia. A original foi furtada durante a madrugada. A frase, em alemão, significa 'o trabalho nos torna livres'. Um ministro israelense considerou o furto 'abominável'. (Foto: AP)
O Yad Vashem, memorial do Holocausto em Jerusalém, disse que o incidente é "um ataque à memória do Holocausto".
Cerca de 1,5 milhão de pessoas, a maioria judias, morreram nesse campo de extermínio nazistas no sul da Polônia durante a Segunda Guerra Mundial. Os prisioneiros que chegavam ao campo passavam sob o portão, encimado pela frase em alemão. Depois da guerra, mais de 200 hectares do campo viraram um museu, visitado anualmente por centenas de milhares de pessoas.
"Hoje de manhã, guardas patrulhando o local notaram que a placa não estava no seu lugar", disse Jaroslaw Mensfelt, porta-voz do museu, à Reuters. "Notificamos a polícia imediatamente."
De acordo com ele, a polícia está examinando as imagens de câmeras de vigilância. "Já instalamos uma réplica sobre o portão. Ela foi usada no passado enquanto o original era reparado. Espero que o original seja rapidamente recuperado e que os ladrões sejam apanhados", disse Mensfelt.
"Não se trata só de um furto, mas de uma horrível profanação de um lugar onde mais de 1 milhão de pessoas foram assassinadas, no maior local desse tipo nesta parte do mundo. É realmente um ato lamentável."
A frase "Arbeit macht frei" tornou-se um símbolo dos esforços nazistas para dar às vítimas uma falsa sensação de segurança antes de matá-las em câmeras de gás ou por causa do frio, da fome, de doenças ou experiências.
Os ingressos cobrados no museu não são suficientes para preservar o local, e neste ano a Polônia fez um apelo por sua manutenção. Grã-Bretanha e Alemanha, entre outros, ofereceram ajuda financeira.
Em janeiro, o campo celebra 65 anos da sua liberação pelas tropas soviéticas, e pretende inaugurar uma exposição nos antigos alojamentos dos prisioneiros.
Fonte: G1, Agências Internacionais
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1419978-5602,00-LETREIRO+DA+ENTRADA+DO+CAMPO+DE+CONCENTRACAO+DE+AUSCHWITZ+E+FURTADO.html
Ler mais:
Comunidade internacional chocada com roubo do dístico no campo de concentração de Auschwitz; RTP
Ele diz, em alemão, a frase: 'o trabalho nos torna livres'.
Do G1, com agências internacionais
A famosa placa metálica na entrada do campo de concentração nazista de Auschwitz, que diz "Arbeit macht frei" ("o trabalho liberta ou nos torna livres", numa tradução livre), foi furtada na sexta-feira (18), segundo autoridades.

Turistas andam sob 'cópia' da inscrição original ' Arbeit Macht Frei ' nesta sexta-feira (18) na entrada do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, na Polônia. A original foi furtada durante a madrugada. A frase, em alemão, significa 'o trabalho nos torna livres'. Um ministro israelense considerou o furto 'abominável'. (Foto: AP)
O Yad Vashem, memorial do Holocausto em Jerusalém, disse que o incidente é "um ataque à memória do Holocausto".
Cerca de 1,5 milhão de pessoas, a maioria judias, morreram nesse campo de extermínio nazistas no sul da Polônia durante a Segunda Guerra Mundial. Os prisioneiros que chegavam ao campo passavam sob o portão, encimado pela frase em alemão. Depois da guerra, mais de 200 hectares do campo viraram um museu, visitado anualmente por centenas de milhares de pessoas.
"Hoje de manhã, guardas patrulhando o local notaram que a placa não estava no seu lugar", disse Jaroslaw Mensfelt, porta-voz do museu, à Reuters. "Notificamos a polícia imediatamente."
De acordo com ele, a polícia está examinando as imagens de câmeras de vigilância. "Já instalamos uma réplica sobre o portão. Ela foi usada no passado enquanto o original era reparado. Espero que o original seja rapidamente recuperado e que os ladrões sejam apanhados", disse Mensfelt.
"Não se trata só de um furto, mas de uma horrível profanação de um lugar onde mais de 1 milhão de pessoas foram assassinadas, no maior local desse tipo nesta parte do mundo. É realmente um ato lamentável."
A frase "Arbeit macht frei" tornou-se um símbolo dos esforços nazistas para dar às vítimas uma falsa sensação de segurança antes de matá-las em câmeras de gás ou por causa do frio, da fome, de doenças ou experiências.
Os ingressos cobrados no museu não são suficientes para preservar o local, e neste ano a Polônia fez um apelo por sua manutenção. Grã-Bretanha e Alemanha, entre outros, ofereceram ajuda financeira.
Em janeiro, o campo celebra 65 anos da sua liberação pelas tropas soviéticas, e pretende inaugurar uma exposição nos antigos alojamentos dos prisioneiros.
Fonte: G1, Agências Internacionais
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1419978-5602,00-LETREIRO+DA+ENTRADA+DO+CAMPO+DE+CONCENTRACAO+DE+AUSCHWITZ+E+FURTADO.html
Ler mais:
Comunidade internacional chocada com roubo do dístico no campo de concentração de Auschwitz; RTP
Marcadores:
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Auschwitz,
Birkenau,
comunidade internacional,
Holocausto,
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Yad Vashem
sábado, 14 de novembro de 2009
Batalhão de Polícia 309 e a Grande Sinagoga de Bialystok
Batalhão de Polícia 309 e a Grande Sinagoga de Bialystok

http://www.zabludow.com/bialystokgreatsynagogue.html
Tradução: Marcelo Oliveira
[...]A Grande Sinagoga de Bialystok [Polônia-N.do.T.] foi incendiada em 27 de junho de 1941 por membros do Batalhão de Polícia Alemã 309 [Ordnungspolizei, ou Polícia Regular -N.do.T.], sob o comando do Major Weis. Os alemães haviam agrupado pelo menos 700 judeus do sexo masculino na sinagoga. Gasolina foi despejada nas entradas. Uma granada foi jogada para dentro do prédio, acendendo um fogo que também se espalhou pelas casas próximas nas quais os judeus se escondiam, e eles também foram queimados vivos. No dia seguinte, 30 carregamentos de vagões com cadáveres foram levados para uma sepultura em massa. Cerca de 2.000 a 2.200 foram assassinados...[...]
Fonte: Lista Holocausto-doc
http://br.groups.yahoo.com/group/Holocausto-Doc/message/6296

http://www.zabludow.com/bialystokgreatsynagogue.html
Tradução: Marcelo Oliveira
[...]A Grande Sinagoga de Bialystok [Polônia-N.do.T.] foi incendiada em 27 de junho de 1941 por membros do Batalhão de Polícia Alemã 309 [Ordnungspolizei, ou Polícia Regular -N.do.T.], sob o comando do Major Weis. Os alemães haviam agrupado pelo menos 700 judeus do sexo masculino na sinagoga. Gasolina foi despejada nas entradas. Uma granada foi jogada para dentro do prédio, acendendo um fogo que também se espalhou pelas casas próximas nas quais os judeus se escondiam, e eles também foram queimados vivos. No dia seguinte, 30 carregamentos de vagões com cadáveres foram levados para uma sepultura em massa. Cerca de 2.000 a 2.200 foram assassinados...[...]
Fonte: Lista Holocausto-doc
http://br.groups.yahoo.com/group/Holocausto-Doc/message/6296
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