Esta fotografia foi tirada pelo soldado eslovaco, Skrovina Lubomir, em Miropol, na Ucrânia, em outubro de 1941. É uma das duas fotografias conhecidas que documentam o fuzilamento de mulheres e crianças de perto em um parque público por policiais ucranianos anexados ao Batalhão de Polícia da Ordem 303. Lubomir testemunhou em Praga em 1958 que estava em uma unidade de pontes de guarda quando ele e dois outros foram designados para participar da execução, no qual 94 judeus (incluindo 49 crianças) foram assassinados. Os dois atiradores na foto são ucranianos, os 3 comandantes da Polícia da Ordem são alemães.
A fonte da foto é o USHMM, originalmente do Security Services Archive (Arquivo de Serviço de Segurança), Praga, H-770-3.0020. A fonte do contexto e referência arquivística é de Wendy Lower, "'Axis Collaboration, Operation Barbarossa, and the Holocaust in Ukraine'" ('Colaboração do Eixo, Operação Barbarossa e Holocausto na Ucrânia'), em A. Kay, J. Rutherford e D. Stahel (eds.), "Nazi Policy on the Eastern Front, 1941: Total War, Genocide, and Radicalization" (Política Nazi na Frente Oriental, 1941: Guerra Total, Genocídio e Radicalização), Boydell & Brewer, 2012, p.200.
Fonte: Holocaust Controversies
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2017/11/photographic-documentation-of-shooting.html
Texto: Jonathan Harrison
Título original: Photographic Documentation of the Shooting of a Woman and Child in Miropol
Tradução: Roberto Lucena
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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
Observações do post "Sobre a Ordem dos Comissários: instruções da guerra de aniquilação nazista na União Soviética"
Antes de repassar as observações do post que também dá título parcial a este post (separarei o texto original com um traço), irei transcrever, quando for possível, algumas observações de outros posts pra não alongar os posts originais, já que algumas observações acabam saindo do tema do post e citando questões políticas atuais no país ou no mundo.
Mas por quê, às vezes (ou muitas vezes), estas observações "saem pela tangente" do tema original do post? (a quem quiser pular esta observação extra, as observações originais do post estão após o traço abaixo e tem informação sobre segunda guerra)
Porque não é possível, por mais esforço que se faça, ignorar a realidade ao redor (do que se passa no país e no mundo) num ambiente de polarização política extrema.
Desde o "Vem pra rua" de 2013 (a "revolução colorida" que não se concretizou, mas faz estrago até hoje) a radicalização política no Brasil, que já era grande, degringolou de vez com grupos reacionários (que se autodenominam como "liberais" ou "liberais-conservadores", e alguns usam o termo "libertários", mas são todos uma coisa só: autoritários, vira-latas, estúpidos e anacrônicos) atacando tudo que consideram "inimigo". E se querem radicalizar, vão ter obviamente um contraponto ou resposta.
Essa polarização política pesada (radicalização) não ocorre só no Brasil, em praticamente quase todo mundo está ocorrendo radicalização política, alguns mais outros menos, mas ocorre em todo mundo.
Só que a polarização no Brasil é agravada ainda mais pela atuação partidarizada da "grande mídia" (o oligopólio de mídia, com destaque pra Rede Globo ou Organizações Globo) e principalmente pelo fato da vulnerabilidade da maior parte da população por aceitar passivamente o que esta grande mídia (que ascendeu na ditadura de 21 anos do país) repassa como "verdade" em questões atuais do país.
Esse não é um "problema" pequeno, é algo extremamente sério e não dá pra ignorar ou deixar de lado.
Evitei ao extremo não sair do tema segunda guerra, mas... uma vez que muita gente não mantém distância dos temas atuais (tentam misturá-los) e uma outra parte fica "calada" (quieta) pra não tomar posição, por covardia (mesmo quando deve), então não sou obrigado a respeitar qualquer um desses lados (não levarei em conta qualquer um desses dois lados pra tomar posições).
Quando pessoas começam a "cercar", enchendo a paciência com temas atuais porque querem usar A, B ou C como "escudos" pra algum fim político (no Orkut isso ocorreu), a tentativa de distanciamento de questões atuais (pra evitar trazer gente tosca, fanática e ignorante panfletando besteira pra junto) vai literalmente pro ralo.
E ninguém se iluda, eu não faço questão alguma de agradar A, B ou C porque alguém aparenta ser "educado" ao mesmo tempo que defende extremismo, ou porque comunidade A ou B tem posição "x" em relação ao Oriente Médio e coisas afins.
Sou humano (porque questões nacionais não devem ficar acima da condição humana), mas sou cidadão brasileiro, e minha visão política de mundo é de cidadão brasileiro (carregada do nativismo de minha terra natal, nativismo que também ocorre em todos os estados do país, uns mais outros menos), mesmo que eu saiba qual é o ponto de vista de outros países.
Não abro mão disso em hipótese alguma discutindo com outros brasileiros. Porque há brasileiros com crise de identidade nacional aguda (tanto brasileiros fora do Brasil como dentro do país), mas isso é problema dessas pessoas, não meu. Não sou "clínica de autoajuda" pra gente com esse tipo de problema.
Que fique claro que quando faço as observações acima, estou me referindo estritamente a discussões em português, principalmente com brasileiros, porque eu não percebo esse tipo de crise de identidade ou "grilo" (de grilado) que sempre remete a um complexo, ou mesmo preconceito agudo porque "fulano" é de tal país, estado, região, cidade (tirando o antissemitismo característico dos "revis") nas discussões em inglês como no blog Holocaust Controversies, no Rodoh etc.
Observações do post "Sobre a Ordem dos Comissários: instruções da guerra de aniquilação nazista na União Soviética" logo abaixo.
__________________________________________________________________________
Observação 1: quem quiser ler mais sobre a diretiva de Hitler, conferir o link do blog Avidanofront:
Ordem do führer sobre a administração das regiões do leste novamente ocupadas
Quem quiser ver o documento em inglês:
Himmler’s Memorandum on the Treatment of Alien Peoples in the East, 25 May 1940
E se alguém achar que isso é o texto mais pesado sobre a questão, tem coisas piores, que envolvem o nazi Erhard Wetzel (figura pouco citada e conhecida) sobre o Generalplan Ost. É curioso o cinismo dos ditos "revis" com a dimensão da guerra de extermínio praticada pelos nazistas, eles praticamente evitar citar essa questão do extermínio no leste europeu.
Cinismo e muitas vezes ignorância e estupidez também já que o conhecimento de boa parte deles do evento é precário ou totalmente distorcido, o que não apaga a ideia asquerosa por detrás desse apego desmedido deles com o que eles visualizam ou identificam como 'nazismo'.
Antes de ser algo caricato como a gente costuma ironizar a cretinice de alguns deles, no fundo esse pessoal é adepto do darwinismo social, como também o é alguns grupos que se denominam "liberais", mas que evitam a citação do termo "darwinismo" explicitamente por motivos óbvios (seriam facilmente rotulados de racistas), embora tenham uma aversão cínica e profunda com a questão do combate ao preconceito e racismo no Brasil e um ódio de classe profundo contra pobres (é essa uma das raízes do darwinismo social).
Ao contrário do que muita gente pensa, esse tipo de ideia de exclusão e racista é bem difundida em algumas cidades brasileiras. A "aparição" de grupos denominados "neonazis" no Brasil, ao contrário do que a mídia propaga como sendo "algo absurdo", infelizmente não é. O que ocorre é que esta mesma mídia e governos não têm interesse de esclarecer nada do assunto e nem de se aprofundar no problema da origem do racismo moderno no Brasil (que tem ligação direta com o evento da imigração pro Brasil no século XIX e começo do século XX), assunto que nem sequer é citado em colégios quando deveria ser obrigatório a discussão disso. E um adendo, refiro-me tanto à mídia de direita e de esquerda. Só vi uma vez citarem algo relativo a isso no site Viomundo, mas era só sobre São Paulo. Ou seja, o assunto sobre branqueamento no Brasil (que é o que dá base a esse racismo atual no país, as crenças racistas, além da herança racista colonial) sequer é discutido por conveniência, pra manter esses preconceitos regionais (preconceitos com conotação racista) inalterados.
Mas como dizia, a aparição desses bandos ditos "neonazis" no Brasil não é algo tão "absurdo" assim, apesar da adoção de símbolos do fascismo alemão por eles sempre soar ridículo pois o Brasil é um país com predominância da cultura portuguesa, indígena e negra, não excluindo as contribuições dos outros povos que pra cá migraram, mas essa também é a base étnica da maior parte do país, inclusive em regiões que a mídia propagam como "brancas" ou sem ligação com essas três culturas e povos (apesar de falarem português o tempo todo... vejam só...) porque há um sentimento de aversão dessas cidades com Portugal, negros e indígenas.
A mídia brasileira, de uns tempos pra cá, andar querendo "escandinavizar" o Brasil, talvez pra suprir seus complexos e sentimentos obscuros (que não tem coragem de externar), embora mantenha pro público externo a imagem do Brasil "tropical" formulada no Estado Novo do país (com contribuição da Disney) que perdura até hoje.
Como já deu pra notar, minha opinião sobre a mídia brasileira não é lá muito boa (e também de boa parte da mídia estrangeira). Digamos que, fizeram por onde ter essa imagem negativa, a "birra" não surgiu do nada. Em geral, a imagem da mídia hoje no mundo não é muito boa, pra não dizer que é terrível.
________________________________
Observação 2: Quem quiser baixar o livro (PDF), vá ao link do site do Centro de História Militar do Exército dos EUA.
Fiz questão de frisar a fonte pra servir como uma amostra pros fanáticos de direita do Brasil, com uma obsessão em repetir discurso da guerra fria.
A quem assistiu a abertura da Copa e leu o texto que coloquei aqui sobre ela (eu não profetizei...), viram uma demonstração desse fanatismo e radicalização imbecil nos xingamentos que esses fanáticos bitolados (e sem qualquer pingo de educação), na parte mais cara do estádio (com ingressos mais caros, setor "VIP" da baixaria e da elite Zé Povinho, o populacho medonho, a gentalha abastada brasileira), proferiram contra a presidente do país, quando não caberia numa cerimônia de abertura se comportarem tão grotescamente daquela forma achando que estavam "abafando", independente de divergência política.
Seria igualmente errado se o fato ocorresse com um presidente com outro retrospecto ideológico, eleito democraticamente. Há que se saber separar divergências de fanatismo e sectarismo, que é o que esse pessoal está fazendo há bastante tempo insuflados por certa mídia irresponsável, inconsequente e corporativa do país. Queimaram-se lindamente pro mundo inteiro ver.
Nem a principal potência rival da URSS (que não existe mais) possui um sectarismo e fanatismo tão estreitos com esses assuntos como o que se verifica na direita brasileira e latinoamericana (e ibérica), ou na maior parte dela. Sectarismo que mistura uma dose de paranoia, idiotice, má educação, prepotência e fanatismo religioso (obscurantismo).
_______________________________
Observação 3: tem uma parte do texto (nas notas 45 e 46) que diz o seguinte:
A própria ideia racista de ocupação e aniquilação de povos no leste (por estes serem inferiores ou descartáveis por ideias racistas, na concepção nazista) não é propriamente algo original da guerra anticomunista da segunda guerra, esta guerra também foi uma guerra de colonização, uma guerra "racial" (étnica) de aniquilação, só que dessa vez na Europa, como as ocorridas nas colonizações feitas na África e nas Américas.
Mas por quê, às vezes (ou muitas vezes), estas observações "saem pela tangente" do tema original do post? (a quem quiser pular esta observação extra, as observações originais do post estão após o traço abaixo e tem informação sobre segunda guerra)
Porque não é possível, por mais esforço que se faça, ignorar a realidade ao redor (do que se passa no país e no mundo) num ambiente de polarização política extrema.
Desde o "Vem pra rua" de 2013 (a "revolução colorida" que não se concretizou, mas faz estrago até hoje) a radicalização política no Brasil, que já era grande, degringolou de vez com grupos reacionários (que se autodenominam como "liberais" ou "liberais-conservadores", e alguns usam o termo "libertários", mas são todos uma coisa só: autoritários, vira-latas, estúpidos e anacrônicos) atacando tudo que consideram "inimigo". E se querem radicalizar, vão ter obviamente um contraponto ou resposta.
Essa polarização política pesada (radicalização) não ocorre só no Brasil, em praticamente quase todo mundo está ocorrendo radicalização política, alguns mais outros menos, mas ocorre em todo mundo.
Só que a polarização no Brasil é agravada ainda mais pela atuação partidarizada da "grande mídia" (o oligopólio de mídia, com destaque pra Rede Globo ou Organizações Globo) e principalmente pelo fato da vulnerabilidade da maior parte da população por aceitar passivamente o que esta grande mídia (que ascendeu na ditadura de 21 anos do país) repassa como "verdade" em questões atuais do país.
Esse não é um "problema" pequeno, é algo extremamente sério e não dá pra ignorar ou deixar de lado.
Evitei ao extremo não sair do tema segunda guerra, mas... uma vez que muita gente não mantém distância dos temas atuais (tentam misturá-los) e uma outra parte fica "calada" (quieta) pra não tomar posição, por covardia (mesmo quando deve), então não sou obrigado a respeitar qualquer um desses lados (não levarei em conta qualquer um desses dois lados pra tomar posições).
Quando pessoas começam a "cercar", enchendo a paciência com temas atuais porque querem usar A, B ou C como "escudos" pra algum fim político (no Orkut isso ocorreu), a tentativa de distanciamento de questões atuais (pra evitar trazer gente tosca, fanática e ignorante panfletando besteira pra junto) vai literalmente pro ralo.
E ninguém se iluda, eu não faço questão alguma de agradar A, B ou C porque alguém aparenta ser "educado" ao mesmo tempo que defende extremismo, ou porque comunidade A ou B tem posição "x" em relação ao Oriente Médio e coisas afins.
Sou humano (porque questões nacionais não devem ficar acima da condição humana), mas sou cidadão brasileiro, e minha visão política de mundo é de cidadão brasileiro (carregada do nativismo de minha terra natal, nativismo que também ocorre em todos os estados do país, uns mais outros menos), mesmo que eu saiba qual é o ponto de vista de outros países.
Não abro mão disso em hipótese alguma discutindo com outros brasileiros. Porque há brasileiros com crise de identidade nacional aguda (tanto brasileiros fora do Brasil como dentro do país), mas isso é problema dessas pessoas, não meu. Não sou "clínica de autoajuda" pra gente com esse tipo de problema.
Que fique claro que quando faço as observações acima, estou me referindo estritamente a discussões em português, principalmente com brasileiros, porque eu não percebo esse tipo de crise de identidade ou "grilo" (de grilado) que sempre remete a um complexo, ou mesmo preconceito agudo porque "fulano" é de tal país, estado, região, cidade (tirando o antissemitismo característico dos "revis") nas discussões em inglês como no blog Holocaust Controversies, no Rodoh etc.
Observações do post "Sobre a Ordem dos Comissários: instruções da guerra de aniquilação nazista na União Soviética" logo abaixo.
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Observação 1: quem quiser ler mais sobre a diretiva de Hitler, conferir o link do blog Avidanofront:
Ordem do führer sobre a administração das regiões do leste novamente ocupadas
Quem quiser ver o documento em inglês:
Himmler’s Memorandum on the Treatment of Alien Peoples in the East, 25 May 1940
E se alguém achar que isso é o texto mais pesado sobre a questão, tem coisas piores, que envolvem o nazi Erhard Wetzel (figura pouco citada e conhecida) sobre o Generalplan Ost. É curioso o cinismo dos ditos "revis" com a dimensão da guerra de extermínio praticada pelos nazistas, eles praticamente evitar citar essa questão do extermínio no leste europeu.
Cinismo e muitas vezes ignorância e estupidez também já que o conhecimento de boa parte deles do evento é precário ou totalmente distorcido, o que não apaga a ideia asquerosa por detrás desse apego desmedido deles com o que eles visualizam ou identificam como 'nazismo'.
Antes de ser algo caricato como a gente costuma ironizar a cretinice de alguns deles, no fundo esse pessoal é adepto do darwinismo social, como também o é alguns grupos que se denominam "liberais", mas que evitam a citação do termo "darwinismo" explicitamente por motivos óbvios (seriam facilmente rotulados de racistas), embora tenham uma aversão cínica e profunda com a questão do combate ao preconceito e racismo no Brasil e um ódio de classe profundo contra pobres (é essa uma das raízes do darwinismo social).
Ao contrário do que muita gente pensa, esse tipo de ideia de exclusão e racista é bem difundida em algumas cidades brasileiras. A "aparição" de grupos denominados "neonazis" no Brasil, ao contrário do que a mídia propaga como sendo "algo absurdo", infelizmente não é. O que ocorre é que esta mesma mídia e governos não têm interesse de esclarecer nada do assunto e nem de se aprofundar no problema da origem do racismo moderno no Brasil (que tem ligação direta com o evento da imigração pro Brasil no século XIX e começo do século XX), assunto que nem sequer é citado em colégios quando deveria ser obrigatório a discussão disso. E um adendo, refiro-me tanto à mídia de direita e de esquerda. Só vi uma vez citarem algo relativo a isso no site Viomundo, mas era só sobre São Paulo. Ou seja, o assunto sobre branqueamento no Brasil (que é o que dá base a esse racismo atual no país, as crenças racistas, além da herança racista colonial) sequer é discutido por conveniência, pra manter esses preconceitos regionais (preconceitos com conotação racista) inalterados.
Mas como dizia, a aparição desses bandos ditos "neonazis" no Brasil não é algo tão "absurdo" assim, apesar da adoção de símbolos do fascismo alemão por eles sempre soar ridículo pois o Brasil é um país com predominância da cultura portuguesa, indígena e negra, não excluindo as contribuições dos outros povos que pra cá migraram, mas essa também é a base étnica da maior parte do país, inclusive em regiões que a mídia propagam como "brancas" ou sem ligação com essas três culturas e povos (apesar de falarem português o tempo todo... vejam só...) porque há um sentimento de aversão dessas cidades com Portugal, negros e indígenas.
A mídia brasileira, de uns tempos pra cá, andar querendo "escandinavizar" o Brasil, talvez pra suprir seus complexos e sentimentos obscuros (que não tem coragem de externar), embora mantenha pro público externo a imagem do Brasil "tropical" formulada no Estado Novo do país (com contribuição da Disney) que perdura até hoje.
Como já deu pra notar, minha opinião sobre a mídia brasileira não é lá muito boa (e também de boa parte da mídia estrangeira). Digamos que, fizeram por onde ter essa imagem negativa, a "birra" não surgiu do nada. Em geral, a imagem da mídia hoje no mundo não é muito boa, pra não dizer que é terrível.
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Observação 2: Quem quiser baixar o livro (PDF), vá ao link do site do Centro de História Militar do Exército dos EUA.
Fiz questão de frisar a fonte pra servir como uma amostra pros fanáticos de direita do Brasil, com uma obsessão em repetir discurso da guerra fria.
A quem assistiu a abertura da Copa e leu o texto que coloquei aqui sobre ela (eu não profetizei...), viram uma demonstração desse fanatismo e radicalização imbecil nos xingamentos que esses fanáticos bitolados (e sem qualquer pingo de educação), na parte mais cara do estádio (com ingressos mais caros, setor "VIP" da baixaria e da elite Zé Povinho, o populacho medonho, a gentalha abastada brasileira), proferiram contra a presidente do país, quando não caberia numa cerimônia de abertura se comportarem tão grotescamente daquela forma achando que estavam "abafando", independente de divergência política.
Seria igualmente errado se o fato ocorresse com um presidente com outro retrospecto ideológico, eleito democraticamente. Há que se saber separar divergências de fanatismo e sectarismo, que é o que esse pessoal está fazendo há bastante tempo insuflados por certa mídia irresponsável, inconsequente e corporativa do país. Queimaram-se lindamente pro mundo inteiro ver.
Nem a principal potência rival da URSS (que não existe mais) possui um sectarismo e fanatismo tão estreitos com esses assuntos como o que se verifica na direita brasileira e latinoamericana (e ibérica), ou na maior parte dela. Sectarismo que mistura uma dose de paranoia, idiotice, má educação, prepotência e fanatismo religioso (obscurantismo).
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Observação 3: tem uma parte do texto (nas notas 45 e 46) que diz o seguinte:
"A ocupação era para ser permanente. Este era o objetivo final do que Hitler queria fazer, e nada nem ninguém estava autorizado a interferir com a realização deste empreendimento.45 Esta foi uma luta de ideologias, não de nações."Pois bem, essa era também minha opinião anterior sobre o evento, mas analisando a coisa hoje eu discordo da minha opinião anterior. Esta foi uma guerra ideológica sim, entre o fascismo (nazismo) e o socialismo da URSS, mas também uma guerra entre nações e de aniquilação.
A própria ideia racista de ocupação e aniquilação de povos no leste (por estes serem inferiores ou descartáveis por ideias racistas, na concepção nazista) não é propriamente algo original da guerra anticomunista da segunda guerra, esta guerra também foi uma guerra de colonização, uma guerra "racial" (étnica) de aniquilação, só que dessa vez na Europa, como as ocorridas nas colonizações feitas na África e nas Américas.
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terça-feira, 6 de outubro de 2015
Goebbels: "Mauer relata fuzilamentos em massa de judeus na Ucrânia"
Sou grato a Jason por encontrar esta citação, traduzida deste texto alemão de 19.10.41, também apontado em Herf.
Fonte: Holocaust Controversies
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2015/10/goebbels-mauer-reports-massive.html
Texto: Jonathan Harrison
Título original: Goebbels: "Mauer reports massive shootings of Jews in the Ukraine"
Tradução: Roberto Lucena
Mauer relata fuzilamentos em massa de judeus na Ucrânia.
Ele pede com urgência material explicativo para a população ucraniana, porque eles não entendem a necessidade de tais medidas severas contra os judeus.
O Bolchevismo enfraqueceu o instinto antissemita no povo da União Soviética; em muitos aspectos, teremos que começar do zero aqui.
Fonte: Holocaust Controversies
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2015/10/goebbels-mauer-reports-massive.html
Texto: Jonathan Harrison
Título original: Goebbels: "Mauer reports massive shootings of Jews in the Ukraine"
Tradução: Roberto Lucena
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segunda-feira, 31 de agosto de 2015
Sobre a foto do "Último judeu de Vinnitsa (Ucrânia, 1942)". A arma usada pelo Einsatzgruppe
A quem não viu, este post "O último judeu de Vinnitsa (Ucrânia, 1942)", trata de uma foto bem conhecida do Holocausto que recebeu este nome. Até aí, nada de novo.
Mas como de costume, algum "revi" costuma inventar (ou ressuscitar) alguma idiotice em cima das fotos e fatos do genocídio da segunda guerra e como não iria ficar rebatendo indefinidamente a mesma coisa na página do Facebook, achei melhor fazer o post.
Há bastante tempo, ainda no Orkut, surgiu uma montagem, ou mais precisamente a distorção da nitidez da foto, sobre essa foto alegando que o soldado, que é um SD nos Einsatzgruppen, estava apontando o dedo à pessoa que iria morrer na foto e numa uma arma (pistola). A distorção da foto, muito grosseira por sinal, é essa (clique na imagem pra ver ampliada, colocaram restrição pra colocar o link direto, depois conserto isso):
A montagem/distorção acima foi tirada deste blog neonazista Verdade1945, abandonado (correram), do seguinte post ridículo (entre vários):
http://verdade1945.blogspot.com.br/2007/10/grande-farsa-do-holocausto-judeu.html
Curiosamente os "revis", "atrás da verdade histórica" (conteúdo irônico), omitiram a fonte da foto. Já começa daí o ato de desonestidade intelectual da tropa (mais um de milhares). Porque sabem, embora não assumam, que esse tipo de blog neonazi é "problemático".
Mas por que a menção da foto agora?
Não faz tempo, surgiu uma revoada de "revis" no post da foto original Página no Facebook, dando piti em torno da foto, com as discussões pueris (batidas) de sempre. Em pleno descenso do negacionismo no país e no mundo. A "discussão" (entre aspas, se dá pra chamar disso) começou com um e depois veio uma "tropa" dar piti em cima da foto, com um negócio tão idiota que nem os "revis" de fora deram atenção a essa tosquice do "clube "revi"" brasileiro. Mas nem isso esses revimanés sabem que existe, o pior é a petulância com que comentam, algo hilário se não fosse irritante.
Eu deduzo que, pra aparecer gente do nada em post antigo, colocaram este post em algum grupo do Facebook ou fórum pra vir um bando de uma vez pois o post é antigo, de 2014 ou de 2013 (o FB não registra o ano no post, mas não é deste ano). Ou seja, isso foi publicado faz tempo e só agora vieram encher o saco? E ainda querem que todo mundo tenha paciência com esse tipo de discussão ridícula. Por que ridícula? Prestaram atenção na foto distorcida? Eles alegam que aquilo não é uma arma e sim o "dedo" (não disseram nem qual dedo era) do soldado apontado pra cabeça do futuro fuzilado. Não tem outro termo a dar senão cretinice.
Mas voltando à foto, discutir isso com gente que só lê besteira sobre segunda guerra em sites negacionistas é um ato de tortura, é triste ver os "argumentos" da tropa. Em todo o caso, eu coloquei a foto ampliada original pra verem e a trago pra cá (cliquem pra vê-la ampliada):
O que eles alegam que é um "dedo" (pra que um soldado vai apontar um dedo numa foto imitando uma pistola? com um "dedo avantajado"), é uma pistola Walther PPK (o formato) usada pelos Einsatzgruppen no extermínio de judeus em território soviético na segunda guerra, como descreve o uso desse tipo de armamento o autor Richard Rhodes no livro "Mestres da Morte" (Masters of Death) sobre o extermínio dos Einsatzgruppen nessas áreas. Trecho do livro (depois eu traduzo):
Serial Number List of PPKs to the Einsatzgruppen of the RSHA
E aqui, citação do livro The Writer's Guide to Weapons: A Practical Reference for Using Firearms and Knives in Fiction:
Link
Se alguém achou a arma familiar, ela era usada pelo James Bond.
Inclusive o cabo Adolfo (Hitler) se matou com uma pistola desse tipo.
Eu achei a menção do livro do Rhodes depois de ver sites de pistolas de segunda guerra. Por sinal, isto é uma referência bem negligenciada em textos sobre genocídio na segunda guerra (o tipo de armas, munição), e os "revisionistas" costumam atacar esses pontos pouco abordados.
Se for possível depois eu dou um zoom na foto original pra mostrar só em destaque a mão com a arma do SD do Einsatzgruppen na Ucrânia.
O que os "revis" alegam que é um dedo, além de ser uma arma (acima) o que eles alegam ser mais dedos não passa da fivela do cinto do soldado de preto atrás na foto.
É algo tão óbvio, visível, que chega a beira da cretinice discutir isso. E eles não entendem que estão sendo ridículos e continuam com a petulância ignorante deles. Só leem besteira negacionista na internet, só conhecem coisas rasteiras, não possuem interesse de fato no tema. São apenas idólatras da Alemanha nazi e da estética nazista com um conhecimento precário disso, tosco.
Um inclusive usa uma foto de Mengele jovem como avatar.
Eles acham que alguém tem medo disso? Piada. "Vou pôr uma foto de Mengele pra ver se ficam com medo", ui! Só rindo, rs.
O que passa na cabeça de alguém nascido no Brasil pra ter um culto por um regime onde a maioria deles sequer seriam considerados gente? Deixa pra lá, dá pra ter uma ideia do porquê (não é assunto do post).
Pegam uma foto antiga, bem conhecida, só distorcida grosseiramente com algum programa de imagem, colocada até no Orkut na época das comunidades de discussão disso (faz tempo), que depois foi repassada prum blog neonazista, abandonado provavelmente porque o dono (ou donos) tiveram medo de denúncia, e chamam isso de "procura pela verdade história" ou de "conhecimento". Estão de brincadeira e enchendo a paciência alheia, pois discutir coisas nesse "nível" é ridículo até com "revis".
É grotesco demais. Que esse pessoal leia um livro de História da segunda guerra em vez de ficar hoax negacionista requentado e velho, que já foi discutido antes.
Tocam no assunto como se fosse algo "novo", como se ninguém aqui tivesse visto antes, daí o porquê do termo petulante com o comportamento deles. É a famosa petulância ignorante. Mas nunca admitem que erraram. Vêm acusar, não mostram prova alguma e ainda querem que você "prove". Gente tosca.
Agora podem ralhar a vontade, fiquem negando a foto pois provas, que é bom, não mostraram nenhuma a não ser uma porcaria de foto distorcida com números de um blog neonazista, que não é levado a sério nem pela tropa revimané (negacionista) de fora do país, que em tese alguns pelo menos têm mais "conhecimento" (são menos toscos) que esses "revis" brasileiros.
P.S. faltou colocar a descrição da foto com o SD etc que tem no site do Yad Vashem, depois coloco. Deu uma má vontade incrível de fazer esse post pois esse era um assunto tão ridículo que até os "revis" no Orkut deixaram de lado logo, e ressuscitam agora em pleno 2015.
Mas como de costume, algum "revi" costuma inventar (ou ressuscitar) alguma idiotice em cima das fotos e fatos do genocídio da segunda guerra e como não iria ficar rebatendo indefinidamente a mesma coisa na página do Facebook, achei melhor fazer o post.
Há bastante tempo, ainda no Orkut, surgiu uma montagem, ou mais precisamente a distorção da nitidez da foto, sobre essa foto alegando que o soldado, que é um SD nos Einsatzgruppen, estava apontando o dedo à pessoa que iria morrer na foto e numa uma arma (pistola). A distorção da foto, muito grosseira por sinal, é essa (clique na imagem pra ver ampliada, colocaram restrição pra colocar o link direto, depois conserto isso):
A montagem/distorção acima foi tirada deste blog neonazista Verdade1945, abandonado (correram), do seguinte post ridículo (entre vários):
http://verdade1945.blogspot.com.br/2007/10/grande-farsa-do-holocausto-judeu.html
Curiosamente os "revis", "atrás da verdade histórica" (conteúdo irônico), omitiram a fonte da foto. Já começa daí o ato de desonestidade intelectual da tropa (mais um de milhares). Porque sabem, embora não assumam, que esse tipo de blog neonazi é "problemático".
Mas por que a menção da foto agora?
Não faz tempo, surgiu uma revoada de "revis" no post da foto original Página no Facebook, dando piti em torno da foto, com as discussões pueris (batidas) de sempre. Em pleno descenso do negacionismo no país e no mundo. A "discussão" (entre aspas, se dá pra chamar disso) começou com um e depois veio uma "tropa" dar piti em cima da foto, com um negócio tão idiota que nem os "revis" de fora deram atenção a essa tosquice do "clube "revi"" brasileiro. Mas nem isso esses revimanés sabem que existe, o pior é a petulância com que comentam, algo hilário se não fosse irritante.
Eu deduzo que, pra aparecer gente do nada em post antigo, colocaram este post em algum grupo do Facebook ou fórum pra vir um bando de uma vez pois o post é antigo, de 2014 ou de 2013 (o FB não registra o ano no post, mas não é deste ano). Ou seja, isso foi publicado faz tempo e só agora vieram encher o saco? E ainda querem que todo mundo tenha paciência com esse tipo de discussão ridícula. Por que ridícula? Prestaram atenção na foto distorcida? Eles alegam que aquilo não é uma arma e sim o "dedo" (não disseram nem qual dedo era) do soldado apontado pra cabeça do futuro fuzilado. Não tem outro termo a dar senão cretinice.
Mas voltando à foto, discutir isso com gente que só lê besteira sobre segunda guerra em sites negacionistas é um ato de tortura, é triste ver os "argumentos" da tropa. Em todo o caso, eu coloquei a foto ampliada original pra verem e a trago pra cá (cliquem pra vê-la ampliada):
![]() |
| Clique pra vê-la ampliada |
Weapons, MacLean proposes, would have included Luger, Mauser Model 1910 and Walther P-38 pistols for officers and Mauser Kar 98b rifles for enlisted men. Machine pistols (“Bergmann 9mm Model 35/Is or MP 38s”) were commonly used by both officers and enlisted men. Machine guns would control perimeters; hand grenades would flush victims from hideouts. There was no need for large arms, MacLean concludes: “The mission of the Einsatzkommando, after all, was execution, not combat.”Neste fórum sobre segunda guerra (não sei a linha política do fórum, mas estou colocando pra reforçar a citação acima), novamente o destaque pra pistola Walther PPK:
Serial Number List of PPKs to the Einsatzgruppen of the RSHA
E aqui, citação do livro The Writer's Guide to Weapons: A Practical Reference for Using Firearms and Knives in Fiction:
Link
Se alguém achou a arma familiar, ela era usada pelo James Bond.
![]() |
| Walther PPK |
Eu achei a menção do livro do Rhodes depois de ver sites de pistolas de segunda guerra. Por sinal, isto é uma referência bem negligenciada em textos sobre genocídio na segunda guerra (o tipo de armas, munição), e os "revisionistas" costumam atacar esses pontos pouco abordados.
Se for possível depois eu dou um zoom na foto original pra mostrar só em destaque a mão com a arma do SD do Einsatzgruppen na Ucrânia.
O que os "revis" alegam que é um dedo, além de ser uma arma (acima) o que eles alegam ser mais dedos não passa da fivela do cinto do soldado de preto atrás na foto.
É algo tão óbvio, visível, que chega a beira da cretinice discutir isso. E eles não entendem que estão sendo ridículos e continuam com a petulância ignorante deles. Só leem besteira negacionista na internet, só conhecem coisas rasteiras, não possuem interesse de fato no tema. São apenas idólatras da Alemanha nazi e da estética nazista com um conhecimento precário disso, tosco.
Um inclusive usa uma foto de Mengele jovem como avatar.
Eles acham que alguém tem medo disso? Piada. "Vou pôr uma foto de Mengele pra ver se ficam com medo", ui! Só rindo, rs.
O que passa na cabeça de alguém nascido no Brasil pra ter um culto por um regime onde a maioria deles sequer seriam considerados gente? Deixa pra lá, dá pra ter uma ideia do porquê (não é assunto do post).
Pegam uma foto antiga, bem conhecida, só distorcida grosseiramente com algum programa de imagem, colocada até no Orkut na época das comunidades de discussão disso (faz tempo), que depois foi repassada prum blog neonazista, abandonado provavelmente porque o dono (ou donos) tiveram medo de denúncia, e chamam isso de "procura pela verdade história" ou de "conhecimento". Estão de brincadeira e enchendo a paciência alheia, pois discutir coisas nesse "nível" é ridículo até com "revis".
É grotesco demais. Que esse pessoal leia um livro de História da segunda guerra em vez de ficar hoax negacionista requentado e velho, que já foi discutido antes.
Tocam no assunto como se fosse algo "novo", como se ninguém aqui tivesse visto antes, daí o porquê do termo petulante com o comportamento deles. É a famosa petulância ignorante. Mas nunca admitem que erraram. Vêm acusar, não mostram prova alguma e ainda querem que você "prove". Gente tosca.
Agora podem ralhar a vontade, fiquem negando a foto pois provas, que é bom, não mostraram nenhuma a não ser uma porcaria de foto distorcida com números de um blog neonazista, que não é levado a sério nem pela tropa revimané (negacionista) de fora do país, que em tese alguns pelo menos têm mais "conhecimento" (são menos toscos) que esses "revis" brasileiros.
P.S. faltou colocar a descrição da foto com o SD etc que tem no site do Yad Vashem, depois coloco. Deu uma má vontade incrível de fazer esse post pois esse era um assunto tão ridículo que até os "revis" no Orkut deixaram de lado logo, e ressuscitam agora em pleno 2015.
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
'Merkel abre velhas feridas'
Desde 'O jovem Törless' (1966) a 'Diplomacia', que estreia na próxima sexta-feira, poucas filmografias no continente que pisamos (o velho) vivem tão perenemente torturadas pela memória. A História Contemporânea está nas mãos de Volker Schlöndorff (Wiesbaden, 1939) uma ferramenta para fazer perguntas, para abrir cabeças. E assim até chegar a sua obra mais conhecida, mais premiada e mais dolorosa: 'O tambor', sobre a novela de Günter Grass; um filme que lhe valeu tanto o Oscar como a Palma de Ouro. "A única saída é Europa", comenta este alemão criado e formado na França em um inglês polido. E o diz em Valhadolid onde há algumas semanas apresentava seu último trabalho, um regresso ao ponto zero do que somos. Acaba a Segunda Guerra Mundial e o regime nazi claudicante sonha com a possibilidade de arrasar tudo desde as bases. A primeira coisa: Paris inteira.
Pe: Não lhe parece que ao reivindicar no estado atual das coisas a diplomacia sonha com o passado, em coisas de um século atrás?
Re: Não tenho isso claro. Talvez o mundo dos diplomatas da Primeira Guerra Mundial já não exista, mas a diplomacia necessária sim. Agora mesmo estava lendo sobre a Ucrânia, e me perguntava: como resolver o conflito se não através da diplomacia? Não há outra opção. O papel diplomático é prevenir uma guerra antes de que ela comece ou ajudar a acabar com alguma que já tenha começado. Porque os militares podem começar uma guerra mas não são capazes de acabá-la, limitam-se a lançar bombas.
Pe: Falamos então de política...
Re: Não, de diplomacia. A diplomacia é um trabalho muito nobre que lamentavelmente se perdeu. Os políticos se empenham em desempenhar trabalhos diplomáticos, mas não os podem fazer bem porque têm que se preocupar com as próximas eleições. Por outro lado, os diplomatas são empregados do Estado durante 30 anos, e eles sim podem entender as dinâmicas sociopolíticas melhor que ninguém. Aqui está o problema.
Pe: De novo um filme sobre a Segunda Guerra Mundial. A pergunta é talvez muito simples: Por que?
Re: Porque segue sendo necessário. Não temos memória suficiente. Creio sinceramente que dentro de 100 anos ainda seguiremos falando da Segunda Guerra Mundial. E a razão é que segue sendo a última grande guerra na Europa. E sempre falamos da última. Quando era criança, acompanhava meu pai, que era médico rural na ribeira do Reno. As pessoas da época então ainda seguiam falando de Napoleão como se tudo houvesse acontecido ontem. A memória tem seus próprios mecanismos: quando mais nos distanciamos de alguns fatos, mas se convertem esses em mito. Quando contemplamos as pinturas de Goya não pensamos em sua época, senão nele aqui e agora.
Pe: Mas, não se cansa de tanto insistir?
Re: o que me cansa é ver que às vezes insistir não serve para nada. Cada vez mais a Segunda Guerra Mundial é reduzida ao Holocausto. O que é uma estupidez. Se hoje em dia você pergunta a um norte-americano sobre a guerra, tudo o que diz é que os alemães trataram de aniquilar os judeus e que os norte-americanos entraram nela para acabá-la e salvar os judeus. Isso é a guerra graças a determinado cinema.
Pe: Seu esforço é quase messiânico...
Re: Minha filha de 22 anos me pergunta às vezes: por que você fala uma vez ou outra da Segunda Guerra Mundial? A razão é simples: nasci em 1939. E o mesmo pode se dizer para explicar meu interesse pelos estados totalitários. Sou um produto de Hitler e Stalin. A Europa nasceu do medo aos estados totalitários.
Pe: Já que você mencionou. Para que serve a Europa hoje?
Re: Para nos proteger da possibilidade do totalitarismo e para nos proteger de nós mesmos. Quando existia a ameaça de um estado totalitário, durante a Guerra Fria, juntar-nos era algo mais fácil. É quando essa ameaça desaparece que tudo se fez mais difícil. Suponho que se não fosse por minhas origens eu estaria mais interessado na democracia e como fazê-la funcionar.
Pe: Seu filme fala da França e da Alemanha, os lugares nos quais cresceu e os dois países que formam o núcleo da Europa...
Re: eu sou o filho da guerra e em particular das relações entre França e Alemanha; de sua reconciliação. Cheguei a Paris pela primeira vez em 1955, dez anos depois da guerra. Foi a primeira cidade que conheci na minha vida que não havia sido destruída pela guerra. Surpreendeu-me muitíssimo. Perguntava-me: era esse o aspecto que Berlim e Frankfurt tinham no passado?
Pe: Eu tentava lhe perguntar antes se acredita que agora vivemos o que se forjou então?
Re: Sem dúvida. Pertencemos a esse momento que conta o filme ao final da guerra. Não é mais necessário ver Merkel para se dar conta disso. Comporta-se como se fora o general no comando da Europa dizendo a todo mundo o que tem que fazer. Está abrindo velhas feridas e, na verdade, eu a fiz saber disso em pessoa. Mas pra ela é indiferente. Quando estava preparando o filme, cada dia ao abrir o jornal lia sobre o programa de austeridade de Merkel. No ato seguinte vinha Sarkozy dizendo que era necessário seguir o modelo alemão. Tenho a sensibilidade de que quando um francês fala em seguir o modelo alemão instintivamente lhe dá por exclamar: Heil Hitler!
Pe: Não lhe parece algo exagerado comparar aquela época com esta?
Re: De forma alguma. Os nazis sempre tiveram em mente a construção de uma nova Europa liderada pela Alemanha. Justo como agora. Göring era um grande europeísta.
Pe: E você, considera-se europeísta?
Re: sou um europeísta apaixonado e estou muito preocupado. O que parece não se entender é que as mentalidades são mais importantes que as leis. O modelo alemão não se pode exportar. Se um alemão deve cinco euros a um amigo, não poderá dormir por noites até que lhe tenham devolvido o dinheiro. Se lhes baixam os impostos para que tenham mais dinheiro para consumir, em lugar de fazer isso, eles meterão todas as suas economias no banco. É uma atitude protestante. O problema é que os economistas que dirigem a Europa não entendem de mentalidades.
Pe: Já que se anima a falar de alta política, como de longe ou perto vê a saída para a crise?
Re: a crise colocou sobre a mesa tudo o que estava escondido debaixo do tapete. Creio que inventar o euro e o impor da noite para o dia foi uma verdadeira ousadia. A princípio para todo mundo pareceu que não estava tão mal, mas agora nos damos conta de que os fundamentos da Europa não eram tão sólidos depois de tudo isso. Agora compreendemos que há que levar a cabo um debate mais sério, e que todo mundo deve ser incluído neste debate, ainda que sejam da extrema-esquerda ou da extrema-direita. Afinal, os europeus é que decidirão o que a Europa têm que ser, não os políticos nem nós os artistas. Billy Wilder dizia do público que separados todos são idiotas, mas juntos são um gênio. E dos europeus se pode dizer o mesmo.
LUIS MARTÍNEZ
Atualizado: 08/11/2014 05:39 horas
Fonte: El Mundo (Espanha)
http://www.elmundo.es/cultura/2014/11/08/545d0240ca474168668b456d.html
Título original: 'Merkel abre viejas heridas'
Tradução: Roberto Lucena
Pe: Não lhe parece que ao reivindicar no estado atual das coisas a diplomacia sonha com o passado, em coisas de um século atrás?
Re: Não tenho isso claro. Talvez o mundo dos diplomatas da Primeira Guerra Mundial já não exista, mas a diplomacia necessária sim. Agora mesmo estava lendo sobre a Ucrânia, e me perguntava: como resolver o conflito se não através da diplomacia? Não há outra opção. O papel diplomático é prevenir uma guerra antes de que ela comece ou ajudar a acabar com alguma que já tenha começado. Porque os militares podem começar uma guerra mas não são capazes de acabá-la, limitam-se a lançar bombas.
Pe: Falamos então de política...
Re: Não, de diplomacia. A diplomacia é um trabalho muito nobre que lamentavelmente se perdeu. Os políticos se empenham em desempenhar trabalhos diplomáticos, mas não os podem fazer bem porque têm que se preocupar com as próximas eleições. Por outro lado, os diplomatas são empregados do Estado durante 30 anos, e eles sim podem entender as dinâmicas sociopolíticas melhor que ninguém. Aqui está o problema.
Pe: De novo um filme sobre a Segunda Guerra Mundial. A pergunta é talvez muito simples: Por que?
Re: Porque segue sendo necessário. Não temos memória suficiente. Creio sinceramente que dentro de 100 anos ainda seguiremos falando da Segunda Guerra Mundial. E a razão é que segue sendo a última grande guerra na Europa. E sempre falamos da última. Quando era criança, acompanhava meu pai, que era médico rural na ribeira do Reno. As pessoas da época então ainda seguiam falando de Napoleão como se tudo houvesse acontecido ontem. A memória tem seus próprios mecanismos: quando mais nos distanciamos de alguns fatos, mas se convertem esses em mito. Quando contemplamos as pinturas de Goya não pensamos em sua época, senão nele aqui e agora.
Pe: Mas, não se cansa de tanto insistir?
Re: o que me cansa é ver que às vezes insistir não serve para nada. Cada vez mais a Segunda Guerra Mundial é reduzida ao Holocausto. O que é uma estupidez. Se hoje em dia você pergunta a um norte-americano sobre a guerra, tudo o que diz é que os alemães trataram de aniquilar os judeus e que os norte-americanos entraram nela para acabá-la e salvar os judeus. Isso é a guerra graças a determinado cinema.
Pe: Seu esforço é quase messiânico...
Re: Minha filha de 22 anos me pergunta às vezes: por que você fala uma vez ou outra da Segunda Guerra Mundial? A razão é simples: nasci em 1939. E o mesmo pode se dizer para explicar meu interesse pelos estados totalitários. Sou um produto de Hitler e Stalin. A Europa nasceu do medo aos estados totalitários.
Pe: Já que você mencionou. Para que serve a Europa hoje?
Re: Para nos proteger da possibilidade do totalitarismo e para nos proteger de nós mesmos. Quando existia a ameaça de um estado totalitário, durante a Guerra Fria, juntar-nos era algo mais fácil. É quando essa ameaça desaparece que tudo se fez mais difícil. Suponho que se não fosse por minhas origens eu estaria mais interessado na democracia e como fazê-la funcionar.
Pe: Seu filme fala da França e da Alemanha, os lugares nos quais cresceu e os dois países que formam o núcleo da Europa...
Re: eu sou o filho da guerra e em particular das relações entre França e Alemanha; de sua reconciliação. Cheguei a Paris pela primeira vez em 1955, dez anos depois da guerra. Foi a primeira cidade que conheci na minha vida que não havia sido destruída pela guerra. Surpreendeu-me muitíssimo. Perguntava-me: era esse o aspecto que Berlim e Frankfurt tinham no passado?
Pe: Eu tentava lhe perguntar antes se acredita que agora vivemos o que se forjou então?
Re: Sem dúvida. Pertencemos a esse momento que conta o filme ao final da guerra. Não é mais necessário ver Merkel para se dar conta disso. Comporta-se como se fora o general no comando da Europa dizendo a todo mundo o que tem que fazer. Está abrindo velhas feridas e, na verdade, eu a fiz saber disso em pessoa. Mas pra ela é indiferente. Quando estava preparando o filme, cada dia ao abrir o jornal lia sobre o programa de austeridade de Merkel. No ato seguinte vinha Sarkozy dizendo que era necessário seguir o modelo alemão. Tenho a sensibilidade de que quando um francês fala em seguir o modelo alemão instintivamente lhe dá por exclamar: Heil Hitler!
Pe: Não lhe parece algo exagerado comparar aquela época com esta?
Re: De forma alguma. Os nazis sempre tiveram em mente a construção de uma nova Europa liderada pela Alemanha. Justo como agora. Göring era um grande europeísta.
Pe: E você, considera-se europeísta?
Re: sou um europeísta apaixonado e estou muito preocupado. O que parece não se entender é que as mentalidades são mais importantes que as leis. O modelo alemão não se pode exportar. Se um alemão deve cinco euros a um amigo, não poderá dormir por noites até que lhe tenham devolvido o dinheiro. Se lhes baixam os impostos para que tenham mais dinheiro para consumir, em lugar de fazer isso, eles meterão todas as suas economias no banco. É uma atitude protestante. O problema é que os economistas que dirigem a Europa não entendem de mentalidades.
Pe: Já que se anima a falar de alta política, como de longe ou perto vê a saída para a crise?
Re: a crise colocou sobre a mesa tudo o que estava escondido debaixo do tapete. Creio que inventar o euro e o impor da noite para o dia foi uma verdadeira ousadia. A princípio para todo mundo pareceu que não estava tão mal, mas agora nos damos conta de que os fundamentos da Europa não eram tão sólidos depois de tudo isso. Agora compreendemos que há que levar a cabo um debate mais sério, e que todo mundo deve ser incluído neste debate, ainda que sejam da extrema-esquerda ou da extrema-direita. Afinal, os europeus é que decidirão o que a Europa têm que ser, não os políticos nem nós os artistas. Billy Wilder dizia do público que separados todos são idiotas, mas juntos são um gênio. E dos europeus se pode dizer o mesmo.
LUIS MARTÍNEZ
Atualizado: 08/11/2014 05:39 horas
Fonte: El Mundo (Espanha)
http://www.elmundo.es/cultura/2014/11/08/545d0240ca474168668b456d.html
Título original: 'Merkel abre viejas heridas'
Tradução: Roberto Lucena
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terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Babi Yar ou Babij Jar (o filme), massacre nazi na Ucrânia
A quem quiser assistir (aviso, o filme tem cenas fortes), esse filme nunca foi divulgado no Brasil e é pouco conhecido fora, filme sobre os massacres na ravina de Babi Yar (que tem mais de uma grafia, o que é problemático, mas essa é a mais usada) que ocorreu na Ucrânia, próximo à Kiev (capital), durante a ocupação da União Soviética pelos nazistas. Massacre em Babi Yar link1, link2.
Nos dois primeiros dias de massacres, cerca de 33.771 judeus ucranianos foram mortos nesta ravina, e no total da guerra, entre (estimativa) 110-150 mil pessoas (incluso o número de judeus mortos, Romanis/ciganos, cidadãos ucranianos e prisioneiros soviéticos) perderam a vida nesta ravina vitimados pelas forças de ocupação nazista (Einsatzgruppen).
Ficha do filme, com ajuda da Wikipedia (tradução):
Título: Babiy Yar ou Babij Jar
Dirigido por Jeff Kanew
Estrelando: Michael Degen
Lançado em 3 de julho, 2003
Duração: 112 min.
País: EUA; Idioma: inglês
Filmado na Europa e com lançamento limitado nos cinemas, o filme narra os assassinatos em massa de setembro de 1941, de milhares de judeus, prisioneiros soviéticos (POWs), comunistas, ciganos (Romanis), nacionalistas ucranianos e outros civis por Divisões da SS alemã neste local, uma ravina de Kiev (capital da Ucrânia).
Sinopse do filme (em inglês): Babij Jar (2003), NYTimes
Cena do massacre (reconstituição do filme), caso tenha sensibilidade com imagens fortes ou cenas desse tipo, não assista:
Atualização de link (01.10.2018):
https://www.youtube.com/watch?v=g_gttjKFJDo
https://youtu.be/g_gttjKFJDo
Nos dois primeiros dias de massacres, cerca de 33.771 judeus ucranianos foram mortos nesta ravina, e no total da guerra, entre (estimativa) 110-150 mil pessoas (incluso o número de judeus mortos, Romanis/ciganos, cidadãos ucranianos e prisioneiros soviéticos) perderam a vida nesta ravina vitimados pelas forças de ocupação nazista (Einsatzgruppen).
Ficha do filme, com ajuda da Wikipedia (tradução):
Título: Babiy Yar ou Babij Jar
Dirigido por Jeff Kanew
Estrelando: Michael Degen
Lançado em 3 de julho, 2003
Duração: 112 min.
País: EUA; Idioma: inglês
Filmado na Europa e com lançamento limitado nos cinemas, o filme narra os assassinatos em massa de setembro de 1941, de milhares de judeus, prisioneiros soviéticos (POWs), comunistas, ciganos (Romanis), nacionalistas ucranianos e outros civis por Divisões da SS alemã neste local, uma ravina de Kiev (capital da Ucrânia).
Sinopse do filme (em inglês): Babij Jar (2003), NYTimes
Cena do massacre (reconstituição do filme), caso tenha sensibilidade com imagens fortes ou cenas desse tipo, não assista:
Atualização de link (01.10.2018):
https://www.youtube.com/watch?v=g_gttjKFJDo
https://youtu.be/g_gttjKFJDo
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Acerca da lei sobre a negação do Holocausto
Como citei aqui, eu comentei que iria fazer um post sobre esta lei da negação do Holocausto pois eu era o único no blog que não era contrário a este tipo de lei em alguns países com passado autoritário/ditatorial, que é o caso do Brasil, Alemanha e vários outros, e onde há um ranço autoritário de parte da população.
Com a subida ao poder de neonazistas na Ucrânia este ano, caiu por terra a "crença" de que esse tipo de lei combata ou consiga dispersar grupos de extrema-direita como muita gente acredita piamente, que basta assinar um decreto, e voilá, via passe de mágica os grupos "somem" com medo da legislação.
Lembrando que o golpe na Ucrânia foi apoiado pelo governo dos EUA e pelas lideranças da União Europeia, abrindo um precedente perigoso desde a segunda guerra. Ou seja, chega a ser bizarro que países tenham esse tipo de legislação e apoiem esse tipo de grupo (neonazi) chegar ao poder por conta de disputa política com a Rússia.
Voltando à questão, a ideia que o Roberto Muehlenkamp defende, e muito mais gente (a Lipstadt também defende isso, se eu achar o texto eu coloco aqui), de que a livre discussão deve prevalecer, e que se deve combater a ideia e que ideias não se acabam via canetada, é totalmente correta.
Mesmo eu tendo essa restrição com o negacionismo, eu sempre achei que essa ideia defendida pelo Roberto era totalmente correta, visto que a livre discussão do assunto nos EUA minou e desmoralizou esses grupos "revisionistas" por lá.
Só que há uma atuação civil naquele país pra combater isto que no Brasil não existe, o povo no Brasil em geral fica no comodismo achando que virá um "super-herói" combater essas coisas ou deixam a coisa correr pra discutir tudo em cima, em época de eleição (às vezes nem isso), sem participar politicamente de nada. É a típica ação comodista e covarde que culminou no aumento expressivo desse extremismo de direita no país como o desses grupos pedindo intervenção militar. A quem acha que uma coisa ("revisionismo") não tem a ver com a outra (esse extremismo de direita pedindo cabeça de presidente etc), as duas coisas têm mais relação do que muita gente pensa. O comodismo político tem um preço, o crescimento do extremismo.
Aqui o texto do Roberto no Holocaust Controversies:
A Petition to the German Legislator
Aqui um texto do Andrew Mathis sobre isso, com e mesma posição:
Holocaust Denial on Parade
O Leo concorda com a posição do Roberto Muehlenkamp (caso eu esteja errado eles podem vir comentar), o Daniel (do blog Avidanofront) idem, o Marcelo Oliveira que eu lembre também (ele não posta no blog, mas o nome do blog foi tirado da antiga, e finada, lista de discussão dele).
Então, declaro abertamente que minha posição anterior favorável (como uma exceção, apenas em países com passado ditatorial recente) sobre essa legislação acerca do negacionismo, não existe mais, não mais apoiarei este tipo de legislação ou lei sobre esse tipo de questão.
Quem quiser se iludir, como disse no comentário lá no começo do post (está no link), com essas leis, de que as mesmas irão acabar com racismo, crenças racistas e grupos fascistoides via caneta, sem haver educação, sem discussão, fique à vontade pra se iludir, só não quero ser cúmplice disso, dessa ilusão coletiva por comodismo, porque há bastante tempo sou cético com a 'eficácia' desse tipo de lei, e como disse acima, com o golpe dado na Ucrânia o ceticismo virou certeza, então seria bizarro eu continuar com a posição anterior.
O que se passa no Brasil em relação a essas questões (de racismo, extrema-direita etc), como eu disse acima, é de haver um certo descaso da sociedade civil, uma histeria tentando criar tabus (pra que não se discuta) por comodismo e fobia social, uma ignorância generalizada (o povo não procura entender o assunto pra se posicionar), e uma vontade de querer abafar o assunto com o famoso "esse assunto é chato" (chato é quem diz isso, tremendas malas sem alças), que acaba criando bizarrices como as que vi no Orkut, quando esse tipo de problema era algo mínimo, controlável, e um grupo de "ativistas" idiotas querendo dar uma de Batman (bancando os "justiceiros"), partiu prum quebra-pau com alguns desses bandos ridículos pequenos que circulavam por lá (grupos mínimos) e a coisa acabou se propagando por conta da histeria criada com a briga aberta, com a mídia fazendo sua "contribuição" pra difundir a coisa em vez de explicar, esclarecer, porque qualquer coisa que remeta a nazismo acaba chamando atenção do público curioso, que em sua grande maioria não lerá nada que preste sobre isso (e nem interesse muitas vezes têm), e quando leem algo que presta não costumam comentar, discutir etc, então a impressão que passam é a de que a ignorância é grande.
Depois do estrago feito não tem volta. Hoje dá pra falar sobre esse estouro do problema no Orkut sem a pessoa receber um ataque de algum "ativista" desses irritadinho porque a gente discorda desse tipo de "ativismo" deles posando de Batman, mas antes era complicado, você corria risco de receber ataque a torto e a direito (xingamento, ameaças etc) só por discordar de alguma dessas figuras por entender que eles não tinham noção alguma do que atacavam/criticavam (e não tinham mesmo, e acho que continuam sem ter), igual aos ataques que alguns "revis" também recebiam (isso era pra justificar a ação "benévola" justiceira deles). E obviamente o ataque é proferido por covardes, pois usavam das falhas de segurança do site pra fazerem isso.
Há um PL no congresso sobre esse assunto (negacionismo) que pode ser aprovado, se for ou não, a lei que reprime o problema não irá educar o povo com a questão do racismo, preconceito etc. É a mesma questão que a legislação antirracista levanta, essas leis acabaram com o racismo no Brasil ou acabou "refinando" a coisa? Porque quem é racista não deixa de ser por conta de uma lei.
Certas ideias, como as racistas, só se diluem mostrando que não prestam, que são crendices e afins, via educação e assimilação de conhecimento que é algo que muitos brasileiros sentem aversão, visto o tipo de busca por "conhecimento" que vão atrás como literatura rasa (livros de auto-ajuda), conspiratória ou por "filosofia" astrológica. Basta ver a lista de livros mais vendidos do país.
Não digo isso por pedantismo ou "contente" (tem gente que se sente o máximo e tem prazer em chamar grupos de pessoas de ignorantes, mas não sinto qualquer "alegria" nisso), pelo contrário, não é tão fácil pôr o dedo na ferida, mas é necessário.
Com a subida ao poder de neonazistas na Ucrânia este ano, caiu por terra a "crença" de que esse tipo de lei combata ou consiga dispersar grupos de extrema-direita como muita gente acredita piamente, que basta assinar um decreto, e voilá, via passe de mágica os grupos "somem" com medo da legislação.
Lembrando que o golpe na Ucrânia foi apoiado pelo governo dos EUA e pelas lideranças da União Europeia, abrindo um precedente perigoso desde a segunda guerra. Ou seja, chega a ser bizarro que países tenham esse tipo de legislação e apoiem esse tipo de grupo (neonazi) chegar ao poder por conta de disputa política com a Rússia.
Voltando à questão, a ideia que o Roberto Muehlenkamp defende, e muito mais gente (a Lipstadt também defende isso, se eu achar o texto eu coloco aqui), de que a livre discussão deve prevalecer, e que se deve combater a ideia e que ideias não se acabam via canetada, é totalmente correta.
Mesmo eu tendo essa restrição com o negacionismo, eu sempre achei que essa ideia defendida pelo Roberto era totalmente correta, visto que a livre discussão do assunto nos EUA minou e desmoralizou esses grupos "revisionistas" por lá.
Só que há uma atuação civil naquele país pra combater isto que no Brasil não existe, o povo no Brasil em geral fica no comodismo achando que virá um "super-herói" combater essas coisas ou deixam a coisa correr pra discutir tudo em cima, em época de eleição (às vezes nem isso), sem participar politicamente de nada. É a típica ação comodista e covarde que culminou no aumento expressivo desse extremismo de direita no país como o desses grupos pedindo intervenção militar. A quem acha que uma coisa ("revisionismo") não tem a ver com a outra (esse extremismo de direita pedindo cabeça de presidente etc), as duas coisas têm mais relação do que muita gente pensa. O comodismo político tem um preço, o crescimento do extremismo.
Aqui o texto do Roberto no Holocaust Controversies:
A Petition to the German Legislator
Aqui um texto do Andrew Mathis sobre isso, com e mesma posição:
Holocaust Denial on Parade
O Leo concorda com a posição do Roberto Muehlenkamp (caso eu esteja errado eles podem vir comentar), o Daniel (do blog Avidanofront) idem, o Marcelo Oliveira que eu lembre também (ele não posta no blog, mas o nome do blog foi tirado da antiga, e finada, lista de discussão dele).
Então, declaro abertamente que minha posição anterior favorável (como uma exceção, apenas em países com passado ditatorial recente) sobre essa legislação acerca do negacionismo, não existe mais, não mais apoiarei este tipo de legislação ou lei sobre esse tipo de questão.
Quem quiser se iludir, como disse no comentário lá no começo do post (está no link), com essas leis, de que as mesmas irão acabar com racismo, crenças racistas e grupos fascistoides via caneta, sem haver educação, sem discussão, fique à vontade pra se iludir, só não quero ser cúmplice disso, dessa ilusão coletiva por comodismo, porque há bastante tempo sou cético com a 'eficácia' desse tipo de lei, e como disse acima, com o golpe dado na Ucrânia o ceticismo virou certeza, então seria bizarro eu continuar com a posição anterior.
O que se passa no Brasil em relação a essas questões (de racismo, extrema-direita etc), como eu disse acima, é de haver um certo descaso da sociedade civil, uma histeria tentando criar tabus (pra que não se discuta) por comodismo e fobia social, uma ignorância generalizada (o povo não procura entender o assunto pra se posicionar), e uma vontade de querer abafar o assunto com o famoso "esse assunto é chato" (chato é quem diz isso, tremendas malas sem alças), que acaba criando bizarrices como as que vi no Orkut, quando esse tipo de problema era algo mínimo, controlável, e um grupo de "ativistas" idiotas querendo dar uma de Batman (bancando os "justiceiros"), partiu prum quebra-pau com alguns desses bandos ridículos pequenos que circulavam por lá (grupos mínimos) e a coisa acabou se propagando por conta da histeria criada com a briga aberta, com a mídia fazendo sua "contribuição" pra difundir a coisa em vez de explicar, esclarecer, porque qualquer coisa que remeta a nazismo acaba chamando atenção do público curioso, que em sua grande maioria não lerá nada que preste sobre isso (e nem interesse muitas vezes têm), e quando leem algo que presta não costumam comentar, discutir etc, então a impressão que passam é a de que a ignorância é grande.
Depois do estrago feito não tem volta. Hoje dá pra falar sobre esse estouro do problema no Orkut sem a pessoa receber um ataque de algum "ativista" desses irritadinho porque a gente discorda desse tipo de "ativismo" deles posando de Batman, mas antes era complicado, você corria risco de receber ataque a torto e a direito (xingamento, ameaças etc) só por discordar de alguma dessas figuras por entender que eles não tinham noção alguma do que atacavam/criticavam (e não tinham mesmo, e acho que continuam sem ter), igual aos ataques que alguns "revis" também recebiam (isso era pra justificar a ação "benévola" justiceira deles). E obviamente o ataque é proferido por covardes, pois usavam das falhas de segurança do site pra fazerem isso.
Há um PL no congresso sobre esse assunto (negacionismo) que pode ser aprovado, se for ou não, a lei que reprime o problema não irá educar o povo com a questão do racismo, preconceito etc. É a mesma questão que a legislação antirracista levanta, essas leis acabaram com o racismo no Brasil ou acabou "refinando" a coisa? Porque quem é racista não deixa de ser por conta de uma lei.
Certas ideias, como as racistas, só se diluem mostrando que não prestam, que são crendices e afins, via educação e assimilação de conhecimento que é algo que muitos brasileiros sentem aversão, visto o tipo de busca por "conhecimento" que vão atrás como literatura rasa (livros de auto-ajuda), conspiratória ou por "filosofia" astrológica. Basta ver a lista de livros mais vendidos do país.
Não digo isso por pedantismo ou "contente" (tem gente que se sente o máximo e tem prazer em chamar grupos de pessoas de ignorantes, mas não sinto qualquer "alegria" nisso), pelo contrário, não é tão fácil pôr o dedo na ferida, mas é necessário.
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quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Neonazismo na Ucrânia, notas
A quem quiser ler o link original (em inglês), segue abaixo:
Neo-Nazi Organizations in the Ukraine
http://www.globalresearch.ca/neo-nazi-organizations-in-the-ukraine/318
De Liudmila Dymerskaya-Tsigelman e Leonid Finberg
Global Research, December 17, 2004
The Vidal Sassoon International Center for the Study of Antisemitism: 1 April 1999
Antisemitism of the Ukrainian Radical Nationalists
Com um adendo de alerta pesado sobre este site: este site canadense Global Research, apesar do nome "pomposo", é enviesado ao extremo, o que compromete as informações no mesmo. Sites de informação muito enviesados costumam distorcer informação propositalmente, que é algo que se critica constantemente na mídia brasileira por adotar esta postura (manipulação com informações).
Se alguém for procurar este mesmo link acima colocando as palavras "neo-nazi" e "Ukraine" no Google, vai achar pilhas de links com matérias recentes sobre o golpe na Ucrânia e não este texto. O link deste texto estava salvo por isso foi possível encontrá-lo com o fim do Orkut.
Só estou repassando o link acima pois este texto foi colocado no ar muito antes (anos antes) do golpe de Estado na Ucrânia este ano (dado por forças de extrema-direita aparentemente antagônicas mas não tanto, neoliberais alinhados com a UE e neonazis), ou seja, este texto não foi influenciado pelos acontecimentos mais recentes na Ucrânia. Mas principalmente em razão da bibliografia citada no texto caso alguém queira checar. É essa uma das partes mais positivas do texto.
Foi através dela que deu pra chegar a esse livro:
Inventing the Jew. Antisemitic Stereotypes in Romanian and Other Central-East European Cultures
De Andrei Osteanu, sobre o antissemitismo na Romênia e outros países do Leste europeu. Resenha (em inglês) aqui.
A quem quiser mais infos sobre antissemitismo e neonazismo (extrema-direita) na Ucrânia, confiram o link:
http://www.nebraskapress.unl.edu/product/Inventing-the-Jew,674083.aspx
E em sua busca por "Ukraine": Link2, que também mostra resultados mostrando textos sobre a extrema-direita na Rússia e em outros países.
Como o blog tem recebido visitas de gente da Romênia com um forte "amor" a 'judeus', "comunistas" e quem essas figuras bizarras fascistas visualizam como inimigos ou rotulam tudo contrário a eles, é bom mostrar o papel podre dos fascistas romenos perseguindo minorias e suas psicoses já que adoram posar de vítimas depois desses fascistas terem sido repelidos e reprimidos na Romênia. Fascistas não foram vítimas na Romênia e sim algozes, por isso, menos choro ao chiar.
Esse pessoal podia se juntar às manifestações com as "Bolsonaretes" pedindo "volta da ditadura" pra máscara de "democratas" (se é que tinham) cair de uma vez. O PSDB, os liberais de araque do país (que são um bando de autoritários defendendo liberalismo radical econômico pra beneficiar corporações e bancos e arrocho), junto com a mídia oligopolizada, já que abriram a fossa da extrema-direita no Brasil e o mal cheiro tá chegando pra todo mundo.
Atos pró-ditadura geram constrangimento à oposição
Enquanto em 1984 o povo, mais esclarecido que esse bando de bestas do link acima, ia em massa às ruas pra pedir o fim da ditadura, abafado por esta mesma mídia que adora falar em "liberdade" sendo que a mesma surgiu na ditadura (sugando as tetas da mesma):
Insatisfação com a ditadura eclode nas manifestações das Diretas Já!
A tal extrema-direita mais organizada (não é a que o pessoal aqui costuma discutir, no caso os "revis"), defende um liberalismo econômico radical e um alinhamento do Brasil como capacho dos Estados Unidos, que é a posição defendida desde o término da segunda guerra por esses "liberais".
Para a turma "revoltando" que vai na "onda" da mídia, a mídia no Brasil não quer implementar "regime nacionalista" algum como alguns mais à direita (minoria) acabam achando. A mídia (do oligopólio) utiliza esse pessoal como bucha de canhão pra desestabilizar governos com políticas nacionais, mesmo que moderadas (a avaliação disso, políticas nacionais, varia obviamente de pessoa pra pessoa). Por que acham que a mídia opera pra tirar determinados partidos de cena? Pensem nisto antes de dar apoio a Bolsonaros e cia, os capachinhos do governo dos EUA, já que parte de vocês "amam" as políticas do Tio Sam (governo dos EUA).
Neo-Nazi Organizations in the Ukraine
http://www.globalresearch.ca/neo-nazi-organizations-in-the-ukraine/318
De Liudmila Dymerskaya-Tsigelman e Leonid Finberg
Global Research, December 17, 2004
The Vidal Sassoon International Center for the Study of Antisemitism: 1 April 1999
Antisemitism of the Ukrainian Radical Nationalists
Com um adendo de alerta pesado sobre este site: este site canadense Global Research, apesar do nome "pomposo", é enviesado ao extremo, o que compromete as informações no mesmo. Sites de informação muito enviesados costumam distorcer informação propositalmente, que é algo que se critica constantemente na mídia brasileira por adotar esta postura (manipulação com informações).
Se alguém for procurar este mesmo link acima colocando as palavras "neo-nazi" e "Ukraine" no Google, vai achar pilhas de links com matérias recentes sobre o golpe na Ucrânia e não este texto. O link deste texto estava salvo por isso foi possível encontrá-lo com o fim do Orkut.
Só estou repassando o link acima pois este texto foi colocado no ar muito antes (anos antes) do golpe de Estado na Ucrânia este ano (dado por forças de extrema-direita aparentemente antagônicas mas não tanto, neoliberais alinhados com a UE e neonazis), ou seja, este texto não foi influenciado pelos acontecimentos mais recentes na Ucrânia. Mas principalmente em razão da bibliografia citada no texto caso alguém queira checar. É essa uma das partes mais positivas do texto.
Foi através dela que deu pra chegar a esse livro:
Inventing the Jew. Antisemitic Stereotypes in Romanian and Other Central-East European Cultures
De Andrei Osteanu, sobre o antissemitismo na Romênia e outros países do Leste europeu. Resenha (em inglês) aqui.
A quem quiser mais infos sobre antissemitismo e neonazismo (extrema-direita) na Ucrânia, confiram o link:
http://www.nebraskapress.unl.edu/product/Inventing-the-Jew,674083.aspx
E em sua busca por "Ukraine": Link2, que também mostra resultados mostrando textos sobre a extrema-direita na Rússia e em outros países.
Como o blog tem recebido visitas de gente da Romênia com um forte "amor" a 'judeus', "comunistas" e quem essas figuras bizarras fascistas visualizam como inimigos ou rotulam tudo contrário a eles, é bom mostrar o papel podre dos fascistas romenos perseguindo minorias e suas psicoses já que adoram posar de vítimas depois desses fascistas terem sido repelidos e reprimidos na Romênia. Fascistas não foram vítimas na Romênia e sim algozes, por isso, menos choro ao chiar.
Esse pessoal podia se juntar às manifestações com as "Bolsonaretes" pedindo "volta da ditadura" pra máscara de "democratas" (se é que tinham) cair de uma vez. O PSDB, os liberais de araque do país (que são um bando de autoritários defendendo liberalismo radical econômico pra beneficiar corporações e bancos e arrocho), junto com a mídia oligopolizada, já que abriram a fossa da extrema-direita no Brasil e o mal cheiro tá chegando pra todo mundo.
Atos pró-ditadura geram constrangimento à oposição
Enquanto em 1984 o povo, mais esclarecido que esse bando de bestas do link acima, ia em massa às ruas pra pedir o fim da ditadura, abafado por esta mesma mídia que adora falar em "liberdade" sendo que a mesma surgiu na ditadura (sugando as tetas da mesma):
Insatisfação com a ditadura eclode nas manifestações das Diretas Já!
A tal extrema-direita mais organizada (não é a que o pessoal aqui costuma discutir, no caso os "revis"), defende um liberalismo econômico radical e um alinhamento do Brasil como capacho dos Estados Unidos, que é a posição defendida desde o término da segunda guerra por esses "liberais".
Para a turma "revoltando" que vai na "onda" da mídia, a mídia no Brasil não quer implementar "regime nacionalista" algum como alguns mais à direita (minoria) acabam achando. A mídia (do oligopólio) utiliza esse pessoal como bucha de canhão pra desestabilizar governos com políticas nacionais, mesmo que moderadas (a avaliação disso, políticas nacionais, varia obviamente de pessoa pra pessoa). Por que acham que a mídia opera pra tirar determinados partidos de cena? Pensem nisto antes de dar apoio a Bolsonaros e cia, os capachinhos do governo dos EUA, já que parte de vocês "amam" as políticas do Tio Sam (governo dos EUA).
domingo, 12 de outubro de 2014
Existem conspirações?
O título do post foi provocativo e intencional (a imagem também) pois o título original seria: "O problema das Teorias da Conspiração". Pois é disto que o post trata.E é uma questão pertinente pois em 99% das discussões com esse pessoal "revi" ou de extrema-direita, essas teorias da conspiração estão sempre presentes misturadas com meias verdades e coisas que ocorreram/ocorrem, o que acaba implicando no risco de alguém ao discutir com eles, tender a negar que conspirações políticas existem pra não concordar em algo com eles (pois em sua maioria são um bando de fanáticos e lunáticos), quando conspirações existem, só que não da forma como esse pessoal propaga ou prega, ou a que eles pregam.
As mais batidas (ridículas) são aquelas folclóricas como os Illuminati, Nova Ordem Mundial etc (o próprio termo "teoria da conspiração" já representa um forte grau de descrédito justamente por conta da birutice desse pessoal), mas tem "teoria" de todo tipo. E ia esquecendo, é recorrente também as citações sobre o papel sempre controverso da Maçonaria em questões políticas reais, pois a postura da Maçonaria é de fato dúbia, ela nunca diz a que veio, embora a ideologia reinante nela ao que tudo indica são o liberalismo e o positivismo.
Quando você pergunta a um desses crentes que vivem falando em "NOM (Nova Ordem Mundial)" o que é isso, eles não sabem te responder, porque não entendem que o objeto de crítica deles na realidade é o liberalismo radical que vem a ser justamente a Nova Ordem Mundial (no sentido certo do termo) que emergiu com o colapso da URSS, com os EUA no papel de superpotência, e que agora mostra sinais de declínio com a ascensão da China e do declínio dos Estados Unidos decorrente de suas guerras tresloucadas no Oriente Médio e crise econômica e política interna.
Os grupos mais conservadores e radicais não gostam de liberalismo e da crise cultural que ele vem provocando desde os anos 90. Ao invés de usarem os termos políticos corretos eles citam as teorias da conspiração pra atacarem aquilo que eles abominam ou discordam. E ainda chamam isso às vezes de "marxismo cultural", fora do significado original do termo, o que é engraçado pois chamar marxista de "liberal" eu acho que soaria como ofensa pro primeiro.
O ponto central da coisa é: existem conspirações políticas?
A resposta é: sim, conspirações existem. Só que não são divulgadas aos quatro ventos como esse pessoal crédulo , fanático e bitolado dissemina.
E não se dão sob forma de "magia", crendices, folclore, ou venha a ser algo aberto (muito conhecido como esse pessoal espalha e como se fossem "iluminados", descobridores da "pólvora"), como muita gente obcecada com isso dissemina pela internet.
Aliás, magia não existe (sinto 'machucar' o pessoal que crê nisso e em coisas "sobrenaturais" etc, mas não isso não existe).
O problema central de quem é obcecado com essas coisas é que a maioria deles ignora até o que significa de fato o termo conspiração. Irei colar aqui o significado pois eu sei que muita gente não lê algo que preste (infelizmente) e sai repetindo como papagaio a primeira bobagem que lê pela internet.
Conspiração política: Link1 Link2
Em política, conspiração é um entendimento secreto entre várias pessoas para organizar e realizar ações subversivas contra um poder político estabelecido.
Os objetivos de uma conspiração podem variar, assim como suas estratégias e meios. Falsos testemunhos e boatos (como no Complô Papista), sequestro (como na surpresa de Meaux, organizada em 1567 por Luís I de Bourbon-Condé, para sequestrar o rei da França, Carlos IX, e a família real), 1 atentados (como a Operação Charlotte Corday, organizada pelo CNR e pela Organisation armée secrète (OAS) visando assassinar o presidente Charles de Gaulle, em 22 de agosto de 1962),2 assassinatos (como o de David Rizzio, confidente de Maria Stuart),3 e golpes de Estado (como na Conjuração de Catilina, que visava a tomada do poder em Roma, em 63 a.C. pelo senador Lucius Sergius Catilina) estão entre os métodos mais notórios das conspirações conhecidas.
Ou seja, uma conspiração é algo concreto (uma ação visando um objetivo político por um grupo) e não uma crendice como a maioria desses bandos espalham e os governos em geral fazem vista grossa.
Vou citar o caso de uma conspiração recente que não foi vista como conspiração, mas que houve uma conspiração na execução política do caso: A queda do governo da Ucrânia e a ascensão dos neonazis por lá.
Eu já comentei isto aqui: A crise na Ucrânia, os desdobramentos (um resumo).
Resumidamente: os Estados Unidos desde o fim da Guerra Fria, com a dissolução da União Soviética, tenta cercar a Rússia em seu território por ser um potencial rival econômico, militar, ideológico etc, dando apoio desde a governos fantoches/submissos como o de Iéltsin, até cercar a Rússia para contê-la militarmente e provocar uma crise interna (enfraquecer aquele país).
Isso é real, existe. A conspiração, no sentido literal do termo, reside no fato de que líderes de vários países atuam em prol do cerco à Rússia e não falam das intenções dos ataques àquele país abertamente, mas pelas ações é possível deduzir o que se passa. É uma operação com gente graúda, pesada (governos de países militarmente fortes), com participação da mídia (de lado a lado), dependendo de sua orientação ideológica ou financeira.
Os EUA (governo) queriam derrubar o governo ucraniano pró-russo ou mais próximo da Rússia para colocar um governo fantoche e fraco pró-EUA e bases da OTAN naquele país, ou trazer a Ucrânia pra área de influência da União Europeia (que é alinhada com os EUA, refiro-me aos governos e não aos povos desses países da UE).
Derrubaram o governo ucraniano eleito pelas urnas (golpe de estado), independente do fato se ele prestava ou não, e criaram todo o confronto que rola por lá atualmente, com a reação óbvia da Rússia (algo previsível), já que a Ucrânia nessa história virou biombo ou terra em disputa por ser área de influência próxima da Rússia.
A Rússia reagiu e tomou a parte da Crimeia, de maioria russa, e infla combates em áreas pró-russas no que sobrou da Ucrânia pra provavelmente pegar essas áreas e gerar instabilidade no governo fantoche ucraniano (bancado pelos EUA e inimigo da Rússia). Os aliados dos EUA dão suporte ao governo ucraniano.
Por que fazem isso? Em linhas gerais os Estados Unidos atacam qualquer país que desenvolva uma política nacional independente ou visando soberania. Não vamos com isso chancelar a insanidade do nazismo e fascismo pois muitos "revis" visualizam o conflito da segunda guerra nesses termos e sempre inocentando os líderes nazifascistas como se fossem um bando de "anjos" e não belicistas.
Isto é uma conspiração de fato, não "magia" ou delírio de religioso maluco.
Como podem ver, não há "magia", Illuminati ou ET de Varginha participando da contenda, só humanos, bem treinados e politicamente bastante bem informados e com objetivo definido. Se você não tiver ideia do que se passa e estiver no meio da luta de lado a lado, vai pagar o pato ou fazer papel de bobo.
Ou seja, o brasileiro médio continua tratando coisas sérias como esta, que podem vir a ocorrer aqui (o Brasil não está alheio do mundo), como "brincadeira" ou "coisa de filme" por alienação.
O mesmo se passou na Venezuela recentemente, ou naquelas marchas de junho de 2013 no Brasil, que mesmo contando com um apoio popular de início, essas marchas foram manipuladas (pautadas) pela grande mídia brasileira que é alinhada com os Estados Unidos e grupos liberais internos. Por sinal, ainda farei post sobre essas marchas e a turma que apareceu moldando opinião nelas pois não foi algo "espontâneo", com o vídeo daquela garota falando pra não virem à Copa sempre mirando o governo federal. Qual a razão por trás disso? A política independente e mais nacional do Brasil.
O problema de boa parte dessas teorias da conspiração é que ninguém sabe ao certo se elas vêm de trolls (psicopatas) querendo causar tumulto na web espalhando mentiras (que adquirem ar de verdade e incitam o posicionamento a favor de um dos lados ou deixar alguém confuso), de governos (os Serviços de Inteligência também espalham "histórias" pra confundir), de grupos políticos diversos (de ideologias diversas) ou se de todos os citados ao mesmo tempo (o que é o mais provável).
Já viram a enxurrada de boatos que pipoca na web no Brasil nos últimos anos? Os "Black Blocs"? Leiam isto:
Contrainformação
Agente provocador
Método Gene Sharp (que de "não-violento" e idealista não tem nada)
Entre as teorias da conspiração mais difundidas estão obviamente as teorias da conspiração citando judeus, e há as de todo tipo, desde as mais antigas e famosas como Os Protocolos dos Sábios de Sião, até as mais recentes como a negação do Holocausto), explorando o antissemitismo histórico e religioso.
E eis o problema: essas mesmas teorias da conspiração acabam tornando imunes grupos privados e indivíduos fortes (de uma minoria rica dentro de uma minoria, povo) que agem politicamente mesmo junto com outros grupos privados (de qualquer natureza pois esses grupos privados não agem por questões "étnicas" como os "revis" sempre mencionam), quando o povo em geral não tem nada a ver com a ação desses grupos.
O George Soros é uma amostra da questão, ele é um exemplo de um crápula poderoso por trás de golpismo pelo mundo, eu o chamaria de testa de ferro ou que faz o serviço sujo dos EUA (governo), que por ele ser bem conhecido é mais fácil criticá-lo. Ele era um dos que bancava a candidatura da Marina Silva no Brasil e o projeto político por detrás dela, como também banca o outro capacho dele, o ex-presidente do Banco Central com FHC, Armínio Fraga, imposto como presidente pelos acordos do governo tucano com os Estados Unidos no segundo governo FHC e que quebrou o Brasil três vezes pro país pedir empréstimos ao FMI e ficar pagando juros da dívida a credores. Sim, isso existiu e pelo visto a maioria do povo tem memória fraca ou é bastante desinformada.
O povo judeu (pessoas comuns) não deve pagar pelo que um crápula (ou meia dúzia deles) faz se escorando num povo.
O Finkelstein e o Hilberg (este, a maior autoridade no Holocausto) criticavam isto quando o Finkelstein lançou o livro Indústria do Holocausto e o Hilberg chancelou o livro (como crítica) à instrumentalização política do fato. O livro não trata nem propriamente de narrar o Holocausto e sim do pós-segunda guerra e da questão interna nos EUA.
Os "revis" fazem uma leitura totalmente distorcida do livro (pra variar) que em nenhuma parte nega o Holocausto. Não só eles, já vi este livro citado no verbete em português do Holocausto na Wikipedia, por alguma "inteligência rara" que colocou lá por extremismo político, pois o livro não relata o Holocausto e não foi mencionado como crítica.
Vejam que toda vez que um "revi" toca nesses assuntos é só pra culpabilizar "judeus", porque a tendência muitas vezes de quem é afetado/atingido é negar ou até defender gente desse tipo ao invés de isolá-los.
Já tive que ler muito ataque como se eu "adorasse" banqueiros ("amo"... conteúdo irônico e com aspas), a mídia (a mídia do Brasil, salvo exceções, é um esterco da pior espécie e ainda tenho que ler que eu "adoro" isso, ainda vou colar noutro post a baboseira que tive que ler aqui como se eu gostasse do grandão da Globo, eu "adoro" essa emissora, por isso chega a ser ridículo o que eu li) ou que não tivesse ideia do conflito de interesses políticos e econômicos entre países e grupos privados ou como se eu ignorasse o sistema político e econômico hegemônico no mundo e quem defende isso principalmente (os EUA).
Justamente por saber e não tratar isso como racismo (como os "revis" tratam), acho importante demarcar essas questões pois não irei ficar me justificando quando algum extremista desses vier falar sobre essas besteiras "racializando" (como eles dizem) essas coisas.
A turma do extremismo causa uma mixórdia (confusão) com esses assuntos e acaba provocando pânico e inação diante de perigos reais e concretos, como no caso da vacinação do H1N1 (gripe suína) que um monte de religiosos fundamentalistas saíram espalhando e pregando na web que as pessoas não deveriam se vacinar com argumentos ridículos de que a vacina fazia mal (mas diante de um público ignorante e suscetível esse discurso se propaga) o que provocaria o aumento da pandemia pois mais gente seria contaminada, podendo atingir qualquer um de vocês ou a mim. A meu ver quem propagou isso é criminoso e o Estado brasileiro deveria tratar esses grupos com mais rigor.
Ou seja, por detrás da couraça de "coisa ingênua" (pois a maioria disso é sandice mesmo e pra confundir), esse tipo de coisa é perigosa pois desinforma e pode provocar conflitos.
Gente crédula e ignorante ao extremo provoca estragos políticos e sociais por serem vulneráveis a manipulações e por muitos serem fanáticos do tipo que provocariam um estrago de verdade motivado por alguma crença e paranoia.
*A imagem do post é essa: Annuit cœptis, Grande Selo dos Estados Unidos, O Olho da Providência/O Olho que tudo vê.
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quarta-feira, 25 de junho de 2014
Hans Krueger e o assassinato dos Judeus em Stanislawow - Parte 03
Hans Krueger e o Assassinato dos Judeus na Região de Stanislawow - Parte 03
Shoah Resource Center,
The International School for Holocaust Studies
Hans Krueger e o Assassinato dos Judeus na Região de Stanislawow (Galícia)
Dieter Pohl
Traduzido para o Inglês por William Temple
Yad Vashem Studies, Vol. 26, 1998, pp. 239- 265
Original: Hans Krueger and the Murder of the Jews in the Stanislawow Region (Galicia) [PDF]
Ver mais na Página de Ebooks sobre genocídio na segunda guerra.
É impossível determinar qual era a exata responsabilidade de Krueger em conexão com o "Domingo Sangrento." É claro que um massacre de tais proporções sob administração civil alemã era virtualmente sem precedentes. Mas pesquisa adicional é necessária sobre se Krueger realmente iniciou este crime. Ele foi sem dúvida responsável pela brutal execução e pelo grande número de vítimas. Para 1942, o aspecto fantástico é o assassinato, num momento relativamente precoce, de todos os judeus na área de Stanislawow.
Mas o quartel-general da Polícia de Fronteira de Kolomea era ainda mais radical neste aspecto. Mais importante aqui que o fator dos chefes individuais da Sipo era o fato de que havia poucos projetos de trabalho forçado de larga escala nas partes ao sul do distrito, projetos que em outras áreas tinham ajudado temporariamente a salvar vidas. Da primavera de 1942 em diante, operações contra os judeus seguiram-se de ondas varrendo por todo o distrito. Um elemento decisivo era a participação direta de Krueger na implementação radical de assassinatos em massa ali mesmo. Só na região de Stanislawow, mais de 85 por cento dos judeus foram fuzilados em vez de deportados. Krueger foi o arquiteto deste banho de sangue, certificando-se de que seus próprios homens estivessem envolvidos. Na realidade, isto significava que alguns de seus subordinados balearam pessoalmente milhares de homens, mulheres e crianças nas fossas. Só houve resistência insignificante da parte deles ao participaresm da matança. 66 Assim, o caso de Stanislawow foi marcado por uma mistura específica e distinta de personalidade e circunstâncias externas, particularmente geográficas.
Embora o escritório em Stanislawow e seu chefe Hans Krueger devessem ser vistos como um exemplo extremo, eles refletem aspectos típicos do pessoal e da atividade dos escritórios externos da KdS em áreas da Polônia ocupada e da União Soviética. Muito embora Krueger carregue responsabilidade pelo maior número de assassinatos em massa perpetrados por um divisão do KdS em todo o Governo Geral, havia vários chefes de estação que eram comparáveis, tais como Peter Leideritz em Kolomea 67, ou Hermann Mueller em Tarnopol. Nós sabemos menos ainda sobre outros "perpetradores ideoógicos" radicasis, uma vez que eles não sobreviveram à guerra e, dessa forma, não foram sujeitos a investigações criminais posteriores.
Eventos similares ocorreram nos outros quatro distritos do Governo Geral. Somente no caso da área ocidental do distrito de Varsóvia os judeus tinham sido deportados para o gueto de Varsóvia antes do início da real "Solução Final". Em outros distritos, as estações do KdS foram os reais carrascos em massa; nas capitais de distrito, as agências responsáveis foram as próprias agências centrais do KdS.
Ao ponto que os judeus não tinham sido já eliminados pelas SS móveis e unidades de polícia, as divisões externas da KdS na União Soviética ocupada tinha uma função análoga. Freqüentemente, entretanto, escritórios fixos da Sipo eram estabelecidos somente num momento posterior e às vezes não eram estabelecidos em áreas sob administração militar. Ao leste do Dnieper, a maioria dos judeus já tinham fugido antes de a Wehrmacht chegar. Na União Soviética ocupada, deportações dificilmente tinham qualquer função. Quase todos os judeus eram massacrados próximos às suas cidades-natal e vilarejos, ou gaseados em camionetes móveis. Não obstante, há ainda uma grande carência de pesquisa histórica básica relativa às atividades da Sipo nessas áreas.
Quando comparado com escritórios da Gestapo no Reich 68 e agências centrais da KdS, as quais em geral têm sido melhor pesquisadas 69, as diferenças são claras: primeiro, quanto mais se vai para o Leste, menor o quadro de pessoal nos escritórios externos. Em segundo lugar, o pessoal em tais divisões consistia geralmente de oficiais de carreira da Gestapo, enquanto muitos oficiais na Gestapo no Reich e as agências centrais do KdS eram advogados experientes. Em terceiro lugar, vários comandantes do KdS vinham das fileiras da SD, a elite ideológica da SS. As tarefas de tais comandantes em conexão com assassinatos em massa de judeus eram grandemente organizacionais e de supervisão; Principalmente, eles estavam fisicamente presentes somente quando havia deportações em larga escala e execuções em massa
diretamente em suas cidades especificas.
Em contraste, os chefes dos escritórios externos, seus chefes locais da Gestapo, e Judenreferenten organizavam o assassinato de judeus ali mesmo, negociando com outras instituições tais como a Orpo e a administração civil. Eles também executavam as matanças pessoalmente, em inúmeros casos usando suas próprias armas. Assim, estes homens constituíam o segmento base dos funcionários na "Solução Final"; sem sua participação, teria sido impossível implementar a carnificina desta maneira.
Notas:
1 Ver Christopher R. Browning, Ordinary Men - Reserve Police Battalion 101 and the Final Solution in Poland, (New York: Harper Collins, 1992); Helmut Krausnick and Hans-Heinrich Wilhelm, Die Truppe des Weltanschauungskriegs: Die Einsatzgruppen der Sicherheitspolizei und des SD 1938-1942, (Stuttgart: Deutsche Verlags-Anstalt, 1981).
2 Tatiana Berenstein, Di farnichtung fun yidishe yeshuvim in Distrikt Galizien, Bleter far geshikhte 6:3 (1953), pp.45-153; revised version: Esterminacja ludnosci zydowskiej w dystrykcie Galicja, Biuletyn Zydowskiego Instytutu Historycznego, No. 61 (1967) (Berenstein, Eksterminacja), pp. 3-58.
3 Elisabeth Freundlich, Die Ermordung einer Stadt namens Stanislau. NS-Vernichtungspolitik in Polen, (Vienna: Oesterreichischer Bundesverlag, 1986) ( Freundlich, Ermordung), especially pp. 137-186; idem, ``Massaker in Stanislau 1941. Versuch einer Rekonstruktion, Jahrbuch des Instituts fuer deutsche Geschichte, 4 (1975), pp. 423-455.
4 Urteil Landgericht [LG] Muenster, 5 Ks 4/65./.Krueger u.a., May 3-6, 1968, p. 82 (hereafter, Verdict Krueger). The first indication of the presence of the Gestapo can be found in the minutes of the Municipal Administration Stanislawow, August 1, 1941, Derzhavniy Arkhiv Lvivskoy Oblasti (DALO), R-35/12/35, p. 2.
5 Zygmunt Albert, The Extermination of the Lwow Professors in July 1941, in idem (ed.), Kazn profesorow lwowskich, lipiec 1941. Studia oraz relacje i dokumenty (Wroclaw: Wydawnictwo Uniwersytetu Wroclawskiego, 1989), pp. 69-99 (Albert, Kazn profesorow); Slawomir Kalbarczyk, ``Okolicznosci smierci profesora Kazimierza Bartla we Lwowie w lipcu 1941 r., Biuletyn
Glownej Komisji Badania Zbrodni przeciwko Narodowi Polskiemu, 34 (1922), pp. 112-123.
6 Final remarks, State Prosecutor (Staatsanwaltschaft, StA) Hamburg 141 Js 12/65, May 2, 1966, Zentrale Stelle der Landesjustizverwaltungen (ZStL), Ludwigsburg 208 AR-Z 81/60. The shooting was probably carried out under the command of SS-Sergeant Horst Waldenburger.
7 Interrogation Hans Krueger, January 8, 1962, ZStL 208 AR-Z 398/59. Krueger mentions here that this RSHA order was delivered by SS and Police Leader (SSPF) Friedrich Katzmann, though that would not have been in keeping with the standard police hierarchy and command structure.
8 Ralf Ogorreck, Die Einsatzgruppen der Sicherheitspolizei und des SD im Rahmen der ``Genesis der Endloesung (Berlin: Metropol, 1996). Contrary to Ogorrecks thesis, killing of woman and children started already at the end of july in the Soviet Union.
9 Announcement, Municipal Administration Stanislawow, published in Ukrains'ke slovo, July 29, 1941.
10 Ereignismeldung UdSSR des Chefs der Sipo and des SD, No. 23 (July 15, 1941), Bundesarchiv Berlin (BAP) R 58/214, fol. 172. In the second half of August 1941, Hungarians prevented a massacre of Jews in Kolomea, see ``Tagebuch S.A., ZStL 208 AR-Z 277/60. This attempt was probably also at Krueger's initiative, since the Gestapo detachment for Kolomea did not arrive there until the first week in September 1941.
11 Verdict Krueger, pp. 98-130; Freundlich, Ermordung, pp. 139-147; list of the ninety-nine Polish victims, Archivum Glownej Komisji Badania Zbrodni przeciwko Narodowi Polskiemu (hereafter, AGK), Warsaw, W 249/73, vol. 1, pp. 65-67.
12 Chef der Sipo und des SD an Gouverneur des Distrikts Galizien, September 1, 1941, DALO R-35/2/57, p. 2.
13 Christopher R. Browning, ``Beyond Intentionalism and Functionalism: The Decision for the Final Solution Reconsidered, in idem, The Path to Genocide. Essays on Launching the Final Solution (Cambridge: Cambridge University Press, 1992), pp. 86-121, especially p. 117; Pierre Burrin, Hitler und die Juden. Die Entscheidung fuer den Voelkermord (Frankfurt a.M.: S. Fischer, 1993), p. 151.
14 Dieter Pohl, Von Der Distrikt Lublin des. zum Judenmord Judenpolitik. Der Distrikt Lublin des Generalgouvernements 1939-1944 (Frankfurt a/M.: Peter Lang, 1993), p. 101, and the entry in Himmlers calendar for October 13, 1941. I am grateful to Peter Witte (Hemer) for this reference.
15 Dieter Pohl, Nationalsozialistische Judenverfolgung in Ostgalizien 1941-1944 Organisation und Durchfuehrung eines staatlichen Massenverbrechens.1944(Muenchen: Oldenbourg, 1996), pp. 139 ff.
16 Interrogation Hans Krueger, May 20, 1966, ``Hauptverhandlung LG Muenster, 5 Ks 4/65./. Krueger u.a., p. 84, ZStL 208 AR-Z 398/59.
17 Interrogation Hans Krueger, June 26, 1962, Generalstaatsanwaltschaft Berlin P (K) Js 7/68.
18 After Kalusz was dissolved on April 1, 1943, it was also responsible for the southern sections of Stryj County.
19 A 1943 map indicating the various areas of authority of the KdS branch offices is contained in DALO R-16/1/11, p. 25.
20 See Grzegorz Mazur, ``Aresztowania zolnierzy Armii Krajowej w okregu Stanislawow 1942-1943, Studia Historyczne, 34, No. 1 (1991), pp. 89-109.
21 Vasyl Jashan, Pid brunatnym chobotom. Nimetska okupatsiya Stanislavivshchyn v Druhij svitovoj vijni, 1941-1944 (Toronto: New Pathway Publishers, 1989), p. 71 ff (Jashan, Pid Brunatnym).
22 In 1964, the CP Regional Committee Ivano-Frankovsk was able to establish a figure of only 125 Communists in the underground who were so executed. See Tsentralniy Derzhavniy Arkhiv Hromadskykh Obydanan Ukrainy, Kiev, P-57/4/228, p. 4. Execution orders by Krueger for the village Zelenoe, District Nadworna, October 13-November 7, 1941, Derzhavnyj Arkhiv Ivano-Frankivskoy Oblasti (DAIFO) R-432/1/1.
23 Mueller, who probably was himself from eastern Galicia, could not be traced after the war. On Varchim, see Verdict Krueger, pp. 36-39, 887-893.
24 Overview of the KdS in the occupied territories, approx. 1943, Federal Archives Berlin (formerly Berlin Document Center, BDC), binder 458 A; distribution list, ``KdS Galizien/V fuer polnische Kripo im Distr., n.d., DALO R-36/1/43, p. 40.
25 Simon Wiesenthal, Doch die Moerder leben (Muenchen, Zuerich: Droemer-Knaur, 1967).
26 See the personnel cards of the KdS Krakow in AGK CA 375.
27 In the case of Gerhard Hacker, Rudolf Mueller, and Kurt Renger, it was not possible to determine where they had served previously
28 See Einwanderer-Zentralstelle (Wagner) an Oskar Brandt, September 12, 1943, BDC, SSO Johannes Wagner; list of guards
in DALO R-36/3/1, p. 21.
29 Manuscript of speech by Albrecht, September 28, 1941, DALO R-35/2/67, pp. 25-26.
30 Interrogation Heinz Albrecht, November 6-9, 1962, ZStL 208 AR-Z 398/59. Kriegsverbrecher von Stanislau vor dem -Schupo, .Tuviah Friedmann, ed
31 Institut fuer : Haifa( Dokumentensammlung. VolksgerichtWienerDokumentation, 1957).
32 History Teaches a Lesson ( Kiev: Politvidav Ukraini, 1986), p. 219.
33 BDC, indictment file Paul Kleesattel.
34 For a detailed treatment, see Freundlich, Ermordung, pp. 148-154.
35 There had already been large-scale mass murders of Jewish men and women in 1939-1940, but these were unrelated to the decisions reached in the summer and fall of 1941.
36 Interrogation Gustav Englisch, October 9, 1964, ZStL 208 AR-Z 398/59.
37 Interrogation Emil Beau, August 2, 1962, ibid.
38 Interrogation W.B., May 17, 1966, ZStL 208 AR-Z 277/60.
39 For a detailed treatment, see Freundlich, Ermordung, pp. 154-164.
40 Kriegstagebuch Polizeibataillon 310, October 12, 1941, copy in Institut fuer Zeitgeschichte (Munich), Fb 101/01, p.246. CF, "Bericht des Vertreters des Auswartigen Amtes im GG, 23.11.1943, Institut fuer Zeitgeschichte, Nuernberger Dokument NG-3522.
41 Interrogation Ernst Varchmin, June 6, 1966, ``Prozessprotokoll LG Muenster 5 Ks 4/65./.Krueger u.a., p. 122, ZStL 208 AR-Z 398/59; interrogation O.F., October 14, 1964, interrogation A.Z., October 16, 1964, ZStL 208 AR-Z 267/60.
42 Bolechow Memorial Book, (Hebrow and Yiddish) Haifa: Irgun Yotzai Bolechow in Israel, 1957; Vermerk Bayrisches Landeskriminalamt, October 5, 1977, Archiv der Staatsanwaltschaft, Muenich I 115 Js 5640/76./.Jarosch.
43 See Berenstein, Eksterminacja, table 9; ``Schlussbericht Ermittlungsverfahren StA Dortmund, 45 Js 53/61./.Krueger u.a., February 27, 1964, p. 38, ZStL 208 AR-Z 398/59 (Schlussbericht Krueger).
44 Interrogation Hermann Mueller, May 23, 1962, Landgericht Stuttgart Ks 7/64, StA Ludwigsburg, EL 317 III, Bue 1408.
45 Underground report, Ringelblum Archive, June 1942, Ruta Sakowska, Die zweite Etappe ist der Tod ( Berlin : Hentrich, 1993 ) pp. 220-222 ; Verdict Krueger, pp. 294-306.
46 For details, Verdict Krueger, fols. 309-31. The court found there had been a mass execution, not a deportation. Likewise in Report on Commision, January 25, 1945, DAIFO R-98/1/2, p. 10. However, this contradicts the testimony of the preponderant majority of witnesses and their claim that the operation had begun in the evening.
47 Presumably the victims were shot, ibid., and not deported, as noted in ``Schlussbericht ZStL betr. Stanislau, December 1, 1961, ZStL 208 AR-Z 398/59.
48 Letter, C.L. to Ribbentropp, April 11, 1942, Political Archives, Foreign Office, Bonn, Inland II A/B 67/3.
49 Berenstein, ``Eksterminacja, table 9.
50 Private letter, May 4, 1942, in Schlussbericht Krueger, p. 161.
51 Verdict Krueger, fols. 446-464; cf. Freundlich, Ermordung, pp. 182-184.
52 Arbeitsbericht der Kreishauptmannschaft Kalusch, July 27, 1942, DALO R-35/12/11, fol. 4; Report Rajon Commission Dolina, DAIFO R-98/1/13; ``Tatortverzeichnis, StA Munich, I 115 Js 5640/76.
53 Manuscript Jakub Zak, Zusammenstellung der Gegebenheiten ueber die Vernichtung des Judentums in Ostgalizien, ZStL 208 AR-Z 398/59.
54 Verdict Krueger, fols. 398-421, 478; interrogation D.M., November 27, 1947, ZStL 208 AR-Z 398/59.
55 Verdict Krueger, fols. 498-506; Jewish Aid Committee to Jewish Social Self-Help, July 8, 1942, Archiwum Zydowskiego Instytutu Historycznego (AZIH), Warsaw, ZSS/270, pp. 10-12; Arbeitsbericht der Kreishauptmannschaft Kalusch, July 25, 1942, DALOR 35//2///p.4; Jashan, Pid brunatnym chobotom, pp. 197-198.
56 Wlodzimierz Bonusiak, Malopolska wschodnia pod rzadami Trzeciej Rzeszy(Rzeszow: Wyzsza Szkola Pedagogiczna, 1990).
57 Verdict Krueger, pp. 429-438.
58 Jewish Aid Committee Nadworna to Jewish Assistance Office, n.d. (stamped received, November 7, 1942), AZIH, ZSS/366, p. 1, translated from Polish.
59 Lagebericht Gendarmeriezug Stanislau fuer 26.11.-25.12.1942, December 30, 1942, DAIFO R-36/1/15, pp. 1-2.
60 Rede an Arbeitseinsatzsaebe im Kreis, November 2, 1942, DAIFO R-36/1/17, pp. 24-32.
61 Verdict Krueger, fols. 821-822; according to Schlussbericht Krueger, p. 23, the victims were deported to a death camp on February 22, 1943; ZStL 208 AR-Z 398/59.
62 KdS Galizien IIIA4 an Reichssicherheitshauptamt IIIA, June 26, 1943, BA R 58/1002, pp. 108-09.
63 Bericht Reichrechnungshof/Pruefungsgebiet VI, n.d. (1943/44), BA 23.01 . Die Sauberkeit der Verwaltung im KriegeRainer Weinert, . 103-82. , pp/22073:Wiesbaden(1946-1938Rechnungshof des Deutschen Reiches DerWestdeutscher Verlag, 1993), p. 153. According to a statement on December 10, 1963, by B.s successor M.G., this must have taken place sometime in August or September 1942, ZStL 208 AR-Z 398/59.
64 Hauptamt SS-Gericht an Krueger, December 10, 1943, BDC, SSO Hans Krueger; recollections of Karolina Lanckoronska, in Albert, Kazn profesorow, pp. 234-251, especially pp. 241-242.
65 Copy in AGK W 249/73, vol. V, p. 2.
66 There is a story that Gestapo Chief Linauer did not want to pull the trigger himself. But it is fairly sure that one of the ethnic-German guards refused to take part in the shooting; interrogation A.M., December 5, 1947; interrogation S.S., October 27, 1961; ZStL 208 AR-Z 398/59.
67 On Leideritz see: Verdict Regional Court Warsaw, Novenber 17, 1947, AGKSOW.
68 Klaus Mallmann, Wolfgang Paul, eds., Die Gestapo. Mythos und Realitaet (Darmstadt: Wissenschaftliche Buchgesellschaft, 1995).
69 Wlodzimierz Borodziej, Terror i polityka. Policja niemiecka a polski ruch oporu w GG 1939-1944 (Warszawa: Instytut Wydawniczy Pax, 1985); Stanislaw Biernacki, Okupant a polski ruch oporu. Wladze hitlerowskie w walce z ruchem oporu w dystrykcie warszawskim 1939-1944 (Warszawa: Glowna Komisja, 1989); Jozef Bratko, Gestapowcy ( Krakow: Krajowa Agencja Wydawnicza, 1985); Alwin Ramme, Der Sicherheitsdienst der SS(Berlin: Militoerverlag der DDR, 1970).
Fonte: Lista Holocausto-Doc
https://br.groups.yahoo.com/neo/groups/Holocausto-Doc/conversations/messages/4523
Tradução: Marcelo Oliveira
:: Hans Krueger e o assassinato dos Judeus em Stanislawow - Parte 02
:: Hans Krueger e o assassinato dos Judeus em Stanislawow - Parte 01
Shoah Resource Center,
The International School for Holocaust Studies
Hans Krueger e o Assassinato dos Judeus na Região de Stanislawow (Galícia)
Dieter Pohl
Traduzido para o Inglês por William Temple
Yad Vashem Studies, Vol. 26, 1998, pp. 239- 265
Original: Hans Krueger and the Murder of the Jews in the Stanislawow Region (Galicia) [PDF]
Ver mais na Página de Ebooks sobre genocídio na segunda guerra.
É impossível determinar qual era a exata responsabilidade de Krueger em conexão com o "Domingo Sangrento." É claro que um massacre de tais proporções sob administração civil alemã era virtualmente sem precedentes. Mas pesquisa adicional é necessária sobre se Krueger realmente iniciou este crime. Ele foi sem dúvida responsável pela brutal execução e pelo grande número de vítimas. Para 1942, o aspecto fantástico é o assassinato, num momento relativamente precoce, de todos os judeus na área de Stanislawow.
Mas o quartel-general da Polícia de Fronteira de Kolomea era ainda mais radical neste aspecto. Mais importante aqui que o fator dos chefes individuais da Sipo era o fato de que havia poucos projetos de trabalho forçado de larga escala nas partes ao sul do distrito, projetos que em outras áreas tinham ajudado temporariamente a salvar vidas. Da primavera de 1942 em diante, operações contra os judeus seguiram-se de ondas varrendo por todo o distrito. Um elemento decisivo era a participação direta de Krueger na implementação radical de assassinatos em massa ali mesmo. Só na região de Stanislawow, mais de 85 por cento dos judeus foram fuzilados em vez de deportados. Krueger foi o arquiteto deste banho de sangue, certificando-se de que seus próprios homens estivessem envolvidos. Na realidade, isto significava que alguns de seus subordinados balearam pessoalmente milhares de homens, mulheres e crianças nas fossas. Só houve resistência insignificante da parte deles ao participaresm da matança. 66 Assim, o caso de Stanislawow foi marcado por uma mistura específica e distinta de personalidade e circunstâncias externas, particularmente geográficas.
Embora o escritório em Stanislawow e seu chefe Hans Krueger devessem ser vistos como um exemplo extremo, eles refletem aspectos típicos do pessoal e da atividade dos escritórios externos da KdS em áreas da Polônia ocupada e da União Soviética. Muito embora Krueger carregue responsabilidade pelo maior número de assassinatos em massa perpetrados por um divisão do KdS em todo o Governo Geral, havia vários chefes de estação que eram comparáveis, tais como Peter Leideritz em Kolomea 67, ou Hermann Mueller em Tarnopol. Nós sabemos menos ainda sobre outros "perpetradores ideoógicos" radicasis, uma vez que eles não sobreviveram à guerra e, dessa forma, não foram sujeitos a investigações criminais posteriores.
Eventos similares ocorreram nos outros quatro distritos do Governo Geral. Somente no caso da área ocidental do distrito de Varsóvia os judeus tinham sido deportados para o gueto de Varsóvia antes do início da real "Solução Final". Em outros distritos, as estações do KdS foram os reais carrascos em massa; nas capitais de distrito, as agências responsáveis foram as próprias agências centrais do KdS.
Ao ponto que os judeus não tinham sido já eliminados pelas SS móveis e unidades de polícia, as divisões externas da KdS na União Soviética ocupada tinha uma função análoga. Freqüentemente, entretanto, escritórios fixos da Sipo eram estabelecidos somente num momento posterior e às vezes não eram estabelecidos em áreas sob administração militar. Ao leste do Dnieper, a maioria dos judeus já tinham fugido antes de a Wehrmacht chegar. Na União Soviética ocupada, deportações dificilmente tinham qualquer função. Quase todos os judeus eram massacrados próximos às suas cidades-natal e vilarejos, ou gaseados em camionetes móveis. Não obstante, há ainda uma grande carência de pesquisa histórica básica relativa às atividades da Sipo nessas áreas.
Quando comparado com escritórios da Gestapo no Reich 68 e agências centrais da KdS, as quais em geral têm sido melhor pesquisadas 69, as diferenças são claras: primeiro, quanto mais se vai para o Leste, menor o quadro de pessoal nos escritórios externos. Em segundo lugar, o pessoal em tais divisões consistia geralmente de oficiais de carreira da Gestapo, enquanto muitos oficiais na Gestapo no Reich e as agências centrais do KdS eram advogados experientes. Em terceiro lugar, vários comandantes do KdS vinham das fileiras da SD, a elite ideológica da SS. As tarefas de tais comandantes em conexão com assassinatos em massa de judeus eram grandemente organizacionais e de supervisão; Principalmente, eles estavam fisicamente presentes somente quando havia deportações em larga escala e execuções em massa
diretamente em suas cidades especificas.
Em contraste, os chefes dos escritórios externos, seus chefes locais da Gestapo, e Judenreferenten organizavam o assassinato de judeus ali mesmo, negociando com outras instituições tais como a Orpo e a administração civil. Eles também executavam as matanças pessoalmente, em inúmeros casos usando suas próprias armas. Assim, estes homens constituíam o segmento base dos funcionários na "Solução Final"; sem sua participação, teria sido impossível implementar a carnificina desta maneira.
Notas:
1 Ver Christopher R. Browning, Ordinary Men - Reserve Police Battalion 101 and the Final Solution in Poland, (New York: Harper Collins, 1992); Helmut Krausnick and Hans-Heinrich Wilhelm, Die Truppe des Weltanschauungskriegs: Die Einsatzgruppen der Sicherheitspolizei und des SD 1938-1942, (Stuttgart: Deutsche Verlags-Anstalt, 1981).
2 Tatiana Berenstein, Di farnichtung fun yidishe yeshuvim in Distrikt Galizien, Bleter far geshikhte 6:3 (1953), pp.45-153; revised version: Esterminacja ludnosci zydowskiej w dystrykcie Galicja, Biuletyn Zydowskiego Instytutu Historycznego, No. 61 (1967) (Berenstein, Eksterminacja), pp. 3-58.
3 Elisabeth Freundlich, Die Ermordung einer Stadt namens Stanislau. NS-Vernichtungspolitik in Polen, (Vienna: Oesterreichischer Bundesverlag, 1986) ( Freundlich, Ermordung), especially pp. 137-186; idem, ``Massaker in Stanislau 1941. Versuch einer Rekonstruktion, Jahrbuch des Instituts fuer deutsche Geschichte, 4 (1975), pp. 423-455.
4 Urteil Landgericht [LG] Muenster, 5 Ks 4/65./.Krueger u.a., May 3-6, 1968, p. 82 (hereafter, Verdict Krueger). The first indication of the presence of the Gestapo can be found in the minutes of the Municipal Administration Stanislawow, August 1, 1941, Derzhavniy Arkhiv Lvivskoy Oblasti (DALO), R-35/12/35, p. 2.
5 Zygmunt Albert, The Extermination of the Lwow Professors in July 1941, in idem (ed.), Kazn profesorow lwowskich, lipiec 1941. Studia oraz relacje i dokumenty (Wroclaw: Wydawnictwo Uniwersytetu Wroclawskiego, 1989), pp. 69-99 (Albert, Kazn profesorow); Slawomir Kalbarczyk, ``Okolicznosci smierci profesora Kazimierza Bartla we Lwowie w lipcu 1941 r., Biuletyn
Glownej Komisji Badania Zbrodni przeciwko Narodowi Polskiemu, 34 (1922), pp. 112-123.
6 Final remarks, State Prosecutor (Staatsanwaltschaft, StA) Hamburg 141 Js 12/65, May 2, 1966, Zentrale Stelle der Landesjustizverwaltungen (ZStL), Ludwigsburg 208 AR-Z 81/60. The shooting was probably carried out under the command of SS-Sergeant Horst Waldenburger.
7 Interrogation Hans Krueger, January 8, 1962, ZStL 208 AR-Z 398/59. Krueger mentions here that this RSHA order was delivered by SS and Police Leader (SSPF) Friedrich Katzmann, though that would not have been in keeping with the standard police hierarchy and command structure.
8 Ralf Ogorreck, Die Einsatzgruppen der Sicherheitspolizei und des SD im Rahmen der ``Genesis der Endloesung (Berlin: Metropol, 1996). Contrary to Ogorrecks thesis, killing of woman and children started already at the end of july in the Soviet Union.
9 Announcement, Municipal Administration Stanislawow, published in Ukrains'ke slovo, July 29, 1941.
10 Ereignismeldung UdSSR des Chefs der Sipo and des SD, No. 23 (July 15, 1941), Bundesarchiv Berlin (BAP) R 58/214, fol. 172. In the second half of August 1941, Hungarians prevented a massacre of Jews in Kolomea, see ``Tagebuch S.A., ZStL 208 AR-Z 277/60. This attempt was probably also at Krueger's initiative, since the Gestapo detachment for Kolomea did not arrive there until the first week in September 1941.
11 Verdict Krueger, pp. 98-130; Freundlich, Ermordung, pp. 139-147; list of the ninety-nine Polish victims, Archivum Glownej Komisji Badania Zbrodni przeciwko Narodowi Polskiemu (hereafter, AGK), Warsaw, W 249/73, vol. 1, pp. 65-67.
12 Chef der Sipo und des SD an Gouverneur des Distrikts Galizien, September 1, 1941, DALO R-35/2/57, p. 2.
13 Christopher R. Browning, ``Beyond Intentionalism and Functionalism: The Decision for the Final Solution Reconsidered, in idem, The Path to Genocide. Essays on Launching the Final Solution (Cambridge: Cambridge University Press, 1992), pp. 86-121, especially p. 117; Pierre Burrin, Hitler und die Juden. Die Entscheidung fuer den Voelkermord (Frankfurt a.M.: S. Fischer, 1993), p. 151.
14 Dieter Pohl, Von Der Distrikt Lublin des. zum Judenmord Judenpolitik. Der Distrikt Lublin des Generalgouvernements 1939-1944 (Frankfurt a/M.: Peter Lang, 1993), p. 101, and the entry in Himmlers calendar for October 13, 1941. I am grateful to Peter Witte (Hemer) for this reference.
15 Dieter Pohl, Nationalsozialistische Judenverfolgung in Ostgalizien 1941-1944 Organisation und Durchfuehrung eines staatlichen Massenverbrechens.1944(Muenchen: Oldenbourg, 1996), pp. 139 ff.
16 Interrogation Hans Krueger, May 20, 1966, ``Hauptverhandlung LG Muenster, 5 Ks 4/65./. Krueger u.a., p. 84, ZStL 208 AR-Z 398/59.
17 Interrogation Hans Krueger, June 26, 1962, Generalstaatsanwaltschaft Berlin P (K) Js 7/68.
18 After Kalusz was dissolved on April 1, 1943, it was also responsible for the southern sections of Stryj County.
19 A 1943 map indicating the various areas of authority of the KdS branch offices is contained in DALO R-16/1/11, p. 25.
20 See Grzegorz Mazur, ``Aresztowania zolnierzy Armii Krajowej w okregu Stanislawow 1942-1943, Studia Historyczne, 34, No. 1 (1991), pp. 89-109.
21 Vasyl Jashan, Pid brunatnym chobotom. Nimetska okupatsiya Stanislavivshchyn v Druhij svitovoj vijni, 1941-1944 (Toronto: New Pathway Publishers, 1989), p. 71 ff (Jashan, Pid Brunatnym).
22 In 1964, the CP Regional Committee Ivano-Frankovsk was able to establish a figure of only 125 Communists in the underground who were so executed. See Tsentralniy Derzhavniy Arkhiv Hromadskykh Obydanan Ukrainy, Kiev, P-57/4/228, p. 4. Execution orders by Krueger for the village Zelenoe, District Nadworna, October 13-November 7, 1941, Derzhavnyj Arkhiv Ivano-Frankivskoy Oblasti (DAIFO) R-432/1/1.
23 Mueller, who probably was himself from eastern Galicia, could not be traced after the war. On Varchim, see Verdict Krueger, pp. 36-39, 887-893.
24 Overview of the KdS in the occupied territories, approx. 1943, Federal Archives Berlin (formerly Berlin Document Center, BDC), binder 458 A; distribution list, ``KdS Galizien/V fuer polnische Kripo im Distr., n.d., DALO R-36/1/43, p. 40.
25 Simon Wiesenthal, Doch die Moerder leben (Muenchen, Zuerich: Droemer-Knaur, 1967).
26 See the personnel cards of the KdS Krakow in AGK CA 375.
27 In the case of Gerhard Hacker, Rudolf Mueller, and Kurt Renger, it was not possible to determine where they had served previously
28 See Einwanderer-Zentralstelle (Wagner) an Oskar Brandt, September 12, 1943, BDC, SSO Johannes Wagner; list of guards
in DALO R-36/3/1, p. 21.
29 Manuscript of speech by Albrecht, September 28, 1941, DALO R-35/2/67, pp. 25-26.
30 Interrogation Heinz Albrecht, November 6-9, 1962, ZStL 208 AR-Z 398/59. Kriegsverbrecher von Stanislau vor dem -Schupo, .Tuviah Friedmann, ed
31 Institut fuer : Haifa( Dokumentensammlung. VolksgerichtWienerDokumentation, 1957).
32 History Teaches a Lesson ( Kiev: Politvidav Ukraini, 1986), p. 219.
33 BDC, indictment file Paul Kleesattel.
34 For a detailed treatment, see Freundlich, Ermordung, pp. 148-154.
35 There had already been large-scale mass murders of Jewish men and women in 1939-1940, but these were unrelated to the decisions reached in the summer and fall of 1941.
36 Interrogation Gustav Englisch, October 9, 1964, ZStL 208 AR-Z 398/59.
37 Interrogation Emil Beau, August 2, 1962, ibid.
38 Interrogation W.B., May 17, 1966, ZStL 208 AR-Z 277/60.
39 For a detailed treatment, see Freundlich, Ermordung, pp. 154-164.
40 Kriegstagebuch Polizeibataillon 310, October 12, 1941, copy in Institut fuer Zeitgeschichte (Munich), Fb 101/01, p.246. CF, "Bericht des Vertreters des Auswartigen Amtes im GG, 23.11.1943, Institut fuer Zeitgeschichte, Nuernberger Dokument NG-3522.
41 Interrogation Ernst Varchmin, June 6, 1966, ``Prozessprotokoll LG Muenster 5 Ks 4/65./.Krueger u.a., p. 122, ZStL 208 AR-Z 398/59; interrogation O.F., October 14, 1964, interrogation A.Z., October 16, 1964, ZStL 208 AR-Z 267/60.
42 Bolechow Memorial Book, (Hebrow and Yiddish) Haifa: Irgun Yotzai Bolechow in Israel, 1957; Vermerk Bayrisches Landeskriminalamt, October 5, 1977, Archiv der Staatsanwaltschaft, Muenich I 115 Js 5640/76./.Jarosch.
43 See Berenstein, Eksterminacja, table 9; ``Schlussbericht Ermittlungsverfahren StA Dortmund, 45 Js 53/61./.Krueger u.a., February 27, 1964, p. 38, ZStL 208 AR-Z 398/59 (Schlussbericht Krueger).
44 Interrogation Hermann Mueller, May 23, 1962, Landgericht Stuttgart Ks 7/64, StA Ludwigsburg, EL 317 III, Bue 1408.
45 Underground report, Ringelblum Archive, June 1942, Ruta Sakowska, Die zweite Etappe ist der Tod ( Berlin : Hentrich, 1993 ) pp. 220-222 ; Verdict Krueger, pp. 294-306.
46 For details, Verdict Krueger, fols. 309-31. The court found there had been a mass execution, not a deportation. Likewise in Report on Commision, January 25, 1945, DAIFO R-98/1/2, p. 10. However, this contradicts the testimony of the preponderant majority of witnesses and their claim that the operation had begun in the evening.
47 Presumably the victims were shot, ibid., and not deported, as noted in ``Schlussbericht ZStL betr. Stanislau, December 1, 1961, ZStL 208 AR-Z 398/59.
48 Letter, C.L. to Ribbentropp, April 11, 1942, Political Archives, Foreign Office, Bonn, Inland II A/B 67/3.
49 Berenstein, ``Eksterminacja, table 9.
50 Private letter, May 4, 1942, in Schlussbericht Krueger, p. 161.
51 Verdict Krueger, fols. 446-464; cf. Freundlich, Ermordung, pp. 182-184.
52 Arbeitsbericht der Kreishauptmannschaft Kalusch, July 27, 1942, DALO R-35/12/11, fol. 4; Report Rajon Commission Dolina, DAIFO R-98/1/13; ``Tatortverzeichnis, StA Munich, I 115 Js 5640/76.
53 Manuscript Jakub Zak, Zusammenstellung der Gegebenheiten ueber die Vernichtung des Judentums in Ostgalizien, ZStL 208 AR-Z 398/59.
54 Verdict Krueger, fols. 398-421, 478; interrogation D.M., November 27, 1947, ZStL 208 AR-Z 398/59.
55 Verdict Krueger, fols. 498-506; Jewish Aid Committee to Jewish Social Self-Help, July 8, 1942, Archiwum Zydowskiego Instytutu Historycznego (AZIH), Warsaw, ZSS/270, pp. 10-12; Arbeitsbericht der Kreishauptmannschaft Kalusch, July 25, 1942, DALOR 35//2///p.4; Jashan, Pid brunatnym chobotom, pp. 197-198.
56 Wlodzimierz Bonusiak, Malopolska wschodnia pod rzadami Trzeciej Rzeszy(Rzeszow: Wyzsza Szkola Pedagogiczna, 1990).
57 Verdict Krueger, pp. 429-438.
58 Jewish Aid Committee Nadworna to Jewish Assistance Office, n.d. (stamped received, November 7, 1942), AZIH, ZSS/366, p. 1, translated from Polish.
59 Lagebericht Gendarmeriezug Stanislau fuer 26.11.-25.12.1942, December 30, 1942, DAIFO R-36/1/15, pp. 1-2.
60 Rede an Arbeitseinsatzsaebe im Kreis, November 2, 1942, DAIFO R-36/1/17, pp. 24-32.
61 Verdict Krueger, fols. 821-822; according to Schlussbericht Krueger, p. 23, the victims were deported to a death camp on February 22, 1943; ZStL 208 AR-Z 398/59.
62 KdS Galizien IIIA4 an Reichssicherheitshauptamt IIIA, June 26, 1943, BA R 58/1002, pp. 108-09.
63 Bericht Reichrechnungshof/Pruefungsgebiet VI, n.d. (1943/44), BA 23.01 . Die Sauberkeit der Verwaltung im KriegeRainer Weinert, . 103-82. , pp/22073:Wiesbaden(1946-1938Rechnungshof des Deutschen Reiches DerWestdeutscher Verlag, 1993), p. 153. According to a statement on December 10, 1963, by B.s successor M.G., this must have taken place sometime in August or September 1942, ZStL 208 AR-Z 398/59.
64 Hauptamt SS-Gericht an Krueger, December 10, 1943, BDC, SSO Hans Krueger; recollections of Karolina Lanckoronska, in Albert, Kazn profesorow, pp. 234-251, especially pp. 241-242.
65 Copy in AGK W 249/73, vol. V, p. 2.
66 There is a story that Gestapo Chief Linauer did not want to pull the trigger himself. But it is fairly sure that one of the ethnic-German guards refused to take part in the shooting; interrogation A.M., December 5, 1947; interrogation S.S., October 27, 1961; ZStL 208 AR-Z 398/59.
67 On Leideritz see: Verdict Regional Court Warsaw, Novenber 17, 1947, AGKSOW.
68 Klaus Mallmann, Wolfgang Paul, eds., Die Gestapo. Mythos und Realitaet (Darmstadt: Wissenschaftliche Buchgesellschaft, 1995).
69 Wlodzimierz Borodziej, Terror i polityka. Policja niemiecka a polski ruch oporu w GG 1939-1944 (Warszawa: Instytut Wydawniczy Pax, 1985); Stanislaw Biernacki, Okupant a polski ruch oporu. Wladze hitlerowskie w walce z ruchem oporu w dystrykcie warszawskim 1939-1944 (Warszawa: Glowna Komisja, 1989); Jozef Bratko, Gestapowcy ( Krakow: Krajowa Agencja Wydawnicza, 1985); Alwin Ramme, Der Sicherheitsdienst der SS(Berlin: Militoerverlag der DDR, 1970).
Fonte: Lista Holocausto-Doc
https://br.groups.yahoo.com/neo/groups/Holocausto-Doc/conversations/messages/4523
Tradução: Marcelo Oliveira
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terça-feira, 24 de junho de 2014
Hans Krueger e o assassinato dos Judeus em Stanislawow - Parte 02
Hans Krueger e o Assassinato dos Judeus na Região de Stanislawow - Parte 02
Shoah Resource Center,
The International School for Holocaust Studies
Hans Krueger e o Assassinato dos Judeus na Região de Stanislawow (Galícia)
Dieter Pohl
Traduzido para o Inglês por William Temple
Yad Vashem Studies, Vol. 26, 1998, pp. 239- 265
Imediatamente a partir de então, Krueger começou preparativos para o "Domingo Sangrento" em Stanislawow. Por uma ordem do comandante da Orpo em Lvov, o contingente de tarefa especial da Schupo e o Batalhão de Reserva da Polícia 133 receberam ordens para fornecer "assistência cooperativa" à Sipo. Em 11 de outubro, o deputado de Krueger, Brandt, deliberou com o comandante da RPB 133 Gustav Englisch, que inicialmente colocou um destacamento de seus homens à disposição 36. Naquele mesmo dia, o próprio Krueger entrou em contato com o comissário municipal Emil Beau, que então emitiu diretivas sobre as dimensões revisadas e reduzidas do perímetro do gueto 37. Não até a próxima manhã, 12 de outubro, todos as várias autoridades foram envolvidas, inclusive o novo chefe da Schupo, Walter Streege, convocado a uma reunião. Krueger também se esforçou para obter um destacamento da polícia rodoviária (Bahnpolizei) para se juntar à "doação de sangue" 38.
Pequenos destacamentos da Schupo imediatamente começaram a conduzir os judeus de suas casas para para uma vizinhança de Stanislawow; eles marchavam em grandes colunas para o cemitério judaico nos limites da cidade. Os cerca de 20.000 judeus foram conduzidos aos grandes terrenos do cemitério, cercados por um muro alto. As vítimas eram forçadas à extremidade de duas grandes valas que haviam sido escavadas lá, forçados a subir numa viga suspensa sobre a vala, e eram então fuziladas. Os carrascos eram homens da Sipo, incluindo o próprio Krueger, assim como membros da Orpo e da polícia rodoviária. O pânico tomou conta dos judeus horrorizados, que começavam a forçar o portão de saída do cemitério. Mas eles estavam numa armadilha apertada. Os fuzilamentos continuaram sem diminuir de ritmo até o sol se pôr. Somente alguns poucos judeus haviam sido selecionados na massa condenada pelos perpetradores antes que o banho de sangue começasse. Enquanto caía a noite, Krueger pediu pediu uma pausa nas matanças. Ele havia ordenado sem piedade a morte de 10 a 12 mil pessoas. Os portões do cemitério foram abertos mais uma vez, e os sobreviventes correram de volta para a cidade 39. Os poloneses e ucranianos já haviam tomado conta das residências abandonadas dos judeus. A fim de conter possíveis desavenças, uma companhia adicional do PRB 133 foi chamada de Lvov 40.
Estas atrocidades marcaram o início do assassinato da população judaica inteira na região de Stanislawow. O comandante da Sipo, Tanzmann, havia emitido novas ordens a este respeito: as comunidades judaicas nos Vales Varpáticos tinham que ser liquidadas. Em 16 de outubro, Ernst Varchmin da estação de polícia de fronteira em Tatarow, junto com a Terceira Companhia do PRB 133, começou a assassinar em Delatyn e Jaremcze, as comunidades judaicas mais meridionais na região 41. Finalmente, em 29-30 de outubro, a unidade Sipo de Stanislawow fuzilou várias centenas de judeus em Bolechow 42. Era impossível esclarecer as circunstâncias e datas exatas dos fuzilamentos em massa em Rohatyn, Kalusz, e Dolina, supostamente executados nesse mesmo tempo pela divisão KdS de Stanislawow 43. Em dezembro de 1941, Tanzmann ordenou uma pausa temporária nos fuzilamentos, uma vez que se tornou difícil cavar valas abertas no solo agora solidamente congelado 44.
Houve planos desde o início de março de 1942 para deportações para o campo de extermínio de Belzec, localizado cerca de 65 quilômetros a noroeste de Lvov. Neste período em particular, a área à volta de Rohatyn, ao norte do Dniester, foi estabelecida previamente para remoção da esfera de autoridade sob a Polícia de Segurança de Stanislawow. Assim, Krueger agiu rápido, despachando sem demora um destacamento para Rohatyn em 20 de março, para assassinar cerca de 2.300 judeus no frio congelante 45.
Krueger então continuou com a matança de judeus no gueto de Stanislawow. Para agilizar as coisas, o Escritório de Trabalho de lá compilara uma lista alfabética da população judaica. Em 31 de março de 1942, véspera da páscoa, vários milhares de judeus no gueto foram levados sob custória pela Schupo, destacamentos do RPB 133, e a polícia auxiliar ucraniana. Mais uma vez, os capturados foram chamados "elementos anti-sociais", os velhos, doentes, ou mendigos. Depois, os holofotes foram direcionados para suas residências, a fim de fazer sair qualquer um que estivesse se escondendo. Os judeus foram forçados a marchar para a estação de trem e deportados para Belzec em 1º de abril. Com vários milhares de pessoas, este se tornou o maior transporte para o campo até àquela época 46. Depois da deportação, o escritório de Trabalho de Stanislawow conduziu um novo registro de judeus, e, imediatamente depois, Krueger e seus capangas assassinaram mais outros milhares 47.
Em uma carta para o Ministro das Relações Exteriores Ribbentrop, um alemão étnico de Stanislawow queixou-se dos eventos na cidade e região: "O Sr. Krueger empregou esta mesma tática em outras localidades no Distrito de Stanislawow também, por exemplo, em Tatarow, Delatyn, Kosow, Kolomea, e outras cidades, onde milhares de judeus foram fuzilados e enterrados vivos" 48
No Distrito de Stanislawow, as autoridades civis agora começaram a concentrar comunidades judaicas menores na capital do respectivo subdistrito. Dentro de um breve período, os judeus afetados foram forçados a se realocar, arrastando-se em grandes colunas para a cidade do subdistrito depois de terem deixado para trás suas posses. Imediatamente depois da Judenaktion em Stanislawow em 31 de março, os judeus foram levados das cidades menores mais próximas para o gueto de Stanislawow: em 5-6 de abril, de Tlumacz, e depois também de Tysmienica e Wojnilow 49. As duas últimas cidades estavam agora "Judenfrei" [N.do T.-livre de judeus]. Numa carta particular enviada para a Alemanha, o comissário rural em Nadworna comentou: "Atualmente eu estou envolvido no reassentamento dos meus 7.000 judeus. Como - é algo que eu terei que contar a você pessoalmente. Não pode ser explicado por escrito" 50
Em Stanislawow, a maioria dos expulsos foram colocados num tipo de gueto dentro do gueto, onde eles foram logo executados. Nos limites da chamada área residencial judaica, havia um prédio inacabado de três lojas para um moinho de grãos, o chamado Moinho Rudolf. Esta instalação era usada em particular para confinar os idosos e os doentes, junto com os judeus da Rutênia, em isolamento. O prédio era guardado do lado de fora pela polícia auxiliar ucraniana, e o pessoal da Polícia Judaica (Ordnungsdienst) ficavam estacionados dentro. Como resultado da superlotação e da falta de suprimentos, as condições de higiene lá eram catastróficas. Epidemias estouraram duas semanas depois que as primeiras vítimas foram lá internadas.
Ao estabelecer o Moinho Rudolf, Kruger havia iniciado a a construção de um mecanismo brutal. Devido à condição geral pobre das vítimas e das terríveis privações e superlotação, era inevitável que alguns dos confidados adoecessem. Krueger havia ordenado que todos os judeus doentes confinados lá fossem liquidados. Schott, o Judenreferent da Gestapo em Stanislawow, exerceu um verdadeiro reino de terror no moinho, atirando pessoalmente num grande número de judeus doentes quase diariamente. Ele foi juntou-se depois voluntariamente neste desafio através do tenente da Schupo Ludwig Grimm, que também regularmente tomou parte nas matanças do Moinho Rudolf 51.
No verão de 1942, Krueger enviou seus subalternos para a cidade de Dolina, localizada a oeste de Stanislawow, no Distrito de Kalusz. Até então tinha havido somente algumas ações de assassinato em massa nesta região, e nenhuma deportação. O destacamento de Stanislawow era comandado por Rudolf Mueller da estação de Polícia de Fronteira no Desfiladeiro Wyszkow. Em 3 de agosto, todos os 3.500 judeus em Dolina foram levados de suas casas e conduzidos para a praça do mercado, onde muitos eram maltratados pela polícia e várias crianças eram baleadas. Depois de completar uma seleção, a polícia forçou um grupo de cerca de 2.000 judeus a marchar para o cemitério judaico, onde eles foram sumariamente massacrados 52.
Quando Krueger recebeu aviso da KdS em julho de que haveria uma pausa temporária para deportações adicionais de Stanislawow, ele fechou o Moinho Rudolf, que certamente havia servido como um tipo de campo transitório para judeus da área. A partir de agosto, os judeus eram agora regularmente executados no pátio do quartel-general da Sipo. Em 28 de agosto, 4, 9 e 26 de setembro e 3 de outubro, a Sipo fuzilou um total de várias centenas de pessoas diariamente 53. Quando as autoridadesm em Lvov anunciaram que havaria mais um trem para Belzec, o deputado de Krueger, Oskar Brandt, designou o primeiro dia do ano novo judaico como seu dia de deportação. Havia ainda cerca de 11.000 judeus vivendo em Stanislawow nesta época.
Mais uma vez, o "reassentamento" iminente era anunciado em cartazes. Dos 3.000 a 4.000 judeus capturados, somente os médicos eram separados do resto; todos os outros eram deportados 54. Em setembro, a maioria dos judeus das localidades menores distantes foram trazidos a Stanislawow e fuzilados lá no cemitério judaico. A maior comunidade judaica na região, em Kalusz, foi totalmente liquidada em 15-17 de setembro, nas mãos da Sipo de Stanislawow sob Wilhelm Assmann; somente alguns poucos trabalhadores foram poupados. Em julho, Kalusz ainda tinha uma grande população judaica, de mais de 5.500 (55). Depois desse massacre, havia somente 3.000 judeus restantes em todo o condado de Kalusz. No Condado de Stanislawow, havia agora oficialmente somente 6.000 judeus, comparado com a população judaica anterior de mais de 50.000. (56)
Em 15 de outubro de 1942, a comunidade judaica em Stanislawow foi aniquilada. Graças somente à intervenção de um corajoso oficial rodoviário, 150 trabalhadores rodoviários judeus foram escolhidos e permitidos a continuar na cidade 57. em 7 de novembro, o Escritório de Auto-Auxílio Social Judaico (Juedische Unterstuetzungsstelle, JUS) em Cracóvia recebeu um grito final de ajuda da cidade de Nadworna:
Em janeiro de 1943, a polícia em Stanislawow continuou incessante com seus assassinatos em massa. Em 24 e 25 de janeiro, eles deram uma batida aos judeus sem licença de trabalho; cerca de 1.000 dos capturados foram mortos a bala, e outros 1.500 - 2.000 foram deportados para o campo de Janowska em Lvov. Quase diariamente então, vasculhava-se o gueto por novas vítimas. Finalmente, em 22 fevereiro, o deputado de Krueger, Brandt, mandou cercar o gueto; todos os residentes foram levados sob custória. Somente algumas centenas de trabalhadores empregados na estrada de ferro oriental e no depósito de suprimentos foram selecionados; todos os outros foram mortos a bala. 61
O gueto era agora considerado como liquidado. Não obstante, a polícia continuava a vasculhar a área do gueto até abril, repetidamente apreendendo e executando judeus que tinham passado a se esconder. Há um único relatório existente, de 9 de março de 1943, no qual uma patrulha da Kripo registra o assassinato de um judeu descoberto numa antiga área do gueto. 62 A era de Krueger em Stanislawow havia agora chegado ao fim. Já no outono de 1942, ele encontrara problemas quando uma auditoria do Escritório do Auditor do Reich (RAO) em seu escritório havia achado certas descobertas surpreendentes:
Ao final da guerra, Krueger foi preso na Holanda e mantido em custódia pelos canadenses e depois pelas autoridades holandesas. Como suas atividades na Polônia eram desconhecidas por seus captores, ele foi posto em liberdade em novembro de 1948. Ele começou a trabalhar na Alemanha como um agente de viagens e logo abriu sua própria firma. Nos anos 50, Krueger já se sentia tão seguro que protocolou uma requisição para retornar como um servidor público de acordo com o Artigo 131. Entretanto, sua requisição foi negada, e seu pedido por uma posição com a agência de segurança estadual interna (Verfassungsschutz) no Norte Reno-Vestfália também foi rejeitada. Krueger então optou por uma carreira partido político; ele subiu ao posto de diretor de administração de distrito no Partido do Povo Livre (FVP) em Muenster, depois mudando para o Partido Alemão (DP). De 1949 a 1956, ele foi relator da Associação de Alemães de Berlim e Brandenburg (Landsmannschaft Berlin-Mark Brandenburg); em 1952, ele serviu como segundo porta-voz para a associação. Krueger concorreu sem sucesso como candidato às eleições de 1954 para a assembléia estadual de NRW, tomando parte nalista da Liga de Expulsos Orientais e Vítiamas da Justiça (Bund der Heimatvertrieben und Entrechteten).
Em 1959, sua nova carreira teve um final abrupto, quando, depois de dez anos de atividade sendo foco de atenção pública, seu passado retornou para perturbá-lo. Krueger foi levado para custódia investigativa. Investigações da Procuradoria Estadual de Dortmund arrastaram-se por mais seis anos, até que uma acusação formal foi emitida em outubro de 1965. Em seu julgamento, que durou dois anos, Krueger mostrou enorme autoconfiança e indultou em inúmeros acessos anti-semitas. Finalmente, em 6 de maio de 1968, a Corte Estadual de Muenster sentenciou-o à prisão perpétua. Ele foi, entretanto, solto em 1986. Krueger então foi para Munique. Ele morreu em 1988, na cidade do sul da Bavária de Wasserburg am Inn.
Qual foi a contribuição específica de Krueger para o curso da "Solução Final" na área sob seu controle? Devido ao estado fragmentado das fontes, nós só podemos arriscar uma resposta parcial. Krueger foi o primeiro a organizar assassinatos em massa na região, enquanto ela ainda estava sob ocupação húngara. No outono de 1941, tomando a iniciativa antes de outros líderes da Gestapo, ele foi executar judeus em situações não legalmente claras, por exemplo, judeus e meio-judeus apreendidos sem a braçadeira obrigatória. Em outro lugar naquela época, tais infrações ainda estavam sendo penalizadas por multa. Uma ordem de assassinato foi emitida por Krueger por apenas uma infração:
Eu fui informado confidencialmente que o judeu H.S. estava perambulando sem a braçadeira judaica obrigatória. Eu mandei prendê-lo em 10 de outubro de 1941 e confiná-lo aqui na prisão local. Em resposta à pergunta de por que ele não estava usando a braçadeira obrigatória, ele declarou que não sabia que ele, como um judeu batizado, também era obrigado a usar a faixa. É minha recomendação que o judeu H.S. seja liquidado como conseqüência de sua falha em aderir às normas alemãs."
"Lange Sargento SS Polícia Stanislau, 16 de outubro, 1941/Galicia/Ordem 1. O judeu H.S. deve ser liquidado. 2. Prepare um cartão de registro. / feito La./ 3. Sargento SS Hehemann deveria completar a lista-E[execução]. 4. Arquive-o. Krueger" 65
Foto: Yad Vashem/Pinterest de Brooke Gordon (conta)
http://www.pinterest.com/pin/2392606026213465/
http://collections.yadvashem.org/photosarchive/en-us/13412.html
Descrição da foto: SS-Untersturmbannfuehrer Ernst Linauer, um homem da Gestapo que participou da deportação e assassinato de judeus em Stanislawow; Rudolf Widerwald, serviu no Schupo* em Stanislawow; Josef Dunkel, era um oficial na polícia alemã em Stanislawow; Ruhouet Franz, serviu no Schupo em Stanislawow; Ernst Rabara, serviu na polícia alemã como comandante do gueto de Stanislawow em 1942-43; Michael Drangler, serviu no Schupo em Stanislawow; Erich Zimmerman, serviu no Schupo em Stanislawow.
*Schupo, abreviação de Schutzpolizei, polícia uniformizada ou de proteção, uma parte do aparato policial do regime nazista.
Fonte: Lista Holocausto-Doc
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Tradução: Marcelo Oliveira
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Hans Krueger e o Assassinato dos Judeus na Região de Stanislawow (Galícia)
Dieter Pohl
Traduzido para o Inglês por William Temple
Yad Vashem Studies, Vol. 26, 1998, pp. 239- 265
Imediatamente a partir de então, Krueger começou preparativos para o "Domingo Sangrento" em Stanislawow. Por uma ordem do comandante da Orpo em Lvov, o contingente de tarefa especial da Schupo e o Batalhão de Reserva da Polícia 133 receberam ordens para fornecer "assistência cooperativa" à Sipo. Em 11 de outubro, o deputado de Krueger, Brandt, deliberou com o comandante da RPB 133 Gustav Englisch, que inicialmente colocou um destacamento de seus homens à disposição 36. Naquele mesmo dia, o próprio Krueger entrou em contato com o comissário municipal Emil Beau, que então emitiu diretivas sobre as dimensões revisadas e reduzidas do perímetro do gueto 37. Não até a próxima manhã, 12 de outubro, todos as várias autoridades foram envolvidas, inclusive o novo chefe da Schupo, Walter Streege, convocado a uma reunião. Krueger também se esforçou para obter um destacamento da polícia rodoviária (Bahnpolizei) para se juntar à "doação de sangue" 38.
Pequenos destacamentos da Schupo imediatamente começaram a conduzir os judeus de suas casas para para uma vizinhança de Stanislawow; eles marchavam em grandes colunas para o cemitério judaico nos limites da cidade. Os cerca de 20.000 judeus foram conduzidos aos grandes terrenos do cemitério, cercados por um muro alto. As vítimas eram forçadas à extremidade de duas grandes valas que haviam sido escavadas lá, forçados a subir numa viga suspensa sobre a vala, e eram então fuziladas. Os carrascos eram homens da Sipo, incluindo o próprio Krueger, assim como membros da Orpo e da polícia rodoviária. O pânico tomou conta dos judeus horrorizados, que começavam a forçar o portão de saída do cemitério. Mas eles estavam numa armadilha apertada. Os fuzilamentos continuaram sem diminuir de ritmo até o sol se pôr. Somente alguns poucos judeus haviam sido selecionados na massa condenada pelos perpetradores antes que o banho de sangue começasse. Enquanto caía a noite, Krueger pediu pediu uma pausa nas matanças. Ele havia ordenado sem piedade a morte de 10 a 12 mil pessoas. Os portões do cemitério foram abertos mais uma vez, e os sobreviventes correram de volta para a cidade 39. Os poloneses e ucranianos já haviam tomado conta das residências abandonadas dos judeus. A fim de conter possíveis desavenças, uma companhia adicional do PRB 133 foi chamada de Lvov 40.
Estas atrocidades marcaram o início do assassinato da população judaica inteira na região de Stanislawow. O comandante da Sipo, Tanzmann, havia emitido novas ordens a este respeito: as comunidades judaicas nos Vales Varpáticos tinham que ser liquidadas. Em 16 de outubro, Ernst Varchmin da estação de polícia de fronteira em Tatarow, junto com a Terceira Companhia do PRB 133, começou a assassinar em Delatyn e Jaremcze, as comunidades judaicas mais meridionais na região 41. Finalmente, em 29-30 de outubro, a unidade Sipo de Stanislawow fuzilou várias centenas de judeus em Bolechow 42. Era impossível esclarecer as circunstâncias e datas exatas dos fuzilamentos em massa em Rohatyn, Kalusz, e Dolina, supostamente executados nesse mesmo tempo pela divisão KdS de Stanislawow 43. Em dezembro de 1941, Tanzmann ordenou uma pausa temporária nos fuzilamentos, uma vez que se tornou difícil cavar valas abertas no solo agora solidamente congelado 44.
Houve planos desde o início de março de 1942 para deportações para o campo de extermínio de Belzec, localizado cerca de 65 quilômetros a noroeste de Lvov. Neste período em particular, a área à volta de Rohatyn, ao norte do Dniester, foi estabelecida previamente para remoção da esfera de autoridade sob a Polícia de Segurança de Stanislawow. Assim, Krueger agiu rápido, despachando sem demora um destacamento para Rohatyn em 20 de março, para assassinar cerca de 2.300 judeus no frio congelante 45.
Krueger então continuou com a matança de judeus no gueto de Stanislawow. Para agilizar as coisas, o Escritório de Trabalho de lá compilara uma lista alfabética da população judaica. Em 31 de março de 1942, véspera da páscoa, vários milhares de judeus no gueto foram levados sob custória pela Schupo, destacamentos do RPB 133, e a polícia auxiliar ucraniana. Mais uma vez, os capturados foram chamados "elementos anti-sociais", os velhos, doentes, ou mendigos. Depois, os holofotes foram direcionados para suas residências, a fim de fazer sair qualquer um que estivesse se escondendo. Os judeus foram forçados a marchar para a estação de trem e deportados para Belzec em 1º de abril. Com vários milhares de pessoas, este se tornou o maior transporte para o campo até àquela época 46. Depois da deportação, o escritório de Trabalho de Stanislawow conduziu um novo registro de judeus, e, imediatamente depois, Krueger e seus capangas assassinaram mais outros milhares 47.
Em uma carta para o Ministro das Relações Exteriores Ribbentrop, um alemão étnico de Stanislawow queixou-se dos eventos na cidade e região: "O Sr. Krueger empregou esta mesma tática em outras localidades no Distrito de Stanislawow também, por exemplo, em Tatarow, Delatyn, Kosow, Kolomea, e outras cidades, onde milhares de judeus foram fuzilados e enterrados vivos" 48
No Distrito de Stanislawow, as autoridades civis agora começaram a concentrar comunidades judaicas menores na capital do respectivo subdistrito. Dentro de um breve período, os judeus afetados foram forçados a se realocar, arrastando-se em grandes colunas para a cidade do subdistrito depois de terem deixado para trás suas posses. Imediatamente depois da Judenaktion em Stanislawow em 31 de março, os judeus foram levados das cidades menores mais próximas para o gueto de Stanislawow: em 5-6 de abril, de Tlumacz, e depois também de Tysmienica e Wojnilow 49. As duas últimas cidades estavam agora "Judenfrei" [N.do T.-livre de judeus]. Numa carta particular enviada para a Alemanha, o comissário rural em Nadworna comentou: "Atualmente eu estou envolvido no reassentamento dos meus 7.000 judeus. Como - é algo que eu terei que contar a você pessoalmente. Não pode ser explicado por escrito" 50
Em Stanislawow, a maioria dos expulsos foram colocados num tipo de gueto dentro do gueto, onde eles foram logo executados. Nos limites da chamada área residencial judaica, havia um prédio inacabado de três lojas para um moinho de grãos, o chamado Moinho Rudolf. Esta instalação era usada em particular para confinar os idosos e os doentes, junto com os judeus da Rutênia, em isolamento. O prédio era guardado do lado de fora pela polícia auxiliar ucraniana, e o pessoal da Polícia Judaica (Ordnungsdienst) ficavam estacionados dentro. Como resultado da superlotação e da falta de suprimentos, as condições de higiene lá eram catastróficas. Epidemias estouraram duas semanas depois que as primeiras vítimas foram lá internadas.
Ao estabelecer o Moinho Rudolf, Kruger havia iniciado a a construção de um mecanismo brutal. Devido à condição geral pobre das vítimas e das terríveis privações e superlotação, era inevitável que alguns dos confidados adoecessem. Krueger havia ordenado que todos os judeus doentes confinados lá fossem liquidados. Schott, o Judenreferent da Gestapo em Stanislawow, exerceu um verdadeiro reino de terror no moinho, atirando pessoalmente num grande número de judeus doentes quase diariamente. Ele foi juntou-se depois voluntariamente neste desafio através do tenente da Schupo Ludwig Grimm, que também regularmente tomou parte nas matanças do Moinho Rudolf 51.
No verão de 1942, Krueger enviou seus subalternos para a cidade de Dolina, localizada a oeste de Stanislawow, no Distrito de Kalusz. Até então tinha havido somente algumas ações de assassinato em massa nesta região, e nenhuma deportação. O destacamento de Stanislawow era comandado por Rudolf Mueller da estação de Polícia de Fronteira no Desfiladeiro Wyszkow. Em 3 de agosto, todos os 3.500 judeus em Dolina foram levados de suas casas e conduzidos para a praça do mercado, onde muitos eram maltratados pela polícia e várias crianças eram baleadas. Depois de completar uma seleção, a polícia forçou um grupo de cerca de 2.000 judeus a marchar para o cemitério judaico, onde eles foram sumariamente massacrados 52.
Quando Krueger recebeu aviso da KdS em julho de que haveria uma pausa temporária para deportações adicionais de Stanislawow, ele fechou o Moinho Rudolf, que certamente havia servido como um tipo de campo transitório para judeus da área. A partir de agosto, os judeus eram agora regularmente executados no pátio do quartel-general da Sipo. Em 28 de agosto, 4, 9 e 26 de setembro e 3 de outubro, a Sipo fuzilou um total de várias centenas de pessoas diariamente 53. Quando as autoridadesm em Lvov anunciaram que havaria mais um trem para Belzec, o deputado de Krueger, Oskar Brandt, designou o primeiro dia do ano novo judaico como seu dia de deportação. Havia ainda cerca de 11.000 judeus vivendo em Stanislawow nesta época.
Mais uma vez, o "reassentamento" iminente era anunciado em cartazes. Dos 3.000 a 4.000 judeus capturados, somente os médicos eram separados do resto; todos os outros eram deportados 54. Em setembro, a maioria dos judeus das localidades menores distantes foram trazidos a Stanislawow e fuzilados lá no cemitério judaico. A maior comunidade judaica na região, em Kalusz, foi totalmente liquidada em 15-17 de setembro, nas mãos da Sipo de Stanislawow sob Wilhelm Assmann; somente alguns poucos trabalhadores foram poupados. Em julho, Kalusz ainda tinha uma grande população judaica, de mais de 5.500 (55). Depois desse massacre, havia somente 3.000 judeus restantes em todo o condado de Kalusz. No Condado de Stanislawow, havia agora oficialmente somente 6.000 judeus, comparado com a população judaica anterior de mais de 50.000. (56)
Em 15 de outubro de 1942, a comunidade judaica em Stanislawow foi aniquilada. Graças somente à intervenção de um corajoso oficial rodoviário, 150 trabalhadores rodoviários judeus foram escolhidos e permitidos a continuar na cidade 57. em 7 de novembro, o Escritório de Auto-Auxílio Social Judaico (Juedische Unterstuetzungsstelle, JUS) em Cracóvia recebeu um grito final de ajuda da cidade de Nadworna:
"Aqui em Nadworna e em toda nossa região, há agora uma operação em andamento com o objetivo de deportar quase todos os judeus da área, com somente exceções menores (médicos, farmacêuticos, artesãos independentes e os trabalhadores internados em campos individuais). Como resultado desta Aktion, o número de habitantes judaicos no nosso distrito caiu para cerca de 1.000, comparado com a antiga população judaica de cerca de 18.000. (58)"A Gendarmerie (polícia rural) em Stanislawow relatou em dezembro:
"Com a exceção de alguns poucos médicos e farmacêuticos, todos os judeus no distrito foram evacuados ou transferidos para o gueto em Stanislawow. Os guetos nas cidades de Tlumacz e Nadworna foram liquidados." 59Já em 2 de novembro de 1942, o Superintendente Albrecht ficara agradecido por ter notado num discurso público: "No curso deste ano, a judiaria européia foram largamente eliminados como resultado dos esforços de salvaguardar as vidas dos povos arianos. Num futuro próximo, seus remanescentes derradeiros desaparecerão da mesma maneira." 60
Em janeiro de 1943, a polícia em Stanislawow continuou incessante com seus assassinatos em massa. Em 24 e 25 de janeiro, eles deram uma batida aos judeus sem licença de trabalho; cerca de 1.000 dos capturados foram mortos a bala, e outros 1.500 - 2.000 foram deportados para o campo de Janowska em Lvov. Quase diariamente então, vasculhava-se o gueto por novas vítimas. Finalmente, em 22 fevereiro, o deputado de Krueger, Brandt, mandou cercar o gueto; todos os residentes foram levados sob custória. Somente algumas centenas de trabalhadores empregados na estrada de ferro oriental e no depósito de suprimentos foram selecionados; todos os outros foram mortos a bala. 61
O gueto era agora considerado como liquidado. Não obstante, a polícia continuava a vasculhar a área do gueto até abril, repetidamente apreendendo e executando judeus que tinham passado a se esconder. Há um único relatório existente, de 9 de março de 1943, no qual uma patrulha da Kripo registra o assassinato de um judeu descoberto numa antiga área do gueto. 62 A era de Krueger em Stanislawow havia agora chegado ao fim. Já no outono de 1942, ele encontrara problemas quando uma auditoria do Escritório do Auditor do Reich (RAO) em seu escritório havia achado certas descobertas surpreendentes:
"Um caso extremamente especial foi encoberto no escritório de Stanislau na Galícia. Grandes quantias de dinheiro e jóias confiscadas foram retidas lá. Durante uma inspeção local nas salas do oficial administrativo responsável, o Secretário de Polícia B., oficiais do Escritório do Auditor do Reich descobriram grandes quantias de dinheiro em espécie, incluindo moedas de ouro, e toda sorte de moedas - até mesmo 6 mil - assim como baús inteiros cheios de jóias extremamente valiosas. Estas eram armazenadas de todas as maneiras em caixas e recipientes, escrivaninhas, etc. Nada disso havia sido listado ou registrado. Em alguns recipientes, havia um papel escrito com a quantia original; mas na maioria, não havia registro escrito de nenhum tipo. O RAO tinha que limitar-se a estabelecer os conteúdos exatos do que foi encontrado lá, a fim de impedir que outros valores desaparecessem. O dinheiro, sozinho, totalizava 584.195,28 Zloty. Em acréscimo a isso, estavam as jóias descobertas lá; seus valores precisos não puderam ser determinados, mas é provável que estejam numa faixa de várias centenas de milhare de Reichsmarks. Vários dias depois da intervenção da RAO, o Secretário de Polícia B., que tinha responsabilidade maior por esses assuntos, suicidou-se com tiro." 63O próprio Krueger finalmente provocou sua própria transferência e demoção ao revelar seus atos assassinos a uma mulher da nobreza polaca sob prisão. Após uma intercessão, a condessa foi liberada, e depois que ela fizera saber o que Krueger havia confessado a ela, processos foram iniciados contra ele. Ele foi formalmente acusado de traição por passar informações secretas e foi depois transferido de seu "reino" em Stanislawo para Paris. 64
Ao final da guerra, Krueger foi preso na Holanda e mantido em custódia pelos canadenses e depois pelas autoridades holandesas. Como suas atividades na Polônia eram desconhecidas por seus captores, ele foi posto em liberdade em novembro de 1948. Ele começou a trabalhar na Alemanha como um agente de viagens e logo abriu sua própria firma. Nos anos 50, Krueger já se sentia tão seguro que protocolou uma requisição para retornar como um servidor público de acordo com o Artigo 131. Entretanto, sua requisição foi negada, e seu pedido por uma posição com a agência de segurança estadual interna (Verfassungsschutz) no Norte Reno-Vestfália também foi rejeitada. Krueger então optou por uma carreira partido político; ele subiu ao posto de diretor de administração de distrito no Partido do Povo Livre (FVP) em Muenster, depois mudando para o Partido Alemão (DP). De 1949 a 1956, ele foi relator da Associação de Alemães de Berlim e Brandenburg (Landsmannschaft Berlin-Mark Brandenburg); em 1952, ele serviu como segundo porta-voz para a associação. Krueger concorreu sem sucesso como candidato às eleições de 1954 para a assembléia estadual de NRW, tomando parte nalista da Liga de Expulsos Orientais e Vítiamas da Justiça (Bund der Heimatvertrieben und Entrechteten).
Em 1959, sua nova carreira teve um final abrupto, quando, depois de dez anos de atividade sendo foco de atenção pública, seu passado retornou para perturbá-lo. Krueger foi levado para custódia investigativa. Investigações da Procuradoria Estadual de Dortmund arrastaram-se por mais seis anos, até que uma acusação formal foi emitida em outubro de 1965. Em seu julgamento, que durou dois anos, Krueger mostrou enorme autoconfiança e indultou em inúmeros acessos anti-semitas. Finalmente, em 6 de maio de 1968, a Corte Estadual de Muenster sentenciou-o à prisão perpétua. Ele foi, entretanto, solto em 1986. Krueger então foi para Munique. Ele morreu em 1988, na cidade do sul da Bavária de Wasserburg am Inn.
Qual foi a contribuição específica de Krueger para o curso da "Solução Final" na área sob seu controle? Devido ao estado fragmentado das fontes, nós só podemos arriscar uma resposta parcial. Krueger foi o primeiro a organizar assassinatos em massa na região, enquanto ela ainda estava sob ocupação húngara. No outono de 1941, tomando a iniciativa antes de outros líderes da Gestapo, ele foi executar judeus em situações não legalmente claras, por exemplo, judeus e meio-judeus apreendidos sem a braçadeira obrigatória. Em outro lugar naquela época, tais infrações ainda estavam sendo penalizadas por multa. Uma ordem de assassinato foi emitida por Krueger por apenas uma infração:
Eu fui informado confidencialmente que o judeu H.S. estava perambulando sem a braçadeira judaica obrigatória. Eu mandei prendê-lo em 10 de outubro de 1941 e confiná-lo aqui na prisão local. Em resposta à pergunta de por que ele não estava usando a braçadeira obrigatória, ele declarou que não sabia que ele, como um judeu batizado, também era obrigado a usar a faixa. É minha recomendação que o judeu H.S. seja liquidado como conseqüência de sua falha em aderir às normas alemãs."
"Lange Sargento SS Polícia Stanislau, 16 de outubro, 1941/Galicia/Ordem 1. O judeu H.S. deve ser liquidado. 2. Prepare um cartão de registro. / feito La./ 3. Sargento SS Hehemann deveria completar a lista-E[execução]. 4. Arquive-o. Krueger" 65
Foto: Yad Vashem/Pinterest de Brooke Gordon (conta)
http://www.pinterest.com/pin/2392606026213465/
http://collections.yadvashem.org/photosarchive/en-us/13412.html
Descrição da foto: SS-Untersturmbannfuehrer Ernst Linauer, um homem da Gestapo que participou da deportação e assassinato de judeus em Stanislawow; Rudolf Widerwald, serviu no Schupo* em Stanislawow; Josef Dunkel, era um oficial na polícia alemã em Stanislawow; Ruhouet Franz, serviu no Schupo em Stanislawow; Ernst Rabara, serviu na polícia alemã como comandante do gueto de Stanislawow em 1942-43; Michael Drangler, serviu no Schupo em Stanislawow; Erich Zimmerman, serviu no Schupo em Stanislawow.
*Schupo, abreviação de Schutzpolizei, polícia uniformizada ou de proteção, uma parte do aparato policial do regime nazista.
Fonte: Lista Holocausto-Doc
https://br.groups.yahoo.com/neo/groups/Holocausto-Doc/conversations/messages/4522
Tradução: Marcelo Oliveira
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