Na página 118 da "Crítica" (aqui também), eu citei o informe de Rosenberg de 18 de novembro de 1941, extraído da exposição apresentada por Christopher Browning no julgamento Irving-Lipstadt. Rosenberg falou da necessidade de "um extermínio biológico de toda a população judaica da Europa" (*eine biologischen Ausmerzung des gesamten Judentums in Europe*) por medidas que os "expulsariam para além dos Montes Urais ou os erradicariam de alguma outra maneira". Mattogno respondeu a isso afirmando que o "sentido era puramente figurado de *Ausmerzung des Judentums* (extirpação do judaísmo)... designava a eliminação do judaísmo do solo do Reich e do solo europeu". No entanto, isso pode ser refutado com base em dois pontos.
Em primeiro lugar, um negacionista nativo de língua alemã, Staeglich, reconhece que "eliminação biológica" (*biologische Ausmerzung*)... em uso comum, tem praticamente o mesmo sentido que "matar". Staeglich argumenta, portanto, que o relatório é "muito provavelmente... apenas mais uma falsificação" ou que "poderia se atribuir essa escolha peculiar de palavras ao fato de Rosenberg ser um báltico e, por isso, talvez nem sempre tivesse certeza sobre o uso correto do alemão!" Embora essas afirmações sejam absurdas, elas pelo menos — ao contrário de Mattogno — evitar de mentir sobre o significado de palavras em alemão.
Em segundo lugar, Rosenberg já havia equiparado a deportação ao assassinato, como demonstrado aqui, quando escreveu, em 12 de setembro de 1941, que "Stálin agora também iria expulsar os 400.000 alemães do Volga restantes para a Sibéria, isto é, assassiná-los" (para evitar alegações de tradução duvidosa, utilizei aqui a versão preferida por David Merlin, do CODOH). Rosenberg até repetiu a palavra "assassinato" três frases depois, na palavra *Massenmord* (assassinato em massa), embora Merlin opte por traduzi-la como *slaughter* (massacre/carnificina) — que, acredito, implicaria que Rosenberg tivesse usado o substantivo *Schlachtung*.
Conectar as declarações de 12 de setembro e 18 de novembro leva a apenas uma conclusão plausível: a de que Rosenberg via as deportações — tanto a dos alemães do Volga por Stálin quanto a dos judeus pelos alemães — como atos de assassinato em massa, e não de reassentamento. Pode ser que Rosenberg soubesse ou não que os métodos de extermínio dos judeus incluíam câmaras de gás; Browning observa que Rosenberg se reuniu com Himmler por quatro horas em 15 de novembro, mas seria forçar a interpretação presumir que métodos de assassinato foram discutidos ali, em vez de apenas o fato de que os judeus seriam mortos. O fato principal é que, naquele momento, Rosenberg compreendia claramente é que os judeus deportados para a URSS estavam destinados à morte, fosse ela imediata (como em Kaunas, no final de novembro) ou posterior (como na Rutênia Branca, durante o verão de 1942).
Fonte: Holocaust Controversies
https://holocaustcontroversies.blogspot.com/2015/06/biological-eradication-biologische.html
Texto: o autor apagou o perfil, o texto similar foi do Jonathan Harrison, mas há várias palavras em alemão (geralmente o R. Muehlenkamp fazia textos assim também).
Título original: "Biological eradication (biologische Ausmerzung)"
Tradução: Roberto Lucena (na verdade "revisão" da "tradução de IA" do Google, mas tenho que ler tudo, ponto a ponto pra ver se "bate" e corrigir...)
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Observação 1: há um texto complementar a esse texto que eu traduzi antes, os links abaixo (pro original e pra tradução)
"Mais sobre "Erradicação biológica (biologische Ausmerzung)"
https://holocausto-doc.blogspot.com/2017/12/mais-sobre-erradicacao-biologica-biologische-ausmerzung-rosenberg-nazis-russos.html
"More on "Biological eradication (biologische Ausmerzung)"
https://holocaustcontroversies.blogspot.com/2017/12/more-on-biological-eradication.html
Observação 2: eu resgatei esse texto antigo porque as pessoas acessando o blog foram ler a tradução de 2017, como sempre digo, mesmo que o povo não comente nos posts recentemente, ainda assim ajudam quando acessam os links sobre segunda guerra e cia (muita gente lê conteúdo sobre segunda guerra ainda no blog). A "IA" do Google colocou como "info" quando coloco por busca desse blog (coloquem por "holocausto doc" ou "holocausto-doc" que aparece ao menos o link de acesso à página no topo das buscas) colocam que o blog estaria "inativo", informação falsa ou 'errada', pros que "gostam" de "IA", isso é a tal "Inteligência artificial"... uma tosquice cheia de erros... propositais ou não. Eu traduzi o complemento antes desse primeiro texto do Holocaust Controversies.
Observação 3: como comentei acima, sobre a autoria do texto, dois membros (eu acho) saíram do Holocaust Controversies e os posts que fizeram ficaram como "anônimo", eu suspeito que esse seja do Jonathan Harrison também, embora o Roberto Muehlenkamp fazia muitos posts sobre documentos em alemão ou com palavras em alemão.
E vou atualizando os links depois pois tenho que resgatar vários via o "archive.org" (que arquiva milhões de páginas na web, mas não consegue salvar tudo que foi publicado na rede apesar do esforço monumental) porque os links expiraram, "sumiram", caducaram etc. Problema sério a "memória" em coisas publicadas na web/rede, a Lise alertava sobre o problema ainda no Orkut (caso ela leia, foi ela quem primeiro chamou atenção sobre a coisa entre a gente) da memória da rede ir "pelo ralo" e como historiadores (a Lise é historiadora) poderiam reconstituir as coisas recentes dos países com esse problema?
Como vão estudar as publicações "apagadas" do Facebook no período de "golpe branco", deposição da presidente Dilma Rousseff, textos das olavetes urrando por golpe de estado e cia?... O Orkut está em um limbo, o Google não libera acesso aos arquivos (não sei como algum historiador poderá checar isso pra reconstituir o passado recente do Brasil e cia)... é um problema bem sério essa questão da "memória digital" e o "mundo orwelliano" de "apagar os registros" do que é dito... e ao contrário do que os anti-comunistas pregam... quem está fazendo isso são "empresas privadas" dos Estados Unidos (multinacionais) em "pleno livre mercado"... é essa a tal "liberdade" que pregam?... tá mais pra "controle social" e histórico...
E queria alertar o pessoal do Holocaust Controversies há tempo (eu só acesso meu email pelo Gmail, o brasil.doc@gmail.com pra contato com o blog, o Yahoo! detonou minhas contas antigas) porque há pilhas de links expirados pelos posts antigos, tirando o sentido de leitura, e pra consertar item a item será "nó cego"... (no sentido que eu uso o termo e muita gente no Brasil, Portugal e cia, "nó cego" é algo difícil de resolver, de lidar...).
Observação 4: e técnica, eu vou ter que arrumar outro óculos (lente etc), por isso vai ser complicado corrigir certos "pontos" do texto (aumentei o tamanho da fonte da letra), apesar dessa lente ser da "Zeiss" (descamando...), tá bem complicado de ler, embaçando direto, descamando etc, uma porcaria, pros que "adoram marca"... fiz essa observação pra escrachar a marca mesmo, rs, e porque o problema está atrapalhando. Brasileiro "médio" não adora marca? Taí a tranqueira, e só uso porque se acredita que virá algo de qualidade pelo menos, apesar de que nada dura "mais pra sempre" (esses produtos), e acho que já faz tempo pra trocar lente mesmo. Triste usar óculos, pra quem passou quase uma vida toda sem óculos.
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