terça-feira, 22 de junho de 2010

[OFF] Defesa Civil em Pernambuco e Alagoas

Repassando mensagem, pros interessados em fazer doações há mais informações neste link, vou deixar em destaque na primeira parte os contatos para demais Estados:

Doadores de outros Estados

Para quem não está no Estado, mas também quer colaborar, as doações podem ser feitas em dinheiro nas seguintes contas:

Banco do Brasil agência 3557-2, conta corrente 5241-8
Caixa Econômica: agência 2735, operação 006, conta 955/6

Barreiros

Um posto da Polícia Rodoviária Federal na entrada da cidade recebe doações, que também podem ser feitas por meio de depósito na seguinte conta:

Banco do Brasil
Agência 0710-2
Conta corrente 6070-4

Doações em Dinheiro
Se você prefere fazer doações em dinheiro, anote os números das contas correntes:
• Ação da Cidadania: Banco do Brasil - Agência 3234-4 e conta 5633-2
• O Banco do Brasil também abriu uma conta específica para receber doações para os atingidos pelas enchentes em Pernambuco. Agência 1836-8 e conta corrente 100000-4
• A Organização não Governamental Tribunal Solidário, formada por servidores do Tribunal Contas do Estado, abriu conta no Banco Real. Agência 1016 e conta corrente 6.023.0762. Outras informações: http://www.tribunalsolidario.org.br/

Pernambucanos que queiram fazer doações checar os locais destinados a recebê-las no Estado, link:
http://www.diariodepernambuco.com.br/VidaUrbana/nota.asp?materia=20100620173716

Saiba onde entregar donativos

Alimentos não-perecíveis, água, colchões, material de limpeza e higiene pessoal,
roupas, sapatos infantis, leite e enlatados


CAMPANHA DO DIARIO DE PERNAMBUCO

Recife
• Prédio-sede: Rua do Veiga, 600, Santo Amaro. Fones: 2122.7850 / 2122.7889
• Centro de Distribuição Cordeiro: Av. do Forte, 100 (em frente ao Colégio Trajano Chacon / próximo ao Parque de Exposição). Fone: 3453.1620Centro de Distribuição Imbiribeira: Rua Pampulha, 212 (esquina da concessionária Renault) Fone: 3471 0181
• Loja de Casa Amarela: Estrada do Arraial, 3585. Fone:3269.9640
• Loja Diario Centro: Praça da Independência, 38/40 (Pracinha do Diario). Fones: 2123.4101/4102/4103
• Loja de Boa Viagem: Av. Conselheiro Aguiar, 4880 loja 13 (próximo à pracinha). Fone: 3467.3381
Tenda armada no 2º Jardim de Boa Viagem (pela manhã)

Olinda
• Centro de Distribuição: Rua Heitor Maia, 1.442, Sítio Novo (em frente à loja Ceça Barros) Fone: 3426.7506.
• Loja: Av. Getúlio Vargas, 692, loja 20, Bairro Novo. Fone:3439.1743 (galeria Alameda do Sol, em frente ao Bradesco)

Mais locais pra entrega de donativos no link abaixo(Recife e região):
http://www.diariodepernambuco.com.br/hotsite/2010/chuvas/ajude.shtml

Mais informações:
http://noticias.r7.com/rio-e-cidades/noticias/orgaos-de-al-e-pe-recebem-doacoes-para-afetados-pelas-chuvas-20100622.html

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Bibliografia da Segunda Guerra - Primeira Guerra - Guerra Civil Espanhola e outros

Explicação sobre as divisões bibliográficas: o tema Segunda Guerra, que engloba muita coisa, foi dividido em temas específicos, como por exemplo na parte sobre ideologia nazista e fascista, que trata somente da bibliografia da história da ideologia, da ascensão do partido nazi na Alemanha, das figuras proeminentes do partido etc e foi colocada no post só sobre Holocausto, fascismo e nazismo.
Link abaixo:
Bibliografia sobre Holocausto - Nazismo - Fascismo
Ver também:
Bibliografia sobre Racismo - Neonazismo - Neofascismo - Negação do Holocausto

Os temas mais gerais sobre Segunda Guerra(batalhas, história da guerra), Primeira Guerra, República de Weimar, Stalinismo, Teatro de Operações Asiático e outros foram colocados neste post. Foi trazido para este post a bibliografia de outras vertentes(países) do fascismo naquele período.

Mais obras poderão ser adicionadas futuramente quando o post for atualizado e ele ficará como link fixo no quadro à esquerda do blog, na parte dos links.

LIVROS SOBRE REPÚBLICA DE WEIMAR (ENTREGUERRAS)


Livros em inglês:


Livro: The German Revolution 1917-1923 (Historical Materialism Book Series)
Autores: Pierre Broue, Ian H. Birchall, Brian Pearce

Livro: Weimar Germany: Promise and Tragedy
Autor: Eric D. Weitz

Livro: Paper and Iron: Hamburg Business and German Politics in the Era of Inflation, 1897-1927
Autor: Niall Ferguson

Livro: Britain, Soviet Russia and the Collapse of the Versailles Order, 1919-1939
Autor: Keith Neilson
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LIVROS SOBRE O PÓS-GUERRA - REUNIFICAÇÃO DA ALEMANHA (PERÍODO DE 1945-1990)


Livros em inglês:


Livro: Germany 1945-1949: A Sourcebook
Autor: Manfred Malzahn

Livro: Understanding Contemporary Germany
Autor: Stuart Parkes

Livro: In a Cold Crater: Cultural and Intellectual Life in Berlin, 1945-1948
Autor: Wolfgang Schivelbusch

Livro: After the Nazi Racial State: Difference and Democracy in Germany and Europe
Autores: Rita Chin, Heide Fehrenbach, Geoff Eley, Atina Grossmann

Livro: A Nation in Barracks: Modern Germany, Military Conscription and Civil Society
Autor: Ute Frevert
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LIVROS SOBRE O TEATRO DE GUERRA ASIÁTICO E O FASCISMO NO JAPÃO


Livros em inglês:


Livro: Japan in the Fascist Era
Editor: E. Bruce Reynolds

Livro: Factories of Death: Japanese Biological Warfare, 1932-1945, and the American Cover-Up
Autor: Sheldon Harris

Livro: The Nanjing Massacre in History and Historiography (Asia: Local Studies / Global Themes)
Autor: Joshua A. Fogel

Livro: The Bloody White Baron: The Extraordinary Story of the Russian Nobleman Who Became the Last Khan of Mongolia
Autor: James Palmer

Livro: The Pacific Campaign in World War II: From Pearl Harbor to Guadalcanal (Naval Policy and History)
Autor: William Bruce Johnson

Livro: Russian Politics in Exile: The Northeast Asian Balance of Power, 1924-1931
Autor: Felix Patrikeeff

Livro: The Manchurian Myth: Nationalism, Resistance, and Collaboration in Modern China
Autor: Rana Mitter

Livro: Prompt and Utter Destruction: President Truman and the Use of Atomic Bombs Against Japan
Autor: J. Samuel Walker

Livro: Japan 1945: From Operation Downfall to Hiroshima and Nagasaki (Campaign)
Autor: Clayton Chun
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LIVROS SOBRE GUERRA CIVIL ESPANHOLA


Livros em português:


Livro: A Guerra Civil Espanhola(2 volumes)
Autor: Hugh Thomas

Livro: A Guerra Civil Espanhola(Edição de Portugal)
Autor: Stanley G. Payne

Livro: A Batalha pela Espanha
Autor: Antony Beevor


Livros em espanhol:


Livro: La Guerra Civil Española
Autor: Hugh Thomas

Livro: El corto verano de la anarquía
Autor: Hans Magnus Enzensberger

Livro: Franco, el perfil de la historia
Autor: Stanley G. Payne

Livro: Una Historia De La Guerra Civil Que No Va A Gustar A Nadie
Autor: Juan Eslava Galan

Livro: Guernica Y La Guerra Total
em inglês: Guernica and Total War
Autor: Ian Patterson

Livro: El enemigo judeo-masónico en la propaganda franquista (1936-1945)
Autor: Javier Domínguez Arribas

Livro: El Franquismo, cómplice del Holocausto
Autor: Eduardo Martín de Pozuelo

Livro: Los secretos del franquismo
Autor: Eduardo Martín de Pozuelo


Livros em inglês:


Livro: We Saw Spain Die
Autor: Paul Preston

Livro: The Spanish Civil War, The Soviet Union, and Communism
Autor: Stanley G. Payne

Livro: The Collapse of the Spanish Republic, 1933-1936: Origins of the Civil War
Autor: Stanley G. Payne

Livro: Spain: From Dictatorship to Democracy, 1939 to the Present (A History of Spain)
Autor: Javier Tusell

Livro: CONDOR LEGION: The Wehrmacht's Training Ground (Spearhead)
Autor: Ian Westwell
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LIVROS SOBRE STALINISMO E UNIÃO SOVIÉTICA - URSS(até 1945)


Livros em português:



Livro: Stalin: A corte do Czar Vermelho
título em inglês: Stalin: The Court of the Red Tsar
Autor: Simon Sebag Montefiore


Livros em inglês:


Livro: Political Thought of Joseph Stalin: A Study in 20th Century Revolutionary Patriotism
Autor: Erik van Ree

Livro: Bolshevism, Stalinism and the Comintern: Perspectives on Stalinization, 1917-53
Autor: Matthew Worley, Kevin Morgan, Norman LaPorte

Livro: A History of the Soviet Union from the Beginning to the End, 2nd Edition
Autor: Peter Kenez

Livro: Stalin's Secret Pogrom: The Postwar Inquisition of the Jewish Anti-Fascist Committee (Annals of Communism)
Autor: Laura E. Wolfson

Livro: Stalinism: Russian and Western Views at the Turn of the Millenium (Totalitarian Movements and Political Religions)
Autor: John L. H. Keep

Livro: Terror by Quota: State Security from Lenin to Stalin (an Archival Study) (The Yale-Hoover Series on Stalin, Stalinism, and the Cold War)
Autor: Paul R. Gregory
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LIVROS SOBRE SEGUNDA GUERRA MUNDIAL


Livros em português:


Livro: O Incêndio - Como os Aliados destruíram as cidades alemãs 1940-1945
Autor: Jorg Friedrich

Livro: As Origens da Segunda Guerra Mundial(1933-1939)
Autor: Ruth Henig

Livro: Berlim 1945 - A Queda
Autor: Antony Beevor

Livro: Stalingrado
Autor: Antony Beevor

Livor: Memórias da Segunda Guerra Mundial(2 Volumes)
Autor: Winston Churchill

Livro: Churchill
Autor: Roy Jenkins

Livro: Roosevelt
Autor: Roy Jenkins

Livro: Roosevelt E Hopkins
Subtítulo: Uma História da Segunda Guerra MundialAutor: Robert E. Sherwood

Livro: Franklin e Winston
Subtítulo: A intimidade de uma amizade histórica
Autor: Jon Meacham

Livro: Brasil, um refúgio nos trópicos
Subtítulo: A trajetória dos refugiados do Nazi-fascismo
Autor: Maria Luiza Tucci Carneiro

Livro: O anti-semitismo na Era Vargas
Autor: Maria Luiza Tucci Carneiro

Livro: História da Segunda Guerra Mundial
Autor: Marc Ferro

Livro: Versalhes e Ialta. Os dois grandes erros do século
Autor: Guilherme Hermsdorff

Livro: Um mundo em chamas: uma breve história da Segunda Guerra Mundial na Europa e na Ásia, 1939
Autor: Martin Kitchen

Livro: Cinco Dias em Londres
subtítulo: Negociações que Mudaram o Rumo da II Guerra
Autor: John Lukacs

Livro: Uma História da Segunda Guerra Mundial
Autor: Robert Sherwood

Livro: A Queda da França
Autor: William Shirer

Livro: A Segunda Guerra Mundial
Autor: A.J.P. Taylor


Livros em espanhol:


Livro: Una guerra de exterminio - Hitler contra Stalin
Autor: Laurence Rees

Livro: Un mundo en guerra - Historia de la segunda guerra mundial
Autor: Richard Holmes


Livros em inglês:


Livro: Five Armies in Normandy
Autor: John Keegan

Livro: Conditions of Peace
Autor: E.H. Carr

Livro: The Origins of the Second World War
Autor: A. J. P. Taylor

Livro: Dresden - Tuesday, February 13, 1945
Autor: Frederick Taylor

Livro: The Second World War
Autor: John Keegan

Livro: The Storm of War - A New History of the Second World War
Autor: Andrew Roberts

Livro: The Politics of War, the War and United States Foreign Policy, 1913/1945
Autor: Gabriel Kolko

Livro: War in the Wild East: The German Army and Soviet Partisans
Autor: Ben Shepherd

Livro: An Ilustrated History of the Second World War
Autor: A.J.P. Taylor

Livro: The Road to War: Revised Edition
Autor(es): Richard Overy, Andrew Wheatcroft

Livro: History of World War Two
Autor: Basil Liddell Hart

Livro: The Fall of France
Autor: Julian Jackson

Livro: Russia's War
Autor: Richard Overy

Livro: The Rocket and the Reich: Peenemünde and the Coming of the Ballistic Missle Era
Autor: Michael Neufeld

Livro: The War of Our Childhood: Memories of World War II
Autor: Wolfgang W. E. Samuel

Livro: Through the Eyes of Innocents: Children Witness World War II
Autor: Emmy E Werner, Emmy E. Werner

Livro: Battle in the East: The German Army in Russia (Concord 6519)
Autor: Gordon Rottman, Stephen Andrew

Livro: Britain, America and Rearmament in the 1930s: The Cost of Failure
Autor: Christopher Price

Livro: The Persian Corridor and Aid to Russia (United States Army in World War II: The Middle East Theater)
Autor: T. H. Vail Motter

Livros em francês:

Livro: Pie XII et la Seconde Guerre Mondiale
Autores: Pierre Blet, Pierre Blet (S.J.)
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LIVROS SOBRE PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL


Livros em português:


Livro: O Último Verão Europeu
Autor: David Fromkin


Livros em inglês:


Livro: Origins of the First World War (Lancaster Pamphlets)
Autor: Ruth Henig

Livro: London 1914-17: The Zeppelin Menace (Campaign 193)
Autor: Ian Castle

Livro: The Spirit of 1914: Militarism, Myth, and Mobilization in Germany (Studies in the Social and Cultural History of Modern Warfare)
Autor: Jeffrey Verhey

Livro: The First World War: The Eastern Front 1914-1918 (Essential Histories)
Autor: Geoffrey Jukes

Livro: Worldly Provincialism: German Anthropology in the Age of Empire (Social History, Popular Culture, and Politics in Germany)
Autor: H. Glenn Penny, Matti Bunzl

Livro: Balkan Wars 1912-1913: Prelude to the First World War (Warfare and History)
Autor: Richard C. Hall

Livro: The Origins of the First World War: Controversies and Consensus
Autora: Annika Mombauer

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Justiça brasileira x Justiça espanhola e a punição ao Neonazismo

Internauta espanhol condenado a dois anos por difusão do nazismo
Publicado em 16 de Junho de 2010

Aitor R. E., um internauta de Barcelona, foi esta quarta-feira condenado a dois anos de prisão por ter criado duas páginas de internet que defendiam ideologias nacional-socialistas, crenças anti-semitas e o regime do Terceiro Reich.

Esta é a primeira condenação em Espanha pela difusão de ideais genocidas através da internet. Aitor arriscava a quatro anos e oito meses de prisão por delito contra os direitos fundamentais e por apoio ao genocídio, mas o Ministério Público baixou a pena a dois anos e uma multa depois do acusado se ter mostrado arrependido e conformado com a pena.

Em buscas feitas a casa do acusado, foi encontrada documentação sobre propagada nazi que incitava a ideais xenófobos e genocidas, a sabotagens e a ataques a autoridades. Foram também encontradas referências à livraria Europa de Barcelona cujo proprietário, Pedro Varela, foi condenado em Março a dois anos e nove meses de prisão por difusão de ideais genocidas através de obras editadas e vendidas na livraria, bem como em conferências aí organizadas.

Fonte: Ionline(Portugal)
http://www.ionline.pt/conteudo/64947-internauta-espanhol-condenado-dois-anos-difusao-do-nazismo

Primeira pessoa condenada por difundir ideais genocidas na internet
Espanha
Publicado em 16 de Junho de 2010

Um internauta de Barcelona, Aitor R.E., foi hoje condenado a dois anos de prisão e ao pagamento de uma multa por ter difundido ideais nazis pela internet.

A petição criada contra o blogger pedia que este fosse condenado a quatro anos e oito meses de prisão, mas o Ministério Público decidiu reduzir a pena para apenas dois anos.

A página de Aitor R.E. incluía vídeos sobre as vidas de Hitler e de Goebbels, o estratega do regime nazi, e incluía vária propaganda nazi contra negros e judeus.

Fonte: Ionline(Portugal)
http://www.ionline.pt/conteudo/64942-primeira-pessoa-condenada-difundir-ideais-genocidas-na-internet

Opinião: enquanto a justiça e o aparato do Estado espanhol agem combatendo grupos extremistas que difundem racismo e apologia ao nazismo na rede através de sites com lixo antissemita/racista/negacionista e neonazista, a justiça e o Estado brasileiro...

Questão preocupante prum país que irá sediar em 4 e 6 anos, respectivamente, dois eventos de porte, uma Copa do Mundo e uma Olimpíada.

Outras matérias:
Tribunal espanhol condena 14 membros de grupo neonazista

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Dia da Consciência recorda Aristides de Sousa Mendes

Pelo menos 10 mil judeus terão conseguido escapar das mãos dos nazis graças à intervenção do diplomata português.

(Áudio) Rui Afonso sobre actualidade do exemplo de Aristides de Sousa Mendes

O Cônsul Aristides de Sousa Mendes e todas as pessoas que se empenharam na ajuda às vítimas do holocausto serão hoje homenageados no âmbito do Dia da Consciência.

Foi neste dia, há 70 anos, que o então cônsul português em Bordéus, desobedecendo às ordens de Salazar, decidiu começar a passar vistos aos judeus que queriam fugir dos nazis.

O antigo diplomata emitiu vistos a cerca de 30 mil pessoas, das quais pelo menos 10 mil terão conseguido chegar efectivamente a Portugal. Rui Afonso, seu biógrafo, destaca sobretudo a actualidade do exemplo de Aristides de Sousa Mendes:

“Para nós é um exemplo do que devia ser uma das nossas preocupações principais na Europa, isto é, o respeito pelos direitos humanos, e nós temos que ser contra todo o tipo de descriminação, e sobretudo a descriminação por razões raciais, é essa a principal mensagem do Dr. Aristides de Sousa Mendes.”

Para assinalar a data, decorrerá uma missa na Sé de Lisboa, pelas 19h00, celebrada por D. Tomás da Silva Nunes, Bispo Auxiliar de Lisboa. Também no Vaticano será celebrada uma missa de Acção de Graças pela memória do diplomata português.

Fonte: Renascença(Portugal)
http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=95&did=108700

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Firmas alemãs no banco dos réus

Depois do acordo internacional de indenização da Alemanha para ex-trabalhadores forçados no nazismo, foi apresentado nos EUA uma segunda queixa coletiva de vítimas do Apartheid na África do Sul contra 20 firmas internacionais, entre elas cinco alemãs.

(Foto) Robert Molapo, de 88 anos, é uma das vítimas que exige indenização

A ação impetrada num tribunal de Nova York, na segunda-feira (12), está em nome de 85 pessoas que sofreram injustiças no período de 1960 a 1993, mas só o grupo sul-africano que a apresentou, o Khulumani, representa 32 mil vítimas do regime de segregação racial, que chegou ao fim com a eleição do primeiro presidente negro, Nelson Mandela. Os autores da queixa coletiva não definiram uma soma que as firmas devem pagar.

A intenção no momento é usar a ação judicial como meio de pressão para forçar as firmas de seis nações ricas a fazerem um acordo extrajudicial, esclareceu o presidente da organização de vítimas do nazismo Medico International, o advogado alemão Lothar Evers.

Financiadores do Apartheid

Entre as firmas acusadas, destacam-se as multinacionais DaimlerChrysler, Ford, General Motors e IBM, os bancos da Alemanha Deutsche Bank, Dresdner e Commerzbank, bem como a indústria bélica alemã Rheinmetall. Todas elas teriam violado as sanções impostas contra a África do Sul e com isso contribuído para o prolongamento do regime de segregação racial da minoria branca contra a grande maioria negra. Em compensação, as multinacionais e bancos teriam obtido lucros consideráveis, segundo um dos autores da ação, o advogado americano Michael Hausfeld.

Consta na queixa-crime que os bancos da Alemanha foram grandes financiadores do Apartheid, com a concessão de créditos de altas somas. Com os computadores da IBM, foi desenvolvido o sistema de identificação para o controle da população negra. As montadoras de veículos forneceram tanques e blindados para as patrulhas nos bairros miseráveis negros.

Todos esses negócios foram ilegais porque violaram as sanções impostas para forçar o fim do regime de segregação racial sul-africano. São atingidas pela ação judicial também outras indústrias e bancos dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Suíça e Holanda.

Modelo alemão

As tentativas de negociações prévias com as empresas fracassaram, como esclareceu o dirigente da Medico International, Thomas Gebauer, em Berlim, no momento em que a ação era impetrada na Justiça dos Estados Unidos. Como membro da "Campanha Internacional para o Pedido de Perdão e a Indenização à África do Sul", a ONG se esforça para que as empresas alemãs assumam sua responsabilidade nas injustiças cometidas no Apartheid, segundo Gebauer.

Embora movida nos EUA, a ação não foi impetrada à luz do direito norte-americano ou do internacional, mas conforme um modelo alemão: o das queixas coletivas que levaram à indenização de milhares de sobreviventes dos trabalhos forçados no nazismo. Para o advogado Lother Evers, que apóia vítimas do regime de Adolf Hitler, a participação de firmas alemãs no sistema racista da África do Sul, a fim de obter lucros extras, mostra o quanto é atual a questão da exploração de trabalhadores forçados e escravos.

A primeira queixa coletiva de vítimas do Apartheid foi apresentada, em Nova York, em meados do ano, pelo advogado americano Ed Fagan. Este já havia representado sobreviventes dos trabalhos forçados na Segunda Guerra Mundial.

Fonte: Deutsche Welle
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,675097,00.html

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Atualização da bibliografia - Holocausto

Pra quem não checou diretamente, fica aqui o aviso de que a parte de bibliografia sobre Holocausto, Nazismo, Fascismo, Neonazismo/Antissemitismo e Negação do Holocausto foi atualizada com vários acréscimos de títulos de livros em espanhol principalmente pela proximidade desse idioma com o português(pros falantes do português que acham mais fácil ler nesse idioma).

Em breve serão recolocadas em outro post também só voltado para Bibliografia as partes referentes aos temas Segunda Guerra Mundial, Primeira Guerra Mundial, Guerra Civil Espanhola e outros temas que foram acrescentados no post de Bibliografia do Holocausto.

sábado, 12 de junho de 2010

Detidos cinco integrantes de um grupo de música neonazi

Neonazis passaram a quarta-feira a disposição do Tribunal de Instrução 5 de El Vendrell


Material confiscado pelos Mossos d'Esquadra.

A Divisão de Inteligência realizou dois registros em Sabadell e Santa Oliva

Os "Mossos d'Esquadra" detiveram na segunda-feira passada lunes, dia 7, em Santa Oliva (Tarragona), Sabadell, Barberà del Vallès e Sant Vicenç de Castellet (Barcelona) quatro integrantes de um grupo de música por apologia ao nazismo e homofobia, e um outro por posse ilícita de armas.

Segundo informou a polícia catalã, o grupo possui letras de canções que supostamente fomentam o ódio e a discriminação contra homossexuais, judeus e outros grupos sociais, e enalteciam o regime nazi, e que difunciam em concertos ao vivo, na Internet e em CDs.

Os agentes detiveram Juan M.V., de 23 anos, próximo de Santa Oliva; Daniel M.M., de 23 e próximo de Sant Vicenç de Castellet; Luis Alberto P.L., de 22 e próximo de Sabadell; Daniel M.H., de 23 e próximo de Barberà del Vallès, assim como Juan Jaime M.V., de 56 anos e próximo de Santa Oliva - por posse ilegal de armas-.

Os investigadores da Divisão de Inteligência realizou dois registros em Sabadell e Santa Oliva, onde apreenderam propaganda xenófoba, simbologia neonazi, material nacional-socialista(nazista) e armas.

Os cinco detidos passaram a quarta-feira a disposição do Tribunal de Instrução número 5 de El Vendrell por delitos contra o exercício dos direitos fundamentais e contra a comunidade internacional, assim como um delito de posse ilegal de armas.

Fonte: Elmundo.es, Europa Press(Barcelona, Espanha)
http://www.elmundo.es/elmundo/2010/06/11/barcelona/1276280461.html
Tradução: Roberto Lucena

Outras matérias:
Tribunal espanhol condena 14 membros de grupo neonazista

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Relato do SS Kurt Gerstein - Campo de extermínio de Belzec

Kurt Gerstein, oficial alemão** da SS da seção de 'serviço sanitário', escreveu estas linhas em seu diário, sobre o campo de extermínio de Belzec, antes de seu suicídio em 1945:
"Logo a seguir começa a marcha. À frente uma mocinha muito bonita; Caminham ao longo da avenida, completamente nus, os homens, as mulheres, as crianças. Estou junto do capitão Wirth, responsável pela organização do extermínio na escada exterior de um só lance que há entre as câmaras.

As mães - que apertam nos braços seus bebês - sobem, hesitam, entram nas câmaras da morte. À esquina um corpulento SS, com voz sonora e afável, diz àqueles desgraçados 'nada vai acontecer de mau! Basta respirar fundo nas câmaras; Isto fortalece os pulmões e é um meio preventivo contra as doenças e epidemias'.

Aos que indagam sobre o destino que os espera, responde: 'Evidentemente os homens terão de trabalhar, construir casas e ruas. As mulheres tratarão da casa e da cozinha'. Isto representava a última esperança, capaz de os fazer caminhar sem resistência até as câmaras da morte. A maioria porém conhece a sua sorte, pois o cheiro dominante é bastante eloquente. Sobem uma pequena escada e abrangem tudo num último olhar: As mães com seus filhos apertados contra o peito, crianças de tenra idade, velhos, homens, mulheres, totalmente nus; Vacilam, mas entram empurrados pelos que vêm atrás, ou pelas vergastadas dos SS, a maioria sem dizer uma palavra. Uma judia com cerca de 40 anos, de olhos ardentes, amaldiçoa os assassinos: 'Que o nosso sangue caia sobre vocês!' E, tendo recebido 5 ou 6 chicotadas no rosto, dadas pelo próprio capitão Wirth, desaparece na câmara de gás.

Muitos rezam, e eu rezo com eles. Vou para um recanto e oro ao meu Deus que é também o Deus deles. Queria entrar ao seu lado nas câmaras de gás. Quanto teria gostado de morrer da mesma morte! Se houvessem encontrado então nas câmaras de gás um oficial SS de uniforme, julgariam tratar-se de um acidente não voltariam a falar no caso. Mas não devo fazê-lo. Primeiro tenho que denunciar o que vi aqui. As câmaras lotam. 'Encher bem!', ordenara Wirth. As pessoas estão de tal modo apertadas que pisam os pés uma das outras. Há 700, 800 pessoas em 25m² e 45 m². Os SS os colocam como numa prensa, tal como folhas de um livro. As portas são fechadas. Enquanto isso, os outros estão do lado de fora à espera, completamente nus, no inverno ou no verão. 'Estão aqui para morrer', diz um SS.

Compreendo então a inscrição que vi na entrada: 'Fundação Heckenholt'. Heckenholt é o encarregado do Diesel, um dos 3 ou 4 técnicos encarregados que construíram a instalação. São os gases de escape do diesel que matam aqueles infelizes. O diesel põe-se em movimento e até estes instantes todos permaneciam vivos: 4 vezes 750 homens em 4 vezes 45 m³. Decorreram mais 25 minutos. Agora muitos já morreram. Pode-se ver pela vigia: Uma lâmpada elétrica ilumina por momentos o interior da câmara. Passados 28 minutos, poucos restam com vida. 32 minutos: todos morreram.

Do lado de fora os homens do Kommando de trabalhadores abrem as portas de madeira. Como colunas de basalto, os homens ainda estão de pé nas câmaras, sem o menor espaço para cair ou dobrarem-se sobre si próprios.

A morte não separou os que pertencem às mesmas famílias, pois estão de mãos dadas. Custa muito a separá-los quando as câmaras são esvaziadas para o próximo carregamento. Despejam-se os corpos úmidos de suor e urina, as pernas cobertas de fezes. Atiram-se pelo ar os cadáveres das crianças. Não há tempo a perder. Duas dezenas de dentistas revistam as bocas com ganchos. Ouro à esquerda; não há ouro, à direita. Outros dentistas, com a ajuda de pinças e martelos, arrancam as peças de ouro e as coroas.

Entre eles, vai e vêm o capitão Wirth. Está no seu elemento. Procura-se nos cadáveres o ouro, os diamantes e as joias. Wirth chama: 'Veja o peso desta lata cheia de dentes de ouro. São os despojos de ontem e anteontem'. Numa linguagem incrivelmente cínica, diz-me: 'Não pode imaginar a quantidade de ouro, diamante e dólares que encontramos todos os dias! Vá ver com seus próprios olhos!' Wirth é capitão do exército imperial austríaco, cavaleiro da cruz de ferro, e tem agora a seu cargo o campo de kommandos dos trabalhadores judeus.

Nem em Belzec nem em Treblinka pessoa alguma se incomodou em contar ou em fazer o registro dos mortos. Os números eram calculados por aproximação, segundo o conteúdo dos vagões. O capitão Wirth rogou-me que não propusesse em Berlim, nenhuma modificação nas instalações que dirigia visto haverem provado sua eficácia.

No dia seguinte, 19/08/1942, partimos no carro do capitão Wirth para Treblinka, a 120 km de Varsóvia. As instalações eram mais ou menos as mesmas, porém muito maior que em Belzec. 8 câmaras de gás e montanhas de malas e roupas.

Ofereceram um banquete em nossa honra, ao velho estilo alemão, tão típico de Himmler. A comida foi simples, mas abundante. Himmler ordenara que se entregasse aos homens do kommando todas as bebidas alcoólicas, a carne e a manteiga que desejassem."
Mais sobre Christian Wirth:
"Ele era um homem alto de ombros largos, quarentão com uma face vulgar. Ele nasceu um criminoso, a besta extrema". Rudolf Reder - sobrevivente de Belzec.

"Wirth era mais que brutal. Em minha opinião, sua brutalidade era baseada mais em sua natureza humana do que em sua mentalidade política. Ele gritou, ofendeu e nos destratou, e bateu em membros da guarnição alemã no rosto. Não havia ninguém em Belzec que não tivesse medo de Wirth". Werner Dubois - Guarda SS em Belzec
**No texto postado na comunidade consta que o oficial era holandês, sendo que ele era alemão. O texto no blog já foi reproduzido com as correções feitas.

Fonte: Grande Crônica da Segunda Guerra Mundial - 3 volumes(Subtítulo: De Munique a Pearl Harbor, Stalingrado e Hiroxima); Editores: Claude Steban, Anka Muhlstein; Seleções do Reader's Digest
Título: "O Testamento de um SS"; Autor: Kurt Gerstein
Créditos: Antonio Freire
Obs: Trecho do relato reproduzido na comunidade Holocausto x "Revisionismo" em 2006.

Ver também:
Kurt Gerstein - Parte 1 - Um alemão como tanto outros: O peso de uma tradição (Blog avidanofront)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Gal. Vasily Petrenko e Auschwitz - Entrevista

General Vassily Petrenko*: entrevistado por Sanchia Berg para o 'Today', 'BBC Radio 4', 25 de Janeiro de 2001

"'As primeiras coisas que percebi no campo foram as construções em chamas, então eu disse para meus homens(a tropa) - 'O que está havendo lá?' Os soldados disseram que eles eram depósitos que haviam sido incendiados pelos alemães. Então eu disse, 'Bem, há qualquer um deixado em pé e que eu possa dar uma olhada e ver o que há dentro?' E eles disseram, 'Sim, nós apagamos o incêndio em dois deles.' Nós andamos, e eu entrei num e a primeira coisa que eu vi foi uma pilha de maletas - e elas estavam abertas. Elas estavam lotadas de botas de crianças.'

'...Eu já sabia que os alemães tinham campos especiais para matar pessoas. Quando vi todo esse material eu percebi imediatamente. Eu não tinha qualquer necessidade de ver outra coisa além disso, este era um lugar onde muitas pessoas foram assassinadas. Eu mesmo vi pilhas de óculos para as crianças pequenas - que é o que os Nazis estavam como se - quando eles mataram as crianças eles não arremessassem seus óculos quebrados. Eles mantiam todos eles e os armazenavam meticulosamente.'

'Não era apenas óculos e sapatos e roupas, claro havia também enormes feixes de cabelo de mulheres. De primeir não percebi do que se tratava, então alguém me contou, um dos oficiais da Inteligência. Esse é o cabelo de mulheres assassinadas pelos alemães e eu perguntei, 'Quantas mulheres você tem que matar pra conseguir esse monte de cabelo?' É uma coisa terrível até pra se pensar sobre e uma cois horrível de se ver.'

'Eu tinha lágrimas em meus olhos, Eu era apenas um indivíduo comum - Eu nunca havia feito qualquer crueldade - Eu nunca havia tido contato com qualquer coisa tão criminosa em toda minha vida. As atrocidades que eu vi lá, cometidas pelos alemães, eram horríveis...terrível...a pior coisa que você poderia imaginar.'"

'...ao mesmo tempo, eu era o oficial comandante - Eu tinha que tentar manter meus sentimentos em cheque. Não obstante, lágrimas estavam descendo de meus olhos, eu estava realmente transtornado. Eu estava absolutamente terrificado.'

'Eu penso que é absolutamente necessário ter uma dia de lembrança disto[como o 'Dia da Memória do Holocausto']. O mundo precisa saber o que aconteceu - e quem era culpado. As pessoas precisam saber os detalhes para impedir que isso aconteça novamente.'"


*No texto original exibido no site da BBC(link inativo) anos atrás e que acompanhava o áudio, escreveram o nome do General soviético como Vassily Petrenko, com dois 'esses', ao invés de Vasily Petrenko com um 'esse' apenas.

Fonte: BBC
Entrevistadora: Sanchia Berg
http://www.bbc.co.uk/history/worldwars/genocide/
Foto: Soho remembers humanity's shame (BBC)
http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/1137167.stm
General Vassily Petrenko : interviewed by Sanchia Berg for 'Today', BBC Radio 4, 25th January 2001
'Um dos libertadores de Auschwitz recorda'
"Audio: What General Vassily Petrenko a Russian Officer witnessed after liberation: in 1945, the Russian army liberated the Nazi concentration camp at Auschwitz. General Vassily Petrenko was a commanding officer who witnessed the appalling scenes in the early days after the liberation. Hear the audio of interview to Sanchia Berg."
http://www.bbc.co.uk/history/worldwars/genocide/general_petrenko_interview.shtml
http://literacyworks.org/kouroshfoundation/v6/1_holocaust_evidence.html
(Link do texto e áudio: inativo)
Tradução: Roberto Lucena

sábado, 5 de junho de 2010

Número de judeus húngaros gaseados na chegada a Auschwitz


(Esta é uma pequena atualização de um artigo anterior publicado por mim em outro lugar)

Tradicionalmente historiadores têm assumido que cerca de 400.000 judeus húngaros foram gaseados imediatamente após a chegada em Auschwitz, cerca de 90% de todos os judeus que foram deportados da Hungria.

No livro de 2002 Das Letzte Kapitel os historiadores alemães Christian Gerlach e Goetz Aly introduziram (mas não publicaram) um documento que nos auxilia a avaliar melhor o número de judeus húngaros que foram deportados para Auschwitz, mas que não foram gaseados imediatamente na chegada.

O documento está nos arquivos do Yad Vashem. E pode ser visualizado online aqui: HTTP://www.zchor.org/hungaria.htm.

É a “Lista de transporte (homens) para o campo de concentração Auschwitz II Birkenau, que chegaram entre 16 de Maio e Setembro de 1944” ("Zusammenstellung der in der Zeit vom 16.V. bis 20.9.1944 im Konzentrationslager Auschwitz II Birkenau eingetroffenen Transporte /Maenner/"). Segundo o documento, que foi emitido no dia 5 de agosto de 1945 em Lambach, e Leo Glaser, Diretor da Companhia Austríaca de Seguros em Viena ("Direktor der Versicherungsanstalt der österreichischen Bundesländer, Wien") confirmou a correção.

De acordo com carta de Glaser que está anexada à lista, esta foi enviada à autoridade americana em Linz, quando do julgamento de Belsen.

A página 6 do documento consiste no número de judeus homens selecionados para o trabalho que chegaram a Auschwitz nos transportes de maio a setembro de 1944. O seu valor consiste no fato de que as listas não têm só os judeus registrados, mas também o chamado “depósito de judeus” (Durchgangsjuden), que não eram mortos na chegada e nem registrados na chegada.

Quem foi Leo Glaser? Michael Mel, que escreveu uma nota nesta pesquisa online, atesta:

Eu deixei Glaser na véspera do Natal de 1944 em Auschwitz, na primeira marcha de evacuação para Loeslau (Wodzislaw Slaski). No período de 9 de julho a 24 de
dezembro de 1944 eu era um corredor (Laeufer) do Capo Kleiderkammer, ninguém
menos que Leo Glaser
.

Em pesquisa no DVD Der Auschwitz-Prozess.Tonbandmitschnitte, protokole und Dokumente (Berlim, Directmedia Verlag, 2004) podemos encontrar mais informações sobre Glaser. Na declaração de Wilhelm Boger feita em Ludwigsburg em 5 de julho de 1945, Leo Glaser foi identificado como uma pessoa que poderia dar informações confiáveis sobre o trabalho de Boger no campo e seu comportamento em relação aos presos; Boger deu vários detalhes específicos sobre a biografia de Glaser, paradeiro e família. Em uma declaração feita em Hamburgo, em 3 de dezembro de 1959, Kurt Knuth-Siebenlist alegou que Leo Glaser, um ex-Kapo do “Häftlingsbekleidungskammer em Birkenau”, que viveu em Viena, poderia fornecer mais detalhes sobre o comportamento de Pery Broad no campo. O Dr. Otto Wolken testemunhou durante o 20º dia do Julgamento de Auschwitz em Frankfurt (27 de fevereiro de 1964) sobre um determinado vienense, Kapo Glaser da “sauna” que lhe deu um par de sapatos certa vez.

Então, Leo Glaser estava em posição de fazer esta lista, uma vez que era o responsável por vestir os deportados que chegavam. No geral a confiabilidade de sua lista poder ser estabelecida em comparação com outras fontes conhecidas, como Auschwitz Chronicle de Danuta Czech. À partir dessa última comparação temos que os números de prisioneiros registrados correspondem exatamente ou muito perto de Czech, em muitos casos (ver tabela no final deste artigo). Por outro lado, muitos dos transportes constantes da lista de Glaser não são mencionados por Czech e vice-versa. Isso não prova que a lista de Glaser não é confiável, porque não devemos assumir que temos todas as informações sobre os transportes.

Como sabemos que Glaser não menciona os transportes efetivos em sua lista, podemos assumir que sua lista de transporte dos húngaros está completa? A lista mais completa até agora – lista de transporte dos húngaros passando por Kosice – contém 136 registros para o período de 14 de maio a 9 de julho. A lista de Glaser tem 142 registros para o período de 16 de maio a 11 de julho (Gerlach e Aly erroneamente declararam que 141 transportes estão listados; se desconsiderarmos dois registros que indicam que 3 e 5 judeus foram selecionados, então existem 140 transportes, se levarmos em conta, então temos 142 transportes). Assim, a informação de Glaser parece ser a mais completa informação disponível sobre os transportes húngaros.

Gerlach e Aly verificam a confiabilidade de Glaser de outra forma. Eles se referem ao testemunho de Otto Robicsek, que foi expulso de Oradea em 26 de junho de 1944, e em seguida, foi selecionado para trabalho forçado em Auschwitz juntamente com um grupo de 106 homens. Na verdade, um comboio com 206 homens aparece 3 dias depois na lista de Glaser (3 dias representa o tempo médio do trânsito dos trens). Existe também uma correspondência entre a lista de Glaser e as listas de Kosice. Por exemplo, ha uma pausa nas deportações entre 16 de junho e 25 de junho, nas listas de Kosice e entre 18 de junho e 27 de junho na lista de Glaser.

Segundo Gerlach e Aly, 55.937 judeus homens da Hungria foram selecionados para o trabalho entre 16 de maio e 11 de julho. Após examinar o documento, fica claro que os autores estão errados, apenas cerca de 52.000 judeus húngaros estão listados para esse período.

Glaser afirma em sua carta que “o número de mulheres que chegaram é quase o mesmo que os homens, se não for um pouco mais alto.” Os autores argumentam que, se os homens judeus constituíam 50% de todos os judeus húngaros selecionados para o trabalho, cerca de 110.000 judeus húngaros foram selecionados para o trabalho.

Eles provam que a sua hipótese é razoável, referindo-se a um relatório de Oswald Pohl para Himmler de 24 de maio de 1944, segundo o qual 50% dos judeus selecionados para trabalhar eram mulheres. Eles também listam outras evidências, apoiando sua tese. Por exemplo, eles se referem a uma declaração apresentada por Dieter Wisliceny, que afirmou que 458.000 judeus húngaros foram deportados para Auschwitz durante a ação húngara (este número é muito alto) e que 108.000 deles foram selecionados para o trabalho. Segundo os autores, tanto Hoess e Wisliceny estimaram no pós-guerra que de 25 a 30 por cento dos judeus húngaros foram selecionados para o trabalho.

Gerlach e Aly citam que os 4 transportes redirecionados para Strasshof consistiam em cerca de 15.000 judeus húngaros. Presumindo que o número de Veesenmayer de 437.402 judeus está correto, e subtraindo os 15.000 que foram para Strasshof e 104.000 judeus não gaseados na chegada, e arredondando o resultado, podemos concluir que cerca de 320.000 judeus húngaros foram gaseados na chegada, e não cerca de 400.000, como tem sido assumido pelos historiadores até recentemente.

Claro que, muitos judeus selecionados para o trabalho morreram mais tarde por causa das condições cruéis em outros campos. E muitos dos Durchgangsjuden também não escaparam das câmaras de gás vindo de Staerkemeldungen, , em que o Sonderbehandlung também foi aplicado para o “depósito de judeus”.


Diante do exposto, o total de judeus mortos em Auschwitz está mais perto de 900.000 e o total de mortos está mais perto de 1.000.000. O Prof. Robert Jan van Pelt profeticamente escreveu em seu relatório de 1999, como perito no Julgamento de Irving X Lipstadt:

Como um acadêmico sobre a história de Auschwitz, eu revi a metodologia do
Dr.Piper e suas conclusões, tanto na conversação, através do estudo dos seus
escritos, e por considerar as provas que apresentou, e estou plenamente convicto
de aderir ao consenso acadêmico que ele matou o assunto. E enquanto não é
impossível que em algum momento futuro, eles poderão ser revistos, se, por
exemplo, tivermos mais informações disponíveis sobre o número de
Durchgangsjuden, eu não espero que essa revisão vá além do alcance de cerca de
10 por cento. Mesmo se o número total de vítimas judias de Auschwitz se
aproximar dos 900.000 ou 1.000.000, Auschwitz irá permanecer no centro do
Holocausto, e como tal, o provável foco dos negadores do Holocausto.

Para maiores informações sobre a lista de Glaser, ver as notas de pesquisa de Michael Honey.

(Ver tabela original no link da fonte)

Fonte: Holocaust Controversies

Ver também:
Números do Holocausto - Ciganos (Estimativa do número de mortos)
Números do Holocausto - Estimativa de judeus mortos
Números do Holocausto por Raul Hilberg
5 milhões de vítimas não judias? (1ª Parte)
5 milhões de vítimas não judias? (2ª Parte)
Auschwitz e os números de mortos (por Robert Jan Van Pelt)
Números de vítimas do Holocausto por país em relação aos números da populaçao de 1937

1952: Criado o Arquivo Nacional Alemão

No dia 3 de junho de 1952, foi fundado na cidade de Koblenz um arquivo central, onde estão guardados, entre outros, importantes documentos do tempo do nazismo.

(Foto) Funcionário do Arquivo Nacional expõe 'Os direitos elementares do povo alemão', de 1848

É enorme a quantidade de documentos guardados no registro nacional da Alemanha, na cidade de Koblenz. Colocadas lado a lado, as estantes do Arquivo Central cobririam uma distância de 250 quilômetros. Na sua inauguração, o arquivo possuía apenas sete funcionários. Hoje em dia, são 260, e mais 580 nas filiais de Aachen, Bayreuth, Frankfurt, Potsdam e Rastatt.

Embora, na época de sua fundação, a escolha de Koblenz para sede tenha sido motivo de controvérsia – pois alguns queriam que fosse Bonn, sede provisória do governo da Alemanha Federal –, com o passar do tempo a polêmica acabou sendo esquecida.

A tarefa primordial do Arquivo Central continua sendo, até hoje, a documentação dos acontecimentos na Alemanha, através do arquivamento dos atos do governo. Com exceção dos documentos do tempo do nazismo e da ex-Alemanha Oriental, os registros do governo são guardados durante 30 anos.

Aberto a consultas particulares

Em 1986, o arquivo ganhou uma sede nova, mas continuou na cidade onde se encontram os rios Reno e Mosela. Mais tarde, com a unificação alemã, enriqueceu seu acervo com documentos históricos da ex-República Democrática Alemã (RDA). Cada uma das filiais é dedicada a um setor específico, como o arquivo militar, que fica em Freiburg, ou o cinematográfico, em Berlim.

A partir de 1987, uma alteração na legislação regulamentou o uso do arquivo central. Cada cidadão alemão pode consultar o acervo, seja para objetivos jornalísticos, científicos ou da administração pública, desde que o faça em pedido oficial, justificando o motivo de seu interesse.

Estão armazenados no arquivo documentos desde 1815, passando pelo Deutsches Reich (o Império Alemão, de 1867/71-1945), pelos tempos da ocupação doa Aliados (1945-1949), pela República Democrática Alemã (1949-1990) e a República Federal da Alemanha (a partir de 1949).

Ernst Meinhardt (rw)

Fonte: Deustsche Welle
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,566097,00.html?maca=bra-rss-br-top-1029-rdf

Ernst Meinhardt (rw)

Site do Arquivo Central da Alemanha
Com informações sobre o centro de documentação e suas filiais (em alemão)

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