segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Holocausto cigano: ontem e hoje

Familia Aristich-Marcovich, Chile 1918
Em 1496: auge do pensamento “humanista”. Os povos rom (ciganos) da Alemanha, são declarados “traidores dos países cristãos, espiões a soldo dos turcos, portadores da peste, bruxos, bandidos e sequestradores de crianças”.

1710: século “das luzes e da razão”. Um edito ordena que os ciganos adultos de Praga sejam enforcados sem julgamento. Os jovens e as mulheres são mutilados. Na Bohemia, que lhes sejam cortada a orelha esquerda. Na Morávia, a orelha direita.

1899: clímax “da modernidade e do progresso”. A polícia da Baviera cria a Seção Especial de “assuntos ciganos”. Em 1929, a seção foi elevada à categoria de Central Nacional, e trasladada para Munique. Em 1937, se instala em Berlim. Quatro anos depois, meio milhão de ciganos morrem nos campos de concentração da Europa central e do leste.

2010: fim das “metanarrativas” e das “ideologias” (sic). Na Itália, (onde nasceu a “razão do Estado”), e na França (sede mundial da reunião intelectual), os gabinetes em exercício de ambos os governos (com forte apoio popular, ou seja, “democráticos”), ficham e deportam milhares de ciganos para a Bulgária e Romênia.

A tragédia dos Roma começou nos Balcãs. Qual drama europeu não começou nos Balcãs? Em meados do século XV, o príncipe Vlad Dracul (o Demônio, um dos heróis nacionais na resistência contra os turcos), regressou de uma batalha devedora na Bulgária com 12 mil escravos ciganos. Por certo... não era cigano o misterioso cocheiro do conde Drácula?

O doutor Hans Globke, um dos redatores das leis de Nuremberg sobre a classificação da população alemã (1935), declarou: os ciganos são de sangue estrangeiro. Estrangeiros de onde? Sem poder negar que “cientificamente” eram de origem ária, o professor Hans F. Guenther os classificou numa categoria à parte: Rassengemische (mistura indeterminada).

Em sua tese de doutorado, Eva Justin (assistente do doutor Robert Ritter, da seção de investigações raciais do Ministério da Saúde alemã), afirmava que o sangue cigano “era enormemente perigoso para a pureza da raça alemã”. E um tal doutor Portschy enviou um memorando a Hitler sugerindo-lhe que eles sejam submetidos a trabalhos forçados e a esterilização em massa, porque punham em perigo “o sangue puro do campesinato alemão”.

Qualificados como “criminosos inveterados”, os ciganos começaram a ser determinados em massa, e a partir de 1938 os internaram em blocos especiais nos campos de Buchenwald, Mauthausen, Gusen, Dautmergen, Natzweiler e Flossenburg.

Num campo em sua propriedade de Ravensbruck, Heinrich Himmler, chefe da Gestapo (SS), criou um espaço para sacrificar as mulheres ciganas que eram submetidas a experimentos médicos. Esterilizaram 120 crianças ciganas. No hospital Dusseldorf-Lierenfeld esterilizou-se as ciganas casadas com não ciganos.

Mais milhares de ciganos foram deportados da Bélgica, Holanda e França ao campo polonês de Auschwitz. Em suas Memórias, Rudolf Hoess (comandante de Auschwitz), conta que entre os deportados ciganos havia velhos quase centenários, mulheres grávidas e um grande número de crianças.

No gueto de Lödz (Polônia), as condições ficaram tão extremas, que nenhum dos 5 mil ciganos sobreviveu. Trinta mil mais morreram nos campos poloneses de Belzec, Treblinka, Sobibor e Majdanek.

Durante a invasão alemã à União Soviética (Ucrânia, Crimeia e os países bálticos) os nazis fuzilaram em Simferopol (Ucrânia) 800 homens, mulheres e crianças na noite de Natal de 1941. Na Iugoslávia, executava-se por igual a ciganos e judeus no bosque de Jajnice. Os campesinos recordam todavia dos gritos das crianças levadas aos lugares de execução.

Segundo consta nos arquivos dos Einsatzgruppen (patrulhas móveis de extermínio do exército alemão), haviam sido assassinados 300 mil ciganos na URSS, e a 28 mil na Iugoslávia. O historiador austríaco Raul Hilberg, estima que antes da guerra viviam na Alemanha cerca de 34 mil ciganos. Ignora-se o número de sobreviventes.

Nos campos de extermínio, só o amor dos ciganos pela música foi às vezes um consolo. Em Auschwitz, famintos e cheios de piolhos, juntavam-se para tocar e alentavam as crianças para dançar. Mas também era legendária a coragem dos guerrilheiros ciganos que militavam na resistência polonesa na região de Nieswiez.

“Também eu tinha / uma grande família / foi assassinada pela Legião Negra / homens e mulheres foram esquartejados / entre eles também pequenas crianças” [versos do hino Roma, Gelem, gelem (Caminhei, caminhei)].

As exigências de assimilação, expulsão ou eliminação (não necessariamente nessa ordem) justificariam a afeição dos povos Roma pelos talismãs. Os ciganos levam três nomes: um para os documentos de identidade do país onde vivem; outro para a comunidade, e um terceiro que a mãe canta durante meses ao ouvido do recém-nascido.

Esse nome, secreto, servirá como talismã para protegê-lo contra todo o mal.

DEPOIS DA GUERRA

Depois da guerra, os países aliados dissolveram o Estado nazi alemão e suas lideranças foram julgadas por crimes contra a humanidade (Nuremberg, 1945-1946). Em inícios de 1950, quando começou a negociação das indenizações pelo Holocausto, o novo Estado alemão estimou que só os judeus tinham direito a elas.

Sem organizações políticas que os defendessem, os povos Roma(ciganos) foram ignorados e excluídos. O governo democrata-cristão de Konrad Adenauer afirmou que as medidas de extermínio tomadas contra os ciganos antes de 1943, eram “políticas legítimas do Estado”. Mas os sobreviventes a este ano tampouco cobraram um centavo.

A polícia criminal da Bavária ficou como responsável dos arquivos do doutor Robert Ritter, o especialista nazi sobre os Roma que não foi condenado. Ritter retornou à atividade acadêmica e em 1951 se suicidou. Recentemente em 1982, o chanceler social-cristão Helmut Kohl reconheceu o genocídio dos Roma. Em tempo: a maioria que houvera tido direito à restituição já havia morrido.

Contudo, a ira da Suíça contra os yenishes (assim chamam os ciganos no país de Heidi) foi mais... discreto? Durante cerca de meio século (desde 1926), com ajuda da polícia e do clero, a Obra de Assistência às Crianças de Rua, da muito respeitável Fundação Pró-Juventude, arrancou de suas famílias mais de 600 crianças ciganas.

O doutor Alfred Siegfried (1890-1972), diretor e fundador da obra, foi um psicopata ferozmente decidido a “vencer o mal do nomadismo”. Num informe sobre suas atividades (1964), Siegfred afirmou que “...o nomadismo, como algumas enfermidades perigosas, é transmitido principalmente pelas mulheres... todos os ciganos são maus, mentem, roubam...”.

O financiamento oficial se manteve até 1967, e em 1973 a “obra” se dissolveu. Mas, de acordo com uma lei de 1987, tudo o que foi relativo a seus experimentos médicos com crianças ciganas poderia ser revisado dentro de... cem anos. Em 1996, a Confederação Helvética(Suíça) reconheceu sua responsabilidade moral, política e financeira acerca da Pró-Juventude encarregada de “proteger as crianças ameaçadas de abandono e vagabundagem”.

Mais de três quartos da população mundial de ciganos (12 a 14 milhões), vive nos países da Europa central e do leste. Mas só na Iugoslávia de Tito os Roma conseguiram ser reconhecidos como uma minoria com os mesmos direitos de croatas, albaneses e macedônios. Não obstante, depois do “reordenamento balcânico” que teve lugar no decênio de 1990, dez mil ciganos bósnios se refugiaram em Berlim.

Na Romênia os ciganos tiveram que sobreviver à ditadura de Ceausescu. O “socialismo real” reforçou os tenebrosos orfanatos que funcionavam desde a época da monarquia, e neles colocou a milhares de crianças Roma. Ceausescu caiu e o “livre mercado” foi mais duro ainda. As tendas de alguns ciganos, que tiveram sucessos econômicos com a liberalização da economia, foram saqueadas.

A deportação em massa de ciganos para Romênia e Bulgária, ordenada pelo governo do presidente francês, Nicolas Sarkozy, resulta particularmente perversa. Segundo país mais pobre da União Europeia, a população da Romênia é sumamente hostil aos 2 milhões de ciganos que ali vivem, e além disso mais de um governo que para cumprir com o FMI acaba de baixar 25 por cento o salário dos funcionários e subir o IVA a 24 por cento.

Em dias passados, o presidente romeno, Traian Basescu, chamou de “cigana asquerosa” a uma jornalista e o chanceler Teodor Baconschi declarou em fevereiro que “…algumas comunidades romenas têm problemas psicológicos (sic) relacionados com a delinquência, especialmente as comunidades ciganas”.

A situação dos ciganos na antiga Tchecoslováquia não levou à fúria como a romena. Até o momento da participação (1992), eram cidadãos. Depois, nem tchecos nem eslovacos os reconheceram como tais, apesar de haver vivido durante gerações no país.

Em julho de 1998, um cigano foi atacado e apunhalado por um skinhead(neonazi) em Pisek, pequena cidade ao sul da Boêmia checa. Pisek está situada a poucos quilômetros do campo de concentração de Lety, estabelecido pelos checos e só para ciganos, em tempos da ocupação alemã. E de Lety, eles eram enviados aos campos nazis de extermínio.

Por sua parte, os vizinhos da cidade eslovaca de Michalovce acabam de concluir um muro de 500 metros para evitar a passagem dos ciganos que habitam uma aldeia próxima. A obra recebeu o apoio das autoridades. Em finais de 2009, obras similares isolaram os ciganos nas cidades de Ostrovany, Secovec, Lomnicka e Trebisov.

E desta maneira o holocausto silencioso e consentido pelos cruzados da União Europeia, os meios de comunicação da “aldeia global” conseguem o que queriam. No 30 de agosto passado, a CNN informou de um assassino que matou oito pessoas, ferindo a mais 14 na Bratislava, capital de Eslováquia. Em parte alguma da notícia a CNN esclareceu que todas as vítimas eram ciganos.

Da civilização versus a barbárie, a barbárie da civilização.
Por José Steinsleger
Jornalista argentino-mexicano, colunista de La Jornada
Fonte: http://www.surysur.net/

Fotografia: Familia Aristich-Marcovich ao chegar ao Chile em 1918.
Mais informação sobre ciganos no Chile:
Ciganos: 1.000 anos de viagens no corpo
http://www.gitanoschile.cl/
gitanosdechile.blogspot.com
Ciganos do Chile

Fonte: La Jornada/El Ciudadano
http://www.elciudadano.cl/2010/09/09/el-holocausto-gitano-ayer-y-hoy/
Tradução: Roberto Lucena

Observação: quando fui traduzir o texto notei que já havia algumas traduções de parte do texto publicadas pela rede. Achei-as quando procurei pela tradução correta dos nomes de lugares que aparecem no texto(como "Simferopol"), por isso que esta tradução não é uma cópia de outras. Todas as traduções colocadas no blog, traduzidas pelos postantes, não são cópias. Sempre que houver ou há uma cópia de algum texto ou tradução será citada a fonte de origem, sendo que esta tradução é do texto completo. Eu o havia guardado pra traduzir depois e acabou não dando pra postar rápido, por isso que só o estou publicando agora.

Texto revisado em: 09.04.2014

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

David Irving - Visita de negacionista pró-nazi à Polônia gera polêmica

Visita de "historiador" à Polônia que nega holocausto gera polêmica

Varsóvia, 21 set (EFE).- A presença na Polônia do polêmico "historiador" britânico David Irving, conhecido por negar o Holocausto, como guia de um grupo de turistas por locais emblemáticos da Segunda Guerra Mundial, foi classificada de "escandalosa" por várias organizações locais.

De hoje até o fim do mês, Irving acompanhará vários "amantes da história" britânicos e americanos em uma viagem com visitas previstas ao campo de concentração nazista de Treblinka, os restos do Gueto judeu de Varsóvia e a antiga prisão alemã de Pawiak.

Meios locais confirmam nesta terça que Irving chegou ontem à Polônia, embora não se saiba onde ele está e o número de turistas a quem contará sua visão particular do Holocausto, mas se sabe que cada um pagou cerca de 2 mil euros pelos seus serviços.

A visita de Irving não agrada ao país. ONGs já pediram às autoridades que impeçam sua permanência porque consideram "um insulto às vítimas da Segunda Guerra Mundial e do Holocausto".

Estima-se que 6 milhões de poloneses morreram no conflito armado. Em 2006, Irving foi detido na Áustria e condenado por fazer apologia ao nazismo em discurso de 1989.

O britânico é autor de mais de 30 livros sobre o Terceiro Reich e é conhecido por suas teorias nas quais questiona a veracidade do Holocausto.

Fonte: EFE
http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5iSLlHR_gVYCgjwPBUepJ7tjzJIuQ

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A fuga dos alemães(Die Flucht der Deutschen) - Der Spiegel(2002)

Die Flucht der Deutschen(A fuga dos alemães) - Matéria da Der Spiegel

Artigo publicado numa edição especial da revista Der Spiegel(2002), sobre a fuga e expulsão dos alemães étnicos, no final da II Guerra Mundial.

"Pai, atire em mim"

Milhões de pessoas - mulheres, crianças, velhos - fugiram do Exército Vermelho nos últimos meses da guerra. Para centenas de milhares, a jornada terminou em inferno - elas se afogaram, foram fuziladas ou estupradas.

Em Nemmersdorf, não há ninguém vivo que ainda se lembre. O lugar chama-se agora Majakovskoje, agora são russos que estão morando em pequenas casas com telhados cinzentos. Da ponte sobre o rio Angerapp, restam somente algumas pedras e um dos pilares.

Aqueles que puderam fugiram a tempo naquela hora - ou pelo menos depois.

Depois? Sequer houve um depois?

Em 21 de outubro de 1944, quando uma unidade avançada do Exército Vermelho tropeçou sobre o vilarejo prussiano-oriental de Nemmersdorf, a história terminou para milhões de alemães. O massacre de Nemmersdorf foi a premonição para fuga e expulsão, que levou tudo a se despedaçar em ódio, fome, humilhação, e medo. Centenas de milhares, talvez até mesmo dois milhões, não sobreviveram à catástrofe.

Quando, em 21 de outubro, a névoa da manhã ainda pairava sobre a paisagem prussiana-oriental, os tanques soviéticos do 2º batalhão da 25ª brigada de tanques percorria o beco Gumbinnen. Os homens exaustos do Exército Vermelho haviam lutado por dias a fim. A Wehrmacht estava defendendo obstinadamente as fronteiras orientais do Reich.

Por mais de três anos, o Landser havia conduzido a guerra de Hitler à aniquilação em solo polonês, russo, ucraniano e letão - e foi devolvido. Agora as tropas de Stalin, pela primeira vez, entravam em áreas de assentamento alemão. Em Nemmersdorf, à frente dos tanques soviéticos no pequeno dique que levava à ponte através do Angerapp, havia carroças lotadas de famílias camponesas que haviam fugido das fazendas e comunidades vizinhas. O caminho a oeste levava ao outro lado do rio. Quando viu a ponte, o comandante mandou correr à toda velocidade. Às 7:30, elas havia sido tomada, com os tanques deixando para trás, sobre o dique, um emaranhado de cadáveres de cavalos, a madeira das carroças e, provavelmente, corpos humanos.

Gerda Meczulat vivia do outro lado do rio. Seu pai, Eduard, 71 anos, havia decidido não fugir. Os Meczulats não tinham uma carroça. Juntamente com outros aldeões, eles buscaram abrigo num porão. O que aconteceu lá não foi totalmente esclarecido até hoje. Gerda Meczulat depois relatou que os primeiros russos entraram no porão no início da manhã. Eles vasculharam a bagagem de mão, mas foram inesperadamente amistosos. Um deles até brincou com as crianças. Mas à tarde, um oficial apareceu e, em tom áspero, ordenou que os alemães saíssem.
"Quando nós saímos, havia soldados em ambos os lados da saída, com rifles prontos para atirar. Eu desmoronei, porque tenho pólio, fui erguida e não senti mais nada em toda a confusão. Quando recuperei meus sentidos, ouvi crianças chorando e rifles atirando. Então houve silêncio."
Gerda Meczulat sobreviveu gravemente ferida, porque o soldado que queria atirar nela mirou sem precisão. Ela foi a única sobrevivente.

Quando os homens da Wehrmacht tomaram de volta a comunidade de 637 almas no dia seguinte, eles encontraram no mínimo duas dúzias de cadáveres de mulheres, crianças e velhos. Soldados do Exército Vermelho os haviam fuzilado ou lhes golpeado as cabeças.

Quantas mulheres foram estupradas? É verdade que pessoas foram pregadas nuas numa porta de celeiro? Ou isso foi apenas a propaganda do Dr. Goebbels, que rapidamente exagerou o massacre como prova de que os soviéticos eram "bestas selvagens"?

Sobre os detalhes dos horríveis eventos em Nemmersdorf, historiadores e políticos expulsos estão discutindo até hoje, freqüentemente com ódio. Negadores? Revanchistas? Nemmersdorf tornou-se um símbolo do sofrimento alemão.

Uma coisa é certa: Em 21 de outubro de 1944, no quarto ano da guerra contra a União Soviética, Nemmersdorf mostrou que o povo de perpetradores havia se tornado um povo de vítimas.

Mas neste momento da história alemã, a catástrofe ainda poderia ter sido evitada. Pânico em massa, marchas da morte, bebês congelados, centenas de milhares de mulheres estupradas, mais de 33.000 pessoas afogadas no Báltico - todo esse horror caiu sobre a população somente porque Adolf Hitler e seus inescrupulosos senhores da guerra e gauleiters ainda falavam cegamente sobre a vitória final.

Defendendo cada metro quadrado do solo no leste até o último momento: esta frase tornou-se realidade, do modo mais terrível. O que teria sido, se ...? 2,5 milhões de alemães viviam na Prússia Oriental, 1,9 milhões na Pomerânia Oriental, 4,7 milhões na Silésia. Haveria muitas semanas, tempo para trazê-los em segurança, antes da chegada daquele inverno assassino que tornou-se tão frio que refugiados exaustos simplesmente congelavam em blocos à beira da estrada.

Mas na Alemanha de Hitler, era proibido fugir naquele outubro dourado de 1944. Num seminário do Gauleiter em Posen, Himmler havia anunciado que uma expansão do império alemão para o Leste estava obviamente prestes a acontecer. "Com certeza, nós aqui estamos criando as plantações de sangue germânico no Leste." Que imagem.

Assim, para o Gauleiter da Prússia Oriental, Erich Koch, certamente as preparações para fuga só poderiam ser um tipo infame de sabotagem. Servidores públicos e prefeitos da Gau receberam instruções para relatar qualquer um que planejasse qualquer coisa nesse sentido.

E havia a esperança, contra toda a razão, de que não ficaria tudo tão ruim. Nemersdorf, afinal, havia sido retomada. Os ataques aéreos de lá dificilmente tinham ocorrido aqui no leste - e não era aquele um outono de esplêndida beleza?

"A luz tão forte, o céu tão alto, a distância tão poderosa", assim o médico Hans Graf von Lehndorff descreveu em suas anotações daquele outubro o sentimento em seu lar, a terra do âmbar.

E apesar disso, todos sabiam que tudo estava acabado. Nunca mais eles veriam as cegonhas que nestes dias fugiam da Prússia Oriental na direção Sul.

Premonição de uma catástrofe: animais sem dono cruzavam os pastos, vindo de fazendas distantes do leste que já haviam sido abandonadas pelos seus proprietários. Nos campos em Preußisch Holland, havia estranhas construções sob uma camuflagem improvisada de tenda.

Aqui estavam as terras da jovem Marion Countess Döhnhoff, que secretamente tinha carroças de cavalo equipadas para fugir para o oeste. No escritório do Dr. Wander, prefeito de Insterburg, as cartas da entidade superior em Königsberg se amontoavam: "ultra-secreto" e "a ser colocado num cofre". Somente quando a senha "borboleta limão" fosse emitida, essas cartas deveriam ser entregues para os artesãos e representantes da economia de Insterburg: elas continham as instruções para enviar máquinas e suprimentos - mas não pessoas - para o oeste.

Quando, no dia seguinte aos eventos em Nemmersdorf, o prefeito pediu à liderança da Gau em Königsberg que enviasse trens de transporte para os refugiados do leste que já estavam superlotando a estação, perguntaram-lhe, em zombaria, se ele estava com febre. A sensação incômoda, mesmo durante a decoração da árvore de natal, de que a vida estava chegando ao fim e de que tudo viria abaixo, começou a se mostrar verdadeira logo em seguida: em 12 de janeiro de 1945, os tanques russos entraram na Prússia Oriental, e não havia nada para impedi-los. Não havia mais tempo para "borboleta limão" - agora as pessoas estavam fugindo para o oeste em pânico. Os trens que deixavam a estação de Königsberg estavam sobrecarregados já no primeiro dia.

Eram na maior parte as mulheres e crianças que deixavam suas casas e fazendas apressadamente. Os homens estavam ou servindo no front, ou eram considerados, sob a supervisão do NSDAP, como indispensáveis para a "Volkssturm", o último contingente de defesa. Três dias depois, quase nada funcionava. As ruas cobertas de neve estavam abarrotadas de refugiados em fuga, uma linha comprida de carroças de tenda puxadas por cavalos ou por pessoas, e pessoas com roupas grossas que haviam partido de suas casas com seus pertences mais importantes, alguns sacos e baldes cheios de comida.

Tudo o que eles possuíam tinha ficado para trás, as casas destrancadas, o gado desamarrado. E qualquer coisa pequena que trouxeram, eles também perderam na hora.

Sem chance de alcancar. As colunas se arrastavam lentamente, os cavalos escorregavam nas ruas congeladas. Esperando por horas a fio em entroncamentos ferroviários, onde transportes militares - vindos do front, indo para o front? - barravam seu caminho. Esperando em pé por horas a fio na noite gelada. Atrás das carroças, os velhos, envoltos em cobertas, haviam morrido de frio já durante as primeiras noites. O objetivo: os cruzamentos do Vistula em Marienburg e Dirschau. Porque, até o Vistula, com uma forte esperança, os russos não iriam.

O medo dos conquistadores espalhou-se pelas colinas com o vento frio do nordeste, da Prússia Oriental até a Silésia. A leste do rio Oder, trens especiais estavam trazendo massas de pessoas para a aparentemente protegida cidade de Breslau. O último transporte ocorreu em 18 de janeiro, e a partir daí as pessoas tiveram que ir a pé até lá também.

18 de janeiro: neste dia, tanques russos já estavam rodando pelo Warthegau, antiga Polônia, recentemente anexada à Alemanha. Na noite seguinte, um trem com mulheres e crianças partiu no sentido oeste a partir de Posen, mas como a evacuação começara muito tarde, os refugiados agora estavam caminhando sobre seus pés congelados. As trilhas estavam em pé na rua, com os refugiados ouvindo receosamente o ruído típico de trilhas de tanques - dos tanques russos.

Com a neve até a altura da barriga de seus cavalos, algumas famílias tentavam sair da fila atravessando os campos. Eles ficaram paralisados, tentando sobreviver à noite num celeiro, mas logo as fraldas dos bebês ficaram congeladas. E então as crianças morreram. Elas nem poderiam ser enterradas, porque a terra congelada estava dura como rocha. Animais selvagens as levavam de ambos os lados da estrada. E a neve continuava a cair.

Em 19 de janeiro, às 8 horas da manhã, o professor do vilarejo na cidade da Prússia Orienal de Gross-Nappen, condado de Osterode, veio até Lilly Sternberg e deu o alarme.

"O momento chegou, prepare sua jornada." Como centenas de outros, a senhora prussiana-oriental escreveu a história de seu sofrimento nos anos 50, para documentar a fuga e a expulsão. Este trabalho, que cobre milhares de páginas, foi compilado por historiadores em nome do Ministério dos Expelidos. A maioria dos testemunhos foram feitos sob juramento e constituem uma das mais impressionantes coleções sobre a miséria no final da guerra.

"Partam imediatamente! Somente com a bagagem de mão!", escreveu a Srª Sternberg. "Logo nós estávamos na rua do vilarejo, que estava cheia de mulheres em prantos." A partida: "As crianças acharam maravilhoso."

"Mãe, os russos, o que eles eles farão conosco?", uma das crianças perguntou a Lilly Sternberg. "Nada, eu digo, enquanto estou tremendo toda, nada, e eu coloquei minha mão sobre meus lábios."

Os russos, o que eles farão? Os piores rumores não são verdadeiros - a verdade é que é pior. A estudante de medicina Josefine Schleiter, tentando escapar da mesma área, viu como os tanques corriam em sua trilha.

"As carroças foram jogadas na vala, os cadáveres dos cavalos estavam caídos ao redor, homens, mulheres e crianças jazendo mortas." A estudante ouviu uma menina ferida dizer: "Pai, atire em mim!" Seu irmão também pediu: "Sim, pai, eu não tenho mais nada a esperar." E o pai, chorando: "esperem mais um pouco, crianças."

E então foi a vez dela. "Três sujeitos altos me agarraram e jogaram-me sobre o carro deles. O carro começou a se mover, e eu fiquei em pé em cima dele, observada pelo olhar predatório de um russo. Frio congelante. Eu não tinha comido nada desde o meio-dia. Um dos sujeitos sorriu: 'Frio?' Seguiram-se os momentos mais humilhantes da minha vida, os quais não podem ser descritos."

Quando o carro parou, a estudante saltou e fugiu para a floresta, correndo, correndo, correndo.

Havia um método por trás de tudo isso. Os estupros eram uma arma terrível dos soldados do Exército Vermelho, um meio de terror, como tortura, assassinato e incêndio.

Na Pomerânia Oriental, um trem com refugiados foi parado por soldados russos, e a locomotiva separada. "Todos pra fora!" Mulheres e crianças fugiam através da neve sobre os campos. No vilarejo de Dornitz, seus perseguidores os alcançaram. "Frau, komm!" foi a ordem temida. A garota Gabi Knopp, que o historiador do ZDF Guido Knopp menciona em seus relatórios sobre "A Grande Fuga", ainda não sabia o que essa ordem significava para ela. Ela ainda não tinha aprendido as verdades da vida.

Quem não viesse tinha certeza de que seria fuzilada. Um soldado russo que atacava refugiados amedrontados na Grande Dasekow Polonesa apontou para a mais nova. Sua irmã relatou: "Quando ela não se levantou imediatamente, ele foi até ela e apontou uma pistola para seu queixo. Todos nós gritamos bem alto, apenas minha irmã ficou lá sentada silenciosamente sem poder se mover. E então ele atirou nela."

Aqueles que ficaram para trás nos vilarejos, porque não podiam ou não queriam fugir, muitas vezes eram tratados pelos conquistadores de modo nada melhor do que as vítimas de Nemmersdorf. Quando os Arquivos Federais, na metade dos anos 70, avaliaram os relatórios das testemunhas, os cientistas contaram cerca de 3.300 dos chamados locais de crime a leste do Oder e Neisse, onde cidadãos alemães haviam sido espancados até à morte ou fuzilados, estupradas até à morte ou queimados vivos. Os Arquivos Federais concluíram que no mínimo 120.000 alemães haviam morrido na fuga.

Quantas pessoas, no total, morreram vítimas da fuga e expulsão, não foi esclarecido. Nos anos 50, o Escritório Federal de Estatísticas simplesmente estimou o número de alemães que antes de 1945 viviam a leste do Oder e Neisse e a partir disso deduziu o número daqueles que depois da guerra estavam vivendo na República Federal da Alemanha, Áustria ou República Democrática Alemã. A diferença era de mais de dois milhões.

Que esta ordem de magnitude devia ser muito alta ficou aparente na época, já a partir das listas de civis desaparecidos; somente cerca de um décimo - aprox. 200.000 pessoas - estavam sendo procurados por parentes e amigos. Até agora, entretanto, somente os Suábios do Danúbio [alemães étnicos da Iugoslávia, nota do tradutor R.M.] fizeram o esforço de documentar individualmente todas as vítimas - e reduziram pela metade as estimativas do Escritório Federal de Estatísticas para sua região.

Historiadores estimam em 1,4 mihão o número de mulheres que foram então estupradas. Depois disso, muitas delas deram fim às suas próprias vidas, em revolta ou horror. Meses depois - relataram as testemunhas - as crianças que chegavam com segurança no oeste ainda estavam brincando de "Frau, komm!" nos campos de refugiados.

O Exército Vermelho nunca fora especialmente disciplinado, e além disso tinha sido atacado violentamente pela guerra. Não havia a partida do lar, jovens tinham que entrar nos abrigos subterrâneos com lança-chamas ou observar as entranhas saindo das barrigas de camaradas feridos, sem nunca terem tido chance de processarem tais experiências. "Logo depois de um ataque, era melhor você não olhar nos olhos deles", escreveu um médico de campo russo, "não havia nada de humano ali"

A aniquilação de milhões de pessoas, que Hitler havia planejado para os russos, Stálin não havia previsto para os alemães. Mas quando o Exército Vermelho alcançou a fronteira oesta da União Soviética, muitos estavam cansados, e para levantar o moral, os generais de Stalin afrouxaram os controles que mesmo na guerra impediam que os soldados se tornarem assassinos.

Mais de mil jornais do exército haviam semeado o ódio que era agora necessário para vencer. Por exemplo, a proclamação de Ilya Ehrenburg: "Se durante o dia você não matou um alemão, seu dia foi perdido. Não conte os dias, não conte as camisas, conte somente uma coisa: os alemães que você matou. Mate os alemães."

A ordem do dia do 1º Front Bielo-Russo antes do ataque ao Reich lê-se da seguinte forma: "É chegado o momento de acertar contas com os carrascos nazi-fascistas alemães. Grande e intenso é o nosso ódio. Nós vingaremos aqueles que queimaram nos fornos do inferno, aqueles que se asfixiaram nas câmaras de gás, nós faremos uma vingança cruel por todas as coisas."

Parece que os generais de Stalin subestimaram os efeitos de sua propaganda. Uma pequena pilhagem, alguns excessos, era o que eles tinham em mente.

Mas as ondas de assassinato e destruição na Prússia Oriental e na Silésia aparentemente também amedrontaram a liderança russa. No décimo dia da ofensiva de inverno na curva do rio Vistula, o alto comando do 2º Front Bielo-Russo ordenou a supressão de "roubo, pilhagem, incêndios e orgias alcoólicas". Entretanto, Stalin cancelara a propaganda de ódio somente quando suas tropas haviam cruzado o Oder e Neisse e alcançado o solo que o líder do Kremlin planejara deixar para os alemães no futuro - a Alemanha Oriental.

O que se abateu sobre os alemães no leste certamente não tinha ocorrido na Europa Central desde a paz de Münster e Osnabrück em 1648. Naquela época, depois do fim da Guerra dos Trinta Anos, os comandantes haviam conseguido transformar seus negócios sangrentos numa questão razoavelmente organizada. Desde então, era comum promover guerras entre estados e soldados treinados, preferivelmente em algum lugar distante, onde os civis não fossem perturbados ou molestados.

Nos séculos seguintes, a guerra foi civilizada em forma de gabinetes de guerra, e até mesmo as armas e os meios de fazer a guerra foram estabelecidos contratualmente - estupros não eram parte dela. A guerra, que era o aspecto mais importante, tinha um objetivo, e esse objetivo era a paz, embora sob as condições do vencedor.

Mas agora todas as barreiras internas pelas quais a guerra havia sido "delimitada", como o cientista político Herfried Münkler de Berlim colocou, haviam sido derrubadas. A guerra selvagem, a guerra total: essa era a guerra de Adolf Hitler, a guerra da violência ilimitada. A aniquilação total, e não a paz, era seu objetivo.

Já em maio de 1941, os burocratas de Hitler haviam emitido o temido "decreto de justiça militar", que permitia que soldados alemães matassem civis soviéticos impunemente. Cerca de 11 milhões de civis morreram em conseqüência da guerra no império de Stalin.

Foram os comandantes de Hitler que inventaram isso: transformar pessoas em material de guerra, em unidade sem alma como barreiras anti-tanque e obuses, baratos e disponíveis em qualquer lugar.

Cidade completamente sem fortificação, como Breslau na Silésia, foram declaradas fortalezas, consistindo de nada mais que massas de pessoas. Um Muro Oriental feito de corpos humanos deveria se manter em pé contra os tanques bolcheviques. "Cada bloco de casas, cada vilarejo, cada fazenda, cada vala, cada arbusto", declarou Heinrich Himmler, "será defendido por homens, meninos, velhos e - se necessário - por mulheres e meninas." Breslau, com seus 630.000 civis, deveria resistir ao Exército Vermelho; canhões deveriam ser dispostos em todo o lugar. Primeiramente, as mulheres e crianças sem utilidade para a defesa marcharam a pé para Oppau, conforme ordenado pelo Gauleiter Karl Hanke. Por não haver veículos, e na estação de Freiburg, de onde os trens partiam para o oeste, já havia pânico em massa. A polícia ferroviária juntou centenas de pequenos corpos pisoteados quando o trem finalmente havia partido.

"As pessoas continuavam desnorteadas nas ruas. Muitas mulheres caíam chorando. Os bondes estavam superlotados, todos rodavam gratuitamente nesses últimos dias." Assim recordou Elisabeth Erbrich, que no dia seguinte fazia 20 anos de serviço na associação camponesa, e que também seguia em seu caminho. "Esse dia se tornou o mais difícil de toda a minha vida." Ela usava suas roupas de baixo e tantas roupas quantas podia vestir por cima, carregava uma mochila e frango cozido numa sacola de mão. Folhetos choviam do céu: "Alemães, rendam-se, nada acontecerá a vocês." Elizabeth Erbrich, entretanto, tinha que se juntar à interminável jornada para o oeste através da neve, junto com centenas de milhares de outras mulheres e crianças, a temperaturas de 16 graus centígrados abaixo de zero. Milhares perderam suas vidas nesta marcha a partir de Breslau. No dia seguinte, as garotas BDM da cidade receberam instruções para irem ao local da trilha das lágrimas, para "recolherem as bonecas ao longo do caminho".

Que bonecas? Eram todos bebês congelados, que tinham sido deixados para trás por suas mães.

Em Quittanien, a onze quilômetros de distância de Preussisch-Holland, Countess Döhnhoff havia morado por uns anos. "Ninguém", ela suspeitava na noite de sua fuga, "pronunciará novamente estes nomes." A maioria das pessoas que deve ir é deixada com a certeza de que suas casas continuarão a existir mesmo sem elas - na realidade, não apenas como uma imagem. O adeus das pessoas além do Oder, por outro lado, parecia como o fim do mundo.

O fim de um mundo é o que realmente foi. Por séculos, alemães e judeus haviam sido as minorias mais significativas na Europa Oriental. Mas Hitler primeiro tinha assassinado os judeus, e então a guerra que ele começara também levou o mundo alemão ao caos. Na idade média, os antepassados dos Krockows e dos Döhnhoffs, dos Matzkereits e Dubinskis, haviam ido para o leste. Eles tinham fundado cidades e colonizado terras - aparentemente constantes na história alemã.

Férias na praia da colônia de férias prussiana-oriental de Cranz, ou no balneário medicinal de Bad Warmbrunn, eram tão populares entre muitos alemães quanto são hoje as férias em Travemünde ou em Königssee. Todos as conheciam: o arqui-reacionário Junker, que já era considerado um intelectual se ordenasse o calendário de caça de Berlim, ou os miseráveis fiandeiros cujo destino recebeu um monumento literário de Gerhart Hauptmann.

A guerra de Hitler não deixou para trás quase nada do mundo alemão no Leste, somente as cidades e vilarejos vazios. "Trudchen, minha cozinheira, ainda tinha preparado um jantar", escreveu a Countess Dönhoff sobre sua fuga. "Nós comemos alguma coisa juntas rapidamente. Quando nos levantamos, deixamos a comida e a prataria na mesa e fomos para a porta pela última vez, deixando-a destrancada. Era meia-noite."

26 de janeiro: A maior parte da Prússia Oriental havia sido dividida e conquistada. A jornada dos Dönhoff, embora eles tivessem conseguido escapar do caldeirão, perderam coragem. Resignadas, as pessoas retornavam - melhor ir de volta para os russos que congelar até à morte na tempestade de neve. Somente Countess volta seu cavalo para o oeste e cavalga através da noite gélida em direção ao Vístula. Agora os prussianos-orientais só deixaram o caminho pela água. A partir de Königsberg, uma pequena faixa leva ao porto salvador de Pillau, onde navios de refugiados estão sendo carregados. Para a maioria deles, o caminho a pé para a costa leva através do congelado Frisches Haff, que se estende de Königsberg até Dantzig como uma barra em frente à Prussia Oriental, separada do Báltico apenas por uma pequena faixa de terra, a Frische Nehrung.

Para muitos milhares, este era o único caminho para a liberdade.

Heiligenbeil sobre o Haff: pela última vez, as pessoas têm solo firme sobre seus pés. A partir daqui, eles precisam cruzar o gelo. Sobre o novo cemitério, os corpos recolhidos daqueles que congelaram até à morte são enterrados todos os dias às duas e meia, 50 em média recebendo sua última bênção dentro de sacos de papel. Não restaram caixões.

Novamente, um dia radiante de inverno. O branco da enorme superfície gelada machuca os olhos. O caminho através do Haff mede 20 quilômetros. Foi marcado pelos soldados com pequenas árvores, mas essas não são mais necessárias. Em vez delas marcam o caminho aqueles que congelaram até à morte e foram simplesmente deixados para trás, animais mortos e carroças despedaçadas - e os buracos no gelo.

Várias carroças haviam quebrado nesses buracos. Pessoas e cavalos simplesmente desapareciam na água negra. A caravana interminável faz pequenas curvas ao redor desses locais. Uma horrível fuga. O céu no horizonte brilha em tom vermelho sangue e violeta - aquelas são as cidades incendiadas já alcançadas pelos russos. Na noite, fica ainda mais frio, mas os aviões não podem enxergar as colunas em marcha. A fonte de água subindo alto no ar durante o dia quando uma bomba arrebenta o gelo pode ser vista de muito longe. Um colegial de Lyck na Prússia Oriental fazia seu caminho junto com sua mãe e irmã: "O gelo estava quebrando. Em alguns lugares, nós tínhamos que andar com dificuldade com a água a 25 centímetros de altura. Com varas nós constantemente sentíamos o solo na nossa frente. Crateras de bombas nos forçavam a fazer retornos. Muitas vezes escorregávamos e pensávamos estar perdidos. Mas o pânico da morte espantava os tremores de frio que percorriam o corpo."

Os ataques dos aviões rasantes do Exército Vermelho contra os refugiados indefesos, cujos corpos destacavam-se do gelo coberto de neve como figuras numa galeria de tiro-ao-alvo, transformou o Haff num símbolo dos crimes de guerra soviéticos. Quando a primavera chegou e o gelo se partiu, a água trouxe milhares de corpos para a costa.

Estação de fuga de Pillau: A pequena cidade portuária no Nehrung não pode lidar com esta onda de imigrantes congelados. Em 26 de janeiro, também as fábricas de munições explodiram ali, devastando grandes áreas da cidade. No cais do porto, uma parede de pessoas aguardava em pé pela passagem para um navio. Aqueles da multidão confusa que caíam na água gelada não tinham chance.

No domingo de 28 de janeiro, 8.000 refugiados são aguardados, mas 28.000 desembarcam, muitos por navios vindos de uma distância próxima a Königsberg. A marinha provisoriamente abriga essas pessoas em alojamentos.

Quando barcos fazem a abordagem para levar os passageiros aos grandes navios parados no Báltico, o caos normalmente estourava no cais. Mulheres jogavam seus filhos para os salvadores para que pelo menos eles tivessem um lugar no navio - e para impedir que eles fossem esmagados pela multidão.

No anoitecer desse dia, o Gauleiter em Königsberg emite uma senha para os chefes dos escritórios administrativos na cidade: reunião em Fischhausen na manhã seguinte. Este lugar se localiza na estrada para Pillau. Uma ordem velada para fuga.

Depois disso não há impedimentos. Logo, milhares estão fazendo seu caminho através da tempestade de neve na rua para Fischhausen. Próximo ao vilarejo de Metgethen - um nome mais tarde tão bem conhecido como Nemmersdorf - soldados soviéticos atacam os refugiados e fazem um banho de sangue.

O médico Graf Lehndorff ficou para trás em Königsberg e escreveu em seu diário: "Onde quer que você escute, em todo o lugar, ultimamente eles estão falando sobre potássio cianógeno (Cyankali), que as farmácias estão distribuido em qualquer quantidade. A questão sobre tomá-lo ou não, não é para ser debatida. Discussões acontecem sobre a quantidade necessária, e isso de maneira casual e descuidada, como você normalmente conversaria sobre coisas como comida."

No dia seguinte, tropas russas cercaram a cidade. Königsberg, que ainda escondia cerca de 100.000 pessoas do lado de dentro de seus muros, havia ficado isolada.

Que terrível janeiro. "Meu Deus, quantas pessoas em nosso país haviam imaginado que o fim seria desse jeito", a Countess Dönhoff, que nesse momento estava cavalgando pelo frio em algum lugar, escreveu depois de chegar ao oeste. "O fim de um povo que tinha prometido conquistar as panelas de carne da Europa e subjugar seus vizinhos orientais."

O fim? Este ainda levaria um pouco de tempo para chegar.

Em 30 de janeiro, o "Wilhelm Gustloff", com quase 10.000 refugiados e soldados a bordo, afunda no Báltico em sua viagem para o oeste. E na praia próxima a Pillau, onde, apesar de tais notícias, números ainda maiores de pessoas estão subindo a bordo de navios mais novos, fogos de artifício macabros podem ser vistos algumas horas mais tarde.

São os sinalizadores disparados pelos homens da SS. Eles precisavam de luz para fuzilar 3.000 prisioneiros na praia escura. As vítimas, na maior parte mulheres, vêm do campo de concentração de Stutthof. Em Pillau, assim lhes fora dito, eles seriam embarcados em navios. Agora, as mesmas águas do Báltico banham seus corpos e aqueles dos passageiros do "Gustloff".

O oeste - esta não era uma direção promissora apenas para as vítimas alemãs, mas também aquela tomada pelos perpetradores alemães. Entre os refugiados, colunas especiais aparecem de novo e de novo - pessoas esquálidas em sujos trapos cinza de prisioneiros. A SS está evacuando um campo de concentração atrás do outro.

Marchas da morte é como eles chamam as colunas da miséria, porque os homens da SS deixam milhares para trás, de ambos os lados da estrada, fuzilados ou espancados até à morte.

No começo de fevereiro, não havia mais nenhuma Prússia Oriental Alemã. Exceto por alguns pedaços, o jardim da frente do Reich no Leste está firmemente em mãos soviéticas. Na Alta Silésia, a fuga dos vilarejos começou somente agora. Muitas pessoas tentaram alcançar a Saxônia, outros fugiram em pânico através das montanhas Riesengebirge para os Sudetos, onde eles se tornaram vítimas das primeiras expulsões organizadas pelos Tchecos.

Para onde fugir? O que quer que os alemães tentassem fazer nas ruas, para onde quer que eles se voltassem, eles se encontravam caçados. Como vítimas do frio, do Exército Vermelho, da SS e, finalmente, dos Tchecos.

Não havia poder, não havia poderosos, que pudessem pôr fim a toda essa miséria?

Não havia nenhum. Bombardeios, fuzilamentos e morte iriam continuar por mais três meses, até 8 de maio.

Tradução(alemão-inglês): Roberto Muehlenkamp
Tradução(inglês-português): Marcelo Oliveira
Fonte: Lista Holocausto-doc Yahoo!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

1942: Genocídio dos judeus poloneses

No dia 17 de março de 1942, começou a Operação Reinhard, que levou ao assassinato de mais de dois milhões de judeus.

(Foto)Deportação de judeus do Gueto de Varsóvia

O projeto de genocídio foi comandado pelo líder da SS e chefe da polícia de Liubliana, Odilo Globocnik. Tanto ele como o seu grande número de colaboradores eram austríacos. Nos três grandes centros de aniquilamento com câmaras de gás (Belzec, Sobibor e Treblinka), foram executados mais de 1,5 milhão de judeus e 50 mil ciganos entre março de 1942 e novembro de 1943. Ao todo, a operação levou à morte de mais de dois milhões de judeus.

Os preparativos para a operação já haviam começado no final do ano de 1941, mas somente em meados de 1942 ela recebeu o nome de Reinhard Heydrich, que morreu num atentado em junho deste ano. Seu objetivo: o genocídio sistemático dos judeus poloneses e o confisco de seus bens.

Construção de campos de extermínio

O general Himmler havia encarregado Globocnik e outros cem homens de implementarem a operação (o grupo já havia participado das mortes por eutanásia na Alemanha nazista). No âmbito da operação, foram construídos três campos de extermínio: Belzec, Sobibor e Treblinka. A cada dia, os campos de extermínio recebiam um trem com 60 vagões lotados de passageiros destinados às câmaras de gás.

Os alemães abusavam da brutalidade: idosos, doentes e crianças geralmente já eram executados a tiros diretamente nos guetos. Os judeus iam direto para as câmaras da morte. Os três campos usavam monóxido de carbono, que matava em 20 minutos. Da chegada do trem até a completa remoção dos cadáveres, demorava de 60 a 90 minutos.

Os corpos eram depositados em enormes valas. Somente um ano depois, quando começaram a ser removidos os vestígios dos assassinatos, é que os cadáveres foram exumados e queimados. A Operação Reinhard foi encerrada em novembro de 1943, com um saldo de mais de dois milhões de judeus mortos.

Rachel Gessat (rw)

Fonte: Deutsche Welle(Alemanha)
http://www.dw-world.de/dw/article/0,1564,305948,00.html
Lista Holocausto-Doc Yahoo!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Livro com teorias racistas coloca em xeque SPD e Banco Central alemão

A expulsão de Thilo Sarrazin do SPD é provável. Banco Central se mostra hesitante quanto a uma punição. Para políticos de todos os partidos, não resta dúvida de que sua argumentação evoca teorias raciais nazistas.

(Foto)Controverso autor Thilo Sarrazin no lançamento de seu livro em Berlim

O Partido Social Democrata da Alemanha (SPD) abriu um processo nesta segunda-feira (30/08) para expulsar Thilo Sarrazin da agremiação, por causa de suas declarações sobre a predisposição genética de determinados grupos da sociedade.

O presidente do SPD, Sigmar Gabriel, justificou a decisão, afirmando que os conceitos utilizados por Sarrazin em seu recém-publicado livro Deutschland schafft sich ab (A Alemanha extingue a si mesma) "beiram a higiene racial". Com isso, Sarrazin se excluiu automaticamente da comunidade de valores social-democratas, argumentou Gabriel.

O diretório nacional do SPD decidiu por unanimidade abrir um processo intrapartidário para expulsar o político, que também integra a direção do Banco Central alemão (Bundesbank).

O Bundesbank, por sua vez, anunciou que ainda não entrará com um processo para destituir Sarrazin do cargo, mas o convocará para conversar sobre suas declarações antimuçulmanas e sua assertiva sobre a constituição genética dos judeus. A diretoria do Banco Central declarou que o posicionamento de Sarrazin, agora registrado em livro e em entrevistas recentes à imprensa alemã, prejudicou a imagem da instituição.

Com suas declarações depreciativas, Sarrazin teria faltado "contínua e crescentemente" com sua responsabilidade perante o banco. Em 2009, reagindo a declarações xenófobas de Sarrazin, o Banco Central reduziu suas atribuições e competências, mas não chegou a demiti-lo.

No fim de semana, um porta-voz do governo em Berlim declarou que a chanceler federal alemã, Angela Merkel, considera a imagem do Bundesbank prejudicada por Sarrazin. O banco deveria refletir bem sobre o caso, disse. O ex-secretário das Finanças da cidade-Estado de Berlim teria se "exaltado em teorias genéticas totalmente abstrusas", comunicou o porta-voz.

Alarmismo sobre Alemanha dominada por muçulmanos

Já antes do lançamento oficial, nesta segunda-feira, o livro Deutschland schafft sich ab havia gerado uma ampla polêmica no país por causa de teses nele contidas divulgadas de antemão pela imprensa.

(Foto)Thilo Sarrazin

Segundo o autor, a longo prazo, os muçulmanos representarão a maioria da população alemã, em consequência da alta taxa de natalidade entre esse grupo da sociedade. A partir dessa premissa, impossível de ser fundamentada por estatísticas, Sarrazin, de 65 anos, deduz o risco de uma contração biológico-demográfica da população autóctone alemã.

Além de temer uma descaracterização da sociedade autóctone pelo aumento da participação demográfica estrangeira, sobretudo islâmica, Sarrazin acusa os muçulmanos de serem ociosos e desprovidos de iniciativa própria, o que acarretaria enormes custos ao Estado.

"Em todos os países da Europa, os migrantes muçulmanos, com sua baixa participação no mercado de trabalho e sua alta requisição de assistência social, mais custam aos cofres do Estado do que contribuem com mais-valia econômica", afirma Sarrazin.

Além de não se basear em números comprováveis, essa afirmação ignora dados estatísticos atuais, como os da associação turco-alemã de empresários TDU, segundo a qual a Alemanha tem cerca de 100 mil empresários de origem turca, que geram cerca de 300 mil empregos.

(Foto)'Cale a boca!', diz cartaz de manifestante em protesto ao livro 'A Alemanha extingue a si mesma'

Para Sarrazin, muçulmanos emburrecem a Alemanha

Além de acusar a população muçulmana de desfalcar a economia alemã, o livro de Sarrazin causou escândalo por suas especulações genéticas, segundo as quais o aumento da participação islâmica na população alemã implicaria uma queda do nível de inteligência. Ao defender em entrevistas essa afirmação contida no livro, Sarrazin acirrou ainda mais a polêmica.

Numa entrevista divulgada neste domingo com o autor do polêmico livro, o jornal Welt am Sonntag perguntou se ele achava que a burrice seria geneticamente condicionada. Sua resposta: "Na comunidade científica existe o consenso de que 50% a 80% da inteligência são hereditários". Ao ouvir do entrevistador que essa opinião transparecia modelos de argumentação próximos do nazismo, Sarrazin negou ser racista.

Na mesma entrevista, publicada no domingo, o autor do polêmico livro disse acreditar na identidade genética: "Todos os judeus têm um gene específico, os bascos têm um gene específico que os diferencia dos outros".

Ataques a pobres e estrangeiros

Thilo Sarrazin, reconhecido na Alemanha como perito em finanças, já provocou vários escândalos com sua constante depreciação de estrangeiros, muçulmanos e beneficiários da ajuda social do Estado.

Em setembro de 2009, Sarrazin declarou que um problema da capital alemã seria o fato de 40% dos nascimentos ocorrerem na classe baixa. Na mesma ocasião, ele afirmou que 70% dos turcos e 90% dos árabes residentes em Berlim rejeitam o Estado alemão e não cuidam direito da educação de seus filhos. Na época, o Bundesbank sugeriu indiretamente que Sarrazin renunciasse ao seu posto no banco.

Em junho deste ano, o social-democrata afirmou temer que o baixo nível educacional de muitos imigrantes vindos da Turquia ou da África viesse a ter um efeito negativo sobre a Alemanha. "Por vias naturais, estamos nos tornando cada vez mais burros". Essa declaração levou a Promotoria Pública de Darmstadt a abrir um inquérito contra Sarrazin por incitamento popular.

Ao lançar seu livro em Berlim nesta segunda-feira, Sarrazin negou todas as acusações de racismo que recebeu nas últimas semanas, sem no entanto relativizar suas virulentas teses. Em seu livro, ele adverte que os alemães podem tornar-se "estranhos em seu próprio país".

Políticos social-democratas e de todos os partidos alemães reconhecem na argumentação de Sarrazin, além de "racismo", "um determinismo biológico irresponsável", "a proximidade das ideologias nazistas" e "um profundo anti-islamismo".

Autora: Simone Lopes (dw, dpa, afp, epd)
Revisão: Roselaine Wandscheer

Fonte: Deutsche Welle(Alemanha)
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5957261,00.html

Ver mais:
Sarrazin pede afastamento do Bundesbank após livro com teorias racistas (Deutsche Welle)

domingo, 12 de setembro de 2010

Aiatolá iraniano afirma que holocausto é "superstição" dos ocidentais

TEERÃ — O holocausto dos judeus pelos nazistas durante a II Guerra Mundial é uma "superstição" dos ocidentais, afirmou o aiatolá Naser Makarem Shirazi, uma personalidade influente do clero conservador iraniano.

"O holocausto não é mais que uma superstição. Mas os sionistas dizem que todos os povos do mundo devem aceitá-la", afirmou Makarem Shirazi, segundo a agência oficial Irna, durante um curso sobre a interpretação do Alcorão na cidade sagrada de Qom (ao sul de Teerã).

"Os americanos e os ocidentais estão afetados por superstições surgidas recentemente como o holocausto", afirmou ainda, de acordo com agência semioficial Isna.

"A verdade sobre o holocausto não está clara. E quando investigadores querem determinar se é verídico ou se os judeus o inventaram para se fazer de vítimas, são presos", completou o aiatolá.

O presidente iraniano Mahmud Admadinejad, que quase sempre faz referências a Israel e ao sionismo em seus discursos, já chamou o holocausto de "mito".

Fonte: AFP
http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5gAziq3xYA93MSgc8uKSXqv_HvgcA

Ver mais:
Senior Iranian cleric dismisses Nazi Holocaust as 'superstition' (Daily Mail, Reino Unido)

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Fidel critica antissemitismo de Ahmadinejad

Líder histórico cubano diz que «nada se compara ao Holocausto»
Por: Redação

O líder histórico cubano criticou o presidente do Irão por negar o Holocausto. A manifestação de desagrado em relação a Mahmoud Ahmadinejad foi expressa numa conversa com o jornalista norte-americano Jeffrey Goldberg, da revista «The Atlantic», que Castro convidou para visitar a ilha comunista.

Durante as cinco horas em que estiveram reunidos, foram abordados diversos temas, entre eles o do Holocausto e da relação de Teerão com Telavive.

«Ele criticou Ahmadinejad por negar o Holocausto e explicou por que é que o governo iraniano serviria melhor a causa da paz reconhecendo a história "única" do anti-semitismo e tentar compreender porque é que os israelitas receiam pela sua existência», lê-se no artigo publicado por Goldberg no site da «The Atlantic».

Segundo o jornalista, Castro recordou ainda que os judeus foram «expulsos da sua terra» e que foram acusados injustamente de todo tipo de males, até de «terem matado Deus».

«Os judeus tiveram uma vida muito mais dura do que a nossa. Nada se compara ao Holocausto», disse Castro, citado por Goldberg.

O jornalista questionou-o então se era capaz dizer a Ahmadinejad o que acabara lhe dizer a ele. Fidel respondeu: «Estou a dizer-lhe isto para que o possa comunicar».

Fonte: IOL(Portugal)
http://diario.iol.pt/internacional/fidel-irao-holocausto-ahmadinejad-castro-tvi24/1190246-4073.html

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Testes de DNA revelam ascendência de Hitler

Testes de DNA revelam que 'Hitler era descendente de judeus e africanos'

Rio - Testes de DNA realizados em parentes de Adolf Hitler revelam que o líder nazista provavelmente era descendente de judeus e africanos. As informações são do Daily Mail.

(Foto)Adolf Hitler Foto: Reprodução

A descoberta ocorreu a partir do DNA recolhido de um guardanapo usado por um dos três descendentes conhecidos de Hitler que vivem em Long Island, Nova Iorque.

O jornalista Jean-Paul Mulders utilizou os serviços do historiador Marc Vermeeren para encontrar um dos primos do líder nazista, na região Waldviertel, Áustria, e outros 39 parentes distantes de Hitler, que se suicidou em seu bunker em Berlim, em abril de 1945.

O parente em questão deu uma amostra de sua saliva para os exames.

Utilizando as amostras do parente austriaco e do DNA do guardanapo, Mulders afirma que a ligação entre os dois era "irrefutável, o cromossomo Y é idêntico".

Esta forma particular do DNA - Haplopgroup E1b1b (Y-DNA) - é rara na Alemanha e mesmo da Europa Ocidental.

O DNA de Hitler continha o haplogrupo E1b1b, comumente encontrada na berberes (povo nômade do norte da Á frica) do Marrocos e também tem relação com os cromossomos Y de judeus sefarditas (oriundos de Marrocos, Espanha e Portugal).

"Pode-se afirmar a partir desta premissa que Hitler estava relacionado com pessoas que ele desprezava", disse Mulders. 23 ago excluir Carlos

Fonte: Terra
http://odia.terra.com.br/portal/mundo/html/2010/8/testes_de_dna_revelam_que_hitler_era_descendente_de_judeus_e_africanos_105110.html

Matéria saiu em:
DNA tests reveal Hitler's Jewish and African roots (Haaretz)
Hitler 'had Jewish and African roots', DNA tests show (Telegraph)

Comentário breve: a notícia deixou muito "revisionista"/neonazi/fascista com nervos a flor da pele(rs). Só que deixando a cutucada nos neos/"revis" de lado e falando sério, em virtude do que deu pra notar de pessoas emitindo uma série de opiniões bizarras sobre o tema, repletas de crendice e "senso comum", achei que viria a calhar abrir um espaço na parte de bibliografia só pro assunto racismo. Assim se abre um espaço específico pra divulgar livros que sejam informativos e com ligação direta com o assunto.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Neonazis matam mais uma pessoa no Paraná

Rapaz morre depois de ser atacado por skinheads no bairro São Francisco

Crime ocorreu na Inácio Lustosa, por volta das 19h40 deste domingo. Jovem foi esfaqueado e não resistiu aos ferimentos

Um jovem morreu após ser esfaqueado no bairro São Francisco, em Curitiba, na noite de domingo (5). O rapaz e um grupo de amigos teriam sido atacados por skinheads – grupo de orientação neonazista – quando caminhavam pela Rua Inácio Lustosa, por volta das 19h40, segundo a Polícia Militar.

Testemunhas acionaram a Polícia Militar e o Siate. O grupo que estava com a vítima fugiu do local.

A vítima foi encaminhada em estado grave para o Hospital Evangélico, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo a PM, o próximo passo é identificar quem eram as pessoas que estavam com o rapaz, para que elas possam auxiliar na identificação dos agressores. O órgão não soube informar quantos eram os skinheads.

A carteira da vítima foi roubada e o caso será investigado pela Delegacia de Furtos e Roubos.

Fonte: Gazeta do Povo
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1043815&tit=Rapaz-morre-depois-de-ser-atacado-por-skinheads-no-bairro-Sao-Francisco

Textos emblemáticos do nazismo são transferidos para Arquivos Nacionais americanos

LOS ANGELES — Dois exemplares das Leis de Nuremberg, três textos que deram base legal à ideologia antissemita do nazismo, vão ser transferidos do museu Huntington da Califórnia aos Arquivos Nacionais americanos, anunciaram nesta quarta-feira as instituições.

Os dois exemplares, assinados pelo próprio Adolf Hitler, foram entregues em 1945 ao museu Huntington de San Marino, na periferia de Los Angeles, pelo general Patton, junto com um exemplar do livro de Hitler "Mein Kampf" ("Minha Luta").

"Os Arquivos Nacionais são o local de conservação apropriado" para as Leis de Nuremberg, declarou em um comunicado o presidente do museu Steven S. Koblik.

"Os Arquivos possuem um grande número de documentos do exército americano com relação à Segunda Guerra Mundial e crimes de guerra. As Leis de Nuremberg são uma parte extremamente importante desta história", acrescentou.

"Somos muito gratos ao museu Huntington por ceder os documentos essenciais aos Arquivos Nacionais, onde ficarão juntos de outros documentos originais sobre os horrores do Terceiro Reich", declarou, por sua vez, David S. Ferriero, dos Arquivos Nacionais.

Os exemplares de quatro páginas datilografadas datadas do dia 15 de setembro de 1935 são os únicos conhecidos nos Estados Unidos. A instituição os havia emprestado ao Skirball Cultural Center de Los Angeles, um museu sobre a herança e a cultura judaica, onde ficaram expostos por dez anos, entre 1999 e 2009.

As Leis de Nuremberg servira de base para a discriminação dos judeus, o que levou ao extermínio de mais de seis milhões deles na Europa.

Elas são compostas de três textos: a lei sobre a proteção do sangue e da honra alemã, que proibia o casamento, a coabitação e as relações entre "arianos" e judeus; a lei sobre a cidadania do Reich, que definia quem podia se beneficiar da cidadania alemã e a lei sobre a bandeira do Reich, que deu origem à bandeira do nazismo.

O museu Huntington reúne uma coleção de obras de arte, uma livraria e esplêndidos jardins botânicos.

Fonte: AFP
http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5huWtIfzlHuDQwDDC3zWL_ZkVnnww

sábado, 4 de setembro de 2010

Nova biografia revela que Simon Wiesenthal trabalhava para o Mossad

Nova biografia revela que Simon Wiesenthal trabalhava para a agência israelita Mossad
Por Rita Siza

(Foto)A Mossad atribuíra o nome de código "Teocrata" a Wiesenthal AFP

Tom Segev, o autor do livro, consultou mais de 300 mil documentos deixados pelo sobrevivente do Holocausto no seu centro de Viena

Uma nova biografia de Simon Wiesenthal, o mítico sobrevivente do Holocausto que dedicou toda a vida à perseguição e exposição de criminosos de guerra nazis, revela que as suas diligências foram financiadas pela Mossad, e demonstra que os esforços da agência israelita de serviços secretos para capturar figuras ligadas ao Terceiro Reich foram bem mais longe do que se pensava.

O livro, intitulado Wiesenthal - The Life and Legends, da autoria do historiador e colunista israelita Tom Segev, assenta em mais de 300 mil documentos do arquivo pessoal e profissional depositados no Centro de Documentação Judaico criado por Wiesenthal em Viena, para caracterizar a missão a que ele dedicou toda a sua vida.

"É uma revelação surpreendente no contexto da narrativa da sua história pessoal, porque Wiesenthal sempre foi visto como um solitário, como alguém que lutou sozinho contra tudo e contra todos, contra todas as probabilidades e até contra as autoridades e leis locais", considera o autor da obra.

Salário de 300 dólares

Simon Wiesenthal, que nasceu em 1908 na actual Ucrânia, foi prisioneiro em cinco campos de concentração nazis. No final da guerra, começou a reunir provas das atrocidades cometidas pelos nazis para a secção de crimes de guerra do Exército dos Estados Unidos.

O resto da sua vida foi passado à procura de criminosos nazis - o seu trabalho levou à prisão de mais de mil intervenientes no Holocausto.

Tom Segev provou agora que a ligação de Wiesenthal aos serviços secretos israelitas remonta aos primeiros anos de actividade do seu escritório em Viena: a Mossad ajudou-o a montar o gabinete e passou a enviar-lhe um salário mensal de 300 dólares pelas suas informações.

O rabi Marvin Hier, fundador do Centro Simon Wiesenthal de Los Angeles, disse à agência Associated Press que o próprio Wiesenthal lhe tinha confessado ter em tempos colaborado com a Mossad, sem dar contudo a ideia de que essa colaboração tinha sido formal e remunerada.

Conforme se lê na biografia, Wiesenthal começou a trabalhar com os serviços secretos israelitas logo em 1948, um ano antes da constituição oficial da Mossad. O sobrevivente do Holocausto engendrou uma operação com o então "departamento de Estado" do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel para capturar Adolf Eichmann, conhecido como "o arquitecto do Holocausto", na localidade austríaca de Altaussee, onde acreditava que ele iria celebrar a passagem de ano com a sua mulher e filhos.

Eichmann não apareceu, mas Wiesenthal nunca desistiu de o procurar. Também nunca mais deixou de fornecer informações à Mossad: em 1953 informou a polícia secreta que Eichmann estava fugido na Argentina. No entanto, só em 1960 é que os serviços operacionais decidiram montar uma nova missão de captura daquele dirigente nazi, que foi detido no dia 21 de Março.

Durante a década de 70, Wiesenthal, a quem a Mossad atribuíra o nome de código "Teocrata", forneceu informação extensiva não só sobre os paradeiros de oficiais nazis (cuja detenção e acusação sempre foi a sua prioridade), mas também da génese de vários grupos neonazis que ameaçavam comunidades judaicas na Europa. Também denunciou uma série de cientistas alemães que trabalhavam no programa militar do Egito.

Fonte: Público20(Portugal)
http://jornal.publico.pt/noticia/04-09-2010/nova-biografia-revela-que-simon-wiesenthal-trabalhava-para-a-agencia-israelita-mossad-20141267.htm

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Martin Gilbert: O Holocausto – Uma História dos Judeus da Europa durante a Segunda Guerra Mundial

Como não encontrei resenha desse livro em algum site de jornal e acho que é um dos maiores lançamentos de uma obra sobre o Holocausto em língua portuguesa, portanto, não poderia deixar de citar aqui, o jeito foi traduzir duas resenhas breves(do inglês pro português) sobre o livro e colocar aqui pra divulgação.

Livro de Sir Martin Gilbert, biógrafo oficial de Winston Churchill e historiador britânico de peso, sobre o Holocausto. Livro finalmente lançado em língua portuguesa(finalmente lançaram algo de peso e de referência sobre o assunto no país, exceção feita a alguns poucos títulos consagrados que foram, alguns relançamentos e uns poucos inéditos, publicados nos últimos anos).

Título: O Holocausto – Uma História dos Judeus da Europa durante a Segunda Guerra Mundial
Editora: Hucitec
Título original(inglês): The Holocaust: A History of the Jews of Europe During the Second World War

Críticas Editoriais

Crítica da Amazon.com
Um livro convincente sobre um tema horrível, 'O Holocausto(The Holocaust) deve ser o livro mais refinado disponível para aqueles que querem um entendimento geral de como a ascensão dos nazis na Alemanha impactou o povo judeu - como também aqueles que querem aprender exatamente o que esteve em jogo na Segunda Guerra Mundial. Quando 'O Holocausto'(The Holocaust) foi publicado pela primeira vez em 1986, Elie Wiesel fez uma elogiosa crítica escrevendo, "Este livro tem que ser lido e relido".

Ocasionalmente parece como um catálogo entorpecido de horrores indescritíveis, mas como alguém escreveria uma história compreensiva daquela grande tragédia? Gilbert é um autor consagrado com uma espantosa longa lista de livros em seu crédito; esse está entre seus melhores.

Da Publishers Weekly

Uma pungente introdução do autor (biógrafo oficial de Winston Churchill) é seguida por sua análise instrutiva do antissemitismo na Europa, dos ataques venenosos de Martinho Lutero contra os judeus até o motivante poder do antissemitismo no movimento nacional-socialista(nazista). A "solução final" de Hitler começou formalmente dentro do período da invasão alemã da Rússia, uma campanha que, como Gilbert mostra, proporcionou uma oportunidade para o que faltava até este ponto para genocídio.

Com um implacável acúmulo de detalhes e depoimentos de testemunhas, ele escreve sobre a eficiência sistemática do intento Nazi para destruir a judiaria europeia e a muito difundida descrença de que tais coisas pudessem acontecer. Embora a figura de Adolf Hitler permaneça no pano de fundo, executores tais como Himmler, Eichmann e Mengele ficam muito mais em evidência por toda a narrativa comovente (há um novo material sobre os trabalhos dos últimos em Auschwitz). Um elemento na tragédia histórica que Gilbert enfatiza é a deliberada destruição das crianças dos interesses principais de Mengele aos quais o autor chama de "o novo barbarismo".

A narrativa alcança seu espantoso clímax com a convergência sobre os campos da morte para Aliados e o exército soviético, um tempo em que "resgate e chacina marcham lado a lado." Uma seção particularmente perturbadora trata com erupções o antissemitismo depois da rendição alemã. Em 4 de julho de 1946, pela ocasião de mais de um ano após o dia da vitória, 42 judeus foram massacrados por poloneses na cidade de Kielce.

Gilbert traz dentro das páginas deste volume todas as maiores evidências substanciadas da resistência judaica através da guerra, mas também de muitos exemplos de não-judeus que arriscaram suas vidas para proteger pessoas da caçada de Hitler. Fotos. Major ad/promo. Janeiro Copyright 1985 Reed Business Information, Inc.

Fonte das resenhas: Amazon.com
Resenha/Crítica de "The Holocaust: A History of the Jews of Europe During the Second World War"
Tradução: Roberto Lucena

Ver também: Bibliografias
Bibliografia do Holocausto - Nazismo - Fascismo
Bibliografia da Segunda Guerra - Primeira Guerra - Guerra Civil Espanhola e outros
Bibliografia sobre Racismo - Neonazismo - Neofascismo - Negação do Holocausto

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Bibliografia sobre Racismo - Neonazismo - Negação do Holocausto

Aviso: este post é só pra bibliografia, comentários nos posts de bibliografias somente pra sugestão de livros.

LIVROS SOBRE NEONAZISMO, NEOFASCISMO, NEGACIONISMO DO HOLOCAUSTO("REVISIONISMO") E TEORIA DA CONSPIRAÇÃO(ATUALIDADES)
Livros em português:

Livro: Neonazismo, Negacionismo e Extremismo Político
Autor: Luis Milman

Livro: Anti-semitismo e nacionalismo, negacionismo e memória: Revisão Editora e as estratégias da intolerância (1987-2003)
Autor: Carlos Gustavo Nóbrega de Jesus
Os livros da Fundação Editora da Unesp podem ser adquiridos pelo site http://www.editoraunesp.com.br/
Pluricom Comunicação Integrada
pluricom@pluricom.com.br
http://www.pluricom.com.br/

Livro: Os Assassinos da Memória. O Revisionismo na História
Autor: Pierre Vidal-Naquet

Livro: Anti-semitismo, integralismo, neo-nazismo
Autor: Werner Nehab

Livro: Sol Negro
descrição: cultos arianos, nazismo esotérico e as políticas de identidade
Autor: Nicholas Goodrick-Clarke

Livros em espanhol:

Livro: De Auschwitz a Berlín. Alemania y la extrema derecha, 1945-2004
Autor: Ferran Gallego Margalef

Livro: El Extremismo Político en Alemania
Autor: Jürgen W. Falter

Livro: Neofascistas. Democracia y extrema derecha en Francia e Italia
Autor: Ferran Gallego Margalef

Livro: Los Crimenes del Odio: Violencia Skin y Neonazi En España
Autor: Esteban Ibarra

Livro: Por qué Le Pen
Autor: Ferran Gallego Margalef

Livros em inglês:

Livro: Denying the Holocaust
Autora: Deborah Lipstadt

Livro: Denying History
Autores: Michael Shermer

Livro: From The Protocols Of Zion To Holocaust Denial Trials
Subtítulo: Challenging The Media, The Law And The Academy
Editores: Debra Kaufman, Gerald Herman, James Ross, David Phillips, Jennifer Fagen
Livro: Inside Organized Racism: Women in the Hate Movement
Autora: Kathleen M. Blee

Livro: The Racial Thinking of Richard Wagner
Autor: Leon Stein

Livro: The Dreyfus Affair
Autor: Leslie Derfler

Livro: Inside the Nation of Islam: A Historical and Personal Testimony by a Black Muslim
Autor: Vilbert L. White Jr.

Livro: Contemporary British Fascism: The British National Party and the Quest for Legitimacy
Autor: Nigel Copsey

Livro: One Aryan Nation Under God: How Religious Extremists Use the Bible to Justify Their Actions
Autor: Jerome Walters

Livro: Into a World of Hate: A Journey Among the Extreme Right
Autor: Nick Ryan

Livro: Hate and the "Jewish Science": Anti-Semitism, Nazism, and Psychoanalysis
Autor: Stephen Frosh

Livro: Promoting and Producing Evil (At the Interface/Probing the Boundaries)
Autor: Nancy Billias

Livro: A Hundred Little Hitlers: The Death of a Black Man, the Trial of a White Racist, and the Rise of the Neo-Nazi Movement in America
Autor: Elinor Langer

Livro: Into the Devil's Den: How an FBI Informant Got Inside the Aryan Nations and a Special Agent Got Him Out Alive
Autores: Dave Hall, Tym Burkey, Katherine Ramsland

Livro: Blood in the Face: The Ku Klux Klan, Aryan Nations, Nazi Skinheads, and the Rise of a New White Culture
Autor: James Ridgeway

Livro: The Politics of Righteousness: Idaho Christian Patriotism Autor: James Alfred Aho

Livro: Christian Identity: The Aryan American Bloodline Religion (Paperback)
Autor: Chester L. Quarles

Livro: Understanding Terrorism in America: From the Klan to Al Qaeda
Autor: Christopher Hewitt

Livro: Hitler's Priestess: Savitri Devi, the Hindu-Aryan Myth, and Neo-Nazism
Autor: Nicholas Goodrick-Clarke

Livro: Inside Organized Racism: Women in the Hate Movement
Autora: Kathleen M. Blee

Livro: The Borderlands of Science: Where Sense Meets Nonsense
Autor: Michael Shermer

Livro: Why People Believe Weird Things: Pseudoscience, Superstition, and Other Confusions of Our Time
Autor: Michael Shermer

Livro: The War Complex: World War II in Our Time
Autora: Marianna Torgovnick

Livro: Crises of Memory and the Second World War
Autora: Susan Rubin Suleiman
_____________________________________________

LIVROS SOBRE RACISMO (1) E ANTISSEMITISMO (1.1)

(1) RACISMO

Livros em português:

Livro: Humanidade Sem Raças?
Autor: Sergio D. J. Pena
Resenha sobre o livro

Livro: Racismo E Antirracismo No Brasil
Autor: Antônio Sérgio Alfredo Guimarães

Livro: Racismo No Brasil
Organizadores: Gevanilda Gomes Santos, Maria Palmira da Silva

Livro: Racismo No Brasil
Autor: Lilia Moritz Schwarcz

Livro: Preto no branco: raça e nacionalidade no pensamento brasileiro
Autor: Thomas E. Skidmore

Livro: Psicologia Social Do Racismo
Autor: Maria Aparecida Silva Bento
Organizador: Iray Carone

Livros em espanhol:

Livro: Reflexión ética sobre el racismo y la xenofobia: fundamentos teóricos
Autor: Alberto Hidalgo Tuñón

Livro: Genealogia del Racismo (Coleccion Caronte Ensayos)
Autor: Michel Foucault

Livro: Raza, nación y clase
Autores: Immanuel Wallerstein, Etienne Balibar

Livro: Etnicidad Raza Y Equidad En America Latina
Autor: Alvaro Bello Marta Rangel

Livro: Teorías contemporáneas de la etnicidad: Stuart Hall y Michel Foucault
Autor: Eduardo Restrepo

Livro: El cabecita negra
Autor: Hugo E Ratier

Livro: La bioetica. Una disciplina adolescente
Autor: Vera Jose Miguel

Livro: Etica de la Investigacion en seres humanos y politicas de salud
Autor: Genoveva Keyeux, Victor Penchaszadeh, Alya Saada

Livro:
Genetica Humana: Fundamentos y Aplicaciones En Medicina 2da ed
Autor: Alberto Juan Solari

Livro: Genética de Poblaciones Humanas
Autor: Francisco Rothhammer

Livro: Breve Historia Del Racismo
Autor: Christian Geulen

Livros em inglês:

Livro: David Duke and the Politics of Race in the South
Autor: John C. Kuzenski, Charles S. Bullock III, Ronald Keith Gaddie

Livro: Racism: A Short History
Autor: George M. Fredrickson

Livro: Racism: A Very Short Introduction (Very Short Introductions)
Autor: Ali Rattansi

Livro: Racism in a Racial Democracy: The Maintenance of White Supremacy in Brazil
Autor: France Winddance, Twine

Livro: Dreaming Equality: Color, Race, and Racism in Urban Brazil
Autor: Robin E. Sheriff

Livro: "Race" and Racism: The Development of Modern Racism in America
Autor: Richard Perry

Livro: Whiteness of a Different Color: European Immigrants and the Alchemy of Race
Autor: Matthew Frye Jacobson

Livro: Racism And Anti-Racism In Europe
Autor: Alana Lentin

Livro: White Racism (2nd Edition)
Autor: Joe R. Feagin, Pinar Batur, Hernan Vera

Livro: Racism
Editores: Martin Bulmer, John Solomos

Livro: Racism Matters
Autor: W. D. Wright

Livro: Encyclopedia of Race And Racism (3 Volume Set)
Autor: John Moore

Livro: Nations without States: A Historical Dictionary of Contemporary National Movements
Autor: James Minahan

Livro: Racism in the 21st Century: An Empirical Analysis of Skin Color
Autor: Ronald Hall

Livro: Theories of Race and Racism: A Reader (Routledge Student Readers)
Autor: John Solomos

Livro: Racism in Europe: 1870-2000 (European Culture & Society Series)
Autor: Neil MacMaster

Livro: Census and Identity: The Politics of Race, Ethnicity, and Language in National Censuses (New Perspectives on Anthropological and Social Demography)
Autor: David I. Kertzer, Dominique Arel

Livro: White Identities: A Critical Sociological Approach
Autores: Simon Clarke, Steve Garner

Livro: Race Over Grace: The Racialist Religion of the Christian Identity Movement
Autor: Charles H. Roberts

Livro: Religion and the Racist Right: The Origins of the Christian Identity Movement
Autor: Michael Barkun

Livro: The Columbia Documentary History of Race and Ethnicity in America
Autor: Ronald H. Bayor

Livro: Impurity of Blood: Defining Race in Spain, 1870-1930
Autor: Joshua Goode


(1.1) ANTISSEMITISMO

Livros em português:

Livro: O anti-semitismo na Era Vargas
Autor: Maria Luiza Tucci Carneiro


Livros em espanhol:

Livro: El antisemitismo en España. La imagen del judío
Autor: Gonzalo Alvárez Chillida


Livros em inglês:

Livro: Antisemitism and Xenophobia in Germany after Unification
Autores: Hermann Kurthen, Werner Bergmann, Rainer Erb

Livro: The Lure of Anti-Semitism (Jewish Identities in a Changing World)
Autor: M. Wieviorka

Livro: The Devil and the Jews: The Medieval Conception of the Jew and Its Relation to Modern Anti-Semitism
Autor: Joshua Trachtenberg

Livro: From Prejudice to Persecution: A History of Austrian Anti-Semitism
Autor: Bruce F. Pauley

Livro: The Jews as a chosen people: tradition and transformation
Autora: S. Leyla Gürkan

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