quarta-feira, 29 de julho de 2009

Uma guerra de extermínio

MEMÓRIA
Uma guerra de extermínio

A guerra civil espanhola foi um aperitivo do que iria ser a II Guerra Mundial: republicanos e franquistas sabiam que travavam uma guerra de vida ou de morte, da qual não sairiam sem a vitória total, sem esperança de negociação ou de paz

Santos Juliá (Historiador e ensaísta)

Em seu livro La Velada en Benicarló (O Velório em Benicarló), Manuel Azaña, o último presidente da República espanhola, conta um episódio terrível, recordação pessoal dos primeiros dias da guerra civil: “Certa noite, no final de agosto, estava eu à janela de meu quarto tomando ar fresco, quando ouvi três tiros que vinham do lado do cemitério. Depois, foi um silêncio total... Um pouco depois, de repente, um gemido, ao longe. Prestei atenção. Um novo gemido, mais forte, até se tornar um grito desesperado... Já quase morto, o moribundo gritava de horror... O grito vinha bem na minha direção. Procurei duas ou três pessoas do hospital e trouxe-as à janela. (“Vamos buscá-lo; talvez ainda o consigamos salvar!”) Eles se recusaram; e eu insistia; eles me impediram. Não vamos nos envolver com isso! No máximo, podemos avisar a prefeitura. Avisamos. Passou algum tempo. Pan, pan! Mais dois tiros no cemitério. Os gemidos pararam.”

Esse episódio – dois tiros de misericórdia num fuzilado agonizante – resume a ferocidade da guerra da Espanha: a impotência de alguns, a covardia de outros, a ausência de piedade dos restantes. Nesse sentido, a guerra civil foi um aperitivo, por sua brutalidade, do que iria ser a II Guerra Mundial. Republicanos e franquistas sabiam que travavam uma guerra de vida ou de morte, não podendo vencê-la sem o esmagamento total do adversário, sem esperança de negociação ou de paz. Nessas condições, a distinção entre soldados e civis, entre combatentes e não-combatentes, não passava de mera ilusão. Os espancamentos, a tortura, os estupros, os assassinatos, as execuções, os tiros de misericórdia, a política de terra arrasada e as chacinas de massa tornaram-se rotina: na Espanha, centenas de milhares de civis – num número bastante superior ao de soldados mortos na frente de combate – foram assassinados durante essa guerra.

Uma guerra implacável

Desde o início, em 1936, o conflito também ganhou contornos de uma guerra de liquidação: os ódios de classe, de religião e de nacionalidade (contra bascos, catalães e galegos) desempenharam um papel semelhante ao dos ódios raciais e das “limpezas” étnicas. Os discursos de guerra adotados pela rebelião militar e pela revolução social estigmatizavam o inimigo como um “invasor estrangeiro” (fascista ou bolchevique) que deveria ser massacrado, aniquilado. Jamais se colocou a questão – embora não tenham faltado alguns projetos, do lado republicano – de uma possível perspectiva de mediação ou de paz negociada. Quando a Grã-Bretanha, incentivada pelo presidente da República, tentou uma medição e pediu o apoio do Vaticano, um cardeal espanhol afirmou que ninguém compreendera a natureza daquela guerra, que se tratava de um conflito que só podia terminar com a vitória total de um dos antagonistas.

Os ódios de classe, de religião e de nacionalidade (contra bascos, catalães etc.) tiveram papel semelhante ao dos ódios raciais e das “limpezas” étnicas
E foi justamente o que aconteceu, com as conseqüências que conhecemos: os cadáveres à beira das estradas, as filas de fuzilados ao lado dos cemitérios e os executados jogados em valas comuns (leia, nesta edição, o artigo de José Maldavsky) superaram o número de mortos na frente de combate. Foi uma guerra implacável, na qual o inimigo não era apenas o soldado da trincheira oposta, mas também o civil que tivesse votado no adversário, ou atuado como delegado de um partido ou de um sindicato numa seção eleitoral, ou participado de uma greve, ou mesmo manifestado idéias contrárias àquelas do lado vencedor. Na Espanha, entre 1936 e 1939, na hora de decidir o destino do outro, pertencer ao lado oposto – no caso de ser civil – significava assinar sua sentença de morte.

Anistia e reconciliação

Durante o conflito – e durante a longa noite que, em seguida, se abateu sobre os vencidos – essa brutalidade feroz foi alimentada pelo mito de uma “Espanha verdadeira” (a dos militares e da Igreja católica) que lutava contra uma “anti-Espanha” (a dos “Vermelhos”). O mito de dois princípios eternos, enfrentando-se até a morte, jamais permitiu que fossem ouvidos os argumentos do lado oposto, mas, ao contrário, incentivou uma política de suspeitas, de perseguição e de assassinato. Foi uma repressão sem interrupções. Mais tarde, com o decorrer do tempo, a definição da guerra civil como “guerra contra o invasor” foi substituída, na memória coletiva, pela representação da guerra como uma “guerra fratricida”.

Essa nova memória, que serviu de base moral para a assinatura dos acordos, nas décadas de 60 e de 70, entre as forças políticas de oposição, os dirigentes políticos exilados e os vários grupos dissidentes do franquismo, implicava uma nova visão da história que privilegiasse os princípios do perdão e da reconciliação, ao invés dos da vingança, das represálias e do extermínio. A memória da guerra como guerra fratricida tornou possível uma política de anistia e reconciliação. E impôs um olhar de compaixão e de perdão para com o adversário.

Um ato de liberdade absoluta

Um cardeal espanhol afirmou que ninguém compreendera aquela guerra, que só podia terminar com a vitória total de um dos antagonistas

Apesar dos milhares de livros escritos sobre esse conflito pavoroso, na Espanha como no exterior, faltava ao discurso e à memória da guerra uma concretização literária. E é aí que entra Javier Cercas com seu formidável romance-reportagem Les Soldats de Salamine (leia, nesta edição, o artigo de Albert Bensoussan). Um episódio típico das guerras de extermínio, a execução maciça de prisioneiros sem julgamento, atinge o paroxismo num momento de piedade, fruto do acaso. Quando o soldado que vasculha a área dá de cara com o fugitivo, olha fixamente para ele e grita para seus companheiros: “Por aqui não há ninguém!”, salvando-lhe a vida. O que ele faz é recusar a fatalidade das políticas de extermínio, abrindo uma brecha para a piedade. Esse gesto abre a porta para a reconciliação, pois prova que, durante a guerra, houve momentos de perdão.

O ato desse soldado, membro anônimo de um pelotão de fuzilamento, se deve exclusivamente à sua vontade. Já o grito de agonia em La Velada en Benicarló reflete o que se estaria passando em Madri ou em Barcelona, assim como em Sevilha ou em Pamplona, durante o verão de 1936. É o que deveria ter ocorrido com o fugitivo surpreendido em seu esconderijo: Pan, pan!... e adeus, Rafael Sánchez Mazas.

Mas isso não aconteceu. Num ato de liberdade absoluta, ou talvez de cansaço diante de tantas mortes, dessa vez, o soldado não atirou, não alertou seus companheiros. Olhou-o nos olhos e fez meia-volta. E saiu de cena.

(Trad.: Jô Amado)

Fonte: Le Monde
http://diplo.uol.com.br/2003-01,a538

terça-feira, 28 de julho de 2009

Juan Eslava Galán publica 'Uma história da guerra civil que não vai agradar a ninguém'

Foi o novelista Arturo Pérez-Reverte quem deu o título ao último ensaio de Juan Eslava Galán: "Uma história da guerra civil que não vai agradar a ninguém" (Planeta). É que Eslava Galán (Arjona, Jaén, 1948) tentou ser tão imparcial que está seguro que não convencerá a nenhum dos dois grupos do seu relato dos fatos.

"O fanatismo ideológico dos nacionalistas e republicanos ainda hoje lhes impede de contar tudo o que nos envergonha de nosso próprio passado", afirma o escritor.

Suas últimas duas novelas - Señorita ("Senhorita", prêmio Fernando Lara) e "La mula"(A mula), que será levada ao cinema - também são ambientadas na contenda. "A Guerra Civil me ocupa muito porque é uma ferida que não curou, um cadáver mal enterrado, que ainda cheira. Enquanto em outros países europeus, depois da Segunda Guerra Mundial, conseguiram superá-la", argumenta o ganhador do Prêmio Planeta 1987 com "Em busca do unicórnio". "Superá-la não é questão de tempo, senão de pensamento, de vontade".

O autor de "España contada para escépticos"(Espanha contada para céticos) pensa que a bibliografia dos historiadores espanhois se decanta face a um dos lados e, em sua opinião, só se encontra imparcialidade em estrangeiros como os britânicos Paul Preston e Gabriel Jackson. "Os autores ignoram os que não pensam como eles. Chama-me a atenção que os de esquerda não mencionam Ricardo de la Cierva, que tem uma obra extensíssima", é de se surpreender. "A Espanha tem um espírito cainita(vingativo) e já temos cultura suficiente para superar a guerra. Uma pessoa não tem culpa do que fez seu avô, mas aqui, por serem católicos, temos o estigma do pecado original", reflexiona.

Diálogos

Eslava Galán, que conta com uma grande biblioteca sobre a contenda, serviu-se de "entrevistas, das confissões que muitos escreveram e de uma documentação muito ampla. "Este livro fui escrevendo pouco a pouco", continua... "Tomava muitas notas do que lia e um dia decidi sistematizá-las e redigir. Isso me levou um ano e tive que reduzir muito porque não queria fazer vários volumes".

Finalmente, "Uma história da guerra civil que não vai agradar a ninguém" tem 376 páginas. "Foi um esforço esgotador para que se possa ler com ligeireza mas sem que se note o trabalho que esteve por trás do autor", disse. "Utilizei, por exemplo, diálogos para fornecer informação e quando se tratou de pessoas conhecidas reproduzi suas próprias palavras". O ensaísta, já cansado da Guerra Civil depois de escrever três livros seguidos sobre o tema, prepara agora uma novela ambientada na Idade Média, período da história sobre o qual versou sua tese de doutorado.

Fonte: El País(Espanha)
Elisa Silió - Madri - 13/04/2005
http://www.elpais.com/articulo/cultura/Juan/Eslava/Galan/publica/historia/guerra/civil/va/gustar/nadie/elpepicul/20050413elpepicul_3/Tes
Tradução: Roberto Lucena

Uma história da guerra civil que não agradará ninguém

UMA HISTÓRIA DA GUERRA CIVIL QUE NÃO VAI AGRADAR A NINGUÉM
Juan Eslava Galán
Publicado por richar

Talvez tenha sido o título do livro o que me impulsionou a comprá-lo, “Uma história que não vai agradar a ninguém” sempre soa bem, não? Enfim, o caso é que o comprei e li... e gostei, por mais que o autor tente nos dissuadir com este título.

Ei de reconhecer que foi meu primeiro contato literário com a Guerra Civil Espanhola (baixo a cabeça e me autoimponho o castigo por ser um inculto de nossa História, plas, plas), e a verdade, ficou muito bom. E não porque a guerra fora algo bom, evidentemente, e sim porque o livro é muito suportável e ameno de se ler.

Ao contrário de outros livros que narram grandes guerras que li ultimamente, este narra o conflito do princípio ao fim, baseando-se quase que exclusivamente em anedotas. Existem as de todo tipo, divertidas, curiosas e as que te dão vontade de chorar, mas suponho que uma guerra de semelhante magnitude, deva estar cheia deste tipo de sucessos peculiares.

Este enfoque lhe dá maior fluidez e diversidade à narração, mais além de relatar os fatos da maneira mais precisa possível, que em grande número de ocasiões pode se tornar algo tedioso e bastante denso. Desta maneira pôde-se dar forma a conceitos até agora vagos para mim como a ofensiva do Ebro, a batalha de Belchite ou Brunete, assim como dar rosto a nomes que até o dia de ontem me soavam apenas pelas ruas de Madri: general Mola, Millán Astray, Indalecio Prieto e tantos outros.

Por último, dizer que de todas as anédotas a que me marcou foi a do confronto dialético entre Miguel de Unamuno e Millán Astray, fundador da legião, na Universidade de Salamanca: depois de uma forte troca de opiniões e de que Astray, homem de poucas luzes(cultura) dialéticas, ficara sem recursos, pronunciou uma célebre e ao mesmo tempo desastrosa sentença: “abaixo a inteligência, viva a morte!”. Enfim, que mais se pode acrescentar...

Fonte: Hislibris
http://www.hislibris.com/?p=56
Tradução: Roberto Lucena

sábado, 25 de julho de 2009

Para entender: Ciência vs. Pseudociências - parte 4

Parte 3: Para entender: Ciência vs. Pseudociências

4. O ceticismo científico

No último parágrafo do tópico anterior abordamos o segundo paradoxo do mundo das pseudociências: nem sequer os cientistas (em geral) vêem interesse nesses temas, nem os consideram adequados para estabelecer uma crítica. É compreensível: o fato é que um psicólogo especialista pode ficar completamente desconhecedor do que se “vende” atualmente no mundo da parapsicologia, ou um astrônomo ignorar por completo as afirmações dos astrólogos. Simplesmente, a própria especialização do mundo da pesquisa científica provoca um completo desinteresse por temas tão menores, de escasso conteúdo científico.

No entanto, é uma abordagem errônea, porquanto trata-se de assuntos que têm capacidade de chegar facilmente ao cidadão, de maneira que a ausência (por vontade própria) dos cientistas nestas arenas deixa os proponentes, os mais descabelados e os mais comedidos, com todo o cenário só para eles.

Este é o grande problema, e o grande desafio que as pseudociências colocam: afinal, são populares, e continuarão sendo se não houver uma crítica racional a elas. Esta ausência permite ademais uma certa impunidade por parte dos proponentes das pseudociências, que ficam como únicos interlocutores no panorama. Lembro-me a esse respeito de um programa de televisão, anos atrás, que apresentava um caso de poltergeist: uma casa onde as coisas se moviam sozinhas – supostamente – e em cujas paredes tinham aparecido manchas de sangue. Um dos “especialistas” que estava nesse programa propunha como explicação que um espírito de uma pessoa morta provocava a fenomenologia. Outra pessoa, que se auto-intitulava “cientista”, dizia que não era necessário: era energia da mente de um dos moradores da casa, que se transformava em matéria, neste caso, em manchas de sangue. Este pesquisador insólito aduzia como prova de suas afirmações que, como todo mundo sabe, através da equação de Einstein, a matéria e a energia podem transformar-se, e que neste caso isso é o que havia acontecido. Obviamente, fazia falta alguém que explicasse que se a primeira hipótese não era científica (por não ser falsificável), a segunda era diretamente anticientífica, isto é, uma pura estupidez. Receio, entretanto, que se os produtores do programa tivessem convidado um cientista, este não teria podido senão balbuciar alguma explicação: é difícil que tivesse um conhecimento da realidade do fenômeno dos poltergeists...

É aí que entram em cena os céticos. Esta palavra tem uma conotação negativa, proveniente da própria origem filosófica da doutrina da suspensão de juízo. Por isso, vamos tentar esclarecer o termo. Em geral podemos diferenciar vários tipos de ceticismo:

Um ceticismo niilista, extremo, afirma que é impossível alcançar qualquer conhecimento de maneira veraz. Levado ao extremo, tudo é válido porque nada é certo. É a dúvida absoluta e o passivismo completo. Este tipo de céticos admitiriam o mesmo corra que pare, pelo que é óbvio que não nos referimos a eles.

Um ceticismo menos extremo, como o do próprio Hume, no qual se formula a impossibilidade da certeza, mas que estabelece mecanismos de acordo para aceitar as coisas. Uma espécie de consenso para funcionar num mundo onde não existe uma confiabilidade completa.

Um ceticismo científico, nascido já neste século, impulsionado no início por filósofos pragmáticos, segundo o qual uma das bases do método científico é uma dúvida cética, que se supera quando se fornecem provas suficientes que justifiquem a tomada de decisão. Frente ao primeiro tipo de ceticismo, este permite chegar a conclusões e evitar a abstenção de juízo. Frente ao segundo, este ceticismo não chega a um consenso por maioria, mas sim por acumulação de provas, que se devem realizar conforme os postulados do próprio método científico.

Tenhamos em conta que definitivamente, no próprio processo da investigação científica, este tipo de ceticismo é básico. Um dos princípios do método é a conhecida navalha de Occam, que advoga por uma simplicidade nas causas, por não andar buscando mais além do que o que temos na mão, se não for estritamente necessário. Este princípio é um dos fundamentais do ceticismo também, como o é a afirmação antes mencionada de Hume sobre as afirmações e o peso da prova.

O ceticismo moderno difere, entretanto, da corrente principal da ciência, quando opina que é interessante analisar científica e racionalmente as afirmações que se fazem sobre o paranormal. Esta vocação de não deixar de examinar nada rompe com o atual costume da especialização, mas ao mesmo tempo entronca diretamente com o trabalho daqueles que se dedicam à comunicação social da ciência. Isso é assim porque se reconhece o poderoso atrativo do oculto para a gente da rua, e o perigo da sua aceitação acrítica. E toma posição a respeito, estabelecendo como necessidade ou conveniência que a ciência dê a conhecer o que realmente sabe sobre esses temas, e que não fique calada ante as afirmações irracionais.

Não é uma postura negativista, como se costuma afirmar dos céticos, mas uma tarefa elementar do cidadão, que reconhece que em nossa sociedade o rótulo de “cientista” tem um valor muito importante, e portanto não é conveniente que qualquer um possa usá-lo sem mais aquela. Os céticos não são “contra” os ovnis, os astrólogos ou os homeopatas. Simplesmente, advertem publicamente que as afirmações deste tipo estão mal fundamentadas, não têm comprovações adequadas e que além disso há suspeitas suficientes de que estejam funcionando mecanismos “normais” que podem explicá-los (a navalha de Occam antes mencionada).

Além disso, o ceticismo aposta na divulgação e comunicação social da ciência, porquanto sabe que conforme a sociedade compreenda melhor o papel (o valor e o método) da ciência, e desenvolva uma capacidade de crítica ante as afirmações de todo o tipo, as irracionalidades terão mais dificuldades para expandir-se.

De umas décadas para cá, pessoas interessadas em divulgar estas posturas (cientistas, filósofos, comunicadores ou jornalistas, e mais gente) foram-se estabelecendo como pequenos grupos céticos, tentando facilitar a informação científica sobre estes temas, e tentando promover um pensamento crítico na sociedade {2}. É um trabalho árduo, que não poderia ser levado a cabo sem a colaboração dos interlocutores mais dispostos, precisamente os que estão estabelecendo os vínculos entre a ciência e a sociedade: cientistas e educadores, comunicadores, divulgadores e jornalistas...

Como comentávamos anteriormente ao analisar a situação dos meios de comunicação com respeito às pseudociências, é claro que os jornalistas científicos não “caem” tão facilmente nas afirmações destas falsas ciências, porque normalmente dispõem de um critério científico para discernir entre afirmações fundadas e saltos no ar. Embora nem sempre: o jornalista científico (de fato, qualquer jornalista) possui as ferramentas básicas para exercer uma crítica ante qualquer tipo de informação que recebe. Talvez deveríamos intervir para que estes critérios da profissão de comunicador sejam levados às suas verdadeiras conseqüências, inclusive com temas que parecem menores como os horóscopos ou os discos voadores.

Como final deste artigo, quero mencionar que nos últimos anos em nosso país (mas não só aqui), esta reivindicação por parte dos setores implicados na comunicação social da ciência está ocorrendo cada vez com mais força. Algo que é interessante. Por exemplo, a Asociación Española de Periodismo Científico, com o impulso de seu fundador Manuel Calvo Hernando, está incluindo o tema das pseudociências entre suas principais atuações.

Notas:

{1} Normalmente em parapsicologia se discriminam diferentes faculdades: percepção extrasensorial, que inclui a telepatia (leitura de outra mente), a clarividência (“ver” à distancia, isto é, sem usar os sentidos) ou a precognição (antecipação de acontecimentos futuros); e psicocinese, ou faculdade de executar ações físicas sem fazer nada “físico”, apenas “mental”. O fato de que se achem tão caracterizadas não impede duvidar da sua existência, especialmente à falta de experimentação suficiente e suficientemente repetida por investigadores independentes.

{2} Na Espanha existe a ARP-Sociedad para el Avance del Pensamiento Crítico, Apdo 310, 08860 Castelldefels, que edita a revista El Escéptico. E-mail: arp_sapc@yahoo.com.

Referências:

[1] Ramonet, Ignacio. “Un mundo sin rumbo: crisis de fin de siglo”. Concretamente o capítulo intitulado “Ascenso de lo irracional”, reproduzido na revista El Escéptico, nº2 Outono 1998, pp 43-50.

[2] Sokal, Alan; Bricmont, Jean: “Impostures Intellectueles”, 1997, Ed. Odile Jacob; versão norteamericana intitulada “Fashionable Nonsense: postmodern intellectuals”, 1998, Ed. Picador.

[3] Grey, William, “Ciencia y Psi-encia: la ciencia y lo paranormal (I)”, La Alternativa Racional, primavera 1994, nº32, pp. 23-27; “La búsqueda de la verdad: la filosofía y lo paranormal (II)”, LAR, verão 1994, nº33, pp. 11-17; “El proceso de explicación (III)”, LAR, especial X Aniversario, nº34-35, pp. 41-46; y “Escepticismo y conocimiento (y IV)”, LAR, primavera 1995, nº36, pp. 25-31.

[4] Kurtz, Paul, “Is parapsychology a science?”, 1978/1981, The Skeptical Inquirer, Vol 3. nº.2, pp. 14-23; reimpresso em Paranormal Borderlands of Science, ed. Kendrik Frazier, Prometheus Books, pp-5-23.

[5] Angulo, Luis, “Evidencias sobre videntes”, LAR, nº 11.

[6] MacDougall, Curtis, “Superstition and the Press”, 1983, Prometheus Books.

[7] Menéndez, Oscar. Comunicação realizada no curso “La América Irracional”, organizado pelo Instituto de América em Santa Fé (Granada), 13-14 nov 1998. (publicação pendente)

[8] Almodovar, Miguel Ángel. Comunicação sobre meios de comunicação no II Congreso Nacional sobre Pseudociencias. Alternativa Racional a las Pseudociencias, novembro 1994.

Autor: Javier Armentia
Fonte: Paranormal e Pseudociência em exame
Original: Euskonews & Media #30
Fonte: ateus.net

Para baixar ou ler no site, texto inteiro em PDF: Ciência vs. Pseudociências; Autor: Javier Armentia

Javier Armentia, Diretor do Planetário de Pamplona(Espanha) e
membro da ARP-Sociedad para el Avance del Pensamiento Crítico

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sábado, 18 de julho de 2009

Holocausto na Croácia - Parte 1


Extraído do Capítulo “A fuga dos Ustashis” do livro “A Verdadeira Odessa – O Contrabando de nazistas para a Argentina de Perón” de Uki Goñi.
Se os nazistas alemães, com sua ideologia sem deus e suas câmaras de gás, industrializaram o negócio do genocídio, o regime ustashi da Croácia foi encabeçado por homens profundamente católicos que usaram métodos medievais para executar o seu programa de extermínio. Fuzilamentos em massa, espancamentos e decapitação eram os métodos com que buscavam alcançar o objetivo de um estado racialmente puro e 100% católico. No fim da guerra, cerca de 700.000 pessoas tinham morrido nos campos da morte do regime ustashi em Jasenovac e em outras partes. A fúria do regime foi dirigida basicamente contra a população sérvia ortodoxa, mas judeus e ciganos também foram incluídos na lista da morte.

A criação do reino da Iugoslávia depois da Primeira Guerra Mundial reunira croatas, sérvios e eslovenos, sob o comando do Rei Alexandre. O movimento ustashi resistiu a essa integração e tornou-se porta-estandarte da causa croata, encabeçada pelo profundamente nacionalista Ante Pavelic. Em 1934 terroristas ustashis assassinaram o Rei Alexandre, um dos muitos atos sangrentos cometidos em nome de um estado croata separado, numa luta que teve o apoio da Itália fascista e da Alemanha nazista.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Iugoslávia foi talhada pelas potências do Eixo, e Pavelic tornou-se o Poglavnik, ou Führer, de uma Croácia independente. Os aliados denunciaram o desmembramento da Iugoslávia e recusaram-se a reconhecer o regime de Pavelic. Mas Pavelic recebeu carta branca para implantar sua política homicida durante um encontro com Hitler em junho de 1941. Hitler esboçou uma série de medidas raciais, planos que descreveu como “momentaneamente dolorosos” mas preferíveis ao “sofrimento permanente”. Se a Croácia queria ser forte, disse Hitler, “uma política nacionalmente intolerante precisa ser imposta por cinqüenta anos, pois excesso de tolerância nesses assuntos só prejudica”. (330)

Pavelic adivinhara os desejos de Hitler, e, nos primeiros dias depois da declaração da independência croata em 10 de abril de 1941, Zagreb aprovou uma série de leis raciais que incluíam a “arianização” das propriedades judaicas. Na Croácia não só os judeus eram forçados a usar uma fita no braço com a Estrela-de-Davi e a letra “Z” (Zidov: judeu); os sérvios também tinham ordem de usar fitas azuis com a letra “P” (Pravoslavni: ortodoxo).

Campos de concentração foram construídos na Croácia e na Bósnia, tendo como principal centro de matança o sistema de campos de Jasenovac. A política racial do regime foi expressa nos termos mais simples e francos em 22 de julho de 1941: “Para o resto, sérvios, judeus e ciganos, temos 3 milhões de balas. Mataremos 1/3 dos sérvios. Deportaremos outro terço e o resto será obrigado a tornar-se católico romano”, disse Mile Budak, ministro da Educação de Pavelic, num discurso amplamente divulgado.

O Vaticano pode ter deixado de condenar as políticas raciais assassinas dos nazistas, mas certamente não as endossou, ao passo que a Igreja Católica na Croácia tornou-se ardente defensora dos crimes de Pavelic. Em maio de 1941, o órgão da Igreja Hrvatska Straza recebeu calorosamente a legislação racial, considerando-a necessária para “a proteção de nossa honra e de nosso sangue”. Alguns bispos manifestaram igual entusiasmo. “Existem limites para o amor”, disse o arcebispo de Sarajevo, Ivan Saric, elogiando as novas leis e afirmando que “seria estúpido e indigno dos discípulos de Cristo pensar que a luta contra o mal pode ser travada com nobraza e mãos enluvadas”. O principal teórico racial do regime, Ivo Gaberina, era um padre católico que combinava conceitos de “purificação” religiosa e “higiene racial” com um chamado para que a Croácia seja “expurgada de elementos estrangeiros”.(331)

Diferentemente de seus mestres nazistas, os croatas puseram em prática seu Holocausto à luz do dia. O jornal Katolicki Tjednik declarou em 31 de agosto de 1941: “Agora Deus decidiu usar outros meios. Ele criará missões, missões européias, missões mundiais. Elas seriam mantidas não por padres mas por comandantes do Exército, sob a chefia de Hitler. Os sermões serão ouvidos com a ajuda de canhões, tanques e bombardeiros. A linguagem desses sermões será internacional.”

Mas as autoridades nazistas da Croácia estavam na realidade horrorizadas com a extensão e a natureza da matança. Em agosto de 1941, o escritório do general Edmund Glaise Von Horstenau, representante do Exército alemão na Croácia, informou a Berlim que 200.000 sérvios tinham “caído vitimados por instintos animais dos líderes ustashis”. (332)

Em 17 de fevereiro de 1942, Himmler recebeu um relatório pormenorizado sobre as “atrocidades praticadas por unidades ustashis na Croácia contra a população ortodoxa”. Seus agentes disseram a Himmler que os ustashis cometeram suas façanhas “de maneira bestial não só contra os homens em idade de fazer o serviço militar, mas especialmente contra indefesos velhos, mulheres e crianças. O número de ortodoxos que os croatas massacraram e torturaram sadicamente até matar é de cerca de 300.000”. (333)

O ministro do Exterior alemão Joachim Von Ribbentrop recebeu um relatório parecido, declarando que “a perseguição de sérvios não parou, e mesmo as estimativas mais conservadoras indicam que pelo menos centenas de milhares de pessoas foram mortas. Os elementos irresponsáveis cometeram atrocidades que só se poderia esperar de uma horda de bolcheviques ensandecidos.” (334)

A Alemanha exigiu que os carrascos ustashis mais brutais fossem afastados. Hà indícios de que a crise política provocada por isso entre os ustashis no meio da guerra teria levado à primeira rota de fuga da Croácia para a Argentina. Um relatório da inteligência americana de 25 de novembro de 1943 mostrou que se estavam criando vínculos entre a ditadura militar de Perón e Pavelic. “Hà informações de que o governo de Pavelic comprou sessenta passaportes argentinos para fins de evacuação” afirma o documento. “Fundos foram transferidos para a Argentina. Funcionários menos graduados, segundo se diz, irão para a Eslováquia.” (335)

Foto: Ante Pavelic e Adolf Hitler (créditos axishistory.com)

Ler a série:
A Ustasha e o silêncio do Vaticano - parte 1
A Ustasha e o silêncio do Vaticano - parte 2
A Ustasha e o silêncio do Vaticano - parte 3

Ver também:
1. A Ustasha (no blog avidanofront.blogspot.com do Daniel)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Para entender: Ciência vs. Pseudociências - parte 3

Parte 2: Para entender: Ciência vs. Pseudociências

3. O mercado do paranormal: oferta e procura

Comentávamos ao final do tópico anterior a existência de interesses econômicos e de poder, algo que caracteriza toda a atividade humana, mais especialmente as pseudociências. Parece que nós humanos temos necessidade de conhecer o que nos depara o futuro, aliviar nossas penas e angústias, tentar melhorar... da maneira que seja. As pseudociências normalmente proporcionam este tipo de alívio, análise ou solução de maneira simples e a troco de um simples “donativo” econômico. Esta procura é que permite a aparição do mercado do paranormal, que move cifras dificilmente calculáveis, mas sempre astronômicas. Fala-se que somente o assunto da futurologia supõe uma cifra superior aos 40 bilhões de pesetas anuais (470 milhões de reais) em nosso país. Os medicamentos homeopáticos começam a envolver cerca de um terço do volume de negócios das empresas farmacêuticas européias...

Quando se debatem assuntos pseudocientíficos às vezes se tende a recorrer à refutação das hipóteses, ou à exigência de provas suficientemente sólidas que lhes sirvam de suporte. Mas devemos reconhecer que, em muitos casos, as pessoas comuns não apelam a estes poderosos métodos de crítica. Damos mais peso à autoritas: quem faz a afirmação, quem a relata. Isto nos remete ao papel dos meios de comunicação, que “supomos” ter credibilidade, e nos quais às vezes aparece este tipo de afirmações extraordinárias.

Comentava o professor emérito de jornalismo norte-americano Curtis MacDougall [6] que levando em conta que grande parte do povo “conhece o que lê nos jornais” (por extensão nos meios de comunicação audiovisual), estes têm um papel fundamental na propagação e instalação das superstições modernas: “O que é que uma pessoa saberia se durante o último quarto de século se baseasse somente nos jornais norte-americanos para obter informação sobre percepção extra-sensorial, astrologia, predições do fim do mundo, espiritismo, fantasmas, poltergeists, exorcismos, o homem das neves, serpentes marinhas, cura psíquica, clarividência, ovnis e fenômenos similares? Teria essa pessoa os fatos?”. A resposta é negativa na opinião de MacDougall: estes temas se apresentam no geral (numa avassaladora maioria dos casos) de maneira acrítica e torcida a favor do sobrenatural.

Mas conviria examinar em detalhe: um recente acompanhamento realizado a quatro dos principais jornais de nosso país pelo jornalista Oscar Menéndez [7] durante o mês de outubro de 1998, mostra que as notícias com forma pseudocientífica aparecem normalmente em seções não relacionadas com a ciência e sim com meios de comunicação (televisão), recolhendo o aparecido em programas televisivos. Em geral o tratamento dado pelas seções de ciência (ciência, sociedade, ou futuro) era bastante sóbrio. Faz falta um estudo mais completo sobre este tema, que – em minha opinião – encontraria certas lacunas dentro das próprias seções de ciência, especialmente relacionadas com pseudociências no mundo da saúde.

É certo que a imprensa escrita é bastante sóbria na acolhida destas temáticas, que aparecem normalmente em amplos artigos de suplementos específicos ou de fins de semana, normalmente, mais do que como notícias “propagandísticas”. No entanto, a situação muda se consideramos globalmente os meios de comunicação.

Por um lado temos um setor de publicações especificamente dedicadas à promoção das pseudociências: como Más Allá, Enigmas, Año Cero, Karma 7... Nelas, os critérios de veracidade e verificação mínimos do trabalho jornalístico são esquecidos: a única coisa que vale é o espetacular, os mistérios, um conglomerado de filosofias Nova Era e expedientes X que têm em qualquer caso um importante público em nosso país. Têm uma tiragem menor que as revistas de divulgação científica (como Muy Interesante ou Quo), mas ao dedicar-se de maneira monotemática a estes assuntos quase chegam a exclusivizá-los. Por fim, as revistas de divulgação se dedicam principalmente à ciência e normalmente não dedicam demasiado espaço aos temas paranormais.

A imprensa periódica de modo geral, como dizíamos, apenas trata esses temas. Certamente, aparecem de vez em quando afirmações do paranormal sem suficiente conteúdo crítico; certamente, também, não é nas seções onde a notícia científica tem cabimento nesta mídia. A pergunta que podemos fazer é por que os critérios básicos da atividade jornalística de comprovação da notícia soem ser suspensos ao tratar desses temas. Quando se trabalha corretamente, o certo é que a maravilha pseudocientífica cai por seu próprio peso, e fica na anedota.

O problema mais premente está na mídia audiovisual, na rádio e televisão. A própria dinâmica dos mesmos permite mais facilmente apresentar o lado humano da pseudociência (os videntes, os contatados...) mais nada. Mais todavia quando o que se busca é o espetáculo, como sucede no que se sói catalogar como televisão lixo. É difícil pensar que estes pseudodebates ou programas de testemunhas podem fazer outra coisa que não seja apoiar esses mistérios aparentes. Em contrário, a presença da divulgação científica nesta mídia é realmente escassa... Comentava a esse respeito Miguel Ángel Almodovar [8] que estes programas se mantêm pelos mesmos critérios que regem o resto da mixórdia: o índice de audiência, o que significa benefícios através da publicidade. Mas que, como já aconteceu na França, ao investigar sobre o tipo de público destes programas, sobre as preferências de compra deste público, as próprias agências de publicidade acabam deixando de apoiá-los, porquanto não lhes interessa esse perfil para suas promoções. Um fenômeno que está chegando já ao nosso país: este ano os “teledebates” que fizeram sucesso nas temporadas passadas foram desaparecendo, dando lugar à formula dos ordinary-people-shows, que poderia no futuro seguir igual caminho. Em qualquer circunstância, fica claro que numa fórmula competitiva em termos de público e publicidade, os programas de divulgação científica, ou aqueles nos quais se exponha um debate sério, com argumentos, estão completamente “fora de moda”.

Porque, no fundo, a permanência e transmissão das pseudociências através dos meios de comunicação pertence ao mesmo tipo de fenômeno que enfrenta a própria comunicação social da ciência. Um tema sobre o qual não podemos nos estender neste artigo, mas sobre o qual paira a própria agonia e renascimento do jornalismo científico. Possivelmente, também, no caso das falsas ciências, vive-se uma situação todavia mais exagerada, quando no mesmo lado da classe científica (a pesquisa), estes temas são considerados de escasso interesse, ou inclusive diretamente perniciosos. Isto é, se costumamos comentar que um dos principais problemas que têm a comunicação social das ciências e o jornalismo científico é o escasso interesse por parte dos próprios cientistas (obviamente estamos generalizando) pelo tema, no caso das pseudociências temos dose dupla: estes temas são mal vistos.

Autor: Javier Armentia
Fonte: Paranormal e Pseudociência em exame
Original: Euskonews & Media #30
Fonte: ateus.net

Javier Armentia, Diretor do Planetário de Pamplona(Espanha) e
membro da ARP-Sociedad para el Avance del Pensamiento Crítico

Próximo>> Para entender: Ciência vs. Pseudociências - parte 4

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Definição de "revisionismo", vulgo negacionismo ou negação do Holocausto

Como prometido na caixa de comentários de posts recentes, um comentário aqui e o outro aqui, segue abaixo, pra constar do registro do blog, a antiga descrição do mesmo que constava dois comentários definindo o "revisionismo" do Holocausto feitas pelo historiador espanhol César Vidal.
"A literatura revisionista, carente da mínima qualidade científica, constitui fundamentalmente um instrumento de propaganda de ideologias antissemitas, neonazistas e neofascistas, cujas únicas bases reais são a ignorância da documentação histórica, a má fé e o interesse por facilitar, concretamente, o caminho do poder a essas cosmovisões"

"A finalidade fundamental do revisionismo é apagar das mentes a lembrança do Holocausto - associado aos horrores do nazismo e, em menor medida, de outros regimes fascistas - para assim facilitar o alcance do poder político às formações com essas orientações ideológicas"

César Vidal, historiador espanhol.
"
Como aumentaria ainda mais o tamanho de um post já extenso(os que detonam as mentiras de um papagaio de "revi" que em sua ignorância não sabia sequer do que o assunto do texto sobre Guerra Civil espanhola tratava), achei por bem colocar essa descrição em separado neste post pra mostrar que insinuações e mentiras canalhas não intimidam a ninguém. Se o dito "revi" palhaço quer fazer graça, sua ignorância ao menos servirá pra mostrar o quão ridículo é o dito "revisionismo" do Holocausto(ou negacionismo).

Comentários feitos pelo blog "revi"-nazi sobre a retirada desta descrição:
"Mas o mais cómico de tudo isto deixei para o fim: não sei se já repararam, mas César Vidal foi despromovido daquele espacinho - estou a ver que os saneamentos Estalinistas foram substituídos pelos saneamentos Sionistas! A frase deste antigo “anti-revisionista” que se encontrava naquela casa de doentes, perdão, crentes afirmacionistas, pelos vistos, passou de prazo. Mas agora já sei o porquê e a resposta está neste último ‘post’: "Moa e companhia - quer dizer, César Vidal, Ricardo de la Cierva, Jiménez Losantos, Gonzalo Fernández de la Mora, García de Cortázar, José Luis Gutiérrez Casalá, Ángel David Martín Rubio, entre outros citados – representam a resposta da direita que tem estado no poder do outro movimento, o da recuperação da memória histórica, surgido em torno de 1996-1997".

Portanto, uma cambalhota e César Vidal passou a estar no grupo dos “maus”… Aposto que com mais uma cambalhota ou um enrolamento, ele ainda irá aparecer no Revisionismo em Linha…"
Caro Joãozinho, o fascistinha "revi" de estimação deste blog, a descrição está aí em cima na íntegra, como registro. Em segundo lugar já que você não tem acesso a conversa entre membros do blog e nem terá, eu já havia comentado com o Leo quando fui alterar a descrição do blog, que o César Vidal é visado na Espanha por conta do posicionamento político dele contra o PSOE e a esquerda espanhola em geral e sobre seu revisionismo da Guerra Civil Espanhola e desonestidades dele com o mesmo, e desconhecia esse lado dele pois só me ative à descrição atribuída a ele (e que está correta) que ele fez do negacionismo do Holocausto, mas não com receio de que um extremista de direita(fascista) como você viesse reparar nisso e sim por conta do sectarismo de esquerda de alguns(ou vários) militantes de partidos bitolados que quando veem o nome de um cara, por ser de direita, já saem criticando sem nem saber o que está escrito(por sinal, nesse ponto eles se assemelham e muito a você).

E antes que você tenha um ataque de chiliques, eu me considero de esquerda, não faço parte da esquerda autoritária que a direita autoritária latinoamericana e ibérica adoram propagandear, por conta de sua histéria religiosa principalmente, como defensores do autoritarismo ou coisa parecida, até porque a democracia no Brasil deve e muito à esquerda democrática brasileira por existir, ao contrário do que a mídia brasileira diariamente bombardeia com mentiras, com seu monopólio midiático, tentando desestabilizar o regime democrático do país.

Você, Joãozinho, o "fascistinha nada camarada", insinuar, ou pior, afirmar, sem nem saber as razões da postagem dos comentários dele na descrição do blog e posterior retirada(não sei se percebeu mas você não é portavoz ou possui "procuração" pra falar em nome de ninguém aqui), que ele entrou pro "grupo dos maus"(negadores do Holocausto) só demonstra sua desqualificação pra discutir, má fé e ignorância ao analisar e comentar qualquer coisa referente a política e história.

Aliás, se você parasse de reduzir o mundo a um conflito do Oriente Médio em virtude de sua obsessão e crenças antissemitas, já faria um tremendo favor ao mundo em conter essa tua burrice explícita.

Como prova, já mostrada antes mas vale o repeteco, você mesmo deixou claro nesse print abaixo tirado da caixa de comentários do seu blog(não adianta apagar, rs) que sequer sabia do que estava falando: "Eu até confesso que nunca tinha ouvido falar dele(perdoem-me a falta de cultura)", rsrsrs:


Simplesmente hilário, o print fala por si só(rsrs).

Recado pra você: continue a postar este tipo de pérola que teremos prazer, se for de fato necessário, em mostrar o quanto você é ignorante, preconceituoso(só resta apelar a isso por não ter nada a dizer que preste) e não sabe nada do que diz, até porque sua estupidez serve de exemplo pra mostrar a ignorância e fascismo do credo "revisionista". Da próxima procure ao menos ler(e entender) o que está escrito(rsrsrs).

A ignorância revimané novamente "adubando" o mundo.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Faltou solidariedade da maioria frente ao assassinato de Marwa El-Sherbini

Opinião: Faltou solidariedade da maioria frente ao assassinato de Marwa El-Sherbini

As reações ao homicídio de Marwa El-Sherbini em Dresden chegaram tarde mais. Consternação forçada não convence, comenta Stephan J. Kramer, secretário-geral do Conselho Geral dos Judeus na Alemanha.

Na segunda-feira (06/07), visitei Elwi Ali Okaz no hospital de Dresden, junto com o secretário-geral do Conselho Central dos Muçulmanos na Alemanha, Aiman Mazyek; o embaixador egípcio Ramzi Ezzeldin Ramzi; o diretor da polícia Brend Merbitz e o secretário de Justiça da Saxônia, Geert Mackenroth.

A mulher de Ali Okaz, Marwa El-Sherbini, foi esfaqueada por um fanático que odeia muçulmanos – isso na sala de um tribunal alemão, diga-se de passagem. Seu filho, ainda no ventre, também morreu. O outro filho, de três anos de idade, foi obrigado a presenciar o ocorrido no tribunal. Seu marido, que tentou ajudá-la, foi ferido gravemente, correndo risco de vida.

Através da visita ao hospital, queríamos encorajar Elwi Ali Okaz após sua perda irreparável e seus ferimentos graves – ele ainda foi, em função de uma terrível confusão, considerado agressor, tendo sido baleado por um policial – e também darmos um sinal para o mundo lá fora de solidariedade não apenas com as vítimas, mas com todos os muçulmanos na Alemanha.

Nossa visita desencadeou uma ampla reação da mídia. Desconcertante é o fato de, para alguns desses jornalistas, a viagem de dois secretários-gerais de religiões distintas a Dresden parecer ser mais digna de nota do que o homicídio por motivos racistas em si. Tudo indica que alguns desses jornalistas acharam a morte de uma muçulmana muito menos relevante do que o aparecimento em público de dois secretários-gerais juntos: um, muçulmano; outro, judeu. Em algumas publicações, percebia-se até mesmo uma satisfação arrogante e cheia de boas intenções em relação a uma "aliança das minorias", que, enfim, agora, mostrava que tinha capacidade de aprender e estaria agindo conjuntamente.

Diante desta situação, há urgência de uma palavra esclarecedora. Não fui a Dresden porque, como judeu, sou membro de uma minoria. Fiz a viagem porque, como judeu, sei que quem ataca uma pessoa por causa de raça, etnia ou religião, não ataca somente uma minoria, mas a sociedade democrática como um todo.

Neste sentido, não é relevante perguntar por que um representante da comunidade judaica manifesta seu pesar e sua solidariedade a Elwi Ali Okaz, mas sim por que não houve também uma avalanche de visitantes nem a solidariedade de representantes da maioria da sociedade alemã?

Por que as reações da mídia e da política ao assassinato chegaram tão tarde? Agora, muito em função da pressão da opinião pública internacional, tenta-se melhorar a situação. Consternação forçada, contudo, não convence.

Parece que a sociedade alemã não entendeu a envergadura do atentado de Dresden. Falta reconhecer que o assassinato de Marwa El-Sherbini é evidentemente o resultado de uma propaganda praticamente desimpedida contra os muçulmanos, feita desde as margens extremistas da sociedade até seu centro.

Principalmente a cena da extrema direita provoca, há anos, um clima de exclusão, demonização e medo frente a pessoas de outras crenças, estrangeiros e membros de minorias. Mas falta também enxergar que a ausência de resistência na sociedade contra o racismo pode incentivar outros atos terroristas – o termo é, nesse caso, absolutamente adequado – como esse homicídio covarde em Dresden.

Por isso, a Alemanha precisa, o mais tardar agora, levar a si mesma a julgamento. Não se trata apenas de isolar e punir os agressores, mas também de fazer um trabalho sustentável de esclarecimento, bem como disseminar o saber sobre a população muçulmana, sua cultura, sua religião e seus costumes.

Nossa meta não é a tolerância, mas sim o respeito no convívio mútuo. Não há nada que substitua um diálogo amplo, do qual participem não somente teólogos e autoridades, mas sim o maior número possível de cidadãos – um trabalho de base, no melhor sentido do termo.

Sei que a indignação e a insegurança entre os muçulmanos são grandes no momento, o que é compreensível. Mesmo assim, eles não deveriam esmorecer em seus esforços pelo lugar legítimo que lhes cabe na sociedade alemã. Para muitos – e isto ensina a experiência de outras minorias, inclusive dos judeus – tal significa um exercício de equilíbrio entre manter a própria identidade e se abrir para o ambiente social. Para solucionar esse dilema, é também imprescindível um diálogo aberto entre a minoria e a maioria. Integração não significa assimilação. Em caso de respeito mútuo, a diferença não é uma pedra no sapato da convivência.

Stephan Joachim Kramer é secretário-geral do Conselho Central dos Judeus na Alemanha. Este comentário foi escrito originalmente para o portal www.qantara.de, que conta, entre outros, com a participação da Deutsche Welle.

Autor: Stephan Joachim Kramer
Revisão: Augusto Valente

Fonte: Deutsche Welle(12.07.2009, Alemanha)
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4474247,00.html

Milhares de alemães se manifestam contra o racismo em Dresden

Racismo
Milhares de alemães se manifestam contra o racismo em Dresden

A população da cidade alemã de Dresden homenageou, este sábado, a cidadão egípcia, Marwa El-Sherbini, assassinada em pleno tribunal, por um alemão.

A vítima contava 31 anos, era farmacêutica, tinha um filho e estava grávida.

Hoje, a sua memória foi recordada por cerca de 800 pessoas, que se juntaram em frente da sede do município da cidade.

O assassino tinha sido acusado de crime xenófobo contra a vítima. Quando se encontraram no Tribunal a 1 de Julho, o réu desferiu-lhe várias facadas.

“Eu penso que é importante estar aqui e dizer que é totalmente inaceitável que um ser humano faça qualquer outra coisa de semelhante, somente porque alguém é diferente, ou estrangeiro ou de outra religião”.

“Estamos aqui a expressar a nossa solidariedade e condenar o que aconteceu à mártir Marwa EL-Sherbiny, puro terrorismo”.

Em Teerão, também se recordou Marwa El-Sherbini. 150 pessoas concentraram-se, em frente da Embaixada Alemã e acusaram o governo de Angela Merkel de indiferença, perante um crime xenófobo.

Uma manifestação que condenou igualmente a discrição com que os media ocidentais trataram o assunto.

Fonte: Euronews
http://pt.euronews.net/2009/07/11/milhares-de-alemaes-se-manifestam-contra-o-racismo-em-dresden/

domingo, 12 de julho de 2009

A ignorância "revisionista" explicitada e Pío Moa - parte 2

Parte 1

Sobre o "conteúdo"(ou falta dele, rs) no post do "revisionista" português, os comentários seguem abaixo.

"Depois dos espectáculos deprimentes dados pelos assalariados Sionistas (crentes afirmacionistas, defensores da história oficial do Holocausto)"

Cadê o "contracheque do Mossad", Joãozinho? Estou no aguardo que você me mostre pois quem faz acusação(ou apelação por que não tem capacidade de discutir nada?) desse tipo ao menos poderia mostrar a todos que tal acusação procede, sei que você odeia esse blog e quer tirar o direito das pessoas postarem a todo custo via intimidação e ataques pessoais, mas com esse expediente baixo e mau caráter você não consegue, não tem trouxa aqui. O máximo que consegue é se queimar e pagar mico(fazer vexame) como você vem fazendo sucessivamente. Se quer difamar ao menos diga algo que seja verdade e não picuinha de gente baixa, despeitada e rancorosa que apela pra ataques típicos de garotos de colégio porque não possui argumento algum pra discutir o assunto. Afirmar que eu "sou tradutor" porque eu coloco "tradução: nome da pessoa" beira a burrice mesmo, analfabetismo funcional em último grau, você sequer estaria sendo citado aqui se não houvesse tido espaço pra vir avacalhar esse espaço, sinto-me no direito de responder toda mentira calhorda que inventou pra mostrar a todos como age um "revisionista".

Seria mais honesto você dizer abertamente que odeia judeus ao invés de ficar usando figuras de linguagem porque não tem peito pra assumir o que diz, por não ter coragem de assumir que é um antissemita e filhote de Hitler.

."o blogue Revisionismo em Linha tem vindo a sofrer uma constante patrulha ideológica de analfabetos Sionistas que defendem com unhas e dentes o Holoconto, alguns deles do Brasil."

Errado, e até provo quem veio até esse blog "puxar conversa", tenho um e-mail seu de 2007 ou 2008 propondo haver discussão aqui(posso postar na parte de comentários o print do e-mail e da resposta, não ache que irei pegar leve com suas mentiras), no qual eu respondi com uma negativa.

Em segundo lugar, seu colega de credo veio procurar este blog via e-mail também(não fui eu que fui atrás de vocês, sequer comentava na pocilga de vocês, se não me engano acho que nunca comentei em um dos blogs de vocês dois) propondo que houvesse espaço pra comentários, por sinal, sugestão atentida mas se eu soubesse de antemão que isso seria mal usado como está sendo sequer teria repassado a ideia pros colegas, estou vendo que com "revisionistas" é impossível se levar a sério qualquer coisa, até quando eles nos procuram pra propôr algo aparentemente razoável, abri comentários pra "discussão"(ou palanque pra eles postarem besteira).

Depois disso ler você falar em patrulha ideológica(termo copiado do que leu aqui já que você não passa de um papagaio que só sabe repetir coisas), soa como piada pois eu mal comentei na sua pocilga(lembro de ter deixado um ou dois comentários uma vez, o Leo participava mais), um deles foi apagado, e depois veio um ataque pessoal contra todos aqui desferido por você quando sequer tive discussão com você tirando uma lista aberta por seu colega na qual você deu um chilique antológico por conta do Leo ter perguntado se você era "odinista", mas como não é homem pra assumir, fica com esse festival de ataques ridículos que não comove nem uma formiga. Veja quantas pessoas além dos seus colegas "revis" deram "razão" a você nesses seus ataques, cadê a claque te aplaudindo, Sr. "Sabidão" "empolga multidões"? rsrsrsrs.

"Um blogue desses tem servido de território livre pra circulação de grupos que criam sites em Brasileirez para incentivar outros crentes a acreditar nesse Holoconto (vulgarmente conhecito também por ‘Holohoax’) e incitar ao racismo e extermínio de um povo."

"Brasileirês" não, português, procure uma gramática seu analfabeto funcional e deixe seu xenofobismo ignorante de lado(depois nega que seja, às vezes me pergunto se esse cara é canalha mesmo ou só um burro que não consegue interpretar algo direito), mas me recuso a falar como falam em Portugal até porque não sou português, nada pessoal(por sinal, isso nunca foi um problema pros portugueses que vivem no Brasil, ao contrário do seu espetáculo circense ridículo), o que eu escrevo tem respaldo da gramática, se você não fosse ignorante e imbecil saberia disso, aliás, é risível ver brasileiros serem atacados numa pocilga "revi" com o sorriso entre os dentes(por serem atacados, sendo a maioria que visita esses blogs) já que você quer apelar prum ranço nacionalista, saiba que você sairá perdendo, o "você" é aceito na norma culta, se você não gosta, mate-se(rs), se você(de novo) quer apelar pra xenofobismo saiba que o português como idioma só tem alguma relevância no mundo ainda gaças ao Brasil, isso é fato, não é suposição e nem ataque, é que a dimensão política, econômica e populacional(se já não somos 200 milhões, estamos quase lá) têm peso nessa questão e o Brasil é quem responde pela maioria absoluta do público falante do português no mundo, ou seja, gostando você ou não, a maior parte do mundo que procura aprender português, procura aprender o tal "brasileirês" que você odeia, que no fundo não passa de recalque e complexo de inferioridade de fascista xenofóbico, rsrsrs.

Se você não gosta disso e os xeonofóbicos em Portugal também, problema de vocês, não do Brasil, a gramática permite isso, não há "brasileirês" ó grande estúpido, apenas me recuso, até como um ato pra mostrar a você(e gente que pensa como você) que o que você diz não altera em nada isso, no caso, recuso-me totalmente em escrever como português mesmo porque não tenho vergonha alguma de ser brasileiro(ao contrário do que uma mente tão pequena como você deve achar, aliás, você "acha" demais e "pensa" de menos, rs) como a filial fascista brasileira que dá suporte a você e aceita se submeter em ser capacho de um fascistinha chucro que só sabe apelar pra xenofobismo pra ver se atinge alguém quando a maioria dos que leem isso aqui é formada por brasileiros, saiba que esse tipo de ataque seu depõe contra você e não contra ninguém aqui, e não adianta choro, na "hora do pega pra capar" os brasileiros não ficarão do seu lado(tirando esses fascistinhas ridículos que te procuram, rsrsrsrs).

Nem tente fazer esse tipo de "quebra de braço" que você perde fácil, rs.

"Recentemente foi postada uma crítica a esta “matéria”"

Errado, a matéria foi traduzida e postada neste blog e não no seu, não minta, mentiroso. E você prontamente viu e já saiu escrevendo esse monte de baboseiras sem saber nem do que se tratava, típica atitude de um parvo(estúpido). Sequer lê e entende o texto e ainda acha que vai me atacar com algo que nem entendeu, simplesmente hilário.

"onde denunciei uma série de pontos que, naturalmente, não tiveram a devida resposta."

Que pontos você denunciou? Você não escreveu nada, não denunciou nada, só fez um ataque gratuito(mais um) e pessoal e acha que com esse tipo de comportamento convence as pessoas. Por sinal, ainda pega carona nas visitas desse blog pra tentar promover essa Cesspit sua(rs).

"O meu texto causou um tal arrepiu na espinha do pequenino analfabeto crente afirmacionista que logo se colocou aos saltos, retificando o post anterior, desta vez já falando do passado de Pío Moa e que antes ficára esquecido.O mais curioso é que ficou por dizer onde é que entra o David Irving na tal comparação patética…"

Errado(de novo), parvo "revi", eu postei uma matéria(leia bem que é pra ver se você entende ao menos uma vez na vida o que lê, analfabeto funcional) sobre a Guerra Civil espanhola e um autor que critica o Pío Moa(historiador espanhol apologista de Franco), e o comparei, de sacanagem, ao David Irving porque o historiador Maestre comenta no texto sobre o "Método Moa" de fazer livros que muito se assemelha ao Irving(leu isso, sua anta? Não, né? Como era de se esperar, rs).

Por sinal, o Moa foi comentado até por um historiador de peso dos EUA sobre o tema, Stanley Payne, positivamente(só que discordando das teorias dele) dizendo que deviam fazer um trabalho sério de crítica a ele e não simplesmente encostá-lo, ao contrádio do picareta David Irving que não possui respaldo algum na academia(universidades) a não ser como notório antissemita que é e negador do Holocausto.

Os comentários que fiz na ocasião pra não precisar abrir um post pra acrescentar algo mais, sem necessidade, e também sobre o César Vidal(que foi citado no seu blog, mas você não sabe nada sobre ele também, pra variar, rs), foi esse:
Caixa de comentários, comentários feitos no dia seguinte

Você é muito, mas muito chucro, dá até pena e meio que uma sensação de "perda de tempo" esculhar uma anta como você dessa forma(pensando bem, acho que não tenho pena não, rs).

"E quando falo que existem assuntos que nunca têm resposta, não falo por acaso."

Claro, pra quem afirma que é totalmente que é totalmente ignorante naquilo que comentou e mesmo assim comenta algo que não sabe nem do que se trata, você faz jus a sua ignorância e pretensão, rsrsrsrs. Nunca pensei que você um dia você pudesse falar a verdade, salvei até o print em caso de você se sentir tentado a apagar, seu "cobarde"(é com "v", no português se pronuncia "v" como "v", não estamos "hablando", ok? No espanhol se pronuncia "v" como "b", mas não sabia que você era um espanhol camuflado de português pra estar trocando a grafia, rsrsrs).

"Para isto, os únicos comentários são “anti-semitismo”, porque estamos a criticar os seus patrões, ou seja, os Sionistas ou o Estado de Israel ou os Judeus…"

Seus patrões? Você está afirmando que judeus controlam tudo? ou são patrões? É isso? Melhor versão pros "Protocolos dos Sábios de Sião"(livro antissemita) não há, você é a própria encarnação da estupidez antissemita. Depois ainda tem a cara de pau de negar que é antissemita fazendo difamações desse quilate.

"Para isto, os únicos comentários são… no Revisionismo em Linha é que existe “racismo, xenobobia, nazis, etc., etc., etc. e que deveríamos ser todos presos…"

Se houvesse justiça não tolerante com racistas como você, você deveria sim responder pelo racismo do seu blog, mas não comemore muito pois nunca é tarde pra justiça se tornar "intolerante" com isso e resolver o assunto, rsrsrs.

"Para isto, os únicos comentários são: “teorias da conspiração” ou “rsrsrsrsrsrs”…"

Por que será? Teoria da conspiração da "tsunami israelita", postado no "revisionismoemlinha" e ridicularizado aqui:
A "tsunami israelita" segundo o Joãozinho

O cara publica uma foto-montagem ridícula como se fosse verdade, o negócio é tão esdrúxulo que só serve como motivo de piada ou chacota, rs. Mas é "tudo" "invenção" desse blog, segundo o Joãozinho, rsrsrsrs. Se ele colocasse que o blog "revi" era humorístico eu seria obrigado a concorda, tem muita ignorância nessas crenças esdrúxulas que só dá vontade de rir mesmo, essa é uma delas(rs).

"E sobre o Holoconto, perdão, Holocausto… então aí as coisas ainda são mais graves porque NENHUMA FONTE, NENHUM LIVRO, NENHUM DOCUMENTO, NENHUM REVISIONISTA merece credibilidade para eles."

Já foi perguntado 'n' vezes qual "revi" merece crédito e você só sabe repetir panfletos de um francês que não é historiador e de mais pseudohistoriadores que não possuem respaldo em academia(universidade). Se você não entende algo tão básico, primário, pra alguém ser levado a sério academicamente(historiador) sou eu que vou ter que te explicar isso? É ruim, rsrsrs.

"Ou seja, praticamente nem se dão ao trabalho de analisar o que se diz, mas sim apenas se preocupam com a campanha de descredibilização do autor. Porque eles é que sabem. Porque eles é que têm razão. Porque eles é que trabalham para o “povo eleito e escolhido”…"

Mas a gente escolhe bem, convenhamos, usar historiadores de verdade como referência e gente gabaritada em assuntos da Segunda Guerra(o Holocausto é um assunto da Segunda Guerra) é algo que possui uma relevância que as coisas repetidas por vocês jamais terão, e o pior, vocês sabem disso por isso que ficam nessa lamúria, querendo ser aceitos na marra quando sabem que estão totalmente errados. E novamente seu racismo(antissemitismo) contra judeus fica transparente, mas provar que é bom, nada, só difamação barata.

"Porém, aquela gente continua a dizer que que não trabalham para o lobby Judeu/Sionista"

Não continua "a dizer", ninguém aqui "trabalha" pra "lobby", você está tão obcecado e irado com a existência desse espaço que partiu pra apelação baixa, mau carater, apenas isso, por isso que sequer merece uma resposta a esse tipo de cretinice sua pois quem crê numa asneira dessas merece sua companhia(rs), mas já como você insiste em dizer, merece esse tipo de resposta: se você afirma algo com tanta certeza isso caberia ao menos mostrar a todos que consegue provar o que diz, não?

Se você tem tanta certeza disso estamos esperando uma comprovação sua, apenas uma, acho que será fácil você comprovar já que tem tanta certeza disso(rs). Eu acho que deve ser fácil provar se uma pessoa tem tanta convicção assim do que diz como você(contém ironia na frase), o que é certo é que esse blog incomoda e muito antissemitas imbecis(redundância, qual é o que não é?) que ficam patrulhando a internet e quanto a isso não serão seus histéricos e dos outros antissemitas imbecis e viúvas do cabo Adolf Hitler que alterarão nada aqui, podem chorar a vontade, o choro será sempre livre.

"mas nem por uma única vez condenam ou criticam Israel e a sua política."

Porque o tema do blog é sobre Holocausto, algo que você nega politicamente pra incitar antissemitismo e vindo de uma pessoa que nega genocídio como você, vir cobrar coisas beira o ridículo, conheça seu lugar e se enxergue, em bom português, cuide da sua vida e pare de encher o saco se não tem nada a dizer que preste.

"E a manutenção do “mito holocáustico” é o melhor exemplo."

Deixa eu ver, o "Joãozinho ariano" chegado no cabo Adolf Hitler, tem raiva porque mantém o "mito holocáustico"(que não é mito) e agora apela pra questões no Oriente Médio pra adquirir algum "respaldo moral" pras asneiras racistas dele? Que coisa "linda". Mais burrice que isso só o dobro disso, rsrsrs. Não tendo moral alguma em dizer nada, o negador de genocídio, Joãozinho, tenta vincular a defesa do nazifascismo dele a uma suposta crítica a Israel, seria hilário se não fosse esdrúxula a estupidez que você defeca naquele lixo nazista seu.

"Afirmar parece que é uma especialidade dos "crentes no Holoconto" já que provar as suas "teorias míticas" é algo totalmente fora da competência deles – já têm uma legislação penal que os transforma em intocáveis e todos os outros “defensores do ódio”."

E você não é defensor do ódio? Você é a própria encarnação do ódio, recalcado, despeitado, apela pra baixaria, covarde. Você tem tanto defeito que fica às vezes difícil acreditar que possa existir uma pessoa como você, rs.

"Deixo aqui registrado o facto, pois recentemente o indivíduo de apelido "Roberto Lucena"(como se tivessemos de acrditar que tudo o que diz é verdade)"

Não é apelido, é nome mesmo, se não gostou venha falar comigo pessoalmente, rsrsrs. Mas sinceramente, se você pudesse olhar minha "cara de preocupado" quando você diz isso, eu se você nem faria um comentário desses porque não sabe o riso que provoca quando leio(rs).

"um dos assalariados do blogue citado e que fez uma série de ataques, com uma linguagem baixa e vergonhosa"

Pois é, eu que comecei a "xingar a mãe dos outros", ou dirigir a você xingando:
24 de abril de 2009, post ofensivo a minha pessoa sem eu ter dito nada ofensivo a este elemento até essa ocasião

Como todo mundo tem direito de resposta, se bater você leva, algo bem elementar que o Joãozinho parece querer não dar direito aos outros de responder as asneiras dele como acharem que é devido, rsrsrs. Embora, pensando bem, responder um cara desses pode surtir o efeito contrário, dar audiência a um idiota, por isso que essa série de posts espero que sejam os últimos, pois passarei a ignorar os ataques pessoais feitos por esse cidadão que se auto-denomina "João Dórdio" e diz se chamar "Jorge Damião".

"demonstrativa do seu grau de cobardia"

É "covardia", com "v"(letra vê), sua anta, rsrsrsrsrs.

"e que depois vem negar cinicamente e veementemente que alguma vez tenha censurado algum comentário ou falado de forma incorrecta… porque apenas se defende…como os patrões…Fica aqui o meu novo presente a esse assalariado Sionista que acha que as pessoas se irão se intimidar com esse tipo de ameaças constantes por parte dele e dos amigo, quer pessoais quer com a justiça, argumento sempre utilizado quando não têm mais nada."

Apaguei todos os seus comentários nos quais você inclusive xingava pessoalmente a mãe dos outros num dos posts, no qual você deu um chilique digno de pena, mas não se preocupe, há cópia de todos os comentários feitos, dependendo da vontade(ou não) dos membros do blog, dá pra postar um post em separado só com isso pras pessoas avaliarem já que você "dá e corre", típico de um covarde.

"Robertinho, pare de ler livros das editoras dos patrões e compre livros que mostrem que existe algo mais para além da sua cegueira."

Aos que leem o blog, analisemos esta afirmação do Joãozinho: deixemos todos de ler livros produzidos em universidades(tem algum médico lendo? Deixe de ler livros de medicina porque são feitos em universidades, ok? rs), pra comprar e ler livros de editoras de fundo de quintal que em sua maioria são distribuídos de graça na internet porque possuem pouco valor ou nenhum, a não ser como literatura antissemita(racista). Essa "lógica" do Joãozinho é de doer, é óbvio(pros desavisados), contém forte ironia nesse comentário, vai que o cara lê e não entende(de novo) o que eu disse, rsrsrsrs.

"A Universidade não mata, mas nós sabemos o profundo ódio que os crentes afirmacionista têm sempre que se deparam com revisionistas formados ou que se apoiam em estudos que apenas são derrotados pela tal lei que os considera “anti-semitas” ou “portadores de ódio”."

Falar de ódio a um bando de picaretas é demais, nada se compara ao ódio de vocês aos historiadores(gente formada) que estudam a sério o Holocausto, por sinal, vocês ignoram isso completamente, rsrsrsrs. "O mundo" segundo os "revis": "tudo começa com os judeus e termina com os judeus", rsrsrsrsrs. Bem simples, não? Tudo pros "revis" tem uma explicação, acho que eles devem achar que judeus são super-homens, rsrsrs.

"Mas a perseguição doentia que vocês fazem e que transformam todos os académicos revisionistas em cadastrados é algo que não durará sempre."

Que acadêmicos? David Irving? Qual Universidade britânica dá respaldo a ele? Quais Universidades de peso dão respaldo a seu credo "revisionista"?

"Essa mentira em considerar tudo o que questiona Israel ou o Holocausto em “anti-semitismo” ou “discurso de ódio” só engana gente que comunga dos mesmos valores Sionistas ou afirmacionistas."

Mas você não questiona Israel, pelo contrário, suas "críticas" não passam de racismo e estupidez, o ódio antissemita e irracional de gente como você explica e muito a criação do Estado de Israel e o antissemitismo nazista, gente como você são genocidas em potencial, os nazistas começaram assim como vocês e terminaram assim:
Einsatzgruppen em ação, exterminando(aviso pra quem for ver, há fotos pesadas)
Foto 1, Foto 2, Foto 3, Foto 4, Fotos dos nazistas em ação

Evidência fotográfica de assassinatos em massa: 4. Ivangorod

Fotos:
Documentação fotográfica de crimes nazis (1ª Parte)
Documentação fotográfica de crimes nazis (2ª Parte)

Recentemente aquele atirador do Museu do Holocausto quis fazer uma reedição em miniatura desse tipo de ódio, conseguindo matar o vigilante do Museu com seu ódio irracional(racismo).

Honestamente, não sei o que sinto de gente como você, se ódio ou pena em ver um irracional se consumir no ódio dessa forma, acho que você é tão estúpido, mas tão estúpido que não merece ser sequer encarado nas duas circunstâncias e sim em ser ignorado vivo, tratamento mais adequado, o de virar um zumbi e viver condenado a consumir o próprio ódio irracional que produz. Acho que o que eu tinha a dizer a você eu disse, só espero não ter que me dirigir ou me referir de novo a uma figura tão ridícula e esdrúxula como você. A única coisa que de fato vale a pena nesses posts é o de mostrar às pessoas o quanto há de ignorância e estupidez naquilo que os "revis" escrevem ou comentam, tirando a parte ideológica da coisa que só é levada a risca por aqueles mais frios e não pelos mais "estourados" e crédulos do "credo", não é preciso destacar que houve um revide a um ataque pessoal, mas diante de tanta estupidez que esse cara disse, o revide acaba se tornando um detalhe, o importante foi atestar a completa falência de argumentos desses caras que começam a apelar pra ataques pessoais(achando que desestabilizam as pessoas com isso ou que "ganham no grito" algo) quando eles não têm mais o que dizer.

Vou ficando por aqui, até mais a todos, ao Joãozinho, "do fundo do meu coração" com "todo o carinho e afeto", meus profundos votos que ele remoa bastante esse ódio, mas remoa mesmo, pra valer, pois pelo visto ele não sabe o quanto isso "faz bem pro coração"(rsrsrs).

A ignorância "revisionista" explicitada e Pío Moa - parte 1

Acho que não vai dar pra comentar em um post só porque primeiro é preciso contextualizar o ocorrido pra depois apontar as grosserias feitas no texto.

Mas pra adiantar, esse post e o subsequente dirão respeito a um texto postado sobre um historiador espanhol, "Pío Moa, o David Irving Espanhol"(título original da matéria com o historiador Francisco Espinosa Maestre: "Desmontando Pío Moa", em espanhol, traduzido para o blog), texto esse atacado por um "revisionista" chucro que fica inventando uma série de mentiras pra difamar porque a "distância" assim o permite, com uma quantidade de mentiras e distorções(e besteiras) considerável, várias delas baseadas em puro chute conforme palavras do próprio dono de um blog na parte dos comentários, que sequer sabia quem era o Pío Moa mas mesmo assim emitiu uma série de opiniões como se fosse "entendido" no assunto (tirei prints pois vários comentários em resposta as asneiras dele foram apagados restando os comentários do mesmo, pois covardemente não assume os ataques e provocações que faz e depois tenta se passar por vítima):


Vários comentários postados em resposta foram apagados pelo dono do blog depois que ironizei a ignorância dele em alguns deles e noutros revidei os ataques ofensivos, alguns xenofóbicos e outros baixaria pura(respondi na mesma moeda), pois no afã de me atacar sequer sabia o que estava comentando, por isso poderia ter poupado a todos de passar um vexame como esse achando que os outros se sentem ofendidos com preconceitos vindo de uma pessoa tão ignorante e estúpida. O preconceito foi sim dirigido a brasileiros pra depois o mesmo ficar negando(com uma imagem provando o contrário) e achando que os outros não têm direito de atingi-lo da mesma forma, e ficou barato perto das agressões proferidas por eles. Já fora deixado aqui um comentário xenofóbico e racista aludindo que escreviam aqui em "pretoguês", mas o Joãozinho se "sente ofendido"(mentindo) por ter sido usado o termo Cesspit lusa, pois o blog dele se localiza em Portugal, da próxima eu chamo de Cesspit da Chechênia pois quem sabe assim ele não entende a ironização com a canalhice dele(rs).

Só pra registrar, o comentário sobre a imagem com preconceito contra brasileiros não causa qualquer constrangimento a mim uma vez que aquilo depõe mais contra a imagem dele(se é que tem uma), pois existe o dito que diz que o "que vem debaixo não atinge", pois é o que ocorre nesse caso. Mas deixo registrado pros outros brasileiros(que são a maioria a ler esses blogs em português) o caráter preconceituoso do autor do blog que provoca e não quer ler os revides que foram leves diante das agressões feitas por ele, uma inclusive atacando a mãe da pessoa, coisa que só um colegial chucro seria capaz de aprontar.

Além do fato do mesmo mentir cinicamente e descaradamente como no caso de afirmar que eu disse que eu era tradutor(pode me mostrar onde tem isso escrito?), a não ser que o parvo(estúpido) Joãozinho ache que indicar ao final de um texto, "tradução: fulano de tal" seja o mesmo que afirmar que a pessoa é tradutora, mais um atestado da estupidez e ignorância desse indivíduo. Fica difícil de crer que alguém possa ser tão estúpido assim, até prum "revi".

O curiso do post, sem comentar detalhadamente ponto a ponto dele(ficara pro próximo), é que primeiro o autor do post achou que iria me atingir com este tipo de galhofa replicando de imediato um texto de um historiador espanhol sobre o Pío Moa(autor de direita) sobre a Guerra Civil espanhola(tema que a princípio não teria conexão com o dito "revisionismo" do Holocausto a não ser pela desonestidade do autor) e segundo porque considerou a comparação do Moa com o Irving algo ofensivo ao "historiador" britânico e não o oposto(uma ofensa ao espanhol), pois pra azar dele(já que não lê pensamento e ainda se acha capacitado de adivinhar o que os outros escrevem antecipadamente) há um detalhe na comparação que fiz: quando fiz a associação do Pío Moa ao Irving, a associação é pejorativa ao Moa e não ao Irving pois o David Irving é modelo e referência de desonestidade e arauto da extrema-direita que nega o Holocausto (perdeu um julgamento que moveu na Inglaterra contra a historiadora Lipstadt por pura desonestidade ao tentar intimidá-la metendo um processo contra ela por conta de seu livro), pois em sua pressa em querer me atacar e ao artigo, sequer prestou atenção ao que estava escrito, demonstrado sua total ignorância e má interpretação de textos. Depois esses caras se acham em condições de discutir de igual pra igual esses assuntos.

Por sinal, os "revis" costumam "supôr"("achar") demais e fazer afirmações esdrúxulas sobre História e Política que quando são confrontadas, não gostam muito de fundamentar o que afirmam fora negarem que disseminam antissemitismo e xenofobia, além do fato de que se tratariam de "super-homens" se por um acaso pudessem ler o que a gente pensa sem sequer deixar um comentário sem nada subentendido em um post que visava comentar aspectos da Guerra Civil espanhola e não(a princípio) a respeito de negação do Holocausto.

Mas parece que alguns deles acham que tem o poder de delimitar o que a gente posta ou deixa de postar aqui.

Já foi avisado antes, mas é bom deixar claro uma coisa: quem posta ou deixa de postar aqui são os membros do blog, ponto. Se algum "revisionista" não gosta do que é escrito é um direito deles mas não é problema de ninguém aqui, apenas, repito, ninguém irá se submeter a chantagem psicológica e chiliques e intimidações via provocações de um bando de fascistinhas. Que fique bem claro isso pois a impressão que se tem é de que passaram a achar que possuem algum tipo de controle sobre o conteúdo do blog ou do que é postado quando não possuem. Fica o recado dado novamente já que pelo visto têm dificuldade de entender de primeira, não apostem muito no direito de soltar pérolas racistas que aqui não será espaço pra disseminação desse lixo "revisionista" antissemita e apologista do nazismo, se querem discussão há locais apropriados pra isso conforme deixei claro em outro post, se ignoram o que é dito problema de vocês, não nosso, se apenas querem atenção e plateia, não terão(isso é comportamento de troll).

Parte 2

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Alemanha: Ministra da justiça alerta para aumento de conteúdos neonazis e propagação do ódio na Internet

O número de páginas neonazis em Alemão na Internet já ultrapassa as 1600, “e é preciso erradicar o ódio” da rede global, afirmou hoje a ministra da justiça, Brigitte Zypries, numa conferência em Berlim.

A extrema-direita germânica “está a tentar apresentar-se na Internet de forma a captar um público jovem”, alertou no decorrer do mesmo evento Stefan Glaser, da “Jugendschutz.net”, site destinado a apoiar online a protecção de menores.

“Muitas vezes nem se percebe que são páginas neonazis, mas entretanto esta é a plataforma privilegiada deles”, disse o especialista germânico.

Brigitte Zypries sublinhou, por seu turno, que as ameaças e as fantasias violentas “são recorrentes' nos sítios neonazis, e apelou para uma vigilância reforçada para debelar, ou pelo menos minimizar, o problema.

A ministra advogou que “o que é proíbido offline deve também ser proíbido online”, admitindo, porém, que o combate ao neofascismo na net “não é apenas uma questão técnica'.

“As ideias de extrema-direita são propagadas electronicamente, mas surgem na cabeça de pessoas”, reconheceu a ministra, apelando à entreajuda do Estado e da sociedade civil no combate à xenofobia.”

O presidente do Conselho Central dos Sinti e Roma (vulgo ciganos) alemães, Romani Rose, que também participou na conferência, criticou, no entanto, a actuação das autoridades alemãs.

Rose apontou vários casos de queixas-crime contra propaganda neonazi apresentadas pelo orgão que dirige que foram arquivadas pelo Ministério Público, sob a alegação de que os sites visados eram estrangeiros e de não ser possível apurar os culpados.

O presidente dos serviços de informações alemães, Heinz Fromm, outro dos participantes no simpósio, centrou a sua intervenção nas actividades terroristas na internet, 'que desta forma atingem uma amplitude que, por outras vias, nunca atingiriam”.

Fromm referiu que os vídeos de conteúdo terrorista na Internet “são feitos com um profissionalismo cada vez maior', e já não apenas em Árabe, mas também em outras línguas.

'É caso para se falar de uma verdadeira ofensiva mediática” dos grupos terroristas, disse o responsável alemão.

No que respeita aos conteúdos neonazis na Internet, Fromm revelou que cerca de 10 por cento são “juridicamente relevantes”, chamando a atenção para a importância de se vigiarem não só os sites, mas também os portais de vídeos da extrema-direita.

Fonte: Lusa
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=11053

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Nazi de 89 anos será julgado pelo extermínio de 29 mil judeus

«Ivan o Terrível»
Nazi de 89 anos será julgado pelo extermínio de 29 mil judeus

Berlim – Após várias tentativas de evitar o tribunal, John Demjanjuk, 89 anos, vai ser julgado na Alemanha pelo extermínio de 29 mil pessoas de religião judaica no campo de concentração de Sobibor, Polónia, em 1943.

Perante as câmaras de televisão John Demjanjuk dava sinais de importante debilidade física, mas quando as câmaras não estavam presentes renascia a vitalidade. Assim, uma equipa de médicos considerou o antigo guarda do campo de extermínio de Sobibor está em condições de participar no seu processo em duas sessões diárias de 90 minutos cada que terá lugar em Munique, Alemanha.

«Ivan o Terrível» como ficou conhecido John Demjanjuk, ucraniano, que nega as acusações, está detido numa prisão de Munique desde 12 de Maio. No entanto o seu nome permanecia no topo da lista dos criminosos de guerra nazis mais procurados do centro Simon Wiesenthal.

John Demjanjuk é acusado pelo centro Simon Wiesenthal de ter conduzido homens, mulheres e crianças para as câmaras de gás do campo de extermínio de Sobibor.

Em 1988 John Demjanjuk foi condenado à morte em Israel depois de ter sido identificado por sobreviventes da Shoah (Holocausto) como o guarda mais temido do campo de extermínio de Treblinka, também na polónia, onde foram massacradas 870 mil pessoas. Em 1993 o Tribunal Supremo israelita decide anular a pena devido a duvidas na identidade real de «Ivan o Terrivel».

O centro Simon Wiesenthal acaba por conseguir obter provas que John Demjanjuk teria «trabalhado» em três outros campos de extermínio, dos quais Sobibor.

Fonte: Jornal Digital(PNN Portuguese News Network)
http://www.jornaldigital.com/noticias.php?noticia=18803

Papa remove cardeal responsabilizado por crise sobre Holocausto

Por Philip Pullella

CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O papa Bento 16 removeu efetivamente nesta quarta-feira um funcionário do Vaticano amplamente responsabilizado por uma controvérsia envolvendo um bispo que negou o Holocausto.

O cardeal Darío Castrillón Hoyos era presidente do departamento do Vaticano criado 20 anos atrás para buscar uma reaproximação com um grupo dissidente ultraconservador ligado ao escândalo de negação do Holocausto, que emergiu em janeiro.

O papa colocou agora esse departamento, conhecido como Ecclesia Dei (Igreja de Deus), sob o controle do departamento de doutrina do Vaticano - a Congregação pela Doutrina da Fé - e nomeou o cardeal norte-americano Joseph Levada para presidi-lo.

O departamento Ecclesia Dei foi amplamente responsabilizado pelo ultraje internacional resultante da decisão do papa de remover a excomunhão de quatro bispos da tradicionalista Sociedade de São Pio 10 (SSPX).

Ao remover a excomunhão, o papa estava tentando pôr fim a uma disputa de 20 anos, iniciada quando os bispos foram punidos por terem sido ordenados sem a permissão do papa João Paulo 2o.

Um dos bispos, Richard Williamson, disse em entrevista acreditar que não existiram câmaras de gás e não mais do que 300.000 judeus pereceram em campos de concentração nazistas, em vez do total de 6 milhões afirmado pelos historiadores.

O bispo britânico já havia feito comentários semelhantes antes - boa parte deles disponíveis na Internet - e Castrillón Hoyos foi criticado por não ter examinado o caso dele adequadamente e previsto a reação que se seguiria.

Na época do escândalo, o Vaticano informou que o papa não sabia dessas declarações de Williamson e o próprio Bento 16 admitiu, em uma carta a bispos, que a Igreja tinha de aprender a usar apropriadamente a Internet.

Os comentários de Williamson e a decisão do papa de remover sua excomunhão causaram uma profunda fissura nas relações católico-judaicas. A medida foi condenada por sobreviventes do Holocausto, católicos, o chefe do Rabinato de Israel, líderes judaicos em todo o mundo e a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel.

Fonte: Reuters/Brasil Online
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/07/08/papa-remove-cardeal-responsabilizado-por-crise-sobre-holocausto-756728214.asp

terça-feira, 7 de julho de 2009

A patrulha ideológica de blogs neonazis "revisionistas"

Depois dos espetáculos deprimentes dados pelos nazi-"revisionistas"(negadores do Holocausto), o blog holocausto-doc vem sofrendo constante patrulha ideológica de fascistas que negam o Holocausto, alguns dele de Portugal. Um blog deles tem servido de território livre pra circulação de grupos que criam sites em português pra negar o Holocausto e incitar antissemitismo.

Recentemente foi postada uma tradução de uma matéria com um historiador espanhol, Francisco Espinosa Maestre, criticando o "Método Moa", protagonizado por um ex-terrorista maoísta ex-membro do GRADO espanhol, acusado de ser assassino de um policial na Espanha e convertido ao franquismo(fascismo), que se chama Pío Moa.

O texto causou rebuloço e defesa apaixonada do dono do blog apologista do nazifascismo e antissemitismo "revisionismoemlinha" logo após a publicação de texto sobre a picaretagem do Pío Moa nesse blog, o "historiador" apologista de Franscisco Franco.

O mais curioso é que os "revisionistas" não conseguem sustentar que não são são antissemitas e apologistas do fascismo, mas vivem defendendo gente que faz apologia ao fascismo abertamente. Negar parece que é uma especialidade dos "revisionistas" já que provar suas "teorias esdrúxulas" é algo totalmente fora da competência deles(pois sabem que são mentiras e alegorias antissemitas e neonazistas) ou mesmo fora de questão.

Deixo aqui registrado o fato pois recentemente o indivíduo de apelido "João Dórdio"(que sequer se identifica com medo), dono do blog citado, fez uma série de ataques a este blog, quer seja com baixarias ou agressões gratuitas, para depois negar cinicamente e veementemente que tenha agredido primeiro por pura covardia do credo.

Fica aqui meu novo presente a esse fascista que acha que as pessoas irão se intimidar com esse tipo de expediente ridículo ao qual os "revisionistas" se prestam.

Joãozinho, pare de ler livros de editoras de fundo de quintal e compre livros acadêmicos pra ler, Universidade não mata, sabemos do profundo ódio dos "revisionistas" às Universidades ou a trabalhos acadêmicos, e que adoram dizer que textos retóricos são trabalhos acadêmicos(sem ter reconhecimento algum de nenhum meio universitário sério), mas essa neura de vocês em querer ignorar trabalhos acadêmicos beira a algo infantil e doentio, que só engana gente que comunga dos mesmos valores fascistas de vocês "revis".

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Pío Moa, o David Irving espanhol

Desmontando Pío Moa

FELIPE VILLEGAS/Salvo em círculos e meios especializados (na internet se trava uma batalha dialéctico-digital total), o comum de todos os mortais é seguir alheio à migalha na qual se fecham alguns historiadores ou pseudo-historiadores quando decidem dogmatizar seus livros ou conversas. Premissas como distância histórica frente ao evento, afã de objetividade (uma utopia), contraste das fontes, consulta até se esgotar as fontes, equanimidade, uso da linguagem fria... não parecem abundar no catálogo de novidades históricas que assomam as vitrines, em que pese nisso o seu puxão.

Ouvindo o historiador Francisco Espinosa Maestre (Villafranca de los Barros, 1954, mas radicado há anos em Sevilha) alguém pode ter uma ideia da complexa estrutura de interesses que rodeia ao fato histórico puro quando este se presta a ser usado como arma propagandística e/ou política. Este é o caso da Guerra Civil e seus cruentos capítulos, que seguem estando no topo e produzindo debates ácidos e manipulações, operações em grande escala de confusão e relativização que, longe de servir para contar as coisas tal como passaram, são o pretexto de alguns para legitimar causas pretéritas ainda que latentes.

Esta é a tese de partida de Espinosa em seu último livro, cujo esclarecedor título, "O fenômeno revisionista ou os fantasmas da direita espanhola (Ediciones Los Libros del Oeste), não é senão o aperitivo de umas demolidoras páginas nas quais Espinosa exerce o caráter de cirurgião para dissecar ponto a ponto do chamado "Método Moa: um livro em 15 dias".

Em tom ensaístico, claro e rotundo, Espinosa desmonta o exaltado Pío Moa, um autor de escrita fácil (de ahí sua copiosa produção editorial) convertido em bestseller (Aznar lhe declarou sua admiração) cuja credibilidade questiona o autor do ensaio de cabo a rabo, começando por sua formação: "Nem Pío Moa é historiador e nem seus livros são de história. Na realidade estamos diante de um simples propagandista e medíocre escritor a serviço do Partido Popular, que lhe encomendou a missão de melhorar sua imagem que a direita espanhola quer dar a si mesma e sujar a da esquerda. Para conseguir estes objetivos vale tudo", sustenta Espinosa.

Suas afirmações, ainda que corrosivas, não são gratuitas. Nas centenas de páginas justas de seu livro confronta a visão e sapiência de Moa partindo de um episódio concreto e dilacerante da Guerra Civil: a matança ocorrida na arena de touros de Badajoz em 14 de agosto de 1936, justamente naquilo que Espinosa é especialista, como creditou em seu livro "A Coluna da morte" (Crítica), ao que Moa desqualificou via artigos na imprensa e internet (Libertad Digital) com argumentos como o que se segue: "É fácil perceber vários pontos débeis no estudo de "A Coluna da morte". Não está em minhas possibilidades contrastar esses dados nem os métodos empregados, mas advertirei que, vistas as desvirtuações tão frequentes do autor, e seu evidente desejo de sacudir a bilis, seus dados oferecem a maior margem de desconfiança. Outros poderão fazer sobre este terreno as comprovações pertinentes".

"Onde estão os argumentos, as refutações, os dados que opõem? por que segue diminuindo uma matança total da qual houve testemunhas, como o periodista português Mário Neves, que desacreditaram o que o franquismo chamou de a lenda de Badajoz?". Pergunta-se o autor, que confessa que focou sua obra "como um desafio porque havia pesoas que desejavam ver como se punha em evidência o Método Moa, suas fontes e falsidades, sua propaganda.

Faltava instrução e aqui se oferece, assim como respostas ao porquê Moa e outros de semelhante talento seguem querendo manipular a História em benefício própio". Em efeito, a segunda parte do ensaio abre seu enfoque para desvelar as chaves do revisionismo histórico, um movimento (o autor chega a usar o termo cruzada) nascido no calor das ainda recentes vitórias eleitorais do PP com uma finalidade: "Ajustar a História do passado de modo que convenha ao que a direita atual deseja".

"Moa e companhia - quer dizer, César Vidal, Ricardo de la Cierva, Jiménez Losantos, Gonzalo Fernández de la Mora, García de Cortázar, José Luis Gutiérrez Casalá, Ángel David Martín Rubio, entre outros citados – representam a resposta da direita que tem estado no poder do outro movimento, o da recuperação da memória histórica, surgido em torno de 1996-1997".

Em sua análise, o historiador extremenho não economiza em responsabilidades na hora de explicar o porquê do êxito do revisionismo, cujos defensores (com Moa na cabeça) vendem livros como churros. "É tal o poder e respaldo midiático da direita que na esquerda não houve um contrapeso equivalente, e é nesta grande operação midiática de recuperação do espírito franquista e de reconquista da história da Espanha onde Moa julgou ter um papel primordial desde 1999. A direita podia ter escolhido opções mais moderadas, mas com a maioria absoluta de Aznar e o alinhamento deste com os planos de Bush, apostou-se pelo neofranquismo e no revisionismo mais forte", argumenta, ao tempo que encontra no "pacto político pelo esquecimento" subescrito pelo PSOE na raíz de sua vitória em 1982 boa parte da culpa para que o revisionismo coalhou como tem feito.

"O PSOE optou por não olhar para trás, em sua política de desmemória e assim, em fins dos anos 90, o terreno estava adubado com esquecimento e confusão para a colheita que se preparava".

E conclui: "O resultado é uma sociedade onde a batalha pela memória, pelo passado, está mais viva que nunca, onde o processo de exumação de fossas se exaspera para a direita, que se nega a reconhecer que os vencidos, por estranho que pareça, têm o mesmo direito que tiveram os vencedores durante décadas para localizar seus desaparecidos e lhes dar uma sepultura digna. E daqui que se levam tão mal o gotejamento de livros sobre repressão, que não tem cessado desde os anos 80, que põem em evidência as origens do franquismo e o fato de que sua única fonte de legitimidade foi a violência".

Por tudo o que foi exposto, Espinosa se pergunta porque na Espanha não há controles para evitar que se prolifere a propaganda travestida de História como o há na Inglaterra e França. "Isso não é liberdade de expressão, como tampouco é de validação que se repitam os velhos tópicos reforçando a imagem no coletivo daquilo, de que a guerra do pai ou do avô, não teve nada a ver com o que contam os historiadores".

Fonte original: Redação Diario de Sevilla(Espanha)
http://www.diariodesevilla.com/diariodesevilla/articulo.asp?idart=1269290&idcat=1182
Fonte: texto se encontra no site da ARP-Sociedad para el Avance del Pensamiento Crítico
http://digital.el-esceptico.org/leer.php?id=2080&autor=724&tema=146
Tradução(português): Roberto Lucena

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