sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Região Sudeste - Chapas/números por região/estado - votação 2026

A quem não acompanhou o primeiro post, aqui a explicação pros posts de orientação de voto pra "cola/fila" (se chama fila em PE, do verbo "filar", "cão de fila" etc) no dia da eleição:
https://holocausto-doc.blogspot.com/2026/09/regiao-norte-chapas-numeros-por-regiao-estado-votacao-2026-cola-fila.html

Se as pessoas quiserem indicar candidatos pra deputado estadual/federal da frente ampla anti-bolsonarista. Email do site/blog (brasil.doc@gmail.com). Estamos em uma eleição similar à do fim da ditadura militar onde o povo votou em massa em 1986 contra os partidos oriundos da Arena (PDS/PP etc), então vai aparecer chapas de centro-direita/direita não bolsonaristas listadas, sem problema algum:

Estado: Espírito Santo (ES)
Governador: Helder Salomão (13, PT)
Senadores: Fabiano Contarato (133, PT), Renato Casagrande (400, PSB)
Dep. federal/estadual:

Estado: Minas Gerais (MG)
Governador: Patrus Ananias (13, PT)
Senadores: Marília Campos (131, PT), Áurea Carolina (500, PSOL)
Dep. federal/estadual:

Estado: Rio de Janeiro (RJ)
Governador: Eduardo Paes (55, PSD)
Senador: Benedita da Silva (131, PT), Pedro Paulo (555. PSD)
Dep. federal/estadual: Prof. José Fernandes (dep. federal 4000)

Estado: São Paulo (SP)
Governador: Fernando Haddad (13, PT)
Senador: Marina Silva (180, Rede), Simone Tebet (400, PSB)
Dep. federal/estadual:


Em construção (vou ajustar os nomes).

Região Sul - Chapas/números por região/estado - votação 2026

A quem não acompanhou o primeiro post, aqui a explicação pros posts de orientação de voto pra "cola/fila" (se chama fila em PE, do verbo "filar", "cão de fila" etc) no dia da eleição:
https://holocausto-doc.blogspot.com/2026/09/regiao-norte-chapas-numeros-por-regiao-estado-votacao-2026-cola-fila.html

Se as pessoas quiserem indicar candidatos pra deputado estadual/federal da frente ampla anti-bolsonarista. Email do site/blog (brasil.doc@gmail.com). Estamos em uma eleição similar à do fim da ditadura militar onde o povo votou em massa em 1986 contra os partidos oriundos da Arena (PDS/PP etc), então vai aparecer chapas de centro-direita/direita não bolsonaristas listadas, sem problema algum:

Estado: Paraná (PR)
Governador: Requião Filho (12, PDT)
Senadores: Gleisi Hoffmann (131, PT), Dr. Rosinha (132, PT).
Dep. federal/estadual:

Estado: Rio Grande do Sul (RS)
Governador: Juliana Brizola (12, PDT)
Senadores: Paulo Pimenta (131, PT), Manuela D'Ávila (500, PSOL)
Dep. federal/estadual:

Estado: Santa Catarina (SC)
Governador: Gelson Merísio (40, PSB)
Senador: Décio Lima (133, PT), Afrânio Boppré (500, PSOL)
Dep. federal/estadual:

Em construção (vou ajustar os nomes).

Região Centro-Oeste - Chapas/números por região/estado - votação 2026

A quem não acompanhou o primeiro post, aqui a explicação pros posts de orientação de voto pra "cola/fila" (se chama fila em PE, do verbo "filar", "cão de fila" etc) no dia da eleição:
https://holocausto-doc.blogspot.com/2026/09/regiao-norte-chapas-numeros-por-regiao-estado-votacao-2026-cola-fila.html

Se as pessoas quiserem indicar candidatos pra deputado estadual/federal da frente ampla anti-bolsonarista. Email do site/blog (brasil.doc@gmail.com). Estamos em uma eleição similar à do fim da ditadura militar onde o povo votou em massa em 1986 contra os partidos oriundos da Arena (PDS/PP etc), então vai aparecer chapas de centro-direita/direita não bolsonaristas listadas, sem problema algum:

Estado/DF: Distrito Federal (DF)
Governador: Leandro Grass (13, PT)
Senadores: Erika Kokay (131, PT), Leila Barros (123, PDT)
Dep. federal/estadual:

Estado: Goiás (GO)
Governador: Luiz Cesar Bueno (13, PT)
Senadores: Cintia Dias (500, PSOL), Isaura Lemos (400, PSB)
Dep. federal/estadual:

Estado: Mato Grosso (MT)
Governador: Dra. Natasha (55, PSD)
Senador: Carlos Fávaro (555, PSD), Pedro Taques (400, PSB)
Dep. federal/estadual:

Estado: Mato Grosso do Sul (MS)
Governador: Fábio Trad (13, PT)
Senador: Vander Loubet (133, PT), Soraya Thronicke (400, PSB)
Dep. federal/estadual:


Em construção (vou ajustar os nomes).

Região Norte - Chapas/números por região/estado - votação 2026

Conforme havia anunciado no Post sobre a candidatura do José Fernandes (Portal do José, quem for do Rio de Janeiro, dep. federal número 4000, vote no Zé), eu ia fazer, ou tentar fazer uma lista por Estado/região de chapas pra votar contra o bolsonarismo. Até pra alertar os "purinhos/puristas" de DCE que aqui não se trata de "esquerda x direita", o convite/pedido é pra votar numa Frente ampla política pra conter a extrema-direita no Brasil, pros que achavam que haviam se livrado disso em 2022, sem eleger governos de estado, senadores, deputados fora do espectro bolsonarista, ninguém terá paz ou sossego no país tão cedo, não caiam na pilha da "grande mídia" (Globo e afins) sobre "polarização", essa polarização foi criada pela mesma ainda na Lava Jato e seus "ídolos" no Paraná e outros órgãos de estado operando contra o país destruindo empresas nacionais.

Email do site/blog: (brasil.doc@gmail.com).

Então haverá chapas de políticos de centro-direita, direita pro povo votar barrando (ou tentando barrar) a vitória do filão bolsonarista/olavista, da direita "made in USA" no país. Eu não sigo "instrução" ou "visão de mundo" dos ditos "DCE" de "esquerda radical" (ou "social-democracia" radical, rs) em suas bolhas falando pra gueto, patotas no alto de suas vaidades, descolados do Brasil real, do mundo real, em pedestal sem dirigir a palavra aos "meros mortais" como nós e vários outros.

Comecemos pela Região Norte, eu vou tentar levantar as chapas de senado, governador por estado, mas é uma das regiões mais problemáticas sobre a presença de bolsonaristas e ausência de opções mais à esquerda (pros que almeijam isso, não deixem de votar no candidato mais moderado, mesmo à direita, pra barrar o bolsonarismo, não vão pela "ladainha/conversa" da dita "esquerda radical" de Youtube que a leitura de mundo dessa turma é bem problemática e descolada da realidade, delírio não enche barriga).

Qual a função dessas listas? Facilitar na checagem de voto pro dia de votação, pra fazerem a "cola" (ou "fila", como chamamos em PE, do verbo "filar", de "fila brasileiro" etc), levem anotado número/nome dos candidatos a deputado federal, deputado estadual, governo de estado, senadores (são dois), presidente da República (13). Tentarei fazer post de todas as regiões e colocar os links em um Post único pra quem quiser checar na semana/dia de votação. Nomes/números de candidatos a deputado eu só posso colocar com indicação, sugestão ou se vier uma "luz" sobre nomes, quem tiver interesse que comente, sugira nomes. "Ah, mas não dá voto em blog"... "pior" que dá... mas quem quiser menosprezar, fique à vontade também, problema é de quem menospreza, não nosso.

Fiquem à vontade pra corrigir nomes e cia, não tem como ser "íntimo" de todos os cenários de estado no país. Tem nome que nem desponta forte pro senado que dá pra trocar depois por correção. Esse esforço do blog/site é pioneiro, já vejo "cópias" (isso pode copiar à vontade) até em site do PT e cia listando nomes, coisa que sempre cobrei, pedi e nunca deram a mínima atenção à coisa, depois ficam zombando, debochando o pessoal da extrema-direita e cia, mas essa turma se organiza pra eleger "os deles"... e a "esquerda fofa" de Youtube costuma dormir em berço explêndido... ou costumava, parece que estão despertando do sono profundo...

Lembrando que, isso é uma iniciativa voluntária, ninguém está recebendo nada de partidos (nem "tapinha nas costas" ou "cumprimento") pra elaborar isso, apenas tenho consciência das deficiências do país e sei que se uma parte não tomar iniciativa, o resto não fará nada e no fim quem paga a conta é a população. Se aparecer cópias circulando na rede, não se espantem... pra quem acompanha o blog de outubro de 2023 pra cá já deveria estar acostumado com a questão do "copy and paste", e nesse caso é necessário copiar mesmo e passar pro maior número de pessoas.

Estado: Acre (AC)
Governador: Thor Dantas (40, PSB)
Senadores: Jorge Viana (131, PT)
Dep. federal/estadual:

Estado: Amapá (AP)
Governador: Clécio Luís (44, União Brasil)
Senadores: Randolfe Rodrigues (130, PT), Alliny Serrão (444, União Brasil)
Dep. federal/estadual:

Estado: Amazonas (AM)
Governador: Omar Aziz (55, PSD)
Senador: Eduardo Braga (155, MDB)
Dep. federal/estadual:

Estado: Pará (PA)
Governo do Estado: Hana Ghassan (15, MDB)
Senadores: Helder Barbalho (151, MDB), Chicão (444, União Brasil)
Dep. federal/estadual:

Estado: Rondônia (RO)
Governador: Expedito Netto (13, PT)
Senadores: Luciana Oliveira (133, PT), Aires Mota (432, PV)
Dep. federal/estadual:

Estado: Roraima (RR)
Governador: Rosi Aires (50, PSOL)
Senadores: Hiperion de Oliveira (433, PV)
Dep. federal/estadual:

Estado: Tocantins (TO)
Governador: Laurez Moreira (55, PSD)
Senadores: Paulo Mourão (133, PT)
Dep. federal/estadual:

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Perdas civis soviéticas na Segunda Guerra Mundial (2aGM)

Na seguinte discussão do meu blog 5 milhões de vítimas não-judeus? (Parte 2), o nosso leitor "HLAPOT" observou que, no que diz respeito a perdas humanas da União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial, há neste momento uma estimativa demográfica (a que foi apresentada por Michael Ellman e S. Maksudov em seu artigo de 1994 "Soviet Deaths in the Great Patriotic War: A Note)" ("Mortes soviéticas na Grande Guerra Patriótica: uma nota") que "carece de uma explicação satisfatória", ou seja, não é ou é insuficientemente apoiada por provas com base na contagem de mortos.

Isto aparentemente continua a ser verdade mais de 1 ½ décadas depois do artigo de Ellman e Maksudov. A desagregação científica sólida da enorme estimativa de quase 27 milhões de mortes na União Soviética durante a "Grande Guerra Patriótica", especialmente no que diz respeito aos componentes civis, ao meu conhecimento não foi fornecida até agora pela historiografia.

Para deixar claro, existem falhas como a de perdas civis soviéticas feitas por A.A. Shevyakov, apresentadas na Tabela 3 do referido artigo. Mas estas não podem ser levadas a sério, como Ellman e Maksudov apontam expressamente sobre os números de Shevyakov. O mais próximo que as publicações acadêmicas da historiografia chegaram, para confirmar a confiança do excesso de mortes entre a população civil soviética na "Grande Guerra Patriótica" ainda parece ser a seguinte nota de rodapé do artigo de Ellman e Maksudov:
De acordo com cálculos preliminares feitos por um de nós ('0 frontovykh ... ", pág. 119), as mortes pela ocupação alemã (matança de judeus, mortes no cerco de Leningrado, mortes de civis resultantes da luta, o excesso de mortes nos territórios ocupados decorrentes de uma degradação das condições de vida) foram de cerca de 7 milhões. Destas, cerca de 1 milhão ocorreram no cerco de Leningrado, e 3 milhões eram judeus. Destes últimos, cerca de 2 milhões eram judeus dos territórios recém-anexados, e 1 milhão de judeus do território da antiga União Soviética. O excedente de mortes pela deterioração das condições de vida nos territórios não-ocupados parecem também ter sido próximo dos 7 milhões. Pela repressão soviética (mortes em campos e entre as nações deportados), provavelmente,é dito que houve cerca de outros 3 milhões. Além disso, houve uma perda de população de cerca de 2 milhões como resultado da emigração, principalmente para a Polônia. Estas são estimativas preliminares ásperas sobre um tema que ainda aguarda uma pesquisa séria (mais detalhada).
Este desiderato da pesquisa histórica torna interessante olhar para o colapso feito em 1972 por um escritor britânico chamado Gil Elliot, sem o benefício de fontes que apenas se tornaram disponíveis quase 20 anos mais tarde após a dissolução da URSS. O texto a seguir foi transcrito das páginas 54-59 de livro Twentieth Century Book of the Dead de Elliot (1972, Charles Scribner's Sons, New York).
Leningrado 1941-3 foi a primeira cidade a se tornar uma cidade de mortos. Em Verdun em 1916, meio milhão de pessoas morreram nos primeiros quatro meses de ofensiva - de fome e de doenças como também contra bombas e balas - seguido de um ano de luta elevando o total de mortos para mais de um milhão.

Como Verdun, ou Somme e o resto eram metrópoles em uma área mais ampla de morte, para Leningrado havia uma concentração de um milhão, além de um total de dez milhões de mortes de civis difusos sobre a Rússia 1941-5.

As duas grandes guerras do nosso século tem um padrão amplo ou ritmo em comum, inerente à escala de operações: a primeira série de ataques trazem enorme perda de vidas; o período 'atolado' de combate que dura vários anos e causa uma maior luta de vida humana; e o período de recuo final e finalmente a retirada.

Podemos adaptar este padrão para o caso de a população civil da Rússia na Segunda Guerra Mundial.

Fase I. Avanço dos exércitos invasores. Seis meses, de junho a dezembro de 1941

O bombardeio das cidades fazia parte do ataque aterrorizante, assim como matar as senhoras idosas e outros refugiados na estrada com metralhadoras disparadas de aviões ('metralhar', como é chamado com alegria).

Provavelmente a maioria das mortes entre os refugiados eram dos efeitos imediatos da exposição e fome. Grandes grupos de pessoas encontravam-se em cidades estranhas sendo apanhadas pelos invasores, incapazes de seguir em frente, esperando em cativeiro além de grupos negligenciados onde a doença auxiliava os efeitos da fome e da falta de moradia.

Quando cidades foram ocupadas, e até mesmo alguns povoados, um pequeno número de potenciais agitadores era imediatamente fuzilado ou enforcado; esses "agitadores" eram, naturalmente, as pessoas — autoridades e comissários políticos — que mantinham a ordem antes da chegada dos invasores.

Todas essas formas de violência provavelmente resultaram em um total de cerca de meio milhão de mortes de civis durante o breve e avassalador avanço da máquina militar.

Fase 2. Ocupação pelo invasor. Entre dois e três anos, 1941-1944.

No período de ocupação, a lógica da máquina de guerra total se concretiza plenamente. Isso não ocorre por meio de atrocidades aleatórias que estampam as manchetes dos jornais, mas sim pela aplicação, à população civil, da mesma pressão que caracteriza a guerra militar: a estratégia de desgaste (guerra de atrito/exaustão).

A escala de devastação nas cidades e vilas soviéticas é evidenciada pelo fato de que, no momento da libertação, muitas delas abrigavam apenas entre metade e um terço de suas populações do pré-guerra. Considerando uma população urbana de vinte milhões de pessoas na área ocupada: cerca de dois milhões estariam nas forças armadas; provavelmente outros dois milhões deixaram as cidades — incluindo aqueles que fugiram da zona ocupada, os que se juntaram a unidades de guerrilha (partisans) e os trabalhadores que se deslocaram para o leste junto com suas fábricas. Quatro milhões de pessoas foram deportadas para a Alemanha para trabalho escravo. Ao todo, quarenta por cento, ou oito milhões de pessoas.

Cerca de quarenta por cento permaneceram nas cidades até a libertação, e algo em torno de vinte por cento morreram durante o processo de ocupação. Minha própria estimativa é de quatro milhões e meio.

Cerca de três milhões dessas pessoas — em sua maioria idosos, mulheres e crianças — morreram devido à escassez e ao abandono. As rações eram parcas e frequentemente sujeitas a reduções arbitrárias ou cortes totais por parte dos administradores da ocupação. Além da resistência debilitada a doenças comuns pela falta de alimentação adequada, as enfermidades muitas vezes atingiam níveis epidêmicos, e a fome frequentemente chegava a níveis de inanição generalizada.

Um milhão de pessoas foram mortas por serem judias.

Cerca de meio milhão de pessoas foi executado durante esse período por serem comissários políticos ou oficiais, sabotadores ou suspeitos de pertencerem a grupos de resistência ("partisans"). Houve também muitas mortes cometidas apenas pelo ato de matar. No sul da Rússia, milhares de idosos foram mortos sob o pretexto de "eutanásia".

É difícil estimar o número de mortes nas aldeias. Presumi que o desgaste lento causado pela fome não ocorria nessas localidades, partindo do princípio de que os produtores de alimentos precisavam ser mantidos vivos (um exemplo do idealismo nazista). Milhares de aldeias foram destruídas e incendiadas, e seus habitantes fuzilados como "represália" por atividades de guerrilha. Os próprios guerrilheiros eram executados quando capturados. É fácil exagerar o total acumulado de mortes ocorridas em uma infinidade de pequenos grupos. No entanto, parece provável que o número total de camponeses e guerrilheiros — mortos a tiros ou vitimados pela privação imediata decorrente da perda de suas casas — tenha chegado a pelo menos um milhão; a maioria era composta por camponeses em seus próprios lares, e não por guerrilheiros, sendo que a maior parte deles foi, de fato, fuzilada.

Os números se acumulam... sempre há incerteza quanto aos valores exatos em um cenário de morte de proporções gigantescas. No entanto, ao examinar as evidências disponíveis para cada tipo de morte, os números convergem para uma ordem de magnitude inquestionavelmente correta.

Temos agora cinco milhões e meio de mortos nas cidades e vilarejos durante o período de ocupação; somados ao meio milhão de mortes no período da invasão e ao milhão que morreu em Leningrado. Sete milhões de mortes de civis nos períodos de invasão e ocupação.

Fase 3. Retirada e recuo do invasor. Um ano, 1943-1944

A violência do exército invasor contra a população civil foi mais severa na fase de retirada do que havia sido no período de avanço. No decorrer da guerra, oito milhões de casas russas foram destruídas, sendo que uma grande parte delas foi arrasada durante a retirada da Rússia. Plantações e rebanhos foram queimados em larga escala. Sistemas e máquinas especiais foram utilizados para destruir as sementes, e as culturas em desenvolvimento foram incendiadas, as de primavera e as de verão.

Antes de abandonar as cidades e vilarejos, os invasores costumavam executar os prisioneiros que mantinham em suas prisões. Esse não era um fenômeno novo. Em Moscou, em 1920, quando a pena de morte foi abolida, a polícia secreta executou, em uma única noite, uma grande parcela de seus prisioneiros, apresentando ao governo, na manhã seguinte, um fato consumado. Um escritor descreveu isso como "liquidação de estoque": um caso de "psicose profissional". Aqui, naturalmente, a psicose e as matanças ocorreram em escala muito maior.
É provável que cerca de um milhão de pessoas tenham morrido por conta da privação imediata causada por casas em ruínas, plantações e rebanhos destruídos e estoques de alimentos saqueados, bem como pelas execuções de despedida.
A palavra "aftermath" (consequências) — que designa o período ou as consequências que se seguem a um evento — remete a campos ceifados e celeiros abarrotados de grãos. No rastro dessa devastação — o cenário de morte criado ao longo de três anos pelo exército invasor e agravado pelos seus últimos golpes destrutivos —, é provável que pelo menos mais duas pessoas tenham morrido em cidades e vilarejos russos, ao longo do ano seguinte ou pouco mais, vítimas de uma lenta privação.

[…]

Os tipos de violência perpetrados contra civis russos na Segunda Guerra Mundial apresentam uma pirâmide semelhante à do período da Guerra civil russa:


Se as estimativas de Elliot parecem não passar de suposições fundamentadas, isso não as torna muito diferentes do que grande parte dos historiadores conseguiram apresentar até o momento sobre o assunto. No que diz respeito ao cerco de Leningrado e às categorias "presos políticos, funcionários e outros" e "represálias contra camponeses", Elliot não divergiu muito do que a historiografia recente estabeleceu. O historiador alemão Dr. Dieter Pohl estima em mais de 1 milhão o número de civis soviéticos não-judeus que morreram em campos, em "operações de combate a bandidos" e em outros assassinatos — sendo cerca de meio milhão deles em operações antipartisans em áreas rurais. O historiador alemão Christian Hartmann escreve o seguinte na página 789 de seu livro "Wehrmacht im Ostkrieg. Front und militärisches Hinterland 1941/42" (Link2) (tradução minha):
Conforme cálculos demográficos, um total de 26,6 milhões de cidadãos soviéticos morreram na "Grande Guerra Patriótica" – entre eles, 3 milhões de prisioneiros de guerra soviéticos, 2,4 milhões de judeus soviéticos e outras 500 mil pessoas que pereceram em decorrência da guerra de guerrilha.

O número de judeus soviéticos apresentado por Hartmann (seu colega Hans-Heinrich Nolte fala em 2,6 milhões de judeus soviéticos assassinados, de um total de 2,7 milhões que ficaram sob domínio alemão) demonstra que a estimativa de Elliot quanto aos judeus "russos" assassinados era muito baixa, embora coincida com o número apontado por Ellman e Maksudov para judeus oriundos do antigo território soviético (em contraposição àqueles provenientes de áreas anexadas à União Soviética em 1939-40). Por outro lado, a enorme discrepância entre a estimativa demográfica (26,6 milhões) e a soma dos dados parciais de Hartmann (5,9 milhões) confirma ainda mais que Elliot estava correto ao apontar a predominância de mortes por privação em relação àquelas decorrentes do que ele denominou "violência dura/direta" ("hard violence"); confirma também que a historiografia permanece incerta sobre onde e por quais causas a maioria das vítimas civis soviéticas da guerra de 1941-45 (estimadas em 9 a 11 milhões por Elliot, e em 14 a 17 milhões por Nolte, bem como por Ellman e Maksudov) perdeu a vida. Embora a análise detalhada apresentada por Elliot em 1972 possa ter caráter conjetural, ela se mostra mais realista e minuciosa do que qualquer outra já oferecida em publicações acadêmicas de historiadores. A menos que algo me tenha escapado, a melhor contribuição da historiografia até o momento não se encontra em uma publicação acadêmica, mas sim no "Axis History Forum" — especificamente na postagem inicial (*OP*) do Dr. Nick Terry no tópico intitulado "Soviet Death Toll in WWII As A Whole" (O número total de mortes soviéticas na Segunda Guerra Mundial).

Fonte: Holocaust Controversies
https://holocaustcontroversies.blogspot.com/2011/09/soviet-civilian-losses-in-world-war-ii.html
Texto: Roberto Muehlenkamp
Título original: "Soviet Civilian Losses in World War II"
Tradução: Roberto Lucena

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Post sobre conflito no Oriente Médio e a crise humanitária em Gaza (Palestina), discussões na caixa de comentários (Parte 27)

ATUALIZAÇÕES DO POST NA CAIXA DE COMENTÁRIOS. PARTE 27 (UPDATES IN THE COMMENT BOX). PART 27. Pra coisa ficar organizada e poder achar link depois, vou centralizar tudo em um post (esse post sempre ficará no topo, se for necessário). Post publicado e aberto em .2026 (Atualização: 12.08.2026; 24.08.2026).

ATUALIZAÇÕES DO POST NA CAIXA DE COMENTÁRIOS.

A caixa de comentários servirá justamente pra atualização sobre o conflito e desdobramentos (links de notícias, vídeos etc), desdobramento dessa disucssão aqui ("Para entender o conflito Israel-Palestina, livros [Bibliografia Oriente Médio] - Atualização 2023"), e denunciar o papel podre da "grande mídia" do Brasil (Rede Globo, SBT, Record e cia) justificando os crimes contra Gaza (mais de 1600 crianças mortas no dia de hoje em Gaza) sem mencionar nunca o apartheid do projeto colonial israelense, punição coletiva (continuada) sobre a população palestina que está com corte de energia desde o começo da crise, água e comida (entraram poucos caminhões com suprimentos no dia de hoje pela fronteira com o Egito). Isso é um contraponto à mídia podre, venal e vendida do Brasil. Papel que essa mídia já faz com o próprio país desde antes da ditadura militar (1964-1985) atrelada a interesses externos contra o bem-estar da própria população do país.

Tentarei colocar os links relevantes abaixo que foram colocados na "caixa de comentários" da "parte 01" (https://holocausto-doc.blogspot.com/2023/10/post-sobre-conflito-no-oriente-medio-e-a-crise-humanitaria-em-gaza-palestina-discussoes-na-caixa-de-comentarios.html).

Como fica longa a página pra ler os comentários (já vai em mais de 170, mais os comentários de outro post quando estoura a crise), segue uma nova parte nesse post.

Pra quem acompanhou a discussão do Post 09, segue abaixo o vídeo colocado em destaque lá com um quadro/resumo sobre a situação atual do mundo, "onde estamos" e o que estamos "passando", a fase de transição de queda do Império norte-americano, ascensão chinesa e onde começou essa "transição":

sábado, 5 de setembro de 2026

Alfred Rosenberg sobre represálias

Parece-me claro que a anotação em seu diário de 12 de Setembro de 1941 (pdf publicado por Irving** aqui), só pode significar que Rosenberg desejava que os judeus da Europa Central fossem mortos em represália pelo “assassinato” dos alemães do Volga. Observe também que Rosenberg vê claramente a Sibéria como um lugar de assassinato para deportados e não de reassentamento:
12.9.41 Als die Mitteilungen eintrafen, dass Stalin nun auch die noch verbliebenen 400 000 Wolgadeutschen nach Sibirien verschleppen, d.h. morden lassen wird, da ist in uns allen der Hass gegen Moskau erst recht wieder emporgestiegen. Ich gab Anweisung, für eine sehr scharfe Stellungnahme u. Sandte sie formuliert an den Führer. Der sie noch verschärfte. Gesternliess ich einen Vorschlag ausarbeiten, durch Rundfunk nach Russland, England u. EUA mitteilen zu lassen, dass wenn dieser Massenmord durchgeführt werden sollte, Deutschland die Juden Zentraleuropas dafür büssen lassen würde. Dies mit vollster Berechtigung, da soeben noch der Jude Schertok auf einer Palästinakonferenz erklärt habe, an dem Bündnis zwischen Moskau – London – Washington hatten die Juden besonderen Anteil, da sie stets dafür gearbeitet hatten.
Tradução pro português (do alemão):
12 de setembro de 1941. Quando chegou a notícia de que Stalin iria deportar, ou seja, assassinar, os 400.000 alemães do Volga restantes na Sibéria, nosso ódio por Moscou aumentou ainda mais. Dei instruções para uma declaração muito forte e a enviei, já em versão preliminar, ao Führer, que a intensificou. Ontem, mandei elaborar uma proposta para ser transmitida à Rússia, Inglaterra e EUA, afirmando que, se esse assassinato em massa fosse realizado, a Alemanha faria os judeus da Europa Central pagarem por isso. Isso era totalmente justificado, visto que o judeu Schertok acabara de declarar, em uma conferência sobre a Palestina, que os judeus desempenharam um papel especial na aliança entre Moscou, Londres e Washington, pois sempre trabalharam para isso.

Fonte:
Holocaust Controversies
https://holocaustcontroversies.blogspot.com/2014/04/rosenberg-on-reprisals.html
Texto: o autor do texto apagou o perfil, acredito que tenha sido o Jonathan Harrison, mas há várias palavras em alemão (geralmente o R. Muehlenkamp fazia textos assim também).
Título original: "Rosenberg on Reprisals"
Tradução: Roberto Lucena ("revisão" da "tradução de IA" do Google, mas tenho que ler tudo, ponto a ponto pra ver se "bate" e corrigir)*

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*Tem um trecho em alemão que acredito que seja dos "Os Diários de Alfred Rosenberg 1934-1944", saiu no Brasil com esse título (eu tenho um exemplar), tudo hoje em dia a gente chama de "IA" mas sempre usei o "tradutor" do Google, a versão acima bate com o conteúdo em questão, se houver erro e o Roberto (Muehlenkamp) puder corrigir (ou quem lê alemão, o Stephano), podem corrigir à vontade, mas acredito que está correto. Sobre Alfred Rosenberg, acho que já citei no post ligado a esse quem era, pros que desconhecem, foi o principal ou um dos principais ideólogos do nazismo (https://pt.wikipedia.org/wiki/Alfred_Rosenberg).

** O "Irving" em questão é o negador David Irving (britânico) que apesar do viés político de negação, é bastante conhecedor de história do III Reich (viveu na Alemanha pesquisando isso), então as pessoas usam links da figura sobre documentos, pra esclarecer o link acima (do texto original do HC). O Rosenberg em questão é Alfred Rosenberg, da cúpula nazista, um dos principais (ou principal) ideólogo do nazismo junto de Hitler.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Escritor de autoajuda nos EUA acumula dívida de 1,2 bilhão, já no Brasil... escritor de autoajuda "desponta" em campanha eleitoral...

Saiu nos jornais ( e a tal "mídia progressista" não deu um "ai" até agora (vão acabar dando depois de ler... sem credenciar, como sempre), que é o ambiente de "reverberação" de "campanha progressista", embora acabe se tornando "discussão de gueto" (mas isso é outra discussão) com essa questão de "patotas", li pela semana a coisa e achei que iriam publicar algo ironizando a "disparada", ao que tudo indica (aparenta, está sob investigação da Polícia Federal o caso) artificial (quem quiser ler sobre "bots", link aqui e aqui).

O autor do "best-seller" de "autoajuda", sucesso no Brasil e EUA (tinha que ser), acumula uma dívida de 1,2 bilhão de dólares... pelo visto ele virou o "Pai pobre" do livro, devendo até as "cuecas"...

"Autor do best-seller 'Pai Rico, Pai Pobre' tem dívida de US$ 1,2 bilhão
Aos 79 anos, Kiyosaki diz receber US$ 250 mil por mês com imóveis, petróleo, ouro e gado Wagyu"
https://exame.com/invest/mercados/autor-do-best-seller-pai-rico-pai-pobre-tem-divida-de-us-12-bilhao/
Autor de 'Pai Rico, Pai Pobre' acumula US$ 1,2 bilhão em dívidas, diz site
https://f5.folha.uol.com.br/voceviu/2026/09/autor-de-pai-rico-pai-pobre-acumula-us-12-bilhao-em-dividas-diz-site.shtml

Alguém pode destacar que ele ainda tem rendimentos de 250 mil dólares por mês... pro padrão dos EUA com uma dívida desse porte, é pouco... não passa nem perto de cobrir uma dívida desse porte. O "fisco" dos EUA já foi mais "duro" (mais "severo") até com os super ricos... se o "fisco" for em cima dele, fica no limbo. Pros que querem ler "conto de fadas" de como "ficar rico fácil", nome disso é "ouro de tolo"... engana trouxa.

Quando se afirma que o brasileiro lê pouco e ainda lê 'mal', não é elitismo, xingamento ou nada do tipo, é constatação... por isso que o país vive nessa miséria intelectual perene (perpétua)... há décadas... quem criticava a coisa antes, vinha uma horda, uma leva com "quatro pedras na mão" xingar, relinchar etc porque não gostam de ler/ouvir certas coisas... mas os resultados (nocivos) dessas posturas estão espalhados pelo país, nos EUA (que é o criador desses estilos, porcarias).

E não vejo crítica relevante a esse tipo de fenômeno artificial na eleição, que eu já apontei meses atrás que a elite brasileira sempre "faz uso" da coisa (https://holocausto-doc.blogspot.com/2026/05/a-elite-brasileira-lanca-varias-candidaturas-para-garantir-o-segundo-turno-e-ou-sabotar-o-primeiro-turno.html), ficam só na histeria, falando de "eleitor rivotril" e cia... em vez de realçar, falar das propostas da campanha do Lula pro país e cia, o que eu venho cobrando há tempo, pra fazerem campanha em vez de só ficarem de lamúria. A crítica é necessária mas não possuem proposição pro país? Estou sendo retórico porque o Lula tem algo a apresentar (sempre teve), mas falta o PT (cúpula) e a cúpula da campanha (que é quem tem poder, aqui a gente só pode "criticar", "chamar atrenção", porque sei que leem, até a campanha...) chamar atenção desse pessoal pra fazerem propaganda propositiva da chapa, do governo em vez de mergulharem de cabeça em escândalo, em discurso "apocalíptico" estiulo "neopenteca" (o besteirol da turma do "a sexta República acabou", ó! Sério? Quem vai refundar? O DCE de Youtube?...) porque sentiram certa pancada... e não estou "alheio" ao que se passa, mas esse ministro "terrivelmente evangélico" do Supremo é um tosco com o ataque que fez.

Virou vidraça e mexeu com as "forças ocultas" (poderosas) da República... essas mídias adoram se "lambuzar" em "escândalo" e moralismo rasteiro, por quê o que realmente esperam de um escândalo com um banqueiro que falava com "meio mundo" da elite no país e os "poderes" em Brasília? Só que celebravam a coisa no começo como se fossem passar "o país a limpo" (já ouvi 'n' vezes essa asneira, falta alvejante toda vez...), passar país a limpo com escândalo de algum graúdo? Nome disso é autoengano, ouro de tolo (como citei acima). Coisa que só satisfaz o ego apodrecido de certa classe média moralista no país que crê em "transformações mágicas" vindas de setores da elite/do aparato burocrático do Estado e não na política. A tal UDN de macacão que o Brizola ironicamente chamava o PT (no passado), não aprendem nunca. "A República morreu, socorro!" (rs), gente dramática insuportável... falta "sangue frio", "chiquitos"... "la sangre fría"...

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Extermínio biológico ("biologische Ausmerzung")

Na página 118 da "Crítica" (aqui também), eu citei o informe de Rosenberg de 18 de novembro de 1941, extraído da exposição apresentada por Christopher Browning no julgamento Irving-Lipstadt. Rosenberg falou da necessidade de "um extermínio biológico de toda a população judaica da Europa" ("eine biologischen Ausmerzung des gesamten Judentums in Europe") por medidas que os "expulsariam para além dos Montes Urais ou os erradicariam de alguma outra maneira". Mattogno respondeu a isso afirmando que o "sentido era puramente figurado de *Ausmerzung des Judentums* (extirpação do judaísmo)... designava a eliminação do judaísmo do solo do Reich e do solo europeu". No entanto, isso pode ser refutado com base em dois pontos.

Em primeiro lugar, um negacionista nativo de língua alemã, Staeglich, reconhece que "eliminação biológica" ("biologische Ausmerzung")... em uso comum, tem praticamente o mesmo sentido que "matar". Staeglich argumenta, portanto, que o relatório é "muito provavelmente... apenas mais uma falsificação" ou que "poderia se atribuir essa escolha peculiar de palavras ao fato de Rosenberg ser um báltico e, por isso, talvez nem sempre tivesse certeza sobre o uso correto do alemão!" Embora essas afirmações sejam absurdas, elas pelo menos — ao contrário de Mattogno — evitar de mentir sobre o significado de palavras em alemão.

Em segundo lugar, Rosenberg já havia equiparado a deportação ao assassinato, como demonstrado aqui (e aqui), quando escreveu, em 12 de setembro de 1941, que "Stálin agora também iria expulsar os 400.000 alemães do Volga restantes para a Sibéria, isto é, assassiná-los" (para evitar alegações de tradução duvidosa, utilizei aqui a versão preferida por David Merlin, do CODOH aqui). Rosenberg até repetiu a palavra "assassinato" três frases depois, na palavra *Massenmord* (assassinato em massa), embora Merlin opte por traduzi-la como "slaughter" (massacre/carnificina) — que, acredito, implicaria que Rosenberg tivesse usado o substantivo *Schlachtung*.

Conectar as declarações de 12 de setembro e 18 de novembro leva a apenas uma conclusão plausível: a de que Rosenberg via as deportações — tanto a dos alemães do Volga por Stálin quanto a dos judeus pelos alemães — como atos de assassinato em massa, e não de reassentamento. Pode ser que Rosenberg soubesse ou não que os métodos de extermínio dos judeus incluíam câmaras de gás; Browning observa que Rosenberg se reuniu com Himmler por quatro horas em 15 de novembro, mas seria forçar a interpretação presumir que métodos de assassinato foram discutidos ali, em vez de apenas o fato de que os judeus seriam mortos. O fato principal é que, naquele momento, Rosenberg compreendia claramente é que os judeus deportados para a URSS estavam destinados à morte, fosse ela imediata (como em Kaunas, no final de novembro) ou posterior (como na Rutênia Branca, durante o verão de 1942).

Fonte: Holocaust Controversies
https://holocaustcontroversies.blogspot.com/2015/06/biological-eradication-biologische.html
Texto: o autor apagou o perfil, o texto similar foi do Jonathan Harrison, mas há várias palavras em alemão (geralmente o R. Muehlenkamp fazia textos assim também).
Título original: "Biological eradication (biologische Ausmerzung)"
Tradução: Roberto Lucena (na verdade "revisão" da "tradução de IA" do Google, mas tenho que ler tudo, ponto a ponto pra ver se "bate" e corrigir...)

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Observação 1: há um texto complementar a esse texto que eu traduzi antes, os links abaixo (pro original e pra tradução)

"Mais sobre "Erradicação biológica (biologische Ausmerzung)"
https://holocausto-doc.blogspot.com/2017/12/mais-sobre-erradicacao-biologica-biologische-ausmerzung-rosenberg-nazis-russos.html
"More on "Biological eradication (biologische Ausmerzung)"
https://holocaustcontroversies.blogspot.com/2017/12/more-on-biological-eradication.html

Observação 2: eu resgatei esse texto antigo porque as pessoas acessando o blog foram ler a tradução de 2017, como sempre digo, mesmo que o povo não comente nos posts recentemente, ainda assim ajudam quando acessam os links sobre segunda guerra e cia (muita gente lê conteúdo sobre segunda guerra ainda no blog). A "IA" do Google colocou como "info" quando coloco por busca desse blog (coloquem por "holocausto doc" ou "holocausto-doc" que aparece ao menos o link de acesso à página no topo das buscas) colocam que o blog estaria "inativo", informação falsa ou 'errada', pros que "gostam" de "IA", isso é a tal "Inteligência artificial"... uma tosquice cheia de erros... propositais ou não. Eu traduzi o complemento antes desse primeiro texto do Holocaust Controversies.

Observação 3: como comentei acima, sobre a autoria do texto, dois membros (eu acho) saíram do Holocaust Controversies e os posts que fizeram ficaram como "anônimo", eu suspeito que esse seja do Jonathan Harrison também, embora o Roberto Muehlenkamp fazia muitos posts sobre documentos em alemão ou com palavras em alemão.

E vou atualizando os links depois pois tenho que resgatar vários via o "archive.org" (que arquiva milhões de páginas na web, mas não consegue salvar tudo que foi publicado na rede apesar do esforço monumental) porque os links expiraram, "sumiram", caducaram etc. Problema sério a "memória" em coisas publicadas na web/rede, a Lise alertava sobre o problema ainda no Orkut (caso ela leia, foi ela quem primeiro chamou atenção sobre a coisa entre a gente) da memória da rede ir "pelo ralo" e como historiadores (a Lise é historiadora) poderiam reconstituir as coisas recentes dos países com esse problema?

Como vão estudar as publicações "apagadas" do Facebook no período de "golpe branco", deposição da presidente Dilma Rousseff, textos das olavetes urrando por golpe de estado e cia?... O Orkut está em um limbo, o Google não libera acesso aos arquivos (não sei como algum historiador poderá checar isso pra reconstituir o passado recente do Brasil e cia)... é um problema bem sério essa questão da "memória digital" e o "mundo orwelliano" de "apagar os registros" do que é dito... e ao contrário do que os anti-comunistas pregam... quem está fazendo isso são "empresas privadas" dos Estados Unidos (multinacionais) em "pleno livre mercado"... é essa a tal "liberdade" que pregam?... tá mais pra "controle social" e histórico...

E queria alertar o pessoal do Holocaust Controversies há tempo (eu só acesso meu email pelo Gmail, o brasil.doc@gmail.com pra contato com o blog, o Yahoo! detonou minhas contas antigas) porque há pilhas de links expirados pelos posts antigos, tirando o sentido de leitura, e pra consertar item a item será "nó cego"... (no sentido que eu uso o termo e muita gente no Brasil, Portugal e cia, "nó cego" é algo difícil de resolver, de lidar...).

Observação 4: e técnica, eu vou ter que arrumar outro óculos (lente etc), por isso vai ser complicado corrigir certos "pontos" do texto (aumentei o tamanho da fonte da letra), apesar dessa lente ser da "Zeiss" (descamando...), tá bem complicado de ler, embaçando direto, descamando etc, uma porcaria, pros que "adoram marca"... fiz essa observação pra escrachar a marca mesmo, rs, e porque o problema está atrapalhando. Brasileiro "médio" não adora marca? Taí a tranqueira, e só uso porque se acredita que virá algo de qualidade pelo menos, apesar de que nada dura "mais pra sempre" (esses produtos), e acho que já faz tempo pra trocar lente mesmo. Triste usar óculos, pra quem passou quase uma vida toda sem óculos.

sábado, 29 de agosto de 2026

Candidato a Deputado Federal, Rio de Janeiro (RJ Estado), VOTE 4000 (4 mil), (PSB), José Fernandes Jr. (Portal do José)

Se você for do Rio de Janeiro (estado/capital), indicação de nome.

Não achei o outro vídeo mais recente, se não for o mesmo, mas acho que é mais recente pq saiu pela Copa do Mundo (julho), mas gostei da iniciativa do José Fernandes Jr. (Portal do José, 4000), porque acho que campanha se faz na rua, principalmente... vejo muita "candidatura de esquerda" só com "Live" ou ainda discutindo coisas que não interessam (diretamente) ao dia a dia do povo (falar de China e cia em campanha), e como prometido ainda na Copa, faríamos campanha (de graça) pro José Fernandes ou pra candidaturas à esquerda, que possam conter o bolsonarismo nos estados, é só as chapas interessadas mandarem os números e contexto, porque não é tão fácil pegar números por estados ou pra todos os estados do país, fora que tem gente que não "simpatiza" com as "bandas" de cá, então esses não dá nem pra considerar aqui.

A "Vaquinha" pra ajudar na campanha, quem puder contribuir: (https://queroapoiar.com.br/professorjose).

Vou fixar o Post no canto esquerdo do blog (no topo) até a campanha encerrar em Outubro. Votem 13 pra Presidente também, sem medo. Tem gente que se acanha em pedir voto, como sempre fui "cara de pau" nisso (em outras coisas também), peço mesmo e quem não gostar que se exploda (rs).

A campanha na rua, vídeo:


Lembrando que, apesar da "turma da surdina" nunca comentar, trocar "ideias" (embora vivam dizendo que são a favor "disso"... será?), a gente acaba lançando "tendências", "moda"... se começar a pipocar vídeos de rua, já sabem de onde tiraram o "mote"... (apesar de que só fiz propagar o vídeo do Portal do José, a ideia original foi dele, e gostei, a política tem que ir até o povo, falar com a população).

O José Fernandes Jr. é brizolista antigo, mas sai candidato pelo PSB do Rio, a deputado federal, número 40-00 ou 4.000 (como quiserem decorar, digita 4 mil na urna pra dep. federal, escolham o estadual, os senadores, governador, presidente 13 e sejam felizes, como todas as críticas que possuem a governo e cia, mas querer ver "fila de osso", 700 mil mortos por Covid, entrega do país aos EUA, deixem essas coisas bem longe do país...).

O José do Portal (ou Portal do José) lançou uma lista de coisas que defende, link aqui:

https://www.facebook.com/josefernandes.junior.10/posts/pfbid0MDym1DdArKAckeBgXRrh9xqARQvgVCEr8x4oDZFUiCLy2eiUCvESzbEwJZNKXuwel

E sugeriria (isso foi discutido em algum Post de Gaza, o retrasado ou passado, não lembro), eu queria sugerir que se elabore alguma lei de subsídio de acesso a livros técnicos (matemática, física, química, biológicas, e até história, que estão muito caros) pra acesso a alunos, formados etc. Vejo muita gente se declarando a favor da "ciência no Brasil" e sem fazer algo prático pra valer (pralém de "divulgação científica" de Youtube) pra se dar acesso à material, livros técnicos pra formação da população.

Algum subsídio pra aquisição dos livros ou rebaixar o preço desses livros (qual a explicação pro preço alto pralém da baixa tiragem e direitos autorais?...) é preciso ser feito no país. Vi livro de matemática a mais de 200 reais (livro básico), os de História a preços exorbitantes, todos os da lista acima que citei.

Acrescentaria os livros de português (de gramática e cia) na parte técnica. Livro de Filosofia publicam aos montes (são mais acessíveis), tem muito livro a valor acessível em outras áreas mas não devem ser excluídos a princípio, apenas listei o que considero central como técnicos, mas não é algo "fechado", mas se deve partir disso (de uma base) pra reinvidicar a coisa.

"Ah, mas blog não dá voto e bla bla bla bla bla".... garanto que se consegue mais voto aqui que muito canal de Youtube "cheio de marra"... perder eu duvido que perca (o Prof. José Fernandes sempre foi solícito, de falar/responder as pessoas ao contrário de certos "pedestais"/"Vacas sagradas" do Youtube). Por sinal, você ser político ou se propor a ser político querendo ficar em um pedestal é algo meio "surreal", mas existe... rs. A gente não perde voto (não somos candidatos, rs). Cada cabeça com sua sentença... apesar de tudo, boa sorte.

sábado, 22 de agosto de 2026

O estrangulamento de Cuba como "Plano Gaza para a América Latina"

A quem não assistiu, fica a sugestão de vídeo abaixo sobre a situação cubana provocada pelo estrangulamento dos Estados Unidos à ilha da América Central. Estou dando o nome do estrangulamento de Cuba de "PLano Gaza pra América Latina", se ouvirem por aí o termo já sabe de onde saiu...


A quem não entendeu ainda o significado do estrangulamento da ilha, a questão é simples, os Estados Unidos, governo, repete em Cuba operação similar ao genocídio de Gaza (na Palestina) pra forçar rendição, submissão e recolonização da ilha (pelos EUA) nem que uma parte da população morra, padeça, adoeça, suma do mapa etc.

Pro caso "servir de exemplo" pro resto do continente de quem desobedecer a vontade do Império (Estados Unidos) terá destino similar ao de Cuba...

Canso de ver canais ditos de "esquerda", de "geopolítica" do Brasil e nenhum aborda a questão (um comentário solto aqui e ali mas sem elaborar o que significa o estrangulamento da ilha pro continente).

"Ah, mas vai dar certo a ofensiva trumpista?", é provável que não, que a maioria não sucumba a médio/longo prazo ou mesmo no curto prazo, mas a tentativa de estrangulamento de Cuba ("estilo Gaza") é bem real... quem quiser ignorar o problema, ser cínico e cia, fique à vontade mas não venha posar de "arrependido" depois.

Minha crítica também à esquerda que não encara o problema, como a questão da Venezuela (a traição ocorrida, citada aqui desde janeiro, "Bonapartismo na Venezuela" https://holocausto-doc.blogspot.com/2026/01/surgimento-de-um-governo-bonapartista-na-venezuela-apos-a-traicao-nacional-venezuela-destituida-e-destruida-sabado-nasce-o-trumpismo-bolivariano-mas-ate-quando.html), que eu sempre aponto como ato de desonra, grupo político que não encara o revés, pra reagrupar, juntar forças e tomar de volta a coisa sempre se condena a repetir o ciclo de dominação por terceiros. Tem setores da esquerda brasileira que não têm projeto algum pro país, mas vivem citando país A e B como "exemplos"... desde quando isso é um projeto real pro país ao ignorar o cenário político/histórico do mesmo?... Parem pra reflitir e elaborar algo em vez de ficar nesse "mar de ilusões" pra sempre.

Fora o gesto de uma parte ter naturalizado a figura de Trump no mantra de uma discussão ridícula sobre o "mal menor" que poderia vencer a eleição dos EUA, Trump é um tirano, tirania não deve ser normalizada, naturalizada e sim combatida e está estrangulando a América Latina, à parte o toco que está tomando do Irã no Oriente Médio. A nossa situação é dramática e não somos o Irã na questão militar (nem forças armadas confiáveis temos), enfiem isso na cabeça (dirijo-me a esse pessoal).

sábado, 8 de agosto de 2026

"Quando os humanos começaram a ter cores de pele diferentes?"

Havia separado esse documentário pra colocar em post mas não estava achando (não estava em rascunho), achei que havia deixado em algum. Há muito tempo quero abordar "eugenia", se tem um assunto que deixa o "brasileiro mediano" com "coração palpitando" é esse tipo de assunto, porque os colégios/escolas não fazem, aparentemente, o "serviço direito" de ensinar biológia básica pra população, isso é algo bem notável nas pilhas de comentários absurdos, bizarros que o povo deixa em matérias sobre esse tema, nazismo, racismo e cia. O documentário abaixo aborda o surgimento da "pelagem branca" na humanidade (a "epiderme da discórdia", o "tom de pele"...), embora seja um documentário ainda superficial (em alguns pontos que poderia abordar), mas ainda assim achei com bom conteúdo didático sobre o tema, e excelente edição (com uso do que chamam agora de "IA", essa "computação gráfica automatizada" e outras coisas). Cheguei a assistir a maior parte do vídeo, podem assistir (como sugestão). A lista bibliográfica consta na descrição do vídeo (vou copiar praqui pra em caso de apagarem vídeo no Youtube o conteúdo não ser perdido).

Quando os humanos começaram a ter cores de pele diferentes? | Documentário Completo
https://www.youtube.com/watch?v=ulYWU5QMc2c



Bibliografia que consta na descrição do vídeo:

"FONTES PRINCIPAIS

Jablonski, N. G. & Chaplin, G. — "The evolution of human skin coloration" (Journal of Human Evolution, 2000)
Hublin, J.-J. et al. — Fósseis de Jebel Irhoud, Marrocos (Nature, 2017)
Mathieson, I. et al. — SLC24A5 e a seleção da pele clara em europeus (Nature, 2015)
Tishkoff, S. A. et al. — Diversidade genética da pigmentação em populações africanas (Science, 2017)
Pääbo, S. — Sequenciamento do genoma neandertal (Nature, 2010)
Chen, L. et al. — Ancestralidade neandertal em populações africanas (Cell, 2020)
Stringer, C. — Origem africana do Homo sapiens (Natural History Museum, Londres)
Pena, S. D. J. — "Retrato Molecular do Brasil" e crítica científica ao conceito de raça (UFMG)
Bortolini, M. C. — Genética evolutiva de populações ameríndias e brasileiras (UFRGS)
Neves, W. — Paleoantropologia e povoamento das Américas (USP, IEA)
Lahr, M. M. — Dispersão humana fora da África (Universidade de Cambridge / brasileira)"