quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Perdas civis soviéticas na Segunda Guerra Mundial (2aGM)

Na seguinte discussão do meu blog 5 milhões de vítimas não-judeus? (Parte 2), o nosso leitor "HLAPOT" observou que, no que diz respeito a perdas humanas da União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial, há neste momento uma estimativa demográfica (a que foi apresentada por Michael Ellman e S. Maksudov em seu artigo de 1994 "Soviet Deaths in the Great Patriotic War: A Note)" ("Mortes soviéticas na Grande Guerra Patriótica: uma nota") que "carece de uma explicação satisfatória", ou seja, não é ou é insuficientemente apoiada por provas com base na contagem de mortos.

Isto aparentemente continua a ser verdade mais de 1 ½ décadas depois do artigo de Ellman e Maksudov. A desagregação científica sólida da enorme estimativa de quase 27 milhões de mortes na União Soviética durante a "Grande Guerra Patriótica", especialmente no que diz respeito aos componentes civis, ao meu conhecimento não foi fornecida até agora pela historiografia.

Para deixar claro, existem falhas como a de perdas civis soviéticas feitas por A.A. Shevyakov, apresentadas na Tabela 3 do referido artigo. Mas estas não podem ser levadas a sério, como Ellman e Maksudov apontam expressamente sobre os números de Shevyakov. O mais próximo que as publicações acadêmicas da historiografia chegaram, para confirmar a confiança do excesso de mortes entre a população civil soviética na "Grande Guerra Patriótica" ainda parece ser a seguinte nota de rodapé do artigo de Ellman e Maksudov:
De acordo com cálculos preliminares feitos por um de nós ('0 frontovykh ... ", pág. 119), as mortes pela ocupação alemã (matança de judeus, mortes no cerco de Leningrado, mortes de civis resultantes da luta, o excesso de mortes nos territórios ocupados decorrentes de uma degradação das condições de vida) foram de cerca de 7 milhões. Destas, cerca de 1 milhão ocorreram no cerco de Leningrado, e 3 milhões eram judeus. Destes últimos, cerca de 2 milhões eram judeus dos territórios recém-anexados, e 1 milhão de judeus do território da antiga União Soviética. O excedente de mortes pela deterioração das condições de vida nos territórios não-ocupados parecem também ter sido próximo dos 7 milhões. Pela repressão soviética (mortes em campos e entre as nações deportados), provavelmente,é dito que houve cerca de outros 3 milhões. Além disso, houve uma perda de população de cerca de 2 milhões como resultado da emigração, principalmente para a Polônia. Estas são estimativas preliminares ásperas sobre um tema que ainda aguarda uma pesquisa séria (mais detalhada).
Este desiderato da pesquisa histórica torna interessante olhar para o colapso feito em 1972 por um escritor britânico chamado Gil Elliot, sem o benefício de fontes que apenas se tornaram disponíveis quase 20 anos mais tarde após a dissolução da URSS. O texto a seguir foi transcrito das páginas 54-59 de livro Twentieth Century Book of the Dead de Elliot (1972, Charles Scribner's Sons, New York).
Leningrado 1941-3 foi a primeira cidade a se tornar uma cidade de mortos. Em Verdun em 1916, meio milhão de pessoas morreram nos primeiros quatro meses de ofensiva - de fome e de doenças como também contra bombas e balas - seguido de um ano de luta elevando o total de mortos para mais de um milhão.

Como Verdun, ou Somme e o resto eram metrópoles em uma área mais ampla de morte, para Leningrado havia uma concentração de um milhão, além de um total de dez milhões de mortes de civis difusos sobre a Rússia 1941-5.

As duas grandes guerras do nosso século tem um padrão amplo ou ritmo em comum, inerente à escala de operações: a primeira série de ataques trazem enorme perda de vidas; o período 'atolado' de combate que dura vários anos e causa uma maior luta de vida humana; e o período de recuo final e finalmente a retirada.

Podemos adaptar este padrão para o caso de a população civil da Rússia na Segunda Guerra Mundial.

Fase I. Avanço dos exércitos invasores. Seis meses, de junho a dezembro de 1941

O bombardeio das cidades fazia parte do ataque aterrorizante, assim como matar as senhoras idosas e outros refugiados na estrada com metralhadoras disparadas de aviões ('metralhar', como é chamado com alegria).

Provavelmente a maioria das mortes entre os refugiados eram dos efeitos imediatos da exposição e fome. Grandes grupos de pessoas encontravam-se em cidades estranhas sendo apanhadas pelos invasores, incapazes de seguir em frente, esperando em cativeiro além de grupos negligenciados onde a doença auxiliava os efeitos da fome e da falta de moradia.

Quando cidades foram ocupadas, e até mesmo alguns povoados, um pequeno número de potenciais agitadores era imediatamente fuzilado ou enforcado; esses "agitadores" eram, naturalmente, as pessoas — autoridades e comissários políticos — que mantinham a ordem antes da chegada dos invasores.

Todas essas formas de violência provavelmente resultaram em um total de cerca de meio milhão de mortes de civis durante o breve e avassalador avanço da máquina militar.

Fase 2. Ocupação pelo invasor. Entre dois e três anos, 1941-1944.

No período de ocupação, a lógica da máquina de guerra total se concretiza plenamente. Isso não ocorre por meio de atrocidades aleatórias que estampam as manchetes dos jornais, mas sim pela aplicação, à população civil, da mesma pressão que caracteriza a guerra militar: a estratégia de desgaste (guerra de atrito/exaustão).

A escala de devastação nas cidades e vilas soviéticas é evidenciada pelo fato de que, no momento da libertação, muitas delas abrigavam apenas entre metade e um terço de suas populações do pré-guerra. Considerando uma população urbana de vinte milhões de pessoas na área ocupada: cerca de dois milhões estariam nas forças armadas; provavelmente outros dois milhões deixaram as cidades — incluindo aqueles que fugiram da zona ocupada, os que se juntaram a unidades de guerrilha (partisans) e os trabalhadores que se deslocaram para o leste junto com suas fábricas. Quatro milhões de pessoas foram deportadas para a Alemanha para trabalho escravo. Ao todo, quarenta por cento, ou oito milhões de pessoas.

Cerca de quarenta por cento permaneceram nas cidades até a libertação, e algo em torno de vinte por cento morreram durante o processo de ocupação. Minha própria estimativa é de quatro milhões e meio.

Cerca de três milhões dessas pessoas — em sua maioria idosos, mulheres e crianças — morreram devido à escassez e ao abandono. As rações eram parcas e frequentemente sujeitas a reduções arbitrárias ou cortes totais por parte dos administradores da ocupação. Além da resistência debilitada a doenças comuns pela falta de alimentação adequada, as enfermidades muitas vezes atingiam níveis epidêmicos, e a fome frequentemente chegava a níveis de inanição generalizada.

Um milhão de pessoas foram mortas por serem judias.

Cerca de meio milhão de pessoas foi executado durante esse período por serem comissários políticos ou oficiais, sabotadores ou suspeitos de pertencerem a grupos de resistência ("partisans"). Houve também muitas mortes cometidas apenas pelo ato de matar. No sul da Rússia, milhares de idosos foram mortos sob o pretexto de "eutanásia".

É difícil estimar o número de mortes nas aldeias. Presumi que o desgaste lento causado pela fome não ocorria nessas localidades, partindo do princípio de que os produtores de alimentos precisavam ser mantidos vivos (um exemplo do idealismo nazista). Milhares de aldeias foram destruídas e incendiadas, e seus habitantes fuzilados como "represália" por atividades de guerrilha. Os próprios guerrilheiros eram executados quando capturados. É fácil exagerar o total acumulado de mortes ocorridas em uma infinidade de pequenos grupos. No entanto, parece provável que o número total de camponeses e guerrilheiros — mortos a tiros ou vitimados pela privação imediata decorrente da perda de suas casas — tenha chegado a pelo menos um milhão; a maioria era composta por camponeses em seus próprios lares, e não por guerrilheiros, sendo que a maior parte deles foi, de fato, fuzilada.

Os números se acumulam... sempre há incerteza quanto aos valores exatos em um cenário de morte de proporções gigantescas. No entanto, ao examinar as evidências disponíveis para cada tipo de morte, os números convergem para uma ordem de magnitude inquestionavelmente correta.

Temos agora cinco milhões e meio de mortos nas cidades e vilarejos durante o período de ocupação; somados ao meio milhão de mortes no período da invasão e ao milhão que morreu em Leningrado. Sete milhões de mortes de civis nos períodos de invasão e ocupação.

Fase 3. Retirada e recuo do invasor. Um ano, 1943-1944

A violência do exército invasor contra a população civil foi mais severa na fase de retirada do que havia sido no período de avanço. No decorrer da guerra, oito milhões de casas russas foram destruídas, sendo que uma grande parte delas foi arrasada durante a retirada da Rússia. Plantações e rebanhos foram queimados em larga escala. Sistemas e máquinas especiais foram utilizados para destruir as sementes, e as culturas em desenvolvimento foram incendiadas, as de primavera e as de verão.

Antes de abandonar as cidades e vilarejos, os invasores costumavam executar os prisioneiros que mantinham em suas prisões. Esse não era um fenômeno novo. Em Moscou, em 1920, quando a pena de morte foi abolida, a polícia secreta executou, em uma única noite, uma grande parcela de seus prisioneiros, apresentando ao governo, na manhã seguinte, um fato consumado. Um escritor descreveu isso como "liquidação de estoque": um caso de "psicose profissional". Aqui, naturalmente, a psicose e as matanças ocorreram em escala muito maior.
É provável que cerca de um milhão de pessoas tenham morrido por conta da privação imediata causada por casas em ruínas, plantações e rebanhos destruídos e estoques de alimentos saqueados, bem como pelas execuções de despedida.
A palavra "aftermath" (consequências) — que designa o período ou as consequências que se seguem a um evento — remete a campos ceifados e celeiros abarrotados de grãos. No rastro dessa devastação — o cenário de morte criado ao longo de três anos pelo exército invasor e agravado pelos seus últimos golpes destrutivos —, é provável que pelo menos mais duas pessoas tenham morrido em cidades e vilarejos russos, ao longo do ano seguinte ou pouco mais, vítimas de uma lenta privação.

[…]

Os tipos de violência perpetrados contra civis russos na Segunda Guerra Mundial apresentam uma pirâmide semelhante à do período da Guerra civil russa:


Se as estimativas de Elliot parecem não passar de suposições fundamentadas, isso não as torna muito diferentes do que grande parte dos historiadores conseguiram apresentar até o momento sobre o assunto. No que diz respeito ao cerco de Leningrado e às categorias "presos políticos, funcionários e outros" e "represálias contra camponeses", Elliot não divergiu muito do que a historiografia recente estabeleceu. O historiador alemão Dr. Dieter Pohl estima em mais de 1 milhão o número de civis soviéticos não-judeus que morreram em campos, em "operações de combate a bandidos" e em outros assassinatos — sendo cerca de meio milhão deles em operações antipartisans em áreas rurais. O historiador alemão Christian Hartmann escreve o seguinte na página 789 de seu livro "Wehrmacht im Ostkrieg. Front und militärisches Hinterland 1941/42" (Link2) (tradução minha):
Conforme cálculos demográficos, um total de 26,6 milhões de cidadãos soviéticos morreram na "Grande Guerra Patriótica" – entre eles, 3 milhões de prisioneiros de guerra soviéticos, 2,4 milhões de judeus soviéticos e outras 500 mil pessoas que pereceram em decorrência da guerra de guerrilha.

O número de judeus soviéticos apresentado por Hartmann (seu colega Hans-Heinrich Nolte fala em 2,6 milhões de judeus soviéticos assassinados, de um total de 2,7 milhões que ficaram sob domínio alemão) demonstra que a estimativa de Elliot quanto aos judeus "russos" assassinados era muito baixa, embora coincida com o número apontado por Ellman e Maksudov para judeus oriundos do antigo território soviético (em contraposição àqueles provenientes de áreas anexadas à União Soviética em 1939-40). Por outro lado, a enorme discrepância entre a estimativa demográfica (26,6 milhões) e a soma dos dados parciais de Hartmann (5,9 milhões) confirma ainda mais que Elliot estava correto ao apontar a predominância de mortes por privação em relação àquelas decorrentes do que ele denominou "violência dura/direta" ("hard violence"); confirma também que a historiografia permanece incerta sobre onde e por quais causas a maioria das vítimas civis soviéticas da guerra de 1941-45 (estimadas em 9 a 11 milhões por Elliot, e em 14 a 17 milhões por Nolte, bem como por Ellman e Maksudov) perdeu a vida. Embora a análise detalhada apresentada por Elliot em 1972 possa ter caráter conjetural, ela se mostra mais realista e minuciosa do que qualquer outra já oferecida em publicações acadêmicas de historiadores. A menos que algo me tenha escapado, a melhor contribuição da historiografia até o momento não se encontra em uma publicação acadêmica, mas sim no "Axis History Forum" — especificamente na postagem inicial (*OP*) do Dr. Nick Terry no tópico intitulado "Soviet Death Toll in WWII As A Whole" (O número total de mortes soviéticas na Segunda Guerra Mundial).

Fonte: Holocaust Controversies
https://holocaustcontroversies.blogspot.com/2011/09/soviet-civilian-losses-in-world-war-ii.html
Texto: Roberto Muehlenkamp
Título original: "Soviet Civilian Losses in World War II"
Tradução: Roberto Lucena

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Post sobre conflito no Oriente Médio e a crise humanitária em Gaza (Palestina), discussões na caixa de comentários (Parte 27)

ATUALIZAÇÕES DO POST NA CAIXA DE COMENTÁRIOS. PARTE 27 (UPDATES IN THE COMMENT BOX). PART 27. Pra coisa ficar organizada e poder achar link depois, vou centralizar tudo em um post (esse post sempre ficará no topo, se for necessário). Post publicado e aberto em .2026 (Atualização: 12.08.2026; 24.08.2026).

ATUALIZAÇÕES DO POST NA CAIXA DE COMENTÁRIOS.

A caixa de comentários servirá justamente pra atualização sobre o conflito e desdobramentos (links de notícias, vídeos etc), desdobramento dessa disucssão aqui ("Para entender o conflito Israel-Palestina, livros [Bibliografia Oriente Médio] - Atualização 2023"), e denunciar o papel podre da "grande mídia" do Brasil (Rede Globo, SBT, Record e cia) justificando os crimes contra Gaza (mais de 1600 crianças mortas no dia de hoje em Gaza) sem mencionar nunca o apartheid do projeto colonial israelense, punição coletiva (continuada) sobre a população palestina que está com corte de energia desde o começo da crise, água e comida (entraram poucos caminhões com suprimentos no dia de hoje pela fronteira com o Egito). Isso é um contraponto à mídia podre, venal e vendida do Brasil. Papel que essa mídia já faz com o próprio país desde antes da ditadura militar (1964-1985) atrelada a interesses externos contra o bem-estar da própria população do país.

Tentarei colocar os links relevantes abaixo que foram colocados na "caixa de comentários" da "parte 01" (https://holocausto-doc.blogspot.com/2023/10/post-sobre-conflito-no-oriente-medio-e-a-crise-humanitaria-em-gaza-palestina-discussoes-na-caixa-de-comentarios.html).

Como fica longa a página pra ler os comentários (já vai em mais de 170, mais os comentários de outro post quando estoura a crise), segue uma nova parte nesse post.

Pra quem acompanhou a discussão do Post 09, segue abaixo o vídeo colocado em destaque lá com um quadro/resumo sobre a situação atual do mundo, "onde estamos" e o que estamos "passando", a fase de transição de queda do Império norte-americano, ascensão chinesa e onde começou essa "transição":

sábado, 5 de setembro de 2026

Alfred Rosenberg sobre represálias

Parece-me claro que a anotação em seu diário de 12 de Setembro de 1941 (pdf publicado por Irving** aqui), só pode significar que Rosenberg desejava que os judeus da Europa Central fossem mortos em represália pelo “assassinato” dos alemães do Volga. Observe também que Rosenberg vê claramente a Sibéria como um lugar de assassinato para deportados e não de reassentamento:
12.9.41 Als die Mitteilungen eintrafen, dass Stalin nun auch die noch verbliebenen 400 000 Wolgadeutschen nach Sibirien verschleppen, d.h. morden lassen wird, da ist in uns allen der Hass gegen Moskau erst recht wieder emporgestiegen. Ich gab Anweisung, für eine sehr scharfe Stellungnahme u. Sandte sie formuliert an den Führer. Der sie noch verschärfte. Gesternliess ich einen Vorschlag ausarbeiten, durch Rundfunk nach Russland, England u. EUA mitteilen zu lassen, dass wenn dieser Massenmord durchgeführt werden sollte, Deutschland die Juden Zentraleuropas dafür büssen lassen würde. Dies mit vollster Berechtigung, da soeben noch der Jude Schertok auf einer Palästinakonferenz erklärt habe, an dem Bündnis zwischen Moskau – London – Washington hatten die Juden besonderen Anteil, da sie stets dafür gearbeitet hatten.
Tradução pro português (do alemão):
12 de setembro de 1941. Quando chegou a notícia de que Stalin iria deportar, ou seja, assassinar, os 400.000 alemães do Volga restantes na Sibéria, nosso ódio por Moscou aumentou ainda mais. Dei instruções para uma declaração muito forte e a enviei, já em versão preliminar, ao Führer, que a intensificou. Ontem, mandei elaborar uma proposta para ser transmitida à Rússia, Inglaterra e EUA, afirmando que, se esse assassinato em massa fosse realizado, a Alemanha faria os judeus da Europa Central pagarem por isso. Isso era totalmente justificado, visto que o judeu Schertok acabara de declarar, em uma conferência sobre a Palestina, que os judeus desempenharam um papel especial na aliança entre Moscou, Londres e Washington, pois sempre trabalharam para isso.

Fonte:
Holocaust Controversies
https://holocaustcontroversies.blogspot.com/2014/04/rosenberg-on-reprisals.html
Texto: o autor do texto apagou o perfil, acredito que tenha sido o Jonathan Harrison, mas há várias palavras em alemão (geralmente o R. Muehlenkamp fazia textos assim também).
Título original: "Rosenberg on Reprisals"
Tradução: Roberto Lucena ("revisão" da "tradução de IA" do Google, mas tenho que ler tudo, ponto a ponto pra ver se "bate" e corrigir)*

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*Tem um trecho em alemão que acredito que seja dos "Os Diários de Alfred Rosenberg 1934-1944", saiu no Brasil com esse título (eu tenho um exemplar), tudo hoje em dia a gente chama de "IA" mas sempre usei o "tradutor" do Google, a versão acima bate com o conteúdo em questão, se houver erro e o Roberto (Muehlenkamp) puder corrigir (ou quem lê alemão, o Stephano), podem corrigir à vontade, mas acredito que está correto. Sobre Alfred Rosenberg, acho que já citei no post ligado a esse quem era, pros que desconhecem, foi o principal ou um dos principais ideólogos do nazismo (https://pt.wikipedia.org/wiki/Alfred_Rosenberg).

** O "Irving" em questão é o negador David Irving (britânico) que apesar do viés político de negação, é bastante conhecedor de história do III Reich (viveu na Alemanha pesquisando isso), então as pessoas usam links da figura sobre documentos, pra esclarecer o link acima (do texto original do HC). O Rosenberg em questão é Alfred Rosenberg, da cúpula nazista, um dos principais (ou principal) ideólogo do nazismo junto de Hitler.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Escritor de autoajuda nos EUA acumula dívida de 1,2 bilhão, já no Brasil... escritor de autoajuda "desponta" em campanha eleitoral...

Saiu nos jornais ( e a tal "mídia progressista" não deu um "ai" até agora (vão acabar dando depois de ler... sem credenciar, como sempre), que é o ambiente de "reverberação" de "campanha progressista", embora acabe se tornando "discussão de gueto" (mas isso é outra discussão) com essa questão de "patotas", li pela semana a coisa e achei que iriam publicar algo ironizando a "disparada", ao que tudo indica (aparenta, está sob investigação da Polícia Federal o caso) artificial (quem quiser ler sobre "bots", link aqui e aqui).

O autor do "best-seller" de "autoajuda", sucesso no Brasil e EUA (tinha que ser), acumula uma dívida de 1,2 bilhão de dólares... pelo visto ele virou o "Pai pobre" do livro, devendo até as "cuecas"...

"Autor do best-seller 'Pai Rico, Pai Pobre' tem dívida de US$ 1,2 bilhão
Aos 79 anos, Kiyosaki diz receber US$ 250 mil por mês com imóveis, petróleo, ouro e gado Wagyu"
https://exame.com/invest/mercados/autor-do-best-seller-pai-rico-pai-pobre-tem-divida-de-us-12-bilhao/
Autor de 'Pai Rico, Pai Pobre' acumula US$ 1,2 bilhão em dívidas, diz site
https://f5.folha.uol.com.br/voceviu/2026/09/autor-de-pai-rico-pai-pobre-acumula-us-12-bilhao-em-dividas-diz-site.shtml

Alguém pode destacar que ele ainda tem rendimentos de 250 mil dólares por mês... pro padrão dos EUA com uma dívida desse porte, é pouco... não passa nem perto de cobrir uma dívida desse porte. O "fisco" dos EUA já foi mais "duro" (mais "severo") até com os super ricos... se o "fisco" for em cima dele, fica no limbo. Pros que querem ler "conto de fadas" de como "ficar rico fácil", nome disso é "ouro de tolo"... engana trouxa.

Quando se afirma que o brasileiro lê pouco e ainda lê 'mal', não é elitismo, xingamento ou nada do tipo, é constatação... por isso que o país vive nessa miséria intelectual perene (perpétua)... há décadas... quem criticava a coisa antes, vinha uma horda, uma leva com "quatro pedras na mão" xingar, relinchar etc porque não gostam de ler/ouvir certas coisas... mas os resultados (nocivos) dessas posturas estão espalhados pelo país, nos EUA (que é o criador desses estilos, porcarias).

E não vejo crítica relevante a esse tipo de fenômeno artificial na eleição, que eu já apontei meses atrás que a elite brasileira sempre "faz uso" da coisa (https://holocausto-doc.blogspot.com/2026/05/a-elite-brasileira-lanca-varias-candidaturas-para-garantir-o-segundo-turno-e-ou-sabotar-o-primeiro-turno.html), ficam só na histeria, falando de "eleitor rivotril" e cia... em vez de realçar, falar das propostas da campanha do Lula pro país e cia, o que eu venho cobrando há tempo, pra fazerem campanha em vez de só ficarem de lamúria. A crítica é necessária mas não possuem proposição pro país? Estou sendo retórico porque o Lula tem algo a apresentar (sempre teve), mas falta o PT (cúpula) e a cúpula da campanha (que é quem tem poder, aqui a gente só pode "criticar", "chamar atrenção", porque sei que leem, até a campanha...) chamar atenção desse pessoal pra fazerem propaganda propositiva da chapa, do governo em vez de mergulharem de cabeça em escândalo, em discurso "apocalíptico" estiulo "neopenteca" (o besteirol da turma do "a sexta República acabou", ó! Sério? Quem vai refundar? O DCE de Youtube?...) porque sentiram certa pancada... e não estou "alheio" ao que se passa, mas esse ministro "terrivelmente evangélico" do Supremo é um tosco com o ataque que fez.

Virou vidraça e mexeu com as "forças ocultas" (poderosas) da República... essas mídias adoram se "lambuzar" em "escândalo" e moralismo rasteiro, por quê o que realmente esperam de um escândalo com um banqueiro que falava com "meio mundo" da elite no país e os "poderes" em Brasília? Só que celebravam a coisa no começo como se fossem passar "o país a limpo" (já ouvi 'n' vezes essa asneira, falta alvejante toda vez...), passar país a limpo com escândalo de algum graúdo? Nome disso é autoengano, ouro de tolo (como citei acima). Coisa que só satisfaz o ego apodrecido de certa classe média moralista no país que crê em "transformações mágicas" vindas de setores da elite/do aparato burocrático do Estado e não na política. A tal UDN de macacão que o Brizola ironicamente chamava o PT (no passado), não aprendem nunca. "A República morreu, socorro!" (rs), gente dramática insuportável... falta "sangue frio", "chiquitos"... "la sangre fría"...

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Extermínio biológico ("biologische Ausmerzung")

Na página 118 da "Crítica" (aqui também), eu citei o informe de Rosenberg de 18 de novembro de 1941, extraído da exposição apresentada por Christopher Browning no julgamento Irving-Lipstadt. Rosenberg falou da necessidade de "um extermínio biológico de toda a população judaica da Europa" ("eine biologischen Ausmerzung des gesamten Judentums in Europe") por medidas que os "expulsariam para além dos Montes Urais ou os erradicariam de alguma outra maneira". Mattogno respondeu a isso afirmando que o "sentido era puramente figurado de *Ausmerzung des Judentums* (extirpação do judaísmo)... designava a eliminação do judaísmo do solo do Reich e do solo europeu". No entanto, isso pode ser refutado com base em dois pontos.

Em primeiro lugar, um negacionista nativo de língua alemã, Staeglich, reconhece que "eliminação biológica" ("biologische Ausmerzung")... em uso comum, tem praticamente o mesmo sentido que "matar". Staeglich argumenta, portanto, que o relatório é "muito provavelmente... apenas mais uma falsificação" ou que "poderia se atribuir essa escolha peculiar de palavras ao fato de Rosenberg ser um báltico e, por isso, talvez nem sempre tivesse certeza sobre o uso correto do alemão!" Embora essas afirmações sejam absurdas, elas pelo menos — ao contrário de Mattogno — evitar de mentir sobre o significado de palavras em alemão.

Em segundo lugar, Rosenberg já havia equiparado a deportação ao assassinato, como demonstrado aqui (e aqui), quando escreveu, em 12 de setembro de 1941, que "Stálin agora também iria expulsar os 400.000 alemães do Volga restantes para a Sibéria, isto é, assassiná-los" (para evitar alegações de tradução duvidosa, utilizei aqui a versão preferida por David Merlin, do CODOH aqui). Rosenberg até repetiu a palavra "assassinato" três frases depois, na palavra *Massenmord* (assassinato em massa), embora Merlin opte por traduzi-la como "slaughter" (massacre/carnificina) — que, acredito, implicaria que Rosenberg tivesse usado o substantivo *Schlachtung*.

Conectar as declarações de 12 de setembro e 18 de novembro leva a apenas uma conclusão plausível: a de que Rosenberg via as deportações — tanto a dos alemães do Volga por Stálin quanto a dos judeus pelos alemães — como atos de assassinato em massa, e não de reassentamento. Pode ser que Rosenberg soubesse ou não que os métodos de extermínio dos judeus incluíam câmaras de gás; Browning observa que Rosenberg se reuniu com Himmler por quatro horas em 15 de novembro, mas seria forçar a interpretação presumir que métodos de assassinato foram discutidos ali, em vez de apenas o fato de que os judeus seriam mortos. O fato principal é que, naquele momento, Rosenberg compreendia claramente é que os judeus deportados para a URSS estavam destinados à morte, fosse ela imediata (como em Kaunas, no final de novembro) ou posterior (como na Rutênia Branca, durante o verão de 1942).

Fonte: Holocaust Controversies
https://holocaustcontroversies.blogspot.com/2015/06/biological-eradication-biologische.html
Texto: o autor apagou o perfil, o texto similar foi do Jonathan Harrison, mas há várias palavras em alemão (geralmente o R. Muehlenkamp fazia textos assim também).
Título original: "Biological eradication (biologische Ausmerzung)"
Tradução: Roberto Lucena (na verdade "revisão" da "tradução de IA" do Google, mas tenho que ler tudo, ponto a ponto pra ver se "bate" e corrigir...)

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Observação 1: há um texto complementar a esse texto que eu traduzi antes, os links abaixo (pro original e pra tradução)

"Mais sobre "Erradicação biológica (biologische Ausmerzung)"
https://holocausto-doc.blogspot.com/2017/12/mais-sobre-erradicacao-biologica-biologische-ausmerzung-rosenberg-nazis-russos.html
"More on "Biological eradication (biologische Ausmerzung)"
https://holocaustcontroversies.blogspot.com/2017/12/more-on-biological-eradication.html

Observação 2: eu resgatei esse texto antigo porque as pessoas acessando o blog foram ler a tradução de 2017, como sempre digo, mesmo que o povo não comente nos posts recentemente, ainda assim ajudam quando acessam os links sobre segunda guerra e cia (muita gente lê conteúdo sobre segunda guerra ainda no blog). A "IA" do Google colocou como "info" quando coloco por busca desse blog (coloquem por "holocausto doc" ou "holocausto-doc" que aparece ao menos o link de acesso à página no topo das buscas) colocam que o blog estaria "inativo", informação falsa ou 'errada', pros que "gostam" de "IA", isso é a tal "Inteligência artificial"... uma tosquice cheia de erros... propositais ou não. Eu traduzi o complemento antes desse primeiro texto do Holocaust Controversies.

Observação 3: como comentei acima, sobre a autoria do texto, dois membros (eu acho) saíram do Holocaust Controversies e os posts que fizeram ficaram como "anônimo", eu suspeito que esse seja do Jonathan Harrison também, embora o Roberto Muehlenkamp fazia muitos posts sobre documentos em alemão ou com palavras em alemão.

E vou atualizando os links depois pois tenho que resgatar vários via o "archive.org" (que arquiva milhões de páginas na web, mas não consegue salvar tudo que foi publicado na rede apesar do esforço monumental) porque os links expiraram, "sumiram", caducaram etc. Problema sério a "memória" em coisas publicadas na web/rede, a Lise alertava sobre o problema ainda no Orkut (caso ela leia, foi ela quem primeiro chamou atenção sobre a coisa entre a gente) da memória da rede ir "pelo ralo" e como historiadores (a Lise é historiadora) poderiam reconstituir as coisas recentes dos países com esse problema?

Como vão estudar as publicações "apagadas" do Facebook no período de "golpe branco", deposição da presidente Dilma Rousseff, textos das olavetes urrando por golpe de estado e cia?... O Orkut está em um limbo, o Google não libera acesso aos arquivos (não sei como algum historiador poderá checar isso pra reconstituir o passado recente do Brasil e cia)... é um problema bem sério essa questão da "memória digital" e o "mundo orwelliano" de "apagar os registros" do que é dito... e ao contrário do que os anti-comunistas pregam... quem está fazendo isso são "empresas privadas" dos Estados Unidos (multinacionais) em "pleno livre mercado"... é essa a tal "liberdade" que pregam?... tá mais pra "controle social" e histórico...

E queria alertar o pessoal do Holocaust Controversies há tempo (eu só acesso meu email pelo Gmail, o brasil.doc@gmail.com pra contato com o blog, o Yahoo! detonou minhas contas antigas) porque há pilhas de links expirados pelos posts antigos, tirando o sentido de leitura, e pra consertar item a item será "nó cego"... (no sentido que eu uso o termo e muita gente no Brasil, Portugal e cia, "nó cego" é algo difícil de resolver, de lidar...).

Observação 4: e técnica, eu vou ter que arrumar outro óculos (lente etc), por isso vai ser complicado corrigir certos "pontos" do texto (aumentei o tamanho da fonte da letra), apesar dessa lente ser da "Zeiss" (descamando...), tá bem complicado de ler, embaçando direto, descamando etc, uma porcaria, pros que "adoram marca"... fiz essa observação pra escrachar a marca mesmo, rs, e porque o problema está atrapalhando. Brasileiro "médio" não adora marca? Taí a tranqueira, e só uso porque se acredita que virá algo de qualidade pelo menos, apesar de que nada dura "mais pra sempre" (esses produtos), e acho que já faz tempo pra trocar lente mesmo. Triste usar óculos, pra quem passou quase uma vida toda sem óculos.

sábado, 29 de agosto de 2026

Candidato a Deputado Federal, Rio de Janeiro (RJ Estado), VOTE 4000 (4 mil), (PSB), José Fernandes Jr. (Portal do José)

Se você for do Rio de Janeiro (estado/capital), indicação de nome.

Não achei o outro vídeo mais recente, se não for o mesmo, mas acho que é mais recente pq saiu pela Copa do Mundo (julho), mas gostei da iniciativa do José Fernandes Jr. (Portal do José, 4000), porque acho que campanha se faz na rua, principalmente... vejo muita "candidatura de esquerda" só com "Live" ou ainda discutindo coisas que não interessam (diretamente) ao dia a dia do povo (falar de China e cia em campanha), e como prometido ainda na Copa, faríamos campanha (de graça) pro José Fernandes ou pra candidaturas à esquerda, que possam conter o bolsonarismo nos estados, é só as chapas interessadas mandarem os números e contexto, porque não é tão fácil pegar números por estados ou pra todos os estados do país, fora que tem gente que não "simpatiza" com as "bandas" de cá, então esses não dá nem pra considerar aqui.

A "Vaquinha" pra ajudar na campanha, quem puder contribuir: (https://queroapoiar.com.br/professorjose).

Vou fixar o Post no canto esquerdo do blog (no topo) até a campanha encerrar em Outubro. Votem 13 pra Presidente também, sem medo. Tem gente que se acanha em pedir voto, como sempre fui "cara de pau" nisso (em outras coisas também), peço mesmo e quem não gostar que se exploda (rs).

A campanha na rua, vídeo:


Lembrando que, apesar da "turma da surdina" nunca comentar, trocar "ideias" (embora vivam dizendo que são a favor "disso"... será?), a gente acaba lançando "tendências", "moda"... se começar a pipocar vídeos de rua, já sabem de onde tiraram o "mote"... (apesar de que só fiz propagar o vídeo do Portal do José, a ideia original foi dele, e gostei, a política tem que ir até o povo, falar com a população).

O José Fernandes Jr. é brizolista antigo, mas sai candidato pelo PSB do Rio, a deputado federal, número 40-00 ou 4.000 (como quiserem decorar, digita 4 mil na urna pra dep. federal, escolham o estadual, os senadores, governador, presidente 13 e sejam felizes, como todas as críticas que possuem a governo e cia, mas querer ver "fila de osso", 700 mil mortos por Covid, entrega do país aos EUA, deixem essas coisas bem longe do país...).

O José do Portal (ou Portal do José) lançou uma lista de coisas que defende, link aqui:

https://www.facebook.com/josefernandes.junior.10/posts/pfbid0MDym1DdArKAckeBgXRrh9xqARQvgVCEr8x4oDZFUiCLy2eiUCvESzbEwJZNKXuwel

E sugeriria (isso foi discutido em algum Post de Gaza, o retrasado ou passado, não lembro), eu queria sugerir que se elabore alguma lei de subsídio de acesso a livros técnicos (matemática, física, química, biológicas, e até história, que estão muito caros) pra acesso a alunos, formados etc. Vejo muita gente se declarando a favor da "ciência no Brasil" e sem fazer algo prático pra valer (pralém de "divulgação científica" de Youtube) pra se dar acesso à material, livros técnicos pra formação da população.

Algum subsídio pra aquisição dos livros ou rebaixar o preço desses livros (qual a explicação pro preço alto pralém da baixa tiragem e direitos autorais?...) é preciso ser feito no país. Vi livro de matemática a mais de 200 reais (livro básico), os de História a preços exorbitantes, todos os da lista acima que citei.

Acrescentaria os livros de português (de gramática e cia) na parte técnica. Livro de Filosofia publicam aos montes (são mais acessíveis), tem muito livro a valor acessível em outras áreas mas não devem ser excluídos a princípio, apenas listei o que considero central como técnicos, mas não é algo "fechado", mas se deve partir disso (de uma base) pra reinvidicar a coisa.

"Ah, mas blog não dá voto e bla bla bla bla bla".... garanto que se consegue mais voto aqui que muito canal de Youtube "cheio de marra"... perder eu duvido que perca (o Prof. José Fernandes sempre foi solícito, de falar/responder as pessoas ao contrário de certos "pedestais"/"Vacas sagradas" do Youtube). Por sinal, você ser político ou se propor a ser político querendo ficar em um pedestal é algo meio "surreal", mas existe... rs. A gente não perde voto (não somos candidatos, rs). Cada cabeça com sua sentença... apesar de tudo, boa sorte.

sábado, 22 de agosto de 2026

O estrangulamento de Cuba como "Plano Gaza para a América Latina"

A quem não assistiu, fica a sugestão de vídeo abaixo sobre a situação cubana provocada pelo estrangulamento dos Estados Unidos à ilha da América Central. Estou dando o nome do estrangulamento de Cuba de "PLano Gaza pra América Latina", se ouvirem por aí o termo já sabe de onde saiu...


A quem não entendeu ainda o significado do estrangulamento da ilha, a questão é simples, os Estados Unidos, governo, repete em Cuba operação similar ao genocídio de Gaza (na Palestina) pra forçar rendição, submissão e recolonização da ilha (pelos EUA) nem que uma parte da população morra, padeça, adoeça, suma do mapa etc.

Pro caso "servir de exemplo" pro resto do continente de quem desobedecer a vontade do Império (Estados Unidos) terá destino similar ao de Cuba...

Canso de ver canais ditos de "esquerda", de "geopolítica" do Brasil e nenhum aborda a questão (um comentário solto aqui e ali mas sem elaborar o que significa o estrangulamento da ilha pro continente).

"Ah, mas vai dar certo a ofensiva trumpista?", é provável que não, que a maioria não sucumba a médio/longo prazo ou mesmo no curto prazo, mas a tentativa de estrangulamento de Cuba ("estilo Gaza") é bem real... quem quiser ignorar o problema, ser cínico e cia, fique à vontade mas não venha posar de "arrependido" depois.

Minha crítica também à esquerda que não encara o problema, como a questão da Venezuela (a traição ocorrida, citada aqui desde janeiro, "Bonapartismo na Venezuela" https://holocausto-doc.blogspot.com/2026/01/surgimento-de-um-governo-bonapartista-na-venezuela-apos-a-traicao-nacional-venezuela-destituida-e-destruida-sabado-nasce-o-trumpismo-bolivariano-mas-ate-quando.html), que eu sempre aponto como ato de desonra, grupo político que não encara o revés, pra reagrupar, juntar forças e tomar de volta a coisa sempre se condena a repetir o ciclo de dominação por terceiros. Tem setores da esquerda brasileira que não têm projeto algum pro país, mas vivem citando país A e B como "exemplos"... desde quando isso é um projeto real pro país ao ignorar o cenário político/histórico do mesmo?... Parem pra reflitir e elaborar algo em vez de ficar nesse "mar de ilusões" pra sempre.

Fora o gesto de uma parte ter naturalizado a figura de Trump no mantra de uma discussão ridícula sobre o "mal menor" que poderia vencer a eleição dos EUA, Trump é um tirano, tirania não deve ser normalizada, naturalizada e sim combatida e está estrangulando a América Latina, à parte o toco que está tomando do Irã no Oriente Médio. A nossa situação é dramática e não somos o Irã na questão militar (nem forças armadas confiáveis temos), enfiem isso na cabeça (dirijo-me a esse pessoal).

sábado, 8 de agosto de 2026

"Quando os humanos começaram a ter cores de pele diferentes?"

Havia separado esse documentário pra colocar em post mas não estava achando (não estava em rascunho), achei que havia deixado em algum. Há muito tempo quero abordar "eugenia", se tem um assunto que deixa o "brasileiro mediano" com "coração palpitando" é esse tipo de assunto, porque os colégios/escolas não fazem, aparentemente, o "serviço direito" de ensinar biológia básica pra população, isso é algo bem notável nas pilhas de comentários absurdos, bizarros que o povo deixa em matérias sobre esse tema, nazismo, racismo e cia. O documentário abaixo aborda o surgimento da "pelagem branca" na humanidade (a "epiderme da discórdia", o "tom de pele"...), embora seja um documentário ainda superficial (em alguns pontos que poderia abordar), mas ainda assim achei com bom conteúdo didático sobre o tema, e excelente edição (com uso do que chamam agora de "IA", essa "computação gráfica automatizada" e outras coisas). Cheguei a assistir a maior parte do vídeo, podem assistir (como sugestão). A lista bibliográfica consta na descrição do vídeo (vou copiar praqui pra em caso de apagarem vídeo no Youtube o conteúdo não ser perdido).

Quando os humanos começaram a ter cores de pele diferentes? | Documentário Completo
https://www.youtube.com/watch?v=ulYWU5QMc2c



Bibliografia que consta na descrição do vídeo:

"FONTES PRINCIPAIS

Jablonski, N. G. & Chaplin, G. — "The evolution of human skin coloration" (Journal of Human Evolution, 2000)
Hublin, J.-J. et al. — Fósseis de Jebel Irhoud, Marrocos (Nature, 2017)
Mathieson, I. et al. — SLC24A5 e a seleção da pele clara em europeus (Nature, 2015)
Tishkoff, S. A. et al. — Diversidade genética da pigmentação em populações africanas (Science, 2017)
Pääbo, S. — Sequenciamento do genoma neandertal (Nature, 2010)
Chen, L. et al. — Ancestralidade neandertal em populações africanas (Cell, 2020)
Stringer, C. — Origem africana do Homo sapiens (Natural History Museum, Londres)
Pena, S. D. J. — "Retrato Molecular do Brasil" e crítica científica ao conceito de raça (UFMG)
Bortolini, M. C. — Genética evolutiva de populações ameríndias e brasileiras (UFRGS)
Neves, W. — Paleoantropologia e povoamento das Américas (USP, IEA)
Lahr, M. M. — Dispersão humana fora da África (Universidade de Cambridge / brasileira)"

sexta-feira, 31 de julho de 2026

O documentário do Wham! (Reino Unido/Inglaterra) na China, registro de 1985 (mais atual que nunca)

Faz anos que eu queria fazer esse post, desde a "pandemia" (Covid) e acabou ficando "por fazer", lembrei da coisa em 2024 e cia quando comentei de que iria se abordar mais a Ásia no blog, mas acabou passando batido de novo esse registro da "dupla" britânica Wham! (antiga "banda" do George Michael, que foi a figura proeminente disso, que teve destaque em carreira solo etc) visitando a China em 1985 (ano do "Live Aid"), a banda não tocou no famoso "Live Aid" daquele ano mas embarcou pra visita inédita de um grupo do "dito Ocidente" à China, a música "pop" foi usada como "ferramenta política" dos EUA/Países da OTAN no período... o Queen tocou em Budapeste (Hungria) então do bloco da "Cortina de Ferro" (bloco socialista do Leste europeu liderado pela URSS). Os governos desses países achavam que a propagação dessas bandas, música e cia poderiam "abrir" culturalmente esses governos/regimes na disputa típica da Guerra Fria entre o bloco socialista x bloco capitalista (liderado pelos EUA). Pode ter funcionando "bem" no Leste Europeu, na Rússia/URSS (com a política de abertura de Gorbachev) mas na China fez "cócegas", embora as "cócegas" desaguem na questão do conflito da Praça Celestial (Tiananmen) em 1989 na grande crise do bloco socialista no mundo inteiro.

A grande crise em questão do bloco socialista levou à queda do Muro de Berlim, à queda da União Soviética (1991) (Link1), mas parou na China nesse conflito da Praça Celestial (Tiananmen) em 1989 (que começou antes da queda do Muro de Berlim), sem desdobramentos significativos no Vietnã e cia.

Pra minha surpresa, relançaram esse "documentário" do Wham! na China essa semana, quando olhei o assunto esses dias tomei um susto de surpresa porque iria fazer esse post e não estava esperando pela coisa. Reeditaram o documentário, não sei o que tem a mais (com imagem melhor, obviamente), saiu pela BBC2 (Reino Unido), o nome antigo do documentário é "Wham! in China: Foreign Skies" ("Wham! na China: Céus estrangeiros", tradução livre https://en.wikipedia.org/wiki/Wham!_in_China:_Foreign_Skies), que já subiram pro Youtube na "pandemia de Covid" e "sumiu" (removeram etc) com imagem ruim (provavelmente de gravação em VHS https://en.wikipedia.org/wiki/VHS), pra quem não for acessar o link e não sabe o que é VHS (pessoal mais novo), era um formato de vídeo pra uma espécie de fita/tape de gravação pra videocassete pra gravar TV, filmes etc (que eram exibidos em TV ou em fitas formato VHS alugadas ou vendidas), a grosso modo.

Mas há o vídeo da música "Freedom" ("Liberdade", título "sugestivo", como sempre... rs mas a música é boa, podem ouvir) da dupla no Youtube com imagens em boa qualidade do documentário antigo.

Em contas oficiais de "bandas" o Youtube deixam os canais atualizarem o vídeo pra versão mais nova digital (em 4K e afins), deram uma atualizada no vídeo pra formato 4K (de imagem):


A curiosidade, a título de comparação, o Brasil em 1985 sediava o Rock'n'Rio (no Rio de Janeiro capital), maior festival do tipo no mundo com bandas conhecidas e cia (o próprio Queen), o país tinha um bom nível de industrialização que permitia isso, apesar das desigualdades regionais criadas com o "modelo" historicamente e a miséria em níveis colossais provocada pelo sistema capitalista do período (a falta de memória do Brasil com essas questões é algo cavalar, e os partidos de esquerda do país tem parcela de responsabilidade considerável na questão, fora que mal discutem isso, ficam discutindo futrica, tolice no Youtube, distração em boa parte em vez de passar a limpo o passado recente do país...). E não somos "convidados" pra festa da discussão... o que não tem problema, a gente fala por aqui o que achamos que se deva discutir... (agradecemos a visita de vocês que bateu recorde no mês, passou dos 102 mil views, sem o Google, o Google removeu boa parte do acesso aos links/posts do blog sobre segunda guerra mundial... boa parte desses acessos vêm de outros buscadores e links em blogs/sites amigos, que colocaram a disposição etc).

Mas como dizia, o Brasil sediava o Rock'n'Rio, com hoteis de luxo e cia e bandas conhecidas de fora (maioria do Reino Unido ou EUA), no clipe da música "Freedom" aparentemente Pequim (Beijing) constava com um hotel de luxo e uma estrutura bem à parte da do Brasil... em 2026 em que patamar estamos nos dois países?... o Brasil regrediu em força industrial/econômica (apesar da melhoria social, mudança de patamar social com os governos do PT/Lula/Dilma, que houve sim apesar do negacionismo até de parte da "esquerda fofa" ilustrada posando de "oposição ao Lula" no país e com a presença do capital chinês no país e sua indústria, plataformas e cia que promovem certo bem-estar no país a despeito das "alucinações" que siglas 'teatrais amadoras' como o PSTU e afins pregam no Brasil pra guetos) com o neoliberalismo adotado/imposto pela elite se alinhando aos Estados Unidos (https://portal.fgv.br/noticias/estudo-aponta-reformas-neoliberais-contribuiram-quase-estagnacao-economia-brasileira).

Dá pra se fazer várias comparações com o presente vendo esses documentários ou mesmo o clipe da banda Wham! (com imagens da China em 1985, a prepotência dos britânicos na época falando com aquele "tom" peculiar de "superioridade"...), em 2026 as coisas parecem ter se alterado globalmente com a China se tornando Superpotência e vários desses países ficando "pelo caminho" ao seguirem o "grande Chefe" (de máfia), os Estados Unidos... que também provocu destruição social a si mesmo com o receituário neoliberal, uma das razões pro seu declínio ou a principal, fora a corrupção das elites (caso Epstein e cia, lobbys etc), desindustrialização, perda de espaço no comércio mundial, nos países etc, que o "Big Orange" Trump acha que irá reverter intimidando a maioria dos países e cobrando as famigeradas "tarifas" absurdas (Link2) pros países financiarem sua "reindustrialização", uma espécie de pedágio com a arma apontada pra cabeça dos países (que não vai dando muito certo... não vai dar certo o "projeto Trump", vide o estrago que ocorre no Oriente Médio).

A quem quiser ver a versão atualizada do documentário, ler os "reviews" que saíram (Guardian e cia):

WHAM! 10 Days In China - In Cinemas Worldwide July 28


"Wham! 10 Days in China review – pop meets politics in George and Andrew’s great leap east" (https://www.theguardian.com/film/2026/jul/28/wham-10-days-in-china-review-george-michael-andrew-ridgeley)
'Wham! concerts changed lives in China' - Ridgeley (BBC" https://www.bbc.com/news/articles/c78glnk524lo)

A quem não estiver habituado com o tom do título da BBC ("concertos que mudam vidas na China"), não se assustem, é um "revival" da Guerra Fria, involuntário ou não (rs), sempre usaram esse tom "messiânico" de "mudança" arrogante quando lidam com esses países que eram "pisoteados" por essas potências no passado (da Ásia e cia). É surreal ainda tentarem usar esse tipo de "discurso", linha política nessas matérias, mas serve de registro também.

Aviso também que era um mundo sem "internet banda larga"... ninguém usava celulares nas ruas e cia (estragando a vida de todos atualmente). Porque a internet pré-banda larga atual tinha seu "charme" também (era outro mundo, e faz pouco tempo, até mais ou menos 2010, 2012 não havia essa "internet com Youtube potente", "streaming potente" e aplicativos como whatsapp).

O "tom arrogante" fica alinhado ao tom de "estamos ensinando essas culturas a ser algo melhor, saírem do "estado de barbárie"" etc como se o resto do mundo não tivesse vontade própria, suas ambições como países, projetos políticos nacionais próprios etc. É um dos outros motivos que levam esses países ao declínio, esse tom de prepotência extrema subestimando e menosprezando esses países, pralém do "neoliberalismo" como força destrutiva da indústria (sem indústria os países grandes não vão muito longe).

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Post sobre conflito no Oriente Médio e a crise humanitária em Gaza (Palestina), discussões na caixa de comentários (Parte 26)

ATUALIZAÇÕES DO POST NA CAIXA DE COMENTÁRIOS. PARTE 26 (UPDATES IN THE COMMENT BOX). PART 26. Pra coisa ficar organizada e poder achar link depois, vou centralizar tudo em um post (esse post sempre ficará no topo, se for necessário). Post publicado e aberto em 03.06.2026 (Atualização: 14.06.2026; 15.07.2026;29.07.2026).

ATUALIZAÇÕES DO POST NA CAIXA DE COMENTÁRIOS.

A caixa de comentários servirá justamente pra atualização sobre o conflito e desdobramentos (links de notícias, vídeos etc), desdobramento dessa disucssão aqui ("Para entender o conflito Israel-Palestina, livros [Bibliografia Oriente Médio] - Atualização 2023"), e denunciar o papel podre da "grande mídia" do Brasil (Rede Globo, SBT, Record e cia) justificando os crimes contra Gaza (mais de 1600 crianças mortas no dia de hoje em Gaza) sem mencionar nunca o apartheid do projeto colonial israelense, punição coletiva (continuada) sobre a população palestina que está com corte de energia desde o começo da crise, água e comida (entraram poucos caminhões com suprimentos no dia de hoje pela fronteira com o Egito). Isso é um contraponto à mídia podre, venal e vendida do Brasil. Papel que essa mídia já faz com o próprio país desde antes da ditadura militar (1964-1985) atrelada a interesses externos contra o bem-estar da própria população do país.

Tentarei colocar os links relevantes abaixo que foram colocados na "caixa de comentários" da "parte 01" (https://holocausto-doc.blogspot.com/2023/10/post-sobre-conflito-no-oriente-medio-e-a-crise-humanitaria-em-gaza-palestina-discussoes-na-caixa-de-comentarios.html).

Como fica longa a página pra ler os comentários (já vai em mais de 170, mais os comentários de outro post quando estoura a crise), segue uma nova parte nesse post.

Pra quem acompanhou a discussão do Post 09, segue abaixo o vídeo colocado em destaque lá com um quadro/resumo sobre a situação atual do mundo, "onde estamos" e o que estamos "passando", a fase de transição de queda do Império norte-americano, ascensão chinesa e onde começou essa "transição":

sexta-feira, 24 de julho de 2026

1950 (1x2 Uruguai, dentro do Brasil), 1998 (3x0 França), 2014 (1x7 Alemanha, dentro do Brasil). Post dedicado à "mídia argentina da Mooca" do Brasil e sua viralatice patológica

A quem for de fora do Brasil e não entender a razão do post, o assunto é chato, cansativo, mas... se não fosse certa mídia de "Argentinos da Mooca" no Brasil defendendo o indefensável (o racismo, arruaça, baderna, favorecimento e manipulação da FIFA pra fazer a Argentina de Messi ir à final e roubo até o fim), naturalizando até ataque a brasileiros querendo inverter a questão, como se os brasileiros, Brasil tivesse "começado alguma campanha" falsa xenófoba contra eles, talvez o assunto já tivesse se dissipado mais no Brasil, mas enquanto essa turma da mídia continuar mentindo, distorcendo, invertendo a questão a "paulada" continua (o "escracho" público denunciando o caso).

É inadmissível brasileiro defender o comportamento dos argentinos na Copa de 2026, é inadmissível essa gente naturalizar racismo contra o Brasil, México e cia pelo país vizinho com discurso sem vergonha, mentiroso de que estão "fazendo xenofobia" no Brasil, isso é de uma escrotice sem precedentes, vira-latice completa, ou essa turma (setores de classe média em alguns centros) sente alguma "atração" (afinidade) por essa visão de "País Europa da América do Sul" do Estado argentino (que provoca esse comportamento do país vizinho)? Gente estranha...

Mas não começou nessa Copa isso, em 2014 (eu e muitos no país) presenciamos abafarem os casos de agressões, arruaça da torcida argentina vindo em peso pro Brasil arrumando arruaça, problema, briga em todo canto que passavam, essa turma conseguiu a proeza de "abafar" o assunto (tentar ao extremo abafar) com a ladainha ridícula de que o Galvão Bueno (ex-narrador da Globo, conheceido pelos bordões contra a Argentina e cia em jogos da seleção brasileira) teria "criado", incentivado isso com as provocações "boleiras" (de futebol)... isso é de uma sem vergonhice ou ignorância histórica sem precedentes (despreparo, falta de "estofo intelectual", incultura, por isso que a direita bolsonarista tomou o vulto que tomou no Brasil, com uma "esquerda" dessas, quem não tomaria o poder?...). Gente descolada do povo, com uma visão elitista do país, fora o ranço regional (dá pra entender porque "passam pano", atenuam, os atos agressivos dos argentinos na Copa e fora).

Pra esfregar na cara dessa turma, esse Post deveria ter saído na terça-feira ou segunda-feira mas tem muita coisa acontecendo (informação), assuntos a tratar e cia que impediram de elaborar a coisa, que só rola porque esse pessoal passou a semana tentando atenuar e inverter a questão aqui no país, mas há uma "força tarefa" fora do Brasil tentando reverter a imagem da Argentina (coisa do trumpismo, dos filhotes de Milei). Vejam só, a "esquerda lacradora" (como eu chamo "esquerda fofa", "Lacration Front") lacrando com Milei e Trump, não é uma "coisa linda" de se ver essa turma se revelando de novo? "Em nome do amor"... (imagina se odiassem, rs).

O título do Post se refere aos 3 resultados piores, mais traumáticos da seleção brasileira em Copas, tirando a Copa do Mundo de 1982, a "tragédia fake" do Sarriá (Espanha), que teria todo um texto pra comentar essa parte, a "seleção classe média do Brasil" deixava essa turma que tenta atenuar racismo dos "hermanos" (atacando brasileiros) de "pelo eriçado", essa turma se via na "parte branca" daquela seleção, mais que o resto do país. Não que não se deva reconhecer um Sócrates e cia, que não têm culpa disso, mas a cobertura dessa Copa pela Rede Globo é um show de horrores à parte (e propaganda do fim da ditadura militar), com resultado pífio (5o lugar).

O Brasil tomou o "Maracanazo" do Uruguai em 1950, em pleno Maracança lotado (mais de 200 mil pessoas de público), comoção nacional a derrota e cia, e cadê os registros de turba generalizada hostilizando os uruguaios (que tinham rixa também com o Brasil, puxaram esse "lado argentino" mas foram largando com o tempo, pelo menos só sobrevive no futebol muito raramente, na sociedade uruguaia não).

O Brasil em vez de posar de "mimado", com ataques xenófobos com o Uruguai e cia foi mudar a CBD (era a "CBF" da época) pra buscar os títulos depois em 1958 em diante, mudou até o padrão (que era branco até 1950).

O Brasil tomou de 3x0 na final com a França em Paris, seleção brasileira campeã de 1994, chegou se arrastando à final de 1998, com o problema do Ronaldo Nazário (Fenômeno) na final.

Cadê os "distúrbios" pela derrota (até então a mais humilhante, pior, da história da seleção brasileira em Copas, numa final)?... Procura aí alguém se encontrar e me passa.

Finalmente os 7x1 no Mineirão, o "Mineiraço", da Alemanha, primeiro tempo 5x0 pra Alemanha. Podem me mostrar os distúrbios generalizados pelo país por isso exceto o dos argentinos provocando e causando baderna?

Alemanha que foi à final e a taça entregue pela Presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, junto da primeira-ministra alemão Angela Merkel. Sem distúrbio por parte dos brasileiros. Em plen Maracança, Rio de Janeiro (Brasil), o palco também do "Maracanazo" de 1950, "trauma nacional" que cunhou o termo "vira-lata" pelo recifense/pernambucano Nelson Rodrigues (que uma certa patota em outros centros querem apagar sua "pernambucanidade". Como apagar o nome "Mário Filho", outro recifense, do Maracanã. Parte desse país é uma piada, fora a falta de memória, de incultura generalizada (a parte criticada):



Por sinal, a quantidade de comentários atacando a Presidente do Brasil nos vídeos mostra o nível de vira-latice, cachorrada dos que se "identificam" com os "argentinos da Mooca". Aí uma "moçada", um bando de palhaços nessa mídia desportiva podre do país (e não não desportiva também) quer comparar o Brasil ao comportamento dos argentinos em Copa e fora?

Deixem de impostura e desse discurso tresloucado capacho do trumpismo e da extrema-direita argentina (se bem que não se restringe a ela, a seleção zoneira, arruaceira argentina, foi recebida como "herói" por lá, crítica zero ao comportamento, agora são as "vítimas" de uma "conspiração inglesa" no mundo, hahahahaha).

Ser de alguma linha, "campo", anti-imperialista no Brasil é uma tortura com o despreparo dessa turma, tomem tenência, aprumem-se de vez porque a população está com ódio da palhaçada e de vocês, repulsa justa. Eu estou, quase todo mundo está. Parem de achar que meia dúzia de imbecis nas bolhas de vocês representam o país porque não representam, não representam nem a opinião da maioria de esquerda no Brasil, que é dispersa.

A discussão sobre essa ideia de "Europa argentina" beira o ridículo, ou omitem, passam por cima da questão de forma cínica, por ignorância ou cumplicidade (vai saber).

Vocês não podem ser chamados de "esquerda" no país, esquerda não é sinônimo de gente perturbada com "síndrome do pânico" com nojo e medo do povo do país, com medo da sombra virar "bolsonarista" e outros distúrbios de ordem psiquiátrica, procurem tratamento ou vão encher o saco das bolhas de vocês, já deu. Mas tem "munição" pro assunto, o assunto é extenso, envolve identidades nacionais (a do Brasil também) e cia... que vocês adoram distorcer, apagar o "Nordeste" do mapa do país e cia também (em vão, porque não vão apagar nunca, ao mesmo tempo que passam pano, atenuam racismo/xenofobia de argentinos nos EUA, fora as palhaçadas que inventam, criam pra "torcer corretamente em uma copa do mundo", gente chata dos infernos, quem convive com vocês deveria receber um prêmio por aturar tanta sandice).

domingo, 5 de julho de 2026

"Maior denominação presbiteriana dos EUA nomeia a guerra de Israel contra Gaza como genocídio e insta os EUA por um embargo de armas"

Reverendo palestino, EUA
Notícia divulgada pelo "Democracy Now!", canal/site alternativo (mídia alternativa) dos EUA, que passou batido (como de costume...) pelas mídias aqui do Brasil... que não acredito nem que tenham lido a matéria e se leram não entenderam a dimensão da coisa...

O link em espanhol da matéria: "La Iglesia Presbiteriana de EE.UU. declara la guerra de Israel contra Gaza como un genocidio e insta a un embargo de armas" ("A Igreja presbiteriana dos EUA declara a guerra de Israel contra Gaza como um genocídio e insta a um embargo de armas" https://www.democracynow.org/es/2026/7/2/titulares/presbyterian_church_usa_declares_israels_assault_on_gaza_a_genocide_urges_arms_embargo).

Várias igrejas protestantes (protestantismo histórico) já vinham se rebelando contra Israel desde 2023, mas é a maior congregação protestante presbiteriana nos EUA a fazê-lo.

Palavras do reverendo/presbítero Fahed Abu Akel, palestino-estadunidense e ex-moderador da Igreja Presbiteriana que sobreviveu à Nakba, um acontecimento ocorrido em 1948 no qual milhares de palestinos foram expulsos de seus lares durante a criação do Estado de Israel:
"Reverendo Fahed Abu Akel:Temos guardado silêncio ante a destruição da maioria dos hospitais, escolas, universidades, mesquitas e igrejas [em Gaza]. Entre as igrejas havia uma ortodoxa, uma católica e uma batista. Toda essa destruição se levou a cabo com armas fabricadas nos Estados Unidos e com dólares estadunidenses. Irmãos e irmãs em Cristo, em nome do Cristo vivo, já não podemos seguir calados sobre esse assunto" (tradução minha).
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Primeira grande ruptura de grupo do Protestantismo histórico nos EUA com Israel, em geral, primeira grande ruptura de grupo significativo do Protestantismo nos Estados Unidos.

Quem imaginava algo do tipo em outubro de 2023?... Eu já fiz post sobre isso: ""Apenas um terço dos judeus norte-americanos dizem se identificar como sionistas". A Hasbará "rodou" nos Estados Unidos..." (https://holocausto-doc.blogspot.com/2026/06/apenas-um-terco-dos-judeus-norte-americanos-dizem-se-identificar-como-sionistas-a-hasbara-rodou-nos-estados-unidos.html).

Apesar dos esforços de gente na "filial reacionária" (do Brasil) em propor censura pro país, em cima da inércia e desmobilização (desunião) de setores da esquerda brasileira (vale ressaltar isso), a coisa toda está "fazendo água" (pra valer) na "Metrópole" (EUA)...