segunda-feira, 28 de abril de 2008

Bombas Atômicas Nazis - Parte 2

Parte 2 de 2
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Em qualquer caso, a linha do interrogatório realizado pelo Sr. Jackson era: "Exageraram-se os relatórios sobre uma nova arma secreta para que o povo alemão seguisse decidido a continuar a guerra?"

Contudo, quando os negadores do Holocausto citam esta secção do sumário do julgamento de Nuremberg, sempre se omite este fato. Cita-se fora de contexto para tratar de fazer ver que Jackson estava acusando aos nazis de matar judeus com armas nucleares!

Por exemplo, uma página web que esteve tanto no website de Greg Raven como no de Bradley Smith até início de 1996 dizia a seus leitores que "muitas das afirmações documentadas em Nuremberg já não são aceitas por nenhum historiador razonable. Muitas destas 'atrocidades' simplesmente tem sido esquecidas". A continuação do juiz Jackson é citada da seguinte maneira:
E também se realizaram certos experimentos e pesquisas sobre a energia atômica... Um experimento... realizou-se próximo a Auschwitz... A finalidade do experimento era encontrar uma maneira rápida e total de eliminar pessoas sem as demoras e moléstias das execuções, os gaseamentos e as incinerações, como se fez, e este é o experimento segundo o qual foi descoberto. Construiu-se uma vila, uma pequena vila com estruturas temporárias, e se instalou nela uns 20.000 judeus. Por meio desta nova arma de destruição, estas 20.000 pessoas foram erradicadas quase que instantaneamente, e de uma maneira tal que não sobrou nenhum resto delas.

http://www.nizkor.org/ftp.cgi/orgs/american/oregon/banished.cpu/martin.exposed

"George Martin," princípios de 1992:

Uma citação do Sr. Juiz Jackson: "Tenho certa informação que chegou em minhas mãos sobre um experimento realizado próximo a Auschwitz, e queria lhe perguntar se você o conhecia ou ouviu falar dele. A finalidade do experimento era encontrar uma maneira rápida e total de eliminar pessoas sem as demoras e moléstias das execuções, os gaseamentos e as incinerações, como se fez, e este é o experimento segundo o qual foi descoberto. Construiu-se uma vila, uma pequena vila com estruturas temporárias, e se instalou nela uns 20.000 judeus. Por meio desta nova arma de destruição, estas 20.000 pessoas foram erradicas quase que instantaneamente, e de uma maneira tal que não sobrou nenhum resto delas; desenvolvido, o explosivo alcançou temperaturas entre 400 e 500 ºC e destruiu a todos sem deixar nenhum vestígio." Isto foi mencionado depois de falar dos experimentos nazis no campo da energia atômica. A intenção era fazer ver que os nazis os haviam mandado para eternidade com bombas atômicas. [7]

É interesante voltar à página anterior e ver que ocultam as omissões.
(Continuará...)

Engano e Tergiversação; Técnicas de Negação do Holocausto
Bombas Atômicas Nazis


Fonte: Nizkor
Tradução: Roberto Lucena
http://www.nizkor.org/features/techniques-of-denial/atomic-02-sp.html
http://www.nizkor.org/features/techniques-of-denial/atomic-02.html

domingo, 27 de abril de 2008

Bombas Atômicas Nazis - Parte 1

Parte 1 de 2
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O juiz Robert H. Jackson, que dirigia a acusação americana do Tribunal de Nuremberg, interrogou Albert Speer em 21 de junho de 1946. O Sr. Jackson estava tratando de aclarar quem tomou e como a decisão de chegar à "guerra total", a decisão dos líderes nazis de combater até que a Alemanha fosse total e definitivamente derrotada. Isto se relacionava com uma das acusações contra os réus, o de "crimes contra a paz". (Speer, casualmente, foi absolvido desta acusação na sentença, três meses depois [1]).

Este contexto - tratar de establecer os fatos da "guerra total" - converte-se em algo muito importante na página 529 da transcrição do julgamento, assim que o leitor terá que desculpar várias citações ds páginas que tratam deste ponto.

Por exemplo, Jackson perguntou acerca da proposta de retirar-se da Convenção de Genebra quando se aproximava o final da guerra. Speer comentou:

Speer: Esta proposta, como já declarei ontem, foi feita pelo Dr. Goebbels. Feita depois do bombardeio de Dresden [15 de fevereiro de 1945], mas antes disto, desde o outono de 1944, Goebbels e Ley falaram com freqüência de itensificar o esforço de guerra em todo o possível, já que me restou a impressão de que Goebbels estava tratando de usar o ataque à Dresden e a irritação que ele causou como uma desculpa para sair da Convenção de Genebra. [2]

A seguinte pergunta do Sr. Jackson tratava do desejo dos nazis de usar gás nervoso no campo de batalha:

Jackson: Bem, fez-se então uma proposta para empregar armamento químico?

Speer: não me foi possível, através de minha observação direta, saber se estava sendo preparando o emprego de armas químicas, mas soube através de pessoas que trabalhavam com Ley e Goebbels que estavam discutindo o uso dos novos gases de combate, o tabun e o sarín.[3]

As seguintes perguntas trataram da campanha de bombardeios com foguetes contra a Inglaterra, que não foi eficiente desde uma perspectiva militar, mas (se supõe) manteve a moral alemã, e então o Sr. Jackson voltou a fazer algumas perguntas sobre os gases nervosos.

Na página 529 da transcrição, o Sr. Jackson perguntou por uma história da propaganda nazi destinada a elevar a moral do povo alemão. Começamos citando uma pergunta e sua resposta anterior à história de propaganda, para que o leitor veja que não foi tirada de contexto a citação:
Jackson: Quem se encarregava dos experimentos com gases?

Speer: Pelo que eu sei, o departamento de pesquisa da O.K.H. no laboratório do Exército. Não posso dizer com segurança.

Jackson: E também se realizaram certos experimentos e pesquisas sobre a energia atômica, não?

Speer: Não haviamos chegado tão longe, por infortúnio, porque nossos melhores especialistas em pesquisa atômica haviam emigrado para América, fazendo-nos retroceder em nossas pesquisas, pelo que ainda necessitaríamos de um ou dois anos para alcançar algum resultado na fissão atômica.

O Sr. Jackson faz um comentário irônico:
Jackson: A política de expulsar da Alemanha todo aquele que não estivessem de acordo com vocês não produziu bons resultados, verdade?

Speer: Especialmente nesta área se supôs uma grande desvantagem para nós.

Então voltou à linha seguida no interrogatório:
Jackson: Tenho certa informação que chegou em minhas mãos sobre um experimento realizado próximo a Auschwitz, e queria lhe perguntar se você o conhecia ou ouviu falar dele. A finalidade do experimento era encontrar uma maneira rápida e total de eliminar pessoas sem as demoras e moléstias das execuções, os gaseamentos e as incinerações, como se fez, e este é o experimento segundo o qual foi descoberto. Construiu-se uma vila, uma pequena vila com estruturas temporárias, e se instalou nela uns 20.000 judeus. Por meio desta nova arma de destruição, estas 20.000 pessoas foram erradicas quase que instantaneamente, e de uma maneira tal que não sobrou nenhum resto delas; desenvolvido, o explosivo alcançou temperaturas entre 400 e 500 ºC e destruiu a todos sem deixar nenhum vestígio.

Você sabe algo deste experimento?

Speer: Não, e o considero improvável. Se houvêssemos estado preparando uma arma assim, eu teria sabido. Mas não tínhamos uma arma assim. Está claro que no campo da guerra química, ambos os grupos realizaram pesquisas sobre todas as armas que se possa imaginar, porque não se sabia que grupo poderia começar a empregar armamento químico.

Com sua pergunta seguinte, o Sr. Jackson aclarou porque havia perguntado por esta história, esta "informação que havia chegado em suas mãos".
Jackson: Assim, pois, exageraram os relatórios sobre uma nova arma secreta com a finalidade de que o povo alemão seguisse apoiando a guerra?

Speer: Isso foi o que foi feito, sobretudo durante a última fase da guerra. Desde agosto, ou mais ou menos junho ou julho de 1944, visitei com freqüência a frente. Visitei umas 40 divisões de primeira linha em seus setores, e não fiz mais que ver que as tropas, em igual com o povo alemão, depositavam suas esperanças em uma nova arma, armas novas e superarmas que, sem requerer o uso de soldados, sem forças armadas, outorgariam a vitória. Esta crença é o segredo que conseguiu que tanta gente da Alemanha oferecesse suas vidas, ainda que um sentimento em comum lhes dissesse que a guerra não tinha solução. Acreditavam que em um futuro próximo, essa arma iria aparecer.

Neste ponto, está claro que Jackson e Speer estavam de acordo no que os "relatórios... sobre uma nova arma secreta" tinham fins propagandísticos. Contudo, de novo para que o leitor esteja seguro das intenções de Jackson, aqui está o testemunho por completo. Speer segue dizendo:
Escrevi a Hitler sobre isto, e também intentei em vários discursos, inclusive ante os líderes de propaganda de Goebbels, combater esta crença. Tanto Hitler como Goebbels me disseram, contudo, que isto não era propaganda deles, senão que era um sentimento que estava crescendo entre as pessoas. Só aqui, quando é chegado ao banco dos réus em Nuremberg, Fritzsche me diz que esta propaganda era distribuída sistematicamente entra as pessoas através de diversos canais, e que o SS Standartenführer (Coronel das SS) Berg era o responsável. Ficaram claras muitas coisas desde então, porque este homem, Berg, era um representante do Ministério de Propaganda e com freqüência comparecia a encontros, grandes sessões de meu Ministério, dado que estava escrevendo artigos sobre estas sessões. Ali se ouviu nossos planos futuros, e se usou estes conhecimento para falar às pessoas com mais imaginação(credulidade)que verdade.

Jackson: Quando se observou que a guerra estava perdida? Tenho a impressão que você sentia que em parte era sua responsabilidade tirar o povo alemão da guerra sofrendo a menor destruição possível. Isto descreve bem sua atitude?

Speer: Sim, mas não só tinha este sentimento em face do povo alemão. Sabia de sobra que igualmente tinha que evitar a destruição que estava ocorrendo nos países ocupados. Isto era tão importante para mim desde o ponto de vista realista, que disse a mim mesmo que depois da guerra, a responsabilidade desta destruição não recairia em nós, senão no seguinte governo alemão, e nas futuras gerações alemãs.

Jackson: Você começou a ser contra as pessoas que queriam continuar a guerra até as últimas conseqüências, porque você queria que a Alemanha tivesse a oportunidade de regenerar sua vida. Não é isso? Enquanto que Hitler adotou a postura de que se ele não podia sobreviver, não lhe importava que a Alemanha sobrevivesse ou não.

Speer: É correto, e nunca antes tive a coragem de dizer isto, até que se chegou neste Tribunal não me havia sido possível prová-lo com a ajuda de alguns documentos, porque essa frase de Hitler é monstruosa. Mas a carta que lhe escrevi em 29 de março, na que confirmo isto, demonstra que ele disse isso.

Jackson: Bem, se me permite o comentário, não é novidade para nós que esse fora seu ponto de vista. Creio que se viu na maioria dos países que esse era seu ponto de vista.

Sigamos. Estava você com Hitler no momento em que ele recebeu o telegrama de Göring, no que este o sugeria que se lhe cedesse o poder? [4]

Neste momento, Jackson havia conseguido o que buscava: deixar claro que Hitler e os outros líderes nazis estavam decididos a levar adiante a guerra total.

Uma página mais adiante, Jackson descreveria a situação assim: "Você tem 80 milhões de pessoas lúcidas e sensatas que se enfrentam até a destruição; e tem uma dezena de pessoas que as levam até a destruição, e você é incapaz de lhes deter". E na página seguinte: "Bem, agora- Hitler está morto; Eu assumo que você aceita isso- já que agora só resta ao Diabo fazer seu trabalho. [...] Passemos ao Número 2, que nos é dito que estava a favor de lutar até o final". [5]

Hitler, por estar morto, não estava presente para responder as acusações pelos crimes contra a paz e por provocar uma guerra de agressão destrutiva. Mas o Número 2, Göring, sim estava. Göring foi declarado culpado de todas as acusações. [6]

Autor: Jamie McCarthy

Engano e Tergiversaçao; Técnicas de Negação do Holocausto
Bombas Atômicas Nazis


Fonte: Nizkor
Tradução: Roberto Lucena
http://www.nizkor.org/features/techniques-of-denial/atomic-01-sp.html
http://www.nizkor.org/features/techniques-of-denial/atomic-01.html

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Holocausto na Letônia - Rumbula (Alemães Participantes das Ações)

Esta tradução se refere ao Capítulo 8 do livro The Holocaust in Latvia, 1941-1944: The Missing Center do Historiador letão Andrew Ezergailis.

Traduzido por Leo Gott à partir do link:
http://www.rumbula.org/remembering_rumbula.shtml


Os Alemães Participantes da Ação


Apenas uma parte da lista de participantes alemães é conhecida por nós. Ao topo da lista está o Gruppenführer Jeckeln. Ele está acompanhado do Obersturmbannführer Degenhart, que não acompanhou Jeckeln durante o planejamento da ação, mas nos dias cruciais, antes da ação explicou e comunicou as ordens de Jeckeln para outros participantes.
Do staff de Jeckeln temos o Untersturmführer Ernst Hemicker, o designer das valas de Rumbula; o Sturmbannführer Bruns, que coletou os bens valorosos nas valas; Sturmbannführer Zimmermann, o Chefe do transporte; Johannes Zingler, um dos atiradores nas valas; and Endl, Lüschen, and Wedekind. Estes segundo Degenhart eram guardas de Jeckeln que trabalharam nas valas.

Entre outros alemães do SD e funcionários da Ordnungspolizei, estavam envolvidos Rudolf Lange e Arnold Kirste. Entre os comandantes da Ordnungspolizei que foram envolvidos na ação estavam Generalleutnent Jedicke, comandante da Ordnungspolizei em Ostland, e o Oberstleutnant Flick, comandante da Ordnungspolizei na Letônia.
Na tarde de 30 de Novembro, antes que terminasse os assassinatos, Heise foi ferido por um estilhaço de bala no olho e e não pode participar da segunda ação. Flick deu ordens a Rehberg da Gendarmerie para substituir Heise.

Alguns nomes da Ordnungspolizei, que participaram da liquidação do gueto por uma variedade de indiciamentos, veredictos, e depoimentos:

Hauptmann Heinrich Oberwinder, organizador dos policias letões e alemães para a ação em Rumbula. Na preparação para a liquidação do gueto, ele forneceu instruções detalhadas para a Latvian Precinct Police.

Lieutenant Friedrich Jahnke realizou e atribuiu muitas ordens de Heise – da “guetorização” dos judeus em Setembro até a organização dos guardas no gueto em Outubro. Foi um ativo organizador e supervisor da Latvian Schutzmannschaften. Participou da primeira ação em Rumbula como organizador no QG de Heise, na segunda ação supervisonou a limpeza do gueto e também levou-os [os judeus] às valas de Rumbula.

Polizeihauptwachtmeister Otto Tuchel participou do estabelecimento do gueto e foi supervisor dos guardas letões no gueto. Talvez foi o mais brutal dos guardas do gueto. Mesmo antes da ação em Rumbula, matou diversos judeus dentro do gueto. Entre 30 de Novembro e 8 de Dezembro cuidou em detalhes das limpezas das casas dos judeus. Tuchel participou da organização das colunas e assassinou os judeus que estavam como dificuldades de locomover em frente ao hospital do gueto.

Oberwachtmeister Max Neuman; esteve envolvido em diversos assuntos judaicos desde sua chegada em Setembro a Rîga. Foi um dos supervisores dos guardas letões. Liderou a primeira coluna de judeus do gueto em 30 de Novembro, foi considerado responsável pelos assassinatos antes e depois da ação.

Precinct Lieutenant Hesfer foi apontado por Heise para liderar o grupo dos alemães para a limpeza das casas do gueto na manhã de 30 de Novembro e 8 de Dezembro, e supervisionou os policiais letões e judeus. Participou da organização das e assassinou os judeus que estavam como dificuldades de locomover em frente ao hospital do gueto.

Oberwachtmeister der Gendarmerie Paul Draeger foi um motorista e representante do comandante Rehberg da Gendarmerie. Desempenhou papel na evacuação do gueto na ação de 8 de Dezembro.

Emil Diedrich comandante da 3ª Companhia do 22º Batalhão da Schutzpolizei. Recebeu ordens de Jelgava para ir para Rumbula, onde posicionou sua metralhadora na periferia do local dos assassinatos.

Sturmbannführer Bruns foi o encarregado dos valores.

Polizeihauptmeister Müller organizou o transporte nos dois dias de ação.

Holocausto na Letônia - Rumbula (Ordens Finais)

Esta tradução se refere ao Capítulo 8 do livro The Holocaust in Latvia, 1941-1944: The Missing Center do Historiador letão Andrew Ezergailis.


Traduzido por Leo Gott à partir do link:
http://www.rumbula.org/remembering_rumbula.shtml



Ordens Finais


Alguns dias antes da ação, talvez em 27 de Novembro, um encontro entre a cúpula da Ordnungspolizei e dos comandantes do SD que foram chamados ao QG da Schutzpolizei. Este encontro serviu para coordenar as atividades de todos os participantes das unidades: a SD de Jeckeln, a Ordnungspolizei, e a Latvian Schutzmannschaften. Ao todo, cerca de 20 a 25 pessoas estiveram presentes. Osis, Ítiglics, e Aråjs devem ter representados os contingentes letões. Esta reunião final estabeleceu o calendário da operação. Como representante de Jeckeln, Degenhart estava especialmente preocupado com o tempo e organização das colunas de judeus saindo do gueto e às tarefas dos homens no local dos assassinatos. A reunião durou pelo menos meia-hora.

Na tarde de 29 de Novembro, um dia antes da matança, Jeckeln chamou para uma reunião os oficiais comandantes na sala de conferências de Ritterhaus, onde ele falou sobre a vindoura liquidação do gueto. Ele salientou que a participação nos assassinatos era uma obrigação patriótica e salientou também que a recusa de participar era igual à recusa de participar de uma guerra, como se fosse uma deserção. Para aqueles membros do staff HSSPF que não tinham atribuição específica, Jeckeln ordenou a ida às valas como observadores, para que todo mundo soubesse e testemunhasse o evento. (“machte er zur Pflicht, den Exekutionen als Zuschauer beizuwohnen, um niemandem Mitwisserschaft und Mitzeugenschaft zu ersparen”).

Na conclusão da sessão de Ritterhaus, o comandante da Ordnungspolizei, Flick, tomou a palavras e em um breve discurso deu as últimas informações para seus funcionários. Nenhum letão importante estava presente na reunião.

Na noite do dia 29 por volta das 19:00 Degenhart coordenou uma sessão no quartel da Schutzpolizei em Rîga. O Major Heise ordenou que seus homens estivessem prontos às 4:00 da manhã no gueto para o “reassentamento” dos judeus. Ele disse que os judeus seriam movidos para uma estação ferroviária. A maioria dos homens já havia entendido que “reassentamento” era um eufemismo para assassinato. Compreendendo Heise adicionou: “Mas homens, não sujem os seus dedos!” (Aber Männer, macht Euch die Finger nicht schmutzig!). Ele disse que os judeus seriam entregues para outra pessoas na estação. Esta reunião demorou cerca de 50 minutos.

Os oficiais da Schutzpolizei foram chamados ao escritório de Heise e deram os detalhes da operação. Degenhart ainda estava atendendo. Os membros da polícia da Letônia ficaram à cargo de supervisionar os letos no circunscrição e certificar se os judeus estavam saindo de suas casas organizados em colunas de 1000. Heise disse-lhes que a ação levaria pelo menos dois dias, e que a limpeza do gueto iria começar pela parte ocidental. Heise ordenou ao Tenente da polícia Hesfer e a 12 membros da Schutzpolizei que supervisionassem a limpeza das habitações dos judeus. Os letões e os policiais do gueto judeu foram ordenados para ajudar Hesfer. Alguns membros manifestaram o receio de que poderia surgir pânico entre os judeus, mas Degenhart acalmou-os, dizendo que isso já tinha sido feito antes.

A transmissão das ordens para os letões foi um pouco mais complicada, porque eles tinham três diferentes unidades envolvidas: A guarda letã do gueto, o SD e a polícia da circunscrição. Para os guardas do gueto as ordens foram dadas diretamente a Danckop pelo supervisor alemão. A transmissão das ordens para os letões do SD foram dadas de Lange para Aråjs. Uma complicação surgiu para a polícia do perímetro porque as suas linhas de autoridade não eram claras. É provável que a ordem chegou de duas fontes, Osis e os alemães. Peters Stankéviçs, o único policial da cidade que tivemos acesso ao depoimento, testemunhou que o Capitão Riks de sua circunscrição, ordenou a todos na noite do dia 29 de Novembro, exceto aquele que estariam na circunscrição, deveriam apresentar-se às 7:00 na circunscrição. Riks disse-lhes que todos os judeus seriam “reassentados” em outro campo. Além da circunscrição de polícia de Rîga, o distrito policial de Riga sob o comando de Jånis Veide também receberam ordens para participar da ação.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Holocausto na Letônia - Rumbula (SD e Ordnungspolizei)

Esta tradução se refere ao Capítulo 8 do livro The Holocaust in Latvia, 1941-1944: The Missing Center do Historiador letão Andrew Ezergailis.


Traduzido por Leo Gott à partir do link:
http://www.rumbula.org/remembering_rumbula.shtml


O pessoal do SD


Dentro de seus primeiros três dias em Rîga, Jeckeln quase certamente falou com o SD e os comandantes da Ordnungspolizei, incluindo Lange, o mais alto funcionário da Gestapo SD na Letônia, e seu associado Kirste, que foi o link de Lange para o Commando Aråjs. Lange estava em melhor posição para avaliar as forças disponíveis alemãs e letãs em Rîga e nas imediações. Lange poderia colocar à disposição de Jeckeln, talvez todos os 300 homens do Commando Aråjs, talvez metade dos cinqüenta homens da guarda letã da unidade de Reimerss Iela QG do SD , talvez mais 4 dúzias de homens do SD em Rîga, remanescentes do EK2.
No total, Lange poderia entregar cerca de 400 homens com experiência no SD, o que quer dizer que a grande parte delas tinha participado dos assassinatos ocorridos antes em Novembro. Eles poderiam ser colocados em posições difíceis dentro e fora do gueto, e perto das covas, onde o uso de uma arma contra os "recalcitrantes" e "não-cooperativos" judeus, era mais provável que fosse necessário. A ordem básica de Himmler para o SD era que o pessoal do SD deveria assumir a responsabilidade deste trabalho. Nós podemos presumir que os homens letos e alemães do SD foram mobilizados para o gueto e para Rumbula.


A Ordnungspolizei



Em seguida a disponibilidade da Ordnungspolizei foi explorada. Ainda sobre o nível organizacional da Ordnungspolizei, eram autônomos, sobre o nível prático estavam na mesma rede da SD. Antes do Commando Aråjs ser treinado, foi o 9º Batalhão da Ordnungspolizei que realizou a maior parte dos assassinatos para Stahlecker. As unidades do 9º Batalhão estiveram na Letônia entre Julho e Agosto e foram movidas, seguindo Stahlecker, para as cercanias de Leningrado. No final de Novembro existiam pelo menos dois tipos de unidades Ordnungspolizei em Rîga sob o comando do Tenente-Coronel Flick: a Schutzpolizei, liderada pelo Major Heise e a Gendarmerie do Capitão Rehberg. Pelo menos várias centenas foram destacadas para garantir a ordem (“obter e manter a característica alemã”) em Rîga, como em grande parte da Letônia. Além de supervisionar os recintos policiais, a Ordnungspolizei também foi responsável pela guetorização dos judeus, e após 25 de Outubro de guardá-los no gueto. Durante a fase inicial no gueto o SD não esteve envolvido. As atribuições e o envolvimento da Ordnungspolizei com o gueto foram pré-determinadas na liquidação do gueto.


A 2ª Companhia do 22º Batalhão da Reserva de Rîga ofereceram cerca de 70 homens, e a 3ª Companhia do 22º Batalhão da Reserva de Jelgava ofereceu outros setenta homens. A 2ª Companhia ficou encarregada de supervisionar a limpeza dos cômodos dos judeus, organizando a marcha dos judeus em colunas, e acompanhando as colunas até Rumbula. A 3ª Companhia foi usada para guardar a periferia de Rumbula. O chefe ativo da Ordnungspolizei era o Major Heise, e parece que ele foi o elo de ligação com o Latvian Schutzmannschaffen.


Além dos 22º Batalhão de Rîga e Jelgava e os homens da Gendarmerie, Jeckeln tinha à disposição outros cinco regimentos da Ordnungspolizei, mas não sabemos se ele usou, e se usou qual foi. Em geral Jeckeln não queria o envolvimento da Whermacht.

Holocausto na Letônia - Rumbula (Transporte)

Esta tradução se refere ao Capítulo 8 do livro The Holocaust in Latvia, 1941-1944: The Missing Center do Historiador letão Andrew Ezergailis.


Traduzido por Leo Gott à partir do link:
http://www.rumbula.org/remembering_rumbula.shtml
Transporte
O pool de veículos de Jeckeln tinha apenas de dez a doze automóveis de passageiros e de seis a oito motocicletas. Jeckeln procurou em Rîga por caminhões e ônibus para o transporte dos guardas e outros participantes, os idosos e os judeus doentes, e os judeus que morressem no caminho para Rumbula. Existiam um número suficiente de carros de passageiros para o transporte dos dignatários e dos 12 atiradores para as valas. O problema era o transporte pesado: cerca de 1.000 a 1.500 policiais e guardas que deveriam ser levados para seus postos. Isso por si só, requereria no mínimo 25 caminhões. O responsável de transportes era o Sturmbandführer Zimmermann, e o Polizeihauptmeister Müller da Schutzpolizei de Rîga ordenou a procura dos veículos.


Quando os veículos pesados para a operação foram encontrados, as evidências disponíveis não nos dizem. A polícia letã tinha 2 ônibus, alguns caminhões, e 12 cavalos com carroças. Alguns veículos estavam à disposição do Ordnungspolizei, e o Comando Aråjs tinha 2 ou 3 caminhões. A companhia Schutzpolizei de Jelgava, que transportou as metralhadoras, chegou com transporte próprio. Ainda assim, não foi o suficiente. Jeckeln talvez foi à Wehrmacht pedir caminhões, mas ainda não há provas de que ele o fez.

Holocausto na Letônia - Rumbula (A Organização da Ação)

Esta tradução se refere ao Capítulo 8 do livro The Holocaust in Latvia, 1941-1944: The Missing Center do Historiador letão Andrew Ezergailis.

Traduzido por Leo Gott à partir do link:
http://www.rumbula.org/remembering_rumbula.shtml
A Organização da Ação
A reconstrução das unidades e dos homens utilizadas na operação deve começar à partir do olhar de Jeckeln, da sua maneira de pensar e do seu estilo de trabalho. Jeckeln recebeu a ordem de Himmler para matar os judeus do gueto de Riga em 12 de novembro. Ele chegou a Rîga em 14 de novembro, com a maior brevidade.

Para limpar as objeções “civilizadas” do seu caminho, ele falou com Lohse sobre as altas ordens recebidas de Berlim. O nome de Hitler foi invocado, Lohse não tinha outra opção a não ser aceitá-la. Então Jeckeln compartilhou o segredo com o seu staff. Durante os primeiros dias em Rîga acompanhado de Paul Degenhart, ele fez o reconhecimento da margem direita do Daugava e da paisagem rural a leste de Rîga para escolher o local dos assassinatos. Uma vez que o gueto estava localizado na parte oriental de Rîga, perto dos limites da cidade, a pesquisa de Jeckeln foi limitada para essa direção. No caminho para Salaspils ele localizou Rumbula. Nós podemos assumir que ele escolheu o local entre os dias 18 e 19 de novembro, depois ele iniciou o seu planejamento detalhado e atribuiu seus homens para funções específicas. Nos primeiros dias ele manteve seus esforços organizacionais entre o seu staff.

Jeckeln atribuiu ao SS-Untersturmführer Ernst Hemicker, um especialista em construção, a organização da escavação das valas. Hemicker dirigiu-se para Rumbula, acompanhado por Degenhart, Neurath, e Esser, e foi informado sobre o número de pessoas a serem mortas. Hemicker mais tarde testemunhou que ficou chocado com o número apresentado, mas não protestou. Em 20 ou 21 de novembro, 300 prisioneiros de guerra russos foram para Rumbula, onde sob a supervisão de alemães e letos eles cavaram seis grandes covas. Hemicker supervisionou a escavação. Cada cova tinha dez metros de cada lado e de dois e meio a três metros de profundidade, do tamanho de uma pequena casa. Os prisioneiros russos cavaram as valas sob a forma de uma pirâmide invertida, retirando a terra por etapas para cima, a partir da plataforma e para plataforma. O caminho para a rampa era de um lado. As seis covas poderiam acomodar todos os 25.000 corpos. O trabalho foi concluído em aproximadamente três dias e foi preparado uma semana antes dos assassinatos, talvez em 23 de novembro.

Embora o SD local alemão e as forças Ordnungspolizei estavam envolvidos na operação, Jeckeln destacou seu próprio pessoal de staff como organizadores e supervisores das situações importantes, à partir do gueto para as valas. Ele próprio supervisionou a operação no local dos assassinatos. Na maior parte dos dois dias ele se situava no topo da pilha de terra e olhava para baixo no poço. Jeckeln ordenou aos seus guarda-costas, que consistiam entre 10 e 12 homens para atirarem nas valas. Entre eles Endl, Lüschen, e Wedekind tinham feito isso antes de Jeckeln. Para aumentar o grupo de assassinos e obter algumas reservas, ele falou ao líder do Driver Commando, Oberführer Johannes Zingler, para participar das execuções. Jeckeln lembrou Zingler de seu recente rebaixamento e disse que era dele se colocar em prova participando dos assassinatos. Zingler respondeu que preferiria ir para o front para provar o seu valor. Jeckeln respondeu a Zingler que se ele quisesse rever sua família era melhor ele obedecer a ordem. "Eu sabia o que ele poderia fazer para mim" (Ich würde ihn ja kennen), Zingler testemunhou em 1961. "Ele também referiu-se a mim dizendo que eu não era um soldado regular com ele, mas sim um que teria algo a provar." Zingler topou participar.

Na esperança de encontrar algumas reservas para o grupo de assassinos, Jeckeln convocou seus doze homens a se dirigirem para o quartel-general em Rîga Ritterhaus e revelou a eles que ele precisava de um commando execução (Erschiessungskommando). "Ele fez-lhes compreender que havia algumas pessoas que já tinham feito algo parecido, mas ele necessitava de homens adicionais para aliviar a carga dos outros. Ele pediu voluntários, imediatamente acrescentando, que ele não iria pensar mal deles se eles não topassem porque o trabalho era desagradável." Nenhum dos Drivers Commando se voluntariaram.

Jeckeln não considerou os letos para a missão. Primeiro como um homem das SS ele teria que considerar os alemães innere Schweinehund e, depois os alemães residentes do SD e ele não considerou os letos. Paul Botor, oficial de transportes dos KdS em Rîga, lembrou de um rumor que circulava em ter os SD, que os letos estavam matando suavemente. “O problema,” testemunhou Botor, “foi comunicado para as SS e ao Líder da Polícia de Jackeln. Jeckeln procurou mostrar para seus atiradores que eles poderiam fazer melhor.”

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Holocausto na Letônia - Rumbula (O Sistema Jeckeln)

Esta tradução se refere ao Capítulo 8 do livro The Holocaust in Latvia, 1941-1944: The Missing Center do Historiador letão Andrew Ezergailis.


Traduzido por Leo Gott à partir do link:
http://www.rumbula.org/remembering_rumbula.shtml


Jeckeln dirigiu-se para as redondezas de Rîga procurando um local. O lençol freático em torno de Rîga era próximo à superfície e, por conseguinte, um local com elevação teve de ser encontrado. No caminho para o campo de Salaspils, que estava sendo construído na época, ele chegou aos pinheiros de Rumbula, entre a estrada e a ferrovia. Critérios de Jeckeln para a localização: a distância de Rîga, a proximidade com a estrada de ferro (primeiramente, foi considerado transporte ferroviário), o solo arenoso que torna fácil a escavação de buracos, e a situação acima do lençol freático.
O inconveniente é que o local era relativamente exposto, a menos de cem metros de uma importante rodovia. No seu planejamento do massacre, Jeckeln adaptou o sistema concebido na Ucrânia para as condições específicas de Rîga. O sistema envolvia planeamento pormenorizado, subdividindo a designação em partes gerenciáveis e, em seguida, selecionando um especialista em cada área. Como o ajudante de Jeckeln, Paul Degenhart testemunhou, eram 9 os aspectos do sistema:

1) Homens do SD no interior do gueto conduziram as pessoas para fora das casas.
2) os judeus foram organizados em colunas de 500 pessoas e foram de trem para o local dos assassinatos(na verdade eles foram conduzidos a pé em colunas de 1000);
3) A Polícia de Ordem (Order Police) levou as colunas para Rumbula
4) Os assassinatos ocorreram simultaneamente em 3 valas
5) as vítimas eram despidas e seus pertences eram recolhidos no caminho para a vala
6) corredores internos e externos foram criados para conduzir as pessoas às valas
7) as vítimas eram conduzidas diretamente às valas, poupando o trabalho de deslocamento dos corpos.
8) foram utilizadas sub-metralhadoras russas, que utilizavam rate de 50 balas e poderiam ser disparadas por um único disparo
9) as vítimas tinham as faces viradas para baixo, após as rajadas recebiam uma bala na parte de trás da cabeça. Este método foi referido como Sardinenpackung ("embalagem de sardinha"), e até mesmo alguns dos soldados dos EG (EinsatzGruppen) ficaram horrorizados pela sua crueldade.

A maior conta do plano de Jeckeln, a de transportar e matar 25.000 judeus do gueto é encontrado em 1973 no Landgericht Hamburg, processo do julgamento de Lt.Friedrich Jahnke e documentos relacionados. Os procuradores de Hamburgo estavam principalmente interessados no papel dos alemães do Ordnungspolizei e, consequentemente, eles ficaram aquém detalhando sobre o papel que o SD e as forças policiais letãs desenvolveram nesta operação.

Jeckeln necessitava dos cinco fatores mais importantes da operação planejada por ele:

1) o local dos assassinatos era a cerca de dez quilômetros a partir do gueto, um percurso que poderia demorar até 3 horas para uma infantaria percorrer em até 3 horas em ritmo regular;
2) havia apenas oito horas de luz, e mesmo tendo algumas horas do crepúsculo, o tempo de matança não poderia ser superior a nove horas;
3) a última coluna, foi enviada para fora às 12:00 h e a última deveria chegar em Rumbula em torno de 15:00;
4) cerca de 12.000 pessoas deveriam ser transportadas e assassinadas;
5) os judeus eram transportados em colunas de 1.000 com guardas em ambos os lados.

Nós não temos uma contagem completa das pessoas que Jeckeln mobilizou para a ação, nem um plano de implantação das tropas utilizadas. Quem eram esses homens? Embora as fontes históricas até agora disponíveis, não nos permitem reconstruir a identidade das tropas utilizadas na operação final, com certeza é de pouco mais de significado histórico para nós a tentativa de o fazer. A resposta está longe de ser simples.Os procuradores no julgamento de Jahnke não conseguiram chegar a uma conclusão clara a respeito da mobilização para executar a ação.

Holocausto na Letônia - Rumbula (A chegada de Jeckeln)

Esta tradução se refere ao Capítulo 8 do livro The Holocaust in Latvia, 1941-1944: The Missing Center do Historiador letão Andrew Ezergailis.

Traduzido por Leo Gott à partir do link:
http://www.rumbula.org/remembering_rumbula.shtml


A chegada de Jeckeln

Em outubro de 1941 Stahlecker tinha sido capaz de matar cerca de 30.000 dos 66.000 judeus que os alemães tinham aprisionado na Letônia. As razões para o fracasso de Stahlecker de forma a satisfazer as ordens são fundamentais e complexas, mas certamente incluirão sua preocupação com Leningrado, o fracasso dos letões para matar rápido e suficiente, e a chegada de Heinrich Lohse ao governo civil na Letónia.

Lohse não era obrigado a executar o Führer Befehl; as ordens de Alfred Rosenberg foram para elevar a produtividade do Ostland e para abastecer o exército com as necessidades diárias e com equipamentos. O programa de Lohse para os judeus era o de conduzi-los aos guetos, a expropriar os seus bens, e explorar o seu trabalho. Também Hans-Adolf Prützman, o alto comandante da SS e da Polícia (HSSPF) no Báltico e na Bielorrússia, que, esteve a cargo dos judeus após a saída de Stahlecker para a frente leste, desempenhou um papel passivo.[1]

Durante Setembro e Outubro a política de Lohse prevaleceu no Báltico. O gueto foi fechado em 25 de Outubro. A livre saída e entrada já não era mais possível. O SD parecia ser o “cheque-mate” para o Báltico. Mas não por muito tempo. Himmler estava impaciente e uma decisão logo foi tomada em Berlim para revigorar as ordens fundamentais no Báltico. Assim que o gueto de Rîga fechou, foi ordenada a troca de lugares entre Prützman e Jeckeln. Em 31 de Outubro Prützman foi ordenado o sul. Jeckeln, que já tinha assassinado dezenas de milhares de judeus na Ucrânia, Berdichov,Krivoi-Rog, Kiev, Kremenchug, e tinha concebido o "sistema Jeckeln" para execuções em, foi ordenado para o Norte. Em 5 de Novembro o staff de Jeckeln e cerca de 50 homens chegaram a Riga.

O próprio general foi convocado para ir a Berlim, onde em 12 de Novembro Himmler disse-lhe sobre os problemas no Báltico, e ordenou-lhe especificamente, ao contrário do Lohse do plano, para matar os judeus no gueto de Rîga. Himmler disse a Jeckeln sobre as possíveis objeções de Lohse: "Disse a Lohse que era minha ordem, e que também era um desejo expresso do Führer." [1] Após sua chegada a Rîga, Jeckeln se encontrou com Lohse e explanou as ordens de Himmler para ele.
Para Jeckeln, como ele apresentou o argumento, os judeus eram um problema de segurança. Ele estava preocupado com os militares alemães, o SD, e dos civis alemães utilizarem a mão-de-obra dos judeus. Empregando os judeus, disse ele, aumentava a possibilidade de sabotagem. Ele chegou na Letônia com ordens para liquidar o gueto, e ele não desperdiçou tempo. A primeira ação no gueto aconteceu no dia 30 de novembro, ou seja, duas semanas semana após sua chegada. Jeckeln tinha a mentalidade de um chefe-tribal, tratava todos os forasteiros com desconfiança. Stahlecker e o contingente do SD em Rîga culpou os letões por terem ido por trás para matar judeus, mas parece que Jeckeln foi até mesmo contra os alemães "locais" do SD, e desconfiou deles. Nenhum letão foi consultado para o planejamento das ações. Toda a organização básica do assassinato foi feita por Jeckeln e sua equipe.
(Foto acima: General SS Friedrich Jeckeln)

Holocausto na Letônia - Rumbula (Introdução)

Esta tradução se refere ao Capítulo 8 do livro The Holocaust in Latvia, 1941-1944: The Missing Center do Historiador letão Andrew Ezergailis.
Agradecimento especial à Jonathan Harrison (do blog http://www.holocaustcontroversies.blogspot.com/) que nos enviou o link sobre este massacre.
Traduzido por Leo Gott à partir do link:
Introdução
Os assassinatos em Rumbula aconteceram entre 30 de Novembro e 8 de Dezembro de 1941. Em apenas 2 dias cerca de 25.000 judeus foram assassinados. Foi a maior atrocidade em 2 dias exceto por Babi Yar e antes dos campos de extermínio entrarem em operação. O evento ficou conhecido por vários nomes: A Grande Ação, a Ação Jeckeln e a Ação de Rumbula. Na Letônia é conhecido simplesmente como Rumbula. O nome deriva de uma pequena estação ferroviária sobre a linha Rîga Daugavpils, no décimo segundo quilômetro à partir de Rîga onde comboios locais utilizavam para parar.

O local da matança foi a cerca de dez quilômetros a partir do portão do gueto, a 250 metros da estação, bem perto dos ouvidos, e, para pessoas maiores, dava pra ver à distância. O terreno era arenoso e desnivelado. Cavar buracos era fácil. Situado na margem norte do Rio Daugava, o local da matança estava aninhado em uma estreita faixa de terra entre os trilhos e uma importante rodovia que ligava Rîga com Daugavpils. Para o leste e ao norte do campo de abate estava um campo de treinamento do exército da Letônia, que antigamente era usado pelo Exército Czarista. Neste vasto e desabitado território, parte de florestas, pântanos ao lado, uma parte arenosa cobrindo o solo, unidades de infantaria treinavam no verão. A floresta próxima a Rumbula era conhecida como Vårnu meΩs (Floresta do Corvo) primeiramente para alguns letos, antes da matança, o terreno era conhecido como Rumbula, e depois da matança chamado de Vårnu meΩs.


A margem norte do Rio Daugava seguindo no sentido de Rumbula foi manchado como lugar de atrocidades. Somente para fora do gueto à esquerda era Centrålcietums, onde durante Julho e Agosto os judeus de Riga foram amontoados e transportados para Bi˚ernieki.

Í˚irotava, a estação de triagem da ferrovia de Riga, foi também o ponto de desembarque dos judeus europeus enviados para a Letônia e tornou-se palco de atrocidades cometidas durante o Inverno de 1941-42. JumpravmuiΩuma, o menor e mais cruel dos KZ na Letónia, ia pela estrada à direita. Mais distante, à esquerda, é Drei¬¬u Forest, outro local de matança. Além de Rumbula teve o famigerado KZL Salaspils, e mais longe, um enorme POW ao ar-livre. Hoje, o local da matança em Rumbula é densamente coberto por pinheiros, cuja dimensão, devido ao solo pobre, desmente a sua idade[1].

terça-feira, 22 de abril de 2008

O Primeiro Holocausto do século XX: Genocídio Armênio

Genocídio armênio,("Hayoc' c'ejaspanut'iwn" em armênio), Holocausto armênio ou ainda o Massacre dos armênios é como é chamada a matança e deportação forçada de centenas de milhares ou até mais de um milhão de pessoas de origem armênia que viviam no Império Otomano, com a firme, irreversivel e cruel intenção de arruinar sua vida cultural, econômica e seu ambiente familiar, durante o governo dos chamados Jovens turcos, de 1915 a 1917.

Está firmemente estabelecido que foi o primeiro genocídio, e há evidências do plano organizado e intentado de eliminar sistematicamente os armênios. É o segundo mais estudado evento desse tipo, depois do Holocausto dos judeus na Segunda Guerra, e vários estudiosos afirmam ter Hitler pronunciado a frase Afinal quem fala hoje do extermínio dos armênios ? em 1939, nas vésperas da invasão da Polônia. . Adota-se a data de 24 de abril de 1915 como início do massacre, por ser a data em que dezenas de lideranças armênias foram presas e massacradas em Istambul.

O governo turco atual rejeita o termo genocídio organizado e que as mortes tenham sido intencionais.

Cenário

Embora as reformas de 8 de fevereiro de 1914 não satisfizessem as exigências do povo armênio, pelo menos abriam o caminho para realizar o ideal pelo que havia lutado durante gerações, com sacrifico de inúmeros mártires.

"Uma Armênia autônoma dentro das fronteiras do Império Otomano", era o anseio do povo armênio. Um mês mais tarde, em 28 de julho, começava a Primeira Guerra Mundial.

Esse conflito resultou trágico, pois deu oportunidade ao movimento político dos Jovens Turcos de realizar seu premeditado projeto de aniquilação o povo armênio. Na noite de 24 de abril de 1915 foram aprisionados em Constantinopla mais de seiscentos intelectuais, políticos, escritores, religiosos e profissionais armênios, que foram levados a força ao interior do país e selvagemente assassinados.

Depois de privar o povo de seus dirigentes, começou a deportação e o massacre dos armênios que habitavam os territórios asiáticos do Império. Mewlazada Rifar, membro do Comitê de União e Progresso, em seu livro Bastidores obscuros da Revolução Turca, disse:


Em princípios de 1915 o Comitê de União e Progresso, em sessão secreta presidiada por Talat, decide o extermínio dos armênios. Participaram da reunião Talat, Enver, o Dr. Behaeddin Shakir, Kara Kemal, o Dr. Nazim Shavid, Hassan Fehmi e Agha Oghlu Amed. Designou-se uma comissão executora do programa de extermínio integrada pelo Dr. Nazim, o Ministro da Educação Shukri e o Dr. Behaeddin Shakir. Esta comissão resolveu libertar da prisão os 12.000 criminosos que cumpriam diversas condenações e aos quais se encarregava o massacre dos armênios.
Mewlazada Rifar


O Dr. Nazim Bei escreve:
Se não existissem os armênios, com uma só indicação do Comitê de União e Progresso poderíamos colocar a Turquia no caminho requerido. O Comitê decidiu liberar a pátria desta raça maldita e assumir ante a história otomana a responsabilidade a que este fato implica. Resolver exterminar todos os armênios residentes na Turquia, sem deixar vivo a um só deles; nesse sentido foram outorgados amplos poderes ao governo.
Nazim Bei
A cidade de Alepo caiu na mão dos ingleses e foram encontrados muitos documentos que confirmavam que o extermínio dos armênios teria sido organizado pelos turcos. Um destes documentos é um telegrama circular dirigido a todos os governadores:

À Prefeitura de Alepo: Já foi comunicado que o governo decidiu exterminar totalmente os armênios habitantes da Turquia. Os que se opuserem a esta ordem não poderão pertencer então à administração. Sem considerações pelas mulheres, as crianças e os enfermos, por mais trágicos que possam ser os meios de extermínio, sem executar os sentimentos da conseqüência, é necessário por fim à sua existência. 13 de setembro de 1915.

O ministro do Interior, Talat.

Execuções em Aleppo - 1915

Testemunhos

«Em geral, as caravanas de armênios deportados não chegavam muito longe. À medida em que avançavam, seu numero diminuía com conseqüência da ação dos fuzis, dos sabres, da fome e do esgotamento... Os mais repulsivos instintos animais eram despertados nos soldados por essas desgraçadas criaturas. Torturavam e matavam. Se alguns chegavam a Mesopotâmia, eram abandonados sem defesa, sem viveres, em lugares pantanosos do deserto: o calor , a umidade e as enfermidades acabavam, sem dúvida, com a vida deles.» (René Pineau)

Uma viajante alemã escutou o seguinte de uma armênia, em uma das estações do padecimento de um grupo de montanheses armênios:

«Por que não nos matam logo? De dia não temos água e nossos filhos choram de sede; e pela noite os maometanos vêm a nossos leitos e roubam roupas nossas, violam a nossas filhas e mulheres. Quando já não podemos mais caminhar, os soldados nos espancam. Para não serem violentadas, as mulheres se lançam à água, muitas abraçando a crianças de peito

O governo cometeria ainda outra vileza: a maioria dos jovem armênios mobilizados ao começar a guerra não foram enviados à frente, mas integraram brigadas para construção de caminhos. Ao terminar o trabalho todos eles foram fuzilados por soldados turcos.
Jacques de Morgan assim se refere às deportações, aos massacres e aos sofrimento padecidos pelos armênios:

«Não há no mundo um idioma tão rico, tão colorido, que possa descrever os horrores armênios, para expressar os padecimentos físicos e morais de tão inocentes mártires. Os restos dos terríveis massacres, todos testemunhos da morte seus entes queridos, foram concentrados em determinados lugares a submetido a torturas indescritíveis e a humilhações que os faziam preferir a morte
(Jacques de Morgan)

O povo armênio não desapareceu quando estava nos desertos da Mesopotâmia: as mães armênias ensinavam a ler aos seus filhos desenhando as letras do alfabeto armênio na areia.

Fonte: http://www.cineguerra.com/bbs/viewtopic.php?p=1367&sid=e07ce091dbb0986a7b33630e36cd58f6
Texto compilado na Wikipedia em português, fontes de referência:
Sokatch,Daniel - É preciso condenar o genocídio armênio, OESP, pg 22, 6 de Maio de 2007.
Akçam, Taner, From Empire to Republic: Turkish Nationalism and the Armenian Genocide, Zed Books, 2004
.

Fotos do genocídio, tiradas por Armin Wegner
http://www.armenian-genocide.org/photo_wegner.html#photo_collection

Técnicas dos Negadores do Holocausto - O significado de Tratamento Especial (Parte 1)

Traduzido por Leo Gott à partir do link:
Parte 1 de 3

Autores: Jamie McCarthy y Ken McVay

Em março de 1994, Dan Gannon respondeu [1] a uma série de dez perguntas que haviam sido enviadas a Usenet durante um período de quase dois anos.

Em sua resposta a diversas perguntas sobre a descrição do Zyklon-B como material empregado para o "reassentamento" e "tratamento especial" dos judeus, e sobre o significado dos termos "tratamento especial" e "ação especial", o Sr. Gannon invocou os ridículos argumentos da negação do Holocausto.

Respondemos perguntando ao Sr. Gannon se queria dizer que as palavras "tratamento especial", "reassentamento", etc. nunca foram usadas para camuflar as intenciones nazistas de levar a cabo o extermínio em massa. Solicitamos que examinasse as provas que apresentamos aqui, e que as refutasse ponto por ponto.

Cremos que está claro que o Sr. Gannon fez esta afirmação, como evidência na frase seguinte:
"Tratamento especial" ("Sonderbehandlung") não era uma "palavra chave" e não queria dizer especificamente "assassinato". Se referia a um grande número de coisas... [2]
O Sr. Gannon citou então dois ou três exemplos de vários negadores do Holocausto, que têm catalogado obscuras definições de palavras chave, queriam dizer coisas muito diferentes de seus significados habituais.
Com esta tática, cremos que o Sr. Gannon tratou de confundir sua audiência, em lugar de enfrentar o assunto. Os casos especiais são irrelevantes, e não tem nenhum impacto no significado principal destas palavras chave, que documentaremos aqui.
Foi pedido ao Sr. Gannon que apresentasse casos que empregaram "tratamento especial" e outros eufemismos com referência ao trabalho de extermínio nazista.
Estes casos foram enumerados assim:
  1. "Tratamento especial se referia aos assassinatos, todo mundo sabia", disse Eichmann.
  2. Para salvar vidas, Kaltenbrunner pede que "o tratamento especial se limite ao mínimo".
  3. Tratamento especial é "eliminação", escreveu Heydrich.
  4. Um relatório do Escritório Principal de Segurança do Reich explica "tratamento especial" com a anotação "execução".
  5. O tratamento especial deveria realizar-se com enforcamento, disse Himmler.
  6. Um relatório da frente Leste iguala tratamento especial a "liquidação".
  7. "Não significa nada que não seja assassinar", disse o ex-general de divisão das SS Mazuw.
  8. "Todo mundo sabia o que significava", disse o ex-tenente das SS Hamann.
  9. Em uma carta a Korherr, Himmler pede que não se use o termo "tratamento especial" uma vez que o significado é demasiado conhecido.
  10. Um capitão das SS pede mais furgões de gaseamento para que os judeus sejam "tratados de uma maneira especial".
  11. Um relatório da Gestapo pede que as pessoas "objeto de tratamento especial" sejam incineradas.
Aqui falaremos especificamente da palavra-chave Sonderbehandlung, que significa literalmente "tratamento especial" ou "manejo especial". É provavelmente a mais freqüente. Outras palavras-chave:

Umsiedlung, literalmente "reassentamento"
Sonderaktion, literalmente "ação especial" Evakuierung, literalmente "evacuação" e, supostamente,
die Endlösung der Judenfrage, literalmente "solução final do
problema judaico".
Em sua resposta, o Sr. Gannon oferecia os comentários de Kaltenbrunner sobre a obtenção de diplomas de francês como significado do "tratamento especial" assinado aos judeus da Europa - a mente dele ficou louca com este giro lógico.
Espera que os leitores traguem a afirmação de Faurisson segundo a qual o "tratamento especial" dos nazistas era para manter com vida os judeus. Isto é, obviamente, o contrário da realidade. Os nazistas usaram os judeus e outras pessoas como trabalhadores escravos, fazendo-lhes trabalhar literalmente até a morte:
A fome era um hóspede permanente em Auschwitz. A dieta que se proporcionava aos internos destinados ao trabalho forçado, que incluía a famosa "sopa Buna" - uma ajuda nutricional de que não dispunham outros prisioneiros - provocava uma perda de peso média em cada indivíduo entre dois e três quilos por semana.

Ao passar um mês, as mudanças do aspecto dos prisioneiros eram muito visíveis; passados dois meses, era impossível reconhecer os internos, convertidos em umas caricaturas de seres humanos formadas por pele e ossos, quase sem carne; depois de três meses, o haviam morto, ou eram tão incapazes de trabalhar que eram enviados às câmaras de gás de Birkenau. Dois médicos que estudaram os efeitos da dieta dos internos assinalaram que "o prisioneiro alimentado normalmente com Buna poderia completar as carências com seu próprio corpo durante uns três meses..."

Se condenavam os prisioneiros a consumir seu corpo trabalhando e, se não se não apresentassem alguma infecção ou enfermidade, morreria de exaustão. [3]
É esta a idéia que tem o Sr. Gannon de um comportamento que pretendia "manter com vida os judeus"? As fontes de Gannon para este texto sem sentido foi o ensaio de Robert Faurisson "Resposta a um Historiador de Papel" e o livro de Carlos Porter Not Guilty at Nuremberg (Inocentes em Nuremberg)- citam a mesma seção da transcrição do Julgamento de Nuremberg em que aparece a declaração de Kaltenbrunner. A única outra "prova" que Gannon cita indiretamente é que Faurisson disse que Sonderbehandlung às vezes queria dizer "transporte", mas Faurisson no aponta nenhuma prova - só uma nota de rodapé de um outro

Técnicas de Negação do Holocausto - Relatórios "Forenses"

Relatórios "Forenses"
Traduzido por Leo Gott à partir do link:
http://www.nizkor.org/features/techniques-of-denial/forensic.html

Autor: Richard Green

Esta página é uma breve análise dos relatórios "forenses" de Leuchter e Rudolf que provam supostamente que não aconteceram assassinatos em massa por exposição a cianeto de hidrogênio do Zyklon-B das câmaras de gás do complexo de Auschwitz-Birkenau.

Os links abaixo levam a análises mais profundas sobre estes relatórios “forenses”:
  • A FAQ sobre Leuchter analisa as afirmações do Relatório Leuchter com mais detalhes.
  • Markiewicz, Gubala, e Labedz, do Instituto de Pesquisa Forense de Cracóvia, Polônia, publicaram um verdadeiro relatório forense intitulado "Estudo do Conteúdo de Componentes de Cianeto nos Muros das Câmaras de Gás dos Antigos Campos de Concentração de Auschwitz e Birkenau", que joga por terra as conclusões dos relatórios Leuchter e Rudolf.
  • O ensaio Leuchter, Rudolf, e os Azuis de Ferro falam da química que constitui a falha principal dos relatórios Leuchter e Rudolf.
  • A segunda parte da FAQ sobre o cianeto de hidrogênio fala do Azul da Prússia e sua formação.
  • A FAQ sobre o Cianeto de Hidrogênio fala deste e se sua toxicidade.
    Diversas investigações forenses realizadas em Auschwitz-Birkenau desde 1945 encontraram provas do extermínio em massa que aconteceu ali.
    [1]
    Apesar destas provas e dos testemunhos
    [2],[3], Leuchter, Rudolf e outros negadores do Holocausto afirmam que os assassinatos em massa por exposição ao Cianeto de Hidrogênio (HCN) que contém no Zyklon-B não poderiam ocorrer nas câmaras de gás de Auschwitz-Birkenau.
Os negadores utilizam duas linhas de argumentação em suas reivindicações:
  • Dizem que não existem traços medíveis de Cianeto de Hidrogênio nas câmaras de gás.
  • Dizem que os gaseamento com Zyklon-B eram fisicamente impossíveis.

Ambas as afirmações são falsas.

Em apoio da primeira afirmação, citam os relatórios de Rudolf e Leuchter que mediram quantidades maiores de cianeto nas manchas azuis das câmaras de despiolhamento do que nas encontradas nas câmaras de gás empregadas para o extermínio.

Markiewicz, Gubala, e Labedz[4] fizeram medições por sua conta. Encontraram traços de cianeto nas câmaras de extermínio com níveis significativos comparados com os de outros edifícios do complexo de Auschwitz-Birkenau. Escreveram:
Este estudo demonstra que apesar de ter transcorrido um período de tempo considerável (uns 45 anos), nos muros das instalações que um dia estiveram em contato com o cianeto de hidrogênio foram conservadas quantidades de vestígios dos compostos que forma este componente do Zyklon-B. Isto é certo também para as ruínas das antigas câmaras de gás. Os compostos de cianeto aparecem nos materiais de construção só localmente, nos lugares onde tiveram condições para se formarem e permaneceram durante tanto tempo.

Em suas tergiversações deste relatório, os negadores do Holocausto citaram com frequência a seguinte frase:

No que diz respeito às ruínas, foi demonstrado a presença de cianeto na Câmara do Crematório II de Birkenau, evitando mencionar que esta frase se refere somente a um estudo preliminar realizado em 1990.
Depois de conhecer o Relatório Leuchter, os autores levaram a cabo um estudo mais detalhado.
Os resultados são mostrados em várias tabelas, e levam por terra as afirmações de Leuchter e Rudolf.

Os negadores assinalam que Leuchter e Rudolf mediram concentrações muito superiores de compostos de cianeto nas manchas azuis das câmaras de despiolhamento. Que os negadores meçam mais compostos de cianeto nas amostras das manchas azuis não é surpreendente, assumindo que estas manchas estão formadas por compostos de azul de ferro como o "azul da Prussia", como afirmam Leuchter e Rudolf. Markiewicz et. al. tiveram o cuidado de separar estes compostos de azul de ferro em sua comparação dos níveis de cianeto. A razão, é muito simples, é que a origem das manchas azuis não está ainda de todo claro, e não existem razões para assumir que a formação destes compostos tenha lugar sempre nos materiais de construção que ficam expostos ao HCN.

Para fazer credível que era impossível cometer o extermínio em massa utilizando Zyklon-B, os negadores se apoiam em umas poucas táticas. Assinalam corretamente que o cianeto de hidrogênio é líquido à temperatura ambiente. Eles negligenciam mencionar que a pressão de vapor em equilíbrio deste líquido a temperaturas baixas de várias ordens de magnitude maior que sua concentração letal. 300 ppm de HCN são rapidamente mortais. Na tabela seguinte [5] mostra a pressão de vapor em equilíbrio do HCN em função da temperatura:




Quando se revela esta treta, os negadores dizem que o HCN não se evapora o suficientemente rápido do Zyklon-B para alcançar uma pressão letal em um tempo razoável. G. Peters tem demonstrado que não é assim, inclusive em temperaturas baixas.[6]

Alternativamente, os negadores dizem que o HCN é demasiado perigoso que os homens das SS não dispunham de equipes suficientemente sofisticadas para manejá-lo com segurança, e que haveria levado muito tempo para ventilar a câmara. Ainda que havia um verdadeiro risco para os operários das câmaras se não fossem cuidadosos, tem que se assinalar vários pontos. Os Sonderkommandos que atuavam como operários eram prisioneiros, e o nível de segurança com que as SS tinham que trabalhar não é equivalente de maneira alguma com os padrões atuais nos Estados Unidos; as câmaras subterrâneas contavam com sistemas de ventilação; e às vezes entregavam máscaras anti-gás aos Sonderkommandos. Pressac[7]descreve um gaseamento que aconteceu em 13 de março de 1943:

Nessa mesma noite,1.492 mulheres, crianças e idosos selecionados de um comboio de 2.000 judeus do gueto de Cracóvia foram assassinados no novo crematório.133 Utilizaram seis quilos de Zyklon-B nas bocas das quatro colunas de metal situadas entre os pilares que sustentavam a sala.133 Em cinco minutos todas as vítimas estavam mortas. Colocaram em funcionamento o sistema de ventilação (8.000 m3 por hora) e o de extração (com a mesma potência), e depois de 15 e 20 minutos, o ar, que tinha sido renovado quase completamente depois três ou quatro minutos, já era suficientemente puro para que os membros do Sonderkommando entraram na agonizante e quente câmara de gas. Durante este primeiro gaseamento [na câmara nova do Krema II], os Sonderkommandos levaram máscaras anti-gás por precaução. Retiraram os cadáveres os levaram à plataforma. Lhes cortaram o cabelo, retiraram os dentes de ouro e também as alianças e as jóias que levavam.

Talvez a única questão que resta por responder aos negadores é se conhecem as provas que têm contra suas teorias ou se eles crêem de verdade no que dizem ou se são perfeitamente conscientes das falhas de suas teorias.

Técnicas de Negação do Holocausto - Friedrich Paul Berg e o assunto dos motores à diesel – Apêndice 3

O Documento de Friedrich Paul Berg comentado
Parte 6 de 6
Traduzido por Leo Gott à partir do link:
http://www.nizkor.org/features/techniques-of-denial/appendix-3-06.html

[Berg:]
Existe uma certa complexidade técnica neste tema.

[Verdadeiro. Berg espera que as pessoas sintam confusão ante a sua ciência e que creiam em tudo que ele diz, sem se preocupar em analisar por ser demasiado complicado para entender. ]
[Berg:]
Os exterminacionistas que possuem enormes recursos disponíveis têm sido muito vagos - por dizer de uma maneira suave.

[Aqui está a chave. Berg está certo em uma coisa – o mundo inteiro assumiu que havia um motor, e o monóxido de carbono foi a causa da morte. É uma das coisas que "todo o mundo sabe". O problema foi que os assassinos nazistas desfizeram as provas.
Os tribunais e os historiadores acreditaram nos testemunhos que disseram que os gaseamentos aconteceram. Eram licenciados em Direito e historiadores, não engenheiros mecânicos. Não, as coisas não se ajustaram ao habitual na medicina legal empregada nos tribunais americanos da atualidade. Mas isto não prova que os gaseamento não aconteceram. A única prova da causa exata da morte, pode ser ligeiramente diferente do que a gente pensa que foi.]
[Berg:]
Antes de acusar alguém de assassinato, é necessário que a arma do delito funcione.

[Sofisma declarado. Um assassinato não tem sentido, não tem mais o que falar. Mas cometeram assassinatos. Ocorreram em Treblinka, Sobibor, e Belzec. Ocorreram em Auschwitz. Os armênios sofreram. Sofreram os milhões de Kulaks que morreram de fome durante as coletivizações forçadas de Stalin. Ocorreu no Camboja e em Ruanda.
Os nazistas usaram os motores à diesel porque dispunham deles. Provavelmente nunca se deram conta de que poderia ser uma estupidez. Teria sentido para as pessoas que o fizeram. Funcionou. Isso é tudo o que necessitavam saber. Eram assassinos, não engenheiros mecânicos.
[Berg:]
Certamente, estarão vocês de acordo que para construir uma câmara de gás com um motor diesel que fosse letal faltavam muito mais coisas do que uma simples conexão do tubo de escapamento de um tanque ou caminhão com motor à diesel em uma sala fechada. Se não, somente se conseguirá provocar dores de cabeça.

[Ou a asfixia, ou a morte por edema pulmonar provocado por envenenamento com NOx, ou alguma combinação de efeitos tóxicos. Berg deveria ter lido o documento de Holtz e Elliot e deveria ter investigado mais em toxicologia. Para construir una teoria científica, é necessário ler mais coisas do que uma simples leitura de um gráfico baseado em dois motores, passando por cima da toxicologia. ]
[Berg:]
Certamente, estarão vocês de acordo que para construir uma câmara de gás com um motor à diesel que seja letal faltam muito mais coisas a respeito de limitar a entrada de ar do motor. Se não, só conseguiram uns efeitos dificilmente apreciáveis. (Ver minha tabela de Henderson e Haggard).

[Holtz e Elliot demonstram que é muito possível. Pfannenstiel se deu conta de que havia um efeito. E o chamou de asfixia. Gerstein se deu conta de que havia um efeito. E o chamou de morte. E os judeus também se deram conta dele, ainda que a última coisa que fizeram.
[Berg:]
O fato, que talvez você nunca admita (e isso é inteiramente por sua conta e risco), é que o método da câmara de gás com motor diesel é um absurdo.

[Os assassinatos em massa são um absurdo, seja qual for o método. Mas ocorreram. Depois de ler Holtz e Elliot, e estudando com mais profundidade toxicologia, fica claro que não é o melhor método possível, mas também fica claro que aconteceu.
[Berg:]
Alguém pode verdadeiramente acreditar que os alemães usaram os escapamentos de um motor à diesel como fonte de CO, quando poderiam de 18% e 35% de CO de um motor a gasolina? Eram as mesmas pessoas que construíram os primeiros aviões à propulsão, os primeiros mísseis balísticos, os que inventaram o motor a gasolina, o motor a diesel e inclusive o automóvel.

[Sim, mas estes não são os que construíram as câmaras de gás. Berg está tratando com nula honradez de fazer pensar que qualquer alemão sabia tanto sobre estes assuntos técnicos como os inventores. Os cientistas especialistas em foguetes estavam em Peenemunde, construindo foguetes. A que estavam se dedicando Wirth e Globocnik antes da guerra? Eram engenheiros mecânicos?

O argumento de Berg só teria sentido se as pessoas que trataram de usar os motories à diesel sabiam que era uma má escolha.

De fato, Berg utiliza argumentos distintos para cada lado. Por una parte, nos diz o quanto é terrivelmente complicado trocar a composição dos gases do escapamento de um motor à diesel, provando que possivelmente os assassinos não teriam intentado fazê-lo. Por outra parte, nos diz que os brilhantes cientistas e engenheiros alemães, provando - que poderiam fazer correto?
Bom, não. Não de todo. Berg afirma que não o teriam feito, porque havia melhores métodos. Sua razão lhe diz que sua idéia é a melhor, e que os nazistas só teriam feito as coisas perfeitamente, assim que qualquer outra historia é uma "suja invenção judaica". No entanto, como diz o eminente historiador revisionista Greg Raven, editor associado do Journal for Historical Review (e Berg diz às pessoas a todo momento que o comprem):

É puro sofisma proclamar que algo tem que ocorrer de uma maneira porque sua "razão" o demanda.

Com o "melhor método" de Berg (os veículos com motor a gasolina, que produzem entre 18% e 35% de CO), não só se produzia uma concentração de CO tão alta que haveria perigo de explosão (como ele mesmo admitiu sem reconhecer sua importância em uma parte não citada de seu artigo na Usenet), sendo que ademais esses veículos teriam um uso alternativo mais importante como veículos.

Os motores a diesel dos tanques soviéticos capturados não serviam para nada – ainda que o exército alemão usara alguns tanques capturados, dificilmente logravam satisfazer as demandas de manutenção de seus próprios tanques, por que milhares de tanques soviéticos caíram no campo de batalha durante toda a guerra.

Mais ainda, o óleo diesel tem uma fabricação menos custosa que a gasolina - não é um combustível tão refinado como esta. Assim quando Berg diz que havia métodos melhores, está falando somente de um ponto de vista técnico. Se tivermos em conta o ponto de vista econômico, de repente tem muito sentido.

Assim com toda sua arrogância intelectual, Berg não analisa o assunto completamente - não tem em conta todos os aspectos da questão.
Agora o final científico e o final analítico. Mas todavia existe outro aspecto mais importante. Outros testemunhos. Berg ignora os testemunhos de Gerstein, de Pfannenstiel, de Suchomel, e o de Fuchs. Diz que são uns mentirosos, ou uns lunáticos, ou vítimas de torturas e coações.
Suchomel apareceu diante das câmeras no documentário de Lanzmann "Shoah", e não negou nada. Poderia ter se negado a aparecer. Ele foi torturado pelo diretor do documentário?

Gerstein tratou de dizer que conhecera a história Durante a guerra. Ele disse aos suecos que estavam assassinando judeus em Belzec, Sobibor e Treblinka. Ele disse a seus amigos de confiança que os assassinatos estavam acontecendo. Assim sendo, ele foi torturado pelos soviéticos para dizer isso?

Pfannenstiel testemunhou muitas vezes, e como assinala o próprio documento de Berg, seu testemunho sempre foi apoiado nas afirmações de Gerstein. Berg na realidade simplificou tudo - Pfannenstiel contradiz a Gerstein em alguns detalhes, mas não no assunto dos gaseamentos.
Porque que Berg fez uma "teoría" científica que "prova" que as câmaras de gás com motor à diesel eram uma "estupidez", todos os testemunhos oculares devem ser invalidados?
Bom, alguém "provou" que os besouros não podem voar. Você vê besouros voando em todas as partes?

Quando fatos contradizem sua teoria, Berg revisa os fatos. Não é um cientista honesto.

Demonstramos com este documentos que os motores à diesel foram usados em Treblinka? Não. Só provamos que, contra as afirmações de Berg, temos razões suficientes para crer que é tecnicamente possível. Tratar de afirmar qualquer outra coisa seria cometer as mesmas violações dos princípios científicos que comete
Berg. ]

Shmuel Krakowski e os Arquivos Yad Vashem

O seguinte fragmento, de Dan Gannon, à obra de Portland, é um exemplo típico da Tergiversação de Krakowski:
Se o "Holocausto" é realmente "o crime mais documentado da História da Humanidade", o que os "negadores do Holocausto" solicitam, "provas da existência das câmaras de gás", não deveria ser um problema para o Sr. Berenbaum. Por que não se pode proporcionar as provas pedidas? Onde está toda essa "documentação" de que se fala? Se se refere à "declarações de testemunhas", deveria saber que inclusive Shmuel Krakowski - o diretor dos arquivos do Centro de Documentação sobre o Holocausto Yad Vashem, de Israel- disse que umas 10.000 "declarações de testemunhas" sobre atrocidades nazis foram consideradas como FALSAS pelo Yad Vashem! [1]
A flagrante tergiversação do Sr. Gannon é vista claramente quando se dá uma olhada na seguinte carta ao editor do Jerusalem Post de 21 de agosto de 1986: [2]

Ao Editor do Jerusalem Post

Senhor- tenho ficado enormemente surpreendido ao ler o artigo da página de Barbara Amouyal de 17 de agosto, que se baseia em parte numa entrevista que me fisgou.

Das 20.000 declarações que são guardadas em nossos arquivos, várias milhares foram amplamente utilizadas em julgamentos de criminosos de guerra nazis, ao contrário do que que escreveu Amouyal.

Disse à Amouyal que os sobreviventes fizeram suas declarações como registro da História. Não entendo porque ele disse que os sobreviventes queriam "ser parte da História".

Disse a ele que há alguns- afortunadamente muito poucos- testemunhos dos que se foram demonstrado de que não são precisos. Por que Amouyal disse que são um grande número?

Com respeito às últimas frases, não recebi a "ordem" de não falar do caso Demjanjuk. Simplesmente não quis falar dele com Amouyal.

Shmuel Krakowski,
Diretor,
Arquivos Yad Vashem
Jerusalém.
Da carta do Sr. Krakowski se desprende, assim que o foi entrevistado, que ele fora citado mal, e ele decidiu esclarecer o assunto.

A Tergiversação de Krakowski, contudo, aparece freqüentemente nos livros que negam o Holocausto, e na Web. Se diz que a citação aparece na página da edição de Londres feita por David Irving do Relatório Leuchter. Isto não tem sido confirmado, mas se certo, isto explicaria porque aparece uma vez ou outra.

Foi vista a citação em 1995 no website de Keven Schmid, BeWISE. Nizkor lhe fez ter ciência, numa série de mensagens de correio de que a informação era incorreta, e ao que parece foi retirada.

O material publicado pelo Sr. Schmidt em BeWISE, procede ao parecer do Editorial Samisdat de Ernst Zündel. Não sabemos se o editorial do Sr. Zündel ainda publica este panfleto. Ken McVay, do Nizkor, tem perguntado com freqüência ao Sr. Zündel sobre este tema em grupos de notícias, mas o Sr. Zündel não tem respondido.

Foi vista a citação em maio de 1996 no então novo website de Arthur Butz. Numa página sobre os testemunhos judeus do pós-guerra, e dizia:
Tem um elemento de grande importância historiográfica no Jerusalem Post (17 de agosto de 1986 na edição diária regular, págs. 1,4). Os Arquivos Yad Vashem de Jerusalém guardam milhares de testemunhos assim. Seu atual diretor, Shmuel Krakowski, admitia que "quase a metade" dos testemunhos "não são confiáveis" porque os "sobreviventes" se baseavam em sua imaginação e nunca estiveram nos lugares dos quais falavam, ou se baseavam em histórias que haviam ouvido em vez das coisas das quais haviam testemunhado.
A citação, e uma explicação do mesmo estilo da retratação de Krakowski também apareceu num anúncio no periódico universitário Daily Northwestern em abril de 1991. Este anúncio foi pago por Bradley Smith para sua organização, o Committee for Open Debate On the Holocaust (CODOH) (Comitê para o Debate Aberto sobre o Holocausto). Smith escrevia:
Como as "provas" documentais do assassinato massivo dos judeus da Europa estão caindo uma atrás da outra, os historiadores especializados no Holocausto dependem cada vez mais de declarações de "testemunhas" para apoiar suas teorias. Muitos destes testemunhos são absurdos e nada confiáveis.

Shmuel Krakowski é o diretor dos Arquivos Yad Vashem, o centro internacional de documentação sobre o Holocausto que está em Jerusalém. Krakowski disse que se fora demonstrado que mais de 10.000 declarações de "testemunhos" sobre as atrocidades alemãs contra judeus das que o Yad Vashem possuem são falsas!
Ainda que se assinale o erro cometido pelo Sr. Smith na Usenet em 1992, e depois, em finais de 1994, foi feito saber a ele diretamente através de um correio eletrônico, e ele não admitiu o erro até por quase um ano depois, em dezembro de 1995. Não fez nenhum comentário sobre o tema, até que publicou uma página web, "You Don't Have To Be Jewish" ("Não tens que ser Judeu"), na qual descrevia suas experiências na Usenet, em especial seu contato com Jamie McCarthy. (Se descreve esta página como um capítulo de um futuro livro). Smith escrevia aqui:
Não soube que Krakowski havia contestado à Amouyal até que li sua carta na Internet. Krakowski havia contestado em 1986, mas não o soube até 1994. Não sei porque. Talvez os revisionistas estavam mais interessados em fazer circular a coluna de Amouyal do que distribuir a resposta de Krakowski.
Dada a demonstrada escassez de honestidade da maioria dos "revisionistas", essa explicação parece muito provável. Smith continua sugerindo uma explicação alternativa hipótetica:
As duas pessoas que sei que se encarregavam de ver o que saiu no Jerusalem Post só olhavam à Edição Internacional. A resposta de Krakowski apareceu na edição normal do Post, de acordo com a referência que dá McCarthy. Talvez a carta de Krakowski não apareceu na Edição Internacional, ou talvez sim.
Esta hipótese é curiosa, porque não se tem feito a mínima confirmação para se apoiá-la.

Smith sugeriu mais adiante que o artigo original de Amouyal era correto- e que portanto Krakowski havia confessado que 10.000 testemunhos eram falsos- mas Krakowski havia mentido descaradamente em sua carta de resposta, e que uma conspiração global havia silenciado a discrepância:
É muito provável que depois de que se publicasse a coluna de Amouyal, os representantes das instituições fundamentalistas sobre o Holocausto de todo o mundo ocidental lhe disseram que seguir nessa linha seria "mau para os judeus" e especialmente mau para ela... Por outro lado, talvez não ocorrera nada disto...

Talvez a informação que citou era incorreta, mas nem sequer isto foi demonstrado que seja certo. Não há provas de que eu mentira, não há provas de que Amouyal mentira, e não há provas de que Krakowski dissera a verdade em sua resposta a Amouyal.
Talvez reconhecendo a fragilidade do argumento, também admite:
Não voltarei a empregar a citação a Amouyal. Estou de acordo de que a resposta de Krakowski a pôs em dúvida... Se houvesse sabido da existência da carta de resposta de Krakowski à coluna de Amouyal, não haveria chegado a usar a observação dos "mais de dez mil" de Amouyal.
A pergunta é se Zündel e outros negadores do Holocausto também admitiram seus erros, e se fazê-los levaria tanto tempo como levou Bradley Smith.

Engano e Tergiversação/Técnicas de Negação do Holocausto
Autores: Jamie McCarthy e Ken McVay

Fonte: Nizkor
http://www.nizkor.org/features/techniques-of-denial/krakowski-01-sp.html
Tradução: Roberto Lucena

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Técnicas de Negação do Holocausto - Friedrich Paul Berg e o assunto dos motores à diesel – Apêndice 3

Traduzido por Leo Gott à partir do link:
http://www.nizkor.org/features/techniques-of-denial/appendix-3-05.html


O Documento de Friedrich Paul Berg comentado Parte 5 de 6

[Berg:]
Se opera [o motor] acima do Range de Operação Normal de proporções combustível/ar, se produzem rapidamente quantidade excessivas de fumaça. É por isto que me referi ao estudo de E.W. Landen ao final do documento de Elliott e Davis e por que também incluí este diagrama. Com proporciones acima de 0,055, o gráfico de fumaça torna-se quase vertical, o que significa, de acordo com Landen, na página 346: "vida curta do motor".

[Berg ainda é incapaz de compreender que havia milhares de motores soviéticos disponíveis. As avarias não eram algo preocupante. O motor morreu? Muito bem, era só substituir por outro e continuar matando judeus.
E QUANTO curta será a vida do motor? Dez minutos? Uma semana? Um mês? Um ano? Berg não disse. Por que não?
Mas, está ele correto a respeito da quantidade de fumaça? De novo, voltamos a Holtz e Elliot, página 101:

Vamos analisar os componentes sólidos da fumaça mencionados por Berg nesta tabela. Com uma proporção combustível/ar de 0,05, o gráfico da um valor de 4 gramas de material sólido por hora. A cerca de 0,057, o gráfico sobe acima de 16 gramas – quatro vezes mais.

Isso é verdade? Vejamos os números. Em 0,05, a coluna do meio mostra um valor de 0,029. Com 0,06, a coluna do meio da 0,044. Isso é só 1,5 acima da saída produzida com 0,05, NÃO QUATRO VEZES! Inclusive em 0,07, a saída é só 2,3 vezes maior.

Portanto tem algo errado com o gráfico que Berg está utilizando. Ou foi feito errado, ou se fez com motores diferentes dos do documento Holtz-Elliot.

Scott Mullins reparou porque estava mal feito. o gráfico que Berg cita usa como unidade grama/hora (Gr/h) – ou seja, o peso da saída total. Mas Berg tem fuxicado incessantemente sobre qual é o percentual de CO no escapamento que determina a morte, desprezando o volume total (talvez, uma simplificação excessiva - tem que ter em conta fatores como a pressão). Assim deveria saber bem que é o percentual de fuligem no escapamento que provoca a vida curta do motor, não o peso bruto - especialmente tendo em conta que SUA PRÓPRIA REFERÊNCIA ASSINALA ESTE PONTO.

Definitivamente, Berg está distorcendo o que disse Landen tirando fora de contexto - outra das técnicas de negação do Holocausto. Voltemos à página 346 do documento Elliot-Davis, e vejamos o CONTEXTO COMPLETO das palavras "vida curta do motor":

As quantidades de material que se encontram em um motor estão entre 0,0001% e 0,01% do combustível queimado. A cifra de 0,0001% corresponde a um motor com uma vida normal, enquanto que el valor de 0,01% é de um motor de vida curta devido à grande quantidade de material.

Isto é, portanto o percentual de material que se encontra no motor, não é o percentual emitido, e de novo é um percentual de combustível queimado, não o volume total por hora. Portanto o gráfico de Berg é outra mentira. Observa-se que inclusive a quantidade de fuligem como percentual do combustível queimado foi CONSTANTE, quando medido em grama por hora, a duplicação do combustível/hora irá duplicar o peso de saída.


Existem outros componentes sólidos além da fuligem, mas na página 100 do documento Holtz-Elliot é mostrado que inclusive com proporções de combustível/ar maiores, a fuligem é 99.1% dos sólidos emitidos.]

Técnicas de Negação do Holocausto - Friedrich Paul Berg e o assunto dos motores à diesel – Apêndice 3

Traduzido por Leo Gott à partir do link:
O Documento de Friedrich Paul Berg comentado Parte 4 de 6

[Berg:]
Em 1984, escrevi o seguinte em meu artigo, na página 38: "Apesar de todos os esforços, só teriam conseguido uma concentração média de menos de 0,4% de monóxido de carbono e mais 4% de oxigênio".

[Scott Mullins:]

Me desculpe, mas isto é simplesmente falso. O documento Elliot-Davis que você cita demonstra CLARAMENTE que os motores a diesel podem gerar concentrações de CO de aproximadamente 1% e concentrações de O2 menores de 2% com proporções combustível/ar inferiores às estoquiométricas(?). Para ver as provas, figura 4 na página 333 do documento Elliot-Davis.

[Nota: uma proporção combustível/aire estoquiométrica é aquela que tem a quantidade justa de oxigênio necessária para queimar o combustível completamente. Esta proporção é 0,068 no documento Holtz-Elliot. Também é denominada "proporção quimicamente correta"].
[Berg:]
Em absoluto o que eu escrevi não é falso. A Figura 4 mostra alguns dados tomados mais além do range operacional normal do motor. Do limite superior do range de operação normal ao estoquiométrico, existe uma boa distância. Leia de novo Elliott e Davis. Só se pode alcançar a proporção estoquiométrica operando AO MÁXIMO a POTÊNCIA MÁXIMA. Leia as páginas 334 e 335.

[Nossa velha amiga, a Figura 6 do documento de Berg, também aparece nesta referência (Elliot-Davis, a denominam como Figura 2). Mas o documento Elliot-Davis não inclui os parâmetros que aparecem no velho documento de Holtz-Elliot.]

[Vamos dar uma olhada nestes parâmetros, especificamente aos do experimento B-70, a princípio na página 99 do documento Holtz-Elliot. A proporção combustível/ar é 0,07 (superior à quimicamente correta). A velocidade é de 1400 RPM. Qual é a potência? Está no "MÁXIMO da POTÊNCIA MÁXIMA?"

Bem, de novo isto depende do que Berg entende por potência máxima. A potência de saída é somente 40,20 cavalos (70% do máximo).

Qual a composição dos gases do escapamento? CO, 0,7% - muito ruim. CO2 13,8% (ainda pior - o CO e o CO2 tem efeitos combinados, algo que Berg não mencionou em seu documento).
Qual é a quantidade de oxigênio? Está abaixo de 0,8%. Esqueça o monóxido de carbono. Basta que o ar tenha menos de 1% de oxigênio para morrer.

O Sr. Berg tem-se oferecido como voluntario para inalar os gases de um motor a diesel para demonstrar que são inócuos. Uma pergunta é se ele continua querendo fazer se a composição dos gases contiver menos de um por cento de oxigênio e se encontrasse apertado em uma câmara muito pequena para gastar o oxigênio existente rapidamente. (Esta era a situação em Treblinka, onde as pessoas ficavam “acomodadas” como sardinhas na lata).

Apesar de Berg afirmar que é muito difícil obter essas proporções de combustível/ar, Holtz e Elliot parecem não ter nenhuma dificuldade em obter. Berg não pode “rodear” este fato. ]

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