sábado, 30 de maio de 2026
“Ilusão achar que China vai tomar atitude contra EUA para defender países”, ressalta Chico Teixeira. O Brasil entre os blocos em conflito global
O título ficou como "Ilusão achar que China vai tomar atitude contra EUA para defender países" mas pode acrescentar a Rússia junto da China... porque pra algumas patotas dentro do Brasil existe um delírio muito grande de que primeiro a Rússia tem o "porte" de uma China (não tem, a China é muito maior, mas muito mesmo), em segundo de que a Rússia fará uma proteção "anti-imperialista" contra os EUA quando o atual presidente russo, Putin, vem tomando vários rabos de arraia de Donald Trump, a quem o mesmo achava que iria tirar proveito dele na presidência dos Estados Unidos. A Rússia tomou mais reveses militares e políticos dos Estados Unidos com Trump do que com os Democratas com Biden, pro pessoal iludido em algumas "bolhas" (que sei que leem esse espaço mesmo sem citar nome do blog, de onde tiram certas coisas que repetem etc, o que também mostra o nível de "postura pessoal" de cada um, eu não faria o que essa gente faz, não faria e não faço, quando copio algo de terceiros eu cito a fonte, e se fosse conhecido faria a mesma coisa, é um princípio e não "atitude seletiva" como fazem alguns). Mas voltando ao tema abaixo... lembrando que estamos excluídos pelo Google das buscas, o grosso do acesso ao blog vem de espaços sem ser o Google...
A fala do Chico Teixeira é sobre o fim das "ilusões" da turma que prega um "mundo multipolar" mágico (inexistente), porque na verdade, e aparentemente, a China "dividiu" o mundo em duas zonas (no último encontro entre os presidentes da China e dos EUA em Pequim/Beijing), uma zona chinesa e uma dos EUA, algo que pode (e deve) ser discutido mas não ignorado como uma parte faz (que mesmo com o "shadowban" do Google sobre a gente, ficamos invisíveis, acessam o blog pra ler, se fosse irrelevante o espaço não se dariam o trabalho de descer do alto pedestal em que vivem pra ler os "mortais"...). Ainda mais quando eu só estou retransmitindo uma fala do Chico Teixeira (bem conhecido no país), porque beira o absurdo a postura de "ignorar", "omitir" a fala do professor, principalmente no tocante ao Brasil, à soberania brasileira e cia.
O Chico Teixeira também faz outro alerta (eu penso na mesma linha, já manifestei isso várias vezes mas é bom que alguém como o Chico Teixeira diga, porque o peso será outro...) sobre a dita esquerda brasileira, pra que pensem mais no próprio país, que fortaleçam o Brasil, desenvolvam o país (ele não usou o termo, mas o sentido dá no mesmo), essa parte não lembro se ele citou mas estou colocando (colocarei o vídeo dele abaixo pra assistirem), pra esquerda brasileira desenvolver o Brasil e não ficar de reboque com consolo com "revolução" em país A, B ou C. Beira o ridículo o nível de indigência, de projeto de país dessa turma que fica com raiva quando a gente simplesmente critica ou denuncia um ato de traição na Venezuela porque acham que a "revolução mundial" (que só existe na cabeça esclerosada dessa turma, porque devem pensar nesses termos, esse pessoal nunca explica o que pensa sobre socialismo globalmente, citar caricatura soviética comigo e com a maioria não funciona, e tenho plena noção do que era a URSS, China e cia e o mundo atual) cairá se a gente ironizar ou criticar traição ou debacle em outro país como ocorreu na Venezuela. Essa turma age como se não tivessem país pra defender ou ter um projeto político de desenvolvimento, de emancipação do povo dentro do Brasil sem ser uma caricatura copiada de país A, B ou C.
Esse pessoal tem profundo problema em discutir o Brasil porque menosprezam, ignoram a própria história do país, que não começa em 1808 com a vinda da família real fujona portuguesa pro Brasil, como "poodle" da Inglaterra (que era o que o Estado português era à época). O Brasil já estava formado quando os fujões coroados de Portugal fogem pro Brasil e mudam o eixo político/econômico do país pro atual eixo (Rio-SP). Sempre destaco essa parte porque a parte delirante do país acredita realmente que o Brasil começa no século XIX e não em 1500 (ou antes)...
Sem entender a história do país, dos ciclos econômicos, da formação do país, da formação de uma "identidade" ou várias não iremos a lugar algum, viraremos saco de pancada de outros países, dominando facilmente um povo perdido, amorfo (sem sentido, sem norte/horizonte político e cia).
Em boa parte o governo brasileiro atual (governo Lula 3) já entendeu os movimentos que eu critiquei, erroneamente, na reunião dos BRICS onde o Brasil divergiu da entrada de novos membros no bloco colocados por Rússia e China (ideia encabeçada pela Rússia, endossada pela China, a meu ver errada, o BRICS não implodiu mas está travado, com membros em guerra, Irã, Emirados Árabes...) e foi duramente criticado pelas "patotas ilustradas" das bolhas, de alguns canais, que deveriam entender que uma coisa é simpatizar com país A, B ou C, e outra é achar que o Brasil deva ser subalterno, submisso a país A, B ou C, ou aos EUA, à Rússia, China etc. E isso que já disse 'n' vezes que tenho toda a simpatia do mundo com a China, mas o Brasil deve ser soberano, não subalterno, tampouco subalterno à Rússia, e tampouco também aos Estados Unidos. O problema é que o "Diretório Estudantil" (fortemente influenciado por webcomunistas) consideram o governo Lula inimigo, "traidor", e nunca avaliam a questão militar no Brasil e o emparedamento que os militares exercem sobre o governo do país e parte da população, subestimar isso é erro grosseiro e "esquerdismo infantil" de gente que não saiu do berçário ou do DCE, mas que acha que pode falar "grosso" com X ou Y e não pode...
Vamos ao vídeo do Chico Teixeira, o corte:
“Ilusão achar que China vai tomar atitude contra EUA para defender países”, ressalta Chico Teixeira
domingo, 24 de maio de 2026
Post sobre conflito no Oriente Médio e a crise humanitária em Gaza (Palestina), discussões na caixa de comentários (Parte 25)
ATUALIZAÇÕES DO POST NA CAIXA DE COMENTÁRIOS.
A caixa de comentários servirá justamente pra atualização sobre o conflito e desdobramentos (links de notícias, vídeos etc), desdobramento dessa disucssão aqui ("Para entender o conflito Israel-Palestina, livros [Bibliografia Oriente Médio] - Atualização 2023"), e denunciar o papel podre da "grande mídia" do Brasil (Rede Globo, SBT, Record e cia) justificando os crimes contra Gaza (mais de 1600 crianças mortas no dia de hoje em Gaza) sem mencionar nunca o apartheid do projeto colonial israelense, punição coletiva (continuada) sobre a população palestina que está com corte de energia desde o começo da crise, água e comida (entraram poucos caminhões com suprimentos no dia de hoje pela fronteira com o Egito). Isso é um contraponto à mídia podre, venal e vendida do Brasil. Papel que essa mídia já faz com o próprio país desde antes da ditadura militar (1964-1985) atrelada a interesses externos contra o bem-estar da própria população do país.
Tentarei colocar os links relevantes abaixo que foram colocados na "caixa de comentários" da "parte 01" (https://holocausto-doc.blogspot.com/2023/10/post-sobre-conflito-no-oriente-medio-e-a-crise-humanitaria-em-gaza-palestina-discussoes-na-caixa-de-comentarios.html).
Como fica longa a página pra ler os comentários (já vai em mais de 170, mais os comentários de outro post quando estoura a crise), segue uma nova parte nesse post.
Pra quem acompanhou a discussão do Post 09, segue abaixo o vídeo colocado em destaque lá com um quadro/resumo sobre a situação atual do mundo, "onde estamos" e o que estamos "passando", a fase de transição de queda do Império norte-americano, ascensão chinesa e onde começou essa "transição":
sexta-feira, 22 de maio de 2026
Coleção Ballantine Books "Segunda Guerra Mundial" e Editora Renes. Para os que querem completar a "coleção"
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| Capa de exemplar da coleção Ballantine |
Essa coleção foi a porta de entrada pra leitura/conhecimento de Segunda Guerra Mundial pra muita gente no Brasil, há décadas. Em um país que cada vez dá menos valor à questão da leitura. Uma parte quer que o Brasil seja "potência" de algo sem ler, só com vídeos de Youtube... assim não dá... só pra esclarecer, nada contra que existam canais temáticos no Youtube, mas isso não substitui a leitura dos temas, por artigos, textos, livros etc (de forma ampla e geral, não me refiro só à história e cia, como matemática, física, biologia e afins).
Um dos livros mais procurados da edição brasileira era o do "SS Insígnia" (acho que traduziram com esse nome) que em inglês há dois, "SS Regalia" e o "Nazi Regalia".
Já tive os dois em PDF, sei lá onde estão.
Pros que não se incomodam em ter ou completar a coleção, há exemplares em bom estado em língua inglesa à venda... e havia uma editora em espanhol (da Espanha), chamada Editora San Martín, que publicou essa coleção em espanhol.
Há muitos anos atrás ainda era viável importar ou procurar isso pela Argentina e talvez Uruguai (nos países de língua espanhola vizinhos), ou México (vai saber, só sabia que havia publicação disso forte na Argentina), mas creio que se tornou inviável a importação da Argentina pro Brasil. Estou chutando porque nunca mais procurei informação sobre a questão, olhei isso há muito tempo atrás (pra mais de dez anos ou bem mais...).
Fui olhar em sites de fora, em um site da Espanha (acho que é da Espanha porque está em euros), 22 livros dessa coleção está saindo pela "bagatela" de 200 euros... ou "200 facadas"... está caro (estou achando caro), a versão em espanhol. A quem quiser ver, segue o link: (https://pt.todocoleccion.net/livros-segunda-mao-segunda-guerra-mundial/lote-22-libros-editorial-san-martin~x51460565).
Situação no Brasil (propaganda gratuita pros sites e cia...), na plataforma ML, preços salgados, a edição nacional da Renes (a maioria), que ainda tem um porém: a qualidade do papel não é das "melhores"... segue o link: (https://lista.mercadolivre.com.br/colecao-segunda-guerra-mundial-editora-rennes).
Em uma famosa plataforma de sebos/livros, tem 65 volumes pela "bagatela" de R$1200,00 (mil e duzentos reais...), com os problemas que já listei acima (a qualidade do papel etc, mas pra quem coleciona...), link: (https://www.estantevirtual.com.br/livro/historia-ilustrada-da-2-guerra-mundial-65-volumes-EI7-9364-000).
A lista completa dos livros/coleção em inglês, site da Marinha do Canadá, pra quem quiser listar por número toda série: (https://navalmarinearchive.com/bibliography/ballantine_wwii_series.html)
Pelas capas em inglês, só pra situar o pessoal (os que não conhecem e conhecem a coleção): (https://www.thriftbooks.com/series/ballantines-illustrated-history-of-world-war-ii-weapons/57532).
E um post ilustrado (com as capas) e os títulos da coleção do blog do "Inch High Guy": (https://inchhighguy.wordpress.com/2024/01/29/ballantines-illustrated-history-of-the-violent-century-book-list).
Alguém pode perguntar se existem exemplares digitalizados dessa coleção... e existem... tanto em inglês como em espanhol. Só que, como tudo que é bom não "dura tanto tempo"... com aquela ofensiva do governo Barack Obama sobre os sites de compartilhamento e redes de torrent e similares, muito material que você encontrava disperso pela rede "sumiu" de cena... ou se tornou mais difícil de achar.
Havia sites pra baixar ebooks (PDF, epub etc) de artigos científicos, livros etc, o governo norte-americano e a União Europeia foram pra cima e tiraram muita coisa do ar, muita coisa hospedada na Rússia ou na Sérvia (algo atrelado à Rússia), o governo russo cedeu à pressão da União Europeia e EUA sobre essa questão dos "direitos autorais" (copyright) alegada por grandes grupos editoriais europeus e cia.
Você ainda acha uma coisa aqui e ali, mas vai ter que vasculhar muito a rede, e eu não posso citar sites que substituem certos sites de compartilhamento (a turma que tirou os anteriores do ar vêm pra cima, sinto muito mas não tem como facilitar pra esse pessoal, quem quiser, procure, quem procura "quase sempre acha"...). Lamento, mas é o que dá pra comentar. Já estamos sofrendo "shadowban" real por conta do "Post" sobre o "PL da mordaça de Israel" de certa deputada no Brasil, colocar certos links é um convite pra "censura" do Google, o "libertador do mundo" (conteúdo irônico).
A quem quiser checar conteúdos, posts antigos do blog, acessem sites como o Yandex (russo), Duckduckgo (opção, acho que é dos EUA) e outros sites de busca menos "badalados" que não exercem esse tipo de censura pesada do Google. A meu ver quando uma rede começa com essa postura ditatorial começa a assinar o "começo do fim" da mesma, apesar do gigantismo que o Google adquiriu. Isso ocorre por pressão do governo dos EUA e do governo israelense (a questão do PL e similares, pro Google "descer o porrete" da censura).
P.S. Pequeno adendo, fui checar o site chinês "Baidu", de busca... o blog sequer aparece listado em qualquer busca, até pela "url" do blog... e o "Baidu" (China) mostra resultados com conteúdo pró-Israel e cia... conseguiram superar o Google em censura nessa. Decepcionante. Fora outros problemas desse site de buscas chinês.
quarta-feira, 20 de maio de 2026
A elite brasileira lança várias candidaturas para garantir o segundo turno e/ou sabotar o primeiro turno
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| Mapa eleitoral de 2022, Brasil |
Sem conseguir resultado positivo nessas outras eleições, mesmo que o Lula se reeleja, o mandato dele estará comprometido se o saldo geral for ruim.
Então pra "esquerda de pesquisa" que se conforma com o resultado de pesquisa a cada pedaço de semana, saiam dessa ilusão e façam campanha corpo a corpo por votos, por convencer o povo, as pessoas do porquê de votar no Lula e nos demais candidatos a senador, deputado, governador em cada estado da Federação. Em pleno 2026 e ainda não aprenderam como "funciona" o jogo nesse sistema político?... depois chamam a direita dura/extrema-direita de xucra, mas esses entendem melhor que vocês o funcionamento do sistema eleitoral nessa democracia liberal tortuosa do Brasil.
Mas o título de post não é sobre isso (até é), mas eu queria comentar a questão óbvia, ridícula, porque a gente "acompanha" a programação dessas "mídias" do Youtube e o conteúdo em várias é "sofrível" (pra instruir, politizar a população), e podem ralhar à vontade, ninguém está aqui pra agradar patotas, se assim fosse não rolaria tanta ironia com os "copy and paste" indevidos (sem citação de fonte, do site) e outras questões.
Esse povo passa batido do "x" da questão do porquê da elite lançar vários candidatos, até candidaturas esdrúxulas, e a razão é matemática (tem uma turma que nos lê que tem pavor da palavra, pelo visto...): quanto mais candidaturas, mas se pulveriza o voto do primeiro colocado e arrasta a eleição a segundo turno. Quando até essas candidaturas artificiais menores podem propor desistência pra fechar eleição em primeiro turno se sentirem que o candidato da elite (algum entre eles) despontou e pode fechar a "fatura" em primeiro turno.
Então parem de subestimar a coisa e levem a sério o pleito eleitoral e as campanhas. O mais absurdo não é o fato dessas mídias tratarem com futilidade a questão, é a cúpula do PT não orientar essas "mídias", satélites sobre o problema, pra pararem com o oba-oba e estimularem que o povo faça campanha corpo a corpo por voto, pra discutir com o povo o que está em jogo, discutir projeto de país e cia.
Esqueçam esse negócio de "vitória em primeiro turno"... lidem com a questão dos dois turnos e da "pauleira" que será o segundo turno. Se vencer em primeiro turno? Beleza, mas as pessoas não devem lidar, operar nesses termos e sim com eleição em dois turnos e cuidar da eleição pra senado, deputados, governadores também, a sério. Façam uma lista por estado e se der repassem praqui ou pela web.
A elite (classe dominante) brasileira não dá ponto sem nó, ela controla o Estado brasileiro, só perdeu alguns "poderes" dentro do Estado e os quer de volta, alinhada com os Estados Unidos da América, que quer manter o Brasil em situação subalterna eterna, pro país nunca despontar como concorrente dos EUA e cia.
O "escândalo" com o filho de Bolsonaro (o Flávio) não vai mudar a natureza do voto do bloco que está com aversão ao Lula, a menos que um fator outro (pralém dessa questão do "Banco Master") surja e provoque desencanto completo com o discurso lesa-pátria entreguista da extrema-direita cópia do Tea Party dos EUA e adepto do olavismo esotérico, com discurso anti-comunista raivoso (essa turma descreta que tudo que não gostam politicamente é "comunista", mesmo que não seja comunista... é como atuam e não devem ser encarados só a base de deboche).
A elite brasileira (classe dominante) tem amplos recursos financeiros pra bancar candidaturas fantoches/artificiais e coisas do tipo. Parem de subestimar a classe dominante do país, vocês não são mais "espertos" que ela ao agir sempre subestimando essa gente.
Por sinal, esse site "made in USA" é muito "estranho" (pra usar palavra suave) que soltou o escândalo do tal "Flávio Bolsonaro"... podem estar queimando a figura do Flávio porque é o candidato mais fraco do bloco, pra emergir algum mais estruturado como o Caiado e cia. E esse bloco anti-Lula, anti-PT, anti-democracia etc (como queira chamar) vai aderir ao discurso mais adiante, a menos que outro fator maior surja e provoque uma ruptura definitiva na coisa.
"Mas sou de direita, centro-direita e não quero votar na extrema-direita mas não simpatizo com o Lula"...
Sinto informar vocês, mas você (senhora/senhor) que pensa assim terá sim que dar voto útil ao Lula porque a candidatura dele não representa propriamente uma "candidatura de esquerda" e sim uma "Frente Ampla" democrática eclética, com gente de centro-direita nela e afins. O Alckmin, vice do Lula (será vice da reeleição) não é uma figura de esquerda, a Simone Tebet (que deve sair ao senado em São Paulo) não é uma figura de esquerda, e?... Vocês deveriam votar nessas figuras pra desmontar a extrema-direita no país e reestruturarem o campo político de vocês para uma disputa futura, sem isso ficarão a reboque dessa configuração de "Frente Ampla" por muito mais tempo, ou isso ou o retorno da destruição completa do país com essas gangues que se rotulam de "extrema-direita", porque nem comparação dá pra fazer de fato com a extrema-direita europeia e cia... assunto pra outra ocasião ou caso alguém queira discutir algo no post (fiquem à vontade).
Ter que falar o "beabá" político porque tem canais/mídia falando coisas superficiais todo dia é ridículo, horrível, depois acham ruim quando a gente ironiza, tira sarro etc. Vão se acostumando... vocês não controlarão o "espaço virtual" da web como acham que deve ou quer.
quarta-feira, 13 de maio de 2026
Colonizando e conquistando terras com os kibutzim, o "sonho socialista" (propaganda) de Israel pro mundo sem máscara. "Líder de kibutz confirma papel do movimento no estabelecimento e manutenção do apartheid israelense"
Por Jonathan Ofir, 01 de Março de 2024
Por muitos anos, a sociedade kibutziana em Israel representou o "Israel liberal" que as pessoas usavam para destacar o "belo Israel", e muitos contavam sobre suas experiências como voluntários em um ou outro kibutz – incluindo Bernie Sanders. Claro, os kibutzim eram muito mais do que isso – eles foram ferramentas centrais na limpeza étnica da Palestina desde o início. Centenas desses kibutzim, incluindo o Kibutz Givat Haim Ichud, onde nasci e cresci, foram estabelecidos sobre as ruínas de aldeias palestinas etnicamente limpas para impedir o retorno dos refugiados palestinos e criar novos "fatos consumados".
Durante muitos anos, essa imagem liberal e de esquerda serviu para mascarar a destruição sistêmica da qual os kibutzim faziam parte. Mas agora, as máscaras estão caindo. Em uma longa entrevista ao Haaretz, o secretário-geral do movimento kibutziano, Nir Meir, que o lidera há nove anos, afirma que é hora de abandonar essa pretensão de esquerda. "A direita está certa":
"Os colonos não estão errados. A direita está certa: essa é a maneira de se apoderar e manter terras, e a alegação deles de que, onde quer que nós israelenses deixemos, os árabes ocuparão nosso lugar, está correta. A direita também está correta em seu caminho: é por meio de assentamentos, e somente por meio deles, que a soberania pode ser imposta. O debate é se a soberania deve ser imposta. Os assentamentos alegam ser os sucessores do Kibutz Hanita [na fronteira com o Líbano], porque, assim como nos tempos da Torre e da Paliçada [um método de estabelecer novos assentamentos durante o período do Mandato Britânico], é preciso conquistar colina após colina sem levar em consideração a lei e criar fatos consumados no terreno. Eles [os colonos] aprenderam conosco como se estabelecer e se apoderar de terras. A discussão com eles não é sobre o caminho ou o método, mas sobre a intenção e o objetivo."
Isso é, na verdade, muito honesto. As diferenças entre os colonos da Cisjordânia e os kibutzim são meramente superficiais/cosméticas.
Meir relata como cooperou com a extrema-direita e com a Ministra das Missões Nacionais, Orit Strock, ligada ao sionismo religioso:
"Cooperei com Orit e também com a direita na promoção do assentamento judaico no coração da Galileia [referindo-se a uma lei que permite que comunidades de milhares de famílias operem comissões de admissão para filtrar potenciais novos residentes]. Isso contrariava a abordagem politicamente correta que levou a uma situação em que, no coração da Galileia, em vez de 50% judeus e 50% árabes, haveria 85% árabes e apenas 15% judeus. Sou muito incisivo [na abordagem], promovo valores nos quais acredito, com todos que estejam dispostos a cooperar. O politicamente correto é pós-sionista, e eu sou sionista."
Assim, Meir fala abertamente sobre como a lei das “comissões de admissão”, que foi ampliada no ano passado, visa facilitar a demografia do apartheid. Ele está em sintonia com a extrema-direita nesse ponto. Ele também é o "bom amigo" dos líderes do movimento de colonos da Cisjordânia:
"Pinchas Wallerstein [ex-chefe do Conselho de Assentamentos de Yesha na Cisjordânia] é um bom amigo meu e desempenhou um papel importante na reabilitação das comunidades em frente a Gaza após a Operação Margem Protetora [2014]. Ele não é sectário e eu o estimo muito."
Meir não se considera um esquerdista. "Eu me considero uma pessoa que entende o contexto em que vive."
Paz com os palestinos?
"Não haverá paz com os palestinos. Minha opinião mudou muito antes de 7 de outubro. Não foi a retirada [de Gaza em 2005] que fracassou, foi Oslo. Eu não conto histórias para mim mesmo."
Meir opina que os kibutzim têm se inclinado mais claramente para a direita. E eu concordo com ele. A entrevistadora Meirav Moran pergunta: "Os kibutzim em frente a Gaza sempre foram considerados de esquerda no mapa político israelense. Vocês compartilham dessa visão?"
Meir responde:
"A atitude em relação ao conflito e à sua solução certamente mudará em todos os níveis. Muitos dos kibutzniks que vivenciaram o 7 de outubro não suportam ouvir árabe e querem ver Gaza apagada do mapa. Eles são as novas 'vítimas da paz'. Pouquíssimos dos kibutzniks cujas casas marcam a fronteira acreditam hoje que as pessoas que vivem do outro lado sejam boas pessoas. Eles não conseguem superar racionalmente a experiência emocional. O trauma é mais forte do que a sua visão de mundo."
De fato, ouvi falar de alguns desses kibutzniks e de sua clara defesa do genocídio. Meir diz que são muitos. E esses kibutzniks estão ligados à sociedade kibutziana em geral. Eles estão passando de esquerdistas a genocidas.
Mas Meir acha que não há problema em se mover para a direita, e na verdade está feliz em liderar esse movimento: "Fico feliz em entrar para a história como a pessoa que rompeu a aliança histórica entre o movimento kibutz e os partidos clássicos de esquerda."
Meir é claro sobre o papel histórico do kibutz, afirmando que a "primeira missão" dos kibutzim era "conquistar a terra... Não é por acaso que em todos os lugares onde havia o desejo de tomar posse de uma parte da Terra de Israel, kibutzim foram estabelecidos".
E ele deixa claro seu desejo de dar continuidade a esse tipo de missão, chegando a considerar os kibutzim atuais como "postos avançados civis". "Ainda hoje, o kibutz é a maneira mais eficaz de manter uma centena de postos avançados civis ao longo da cerca da fronteira", disse ele ao Haaretz.
Isso pode ser chocante para aqueles que acreditavam que os kibutzim em Israel eram uma manifestação de igualdade e harmonia socialista e de esquerda, mas nunca foi esse o caso. Israel está cometendo genocídio em Gaza, e o movimento kibutziano está mais uma vez se mobilizando para desempenhar um papel central na Nakba, desta vez a Nakba de 2023-2024. Não se trata de uma mudança repentina de caráter – o aspecto genocida sempre esteve presente, mas se escondia sob uma máscara. Já passou da hora de o resto do mundo também abandonar sua esperança romântica e ilusória de que um dia um "outro Israel" ressurgirá das cinzas. Não existe outro Israel.
Obrigado a Ofer Neiman
Publicidade: "A liberdade de expressão está sob ataque — especialmente quando se trata da Palestina.
Da censura às "Vozes estudantis aos assassinatos de jornalistas em Gaza", o custo de dizer a verdade sobre a Palestina nunca foi tão alto. No Mondoweiss, publicamos reportagens corajosas e análises críticas que outros não ousam abordar — porque acreditamos que o público precisa saber a verdade sobre a Palestina.
Somos financiados por leitores que acreditam em justiça, transparência e liberdade de imprensa.
Se você acredita que o jornalismo deve desafiar o poder — e não servi-lo — faça uma doação hoje mesmo."
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Fonte: Site Mondoweiss
Título original: "Kibbutz leader confirms movement’s role in establishing and maintaining Israeli apartheid"
https://mondoweiss.net/2024/03/kibbutz-leader-confirms-movements-role-in-establishing-and-maintaining-israeli-apartheid
Tradução/Revisão: Roberto Lucena
P.S. só espero que a "turminha ilustrada" que lê o blog na surdina não se aproprie do texto sem citar a fonte (e tradução, se usarem, porque leram aqui, desde 2023 nenhuma mídia do Youtube no Brasil e afins usaram esses textos), como costumam "pinçar" temas, informações das discussões dos Posts de Gaza sem citar o blog, omitindo, "fingindo" que não existe pros seus respectivos público, atitude, no mínimo, desonesta (pra pegar leve). Se quem acompanha o blog ver links por aí, já sabem de onde tiraram. Poderiam ter reproduzido desde 2023 mas não tomaram iniciativa (como em outros pontos) ao mesmo tempo que mantém a postura de "gelo" pro lado de cá, comportamento bizarro já que as pessoas leem, acompanham e ao mesmo tempo têm postura hostil pro lado de cá, nem os "revis" (negadores do Holocausto) tinham/têm essa postura. Depois reclamam que não existe movimento organizado relevante sobre a Palestina no Brasil, desse jeito não vai ter nunca mesmo, fora movimento pra outros temas. Se citam outros sites e cia, qual a razão de omitirem esse? Preconceito ou outro motivo mais "sem vergonha", fútil? Postura estranha, já que no meio acadêmico não existe essa restrição (nunca houve). E ninguém "doura" a pílula por aqui, a conversa é reta sobre a questão (das razões de não existir movimento coeso organizado sobre a questão Palestina e cia no país, deve-se a essas ações dispersas de uma parte, principalmente as partes ligadas a meios políticos/partidos).
terça-feira, 12 de maio de 2026
"Sou de "direita", "centro-direita", "centro", posso apoiar a questão palestina?"...
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| Bandeira palestina |
Tem muita gente no país com certo viés político mais inclinado à direita que teme endossar a causa/questão dos palestinos porque "entende" a coisa, de forma equivocada (por muita gente), como se fosse uma "questão de esquerda" e está longe disso, apesar da proeminência da esquerda, de gente de esquerda endossando, levantando bandeira e apoiando a questão.
Luta de libertação nacional de um povo, grupos não se enquadra propriamente na questão esquerda x direita, embora possa ter conotação do tipo como na liberação do Vietnã pelas forças vietnamitas (do Norte) que eram majoritariamente grupos socialistas, ou da revolução cubana (que era uma revolução nacional antes de dar a guinada política, o viés definitivo, Fidel visita os EUA atrás de um acordo antes da revolução guinar totalmente para um lado, fato negligenciado e muitas vezes omitidos por alguns grupos de esquerda aqui no Brasil, se é que é "omitido", uma parte nem sabe da coisa, mas deixa pra lá...).
Não há um grupo de esquerda, socialista e cia liderando a libertação do povo palestino na Palestina ocupada, talvez o Fatah (grupo que domina a Cisjordânia) se encaixe mais na definição, mas não há uma agenda "socialista" nos moldes do que propagam esses grupos "neo-marxistas" de Youtube falando de "revolução de pastel de vento" pruma massa de gente facilmente manipulável.
A pessoa endossa, apoia a questão por uma questão de justiça, sobretudo, de reparação histórica pela forma como o "projeto colonial" do movimento sionista criou Israel como Estado excludente, de ocupação, com regime de apartheid.
Quem for contra regime de exclusão (apartheid), supremacismo, colonialismo, imperialismo, sendo de direita ou não, pode e deveria apoiar a questão palestina. Não vem ao caso seu viés político sobre economia e cia.
Se "Olavinho" (Olavo de Carvalho, o astrólogo) e outras cavalgaduras aqui no Brasil (e fora) andaram pregando que "gente de direita" "não pode apoiar", endossar isso, mentiram pra você.
Sequer o assunto capitalismo x socialismo está sendo discutido/travado na questão palestina. E provavelmente na liberação do povo palestino não irá emergir um "regime socialista" dos moldes do século XX, XXI ou como queira rotular a coisa, nem em questão isso está e sim o fim do regime de apartheid (sionista) de Israel e o endosso que os Estados Unidos (principalmente), Europa Ocidental dão a isso.
A você que lê isso aqui e se identifica politicamente como de "centro", "moderado", centro-direita, direita etc, pode apoiar a questão palestina à vontade, não precisa concordar com o "pacote" de alguns grupos de esquerda ou mesmo com "tudo" o que a gente discute aqui (ninguém quer que ninguém concorde com nada ou tudo, quem concorda o faz por consenso, convergência).
"Mas pode existir convergência, concordância entre gente de esquerda e direita?"... sinto informar que sim...
É que com a "polarização" aloprada que emergiu no país por parte do "bolsonarismo/olavismo", com antecedentes tucanos (eleição de 2010 do Sr. José Serra, já foi violenta aquela campanha, é que a "memória" do "brasileirinho" é "meio" fraca... esquece fácil das coisas...), emergiu a ideia ridícula de que não se pode ter convergência, consenso no país, o que é falso, tanto que a questão pela escala 6x1 é praticamente consenso no país (tem gente que se identifica com a "direita", centro e cia que apoia o fim da escala 6x1).
Libertem-se desse "olavismo" aloprado desses bandos de extrema-direita, neoliberais (da TV e bancos) que sequestraram o debate público do país, junto com certas patotinhas "ilustradas" que só discutem entre si ignorando que existe uma "megafauna" no entorno deles na rede, pelo país... nem antes dessa turma emergir no Youtube isso já existia e ocupa espaços (é até tolice desse pessoal brigar com esses grupos, pessoas... quem brigou sempre afundou a médio/prazo).



