quarta-feira, 28 de julho de 2010

Vídeo recria destruição de Varsóvia durante 2ª Guerra Mundial

Simulação quer educar a nova geração sobre destruição que aconteceu na Polônia

Uma simulação de cinco minutos ajuda a educar a nova geração sobre a destruição da cidade de Varsóvia, na Polônia, ocorrida durante de Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

O vídeo foi produzido por 40 especialistas, que demoraram dois anos para finalizá-lo. Ele documenta, utilizando recursos do cinema em três dimensões (3D), os chocantes escombros a que Varsóvia foi reduzida pela Alemanha Nazista, durante a tentativa de extermínio de judeus.

Os produtores usaram imagens históricas para criar uma simulação de um voo sobre a cidade no início de 1945, que mostra colapso de pontes, casas queimadas sem telhado, e o Gueto de Varsóvia, que concentrou maior comunidade judaica na época do Holocausto.

Jan Oldakowski, o diretor do Museu do Levante de Varsóvia (Warsaw Uprising Museum), diz que o vídeo, legendado em polonês, é destinado principalmente para os jovens que não percebem o grau de destruição da maior cidade da Polônia entre 1939 e 1945.

Vídeo: Miasto ruin. Przelot nad zburzoną Warszawą w kwietniu 1945.
http://www.youtube.com/watch?v=HHYo8HBTHVA


Fonte: R7
http://noticias.r7.com/internacional/noticias/filme-recria-destruicao-de-varsovia-durante-2-guerra-mundial-20100728.html

domingo, 25 de julho de 2010

Germar Rudolf - "revisionistas" - biografia - 04

Germar Rudolf

Germar Rudolf (nasceu em 29 de outubro de 1964 em Limburg an der Lahn), é um químico alemão e negador do Holocausto. Ele usou o sobrenome de sua primeira esposa, Scheerer, até os dois se divorciarem.

Provisoriamente ele foi membro do Die Republikaner, um partido de extrema-direita alemão.

Depois de terminar sua educação secundária em 1983 em Remscheid, Rudolf estudou Química em Bonn, completando seus estudos em 1989. Como estudante, ele participou da A.V. Tuisconia Königsberg zu Bonn e da K.D.St.V. Nordgau Prag zu Stuttgart. Ambas são fraternidades católicas alemãs pertencentes ao Cartellverband der katholischen deutschen Studentenverbindungen. Ele foi expulso em 1995 por justa causa por ter violado os princípios de fraternidade com suas publicações.

Terminando os estudos de pós-graduação PhD depois do serviço militar, ele ficou temporariamente empregado no Instituto Max Planck para Pesquisa do Estado Sólido em Stuttgart, no começo de outubro de 1990. Durante este tempo ele escreveu um ensaio, com o título de "Relatório sobre a formação e verificabilidade de compostos cianeto nas câmaras de gás de Auschwitz" com a procuração do procurador de Düsseldorf Hajo Herrmann, um ex-piloto da Luftwaffe qualificado na categoria de Oberst(Coronel).

Herrmann usou o ensaio de Rudolf na defesa do general da Wehrmacht e proeminente ativista nazista Otto Ernst Remer, acusado de incitação contra pessoas, por ofensa criminosa da lei alemã. Em seu ensaio, o disputado "Relatório Rudolf", Rudolf afirma ter coletado amostras das construções das câmaras de gás no campo de extermínio de Auschwitz, achando apenas pequenos traços de compostos cianeto no que restou dos muros. O relatório foi contestado desde então por Richard Green e Jamie McCarthy do The Holocaust History Project.

Em 1993, Rudolf foi expulso do Instituto Max Planck por uso não autorizado do nome do instituto para conseguir amostras analisadas que foram tiradas de locais das câmaras de gás em Auschwitz e Birkenau. He apelou sem sucesso da decisão. Desde então, ele tem dado consultoria em processos sobre negação do Holocausto e ofensas relacionadas, recebendo suporte financeiro de patrocinadores e pelo trabalho como editor.

Consequências legais: Fuga, deportação e aprisionamento

Em 1994, Rudolf foi condenado a 14 meses de prisão pela corte do distrito de Tübingen por causa do "Relatório Rudolf". (Negação do Holocausto é crime na Alemanha). Rudolf evitou de ser preso ao fugir para Espanha, Inglaterra e finalmente para Chicago, EUA. Lá, ele soliciou asilo político, mas seu pedido foi negado.

Enquanto isso, a investigação criminal continuou na Alemanha. Em agosto de 2004, a corte do distrito de Mannheim sequestrou uma conta bancária apanhando cerca de €200,000(euros). Rudolf e seus associados tinham ganho esse dinheiro pela venda de publicações de negação do Holocausto.

Em 11 de setembro de 2004, Rudolf casou-se com uma cidadã norte-americana. Porém, seu pedido de asilo foi rejeitado em Novembro daquele ano com base de que o pedido foi "frívolo." Em 19 de outubro de 2005, Rudolf foi preso e deportado para Alemanha em 15 de novembro. Na chegada, ele foi preso pelas autoridades policiais e transferido para prisão em Baden-Württemberg.

Publicações

Depois de Rudolf deixar o Instituto Max Planck, ele começou a publicar vários livros negando o Holocausto. Rudolf encontrou a Castle Hill Publishers em Hastings, Inglaterra. Além disso, ele é muito próximo e associado à organização "revisionista" belga Vrij Historisch Onderzoek (VHO).

Dissecting the Holocaust(Dissecando o Holocausto)

"Dissecting the Holocaust"(Dissecando o Holocausto) foi editado e teve co-autoria de Rudolf sob o nome de Ernst Gauss. A publicação em língua alemã com o título de Grundlagen zur Zeitgeschichte resultou em mais indiciamentos sendo feitos contra Rudolf. Entre os contribuidores do trabalho estão outros "experientes" "revisionistas" como o Professor Robert Faurisson, Jürgen Graf, Carlo Mattogno, Udo Walendy e Friedrich Paul Berg. Incluso como um apêndice consta uma longa resenha do trabalho escrito por um historiador profissional e destacado especialista em história militar e diplomática soviética-alemã, Joachim Hoffmann.

Fonte: antisemitism.org.il
Tradução: Roberto Lucena

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sábado, 24 de julho de 2010

Der Untergang Orkut - A Queda

Uma má notícia para os "revisionistas"(neonazis)/negadores do Holocausto, vulgo viúvas de Hitler.

Duas notícias chamaram atenção nas últimas semanas, sendo que as mesmas foram pouco comentadas e difundidas na rede social mais popular no Brasil, o Orkut do Google.

A primeira notícia trata do provável e futuro lançamento de uma nova rede social do Google, apelidada provisoriamente pela imprensa de "Google Me", feita para competir com o Facebook no mês em que o Facebook alcançou a marca de 500 milhões(meio bilhão) de usuários no mundo e passará em breve o Orkut na Índia. Somente em dois países o Orkut têm liderança, o Brasil e a Índia, assim que o Facebook ultrapassar o Orkut na Índia, o Brasil se tornará o único país onde ainda se dá alguma relevância a essa rede social do Google.

Pra quem quiser ler um texto mais completo sobre o que pode vir a ser essa nova rede social do Google, o "Google Me", conferir o link abaixo.
Link:
Google Me pode abocanhar Orkut e ser a nova rede social do Google

Pra quem achar que é só boato, comentário de Adam D'Angelo, um ex-CTO do Facebook e agora no Google, que falou sobre o rumor da nova rede social do Google: "Isto não é apenas um rumor. Isto é um projeto real. Há um grande número de pessoas trabalhando nisso. Eu estou completamente confiante sobre este projeto."

Link da matéria(em inglês):
Silicon Republic

A outra notícia foi ligada à esfera judicial e também envolve o Orkut.

A procuradoria do Rio entrou com uma ação civil pública cobrando providências do Google com a segurança do site por entender que o mesmo contribuiu pra proliferação de delitos na internet dando um prazo de 120 dias ao Google para que haja mudanças na rede social visando coibir o conteúdo ilícito e de delitos no site, caso contrário o poder público tomará atitudes mais drásticas contra o Google, tirando o Orkut do ar e cobrando multa.
Link:
Google é co-responsável por delitos cometidos através do Orkut, afirma Procuradoria do Rio

Mais importante até do que a segunda notícia, é a notícia sobre o lançamento do "Google Me", a nova rede social do Google. Caso se confirme a notícia, e a fonte não é em hipótese alguma "desprezível", o Google sepultaria ou condenaria a morte o Orkut por não haver sentido em manter duas redes sociais no ar com a mesma finalidade, sendo que a nova rede social está sendo criada pra disputar abertamente com o Facebook mundialmente. Em outras palavras, pra bom entendedor, confirmando-se os rumores sobre o "Google Me" o Orkut provavelmente está com os dias contados.

A depender dos próximos passos do Google se saberá de fato o que irá ocorrer em torno dessas redes. Uma cenário possível, levando em conta a hipótese de que mesmo lançando o Google Me o Google não retirasse o Orkut do ar(coisa que soa improvável com tanta pressão e briga na justiça arranhando a imagem do Google por conta do atoleiro que se tornou o Orkut), com o lançamento da nova rede o uso do Orkut se tornaria inviável, quer seja pela precariedade da rede(é obsoleta e cheia de falhas, bugs) e insegurança dos usuários, como também pela queda vertiginosa de usuários no Orkut migrando pro Facebook ou pro "Google Me".

O fato é que os prognósticos em torno do Orkut são ruins, um deles é certo(a segunda notícia da procuradoria do Rio) e o outro falta apenas uma confirmação do Google pra se tornar realidade e não apenas rumor, embora o Google não tenha em nenhum momento negado as informações e especulações das notícias sobre o "Google Me".

Sobre o Orkut, a situação em que o site se encontra foi criada pelo próprio Google por conta do desleixo em relação ao site quando já foram cobradas, há anos, medidas pelo Ministério Público no Brasil para se conter e combater os vários delitos denunciados provenientes dessa rede social, que proporcionou a proliferação de forma dramática e impressionante desses delitos na internet no Brasil no período de atividade do Orkut.

E então você pode perguntar:

Pergunta: Mas afinal, o que isso tem a ver com os ditos "revisionistas" do Holocausto(neonazis) e a internet no Brasil?

Resposta: absolutamente tudo.

Pra quem é brasileiro, e não é "alienado"(alheio a esses detalhes), sabe que foi graças à ascensão do Orkut no Brasil, e o mau uso dele pelos usuários, que houve uma proliferação/difusão de lixo neonazista/antissemita/racista nunca antes visto na internet no país, quer seja pela lerdeza da justiça no país em não punir os bandos que disseminam isso a contento, ou mesmo pela 'não ação' do suporte do site para remover de forma eficiente o entulho racista dele, mesmo diante denúncias com provas.

Ou seja, confirmando-se o "Google Me" e o Orkut chegando ao fim, chegaremos ao fim de uma Era nada saudável na internet no Brasil em que um site/rede social proporcionou e ajudou, de forma sem precedentes, a difusão de todo tipo de lixo/porcaria de intolerância e ódio(neonazismo, racismo) na internet, numa escala que deixa qualquer pessoa impressionada e assustada. Isso para não falar de outros delitos bem recorrentes no site.

Diante do exposto, é de se perguntar aos ditos "revis" brazucas como eles farão para difundir lixo racista na internet sem o Orkut, na mesma proporção com que o fizeram nesse site, justamente pela visibilidade que o site lhes proporcionou na difusão desse tipo de conteúdo racista.

O título do post é uma ironia a situação, mas uma ironia mais voltada a questão da provável perda do principal canal de divulgação de lixo racista e de negação do Holocausto no Brasil pelos extremistas que atuam nesse site do Google disseminando esse tipo de conteúdo de ódio e racismo.

Em se confirmando as matérias que saíram nas últimas semanas, o prognóstico citado no post se confirmará. Vamos aguardar e ver o que o Google fará em torno do Orkut e do provável lançamento dessa nova rede social dele.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Poucos falam na resistência a Hitler

Autor de obra lançada em Israel sustenta que, se oficiais rebeldes tivessem assassinado ditador, não seriam “nota de rodapé”

Poucos países tiveram sua existência tão condicionada pela II Guerra Mundial e pelo nazismo quanto Israel, fundado por europeus expatriados e, em grande parte, sobreviventes do Holocausto. Para os historiadores israelenses, o foco de interesse nesse período sempre foi a memória das vítimas e o funcionamento da máquina da morte nazista. No início deste ano, Danny Orbach, 28 anos, nascido em Kfar Saba e formado em história na Universidade de Tel Aviv, destoou dessa tendência ao publicar Valquíria – A Resistência Alemã a Hitler (Yedioth Ahronoth Books, inédito no Brasil).

O livro se detém nos complôs de oficiais alemães contra o ditador, especialmente sobre Claus von Stauffenberg (1907 – 1944), líder da conspiração que dá título ao livro e que inspirou em 2008 um filme estrelado por Tom Cruise. Para o eminente historiador Tom Segev, que resenhou Valquíria para o jornal israelense Haaretz em fevereiro, Orbach “acredita no mito da resistência alemã a Hitler”.

Aluno de doutorado em história em Harvard, nos Estados Unidos, Orbach não foge da polêmica. Ele chegou a peticionar o Yad Vashem, museu israelense do Holocausto, para que o almirante Wilhelm Canaris (1887 – 1945), chefe da Abwehr, agência de espionagem do Reich, fosse reconhecido como Justo entre as Nações, título honorífico concedido por Israel aos que ajudaram a salvar vidas de judeus sob o nazismo. Executado em 1945 pelos nazistas por conexões com a resistência, Canaris colaborou comprovadamente com os Aliados, especialmente a Grã-Bretanha, durante a guerra.

– Canaris não ajudou a salvar apenas um judeu, mas centenas – afirma Orbach, cujos avós maternos, de origem romena, sobreviveram ao Holocausto.

A abordagem controversa de Operação Valquíria sobre a oposição a Hitler na Alemanha se soma a outras obras recentes, como O Göring Esquecido, do australiano William Hastings Burke, sobre as atividades antinazistas de Albert Göring, irmão do marechal Hermann Göring. De Boston, Orbach falou por telefone a Zero Hora:

Zero Hora – Por que a resistência a Hitler no interior da Alemanha lhe atraiu como objeto de estudo?

Danny Orbach – Sempre fui interessado pela II Guerra Mundial. De fato, eu era fascinado pelo tema, não só porque meus avós eram sobreviventes do Holocausto, mas porque o assunto dizia respeito a Israel. Na escola secundária, encontrei livros de história geral da II Guerra e tomei contato com a história dos oficiais alemães que tentaram assassinar Hitler. Na universidade, descobri que havia diferentes complôs políticos com o mesmo objetivo.

ZH – Muitos historiadores se detiveram no fato de que a maioria dos alemães colaborou ativa ou passivamente com Hitler. Esse é o foco, por exemplo, do livro Os Carrascos Voluntários de Hitler, de Daniel Jonah Goldhagen. O que o senhor pensa dessa abordagem?

Orbach – Os envolvidos na resistência a Hitler na Alemanha eram uma pequena minoria. A maioria colaborou com o regime. Mas os historiadores em Israel analisam especialmente a colaboração, e praticamente ninguém ou muito poucos falam na resistência a Hitler. A pesquisa histórica deve analisar tudo, de muitos ângulos. É muito ruim levar adiante uma abordagem de um ponto de vista e negligenciar outro. Muitos historiadores fizeram estudos melhores do que o mencionado (Os Carrascos Voluntários de Hitler). Nele há muitos problemas, que outros pesquisadores apontaram. É muito mais um best-seller do que um estudo histórico.

ZH – O historiador Tom Segev escreveu que a resistência alemã a Hitler não merece mais do que “uma nota de rodapé na história”.

Orbach – Bem, depende do que seja o seu texto principal. (Risos.) Gosto muito de Tom Segev. Entretanto, a fim de entender a complexidade do regime nazista, deveríamos ver também a resistência e não somente a colaboração. Algumas tentativas de assassinato de Hitler falharam por falta de sorte, porque um explosivo não foi detonado ou porque alguém removeu a bomba de Stauffenberg. Se tivessem sido bem sucedidas, a resistência não seria uma nota de rodapé. O sucesso não pode ser o único critério ao se julgar fenômenos históricos. Em muitos países, no passado, no presente e talvez no futuro, seremos confrontados por ditaduras totalitárias como o regime nazista. Não é importante estudar como as resistências agem a fim de entender esse fenômeno no futuro? Segev se detém apenas na Alemanha nazista. Vejo a resistência de forma comparativa.

ZH – Stauffenberg pode ser visto como um opositor de boa-fé?

Orbach – É sabido que havia muitas pessoas sob o regime nazista que discrepavam em questões particulares, mas colaboravam em outras. Um bom exemplo é o do bispo Galen (Clemens von Galen, bispo católico de Münster), que se opunha fortemente à eutanásia, o assassinato de portadores de deficiência, mas não resistia em outros terrenos. Mas, quando se decide assassinar o líder no mais alto escalão de poder, essa é a suprema forma de resistência. É claro que nenhum oposicionista discorda do governo em todos os aspectos. Mas as discordâncias de Stauffenberg foram suficientemente importantes para levá-lo a uma vida perigosa, de autossacrifício, a fim de remover esse regime. É ilusório dizer que ele discrepava em algumas coisas. Stauffenberg – aliás, um líder muito complexo – adotou a suprema forma de resistência, e isso deve ser levado em conta.

ZH – O senhor propôs que Wilhelm Canaris seja considerado um Justo entre as Nações. Por quê?

Orbach – Sim, fiz um requerimento sobre Canaris. O Yad Vashem (Museu do Holocausto, em Israel) tem critérios legais pelos quais define um Justo entre as Nações. O primeiro é que tenha salvo pessoalmente judeus, mesmo um único. Canaris salvou centenas. O segundo é que tenha feito isso por, digamos, razões humanitárias – por exemplo, quem foi pago para isso não é um Justo entre as Nações. Pelo menos alguns dos salvos por Canaris o foram por motivos puramente humanitários, e isso significa, no caso dele, contratá-los como espiões ou como funcionários da agência de inteligência, e há mesmo provas de que muitos dos que foram salvos receberam ordens de não espionar e não se engajar em atividades de inteligência. O terceiro critério é ter arriscado a vida. Há evidências de que ele arriscou consideravelmente a vida. Adolf Eichmann (responsável pelos campos de extermínio) enviou uma carta no final de 1942, e tenho essa carta comigo, acusando a Abwehr de salvar judeus e dizendo que, toda vez que a agência empregara judeus como espiões, a ordem partira de Canaris. A carta foi enviada em 1942, e ele continuou salvando judeus. Foi executado em 1945, não apenas por salvar judeus, mas por estar ligado à resistência. O último critério é não reconhecer como Justo entre as Nações alguém engajado no Holocausto, especificamente no Holocausto contra judeus. Não há nem sombra de evidência de que Canaris tenha se envolvido pessoalmente com o Holocausto. Todas essas evidências o qualificam para ser reconhecido como Justo entre as Nações.

ZH – Como o senhor reage às críticas a sua obra dentro e fora de Israel?

Orbach – Para que o debate sobre o Holocausto seja feito, as diferentes opiniões devem ser consideradas legítimas se estiverem baseadas em fatos. Não podemos fazer um verdadeiro debate histórico sobre fatos que não compreendemos. Coloquemos primeiro os fatos sobre a mesa.

luiz.araujo@zerohora.com.br
POR LUIZ ANTÔNIO ARAUJO

Fonte: Zero Hora
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?edition=14783&local=1§ion=1029&source=a2919278.xml&template=3898.dwt&uf=1

sábado, 17 de julho de 2010

Marrocos começa a conhecer Anne Frank

Em que pese a fama mundial de seu diário, muitos marroquinos não têm ideia de quem é Anne Frank. Esta semana se inaugura, pela primeira vez no mundo árabe, uma exposição sobre a jovem vítima do Holocausto.


A inauguração ocorre com um fundo de raiva e frustração pelo conflito que não cessa no Oriente Médio. 'Anne Frank: uma história da atualidade’, abrirá-se esta semana em Fez, depois de dois dias de entre treinamento de um grupo de jovens marroquinos que serviram como guias. Muitos deles haviam ouvido falar do Holocausto mas, para uma grande maioria, a história da família de Anne Frank e seu refúgio em um anexo de uma casa em Amsterdã são algo novo. O diário de Anne Frank, no qual a garota judia relata sua vida durante a ocupação nazi, foi só recentemente publicado em língua árabe.

Hafsa Aloui Lamrani, de 19 anos, reconhece que estava , reconhece que estava a par de que os nazis mataram milhões de judeus, mas que até os dias de seu treinamento como guia se pergunta se havia sido correto.

“Aqui no Marracos sempre nos comove o que vemos na televisão, os palestinos, Iraque, Afeganistão. Estamos acostumados a receber notícias chocantes. Mas, esta história de Anne Frank... na qual não há ninguém no mundo que te possa ajudar, onde estás sozinha e atacada de maneira permanente. Tua origem(etnia) se converte em algo terrível,” lamenta a jovem marroquina.

Crimes
A exibição se compõe de 36 painéis sobre Anne Frank e sua família, e fotografias das deportações de judeus. Também se oferece informação sobre outros crimes de lesa humanidade como o genocídio em Ruanda e as chamadas limpezas étnicas na ex-Iugoslávia. Durante o treinamento, os participantes assistiram um vídeo sobre manifestações antissemitas em Berlim, seguido de um violento filme antimuçulmano; logo lhes foram convidados a discutir sobre a liberdade de expressão em um caso e outro.

Para estes jovens marroquinos, está é uma maneira nova de aprender, de enfrentar temas delicados que sem dúvida provocam reações emocionais. Por una parte, expressaram seu ceticismo sobre os propósitos dos organizadores e sua preocupação sobre a propaganda pró-judaica. Também se perguntaram porque Anne Frank foi escolhida entre tantas outras vítimas da discriminação.

Ministério da Educação
Segundo o professor Hassan Moussaoui, nas lições marroquinas de historia se presta escassa atenção à Segunda Guerra Mundial, e no passado a tendência era deixar de lado o tema do Holocausto.

“A razão principal é política, e logo também religiosa. Os árabes consideram o conflito árabe-israelense injusto, e se sentem maltratados, excluídos. Portanto, é natural que se produzam reações negativas. Não ensinamos esta parte da história porque o ministério da Educação não a inclui no programa, e não é que não a queiram incluir, é que preferem evitar conflitos nas ruas, protestos dos pais”.

O Museu Anne Frank, em Amsterdã, levou esta exposição para mais de 60 países e, quando foi necessário, colaborou com instâncias locais para adaptá-la ao lugar que a acolhia. Neste caso foi o Centro Marroquino de Direitos Humanos, com sede em Fez. Seu diretor, Jamal Chadhi, reconhece que tomar a decisão não foi fácil. Depois do fatal ataque israelense contra um barco que levava ajuda humanitária a Gaza, levantaram-se vozes pedindo o cancelamento do projeto.

Chadhi crê que a imprensa nacional será crítica, no caso da exibição atrair muita atenção pública. Mas, em sua opinião, graças as mudanças dos últimos anos no clima político, hoje no Marracos se pode dialogar sobre esses temas.

“É necessário trabalhar de maneira paralela a esta mostra,” opina Chadhi. “Educar, aumentar o conhecimento sobre os Direitos Humanos. Temos que eliminar as imagens estereotipadas que existem na cultura tradicional. Há extremistas que utilizam técnicas bastante sofisticadas para difundir uma cultura contrária aos Direitos Humanos, uma cultura da discriminação”.

Tema delicado
Embora tenha recebido convites de outros países árabes, esta é a primeira vez que o Museu Anne Frank decide fazer uma exposição em uma região tão sensível. Nas palavras da organizadora Karen Polak, “se do grupo de 16 jovens marroquinos 3 deles se mostrarem mais abertos e quiserem saber mais sobre o Holocausto e sua complexidade, já teremos conseguido algo. E um tem a esperança de que se convertam de alguma maneira em embaixadores”.

Os jovens que serão guias durante a mostra dizem que aprenderam muito de Anne Frank. Mas o mais importante, comenta Hafsa, é assinalar que a história de Anne Frank é só uma das tantas que devem ser contadas. “Há muitos outros garotos que não escreveram sua história... sempre há casos como o de Anne Frank... no passado, no presente. Espero que não haja nenhum no futuro”.

Por Marijke Peters (http://www.rnw.nl/)

Fonte: RNW(Radio Netherlands Worldwide)
http://www.rnw.nl/espanol/article/marruecos-comienza-a-conocer-a-ana-frank
Tradução: Roberto Lucena

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Skinheads suspeitos de matar menor de idade no Rio

São Gonçalo: Polícia procura quarto suspeito de matar adolescente

A Polícia Civil está à procura de uma quarta pessoa suspeita de envolvimento na morte do Estudante o jovem Alexandre Thomé Ivo Rajão, de 14 anos – encontrado com sinais de asfixia e espancamento, na manhã da última segunda-feira, em São Gonçalo. O titular da 72ª DP (Mutuá), Geraldo Assed, pediu ainda a quebra do sigilo telefônico dos três jovens já presos. O objetivo é saber onde exatamente estavam os acusados na hora do crime. O eletricista Allan Siqueira de Freitas, de 22 anos e de seus amigos, o açougueiro André Luiz Mocarge, de 23, e do brigadista de incêndio Eric DeBruim, de 22, foram apresentados pela polícia, na manhã de ontem. Eles foram indiciados por homicídio qualificado e homofobia.

Familiares dos três acusados compareceram à delegacia, na manhã de quinta-feira e negaram qualquer envolvimento dos jovens com o crime.

O tio de André, Jorge da Cruz, de 54 anos, contou que seu sobrinho havia chegado em casa por volta das 20h30m do último domingo e não saiu mais.

— Ele chegou depois do jogo Brasil e Costa do Marfim, contou que houve uma confusão e que por isso veio para casa. Ele estava usando o MSN e depois dormiu. Pela manhã, foi preso. Ele não tem nada a ver com esse crime — desabafou.

Já a advogada de Allan, Kelli Vanessa, afirma que seu cliente não tem qualquer contato com grupos classificados como skinheads ou neonazistas. E que Allan também não está envolvido na morte do estudante. Ela disse que a denúncia que originou a prisão dos três jovens partiu de uma jovem com problemas psicológicos.

— Houve, sim, uma briga que envolveu a irmã do Allan e ele foi tomar satisfações. Não passou disso. Ele disse que simpatizou quando adolescente com a filosofia skinhead, mas que foi uma coisa de adolescente. Eu simpatizo com gays e não sou homossexual por causa disso — disse.

Segundo o delegado, apesar das investigações estarem em curso, estão bem adiantadas.

— Recebemos declarações de amigos da vítima de que esses rapazes pregam o ódio a homossexuais, mas ainda investigamos se realmente existe um grupo ou uma base de skinheads em São Gonçalo. Mas não temos dúvidas de que o motivo do crime foi homofobia. Um amigo da vítima foi agredido pelos três e Alexandre seguiu em sua defesa. Mais tarde, por volta da 1h da madrugada, o carro de Eric foi visto. Os amigos pediram para Alexandre não sair da casa já que viram um Corsa branco. Ele preferiu ir para casa e depois de passar pelo veículo, não foi mais visto, sendo encontrado somente na segunda-feira pela manhã em um terreno baldio — explicou o delegado.

Fonte: ExtraOnline
http://extra.globo.com/geral/casodepolicia/posts/2010/06/24/sao-goncalo-policia-procura-quarto-suspeito-de-matar-adolescente-303047.asp
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Polícia quer quebra de sigilo telefônico de suspeitos de matar jovem no RJ

Objetivo é tentar rastrear o local onde eles estavam no momento do crime.
Alexandre, de 14 anos, foi assassinado em São Gonçalo, na segunda (21).
Do G1 RJ

A Polícia Civil informou nesta quinta-feira (24) que vai pedir a quebra do sigilo telefônico de três suspeitos de matar o adolescente Alexandre Thomé Ivo Rajão, de 14 anos, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Segundo os agentes, o objetivo é tentar rastrear o local onde eles estavam no momento em que o rapaz desapareceu até a hora em que foi morto.

Segundo o delegado Geraldo Assed Estefan, da 72ª DP, em depoimento, o grupo de amigos negou participação no crime. Na quarta-feira (23), a Justiça decretou a prisão temporária dos três rapazes. Eles foram levados na tarde desta segunda para a carceragem da Polinter, em Neves, também em São Gonçalo.

Matéria continua no link:
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2010/06/policia-quer-quebra-de-sigilo-telefonico-de-suspeitos-de-matar-jovem-no-rj.html
Fonte: G1
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Polícia procura mais um suspeito de torturar e matar estudante em São Gonçalo
Isabel Boechat - Extra

RIO - A polícia está à procura do quarto envolvido no assassinato de Alexandre Thomé Ivo Rajão, de 14 anos, que foi encontrado morto na última segunda-feira num terreno baldio em São Gonçalo. O delegado titular da 72 DP (Mutuá), Geraldo Assef, disse que vai pedir a quebra do sigilo telefônico dos três acusados que estão presos, para descobrir onde eles estavam na hora em que o adolescente desapareceu.

O eletricista Allan Siqueira de Freitas, Eric DeBruim, ambos de 22 anos, e o açougueiro André Luiz Marcoge da Cruz, de 23, foram apresentados nesta quinta-feira na delegacia. Os três negam as acusações. Segundo o delegado, os acusados teriam cometido o crime por homofobia. Assef investiga ainda se os jovens fazem parte de um grupo de skinheads (simpatizantes de ideias nazistas com preconceito contra judeus, homossexuais e negros).

- Recebemos declarações de amigos da vítima de que esses rapazes pregam o ódio a homossexuais, mas ainda investigamos se realmente existe um grupo ou uma base de skinheads em São Gonçalo. Mas não temos dúvidas de que o motivo do crime foi homofobia. Um amigo da vítima foi agredido pelos três e Alexandre seguiu em sua defesa. Mais tarde, por volta da 1h da madrugada, o carro de Eric foi visto. Os amigos pediram para Alexandre não sair da casa já que viram um Corsa branco. Ele preferiu ir para casa e depois de passar pelo veículo, não foi mais visto, sendo encontrado somente na segunda-feira pela manhã em um terreno baldio - explicou o delegado.

Matéria continua no link:
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/06/24/policia-procura-mais-um-suspeito-de-torturar-matar-estudante-em-sao-goncalo-916968997.asp
Fonte: O Globo
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‘Skinhead vai pegar você’

“Tome cuidado onde você for e com o que for falar. Estou atrás de você”. Essa foi a ameaça recebida pela testemunha-chave do inquérito que a apura o assassinato do estudante Alexandre Thomé Ivo Rajão, 14, espancando até a morte por um grupo Skinhead no bairro Califórnia, em São Gonçalo, no último dia 21.

A jovem, de 19 anos, seguia para a sua residência em Alcântara, no último sábado, quando foi abordada por um homem suspeito de liderar um dos principais clãs de culto à ideologia neonazista em São Gonçalo, identificado pela polícia como Tiago Oitenta. Ele estava em um carro prata e seguiu jovem até a porta de casa. Com medo de ser mais uma vítima dos “carecas” ou “cabeças raspadas” no município, ela denunciou a ameaça na 72ª DP (Mutuá), na tarde de ontem, e solicitou proteção à Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Ontem, o governador Sérgio Cabral determinou que a Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos acompanhasse o caso de perto.

O delegado titular da 72ª DP, Geraldo Assed Stefan, instaurou inquérito para apurar o caso. Agentes do Núcleo de Homicídios da distrital também investigam a participação de Tiago Oitenta na morte de Alexandre. O acusado pode responder por coação no curso do processo e formação de quadrilha.

Matéria continua no link:
http://www.osaogoncalo.com.br/site/pol%C3%ADcia/2010/7/1/14266/%E2%80%98skinhead+vai+pegar+voc%C3%AA%E2%80%99
Fonte: O São Gonçalo Online

Mais infos:
http://www.osaogoncalo.com.br/site/pol%C3%ADcia/2010/6/25/14011/por+que+tanta+covardia+%E2%80%99+
http://www.osaogoncalo.com.br/site/pol%C3%ADcia/2010/6/24/13980/crime+com+a+marca+do+%C3%B3dio+e+da+intoler%C3%A2ncia+em+s%C3%A3o+gon%C3%A7alo
http://www.band.com.br/jornalismo/cidades/conteudo.asp?ID=320019
http://jornal.ofluminense.com.br/editorias/policia/policia-monitoram-tres-grupos-de-skinheads-que-estariam-atuando-em-sao-goncalo
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/policia+vai+ouvir+mais+uma+testemunha+da+morte+de+jovem+em+sao+goncalo/n1237679047434.html

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Taiwan revela que diplomata salvou centenas de judeus

Um diplomata de Taiwan, Ho Feng-shan, salvou centenas de judeus na Áustria ocupada pelas tropas alemãs durante a Segunda Guerra Mundial, informou hoje o ministério das Relações Exteriores da ilha.

Ho Feng-shan, denominado como o Schindler chinês, desenvolveu uma política de ajuda aos judeus, que havia sido impulsionada pelo então presidente do parlamento de Taiwan, Sun Ke, e referendada pelo generalíssimo Chiang Kai-Shek, adiantou a diplomacia do país.

Documentos descobertos por acaso mostram que a República da China, o nome oficial de Taiwan, foi um dos poucos países do mundo que ajudou os judeus a escapar ao Holocausto nazi durante a Segunda Guerra Mundial, assinalou o diretor do departamento de Assuntos da Ásia Ocidental, Ali Yang.

A República da China, que nessa época controlava a China Continental, concedeu vistos a judeus nas zonas ocupadas pelas tropas de Hitler, mas muitos dos documentos ficaram em território da China quando Chiang Kai-dhek, o seu governo e as suas tropas se refugiaram em Taiwan, depois da derrota frente a Mao Zedong, em 1949.

Os documentos revelados recentemente mostram que Ho, que foi cônsul em Viena entre 1938 e 1940, concedeu vistos a todos os judeus que os requisitaram para facilitar a sua viagem para Xangai.

A iniciativa de Ho a favor dos judeus da Europa só foi tornada pública após a sua morte, em 1997, altura em que a organização judaica Yad Vashem lhe concedeu o título de “Justo entre Nações”.

A mesma honra foi atribuída por esta organização ao diplomata português Aristides de Sousa Mendes, em 1966.

Aristides de Sousa Mendes, que morreu em 1954, ignorou as ordens do Governo de Portugal na época e, enquanto cônsul em Bordéus, França, concedeu, em 1940, vistos a mais de trinta mil refugiados que tentavam escapar ao exército nazi, dos quais 12 mil eram judeus.

* Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Fonte: Agência Lusa/IOnline (Portugal)
http://www.ionline.pt/conteudo/69079-ii-guerra-mundial-taiwan-revela-que-diplomata-salvou-centenas-judeus

sábado, 10 de julho de 2010

Auschwitz - O campo de extermínio

Abaixo segue um texto publicado no site do Museu Memorial do Holocausto dos EUA(USHMM) com um resumo sobre o campo de extermínio de Auschwitz.

Muita gente procura informação sobre o Holocausto na internet e acaba não dando de cara facilmente com informações básicas(de fontes sérias) com uma visão geral do que foram os campos de concentração e extermínio empregados pelos nazistas na execução do genocídio da Segunda Guerra. Na medida do possível serão colocados, mais adiante, mais textos com resumos de outros campos de concentração/extermínio. Todos os textos serão fixados no Sumário que se encontra no lado esquerdo do blog para não ficarem "perdidos" na progressão do blog.

Observação: alguns erros de português do texto foram corrigidos(numa vista rápida) e as fontes do texto para leitura foram colocadas(elas não foram reproduzidas na parte em português site do texto original em inglês).
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AUSCHWITZ

O complexo dos campos de concentração de Auschwitz era o maior de todos os estabelecidos pelo regime nazista. Nele havia três campos principais de onde os prisioneiros eram distribuídos para fazer trabalho forçado e. por longo tempo, um deles também funcionou como campo de extermínio. Os campos estavam a aproximadamente 60 quilômetros a oeste da cidade polonesa de Cracóvia, na Alta Silésia , próximos à antiga fronteira alemã e polonesa de antes da guerra, mas que em 1939, após a invasão e a conquista da Polônia, foi anexada à Alemanha nazista. As autoridades das SS estabeleceram os três campos principais perto da cidade polonesa de Oswiecim: Auschwitz I, em maio de 1940; Auschwitz II (também conhecido como Auschwitz-Birkenau), no início de 1942; e Auschwitz III (também chamado de Auschwitz-Monowitz), em outubro de 1942.

(Foto) Entrada principal do campo de extermínio Auschwitz-Birkenau. Foto tirada na Polônia, data incerta. — Beit Lohamei Haghettaot

O campo de Auschwitz era subordinado à “Inspetoria dos Campos de Concentração”. Até março de 1942 esta Inspetoria era um órgão do Quartel-General das SS e, a partir de 1941, começou a fazer parte da Central de Operações das SS. De março de 1942 até a liberação de Auschwitz, a Inspeção era subordinada à Central Econômica-Administrativa das SS.

Em novembro de 1943, as SS decretaram que Auschwitz-Birkenau e Auschwitz-Monowitz se tornariam campos de concentração independentes. O comandante de Auschwitz I continou como comandante da guarnição de todas as unidades SS enviadas para Auschwitz e era considerado o oficial sênior entre os três comandantes. Os escritórios de administração da SS que armazenavam os registros de prisioneiros e gerenciavam sua distribuição de trabalho continuavam localizados na Auschwitz I. Em novembro de 1944, Auschwitz II foi reunificado a Auschwitz I, e Auschwitz III passou a ser denominado Monowitz.

Os comandantes do complexo de campos de concentração de Auschwitz eram: Tenente-Coronel da SS Rudolf Hoess, de maio de 1940 a novembro de 1943; Tenente-Coronel da SS Arthur Liebehenschel, de novembro de 1943 até meados de maio de 1944; e Major da SS Richard Baer, de meados de maio de 1944 a 27 de janeiro de 1945. Enquanto era independente, os comandantes de Auschwitz-Birkenau (novembro de 1943 a novembro de 1944) foram o Tenente-Coronel da SS Friedrich Hartjenstein, de novembro de 1943 a meados de maio de 1944 e o Capitão da SS Josef Kremer, de meados de maio a novembro de 1944. O comandante do campo de concentração Monowitz, de novembro de 1943 a janeiro de 1945, foi o Capitão Heinrich Schwarz.

AUSCHWITZ I

Auschwitz I, o campo principal, foi o primeiro a ser fundado perto da cidade polonesa de Oswiecim. As construções começaram em maio de 1940 em um antigo quartel da artilharia do exército polonês, localizado em um bairro afastado. As autoridades das SS obrigavam os prisioneiros ao trabalho forçado contínuo, com a finalidade de expandir os limites físicos do campo. Durante o primeiro ano de existência do campo, as SS e a polícia evacuaram uma área de aproximadamente 40 quilômetros quadrados como "área de desenvolvimento", reservada para uso exclusivo do campo. Os primeiros prisioneiros de Auschwitz eram alemães, transferidos do campo de concentração Sachsenhausen, na Alemanha, onde estavam encarcerados por infração criminal recorrente, e prisioneiros políticos poloneses que vieram de Lodz e estavam no campo de concentração de Dachau e de Tarnów, no Distrito de Generalgouvernment na Cracóvia (parte da Polônia ocupada mas não incorporada à Alemanha nazista, associada administrativamente à Prússia Oriental, ou incorporada à União Soviética ocupada pela Alemanha).

Similar à maioria dos campos de concentração alemães, Auschwitz I foi construído com três finalidades: 1) prender os inimigos reais e imaginários do regime nazista, e das autoridades de ocupação alemãs na Polônia, por um período indeterminado; 2) ter à disposição uma grande oferta de trabalhadores forçados para alocar aos empreendimentos das SS e relacionados à construção (e, mais tarde, produção de armamento e artigos de guerra); e 3) servir como local para a exterminação de grupos pequenos, de determinadas populações, conforme determinado pelas SS e autoridades policiais para manter a segurança da Alemanha nazista. Como a maioria dos campos de concentração, Auschwitz I possuía câmara de gás e crematório. Inicialmente, os engenheiros das SS construíram uma câmara de gás improvisada no porão do bloco de celas, o Bloco 11. Mais tarde, uma câmara maior e permanente foi construída como parte do crematório original, em outro prédio fora do complexo de celas.

Em Auschwitz I, os médicos das SS realizavam experiências “médicas” no hospital localizado no Bloco 10. Eram pesquisas pseudocientíficas em bebês, gêmeos e anões, além de fazerem esterilizações forçadas e experiências de hipotermia em adultos. O médico mais conhecido dentre eles era o infame Capitão das SS, Dr. Josef Mengele.

Entre o crematório e o quartel de experiências médicas ficava a "Parede Negra", frente à qual os guardas das SS executavam milhares de prisioneiros.

AUSCHWITZ II

A construção de Auschwitz II, ou Auschwitz-Birkenau, teve início em outubro de 1941, nas proximidades da cidade polonesa de Brzezinka. Dos três campos localizados perto de Oswiecim, o Auschwitz-Birkenau foi o que teve o maior número de prisioneiros. Era dividido em mais de doze seções, separadas por cercas com arame farpado eletrificado que, como em Auschwitz I, eram patrulhadas pelos guardas das SS e, após 1942, por guardas com cães policiais. O campo tinha seções específicas para homens, mulheres, um campo familiar para ciganos deportados da Alemanha, Áustria e do protetorado da Boêmia e Moravia, e um para famílias judias deportadas do gueto de Terezín.

Auschwitz-Birkenau também tinha instalações que funcionavam como centro-de-extermínio, e exercia um papel fundamental no plano alemão para exterminar os judeus europeus. A partir de meados de 1941, o gás Zyklon B foi introduzido no sistema dos campos de concentração alemães como forma de agilizar o extermínio. Em setembro, em Auschwitz I, deu-se o primeiro teste com o gás Zyklon B, e o "sucesso" destes testes levaram à adoção daquele gás em todas as câmaras de gás do complexo Auschwitz. Próximo a Birkenau, as SS iniciaram o processo de transformação de duas sedes de antigas fazendas em câmaras de gás. A câmara "improvisada" I entrou em operação em janeiro de 1942 e mais tarde foi desmontada. A câmara “improvisada” II funcionou de junho de 1942 até o final de 1944. As SS consideraram as instalações inadequadas para o volume de gás que eles haviam planejado usar para Auschwitz-Birkenau. Entre maio e junho de 1943, foram construídos quatro imponentes prédios de cremação, cada um com três componentes: uma área para os prisioneiros despirem-se, uma grande câmara de gás, e fornos crematórios. As SS mantiveram as operações com gás em Auschwitz-Birkenau até novembro de 1944.

DEPORTAÇÃO PARA AUSCHWITZ

Os trens chegavam constantemente a Auschwitz-Birkenau trazendo como carga judeus de praticamente todos os países europeus ocupados pela Alemanha ou a ela aliados. Estes carregamentos foram iniciados em 1942 e terminaram em 1944. Estes são os dados, em números aproximados, das deportações de judeus por país: Hungria: 426.000; Polônia: 300.000; França: 69.000; Holanda: 60.000; Grécia: 55.000; Boêmia e Morávia: 46.000; Eslováquia: 27.000; Bélgica: 25.000; Iugoslávia: 10.000; Itália: 7.500; Noruega: 690; outros (incluindo os prisioneiros de outros campos de concentração que eram despachados para Auschwitz-Birkenau ): 34.000.

Com as deportações provenientes da Hungria, Auschwitz-Birkenau tornou-se um instrumento de extrema eficácia dentro do plano alemão de destruir os judeus europeus. Entre final de abril e começo de julho de 1944, aproximadamente 440.000 judeus húngaros foram deportado, e cerca de 426.000 deles foram diretamente para Auschwitz. Deste, as SS imediatamente enviaram cerca de 320.000 diretamente para as câmaras de gás em Aschwitz-Birkenau, mobilizando quase 110.000 para trabalho forçado no complexo de campos de concentração de Auschwitz. Em questão de semanas após sua chegada, os judeus húngaros foram enviados pelas SS para trabalho escravos em outros campos deconcentração, na Alemanha e na Áustria .

No total, aproximadamente 1,1 milhão de judeus foram deportados para Auschwitz. Além deles, as autoridades das SS e das polícias colaboracionistas deportaram cerca de 200.000 pessoas de outras etnias para Auschwitz, incluindo 140.000 a 150.000 poloneses não-judeus, 23.000 ciganos roma e sinti, 15.000 prisioneiros de guerra soviéticos, e outros 25.000 civis(cidadãos soviéticos, lituanos, tchecos, franceses, iugoslavos, alemães, austríacos e italianos).

Os recém-chegados a Auschwitz-Birkenau passavam por uma triagem, na qual a equipe das SS decidia quem era capaz ou incapaz de realizar trabalhos forçados--a maioria--e os enviava diretamente para câmaras de gás, que pareciam banheiros com chuveiros para enganar as vítimas, para que o processo fosse mais rápido. Os pertences dos que iam para as câmaras eram confiscados e enviados para o depósito "Kanada" (Canadá), para posteriormente serem enviados à Alemanha. Para os prisioneiros, a palavra Canadá significava riqueza.

Pelo menos 960.000 judeus foram exterminados em Auschwitz, além de cerca de 74.000 poloneses, 21.000 ciganos, 15.000 prisioneiros de guerra soviéticos, e 10.000 a 15.000 civis de outras nacionalidades (cidadãos soviéticos, tchecos, iugoslavos, franceses, alemães e austríacos).

Em 7 de outubro de 1944, algumas centenas de prisioneiros destinados ao crematório IV em Auschwitz-Birkenau rebelaram-se após descobrirem que seriam assassinados. Durante a rebelião, os prisioneiros mataram três guardas, explodiram o crematório e a câmara de gás adjacente usando para tal explosivos trazidos clandestinamente para o campo por cinco judias que eram trabalhadoras forçadas em uma fábrica de armamentos bélicos nas proximidades. Os alemães acabaram com a rebelião, matando quase todos os prisioneiros envolvidos e enforcando publicamente as mulheres envolvidas, no início de janeiro de 1945.

As operações com gás continuaram até novembro de 1944 quando, sob as ordens de Himmler, as SS desabilitaram as câmaras de gás que ainda funcionavam. Em janeiro de 1945, as SS iniciaram a demolição das instalações remanescentes à medida que as forças soviéticas se aproximavam, em uma tentativa frustrada de esconder do mundo as barbaridades que praticavam.

AUSCHWITZ III

Auschwitz III, localizado nos arredores da cidade polonesa de Monowitz e também conhecido como Buna ou Monowice, foi fundado em outubro de 1942 para abrigar prisioneiros enviados para ali trabalhar na produção de borracha sintética. Na primavera de 1941, o conglomerado alemão I.G. Farben lá estabeleceu uma fábrica, na qual planejavam explorar a força de trabalho escravo dos campos de concentração para produzir borracha e combustíveis sintéticos. A I.G. Farben investiu mais de 700 milhões de Reichsmarks, cerca de 1,4 milhões de dólares na época, em Auschwitz III. De maio de 1941 a outubro de 1942, as SS transportaram prisioneiros de Auschwitz I para o "Anexo Buna", caminho que inicialmente faziam a pé, e depois de trem. Com a construção de Auschwitz III, no final de 1942, os prisioneiros que trabalhavam em Buna lá passaram a viver.

Auschwitz III também possuía um campo denominado “Campo de Educação pelo Trabalho”, no qual eram colocados prisioneiros não-judeus que os nazistas acreditavam haver violado a disciplina imposta pelos alemães no trabalho.

SUBCAMPOS DE AUSCHWITZ

Entre 1942 e 1944, as autoridades de Auschwitz fundaram 39 sub-campos; alguns deles foram fundados dentro de zonas de "desenvolvimento", dentre elas Budy, Rajsko, Tschechowitz, Harmense e Babitz. Outros, tais como Blechhammer, Gleiwitz, Althammer, Fürstengrube, Laurahuette e Eintrachthuette, localizavam-se na Alta Silésia, ao norte e a oeste do Rio Vístula; e os de Freudental e Bruenn/Brnona Morávia. Os sub-campos que produziam ou processavam produtos agrícolas eram subordinados administrativamente à direção de Auschwitz-Birkenau; por outro lado, os sub-campos utilizados para a produção industrial e de armamento, ou indústrias de extração (tais como minas de carvão e pedreiras), eram subordinados a Auschwitz-Monowitz. Após novembro de 1943, esta divisão de responsabilidades administrativa foi formalizada.

Os prisioneiros trabalhavam em grandes fazendas, inclusive em uma estação experimental de agricultura em Rajsko. Eles também eram forçados a trabalhar em minas de carvão e pedreiras, com pesca e, principalmente, em indústrias de armamento, como a empresa das SS German Equipment Works, fundada em 1941. Periodicamente os prisioneiros passavam por uma seleção, e se as SS os julgasse fracos ou doentes demais para trabalhar os enviavam para Auschwitz-Birkenau para serem eliminados.

Em Auschwitz I, aqueles que eram escolhidos para o trabalho forçado eram registrados e tatuados no braço esquerdo com o número de identificação, após o que eram enviados para o campo principal ou para outros lugares no complexo, inclusive para os sub-campos.

A LIBERAÇÃO DE AUSCHWITZ

No final de janeiro de 1945, em pleno inverno, conforme as forças soviéticas aproximavam-se do complexo de campos de concentração de Auschwitz, as SS iniciaram a evacuação destes campos e seus sub-campos. As unidades das SS forçaram cerca de 60.000 prisioneiros a marchar na direção oeste do sistema de campos de Auschwitz, e muitos milhares foram mortos nos dias que antecederam o início da “Marcha da Morte”. Dezenas de milhares de prisioneiros, a maioria judeus, foram forçados a caminhar tanto para noroeste, por 55 quilômetros, para Gliwice/Gleiwitz, junto com os prisioneiros dos sub-campos no leste de Alta Silésia, tal como Bismarckhuette, Althammer e Hindenburg, quanto para oeste, por 63 quilômetros, para Wodzislaw/Loslau na parte ocidental de Alta Silésia, junto com os prisioneiros dos sub-campos localizados ao sul de Auschwitz, como Jawischowitz, Tschechowitz e Golleschau. Os guardas das SS atiravam em todos os que ficavam para trás ou que não conseguiam continuar. Os prisioneiros também sofreram com o mau tempo, fome durantes as terríveis marchas. Pelo menos 3.000 prisioneiros morreram quando iam para Gliwice; e estima-se que 15.000 mais tenham morrido durante as marchas de evacuação de Auschwitz e seus sub-campos.

Quando chegavam a Gliwice e Wodzislaw, eram colocados em trens de carga, sem qualquer tipo de calefação, e levados para campos de concentração na Alemanha, principalmente Flossenbürg, Sachsenhausen, Gross-Rosen, Buchenwald, Dachau, e também Mauthausen, na Áustria. A viagem de trem durava dias e, sem comida, água, abrigo ou cobertores, muitos não conseguiram sobreviver.

No final de janeiro de 1945, as autoridades das SS e da polícia forçaram 4.000 prisioneiros a caminhar para Blechhammer, um sub-campo de Auschwitz-Monowitz. As SS exterminaram cerca de 800 prisioneiros durante a marcha para o campo de concentração Gross-Rosen, além de assassinarem 200 outros que haviam ficado em Blechhammer devido a doenças ou a tentativas frustradas de se esconderem. Após um curto período de tempo, as SS transportaram cerca de 3.000 prisioneiros do complexo industrial de Blechhammer, na Polônia, do campo de concentração Gross-Rosen para o de Buchenwald, na Alemanha.

Em 27 de janeiro de 1945, o exército soviético ingressou em Auschwitz, Birkenau e Monowitz, liberando aproximadamente 7.000 prisioneiros, a maioria deles muito doente e morrendo. Estima-se que as SS e a polícia deportaram, no mínimo, 1.3 milhão de pessoas para o complexo de Auschwitz entre 1940 e 1945. Do total de 1.3 milhão as autoridades dos campos exterminaram 1,1 milhão.

Aprofundar leitura:

Berenbaum, Michael, and Yisrael Gutman, editors. Anatomy of the Auschwitz Death Camp. Bloomington: Indiana University Press, 1998.

Dlugoborski, Waclaw, and Franciszek Piper. Auschwitz, 1940-1945: Central Issues in the History of the Camp. Oswiecim: Auschwitz-Birkenau State Museum, 2000.

Langbein, Hermann. People in Auschwitz. Chapel Hill: University of North Carolina Press, 2004.

Levi, Primo. Survival in Auschwitz: The Nazi Assault on Humanity. New York: Collier Books, 1986.

Rees, Laurence. Auschwitz: A New History. New York: Public Affairs, 2005.

Swiebocka, Teresa, editor. Auschwitz: A History in Photographs. Bloomington: Indiana University Press; Warsaw: Ksiazka i Wiedza, 1993.

Fonte: USHMM
Português
http://www.ushmm.org/wlc/ptbr/article.php?ModuleId=10005189
Inglês
http://www.ushmm.org/wlc/en/article.php?ModuleId=10005189

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Tribunal espanhol condena 14 membros de grupo neonazista

Madri, 5 jul (EFE).- A Audiência Provincial de Madri ordenou hoje a dissolução do grupo neonazista Blood & Honour (Sangue e Honra) e condenou 14 dos 18 membros deste conjunto, julgados por formação de quadrilha e posse de armas, a penas que variam entre um ano e três anos e seis meses de prisão.

Segundo a sentença emitida nesta segunda-feira, os principais acusados, Roberto L. U. e Francisco José L. P., condenados respectivamente a três anos e três anos e seis meses de prisão, foram os fundadores do Blood & Honour España e tinham cargos de direção no grupo.

Nos domicílios de ambos, foram encontrados um exemplar dos estatutos da associação e outros documentos e revistas vinculados à ideologia do grupo, ao anti-semitismo e ao revisionismo do Holocausto judeu, além de artigos laudatórios sobre Adolf Hitler e Rudolf Hess.

Do resto dos acusados, um recebeu uma pena de dois anos e 11 réus foram condenados a um ano de prisão, todos eles por formação de quadrilha. O tribunal absolveu quatro dos acusados por falta de provas.

Além disso, a Audiência madrilena ordenou a dissolução do Blood & Honour, de acordo com o Código Penal, que considera ilícitos aqueles grupos que promovam a discriminação, o ódio e a violência contra pessoas e associações por motivos de ideologia, religião, raça, nação, sexo ou orientação sexual.

Fonte: EFE/Yahoo!
http://br.noticias.yahoo.com/s/05072010/40/politica-tribunal-espanhol-condena-14-membros.html

Matérias anteriores:
O manual neonazi do "Blood & Honour" - Espanha
Justiça brasileira x Justiça espanhola e a punição ao Neonazismo
Detidos cinco integrantes de um grupo de música neonazi

terça-feira, 6 de julho de 2010

Comandante de Treblinka e seu cão

Abaixo, uma pequena história sobre o comandante do campo de Treblinka, Kurt Franz, e seu cão, Barry.

Trecho em inglês:
Mostly, when Franz made the rounds of the Lower Camp and the extermination area, his dog Barry accompanied him (Barry's first owner was Paul Groth, Sobibor). Depending on his mood, Franz set the dog on inmates who for some reason had attracted his attention. The command to which the dog responded was, "Man, go get that dog!" By "Man" Franz meant Barry; the "dog" was the inmate whom Barry was supposed to attack. Barry would bite his victim wherever he could catch him. The dog was the size of a calf so that, unlike smaller dogs, his shoulders reached to the buttocks and abdomen of a man of average size. For this reason he frequently bit his victims in the buttocks, in the abdomen and often, in the case of male inmates, in the genitals, sometimes partially biting them off. When the inmate was not very strong, the dog could knock him to the ground and maul him beyond recognition. But when the defendant Franz was not around, Barry was a different dog. With Franz not there to influence him, he allowed himself to be petted and even teased, without harming anyone. (Donat, p.313)

Tradução:
Normalmente, quando Franz fazia as rondas do Campo Baixo e da área de extermínio, seu cão Barry o acompanhava (o primeiro dono de Barry foi Paul Groth, Sobibor). Dependendo de seu humor, Franz atiçava o cachorro sobre prisioneiros que por alguma razão haviam chamado sua atenção. A ordem à qual o cão respondia era "Homem, vá pegar o cachorro!". Por "homem", Franz se referia a Barry. O "cão" era o interno que Barry deveria atacar. Barry mordia sua vítima onde quer que ele pudesse pegá-la. O cão era do tamanho de um bezerro, de tal forma que, diferente de cães menores, seus ombros alcançavam as nádegas e abdome de um homem de estatura mediana. Por essa razão, ele freqüentemente mordia suas vítimas nas nádegas, no abdome e, muitas vezes, no caso de internos do sexo masculino, nos genitais, algumas vezes arrancando-os. Quando o prisioneiro não era muito forte, o cão podia derrubá-lo ao chão e atacá-lo até deixá-lo irreconhecível. Mas quando o réu Franz não estava por perto, Barry era um cachorro diferente. Sem Franz no local para influenciá-lo, ele deixava que o
afagassem e até mesmo lhe provocassem, sem fazer mal a ninguém. (Donat, p.313)
Fonte: Death Camps site
http://www.deathcamps.org/treblinka/perpetrators.html
Tradução: Marcelo Oliveira
http://br.groups.yahoo.com/group/Holocausto-Doc/message/6297

segunda-feira, 5 de julho de 2010

John Rabe: O nazi antinazi

de FLORIAN GALLEMBERGER
A incrível história de John Rabe: um nazi que se transformou num herói anti-nazi
Manuel Halpern

Como é que um membro do Partido Nazi se transforma num herói que salva 200 mil chineses, na guerra entre o Japão e a China, que antecedeu a II Guerra Mundial? John Rabe é uma personagem fascinante. Director da Siemens em Nanjing, presenciou a invasão nipónica, onde se cometeram as maiores atrocidades, e não ficou de braços cruzados. Criou uma zona neutral, onde albergou 200 mil pessoas, poupando-as da morte e da miséria. A personagem é suficientemente ambígua para ser rica. Já é o terceiro filme dedicado a esta personagem, mas este talvez seja o mais grandioso.

Florian Gallenberg, basenado-se nos seus diários, apresenta John Rabe como uma figura incompreendida. Por viver tanto tempo na China, cerca de 20 anos, não se teria apercebido das barbaridades que se esperavam do próprio regime nazi, em que se inscrevia. Ele próprio, ingenuamente, escreveu uma carta a Hitler, denunciando os excessos da guerra nipónica. Quando regressou à Alemanha foi interrogado, mas acabou, mais tarde, por ocupar um cargo na Siemens. No final da guerra pediu a sua desnazificação. Mas demorou algum tempo a reconhecerem-se todos os seus méritos.

O filme ganha por retratar um lado menos conhecido da guerra e por conseguir criar uma personagem grandiosa, que faz um percurso humanista ao longo do tempo. O realizador coloca-nos no lugar da personagem de Steve Buscemi, o benemeritíssimo e rufião médico americano, que, desde o início, chama Rabe de nazi. Mas John Rabe não nasce grandioso, muito pelo contrário, mas faz-se o mais improvável herói de uma China dilacerada.

Fonte: AEIOU(Portugal)
http://aeiou.visao.pt/john-rabe-o-nazi-anti-nazi=f560836

Trailer do filme:

quinta-feira, 1 de julho de 2010

As mordomias de Hitler na prisão

Documentos mostram que o fuhrer pôde organizar o movimento nazista enquanto esteve preso em Landsberg

JAN FRIEDMAN - O Estado de S.Paulo
Novos documentos históricos mostram que Adolf Hitler desfrutou de bastante conforto no breve período em que ficou preso em Landsberg, em 1924. Ele podia receber pessoas e manteve seus contatos políticos - tudo isso com o consentimento da administração carcerária.

Um funcionário do local não poderia ser mais benevolente em sua descrição: "Ele era sempre razoável, frugal, modesto e educado com todos, principalmente com os funcionários da instituição", escreveu o guarda Otto Leybold sobre o interno, em 18 de setembro de 1924. "O prisioneiro não fuma, não bebe e acata de boa vontade todas as restrições", acrescentou.

O prisioneiro ao qual o guarda se referia em termos tão reverentes era nada menos que Adolf Hitler. Então ainda um ambicioso agitador de cervejaria, Hitler cumpria pena no Castelo de Landsberg por uma tentativa de golpe contra a República de Weimar, em novembro de 1923, juntamente com seus colegas de extrema direita.

Aquele foi um período de definição para Hitler e para a história da Alemanha. Segundo seu biógrafo, Ian Kershaw, a pena de prisão serviu "para sua absoluta preeminência no movimento völkisch e sua ascensão à liderança suprema".

Hoje é notório que as condições da prisão de Hitler, em Landsberg am Lech, eram confortáveis e ele aproveitava o tempo para escrever Mein Kampf. Mas agora os documentos históricos proporcionam uma visão mais profunda de como ele teve a possibilidade de organizar sua rede debaixo dos olhos da administração da prisão.

O material, que provavelmente saiu do arquivo de documentos antigos da prisão, irá a leilão na Casa de Leilões Behringer, na cidade bávara de Fürth, no dia 2. A pilha de papéis inclui 300 fichas preenchidas pelas pessoas que visitaram Hitler, bem como ampla correspondência da administração da prisão.

Alguns dos documentos eram desconhecidos, outros são transcrições de papéis que já foram analisados. Entre eles há uma cópia da sentença extremamente branda imposta pelo Tribunal Popular de Munique: 5 anos de prisão no Castelo de Landsberg, com a possibilidade de obter a liberdade condicional.

Um dos documentos que acabam de ser descobertos é o registro que contém os dados do seu ingresso na prisão: "Hitler, Adolf". Data de admissão: 1.º de abril de 1924. Resultados do exame médico: "saudável, vigor moderado". Altura: 1m75. Peso: 77 quilos. Os nomes dos leais seguidores presos com Hitler em Landsberg estão na mesma página: Friedrich Weber, Hermann Kriebel, Emil Maurice, e seu posterior vice-líder , Rudolf Hess.

Visitas . Hitler começou a receber visitas pouco depois de dar entrada na prisão. Erich Ludendorff, o estrategista da Batalha de Tannenberg na 1.ª Guerra, que, para sua indignação, foi inocentado das acusações de envolvimento na tentativa de golpe liderada por Hitler, o visitou várias vezes. Entre as outras visitas de Hitler estão "capitão Röhm, Munique," e "Alfred Rosenberg, arquiteto e escritor", o círculo mais fechado dos líderes do recém-constituído Partido Nazista da época. Röhm, Wilhelm Frick e Rosenberg posteriormente tornaram-se respectivamente o chefe da SA, o ministro do Interior do Reich, e o principal ideólogo nazista.

Outros visitantes foram incluídos na categoria de benfeitores ricos, como Helene Bechstein, a mulher de um fabricante de pianos de Berlim, que compartilhava com Hitler do amor pela música de Richard Wagner.

Outra visitante, Hermine Hoffman, de Solin, Munique, foi apelidada de "mamãe de Hitler". Segundo os documentos, a atenciosa visitante, viúva de um diretor de escola, também mandava ações para Hitler.

Como interno, Hitler dispunha de grande conforto. A ala onde estava sua cela, no segundo andar, foi apelidada de "Feldherrenhügel" (o morro do general). Seu amigo Ernst Hanfstaengl, disse posteriormente, após uma visita a Hitler, que teve a sensação de "entrar numa loja de delicatessen". Segundo ele, "havia frutas, flores, vinho e outras bebidas alcoólicas, presunto, linguiças, bolo, caixas de chocolates e muito mais". Embora tivesse engordado bastante em consequência de uma dieta copiosa, Hitler aparentemente menosprezou a sugestão de Hanfstaengl de que fizesse um pouco de exercício.

Os detalhes que começam a surgir não levarão certamente a uma nova versão da história. Mas, segundo os arquivos do Estado da Bavária e os de Munique, onde são mantidos os registros dos bens de Hitler e os documentos incompletos referentes à prisão de Landsberg, os papéis que acabam de ser descobertos dão "a impressão de que Hitler mantinha contatos intensos e tinha a possibilidade de estar sempre com pessoas". Os funcionários encarregados dos arquivos afirmam que a autenticidade do material "é inquestionável". Mas os documentos ainda devem ser estudados detalhadamente.

Os documentos foram postos à venda pelo proprietário de uma empresa de táxis, cujo pai aparentemente os adquiriu no fim da década de 70, juntamente com livros da 2.ª Guerra, num mercado das pulgas de Nuremberg.

Roubo. É bastante possível que tenham sido roubados quando os americanos criaram uma prisão para criminosos de guerra em Landsberg, em 1946, ou que tenham sido subtraídos durante o 3.º Reich, quando os seguidores de Hitler transformaram sua cela em centro de peregrinações e em um memorial de seus supostos sofrimentos durante aquele período.

A transcrição de uma carta a Jakob Werlin, um vendedor de automóveis de Munique, também revela as verdadeiras condições de vida de Hitler em Landsberg. Muito antes de sua libertação, em 20 de dezembro de 1924, graças em grande parte aos esforços do guarda Leybold, Hitler já pensava no tipo de carro que compraria: um Mercedes-Benz modelo 11/40, que "atenderia às minhas exigências atuais", ou um motor mais potente. Sua cor preferida era o cinza.

Hitler pediu ao revendedor tratamento diferenciado e escreveu que provavelmente teria de fazer um empréstimo para efetuar a compra; além do que, "as custas judiciais e os honorários" que devia eram de "arrepiar os cabelos". Na carta, Hitler pediu ainda a Werlin que indagasse à direção da empresa que desconto poderia ser dado.

TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

Fonte: Estado de São Paulo
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100627/not_imp572725,0.php

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