sexta-feira, 6 de março de 2009

Demografia e assassinato em Volínia-Podólia (Parte 1: 1941)

Documentos listando assassinatos em massa no oeste da URSS, tais como os relatórios dos Einsatzgruppen, Meldung 51 e relatórios policiais, não tem valor isolando-os de um contexto demográfico. Eles devem ser lidos em conjunto com os relatórios demográficos que mostram isso, por exemplo, havia 326.000 judeus na região da Volínia-Podólia em maio de 1942 (Dean, p.195); e havia 18.000 judeus em uma daquelas cidades maiores da região, Brest, em 28 de fevereiro de 1942 [Bundesarchiv Berlin R 94/6 Ernauhrungsamt Brest-Litowsk, Statistischer Bericht 28/2/42, citado por Browning, p.124]. Similarmente, relatórios demográficos e de assassínios em Volínia-Podólia são apoiados por evidência de valas em massa, como Nick mostrou com grande profundidade por volta de 2006. Abaixo eu apresento mais algumas provas da convergência entre essas fontes, tiradas primeiramente do estudo de Browning sobre Brest (Capítulo cinco desta coleção).

Browning demonstrou uma correspondência próxima entre a redução na população de Brest (de 59.600 em setembro39 a 50.000 em novembro41) e o número total de assassinatos para Brest listados nos relatórios da Situação Operacional. Eu resumi as estimativas de Browning em duas tabelas em meu post aberto nesta discussão do RODOH.

A principal ação de assassinato em Brest em 1941 é resumida por Longerich:
2.6.4 O Batalha de Polícia 307 matou vários milhares de civis judeus em Brest-Litovsk próximo a 12 de julho; quase todos eles eram homens entre 16 e 60, era uma provável "medida de punição" (Vergeltungsmaßnahme). Imediatamente antes do massacre, Daluege, o Chefe do Centro de Regimento de Polícia, Montua, Bach-Zelewski e mais Altos líderes da SS tinham se reunido em Brest.
Browning afirma que a inspiração por detrás desses assassinatos não vinha nem totalmente de cima para baixo nem de baixo para cima. Ao contrário, Himmler e seus subordinados aprenderam com as medidas tomadas em fins de junho por PB 309 em Bialystok e Stapo Tilsit na Lituânia.

A relação entre o centro e a região podia então ser uma relação dinâmica. Entretanto, a narrativa de Browning também mostra que o centro ultimamente teria forças quando as decisões finais de assassínios fossem cumpridas até metade de 1942. Isto será tema da parte 2 desta série.

ADENDO: 6 de março de 2009.

Desde que escrevi o texto acima, eu tenho me tornado mais crítico da interpretação de Browning das fontes de Brest que ele cita, e sua omissão de outras importantes fontes. Minha revisão da interpretação da evidência para Brest é dada neste post no RODOH.

Fonte: Holocaust Controversies
Texto(inglês): Jonathan Harrison
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2009/02/demographics-and-killing-in-volhynia.html
Tradução(português): Roberto Lucena

Próximo>> Demografia e assassinato em Volínia-Podólia (Parte 2: 1942)

2 comentários:

Maríndia disse...

Eu gostaria de parabenizá-lo pelo site.

Leo Gott disse...

Oi Maríndia. Estou aqui fazendo as honras do blog para agradecer pela sua participação.

Visite-nos mais vezes, obrigado.

Leo Gott

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