terça-feira, 10 de março de 2009

S. E. Castan e suas mentiras – Parte 1 – Pré-Guerra



Por Leo Gott


Este artigo foi baseado em uma leitura vamos dizer, “por alto” do “livro” do “revisionista” brasileiro S.E.Castan, “Holocausto: Judeu ou Alemão?”, o mesmo cidadão que foi condenado pelas leis brasileiras por racismo.



Baixei a 2ª Edição do mesmo que foi publicada em 1987 do site “revisionista” AAARGH (não se espantem com o que significa isso, provavelmente nem os autores do site saberão explicar, “Associação dos Antigos Amadores de Recitais de Guerra e Holocausto”), esta edição apresenta os números das notas de página, mas não as notas em si.

Utilizei também outra versão eletrônica em espanhol da 1ª edição baixada de um site chamado “Scriptorium NS” (será que são nazistas? rsrs), esta edição já está mais completa e as notas estão completas.

Após a leitura do “livro” e de tanto encontrar as palavras judeu/judia/judaico eu tive a curiosidade de utilizar a ferramenta de busca do Adobe Reader para saber quantas vezes o autor escreveu essas e outras palavras, resultado encontrado:

Judeu(s)/judia(s)/judaico(s): 359 vezes
Israelita(s): 22 vezes
Sionista(s): 35 vezes
Revisionismo: nenhuma vez
Revisionista: 1 vez

Parece que S.E.Castan não se importa muito com o “revisionismo”, ele se “preocupa” mesmo com os judeus.

Vamos analisar alguns trechos do “livro” deste senhor.

Vamos começar com um excerto da pág.32:


A população judaica alemã em 1939, por haverem, de certa forma, se tornado indesejados desde o final da 1a Guerra Mundial, estava reduzida a 210.000 pessoas, ou sejam 0,25% de toda Alemanha; 290.000 haviam emigrado.



Castan bem que poderia ter citado a fonte, mas como iremos ver no decorrer deste artigo, ele não é muito adepto de consultar e/ou citar fontes. De acordo com o American Jewish Yearbook (citado em diversas publicações “revisionistas” através de números do World Almanac, que utiliza o AJY como fonte primária) do ano 1938-1939 o número de judeus na Alemanha era de 499.683 (referente a um censo de 1933), e na edição de 1939-1940 o número é de 691.163 (conforme nota, incluindo os 191.481 judeus da Áustria, mas não inclui os judeus dos Sudetos, que na época ainda não tinha sido anexado pelos alemães, conforme censo de 1933.), talvez o Sr. Castan consiga explicar aos seus leitores para onde “emigraram” estes 290.000 judeus alemães.

Judeus indesejados na Alemanha ao fim da 1ª Guerra Mundial? Porque então os judeus não “declararam guerra” à Alemanha logo após o conflito? Esperaram 15 anos para “declararem guerra”? Quanta imaginação Sr. Castan.

Até 1933 a vida dos judeus na Alemanha era tranqüila, a perseguição aos judeus só começou à partir da ascensão de Hitler ao poder em 1933, o Sr.Castan quer mostrar aos leitores que a culpa da perseguição não era de Hitler, mas ele quer enganar quem com isso? Na verdade o que ele quer é inverter os papéis para tentar absolver a Alemanha, como veremos no decorrer deste artigo.


Logo adiante na página 33 do “livro” temos o sub-título: “Declarações de Guerra”, são citados trechos de jornais desconhecidos do público em geral, onde não se consegue nenhuma pesquisa a não ser em sites antissemitas, neonazistas e “revisionistas” que supostamente reproduziram estes trechos de cópias destes periódicos.

Muitos destes periódicos divergentes em alguns trechos, até em nome de jornal, como por exemplo o Mascha Rjetsch que no “livro” está grafado como Tatscha Retsch, a intenção de se publicar estas declarações de personalidades judaicas é somente para tentar desviar o foco da pergunta “Quem iniciou a Segunda Guerra Mundial?”. Portanto acho desnecessário comentar estes trechos, principalmente porque não temos acesso à fonte primária destas citações, somente as reproduções destas e em sites nada confiáveis.



A “declaração de guerra” mais famosa é a que foi noticiada no jornal sensacionalista inglês Daily Express, que foi brilhantemente desmascarada pelos pesquisadores do THHP conseguiram neste artigo que traduzi para o blog.

Mas não podemos deixar de comentar a opinião do Sr. Castan sobre estas declarações (grifos meus):


As ameaças e instigações contra a Alemanha, bem como a deformação, sobre o tratamento que os alemães dispensavam aos judeus, infestavam os jornais no mundo inteiro.


Quais seriam as deformações que o Sr. Castan está se referindo? À partir de 1933 as perseguições eram constantes e de todo tipo, este artigo da Deutsche Welle retrata bem, inclusive com fotos.

O que os líderes judaicos em todo o mundo estavam fazendo era divulgar estas perseguições, e alguns com certeza se exaltavam, por estarem vendo o que estava acontecendo com seu povo. A Lei de Cidadania do Reich veio só confirmar o que o Sr.Castan não quer mostrar a seus leitores, tanto é que ele nem cita esta Lei em seu “livro”.

E os delírios continuam...

A Noite dos Cristais, segundo S.E.Castan (grifos da edição eletrônica):


NOVEMBRO DE 1938 - ESCALADA CONTRA ALEMANHA
No dia 7 de novembro, às 9:00 horas da manhã, um jovem judeu polonês, chamado Herschell Grinszpan, que havia entrado clandestinamente na França e que acabava de receber uma ordem de expulsão, assassinou, em Paris, o Conselheiro da Embaixada Emest von Rath, sobrinho do embaixador alemão Koerts. Houve em represália a depredação de vitrines e propriedades judaicas na Alemanha, conhecida como a "noite de cristal"; o Governo teve que intervir com toda energia para evitar maiores males. Hitler, no seu Diário (declarado falso pelas autoridades alemãs... e sobre qual dedicaremos um capitulo especial), condenou totalmente este ato, como desnecessário e altamente prejudicial à política que o Governo alemão vinha dedicando à questão judaica. No diário mostra preocupação pela má repercussão que isso deveria provocar no Exterior. Era uma espécie de repetição do drama de Sarajevo, de 28 de junho de 1914, quando assassinaram[49] o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do Império Austro-Húngaro, e que havia dado motivo para o início da primeira Guerra Mundial.


Alguém pode imaginar que Hitler “condenou totalmente este ato, como desnecessário e altamente prejudicial à política que o Governo alemão vinha dedicando à questão judaica”?

Os nazistas em 1938 já haviam excluídos os judeus através da Lei de Cidadania do Reich, a “política” já estava na segunda fase, o confinamento em campos de concentração, e muito perto de iniciar a pior de todas as fases, o extermínio.

Castan utiliza os “Diários de Hitler” como fonte para as tolas afirmações. Os “Diários de Hitler” foram provados que eram uma forja, inclusive, não se pode tirar o mérito de David Irving, que foi um dos primeiros, senão o primeiro a ir a público e dizer que os mesmos não passavam de falsificações, e grosseiras. Mas o “revisionista dos Pampas” talvez seja o único que ainda sustenta essa bobagem, pois até dedica “um capítulo especial” a isto.

A nota [49] na edição em espanhol é a nota de número 15, vou transcrever aqui a alucinação de Castan sobre Gavrilo Princip (grifos meus):


Gavrillo Princip o Gavrilo Prinkip, era judío, hijo de un cartero Bósnio, (y no servio, como se cree) Srajevo o Sarajevo, es una ciudad de la hoy Yugoeslavia. En la época era capital da la antigua República Federada de Bosnia-Herzegovina. (Francis Leary — El Tiro que Incendió a Europa; Selecciones del Reader's Digest y Enciclopedia Vergara, de Barcelona, España).

Até mesmo em sites nazistas são negadas as afirmações de que Princip fosse judeu, como o link para o Stormfront. Essa é mais uma tentativa de atribuir culpa aos judeus, Castan tenta levar isso ao leitor durante grande parte de seu “livro”.

Na página 42, Castan tenta passar ao leitor que foi a Polônia que atacou primeiro na madrugada de 01/09/1939, ou seja, segundo Castan a Alemanha respondeu ao ataque polonês, (grifos meus):


Como já havia acontecido anteriormente, em outros pontos da divisa alemã polaca, na madrugada do dia 1° de setembro houve um ataque a uma estação telegráfica em Gleiwitz, na alta Silécia, mas que desta vez foi respondida. Vejamos o que aconteceu após este ataque.

Este “teatro” organizado por Hitler, Heidrich e Goebbels (Shirer, The Rise and Fall of the Third Reich, p.533) já foi desmascarado hà muito tempo, a primeira vez foi em Nuremberg pelo General da Abwehr Erwin von Lahousen (grifos meus):


The Tribunal will recall the oral testimony of Erwin Lahousen with relation to the simulated attack on the radio station at Gleiwitz, by Germans dressed in Polish uniform-what Lahousen referred to as one of the most mysterious actions which took place in the Abwehr.


[Minha tradução]


O Tribunal irá recordar do testemunho oral de Erwin Lahousen com relação ao ataque simulado à estação de rádio de Gleiwitz, por alemães vestidos com uniformes poloneses – que Lahousen se referiu como uma das mais misteriosas ações que aconteceram na Abwehr.

Mas pra quem acredita que os “Diários de Hitler” são autênticos, e que a “conspiração sionista” que fez o mundo crer que eles são falsos não se pode esperar mais do esse tipo de sandice, do “revisionista” brasileiro “mais cultuado de todos os tempos”, pelos “revimanés”, é claro.

16 comentários:

Roberto Lucena disse...

[ironic mode on]

Por que será que muitos "revisionistas" não gostam muito de comentar o texto do Castan?

[ironic mode off]

hehehehehe

Roberto Lucena disse...

Só pra destacar uma coisa, sobre o Gravilo Princip, que segundo o Castan(fez novamente "mágica" "revisionista") seria judeu, foi um dos maiores absurdos feitos por "revis"(é até perigoso eu dizer que isso foi um dos maiores pois são tantos que a pessoa fica meio perdida, rs).

O Gravilo Princip era um bósnio-sérvio ultranacionalista responsável pelo assassinato do Arquiduque Ferdinando do extinto Império Austro-Hungaro. Atentado esse que serviu de pretexto(ou estopim) pro início da Primeira Guerra Mundial.

Assassinato do Arquiduque Ferdinando, estopim pra Primeira Guerra Mundial.

Johnny Drake disse...

Talvez da mesma forma como os "exterminacionistas" não gostam de falar do "sabão com gordura de Judeus" ou dos "candeeiros com pele tatuada"... ou de outras invenções retiradas do grande saco chamado "propaganda de guerra"...
Talvez da mesma forma que os "exterminacionistas" gostam muito falar dos revisionistas supostamente "nazis", esquecendo completamente a esmagadora maioria que é de Esquerda (a começar por Paul Rassinier)...
E por aí fora.
Vocês têm que perceber uma coisa:
há bons e maus profissionais em todas as áreas. E aqui nunca poderia ser excepção. Castan falha ou acerta como qualquer outro ser humano. O problema é que vocês estão convencidos que têm o "dom da verdade". Que sabem tudo e que nunca erram. Olhem mais m pouco para vocês e um pouco menos para os outros.

Cumprimentos a todos

JD

Leo Gott disse...

Hails Wotan...rsrsrs

João Dordio, tem alguma coisa a comentar sobre as mentiras do Sr.Castan?

Se tiver estamos aguardando, aqui não tem censura como no seu blog, quando você não consegue reponder o que postamos você apaga. Aliás você se esqueceu de apagar um comentário meu no tópico sobre Treblinka, apague lá porque você com certeza não tem resposta para a minha pergunta.

Abraços "Vilcanianos"...rsrs

Leo Gott disse...

Hails Wotan...rsrsrsrs

Por falar em esquerda, o S.E.Castan que você está defedendo é o mesmo que faz apologia a Stalin (que você tanto detesta) em seu "livro". rsrsrsrs. Palavras de Castan sobre a tal "propaganda de guerra" que você tanto fala:

"De herói conseguiram transformar Stálin em vilão"...

Ainda não acabei a segunda parte do artigo, mas com certeza vou te presentear com esta e outras mais, João Dordio.

rsrs

Johnny Drake disse...

Pior que a manipulação é colocar na minha boca aquiolo que eu não disse. se me lembro, você já escreveu que eu odiava os Judeus, que adorava Hitler, que era Odinista, que tinha "gurus" nazis... etc, etc, etc.
Só demontra o nervosismo de quem, todos os dias, vê as capas da mentira serem arrancadas! Aconselho-o a mudar de estratégia.
Só tenho pena que ainda não tenha percebido isso.
E eu não estou a defender nem atacar Castan. Acho que tem que ler com mais calma aquilo que escrevi.
E será que Rassinier também era "nazi"?...

Johnny Drake disse...

Ahhh, já me esquecia... Sobre Treblinka já lá tem a resposta. Foi mesmo distracção. Sabe, a mim não me pagam para andar controlar, comentar e defender o Holocausto. Infelizmente, não tenho um grupinho que só se dedica a isso. O meu lobby sou eu mesmo.

Cumprimentos

Johnny Drake disse...

Ahhhhhhhhhhhhhhh ainda outra coisa...
Volto a repetir: você só foi censurado por ser mal educado. Porque você não sabe escrever uma frase sem chamar nomes às pessoas.
Só por isso.

Leo Gott disse...

Hails Drake, rsrs

Pior que a manipulação é colocar na minha boca aquiolo que eu não disse. se me lembro, você já escreveu que eu odiava os Judeus, que adorava Hitler, que era Odinista, que tinha "gurus" nazis... etc, etc, etc.

Não posso dizer que você ama judeus, você até atribui o 11/9 aos judeus.

Eu não te disse que você adorava Hitler, mas devo reconhecer que você tem "alguma caída por ele", mas nào custa perguntar, você adora Hitler ou não?

Você nào respondeu se era Odinista, mas eu acho que é e está com vergonha de dizer...rsrs



E será que Rassinier também era "nazi"?...

Não, não era. Somente antissemita e mentiroso, aliás foi o precursor de todos os aldrabões...rsrsrs

Posso elencar seus gurus nazistas, Zündel, Weber, Irving, Sanning, Crowell e outros.

Leo Gott disse...

Hails..rsrsrs

João Dordio,

eu quero saber da PESQUISA, você simplesmente pegou um artigo do IHR (http://www.ihr.org/jhr/v19/v19n3p20_radar.html) e provavelmente nem leu, e postou as supostas fontes de onde foi publicada a pesquisa.

Pra você ter uma idéia, o jornal de Canberra só diz que o Engenheiro Eletricista Richard Krege foi pra Treblinka, e mais nada.

Espero que tenha entendido.

Roberto Lucena disse...

Não tinha visto a discussão no post senão eu tinha comentado antes.

"Talvez da mesma forma como os "exterminacionistas" não gostam de falar do "sabão com gordura de Judeus" ou dos "candeeiros com pele tatuada"... ou de outras invenções retiradas do grande saco chamado "propaganda de guerra""

Não lembro se já foi postado aí, mas lembro que no ano passado ou fim de 2007, começou-se a traduzir textos do Nizkor sobre a questão do "sabão judaico". Agora, é no mínimo irônico que os "revis" usem isso pra alguma coisa(propaganda) quando o mesmo sequer foi levado em conta no julgamento de nazistas na 2aGM.

"esquecendo completamente a esmagadora maioria que é de Esquerda (a começar por Paul Rassinier)... E por aí fora."

Rassinier é ou era? Desde quando Zündel, Irving, Castan são de esquerda?

"Vocês têm que perceber uma coisa: há bons e maus profissionais em todas as áreas. E aqui nunca poderia ser excepção. Castan falha ou acerta como qualquer outro ser humano."

Castan não é historiador. Sequer o rótulo de mau historiador cairia sobre ele. E não são exceções, no caso do "revisionismo" a coisa do "mau historiador" costuma ser regra, isso pra dar um desconto ignorando que gurus do "revisionismo" como Rassinier, Faurisson também não são historiadores.

"O problema é que vocês estão convencidos que têm o "dom da verdade". Que sabem tudo e que nunca erram. Olhem mais m pouco para vocês e um pouco menos para os outros.

Quem está afirmando isso é você, as pessoas têm apresentado fatos em que são respaldados por historiadores enquanto os "revis" vivem num mundo de lamúrias. Querem negar um fato histórico por motivos políticos mas não toleram críticas. Toda crítica ou apontamento de erro feito aos "revisionistas" é visto por eles como um crime mortal.

Saudações.

António Daniel disse...

Está à vista em centenas de milhar de documentos, fotos, filme e testemunhos:

hitler não descansou enquanto não iniciou a 2ª G. Guerra.

Invadiu a Polónia (e massacrou e roubou a população), em Setembro de 1939 e a partir daí, toda a Europa, menos a Inglaterra, que teve tomates para lhe resistir. Não invadiu, por exemplo, Portugal, Espanha, Suíça por que os governos desses países eram pró-nazis, não atrapalhavam, pelo contrário.

MAS, uma coisa que hitler fez neste conflito, e que ultrapassou tudo até aí, foi o extermínio sistemático (e consequente roubo) de civis pelos mais diversos motivos. Essa parte foi horrível, não tem descrição.

Quanto aos revisionistas, serão descendentes ou fanáticos simpatizantes do nazismo; é normal.

Eles sabem toda a verdade, mas custa-lhes.

É como o estalinismo: estaline, fez o que fez, e no entanto tem milhões de admiradores. O mesmo se passa em relação a fidel, franco, salazar, tito, etc.

Saudações democráticas !!!!

Emerson disse...

Não sou afeito a política mas amo História e é duro de acreditar que mesmo neste século XXI, após tantas evidências das monstruosidades nazistas, há quem ainda tente defender essa bestialidade (nazismo).
O mais incrível é que nem são alemães acéfalos pós-guerra mas até brasileiros, sim, tupiniquins que se acham PhD em História pra falar bem deste desnaturado que foi Hitler. Somente dá pra ficarmos estupefatos.

MA disse...

Eu acredito que os crimes cometidos pela ALEMANHA NAZISTA, não tenham sido maiores do que a de muitas nações nos conflitos em que se envolveram. E quando se fala de tiranos, não é o nome de HITLER que deva encabeçar essa lista.

Roberto disse...

"Eu acredito que os crimes cometidos pela ALEMANHA NAZISTA, não tenham sido maiores do que a de muitas nações nos conflitos em que se envolveram."

Tem provas e fontes pra embasar a afirmação?

"E quando se fala de tiranos, não é o nome de HITLER que deva encabeçar essa lista."

Não estou preocupado se ele encabeça ou não, apenas é um fato que ele era um tirano, genocida, ditador e que foi responsável pela morte de milhões de pessoas por suas crenças racistas.

Roberto disse...

"Não sou afeito a política mas amo História e é duro de acreditar que mesmo neste século XXI, após tantas evidências das monstruosidades nazistas, há quem ainda tente defender essa bestialidade (nazismo).
O mais incrível é que nem são alemães acéfalos pós-guerra mas até brasileiros, sim, tupiniquins que se acham PhD em História pra falar bem deste desnaturado que foi Hitler. Somente dá pra ficarmos estupefatos."


Emerson, infelizmente sempre haverá imbecis ou gente com um código moral no mínimo tortuoso ou duvidoso apoiando esse tipo de lixo racista (o nazismo), ou mesmo atrocidades por puro prazer ou sadismo.

O problema não é a existência desses seres em si pois sempre haverá gente com índole destrutiva em qualquer sociedade, mas sim a passividade e falta de ação das sociedades pra coibir esse tipo de coisa e de propagação desse tipo de doutrina política por acharem "normal" as pregações de sociopatas. O que chama mais atenção no fenômeno do neonazismo/neofascismo é o número crescente de adeptos desse tipo de psicose social.

Em que pese o Brasil fazer bastante propaganda (desde o Estado Novo de Vargas) querendo passar uma ideia pro mundo (e pra si mesmo) de que é uma "democracia racial" e multiétnica, o Brasil é tão racista quanto vários países europeus ou mesmo os EUA, e com um racismo pior que em vários países, o racismo camuflado/cordial/dissimulado/velado, que é mais fácil de combater que o racismo explícito. A nossa situação é parecida com a que ocorre com a África do Sul pós-Apartheid, só que aqui o "regime do racismo cordial velado" já perdura há bem mais tempo, desde a abolição da escravatura negra e a tentativa de branqueamento do Brasil pelo D. Pedro II no século XIX.

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