segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Os "Mischlinge"

Discussão sobre a definição dos Mischlinge - 02/11/1935

A discussão abaixo, de 02/11/1935 sobre o status dos "mestiços" (Mischlinge), ocorreu devido à diferença entre a opiniões do Ministério do Interior do Reich, e do Dr. Wagner, Chefe Médico Oficial do Partido Nazista.

O Dr. Lösener, Perito do em Assuntos Judaicos do ministério, descreveu a discussão no memorando abaixo, e suas propostas foram incorporadas à primeira regulamentação da Lei de Cidadania do Reich, de 14/11/35. É interessante o modo como a burocracia do III Reich debatia sobre o status dos "Mischlinge". Vários aspectos (sociais, econômicos, "raciais", militares, diplomáticos) foram levados em consideração.

Discussão sobre a definição dos Mischlinge [Mestiços]

Memorando dos peritos do Ministério do Interior.

Fonte: Henry Friedlander & Sybil Milton, Archives of the Holocaust, Vol. 20 (New-York 1993) pp. 73-82.

Ministério do Interior do Reich e Prússia

2 de Novembro de 1935

Re: os regulamentos para a Lei da Cidadania do Reich e a Lei para Proteção do Sangue Alemão

1.

Comparação dos pareceres do Dr. Wagner e do Ministério do Interior. O propósito do regulamento é a eliminação da raça mestiça pela criação das exigências mais severas possíveis para a proteção da pureza do sangue alemão, contanto que os interesses políticos do Reich e o povo possam suportar. Ambas as versões estão concordam que os um-quarto-judeus devem ser considerados como pertencentes ao lado alemão. Eles diferem, entretanto, no tratamento dos meios-judeus. Na visão do Dr. Wagner, os meios-judeus deverão pertencer ao lado judeu, enaquanto a versão do Ministério do Interior sugere uma definição de acordo com o estilo de vida. Assim, por exemplo, aqueles que pertençam à religião judaica ou são casados com judeus seriam incluídos entre os judeus, enquanto a maior parte dos meios-judeus seriam tratados como eles realmente são:Eles deveriam em alguns aspectos serem contados como alemães, e em muitos outros aspectos da vida - como diferentes. A versão do Dr. Wagner é baseada principalmente em considerações raciais-biológicas. Ela tem portanto a vantagem de contar como judeus uma proporção maior de meios-judeus que a versão do Ministério do Interior. Entretanto, como a perspectiva do Dr. Wagner não considera muitos outros aspectos, ela leva a certas desvantagens e perigos para o povo alemão, que são prevenidas pela abordagem do Ministério do Interior. Estas desvantagens deveriam ter mais peso que a consideração racial-biológica da versão do Dr. Wagner.

1. Riscos político-raciais. Um meio-judeu será considerado como um como um perigo maior que o judeu puro, porque além dos traços judaicos, ele também tem muitos traços alemães. Esse não é o caso do judeu puro. Os judeus do Reich (cerca de 600.000) ganhariam um reforço de 130.000 pessoas (200.000 são casados com alemães), isto é, mais de um quinto dos números presentes. Isto não só lhes acrescentaria em números, mas também em massa genética alemã...

2. Manter uma legislação de mestiços que conta meios-judeus como judeus afeta somente seu status legal e não muda a situação sociológica ou aquela que é definida pelo sangue. Estes últimos objetivos são de fato os objetivos reais da legislação. Os judeus rejeitarão os meios-judeus em muitos casos, ou o meio-judeu rejeitará sua inclusão nos judeus. Esta definição não pode ser imposta a eles. Isto cria uma situação especialmente perigosa, porque os meios-judeus não estão realmente incluídos no povo judeu, mas estão emperrados entre as duas raças. Os meios-judeus que não tem pátria tornam-se facínoras com todos os perigos que esta identidade implica. Sua inteligência e suas capacidades especialmente desenvolvidas, resultantes principalmente da criação cuidadosa, os transforma inerentemente em inimigos primeiros do estado. Na versão do Dr. Wagner, os alemães de nascimento que são casados com judeus e um-quarto-judeus seriam somados a esse grupo.

3. Mantendo a fonte de agitação. Os meios-judeus definidos como judeus não se deparam com praticamente nenhuma opção. Ao contrário dos judeus, eles dificilmente podem emigrar, porque os países estrangeiros os consideram como alemães e não como judeus. Eles dificilmente podem adquirir uma profissão na Alemanha, porque somente as profissões judaicas estão abertas a eles, e no treinamento vocacional eles seriam superados pelos judeus puros.

4. Considerações políticas e de defesa. Dos 200.000 meios-judeus, cerca de 100.000 são homens. 40-45.000 deles estão presentemente em idade de alistamento militar. Daqueles que sobram, aproximadamente 30.000 jovens em algum momento alcançarão aquela idade. Embora a versão do Dr. Wagner inclua meios-judeus que se casem com alemães no grupo a ser alistado, eles logo serão dispensados pelo exército por causa da sua idade avançada. Sua idade não lhes permite serem alistados para serviço ativo em nenhum caso. Aqueles que são solteiros, isto é, um grande número de jovens, não serão levados pelo exército de acordo com a versão do Dr. Wagner, assim como todos os jovens que um dia alcançarão idade de alistamento. O mesmo aplica-se a alemães puros casados com judias e a um-quarto-judeus.

5. Considerações Econômicas. a) Quanto mais ampla a definição da entidade judaica, mais as limitações dos judeus na economia por tratamento especial torna-se difícil.... b) Enquanto meios-judeus até agora têm sido expelidos somente de cargos na estrutura da Lei de Serviço Civil etc., a versão de Wagner os expeliria de cargos também no processamento da economia. Até agora eles têm mantido seus cargos por causa da falta de reposições apropriadas. Isto acrescentaria uma carga adicional à economia. c) a versão de Wagner implicaria que os meios-judeus, alemães contados como judeus e um-quarto-judeus, estariam incapazes de empregar domésticas alemãs. Isto totalizaria outras dezenas de milhares de domésticas a serem empregadas.

6. Separando famílias. Com ajuda da legislação, a versão de Wagner separa irmãos, de acordo com seu status, como solteiros ou como casados com alemães. A versão do Ministério do Interior evita esta situação indesejável, porque os critérios para definir meios-judeus como judeus são uniformes e aplicam-se para a família inteira. Isto será verdadeiro sem exceção para o critério referente à religião judaica. Mas mesmo a questão mais incomum do casamento de meios-judeus com judeus será somente aplicada quando a família inteira inclinar-se ao judaísmo.

O Problema de Meios-Judeus Veteranos. Será impossível, mesmo com a versão de Wagner, evitar a decisão do Führer e Chanceler do Reich de excluir os meios-judeus veteranos do exército que lutaram no front.De outra forma, nós nos encontraríamos numa situação onde meios-judeus que lutaram pela Alemanha no front seriam tratados pior que os judeus puros estrangeiros que lutaram contra a Alemanha, mas que hoje estão vivendo na Alemanha e são protegidos por tratados internacionais. Isto sem dúvidas daria uma arma importante à propaganda anti-alemã.

Aumento em suicídios. A maioria dos casamentos mistos são entre homens alemães e mulheres judias. As crianças (meio-) judias desses casamentos, entretanto, sentem que pertencem completamente à nação alemã pela sua educação, tradição familiar e fé cristã, e rejeitam o judaísmo. A carga mental de ser declarado judeu seria particularmente difícil e significante. Esperar-se-ia um crescimento agudo de suicídios por esta razão. O impacto de tais desenvolvimentos em países do exterior não seria recebido sem seriedade. .... A versão do Ministério do Interior de forma nenhuma inclui os meio-judeus no povo alemão. Ela os coloca no grupo dos mestiços (Mischlinge), não no grupo dos alemães. Ela trata esses meio-judeus que não serão definidos como judeus, como alemães somente com relação ao casamento, de forma a cumpria o objetivo central, que é o desaparecimento da raça mestiça tão cedo quanto possível. É somente a versão do Ministério que está de acordo com fatos raciais-biológicos: judeus são tratados como judeus, sangue mestiço é tratado como sangue mestiço e aqueles de sangue alemão são tratados como pessoas de sangue alemão. Esta versão fornece uma definição do judeu que não tem brechas. Ela inclui somente os meio-judeus que sem dúvida inclinam-se ao judaísmo como judeus. A criação de uma definição clara dos judeus que não precisaria ser ajustada no futuro é uma necessidade, porque esta definição afetará muitas áreas da vida e do status legal, e muitas agências governamentais diferentes terão que trabalhar com ela.

Fontes:
H-doc site
Lista H-doc
Do livro: Henry Friedlander & Sybil Milton, Archives of the Holocaust, Vol. 20 (New-York 1993) pp. 73-82.
Tradução: Marcelo Oliveira

Fotos de alguns Mischilinge no site do historiador e PhD Bryan Mark Rigg, autor do livro "Os soldados judeus de Hitler" que trata da história da questão dos alemães miscigenados(com "sangue judeu") dentro do regime racista nazista:
http://www.bryanrigg.com/jewish_soldiers_pics.htm

16 comentários:

Diogo disse...

O problema, caro Lucena, é que não existe nenhum povo judeu:

Ao contrário de outros «novos historiadores» que procuraram abalar as convenções da historiografia sionista, Shlomo Sand não se contenta em regressar a 1948 ou aos princípios do sionismo, mas remonta a milhares de anos atrás. Shlomo tenta provar que o povo judeu nunca existiu como um «povo-raça» partilhando uma origem comum, mas que é uma multitude variada de grupos humanos que, em momentos diferentes da história, adoptaram a religião judaica. Segundo Shlomo, para alguns pensadores sionistas, esta concepção mítica dos judeus como um povo antigo conduz a um pensamento verdadeiramente racista: «Existiram na Europa períodos onde, se alguém tivesse declarado que todos os judeus pertenciam a um povo de origem não judia, essa pessoa seria julgada imediatamente como anti-semita. Hoje, se alguém ousa sugerir que aqueles que são considerados judeus no mundo (…) nunca constituíram e não constituem nem um povo nem uma nação, seria imediatamente denunciado como uma pessoa que odeia Israel.»

http://citadino.blogspot.com/2008/11/quando-e-como-que-o-povo-judeu-foi.html

Roberto Lucena disse...

"O problema, caro Lucena, é que não existe nenhum povo judeu:"

Vou fazer de conta que essa frase é uma piada(mais uma dos "revis", rsrsrsrs).

E pra não perder viagem(dá até pra postar aqui depois os textos), vocês chegaram atrasado no "história" do Schlomo Sand, esses textos sobre ele circula há bastante tempo na pocilga antissemita do Google, o Orkut, que hoje responde por 90% do antissemitismo disseminado no Brasil via internet. Por bastante tempo entender como "desde 2008". Acho até engraçado esse forma de dar um caráter "inédito" a esse tipo de matéria.

Mas como eu sei que os "revis" não estão interessados em História, dizer algo a um "revisionista" e nada dá quase no mesmo, mas farei de conta(mais uma vez) que vocês estão de fato interessados em saber a sério de algum assunto e não simplesmente pinçar coisas na internet pra justificar preconceitos.

Roberto Lucena disse...

Só vou fazer um adendo porque ignorei o link indicado(do blog) por saber de antemão do que se tratava. O post do link do blog data de 2008, o que bate exatamente com o que eu comentei sobre o período em que começou a circular matérias sobre esse cara.

Só é curioso que isso só tenha citado agora, além do argumento ser totalmente furado(falacioso) com o texto sobre Mischlinge.

Em todo caso, mantenho na íntegra o que comentei acima, só adicionando esse adendo sobre a data do post do link pra evitar "distorção retórica" por parte dos "revis"("olha, você não olhou a data") pra parecer que houve erro quando não houve.

Depois postarei os textos/links aqui pra mostrar o quanto é furada a "tese" desse cara, apesar de achar que isso pouco importa pros "revis", sem falar no fato de que os "revis" se agarram, como se fosse objeto de fé, nas afirmações do Sand apenas porque ela serve de objeto de ataque a judeus, negar a existência de um povo. Se houvesse algum interesse de fato nessas pessoas em estudar História, bastaria procurar outros livros e fontes, mas como o interesse é outro(atacar judeus), citam a tese de um cara que faz uma negação devido a orientação política dele.

Pior ainda é usar isso pra se "entender" a Segunda Guerra e o regime nazi, segundo a "lógica" do seu comentário, por "não haver um povo judeu", o texto sobre Mischlinge não teria "sentido" porque não "existem judeus". É algo tão ridículo que eu não sei como alguém posta uma bobagem dessas como "argumento".

Seguindo essa lógica, usando o Sand(século XXI) como parâmetro de algo como se ele fosse o maior "pesquisador de História Judaica" do mundo, os nazistas então não teriam "perseguido" um povo judeu simplesmente por que este povo "não existia", é isso? Já que você não deixa explícito o que de fato pensa, só solta frases soltas pra tentar confundir.

É por essas(afirmações e interpretações esdrúxulas) e outras que os ditos "revis" não são levados a sério, e nem poderia (nem com muita boa vontade).

Roberto Lucena disse...

Não sei se estou sendo precipitado ou radical, mas, a continuar o "nível" de postagem dos "revis" com esse tipo de bobagem, acho que vou passar a ignorar esses comentários, pois é muita perda de tempo responder uma bobagem dessas quando se sabe de antemão que quem quiser pesquisar e estudar, basta procurar alguma fonte séria e aprender.

Não sei como é nos outros cantos ou da opinião dos demais, mas acho que o blog serviria muito mais se voltasse a servir como fonte de informação e estudo(coisa que é desde o início dele antes de abrir espaço pra esse festival de sandices) e não palco desse espetáculo nonsense "revisionista", é visível e flagrante que o comentário feito no início da discussão só tem o intuito de ataque a judeus, não há qualquer discussão trazida ou aberta sobre o conteúdo do post que foi sobre os mischlinge na Alemanha.

Sei que os "revis" adoram "teorias de conspiração" e "histórias fantásticas alternativas", mas isso não passa de idiotice, apenas isso, como aquela que vocês postaram do "o homem não foi à Lua".

Às vezes penso que estou discutindo literalmente com um bando de malucos, literalmente falando, pois até entre os "revis" há aqueles que sabem que estão mentindo deliradamente e agem politicamente (desses dá pra rebater e discutir sem problemas, por mais esdrúxulo que seja a postura deles) e os que acreditam piamente nessas crendices e "teorias de conspiração" (sobre esses não dá sequer pra levar a sério nada, a não ser como manifestação de birutice mesmo).

Diogo disse...

Ó Lucena, acorde! Olhe para os judeus à volta do mundo e veja se encontra alguma similitude rácica. E muito menos uma proveniente da Palestina.

O judaísmo é uma pseudo-religião, tal como a maçonaria.

Roberto Lucena disse...

"Ó Lucena, acorde! Olhe para os judeus à volta do mundo e veja se encontra alguma similitude rácica."

Primeiro problema vem com o termo "rácica", "raça" não existe, rsrsrsrs. Costumo dizer que quem tem raça é cachorro, rs. Mas deixando a brincadeira de lado, você está avaliando grupos pelo fenótipo(exterior, aparência externa), quando se avaliam pelo genótipo(DNA). Devo dizer que esse negócio de "estética" é meio "fru-fru" pra mim, em todo caso, me passaram um link há muito tempo de uma Univ., onde há uma pesquisa sobre o DNA dos grupos judaicos, e a pesquisa(que o Sand ignorou) não confirma o que você alega, tampouco o Sand, só que a pesquisa(como o nome diz) é só uma pesquisa, não tem caráter ideológico, mas como afirmam que "judeus" não são "judeus", ela acaba servindo pra mostrar que a afirmação é errada. Se alguém quer usar esse tipo de texto pra racismo, aí o problema é de quem usa dessa forma, a pesquisa serve apenas pra informar, não há hierarquização nela.

A pesquisa mostra que grupos judeus possuem sim ligação entre si, inclusive com os da Palestina. É uma bobagem sem tamanho o Sand usar desse expediente pra, sei lá, criticar o governo de Israel ao invés de protestar contra o mesmo(se era essa a intenção dele), coisa de imbecil mesmo, mas tem imbecil em todo canto.

"O judaísmo é uma pseudo-religião, tal como a maçonaria."

O que é uma pseudo-religião? Por essa lógica sua toda religião é uma pseudo-religião, principalmente as monoteístas que vem do judaísmo, como islamismo e cristianismo, é tudo "pseudo". Gosto pessoal eu não discuto, ninguém é obrigado a gostar de religião(ou religiões).

A maçonaria é um agrupamento político, não é religião.

Roberto Lucena disse...

Se quiser ler(só não vale pular de raiva, rs):

Esse estudo é um estudo sobre o dna dos grupos judaicos:
The Y Chromosome Pool of Jews as Part of the Genetic Landscape
of the Middle East

http://bioanthropology.huji.ac.il/pdf/Nebel_2001b.pdf



"A sample of 526 Y chromosomes representing six Middle Eastern populations (Ashkenazi, Sephardic, and Kurdish Jews from Israel; Muslim Kurds; Muslim Arabs from Israel and the Palestinian Authority Area; and Bedouin from the Negev) was analyzed for 13 binary polymorphisms and six microsatellite loci. The investigation of the genetic relationship among three Jewish communities revealed that Kurdish and Sephardic Jews were indistinguishable from one another, whereas both differed slightly, yet significantly, from Ashkenazi Jews. The differences among Ashkenazim may be a result of low-level gene flow from European populations and/or genetic drift during isolation. Admixture between Kurdish Jews and their former Muslim host population in Kurdistan appeared to be negligible.

In comparison with data available from other relevant populations in the region, Jews were found to be more closely related to groups in the north of the Fertile Crescent (Kurds, Turks, and Armenians) than to their Arab neighbors."


Enfim, ausência de fonte de estudo genético não falta, apenas a crença dos "revis" naquilo que eles querem crer, a todo custo.

Faço essa ressalva pois um "revi" de forma maliciosa e sofismando pegou esse link aí e ficou alegando uma série de absurdos que eram fruto do preconceito dele e não do que está escrito no texto. Parece que o "revisionismo" tem uma certa aversão a qualquer pesquisa científica que aponte os erros deles.

Depois posto aqui o link de outro historiador onde há citação do Sand e da refutação a ele por uma historiadora, Shapiro.

Roberto Lucena disse...

Curso instantâneo de lógica aplicada:

"Maçonaria" virou religião, judaísmo virou pseudo-religião, judeu não é povo, portanto, a História dos Mischlinge no nazismo não existiu, se judeu não povo, não houve antissemitismo(rsrsrs).

Confesso que eu teria vergonha de defender uma baboseira dessas, em todo caso, cada um é feliz do jeito que melhor lhe convir, rsrsrs.

Roberto Lucena disse...

Conforme prometido, divirta-se, se bem que não consegui esse livro, descolei outro sobre Khazares, mas só pra informar caso alguém queira checar:
--------------------------------
"Se você está curioso a respeito das ideias de Shlomo Sand em "A invenção do povo judeu" (publicado por Verso em 2009), leia o livro "Jews of Khazaria"(Judeus da Khazaria/de Khazar), segunda edição, para mais a completa e acurada discussão histórica sobre as conversões ao judaísmo e o aparecimento das comunidades judaicas no Leste europeu."

"The Jews of Khazaria" prova:

A maioria das comunidades judaicas ao redor do mundo são geneticamente relacionadas umas com as outras, validando a história da diáspora.

Judeus Ashkenazi são em sua maioria isralitas com pequeno resquício de ancestralidade Khazar.

Judeus sefarditas(ibéricos e norte da África) não tem tanta conexão com os Berberes como Sand afirma.

O Iídiche veio do alemão, não de idioma eslavo.

Há provas histórica e onomástica que judeus migraram da Alemanha e Áustria para o leste europeu em grandes quantidades.


---------------------------------
Livro: "The Jews of Khazaria"

Roberto Lucena disse...

Artigo da Anita Shapira que é indicado no site:

"Anita Shapira thoroughly discredited Shlomo Sand's book in her review article "The Jewish-people deniers" in The Journal of Israeli History, Vol. 28, No. 1, March 2009, pages 63-72."

REVIEW ESSAY: The Jewish People Deniers

Roberto Lucena disse...

Em outro link, em pdf, colaboração do Pedro, o texto da Anita Shapiro:

"The Journal of Israeli History
Vol. 28, No. 1, March 2009, 63–72
REVIEW ESSAY
The Jewish-people deniers"

Link com o PDF

Roberto Lucena disse...

[mode "revi" on]

Mas pra que procurar algo em instituições sérias ou estudar algo a sério se existem aos montes, na internet, sites e textos de "teorias de conspiração" pra "provar" minhas sandices e preconceitos?

[mode "revi" off]

rsrsrsrsrsrsrsrsrsrs

Diogo disse...

Lucena, você tem de aprender a ser mais conciso na apresentação das suas teses. Colocou não sei quantos comentários sem explicar rigorosamente nada. Como é que se prova a diáspora judaica?

Roberto Lucena disse...

"Lucena, você tem de aprender a ser mais conciso na apresentação das suas teses."

Ah, já sei, o Diogo não consegue entender o que é escrito, posta um texto nonsense que não tem nada a ver com o post pra trollar e desviar a atenção do post e eu tenho que "aprender" a ser conciso? Vou fazer de conta que você contou outra piada.

"Colocou não sei quantos comentários sem explicar rigorosamente nada."

Errado novamente, 'meu caro', pra quem quiser aprender algo o que foi postado serve, e foi pra essas pessoas que postei, pois independente do que você posta há outras pessoas que leem e não estão interessadas nas baboseiras dos "revis", não postei propriamente pra responder a quem não quer aprender nada e acha que soltar frases de efeitos e panfletos equivale ao conteúdo de um livro. O que Shlomo Sand tem a ver com o assunto do post? Nada, além do cara ser mal conceituado e da tese dele ter furos, mas o assunto que ele trata é outro, não é Segunda Guerra mundial, você é quem está, sabendo ou não, fazendo uma confusão retórica achando que ninguém percebe isso.

Enfim, se é pra ficar trollando nos comentários, também me dou ao direito de ficar zoneando os comentários também, não é pra brincar? Então vamos brincar.

Roberto Lucena disse...

"Como é que se prova a diáspora judaica?"

É simples, compre ou arrume um livro de História Judaica pesquisado por historiadores especialistas nesse tema, leia-o e nele encontrarás o que tens dúvidas, se de fato as tiver.

Se quiser até procuro e posto bibliografia aqui e links pra baixar(tem alguns livros em .pdf), pois sempre tem alguém que tem interesse só que o blog é sobre o Holocausto e Segunda Guerra e não sobre Antiguidade ou Idade Média, apesar de achar que isso não é obrigação minha em hipótese alguma e posto ou respondo isso se quiser.

Acredito que você entende que há divisões na História, antiguidade, Idade Média, contemporânea, etc, e só tá postando isso pra irritar e fazer graça.

O que não irei fazer em espécie alguma é me preocupar com algo que não tem correlação com o postado apenas pra te "satisfazer" ou porque você quer bancar o "sabido" postando uma bobagem dessas, ou na pior das hipóteses porque aparentemente não entende o que está postando, mas mesmo assim fica numa cruzada pra ver se tira as pessoas do sério, isso pra não levar a coisa pra área da má fé.

Sendo curto e grosso, isso aqui não é uma ONG ou "disque dúvidas" que basta você postar uma asneira e imediatamente as pessoas são obrigadas a te responder sob pena de você mentir dizendo "não me responderam porque estavam com medo ou não sabia", porque você está visivelmente de gozação com nossa cara.

Acho até que a continuar assim(não é a primeira vez que você faz isso) dá pra cortar essa trollagem sem aviso prévio, você já é reincidente em advertência e não propõe discussão alguma, usa o espaço do blog pra ficar postando links de blogs "revis" pra fazer divulgação.

Enfim, não que eu espere muito de quem chama Hitler de "Mein Führer", mas acho que você já extrapolou a cota de "tolerância" com suas provocações por aqui há bastante tempo.

Roberto Lucena disse...

Se eu notar de novo que a postagem é trollagem pura e simples, só pra provocar(irritar) e não discutir o que é postado(o assunto do post), vou cortar, até pela reincidência da coisa, são meses a fio só com esse tipo de provocação e já estão achando que tem um bando de retardados aqui tolerando tudo.

Sei que há uma mentalidade tortuosa disseminada infantilmente na internet que "alega" que todo mundo tem que aturar tudo que vê ou lê na internet em "nome de democracia" ou "tolerância", como aturar gente chata, etc. Sem chance, não concordo com isso.

Esse tipo de postura é poeril, não acho que isso seja uma postura democrática, está mais pra uma postura ingênua e arremedo de democracia, já que numa democracia de verdade se presupõe a existência de regras ou leis e limites, sem exageros delas, e não de uma anarquia instalada travestida de "democracia" onde ninguém respeita nada e há ausência total de limites, o que não deixa de ser uma espécie de tirania de sinal invertido.

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