sexta-feira, 3 de abril de 2009

Der Giftpilz - propaganda nazi para criancas no III Reich

Como os "revisionistas" adoram florear e negar o caráter racista do regime nacional-socialista(nazista). Aqui vai mais uma prova do antissemitismo ideológico empregado pela propaganda do regime. Tradução de Marcelo Oliveira.
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Do livro infantil "Der Giftpilz" (O Cogumelo Venenoso) publicado pelo anti-semita Julius Streicher e destinado às crianças do III
Reich.
Uma produção do Stürmer-Verlag de Streicher.

A visita de Inge ao médico judeu

Inge está doente. Por vários dias ela teve uma pequena febre e uma dor de cabeça. Mas Inge não quer ir ao médico.

"Por que ir ao médico por essa pouca coisa?" disse ela de novo e de novo quando sua mãe sugeru. Finalmente sua mãe insistiu.

"Ande! Vá ao Dr. Bernstein e deixe-o examiná-la!", ordenou sua mãe.
"Por que Dr. Bernstein? Ele é um judeu! E nenhuma garota alemã de verdade vai a um judeu," respondeu Inge.

Sua mãe riu.

"Não diga absurdos! Médicos judeus são bons. Eles sempre dizem absurdos sobre isso nas reuniões da sua BDM [Liga das Garotas Alemãs]. O que aquelas garotas sabem a respeito disso?"

Inge protestou.

"Mãe, você pode dizer o que quiser, mas não pode difamar a BDM. Você deveria saber que nós, garotas da BDM entendemos a questão judaica melhor que muitos de nossos pais. Nossa líder dá uma pequena palestra sobre os judeus quase toda semana. Recentemente ela disse: 'Um alemão não pode ir a um médico judeu! Especialmente uma garota alemã! Porque os judeus querem destruir o povo alemão. Muitas garotas que foram a um médico judeu para sarar encontraram, em vez disso, doença e vergonha!' Foi isso que nossa líder disse, Mãe. E ela está certa!

Sua mãe ficou impaciente.

"Você sempre pensa que sabe mais que os adultos. O que você disse não é verdade. Olhe, Inge. Eu conheço bem o Dr. Bernstein. Ele é um ótimo médico."

"Mas ele é um judeu! E os judeus são nossos inimigos mortais," Inge respondeu.

Agora sua mãe ficou realmente zangada.

"Já chega, sua criança levada! Vá ao Dr. Bernstein agora mesmo! Se você não for, vou ensiná-la como me obedecer!"

Sua mãe gritou e levantou a mão.

Inge não queria mesmo ser desobediente, então ela foi. Foi ao médico judeu Bernstein!

Inge senta-se na sala de espera do médico judeu. Ela teve que esperar bastante tempo. Ela folheia as revistas que estão sobre a mesa. Mas ela está muito nervosa para poder ler mais que algumas sentenças. De novo e de novo ela relembra a conversa com sua mãe. De novo e de novo ela relembra a advertência de sua líder da BDM: "Um alemão não pode ir a um médico judeu! Especialmente uma garota alemã! Muitas garotas que foram a um médico judeu para sarar encontraram, em vez disso, doença e vergonha!"

Assim que Inge entrou na sala de espera, ela tinha tido uma estranha experiência. Da sala de exame do médico veio um choro. Ela ouviu a voz de uma garota:

"Doutor! Doutor! Deixe-me em paz!"

Então ela ouviu a risada debochada de um homem. Então tudo ficou quieto. Sem fôlego, Inge ouviu.

"O que tudo isso quer dizer?" ela se perguntou, e seu coração bateu mais rápido. Mais uma vez ela pensou nos avisos da sua líder do BDM.
Inge está esperando por uma hora. Novamente ela pega as revistas e tenta ler. Então a porta se abre. Inge olha. O judeu aparece. Um grito vem da boca de Inge. Em terror, ela deixa o jornal cair. Horrorizada, ela dá um salto. Seu olhos fitam o rosto de um médico judeu. E seu rosto é o rosto do Demônio. No meio de sua cara diabólica assenta-se um enorme nariz torto. Por trás dos óculos brilham dois olhos criminosos. E um sorriso percorre seus lábios salientes. Um sorriso que quer dizer:

"Agora finalmente eu tenho você, pequena menina alemã!"

O judeu vem em sua direção. Seus dedos gordos a seguraram. Mas agora Inge se recuperou. Antes que o judeu pudesse agarrá-la, ela acerta a cara gorda do judeu-médico. Então um salto até a porta. Sem fõlego, Inge corre escada abaixo. Ofegante, ela saiu correndo da casa do judeu.

Em prantos ela volta para casa. Sua mãe está chocada em ver sua criança.

"Pelo amor de Deus, Inge! O que aconteceu?"

Muito tempo se passa até que a menina possa dizer alguma coisa. Finalmente, Inge conta sua experiência com o judeu-médico. Sua mãe ouve em horror. E quando Inge termina sua história, sua mãe baixa a cabeça, envergonhada.

"Inge, eu não deveria ter mandado você ir a um médico judeu. Quando você saiu eu lamentei isso. Eu não consegui relaxar. Eu queria chamá-la de volta. Eu suspeitei de repente que você estivesse certa. Eu suspeitei que alguma coisa fosse acontecer a você. Mas correu tudo bem, graças a Deus!"

Sua mãe lamenta, e tenta esconder suas lágrimas.

Aos poucos, Inge vai se acalmando. Ela ri novamente. "Mãe, você fez muito por mim. Obrigada. Mas você tem que me prometer: sobre a BDM..."

Sua mãe não a deixa terminar.

"Eu sei o que você quer dizer, Inge. Eu prometo. Estou achando que pode-se aprender mesmo com crianças como vocês"
Inge concorda.

"Você está certa, Mãe. Nós, garotas da BDM, nós sabemos o que queremos, mesmo que nós nem sempre entendamos. Mãe, você me ensinou muitos ditados. Hoje eu quero lhe dar um para você aprender." E calma e significantemente Inge diz:
O Diabo, foi ele
Que mandou o judeu-médico para a Alemanha.
Como um diabo, ele contamina
A mulher alemã, a honra da Alemanha.
O povo alemão, ele não será são
A menos que muito em breve o caminho seja encontrado
Para cura germânica, meios alemães,
Para médicos alemães em dias futuros.
Fonte: Calvin College
http://www.calvin.edu/academic/cas/gpa/story10.htm
Publicado em:
http://br.groups.yahoo.com/group/Holocausto-Doc/message/2473

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