sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

[HB] Escapando da realidade com a Globo brasileira (NY Times)

No ano passado, a The Economist publicou um artigo sobre a TV Globo, a maior emissora do Brasil. Dizia que “91 milhões de pessoas, pouco menos do que a metade da população, sintoniza no canal todos os dias: o tipo de audiência que nos Estados Unidos só é obtida uma vez por ano, e apenas pela emissora que ganhou os direitos de exibir o Super Bowl”.

Os números podem parecer exagerados, mas basta dar uma volta no quarteirão para passar a considerá-los até que conservadores. Por toda parte há uma televisão ligada, em geral na Globo, e todos a estão encarando de forma hipnótica.

Não é de se espantar que um estudo de 2011 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) afirme que o percentual de residências com um aparelho de televisão (96,9%) é maior do que o das pessoas com uma geladeira (95,8%), e que 64% possui mais de um aparelho em casa. Outros estudos revelaram que os brasileiros passam 4 horas e 31 minutos assistindo à televisão nos dias úteis e 4 horas e 14 minutos nos fins de semana; 73% assistem à televisão todos os dias e apenas 4% nunca o fazem. (Eu sou uma dessas.)

Nesse universo, a Globo é onipresente. Embora sua audiência tenha diminuído nas últimas décadas, o share da emissora ainda é de 34%. Sua principal rival, a Record, tem 15%.

Mas o que significa essa presença esmagadora? Num país onde a educação é deficitária (a Organização pela Cooperação e Desenvolvimento Econômico recentemente nos colocou em 60o. lugar entre 76 países na performance média em exames de aptidão escolar), quer dizer talvez que um único conjunto de valores e perspectivas sociais está sendo amplamente difundido. Além disso, sendo a maior empresa de mídia da América Latina, a Globo é capaz de exercer uma influência considerável na nossa política.

Um exemplo: dois anos atrás, em um tímido pedido de desculpas, a Globo confessou ter apoiado a ditadura militar no Brasil, ocorrida de 1964 e 1985. “À luz da História, contudo”, disse o editorial, “não há por que não reconhecer, hoje, explicitamente, que o apoio foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais do período que decorreram desse desacerto original.”

Com esses perigos em mente, e em nome do bom jornalismo, passei um dia inteiro assistindo à programação da Globo, em uma terça-feira recente, a fim de verificar o que eu podia aprender sobre as ideias e valores promovidos pela emissora.

A primeira coisa a que a maioria das pessoas assiste todas as manhãs é o jornal local, depois o nacional. A partir desses programas, pode-se inferir que não há nada mais importante na vida do que o clima e o trânsito. O fato de que nossa presidente, Dilma Rousseff, enfrenta um risco sério de impeachment e de que seu principal oponente político, Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, está sendo investigado por corrupção, esses fatos recebem menos tempo de tela do que os detalhes dos congestionamentos. Os boletins são atualizados pelo menos seis horas por dia, com os âncoras papeando amigavelmente sobre o calor ou a chuva, como se fossem tias solteironas na hora do chá.

Dos programas matutinos, entendi que o segredo da vida é ser famoso, rico, vagamente religioso e “do bem”. Todos os apresentadores e convidados gostavam uns dos outros e sorriam o tempo todo. Foram contadas histórias inspiradoras de pessoas com deficiência que tiveram força de vontade para ter sucesso em suas profissões. Especialistas e celebridades discutiam esses e outros tópicos com notável superficialidade.

Decidi pular os programas vespertinos – em sua maioria, reprises de novelas e de filmes de Hollywood – e fui direto para as notícias do horário nobre.

Dez anos atrás, um âncora da Globo, William Bonner, comparou o espectador médio do Jornal Nacional ao Homer Simpson – incapaz de entender notícias complexas. Pelo que pude ver, esse padrão ainda se aplica. Um segmento sobre a crise hídrica em São Paulo, por exemplo, foi ilustrado por uma repórter no zoológico, que disse ironicamente: “Olha a cara de preocupação do leão com a falta d’água”.

Assistir à Globo significa acostumar-se a clichês e fórmulas batidas; muitos dos roteiros de jornais incluem pequenos trocadilhos no final, ou inanidades de pessoas que estão passando. “Dunga disse que gosta de sorrir”, disse uma repórter sobre o técnico da seleção brasileira de futebol. Às vezes, poucos segundos são devotados a notícias perturbadoras como o fato de que o estado de São Paulo decretou um sigilo de 15 anos dos dados operacionais e técnicos da rede hídrica, ao passo que longos minutos são gastos em tópicos como “o salvamento de um homem que estava se afogando [e que] provocou admiração e surpresa numa cidade do interior paulista”.

O resto da noite foi preenchido por novelas, através das quais pode-se concluir que as mulheres sempre usam maquiagem pesada, brincos enormes, unhas bem feitas, saias apertadas, saltos altos e o cabelo liso. (Segundo esses critérios, eu não sou uma mulher.) As personagens femininas podem ser boas ou más, mas unanimemente magras. Elas brigam por causa de homens. Seus objetivos máximos na vida são usar um vestido de noiva, dar à luz um bebê loiro e/ou aparecer na televisão. Pessoas normais têm mordomos, enquanto encanadores sarados realmente visitam e seduzem donas de casa entediadas.

Duas das três novelas em exibição falam sobre favelas, com pouca semelhança com a realidade. Politicamente, tendem ao conservadorismo. A regra do jogo, por exemplo, conta com um personagem que, em um episódio, se apresenta como um advogado de direitos humanos a serviço da Anistia Internacional só para contrabandear para dentro da prisão os materiais necessários para fazer uma bomba. A ONG fez uma reclamação pública, acusando a Globo de contribuir para a criminalização do trabalho de defensores dos direitos humanos no Brasil.

A despeito do alto nível técnico de produção, as novelas são dolorosas de assistir, com suas vastas doses de preconceito, melodrama, diálogos rasos e clichês.

Mas elas têm o seu efeito. No fim do dia, me senti menos preocupada com a crise hídrica ou com a possibilidade de outro golpe militar – exatamente como o leão apático e as mulheres vazias das novelas.

The International New York Times
11 de novembro de 2015
por Vanessa Barbara
Contributing Op-Ed Writer

Ps. O artigo original se referia erroneamente a 25 anos de sigilo nos dados operacionais e técnicos da rede hídrica.

Fonte: New York Times
http://www.nytimes.com/2015/11/11/opinion/international/escaping-reality-with-brazils-globo-tv.html
Tradução: site Seleta de Legumes
http://www.hortifruti.org/2015/11/10/escapando-da-realidade-com-a-globo-brasileira-traducao/



Observação 1: Vou usar a sigla "HB" pra todos os posts referentes a conteúdos ligados à História do Brasil. Verei se consigo atualizar os outros.

Observação 2: este texto ficará na parte de História do Brasil. Como considero a cobertura que a mídia (tanto a "grande", oligopolizada, como parte da dita "alternativa") muito aquém do que eu acho bom, tomo a liberdade de colocar textos que considero relevantes e que abordam a atualidade e presenta recente do país.

Esta questão da Rede Globo é muito problemática. Esta emissora ou grupo ("organizações", como ela usa o termo) é um resquício tenebroso da ditadura militar (1964-1985), totalmente alinhada ideologicamente com o governo dos Estados Unidos e que sempre minou qualquer ato de desenvolvimento do país visando a própria soberania plena do mesmo, desde a redemocratização do país em 1985.

Foi um erro dos militares não terem dividido essa emissora em várias partes, antes do fim da ditadura, aniquilando o poder "onisciente" e "onipresente" do todo poderoso dela (Roberto Marinho, já morto, mas não menos nefasto), uma figura sinistra da História do Brasil. São os famosos entreguistas que querem transformar o Brasil num colônia de exploração dos EUA e de outros países em troca do "quinhão" de controle deles. Não possuem qualquer senso pátrio ou escrúpulo.

O texto narra a deturpação que essa emissora cria no país. Isso porque o povo brasileiro lê pouco, tem uma educação precária (mas também tem aversão a ler, pois a educação precária não explica a falta de apego à leitura) e tem um vício por essa emissora, como se fosse uma doença. Chamaram atenção prum fato que eu não havia reparado antes, de como há TVs espalhadas nos recintos do país (bares, consultórios médicos etc), e é verdade, e o grosso delas sintonizadas na Globo. É algo doentio, dantesco, datado. O lado positivo em torno disso é que o pessoal mais novo só fica grudado nos tablets, não assistem mais essa emissora. O que põe em cheque o porquê das empresas brasileiras ainda anunciarem em massa nesse tipo de emissora (jornal e rádio, pois a Globo tem tudo isso, e até cinema) quando a divulgação via internet é mais barata e eficiente que essa mídia datada e apodrecida, onde os noticiários dela mais parecem horário político gratuito do PSDB (partido de oposição no Brasil).

A quem não sabe, a Globo apoiou o golpe de 1964, golpe tramado pelos EUA, e cresceu se valendo da ditadura que perseguiu os concorrentes, com dinheiro norte-americano (caso Time-Life). Esse "monstrinho" surgiu no formato atual na ditadura (apesar de ser mais antiga pois ela vem do jornal O Globo, que já era entreguista contra Vargas e o país), foi o pior legado que os militares deixaram pro país, pois ela sabota politicamente o país desde 1985 como "Estado paralelo". A Globo foi o aríete do neoliberalismo e privatizações no país durante o governo FHC (o garoto do Consenso de Washington). E hoje vem falar do caso da Vale em minas, empresa privatizada pelo valor de dois Youtubes que ninguém sabe aonde o dinheiro da privatização (uma merreca perto do valor da empresa) foi parar. E taí o desmantelo da mesma que funciona porcamente.

Mais recentemente, ela apoiou abertamente o Impeachment paraguaio (golpe branco) da atual Presidente do país, colocando transmissão ao vivo de micaretas na Avenida Paulista com a "turma" de extrema-direita. Um apoio tão escancarado que deixou muita gente perplexo com o descaramento da emissora. E erro do governo ao patrocinar com verba estatal um grupo que conspira contra a democracia do país. Sou plenamente a favor do corte de toda verba publicitária estatal a essa emissora e parte da imprensa do país. Se eles defendem liberalismo, que procurem captar recursos da iniciativa privada que tanto defendem e não sejam tão contraditórios atacando o Estado a todo instante pra pegar recursos do mesmo. Dona Dilma, se quer economizar, os milhões que vão pra Globo são uma bela economia. Crie e coragem e faça o que deve ser feito, o povo entenderá. Conspirar contra a democracia do país e contra a soberania do Brasil é crime grave e não deve ser tolerado.

Noutro país, uma emissora dessas já teria sofrido represálias sérias ou mesmo ter o canal cassado por crime de conspiração. E isso não é antidemocrático, quem atentou contra a democracia foi este grupo, como fez em 1964 e repete a dose. Só que os tempos são outros. A internet fura o noticiário enviesado e distorcido dessa emissora, por mais que ela tente manobrar a população (ela já não consegue fazer isso como décadas atrás).

E cuidado com o caso da FIFA, o FBI ainda não citou abertamente o caso de propina pra transmissão de jogos.

10 comentários:

João Lima disse...

bom.. imaginemos que a mentirosa globo sumisse do mapa amanhã. Quem ia assumir a hegemonia das comunicações?? a record... de dindin maiscedo?? (ou dá ou desce !) ,,, sbt de silvio santos (ganhou $$$ com a farsa do baú da felicidade etc etc.. puxou o saco da ditadura pra obter a TV S etc etc)
a globo de fato é deplorável.. mas as rivais dela não ficam atrás

Roberto disse...

De fato, as "rivais" (que só ficam na sombra mesmo com todo desgaste do Plim-Plim), não são grande coisa, mas isso é bom, indica que com a queda da Globo nenhuma emissora no país terá um dia o gigantismo que a Globo teve.

Num futuro não tão distante não haverá predomínio de uma emissora de TV sobre as demais, isso só foi possível com a ditadura interferindo no processo e dando tudo de mão beijada à Globo, que nunca teve concorrência de verdade e briga por audiência, como ocorre na maioria dos países.

No futuro (que já é real), a internet dominará o que o povo assiste. Um adolescente hoje que só assiste internet não tem mais o hábito de ver TV como a parte que pegou ainda a fase pré-banda larga no país (antes da expansão disso).

O curioso é que isso não está muito distante de ocorrer em definitivo. Como o Paulo Henrique Amorim citou num texto (não salvei), a Globo deve morrer "gorda" (rica, mas sem audiência).

A Globo tem um problema crônico que é seu gigantismo, incompatível com o mundo atual e custa muito dinheiro pra manter pra audiência pífia que vem tendo. Uma hora a coisa quebra (nem a verba do governo federal cobrirá a conta).

A Record e as demais cresceram já na democracia, não tem esse viés autoritário/ditatorial da Globo e a audiência nunca chegou próximo daquelas audiências gigantes que a Globo teve como na Copa de 82 onde teve jogo da seleção com mais de 90% de audiência, algo absurdo de ocorrer em qualquer outro país do mundo, exceto numa ditadura extrema.

João Lima disse...

Verdade.... mas eu temo a Record em si por ser veículo de propaganda do Macedão. você sabe que os evangélicos cresceram demais no país. (não só os da IURD, claro)...
ah o padrão Globo é imcompatível com os tempos atuais.. muitos não mais paciência com as "atrações" globais. Quer 1 prova que a influência global decaiu nos ultimos tempos? praticamente não ouço mais na rua o povo falar de novela BBB etc. Antigamente era mais comum !
Ah, soube que a globo não faliu em 1965 pq Walter Clark a salvou !

Roberto disse...

O problema pra essas TVs "concorrentes" (Record e cia) é que como nunca ousaram peitar de verdade a Globo, acomodaram-se com as "migalhas", jamais terão condições de ocupar o vácuo deixado pela Globo.

Elas já estão com concorrência de todo os lados, TV a cabo, internet etc. A programa de fora chega ao país (Netflix) e o povo vai se acostumando a outro padrão técnico, de qualidade e já não quer mais saber da programação baixo nível que essas TVs abertas proporcionam, com um viés regional ao extremo (praticamente todas as grandes se localizam em dois estados da Federação apenas: SP e RJ).

Se não fosse pelo futebol hoje a Globo estaria ainda mais debilitada, é o esporte que mantém boa parte da TV brasileira de pé, tal a decadência da programação delas (falta de preocupação em oferecer algo que preste apostando na porcaria como "audiência garantida").

Ou elas aprendem a disputar audiência com o que vem de fora (o que elas adoram pregar: "concorrência", pregam mas odeiam concorrência) ou vão ter problemas sérios no futuro pois a mídia estrangeira já entrou e quer entrar mais no país, pois eles sabem como anda o baixo nível da TV brasileira, principalmente pela partidarização extrema que a Globo e o resto do oligopólio abraçou como um fim em si mesmo.

João Lima disse...

é verdade... mas eu também temo o integrismo evangélico... que vem crescendo no país

Roberto disse...

Mas veja como até nessa dispersão/disseminação desse neopentecostalismo ou fundamentalismo evangélico no país a Globo teve papel-chave, mais um motivo pra torcer pela queda dessa emissora (até pelo aspecto simbólico disso).

Nos anos 80 a Globo começou a transmitir cultos de pastores televisivos dos EUA, nessa linha neopentecostal "arrecada dízimo" (exploração dos fiéis) na TV aberta. Até culto de Ação de Graças (a Globo é chegada numa "americanização cultural") a Globo teve o desplante de transmitir, nem a Record transmitiu isso mesmo com o "bispo" à frente dela.

Não sei o que houve mas pararam com a transmissão. Pode ser pelo número de católicos no país que era muito alto na época e começaram a chiar, ou mesmo falta de audiência. Ou seja, quem primeiro transmitiu culto neopentecostal no país, em larga escala, foi a Globo.

Não sei o que houve entre o Edir Macedo e a Globo, mas foi a prisão dele nos anos 90 (que teve o dedo do Roberto Marinho) que deu a ideia a ele de comprar uma TV, então a Record (que estava falida). E cá estamos com a proliferação dessas seitas comprando horários na TV sem qualquer legislação que impeça isso.

A coisa não fica só restrita à TV, ela se espalha principalmente nessas Igrejas em periferias, mas mais no eixo Rio-SP que no restante do país. A população evangélica no Rio já chega a quase 50%-50% da população (católicos dum lado, evangélicos do outro). O que já é perceptível até pelo tipo de político que elegem (Cunha, Bolsonaro e cia, que recebem votos desse eleitorado) e pelo discurso moralista cheio de pauta puritana no meio, principalmente sobre o "nu" no país.

Antes as escolas de samba do Rio vinham com muita passista etc com peito de fora, pode notar que isso foi desaparecendo à medida que essas seitas neopentecostais vão se proliferando pelo Rio.

A Globo trouxe pro país esse monte de tranqueira, o curioso é que ela hoje sofre concorrência pesada de TVs dos EUA, pois como sempre os EUA mostram como retribuem toda fidelidade canina que recebem, vide a de Saddam no Iraque (papando seus antigos aliados/servos).

João Lima disse...

quem diria... a plim plim que trouxe de vez os pa$tores... (e ironicamente desceu a ripa neles mais tarde). Lembra-se da globo mostrando macedão ensinando a tomar $$$$ dos otários? a globo só fez isso por interesses! ah,,, de fato os evanjas cresceram... se tornar muitos presente no cotidiano nacional.. quando ouço nas ruas, no onibus etc. a palavra igreja.. só associo à evangélica: motivo... ela cresceu muito e ofuscou a católica(embora seja a majoritária).
americanização cultural.. é fato!! a grobo adora citar NEW YORK... sempre que pode !! pra ela só NY existe! veja se ela valoriza o Brasil e Am.Latina! (complexo de vira-lata)
TVs dos EUA tão desbancando a Globo? onde? na tv a cabo?
sobre influencia cultural estrangeira... 1 pais que influenciou d+ a elite economica e intelectual de n paises antigamente era a França...

ah.. vários paises servem de influenciador.

Roberto disse...

A esculhambação da Globo com o Macedo foi depois disso, não lembro a causa, provavelmente ele mexeu com algo da Globo e a Globo como represália começou a malhá-lo. Ou foi a pedido da Igreja Católica (a Globo na época era mais católica, depois virou espírita-católica, rs). É aí que começa a briga entre os dois, mas antes do Macedo despontar ela andou mostrando culto evangélico pra ver se "colava", como não vingou aposentou de vez a coisa, questão de alguns anos pois depois o fenômeno despontaria com a americanização cultural do país que a própria Globo provocou.

Pode notar que o reduto central desses neopentecostais no país é o Rio, sede da Globo e da própria Universal (onde surgiu a IURD e a Assembleia de Deus é forte, vide o Malafaia e o Cunha).

Quanto mais americanizada for a cultura, mais propício fica a proliferação dessas doutrinas evangélicas neopentecostais e a "teologia da prosperidade" mais neoliberalismo.

A TV dos EUA que tá criando problema são duas, a Fox e o EI (Esporte Interativo, do Turner). A Fox já pegou a Libertadores e parece que a Copa da UEFA ou a Champions League, ou foi o EI (uma das duas), a Globo não pode transmitir isso em canal fechado.

Netflix cresce a cada dia, principalmente na classe média "descolada" (americanizada) enquanto a audiência de TV aberta decresce.

Praticamente só passa TV dos EUA no Brasil hoje, até jogo de futebol americano andam transmitindo (o ápice do absurdo alguns anos atrás passarem isso). Praticamente não passa quase nada da TV europeia, cinema europeu, da Ásia, do Oriente Médio etc, a Globo barra e as outras TVs do país só sabem ficar na sombra do Plim-Plim, não ousam tomar o posto dela, coisa que os ianques fazem (não têm medo da Globo).

João Lima disse...

curioso que nos tempos recentes a american pop culture ganhou 1 rival.. a japanese pop culture.
basta ver n eventos de anime, manga etc.

Roberto disse...

"curioso que nos tempos recentes a american pop culture ganhou 1 rival.. a japanese pop culture. basta ver n eventos de anime, manga etc."

Como não acompanho de perto, não saberia dimensionar o tamanho da coisa, mas é pertinente apontar o caso, é bem popular essa "cultura pop" do Japão, e isso há mais de década. Desenhos como Patrulha Estelar (Space Battleship Yamato, foi chamada de Star Blazers nos EUA), Pirata do Espaço e outros eram bem populares no Brasil e fora. Até os Thundercats que fizeram sucesso no país foram feitos no Japão e distribuídos como "norte-americanos.

Os mangás fazem muito sucesso mas são renegados pela "grande mídia" do país que tenta impor os enlatados dos EUA pro país. Só que com internet fica bem difícil pra mídia "ocultar" isso do público, principalmente o público que já cresceu com a internet sem influência da TV aberta/fechada.

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