quarta-feira, 27 de maio de 2009

São confiáveis as memórias de Hoess - Parte 2 - Hoess sobre gaseamentos e assassinatos em massa

(todos os grifos do tradutor)
Hoess escreveu sobre uma ordem secreta (29;155) dada no outono de 1941 para matar todos os comissários e políticos soviéticos nos campos. Esses indivíduos estavam constantemente chegando em Auschwitz. Hoess então reconta (30) como aconteceu o primeiro gaseamento de POWs soviéticos no porão do Bloco 11, a execução no bloco acontecia normalmente por tiro ou enforcamento, mas não por gaseamento. No entanto, este parece ser o primeiro gaseamento que aconteceu no Bloco 11 ou um dos dois gaseamentos.[16] O Bloco 11 era inapropriado para gaseamento porque levou dois dias para o ar sair do porão. Hoess, em seguida, afirma que o gaseamento dos POWs soviéticos foi transferido para o Crematório I. Os judeus (31) foram gaseados em outro lugar.

Hoess está sendo confiável? Um cartão de arquivo de POWs soviéticos no outono de 1941 mostra que 9.997 foram levados para o campo.[17] Os registros do necrotério de Auschwitz – não devem ser confundidos com os Livros de Mortos de Auschwitz[18] – mostram que 7.343 prisioneiros soviéticos morreram em quatro meses, de outubro de 1941 a janeiro de 1942, assombrosos 73%.[19]

Negadores do Holocausto argumentam que isso não foi o primeiro gaseamento de POWs soviéticos em Auschwitz.[20] Entretanto, em 1994, o Instituto de Pesquisas Forenses de Cracóvia fez um estudo exaustivo das estruturas de Auschwitz identificadas como câmaras de gás homicidas. O Instituto encontrou vestígios de HCN, o gás venenoso usado para assassinato em massa, no porão do Bloco 11, no local identificado por Hoess como o local do primeiro gaseamento. Além disso, o Instituto também apurou que existiam baixos níveis de HCN quando comparados com outros locais de gaseamento, justificando assim a afirmação de Hoess que os gaseamentos no Bloco 11 foram abandonados logo de início porque o local era inapropriado. O Instituto também encontrou HCN no Crematório I, onde Hoess afirmou que as operações de gaseamento dos POWs soviéticos foram transferidas.[21]


Hoess escreve (28) que ele teve um encontro com Adolf Eichmann, chefe da Gestapo do Escritório Judaico, “que me disse sobre os assassinatos por gases dos escapamentos de motores de vans e como eles tinham sido utilizados no Leste [o território ocupado Soviético] até agora.”


O negador do Holocausto David Irving obteve as memórias não publicadas de Eichmann. Estas memórias foram escritas antes dele ser capturado pelos israelenses, portanto não pode ser alegado que elas foram escritas sob coação. Irving cita o escrito de Eichmann em que ele estava em um ônibus e disse para o motorista “olhar através do olho mágico na parte de trás do ônibus para ver alguns prisioneiros sendo gaseados por gases do escapamento.”[22]


Irving tentou “escapar pela direita” sobre a admissão de Eichmann alegando que este foi um incidente isolado. Ele também tentou argumentar que as memórias de Eichmann acusam Hoess. Mas Irving sabia mais. A caracterização de Hoess nos papéis de Eichmann tinha sido confirmada por Irving antes dele se tornar um negador. Em 1977 Irving escreveu sobre a descoberta de um documento de 1941 mostrando que Eichmann tinha aprovado “uma proposta que estes [Judeus] que chegaram a Riga [na Letônia] deveriam ser mortos por caminhões de gaseamento.”[23] O memorando confirma em detalhes a descrição de Hoess do papel de Eichmann nesses assuntos. Trata-se de um memorando secreto do Assessor para Assuntos Judaicos do Ministério do Reich para Territórios Ocupados a Leste intitulado “A Solução da Questão Judaica”. Está escrito:
Favor informar que [Chefe Executivo do Escritório] Brack da Chancelaria do Fuehrer afirmou a sua disponibilidade para ajudar na construção das adaptações necessárias e aparelhos de gaseamento [Vergasungsapparate]. No momento não temos em mãos a quantidade suficiente de aparelhos, de modo que primeiramente devem ser construídos... Devo ainda salientar que [Major] Eichmann, o Assessor de Assunto Judaicos do Escritório Central de Segurança do Reich está em plena consonância com este procedimento. Segundo informação recebida aqui à partir de [Major] Eichmann, campos para os judeus serão construídos em Riga e Minsk...Dada a situação atual, os judeus que estão incapacitados para o trabalho podem ser eliminados sem reservas através da utilização do dispositivo de Brack.[24]
Hoess também escreveu (42) que testemunhou em Treblinka que grandes caminhões e tanques “foram ligados e os gases do escapamento eram alimentados por tubos para as câmaras de gás...” Este foi o método preferido de gaseamento em Treblinka, Belzec, Chelmno e Sobibor e vans de gaseamento que rondavam o território Soviético. Suas observações são confirmadas por um memorando “secreto” datado de 16 de maio de 1942 sobre as atividades nos territórios ocupados à partir de agosto do Tenente SS August Becker que relatou que “para chegar a um fim tão rápido quanto possível, o motorista pisa no acelerador ao máximo. Por isso as pessoas que vão ser executadas têm uma morte sofrida por asfixia e não cochilando como foi planejado.” Quatro semanas mais tarde, um memorando foi enviado do Escritório Central de Segurança do Reich pedindo “a transferência de 20 mangueiras de gás para três S-vans”, que estavam para ser usadas em um “transporte de judeus que serão tratados de forma especial quando chegarem semanalmente”.[25] Aproximadamente no mesmo tempo, outro relatório do Escritório Central de Segurança do Reich menciona que desde dezembro de 1941, “noventa e sete mil foram processados usando três vans.” O relatório menciona que “a fim de facilitar a rápida distribuição de CO [monóxido de carbono]...dois buracos...serão feitos no teto da parte traseira.” Afirma que o “tubo que liga o escapamento da van pode enferrujar, porque ele é deteriorado por líquidos que fluem nele.”[26]

Hoess escreve (44) que as câmaras de gás de Auschwitz foram decoradas com chuveiros, a fim de dar a impressão de um real local de banho. Uma lista de inventário das autoridades do campo para o necrotério 1 do Crematório III lista “14 chuveiros” e uma “porta hermética”.[27] Negadores ainda têm muita dificuldade para explicar porque razão um chuveiro e uma porta hermética deveriam estar em um necrotério. Hoess também escreveu (32,44) que removiam os dentes de ouro das bocas das vítimas de gaseamentos. Esse testemunho foi comum entre os sobreviventes. O documento de conclusão do Crematório II afirma que no porão onde existiam dois necrotérios era uma sala de processamento de ouro.[28] Dois meses antes, em 29 de janeiro de 1943, um destes necrotérios foi identificado como um “porão de gaseamento” em um relatório das autoridades de construção do campo.[29]

Hoess cita (32) que, no verão de 1942 cinco alojamentos foram construídos perto de dois bunkers. Os dois bunkers tinham sido convertidos em câmaras de gás na área arborizada do campo de Birkenau, conhecido como Auschwitz II, e eram usadas para assassinar judeus. Estas duas câmaras de gás precediam os quatro crematórios de Birkenau, que se tornaram operacionais em 1943 e também foram utilizados para gaseamento.(36) Os alojamentos eram utilizados como instalações de despir. Um memorando das Autoridades de Construção de Auschwitz de julho de 1942 solicita “quatro alojamentos [stuck baracken] para tratamento especial [Sonderbehandlung] dos prisioneiros em Birkenau.” Este documento é o primeiro a apoiar todos os testemunhos de testemunhas oculares sobre a existência dessas estruturas.[30] Hoess também escreveu (38) que o termo “tratamento especial” era uma denominação de Eichmann para os transportes de judeus para serem assassinados.


O termo “tratamento especial” era um bem conhecido termo nazista para camuflar a palavra assassinato. Em Auschwitz, dois relatórios que sobreviveram mostram que “tratamento especial” significava o desaparecimento de prisioneiros. Um relatório do campo de 8 de março de 1943 apóia Hoess na definição do significado do termo para assassinato dos transportes judaicos. O relatório afirma que em 5 de março um total de 1.128 judeus chegaram de Berlim. Apenas 389 desses presos foram admitidos no campo, enquanto o restante, mulheres e crianças receberam “tratamento especial”. Os registros dos arquivos de Auschwitz de 6 de março mostram que 389 homens e 96 mulheres foram registradas à partir deste transporte. O mesmo relatório afirma que, em 5 de março chegaram 1.405 judeus de Breslau. Este transporte, de acordo com o relatório, mostra 406 homens e 190 mulheres registradas, enquanto o restante recebeu “tratamento especial”. Os arquivos de registros de Auschwitz mostram 406 homens e 190 mulheres que foram admitidos neste transporte.


O mesmo relatório também afirma que, em 7 de março 690 prisioneiros chegaram de Berlim, dos quais 243 foram admitidos no campo, enquanto o restante – 30 homens e 417 mulheres – receberam “tratamento especial”. Os arquivos de registros de Auschwitz de 7 de março mostram que 243 chegaram de Berlim e receberam um número de registro.[31] Assim, em todos estes três transportes em que os prisioneiros receberam “tratamento especial”, estes desapareceram após a chegada em Auschwitz. Os dados obtidos nestes três transportes também apóiam a declaração de Hoess (35) , entre 25 e 30% dos recém-chegados foram considerados aptos e admitidos no campo.


Um relatório do campo de 8 de outubro de 1944 sobre a força de trabalho para o campo das mulheres em Birkenau afirma que em 7 de outubro havia 38.782 prisioneiros. Chegaram mais 8 totalizando 38.800. O relatório cita em seguida que foram reduzidos 2.394, com isso o total baixou para 36.406. Essas diminuições consistem de sete mortes naturais, oito que foram soltos, 1.150 transferidos e 1.229 sob o título de “SB”. Uma vez que este “SB” não pode significar morte natural, libertação ou transferência, só pode significar que estes prisioneiros foram mortos.[32]


Um dos exemplos mais recentes que emergem este termo com o gaseamento de prisioneiros é um memorando da Agência de Construção de Auschwitz datado de 29 de janeiro de 1943 que aborda os problemas com eletricidade no Crematório II. É citado: “O funcionamento está limitado às máquinas existentes (portanto, permitindo simultaneamente cremação com tratamento especial)”[33] Cremação só pode significar cremação de corpos. Este memorando afirma que, no Crematório II “tratamento especial” [ou seja, gaseamento] e cremação podem ocorrer simultaneamente. A data de 29 de janeiro é altamente significativa. Lembrar que neste mesmo dia, a mesma agência afirmou que existia um “porão de gaseamento” no Crematório II. A ligação de um tratamento especial com gás venenoso foi ainda estabelecida em um memorando de 26 de agosto de 1942 quando foi dada permissão para o campo de concentração de Auschwitz “para despacho de um caminhão de Dessau para carregar material de tratamento especial.” Dessau era onde o veneno Zyklon B era fabricado.[34] O Instituto de Pesquisas Forenses de Cracóvia, referido anteriormente, encontrou muitos vestígios de Zyklon B no porão do Crematório II.[35]


Assim, a descrição de Hoess do termo “tratamento especial” é confirmada em todos os seus aspectos essenciais. A expressão está ligada diretamente ao que aconteceu nos crematórios, o uso de gás venenoso e o desaparecimento de prisioneiros.

Notas desta parte:

[16] On page 30 Hoss gives the impression that this was the only gassing in Block 11, but later on (155-156) he suggests that there was another gassing at this block.
[17] Czech, Auschwitz Chronicle, 121.
[18] The Auschwitz Death Books are discussed in Chapters 4 and 10 of the source cited in note 6 above. They will also be discussed in a future study intended for this site entitled "Body Disposal at Auschwitz: The End of Holocaust Denial."
[19] Czech, Auschwitz Chronicle, pp. 102, 112, 120, 131.
[20] See denier Carlo Mattogno, "The First Gassing at Auschwitz: The Genesis of a Myth," 9 Journal of Historical Review No. 2 (Summer 1989), pp. 212-213. Mattogno actually provides a great deal of useful information to show that the gassing occurred, something that appears to have escaped Mattogno and the JHR. He argued that the first gassing did not occur because of contradictions in the eyewitness testimonies as to the date of the first gassing in the Fall of 1941. However, in light of the findings of the Cracow Institute, discussed below, the actual date is not as important as the event itself. Also, there may have been some confusion as to the first gassing because there could have been two gassings in Block 11 as suggested by Hoss (155-156).
[21] The report appeared in the Polish journal Z Zagadnien Sqdowych. z XXX 1994, pp. 17-27. An English translation appears at http://www.nizkor.org/hweb/orgs/polish/institute-for-forensic-research/. I have received written permission from the Institute to reproduce the study in an appendix in the source cited in note 6 above.
[22] David Irving, "The Suppressed Eichmann and Goebbels Papers," 13 Journal of Historical Review No. 2 (March/April 1993), p. 22.
[23] David Irving, Hitler's War (NY:1977), p. 330.
[24] NO-365 dated October 25, 1941. Translation in Gerald Fleming, Hitler and the Final Solution (Berkeley:1982), pp. 70-71. My thanks to the National Archives for providing me with a photocopy of the original document.
[25] The texts of both of these reports are in PS-501 in Office of the Special Counsel, Nazi Conspiracy and Aggression (Washington D.C. 1947), Vol. 3, pp. 418-422.
[26] Photocopy of the original German with an English translation in Eugen Kogon, Hermann Langbein and Adalbert Ruckerl, Nazi Mass Murder: A Documentary History of the Use of Poison Gas (Yale:1993), pp. 228-235.
[27] Jean-Claude Pressac, Auschwitz: Technique and Operation of the Gas Chambers (NY:1989), p. 429. Photocopy of the list on p. 430.
[28] Original text with English translation in ibid., p. 231.
[29] Text in ibid., p. 211. The German word "Vergasungskeller," gassing cellar, is underlined in the original report. The "gassing cellar" was Corpse Cellar I. See ibid., p. 212.
[30] Jean Claude Pressac, Les Crématoires d' Auschwitz: La Machinerie du Meurtre De Masse (Paris: 1993), p. 107, fn. 256. Pressac discovered this document in the Auschwitz Archives in Moscow. The eyewitness testimony is reproduced in Pressac, Auschwitz: Technique and Operation of the Gas Chambers, pp. 161, 164, 171, 181.
[31] Text of the report in Jeremy Noakes and G Pridham, Nazism 1919-1945 (Exeter:1988), Vol. 3, p. 1184. Registration data in Czech, Auschwitz Chronicle, p. 347.
[32] Text in Kogon, Langbein and Ruckerl, Nazi Mass Murder, p. 160.
[33] "Aktenvermerk Betr: Stromversorgung und Installation des KL und KGL" in Auschwitz [34] Archives From Moscow, File 502-1-26 Reel 20. My thanks to Aaron Kornblum of the United States Holocaust Museum for providing me with this and other documents from the archives.
[35] Text in Raul Hilberg, Documents of Destruction (NY:1971), pp. 220-221. Photocopy of the original in Death Books From Auschwitz: Remnants (London:1995), Vol. 1, Appendix, p. 144.
Source cited in note 21 herein.

Fonte: The Holocaust History Project
http://www.holocaust-history.org/auschwitz/hoess-memoirs/; Link 2
Autor: Prof. John Zimmermann
Tradução: Leo Gott

Sequência:
São confiáveis as memórias de Hoess? - Parte 1 - Introdução
São confiáveis as memórias de Hoess? - Parte 3 - Hoess e a eliminação de corpos

13 comentários:

Diogo disse...

«Hoess também escreveu (42) que testemunhou em Treblinka que grandes caminhões e tanques “foram ligados e os gases do escapamento eram alimentados por tubos para as câmaras de gás...” »

Gases de motores a diesel. Provavelmente o menos venenoso dos gases...

http://www.codoh.com/gcgv/gcdiesel.html

Leo Gott disse...

Diogo,

Gases de motores a diesel. Provavelmente o menos venenoso dos gases...

http://www.codoh.com/gcgv/gcdiesel.html


Como você mesmo diz, aqui tem mais uns "melros" para você, se encante com a DEMOLIÇÃO de Fritz Berg por Mike Stein:

http://holocausto-doc.blogspot.com/search/label/Friedrich%20Paul%20Berg

Eu imaginei que você iria comentar sobre os documentos que corroboram as memórias de Hoess, as câmaras de gás, você e a entidade JD não vivem pedindo documento? Então não percam a oportunidade, se vier com a falácia "documento falso" já trate de apresentar as provas pra não ficar feio pra você.

Roberto Muehlenkamp disse...

Ainda vão no diesel por aqui?

Os operadores dos motores utilizados para gaseamento e outras testemunhas que conheciam bem esses motores não falaram em motores a diesel. Falaram em motores a gasolina.

Vide:

Why the "diesel issue" is irrelevant
A discussion with Michael Santomauro and Thomas Dalton, Ph.D.
Já agora, onde é que Höss (que não era um dos que conheciam bem os motores, por acaso) falou em motores diesel?

Diogo disse...

O problema, Leo e Roberto, é, onde é que estão enterrados todos os restos de ossos e dentes das vítimas desses gaseamentos?

Diogo disse...

Leo: «Eu imaginei que você iria comentar sobre os documentos que corroboram as memórias de Hoess, as câmaras de gás, você e a entidade JD não vivem pedindo documento?»

Viu o post no meu blog? Quer mais documento?

Roberto Muehlenkamp disse...

O problema, Leo e Roberto, é, onde é que estão enterrados todos os restos de ossos e dentes das vítimas desses gaseamentos?Isso é suposto ser problema?

Vejamos as valas em massa de Sobibór, por exemplo. Quatro dessas valas podem ser vistas a olho nú numa fotografia satélite do Google Earth, e eu próprio já estive lá e não tardei em encontrar fragmentos de osso acima do solo, sem qualquer esforço. Alguns desses fragmentos até mostravam claros sinais de terem sido calcinados. Veja este blog:

Mass Graves at Sobibor – 10th Update.

Leo Gott disse...

Viu o post no meu blog? Quer mais documento?

Vi sim, só que você postou o relatório fake da Cruz Vermelha...rsrsrsrsrs

Poderia você comentar sobre este assunto em que o Prof. John Zimmermann apresenta as corroborações das memórias de Hoess com documentos ou quer continuar "trollando"?

Diogo disse...

Leo Gott, o Prof. John Zimmermann mente tanto como Höss foi forçado a mentir. As «verdades» de um e de outro, por motivos opostos, equivalem-se.


Caro Roberto, estou absolutamente de acordo com isto (no link que me indicou):

«For what can be a more effective means to fight "Revisionism" than bringing the contents of the mass graves to the surface, having the human cremation remains analyzed by a forensic expert to certify that they are human remains, quantifying them as precisely as possible, and thoroughly documenting with reports, photographs and video clips every step of the process, ever single core sample, every layer of human ashes and every human bone, bone fragment and tooth that is found?»


Porque meia dúzia de bocados de ossos e de dentes, que podem ter sido trazidos de algum cemitério próximo, não provam nada. A reconstrução pelos soviéticos da «câmara de gás» no campo principal de Auschwitz é disso prova.

Quanto à investigação profunda às imensas valas comuns, gostaria de ver analistas forenses revisionistas a trabalhar em conjunto com os outros. Para que ninguém ficasse com dúvidas.

Leo Gott disse...

Diogo,

Leo Gott, o Prof. John Zimmermann mente tanto como Höss foi forçado a mentir. As «verdades» de um e de outro, por motivos opostos, equivalem-se

Tem certeza que não quer apagar essa sandice que você escreveu?

Você não está parecendo ser um sujeito inteligente, como gosta de dizer.

Estava demorando a velha bravata de sempre. Isso é endêmico, sempre que um guru "revisionista" não consegue refutar a fonte ele diz que é falsa, foi forjada, coação, tortura eoutras falácias...não poderia ser diferente com os "crentes revisionistas" e muito menos com os trolls. rsrs

Roberto Lucena disse...

"Porque meia dúzia de bocados de ossos e de dentes, que podem ter sido trazidos de algum cemitério próximo, não provam nada."

Os "revisionistas" provam que esses ossos foram trazidos de algum cemitério próximo ou a afirmação é só pra desqualificar a prova?

Já disse antes, mas nunca é demais lembrar, a cada dia que passa tenho mais convicção de que o "revisionismo" é uma espécie de credo religioso, é preciso acreditar a qualquer custo na negação mesmo que provem que a negação é falsa, rsrsrs.

Roberto Muehlenkamp disse...

Porque meia dúzia de bocados de ossos e de dentes, que podem ter sido trazidos de algum cemitério próximo, não provam nada.

Estamos a falar de bocados de ossos, alguns deles calcinados, que ainda se encontram com facilidade à superfície mais de sessenta anos depois dos acontecimentos num terreno onde um arqueólogo descobriu 7 valas em massa repletas de bocados de ossos, cinzas e até corpos inteiros nas camadas inferiores, e onde quatro dessas valas em massa podem ser distinguidas a olho nú numa fotografia satélite do Google Earth. Por não falar em que se trata de um terreno onde, segundo testemunhas oculares interrogadas por investigadores, tribunais e advogados de defesa da República Federal Alemã, eram mortos e inicialmente sepultados e mais tarde queimados os deportados judeus que lá chegavam, cujos números, locais de origem e em muitos casos até nomes foram apurados com base em evidência documental. É claro que fotografias de bocados de osso servem apenas para ilustrar aquilo que resulta de outros elementos de evidência e não provam nada por si só, mas não acha um pouco ridícula, face às circunstâncias atrás descritas, a especulação de que os bocados de osso (alguns até calcinados) possam ter sido trazidos de algum cemitério?

A reconstrução pelos soviéticos da «câmara de gás» no campo principal de Auschwitz é disso prova.Prova de que? A cámara de gás no campo principal de Auschwitz foi reconstruída para mostrar a visitantes do museu qual era o aspecto duma cámara de gás, e não como "prova" dos gaseamentos feitos na cámara original. E mesmo que os soviéticos tivessem passado a cámara reconstruida pela original, onde é que estaria o possível "paralelo" com Sobibór? Lá não há guias que mostram os bocados de osso ao visitante, ou coisa que se pareça. De facto não há guias nenhums, e também não há muitos visitantes (no primeiro dia que lá estive não havia ninguém além de mim). Pouca gente está interessada em andar por aquele terreno, e os que o fazem às vezes são saqueadores que cavam buracos a ver se encontram anéis de ouro ou outros objectos de valor que presumem ter sido enterrados com as vítimas.

Quanto à investigação profunda às imensas valas comuns, gostaria de ver analistas forenses revisionistas a trabalhar em conjunto com os outros. Para que ninguém ficasse com dúvidas.

Se a investigação for feita com o devido rigor profissional, não há lugar para dúvidas, pelo menos dúvidas razoáveis, independentemente de participarem ou não "analistas forenses revisionistas" (não sabia que existiam tais "analistas", por acaso). E já agora, quem é que falou numa análise forense? O crime em questão já foi provado para além de qualquer dúvida razoável, por isso ninguém vai utilizar recursos forenses pagos pelo consumidor para investigar o conteúdo das valas. As investigações que houve e haverá foram e serão feitas por arqueólogos, cujo objectivo não será o de provar algo que já está provado, mas sim o de aumentar os conhecimentos históricos sobre os acontecimentos em questão.

Diogo disse...

«E já agora, quem é que falou numa análise forense? O crime em questão já foi provado para além de qualquer dúvida razoável, por isso ninguém vai utilizar recursos forenses pagos pelo consumidor para investigar o conteúdo das valas.»


Não, caro Roberto, nada está provado. É por isso que defendo uma investigação aberta ao campo por especialistas que sejam idóneos. Julgo que você estará de acordo porque ambos procuramos a verdade, n’est pas?

Roberto Muehlenkamp disse...

Não, caro Roberto, nada está provado.No seu mundo de fantasia, talvez. Também aplica padrões de prova tão exageradamente rigorosos quando se trata dos crimes de, digamos, os malvados comunistas soviéticos?

É por isso que defendo uma investigação aberta ao campo por especialistas que sejam idóneos.Duvido que a sua motivação seja a que professa, mas quanto à idoneidade de quem está investigando o campo de Sobibór, não preocupe. São arqueólogos profissionais que querem fazer um bom trabalho profissional.

Julgo que você estará de acordo porque ambos procuramos a verdade, n’est pas?Quanto a si não tenho a certeza de ser esse o caso.

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