quinta-feira, 28 de abril de 2011

O Holocausto em Lida, 1942-43

O destino dos judeus da Lida foi documentado no julgamento de Werner e Windisch, cujos resultados são reproduzidos por Irene Newhouse aqui. Em 08 de abril de 1943, GebK Hanweg relatou:

Das Gebeit Lida hatte eine Zahl von 20000 juden. Sie wurden in einer einmaligen aktion von fuenf Tagen im Mai vorigen jahres bis auf einen Rest von 4500 erledigt.[Gerlach, Kalkulierte Morde, p.695n.).
Newhouse traduziu isto assim:

O distrito de Lida tinha uma população de 20.000 judeus. Eles deram cabo deles [erledigt], mas para 4.500, de uma só vez, em 5 dias da Aktion em maio do ano anterior.
Hanweg, então relata que 4.419 judeus permaneceram vivos até 08 de abril de 1943. O relatório Hanweg converge com a carta de Kube para Lohse (3428-PS), que afirma:
Na predominante área polonesa de Lida, 16.000 judeus foram liquidados, em Slonim, 8000 etc
A maioria dos 4.419 sobreviventes foram deportados para a região de Lublin, no outono de 1943. O destino daqueles enviados para Sobibor foi revelado pelo engenheiro alemão, Otto Weissbecker, citado em Schelvis, Sobibor, pág. 219, que testemunhou que "Uma mulher me disse que os judeus acabariam no jardim de rosas" e que:
Embora eu tivesse prometido trabalhadores qualificados, eu tinha 630 trabalhadores sem qualquer experiência, incluindo mulheres. As crianças ficaram para trás em Sobibor. O comandante me garantiu que elas teriam permissão para visitar seus parentes a cada seis semanas. Nos alojamentos de jantar havia um grande mapa do campo a partir do qual eu poderia dizer que os 1400 judeus que tinham sido trazidos para o Bache no dia anterior não poderia ter sido alojados nas barracas que lá estavam. Quando perguntei ao comandante onde abrigaria os judeus eu estava a deixar para trás, ele explicou que nenhum dos judeus 1.400 um dia antes ainda estavam lá. Fui obrigado a levar os judeus a meu cargo a Trawniki, e metade deles chegaram a ficar por lá. Eu levei o resto de volta para Lublin para um campo que estava um Haltstelle [grifo meu - JH].
Parte do testemunho de Weissbecker, como citado por Schelvis, aparece em "Sobibor" de Mattogno, Graf e Kues na página 310, mas o texto-chave que revela o destino dos judeus em Sobibor é omitido. Eles fizeram uma elipse na parte do texto de "O comandante assegurou-me" até "ele explicou que nenhum dos 1.400 judeus um dia antes ainda estavam lá", algo manipulado. Isso indica que a conta do MGK omitiu a passagem que incrimina seus heróis nazistas.

Em conclusão, as provas apresentadas acima convergem com outros fatos que já sabemos sobre a Rutênia Branca/Bielorrússia. A maioria dos judeus de Lida foram mortos em maio de 1942, conforme relatado não apenas por Hanweg mas também por Kube. Havia apenas 16 mil judeus restando em toda a Rutênia Branca em julho de 1943 (NO-1831), e milhares deles estavam em Lida trabalhando para a Wehrmacht. A deportação dos judeus para a área de Lublin está documentado não só por Weissbecker e outras testemunhas, mas também pelo KdS Erich Isselhorst, como mostrado aqui. A prova de Weissbecker nos diz que, embora alguns trabalhassem, judeus foram mandados para uma morte lenta em Trawniki e outros campos de trabalho, as crianças de seu transporte foram mortas na chegada em Sobibor, como era, obviamente, a intenção. As crianças não estavam sendo reassentadas no "Leste da Rússia" no outono de 1943; a morte pode ter sido o único destino dessas crianças. Isto se dá, obviamente, porque o MGK não pode confirmar a citação da parte incriminatória de seu testemunho.

Fonte: Holocaust Controversies
Texto: Jonathan Harrison
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2011/04/holocaust-in-lida-1942-43.html
Tradução: Roberto Lucena

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