domingo, 17 de maio de 2015

Novamente o Oriente Médio...

A quem quiser ler os posts sobre Oriente Médio e minha opinião sobre alguns conflitos do mesmo, podem checar clicando na hashtag Oriente Médio.

Mas por que digo "Novamente o Oriente Médio..."?

Eu não ia comentar de novo meu posicionamento em relação àquela região do planeta, mas pelo que deu pra constatar é que: em função do crescimento de determinadas denominações evangélicas no Brasil, que acabam trazendo à tona o assunto Oriente Médio (na maioria ampla dos casos de forma distorcida), e por outra parte grupos radicais ou extremistas que se rotulam como "liberais" e que se alinham totalmente à política externa dos Estados Unidos ignorando a posição do próprio país, achei melhor abrir outro post sobre isso porque realmente não gostei do tom que usaram.

Eu acho absurdo a pessoa ter que repetir o mesmo posicionamento porque alguém pula de paraquedas num post, prejulgando com radicalismo, sem ter uma visão clara do tema pra tomar qualquer posição. Se fosse só uma pessoa a atacar dessa forma o caso seria de ignorar, mas infelizmente são várias que agem e pensam assim. Além de tentarem impor posicionamentos, algo que considero inaceitável.

Que fique claro (e registrado no post) que: eu não irei adotar posicionamento "x" porque um grupo radical que se rotula como "liberais", ou fundamentalistas de qualquer denominação, querem. Nem eu nem qualquer pessoa que participa do blog.

Se eu não imponho o que penso aos outros, também não admito que alguém tente impor crenças ou posições políticas porque não conseguem conviver com a divergência, por não saberem discutir. Não há meio termo nisso, é uma via de mão dupla, se eu não imponho eu também não aceito imposição.

O problema surgiu num comentário feito aqui.

Já aviso que não quero crucificar ninguém pelo teor do comentário, até porque não é posicionamento de uma só pessoa. No Orkut havia dezenas (milhares) com a mesma posição. Aquela rede acabou adquirindo má fama por conta desse bando de extremistas enchendo o saco por lá.

Como não dá pra colocar prints de comentários do Orkut com essas posições (a menos que alguém os tenha pois o Google eliminou o Orkut e muita coisa nele já havia sido apagada porque muita gente ou apagou o perfil ou foi "apagado"), há de se apontar um comentário que traz à tona o problema.

E mais outro aviso: o post é longo (quem quiser ler basta clicar abaixo pra ver o post inteiro) porque não pretendo tocar neste assunto de novo. São sempre os mesmos grupos então, mesmo que o post seja longo, fica o recado dado em um só post. O post se deve por conta de comentários ridículos sobre o Oriente Médio, fascismo e cia e como muita gente interpreta de forma equivocada essas questões, além do ranço autoritário de "ou tá comigo, ou contra mim". Não é por aí.


Um detalhe: o comentário sobre Oriente Médio foi feito num post sobre surgimento do Fascismo na Itália, que não cita coisa alguma de Oriente Médio, judeus ou muçulmanos.

Achei o comentário absurdo e sem propósito, e não houve resposta quando comentei.

Eu acho no mínimo estranho que as pessoas se predisponham a vir atacar e depois simplesmente ignorem as respostas. Pensarei se duma próxima vale a pena liberar esse tipo de comentário pois não irei dialogar com paredes. Não vou me desgastar com pessoas que só querem encher o saco.

Quando há assuntos judeus e Oriente Médio esse pessoal fica "meio" transtornado. Vivem fazendo confusão sobre conflito no Oriente Médio, Israel etc com a política externa dos Estados Unidos. Política externa esta que tampouco sou "simpático" (pra não dizer que sou totalmente contrário).

Há dois pontos em questão no comentário:

1. Meteram deliberadamente o Oriente Médio, muçulmanos no assunto, sem razão aparente.

2. O outro ponto foi uma defesa ridícula do liberalismo criando uma "mitologia" que santifica essa ideologia tirando-a do contexto original, como o que citei no post da gênese do fascismo na Itália, onde o autor do livro (que é israelense) aponta que os liberais tiveram papel de destaque no Fascismo, mais precisamente os industriais, não só na Itália fascista como na Alemanha nazista.

Esses 'liberais radicais' do Brasil (pra não chamar de reacionários, pois é o que são) vivem negando essas questões do fascismo e do liberalismo, alegando que o "fascismo é estatal", "igual à União Soviética" etc. Quando se mostra que essas afirmações são falsas ou distorções, ficam dando piti, fazendo panfletagem na internet com um festival de distorções e idiotices desses ídolos deles ("gurus de seita" como o Mises) que não são historiadores da segunda guerra, do nazismo e fascismo.

Por que dão piti? Porque não estão nem um pouco interessados na tragédia da segunda guerra, de entender a raiz do conflito etc, e sim em defender uma ideologia cegamente. E quando se defende algo cegamente, a pessoa perde a razão ou o senso crítico.

Pra estas pessoas quem discorda deles é radical, e eles é que são os "moderados" da história. A ideologia deles é impecável, a salvação do mundo. Mentalidade típica de seita.

Por esta razão critiquei aquelas marchas de 15 de março e 12 de abril, por conta da quantidade de gente antidemocrática nelas, "liberais", cujas marchas foram incitadas pela mídia do Brasil, que salvo exceções, esta mídia não vale nada.

Há no Brasil um oligopólio, um cartel midiático (onde o destaque dele são as Organizações Globo) que age como partido político defendendo interesses principalmente dos Estados Unidos, querendo transformar o Brasil num país-satélite, numa colônia norte-americana pra tirarem os recursos do país e deixar o país numa posição de submissão, quando um país continental, nem que quisesse ser essa pequenez (a maioria do povo é quem decidirá isto), poderia/pode adotar essa postura.

As marchas teriam sido válidas se os grupos não-golpistas que participaram (havia gente que foi de boa fé) fossem organizados e tivessem uma pauta. As pessoas que foram de boa fé à marcha do dia 15 de março não foram à marcha do dia 12 de abril, porque sentiram que estavam sendo manipuladas, que aquilo é uma roubada e movimento sectário da classe dominante de São Paulo (principalmente, não a única).

Direito a se agrupar e criticar é legítimo, pedir volta de ditadura, não. "Ah, mas eles podem gritar que querem a ditadura de volta", e eu posso criticar os que querem isso de volta. Uma mão lava a outra. O direito que essa patota tem, quem discorda deles também tem o mesmo direito de rechaçar isto.

Sobre Oriente Médio, se a coisa ficasse restrita aos círculos de quem acha essa região do planeta a coisa mais importante da face da terra (e é, mas por conta do petróleo e não por essa idolatria à história e cultura daquela região, é como vejo), tudo bem, mas estas pessoas começam a criar um certo incômodo em relação à questão quando respinga este assunto fora desses círculos.

Digamos que, da mesma forma como o pessoal mais radical que idolatra e mitifica o Oriente Médio tem direito de dizer besteira por conta dessa idolatria, a gente tem direito de criticar essas posturas por discordar, principalmente quando há um ataque e não uma discussão.

Trazer um assunto que ocorre a milhas de distância de forma atabalhoada, sem saber abordar a coisa, é uma atitude irresponsável.

E indo direto ao assunto, há uma parte do comentário que diz o seguinte:
"levando em conta que os liberais, ou a direita, GERALMENTE tende a apoiar Israel, e a esquerda, GERALMENTE, o contrário, como é possível que exista algum tipo de sentimento anti-semitas nela? Outrossim, você fala sobre os muçulmanos, porém vamos à realidade, a maioria deles apóia ou não a Jihad?"
O comentário alega que a direita não teria sentimentos antissemita ou geralmente tende a apoiar Israel, e que a esquerda o contrário. Vai ver o Zapatero (do PSOE, que era o partido de esquerda, centro-esquerda espanhol) era um "antissionista militante" (conteúdo irônico). O Hollande na França também, apesar de que o Partido Socialista dele anda bem "liberal".

Diante disto, vamos fingir que não existe extrema-direita na Europa, fascistas etc (sentido irônico).

Mas voltando à realidade, isso aqui é uma lista de grupos de extrema-direita de uma revista norte-americana, a Time, que não é nem um pouco de esquerda. A Europa é o local onde é mais fácil definir o fenômeno fascista (até porque surgiu lá), mas o fenômeno não se restringe só àquele continente:
Europe's Right Wing: A Nation-by-Nation Guide to Political Parties and Extremist Groups

Isso aqui é uma matéria de uma revista pra público de direita nos EUA, e ela comenta sobre a extrema-direita na Europa, a "esquerdista" Forbes, rs (contém ironia com o termo pros desavisados):
http://www.forbes.com/sites/stratfor/2014/06/04/europes-deep-right-wing-logic/

Isso aqui é outra publicação de direita dos EUA, a Bloomberg, falando da extrema-direita europeia:
http://www.bloomberg.com/news/articles/2015-01-22/paris-attacks-didn-t-benefit-right-wing-political-parties-in-europe

Isso aqui é uma publicação britânica (não creio que seja de esquerda), o Mirror, falando da extrema-direita europeia:
Where is the far right most powerful in Europe?

Esse aqui é o The Jerusalem Post, jornal de direita de Israel (no verbete explica a mudança de viés político do jornal, que inicialmente era de esquerda passando prum viés de direita), que também cita a mesma coisa sobre a extrema-direita europeia:
The rise of far-right wing parties in Europe

Se quiserem achar mais, à vontade, basta clicar no link:
european right wing

Tem pra todo gosto. Right Wing e Far-Right é como se escreve extrema-direita em inglês (caso alguém não saiba ou não coloque o termo pra traduzir).

Chega a ser estúpido e ridículo eu ter que colocar isso aqui. Eu não discuto a sério com quem diz que nazismo é de esquerda, quem prega isso ou é ignorante, ou está panfletando ou gozando da cara dos outros. Vejam que nem as publicações de direita fora repetem essa panfletagem ridícula sob pena de caírem em descrédito.

Por que publicações de direita estrangeiras comentam normalmente que fascismo e nazismo são de direita e estes tresloucados no Brasil ficam negando isso achando que todo mundo é idiota?

Todas as pessoas que eu vi usarem essa afirmação de "nazismo de esquerda" são radicais de direita, que dizem ser "liberais", só que são bastante autoritários e usam a máscara de "liberal" pra retocar a carranca autoritária porque a palavra "liberal" causa uma confusão retórica pela associação com a palavra "liberdade".

Esse jogo de palavras pode funcionar com gente ignorante, mas vir com esse discurso aqui achando que vão levar a gente na conversa é um ato kamikaze.

Vamos concluir a questão. O mundo inteiro deve estar "doido", ou sendo manipulado por uma malévola "conspiração marxista global" que manipula até a mídia de direita mundo afora, e só quem sabe da "verdade oculta" sobre esses assuntos é justamente essa direita neurótica, autoritária, ignorante e tresloucada do Brasil.

Só rindo.

Por dedução pura e simples, o mundo inteiro está errado e só quem está certo é essa direita neurótica brasileira que é "referência política mundial" nessas questões (conteúdo irônico). Podem rir à vontade, melhor que chorar.

Seria engraçado se não fosse trágico, bizarro e vexatório. Dá vergonha ver o nível de analfabetismo político a que se chegou no país.

Vou fazer também de conta que nunca vi um direitista dos EUA ou de outro país dizer que "ama" (odeia) judeus, pois só fazendo de conta pra eles não existirem. Há milhares de direitistas no exterior que odeiam judeus, literalmente, são antissemitas mesmo.

Vou até procurar um poster de uma extremista de direita dos EUA sobre judeus pra colar num post futuro, uma "declaração de amor" (entre aspas) que ela faz (se eu achar já coloco o link aqui mesmo).

Nos fóruns "revis" estrangeiros o que mais tem é direitista pró-fascista (pelo menos a maioria deles se assume, não ficam negando que não são como no Brasil) e antissemitas. Quem duvidar basta ir direto ao CODOH (maior fórum negacionista do mundo, sediado nos Estados Unidos) e ver por conta própria.

Aqui um exemplo: Jews and their faking of 'hate crimes'

Post sobre antissemitismo no CODOH: Antisemitism at CODOH. Tradução: Link

Vá lá e seja feliz, mas não encha meu saco com besteira.

Vai ver tudo isso é "ilusão de ótica" e a 'direita liberal' do Brasil tem uma versão dos fatos que só ela sabe e o resto do mundo ignora.

Quando a coisa chega a esse patamar não há mais discussão a não ser falar cretinice ou briga. E de cretinice já chega a dos "revis".

Esse mundo platônico e idealizado dessa "direita liberal" brasileira deve ser realmente um Nirvana, um Paraíso, onde é tudo perfeito e o "liberalismo" (neoliberalismo) romântico, idealizado (depois de colocarem o país de joelhos com FHC, sucateando o país, fora a quebradeira na América Latina inteira, e agora em parte da Europa com Portugal, Espanha etc) é a solução para todos os males do mundo, onde tudo é simplista, bonito e panfletário. E Stalin tá bem vivo discursando na Rússia.

Ficam pregando besteira como se todo mundo fosse suscetível a esse tipo de propaganda e babaquice.

O problema na acusação não para por aí e inclusive ressaltei nas respostas que dei:
1. Desde quando direita é sinônimo de liberal? Tem escrito isso em algum canto? Baixaram um decreto?

2. Desde quando direita se restringe a liberais ou à divisão política dos EUA?

3. Desde quando uma exceção (a divisão política dos EUA) é regra?

4. E desde quando todo liberal é pró-Israel?
De onde tiram essas fantasias?

Vai ver esse pessoal vive isolado e não se informa do que se passa fora do Brasil, ou sabem acham que só eles sabem.

Daí ficam mitificando as coisas por lerem esses sites panfletários de extrema-direita liberal que se espalham na rede achando que todo mundo cai nesse papo furado.

As pessoas que afirmam essas "verdades" deveriam mostrar que essas afirmações são verdadeiras, sem citar texto de seita de Mises e cia, e não afirmarem categoricamente algo como um fato sendo que na verdade é só panfletagem.

Destacando outro trecho:
"Outrossim, você fala sobre os muçulmanos".
Pergunta óbvia sobre isso: onde falo sobre muçulmanos?

Até ajudo a localizar os posts sobre muçulmanos com a hashtag muçulmanos pois a hashtag deve ter todos os posts citando muçulmanos. Só que os posts são em sua maioria relativos a assuntos da Segunda Guerra ou negação do Holocausto/"revisionistas".

Como me aparece alguém insinuando que estou defendendo jihadistas? Será que é porque critico os excessos das ações militares de Israel e a política daquele país com palestinos? Critico e mantenho a posição.

Sinto dizer, mas acho absurdo que pessoas leiam sobre o Holocausto e segunda guerra, que trata profundamente da questão da discriminação e massacres e façam de conta que não há nada errado com a política daquele país. Eu diria que é algo impossível de se fazer. Também vejo pessoas se dizendo emocionadas com o assunto e tal e ficam na ladainha contra direitos humanos no Brasil, quando a ideia dos direitos humanos é decorrente do próprio Holocausto e massacres da segunda guerra. O que não permite banalizações sobre o tema.

Muitas vezes essas posições se dá por ignorância e senso comum, mas em muitos casos é manifestação de uma defesa intransigente e fanatizada do assunto.

Mas destacando de novo: tudo isso foi dito num post sobre surgimento do Fascismo na Itália. Nonsense total. Como é que colocam Oriente Médio, muçulmanos, judaísmo e Israel num post sobre gênese do fascismo na Itália? Passarei o post repetindo isso, foi uma das coisas mais sem nexo que já comentaram aqui, e olha que o páreo é pesado em "coisas sem nexo" comentadas, vide os comentários dos negacionistas.

Se a coisa tá assim com um post sobre Fascismo na Itália, imagina se eu citasse o conflito no Oriente Médio muito? Por conta disso eu evito de citar essa questão pois não tenho paciência pra discutir com essa direita autoritária caricata liberal brasileira não só esse assunto como qualquer outro. Discutir é forma de dizer, eles não discutem, eles fazem pregação. Você discorda, aponta os erros e: ou não te respondem ou te xingam. Discussão idiota, sem valor, desnecessária.

Destacando outro trecho:
"Mas a maioria deles apoia a Jihad". 
Vamos ver o que é Jihad, no sentido amplo do termo (no sentido teológico, pois é um termo religioso):
Jihad is an Islamic term referring to a religious duty of Muslims. In Arabic, the word jihād is a noun meaning "struggle" or "resisting". A person engaged in jihad is called a mujahid, the plural of which is mujahideen. The word jihad appears frequently in the Quran,[1][2] often in the idiomatic expression "striving in the way of God (al-jihad fi sabil Allah)".[3][4][5]
As fontes do trecho acima estão no verbete da Wikipedia (caso alguém queira ver). O verbete em inglês está mais completo. Pra traduzir basta colocarem no Google tradutor.

Eu poderia ter pego diretamente da fonte citada no verbete (as fontes ficam nas notas no fim do verbete) em razão de que no Brasil muitas pessoas disseminam que a Wikipedia é um perigo e bla bla bla, mesmo para ver coisas mais gerais como essa. Mas não vejo problema no uso da Wikipedia (ao contrário dos que a atacam de forma estúpida, preconceituosa e burra), exceção da Wikipedia em português que, infelizmente, é sim problemática, embora não seja de todo o mal. Há muito verbete bem feito na Wikipedia, principalmente na versão inglesa. Verbetes bem feitos, completos e muito melhores que os das enciclopédias tradicionais que eram vendidas antes da internet. Basta verificar as fontes que ficam nas referências do verbete.

É irracional os ataques à Wikipedia que alguns fazem no país, isto beira à ignorância pura e simples e preconceito.

Mas para não chatear muito, vamos deduzir que a pessoa queria mencionar luta armada islâmica, que geralmente se usa o termo jihadismo pra aludir a mesma em vez do termo Jihad (que tem sentido mais amplo).

Ou seja, além deu nunca ter comentado sobre Jihad ou jihadismo, exceto o óbvio, eu nunca aprovei o extremismo islâmico, como não aprovo o extremismo cristão ou ou extremismo judaico ou qualquer extremismo religioso. Curiosamente este pessoal sempre evita em falar do maior financiador do terrorismo islâmico no mundo (a Arábia Saudita) e seu aliado (Estados Unidos). Se criticam tanto assim o extremismo deveriam começar criticando quem financia isto, porque "armas" não caem do céu, custam dinheiro e um bando de grupos débeis não teriam como ter acesso a armamento sem financiamento externo ou de gente rica.

Tenho que ler essas bobagens por conta do apoio dessas pessoas a Israel, em função do apoio delas à política externa dos EUA e/ou por alguma crença religiosa metendo o Holocausto no meio.

Os "revis" também fazem a mesma coisa que este pessoal, vejam que ironia. Só que no caso dos "revis" a citação desses temas é pra retroalimentar o ódio deles a judeus.

As acusações recorrentes dos "revis" é que todo mundo aqui é sionista, aí chega algum bitolado "liberal" e vem insinuar o contrário, que é todo mundo pró-Jihad e afins.

A conclusão que se chega é: estamos lidando com extremistas, de um lado unas que odeiam Israel por antissemitismo, e do outro lado extremistas que idolatram Israel por questões religiosas ou políticas (apoio à política externa dos EUA ou ódio a muçulmanos). Merd* e bost*.

Voltando à questão da esquerda e Israel. A URSS (União Soviética) apoiou a criação de Israel. Trecho do texto do Avi Shlaim (historiador israelense radicado na Inglaterra) que menciona o apoio soviético a Israel (a ainda houve o apoio Tchecoslovaco). Pra traduzir basta colocarem no tradutor do Google, ele traduz razoavelmente bem (dá pro gasto, totalmente):
"The birth of the State of Israel in 1948 coincided with the onset of the Cold War between East and West. In 1947, as the struggle for Palestine entered its critical phase, the United States and the Soviet Union came out in support of the establishment of an independent Jewish state. Both superpowers voted in favour of the UN resolution for the partition of Palestine and the establishment of a Jewish state in what was one of rare occasions of agreement between them during the Cold War. This was followed up with political support, diplomatic recognition, and, in the case of the Soviet Union, the supply of vital military aid to the fledgling state. Israel thus came into the world under uniquely propitious international circumstances: it enjoyed the support of both East and West in its struggle for independence."
Israel between East and West, 1948-1956; Avi Shlaim
http://users.ox.ac.uk/~ssfc0005/Israel%20between%20East%20and%20West%201948-56.html

Vários líderes políticos de Israel de destaque no passado eram de esquerda:
David Ben-Gurion, (Płońsk, 16 de Outubro de 1886 — Tel HaShomer, 1 de Dezembro de 1973), judeu polonês, foi o primeiro chefe de governo de Israel. Ben-Gurion foi um líder do movimento do Sionismo socialista e um dos fundadores do Partido Trabalhista (Miflêguet Haavodá), que esteve no poder em Israel ao longo das primeiras três décadas da existência do Estado.
Link1, Link2
Golda Meir, nascida Golda Mabovitch, (Kiev, 3 de Maio de 1898 — Jerusalém, 8 de Dezembro de 1978) foi uma fundadora do Estado de Israel. Emigrou para a Terra de Israel no ano de 1921, onde militou no sindicato Histadrut e no partido trabalhista Mapai. Além de primeira embaixadora israelense na extinta URSS em 1948, ela foi ministra do Bem-Estar Social, ministra do Exterior, secretária-geral do Mapai e foi o quarto primeiro-ministro de Israel, entre 1969 e 1974. Conhecida pela firmeza de suas convicções, estava à frente do Estado de Israel em seu momento mais dramático: a Guerra do Yom Kippur, na qual tropas egípcias e sírias atacaram Israel, cuja população estava distraída pelas comemorações do Dia do Perdão judaico.
Link1, Link2

Como fica o pessoal que manipula esses assuntos diante dos fatos? Vão ficar negando? Que tudo se resume a polarização direita x esquerda no Brasil e ignoremos a História? Que o que a gente diz é mentira e só quem sabe a "verdade" é quem fica pregando panfleto?

Eu citei esses fatos nos comentários e não tive resposta.

Eu queria entender como as pessoas saem cobrando (dando ordens) posicionamento dos outros sem nem ter noção de coisas como essa.

Queria realmente entender isso pois não acho norma, razoável, esse tipo de postura.

O que mais vejo em discussão política no país é um bando de extremistas ignorantes, alimentados pela grande mídia, que no geral não sabem de coisa alguma. Tomam partido por tomar e quando questionados começam as evasivas e/ou agressões, "petralha! CorruPTo" e por aí vai.

Há inclusive na própria esquerda gente que nega esses fatos relacionados a Israel, geralmente por ignorância ou pra negar a História. Já vi contorcionismos que dariam inveja há muito contorcionista profissional, justamente pra não admitir que a esquerda nunca teve alguma afinidade com Israel no passado. Mas em geral esses também são extremistas (e mentirosos, porque ser radical não necessariamente é sinônimo de ser mentiroso). Alguns extremos pelo visto quase sempre se tocam.

Restringindo o tema ao Brasil, a mudança da posição da esquerda brasileira em relação a Israel se dá de forma mais clara com a ampliação da internet na década passada e pela mídia social do Google (o Orkut, principalmente), pois o tema conflito Israel-Palestina nunca teve importância política alguma na política brasileira. Este assunto era um tema marginal (e em parte continua sendo), que nunca definiu escolha de presidente ou algo parecido. Não tem peso na política externa brasileira.

Qualquer pessoa razoavelmente informada sabe disso, e me refiro à relevância externa e interna do assunto.

O Brasil raramente se pauta por assuntos do Oriente Médio, pra não dizer que nunca se pauta. E não adianta meia dúzia dar piti por isso porque o Estado brasileiro não vai se submeter à vontade de meia dúzia de radicais de araque que acham que a vontade deles têm que prevalecer acima do bom senso.

Essa mudança de posição da esquerda brasileira seguiu uma tendência internacional, mundial, não foi algo deliberado, até porque esse assunto nunca teve relevância política interna no Brasil, ninguém dava a mínima pra Israel e Palestina em discussão política dos anos 80, 90 etc, mas é um assunto que tem/tinha relevância política em vários países como os EUA, Alemanha, Reino Unido etc.

E por que enfatizo o Brasil? Porque neste caso não tem sentido eu ficar me apegando a todo o cenário externo pra me posicionar internamente alheio à minha realidade (à realidade do país), uma vez que a maioria das pessoas que abordaram isso aqui são brasileiras. Muita gente no país, alienada, fala dessas questões ignorando sua própria nacionalidade, eu sempre achei essa postura estranha. Pode-se argumentar qualquer assunto por um viés humanitário, mas você não tem como ignorar suas referências culturais e de origem quando toma alguma posição, embora a posição possa coincidir com a posição da maioria no resto do mundo.

A evolução do conflito em questão, como se pode ver, é bem mais complexa que essa simplificação grosseira feita nos destaques. Simplificação que muita gente faz: ou por ignorância ou panfletagem (ou ambos).

Os EUA até a guerra dos seis dias não dava apoio total ou irrestrito a Israel. É a partir da guerra dos seis dias (1967) que o posicionamento atual entre EUA e Israel começa, ou seja, quase 20 anos depois da declaração de Independência de Israel.

Por que ressalto isso? Porque a afirmação esquerda x direita citada no comentário não foi uma afirmação histórica, ela foi feita com base na polarização política atual do país e mesmo assim sem fundamento já que nem toda a direita apoia Israel, vide os fascistas, que são de direita. A própria União Europeia já critica abertamente Israel e a UE não é propriamente de esquerda:
EU considering 'sanctions' against Israel over settlements

Vão dizer que todo este povo (a União Europeia inteira) é de esquerda? Haja paranoia e distorção.

O mais engraçado é o contorcionismo pra negar tudo isso.

A quem achar que os "revis" são algo à parte dessas bizarrices, quisera eu que fosse, vejam o "nível" da discussão política no país e as causas:
"Lulinha dono da Friboi"
Link1, Link2

Quem prega o que consta no link acima é imbecil, não tem outro termo a dar.


Chega-se ao absurdo de ler uma frase num cartaz dizendo: "Sonegação não é corrupção".

Vai ver sonegação é "delito leve" (conteúdo irônico). Pausa para o riso.

Quem dera Al Capone houvesse ouvido isso. Fico imaginando esses sonegadores do Brasil nos EUA, todos em cana já que crime de sonegação naquele país é cana na certa. Quem sonega nos EUA é visto como criminoso da pior espécie, corrupto mesmo.

Já que esse pessoal adora usar aquele país como parâmetro, não deveriam usá-lo seletivamente (só no que eles acham que é "bom"), deveriam apoiar abertamente prisão rigorosa para quem sonega imposto, principalmente os grandes grupos. Este é o dinheiro mais desviado do país.

Mas pra encerrar, o trecho mais relevante:
Não quero com isso incitar ódio aos muçulmanos, porém hipocrisia não cola aqui, a verdade tem que ser dita, e ela é uma só. Sayyd Qutb é must be em todos os países e pessoas muçulmanas, e ele é o teórico da Jihad, não existe essa, se esse site é pró-judaismo está na hora de começar a falar toda a real, e não apenas a pequena boca.
1. Qual o sentido de citar Oriente Médio, judeus e muçulmanos num post sobre surgimento do Fascismo na Itália? Fiz a pergunta e continuo sem resposta (e provavelmente ficarei sem).

2. Qual hipocrisia se eu nunca discuti com pessoa A ou B antes? Chegam falando a esmo um monte de coisas sem nem ter havido discussão antes? Maluquice tem limite.

3. Posso deduzir disso (algo que já sei há muito tempo, a gente tem ideia de quem lê) que muita gente lê o blog só que evita comentar nos posts, e pelo visto alguns leem de forma totalmente distorcida tentando adivinhar posicionamento político sem discutir o assunto. O que não dá direito a ficar fomentando opinião para de forma oportunista vir atacar sorrateiramente. Isso é uma postura a ser rechaçada.

Esse negócio de ficar lendo na moita pra meter o malho quando der na telha é desagradável. É uma postura reprovável.

Como eu disse antes nos comentários: o site não é "pró-judaísmo", pois ser "pró-judaísmo" é ser "pró-religioso" ou ter ligação religiosa com esta religião (no mínimo), sendo que: não sou religioso, além de ter sido batizado na Igreja Católica.

Eu não tenho o menor interesse nas "verdades" religiosas de A, B ou C, não me guio por isso. Religião é algo de cunho pessoal. Pra mim, ninguém é mais "santo" ou "bonzinho" por se dizer religioso. Pelo contrário, uma boa parte das pessoas ordinárias que conheci eram religiosas ou diziam que eram. Ou seja, alguém se declarar religioso não o torna "santo", "bom" ou "virtuoso".

Eu não sou judeu e que eu saiba ninguém do blog também é. O assunto Segunda Guerra, Holocausto e cia não se resume a judeus e não é restrito a judeus. Quem pensa assim está sendo no mínimo preconceituoso ou estúpido. É inclusive ridículo ter que escrever isso.

O site também não é pró-católico, pró-protestante ou pró-religião alguma. Não faz "catequese" religiosa alguma.

Portanto, quem for religioso fervoroso, pregue sua crença pra quem a segue, eu não tenho o menor interesse em ser "catequizado" ou "catequizar" alguém. Religião ou crença é algo de cunho pessoal, ou deveria ser, é desagradável o pessoal que fica tentando "evangelizar" as pessoas querer convertê-las a uma religião pela repetição e cansaço porque a maioria não é grossa e não corta logo a conversa.

Não entremos na pilha dos "revis" que chamam, cinicamente, Holocausto de religião. Meu comentário acima foi relativo à religião de fato, que todo mundo sabe o que é, religiões conhecidas (catolicismo, protestantismo etc).

Como eu disse antes, o assunto segunda guerra não se resume ou se restringe a judeus, nunca se restringiu a judeus. "Ah, mas tem gente que pensa assim", problema de quem pensa, mas o assunto continua não se restringindo a isso, ponto.

Há vários posts no blog que comentam sobre Segunda Guerra Mundial. O Holocausto se insere no tema Segunda Guerra Mundial.

O nome holocausto-doc foi tirado desta lista do Yahoo! que pertencia ao Marcelo Oliveira. Como podem verificar, a lista está morta há muitos anos.

A adoção do nome do blog foi por falta de nome melhor (ou ideia), não foi uma escolha por simbolismo ou algo parecido. Eu também não podia imaginar o grau de demência e fanatismo político que tomaria conta de país algum dia (ou de setores da sociedade). Se desse pra retroceder no tempo teria sido melhor escolher outro nome.

Posso deduzir que o termo "pró-judaísmo" foi usado de forma errada e que na verdade queriam dizer "pró-Israel".

Pois bem, vamos supor que o termo que queriam usar era "pró-Israel" em contraponto a muçulmanos.

O conflito Israel-Palestina no fundo não é religioso, é uma disputa por terras, desde o começo. O conflito começa no assentamento de judeus no século XIX pelo movimento sionista, que queria colonizar de novo a Palestina e criar um Estado nacional judaico lá. À medida que vão aumentando os assentamentos e população judaica, vai se acirrando o conflito com o pessoal nativo (que habita aquele local há séculos, principalmente árabes muçulmanos e cristãos). O resto é esse conflito que se arrasta até hoje sem fim aparente (quem quiser saber mais, leia, procure um documentário etc, não dá pra alongar o post mais do que já está).

O conflito se tornou regional (atingiu politicamente todo o Oriente Médio e Norte da África) na primeira metade do século XX, mas desde o ataque do grupo palestino Setembro Negro em Munique (nas Olimpíadas) e outros atentados nos anos 70 o conflito se internacionalizou gradativamente (foi adquirindo importância internacional). Ou mesmo na Guerra dos Seis Dias.

Como disse antes, no Brasil este assunto nunca teve relevância política alguma internamente e nem pra política externa brasileira (o Brasil não se baseia neste conflito pra formular sua política externa), exceto recentemente quando houve aquela questão com o Irã. E mesmo assim: alguém viu algum presidente ser eleito em torno disso? Não. O assunto mal foi citado em debates na TV.

Eu não sou obrigado a ser favorável às políticas de Israel porque um pessoal extremista de direita agora quer decretar que as pessoas sejam. Nem eu nem ninguém, principalmente em relação às políticas de Israel em relação a palestinos. Isso não tem nada a ver com o Holocausto. Ou tem, no caso: eu acho inaceitável quem tem ideia do que é massacre fazer vista grossa pro que se passa naquela região. Não é aceitável o uso do genocídio da segunda guerra pra justificar truculência contra civis.

Transformar essa questão em "muçulmanos do mundo todo" também é bem complicado, é como fazer generalização de "cristãos" englobando todas as denominações cristãs do mundo ignorando suas divisões de crenças/denominações e nacionalidades.

Um católico na França não vai apertar a mão de um católico britânico só por serem católicos. Cada um fala sua língua e tem seus costumes. O mesmo ocorre no chamado "mundo muçulmano". Há divisões nacionais, de língua, costumes etc. Na guerra Irã x Iraque dos anos 80, dois países de maioria muçulmana se pegaram, só que o Iraque era de maioria árabe (tem outros grupos étnicos mas o principal é o árabe) e o Irã de maioria persa (que não é árabe). O Iraque tinha no comando um sunita e o Irã é de maioria xiita. Ou seja, essa visão de um "bloco único" pra tudo repete aquela visão ridícula e ignorante que repetem no Brasil sobre regiões, ignorando o identidade de estados históricos do país.

Essa posição deste pessoal em relação ao Oriente Médio não tem nada a ver com a segunda guerra.

Eu sei decorada a retórica que gente pró-Israel usa pra chantagear as pessoas a apoiarem aquele país insinuando que quem não apoia é antissemita ou coisa parecida, essa é uma atitude reprovável. "Ah, mas eu não gosto dessa posição de vocês", não muda nada, a atitude de insinuar que todo mundo que não apoia Israel ou não aprova a política externa israelense é antissemita continua sendo uma atitude reprovável e mentirosa.

Cansei de ver isso no Orkut e além daquele rede.

Vou ser curto e direto: quem apela pra esse tipo de chantagem e ataque acaba ampliando a animosidade já crescente em relação à política e imagem daquele país, não conseguindo qualquer grau de empatia.

Os ditos negacionistas ou "revisionistas" do Holocausto odeiam Israel por serem antissemitas (a maioria), quem diz que eles são antissionistas por serem antissemitas não está dizendo uma inverdade. A neurose deles com Oriente Médio é por conta do tema "judeus". Se no Oriente Médio não houvesse judeus muito provavelmente eles iriam malhar (pregar preconceito) árabes, muçulmanos etc, mas o objeto de ódio e obsessão deles são judeus. Só que este é um grupo fácil de se determinar, não é pra ficarem usando um grupo específico e rotulando todo mundo da mesma coisa.

Esse espectro político negacionista de uns tempos pra cá anda bem reduzido mundo afora, anda não, sempre foi reduzido, apesar de terem ganho muita popularidade (visibilidade) na década passada com a massificação da internet, por serem uma "novidade" (pra maioria das pessoas), algo que já não o são mais.

Mas o desgaste veio.

Esse credo "revisionista" hoje tem pouco impacto mundo afora e no Brasil, pelo fato de não serem mais uma "novidade" que explodiu com o aumento da internet.

Eu não irei me posicionar politicamente em função do que essa manada de meia dúzia pensa ou deixa de pensar. Quem os quiser levar a sério ao extremo, faça-o por conta própria. Pelo menos, no caso brasileiro, é ridículo tratar esse grupo como reencarnação do Terceiro Reich ignorando o próprio contexto histórico do país, a formação étnica do Brasil etc.

No Brasil, desde o fim do Orkut, o dito "revisionismo" virou literalmente pó.

Não tem saído quase mais nada sobre isso na imprensa brasileira, por vários fatores: faz tempo que morreu o dono da editora Revisão e não surgiu nada do alcance dele no lugar (era o principal QG de distribuição e divulgação dessas publicações no país).

Encarem o fato: a coisa ("revisionismo") mixou no país e quem vai atrás deles no Brasil bater boca é porque gosta de bater boca com um grupo sem representatividade política. Já vi gente fazer isso e o faz porque gosta ou por masoquismo.

O extremismo de direita no Brasil já extrapolou há tempo esse gueto de negação do Holocausto no Orkut, vide as tais marchas dos dias 15 de março e 12 de abril, principalmente em São Paulo capital.

Ou seja, o alvo da extrema-direita brasileira, de maioria "liberal" (denominação que a maioria usa) não é sobre assuntos relacionados à segunda guerra, apesar desses bandos também citarem com frequência a URSS, guerra fria etc pra reavivar a polarização ideológica da guerra fria.

Mas digo novamente: cai nessa esparrela/provocação quem quer.

Vão acabar caindo no ridículo em algum momento quando a maior parte do povo acordar do "transe", dessa onda de extrema-direita que se formou a partir daquelas malfadas marchas de junho de 2013, a mesma do "Não vai ter Copa".

A onda já esteve numa crescente e como toda onda, começa aparentemente a arrefecer (perder força).

Mas voltando ao assunto (mais uma vez): usar os "revisionistas" pra "deduzir" (entre aspas) que todo mundo que reprova ou não apoia Israel, reprova a política externa daquele país por antissemitismo é uma atitude leviana, mentirosa e sorrateira, isso é retórica política pra lá de escrota.

Eu diria que chegar a esse extremo de acusação beira à paranoia ou cretinice, só pra pegar leve com os termos.

A famosa afirmação de "antissionismo é antissemitismo" e afins não anda 'comovendo' muita gente. A maioria das pessoas sabe distinguir uma coisa da outra. As pessoas sabem quando alguém é antissemita e não é.

Há gente que não tem simpatia com judeus e que também não simpatiza com o nazismo, são os antissemitas não-nazis, mas boa parte das pessoas repudia as políticas de Israel por discordância com as políticas deste país e não por antissemitismo.

Ninguém ficará batendo palmas pra bombardeios em locais altamente povoados por civis com a desculpa de "estamos varrendo do mapa um grupo terrorista que diz que vai destruir um país inteiro, mesmo sem armas pra isso, onde o país citado tem várias bombas atômicas, caças de última geração, tanques etc". Faça-me o favor. Chega a ser patética essa retórica do governo de Israel nesses embates.

Como já deu pra ver, essa atitude de rotular as pessoas indiscriminadamente não anda convencendo muita gente.

Cobrar posicionamento "x" das pessoas aqui sem nem ter discutido nada antes é petulância, algo sem propósito. Achei um insulto virem com essa postura, e não foi a primeira vez.

Vamos impor um limite: eu não mais publicarei esse tipo de comentário no blog por se tratar de mensagem desconexa, sem nexo. O post é justamente pra isso, pra que não venham fazer isto aqui. Duma próxima eu coloco o link deste post pra lerem e dou por encerrado a "discussão".

Da primeira vez rolou uma pregação quase religiosa sobre "liberalismo purinho" até descambarem pro xingamento. Desta última vez fiquei comentando pras paredes. Segunda vez que isso ocorre (que eu lembre) e espero que seja a última.

Também sugiro que esse pessoal pare de sair repetindo como papagaio a pregação extremista de certos astrólogos de internet que ficam incitando ódio de forma inconsequente e irresponsável, sem mencionar a manipulação que exerce em que o segue.

Eu sempre evitei citar o nome desta figura aqui pra não virar uma baixaria generalizada. No Orkut a gente via o baixo nível de educação dos seguidores desse cidadão e era uma coisa deplorável.

Quem gosta de baixaria ou da baixaria desse indivíduo que fique à vontade pra ficar trocando "palavras de amor" como "vai tomar no **" com o cidadão e os seguidores dele, mas não tenho interesse nisso.

Quando eu disse que sabia a origem desse tipo de pregação política é porque não quis mencionar diretamente quem era por considerar que esse tipo de picareta (o tal astrólogo) é algo esdrúxulo.

Em outro país figuras como essa seriam tratadas como algo grosseiro ou piada, mas no Brasil uma coisa dessas vira "guru" porque o povo em vez de querer conhecimento (procurar) se apega à primeira coisa exótica, cretina, simplista e ridícula que vê (ou ouve) pela frente por uma tendência em seguir seitas. Por um conservadorismo tacanho ou mesmo ignorância. Tá na hora de pararem com isso.

Se não querem parar pelo menos encham o saco longe. Encerro por aqui.

2 comentários:

João P. Santos disse...

Gostaria de parabenizar pelo texto. É longo de ler mas consegui chegar até o fim. Resume o que sentimos com os extremos no Brasil.

Roberto disse...

João, infelizmente tem que se chegar a esse extremo em ter que fazer um post, repetitivo, pra criticar a postura desse pessoal.

E veja que não existe discussão, já chegam atacando e tal, repetindo besteira e quando a gente responde fica a "ver navios" porque eles dão meia volta.

E não me refiro à discussão sobre negacionismo, a ira deles é porque a "santificação" do liberalismo está sendo criticada ou está se mostrando que essa panfletagem deles em torno disso é uma construção histórica criada ainda na guerra fria.

Isso pra não mencionar a questão do Oriente Médio (Israel principalmente) que começam a impor condição de que, se alguém é contra o "revisionismo" tem que se a favor de Israel, ou seja, os caras repetem a mesma ladainha dos "revis" só que os "revis" usam isso pra atacar, eles usam pra querer impor posicionamento político. É muita cretinice.

Por isso que é ruim e difícil fazer um post resumindo o problema pois é muita papagaiada que esse povo solta (não só nos comentários citados) em torno dessas questões.

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