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sexta-feira, 24 de julho de 2026

1950 (1x2 Uruguai, dentro do Brasil), 1998 (3x0 França), 2014 (1x7 Alemanha, dentro do Brasil). Post dedicado à "mídia argentina da Mooca" do Brasil e sua viralatice patológica

A quem for de fora do Brasil e não entender a razão do post, o assunto é chato, cansativo, mas... se não fosse certa mídia de "Argentinos da Mooca" no Brasil defendendo o indefensável (o racismo, arruaça, baderna, favorecimento e manipulação da FIFA pra fazer a Argentina de Messi ir à final e roubo até o fim), naturalizando até ataque a brasileiros querendo inverter a questão, como se os brasileiros, Brasil tivesse "começado alguma campanha" falsa xenófoba contra eles, talvez o assunto já tivesse se dissipado mais no Brasil, mas enquanto essa turma da mídia continuar mentindo, distorcendo, invertendo a questão a "paulada" continua (o "escracho" público denunciando o caso).

É inadmissível brasileiro defender o comportamento dos argentinos na Copa de 2026, é inadmissível essa gente naturalizar racismo contra o Brasil, México e cia pelo país vizinho com discurso sem vergonha, mentiroso de que estão "fazendo xenofobia" no Brasil, isso é de uma escrotice sem precedentes, vira-latice completa, ou essa turma (setores de classe média em alguns centros) sente alguma "atração" (afinidade) por essa visão de "País Europa da América do Sul" do Estado argentino (que provoca esse comportamento do país vizinho)? Gente estranha...

Mas não começou nessa Copa isso, em 2014 (eu e muitos no país) presenciamos abafarem os casos de agressões, arruaça da torcida argentina vindo em peso pro Brasil arrumando arruaça, problema, briga em todo canto que passavam, essa turma conseguiu a proeza de "abafar" o assunto (tentar ao extremo abafar) com a ladainha ridícula de que o Galvão Bueno (ex-narrador da Globo, conheceido pelos bordões contra a Argentina e cia em jogos da seleção brasileira) teria "criado", incentivado isso com as provocações "boleiras" (de futebol)... isso é de uma sem vergonhice ou ignorância histórica sem precedentes (despreparo, falta de "estofo intelectual", incultura, por isso que a direita bolsonarista tomou o vulto que tomou no Brasil, com uma "esquerda" dessas, quem não tomaria o poder?...). Gente descolada do povo, com uma visão elitista do país, fora o ranço regional (dá pra entender porque "passam pano", atenuam, os atos agressivos dos argentinos na Copa e fora).

Pra esfregar na cara dessa turma, esse Post deveria ter saído na terça-feira ou segunda-feira mas tem muita coisa acontecendo (informação), assuntos a tratar e cia que impediram de elaborar a coisa, que só rola porque esse pessoal passou a semana tentando atenuar e inverter a questão aqui no país, mas há uma "força tarefa" fora do Brasil tentando reverter a imagem da Argentina (coisa do trumpismo, dos filhotes de Milei). Vejam só, a "esquerda lacradora" (como eu chamo "esquerda fofa", "Lacration Front") lacrando com Milei e Trump, não é uma "coisa linda" de se ver essa turma se revelando de novo? "Em nome do amor"... (imagina se odiassem, rs).

O título do Post se refere aos 3 resultados piores, mais traumáticos da seleção brasileira em Copas, tirando a Copa do Mundo de 1982, a "tragédia fake" do Sarriá (Espanha), que teria todo um texto pra comentar essa parte, a "seleção classe média do Brasil" deixava essa turma que tenta atenuar racismo dos "hermanos" (atacando brasileiros) de "pelo eriçado", essa turma se via na "parte branca" daquela seleção, mais que o resto do país. Não que não se deva reconhecer um Sócrates e cia, que não têm culpa disso, mas a cobertura dessa Copa pela Rede Globo é um show de horrores à parte (e propaganda do fim da ditadura militar), com resultado pífio (5o lugar).

O Brasil tomou o "Maracanazo" do Uruguai em 1950, em pleno Maracança lotado (mais de 200 mil pessoas de público), comoção nacional a derrota e cia, e cadê os registros de turba generalizada hostilizando os uruguaios (que tinham rixa também com o Brasil, puxaram esse "lado argentino" mas foram largando com o tempo, pelo menos só sobrevive no futebol muito raramente, na sociedade uruguaia não).

O Brasil em vez de posar de "mimado", com ataques xenófobos com o Uruguai e cia foi mudar a CBD (era a "CBF" da época) pra buscar os títulos depois em 1958 em diante, mudou até o padrão (que era branco até 1950).

O Brasil tomou de 3x0 na final com a França em Paris, seleção brasileira campeã de 1994, chegou se arrastando à final de 1998, com o problema do Ronaldo Nazário (Fenômeno) na final.

Cadê os "distúrbios" pela derrota (até então a mais humilhante, pior, da história da seleção brasileira em Copas, numa final)?... Procura aí alguém se encontrar e me passa.

Finalmente os 7x1 no Mineirão, o "Mineiraço", da Alemanha, primeiro tempo 5x0 pra Alemanha. Podem me mostrar os distúrbios generalizados pelo país por isso exceto o dos argentinos provocando e causando baderna?

Alemanha que foi à final e a taça entregue pela Presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, junto da primeira-ministra alemão Angela Merkel. Sem distúrbio por parte dos brasileiros. Em plen Maracança, Rio de Janeiro (Brasil), o palco também do "Maracanazo" de 1950, "trauma nacional" que cunhou o termo "vira-lata" pelo recifense/pernambucano Nelson Rodrigues (que uma certa patota em outros centros querem apagar sua "pernambucanidade". Como apagar o nome "Mário Filho", outro recifense, do Maracanã. Parte desse país é uma piada, fora a falta de memória, de incultura generalizada (a parte criticada):



Por sinal, a quantidade de comentários atacando a Presidente do Brasil nos vídeos mostra o nível de vira-latice, cachorrada dos que se "identificam" com os "argentinos da Mooca". Aí uma "moçada", um bando de palhaços nessa mídia desportiva podre do país (e não não desportiva também) quer comparar o Brasil ao comportamento dos argentinos em Copa e fora?

Deixem de impostura e desse discurso tresloucado capacho do trumpismo e da extrema-direita argentina (se bem que não se restringe a ela, a seleção zoneira, arruaceira argentina, foi recebida como "herói" por lá, crítica zero ao comportamento, agora são as "vítimas" de uma "conspiração inglesa" no mundo, hahahahaha).

Ser de alguma linha, "campo", anti-imperialista no Brasil é uma tortura com o despreparo dessa turma, tomem tenência, aprumem-se de vez porque a população está com ódio da palhaçada e de vocês, repulsa justa. Eu estou, quase todo mundo está. Parem de achar que meia dúzia de imbecis nas bolhas de vocês representam o país porque não representam, não representam nem a opinião da maioria de esquerda no Brasil, que é dispersa.

A discussão sobre essa ideia de "Europa argentina" beira o ridículo, ou omitem, passam por cima da questão de forma cínica, por ignorância ou cumplicidade (vai saber).

Vocês não podem ser chamados de "esquerda" no país, esquerda não é sinônimo de gente perturbada com "síndrome do pânico" com nojo e medo do povo do país, com medo da sombra virar "bolsonarista" e outros distúrbios de ordem psiquiátrica, procurem tratamento ou vão encher o saco das bolhas de vocês, já deu. Mas tem "munição" pro assunto, o assunto é extenso, envolve identidades nacionais (a do Brasil também) e cia... que vocês adoram distorcer, apagar o "Nordeste" do mapa do país e cia também (em vão, porque não vão apagar nunca, ao mesmo tempo que passam pano, atenuam racismo/xenofobia de argentinos nos EUA, fora as palhaçadas que inventam, criam pra "torcer corretamente em uma copa do mundo", gente chata dos infernos, quem convive com vocês deveria receber um prêmio por aturar tanta sandice).

domingo, 31 de julho de 2011

Negacionismo do Holocausto pelo embaixador iraniano no Uruguai

José Mujica, Presidente do Uruguai
O Uruguai condenou ontem as expressões antissemitas do embaixador do Irã, a quem havia minimizado a quantidade de vítimas do Holocausto dias atrás. O governo de José Mujica (foto), por meio de sua Chancelaria, convocou Hojjatollah Soltani para lhe expresar sua condenação. Segundo revelou o ministro de Relações Exteriores, Luis Almagro, o embaixador se reuniu com o diretor para Assuntos Políticos, Ricardo González, para notificá-lo pessoalmente. "Talvez morreram, assassinaram, não sei, milhares de judeus. Mas essa cifra, dois milhões, quatro milhões, isso é uma mentira, segundo alguns historiadores europeus que apresentaram os documentos", havia afirmado o iraniano na quarta-feira na conferência de imprensa.

Também havia dito que Israel aproveitava o Holocausto para se vitimizar e pedir o apoio político, bélico e econômico da Europa. Essas declarações provocaram a reação imediata da comunidade judaica uruguaia. "O governo uruguaio deve atuar de acordo com o direito diplomático. (Soltani) Ofendeu-nos a todos usando o solo do Uruguai", queixou-se o diretor para a América Latina da organização B'nai B'rith, Eduardo Kohn. Além disso acrescentou que os ditos do flamante embaixador iraniano em Montevideo incitam ao ódio e a discriminação.

A resposta do governo chegou ontem. "Para a gente, definitivamente, o Holocausto é um fato histórico inegável, em função do que estabelecem além disso as resoluções das Nações Unidas", sentenciou Almagro. "A negação tanto parcial como total, é um elemento completamente negativo que incita a discriminação", disse o ministro uruguaio.

Fonte: Página 12(Argentina)
http://www.pagina12.com.ar/diario/elmundo/4-173434-2011-07-31.html
Tradução: Roberto Lucena

domingo, 30 de maio de 2010

Treblinka - "Eu Sou o ultimo Judeu"

Em agosto de 1943 ocorreu um motim no campo de extermínio nazi. Houve muito poucos sobreviventes. Chil Rajchman foi um deles. O motim no campo de extermínio de Treblinka, contado por um sobrevivente. ABC

Ano de 1943. Em Treblinka a minoria de reclusos que havia escapado das câmaras de gás sabia que seus dias estavam contados. O trabalho do campo de extermínio nazi logo acabaria e os prisioneiros temiam que nesse momento os nazis os matassem. Não tinham nada a perder se tentassem escapar.

Então, o grupo de resistência que se havia formado no começo do ano começou a planejar um levante. Tinham poucas armas escondidas e em 2 de agosto tentaram se apoderar de outras no depósito de armas. Mas foram descobertos. Numa intento desesperado, centenas de reclusos assaltaram a entrada de Treblinka. Muitos pereceram com os disparos. Outros escaparam, mas a maioria foi capturada e obrigada a desmantelar o campo. Uma vez finalizado o trabalho, foram fuzilados.

Chil Rajchman foi um dos poucos que sobreviveu para contar essa história. Em seus escritos aparece o nervosismo que reinava nos momentos prévios ao levante: "Repartiram o almoço. Todos temos fome, como sempre, mas nenhum de nós é capaz de comer nada. Ninguém pergunta se pode repetir a sopa. Dezenas de companheiros nem sequer tocam a comida".

Placa do campo de extermínio de Treblinka
"Muitos caem mortos"

Quando o relógio deu 3:30, "escutamos os disparos no campo 1. O sinal de que a revolta havia começado". Entre chamas e soldados alemães assassinados, o motim avança. Ainda que muitos caem entre metralhadoras e arames farpados, uns poucos conseguem sair.

A euforia se desata, mas o perigo espreita de novo. "Um automóvel nos persegue com metralhadora disparando em todas as direções. Muitos caem mortos. Topo-me com cadáveres a cada passo que dou. Mudo a direção e corro para a esquerda da estrada. O carro logo se encontrava em frente a mim. Corremos em várias direções. Os assassinos nos perseguem por todos os lados". Finalmente, os poucos que sobrevivem se escondem no mato.

Chil Rajchman escreveu um testemunho exato, sem contornos, do horror que permanece na família até que o tenha relatado num livro.

Livro: Eu sou o último judeu. Treblinka (1942-1943)

Fonte: ABC (Espanha)
http://www.abc.es/cultura/20130804/abci-levantamiento-treblinka-201308021211.html
Tradução: Roberto Lucena