terça-feira, 30 de novembro de 2010

O CODOH precisa de dinheiro

O erroneamente nomeado "Comitê para o Livre Debate sobre o Holocausto" agora saúda os visitantes de seu site com um pedido de ajuda.

Screenshot(captura de imagem de tela) tirado esta manhã (clique para aumentá-lo):



Doações, alguém?

No dia que o CODOH começar a cumprir sua promessa de debate aberto e de troca de ideias livremente (duas coisas que estes "revisionistas" hipócritas temem tanto quanto vampiros à luz do sol), outras pessoas além dos odiadores de judeus e/ou viúvas/adoradores de Hitler poderiam estar dispostos a ajudar.

Fonte: Holocaust Controversies
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2010/11/codoh-needs-money.html
Texto(inglês): Roberto Muehlenkamp
Tradução: Roberto Lucena

Comentário: o título do post também poderia ser '"Revisionismo" em tempos de crise global', pois também seria adequado. Em todo caso, resta saber se a trupe fanática "revi", com sua verborragia habitual na rede, irá deixar seus gurus do Codoh minguarem junto com a indústria do negacionismo.

Ver também:
A implosão do CODOH

33 comentários:

Caleari disse...

De fato os revisionistas são muito hipócritas! Vejam vocês que existe até um Projeto de Lei no Congresso, apresentado por um Deputado nazista, que intenta criminalizar a afirmação do Holocausto (tal como em outros países da Europa em que é crime ser sionista e defender a existência do Holocausto). Eles pretendem levar uma discussão de mérito histórico à tutela do Estado e, com isso, proibir qualquer manifestação contrária; dogmatizar a negação do Holocausto. Não só isso! Os revisionistas impedem qualquer exame forense in loco nas armas e locais dos crimes com o fim de inviabilizar a comprovação de materialidade e verossimilhança técnica dos testemunhos (que não podem ser, em hipótese nenhuma, contraditados). Fora a Indústria do Revisionismo, que há décadas promove todo tipo de lobby para suplantar e constranger a afirmação do Holocausto. A disparidade de recursos entre os revisionistas, que ocupam posições de influência e têm muito dinheiro e visibilidade, é absolutamente incomparável aos ínfimos fomentos dos independentes afirmadores do Holocausto (que inclusive já tiveram seus livros confiscados pelos inquisidores revisionistas). Inúmeros afirmadores do Holocausto sofreram perseguições, agressões e todo tipo de ação coatora por parte dos revisionistas que, por representarem os perdedores da Segunda Guerra Mundial, hoje estão num ambiente favorável ao desenvolvimento de suas teorias... Concordo integralmente com o que disseram: é MUITA hipocrisia mesmo!

Roberto disse...

Discurso "comovente"... (contém ironia), rsrsrs. Mas não seria melhor vocês ajudarem os caras do Codoh ao invés de ficarem só na verborragia habitual?

Se bem que achei o pedido meio que caça-níquel já que um fórum como aquele(com pinta de ser conta em serviço gratuito) não requer muita manutenção.

Roberto disse...

"Vejam vocês que existe até um Projeto de Lei no Congresso, apresentado por um Deputado nazista, que intenta criminalizar a afirmação do Holocausto (tal como em outros países da Europa em que é crime ser sionista e defender a existência do Holocausto)"

Levando em conta que o discurso" acima deve ser uma ironia a quem propôs um PL sobre e negação do Holocausto, é engraçado ler isso. Pensei que os "revisionistas" gostassem do deputado já que boa parte apoiou o PSDB(que é o partido de quem propôs o PL sobre a negação do Holocausto) nas últimas eleições.

Os "revisionistas" são 'meio' contraditórios, criticam 'sionistas' e apoiam/votam no partido de preferência da maioria deles? Que mundo cheio de contradições... rs

Caleari disse...

"boa parte apoiou o PSDB" (?!)

Com a escusa prévia por minha ignorância desse fato, pergunto de onde tirou essa informação?

Volto a concordar convosco; é um mundo cheio de contradições mesmo. V.g., o manifesto "Liberté pour L´Histoire", assinado (dentre outros) pelo pesquisador Pierre Vidal-Naquet, onde se assinala:

"Consternados pelas intervenções políticas cada vez mais freqüentes na análise de acontecimentos passados, e surpreendidos com as ações judiciais contra historiadores, pesquisadores e autores, queremos relembrar os seguintes princípios:

A História não é uma religião. O historiador não aceita dogmas, não respeita proibições, não conhece tabus. Ele pode chocar.

A História não é uma instância moral. A missão do historiador não é elogiar, nem condenar, ele explica.

A História não é escrava do espírito da época. O historiador não sobrepõe o passado aos conceitos ideológicos do presente e não insere nenhuma sensibilidade atual nos acontecimentos do passado.

A História não pode assegurar a tarefa da memória. Ao desempenhar o seu trabalho de pesquisa, o historiador reúne as recordações das pessoas, compara-as e confronta-as com documentos, objetos e vestígios, e determina os fatos. A História toma em consideração as recordações, mas não se limita a elas.

A História não pode ser objeto da Justiça. Num Estado livre, não cabe ao Parlamento, nem à Justiça, determinar a verdade histórica.

A política do Estado, por mais que esteja animada com a melhor das intenções, não é a política da História.

A violação destes princípios por certos artigos de sucessivas leis – as de 13 de julho de 1990, de 29 de janeiro de 2001, de 21 de maio de 2001, de 23 de fevereiro de 2005 – têm restringido a liberdade do historiador que, sob pena de sanções, tem o seu trabalho limitado.

Exigimos a abolição desses artigos da lei que são indignos de um regime democrático."


Comoveu-se agora?

Roberto disse...

""boa parte apoiou o PSDB" (?!)

Com a escusa prévia por minha ignorância desse fato, pergunto de onde tirou essa informação?"


Supondo que esse nome não é estranho e deve ser de um site "revisionista", o domínio do site era de um integralista. Como eu sei que o pessoal de extrema-direita apoiou o candidato tucano nas eleições pois iriam votar contra a candidata petista, disso resultou a ironia. Mas deixa isso pra lá pois como eu disse, só citei o fato porque achei o mesmo bizarro uma vez que esse pessoal de extrema-direita no país adora se autoproclamar "nacionalista", rs.

"A História não é uma religião. O historiador não aceita dogmas, não respeita proibições, não conhece tabus. Ele pode chocar."

Poder, pode, desde que prove o que diz, senão o que profere recai como distorção ou inverdade. É esse um(de vários) problemas do tal "revisionismo".

"A História não é uma instância moral. A missão do historiador não é elogiar, nem condenar, ele explica."

Nessa ele viaja um pouco pois não existe ser humano destituído de moral(boa ou ruim), não existe essa neutralidade "positivista" que ele alega. Isso é utópico.

"A História não é escrava do espírito da época. O historiador não sobrepõe o passado aos conceitos ideológicos do presente e não insere nenhuma sensibilidade atual nos acontecimentos do passado."

O que ele defende é uma suposta neutralidade que inexiste, seria melhor ele deixar o idealismo de lado e ser realista. O que pode e deve haver é honestidade na avaliação de uma pesquisa, neutralidade não existe.

"A História não pode assegurar a tarefa da memória. Ao desempenhar o seu trabalho de pesquisa, o historiador reúne as recordações das pessoas, compara-as e confronta-as com documentos, objetos e vestígios, e determina os fatos. A História toma em consideração as recordações, mas não se limita a elas."

Coisa que os "revis" não fazem ao partirem do pressuposto(e dogma) de que os nazis não fizeram aquilo que é atribuído a eles.

Roberto disse...

"A História não pode ser objeto da Justiça. Num Estado livre, não cabe ao Parlamento, nem à Justiça, determinar a verdade histórica."

E a quem cabe? Só aos historiadores? Eles detém o monopólio da verdade e a sociedade que 'habita' o Estado que se dane? Como se chegaria a um veredito num tribunal se o judiciário não tivesse condições de determinar a verdade num julgamento? O discurso dele defende mais o monopólio da discussão sobre o tema em questão que fique restrito a historiadores ignorando que os mesmos fazem parte de um Estado e contexto histórico.

O engraçado é ver o pessoal chegado a um fáscio se agarrar com unhas a esse pessoal liberal ao extremo com esses discursos que ignoram totalmente o contexto histórico achando que estão "cometendo" alguma injustiça quando a justiça pune apologistas do nazismo.

"A violação destes princípios por certos artigos de sucessivas leis – as de 13 de julho de 1990, de 29 de janeiro de 2001, de 21 de maio de 2001, de 23 de fevereiro de 2005 – têm restringido a liberdade do historiador que, sob pena de sanções, tem o seu trabalho limitado."

Inverdade pois ninguém foi impedido de examinar nada, se é dele o discurso, o que ele fez foi um discurso hipócrita pra não parecer "carrasco" acatando as inverdades dos "revisionistas" que acusam que são perseguidos injustamente, ignorando deliberadamente que o "revisionismo" não passa de apologia ao nazismo.

"Comoveu-se agora?"

Nem um pouco. Tenho verdadeiro asco desse tipo de pensamento, apesar de respeitar o direito de quem pensa assim defender isso, acho que esse liberalismo inconsequente ignora totalmente os contextos sociais e históricos que são vividos e que o homem tem que acompanhar as mudanças do mundo.

Essa defesa dele é um idealismo, uma utopia, como mundo "ideal" não existe e eu não acredito nisso, sou cético até a médula, não vejo o porquê do homem abrir mão de sua capacidade de raciocínio e justiça por conta de abusos feitos no passado em regimes totalitários e ditaduras pra atender a caprichos de grupos(nazistas/fascistas e outros extremistas) que já demonstraram historicamente do que são capazes de fazer com o poder em mãos.

Roberto disse...

Enfim, se é pra discutir "pontos de vista" sobre liberdade de expressão, eu tenho essa posição e dificilmente(pra não dizer impossível) mudo de posição. Se eu tivesse que concordar com essa posição liberal ao extremo que acha que o homem não tem capacidade de julgar e discernir sobre um determinado assunto, eu teria que abrir, pra 'ser justo' com todos, concessão pra todo tipo de aberração que surgisse.

Mas eu entendo as razões de quem defende esse modelo(que se inspira muito no modelo dos EUA) que é a crença de que a 'liberdade total' impede o crescimento de regimes totalitários ou de cunho fascistas, o que não condiz com a realidade pois os EUA são os primeiros a restringir liberdades quando se sentem ameaçados, vide o caso recente do Wikileaks.

Ou seja, esse país fica com um 'discurso de liberdade' numa ponta e na prática, quando necessita, age de outra forma.

Eu prefiro ser coerente com aquilo que defendo do que ficar me justificando com as incoerências decorrentes de um discurso idealista(descrito acima, atribuído ao francês Vidal-Naquet) que na prática é impraticável.

Roberto disse...

Vou fazer uma correção no que eu coloquei no começo antes que venha novamente a turma da "revisão" venha com "perguntas" de "não sei do que você fala" pra desviar assunto ou "ignorar" o que é dirigido a eles.
_________________________
Repasso o texto abaixo já com a correção:

"Supondo que esse nome não é estranho(refiro-me ao seu) e que deve ser do pessoal de um site "revisionista", o domínio do site que eu não citei o nome era de um integralista(refiro-me ao 'inacreditável.com.br').

Mas indo direto ao assunto, como eu sei que o pessoal de extrema-direita apoiou o candidato tucano nas eleições, pois não iriam votar na candidata petista, disso resultou a ironia que fiz uma vez que se eu tivesse as mesmas "convicções" que vocês alegam ter em relação a "sionismo", Israel etc, eu jamais votaria num candidato desses. E eu sei que o pessoal com o perfil de extrema-direita votou no candidato tucano.

Mas deixa isso pra lá pois como eu disse, só citei o fato porque acho o mesmo(fato) bizarro uma vez que esse pessoal de extrema-direita no Brasil adora se autoproclamar "nacionalista", e o candidato citado e o partido dele não comungam(tanto que o partido em questão tem um dep. que propõe o PL da negação do Holocausto) de certos "dogmas" de vários "revisionistas" tupiniquins ou "nacionalistas" de cunho fascistoide, rs.

Roberto disse...

O que eu não entendo é o porquê de vocês citarem um texto do Vidal-Naquet apenas pra usar a autoridade dele como historiador pra algo que em nenhum momento diz respeito aos "revisionistas" propriamente, pois o texto se refere a uma preocupação dele com a atividade dos historiadores e a questão do Estado, e não com os "revisionistas" do Holocausto.

Pois o "revisionismo" não tem respaldo acadêmico a não ser como manifestação de racismo e de negação de crimes de guerra do nazifascismo, e é atacado seriamente pelo mesmo historiador que você citou.

E continuo sem concordar com a histeria desses historiadores franceses com isso(o texto data de 2005). Achei o texto alarmista e exagerado, mas é um direito deles opinarem sobre a atividade de historiadores(e não de chutadores), apesar da manipulação do texto por parte de vocês pra defesa do credo "revisionista".

Roberto disse...

Sobre o texto, vários links sobre ele no verbete da Wikipedia em francês:
"Liberté pour l'histoire est une association française opposée aux lois mémorielles, présidée par Pierre Nora"

Site do Vidal-Naquet:
"L’histoire, sa négation et la loi(par Dominique Vidal)"

Engraçado que nenhum "revi" critica a Turquia por proibir o estudo do genocídio armênio dentro da Turquia, e considera crime quem afirma na Turquia que o genocídio ocorreu. Mas a obsessção dos "revis" é sempre em torno de judeus, só que hoje usam a palavra sionista pra desviar o foco da discussão pros conflitos no Oriente Médio, uma vez que quando ficam só na discussão sobre Segunda Guerra costumam perder terreno fácil.

Caleari disse...
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Caleari disse...
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Caleari disse...
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Caleari disse...
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Leo Gott disse...

Esse tal de Caleari é um dos neonazistas do "imbecilidade".com.br

Seja bem vindo!!

Caleari disse...

Sem qualquer pretensão de promover uma representação dessa natureza, mas para efeitos especulativos e considerando que, segundo sua interpretação do ordenamento, a apologia ao nazismo é crime no Brasil, ao qualificar-me como "neonazista", não estaria V.Sa. incorrendo em calúnia e difamação?

É algo a ser refletido, nunca tinha considerado essa hipótese...

"As injúrias são as razões dos que não têm razão" – Rousseau


Calúnia

Art. 138 - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime:
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa.
§ 1º - Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga.
§ 2º - É punível a calúnia contra os mortos.

Difamação
Art. 139 - Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação:
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.

Caleari disse...
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Caleari disse...
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Caleari disse...
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Caleari disse...
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Caleari disse...

Bem, vamos lá. Não houve qualquer “não sei do que você fala”: minha surpresa com o que disse foi sincera, justamente por ter uma leitura totalmente oposta da situação.

Ao que me consta, o domínio do site é de alguém que já esteve ligado ao Integralismo, mas que em momento nenhum declarou apoio ao Serra. Eu muito menos! Pra ser sincero (apesar de ter anulado o voto), prefiro de longe a candidata e projeto de governo petistas. Daí minha admiração quando generalizou o apoio dos revisionistas ao entreguismo tucano. Entendo caber uma separação aqui.

De fato - e aqui tem a minha adesão - entendo como vergonhoso, realmente lamentável, o apoio de setores da "extrema-direita" ao Serra. No afã de seu anti-comunismo histórico (vide antagonismos 64-85), certos setores militares e outros auto-proclamados nacionalistas enviesaram para o lado tucano; mais como uma reação ao currículo da Dilma. Reafirmo minha profunda discordância com isso – mesmo em razão do notável alinhamento tucano ao movimento sionista que aludiu. Posso garantir, até em função da boa rede de contatos que possuo com outros revisionistas, que, na verdade, a grande maioria segue uma linha de raciocínio similar à minha. Cabe uma diferenciação entre alguns setores da assim chamada “extrema-direita” entre si e os revisionistas. Forçar a situação pra jogar tudo no mesmo “balaio” não é razoável e se trata de uma situação amplamente conhecido daqueles que conhecem de perto as movimentações internas dentro desses variados segmentos. Acredito que sua afirmação derive da militância de certos membros da FIB junto à campanha de difamação da Dilma (noticiada por ocasião das eleições). No meu entendimento esse episódio não tem representatividade a ponto de poder-se vincular os revisionistas à campanha do Serra. Mas pouco posso fazer para convencer do contrário seres oniscientes.

Caleari disse...

“O engraçado é ver o pessoal chegado a um fáscio se agarrar com unhas a esse pessoal liberal ao extremo com esses discursos que ignoram totalmente o contexto histórico achando que estão "cometendo" alguma injustiça quando a justiça pune apologistas do nazismo.”

A despeito de algumas considerações de pouca objetividade – adjetivações, ironia fora de contexto, u.s.w. – entendo cabível o esclarecimento quanto a essa vinculação que insistem em fazer entre o revisionismo e a apologia ao nazismo. Tomemos um exemplo concreto: que “apologia ao nazismo” fez Dirk Zimmermann, por exemplo? O tal parágrafo 130 do CP alemão toma como crime a negação do holocausto por si só. Mesmo nossa legislação já contempla norma que criminaliza o nazismo, fora a lei do racismo (7.716), que também já prevê a tutela penal em inúmeros casos que violam a dignidade humana. Por que então do PL-987?

Pois bem, a citação do manifesto se deu, ao contrário do alegado recurso de autoridade, para retomar o objeto inicial do tópico: hipocrisias, contradições...

O mesmo autor que ataca vorazmente o revisionismo é subscritor de um documento que, de forma irrefragável, pode ser usado como defesa da liberdade de circulação das próprias teses revisionistas. Acho que nem há a necessidade de ressaltar o óbvio, mas de toda forma: aqui não estamos tratando do mérito, mas sim do que,outrora, chamei de “meta-discussão”:

Caleari disse...

“Do resultado de uma teoria que seja desfavorável a determinado segmento não se pode automaticamente acusá-la de “racismo”. A incitação à discriminação gratuita – esta sim legitimamente passível de persecução estatal – difere radicalmente da crítica negativa, minimamente fundamentada que seja, e que não se propõe a perseguir ninguém; apenas se exerce o direito fundamental da liberdade de expressão científica, política e ideológica.
[...]
“Aquele que embaraça o contraditório alheio não pode depois alegar suposta discussão de mérito, isso é um contra-senso! O debate sobre um tema dessa complexidade e extensão implica diversas fases replicáveis, sendo que as iniciativas em calar o oponente - frise-se novamente - apenas evidenciam a fragilidade da própria versão “oficial”, que não suporta contestação racional. Não há que se falar em debate quando este não é concebido em mínimas condições de desenvolvimento. A questão sobre o Holocausto, afastada até mesmo a defesa de um dos lados, se encontra hoje em dia situada primeiramente no que poderíamos conceituar como uma "meta-discussão" (discussão sobre a discussão: possibilidades jurídicas e acadêmicas). Não é razoável crer que o micro-universo dos fóruns e sites de internet possa representar o estágio de conhecimento sobre o assunto (até mesmo porque estamos afastados dos pólos mundiais de investigação mais substancial). Trata-se de um blefe encorajar uma aparente confrontação de idéias num espaço limitado, quando na prática não há liberdade de exploração e o mesmo grau de informação para todos os interessados (pode-se fazer aqui, inclusive, uma analogia com o conceito econômico de “dotação inicial” como requisito para o correto desenvolvimento do mercado – no nosso caso, desenvolvimento da pesquisa acadêmica).”

Caleari disse...

Voltando à onisciência da afirmação de que “nenhum ‘revi’ critica a Turquia por proibir o estudo do genocídio armênio dentro da Turquia”, fica então a minha manifestação pessoal que, inserida numa linha de coerência, se opõe à tutela penal da História, em qualquer que seja o caso, por entender que falta legitimidade a esse tipo de expediente legislativo.
Permita-me agora, Roberto, especular algo em que conto com sua colaboração: você acha viável, no Brasil, e considerado o estágio atual de discussão e a composição dos “lados”, que se promova um debate aberto numa Universidade sobre a temática revisionista? Uma vez que, em última análise, o objeto desta discussão gira em torno de contradições e hipocrisias creditados reciprocamente entre os adversários, seria possível então mitigar essa dúvida através do compromisso mútuo de participação num debate?
Caso afirmativo, entendo ser um passo importante para que aquilo outrora foi qualificado como “verborragia habitual” possa ser realmente colocado à prova.
O que acha?

Caleari disse...

Mea culpa. Tentei postar mais de uma vez, mas como dava página de erro, repeti a operação. Deu nisso...

Anônimo disse...

Muito pelo contrário o projeto de lei visava criminalizar a NEGAÇAO do holocausto.

ou seja, isso inverte pacas a inteção da lei. não é?

Pronto, falei! disse...

Mais que coisinha mais fofa!
O recém formado postando por aqui...
Deveria se preocupar com seu empreguinho no município de SP. Já o estão caçando por lá! Aquilo não pode ser espaço para nazistinhas. Talvez ele nem saiba disso!
Isoldi, vá praticar seu racismo no "imbecilidade"!
Isso aqui eh coisa seria. Aqui se mata e mostra-se o pau, muito diferente da confraria que vocês criaram.

Caleari disse...

No seu caso, então, mostra o pau mas não mostra a cara... Q coisa, hein? rs

Não tenho medo de ameaças à nível pessoal. Se me exponho é porque estou preparado para qualquer coisa. Bring it on!

Aliás, essa é uma prática bastante mafiosa e que demonstra a esquiva em me confrontar abertamente, "democraticamente"...

Meu trabalho foi apresentado numa Academia altamente renomada, e pode agora ser submetido à crítica de quem o queira fazer. Já me dispus também a debates públicos sobre o tema.

O site o qual colaboro é registrado no Brasil e seu dono também mostra a cara, tanto o é que foi acionado na Justiça e isentado de qualquer ilegalidade em sua linha editorial.

Pra quem tanto critica o anonimato e o banditismo alheios, parece que morderam a língua ao se esconder atrás de nicknames e bravatas virtuais.

Roberto disse...

"Pra quem tanto critica o anonimato e o banditismo alheios, parece que morderam a língua ao se esconder atrás de nicknames e bravatas virtuais."

Só tem um problema nessa observação, e estou falando por mim e pelos colegas do blog (caso algum deles queira acrescentar algo eles irão ler os comentários pois chega pelo email automaticamente):

1. Eu não uso nickname, só tenho esse perfil no blogger e outro que está no Holocaust Controversies (blog do Roberto Muehlenkamp) e ambos com nome, nunca me escondi com nicks, nem eu, o Leo e o Roberto Muehlenkamp que é ativo no Holocaust Controversies, além de conhecer o Leo pessoalmente.

2. Eu só liberei comentário com perfil sem nome porque está registrado no blogger, e também porque não posso censurar os outros embora eu já estivesse achando estranho o tom dos comentários citando aquele site o tempo todo, por mais razão que a pessoa tenha. Caso alguém não goste do comentário teria como saber quem posta, até porque o perfil não é meu, tampouco do Leo ou do Roberto Muehlenkamp. O Marcelo está no blog mas não participa, o Marcelo do blog era o Marcelo Oliveira do Orkut que tinha uma lista de discussão sobre o Holocausto e pra mostrar as picaretagens do "revisionismo".

3. Acho estranho surgir um comentário sobre esse site num post antigo e em seguida surgir o comentário da pessoa como se soubesse do que fosse ser comentado nesse post bem antigo.

4. E por último: a continuar assim só vou liberar comentários de perfis do blogger com nome ou que seja identificável, o que não impede que alguém faça um perfil falso com qualquer nome, se passando por verdadeiro, comentando. Se for o caso (em caso bem extremo), dá até pra suspender os comentários.

Roberto disse...

Eu já disse várias vezes, e repito mais uma aqui, que não tenho interesse em participar do fórum desse site inacreditavel.com.br, se tivesse eu iria com meu perfil e não com um perfil falso.

Mas se o povo quer tanto discutir o assunto, há um fórum isento que é o RODOH (fica hospedado nos EUA, ou num servidor chamado Yuku), onde havia inclusive uma seção em português (que o M. Silveira chegou a participar) e que é possível discutir sobre "revisionismo" e Holocausto sem o direcionismo que existe num fórum de um site.

Caleari disse...

"3. Acho estranho surgir um comentário sobre esse site num post antigo e em seguida surgir o comentário da pessoa como se soubesse do que fosse ser comentado nesse post bem antigo."

- Não há nada de estranho: tb sou automaticamente notificado no meu e-mail pessoal a cada novo post nesse tópico. Estranho, isso sim, é uma postagem com mais de um ano ser reativada por um espírito tamanho rancoroso, e justamente para me a fazer ameaças veladas em nível pessoal.

O "recém-formado" aqui estudará as medidas cabíveis...

Roberto disse...

"- Não há nada de estranho: tb sou automaticamente notificado no meu e-mail pessoal a cada novo post nesse tópico. Estranho, isso sim, é uma postagem com mais de um ano ser reativada por um espírito tamanho rancoroso, e justamente para me a fazer ameaças veladas em nível pessoal."

Cabe a você resolver com a pessoa que fez as mensagens, eu não tenho "poder" sobre a pessoa, não consigo identificá-la, e nem sei qual a real intenção dela (só posso achar qual é o intuito depois de ler vários comentários do perfil) pois se há uma briga pessoal entre essa pessoa e vocês surgida no fórum de vocês (e foi isso que eu entendi pelas mensagens deixadas recentemente pelo perfil e vi várias discussões no site de vocês com discussão com gente usando nicks) que resolvam isso no fórum ou site de vocês e não aqui.

Se surgir novamente comentários do perfil usando nick citando o site de vocês de novo eu não aprovarei a mensagem porque está visível pra mim que estão tentando meter a gente em confusão. Achar uma discussão de 2010 só pra xingar sem pôr o nome não é algo louvável, tampouco acredito que há boa intenção nisso como é estranho o tom, só não iria cortar a mensagem antes de ter alguma certeza do que se passa, coisa que agora dá pra ter.

E digo isso porque tem sido essa a "tônica" do perfil desde que passou a comentar aqui há alguns meses (digo pra deixar registrado), não sou bobo de não perceber que há algum intuito de meter o pessoal do blog em briga alheia coisa que a gente não vai fazer, a começar pelo fato de que a pessoa não colocar o nome e ficar tentando pôr terceiros em brigas que se mete é no mínimo algo ridículo. Se uma pessoa não tem condições de discutir tais temas então não discuta, deixei claro isso em vários comentários que fiz recentemente.

Tampouco sei se isto não é uma forma de tentar intimidar ou tirar o blog do ar por algum denuncismo pois acho estranho todo comentário feito pelo perfil esse site inacreditavel.com.br ser citado quando eu não discuto no mesmo, tampouco os demais membros do blog participam ou discutem lá.

Já deixei claro ao mesmo perfil o que penso desse tipo de site e também acho preocupante a não-ação das autoridades com esse tipo de site no Brasil pois em países como a Alemanha esse tipo de site teria sérios problemas com a justiça de lá.

"O "recém-formado" aqui estudará as medidas cabíveis..."

Vá em frente, mas resolva a coisa com a pessoa que lhe disse isso, a única discussão que eu lembro de ter tido com você foi essa agora e a outra neste meste post há mais de um ano, e tenho plena consciência do que digo e faço e não vou entrar em briga de terceiros começadas em outros fóruns que eu nem sequer participo por visivelmente (pelo menos pra mim não resta dúvidas sobre isso mais) está havendo um direcionamento o tempo todo por parte do perfil pra meter a gente em "discussão" com o pessoal deste inacreditavel.com.br pra dar margem pra que venham com esse tipoo de ataque deixando na sua mensagem.

Roberto disse...

Resolvam briga de vocês no site ou fórum de vocês, daqui por diante ou o perfil se identifica minimamente ou não liberarei comentários, perfis trazendo brigas de fóruns também não terão comentários liberados, ou se discute o assunto do blog ou então não se comenta.

Só não vou acatar ataque e ameaça velada contra o site, por oportunismo, por conta de um perfil sem identificação na rede.

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