sexta-feira, 5 de junho de 2026

"Apenas um terço dos judeus norte-americanos dizem se identificar como sionistas". A Hasbará "rodou" nos Estados Unidos...

Essa matéria saiu em começo de fevereiro desse ano (2026) e a "turma da surdina" que "copia e cola" (sem dar os créditos) não deu a mínima (na verdade nem leram...).

Antes de prosseguir deixa eu situar a coisa, o Stephano perguntou no "Post 25" de "Gaza" sobre "a quanto ia a Hasbará" nos EUA e Europa... eu disse que faria um post comentando a questão, porque são os dois espaços onde a disputa política em relação a Israel realmente ganha maior peso (peso decisivo), não que o resto do mundo "não exista", mas a pressão "mundo afora" desagua, ganha impacto real nesses dois locais, mais nos Estados Unidos (mas tem peso grande na Europa/União Europeia também), porque se soma a voz dos descontentes nos dois locais, que é muito grande.

Até cheguei a comentar nos posts sobre o conflito (tem Post contínuo desde 2023, uma sequência, no caso) que há mais movimento político organizado anti-imperialista nos Estados Unidos e na Europa do que no Brasil... pra nossa vergonha... muito da inação, inépcia de certa "esquerda ilustrada pavoa" (a fêmea do "pavão", adjetivo atrelado à "gente vaidosa", mas eu chamaria de "exibicionistas", "individualistas", apesar de uns se declararem "socialistas"... que por não dialogar com setores amplos do país, não conseguem articular nada pralém da crítica ao sionismo/Israel em canal de Youtube e cia.

Esse é o quadro brasileiro, ou até da América Latina, apesar da maioria das pessoas reprovarem o genocídio de Gaza, o imperialismo dos EUA, Israel e cia, mas não há um "movimento organizado" (articulado) com esse teor, essas características no Brasil. Há pessoas que se posicionam nessa linha, mas não é algo organizado como há na Europa/União Europeia e Estados Unidos (com marchas volumosas de rua e pressão contínua nas esferas de poder desses países).

Mas pra não me perder, voltando ao tema inicial, alguém se declarar sionista ou "pró-Israel" nos EUA e Europa de Outubro de 2023 pra cá (quando Israel começa a matança deliberada em massa de palestinos, maioria mulheres e crianças, fora os ataques letais no Líbano, Irã, Iêmen e cia, junto com os EUA e apoiados pela Europa na "surdina", apesar das dissidências emergindo: Irlanda, Espanha...), se alguém se declara sionista ou pró-Israel nos EUA, pode sofrer constrangimento público pesado.

A maior parte da comunidade judaica dos EUA (principalmente) está rompendo com Israel (vou colocar trecho da matéria mais para baixo), e isso coloca abaixo a Hasbará (https://pt.wikipedia.org/wiki/Hasbar%C3%A1), o apoio a Israel nos EUA etc, de forma definitiva.

Também já coloquei aqui, acho que não em Post exclusivo, uma pesquisa do Pew Research Center (dos EUA) onde indicava que 60% do público adulto dos Estados Unidos rejeita Israel, o link da pesquisa (https://www.pewresearch.org/short-reads/2026/04/07/negative-views-of-israel-netanyahu-continue-to-rise-among-americans-especially-young-people).

Traduzindo os números da pesquisa em questão, e os números são maiores dependendo do espectro político (Democrata maior x Republicanos menor, mas alta), que um norte-americano hoje na casa dos 35 anos, que decidirá a vida política dos EUA não dará a mínima pra questão israelense na próxima década. O apoio a Israel é maior entre os mais velhos, que pegando as pessoas com 65 anos, em 10 anos terão 75 anos, saindo da vida política (a maior parte), e assim sucessivamente.

O resultado é devastador pra Israel do regime sionista, a ponto disso já respingar em um esporro público vazado essa semana do Presidente dos EUA (Trump) sobre Netanyahu (primeiro-ministro de Israel), onde Trump afirma que seu "colega" só não foi preso por conta dele (Trump)... algo inédito na relação "EUA-Israel"... já reflexo do conflito longo no Oriente Médio.

A quem não viu a coisa, matéria (https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/06/03/trump-reconhece-ter-falado-com-netanyahu-de-forma-raivosa.ghtml).

Ser chamado de "louco" por Trump e não ir pra cadeia por conta dele é "fim de linha"... Netanyahu, "pede pra sair de fininho"... e se "esconde"... (conteúdo irônico, obviamente, mas...).

Mas voltando a outro ponde onde eu parei, sobre a manifestação das pessoas nos EUA a quem se declara sionista, a quanto anda a coisa. Não se trata de movimento de civis não-judeus e cia, como também boa parte da comunidade judaica nos EUA (e Europa) já rejeita Israel ou a política israelense, o "regime sionista".

O "regime" leva o termo "sionista" porque se baseia na "doutrina política" do "sionismo", movimento começado por Theodor Herzl (judeu austro-húngaro, de um país que nem existe mais, seria mais austríaco).

Ressalto isso porque há gente no Brasil que crê que quando alguém comenta usando termos que isso é "coisa de esquerdista", de "extremistas" ou coisa do tipo, pra ver o "nível" (baixo nível) político, de discussão histórica que o país vive mergulhado desde junho de 2013 com aquelas malditas "jornadas de junho", quando certa direita emergiu e provocou um revés político violento no Brasil (e em várias partes do mundo onde rolou coisa parecida com a ascensão desse tipo de extrema-direita "caricata" e pró-EUA, anti-Estado e cia).

A matéria de "apenas um terço dos judeus norte-americanos dizem se identificar como sionistas" saiu em mais de um canto, além do jornal (de viés de direita, em inglês) "The Times of Israel" (que a gente divulgou primeiro aqui, afirmo isso porque nunca vi certa turma que "comenta" esses temas de Outubro pra cá sequer mencionar a publicação e outras que a gente colocou, pelo contrário, já vi críticas, que eu já respondi o porquê uso esses meios/fontes, porque mesmo sendo uma mídia de direita, e de Israel, ainda dão notícia nesses meios por lá, com censura militar e cia, não usem como "parâmetro" a "mídia brasileira" porque é um esgoto completo em relação ao resto do mundo, até com a mídia de Israel, o Brasil não tem mídia, o que há se assemelha mais à "agências de propaganda").

A quem quiser ler a matéria e tirar suas próprias conclusões, segue só um trecho e depois os links (em inglês, mas há tradutor fácil na web do inglês pra vários idiomas, sem desculpa pra fulano e cicrano dizer que "não lê porque está em inglês", algo comum ainda no Brasil, infelizmente).

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Até mesmo a maioria dos judeus americanos que apoiam Israel não se identificam como "sionistas", revela pesquisa da JFNA

Após os eventos de 7 de outubro, a guerra em Gaza e a eleição do prefeito antissionista de Nova York, Zohran Mamdani, os judeus (norte)americanos não têm uma definição de sionismo mutuamente aceita, revelam os resultados.
Por Andrew Lapin

JTA — Apenas um terço dos judeus (norte)americanos dizem se identificar como sionistas, embora quase nove em cada dez afirmem apoiar o direito de Israel de existir como um Estado judeu e democrático, de acordo com uma nova pesquisa realizada pelas Federações Judaicas da América do Norte.

Os resultados da pesquisa revelam que os judeus (norte)americanos não possuem uma definição consensual de sionismo — aqueles que se identificam como antissionistas e aqueles que se identificam como sionistas atribuem significados bastante diferentes ao termo.

Por exemplo, cerca de 80% dos judeus antissionistas afirmam que “apoiar quaisquer ações que Israel tome” é um princípio do sionismo, enquanto apenas cerca de 15% dos que se identificam como 'sionistas' compartilham dessa crença, de acordo com a pesquisa.
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A quem quiser ler a matéria completa, seguem os links:
https://www.timesofisrael.com/even-most-israel-supporting-us-jews-dont-identify-as-zionists-jfna-survey-finds/
https://www.inss.org.il/social_media/jfna-survey-finds-just-37-of-jewish-americans-identify-as-zionists/

Mas de forma resumida: o que vários judeus nos EUA interpretam como "sionismo", não bate com o que se entende por isso dentro de Israel... fora que não concordam com os massacres, genocídio, fanatismo religioso (de colonos) e cia. Basicamente isso.

Por isso que já fiz comentário crítico alertando a algumas pessoas (chamando atenção) pro fato de que nem todo mundo que declara "apoiar a existência de Israel" (fora as distorções que fazem sobre essa questão) concorda com as políticas daquele país e cia, é que existe uma confusão sobre o "país existir" e sobre como a coisa "deve funcionar" ou "ser", pralém da propaganda israelense.

Fato é que a propaganda ligada diretamente à "linha dura" de Israel foi pro ralo. Ou à "linha mole", tanto faz também. Gastam/gastaram uma fortuna pra propaganda pueril, decrépita pra nada... pudera, quem em sã consciência vai apoiar as atrocidades que Israel faz abertamente e que são denunciadas (mesmo em escala reduzida) pela "grande mídia" mundo afora?...

Vamos ver quanto "gancho" (suspensão/shadowban) a gente toma do Google com esse Post (rs), que não tem nada demais, todas as fontes são da mídia israelense...

Um comentário:

stéphano bahia disse...

Sim... sempre soube que vários judeus rejeitam o sionismo... inclusive Norman Finkelstein!
https://drive.google.com/drive/folders/12pVg9_cWBQjWcEQTeMw9q5Rk9E1G9m9C?usp=sharing Eis o livro dele... a indústria do holocausto !
ah... o bloqueio do Irã em Ormuz... em resposta ao apoio ocidental a Israel tá custando caro ao Ocidente.... imagina se a crise aumentar.