O kibutz é há muito celebrado pelos liberais como um exemplo da herança socialista de Israel, mas o líder do movimento, Nir Meir, afirma que a "primeira missão" dos kibutzim era "conquistar a terra", e hoje ele está pronto para "manter postos avançados" perto de Gaza.
Por Jonathan Ofir, 01 de Março de 2024
Por muitos anos, a sociedade kibutziana em Israel representou o "Israel liberal" que as pessoas usavam para destacar o "belo Israel", e muitos contavam sobre suas experiências como voluntários em um ou outro kibutz – incluindo Bernie Sanders. Claro, os kibutzim eram muito mais do que isso – eles foram ferramentas centrais na limpeza étnica da Palestina desde o início. Centenas desses kibutzim, incluindo o Kibutz Givat Haim Ichud, onde nasci e cresci, foram estabelecidos sobre as ruínas de aldeias palestinas etnicamente limpas para impedir o retorno dos refugiados palestinos e criar novos "fatos consumados".
Durante muitos anos, essa imagem liberal e de esquerda serviu para mascarar a destruição sistêmica da qual os kibutzim faziam parte. Mas agora, as máscaras estão caindo. Em uma longa entrevista ao Haaretz, o secretário-geral do movimento kibutziano, Nir Meir, que o lidera há nove anos, afirma que é hora de abandonar essa pretensão de esquerda. "A direita está certa":
"Os colonos não estão errados. A direita está certa: essa é a maneira de se apoderar e manter terras, e a alegação deles de que, onde quer que nós israelenses deixemos, os árabes ocuparão nosso lugar, está correta. A direita também está correta em seu caminho: é por meio de assentamentos, e somente por meio deles, que a soberania pode ser imposta. O debate é se a soberania deve ser imposta. Os assentamentos alegam ser os sucessores do Kibutz Hanita [na fronteira com o Líbano], porque, assim como nos tempos da Torre e da Paliçada [um método de estabelecer novos assentamentos durante o período do Mandato Britânico], é preciso conquistar colina após colina sem levar em consideração a lei e criar fatos consumados no terreno. Eles [os colonos] aprenderam conosco como se estabelecer e se apoderar de terras. A discussão com eles não é sobre o caminho ou o método, mas sobre a intenção e o objetivo."
Isso é, na verdade, muito honesto. As diferenças entre os colonos da Cisjordânia e os kibutzim são meramente superficiais/cosméticas.
Meir relata como cooperou com a extrema-direita e com a Ministra das Missões Nacionais, Orit Strock, ligada ao sionismo religioso:
"Cooperei com Orit e também com a direita na promoção do assentamento judaico no coração da Galileia [referindo-se a uma lei que permite que comunidades de milhares de famílias operem comissões de admissão para filtrar potenciais novos residentes]. Isso contrariava a abordagem politicamente correta que levou a uma situação em que, no coração da Galileia, em vez de 50% judeus e 50% árabes, haveria 85% árabes e apenas 15% judeus. Sou muito incisivo [na abordagem], promovo valores nos quais acredito, com todos que estejam dispostos a cooperar. O politicamente correto é pós-sionista, e eu sou sionista."
Assim, Meir fala abertamente sobre como a lei das “comissões de admissão”, que foi ampliada no ano passado, visa facilitar a demografia do apartheid. Ele está em sintonia com a extrema-direita nesse ponto. Ele também é o "bom amigo" dos líderes do movimento de colonos da Cisjordânia:
"Pinchas Wallerstein [ex-chefe do Conselho de Assentamentos de Yesha na Cisjordânia] é um bom amigo meu e desempenhou um papel importante na reabilitação das comunidades em frente a Gaza após a Operação Margem Protetora [2014]. Ele não é sectário e eu o estimo muito."
Meir não se considera um esquerdista. "Eu me considero uma pessoa que entende o contexto em que vive."
Paz com os palestinos?
"Não haverá paz com os palestinos. Minha opinião mudou muito antes de 7 de outubro. Não foi a retirada [de Gaza em 2005] que fracassou, foi Oslo. Eu não conto histórias para mim mesmo."
Meir opina que os kibutzim têm se inclinado mais claramente para a direita. E eu concordo com ele. A entrevistadora Meirav Moran pergunta: "Os kibutzim em frente a Gaza sempre foram considerados de esquerda no mapa político israelense. Vocês compartilham dessa visão?"
Meir responde:
"A atitude em relação ao conflito e à sua solução certamente mudará em todos os níveis. Muitos dos kibutzniks que vivenciaram o 7 de outubro não suportam ouvir árabe e querem ver Gaza apagada do mapa. Eles são as novas 'vítimas da paz'. Pouquíssimos dos kibutzniks cujas casas marcam a fronteira acreditam hoje que as pessoas que vivem do outro lado sejam boas pessoas. Eles não conseguem superar racionalmente a experiência emocional. O trauma é mais forte do que a sua visão de mundo."
De fato, ouvi falar de alguns desses kibutzniks e de sua clara defesa do genocídio. Meir diz que são muitos. E esses kibutzniks estão ligados à sociedade kibutziana em geral. Eles estão passando de esquerdistas a genocidas.
Mas Meir acha que não há problema em se mover para a direita, e na verdade está feliz em liderar esse movimento: "Fico feliz em entrar para a história como a pessoa que rompeu a aliança histórica entre o movimento kibutz e os partidos clássicos de esquerda."
Meir é claro sobre o papel histórico do kibutz, afirmando que a "primeira missão" dos kibutzim era "conquistar a terra... Não é por acaso que em todos os lugares onde havia o desejo de tomar posse de uma parte da Terra de Israel, kibutzim foram estabelecidos".
E ele deixa claro seu desejo de dar continuidade a esse tipo de missão, chegando a considerar os kibutzim atuais como "postos avançados civis". "Ainda hoje, o kibutz é a maneira mais eficaz de manter uma centena de postos avançados civis ao longo da cerca da fronteira", disse ele ao Haaretz.
Isso pode ser chocante para aqueles que acreditavam que os kibutzim em Israel eram uma manifestação de igualdade e harmonia socialista e de esquerda, mas nunca foi esse o caso. Israel está cometendo genocídio em Gaza, e o movimento kibutziano está mais uma vez se mobilizando para desempenhar um papel central na Nakba, desta vez a Nakba de 2023-2024. Não se trata de uma mudança repentina de caráter – o aspecto genocida sempre esteve presente, mas se escondia sob uma máscara. Já passou da hora de o resto do mundo também abandonar sua esperança romântica e ilusória de que um dia um "outro Israel" ressurgirá das cinzas. Não existe outro Israel.
Obrigado a Ofer Neiman
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Fonte: Site Mondoweiss
Título original: "Kibbutz leader confirms movement’s role in establishing and maintaining Israeli apartheid"
https://mondoweiss.net/2024/03/kibbutz-leader-confirms-movements-role-in-establishing-and-maintaining-israeli-apartheid
Tradução/Revisão: Roberto Lucena
P.S. só espero que a "turminha ilustrada" que lê o blog na surdina não se aproprie do texto sem citar a fonte (e tradução, se usarem, porque leram aqui, desde 2023 nenhuma mídia do Youtube no Brasil e afins usaram esses textos), como costumam "pinçar" temas, informações das discussões dos Posts de Gaza sem citar o blog, omitindo, "fingindo" que não existe pros seus respectivos público, atitude, no mínimo, desonesta (pra pegar leve). Se quem acompanha o blog ver links por aí, já sabem de onde tiraram. Poderiam ter reproduzido desde 2023 mas não tomaram iniciativa (como em outros pontos) ao mesmo tempo que mantém a postura de "gelo" pro lado de cá, comportamento bizarro já que as pessoas leem, acompanham e ao mesmo tempo têm postura hostil pro lado de cá, nem os "revis" (negadores do Holocausto) tinham/têm essa postura. Depois reclamam que não existe movimento organizado relevante sobre a Palestina no Brasil, desse jeito não vai ter nunca mesmo, fora movimento pra outros temas. Se citam outros sites e cia, qual a razão de omitirem esse? Preconceito ou outro motivo mais "sem vergonha", fútil? Postura estranha, já que no meio acadêmico não existe essa restrição (nunca houve). E ninguém "doura" a pílula por aqui, a conversa é reta sobre a questão (das razões de não existir movimento coeso organizado sobre a questão Palestina e cia no país, deve-se a essas ações dispersas de uma parte, principalmente as partes ligadas a meios políticos/partidos).
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quarta-feira, 13 de maio de 2026
Colonizando e conquistando terras com os kibutzim, o "sonho socialista" (propaganda) de Israel pro mundo sem máscara. "Líder de kibutz confirma papel do movimento no estabelecimento e manutenção do apartheid israelense"
terça-feira, 12 de maio de 2026
"Sou de "direita", "centro-direita", "centro", posso apoiar a questão palestina?"...
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| Bandeira palestina |
Tem muita gente no país com certo viés político mais inclinado à direita que teme endossar a causa/questão dos palestinos porque "entende" a coisa, de forma equivocada (por muita gente), como se fosse uma "questão de esquerda" e está longe disso, apesar da proeminência da esquerda, de gente de esquerda endossando, levantando bandeira e apoiando a questão.
Luta de libertação nacional de um povo, grupos não se enquadra propriamente na questão esquerda x direita, embora possa ter conotação do tipo como na liberação do Vietnã pelas forças vietnamitas (do Norte) que eram majoritariamente grupos socialistas, ou da revolução cubana (que era uma revolução nacional antes de dar a guinada política, o viés definitivo, Fidel visita os EUA atrás de um acordo antes da revolução guinar totalmente para um lado, fato negligenciado e muitas vezes omitidos por alguns grupos de esquerda aqui no Brasil, se é que é "omitido", uma parte nem sabe da coisa, mas deixa pra lá...).
Não há um grupo de esquerda, socialista e cia liderando a libertação do povo palestino na Palestina ocupada, talvez o Fatah (grupo que domina a Cisjordânia) se encaixe mais na definição, mas não há uma agenda "socialista" nos moldes do que propagam esses grupos "neo-marxistas" de Youtube falando de "revolução de pastel de vento" pruma massa de gente facilmente manipulável.
A pessoa endossa, apoia a questão por uma questão de justiça, sobretudo, de reparação histórica pela forma como o "projeto colonial" do movimento sionista criou Israel como Estado excludente, de ocupação, com regime de apartheid.
Quem for contra regime de exclusão (apartheid), supremacismo, colonialismo, imperialismo, sendo de direita ou não, pode e deveria apoiar a questão palestina. Não vem ao caso seu viés político sobre economia e cia.
Se "Olavinho" (Olavo de Carvalho, o astrólogo) e outras cavalgaduras aqui no Brasil (e fora) andaram pregando que "gente de direita" "não pode apoiar", endossar isso, mentiram pra você.
Sequer o assunto capitalismo x socialismo está sendo discutido/travado na questão palestina. E provavelmente na liberação do povo palestino não irá emergir um "regime socialista" dos moldes do século XX, XXI ou como queira rotular a coisa, nem em questão isso está e sim o fim do regime de apartheid (sionista) de Israel e o endosso que os Estados Unidos (principalmente), Europa Ocidental dão a isso.
A você que lê isso aqui e se identifica politicamente como de "centro", "moderado", centro-direita, direita etc, pode apoiar a questão palestina à vontade, não precisa concordar com o "pacote" de alguns grupos de esquerda ou mesmo com "tudo" o que a gente discute aqui (ninguém quer que ninguém concorde com nada ou tudo, quem concorda o faz por consenso, convergência).
"Mas pode existir convergência, concordância entre gente de esquerda e direita?"... sinto informar que sim...
É que com a "polarização" aloprada que emergiu no país por parte do "bolsonarismo/olavismo", com antecedentes tucanos (eleição de 2010 do Sr. José Serra, já foi violenta aquela campanha, é que a "memória" do "brasileirinho" é "meio" fraca... esquece fácil das coisas...), emergiu a ideia ridícula de que não se pode ter convergência, consenso no país, o que é falso, tanto que a questão pela escala 6x1 é praticamente consenso no país (tem gente que se identifica com a "direita", centro e cia que apoia o fim da escala 6x1).
Libertem-se desse "olavismo" aloprado desses bandos de extrema-direita, neoliberais (da TV e bancos) que sequestraram o debate público do país, junto com certas patotinhas "ilustradas" que só discutem entre si ignorando que existe uma "megafauna" no entorno deles na rede, pelo país... nem antes dessa turma emergir no Youtube isso já existia e ocupa espaços (é até tolice desse pessoal brigar com esses grupos, pessoas... quem brigou sempre afundou a médio/prazo).
sábado, 28 de março de 2026
"Negociador israelense expõe o plano de Netanyahu" (Daniel Levy para Owen Jones)
Faz dez dias ou mais que esse "furo" saiu na mídia britânica, zero repercussão nos canais do Brasil (até em espanhol) e cia... sinal de que não acompanham "bem" a coisa...
Alguém pode perguntar, justamente, o porquê da "ironia"... porque no Brasil somos boicotados junto a outros por certas "patotas ilustradas", ou passamos a ser porque esse blog/site é mais antigo que a maioria absoluta desses canais de Youtube e o objeto de abordagem aqui era/é segunda guerra mundial e temas correlatos, nunca tratou de ser "site de geopolítica", canal do tipo etc e nem tem pretensão de sê-lo, só que... quem lê/aborda segunda guerra mundial acaba tendo base de discussão (boa) pra discutir qualquer tema da atualidade envolvendo esse tipo de questão, e cobrimos o conflito na Palestina em momento que a dita "esquerda brasileira" se encontrava prostrada (parece que não mudou tanto assim o estado de 2023 pra cá, embora eu acredito que sairá da inércia em virtude da questão eleitoral desse ano, senão sair, o caos ou a desgraça tomará conta do país com a vitória do bolsonarismo).
É um direito, legítimo, ironizar certas "patotas"... acostumem-se... a gente ironizava muito os ditos "revis" (negacionistas do Holocausto), quem fica com "marra" também entra na "roda" (na "pilha"), rs.
Em todo caso, vamos ao que interessa e que deu título ao post, o plano de Netanyahu. Não localizei o vídeo inteiro e sim um trecho, mas que revela muita coisa, mesmo que seja algo "resumido"... vale a pena ler (vou traduzir a fala abaixo da pessoa pro português), o vídeo/áudio é em inglês pro canal do Owen Jones, jornalista britânico que era do Guardian, não sei se ainda está lá (pessoa de esquerda). Segundo uma turma "altamente ilustrada", "altos teores"... eles também não assistem/leem a "mídia imperialista" desses países... rs, ou se fazem, fazem-no de forma "seletiva", tão seletiva que ignoraram por completo o canal desse cara, que é bem conhecido no Reino Unido. Ah, lembrei que uma parte dos canais, de teor mais "jornalístico", evitam citar conteúdo/fonte de certos jornais ou jornalistas de fora... por isso que acho engraçado e curioso que essa turma tente nos "recomendar" ("ensinar") a ler notícias do conflito/da guerra quando a gente dá "furo" melhor que esse pessoal, e modéstia à parte alguma, a cobertura é boa, se não fosse não teria mais de mil por dia lendo (até a turma que "boicota", fica na "surdina") sem a gente ter divulgação (não aberta), com o Google restringindo vários conteúdos do blog, até conteúdo de segunda guerra e de História do Brasil. E volto a repetir, o foco do site/blog é segunda guerra mundial, por uma questão à parte (pela questão palestina) a gente desdobrou a coisa por aqui pros conflitos no Oriente Médio, porque também a gente acompanha (eu acompanho) e tenho "conhecimento razoável" do assunto (que dá pro gasto).
Daniel Levy é ex-negociador de Israel pra esses assuntos, conhece a "cabeça" de Netanyahu. Ele "fala" como se fosse "Netanyahu pensando/falando", mas está só expondo a forma de Netanyahu ver o conflito por inteiro. Vale a pena ler (ou ver o vídeo, pra quem quiser ver, o vídeo segue no fim do post):
Daniel Levy fala para Owen Jones (jornalista britânico):
"Netanyahu pode estar olhando pra isso (conflito) e dizendo:
"-Sabe?
-Talvez estejamos perdendo os EUA
-Talvez isso seja irreversível
-E talvez eu também reconheça que os EUA não são os EUA que costumavam ser...
-Os Estados Unidos não irão reafirmar de novo sua primazia.
-Estamos caminhando para a multipolaridade.
-Então, sabe de uma coisa?
-À frente de Israel, preciso extrair/espremer o máximo possível dos Estados Unidos enquanto ainda posso.
-Então, se eu arrastar os Estados Unidos para uma guerra que será muito custosa para eles,
-isso pode acelerar a perda do nosso apoio e também acelerar o declínio dos Estados Unidos.
-Bem, se essa guerra puder remodelar fundamentalmente a região e ajudar a consolidar a dominação do meu país, que se danem as consequências para os Estados Unidos.
-Se isso valer a pena para nós.
E eu só me pergunto se isso faz parte dos cálculos."
=====================================
Subtítulo lá: "Será que o plano de Netanyahu é explorar os Estados Unidos até a última gota?"... só "será"?...
Maquiavélico, não?... e estúpido também (como toda coisa megalomaníaca), mais cedo eu coloquei o link de um post do Facebook (o Stephano passou) da Embaixada de Israel no Senegal "clamando" ação da ONU (Unicef) sobre os bombardeios do Irã sobre Israel... o mesmo país que pratica genocídio contra os palestinos, matando mulheres/mulheres grávidas e crianças aos milharaes, e que sempre debochou, desdenhou da ONU, agora "clama por ajuda"... nada como "um dia atrás do outro", alguns diriam...
Você checa o Post dessa Embaixada (em francês), a maioria zomba/faz escárnio com a mensagem com o "emoticon/emoji" de riso rindo da situação ou do "clamor".
Como comentei no Post de Gaza (parte 25), esse país moralmente acabou, está enterrado. Quando um país vira escárnio no mundo dessa forma, não tem volta. Não adianta nem essa cúpula israelense/sionista gastar milhões de dólares com a "hasbará", gasto de dinheiro a fundo perdido, tirando o Brasil que apresenta um quadro reacionário de uma juventude perdida e povo desencontrado, o resto do mundo não liga pra Israel, nem mesmo a população dos Estados Unidos (a maioria já não enxerga essa "base norte-americana" como algo que dê retorno positivo aos EUA).
Alguém pode perguntar, justamente, o porquê da "ironia"... porque no Brasil somos boicotados junto a outros por certas "patotas ilustradas", ou passamos a ser porque esse blog/site é mais antigo que a maioria absoluta desses canais de Youtube e o objeto de abordagem aqui era/é segunda guerra mundial e temas correlatos, nunca tratou de ser "site de geopolítica", canal do tipo etc e nem tem pretensão de sê-lo, só que... quem lê/aborda segunda guerra mundial acaba tendo base de discussão (boa) pra discutir qualquer tema da atualidade envolvendo esse tipo de questão, e cobrimos o conflito na Palestina em momento que a dita "esquerda brasileira" se encontrava prostrada (parece que não mudou tanto assim o estado de 2023 pra cá, embora eu acredito que sairá da inércia em virtude da questão eleitoral desse ano, senão sair, o caos ou a desgraça tomará conta do país com a vitória do bolsonarismo).
É um direito, legítimo, ironizar certas "patotas"... acostumem-se... a gente ironizava muito os ditos "revis" (negacionistas do Holocausto), quem fica com "marra" também entra na "roda" (na "pilha"), rs.
Em todo caso, vamos ao que interessa e que deu título ao post, o plano de Netanyahu. Não localizei o vídeo inteiro e sim um trecho, mas que revela muita coisa, mesmo que seja algo "resumido"... vale a pena ler (vou traduzir a fala abaixo da pessoa pro português), o vídeo/áudio é em inglês pro canal do Owen Jones, jornalista britânico que era do Guardian, não sei se ainda está lá (pessoa de esquerda). Segundo uma turma "altamente ilustrada", "altos teores"... eles também não assistem/leem a "mídia imperialista" desses países... rs, ou se fazem, fazem-no de forma "seletiva", tão seletiva que ignoraram por completo o canal desse cara, que é bem conhecido no Reino Unido. Ah, lembrei que uma parte dos canais, de teor mais "jornalístico", evitam citar conteúdo/fonte de certos jornais ou jornalistas de fora... por isso que acho engraçado e curioso que essa turma tente nos "recomendar" ("ensinar") a ler notícias do conflito/da guerra quando a gente dá "furo" melhor que esse pessoal, e modéstia à parte alguma, a cobertura é boa, se não fosse não teria mais de mil por dia lendo (até a turma que "boicota", fica na "surdina") sem a gente ter divulgação (não aberta), com o Google restringindo vários conteúdos do blog, até conteúdo de segunda guerra e de História do Brasil. E volto a repetir, o foco do site/blog é segunda guerra mundial, por uma questão à parte (pela questão palestina) a gente desdobrou a coisa por aqui pros conflitos no Oriente Médio, porque também a gente acompanha (eu acompanho) e tenho "conhecimento razoável" do assunto (que dá pro gasto).
Daniel Levy é ex-negociador de Israel pra esses assuntos, conhece a "cabeça" de Netanyahu. Ele "fala" como se fosse "Netanyahu pensando/falando", mas está só expondo a forma de Netanyahu ver o conflito por inteiro. Vale a pena ler (ou ver o vídeo, pra quem quiser ver, o vídeo segue no fim do post):
Daniel Levy fala para Owen Jones (jornalista britânico):
"Netanyahu pode estar olhando pra isso (conflito) e dizendo:
"-Sabe?
-Talvez estejamos perdendo os EUA
-Talvez isso seja irreversível
-E talvez eu também reconheça que os EUA não são os EUA que costumavam ser...
-Os Estados Unidos não irão reafirmar de novo sua primazia.
-Estamos caminhando para a multipolaridade.
-Então, sabe de uma coisa?
-À frente de Israel, preciso extrair/espremer o máximo possível dos Estados Unidos enquanto ainda posso.
-Então, se eu arrastar os Estados Unidos para uma guerra que será muito custosa para eles,
-isso pode acelerar a perda do nosso apoio e também acelerar o declínio dos Estados Unidos.
-Bem, se essa guerra puder remodelar fundamentalmente a região e ajudar a consolidar a dominação do meu país, que se danem as consequências para os Estados Unidos.
-Se isso valer a pena para nós.
E eu só me pergunto se isso faz parte dos cálculos."
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Subtítulo lá: "Será que o plano de Netanyahu é explorar os Estados Unidos até a última gota?"... só "será"?...
Maquiavélico, não?... e estúpido também (como toda coisa megalomaníaca), mais cedo eu coloquei o link de um post do Facebook (o Stephano passou) da Embaixada de Israel no Senegal "clamando" ação da ONU (Unicef) sobre os bombardeios do Irã sobre Israel... o mesmo país que pratica genocídio contra os palestinos, matando mulheres/mulheres grávidas e crianças aos milharaes, e que sempre debochou, desdenhou da ONU, agora "clama por ajuda"... nada como "um dia atrás do outro", alguns diriam...
Você checa o Post dessa Embaixada (em francês), a maioria zomba/faz escárnio com a mensagem com o "emoticon/emoji" de riso rindo da situação ou do "clamor".
Como comentei no Post de Gaza (parte 25), esse país moralmente acabou, está enterrado. Quando um país vira escárnio no mundo dessa forma, não tem volta. Não adianta nem essa cúpula israelense/sionista gastar milhões de dólares com a "hasbará", gasto de dinheiro a fundo perdido, tirando o Brasil que apresenta um quadro reacionário de uma juventude perdida e povo desencontrado, o resto do mundo não liga pra Israel, nem mesmo a população dos Estados Unidos (a maioria já não enxerga essa "base norte-americana" como algo que dê retorno positivo aos EUA).
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