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domingo, 26 de abril de 2026

A guerra de propaganda (e a propaganda de guerra com IA) nas redes. O Irã na dianteira com os "legos"

Rola uma discussão superficial nas bolhas de esquerda no Brasil por conta da eleição desse ano no país sobre o "uso da IA" na eleição e o "caos" que isso provocaria (provocaria?...) ... mas pelo visto a falta de reflexão sobre o problema continua alta. Parece, literalmentem, que uma parte fica alheia ao que se passa fora do país.

Lembrando que o que andam chamando de "IA" (de forma generalizada) é uma "computação gráfica" aprimorada automatizada (até que ponto?...), a "IA" vai muito além desse "uso", dessa "ideia".

Eu apresentei desde o começo desse ano um canal de IA que fazia paródias de Trump e veio gente "achar" que era "propaganda trumpista"... porque o canal também tirava "sarro" (piada) de Maduro e cia, esse pessoal esquece que é a visão de gente dos EUA e cia sobre a questão (Venezuela), que Maduro não é "unanimidade" fora do Brasil (e nem dentro do Brasil), e não de grupos específicos de esquerda no Brasil (que são bem alheios à opinião da maioria no próprio país, só pra ressaltar).

Em vez de discutir o nível de técnica e qualidade dos vídeos ficaram discutindo banalidades, problema de interpretação de texto (porque não apontei o vídeo pra "discutir Maduro"...).

Mas voltando ao tema, não é post longo, o post é só pra mostrar e registrar o nível (técnico) da coisa na rede, porque não são canais "profissionais" (não se trata de efeito feito em estúdio de Hollywood e o nível é muito alto). O canal em questão que eu citei no começo do ano foi desmonetizado pelo Youtube pelas sátiras (críticas) a Trump... tem coisa pesada nos vídeos (que a turma que ficou na superfície sequer "citou" ou "discutiu" porque não "percebeu"...), principalmente quando "tratam" a atual esposa de Trump, Melania. Tem vídeo sobre Melania que não vai dar pra deixar aberto aqui sob pena do Google penalizar ainda mais (restringir o blog).

Os "jorros de petróleo" no vídeo são alusivos a "ejaculações masculinas", pros que não entenderam a "pilha pesada" nos vídeos... ter que explicar "piada" é dose, mas só vai desenhando. E tem vídeo tão pesado como esse, ou pior, tanto que tiraram a monetização do canal como punição.

O vídeo que trouxe no começo do ano, pra mostrar o nível dos efeitos do vídeo e não "discutir Maduro"... ajustem o foco... parem com pré-julgamento tolo:



E os famosos "lego" do Irã retratando a situação dos EUA na guerra e fora dela... tá calando fundo entre o público norte-americano o conteúdo dos vídeos, o Youtube já cortou um canal que fazia os "legos" (sentiram a "pancada"): "WAKE UP AMERICA 🇺🇸 | You Are Enslaved by the Devil's Plan | The Story of Iran Lego". Um vídeo é de lego sobre o Irã mas o outro é de parodia, de outro canal que foi "sugerido", com sátira com Trump... e a desmoralização que o sujeito causou ao cargo de presidente dos EUA, George W. Bush "mandou lembranças" (era o mais avacalhado até Trump surgir...). Havia outro vídeo de lego do Irã sobre a situação social dos EUA que não tou achando, se eu achar depois coloco por aqui.



A crítica "dispersa", espalhada na rede causa mais estrago, ou tanto, quanto a crítica publicada em canais de mídia e cia... essas sátiras, o "caos organizado" de uma massa no Twitter e cia...

Pros "porralocas" à esquerda no país que ficam só lamuriando, se vitimizando com medo de tudo, enfiem uma coisa na cabeça, a tecnologia vem pra ficar, não vai sumir, aprendam a lidar com isso, conviver em vez de achar que voltarão pro "estádio anterior" (exceto se uma hecatombe acontecer, obviamente). Não adianta ficarem lamuriando achando que "choro" vai conter esse tipo de coisa, aprendam a lidar e a ensinar ao povo a lidar com a coisa em vez de só espernear, ou pressionar as autoridades pra regular essas coisas e essas famigeradas "Big Techs" "made in USA" no Brasil.

P.S. há um bug no blog que esconde a aba esquerda quando abre, pelo menos no Chrome, em outros navegadores fica normal a apresentação. Não consegui corrigir o bug e nem achar a falha (foi depois de tentar colocar um vídeo centralizado em um post), bug do próprio "Blogger", pros que não conseguirem ver a aba esquerda com os links e cia, é só clicar nas páginas de ebooks (acima) ou em algum post que a aba esquerda aparece normalmente. Também acessem através de outros sites de busca como o "Yandex" (russo), Duckduckgo (acho que é dos EUA) e cia que não restringem conteúdo do site como o Google faz. Lembre-se que o mundo está em conflito e a censura de guerra está rolando, mesmo que uma parte ignore, menospreze, subestime e cia (até serem atingidos). Se gosta dos conteúdos, repassem manualmente adiante pra quem conhecerem, é a forma mais eficiente de difusão de conteúdo em rede (pralém da censura).

domingo, 12 de julho de 2015

Recriando campos de concentração nazistas em 3D

Recriar virtualmente os espaços do horror para que a memória não se perca

A recém-criada Future Memory Foundation quer reconstituir virtualmente 100 espaços marcados pelo terror nazi, para que as gerações futuras não esqueçam o passado.

Filhos de sobreviventes do Holocausto na instalação virtual do Memorial Bergen-Belsen, em 2012 DR
O polonês Felix Flicker, sobrevivente do Holocausto, está sentado num sofá e conta-nos como foi. Descreve aquele dia, em 1944, em que o campo de concentração onde se encontrava, em Majdanek, na Polônia, foi libertado. “O que vivemos lá é indescritível. A memória desse tempo faz-me sentir que não quero voltar lá. Até na memória”.

Felix revive os acontecimentos ao detalhe – os cheiros, os cadáveres, as pilhas de sapatos e ossos, os crematórios. É um dos mais de 50 mil sobreviventes que o realizador Steven Spielberg ouviu e gravou nos últimos 20 anos, num projeto que olha para a memória como um patrimônio valioso a deixar as gerações vindouras. É do mesmo princípio que partem dois investigadores que querem agora dar um passo definitivo para levar esta ideia mais longe. E se para além de ouvirmos relatos desses espaços, presos nos testemunhos dos sobreviventes, pudéssemos ir até lá?

“Sei que a memória precisa de lugares”, diz ao El País o investigador e psicólogo Paul Verschure. É diretor do laboratório SPECS (Synthetic Perceptive, Emotive and Cognitive Systems) que se dedica, desde 2005, ao estudo da percepção e da emoção dos seres humanos - entre elas a memória- na Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona.

Paul Verschure e Habbo Knoch, historiador da Universidade de Colônia e antigo diretor da Fundação de Memoriais da Baixa Saxônia, fundaram recentemente a Future Memory Foundation, uma iniciativa para preservar, apresentar e projetar a história dos crimes do regime Nazi e do Holocausto através dos lugares europeus do terror.

“Estamos a enfrentar o fim da idade das testemunhas”, escrevem no site da Fundação. “No decorrer dos últimos 70 anos, testemunhas e sobreviventes foram fundamentais na reconstituição dos crimes do Holocausto. Passaram às gerações seguintes um passado de terror e foram cruciais na formação de uma memória coletiva. Mas agora essas testemunhas estão a desaparecer.”

Recolhas como as de Spielberg ou de outras fundações são importantes, reconhecem os investigadores, mas não suficientes. É preciso, defendem, relacionar espacialmente os campos de concentração que existiam por toda a Europa com fontes históricas (fotografias, mapas, planos de construção, documentos oficiais, artefatos) e com descrições pessoais (testemunhos e diários). E para isso há que reconstituir a estrutura especial do terror nazi através da realidade virtual.

O primeiro passo foi dado no Memorial Bergen-Belsen em 2012. Pela primeira vez, foi criado um modelo tridimensional de um antigo campo de concentração, que foi totalmente destruído após a sua libertação. Alguns sobreviventes conseguiram identificar nas imagens o local onde viveram. Filhos e netos dos sobreviventes entraram em pequenos contentores transformados em espaços da memória: lá dentro, os relatos ganharam forma. Através de uma apresentação interativa e imersiva, com recurso a um tablet, foi possível visitar fisicamente o campo e experienciar o espaço, os edifícios. Os detalhes, por exemplo, das vedações. “O espaço como portal para a informação”, defendem os investigadores, incentivando a reflexão e a memória para as futuras gerações.

Para já, a Future Memory Foundation procura financiamento para recriar virtualmete 100 espaços. Cada um terá um custo de aproximadamente 50 mil euros e levará três a quatro meses a estar concluído. A ideia mais ambiciosa é, no entanto, conseguir "criar" virtualmente os 45 mil locais já identificados como estando ao serviço do regime Nazi em toda a Europa, incluindo, para além dos campos de concentração, outros centros de tortura, guetos e quartéis da Gestapo.

Na corrida contra uma memória que se vai apagando, há muito que dificilmente será reconstituído. “De muitos locais temos muito pouca informação”, explicou Verschure ao El País. “Sobibor – um dos seis campos de extermínio que os nazis construíram na Polônia – foi totalmente destruído e só agora é que os arqueólogos polacos e britânicos conseguiram localizar o local onde estavam as câmaras de gás e os crematórios”.

Fonte: Público (Portugal)
http://www.publico.pt/tecnologia/noticia/recriar-virtualmente-os-espacos-do-horror-para-que-a-memoria-nao-se-perca-1701725