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terça-feira, 9 de junho de 2026

Canais de geopolítica "brasilis" descobrem a "engenharia iraniana" (mísseis, drones, até bomba atômica) e a Defesa do Brasil... só que... "faltou algumas coisas" a dizer...

Havia aparecido pra mim, esses dias, um vídeo de "corte" com general falando sobre a Amazônia, os EUA e cia e não consigo achar, ou tiraram o vídeo do ar ou o Youtube/Google está escondendo, a quem achar (são dois generais, gente do exército) pode colocar nos comentários, e não vou ironizar e cia, era pra falar a sério (se bem que quando ironizo também estou comentando algo a sério, apenas em um tom pra ninguém ficar "ofendido" nessa época que muita gente se ofende fácil com tudo), mas dá pra fazer o post assim mesmo.

Achei engraçado ver uma turma "descobrindo" a "engenharia do Irã" sobre a capacidade iraniana em conter os Estados Unidos e Israel com a "missilística" que elaboram há décadas etc.

Os mísseis, drones e cia não caem do céu... (quer dizer, até caem... mas em outro sentido...), não surgiram do nada... pra fazer não existe "milagre" e sim projeto nacional de Defesa bem executado e que leva tempo (ou pode levar)...

Precisam de engenheiros pra isso... "lacre" de "webcomunismo", "identitários coloristas" e cia não produzem isso (e praticamente nada que preste), além de avacalharem a imagem da Universidade pública no país onde uma horda de palhaços reaças ficam acusando a "Universidade" de só produzir porcaria, "maconheiro", drogados, coloristas e cia por conta de uma claque descolada da realidade que sai de alguns cursos, que honestamente, pra "formar" esse amontoado de entulho, é necessário realmente o país ter uma avaliação sobre o "conteúdo", finalidade desses cursos, reproduzindo modismo dos Estados Unidos pra "moldar" uma cultura colonial ao Brasil espelho do espectro político/cultural norte-americano, do que há de pior nos Estados Unidos, porque propor pro país criar uma NASA, PBS, MIT e cia essa turma não propõe... (PBS é uma TV pública dos EUA, de qualidade, a NASA eu acho que não preciso comentar do que se trata... o MIT idem).

Mas o que me incomodou com a parte de "o Brasil precisa criar engenheiros"... repararam no "problema"? (Mas pararam de falar no assunto, rs).

Criem postos de trabalho, com condições boas etc ou proponham isso que já é um começo, em vez do falatório do "precisa" "só por falar" e "que o Irã fez isso", que não vai dar em nada no fim (pra variar). Ficar no falatório demagógico é lindo e tal, mas no fim é só "mais do mesmo", além de terem fechado a Odebrecht e OAS com a "Lava Jato" e ter ficado por isso mesmo, sequer dimensionam o estrago da coisa pro país. Ou quem vai criar tecnologia no Brasil é a turma do "lacre" que aparece dizendo besteira na Globo ou pro "bolsonarismo cloroquina" duelar nas redes com "espantalhos"?...

Mas ainda sobre a questão do Irã, a guerra no Oriente Médio e o Brasil... veja como a avaliação de vocês sobre a questão é superficial, problemática... vocês falam de mísseis, criar drones, até um ilustrado falou do Brasil ter que fazer bomba atômica e tal... "maravilhoso" o discurso, pra torcidas... quer que o "tio" aponte o tamanho da lambança de vocês? Vou fazer (com gosto)...

Algum desses falou do país ter que criar instalações subterrâneas pra guerra? Pra abrigar mísseis, aviões/caças, equipamento militar, infra-estrutura nuclear e cia?...

É isso que dá só aparecer "gênio de ocasião" falando disso (eu tou xingando, mas foi bom que tenham dito a coisa pela metade mesmo assim, é força do "hábito" dar a chinelada, acostumem-se...).

Como dizia, esse pessoal anda vendo de verdade o tipo de guerra que Israel/EUA travam contra o Irã, Hezbollah e cia no Oriente Médio?

Coloca uma frota de Gripen (caça feito em parceria com a Suécia, Brasil-Suécia) numa pista, tanques, mísseis, lançador de mísseis, drones, bases etc na superfície, o que os EUA e Israel fariam com isso? No caso, os Estados Unidos... iria pulverizar tudo sem o país sequer chegar a usar.

Sequer o assunto dos "túneis" (pra construção), de uma rede subterrânea (no caso) de infra-estrutura militar de Defesa foi mencionada nesses canais pra abrigar todo esse aparato de Defesa do país...

Pra "ilustrar" o tamanho do problema do Brasil:


Entendem o tamanho do "buraco" que o Brasil se encontra? Perdendo tempo discutindo idiotice e lacração de redes de Big Techs dos EUA?...

Prossigam assim que o abismo é logo na esquina.

Aí quando a gente ironiza, "tira sarro" (criticando) aqui certas patotas, chiam, acham ruim, mas querem o quê? Ia redigir um "palavrão" mas deixa pra lá, já estão chiando até com o "tom" dos comentários, "a era Nutella brasileira", tudo "dói, machuca" com facilidade. Acho engraçado a turma da direita dizendo isso porque chiam e esperneiam que é uma "beleza".

Quer dizer, falam de tudo, do "assunto do momento", do que sai na grande mídia sobre o conflito no Oriente Médio mas não discutem a sério a Defesa do país, ou não "ligaram os pontos"... como você vai criar um aparato de Defesa pro século XXI sem ter instalações subterrâneas?... com Angra III e cia dando "sopa" pra tomar um míssil de navio ou caça e ir pelos ares, expliquem pra gente que a gente quer saber... "o povo quer saber"... já que só tem "gênio" nessa atmofesra do Youtube (Google)... por sinal, usar uma rede "made in USA" como meio de comunicação, pra discutir isso é outro problema bem sério do país.

Vocês acham que era só ironia, desabafo quando eu critiquei a falta de discurso dessas "mídias alternativas" e cia sobre cobrar do governo a criação de Big Techs, meios de comunicação internos como opção, alternativa ao Google e cia? Não era, nunca foi. A gente ironiza, "brinca", mas se fala a sério aqui (sempre se falou a sério), por isso que tem uma "legião na surdina" lendo mesmo que não comentem nada. E não adianta ficar "copiando e colando", isso é coisa de aluno relapso, não aprendem nada fazendo isso.

Lembro bem do ataque dos EUA, teatral, a instalações nucleares do Irã com um avião de última geração e uma "super bomba destroça tudo em subsolo" (gasto de dinheiro a toa, e muita grana), que comentei o que houve (está em algum Post antigo de Gaza, de 2025, caso alguém queira ler, dá pra achar colocando na busca do "Navegador" pelos termos e vendo os posts de 2025, acho que foi 2025) na explosão, de como provavelmente era a instalação do Irã no subsolo (com os dados disponíveis, ou seja, quase nada, mas dá pra "visualizar" a coisa ainda assim, aqui a gente consegue fazer isso já que andaram copiando, dois canais, e repetindo tudo errado, não vou lá corrigir, rs, e nem precisa, a claque que segue certa turma, a coisa entra por um ouvido e sai pelo outro... pela forma com que dizem).

Sequer se tocaram da questão de que o Brasil, se quiser se defender hoje de artilharia dos EUA, vai ter que criar uma rede de instalações militares subterrâneas de porte no país pra proteger equipamento, tropas e cia.

Por isso que queria colocar o vídeo que eu vi dos generais comentando, falando da Amazônia como se ainda fosse "ponto central" da doutrina militar do país... vocês acham que os EUA querendo ferrar o Brasil vai entrar com tropas terrestres na Amazônia pra caçar Sucuri e jacaré e pegar malária? deixando os centros de poder, econômicos do país no Litoral?...

Os EUA iriam se atolar na Amazônia sozinhos e a economia do país ficaria praticamente intacta (a maior parte), porque se concentra no Litoral e não na "Amazônia" (com todo respeito ao povo da região Norte), principalmente no meio da selva.

Os EUA iriam afundar uma penca de navios no Litoral, atacar bases pelo ar, destruir os aviões e cia porque o país não tem instalação subterrãnea como o Irã. É surreal que não discutam isso, ou se discutem a coisa não faz "ruído" (o que seria até bom se pelo menos discutissem isso na "surdina", mas sei que não fazem...).

Agora espera o "Google" dar outro "gancho" (suspensão) no site pelo Post... rs.

É um "milagre" (já disse isso mais de uma vez aqui e pro pessoal conhecido) esse país não ter virado pó com as "bombas culturais" transplatadas praqui pelos Estados Unidos, desde o neopentecostalismo/fundamentalismo evangélico, passando pela "norte-americanização dos costumes" (via cinema, lanchonetes e cia), pelo moralismo destruidor da mídia e da classe média ignóbil aculturada do país, ignorância generalização da população e paralisia dos partidos políticos (comprometidos com o desenvolvimento do país, onde o PT é cabeça da coisa, por mais que demonizem a sigla e cia). Continuem brincando, que em alguns anos pode ser que vocês encarem isso como "dia a dia":



Aí vejo gente dizendo "sou nacionalista"... e eu sou o Bozo, ou vamos "brincar de índio" com a Xuxa (momento antológico da TV brasileira...)



Incrível como as pessoas nesse país "brincam" falando dessas questões... quando deveriam ser "neuróticas" com a questão e a vulnerabilidade do país.

Quando a gente "ironiza" também é falando sério (avisei)... pra coisa não ficar pesada e também pra não xingar, chamar "palavrão"... é uma forma "sutil", "marota" (como se diz muito em um dos estados da federação) de mandar todo mundo se f*der sem usar os termos, com "amor", rs.

Prossigam que está engraçado (a gente ri da própria desgraça mesmo, chorar não dá...). "Os webcomunistas vão fazer a revoluçãum"... hahahahaha.

P.S.1 esqueci de citar: o Hezbollah tem uma rede subterrânea (pra proteção de soldados, equipamentos e cia) maior que as forças armadas do Brasil...

P.S.2 não citei a questão da Comuniação e satélites... e o "GPS brasileiro"? Vão guiar os drones, mísseis e cia com o GPS "made in USA"?... "que deus tenha misericórdia dessa nação"...

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Carlo Mattogno e interrogatórios de engenheiros da Topf

Em março de 1946 a agência de contra-inteligência soviética SMERSH prendeu quatro homens diretamente responsáveis por fornos e câmaras de gás de Auschwitz. Eles eram os engenheiros Kurt Pruefer, Karl Schultze, Fritz Sander e Gustav Braun, empregados da "Topf und Soehne", a firma alemã especializada na construção dos crematórios. Todos eles foram interrogados extensamente. Sander morreu cedo, e o resto foi sentenciado em 1948 a 25 anos de campos de trabalho. Pruefer morreu em 1952, Schultze e Braun foram anistiados em 1955 e deportados para a Alemanha Oriental.

Os protocolos de seus interrogatórios ficaram juntando poeira nos arquivos até o começo dos anos de 1990s. Em 1992 o promotor russo do ministério recusou reabilitar Pruefer, Schultze e Braun, e confirmou suas sentenças. Em 1993 e 1994 o historiador britânico Gerald Fleming publicou vários curtos excertos dos interrogatórios.

Uma passagem em particular desses excertos ganhou a atenção dos negadores do Holocausto.

Um dos principais "revisionistas", Carlo Mattogno, em sua resposta ao Prof. John Zimmerman escreveu:

Durante o interrogatório de 19 de março, K.Pruefer declarou:

"Eu falei sobre os enormes esforços sobre as fornaldas bastante usadas. Eu disse ao Engenheiro-Chefe Sander: estou preocupado se as fornalhas podem agüentar o excessivo uso. Na minha presença dois cadáveres foram postos dentro de uma mufla em vez de um cadáver. As fornalhas não poderiam suportar o esforço." [itálicos meus]

[...]

Uma tentativa de cremar simultaneamente dois cadáveres fracassou porque "as fornalhas não podiam suportar o esforço."
Quando o tema veio à tona na Cesspit*, eu enviei um e-mail a Mattogno e perguntei se ele tinha as imagens digitalizadas dos protocolos. Ele respondeu que não poderia deliver them para uma terceira parte interessada, mas ele estava afável o suficiente para enviar um excerto digitalizado do interrogatório de Pruefer na questão, que você pode ver abaixo.
http://static.flickr.com/54/117332839_c4e9b61a82_o.jpg

http://static.flickr.com/19/117332841_0cbb37a595_o.jpg


Ele admitiu:

Tão distante quanto eu soubesse o idioma russo, eu entendo que a passagem que você assinala é ambígua.
E também acrescentou:

Entretanto é importante considerar que ambos, Pruefer e Sander, declararam que os fornos crematórios em Birkenau poderiam incinerar um corpo por mufla por hora.
A informação da segunda sentença citada, um tanto estranha, não significa que os testemunhos foram simplesmente preparados pelos soviéticos. Depois de tudo, se os soviéticos coagissem estes engenheiros, o último testemunharia sobre os crematórios milagrosos destruindo de 1.500 a 3.000 corpos por dia, como um ato polaco-soviético de Roman Dawidowski et al., e que o relatório do oficial soviético em Nuremberg tinha declarado. Deveria ser notado que esta baixa estimativa de Pruefer era contraditória com ele mesmo, que testemunhou o presente sucesso da cremação de dois cadáveres por mufla (mais sobre isso aqui, ver a parte VIII para citações maiores e análises), e também pelo memorando de Pruefer de 8 de setembro de 1942.

A primeira citação é crucial, desde que Mattogno admite que a passagem é "ambígua", e assim não pode ser usada como evidência para o caso "revisionista". Então, o que a passagem realmente diz?

Eu dei a Sander um exemplo - que em Auschwitz, na minha presença, dois-três cadáveres foram empurrados pra dentro das muflas dos crematórios ao invés de um, e até então os fornos do crematório não haviam superado aquela carga, porque havia corpos demais para incineração.
Então o que era de fato dito é que havia corpos demais no campo para fornalhas eficazmente superar isso (aquelas eram 6 muflas do velho crematório - os crematórios de Birkenau com 46 muflas não tinham sido construídos ainda), não que aqueles vários corpos não pudessem ser queimados ao mesmo tempo. Isto é também confirmado no testemunho de Sander, tomado em 13 de março de 1946:

Pruefer então me deu um exemplo que em sua presença dois-três cadáveres foram colocados dentro de cada mufla, e até então eles não superariam aquela carga, porque havia cadáveres demais para incineração no campo de concentração. (ênfase minha - SR)
Assim, essas passagens não apóiam o argumento "revisionista" sobre a impossibilidade de múltiplas cremações em Auschwitz. Os cadáveres, de acordo com os engenheiros, estavam sendo cremados em grupos de dois ou três. Como temos visto, Pruefer também testemunhou que os fornos trabalhavam sucessivamente depois de queimar dois cadáveres por mufla. Nem Sander, nem Pruefer mencionaram quaisquer falhas nos fornos resultados especificamente de múltiplas cremações. E, de fato, um documento do arquivo da "Topf" apóia estes testemunhos. Fritz Sander escreveu em 14 de setembro de 1942 (traduzido por Roberto Muehlenkamp; ênfase minha):

A alta demanda de incineração por fornos de campos de concentração - que ultimamente se mostrou especialmente em relação a Auschwitz, e que de acordo com o relatório do Sr. Pruefer, conduz de novo a uma outra ordem de 7 fornos de três-muflas - levou-me a examinar a questão se o atual sistema de fornos com muflas para as entidades acima mencionadas são a coisa certa. Em minha opinião as coisas não estão indo rápidas o suficiente nos fornos de mufla para remover um grande número de cadáveres dentro dum desejável curto espaço de tempo. Assim alguém ajudaria com uma multidão de fornos ou muflas e por encher completamente uma única mufla com vários cadáveres, sem assim resolver a fonte básica [do problema], i.e. as deficiências do sistema de muflas.
(para superar as dificuldades do sistema de muflas, Sander propôs um super-crematório para cremação em massa de cadáveres, que superariam e muito os fornos de Auschwitz. Felizmente, seu plano nunca foi implementado).

Quando primeiramente recebi os excertos de Mattogno, pensei que ele os tinha no período que escreveu a resposta a Zimmerman, em 2000, e o acusou de ser mentiroso.

Eu não sabia que seu colega Juergen Graf conseguiu os protocolos apenas em fevereiro de 2002, então eu estava errado.

Entretanto, até depois de constatar a condição de que a passagem na questão era ambígua, Mattogno ainda propaga o mesmo velho argumento! Em Auschwitz Lies (Mentiras de Auschwitz) [PDF grande] ele simplesmente reitera o argumento na p. 111, para mostrar que Zimmerman usou a tradução de Fleming desonestamente. Na realidade, a tradução incorreta de Fleming é simplesmente vaga e ambígua, então não pode ser declarado que o uso de Zimmerman disso foi desonesto. Na p. 112 Mattogno adiciona:

Mais tarde achei que a tradução de Fleming ("enorme esforço," "as fornalhas não poderiam suportar o esforço") estava errada, também. Particularmente a sentença "pjeci nje spravljalis' s toi nagruzkoi" não quer dizer "as fornalhas não poderia suportar o esforço" mas "não superariam aquela carga," que isto quer dizer que, para a carga de dois a três cadáveres inseridos dentro de uma mufla; "nagruzka" designa na realidade a "carga" do forno. Pruefer quis dizer aí que fornos não conseguiram cremar aquela carga de uma maneira economicamente vantajosa se comparada com a carga de apenas um único corpo por mufla. Isto, claro, não altera o fato das próprias manipulações de Zimmerman.
Aqui, Mattogno obviamente refere-se a nossa breve troca. O que ele quis mencionar é que ele mesmo rotulou a declaração de Pruefer como "ambígua" (embora realmente, não seja; mas é claramente inútil para negadores). O significado de "carga" é enfaticamente não a carga de 2 ou 3 corpos numa mufla, mas sim a "carga" de todos os cadáveres do campo, como demonstrado acima. É impressionante que Mattogno tenha interpretado pessimamente o significado do plano do texto daquela maneira.

De forma previsível, seu camarada Germar Rudolf também usa traduções erradas e interpreta o texto pessimamente no mesmo livro (pp.274, 275).

E estes são dois dos melhores "revisionistas" dos que existem!

Atualização: não é realmente surpreendente que as toupeiras na Cesspit engulam os argumentos de Mattogno e Rudolf, forçados, lindamente de cabo a rabo.

*[Nota da Tradução]: Cesspit é como a equipe do blog Holocaust Controversies, muito adequadamente, apelidou o fórum dos negadores do Holocausto, CODOH).

Fonte: Holocaust Controversies
Texto(inglês): Sergey Romanov
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2006/03/carlo-mattogno-and-interrogations-of.html
Tradução(português): Roberto Lucena

terça-feira, 11 de março de 2008

Testemunhos dos engenheiros dos crematórios (Holocausto)

Testemunhos dos Engenheiros dos Crematórios

Testemunho do SS-Unterscharführer Herman Lambert sobre Sobibor
Citado em "BELZEC, SOBIBOR, TREBLINKA - The Operation Reinhard Death Camps", Indiana University Press - Yitzhak Arad, 1987, p. 123:


"Como eu mencionei no início, eu estava em um campo de extermínio dos judeus há duas ou três semanas. Era talvez no outono de 1942, mas não lembro exatamente quando. Àquele momento, eu fui designado por Wirth para aumentar a estrutura de gaseamento de acordo com o modelo de Treblinka. Eu fui a Sobibor junto com Lorenz Hackenholt, que estava, naquele tempo, em Treblinka.

Nos reportamos ao comandante do campo, Reichsleitner. Ele deu-nos a diretiva para a construção das instalações de gaseamento. Os campos já estavam em operação, e lá haviam essas instalações. Provavelmente a instalação antiga não era grande o suficiente, e a reconstrução era necessária."

Kurt Prufer I

Kurt Prufer, engenheiro chefe em Erfurt, Alemanha, 5 de Março de 1946.
Citado das transcrições do interrogatório pelo Professor Gerald Fleming da Universidade de Surrey, em um artigo do New York Times, em 18 de julho de 1993.


P. Quem, além de você, participou das contruções dos fornos?

R. De 1941-2, eu construi os fornos. Os desenhos técnicos foram feitos por Mr. Keller. O sistema de ventilação "Kremas" (crematórios) foram construídos pelo engenheiro chefe Karl Schultze.

P. Com que frequência e com que propósito você visitou Auschwitz?

R. Cinco vezes. A primeira vez no início de 1943, para receber ordens do Comando SS onde os Kremas deveriam ser construídos. A segunda vez foi na primavera de 1943 para inspecionar o terreno da construção. A terceira vez foi no outono de 1943 para inspecionar uma falha na construção de uma chaminé de um Krema. A quarta vez no início de 1944, para inspecionar a chaminé reparada. A quinta vez em Setembo-Outubro de 1944, quando eu visitei Auschwitz com o objetivo de realocar os crematórios (de Auschwitz), uma vez que o front estava mais próximo. Os crematórios não foram realocados porque não haviam trabalhadores suficientes.

P. Você era o único engenheiro da Topf em Auschwitz na primavera de 1943?

R. Não. (engenheiro chefe Karl) Schultze estava comigo em Auschwitz naquela época. Eu vi pessoalmente aproximadamente 60 corpos de mulheres e homens de diferentes idades que estavam sendo preparados para incineração. Isso era às 10 da manhã. Eu testemunhei a incineração de seis corpos e cheguei a conclusão de que os fornos estavam funcionando bem.

P. Você viu uma câmara de gás próxima aos crematórios?

R. Sim, eu vi uma próxima ao crematório. Entre a câmara de gás e o crematório haviam uma estrutura de conexão.

Kurt Prufer II

P. Você sabia que nas câmaras de gás e nos crematórios ocorria a liquidação de seres humanos inocentes?

R. Eu sabia desde a primavera de 1943 que seres humanos inocentes vinham sendo liquidados nas câmaras de gás em Auschwitz e que seus corpos eram depois incinerados nos crematórios.

P. Quem foi o projetista do sistema de ventilação das câmaras de gás?

R. Schultze foi o projetista do sistema de ventilação nas câmaras de gás; e ele o instalou.

P. Por que o revestimento interno de tijolos [brick lining] das fornalhas [muffles] se desgastavam tão rapidamente?

R. Os tijolos se desgastavam depois de seis meses porque a pressão [strain] nas fornalhas era colossal.

Testemunho do engenheiro Fritz Sander em 7 de Março de 1946.
Citado das transcrições do interrogatório pelo Professor Gerald Fleming da Universidade de Surrey, em um artigo do New York Times, em 18 de julho de 1993.


"Eu decidi projetar e construir um crematório com uma capacidade maior. Completei esse projeto de um novo crematório em Novembro de 1942 - um crematório para incineração em massa, e submeti esse projeto para a Comissão de Patentes do Estado [State Patent Commission] em Berlin.

Esse "Krema" seria construido no princípio do [conveyor belt]. Isso quer dizer, os corpos devem ser trazidos para as fornalhas de incineração sem interrupção. Quando os corpos são empurrados nas fornalhas, eles caem em uma grade e então deslizam na fornalha e são incinerados. Os corpos servem ao mesmo tempo como combustível. Essa patente não poderia ser aprovada pelo Escritório de Patentes [Main Patent Office] em Berlim por causa da sua classificação (como segredo de estado)."

P. Embora você soubesse das liquidações em massa de seres humanos inocentes nos crematórios, você se dedicou pessoalmente em projetar e criar fornos de maior capacidade de incineração para os crematórios - e por sua própria iniciativa.

R. Eu era um engenheiro alemão e membro chave da Topf [works] e via isso como responsabilidade em aplicar meu conhecimento de especialista nesse sentido para ajudar a Alemanha a vencer a guerra, assim como um engenheiro de construção de aeronaves em tempo de guerra, que também está ligado com a destruição de seres humanos.

Testemunho do engenheiro Karl Schultze

Citado das transcrições do interrogatório pelo Professor Gerald Fleming da Universidade de Surrey, em um artigo do New York Times, em 18 de julho de 1993.

P. Qual era sua parte na construção desse Krema e qual era a de Prufer?

R. Prufer era um expert. Ele projetou e construiu esses crematórios e comandou a construção nos campos de concentração. Eu era o responsável pelos sistemas de ventilação e pela injeção de ar nas fornalhas. Em [instances] específicas, eu comandei as instalações pessoalmente. Eu pessoalmente comandei a instalação dos crematórios e das câmaras de gás de Auschwitz. Para esse propósito, eu viajei a Auschwitz três vezes em 1943.

Eu não sabia que nos crematórios de Aischwitz-Birkenau seres humanos inocentes eram liquidados. Eu pensei que lá eram eram mortos criminosos sentenciados a morte por causa de crimes que eles haviam comentido contra o exército alemão na Polônia e em outros territórios ocupados. Eu sou um alemão e apoiei e estou apoiando o governo na Alemanha e as leis do nosso governo. Quem quer que se oponha às nossas leis é um inimigo do Estado, porque nossas leis o estabelecem como tal. Eu não agi em iniciativa pessoal mas dirigido por Ludwig Topf. Eu estava com medo de perder minha posição e de uma possível prisão.

P. Sua visão realmente não difere da visão de um nazista.

R. Não, eu não era membro do NSDAP. Eu só respeitava e agia de acordo com as leis do meu país.

Fonte: A Teacher's Guide to the Holocaust
http://fcit.coedu.usf.edu/HOLOCAUST/RESOURCE/DOCUMENT/DocTest1.htm
Tradução: Guilherme
Extraído do tópico da comunidade Holocausto x "Revisionismo"