terça-feira, 27 de setembro de 2016

Paul Preston publica "A destruição da democracia na Espanha" (1978)

Entrevista com o historiador britânico (jornal El País)
Juan Cruz; 9 JUN 1978

Paul Preston, historiador britânico especializado em questões espanholas, apresenta hoje no hotel Princesa Plaza, de Madrid, sua última obra, "A destruição da democracia na Espanha" (La destrucción de la democracia en España), que será comentada no citado ato pelo líder socialista Felipe González. O livro, subintitulado como "Reacción, reforma y revolución en la Segunda República" (Reação, reforma e revolução na Segunda República), foi traduzido por Jerónimo Gonzalo e editado por Turner.

Na atualidade, o professor Preston ensina na Queen Mary College, da Universidade de Londres. Estudou sua especialidade - História Moderna - na Universidade de Oxford e agora prepara um amplo estudo sobre a resistência da esquerda espanhola ao franquismo. A destruição da democracia na Espanha, diz Paul Presto, foi para mim a obra mais importante entra as que escrevi. Nasce na realidade da tese doutoral que apresentei em Oxford sobre as conspirações monárquicas contra a República espanhola. Depois de muito trabalho, dei-me conta de que o assalto direitista contra a República não provinha somente dos grupos violentos. Havia dois assaltos direitistas. Um era violento, na realidade, e tinha como fim o estabelecimento por armas de um Estado corporativista autoritário".

"A outra ofensiva direitista contra a República seguiu uma tática legalista para destruir o regime democrático imperante. Ao terminar minha investigação me dediquei a analisar os grupos legalistas de direita, desde a CEDA aos radicais do sul da Espanha. Estudadas as atividades desses grupos, observei o impacto que tais atividades tinham na esquerda de então".

O livro serviu a Paul Preston para concretar as causas determinantes da guerra civil e para fazer um exame amplo da oligarquia espanhola. Esta investigação, além disso, resultou-lhe especialmente útil para seus trabalhos sobre o franquismo. Prova disto é que o livro "Spain in crisis" (Espanha em crise), cuja preparação ele dirigiu e que foi publicada na Inglaterra há dois anos. A edição espanhola está próxima. Na Itália ele já foi publicado.

"Da preparação da minha tese e de minha simpatia pela causa republicana nasceu também meu estudo sobre a esquerda espanhola e sua resistência ao franquismo. Neste volume, que agora preparo, faz-se especial fincar pé no papel que teve o Partido Comunista nessa atitude de resistência".

Paul Preston, que viveu a época republicana só como historiador - agora tem algo mais de trinta anos -, estima que "há implicações claras neste livro para a atualidade", ainda que matiza seu critério.

"A Espanha dos anos trinta - diz o professor Preston - era um país fundamentalmente agrário. Ante essas estruturas, o Partido Socialista e o de Esquerda Democrática tentaram fazer reformas básicas, humanitárias, para melhorar a situação cotidiana dos mais frágeis. Esses intentos reformistas repercutiram logo numa direita latifundiária agressiva e selvagem, que provocou reações muito violentas. Agora a situação econômica mudou de modo radical. Ainda assim, segue havendo uma esquerda - o Partido Comunista e o Partido Socialista - que volta a se plantar a tarefa de fazer reformas básicas, depois do estabelecimento da democracia burguesa, que para a esquerda é o contexto mais adequado para chegar a outras formas de sociedade, também democráticas, mas socialistas".

"Se os intentos reformistas se produziram agora", diz o professor Preston, "quando existe uma profunda crise econômica, poderiam provocar reações fascistas ou autoritárias, similares àquelas que produziria um revolucionarismo aberto. Essa é a situação que devem ter em conta o socialismo e o eurocomunismo na circunstância espanhola".

* Este artigo apareceu na edição impressa de Sexta-Feira, 9 de junho de 1978

Fonte: versão original (castelhana) do El País (até o momento este texto não saiu na "versão" brasileira deste jornal, por isso tomei a liberdade de traduzir)
http://elpais.com/diario/1978/06/09/cultura/266191209_850215.html
Título original: Paul Preston publica "La destrucción de la democracia en España"
Tradução: Roberto Lucena
_____________________________________________

Observação 1: este texto estava arquivado há algum tempo (é um texto originalmente de 1978), e infelizmente tem muita coisa em comum com o que se passa no Brasil atualmente. Aos que acham que este golpe branco pode acabar em pouco tempo, a ditadura de Franco durou décadas com um legado de atraso (retrocesso) pesado pra Espanha, só superado (em parte) por uma coincidência conjuntural de terem entrado pra futura União Europeia.
Tem muito "idealista" tosco no Brasil, que acredita em qualquer asneira de "mudança pela mudança" (sem base real pra isso), principalmente na extrema-esquerda (tem uma extrema-esquerda ligada ao PSOL e cia que são incrivelmente ridículos e débeis, liberais mal assumidos) e que vai mudar subestimando as forças políticas fortes e retrógradas do Estado brasileiro. Por conta destas cretinices (a principal delas, mas não a única, aquelas marchas de 2013) o país se vê mergulhado numa encruzilhada política (eu iria comentar isso em outro post mas como este texto tem muito a ver com o presente do país, antecipei algo aqui).

"Ah, mas o golpe não vai sobrar pra mim"... rs, vai sim, tolinho (a), rs. Ninguém brinca de "revolucionário de araque" num país com uma direita arcaica, primitiva, vendepátria e truculenta como esta e sai impune disso. Julgam-se espertos? Pode sempre haver um (uns) mais que vocês, guardem isso como "lição política". Da próxima, quando forem brincar de "política", levem a coisa mais a sério e façam menos "cirandas" (o adjetivo "cirandeiro", de quem dança ciranda, é associado ao PSOL e seus espetáculos públicos ridículos, ou a uma esquerda dita "pós-moderna" com agenda política totalmente vazia e que adora espetacularizar tudo, só que pra tudo há limite, até pra espetáculos/performances teatrais pueris). Os caras ainda conseguiram avacalhar uma dança típico do meu estado com essa associação "macabra".

Observação 2: à turma "crítica" (entre aspas) ao blog (tem aparecido uns chiando nos textos críticos à doutrinação mofada e datada da guerra fria das tais olavetes golpistas apoiadoras de Temer e cia, com a falta de educação habitual, "cheios de si"), não adianta espernear comigo, eu não sigo essa postura "tanga frouxa" do PT ou de uma certa "esquerda cagona" do país ("cagão/cagona" é o mesmo que "frouxo/frouxa", neste sentido, principalmente a de alguns estados do país, ressalto isso pois muita gente de fora do Brasil lê este blog e pode não estar familiarizados com essas expressões do país), nem tenho medo de cara feia (como dizem na minha terra, "cara feia é fome"), se for discutir, discutam a sério, se quiserem brincar, eu também brinco (aponto os erros das bobagens que comentam) e não tenho obrigação de ser "educado" com gente mal educada, tampouco tenho paciência com gente "assim". A "tolerância" pós-golpe com essa "direita excêntrica liberal autoritária" do país, que já não era boa, ficou muito pior. Parece que não adianta avisar uma vez ou duas, sempre esse pessoal quer encher o saco e acaba tomando uma "entrada de sola" (gíria de futebol). O problema é que é estupidez "bater boca" com gente estúpida demais, e isso enche o saco, daí o aviso. Não creio que há mais espaço pra esse comportamento infantil demais desses grupos abobalhados que avacalharam o país por ignorância política aguda.

Caso alguém se incomode com o pessoal do blog ter posicionamento político, não posso fazer absolutamente nada em relação a isso (e nem quero). Todo mundo tem direito de ter o seu, mesmo que este governo ilegítimo - colocado de forma ilegítima no poder por um bando de imbecis e uma emissora golpista e mentirosa - queiram tentar silenciar quem discorde deles, não irão conseguir calar todo mundo, nunca.

Cansei de discutir com gente enviesada (politicamente) até o talo (muitos de direita, que adoravam posar de "moderados" sem ser) achando que os outros não têm direito de ter suas posições, foro o arsenal de idiotices que comentavam. Por muito tempo evitei colocar posicionamentos mais ligados ao presente (exceto o do cenário da extrema-direita de cunho fascista, literalmente), mas uma vez que o radicalismo só aumentou no país (principalmente pelo lado da direita neoliberal e entreguista), não vejo motivo algum com esse "excesso de respeito" com quem apoia isto, até porque há que frisar o seguinte: esta direita neoliberal do país sempre foi autoritária, arcaica e entreguista (contra o país) e não conseguirão impor um regime neoliberal no país sem provocar um conflito civil de graves proporções. Não venham até mim dizer como pensar, eu nunca disse a ninguém como agir e isso é uma via de mão-dupla.

19 comentários:

João Lima disse...

Franco foi 1 atraso pra Espanha a exemplo de Salazar pra Portugal e os milicos de 64 pro Brasil.
Eu creio que a transição política brasileira (ditadura-"democracia") foi baseada na espanhola.
Acordo entre agentes do regime e "opositores moderados". Uma transição bem conservadora.
No caso argentino, os milicos foram pra cadeia pq caíram em desgraça nas Malvinas. (e mesmo assim foram indultados por Menem).
Acredito também que a transição sul-africana foi similar a brasileira...
Mandela teve que fazer concessões aos inimigos pra virar presidente. (nenhum agente do apartheid foi julgado!)

Roberto disse...

"Eu creio que a transição política brasileira (ditadura-"democracia") foi baseada na espanhola. Acordo entre agentes do regime e "opositores moderados". Uma transição bem conservadora. No caso argentino, os milicos foram pra cadeia pq caíram em desgraça nas Malvinas. (e mesmo assim foram indultados por Menem).
Acredito também que a transição sul-africana foi similar a brasileira...
Mandela teve que fazer concessões aos inimigos pra virar presidente. (nenhum agente do apartheid foi julgado!)"


A transição brasileira foi parecida sim com a espanhola, por isso a desgraça que estamos passando e a que a Espanha passa. Em Portugal ao menos houve uma revolução ou revolta que criou um "espírito" reformador naquele país que não existe na Espanha (a coisa na Espanha foi imposta de cima pra baixo, com imposições da UE no meio).

Mas há casos diferentes nos citados, a situação de Mandela na África do Sul era mais delicada, décadas de regime racista de Apartheid e perigo de guerra civil com "tinturas" étnicas no meio, nesses outros países a transição foi mais desastrosa porque havia espaço pra algo mais duro e simplesmente as forças ditas progressistas cederam demais pros reacionários/conservadores.

Ao menos na Argentina houve julgamento de militares, no Brasil até a memória sobre o episódio está sendo vilipendiada pelos erros políticos do PT no governo não atacando o oligopólio de mídia que injeta ódio, burrice e despolitização no país todo dia.

João Lima disse...

Quero citar certos impérios midiáticos que cresceram por causa do apoio a ditaduras.
México: Televisa e Azteca
Chile: El Mercúrio
Argentina: El Clarin
Espanha: Agência EFE e Grupo PRISA
Brasil: Globo, FOlha, Veja, Gazeta de Alagoas, Correio da Bahia, TV Bahia etc

Roberto disse...

O PRISA (dono do El País) eu não sei como surgiu (lembro vagamente), mas foi comprado por norte-americanos (grupo) e repete na íntegra a pauta da OTAN e algo parecido com o PIG brasileiro, a imprensa espanhola em peso é conservadora, há vários meios por lá herdeiros do franquismo. Mas o resto da lista é isso mesmo, vieram de ditaduras (o aumento de poder deles). No Brasil, a Globo é a pior da lista, disparada.

Em PE as TVs locais, que um dia tiveram programação própria independente do "eixo" atual do país (Rio-SP) foram reduzidas a "pó de traque", viraram retransmissoras de programação do eixo (das emissoras desses dois estados da Federação) exceção da Globo que colocou uma retransmissora dela no Estado, que eu sempre chamo de "invasão" ou "enclave" da Globo Rio no estado. Essa retransmissora é ligada a própria Globo (a dona dela é a Globo Rio), não pertence a ninguém do estado. Faz parte da estratégia de domínio ou de tentativa de "colonização cultural interna" da matriz, que nunca conseguiu apesar de sempre ter tentado.

João Lima disse...

Achei ótimo o termo "eixo"... de fato RJ-SP se acham os reis da cocada preta no país.
tá na hora dos "aliados" (resto do Brasil) darem 1 basta nesse "eixo"

Roberto disse...

Há tempo tá na hora do país se levantar contra esse estado de coisas, se bem que o golpe que foi dado no país esse ano é encabeçado pela elite paulista (FIESP e cia), como foi o de 1964 (ajudada pelos seus comparsas "periféricos"). A Globo, apesar de estar no Rio, sempre foi ligada a essa elite neoliberal paulista, mas o "eixo" existe.

O mais engraçado foi ver uma pessoa no Orkut (professora) negar a existência do tal eixo (não gostou do rótulo, só que sequer inventei a expressão, rs).

João Lima disse...

Roberto... e o que dizer dos "coronés" nordestinos ?? (estilo Sarney, ACM, Calheiros, Collor etc) Não vejo diferença deles pra elite paulista, "meu"!
Maranhão coitado, apelidado de Sarneylandia! Alagoas é um feudo repartido entre Collor, Calheiros etc etc. A Bahia nem falo...

Roberto disse...

De fato não há muita diferença enter eles no sentido de que fazem mal ao povo, mas há uma estrutura de poder que emergiu com a coroa portuguesa vinda pro país na época das lutas por independência que se perpetua nessa elite paulista e em grande parte na do Rio, o centro político e econômico da colônia que circulava entre Salvador (capital)-Recife e interior de Minas foi levado pro Rio (onde os portugas fujões da coroa se alojaram com medo das revoltas nessas cidades) e com a ascensão de São Paulo (cidade) fim do séc. XIX mantém essa estrutura arcaica da coroa quase inalterada, por mais que tenha havido progressos materiais no país principalmente nos governos Lula e Vargas.

Essa "elite" dos estados do Nordeste tornaram-se periféricas, como a do RS e até a de Minas (em menor grau, mas não é mais o centro), elas não comandam o processo de subserviência do país e desigualdade regional embora sejam parceiras dessa elite do "eixo" atual, a parceria consistia justamente em manter o Nordeste atrasado e outros estados pra fornecer mão-de-obra barata pra esses centros e o resto do país que se danasse e se "virasse" com as migalhas que sobrassem dos investimentos do Estado brasileiro nessas duas cidades-Estados principalmente.

Em que pese Sarney, ACM e cia não valerem nada, nesse quadro que se criou no país do séc. XIX, esses grupos são atores coadjuvantes onde a elite paulista manda em quase tudo apoiada em parte por setores da elite do Rio (a Globo principalmente). Ou seja, esses estados têm dois problemas pra resolver: se livrar desses "coronéis" arcaicos que empatam o desenvolvimento social dos estados da região, ao mesmo tempo em que há que se combater essa concentração de poder e dinheiro (via Estado brasileiro) pro eixo do país.

Uma das coisas que mais provocou a fúria nos ditos coxinhas com o PT e o Lula é que justamente os dois (mais o Lula, sem ele isso não teria ocorrido porque ele tem consciência do problema regional) é que o Lula mexeu nessas estruturas, trouxe desenvolvimento pra região que era tratada como "o resto" por esses bandos de SP e pela malta do Rio (quando eu citar Rio me refiro mais à Globo) e eles não engolem isso em hipótese alguma.

Você vê algum desses jornais do eixo citar ou mencionar essa questão? Se mencionarem começariam a pôr abaixo o discurso mentiroso e canalha que essa turma com "camisa da CBF" usou pra derrubar o governo Dilma, em que pese que o governo Dilma pouco fez pra não cair (não gosto da postura política dela e a meu ver ela comprometeu o legado do Lula com a teimosia desmedida dela e mentalidade estreita).

Roberto disse...

Eu não "passo a mão" nos "coronéis" da região, só que acho importante a gente mencionar quem conduz o processo político no país desde a ascensão dessas duas cidades já que a mídia mal toca no assunto passando a impressão que "somos um país só" e não somos, graças à postura da elite dessas duas cidades.

Somos uma República Federativa de faz de contas, essa é que é a questão. O caso de Alagoas posso até tratar num post, tem a ver com a represália que Pernambuco sofreu do bastardo da Carlota Joaquina (D. Pedro I) pelas revoltas daqui, pra tirar poder do estado (então revoltoso, fez revolução até 1848 quando finalmente parou em 1850 eu acho, mas comprometeu o poder dessa monarquia arcaica lusa no país) Pedro I saiu fatiando Pernambuco pra que o mesmo não tivesse força de se rebelar contra a coroa e juntasse os demais estados vizinhos contra a coroa portuguesa no país.

O feudo alagoano começa nisso, as elites fazendeiras da época em Alagoas se juntaram (tramoia) e apunhalaram o Estado se desmembrando de Pernambuco (Alagoas era parte de PE) e mandando a ferro e fogo uma sociedade bem desestruturada (sem força política, organização) e que perdura até hoje esse arranjo. Por isso que em PE a imagem de Alagoas nunca foi das melhores, é um estado que é visto como "traíra" embora tenha gente fora de série por lá que não comungam com essas coisas.

João Lima disse...

Verdade... de fato a oligarquia paulista é a mais forte. Sobre a ascensão da Universal e Record... como fica o jogo de poder? Fica parelha com a Globo?
Imagina a troca de farpas entre ambos... já que Crivella foi eleito !

Roberto disse...

Provavelmente os dois grupos vão se pegar, e espero que se peguem pra valer pra não sobrar nem o caco dos dois, rs. São duas desgraças, a Globo a desgraça histórica, a Record a desgraça fundamentalista.

O mais bizarro desse golpe atual é que os próprios golpistas irão duelar entre si e talvez até se enfraquecerem nessa briga fratricida deles visto à fragilidade com que a esquerda ficou no país devido a essa articulação atabalhoada (e despolitizada) do governo Dilma.

João Lima disse...

imagina a troca de farpas globo x record no RJ... especialmente por causa de Crivella.
Fora isso... em virtude do advento do celular, da net etc... as gerações mais recentes do país tão menos presas na TV.

João Lima disse...

https://uranohistoria.blogspot.com.br/2009/08/uma-heranca-maldita.html
O grand finale do episódio aconteceu no dia seguinte. O jornal O Globo, de propriedade de Roberto Marinho - amigo e sócio de Arnon no jornal Gazeta de Alagoas - veio com um editorial em defesa do assassino, elogiando inclusive a cultura, a educação e a inteligência do bandoleiro alagoano. Um sujeito finíssimo, verdadeira flor de formosura, como a bala que matou Kairala na frente das filhas e da mulher. Dizia O Globo, nessa verdadeira pérola da imprensa canarinho:

"A democracia, apesar de ser o melhor dos regimes políticos, dá margem, quando o eleitorado se deixa enganar ou não é bastante esclarecido, a que o povo de um só estado - como é o caso - coloque na mesma casa legislativa um primário violento, como o Sr. Silvestre Péricles, e um intelectual, como o Sr. Arnon de Mello, reunindo-os no mesmo triste episódio, embora sejam eles tão diferentes pelo temperamento, pela cultura e pela educação".

Depois dessa do jornalão dos Marinho, não tenho, feito um Armando Falcão da rede virtual, nada a declarar.

Roberto disse...

"imagina a troca de farpas globo x record no RJ... especialmente por causa de Crivella. Fora isso... em virtude do advento do celular, da net etc... as gerações mais recentes do país tão menos presas na TV."

Como disse antes, espero que esses dois bandos literalmente se matem, e já estão se digladiando, a cena da prisão do Garotinho numa maca de ambulância mostra a que ponto chega a canalhice da Globo (independente dele não ser "santo", foi uma cena grotesca propiciada pela Globo pra humilhar seus inimigos políticos, como essa mensagem defendendo o senador assassino pai de Fernando Collor).

Essa emissora é um crime a céu aberto, desde antes de 1964. Surreal esse "editorial" dela defendendo um assassino que não vale nada, só porque era próximo do Poderoso Chefão da Globo, o Roberto Marinho.

João Lima disse...

Nem falo da Escola Base!! destruiu inocentes !!!
https://limpinhoecheiroso.com/2014/03/27/jornalismo-de-esgoto-caso-escola-base-completa-20-anos-e-acusados-ainda-buscam-recomeco/

A globo (e outros meios de comunicação) jamais sofreu 1 punição severa!!!

João Lima disse...

https://www.facebook.com/playgroundenglish/videos/373967136269956/?hc_ref=NEWSFEED
video denunciando apologia ao fascismo na Espanha !

João Lima disse...

Viu qm morreu? Fidel ! Você vai abordar a morte dele ?

Roberto disse...

Desculpando a demora pra comentar, mas chegaram a passar naquela rede esse vídeo da Espanha, só que é mais um entre vários. É como por lá essas saudações à Falange, Franco e cia, o "neofranquismo" ou franquismo que nunca sumiu. O partido de direita espanhol (o maior, PP) é entupido de gente que serviu ao franquismo. Situação política deles lembra e muito a nossa com a impunidade com a ditadura e afins, e uma "elite" reacionária sem qualquer apego ao próprio país ou o tratam como "propriedade privada" apartados do povo.

Roberto disse...

"Viu qm morreu? Fidel ! Você vai abordar a morte dele ?"

Seria complicado pois foge muito do assunto do blog, mas entendo o contexto da revolução de Cuba, assunto até hoje motivo de polarização no país pela esquerda e pela direita obcecada com Cuba.

Eu tenho uma opinião sobre Cuba que eu acho que muita gente na esquerda não gostaria, rs, mas não é sobre o regime em si e sim sobre a imagem que eles criam da ilha e de como distorcem a imagem do Brasil por conta disso (não é uma crítica à Cuba e sim à esquerda brasileira, a forma como o grosso dela vê o mundo). Por parte da direita brasileira, eles não conseguem entender que aquela foi uma revolução nacional de libertação, independente dos rumos que tomou, o grosso da direita brasileira é incapaz de entender algo assim.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Ocorreu um erro neste gadget