Só uma pequena considerção antes da tradução seguir, os nazistas tinham política "racial" pras pessoas oriundas do Leste europeu (eslavos: russos, ucranianos etc, em geral), política de escravidão, trabalho forçado e extermínio (se fosse o "caso")... por fome, a quem quiser ler mais (em resumo): Generalplan Ost (Link1, Link2, Link3, Link4).
Os nazistas consideravam os povos do "leste europeu" como "subraças", "inferiores", algo próximo aos judeus, ciganos e cia, consideravam esses grupos como "desprezíveis", apesar das contradições porque os nazistas usaram grupos de extrema-direita entre esses pro esforço de guerra nazista e contradições como apoiarem o Estado fantoche fascista croata (eslavos) sob batuta da "Ustasha" contra os sérvios (outro grupo eslavo).
Parece que há no congresso nacional deputados de origem do "Leste europeu" destilando preconceito regional (me recuso a chamar de "xenofobia", eu não serei tratado como estrangeiro no meu país, essa "turma" que se oriente e vá encher o saco/destilar preconceito no "país de origem" dos avós, eu não assimilo discurso exótico sobre "xenofobia" da parte Sul do país, não reconheço e não legitimo esse termo e peço que o resto do país faça o mesmo), resolvi resgatar a "questão eslava" do nazismo pra mostrar a essas figuras e ao país como esses grupos étnicos são vistos/tratados historicamente na Europa, porque o racismo anti-eslavo está "à toda" em relação à Rússia (e é genérico, a Europa Ocidental não gosta de eslavos, de forma geral, "tolerar" não é "gostar"... há raízes históricas desses preconceitos, condenáveis, obviamente, mas é pra passar na cara qui no Brasil de como certas figuras com ascendência no "Leste europeu" seriam/são vistos fora, principalmente na Europa Ocidental). Porque pralém do nazismo, o preconceito anti-eslavo é forte em toda a Europa Ocidental. Mas é pedir muito (entendimento, bom senso) de pessoas assim.
Espero que o congresso nacional brasileiro não seja negligente com figuras que insuflam separatismo e coisas do tipo (que alguns rotulam erroneamente de "xenofobia", "xenofobia interna" imitando coisas da Espanha, questao espanhola é diferente da brasileira, chega dessa gente ficar importando "modismo" pro país querendo impor "termos exóticos" a outros estados) e removam esses elementos da "política" brasileira ou do congresso nacional, bem como o TSE poderia também atuar cassando mandato. Figuras que não acrescentam nada e ficam insuflando cizânia, divisão do país, o que é uma "alegria" a países hostis ao Brasil (e América Latina no todo) como os Estados Unidosm, país com "olho grande" nos recursos do Brasil e América Latina (me refiro ao governo e não ao povo, embora o "governo norte-americano" representa parcela também do povo daquele país, como Bolsonaro e outros representam parcela de setores do Brasil).
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"Políticas Nacional-socialistas em relação a prisioneiros de guerra soviéticos"
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| Marchas forçadas de prisioneiros de guerra soviéticos, pelos Nazistas (Imagem do USHMM) |
Um dos principais objetivos de guerra da Alemanha no Leste era o controle e a exploração dos recursos alimentares. Para os homens que planejaram a pilhagem da Rússia e da Ucrânia, era evidente que, como resultado, "milhões de pessoas certamente morreriam de fome".9 "Muitas dezenas de milhões" nesses territórios "morreriam ou teriam que emigrar para a Sibéria".10 Os prisioneiros de guerra soviéticos foram as primeiras vítimas dessa política. Como resultado, mais de um milhão de pessoas morreram de fome nos primeiros meses de prisão.11
Dezenas de milhares de prisioneiros de guerra soviéticos também morreram a caminho dos campos. Muitos tiveram que marchar centenas de quilômetros atrás da linha de frente. Os guardas da Wehrmacht fuzilavam aqueles que se exauriam durante o percurso. Nos casos em que os prisioneiros eram transportados por trem, a Wehrmacht permitia apenas o uso de vagões de carga abertos. O rigoroso inverno russo e a privação de alimentos, muitas vezes por vários dias seguidos, resultaram em enormes perdas.
Quase nenhum preparo havia sido feito para abrigar os prisioneiros de guerra, pois se presumia que a União Soviética entraria em colapso em poucas semanas. Para as áreas destinadas aos campos, nada além de arame farpado havia sido providenciado. Os prisioneiros, exaustos pela marcha e enfraquecidos pela desnutrição, tinham poucos recursos para combater o frio, o contágio e as doenças relacionadas à fome nos campos temporários.
Além disso, em meados de julho de 1941, Reinhard Heydrich, em nome da Polícia de Segurança, e o General Hermann Reinecke, oficial da Wehrmacht responsável pelos prisioneiros de guerra, concordaram que os Einsatzgruppen da SS deveriam identificar e fuzilar todos os "elementos politicamente e racialmente inaceitáveis" entre os prisioneiros soviéticos. Isso incluía "todos os funcionários importantes do Estado e do Partido", "membros da intelectualidade", "todos os comunistas fanáticos" e "todos os judeus".¹² O número de vítimas desses assassinatos ficou entre 140.000 e 150.000. Estima-se que apenas o número de soldados judeus do Exército Vermelho feitos prisioneiros seja de cerca de 85.000. Sem exceção, qualquer um identificado como judeu era morto. O mesmo tratamento foi dispensado a milhares de prisioneiros não judeus que — assim como os muçulmanos circuncidados — foram considerados judeus disfarçados ou classificados como "asiáticos racialmente inferiores".
O fato da taxa de mortalidade ter declinado consideravelmente em 1942 não tem nada a ver com considerações de humanidade ou com as regras da guerra, mas sim com o reconhecimento por parte dos líderes do regime e da Wehrmacht de que a produção de armamentos alemã dependia do trabalho desses prisioneiros de guerra. Ficou claro que a União Soviética não seria derrotada tão facilmente quanto os alemães esperavam. Diante da ameaçadora escassez de mão de obra, a indústria de mineração alemã, em particular, tornou-se a principal defensora do uso de mão de obra soviética, mas a SS e a liderança do partido rejeitaram essa ideia de imediato. Chegou-se a um acordo: prisioneiros de guerra e civis soviéticos seriam utilizados, mas sob condições que incluíam exploração máxima, isolamento rigoroso da população alemã, tratamento e provisão miseráveis e imposição da pena de morte até mesmo para infrações menores.13"
Notas (do trecho)
8 Streit, Keine Kameraden, p. 136.
9 Aktennotiz, 2. 5. 1941, Document 2718 PS, International Military Tribunal (IMT), Major War Criminals, Nuremberg 1947–49, Volume 31, p. 84; see also Gerlach, Kalkulierte Morde, pp. 46–59.
10 Wirtschaftspolitische Richtlinien für Wirtschaftsorganisation Ost, Gruppe Landwirtschaft vom 23. 5. 1941, Document EC 126, IMT, Volume 36, p. 135.
11 Streit, Keine Kameraden, p. 136.
12 Einsatzbefehl Nr. 8, 17 July 1941, IMT, NO – 3414, based upon the notorious Kommissarbefehl, OKH, Gen. Z.b.V. beim ObdH, Nr. 75/41 g. Kdos. Chef., 6. 5. 1941, Annex 2, Document 877 PS, International Military Tribunal [IMT], Major War Criminals, Nuremberg 1947–49.
13 Ulrich Herbert, Fremdarbeiter. Politik und Praxis des ‘Ausländer-Einsatzes’ in der Kriegswirtschaft des Dritten Reiches (Bonn, 1999), pp. 158–208.
Fonte: site OpenEdition Books; Central European University Press ("Jews, Gypsies and soviet prisoners of war: comparing nazi persecutions"; Michael Zimmermann, pág. 31-53)
https://books.openedition.org/ceup/1413
Tradução: uso do tradutor do Google (IA, sob supervisão (Roberto Lucena) (eu li tudo pra aprovar ou corrigir)
