quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Observações do post "Sobre a Ordem dos Comissários: instruções da guerra de aniquilação nazista na União Soviética"

Antes de repassar as observações do post que também dá título parcial a este post (separarei o texto original com um traço), irei transcrever, quando for possível, algumas observações de outros posts pra não alongar os posts originais, já que algumas observações acabam saindo do tema do post e citando questões políticas atuais no país ou no mundo.

Mas por quê, às vezes (ou muitas vezes), estas observações "saem pela tangente" do tema original do post? (a quem quiser pular esta observação extra, as observações originais do post estão após o traço abaixo e tem informação sobre segunda guerra)

Porque não é possível, por mais esforço que se faça, ignorar a realidade ao redor (do que se passa no país e no mundo) num ambiente de polarização política extrema.

Desde o "Vem pra rua" de 2013 (a "revolução colorida" que não se concretizou, mas faz estrago até hoje) a radicalização política no Brasil, que já era grande, degringolou de vez com grupos reacionários (que se autodenominam como "liberais" ou "liberais-conservadores", e alguns usam o termo "libertários", mas são todos uma coisa só: autoritários, vira-latas, estúpidos e anacrônicos) atacando tudo que consideram "inimigo". E se querem radicalizar, vão ter obviamente um contraponto ou resposta.

Essa polarização política pesada (radicalização) não ocorre só no Brasil, em praticamente quase todo mundo está ocorrendo radicalização política, alguns mais outros menos, mas ocorre em todo mundo.

Só que a polarização no Brasil é agravada ainda mais pela atuação partidarizada da "grande mídia" (o oligopólio de mídia, com destaque pra Rede Globo ou Organizações Globo) e principalmente pelo fato da vulnerabilidade da maior parte da população por aceitar passivamente o que esta grande mídia (que ascendeu na ditadura de 21 anos do país) repassa como "verdade" em questões atuais do país.

Esse não é um "problema" pequeno, é algo extremamente sério e não dá pra ignorar ou deixar de lado.

Evitei ao extremo não sair do tema segunda guerra, mas... uma vez que muita gente não mantém distância dos temas atuais (tentam misturá-los) e uma outra parte fica "calada" (quieta) pra não tomar posição, por covardia (mesmo quando deve), então não sou obrigado a respeitar qualquer um desses lados (não levarei em conta qualquer um desses dois lados pra tomar posições).

Quando pessoas começam a "cercar", enchendo a paciência com temas atuais porque querem usar A, B ou C como "escudos" pra algum fim político (no Orkut isso ocorreu), a tentativa de distanciamento de questões atuais (pra evitar trazer gente tosca, fanática e ignorante panfletando besteira pra junto) vai literalmente pro ralo.

E ninguém se iluda, eu não faço questão alguma de agradar A, B ou C porque alguém aparenta ser "educado" ao mesmo tempo que defende extremismo, ou porque comunidade A ou B tem posição "x" em relação ao Oriente Médio e coisas afins.

Sou humano (porque questões nacionais não devem ficar acima da condição humana), mas sou cidadão brasileiro, e minha visão política de mundo é de cidadão brasileiro (carregada do nativismo de minha terra natal, nativismo que também ocorre em todos os estados do país, uns mais outros menos), mesmo que eu saiba qual é o ponto de vista de outros países.

Não abro mão disso em hipótese alguma discutindo com outros brasileiros. Porque há brasileiros com crise de identidade nacional aguda (tanto brasileiros fora do Brasil como dentro do país), mas isso é problema dessas pessoas, não meu. Não sou "clínica de autoajuda" pra gente com esse tipo de problema.

Que fique claro que quando faço as observações acima, estou me referindo estritamente a discussões em português, principalmente com brasileiros, porque eu não percebo esse tipo de crise de identidade ou "grilo" (de grilado) que sempre remete a um complexo, ou mesmo preconceito agudo porque "fulano" é de tal país, estado, região, cidade (tirando o antissemitismo característico dos "revis") nas discussões em inglês como no blog Holocaust Controversies, no Rodoh etc.

Observações do post "Sobre a Ordem dos Comissários: instruções da guerra de aniquilação nazista na União Soviética" logo abaixo.
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Observação 1: quem quiser ler mais sobre a diretiva de Hitler, conferir o link do blog Avidanofront:
Ordem do führer sobre a administração das regiões do leste novamente ocupadas
Quem quiser ver o documento em inglês:
Himmler’s Memorandum on the Treatment of Alien Peoples in the East, 25 May 1940

E se alguém achar que isso é o texto mais pesado sobre a questão, tem coisas piores, que envolvem o nazi Erhard Wetzel (figura pouco citada e conhecida) sobre o Generalplan Ost. É curioso o cinismo dos ditos "revis" com a dimensão da guerra de extermínio praticada pelos nazistas, eles praticamente evitar citar essa questão do extermínio no leste europeu.

Cinismo e muitas vezes ignorância e estupidez também já que o conhecimento de boa parte deles do evento é precário ou totalmente distorcido, o que não apaga a ideia asquerosa por detrás desse apego desmedido deles com o que eles visualizam ou identificam como 'nazismo'.

Antes de ser algo caricato como a gente costuma ironizar a cretinice de alguns deles, no fundo esse pessoal é adepto do darwinismo social, como também o é alguns grupos que se denominam "liberais", mas que evitam a citação do termo "darwinismo" explicitamente por motivos óbvios (seriam facilmente rotulados de racistas), embora tenham uma aversão cínica e profunda com a questão do combate ao preconceito e racismo no Brasil e um ódio de classe profundo contra pobres (é essa uma das raízes do darwinismo social).

Ao contrário do que muita gente pensa, esse tipo de ideia de exclusão e racista é bem difundida em algumas cidades brasileiras. A "aparição" de grupos denominados "neonazis" no Brasil, ao contrário do que a mídia propaga como sendo "algo absurdo", infelizmente não é. O que ocorre é que esta mesma mídia e governos não têm interesse de esclarecer nada do assunto e nem de se aprofundar no problema da origem do racismo moderno no Brasil (que tem ligação direta com o evento da imigração pro Brasil no século XIX e começo do século XX), assunto que nem sequer é citado em colégios quando deveria ser obrigatório a discussão disso. E um adendo, refiro-me tanto à mídia de direita e de esquerda. Só vi uma vez citarem algo relativo a isso no site Viomundo, mas era só sobre São Paulo. Ou seja, o assunto sobre branqueamento no Brasil (que é o que dá base a esse racismo atual no país, as crenças racistas, além da herança racista colonial) sequer é discutido por conveniência, pra manter esses preconceitos regionais (preconceitos com conotação racista) inalterados.

Mas como dizia, a aparição desses bandos ditos "neonazis" no Brasil não é algo tão "absurdo" assim, apesar da adoção de símbolos do fascismo alemão por eles sempre soar ridículo pois o Brasil é um país com predominância da cultura portuguesa, indígena e negra, não excluindo as contribuições dos outros povos que pra cá migraram, mas essa também é a base étnica da maior parte do país, inclusive em regiões que a mídia propagam como "brancas" ou sem ligação com essas três culturas e povos (apesar de falarem português o tempo todo... vejam só...) porque há um sentimento de aversão dessas cidades com Portugal, negros e indígenas.

A mídia brasileira, de uns tempos pra cá, andar querendo "escandinavizar" o Brasil, talvez pra suprir seus complexos e sentimentos obscuros (que não tem coragem de externar), embora mantenha pro público externo a imagem do Brasil "tropical" formulada no Estado Novo do país (com contribuição da Disney) que perdura até hoje.

Como já deu pra notar, minha opinião sobre a mídia brasileira não é lá muito boa (e também de boa parte da mídia estrangeira). Digamos que, fizeram por onde ter essa imagem negativa, a "birra" não surgiu do nada. Em geral, a imagem da mídia hoje no mundo não é muito boa, pra não dizer que é terrível.
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Observação 2: Quem quiser baixar o livro (PDF), vá ao link do site do Centro de História Militar do Exército dos EUA.

Fiz questão de frisar a fonte pra servir como uma amostra pros fanáticos de direita do Brasil, com uma obsessão em repetir discurso da guerra fria.

A quem assistiu a abertura da Copa e leu o texto que coloquei aqui sobre ela (eu não profetizei...), viram uma demonstração desse fanatismo e radicalização imbecil nos xingamentos que esses fanáticos bitolados (e sem qualquer pingo de educação), na parte mais cara do estádio (com ingressos mais caros, setor "VIP" da baixaria e da elite Zé Povinho, o populacho medonho, a gentalha abastada brasileira), proferiram contra a presidente do país, quando não caberia numa cerimônia de abertura se comportarem tão grotescamente daquela forma achando que estavam "abafando", independente de divergência política.

Seria igualmente errado se o fato ocorresse com um presidente com outro retrospecto ideológico, eleito democraticamente. Há que se saber separar divergências de fanatismo e sectarismo, que é o que esse pessoal está fazendo há bastante tempo insuflados por certa mídia irresponsável, inconsequente e corporativa do país. Queimaram-se lindamente pro mundo inteiro ver.

Nem a principal potência rival da URSS (que não existe mais) possui um sectarismo e fanatismo tão estreitos com esses assuntos como o que se verifica na direita brasileira e latinoamericana (e ibérica), ou na maior parte dela. Sectarismo que mistura uma dose de paranoia, idiotice, má educação, prepotência e fanatismo religioso (obscurantismo).
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Observação 3: tem uma parte do texto (nas notas 45 e 46) que diz o seguinte:
"A ocupação era para ser permanente. Este era o objetivo final do que Hitler queria fazer, e nada nem ninguém estava autorizado a interferir com a realização deste empreendimento.45 Esta foi uma luta de ideologias, não de nações."
Pois bem, essa era também minha opinião anterior sobre o evento, mas analisando a coisa hoje eu discordo da minha opinião anterior. Esta foi uma guerra ideológica sim, entre o fascismo (nazismo) e o socialismo da URSS, mas também uma guerra entre nações e de aniquilação.

A própria ideia racista de ocupação e aniquilação de povos no leste (por estes serem inferiores ou descartáveis por ideias racistas, na concepção nazista) não é propriamente algo original da guerra anticomunista da segunda guerra, esta guerra também foi uma guerra de colonização, uma guerra "racial" (étnica) de aniquilação, só que dessa vez na Europa, como as ocorridas nas colonizações feitas na África e nas Américas.

6 comentários:

João P. Santos disse...

vocês poderiam comentar mais sobre esta crise de identidade? tambem não sabia que as pessoas faziam cerco ao blog

Roberto disse...

João, não sei se vou conseguir comentar em curto espaço, em todo caso... o problema é antigo, e não é só referente ao Brasil, outros países com imigração tb passa pelo problema, só que no Brasil as coisas vão sendo tocadas com a barriga e governos autoritários (o país teve duas ditaduras no século passado, fora que a monarquia portuguesa, incluindo nela a de D. Pedro II, não era um "governo democrático", ou seja, o período de fato democrático foram poucos, o mais longo é o atual, de 85 pra cá) e a coisa se alastra.

Criou-se no governo FHC, junto com o comportamento arrogante da mídia na época, uma ideia do "brasileiro cosmopolita cidadão do mundo". Um povo que, como nação, sempre teve problemas de se autoafirmar como povo, passou a querer dar uma de "cidadão do mundo" sendo que não é muito bem aceito em vários países, por preconceito/racismo principalmente, e antes porque o país não tinha certo porte econômico, que passou a ter no governo Lula (nos dois governos dele, pois a Dilma conseguiu a proeza de reavivar o complexo de vira-latas no país com a total falta de liderança política que demonstra, não sei porque ela aceitou ser presidente afinal se não gosta de política, mas essa é outra discussão).

Tinha brasileiro no Orkut, principalmente uns que estavam fora do país, que falavam com vc como se fosse "cidadão pleno" de outros países, e todo mundo sabe (o pessoal que não é deslumbrado) que isso é devaneio da cabeça deles, até porque, se faziam tanta questão de conviver com os da terra, mesmo fora, é porque não estão tão entrosados nos países que ficam, pelo menos, pra mim, não faz muito sentido brasileiro bradar "país x" e viver enchendo o saco da gente no Brasil com problema de país "x ou y" (uso as letras pra evitar citar nomes).

Obviamente que isso é uma generalização que faço, tem brasileiro (ainda bem) que convive bem fora e não perdeu os laços com o país, dou maior ponto a isso.

Mas nem tudo são flores, a brasileirada com crise identitária, que não sabe de que "nação é", existe. São personalidades em conflito extremo e isso enche a paciência, cansa, satura, a pessoa vai perdendo a paciência com eles com o tempo porque se vc não sofre desse problema, vc passa a ver essas pessoas como um "troço qualquer" ou "algo menor" (algo chato, inconveniente). E isso ocorre internamente também. Ou por que você acha que há "revisionistas" saudando a Alemanha nazi no país?

Tem uma parte que tá naquele conflito "sou alemão ou não" por ser descendente de alemães, mas o fenômeno não se resume a descendentes de alemães (grande parte é integrada ao país), tem com italianos e outros grupos. No Orkut se via isso direto (eu observava, eles acham que o povo não percebe esse conflito de identidade).

Como sou de um estado onde se dá valor se declarar parte do estado, a intolerância com esse tipo de comportamento é redobrada, triplicada, não tenho paciência mesmo com gente (brasileiro) desse tipo, os que sofrem do famoso "complexo de vira-latas", que não deixa de ser um complexo e problema de identidade nacional, é como eu vejo.

Roberto disse...

E sobre o cerco, no Orkut tinha gente que se aproximava da gente (o pessoal se agrupava em comunidades, então havia as comunas dos "revis" e as "anti") só porque não conseguiam rebater ou discutir com os ditos "revis" e gente pró-Palestina (ou crítico a Israel, dá no mesmo) e abusavam da "boa vontade" alheia.

Eu sei que criei tanto abuso desse pessoal que quando tocam no assunto Oriente Médio comigo, até hoje, eu me irrito fácil só de lembrar.

Mas aqui mesmo no blog houve cerco. Tinha gente que não comentava com o perfil normal e ficava cercando pra gente ir discutir com grupo A ou B "revi", o que é babaquice. Essas pessoas nem comentar com o perfil normal comentam e querem que a gente fique batendo boca por nada com um negócio que perdeu a "relevância" no país com o declínio do Orkut. O pior do cerco é o perfil político desse pessoal, eu sou de esquerda e em geral esse pessoal é tucano, e não preciso dizer como anda o "clima" político de quem é de esquerda com tucanos e afins (olavetes, eleitores de Bolsonaro etc). Não dá, o tempo fecha, esse pessoal é muito sectário e eu tb não vou endossar discurso de tucano.

"Ah, mas vc está radicalizando", em termos, quem começou com o radicalismo foi esse pessoal, estou no meu direito de não concordar com eles e não bater palmas pra esse pessoal. Se eles querem discutir com os "revis", fiquem à vontade, a rede é livre, mas ficar junto deles eu não fico, discuto por mim (por minhas convicções), com eles não. Se a parte conservadora-liberal do país quer radicalizar, vamos radicalizar, mas cada um na sua (de preferência).

João P. Santos disse...

entendo o que voce disse, porque a ideia que eu tinha era de que o problema era mais restrito a questões internas do país e pelo que voce narra o problema acontece até com brasileiros no exterior. Sobre o cerco, a gente também sofria no orkut com isto, principalmente em discussões do oriente médio.

Roberto disse...

João, infelizmente não é. O que eu não consigo de fato entender é o que esse pessoal fora, que tem essa postura (pois não é todo mundo obviamente, ainda bem), que manifesta esse comportamento, pensa.

Eles acham que a gente irá sofrer por eles? Eles acham que a gente tem que sentir o complexo que eles sentem em terem dificuldade em se aceitar como brasileiros (rejeitam o que não podem rejeitar a menos que ignorem o país por completo e esqueçam de onde saíram) ou por possuírem uma imagem do país totalmente confusa por algum complexo deles mesmos?

Eu sempre disse pra esse tipo de pessoa no Orkut que o problema deles não é de informação e sim psicológico (e afins), que os outros não são "divã" pra "ouvir" (sentido figurado, na web a gente mais lê que ouve) problema de personalidade dos outros. Que eles são muito sugestionáveis a qualquer ofensa, discurso virulento e afins. Em suma, é um problema desse pessoal, que aproveitei o post pra desabafar pois eu sinceramente não tenho mais paciência pra lidar com gente assim.

Roberto disse...

Sobre o cerco, que não deu pra comentar acima pois a coisa é longa e não dá pra citar A ou B. Já tive que dar uma de "advogado do diabo" defendendo "revis" por conta da paranoia desse pessoal. E ainda recebo escracho do outro lado tb, os extremos me "amam", rs.

Um veio acusar que os "revis" pregavam "revisionismo" (negacionismo) por dinheiro, repetindo aquele discurso vejista daquele doente/paranoico daquele Reinaldo Azevedo (ele é que era extremista de esquerda nos anos 80 ou antes metido num tal Libelu e agora quer posar de "democrata" quando não tem a mínima ideia do que seja uma democracia) de que quem defende posição "A" é pq recebe dinheiro do PT etc, o que criminaliza a política porque é um artifício muito baixo, apelação sem vergonha mesmo usarem a esmo esse tipo de ataque.

Eu disse que não, que muitos deles acreditam mesmo nessas coisas ou são fascistas (no sentido original do termo, ideológico, não o "fascista" usado como xingamento) e que defendem isso ideologicamente e politicamente. Se a gente discorda (e eu discordo) ou é contra (tb sou) são outros quinhentos, mas combate a isso se faz pelas ideias, se já partem pra apelação do ataque pessoal puro e simples é porque já acusaram o golpe.

E o pior, ainda fazem isso escondidos, fazendo pressão. Pra efeito de comparação, se puder, confira o Holocaust Controversies (blog) e veja que o povo discute o assunto lá abertamente, no Brasil esse pessoal se esconde. Os "revis" ficam nos guetos deles e outra parte mais alinhada a Israel fica "urubuzando" os blogs mas sem discutir nada, participar de coisa alguma. Quem fica no muro, na moita, não tem "muita" moral pra criticar A, B ou C.

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