Havia separado esse documentário pra colocar em post mas não estava achando (não estava em rascunho), achei que havia deixado em algum. Há muito tempo quero abordar "eugenia", se tem um assunto que deixa o "brasileiro mediano" com "coração palpitando" é esse tipo de assunto, porque os colégios/escolas não fazem, aparentemente, o "serviço direito" de ensinar biológia básica pra população, isso é algo bem notável nas pilhas de comentários absurdos, bizarros que o povo deixa em matérias sobre esse tema, nazismo, racismo e cia. O documentário abaixo aborda o surgimento da "pelagem branca" na humanidade (a "epiderme da discórdia", o "tom de pele"...), embora seja um documentário ainda superficial (em alguns pontos que poderia abordar), mas ainda assim achei com bom conteúdo didático sobre o tema, e excelente edição (com uso do que chamam agora de "IA", essa "computação gráfica automatizada" e outras coisas). Cheguei a assistir a maior parte do vídeo, podem assistir (como sugestão). A lista bibliográfica consta na descrição do vídeo (vou copiar praqui pra em caso de apagarem vídeo no Youtube o conteúdo não ser perdido).
Quando os humanos começaram a ter cores de pele diferentes? | Documentário Completo
https://www.youtube.com/watch?v=ulYWU5QMc2c
Bibliografia que consta na descrição do vídeo:
"FONTES PRINCIPAIS
Jablonski, N. G. & Chaplin, G. — "The evolution of human skin coloration" (Journal of Human Evolution, 2000)
Hublin, J.-J. et al. — Fósseis de Jebel Irhoud, Marrocos (Nature, 2017)
Mathieson, I. et al. — SLC24A5 e a seleção da pele clara em europeus (Nature, 2015)
Tishkoff, S. A. et al. — Diversidade genética da pigmentação em populações africanas (Science, 2017)
Pääbo, S. — Sequenciamento do genoma neandertal (Nature, 2010)
Chen, L. et al. — Ancestralidade neandertal em populações africanas (Cell, 2020)
Stringer, C. — Origem africana do Homo sapiens (Natural History Museum, Londres)
Pena, S. D. J. — "Retrato Molecular do Brasil" e crítica científica ao conceito de raça (UFMG)
Bortolini, M. C. — Genética evolutiva de populações ameríndias e brasileiras (UFRGS)
Neves, W. — Paleoantropologia e povoamento das Américas (USP, IEA)
Lahr, M. M. — Dispersão humana fora da África (Universidade de Cambridge / brasileira)"
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sábado, 8 de agosto de 2026
domingo, 13 de setembro de 2009
Humanidade Sem Raças? - Libelo contra o racismo
Livro sistematiza argumentos do geneticista Sergio Pena pela desracialização da humanidade
Por: Bernardo Esteves
O geneticista Sergio Pena, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é uma referência nacional na discussão da questão racial. Ele tem vindo a público com freqüência para mostrar como a visão da humanidade dividida em raças, cristalizada em parte da sociedade, é totalmente incompatível com as descobertas recentes da genética. Pena acaba de voltar a esse debate com o lançamento do livro Humanidade sem raças?
A obra, um verdadeiro manifesto contra o racismo, reúne os veementes argumentos do geneticista para combater a racialização da humanidade. Essa discussão não é novidade para os leitores de “Deriva Genética”, a coluna que o autor publica na segunda sexta-feira do mês na CH On-line – a denúncia da inexistência das raças do ponto de vista biológico é um tema recorrente em seus textos.
A novidade de Humanidade sem raças? é reunir os argumentos de Pena e sistematizá-los em um discurso coeso, além de trazer novas considerações e discussões detalhadas de vários exemplos históricos. O livro consolida o pensamento sobre a questão racial que o geneticista vem amadurecendo ao longo de anos, em suas colunas, artigos na imprensa e palestras pelo país afora.
Genealogia do racismo
Para levar a cabo seu raciocínio, Pena propõe retraçar uma genealogia do racismo – conceito que, assim como a própria noção de “raça” é uma construção humana relativamente recente. A divisão da humanidade em raças, explica ele, remonta ao início do século 18 – o naturalista sueco Carl Linnaeus I(1707-1778) foi o primeiro a propor tal classificação formal. Essa visão deu origem ao racismo científico no século 19, em que alguns cientistas condenaram a mistura das raças, o que culminou com a nefasta experiência da eugenia nazista no século 20.
Ao final da Segunda Guerra, continua o autor, surgiu um novo modelo, que propunha dividir a humanidade em populações. Embora partisse de premissas menos condenáveis, ele acabou perpetuando a ideologia do racismo ao se converter em um modelo “populacional de raças”. O problema persistia.
Pena propõe uma mudança de paradigma que permita superar essa visão, socialmente perniciosa e biologicamente equivocada. O autor é muito feliz ao mostrar como a única divisão da humanidade que a genética permite embasar é em seis bilhões de indivíduos. Ou “cada homem é uma raça”, como bem resumiu o escritor moçambicano Mia Couto, que Pena gosta de citar.
Sociedade desracializada
Lembrando a seu leitor que não há “natureza humana” fixa e preestabelecida, o geneticista convida-o a juntar-se a ele na luta pelo fim do racismo. “Devemos fazer todo esforço possível para construir uma sociedade desracializada, na qual a singularidade do indivíduo seja valorizada e celebrada e na qual exista a liberdade de assumir, por escolha individual, uma pluralidade de identidades”, conclama.
Humanidade sem raças? é um livro breve, com 63 páginas de texto, que pode ser lido de uma só sentada. É uma leitura contundente, que assume ares de dever cívico nas circunstâncias atuais. Num momento em que a discussão sobre as cotas raciais para universidades volta à esfera pública, os argumentos de Sergio Pena são essenciais para alimentar o debate sobre a questão racial no Brasil.
Livro: Humanidade Sem Raças?
Autor: Sergio D. J. Pena
Páginas: 72
Bernardo Esteves
Ciência Hoje On-line
Fonte: Instituto Ciência Hoje
http://cienciahoje.uol.com.br/resenhas/libelo-contra-o-racismo
Ver também:
Será que existem raças humanas? Investigadores do Instituto Gulbenkian respondem
Por: Bernardo Esteves
O geneticista Sergio Pena, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é uma referência nacional na discussão da questão racial. Ele tem vindo a público com freqüência para mostrar como a visão da humanidade dividida em raças, cristalizada em parte da sociedade, é totalmente incompatível com as descobertas recentes da genética. Pena acaba de voltar a esse debate com o lançamento do livro Humanidade sem raças?A obra, um verdadeiro manifesto contra o racismo, reúne os veementes argumentos do geneticista para combater a racialização da humanidade. Essa discussão não é novidade para os leitores de “Deriva Genética”, a coluna que o autor publica na segunda sexta-feira do mês na CH On-line – a denúncia da inexistência das raças do ponto de vista biológico é um tema recorrente em seus textos.
A novidade de Humanidade sem raças? é reunir os argumentos de Pena e sistematizá-los em um discurso coeso, além de trazer novas considerações e discussões detalhadas de vários exemplos históricos. O livro consolida o pensamento sobre a questão racial que o geneticista vem amadurecendo ao longo de anos, em suas colunas, artigos na imprensa e palestras pelo país afora.
Genealogia do racismo
Para levar a cabo seu raciocínio, Pena propõe retraçar uma genealogia do racismo – conceito que, assim como a própria noção de “raça” é uma construção humana relativamente recente. A divisão da humanidade em raças, explica ele, remonta ao início do século 18 – o naturalista sueco Carl Linnaeus I(1707-1778) foi o primeiro a propor tal classificação formal. Essa visão deu origem ao racismo científico no século 19, em que alguns cientistas condenaram a mistura das raças, o que culminou com a nefasta experiência da eugenia nazista no século 20.
Ao final da Segunda Guerra, continua o autor, surgiu um novo modelo, que propunha dividir a humanidade em populações. Embora partisse de premissas menos condenáveis, ele acabou perpetuando a ideologia do racismo ao se converter em um modelo “populacional de raças”. O problema persistia.
Pena propõe uma mudança de paradigma que permita superar essa visão, socialmente perniciosa e biologicamente equivocada. O autor é muito feliz ao mostrar como a única divisão da humanidade que a genética permite embasar é em seis bilhões de indivíduos. Ou “cada homem é uma raça”, como bem resumiu o escritor moçambicano Mia Couto, que Pena gosta de citar.
Sociedade desracializada
Lembrando a seu leitor que não há “natureza humana” fixa e preestabelecida, o geneticista convida-o a juntar-se a ele na luta pelo fim do racismo. “Devemos fazer todo esforço possível para construir uma sociedade desracializada, na qual a singularidade do indivíduo seja valorizada e celebrada e na qual exista a liberdade de assumir, por escolha individual, uma pluralidade de identidades”, conclama.
Humanidade sem raças? é um livro breve, com 63 páginas de texto, que pode ser lido de uma só sentada. É uma leitura contundente, que assume ares de dever cívico nas circunstâncias atuais. Num momento em que a discussão sobre as cotas raciais para universidades volta à esfera pública, os argumentos de Sergio Pena são essenciais para alimentar o debate sobre a questão racial no Brasil.
Livro: Humanidade Sem Raças?
Autor: Sergio D. J. Pena
Páginas: 72
Bernardo Esteves
Ciência Hoje On-line
Fonte: Instituto Ciência Hoje
http://cienciahoje.uol.com.br/resenhas/libelo-contra-o-racismo
Ver também:
Será que existem raças humanas? Investigadores do Instituto Gulbenkian respondem
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