sábado, 28 de julho de 2007

O Complô - A História Secreta dos Protocolos

O Complô — A História Secreta dos Protocolos
Por André Pereira


Tópico(Data: 09.02.2007): http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=295037&tid=2514806727378012743

"Última graphic novel escrita e desenhada pelo mestre Will Eisner (1917-2005) — e publicada apenas após sua morte —, O Complô — A História Secreta dos Protocolos dos Sábios do Sião foi lançado no Brasil pela Companhia das Letras (148 págs.). Eisner conta em quadrinhos a história de uma das mais famosas e persistentes falsificações do mundo contemporâneo, os Protocolos dos Sábios do Sião, um suposto dossiê que exporia um plano de líderes judaicos para dominar o mundo. O documento, na verdade, foi criado por agentes russos em Paris, no final do século 19 — plagiando descaradamente um livro de 1864 do francês Maurice Joly, O Diálogo no Inferno entre Maquiavel e Montesquieu —, para difamar os judeus. Embora delatado como fraude desde 1920 pelo Times de Londres, a obra continua a ser editada e citada para propósitos anti-semitas. Eisner pesquisou as informações sobre o complô durante anos para preparar sua obra. O próprio autor escreveu: “É meu desejo que, talvez, este trabalho fixe outro prego no caixão dessa fraude tenebrosa e vampiresca”.

A edição brasileira tem tradução de André Conti e introdução do italiano Umberto Eco.

O que já se disse:

“O Ministério Público de São Paulo fez, nesta terça-feira (17/1/06), uma operação de busca e apreensão em uma editora acusada da prática de neonazismo. Foram apreendidos 1.680 exemplares do livro Os Protocolos dos Sábios do Sião, da Editora Centauro.” (Claudio Julio Tognolli no site Consultor Jurídico)"
http://www.bravonline.com.br/noticias.php?id=2229

quarta-feira, 25 de julho de 2007

A História dos "Protocolos dos Sábios de Sião"

09.02.2007. Anti-semitismo; Os Protocolos dos Sábios de Sião
Tópico: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=295037&tid=2514806727378012743

"Adolf Hitler e seu Ministério da Propaganda usaram os "Protocolos" para justificar a necessidade do extermínio de judeus mais de 10 anos antes da Segunda Guerra Mundial.

O livro apócrifo "Os Protocolos dos Sábios de Sião" é uma fraude feita na Rússia pela Okhrana (polícia secreta do czar Nicolau II), que culpa os judeus pelos males do país. Ele foi publicado privadamente em 1897 e tornado público em 1905. É copiado de uma novela do século XIX (Biarritz, 1868) e afirma que uma cabala secreta judaica conspira para conquistar o mundo.

A base da história foi criada por um novelista anti-semita alemão chamado Hermann Goedsche, que usou o pseudônimo de Sir John Ratcliffe. Goedsche roubou a idéia de outro escritor, Maurice Joly, cujos "Diálogos no Inferno entre Maquiavel e Montesquieu" (1864) envolviam uma conspiração do inferno contra Napoleão III. A contribuição original de Goedsche consistiu na introdução dos judeus como os conspiradores para a conquista do mundo.

O Império Russo usou partes da tradução russa da novela de Goedsche, publicando-as separadamente como os "Protocolos", e afirmando que se tratava de atas autênticas de reuniões secretas de judeus. O seu propósito era político: reforçar a posição do czar Nicolau II, apresentando os seus oponentes como aliados de uma gigantesca conspiração para a conquista do mundo. O czar já via o "Manifesto Comunista" de Marx e Engels (de 1848) como uma ameaça. Como Marx era judeu de nascimento, apesar de não seguir a religião e de propor um regime político onde ela seria banida, a origem dele poderia ser usada para fundamentar a "ameaça judaica".

Os "Protocolos" são uma fraude de uma ficção plagiada. Eles foram denunciados como fraude em 1921 por Philip Graves, um correspondente do "London Times"; por Herman Bernstein em "The Truth About The Protocols of Zion: A Complete Exposure" (Ktav Publishing House, New York, 1971); e por Lucien Wolf em "The Jewish Bogey and the Forged Protocols of the Learned Elders of Zion" (Londres: Press Committee of the Jewish Board of Deputies, 1920).

"Os "Protocolos" foram publicados nos EUA num jornal de Michigan cujo proprietário era Henry Ford (o criador dos automóveis Ford), ele mesmo autor de um livro tremendamente anti-semita chamado "O Judeu Internacional". Mesmo após a sua denúncia como fraude, o jornal continuou a citar o documento.

Adolf Hitler e seu Ministério da Propaganda usaram os "Protocolos" para justificar a necessidade do extermínio de judeus mais de 10 anos antes da Segunda Guerra Mundial. Segundo a retórica nazista, a conquista do mundo pelos judeus, descoberta pelos russos em 1897, estava obviamente sendo levada a cabo 33 anos depois.

Os "Protocolos" continuam a enganar pessoas e ainda são citados por indivíduos e grupos racistas, supremacistas brancos, nazistas e neo-nazistas como a causa dos males dos povos, quer estejam sob governos democráticos, ditatoriais, de esquerda, de direita, teocráticos ou de qualquer outro regime.

Os "Protocolos" foram publicados em várias línguas, inclusive português, espanhol, inglês, russo, vários idiomas da Europa Oriental, árabe, línguas asiáticas, etc. Enquanto Hitler os usou para "provar" que os judeus eram culpados pela Revolução Comunista na Rússia em 1917, os neo-nazistas russos e os nacionalistas-comunistas russos os usam atualmente para provar que os judeus são os responsáveis pela queda do comunismo e pela democratização do país.

O texto falso, a fraude feita por um governo imperial decadente e cruel com seu próprio povo, é tão convincente que, passados mais de 100 anos, ainda é apresentado como uma das maiores revelações que todo bom racista deveria conhecer.

"Pequena crononologia dos "Protocolos"

1848 "Manifesto Comunista".1864 "Diálogos no Inferno entre Maquiavel e Montesquieu" contra Napoleão III.
1868 Herman Goedsche reescreve os diálogos e troca os conspiradores por judeus.
1897 A Okhrana publica os "Protocolos" de forma restrita na Rússia.
1905 Os "Protocolos" são publicados na Rússia.
1917 Revolução Russa.1920 Denunciados pela primeira vez em Londres.
1921 Denunciados pela segunda vez em Nova Iorque.1923 Hitler escreve "Mein Kampf" ["Minha Luta"] na prisão.
1971 Trabalho completo sobre os "Protocolos" publicado em Nova Iorque.
1994 Começa a tradução e divulgação dos "Protocolos" pela internet em várias línguas.
2000 Grupos de extrema-direita e extrema-esquerda, além dos países árabes, usam os "Protocolos" para justificar seu ódio aos judeus para fins políticos.

Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, julho de 2002
http://www.beth-shalom.com.br/artigos/protocolos.shtml

terça-feira, 17 de julho de 2007

Judenzählung, 1916

28/09/04. Judenzählung, 1916.
Tópico: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=295037&tid=2216046

Um dos mitos da ideologia nacional-socialista dizia que os judeus alemães não lutaram pelo seu paísdurante a Primeira Guerra Mundial.

Dos cerca de 500 mil judeus alemães da época, cercade 100 mil participaram eram soldados, dos quaiscerca de 10 mil morreram lutando pela Reichswehr(o Exército Alemão).

Apesar disso, em 1916 os anti-semitas nacionalistasdas forças armadas alemãs empreenderam uma "contagemde judeus" (Judenzählung) de todos os escalões das forças armadas, desde os soldados até os líderes militares, para tentar classificar os militares judeus alemães como "soldados inferiores" ou como covardes que evitavam o front para ficar na retaguarda.

A contagem demonstrou que os judeus alemães eram tão patriotas quanto os não-judeus. Mas, por motivos óbvios,o resultado nunca foi publicado.Os judeus alemães foram humilhados, tanto no front quanto no regresso aos seus lares, já que eles foramresponsabilizados pela derrota de seu país.

Parte 2
http://www.historiker.de/projekte/hdbg/kriegsgraeber/english/einleitung.htm

"Already at the outbreak of the war - especially in Prussia - many officials had reservations against Jews, a fact that was visible in their promotion procedures. Only during the second half of the war, when even the strictest anti-semite must have realised that a Jew was as good a soldier as a Christian (if not a better one!) were promotions handled in a fairer manner.This fact provoked the hatred of anti-semites who were to be found in nationalistic circles as well as in parts of the military leadership, especially in the Prussian Ministry of War. They prepared to deal the Jewish soldiers of all ranks - from private to highest officer - a first mean blow. The notorious "count of Jews" (Judenzählung) was implemented in 1916.The aim of this action was to classify the Jewish soldiers as inferior, those who would not be found in the field but in the back area, those who tried to avoid the dangerous fight at the front line. This count was the beginning of a terrible sufferings of the German soldiers of Jewish faith: they had the feeling that a stigma had been left on them, and fell they into dispair and mistrust. "

Ricardo: 04/10/04. Os Judeus na 1a Guerra mundial lutaram de todos os lados, tanto pela Alemanha, como França, Inglaterra, Russia, Imp Austro Hungaro, etc. Houveram casos comprovados de judeus matando judeus por defenderem países opostos. Meus 4 bisavós lutaram pelo lado da Alemanha na 1a Guerra sendo que um deles era Major, ganhou a Cruz de Ferro exclusiva para soldados gravemente feridos. Em 36 ao mesmo tempo em que era proibido de exercer sua profissão, tinha seus bens confiscados e todas outras sanções que haviam contra os judeus, recebeu uma homenagem que foi feita a todos veteranos de guerra do seu nível. Meu avô tem até hoje guardado uma carta do governo nazista agrdecendo a ele por seus seviços prestados a nação na 1a Guerra. 2 anos depois ele foi enviado a Dachau.Já na 2a Guerra a história era bem diferente. Qualquer pessoa com pelo menos 1 dos 4 avós judeus era assim considerado e não tinha a menor chance. Houveram raríssimas exeções, onde alemães que tinham apenas 1 avô semita e não se consideravam nem um pouco judeus eram poupados. Normalmente porque tinham alguma alta qualificação dificil de ser substituida ou tinham costas quentes. Em alguns casos, de cientistas e até esportistas de alto nível que eram 100% judeus foi oferecido assinar um termo de renúncia a fé judaica e assim poder prestar ao Reich. Einstein foi um dos convidados. Desconheço qualquer caso de alguem que o tenha aceito.

04/10/04. Helmut Shmidt. O caso mais famoso de soldado "judeu" da Wermarcht foi o do ex chanceler Helmut Schmidt. Ele nasceu como bastardo, fruto de um romance de dois adolecentes judeus. Devido ao escândalo que foi na época, o bebê (Shmidt) foi entregue para adoção em uma família Cristã.Sua origem biológica sempre foi um segredo para qualquer um de fora da sua família (ele sempre soube). E na 2a Guerra serviu no exército alemão como todo jovem em idade militar, mas os Nazis desconheciam sua verdadeira origem e ele obviamente guradou esse segredo que significaria a perda de sua vida se desvendado. Mesmo após a guerra continuou ocultando suas origens pois isso provavelmente teria inviabilizado sua carreira política no pós Guerra, onde no final dos anos 70 chegou ao mais alto posto político na Alemanha (Cahnceler que equivale a 1o ministro). Só após vários anos depois de aposentado ele escreveu sua auto-biografia, revelando ao mundo esses fatos, inclusive a identidade de seus país biológicos. Quem me contou essa história foi meu avô, que se surprendeu o ler esse livro ver o nome do seu pai como o do adolecente pai de Helmut. Ou seja são meio irmãos e ele seria meu meio tio avô. Foi enviada uma carta ele, que confirmou o parentesco, mas educadamente deixou claro que não havia o menor interesse em conhecer pessoalmente seus parentes judeus no Brasil.

Cartaz da Federação de Soldados Judeus do Front Alemão (RjF) da Primeira Guerra Mundial:
http://www.dhm.de/lemo/objekte/pict/d2942779/index.jpg

Durante a Primeira Guerra, cerca de 100 mil soldados judeus lutaram pela Alemanha, cerca de 78 mil soldados judeus lutaram na linha de frente, 12 mil morreram na guerra e 30 mil foram condecorados por bravura.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Holocausto na Romênia

Tópico:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=295037&tid=8717936

09/03/05. Romênia
O estudo da historiadora Krista Zach, publicado em Wolfgang Benz et al, Dimensionen des Völkermords, distingue entre as vítimas das seguintes partes da Romênia (tradução de Roberto Muehlenkamp):

1. Noroeste da Transilvânia, anexado pela Hungria em 1940 - população judaica em 1941: 151.125; vítimas: 90.295

2. Norte da Bukovina, Bessarábia e distrito Hertha, territórios anexados pela União Soviética em 1940 e recuperados pelos romenos durante a invasão alemã da invasão soviética em 1941 - população judaica em 1941, 126.000; vítimas: 103.919

3. Resto do país - população judaica em 1941: 315.293; vítimas: 17.000, das quais 7.000 em motins populares (pogroms) e outros massacres e 10,000 vítimas da deportação.

10/03/05. A Romênia era um dos países mais antissemitas da Europa e com o advento da Segunda Guerra, a perseguição aos judeus aumentou, culminando com o assassinato em massa. As tropas nacionais competiam com os Einsatzgruppen no assassinato brutal de judeus, aniquilando praticamente metade da população judaica romena que, antes da guerra, era formada por cerca de 760.000 pessoas.

Durante a década de 30, a depressão econômica favoreceu a propaganda que retratava os judeus como parasitas do Estado. Leis restritivas de direitos, ao estilo das Leis de Nuremberg, despojaram os judeus de seus direitos civis. Em janeiro de 1941, os partidários da Guarda de Ferro entraram no bairro judeu de Bucareste e atearam fogo em casas, lojas e sinagogas. Milhares de judeus foram espancados e torturados. Alguns foram conduzidos a um abatedouro e assassinados de acordo com as práticas religiosas judaicas para sacrifício de animais. Os cadáveres foram pendurados em ganchos e exibidos com placas que diziam "Carne Kosher".

A invasão alemã da URSS provocou mais perseguições. Nas províncias recuperadas de Bessarábia e Bucovina, mais de 250.000 judeus foram mortos em execuções em massa, por afogamento ou por inanição e doenças nos campos de trabalho e nos guetos. Durante a invasão de Odessa, Ion Antonescu, o ditador da Romênia, ordenou a execução de mais de 35.000 judeus da cidade. Os Einsatzgruppen chegaram a se queixar do "entusiasmo assassino indisciplinado" dos solados romenos, especialmente no que se refere ao abandono dos cadáveres.

10/03/05. Massacre de Iasi, Romênia. Os judeus foram massacrados e largados na rua, e uma multidão de romenos se juntou para roubar as roupas e sapatos dos corpos no chão. Até os nazistas ficaram horrorizados. As cenas foram descritas pelo correspondente de guerra italiano Curzio Malaparte, em 1941, responsabilizando o governo romeno, naquele que foi considerado um dos primeiros relatos escritos do Holocausto. É triste como os nossos integralistas prestam homenagem à Guarda de Ferro:

http://www.anauefoz.hpg.ig.com.br/textos_diversos/codreanu.htm
[http://www.anauefoz.hpg.ig.com.br/textos_diversos/codreanu.htm]

====================================================

“Nossa Estirpe não viveu pelos milhões de escravos que dobraram a espinha sobre o jugo estrangeiro, mas por Horia, por Avram Iancu, por Tudor, por Iancu Jianu, por todos os “haiducs”(revolucionários do tempo da Independência da Romênia) que não se submeteram ao jugo estrangeiro, mas que puseram ao ombro o fuzil e subiram pelos caminhos das montanhas, levando com eles a Honra e a chama da Liberdade”.

“Através deles é que falou a Estirpe, não através de maiorias vis ou respeitáveis”.

“Eles vencem e morrem; é indiferente. Pois quando morrem, a Raça inteira vive de sua morte e se honra com sua honra. Eles brilham na história como imagens de ouro que encontrando-se nas alturas são batidas pelos últimos raios de sol no crepúsculo, enquanto nas baixas planícies, embora sejam tão grandes e numerosas como se queira, se estende à obscuridade do esquecimento e da morte”.

“Pertencem à História Nacional não os que viveram sacrificando a norma de vida da Raça, mas os que, se vivem ou se não, a mantém”.

(Cornéliu Zelea Codreanu, in “Guardia de Hierro”, Ediciones BAU – Barcelona, 1975 - 3ª Edição, pág. 80)
========================================================

11/03/05. "Os romenos acusavam os judeus de espionagem para os russos. Os boatos de que os judeus de Iasi haviam sinalizado para aviões soviéticos provocaram um pogrom violentíssimo em 27 de junho de 1941. Os judeus foram assassinados em suas próprias casas e mais de 5000 foram presos e obrigados a caminhar em um verdadeiro corredor polonês até a estação. Os algozes deferiam golpes indiscriminadamente em mulheres, homens e crianças e os que caíam eram imediatamente mortos com um tiro pela polícia local. Na estação, os judeus foram despojados dos bens e trancados nos vagões. O destino dos trens é mais do que conhecido por nós. "

sábado, 7 de julho de 2007

Os eufemismos nazistas

Tópico: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=295037&tid=8169425

Os eufemismos nazistas desempenhavam uma importante função na desumanização do processo do Holocausto, bem como no convencimento das populações. Desde o começo, Hittler falou da necessidade de "purificação" e "limpeza" para livrar o Reich da "praga judia" e "desinfectar" a Alemanha do "bacilo judeu". Nos últimos anos da guerra, a questão judaica foi resolvida com a "solução final" (Endlösung), um eufemismo para o extermínio em massa. Usando termos como "eutanásia" e "morte piedosa", mascaravam o assassinato de inválidos - considerados não merecedores da vida.

Estes assassinatos tinham como finalidade razões sociais e não aliviar o sofrimento das vítimas, como pregado pelos nazistas. O "tratamento especial" (Sonderbehandlung) significava morte por gás. Os eufemismos eram utilizados nas "colônias de férias" (leia-se campos de extermínio) e para fazer referência a massacres realizados pelo Einsatzkommando. Ao invés de matar ou assassinar, expressões como "ação especial", "evacuação" e "assentamento" ocultavam os verdadeiros objetivos dos nazistas. "Custódia preventiva" (Schutzhaft) de inimigos significava prisão sem julgamento e por tempo indeterminado. "Distrito de residência judaica" (Jüdischer Wohnbezirk) era usado no lugar de gueto.

O leste e a "região de assentamento judaico" (Jüdischer Siedlungsgebiet) eram eufemismos para se referirem aos centros de extermínio na Polônia, da mesma forma como os campos de trabalho ou de prisioneiros de guerra. Ao entrarem em Auschwitz, os prisioneiros de guerra eram recebidos com a irônica frase "O trabalho liberta" (Arbeit macht frei). Dentro dos campos, as câmaras de gás e os fornos crematórios recebiam os nomes de "casa de banho" (Badeanstalten) e "instalações especiais" (Spezialeinrichtungen).
******
Sonderwagen (veículos de gaseamento homicida) e as Sonderaktionen (ações especiais), mencionadas no diário do médico de Auschwitz, Dr. SS Johann Paul Kremer:

http://www1.jur.uva.nl/junsv/Excerpts/Kremer003.htm[http://www1.jur.uva.nl/junsv/Excerpts/Kremer003.htm[http://www1.jur.uva.nl/junsv/Excerpts/Kremer003.htm]

Texto em alemão: «Zum 1. Male draußen um 3 Uhr früh bei einer Sonderaktion zugegen. Im Vergleich hierzu erscheint mir das Dante'sche Inferno fast wie eine Komödie. Umsonst wird Auschwitz nicht das Lager der Vernichtung genannt!»

Tradução:«Hoje às 3 da manhã [estive] pela primeira vez presente numa ação especial lá fora. Em comparação com aquilo o Inferno de Dante parece-me quase uma comédia. Não é por nada que chamam Auschwitz o campo da destruição!»

Texto em alemão: «Heute mittag bei einer Sonderaktion aus dem F.K.L. („Muselmänner"): das Schrecklichste der Schrecken. Hschf. Thilo - Truppenarzt - hat Recht, wenn er mir heute sagte, wir befänden uns am anus mundi.»

Tradução: «Hoje ao meio dia numa ação especial do campo de concentração de mulheres (“muçulmanos”): o mais horrível dos horrores. O Hauptscharführer Thilo – médico da tropa – tem razão quando me disse hoje que nos encontramos no anus mundi.»

Pouco depois da guerra, o Dr. Kremer testemunhou sobre seu diário, numa audiência de 18/07/1947 em Cracóvia(Polônia), como pode ser encontrado na página 258 do livro "The Good Old Days: The Holocaust as Seen by Its Perpetrators and Bystanders", de Ernst Klee et al., publicado em 1991:

"Particularly unpleasant was the gassing of the emaciated women from the women's camp, who were generally known as 'Muslims'. I remember I once took part in the gassing of one of these groups of women. I cannot say how big the group was. When I got close to the bunker [I saw] them sitting on the ground. They were still clothed. As they were wearing worn-out camp clothing they were not left in the undressing hut but made to undress in the open air. I concluded from the behaviour of these women that they had no doubt what fate awaited them, as they begged and pleaded to the SS men to spare them their lives. However, they were herded into the gas chambers and gassed. As an anatomist I have seen a lot of terrible things: I had had a lot of experience with dead bodies, and yet what I saw that day was like nothing I had ever seen before. Still completely shocked by what I had seen I wrote in my diary on 5 September 1942: 'The most dreadful of horrors. Hauptscharführer Thilo was right when he said to me today that this is the anus mundi', the anal orifice of the world. I used this image because I could not imagine anything more disgusting and horrific." (publicado em 24/02/05).

Tradução: "Particularmente desagradável foi o gaseamento de mulheres esqueléticas do campo feminino, que eram geralmente conhecidas como "Muçulmanas". Eu me lembro que uma vez eu participei do gaseamento de um desses grupos de mulheres. Não posso dizer quão grande era o grupo. Quando eu cheguei perto do bunker, as [vi] sentadas no chão. Elas ainda estavam vestidas. Como elas elas estavam usando roupas surradas, elas não foram deixadas na cabana de despir, mas fizeram-nas despir-se ao ar livre. Eu concluí pelo comportamento dessas mulheres que elas não tinham dúvida sobre o destino que as aguardava, uma vez que elas imploravam e suplicavam aos homens SS que poupassem suas vidas. Entretanto, elas foram arrebanhadas para dentro das câmaras de gás e gaseadas. Como um anatomista eu tenho visto um monte de coisas horríveis: eu tenho tido muita experiência com cadáveres, e ainda assim o que vi naquele dia foi como nada que eu tivesse visto antes. Ainda completamente chocado pelo que eu tinha visto eu escrevi no meu diário em 5 de setembro de 1942: "o mais terrível dos horrores. O Sargento-Mestre Thilo estava certo quando ele me disse que este era o anus mundi.", o orifício anal do mundo. Eu usei essa imagem porque eu não pude imaginar nada mais nojento e terrível (publicado em 11/03/05).

Cronologia: 11, 12 e 13 de março

Tópico: 11, 12 e 13 de março; 11/03/05
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=295037&tid=8803483

11 de Março de 1939: a Hungria decreta uma lei permitindo o estabelecimento do Sistema de Serviço de Trabalho Húngaro (Munkaszolgálat). Sob a lei, judeus em idade militar serão empregados em trabalho de construção, mineração e fortificação para os militares.

12 de março de 1941: Wolf Finkelstein, de trinta e oito anos, é morto com um tiro entre o coração e os pulmões por um sentinela alemão no Gueto de Lódz (Polônia).

13 de março de 1941: É fundada uma organização colaboracionista belga, "Amis du Grand Reich Allemand" (Amigos do Grande Reich Alemão).13 de março de 1943: um atentado a bomba contra Hitler, mas os explosivos disfarçados pelo General Henning von Tresckow em garrafas de vinho falham ao explodir no avião pessoal de Hitler.

13 de março de 1943: A SS estabelece a Ostindustrie GmbH (Indústria do Leste, Inc.) na Polônia para organizar e explorar o trabalho escravo dentro e nas redondezas de Lublin. O projeto é supervisionado por Odilo Globocnik.

12 de Março de 1945: o chefe da SS, Heinrich Himmler e seu médico pessoal, Dr. Felix Kersten, assinam o Acordo Himmler-Kersten, que determinam o tratamento dos campos de concentração enquanto as tropas aliadas se aproximam. Notavelmente, o documento pede um fim à matança de prisioneiros judeus.

Fonte: http://www.holocaustchronicle.org/

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Backup de tópicos

Tópico:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=295037&tid=8583660
Tour virtual de Auschwitz
Disponível através do link: http://www.remember.org/auschwitz/[http://www.remember.org/auschwitz/[http://www.remember.org/auschwitz/]
Marcelo Oliveira

Ele abre também em flash: http://www.remember.org/auschwitz/aus.php[http://www.remember.org/auschwitz/aus.php[http://www.remember.org/auschwitz/aus.php]
Mas em Quicktime parece ter um pouco mais de qualidade e rapidez.

Testando

Blog pra servir de backup da comunidade 'O Holocausto' no Orkut.
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=295037








Definição: genocídio executado pelo regime Nazista contra minorias étnico-religiosas, deficientes, homossexuais e opositores políticos(ao nazismo)através de perseguição e extermínio sistemático. O regime Nazista é responsável por crimes contra a humanidade.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Ocorreu um erro neste gadget