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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Skinheads suspeitos de matar menor de idade no Rio

São Gonçalo: Polícia procura quarto suspeito de matar adolescente

A Polícia Civil está à procura de uma quarta pessoa suspeita de envolvimento na morte do Estudante o jovem Alexandre Thomé Ivo Rajão, de 14 anos – encontrado com sinais de asfixia e espancamento, na manhã da última segunda-feira, em São Gonçalo. O titular da 72ª DP (Mutuá), Geraldo Assed, pediu ainda a quebra do sigilo telefônico dos três jovens já presos. O objetivo é saber onde exatamente estavam os acusados na hora do crime. O eletricista Allan Siqueira de Freitas, de 22 anos e de seus amigos, o açougueiro André Luiz Mocarge, de 23, e do brigadista de incêndio Eric DeBruim, de 22, foram apresentados pela polícia, na manhã de ontem. Eles foram indiciados por homicídio qualificado e homofobia.

Familiares dos três acusados compareceram à delegacia, na manhã de quinta-feira e negaram qualquer envolvimento dos jovens com o crime.

O tio de André, Jorge da Cruz, de 54 anos, contou que seu sobrinho havia chegado em casa por volta das 20h30m do último domingo e não saiu mais.

— Ele chegou depois do jogo Brasil e Costa do Marfim, contou que houve uma confusão e que por isso veio para casa. Ele estava usando o MSN e depois dormiu. Pela manhã, foi preso. Ele não tem nada a ver com esse crime — desabafou.

Já a advogada de Allan, Kelli Vanessa, afirma que seu cliente não tem qualquer contato com grupos classificados como skinheads ou neonazistas. E que Allan também não está envolvido na morte do estudante. Ela disse que a denúncia que originou a prisão dos três jovens partiu de uma jovem com problemas psicológicos.

— Houve, sim, uma briga que envolveu a irmã do Allan e ele foi tomar satisfações. Não passou disso. Ele disse que simpatizou quando adolescente com a filosofia skinhead, mas que foi uma coisa de adolescente. Eu simpatizo com gays e não sou homossexual por causa disso — disse.

Segundo o delegado, apesar das investigações estarem em curso, estão bem adiantadas.

— Recebemos declarações de amigos da vítima de que esses rapazes pregam o ódio a homossexuais, mas ainda investigamos se realmente existe um grupo ou uma base de skinheads em São Gonçalo. Mas não temos dúvidas de que o motivo do crime foi homofobia. Um amigo da vítima foi agredido pelos três e Alexandre seguiu em sua defesa. Mais tarde, por volta da 1h da madrugada, o carro de Eric foi visto. Os amigos pediram para Alexandre não sair da casa já que viram um Corsa branco. Ele preferiu ir para casa e depois de passar pelo veículo, não foi mais visto, sendo encontrado somente na segunda-feira pela manhã em um terreno baldio — explicou o delegado.

Fonte: ExtraOnline
http://extra.globo.com/geral/casodepolicia/posts/2010/06/24/sao-goncalo-policia-procura-quarto-suspeito-de-matar-adolescente-303047.asp
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Polícia quer quebra de sigilo telefônico de suspeitos de matar jovem no RJ

Objetivo é tentar rastrear o local onde eles estavam no momento do crime.
Alexandre, de 14 anos, foi assassinado em São Gonçalo, na segunda (21).
Do G1 RJ

A Polícia Civil informou nesta quinta-feira (24) que vai pedir a quebra do sigilo telefônico de três suspeitos de matar o adolescente Alexandre Thomé Ivo Rajão, de 14 anos, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Segundo os agentes, o objetivo é tentar rastrear o local onde eles estavam no momento em que o rapaz desapareceu até a hora em que foi morto.

Segundo o delegado Geraldo Assed Estefan, da 72ª DP, em depoimento, o grupo de amigos negou participação no crime. Na quarta-feira (23), a Justiça decretou a prisão temporária dos três rapazes. Eles foram levados na tarde desta segunda para a carceragem da Polinter, em Neves, também em São Gonçalo.

Matéria continua no link:
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2010/06/policia-quer-quebra-de-sigilo-telefonico-de-suspeitos-de-matar-jovem-no-rj.html
Fonte: G1
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Polícia procura mais um suspeito de torturar e matar estudante em São Gonçalo
Isabel Boechat - Extra

RIO - A polícia está à procura do quarto envolvido no assassinato de Alexandre Thomé Ivo Rajão, de 14 anos, que foi encontrado morto na última segunda-feira num terreno baldio em São Gonçalo. O delegado titular da 72 DP (Mutuá), Geraldo Assef, disse que vai pedir a quebra do sigilo telefônico dos três acusados que estão presos, para descobrir onde eles estavam na hora em que o adolescente desapareceu.

O eletricista Allan Siqueira de Freitas, Eric DeBruim, ambos de 22 anos, e o açougueiro André Luiz Marcoge da Cruz, de 23, foram apresentados nesta quinta-feira na delegacia. Os três negam as acusações. Segundo o delegado, os acusados teriam cometido o crime por homofobia. Assef investiga ainda se os jovens fazem parte de um grupo de skinheads (simpatizantes de ideias nazistas com preconceito contra judeus, homossexuais e negros).

- Recebemos declarações de amigos da vítima de que esses rapazes pregam o ódio a homossexuais, mas ainda investigamos se realmente existe um grupo ou uma base de skinheads em São Gonçalo. Mas não temos dúvidas de que o motivo do crime foi homofobia. Um amigo da vítima foi agredido pelos três e Alexandre seguiu em sua defesa. Mais tarde, por volta da 1h da madrugada, o carro de Eric foi visto. Os amigos pediram para Alexandre não sair da casa já que viram um Corsa branco. Ele preferiu ir para casa e depois de passar pelo veículo, não foi mais visto, sendo encontrado somente na segunda-feira pela manhã em um terreno baldio - explicou o delegado.

Matéria continua no link:
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/06/24/policia-procura-mais-um-suspeito-de-torturar-matar-estudante-em-sao-goncalo-916968997.asp
Fonte: O Globo
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‘Skinhead vai pegar você’

“Tome cuidado onde você for e com o que for falar. Estou atrás de você”. Essa foi a ameaça recebida pela testemunha-chave do inquérito que a apura o assassinato do estudante Alexandre Thomé Ivo Rajão, 14, espancando até a morte por um grupo Skinhead no bairro Califórnia, em São Gonçalo, no último dia 21.

A jovem, de 19 anos, seguia para a sua residência em Alcântara, no último sábado, quando foi abordada por um homem suspeito de liderar um dos principais clãs de culto à ideologia neonazista em São Gonçalo, identificado pela polícia como Tiago Oitenta. Ele estava em um carro prata e seguiu jovem até a porta de casa. Com medo de ser mais uma vítima dos “carecas” ou “cabeças raspadas” no município, ela denunciou a ameaça na 72ª DP (Mutuá), na tarde de ontem, e solicitou proteção à Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Ontem, o governador Sérgio Cabral determinou que a Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos acompanhasse o caso de perto.

O delegado titular da 72ª DP, Geraldo Assed Stefan, instaurou inquérito para apurar o caso. Agentes do Núcleo de Homicídios da distrital também investigam a participação de Tiago Oitenta na morte de Alexandre. O acusado pode responder por coação no curso do processo e formação de quadrilha.

Matéria continua no link:
http://www.osaogoncalo.com.br/site/pol%C3%ADcia/2010/7/1/14266/%E2%80%98skinhead+vai+pegar+voc%C3%AA%E2%80%99
Fonte: O São Gonçalo Online

Mais infos:
http://www.osaogoncalo.com.br/site/pol%C3%ADcia/2010/6/25/14011/por+que+tanta+covardia+%E2%80%99+
http://www.osaogoncalo.com.br/site/pol%C3%ADcia/2010/6/24/13980/crime+com+a+marca+do+%C3%B3dio+e+da+intoler%C3%A2ncia+em+s%C3%A3o+gon%C3%A7alo
http://www.band.com.br/jornalismo/cidades/conteudo.asp?ID=320019
http://jornal.ofluminense.com.br/editorias/policia/policia-monitoram-tres-grupos-de-skinheads-que-estariam-atuando-em-sao-goncalo
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/policia+vai+ouvir+mais+uma+testemunha+da+morte+de+jovem+em+sao+goncalo/n1237679047434.html

terça-feira, 20 de abril de 2010

A Parafernália do Ódio

O rastro de ódio e racismo difundido pela direita radical.

Grupos de extrema-direita retomam força nos EUA no governo Obama

Ideologias ultraconservadoras voltaram a ganhar terreno nos Estados Unidos após a eleição de Barack Obama como primeiro presidente negro do país, em um movimento que analistas identificam como uma reação raivosa de parte dos norte-americanos à crise econômica, às políticas liberais do domocrata e às alterações demográficas que afetam a região.

De acordo com um relatório recente da organização de defesa dos direitos humanos Southern Poverty Law Center (SPLC), as três grandes alas da direita radical (os chamados grupos de ódio, grupos nativistas extremistas e organizações patriotas) cresceram juntas mais do que 40% no último ano, atingindo a marca de 1.753 agrupações organizadas.

A primeira categoria, os chamados grupos de ódio, se refere às agremiações que proclamam de alguma maneira a inferioridade de um determinado grupo que eles enxergam como diferente. Os alvos mais frequentes dos grupos de ódio são os negros, os judeus, os homossexuais e os imigrantes; em geral, compartilham a crença na superioridade do homem branco protestante (veja tabela abaixo).

Segundo os dados do relatório do SPLC, o número de grupos de ódio cresceu 55% na última década, atingindo a marca de 932 organizações ativas, distribuídas por todo o território dos Estados Unidos, como mostra o mapa abaixo.

Mapa da distribuição atual dos grupos de ódio no território dos Estados Unidos
Os chamados "hate groups" são agremiações de extrema-direita com ideologias que combinam racismo, xenofobia e homofobia (mais detalhes na tabela que aparece ao final do texto). Passe o mouse para conhecer o número exato de grupos de ódio em cada Estado, segundo o SPLC

A segunda grande ala, os nativistas extremistas, contempla os grupos que vão além da discussão sobre políticas públicas e enfrentam abertamente os imigrantes, segundo a definição apresentada no relatório. Em um ano, o número de células com essas características cresceu de 173 para 309.

No entanto, o maior aumento se deu entre os chamados grupos patriotas, que saltaram 244% desde que Obama tomou posse. Essas organizações acreditam que lhes cabe a tarefa de proteger a sociedade civil dos planos secretos do governo, e alimentam teorias conspiratórias a esse respeito.

Uma dessas teorias – que ganhou repercussão com o jornalista Glenn Beck, da Fox News – prega que o governo Obama estaria organizando campos de detenção secretos para eventualmente prender os cidadãos e impor uma “nova ordem mundial” de caráter totalitário. Uma outra preocupação dos grupos patriotas é a suposta ameaça dos mexicanos, que estariam organizando secretamente “la reconquista” dos territórios tomados na formação dos Estados Unidos.

Essas teorias conspiratórias seriam apenas histórias extravagantes se não fosse o elemento paramilitar desses grupos, as milícias armadas, cuja função seria “defender” os cidadãos do governo. Dos 512 grupos patriotas ativos, 127 são milícias, segundo o SPLC.

Site da "white boy society", exemplo de grupo nacionalista branco nos EUA, destaca suposta porcentagem de brancos no mundo. Grupo defende a tarefa de construir países "100% brancos"

Descontando a frustração no "outro"
Os organizadores do levantamento explicam que tais agrupamentos ganharam força com a frustração, amplamente difundida, “com as mudanças demográficas no país, o aumento da dívida pública, a problemática economia e a sequência de medidas promovidas pelo presidente Obama tachadas de ‘socialistas’ ou ‘fascistas’ por seus oponentes”.

Na prática, esses grupos são compostos de cidadãos brancos que reivindicam a herança do que eles classificam como valores tradicionais perdidos pela América e culpam o elemento “diferente” – negros, judeus, gays e os imigrantes – por todos os problemas que o país enfrenta.

O organizador da pesquisa, Mark Potok, apontou em entrevista coletiva veiculada pelo site do SPLC que, nesse contexto, a explosão de novos grupos extremistas durante o primeiro ano de governo Obama não é coincidência.

“O presidente é um homem negro”, destaca o pesquisador, lembrando que foram descobertos diversos planos para assassinar o líder político desde a noite em que foi nomeado como candidato do partido democrata, em 2008. “A maioria dos casos de terrorismo doméstico está vinculada com a figura de Obama.”

A crise econômica e a alteração do perfil demográfico dos Estados Unidos - que tem cada vez mais latinos em sua população - forneceram combustível para o preconceito e para as teorias conspiratórias dessas alas de ultradireita.

“[Os grupos de ultradireita] não são o fim da nossa democracia, mas essa é uma coisa que deve ser levada a sério, é um movimento que deve ser considerado”, conclui o pesquisador.

Análise do SPLC identifica 12 grandes agrupações de ódio direitistas

Antigays | São grupos que se opõem a direitos iguais para homossexuais; ganharam mais poder nas últimas três décadas.



Anti-imigrantes | Os xenófobos estão entre os grupos de direita mais violentos dos EUA; proliferaram na década de 1990.



Catolicismo tradicional radical | Talvez o maior grupo antisemita norte-americano; é rejeitado pelo Vaticano.



Identidade Cristã | Teologia racista e antisemita; ganhou influência na década de 1980.




Ku Klux Klan | Com uma longa história de violência, é o mais famoso – e mais velho – grupo extremista norte-americano. Embora os negros sejam seu alvo principal, também ataca judeus, imigrantes, gays e, até recentemente, católicos.



Nacionalistas brancos | Alegam a inferioridade dos grupos não-brancos. Outros grupos extremistas, como skinheads, racistas e neonazistas, compartilham dessa ideologia.



Negação do Holocausto | Negam ou minimizam a importância do genocídio metódico de judeus realizado pelos nazistas. Frequentemente se amparam em linguagem pseudoacadêmica e preferem a denominação “revisionistas históricos”.



Neoconfederados | Termo usado para descrever revisionistas partidários da Confederação. Dizem perseguir sentimento cristão e vínculo com a terra natal que a América teria perdido.



Neonazistas | Grupos inspirados na ideologia nazista alemã. Acreditam que os problemas da nação se devem ao controle dos judeus sobre o governo, as instituições financeiras e a mídia.



Músicos racistas | Grupos musicais de vários gêneros que gravam e distribuem canções que pregam a supremacia branca.



Separatistas negros | Defendem instituições – e até mesmo países – separados para brancos e negros. Muitas formas de separatismo negro se vincula com ideais antibrancos e antijudeus.



Skinheads racistas | Elemento particularmente violento do movimento supremacista branco, frequentemente chamados de “a tropa de choque” da esperada revolução.



Fonte: Southern Poverty Law Center. Cada logotipo representa um grupo particular dentro das categorias gerais

Thiago Chaves-Scarelli
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Fonte: UOL Notícias
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2010/03/20/grupos-de-extrema-direita-retomam-forca-nos-eua-durante-governo-obama.jhtm

quarta-feira, 24 de março de 2010

Cresce o número de sites que pregam o racismo e ataques terroristas

De acordo com o relatório "Digital Terrorism and Hate 2010", foram encontrados cerca de 11,5 mil endereços, redes e fóruns do gênero.

O número de sites e redes sociais utilizados para propagar o ódio, racismo e atividades terroristas cresce no mundo, revela estudo divulgado pela organização internacional de direitos humanos Simon Wiesenthal Center.

De acordo com o relatório intitulado "Digital Terrorism and Hate 2010", foram encontrados cerca de 11,5 mil endereços, redes e fóruns que pregam a intolerância – 20% a mais do que o conteúdo encontrado no ano passado.

Na avaliação da entidade, essa quantidade pode ser apenas uma fração do número real de sites e páginas existente.

Foram encontrados na última vistoria um jogo online que permite bombardear as vítimas do terremoto no Haiti, um fórum comparando homossexuais a ratos e vermes, um leilão de um anel supostamente retirado de um prisioneiro de campo de concentração durante o Holocausto, entre outros.

Com a expansão das redes sociais e dos sites de postagem de vídeos, este tipo de conteúdo tornou-se popular, uma vez que sua disseminação se dá por um processo mais rápido, avalia a organização. Para a entidade, o Facebook é um dos locais que mais agregam grupos empenhados em ataques às minorias.

O relatório completo da Simon Wiesenthal Center é distribuído em CD-ROM para agentes policiais e agências governamentais.

Fonte: IDG Now!
http://idgnow.uol.com.br/internet/2010/03/23/cresce-o-numero-de-sites-que-pregam-a-intolerancia/

quinta-feira, 5 de março de 2009

Antissemitismo e racismo disseminados no Brasil pela internet

O Instituto Stephen Roth publica relatórios sobre atividades antissemitas e racistas ao redor do mundo. Apesar de não ter sido publicado recentemente, o relatório de 2007 continua atual. Pra não traduzir tudo, destaca-se as partes mais relevantes do texto.
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"O relatório diz que a atividade antissemita foi manifestada principalmente no âmbito visual, verbal e através de insultos escritos. Foi observado um aumento na incitação contra judeus, negros, índios e homossexuais.

Insultos verbais e escritos

Ambas, extrema-direita e radicais de extrema-esquerda estiveram por detrás de propaganda antissemita e antissionista online e impressa. Dos 217,680 relatórios ao National Center for Complaints of Cybernetic Crimes em 2007, 51,395 (23.6 porcento) eram sobre racismo, neonazismo, intolerância religiosa e xenofobia; 96% das queixas foram respondidas (Jornal Alef, 25 de junho). De acordo com o monitoramento da internet pela ONG SaferNet Brasil, o número de páginas neonazistas em português na internet cresceram em 47% de abril de 2007 até o começo de 2008 (Folha online, Maio 8, 2008, http://www.derwood.eti.br/modules/news/article_trans.php?storyid=2138

O site antirracista da Afropress (http://www.afropress.com) e da ONG antirracista ABC sem Racismo, fizeram uma queixa ao Ministério Público federal sobre violações da democracia e da harmonia interracial. (http://www2.pgr.mpf.gov.br/o_mpf/sobre_o_mpf ).

Sites neonazistas brasileiros, monitorados por quase uma década pelo GPD – Grupo de Pesquisa da Discriminação (http://www.fflch.usp.br/dlo/cej/gpd/index.htm , ver ASW 1998-2006) - continuou a ser ativo em 2007 sob diferentes nomes e hospedagens. Alguns sites neonazis em português continham material de Negação do Holocausto e foram operados por cidadãos brasileiros. Entre estes estão inclusos o http://www.grupodirlip.org/ , que incluía uma página de venda de livros do negador do Holocausto Siegfried Ellwanger Castan, que dissemina, entre outros trabalhos antissemitas, "Os Protocolos dos Sábios de Sião" (ver ASW 1997/8, 2003-5).

Funcionários judeus continuaram a receber mensagens antissemitas em 2007.

Houve crítica ao Projeto de Lei de criminalização do Holocausto proposto pelo Dep. Marcelo Itagiba. Um novo site brasileiro de negação do Holocausto, o 'Inacreditável' (http://www.inacreditavel.com.br/brasil/pl_987.htm ) também condenou a moção em nome da “liberdade de expressão.”

De forma similar, em 26 de setembro, colunista da Revista Caros Amigos, remeteu via lista(de e-mail) um artigo criticando a Assembleia Genral da ONU pela resolução condenando a negação do Holocausto.

Problemas com o Holocausto em carro alegórico de Escola de Samba:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG81439-6014-507,00.html ; BBPress, Jan. 31, 2008).

Respostas aos crimes pelas autoridades brasileiras

Em Americana, Estado de São Paulo, um jovem identificado como H. foi investigado sob suspeita de incitação de discriminação contra negros, judeus, homossexuais e nordestinos (pessoas de origem em Estados do Nordeste brasileiro). A polícia encontrou DVDs com conteúdo racista, como também suásticas e outros símbolos nazistas. Cinco outros jovens da área de São Paulo, bloggers no website do Google, Orkut, usado por H., foram também presos. Eles poderão pegar de um a três anos de cadeia em se confirmando o crime de discriminação ou de dois a cinco anos de cadeira se forem culpados por uso da suástica para propaganda nazista.

Membros do grupo neonazista fundando em 1982 foram presos em Brasília, em Novembro. Muito do material foi apreendido, incluindo diários e ordens recebidas de militantes britânicos do grupo C18 (Combat 18) para conduzir uma limpeza étnica de nordestinos. A polícia acredita que o assassinato de 3-4 membros do grupo brasileiro antes de sua prisão foi ordenada pelo C18 para eliminar militantes “impuros” (ver “Gang nazi presa em Brasília,” Correio Braziliense, Nov. 22; FIERJ, Nov. 26, at http://www.fierj.blogspot.com/ ).

Vários sites neonazis que violam leis antirracistas, como o http://www.valhalla88.com/ , foram banidos em 2007. Em junho de 2007, a FIERJ e OAB-RJ, organizaram um seminário sobre “Crimes de Ódio na Internet” (Hate crimes on the net), que trouxeram pela primeira vez representantes das principais instituições brasileiras (Ministério Público, a Polícia Federal e ONGs que monitoram crimes na internet). Welder de Almeida da Polícia Federal falou dos passos que eles estavam tomando para pegar racistas, incluindo membros da Ku-Klux-Klan e White Power no Brasil."

Fonte: The Stephen Roth Institute for the Study of Antisemitism and Racism
http://www.tau.ac.il/Anti-Semitism/asw2007/brazil.html; Link2
Tradução: Roberto Lucena

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