quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Post sobre conflito no Oriente Médio e a crise humanitária em Gaza (Palestina), discussões na caixa de comentários (Parte 24)

ATUALIZAÇÕES DO POST NA CAIXA DE COMENTÁRIOS. PARTE 24 (UPDATES IN THE COMMENT BOX). PART 23. Pra coisa ficar organizada e poder achar link depois, vou centralizar tudo em um post (esse post sempre ficará no topo, se for necessário). Post publicado e aberto em 24.10.2025 (Atualização: 03.01.2026).

ATUALIZAÇÕES DO POST NA CAIXA DE COMENTÁRIOS.

A caixa de comentários servirá justamente pra atualização sobre o conflito e desdobramentos (links de notícias, vídeos etc), desdobramento dessa disucssão aqui ("Para entender o conflito Israel-Palestina, livros [Bibliografia Oriente Médio] - Atualização 2023"), e denunciar o papel podre da "grande mídia" do Brasil (Rede Globo, SBT, Record e cia) justificando os crimes contra Gaza (mais de 1600 crianças mortas no dia de hoje em Gaza) sem mencionar nunca o apartheid do projeto colonial israelense, punição coletiva (continuada) sobre a população palestina que está com corte de energia desde o começo da crise, água e comida (entraram poucos caminhões com suprimentos no dia de hoje pela fronteira com o Egito). Isso é um contraponto à mídia podre, venal e vendida do Brasil. Papel que essa mídia já faz com o próprio país desde antes da ditadura militar (1964-1985) atrelada a interesses externos contra o bem-estar da própria população do país.

Tentarei colocar os links relevantes abaixo que foram colocados na "caixa de comentários" da "parte 01" (https://holocausto-doc.blogspot.com/2023/10/post-sobre-conflito-no-oriente-medio-e-a-crise-humanitaria-em-gaza-palestina-discussoes-na-caixa-de-comentarios.html).

Como fica longa a página pra ler os comentários (já vai em mais de 170, mais os comentários de outro post quando estoura a crise), segue uma nova parte nesse post.

Pra quem acompanhou a discussão do Post 09, segue abaixo o vídeo colocado em destaque lá com um quadro/resumo sobre a situação atual do mundo, "onde estamos" e o que estamos "passando", a fase de transição de queda do Império norte-americano, ascensão chinesa e onde começou essa "transição":

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Surgimento de um governo "bonapartista" na Venezuela, de traição nacional, Venezuela destituída e destruída sábado. Nasce o "trumpismo bolivariano"... mas até "quando"?...

Como há boicote apenas por uma "banda isolada" na esquerda do país sobre o tema "traição" no ataque norte-americano à Venezuela, porque é consenso ao redor do mundo, na mídia hispânica/espanhola e até no Brasil, ficando reduzido ao capricho de gente ligada ao PT/governo apelar pra defesa de uma história de "fantasia" estilo filme B thrash dos EUA (Braddock e coisas do tipo) pra explicar o "êxito absoluto" do ataque norte-americano, algo que beira à fantasia sem haver traição pesada interna, sendo que os próprios EUA já divulgaram que tem/tinham espião (na verdade "um cardume"...) dentro do governo apurando tudo sobre Maduro onde o governo estadinense oferecia 50 milhões por sua captura (de Maduro), link (https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/cia-infiltrou-equipe-na-venezuela-para-monitorar-vida-de-maduro-diz-fonte).

Tudo isso foi desconsiderado em certas "avaliações de fantasia" (ou propaganda de certa "Nomenklatura" querendo estrangular a "divergência"... de volta a certos tempos da URSS... quem diria, e quem diria que iriam estar querendo nos "enquadrar" como "apoiadores dos EUA", pausa pro riso, rs, "provocadores, desinformados"...), se tem uma coisa que podem atacar por aqui é que o povo é cabeça dura, ranzinza, de "pelo eriçado", guarda levantada, radical etc, mas por "desinformado" e "provocador" soa cômico... mas entendemos o "estado de choque" de "certa Nomenklatura" do saudoso "Partidão"...), só que entram em contradição porque vivem afirmando que a "verdade é revolucionária", e é, por isso que a gente faz estrago... mesmo sem que essa turma cite algo daqui reportando o nome do site etc.

Mas em suma, queria citar um texto que saiu no NY Times e não lembro se citei nos "posts de Gaza" (onde rolam comentários sobre os temas semanais ou diários), eu lembro de citar dois em espanhol que saíram no dia 3 ainda ou dia 4 de janeiro último relatando a traição da "dona Delcy" e de cúpula do governo. Se citei (depois eu vejo e corrijo aqui o do NY Times não lembro, mas posso ter citado, sei que a "ala da Nomenklatura" estava citando o texto pra desqualificar...

O texto é todo "amores" com a dona Delcy... por que se vocês da "Nomenklatura" estão defendendo cegamente a versão da dona Delcy omitindo os questionamentos vieram comentar que o texto do NY Times era "ofensivo" a ela? Leram e interpretaram muito mal o texto... o texto trata ela como a títere ideal pros Estados Unidos (saquear as riquezas da Venezuela, não usam essa expressão, eu estou usando...).

Vou transcrever abaixo parte do texto (traduzido). Mas tem mais material contestando essa "trincheira" tresloucada aqui no país repetindo a "versão oficial" da dona Delcy desconsiderando tudo que já veio à tona, e os questionamentos do ataque "absurdo" sem reação à altura (sem mortos norte-americanos) que só poderia ser realizado mediante traição e infiltração dos EUA na coisa, que é o que a turma da "Nomeklatura" nega alegando que os "Braddock" dos EUA consideram executar a ação sem ser alvejados e sem haver traição interna... posição ironizada e que é vista como coisa "exótica" dita por meia dúzia aqui no Brasil.

Alguém pode dizer porque a gente está sendo "áspero" e ríspido retrucando isso... razão simples: além do "copy and paste" que alguns canais fazem por aqui sem dar créditos, postura ofensiva (sim, isso é uma postura ofensiva e não agradável, não aceitável), porque todos os textos podem ser reproduzidos desde que citem as fontes, o local... não fazem por quê? Medo?... por quê esse medo de que o público em geral saiba que há espaços na rede que discutem política em alto nível ("modéstia à parte" ou "zero modéstia" mesmo, rs) e que ficam copiando, seguindo sem dar créditos? Aonde querem chegar com isso? A gente sabe que o conhecimento de qualidade se impõe (eu sei disso)... querem brigar, fazer queda-de-braço? A gente faz, mas eu não saio com o braço quebrado disso, garanto. Só não sei se tenho paciência mais de "aturar" tal "brincadeira", "disputinha" infantil, ridícula.

Mas que na hora que há alguma divergência etc a gente recebe adjetivos de "desinformados", "provocadores" e outros, numa clara apelação emocional que não vai surtir resultado aqui. Só lamento porque se essa turma acha que vai nos dobrar com intimidação, quebram a cara. E ninguém aqui é de direita, tampouco de agremiação exótica trotskista (que adora essas "alucinações").

Os fatos e a verdade acabam se impondo, até porque as contradições do regime de "caráter bonapartista" que foi partido do ataque dos EUA à Venezuela e traições irão mostrar o rumo obtuso que, infelizmente, a Venezuela alvejada tomará daqui pra frente, com risco de conflito civil. As pessoas que ficam preocupadas em defender incondicionalmente essa Delcy Rodríguez não estão pensando no futuro do povo da Venezuela e no saque que os Estados Unidos já estão promovendo por lá do petróleo e riquezas do país. E nem o quanto isso afetará Rússia, China, Brasil e cia, parceiros do BRICS.

Eu espero que gente "aluada" do governo federal não tenha incentivado essa babaquice, porque já vi ex-ministro de governo repetindo essa sandice e deu pra "entender" o porquê do "arranjo"... (não subestimem o espaço de cá achando que estão lidando com os "bocós" analfabertos funcionais que batem pra vocês de forma incondional, o buraco por aqui é mais embaixo).

Parte da matéria do NY Times traduzido (por mim):
"Como Trump se encantou por Rodríguez como nova líder da Venezuela

Semanas antes da captura de Nicolás Maduro, funcionarios dos EUA já tinham uma candidata para substituí-lo: a vice-presidente Delcy Rodríguez.

Para o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi um passo de dança a mais.

Em fins de dezembro, Maduro rechaçou um ultimato do presidente Donald Trump para que abandonasse o cargo e partisse para um exílio dourado na Turquia, segundo vários estadunidenses e venezuelanos involucrados nas conversações sobre a transição.

Esta semana ele voltou ao palco e desdenhou a escalada estadunidense mais recente - o ataque a um cais que, segundo os EUA, utilizava-se para o narcotráfico 0 dançando ao ritmo de música eletrônica na televisão estatatal enquanto sua voz gravada repetia em inglês: "Não à guerra louca".

As frequentes danças públicas de Maduro e outras demonstrações de indiferença nas últimas semanas levaram alguns membros da equipe de Trump a concluir que o presidente venezuelano estava zombando deles e tentando chamar a atenção para o que ele acreditava ser um blefe, segundo duas dessas pessoas, que falaram sob condição de anonimato por não estarem autorizadas a discutir as negociações confidenciais.

Assim, a Casa Branca decidiu cumprir suas ameaças militares.

No sábado, uma equipe de elite das forças armadas norte-americanas invadiu Caracas, a capital, antes do amanhecer e levou Maduro e sua esposa, Cilia Flores, para Nova Iórque para responder por acusações de tráfico de drogas.

Semanas antes, autoridades norte-americanas já haviam escolhido uma candidata adequada para substituir Maduro, pelo menos por enquanto: a vice-presidente Delcy Rodríguez, que impressionou os membros do governo Trump com sua gestão da crucial na indústria petrolífera venezuelana.

Pessoas envolvidas nas negociações disseram que os intermediários convenceram o governo de que ela protegeria e defenderia os futuros investimentos estadounidenses em energia no país.

"Acompanho a carreira dela há muito tempo, então tenho uma ideia de quem ela é e do que ela representa", disse um alto funcionário norte-americano, referindo-se a Rodríguez.

"Não estou afirmando que ela seja a solução definitiva para os problemas do país, mas certamente é alguém com quem acreditamos que podemos trabalhar em um nível muito mais profissional do que conseguíamos com ele", acrescentou o funcionário, referindo-se a Maduro.

Foi uma escolha fácil, disseram. Trump nunca demonstrou simpatia pela líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, que organizou uma campanha presidencial vitoriosa em 2024, e que lhe rendeu o Prêmio Nobel da Paz no ano passado. Desde a reeleição de Trump, Machado fez tudo o que pôde para agradá-lo: chamou-o de "campeão da liberdade", ecoou suas alegações sobre fraude eleitoral nos Estados Unidos e até dedicou seu Prêmio Nobel a ele.

Tudo em vão. No sábado, Trump disse que aceitaria Rodríguez e afirmou que Machado não tinha o "respeito" necessário para governar a Venezuela.
"
Link do texto (em inglês e espanhol), não vou traduzir tudo, quem quiser ler a íntegra, "virem-se" (tem tradutor online etc). Já causou esforço elaborar o texto e trazer as informações praqui, e não estamos nem recebendo "tapinhas nas costas" de "valeu, camarada" de ninguém. Apenas entendo (eu e mais gente) que dado o baixo nível de informação do país a gente tem que exercer, dentro do possível, algum papel de trazer informação de qualidade, conhecimento pro povo, se vão aproveitar? Paciência... se irão reconhecer, paciência também, isso diz muito do "caráter" de um povo e a razão de termos chegando tão fundo, baixo no Brasil.

Depois dá pra acrescentar mais links aqui pra mostrar o quão "exótica", "excêntrica" é a versão que corrobora o "ataque Braddock perfeito" dos EUA à Venezuela sem traição de parte do governo daquele país. Em todo caso, acompanhecem o post de "Gaza parte 24" (https://holocausto-doc.blogspot.com/2026/01/post-sobre-conflito-no-oriente-medio-e-a-crise-humanitaria-em-gaza-palestina-discussoes-na-caixa-de-comentarios-parte-24.html) que o que sai de novo é colocado nesses posts, inicialmente (é mais fácil de trazer assunto novo nesses posts sobre Gaza). A gente está "cobrindo" isso no sacrifício, ninguém recebe nada (nem "palminhas", "elogio") de A ou B, quando não recebe pedrada ou cópia ridícula de alguns canais. Mas o público, em geral, que acompanha os temas começaram a notar a existência do blog, vide pelo aumento significativo de acessos, em dezembro foram quase 50 mil, e sobe...

Só que não basta o povo acompanhar "na surdina", em silêncio, participem porque ninguém está entusiasmado em "discutir" esses temas esse ano (já não estava no fim de 2025), mesmo que aumente os acessos.

É triste ter que usar links de matéria de "mídia tradicional", mas quando a dita "mídia alternativa" envereda em só repetir "discurso plantado" pra outros fins, não há muito o que fazer, fora que acompanhamos o conflito na Palestina tb pela mídia tradicional (parte dessas mídias alternativas do Brasil também o fazem), é só filtrar o que sai (se souber filtrar).

"Traição e militares insatisfeitos: como venezuelanos acham que Maduro caiu​" (https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2026/01/06/sem-apoio-militar-delcy-rodriguez-recorre-a-aliados-para-seguir-no-poder.htm)
"Políticos venezuelanos citam 'traição' e 'infiltração' em captura de Maduro" (https://noticias.uol.com.br/colunas/daniela-lima/2026/01/06/politicos-venezuelanos-citam-traicao-e-infiltracao-em-captura-de-maduro.htm
"Incompetência e traição explicam nula resistência da Venezuela aos EUA" (https://noticias.uol.com.br/opiniao/coluna/2026/01/05/incompetencia-e-traicao-explicam-nula-resistencia-da-venezuela-aos-eua.htm

De setembro de 2025 ("Nicolás Maduro teme traição militar, diz especialista" https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/nicolas-maduro-teme-traicao-militar-diz-especialista).
"How Cuba was blindsided by audacious US operation to capture Nicolas Maduro" (https://www.dawn.com/news/1966185/how-cuba-was-blindsided-by-audacious-us-operation-to-capture-nicolas-maduro).
"Analysis: Why Venezuela’s military holds the key to country’s future" (https://www.aljazeera.com/news/2026/1/10/analysis-why-venezuelas-military-holds-the-key-to-countrys-future)

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

"Políticas nacional-socialistas (nazistas) perante prisioneiros de guerra soviéticos (eslavos)"

Antes de tudo, dar as boas-vindas por 2026, mas o ano já vai começar com "pedrada".

Só uma pequena considerção antes da tradução seguir, os nazistas tinham política "racial" pras pessoas oriundas do Leste europeu (eslavos: russos, ucranianos etc, em geral), política de escravidão, trabalho forçado e extermínio (se fosse o "caso")... por fome, a quem quiser ler mais (em resumo): Generalplan Ost (Link1, Link2, Link3, Link4).

Os nazistas consideravam os povos do "leste europeu" como "subraças", "inferiores", algo próximo aos judeus, ciganos e cia, consideravam esses grupos como "desprezíveis", apesar das contradições porque os nazistas usaram grupos de extrema-direita entre esses pro esforço de guerra nazista e contradições como apoiarem o Estado fantoche fascista croata (eslavos) sob batuta da "Ustasha" contra os sérvios (outro grupo eslavo).

Parece que há no congresso nacional deputados de origem do "Leste europeu" destilando preconceito regional (me recuso a chamar de "xenofobia", eu não serei tratado como estrangeiro no meu país, essa "turma" que se oriente e vá encher o saco/destilar preconceito no "país de origem" dos avós, eu não assimilo discurso exótico sobre "xenofobia" da parte Sul do país, não reconheço e não legitimo esse termo e peço que o resto do país faça o mesmo), resolvi resgatar a "questão eslava" do nazismo pra mostrar a essas figuras e ao país como esses grupos étnicos são vistos/tratados historicamente na Europa, porque o racismo anti-eslavo está "à toda" em relação à Rússia (e é genérico, a Europa Ocidental não gosta de eslavos, de forma geral, "tolerar" não é "gostar"... há raízes históricas desses preconceitos, condenáveis, obviamente, mas é pra passar na cara qui no Brasil de como certas figuras com ascendência no "Leste europeu" seriam/são vistos fora, principalmente na Europa Ocidental). Porque pralém do nazismo, o preconceito anti-eslavo é forte em toda a Europa Ocidental. Mas é pedir muito (entendimento, bom senso) de pessoas assim.

Espero que o congresso nacional brasileiro não seja negligente com figuras que insuflam separatismo (crime: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1950-1969/l1802.htm) e coisas do tipo (que alguns rotulam erroneamente de "xenofobia", "xenofobia interna" imitando coisas da Espanha, questao espanhola é diferente da brasileira, chega dessa gente ficar importando "modismo" pro país querendo impor "termos exóticos" a outros estados) e removam esses elementos da "política" brasileira ou do congresso nacional, bem como o TSE poderia também atuar cassando mandato. Figuras que não acrescentam nada e ficam insuflando cizânia, divisão do país, o que é uma "alegria" a países hostis ao Brasil (e América Latina no todo) como os Estados Unidosm, país com "olho grande" nos recursos do Brasil e América Latina (me refiro ao governo e não ao povo, embora o "governo norte-americano" representa parcela também do povo daquele país, como Bolsonaro e outros representam parcela de setores do Brasil).

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"Políticas Nacional-socialistas em relação a prisioneiros de guerra soviéticos"

Marchas forçadas de prisioneiros de guerra
soviéticos, pelos Nazistas (Imagem do USHMM)
"Apesar de terem sido utilizados como mão de obra forçada, um método amplamente empregado a partir de 1942, os prisioneiros de guerra soviéticos constituíram o segundo maior grupo de vítimas das políticas de extermínio nazistas, depois dos judeus. Ao todo, cerca de 5,7 milhões de soldados soviéticos caíram em mãos alemãs entre meados de 1941 e o fim da guerra. Destes, 930.000 ainda estavam em campos de prisioneiros de guerra até janeiro de 1945. Cerca de um milhão havia sido libertado dos campos e transferido para as forças armadas da Wehrmacht para tarefas subordinadas. Outros 500.000 haviam escapado ou sido libertados pelo Exército Soviético. Os 3,3 milhões restantes (aproximadamente 57,5%) morreram em poder dos alemães.8 Havia quatro razões principais, além das brutais execuções em massa, para o enorme número de mortes: fome, a forma como os prisioneiros eram transportados, alojamentos inadequados e o assassinato sistemático de categorias específicas de prisioneiros.

Um dos principais objetivos de guerra da Alemanha no Leste era o controle e a exploração dos recursos alimentares. Para os homens que planejaram a pilhagem da Rússia e da Ucrânia, era evidente que, como resultado, "milhões de pessoas certamente morreriam de fome".9 "Muitas dezenas de milhões" nesses territórios "morreriam ou teriam que emigrar para a Sibéria".10 Os prisioneiros de guerra soviéticos foram as primeiras vítimas dessa política. Como resultado, mais de um milhão de pessoas morreram de fome nos primeiros meses de prisão.11

Dezenas de milhares de prisioneiros de guerra soviéticos também morreram a caminho dos campos. Muitos tiveram que marchar centenas de quilômetros atrás da linha de frente. Os guardas da Wehrmacht fuzilavam aqueles que se exauriam durante o percurso. Nos casos em que os prisioneiros eram transportados por trem, a Wehrmacht permitia apenas o uso de vagões de carga abertos. O rigoroso inverno russo e a privação de alimentos, muitas vezes por vários dias seguidos, resultaram em enormes perdas.

Quase nenhum preparo havia sido feito para abrigar os prisioneiros de guerra, pois se presumia que a União Soviética entraria em colapso em poucas semanas. Para as áreas destinadas aos campos, nada além de arame farpado havia sido providenciado. Os prisioneiros, exaustos pela marcha e enfraquecidos pela desnutrição, tinham poucos recursos para combater o frio, o contágio e as doenças relacionadas à fome nos campos temporários.

Além disso, em meados de julho de 1941, Reinhard Heydrich, em nome da Polícia de Segurança, e o General Hermann Reinecke, oficial da Wehrmacht responsável pelos prisioneiros de guerra, concordaram que os Einsatzgruppen da SS deveriam identificar e fuzilar todos os "elementos politicamente e racialmente inaceitáveis" entre os prisioneiros soviéticos. Isso incluía "todos os funcionários importantes do Estado e do Partido", "membros da intelectualidade", "todos os comunistas fanáticos" e "todos os judeus".¹² O número de vítimas desses assassinatos ficou entre 140.000 e 150.000. Estima-se que apenas o número de soldados judeus do Exército Vermelho feitos prisioneiros seja de cerca de 85.000. Sem exceção, qualquer um identificado como judeu era morto. O mesmo tratamento foi dispensado a milhares de prisioneiros não judeus que — assim como os muçulmanos circuncidados — foram considerados judeus disfarçados ou classificados como "asiáticos racialmente inferiores".

O fato da taxa de mortalidade ter declinado consideravelmente em 1942 não tem nada a ver com considerações de humanidade ou com as regras da guerra, mas sim com o reconhecimento por parte dos líderes do regime e da Wehrmacht de que a produção de armamentos alemã dependia do trabalho desses prisioneiros de guerra. Ficou claro que a União Soviética não seria derrotada tão facilmente quanto os alemães esperavam. Diante da ameaçadora escassez de mão de obra, a indústria de mineração alemã, em particular, tornou-se a principal defensora do uso de mão de obra soviética, mas a SS e a liderança do partido rejeitaram essa ideia de imediato. Chegou-se a um acordo: prisioneiros de guerra e civis soviéticos seriam utilizados, mas sob condições que incluíam exploração máxima, isolamento rigoroso da população alemã, tratamento e provisão miseráveis e imposição da pena de morte até mesmo para infrações menores.13"

Notas (do trecho)

8 Streit, Keine Kameraden, p. 136.

9 Aktennotiz, 2. 5. 1941, Document 2718 PS, International Military Tribunal (IMT), Major War Criminals, Nuremberg 1947–49, Volume 31, p. 84; see also Gerlach, Kalkulierte Morde, pp. 46–59.

10 Wirtschaftspolitische Richtlinien für Wirtschaftsorganisation Ost, Gruppe Landwirtschaft vom 23. 5. 1941, Document EC 126, IMT, Volume 36, p. 135.

11 Streit, Keine Kameraden, p. 136.

12 Einsatzbefehl Nr. 8, 17 July 1941, IMT, NO – 3414, based upon the notorious Kommissarbefehl, OKH, Gen. Z.b.V. beim ObdH, Nr. 75/41 g. Kdos. Chef., 6. 5. 1941, Annex 2, Document 877 PS, International Military Tribunal [IMT], Major War Criminals, Nuremberg 1947–49.

13 Ulrich Herbert, Fremdarbeiter. Politik und Praxis des ‘Ausländer-Einsatzes’ in der Kriegswirtschaft des Dritten Reiches (Bonn, 1999), pp. 158–208.

Fonte: site OpenEdition Books; Central European University Press ("Jews, Gypsies and soviet prisoners of war: comparing nazi persecutions"; Michael Zimmermann, pág. 31-53)
https://books.openedition.org/ceup/1413
Tradução: uso do tradutor do Google (IA, sob supervisão (Roberto Lucena) (eu li tudo pra aprovar ou corrigir)

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