segunda-feira, 27 de agosto de 2007

66 Perguntas e Respostas sobre o Holocausto - Pergunta 30

Traduzido por Leo Gott

30. Quanto tempo se leva para ventilar uma área fumigada com Zyklon-B?

O IHR diz:

Normalmente, umas 20 horas. O procedimento completo é extremamente complicado e técnico. Tem que usar máscaras anti-gás e só pode ser executado por técnicos muito bem preparados.

Nizkor responde:

Não. O número de "20 horas" é irrelevante por determinadas razões.

Em primeiro lugar, a cifra é aplicada a edifícios normais, sem sistemas de ventilação, comerciais ou residenciais.

Não se deve entrar em um edifício normal durante esse período de tempo, já que existe muito pouca, se é que existe, ventilação forçada.

Mais ainda, objetos como almofadas, cortinas,móveis... aumentam o tempo necessário para recuperar o ar limpo. Em troca, as câmaras de gás nazistas eram cômodos vazios de cimento com sistemas de ventilação, pelo que bastava cinco minutos para ventilá-las (ver Gutman, Anatomy of the Auschwitz Death Camp, 1994, p. 232).

Algumas câmaras de gás não tinham sistemas de ventilação; nestas, os encarregados de recolher os cadáveres usavam máscaras anti-gás.

Assim mesmo, esta cifra depende muito de normas estritas de segurança para ser real. As normas de segurança não se aplicam em tempos de guerra, especialmente quando o fim é matar mil pessoas o mais rápido possível. Os alemães possuíam uma grande experiência no uso de gases em geral, e do Zyklon em particular, uma vez que se usava frequentemente para despiolhar.

Talvez a próxima afirmação dos negadores do Holocausto será que os alemães nunca derrubaram aviões aliados porque é impossíble disparar com a metralhadora de um bombardeiro sem se se poste adequadamente um cinto de segurança de acordo com as normas da Administração Federal de Aviação (FAA).


Mais ainda, os SS usaram os Sonderkommandos, prisioneiros usados como mão de obra, para recolher os cadáveres das câmaras de gás e incinerá-los.

Indispensável dizer que não lhes importava muito se os Sonderkommandos iriam sofrer os efeitos dos restos do gás.

Além de que trabalhavam sob pena de morte - a primeira coisa que havia de serviço para um novo Sonderkommando era queimar os cadáveres dos homens do Sonderkommando que ocupavam anteriormente seu posto.


Se o "período de ventilação de 20 horas" for certo, isto significa que os cadáveres dos condenados à morte executados com HCN nas câmaras de gás dos Estados Unidos permaneceriam atados ao cinto por 20 horas depois de morrer.


Veja também a pergunta 31, e a seção apropriada da FAQ sobre Auschwitz.

Leitura recomendada: Anatomy of the Auschwitz Death Camp (Anatomia do Campo da Morte de Auschwitz)

66 Perguntas e Respostas sobre o Holocausto - Pergunta 29

Traduzido por Leo Gott

29. Por que o utilizaram no lugar de algum gás mais apropriado para o extermínio em massa?

O IHR diz:

Se os nazistas quisessem utilizar gás para exterminar pessoas, eles dispunham de gases muito mais eficientes. O Zyklon-B é pouco eficiente, salvo quando se usa como agente fumigante.

Nizkor responde:

Mentiras.

O Zyklon-B foi usado porque é extremamente eficaz para matar pessoas. Certamente, existem outros gases com efetividade maior. Sem dúvida, o Zyklon-B era único porque tinha outras duas vantagens:
  1. Era fácil de embalar, armazenar e transportar – pedia-se a indústrias químicas convencionais, e vinha em latas fechadas.
  2. Era um produto muito extendido, já que se usava para despiolhar. De fato, provavelmente 90% do Zyklon-B usado em Auschwitz foi para eliminar piolhos. Ver Gutman, Anatomy of the Auschwitz Death Camp, 1994, p. 215.
Como foi dito em nossa resposta à pergunta 28, é extremamente eficaz para matar pessoas. Hoje em dia o gás liberado pelo Zyklon-B se usa para execuções nos Estados Unidos.

Para dizer com todo rigor e exatidão, temos que assinalar que as câmaras de gás usadas nas execuções de hoje em dia liberam o Cianeto de Hidrogênio por reações químicas, não simplesmente deixando-o evaporar, como se fazia com o Zyklon-B. Mas não havia nenhum problema com o método utilizado pelos nazistas, ele funcionava bem.

Tal e qual los nazistas averiguaram, o gargalo no processo de extermínio era a incineração dos cadáveres, não o gaseamento. Podia-se matar mil pessoas em questão de minutos, ou em uma ou duas horas, se incluirmos todo o processo desde a chegada ao campo até à ventilação da câmara de gás.

Mas queimar os cadáveres destas mil pessoas levava tempo. Eles compraram enormes fornos muito caros, e gastaram muitos marcos do Reich para mantê-los, mas a incineração todavia levava umas dez vezes mais tempo.

Os nazistas inclusive reduziram o tamanho das câmaras de gás depois de dar-se conta de que gargalo sempre estava na capacidade dos fornos - ver Gutman et al., Anatomy of the Auschwitz Death Camp, 1994, p. 224.

Assim, os argumentos sobre as dificuldades do processo de gaseamento, ou sobre a eficiência do gás, são maneiras de desviar a atenção. Ver também seção correspondente na FAQ sobre Auschwitz .

De qualquer forma, se temos tantos gases que são "muito mais eficazes", por que o IHR não nomeia alguns? Já foi pedido a Greg Raven que fizera isto na Usenet entre 1994 e 1995, mas, depois que insistiram muitas vezes, o único que ele encontrou foi:


O Monóxido de Carbono, por exemplo, seria mais rápido que o HCN, ou igual que
muitos gases nervosos.”
Como já foi explicado, a velocidade do agente mortal não é o gargalo do processo de extermínio,assim dizer que o gás tal é mais rápido é totalmente irrelevante.

E aparte disso, o Monóxido de Carbono na realidade não é "mais rápido" que o Cianeto de Hidrogênio, que é um dos venenos mais rápidos. Ver documento sobre este tema para mais detalhes.

E mais ainda, os nazistas experimentaram o uso do Monóxido de Carbono nos campos da Operação Reinhard e em Majdanek, onde se encontrou monóxido de carbono em cilindros adequados para este gás. Mas, como explicou Höss em suas memórias, viram que os métodos existentes não eram eficazes e decidiram trocar para o Zyklon-B.

"Gases nervosos" é uma expressão demasiado vaga para poder contestá-la.

O outro único exemplo de especificação de um gás concreto que havíamos encontrado até agora é uma patética demonstração de ignorância. Ele é chamado de "Relatório Lüftl", Walter Lüftl escreve:

Qualquer familiarizado com o perigo que supõe a manipulação do Cianeto de
Hidrogênio (que é explosivo e extremamente tóxico) deveria perguntar por que os
carrascos das SS não usaram dióxido de carbono -que é mais fácil de manejar e
completamente inofensivo para o carraco - para matar os prisioneiros que
supostamente foram envenenados com Zyklon.
Qualquer texto de fisiologia confirma que em caso de anoxia (falta de oxigênio), as alterações no funcionamento do cérebro fazem sua aparição após cinco segundos, seguidas pela perda de consciência em 15 segundos, e à morte cerebral em cinco minutos. Esta é a maneira que "dormem" os animais, sem dor e com segurança, também funciona com as pessoas.


Isto é uma absoluta estupidez. o dióxido de carbono simplesmente asfixia as suas vítimas, deixando-as sem ar oxigenado.A perda de consciência levaria muito mais de 15 segundos. A morte não seria indolor, seria pelo menos como morrer afogado ou estrangulado. E tem que transportar o dióxido de carbono comprimido em cilindros, ja que o "gelo seco" não pode sublimar-se o suficientemente rápido para matar alguém.

Quantas garrafas de dióxido de carbono seriam necessárias para preencher completamente o air normal com oxigênio de uma cámara de gas?

Quanto haveria custado transportar e recarregar os cilindros?

Não deveria ter sido mais fácil usar una pequena quantidade de um veneno que bastem poucas centenas de partes por milhão para ser mortal, no lugar de ter que alcançar suficiente concentração para substituir o ar?

De fato, Friedrich Berg desestimula o uso de dióxido de carbono em outro artigo publicado pelo IHR, e disponível no site de Greg Raven:


O dióxido de carbono na realidade não é mais tóxico que a água. A maioria dos
livros sobre toxicologia nem sequer o mencionam. Quando se encontra, geralmente se classifica como "não tóxico, asfixiante".

Aqui temos mais uma contradição interna.

O "Relatório Lüftl" está na Internet em um arquivo de texto no site Nizkor, ou em uma página web no web site de Greg Raven.

Procure pelo texto “fisiologia”. :-)

66 Perguntas e Respostas sobre o Holocausto - Pergunta 28

Traduzido por Leo Gott

28. Com que finalidade se fabricava, e fabrica, este gás?

O IHR diz:

Para eliminação dos piolhos portadores de Tifo. Se usava para fumigar roupa e edifícios. Hoje em dia ainda se fabrica para estes usos.

Nizkor responde:

Isto é correto. Mas também foi usado para assassinar pessoas em escala massiva.

O Cianeto de Hidrogênio (HCN), o gás liberado pelo Zyklon-B, tinha um "efeito colateral" que para as SS se mostrou muito útil: também mata as pessoas.

De fato, com uma determinada concentração, mata seres humanos e outros mamíferos muito mais rápido que piolhos e outros insetos.

A concentração empregada para o despiolhamento, de 8 a 10 gramas/cm3, mata pessoas mais rápido, ainda que leve umas 32 horas eliminar todos os insetos. Inclusive com concentrações menores a morte é mais rápida.

E hoje em dia o HCN é empregado para executar pessoas nas câmaras de gás dos Estados Unidos.

Temos neste link um documento bastante técnico sobre a natureza e a ação do Cianeto de Hidrogênio (HCN).

66 Perguntas e Respostas sobre o Holocausto - Pergunta 27

Traduzido por Leo Gott

27. Que tipo de gás foi utilizado pelos nazistas nos campos de concentração?

O IHR diz (edição original):

Zyklon-B, um gás hidrociânico.

Nizkor responde:

Surpreendentemente, esta resposta de quatro palavras contém dois erros. Em primeiro lugar, o Zyklon-B é o portador do gás, não o próprio gás. Zyklon-B é o nome comercial de uma substância que continha o HCN.(...)

Em segundo lugar, o gás em questão é Cianeto de Hidrogênio (HCN) (às vezes também chamado de ácido prússico). Dizer "um gás hidrociânico" não tem sentido, já que só existe um, o cianeto de hidrogênio.

Na edição revisada:

Cianeto de hidrogênio contido no "Zyklon-B", um pesticida comercial que era amplamente utilizado na Europa.

Nizkor responde:

A resposta revisada é correta.

66 Perguntas e Respostas sobre o Holocausto - Pergunta 26

Traduzido por Leo Gott

26. Existe alguma prova de que Hitler ordenou um extermínio em massa de judeus?

O IHR diz:

Não.

Nizkor responde:

Por acaso, existe.

Himmler, Eichmann, Höss e outros disseram que as ordens do genocídio vinham diretamente de Hitler.
  • Temos em conta que Hitler recebeu em dezembro de 1942 um relatório de Himmler no qual afirmava que haviam assassinado 363.211 judeus entre agosto e novembro de 1942. Este é só um dos muitos relatórios elaborados pelo Einsatzgruppen, encarregado do trabalho de extermínio dos judeus e opositores dos nazistas por trás do Front Leste. Aqui você pode ver uma fotografia e o texto do relatório.
  • Ou tenham-se em conta um registro de chamada de Hitler a Himmler, em que Hitler ordenou que "não era pra liquidar" um transporte de judeus devido a que queriam interrogar um passageiro suspeito. Se Hitler não conhecia o processo de extermínio, como poderia ordenar que detivessem este transporte? (Ironicamente, David Irving usou parte deste registro de chamada fora de contexto para indicar que Hitler estava tratando de deter o programa de extermínio. Por suposto, isto foi antes de que o Sr. Irving mudou de opinião e decidira que nunca existiu um programa de extermínio, por que nem muito menos Hitler o conhecia).

  • Das memorias de Höss (Höss, Commandant of Auschwitz, 1959, p. 205):

    No verão de 1941, não posso recordar a data exata, o Reichsfuhrer-SS [Himmler] chegou repentinamente, diretamente através do escritório de seu ajudante. Ao contrário de seu costume habitual, Himmler me recibeu sem que seu ajudante estivesse presente, e disse:

"O Führer ordenou que a questão judia seja resolvida de uma vez por todas
e que sejamos nós, as SS, que levemos a cabo esta ordem.”

  • No discurso final de Eichmann perante o tribunal, depois que foi sentenciado à morte continha a seguinte frase:
Estes assassinatos em massa são única e exclusivamente resultado da
política do Führer

A citação é do revisionista Paul Rassinier, The Real Eichmann Trial, (O Verdadeiro Julgamento de Eichmann) 1979, p. 152.
  • Felix Kersten era um dos médicos pessoais de Himmler. Tal e como escreveu em suas memórias (Kersten, The Kersten Memoirs, 1956, p. 162-3):

    Hoje falei durante um longo tempo sobre os judeus com Himmler. Disse que o mundo não toleraria o extermínio dos judeus; era o momento para deter. Himmler disse que isto não era possível; ele não era O Führer e Adolf Hitler havia ordenado expressamente. Lhe perguntei se era consciente de que a Historia algum dia lhe acusaria como um dos maiores assassinos de todos os tempos pela maneira como haveria exterminado os judeus. Devia pensar em sua reputação, e em não manchá-la dessa maneira. Himmler respondeu que não havia feito nada errado e que só havia levado a cabo as ordens de Adolf Hitler.

...eu disse a Himmler que ainda teria uma oportunidade de passar à História de outra maneira mostrando humanidade com os judeus e outras vítimas dos campos de concentração - se realmente não estava
de acordo com as ordens de Hitler de levar a cabo o extermínio. Simplesmente, podia esquecer algumas das ordens do Führer e não levá-las a cabo.

"Talvez você esteja certo, Herr Kersten," respondeu Himmler, mas adiciono que o Führer jamais me perdoaria por isto e ordenaria que me enforcassem imediatamente”.


  • Hitler se reuniu com o Mufti, Haj Amin Husseini, em 28 de novembro de 1941. O doutor Paul Otto Schmidt tomou notas sobre o encontro (ver Fleming, Hitler and the Final Solution, 1984, pp. 101-104). Neste encontro Hitler prometeu ao Mufti que, depois de que certo objetivo se alcançasse, "o único objetivo restante da Alemanha na região seria a aniquilação dos judeus que viviam sob a proteção britânica em terras árabes".
  • Mais ainda, tenha-se em conta os discursos de Hitler citados na resposta à pergunta 1. Afirmou sua intenção de exterminar os judeus ao menos três vezes em público.

"Não existem provas", claro.


Na versão original de “66 P&R”, esta pergunta era a mesma que a pergunta 53, com outras palavras:


"Existe alguma prova de que Hitler ordenara um extermínio em massa de judeus? (pergunta 26, original);

"Que provas existem de que Hitler soubesse que estavam levando a cabo um extermínio de judeus?" (pergunta 53, original e revisada).

Isto da uma idéia de quanto cuidado se teve na elaboração deste panfleto.

Leitura recomendada: Gerald Fleming, Hitler and the Final Solution (Hitler e a Solução Final).

66 Perguntas e Respostas sobre o Holocausto - Pergunta 25

Traduzido por Leo Gott

25. Como beneficia a Grã-Bretanha?

O IHR diz:

Da mesma maneira que beneficia a União Soviética.

Nizkor responde:

Relativismo moral irrelevante.

66 Perguntas e Respostas sobre o Holocausto - Pergunta 24

Traduzido por Leo Gott

24. Como beneficia os comunistas?

O IHR diz:

Oculta a extensão de todas as atrocidades que têm feito e de todas as guerras que provocaram, antes, durante e depois da Segunda Guerra Mundial.

Nizkor responde:

Os historiadores, e inclusive o público em geral, são conscientes das atrocidades cometidas pelos comunistas. Estas atrocidades, sem dúvida, por mais terríveis que sejam, não tem a ver com o tema que estamos tratando aqui, o Holocausto.

66 Perguntas e Respostas sobre o Holocausto - Pergunta 23

Traduzido por Leo Gott

23. Como beneficia as igrejas cristãs?

O IHR diz:

Se relaciona com a idéia do Antigo Testamento segundo o qual os judeus são o "Povo Escolhido" perseguido. Ademais que a "Terra Santa" é controlada pelos israelenses e continua sendo acessível à Igreja.

Nizkor responde:

Talvez algum religioso queira comentar isso...

66 Perguntas e Respostas sobre o Holocausto - Pergunta 22

Traduzido por Leo Gott

22. Como beneficia ao Estado de Israel?

O IHR diz:

Justifica os bilhões de dólares que o Estado de Israel tem recebido no conceito de "indenizações" da RFA. (Alemanha Oriental se recusou a pagar). É utilizado pelo lobby sionista/israelita para controlar a política externa americana para Israel e para forçar os contribuintes americanos a pagar todo o dinheiro que Israel queira. E a quantidade anual cresce ano após ano.

A versão da Editora Samisdat (Ernst Zündel):

Justifica os mais de 65 bilhões de dólares que o Estado de Israel tem recebido no conceito de "indenizações" da Alemanha. É utilizado pelo lobby sionista/israelita para controlar a política externa americana para Israel e para forçar os contribuintes americanos a pagar todo o dinheiro que Israel queira. E a quantidade anual cresce ano após ano.

Nizkor responde:

Não pagaram indenizações às pessoas assassinadas pelos nazistas. Foram pagas aos sobreviventes por danos morais e pelas posses perdidas. Obviamente, se as indenizações eram a motivação principal, o interesse dos sobreviventes deveria ter sido minimizar, e não maximizar a lista de mortos.

Sem querer entrar em argumentações sobre política atual, simplesmente assinalemos que existem razões óbvias do interesse nacional dos Estados Unidos apoiar Israel.

Se o IHR nega isto, e pensa que só uma tragédia como o Holocausto pode explicar a quantidade de ajuda que Israel recebe, talvez poderiam explicar porque o Egito recebe mais ajuda financeira do que Israel. (ver pergunta 21).

66 Perguntas e Respostas sobre o Holocausto - Pergunta 21

Traduzido por Leo Gott

21. Como os judeus se beneficiam hoje com a história do “Holocausto”?

O IHR diz:

Evita que os critiquem como um grupo. Proporciona um "vínculo comum" com o qual seus líderes podem controlá-los. É fundamental em campanhas de captação de dinheiro e para justificar ajudas a Israel, que ultrapassam os dez bilhões de dólares ao ano enviado pelos Estados Unidos.

A versão da Editora Samisdat (Ernst Zündel):

A história "com H maiúsculo" está desenhada para envergonhar os gentios: "Pobres judeus! Como sofrem!"

Nizkor responde:

Este argumento beira a loucura. Os Estados Unidos foi uma das principais forças na denúncia do Holocausto. Os Estados Unidos inventaram o Holocausto para poder mais adiante dar dinheiro a Israel?

E o que há da União Soviética?

Os negadores do Holocausto afirmam que a maioria das provas do Holocausto supostamente falsas foram falsificadas lá. Um de seus livros favoritos é The Holocaust: Made in Russia, de Carlos W. Porter. E resulta que a União Soviética era um dos inimigos tradicionais de Israel, e apoiou e armou seus inimigos.

E quem pode argumentar que a memoria do Holocausto é a razão por que os Estados Unidos dão dinheiro a Israel?

Existia, e existem importantes razões estratégicas para eles apoiarem Israel, e inclusive eles dão um apoio maior ao Egito.

Finalmente, de onde sai a cifra de 10 bilhões de dólares ao ano? É um grande exagero, como podemos ver nesta tabela:

Em milhões US$
Ano Ajuda a Israel Ajuda ao Egito
1988 1.831 3.480
1989 1.902 2.085
1990 4.377 4.977
1991 2.028 2.478
1992 4.746 2.539
1993 2.886 2.734

Total 17.770 18.293

Fonte: Almanaque e Anuário de Seleções Readers' Digest (Egito foi o maior receptor de ajuda durante o período indicado, sendo Israel o segundo).

Total de fundos concedidos a Israel, de 1945 a 1984, em bilhões de US$

Ajuda $13.751
Empréstimos $11.756
Empréstimos por pagar $9.360

A cifra de US$ 10 bilhões, sem nenhuma base, foi eliminada da edição revisada de "66 P&R". O insultante comentário sobre como os judeus são controlados por seus líderes também foi eliminado.

O ainda mais insultante comentário sarcástico sobre "como sofrem" os judeus, é o parecer da obra de Ernst Zündel.

66 Perguntas e Respostas sobre o Holocausto - Pergunta 20

Traduzido por Leo Gott

20. Existe alguma prova de que era costume entre os americanos, os britânicos, franceses e os soviéticos torturar prisioneiros alemães para fazer-lhes confessar antes do Julgamento de Nuremberg e em outros lugares?

O IHR diz:

Sim. A tortura foi usada extensamente para produzir “ provas” fraudulentas para o infame Julgamento de Nuremberg e para outros tribunais de “ crimes de guerra” do pós-guerra.

Nizkor responde:

Sem dúvida, aconteceram alguns excessos. Alguns soldados aliados se viram tão afetados pelo que encontraram nos campos que reagiram violentamente, mas isto não é um fator importante no quadro geral. Está muito longe de ser uma política de torturas para obter confissões.

Conforme respondido na pergunta 1: Que torturas e coações poderiam ser efetivas durante décadas para convencer os nazistas a continuar declarando sobre os horrores do Holocausto nos '60, nos '70, e nos '80? Que torturas ou coações estavam sendo aplicadas aos nazistas enquanto esperavam os julgamentos nos tribunais alemães?

Faça este experimento:

Envie um e-mail a Greg Raven, diretor do IHR, no endereço ihrgreg@kaiwan.com e pergunte:

  1. se ele pensa que ações individuais de soldados aliados batendo nos nazistas poderiam ser consideradas provas de uma política de torturas;
  2. que provas ele tem para demonstrar que "era costume entre os americanos, os britânicos, os franceses e os soviéticos torturar prisioneiros alemães para fazer-lhes confessar";
  3. se ele pensa que as ações individuais de nazistas que assassinaram judeus poderiam ser consideradas provas de uma política de extermínio;
  4. se ele considera que o discurso de Himmler de 4 de outubro de 1943 fala de uma política nazista de extermínio de judeus:
"Se está exterminando os judeus", dizem todos os miembros do Partido, "muito
certo, é parte de nossos planos, a eliminação dos judeus, extermínio, nós
estamos fazendo".


Envie uma cópia (Cc:) de seu e-mail a webmaster@nizkor.org, e peça ao Sr. Greg Raven que faça o mesmo.

66 Perguntas e Respostas sobre o Holocausto - Pergunta 19

Traduzido por Leo Gott

19. Se Auschwitz não era um campo de extermínio, por que o comandante do campo, Rudolf Höss, confessou que era?

O IHR diz (edição original):

Porque foi torturado por interrogadores judeus com uniforme britânico, tal e como posteriormente admitiu um deles.

Na edição revisada:

Foi torturado pela Polícia Militar britânica, tal e como admitiu posteriormente um de seus interrogadores.

Na versão da Editora Samisdat (Ernst Zündel):

Empregaram métodos tradicionais para dizer o que seus captores queriam ouvir.

Nizkor responde:

Um momento! A história fica mais vaga a cada revisão?.

O que admitiu exatamente o suposto torturador?

A primeira afirmação do IHR dizia que os interrogadores eram agentes judaicos com uniformes britânicos falsos. Se um destes interrogadores supostamente admitiu, por que o IHR muda a história e converte estes agentes judaicos em verdadeiros policiais militares britânicos?

A verdadeira resposta é que esta afirmação não aparece em nenhuma outra obra da literatura negadora do Holocausto. Só aparece aqui nas "66 Perguntas & Respostas". Não existem provas que os apoiem.

Em outras palavras, alguém inventou. Mais tarde, alguém decidiu que era melhor fazer desaparecer esta história cuidadosamente. Quantas das outras 65 perguntas foram elaboradas da mesma maneira? Não podemos saber, porque não proporcionam provas que os respaldem.

E quanto a confissão de Höss:

Devemos considerar todas as informações em seu contexto. Existem numerosos testemunhos que confirmam os fatos essenciais da confissão de Höss. Existem documentos que falam claramente de gaseamentos e fuzilamentos em massa. A lista segue e segue; para ver uns poucos exemplos, ver a resposta à pergunta 1.

As teses negadoras defendem em sua grande maioria a suposta coação a Höss para que contasse uma história falsa. Mas só têm duas “provas”:

Um escabroso e sensacionalista libro de um tal Rupert Butler entitulado Legions of Death ("Legiones de Muerte"). Butler disse que viu que golpearam Höss quando lhe encontraram. Por exemplo não diz em nenhum momento que os interrogadores foram agentes judeus com uniformes britânicos.

E o mais importante de tudo, a versão de Butler sobre o que ocorreu contradiz a hipótese negadora segundo a qual Höss disse o que queriam que ele dissesse. O livro de Butler não menciona em lugar nenhum, simplesmente diz que golpearam Höss.

Um "testemunho de ouvido" foi supostamente incluído em um documento secreto que o "revisionista" Robert Faurisson “não está pronto para trazer-nos a luz”.

(E no caso de “sair a luz”, seria a primeira vez que os negadores aceitam um "testemunho de ouvido" como válido...)

(Ver nota 2 do ensaio de Mark Weber intitulado "Let's Hear Both Sides" ("Escutemos ambas as partes"), no site de Greg Raven, e "Different Views on the Holocaust" ("Diferentes visões do Holocausto"), no site de Ernst Zündel.)

Com este par de “verdades” escusas, os negadores depreciem e ignoram a confissão de Höss, seu testemunho, suas memórias, e tudo o que disse e escreveu sobre os gaseamentos e o programa de extermínio. Aqui temos alguns excertos de seu testemunho e suas memórias.