Mostrando postagens classificadas por data para a consulta gutman. Ordenar por relevância Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por data para a consulta gutman. Ordenar por relevância Mostrar todas as postagens

domingo, 3 de novembro de 2013

O julgamento dos médicos em Nuremberg

Os réus neste caso são acusados ​​de assassinatos, torturas e outras atrocidades cometidas em nome da ciência médica. As vítimas desses crimes são estimadas na ordem das centenas de milhares. Só um punhado ainda está vivo, alguns dos sobreviventes vão aparecer neste tribunal. Mas a maioria dessas vítimas miseráveis ​​foram abatidos em definitivo ou morreram no decorrer das torturas a que foram submetidos.

Para a maioria eles são mortos sem nome. Para seus assassinos, essas pessoas miseráveis ​​não eram considerados indivíduos. Eles vieram em lotes por atacado e foram tratados de forma pior que animais.*
Dessa forma o julgamento dos médicos começou. Este foi o início da declaração de abertura para a acusação, entregue pelo General de Brigada Telford Taylor em 9 de dezembro de 1946, que apresentou ao mundo as experiências terríveis e desnecessárias que foram realizadas por médicos nazistas. No julgamento estavam 22 homens e uma mulher acusados de participação nesses experimentos. A maioria eram médicos, apenas três não eram. Alguns haviam sido médicos eminentes, poucos eram produtos de sua geração. Como essas pessoas poderiam se voltar contra a humanidade?

Embora muitas vezes conhecido como o "Julgamento dos Médicos" e de "Caso Médico", o julgamento foi oficialmente designado de Estados Unidos da América vs. Karl Brandt. Realizado no Palácio da Justiça em Nuremberg, na Alemanha, o julgamento começou em 9 de Dezembro de 1946. Quatro juízes norte-americanos presidiram a sessão - Walter Beals, Johnson Crawford, Harold Sebring, e Victor Swearingen. O julgamento descreveu e documentou alguns dos experimentos médicos mais terríveis e dolorosos, incluindo os de tifo, água do mar, testes de alta altitude, o transplante de ossos, frio extremo, esterilização, balas envenenadas e a coleta de esqueletos.

Depois de ouvir 85 testemunhas e examinar 1.471 documentos que foram apresentados, o julgamento foi pronunciado em 19 de agosto de 1947, com a condenação seguindo no dia seguinte. Dos 23 acusados, sete foram condenados à morte por enforcamento (realizada na prisão de Landsberg), nove foram condenados à prisão e sete foram inocentados.

Réu
Hermann Becker-Freyseng
Wilhelm Beiglböck
Kurt Blome
Viktor Brack
Karl Brandt
Rudolf Brandt
Fritz Fischer
Karl Gebhardt
Karl Genzken
Siegfried Handloser
Waldemar Hoven
Joachim Mrugowsky
Herta Oberheuser
Adolf Pokorny
Helmut Poppendick
Hans Wolfgang Romberg
Gerhard Rose
Paul Rostock
Siegfried Ruff
Konrad Schäfer
Oskar Schröder
Wolfram Sievers
Georg August Weltz
Sentença
Prisão - 20 anos
Prisão - 15 anos
Inocentado
Morte - enforcamento
Morte - enforcamento
Morte - enforcamento
Prisão perpétua
Morte - enforcamento
Prisão perpétua
Prisão perpétua
Morte - enforcamento
Morte - enforcamento
Prisão - 20 anos
Inocentado
Prisão - 10 anos
Inocentado
Prisão perpétua
Inocentado
Inocentado
Inocentado
Prisão perpétua
Morte - enforcamento
Inocentado
Resultado final
Prisão - 10 anos
Prisão - 10 anos
Absolvido
Executado em 2 de junho, 1948
Executado em 2 de junho, 1948
Executado em 2 de junho, 1948
Prisão - 15 anos
Executado em 2 de junho, 1948
Prisão - 20 anos
Prisão - 20 anos
Executado em 2 de junho, 1948
Executado em 2 de junho, 1948
Solta em abril de 1952
Absolvido
Solto em 31 de janeiro, 1951
Absolvido
Prisão - 15 anos
Absolvido
-
Absolvido
Prisão - 15 anos
Executado em 2 de junho, 1948
-

* Declaração de abertura do julgamento pelo General de Brigada Telford Taylor como citado em George J. Annas e Michael A. Grodin, The Nazi Doctors and the Nuremberg Code [Os médicos nazistas e o Código de Nuremberg] (New York: Oxford University Press, 1992), página 67.

Todas as fotografias são cortesia do Museu Memorial do Holocausto dos EUA (Fotos de arquivo)

Fotografia da coleção de Hedy Epstein, cortesia dos Arquivos de foto do USHMM.
Descrição da foto: Médicos nazistas como réus no julgamento dos médicos (Caso #1 dos Processos Subsequentes de Nuremberg) estão sentados no local dos prisioneiros numa sessão do julgamento. (09 de dezembro de 1946 a 20 de agosto de 1947)


Bibliografia:

- Annas, George J. and Michael A. Grodin. The Nazi Doctors and the Nuremberg Code: Human Rights in Human Experimentation. New York: Oxford University Press, 1992.

- Gutman, Israel (ed.). Encyclopedia of the Holocaust. 4 Vols. New York: Simon and Schuster, 1995.

Fonte: Site about.com (20th Century History)
Título original: The Doctors' Trial
http://history1900s.about.com/library/holocaust/aa052998.htm
Tradução: Roberto Lucena

Observação: o comentário que estava aqui sobre cobaias de laboratório foi removido para este post
Sobre cobaias de laboratório e humanos, e o caldo da segunda guerra

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Morre historiador israelense do Holocausto, Israel Gutman

Quinta-feira, 3 de outubro de 2013 | 12:09 a.m.

Israel Gutman, who que sobreviveu as atrocidades nazi na segunda guerra e dedicou sua vida à pesquisa do Holocausto, faleceu em Jerusalém. Ele tinha 90 anos.

Gutman nasceu em Varsóvia em 1923 e lutou no levante do Gueto de Varsóvia em 1943, onde ele foi ferido.

Seus pais e irmãos morreram no gueto enquanto Gutman ficou como prisioneiro em três campos de concentração, incluindo Auschwitz.

Depois da guerra ele se transferiu para Israel onde mais tarde serviu como historiador chefe no Museu Memorial do Holocausto Yad Vashem.

Yad Vashem lamentou seu falecimento descrevendo Gutman na terça-feira como um "historiador pioneiro." Ele faleceu na segunda-feira.

Ele deixa duas filhas e três netos.

O funeral ocorre na quarta-feira em Jerusalém.

Fonte: The Associated Press/Las Vegas Sun
http://www.lasvegassun.com/news/2013/oct/03/ml-israel-obit-gutman/
Tradução: Roberto Lucena

Ver mais no blog A Vida no Front:
Israel Gutman, historiador do Holocausto, morreu aos 90 anos

Tag de Israel Gutman no blog (com os posts).

terça-feira, 27 de março de 2012

Experimentos Médicos - Oberhauser e Schumann

Oberhauser

A Dra. Herta Oberhauser assassinava prisioneiros com injeções de óleo e outras substâncias, amputava-lhes extremidades ou lhes extraia órgãos vitais, ou lançava vidro moído e serragem em feridas. Recebeu uma condenação de vinte anos como criminosa de guerra, mas saiu da prisão em 1952 e obteve uma vaga de clínico geral em Stocksee, Alemanha. Sua licença para praticar medicina foi anulada em 1960. (Laska, Vera. ed. Women in the Resistance and in the Holocaust: The Voices of Eyewitnesses. CT: Greenwood Press, 1983, p. 223).

Schumann

Himmler, em uma carta ao Oberführer da SS, Brack, em 11 de agosto de 1942, manifestou seu interesse nos experimentos de esterelização realizados com raios-X (Verauschwitz sterilization). Em abril de 1944 recebeu um relatório sobre o trabalho do Dr. Horst Schumann "sobre a influência dos raios-X nas genitais humanas" em Auschwitz. O relatório incluia o seguinte parágrafo:

Previamente você pediu ao Oberführer Brack que leve a cabo este trabalho, e o apoiou proporcionando o material adequado no campo de concentração de Auschwitz. Destaco especialmente a segunda parte deste trabalho, que demonstra que por este sistema a castração de homens é quase impossível ou requer um esforço que não compensa. Visto isto, estou convencido de que a castração cirúrgica não necessita mais do que 6 ou 7 minutos, e portanto é mais confiável e rápida que a castração por raios-X.

Schumann montou uma estação de raios-X em Auschwitz em 1942, no campo de mulheres de Bla. Ali se esterilizou à força homens e mulheres lhes colocando repetidamente durante vários minutos entre duas máquinas de raios-X, apontando os raios para os órgãos sexuais. A maioria das vítimas morreram depois desses grandes sofrimentos, ou foram gaseadas imediatamente porque as queimaduras produzidas pela radiação fizeram com que não pudesem mais trabalhar. Os testículos dos homens eram extirpados e enviados a Breslau para realizar estudos histopatológicos.

As frequentes ovariectomias que eram feitas, foras realizadas pelo prisioneiro polonês, o Dr. Wladyslav Dering. Dering apostou uma vez com um homem da SS que era capaz de fazer dez ovariectomias em uma tarde, e ganhou a aposta. Algumas de suas vítimas sobreviveram. Dering foi declarado criminoso de guerra, mas esquivou-se da ação da justiça e praticou a medicina durante um tempo na Somalilândia Britânica. (Laska, Vera. ed. Women in the Resistance and in the Holocaust: The Voices of Eyewitnesses. CT: Greenwood Press, 1983, p. 223; Encyclopedia of the Holocaust, Vol. 3, p. 965).

Fonte: Site Nizkor; livro: Women in the Resistance and in the Holocaust: The Voices of Eyewitnesses; Autor: Vera Laska; Encyclopedia of the Holocaust, Vol. 3 (Editor: Israel Gutman)
http://www.nizkor.org/faqs/auschwitz/auschwitz-faq-17-sp.html#Oberhauser
http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/Holocaust/auschwitz_faq_17.html
Tradução: Roberto Lucena

domingo, 25 de março de 2012

Mengele - Experimento médicos

Mengele promoveu experimentos médicos com prisioneiros, especialmente anões e gêmeos. É dito que supervisionou uma operação na qual as crianças ciganas foram costuradas uma na outra para criar gêmeos siameses; as mãos das crianças sofreram graves infecções nos pontos que uniam as veias (Snider, Louis; Encyclopedia of the Third Reich; 1997)

Cohen nos conta:
A única evidência de primeira mão destes experimentos provém de um grupo de sobreviventes e de um médico judeu, Miklos Nyiszli, que trabalhou com Mengele como patologista. Mengele submetia suas vítimas - gêmeos e anões a partir dos dois anos de idade - a exames clínicos, testes sanguíneos, raios-X e medicações antropológicas. No caso dos gêmeos, fazia perfis de cada gêmeo para comporá-los. Também infectava suas vítimas com diversas substâncias e injetava produtos químicos em seus olhos (ao que parece, tentando alterar a cor dos olhos).

Por último, o mesmo as matava injetando nelas clorofórmio no coração para depois realizar exames patológicos comparativos de seus orgãos internos. A intenção de Mengele, segundo o Dr. Nyiszli, era estabelecer as causas genéticas do nascimento de gêmeos para facilitar a formulação de um programa que dobraria a taxa de nascimento da raça 'ariana'. Os experimentos afetaram cerca de 180 pessoas, tanto adultos como crianças.

Mengele também realizou um grande número de experimentos no campo das doenças contagiosas (febres tifóide e tuberculose) para averiguar como os homens de raças distintas podiam enfrentar essas enfermidades. Utilizou gêmeos ciganos para este fim. Os experimentos de Mengele combinavam investigações científicas (talvez inclusive importantes) com fins racistas e ideológicos do regime nazi, que usaram orgãos governamentais, instituições científicas e campos de concentração.

A partir da escassa informação disponível, pode-se deduzir que suas investigações se distinguiam de outros experimentos médicos em que a morte das vítimas estava programada no experimento e era um elemento central deste. (Israel Gutman (Editor); Encyclopedia of the Holocaust, Vol. 3, página 964)
Fonte: Site Nizkor; Encyclopedia of the Third Reich; Autor: Louis S. Snyder; Encyclopedia of the Holocaust, Vol. 3 (Editor: Israel Gutman)
http://www.nizkor.org/faqs/auschwitz/auschwitz-faq-16.html
http://www.nizkor.org/faqs/auschwitz/auschwitz-faq-16-sp.html
http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/Holocaust/auschwitz_faq_16.html
Tradução: Roberto Lucena

quinta-feira, 7 de abril de 2011

As heróicas mulheres de Auschwitz

Por Ernie Mayer
Nota publicada no Jerusalem Post de 13 de julho de 1991

Membros da resistência francesa

Em julho de 1991 foi inaugurado em Yad Vashem um monumento em homenagem a quatro mulheres judias, que arriscaram suas vidas em Auschwitz. A escultura é de Iosef Salamon.

Os nomes das quatro mulheres que honram este monumento são: Ala Gertner, Roza Robota, Regina Safirsztajn e Estucia Wajcblum. Depois de meses de interrogatórios e torturas as quatro foram enforcadas em 5 de janeiro de 1945, 13 dias antes de que as SS abandonassem Auschwitz ao se inteirar do avanço russo.

A história começa em março de 1944, quando Roza Robota se encontra no campo com um prisioneiro a quem ela conhecia de sua cidade natal de Ciechanow, onde ambos pertenciam ao Hashomer Hatzair. Este homem pertencia ao Sonder Kommando, esquadrão encarregado de remover os corpos das câmaras de gás e levá-los ao crematório. Os homens do Sonderkommando viviam em barracas separadas do resto dos prisioneiros e lhes era reservada melhor comida. Periodicamente os nazis gaseavam estes homens, porque consideravam que haviam "visto demais" e os substituíam por um novo grupo.

Este homem com quem Roza se encontrou pertencia ao grupo "underground" que planejava um levante. Para isto necessitava de granadas e explosivos. Queriam explodir as câmaras de gás. Embora Roza tivesse uma posição relativamente cômoda na "rouparia, comprometeu-se a ajudá-lo. Falou com sete mulheres que trabalhavam em Werschel Metan Unionworke, a fábrica de munições. É necessário contrabandear a pólvora e entregá-la ao grupo "underground". Roza é a ponte entre os que conseguiam a pólvora e os que a recebiam. Nesse grupo se encontrava Israel Gutman, na época então com 21 anos, e atualmente reconhecido professor da história do Holocausto na Universidade Hebraica de Jerusalém.

As heróicas garotas escondiam a pólvora nas bainhas. A revolta estourou no sábado 7 de outubro de 1944. Os sonderkommandos sabiam que tinham os dias contados, porque os transportes de judeus já não chegavam. Mas decidiram continuar lutando. O movimento "underground" polonês que havia prometido sua ajuda, no último momento não apareceu. A revolta não ocorreu como havia sido planejada. Segundo Israel Gutman, foram traídos por um kapo. Não há detalhes da revolta, mas mais de 500 sonderkommandos foram mortos. Os últimos que trataram de escapar foram caçados por cães, segundo relata o historiador britânico Martin Gilbert.

A gestapo não tardou em dar-se conta de quem havia fornecido a pólvora. Que pese nisso as torturas infligidas a Roza, esta não revelou nomes. Gutman disse: "através do heroísmo destas mulheres, 30 de nós podem se salvar". As testemunhas das mortes destas quatro jovens contam que morreram dando mostra de orgulho, e Roza clamou vingança. Em 22 de maio de 1985, na Alemanha, foram homenageadas publicamente e por sugestão dos sobreviventes de Auschwitz em Israel, descobriu-se uma placa no distrito de Ruhr na cidade alemã de Frodenberg, onde funcionava a fábrica Unionworke.

Fonte: Fundación Memoria del Holocausto (Argentina)
http://www.fmh.org.ar/revista/2/lasheroicas.htm
Texto: Ernie Mayer
Tradução(ing-esp): Noemí Rijter
Tradução: Roberto Lucena

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Holocausto na Eslováquia - Monsenhor Josef Tiso

Um padre enviou 52.000 judeus aos nazis.
Em três meses o presidente da Eslováquia, Monsenhor Tiso enviou 60% dos judeus do país à morte na Alemanha.

Este artigo faz parte de uma série que segue o título: A Shoá em perspectiva.

Texto de Marc-André Charguéraud
Idées reçues, paradoxes, polémiques, pages oubliées
Cordialmente, Marc-André Charguéraud

Encontre também no meu blog os artigos recentemente publicados.
A Shoah revisitada (http://la.shoah.revisitee.org/)

Hitler e Monsenhor Tiso
De março a junho de 1942, a Eslováquia mandou para para os alemães 60% dos judeus que viviam ao sul de seu território, ou seja 52.000 de 87.000. [1] « o primeiro país depois do Reich a deportar os judeus » ver os campos da morte na Polônia.[2] Tão numerosos, tão cedo, durante as primeiras semanas da Shoá, tão rapidamente em três meses, um triplo recorde que condena os dirigentes políticos do país e seu presidente a estarem na vanguarda, um padre católico, Mons. Josef Tiso.

As testemunhas não tinham nenhuma ilusão sobre o destino dos judeus. Mgr. Guiseppe Burzio, o agente diplomático do Vaticano na Bratislava, telegrafou à Roma em 9 de março de 1942, o primeiro-ministro Vojtekh Tuka confirmou-lhe « a deportação de 80.000 pessoas na Polônia a mercê dos alemães e uma condenação de grande parte a uma morte certa ».[3] Simultaneamente Mgr. Angelo Rotta, núncio em Budapeste, escreveu a Pio XII : (os deportados) estão condenados « a uma destruição certa e à morte. Eles colocam suas esperanças e confiança em Sua Santidade. »[4] Logo após o início das deportações, o Vaticano reagiu. Ele não se comprometeu e só enviou duas notas de âmbito limitado para Tuka. Roma explicou que é um erro pensar que os judeus foram enviados ao governo central para o Departamento de trabalho: eles estão sendo exterminados.[5]

O governo eslovaco não pode alegar ignorância. Os alemães lhe pediram 20.000 trabalhadores robustos e ele ofereceu 20.000 judeus e insistiram para que suas famílias os acompanhassem. E os trabalhadores, as crianças e os idosos que parem? As autoridades eslovacas querem ter certeza de que esses judeus jamais retornem à Eslováquia. Para obter o acordo com os alemães, eles vão pagar 500 Reichsmark por cada judeu deportado.[6] É a única vez na Europa que um país paga aos nazis para que eles se livrem permanentemente de seus judeus.

A Eslováquia era profundamente antissemita. Em 9 de setembro de 1941, seu Parlamento adota um « Código judaico » que incorporava todas as medidas antijudaicas alemãs. Ele excluia a maioria dos judeus da vida econômica, política e social do país. Os alemães aplaudiram, sublinhando que este código foi publicado por « um Estado dirigido por um padre católico ».[7]

Em 26 de abril de 1942, uma carta pastoral publicada por bispos da Eslováquia repetia as velhas acusações: « A influência judia é perniciosa (…) não somente economicamente mas também nas esferas culturais e morais, eles prejudicam nossos fiéis. »[8] Em consequência os bispos não se opõem « aos atos legais do governo na tomada de medidas visando eliminar a influência nefasta dos judeus »[9] Isso encorajou o governo a avançar.

O primeiro-ministro Tuka é a imagem do país. Suas declarações antissemitas rivalizavam com a dos nazis. « Minha missão é de livrar a Eslováquia desta praga... os judeus são uma raça insociável, inassimilável; são elementos perniciosos e nocivos que devem ser eliminados sem serem levados em conta... para liberar a Eslováquia da peste hebraica, Pour libérer la Slovaquie de la peste hébraïque, não existem outros meios que não a deportação forçada em massa ».[10]

Monsenhor Tiso está na mesma onda. Em um discurso, em 15 de agosto de 1942, ele acrescenta uma referência cristã aberrante: « que o elemento judeu tem prejudicado a vida dos eslovacos, acho que ninguém mais precisa ser convencido disso... e as coisas seriam bem piores se não fôssemos nos livrar deles. E fazemos isso de acordo com uma ordem de Deus: Eslováquia, vá, livre-se de seu parasita...»[11]

« O problema é que o presidente da Eslováquia é um sacerdote. Que a Santa Sé não pôde colocar Hitler, todos entendem. Mas manter um padre, que lhe inclui? » escreveu Mons. Domenico Tardini num memorando interno do Vaticano. Ele acrescentou: « Há dois tolos: Tuka que atua sobre Tiso, um padre que deixa fazer! »[12] Na verdade o presidente Tiso está encantado que o outro fará o « trabalho sujo ».

Em junho de 1942 Mons. Tiso decide pôr fim às deportações sem que os alemães reagissem. Assim ele poderia, portanto, resistir às pressões de seus próprios ministros e evitar deportações em massa na primavera de 1942.[13] Especialmente desde que, conforme descrito por um historiador, « a deportação não foi um fruto de pressões alemães mas uma demanda dos eslovacos ».[14]

Em 26 de junho de 1942, desapontado com esta decisão sobre as deportações, o embaixador alemão na Bratislava, Hans Ludin, elaborou feliz uma nota com a descoberta para Berlim: « A evacuação dos judeus da Eslováquia está sob um impasse. Devido a influência do clero e a corrupção de alguns funcionários, 35.000 judeus Juifs se beneficiaram de uma consideração especial com base na qual eles não devem ser evacuados... »[15]

O Vaticano protestou sem estardalhaço, e a população não reagiu antes à brutalidade das milícias eslovacas durante as detenções e embarque dos judeus nos vagões. Para o governo, deve-se manter alguns « bons judeus » e suas famílias. Os funcionários, os empresários, os financiadores que são essenciais à vida econômica e administrativa do país.

Durante dois anos, o Presidente Tiso resistiu às ofensivas de seus ministros e dos alemães para que a « solução final » fosse retomada. « Este é o primeiro país satélite onde os alemães enfrentam uma resistência suficientemente forte para que eles interrompam seus planos para uma solução final », escreveu um historiador.[16]

Quando o exército vermelho se aproximava, a resistência eslovaca se levantou em 29 de agosto de 1942. A Wehrmacht ocupou o país e reprimiu a insurreição. A Gestapo chegou, e de 13 a 14.000 judeus são deportados sob o pretexto de que eles estariam ajudando os insurgentes. Em 29 de outubro de 1944, Mons. Burzio recebeu uma mensagem urgente de Pio XII : « Encontre-se imediatamente com o presidente Tiso e lhe informe que Sua Santidade sente uma profunda tristeza de que tantas pessoas, em contrário aos princípios de justiça e de humanidade, sofram neste país devido à sua nacionalidade e raça. » Mensagem que o Papa reitera de forma análoga em 21 de novembro.[17]

Sem resultado. Tiso não é capaz mais de agir. Ele, no entanto, continua a repetir seu ódio aos judeus. Em 8 de novembro de 1944, ele escreveu a Pio XII : « O governo da República eslovaca que é acusado sobre as ações que executou contra os ciganos e judeus, não as fez por razão de nacionalidade ou de origem étnica, mas em nome do dever de defender a nação contra os inimigos que trabalham a vários séculos para a sua destruição. »[18]

Cerca de 70.000 judeus foram deportados da Eslováquia, 65.000 não retornaram.[19] O pior é que não estamos falando insuficientemente, são 52.000 judeus que foram entregues voluntariamente aos alemães pelo Presidente Tiso e seu Primeiro-Ministro Tuka. Tiso é um padre. Pio XII, portanto, poderia tê-lo convocado em Roma, e porque não destitui-lo, ameaçar-lhe de excomunhão e de tomar outras medidas, se necessário.[20] O Papa se contentou apenas em lhe chamar à ordem para lhe retirar o título de Monsenhor.[21]

Copyrigth Marc-André Charguéraud. Genebra. 2010
Encontre em meu blog: A Shoah revisitada (http://la.shoah.revisitee.org/) outros artigos recentemente publicados.
----------------------------------------------------
[1] MORLEY John, Vatican Diplomacy and the Jews during the Holocaust, 1939-1943, New York, 1980, p. 84.

[2] FRIEDLANDER, Saul, Les années d’extermination, l’Allemagne nazie et les Juifs, 1939-1945, Seuil, Paris, 2008, p. 301.

[3] BLET Pierre, Pie XII et la Seconde Guerre Mondiale, Perrin, Paris, 1997, p. 193.

[4] FABRE Henri, L’Eglise catholique face au fascisme et au nazisme, Editions Espaces de Liberté, Bruxelles, 1994, p. 330.

[5] HILBERG Raul, La destruction des Juifs d’Europe, Fayard, Paris, 1988, p. 637.

[6] GUTMAN Ysrael, ed. Encyclopedia of the Holocaust. Macmillan Publishing, New York-London, 1990, p. 1365.

[7] FABRE, op. cit. p. 327. PHAYER John Michael, The Catholic Church and the Holocaust, 1930-1965, Indiana University Press, Bloomington, Indiana, 2000, p. 87

[8] Morley, op. cit. p. 85.

[9] VAGO, Bela et MOSSE, George, Ed. Jews and non Jews in Eastern Europe, 1918-1945, John Wiley, New York, 1974, p. 226.

[10] FABRE, op. cit. p. 336.

[11] MICCOLI Giovanni, Les dilemmes et les silences de Pie XII, Editions Complexes, Bruxelles, 2000, p. 361.

[12] FABRE, op. cit. p. 332. Mgr. Tardini est Secrétaire de la Congrégation des Affaires ecclésiastiques.

[13] 4 000 Juifs seront encore déportés entre juin et novembre 1942.

[14] FRIEDLANDER, op. cit. p. 468.

[15] FRIEDLANDER, op. cit. p. 469.

[16] VAGO et MOSSE, op. cit. p. 237. Citant Léon Poliakov.

[17] GRAHAM Robert, Pius XII and the Holocaust, Catholic League for Religious Civil Rights, Milwaukee, Wisconsin, 1988, p. 65 et 67.

[18] MICCOLI, op. cit. p. 336.

[19] FRIEDLANDER, op. cit. p. 642.

[20] FABRE, op. cit. p. 353.

[21] PHAYER, op. cit. p. 14.

Categorias: Tags: allemagne, bratislava, budapest, camps de la mort, destruction, gouvernement central, Juif, juifs, juin 1942, nazis, Premier Ministre Tuka, reich, reichsmark, slovaque, Slovaquie, tiso, Vatican, Wehrmacht

Fonte: La Shoah Revitée/Sefarad.org (Suíça/França)
http://www.revisitee.org/art-13.html
http://sefarad.org/?p=2262
Tradução: Roberto Lucena

sábado, 10 de julho de 2010

Auschwitz - O campo de extermínio

Abaixo segue um texto publicado no site do Museu Memorial do Holocausto dos EUA(USHMM) com um resumo sobre o campo de extermínio de Auschwitz.

Muita gente procura informação sobre o Holocausto na internet e acaba não dando de cara facilmente com informações básicas(de fontes sérias) com uma visão geral do que foram os campos de concentração e extermínio empregados pelos nazistas na execução do genocídio da Segunda Guerra. Na medida do possível serão colocados, mais adiante, mais textos com resumos de outros campos de concentração/extermínio. Todos os textos serão fixados no Sumário que se encontra no lado esquerdo do blog para não ficarem "perdidos" na progressão do blog.

Observação: alguns erros de português do texto foram corrigidos(numa vista rápida) e as fontes do texto para leitura foram colocadas(elas não foram reproduzidas na parte em português site do texto original em inglês).
____________________________________________________

AUSCHWITZ

O complexo dos campos de concentração de Auschwitz era o maior de todos os estabelecidos pelo regime nazista. Nele havia três campos principais de onde os prisioneiros eram distribuídos para fazer trabalho forçado e. por longo tempo, um deles também funcionou como campo de extermínio. Os campos estavam a aproximadamente 60 quilômetros a oeste da cidade polonesa de Cracóvia, na Alta Silésia , próximos à antiga fronteira alemã e polonesa de antes da guerra, mas que em 1939, após a invasão e a conquista da Polônia, foi anexada à Alemanha nazista. As autoridades das SS estabeleceram os três campos principais perto da cidade polonesa de Oswiecim: Auschwitz I, em maio de 1940; Auschwitz II (também conhecido como Auschwitz-Birkenau), no início de 1942; e Auschwitz III (também chamado de Auschwitz-Monowitz), em outubro de 1942.

(Foto) Entrada principal do campo de extermínio Auschwitz-Birkenau. Foto tirada na Polônia, data incerta. — Beit Lohamei Haghettaot

O campo de Auschwitz era subordinado à “Inspetoria dos Campos de Concentração”. Até março de 1942 esta Inspetoria era um órgão do Quartel-General das SS e, a partir de 1941, começou a fazer parte da Central de Operações das SS. De março de 1942 até a liberação de Auschwitz, a Inspeção era subordinada à Central Econômica-Administrativa das SS.

Em novembro de 1943, as SS decretaram que Auschwitz-Birkenau e Auschwitz-Monowitz se tornariam campos de concentração independentes. O comandante de Auschwitz I continou como comandante da guarnição de todas as unidades SS enviadas para Auschwitz e era considerado o oficial sênior entre os três comandantes. Os escritórios de administração da SS que armazenavam os registros de prisioneiros e gerenciavam sua distribuição de trabalho continuavam localizados na Auschwitz I. Em novembro de 1944, Auschwitz II foi reunificado a Auschwitz I, e Auschwitz III passou a ser denominado Monowitz.

Os comandantes do complexo de campos de concentração de Auschwitz eram: Tenente-Coronel da SS Rudolf Hoess, de maio de 1940 a novembro de 1943; Tenente-Coronel da SS Arthur Liebehenschel, de novembro de 1943 até meados de maio de 1944; e Major da SS Richard Baer, de meados de maio de 1944 a 27 de janeiro de 1945. Enquanto era independente, os comandantes de Auschwitz-Birkenau (novembro de 1943 a novembro de 1944) foram o Tenente-Coronel da SS Friedrich Hartjenstein, de novembro de 1943 a meados de maio de 1944 e o Capitão da SS Josef Kremer, de meados de maio a novembro de 1944. O comandante do campo de concentração Monowitz, de novembro de 1943 a janeiro de 1945, foi o Capitão Heinrich Schwarz.

AUSCHWITZ I

Auschwitz I, o campo principal, foi o primeiro a ser fundado perto da cidade polonesa de Oswiecim. As construções começaram em maio de 1940 em um antigo quartel da artilharia do exército polonês, localizado em um bairro afastado. As autoridades das SS obrigavam os prisioneiros ao trabalho forçado contínuo, com a finalidade de expandir os limites físicos do campo. Durante o primeiro ano de existência do campo, as SS e a polícia evacuaram uma área de aproximadamente 40 quilômetros quadrados como "área de desenvolvimento", reservada para uso exclusivo do campo. Os primeiros prisioneiros de Auschwitz eram alemães, transferidos do campo de concentração Sachsenhausen, na Alemanha, onde estavam encarcerados por infração criminal recorrente, e prisioneiros políticos poloneses que vieram de Lodz e estavam no campo de concentração de Dachau e de Tarnów, no Distrito de Generalgouvernment na Cracóvia (parte da Polônia ocupada mas não incorporada à Alemanha nazista, associada administrativamente à Prússia Oriental, ou incorporada à União Soviética ocupada pela Alemanha).

Similar à maioria dos campos de concentração alemães, Auschwitz I foi construído com três finalidades: 1) prender os inimigos reais e imaginários do regime nazista, e das autoridades de ocupação alemãs na Polônia, por um período indeterminado; 2) ter à disposição uma grande oferta de trabalhadores forçados para alocar aos empreendimentos das SS e relacionados à construção (e, mais tarde, produção de armamento e artigos de guerra); e 3) servir como local para a exterminação de grupos pequenos, de determinadas populações, conforme determinado pelas SS e autoridades policiais para manter a segurança da Alemanha nazista. Como a maioria dos campos de concentração, Auschwitz I possuía câmara de gás e crematório. Inicialmente, os engenheiros das SS construíram uma câmara de gás improvisada no porão do bloco de celas, o Bloco 11. Mais tarde, uma câmara maior e permanente foi construída como parte do crematório original, em outro prédio fora do complexo de celas.

Em Auschwitz I, os médicos das SS realizavam experiências “médicas” no hospital localizado no Bloco 10. Eram pesquisas pseudocientíficas em bebês, gêmeos e anões, além de fazerem esterilizações forçadas e experiências de hipotermia em adultos. O médico mais conhecido dentre eles era o infame Capitão das SS, Dr. Josef Mengele.

Entre o crematório e o quartel de experiências médicas ficava a "Parede Negra", frente à qual os guardas das SS executavam milhares de prisioneiros.

AUSCHWITZ II

A construção de Auschwitz II, ou Auschwitz-Birkenau, teve início em outubro de 1941, nas proximidades da cidade polonesa de Brzezinka. Dos três campos localizados perto de Oswiecim, o Auschwitz-Birkenau foi o que teve o maior número de prisioneiros. Era dividido em mais de doze seções, separadas por cercas com arame farpado eletrificado que, como em Auschwitz I, eram patrulhadas pelos guardas das SS e, após 1942, por guardas com cães policiais. O campo tinha seções específicas para homens, mulheres, um campo familiar para ciganos deportados da Alemanha, Áustria e do protetorado da Boêmia e Moravia, e um para famílias judias deportadas do gueto de Terezín.

Auschwitz-Birkenau também tinha instalações que funcionavam como centro-de-extermínio, e exercia um papel fundamental no plano alemão para exterminar os judeus europeus. A partir de meados de 1941, o gás Zyklon B foi introduzido no sistema dos campos de concentração alemães como forma de agilizar o extermínio. Em setembro, em Auschwitz I, deu-se o primeiro teste com o gás Zyklon B, e o "sucesso" destes testes levaram à adoção daquele gás em todas as câmaras de gás do complexo Auschwitz. Próximo a Birkenau, as SS iniciaram o processo de transformação de duas sedes de antigas fazendas em câmaras de gás. A câmara "improvisada" I entrou em operação em janeiro de 1942 e mais tarde foi desmontada. A câmara “improvisada” II funcionou de junho de 1942 até o final de 1944. As SS consideraram as instalações inadequadas para o volume de gás que eles haviam planejado usar para Auschwitz-Birkenau. Entre maio e junho de 1943, foram construídos quatro imponentes prédios de cremação, cada um com três componentes: uma área para os prisioneiros despirem-se, uma grande câmara de gás, e fornos crematórios. As SS mantiveram as operações com gás em Auschwitz-Birkenau até novembro de 1944.

DEPORTAÇÃO PARA AUSCHWITZ

Os trens chegavam constantemente a Auschwitz-Birkenau trazendo como carga judeus de praticamente todos os países europeus ocupados pela Alemanha ou a ela aliados. Estes carregamentos foram iniciados em 1942 e terminaram em 1944. Estes são os dados, em números aproximados, das deportações de judeus por país: Hungria: 426.000; Polônia: 300.000; França: 69.000; Holanda: 60.000; Grécia: 55.000; Boêmia e Morávia: 46.000; Eslováquia: 27.000; Bélgica: 25.000; Iugoslávia: 10.000; Itália: 7.500; Noruega: 690; outros (incluindo os prisioneiros de outros campos de concentração que eram despachados para Auschwitz-Birkenau ): 34.000.

Com as deportações provenientes da Hungria, Auschwitz-Birkenau tornou-se um instrumento de extrema eficácia dentro do plano alemão de destruir os judeus europeus. Entre final de abril e começo de julho de 1944, aproximadamente 440.000 judeus húngaros foram deportado, e cerca de 426.000 deles foram diretamente para Auschwitz. Deste, as SS imediatamente enviaram cerca de 320.000 diretamente para as câmaras de gás em Aschwitz-Birkenau, mobilizando quase 110.000 para trabalho forçado no complexo de campos de concentração de Auschwitz. Em questão de semanas após sua chegada, os judeus húngaros foram enviados pelas SS para trabalho escravos em outros campos deconcentração, na Alemanha e na Áustria .

No total, aproximadamente 1,1 milhão de judeus foram deportados para Auschwitz. Além deles, as autoridades das SS e das polícias colaboracionistas deportaram cerca de 200.000 pessoas de outras etnias para Auschwitz, incluindo 140.000 a 150.000 poloneses não-judeus, 23.000 ciganos roma e sinti, 15.000 prisioneiros de guerra soviéticos, e outros 25.000 civis(cidadãos soviéticos, lituanos, tchecos, franceses, iugoslavos, alemães, austríacos e italianos).

Os recém-chegados a Auschwitz-Birkenau passavam por uma triagem, na qual a equipe das SS decidia quem era capaz ou incapaz de realizar trabalhos forçados--a maioria--e os enviava diretamente para câmaras de gás, que pareciam banheiros com chuveiros para enganar as vítimas, para que o processo fosse mais rápido. Os pertences dos que iam para as câmaras eram confiscados e enviados para o depósito "Kanada" (Canadá), para posteriormente serem enviados à Alemanha. Para os prisioneiros, a palavra Canadá significava riqueza.

Pelo menos 960.000 judeus foram exterminados em Auschwitz, além de cerca de 74.000 poloneses, 21.000 ciganos, 15.000 prisioneiros de guerra soviéticos, e 10.000 a 15.000 civis de outras nacionalidades (cidadãos soviéticos, tchecos, iugoslavos, franceses, alemães e austríacos).

Em 7 de outubro de 1944, algumas centenas de prisioneiros destinados ao crematório IV em Auschwitz-Birkenau rebelaram-se após descobrirem que seriam assassinados. Durante a rebelião, os prisioneiros mataram três guardas, explodiram o crematório e a câmara de gás adjacente usando para tal explosivos trazidos clandestinamente para o campo por cinco judias que eram trabalhadoras forçadas em uma fábrica de armamentos bélicos nas proximidades. Os alemães acabaram com a rebelião, matando quase todos os prisioneiros envolvidos e enforcando publicamente as mulheres envolvidas, no início de janeiro de 1945.

As operações com gás continuaram até novembro de 1944 quando, sob as ordens de Himmler, as SS desabilitaram as câmaras de gás que ainda funcionavam. Em janeiro de 1945, as SS iniciaram a demolição das instalações remanescentes à medida que as forças soviéticas se aproximavam, em uma tentativa frustrada de esconder do mundo as barbaridades que praticavam.

AUSCHWITZ III

Auschwitz III, localizado nos arredores da cidade polonesa de Monowitz e também conhecido como Buna ou Monowice, foi fundado em outubro de 1942 para abrigar prisioneiros enviados para ali trabalhar na produção de borracha sintética. Na primavera de 1941, o conglomerado alemão I.G. Farben lá estabeleceu uma fábrica, na qual planejavam explorar a força de trabalho escravo dos campos de concentração para produzir borracha e combustíveis sintéticos. A I.G. Farben investiu mais de 700 milhões de Reichsmarks, cerca de 1,4 milhões de dólares na época, em Auschwitz III. De maio de 1941 a outubro de 1942, as SS transportaram prisioneiros de Auschwitz I para o "Anexo Buna", caminho que inicialmente faziam a pé, e depois de trem. Com a construção de Auschwitz III, no final de 1942, os prisioneiros que trabalhavam em Buna lá passaram a viver.

Auschwitz III também possuía um campo denominado “Campo de Educação pelo Trabalho”, no qual eram colocados prisioneiros não-judeus que os nazistas acreditavam haver violado a disciplina imposta pelos alemães no trabalho.

SUBCAMPOS DE AUSCHWITZ

Entre 1942 e 1944, as autoridades de Auschwitz fundaram 39 sub-campos; alguns deles foram fundados dentro de zonas de "desenvolvimento", dentre elas Budy, Rajsko, Tschechowitz, Harmense e Babitz. Outros, tais como Blechhammer, Gleiwitz, Althammer, Fürstengrube, Laurahuette e Eintrachthuette, localizavam-se na Alta Silésia, ao norte e a oeste do Rio Vístula; e os de Freudental e Bruenn/Brnona Morávia. Os sub-campos que produziam ou processavam produtos agrícolas eram subordinados administrativamente à direção de Auschwitz-Birkenau; por outro lado, os sub-campos utilizados para a produção industrial e de armamento, ou indústrias de extração (tais como minas de carvão e pedreiras), eram subordinados a Auschwitz-Monowitz. Após novembro de 1943, esta divisão de responsabilidades administrativa foi formalizada.

Os prisioneiros trabalhavam em grandes fazendas, inclusive em uma estação experimental de agricultura em Rajsko. Eles também eram forçados a trabalhar em minas de carvão e pedreiras, com pesca e, principalmente, em indústrias de armamento, como a empresa das SS German Equipment Works, fundada em 1941. Periodicamente os prisioneiros passavam por uma seleção, e se as SS os julgasse fracos ou doentes demais para trabalhar os enviavam para Auschwitz-Birkenau para serem eliminados.

Em Auschwitz I, aqueles que eram escolhidos para o trabalho forçado eram registrados e tatuados no braço esquerdo com o número de identificação, após o que eram enviados para o campo principal ou para outros lugares no complexo, inclusive para os sub-campos.

A LIBERAÇÃO DE AUSCHWITZ

No final de janeiro de 1945, em pleno inverno, conforme as forças soviéticas aproximavam-se do complexo de campos de concentração de Auschwitz, as SS iniciaram a evacuação destes campos e seus sub-campos. As unidades das SS forçaram cerca de 60.000 prisioneiros a marchar na direção oeste do sistema de campos de Auschwitz, e muitos milhares foram mortos nos dias que antecederam o início da “Marcha da Morte”. Dezenas de milhares de prisioneiros, a maioria judeus, foram forçados a caminhar tanto para noroeste, por 55 quilômetros, para Gliwice/Gleiwitz, junto com os prisioneiros dos sub-campos no leste de Alta Silésia, tal como Bismarckhuette, Althammer e Hindenburg, quanto para oeste, por 63 quilômetros, para Wodzislaw/Loslau na parte ocidental de Alta Silésia, junto com os prisioneiros dos sub-campos localizados ao sul de Auschwitz, como Jawischowitz, Tschechowitz e Golleschau. Os guardas das SS atiravam em todos os que ficavam para trás ou que não conseguiam continuar. Os prisioneiros também sofreram com o mau tempo, fome durantes as terríveis marchas. Pelo menos 3.000 prisioneiros morreram quando iam para Gliwice; e estima-se que 15.000 mais tenham morrido durante as marchas de evacuação de Auschwitz e seus sub-campos.

Quando chegavam a Gliwice e Wodzislaw, eram colocados em trens de carga, sem qualquer tipo de calefação, e levados para campos de concentração na Alemanha, principalmente Flossenbürg, Sachsenhausen, Gross-Rosen, Buchenwald, Dachau, e também Mauthausen, na Áustria. A viagem de trem durava dias e, sem comida, água, abrigo ou cobertores, muitos não conseguiram sobreviver.

No final de janeiro de 1945, as autoridades das SS e da polícia forçaram 4.000 prisioneiros a caminhar para Blechhammer, um sub-campo de Auschwitz-Monowitz. As SS exterminaram cerca de 800 prisioneiros durante a marcha para o campo de concentração Gross-Rosen, além de assassinarem 200 outros que haviam ficado em Blechhammer devido a doenças ou a tentativas frustradas de se esconderem. Após um curto período de tempo, as SS transportaram cerca de 3.000 prisioneiros do complexo industrial de Blechhammer, na Polônia, do campo de concentração Gross-Rosen para o de Buchenwald, na Alemanha.

Em 27 de janeiro de 1945, o exército soviético ingressou em Auschwitz, Birkenau e Monowitz, liberando aproximadamente 7.000 prisioneiros, a maioria deles muito doente e morrendo. Estima-se que as SS e a polícia deportaram, no mínimo, 1.3 milhão de pessoas para o complexo de Auschwitz entre 1940 e 1945. Do total de 1.3 milhão as autoridades dos campos exterminaram 1,1 milhão.

Aprofundar leitura:

Berenbaum, Michael, and Yisrael Gutman, editors. Anatomy of the Auschwitz Death Camp. Bloomington: Indiana University Press, 1998.

Dlugoborski, Waclaw, and Franciszek Piper. Auschwitz, 1940-1945: Central Issues in the History of the Camp. Oswiecim: Auschwitz-Birkenau State Museum, 2000.

Langbein, Hermann. People in Auschwitz. Chapel Hill: University of North Carolina Press, 2004.

Levi, Primo. Survival in Auschwitz: The Nazi Assault on Humanity. New York: Collier Books, 1986.

Rees, Laurence. Auschwitz: A New History. New York: Public Affairs, 2005.

Swiebocka, Teresa, editor. Auschwitz: A History in Photographs. Bloomington: Indiana University Press; Warsaw: Ksiazka i Wiedza, 1993.

Fonte: USHMM
Português
http://www.ushmm.org/wlc/ptbr/article.php?ModuleId=10005189
Inglês
http://www.ushmm.org/wlc/en/article.php?ModuleId=10005189

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Números do Holocausto - Estimativa de vítimas judaicas

Estimativas de vítimas judaicas no Holocausto

TABELA 2
ESTIMATIVAS DOS HISTORIADORES PARA PERDAS JUDAICAS EM CADA PAÍS
País
Polônia
URSS
Hungria
Romênia
Reich Alemão
Tchecoslováquia
Holanda
França
Áustria
Iugoslávia
Grécia
Bélgica
Itália
Luxemburgo
Noruega
Dinamarca
Total
Reitlinger
2.350.000-2.600.000
700.000-750.000
180.000-200.000
200.000-220.000
160.000-180.000
233.000-243.000
104.000
60.000-65.000
60.000
58.000 60.000
57.200 60.000
25.000-28.000
8.500-9.500
3.000
+1.000*
+100
4.578.800
Hilberg
3.000.000
900.000
-180.000
270.000
-120.000
260.000
-100.000
75.000
-50.000
60.000
60.000
24.000
1.000
+1.000
762
60
5.109.822
Gutman e Rozett
2.900.000-3.000.000
1.211.000-1.316.
550.000-569.000
271.000-287.000
134.500-141.000
146.150-149.150
100.000
77.320
50.000
56.200-63.300
60.000-67.000
28.900
7.680
1.950
762
60
5.859.622
W. Benz
2.700.000
2.100.000
550.000
211.214
160.000
143.000
102.000
76.134
65.459
60.000-65.000
59.185
28.518
6.513
1.200
758
116
6.269.097

*os sinais de maior que(>) e de menor que (<) foram substituídos, respectivamente, pelos sinais de somar(+) e subtrair(-) para o texto não ficar oculto devido a configuração do html do blog.


Nota: Onde são fornecidas faixas de valores, os números mais altos são usados nos totais. A maioria dos historiadores acreditam que os números mais recentes (de Gutman e Rozett e Benz) são os mais precisos. Números compilados de Gerald Reitlinger, The Final Solution (Nova York: Beechhurst Press, 1953 [1978]); Raul Hilberg, The Destruction of the European Jews (Chicago: Quadrangle Books, 1961); Yisrael Gutman e Robert Rozett, "Estimated Jewish Losses in the Holocaust," Encyclopedia of the Holocaust, vol. 4, editado por Yisrael Gutman (Nova York: Macmillan, 1990); Wolfgang Benz, Dimension des Volkermords: Die Zahl der Jüdischen Opfer des Nationalsozialismus (Munique: Deutcher Taschenbuch Verlag, 1991).

Fonte(livro): Denying History
Autores: Michael Shermer e Alex Grobman; página 177
Tradução: Marcelo Oliveira

Fonte(site): http://h-doc.vilabol.uol.com.br/estat.htm (h-doc, M. Oliveira)
Link restaurado (https://web.archive.org/web/20110925214450/http://h-doc.vilabol.uol.com.br/estat.htm)

Ver também:
Números do Holocausto - Ciganos (Estimativa do número de mortos)
Números do Holocausto - Estimativa de judeus mortos
Números do Holocausto por Raul Hilberg
5 milhões de vítimas não judias? (1ª Parte)
5 milhões de vítimas não judias? (2ª Parte)
Auschwitz e os números de mortos (por Robert Jan Van Pelt)
Número de judeus húngaros gaseados na chegada a Auschwitz
Números de vítimas do Holocausto por país em relação aos números da populaçao de 1937

terça-feira, 26 de maio de 2009

São confiáveis as memórias de Hoess? - Parte 1 - Introdução

Por John C. Zimmermann
Professor Associado da Universidade de Nevada, Las Vegas

Uma das questões que tem surgido no âmbito do Holocausto é a confiabilidade do depoimento de testemunhas oculares. Os negadores do Holocausto estão sempre atacando as testemunhas como mentirosos ou pessoas propensas ao exagero. Não pode haver dúvida de que nem todos os depoimentos de testemunhas oculares são confiáveis. Além disso, é verdade que algumas testemunhas mentem ou exageram.

O principal problema com os testemunhos no entanto, é que muitas vezes, são inconsistentes no que diz respeito aos detalhes. Isso não é incomum. Qualquer advogado processual sabe que existem diferenças na maneira como as testemunhas vêem um evento. Mas, apesar das testemunhas poderem diferir quanto aos detalhes de um evento, raramente elas estão erradas quanto ao evento em si. Assim, as testemunhas para o número de pessoas que foram gaseadas na câmara de gás do Crematório I de Auschwitz informam montantes variáveis como: 600, 700, 900 e 1000.[1] Os negadores do Holocausto exploram as diferenças neste tipo de depoimento, alegando que se existem diferenças quanto ao número de pessoas que foram gaseadas, então deve haver dúvidas quanto a saber se o evento ocorreu.

Os historiadores do Holocausto não tem evitado a questão da credibilidade desses testemunhos. O falecido historiador do Holocausto Lucy Dawidowicz escreveu:
Milhares de histórias orais dos sobreviventes recontando suas experiências existem em arquivos de vários países ao redor do mundo. A sua qualidade e utilidade varia significativamente de acordo com a memória do informante, compreensão do evento, idéias e naturalmente precisão. Quanto maior o tempo expirado [entre o evento e os depoimentos], é menos provável que o informante mantenha fresca a recordação. Os depoimentos transcritos que eu examinei estavam cheios de erros de data, nomes dos participantes, locais, e são evidentes os equívocos aos eventos propriamente ditos. Para os pesquisadores incautos alguns relatos podem servir mais para atrapalhar do que ajudar.[2]
O negador do Holocausto Mark Weber citou incorretamente um relatório do diretor dos arquivos de testemunhos em Israel, declarou que mais da metade dos 20.000 depoimentos que estão nos arquivos não são confiáveis.[3] Um artigo atual citou o diretor dizendo que muitos testemunhos, não a maioria, são inexatos.[4] Weber não revelou que com raiva o diretor negou a declaração atribuída a ele. Schmuel Krakowski, o diretor escreveu: “Eu disse que existem alguns – felizmente poucos – testemunhos que se revelaram inexatos”.[5]

Como pode então a confiabilidade destes depoimentos serem avaliados? Um bom método consiste em comparar a outros testemunhos sobre o assunto. É o testemunho global, coerente quando comparado a outros testemunhos sobre o mesmo evento? Outro método consiste em comparar o testemunho a outras evidências corroboradas. Existe alguma prova documental que suporta o testemunho? Por exemplo, Miklos Nyiszli era um médico judeu que fez parte dos deportados húngaros que foram transportados para Auschwitz, de maio a junho de 1944. Suas memórias foram escritas em Março de 1946 e publicadas em Budapeste em 1947. Uma cópia original em húngaro está na biblioteca principal da UCLA. Eles foram traduzidos para o inglês em 1960. Nyiszli serviu como prisioneiro médico para o famoso [Dr.] Joseph Mengele. Ele testemunhou sobre os corpos de vítimas mortas por gaseamento e as cremações de corpos nos Crematórios. Ele também assistiu a cremações ao ar livre para eliminação das vítimas assassinadas. Como pode ser avaliado o seu testemunho? Seu testemunho pode ser classificado como depoimento de vítima, o essencial pode ser comprovado por outras vítimas. Perpetradores também comprovam os aspectos essenciais de seu testemunho.[6] Mas hà outras provas onde a veracidade de seu testemunho pode ser avaliado. Nyiszli escreveu que, quando ele estava em Auschwitz, havia 860 prisioneiros de comandos especiais [Sonderkommando] designados para dispor das vítimas assassinadas nos quatro crematórios.[7] Este é um número muito grande e é coerente com o que as autoridades do campo tinham para dispor das vítimas que estavam sendo assassinadas em massa. Uma lista de empregados do campo datada de 29 de agosto de 1944 mostra 874 trabalhadores especiais [Sonderkommando] atribuídos aos quatro crematórios. Eles são divididos equitativamente entre as instalações e divididos novamente em turnos, diurno e noturno.[8] Assim, o testemunho de Nyiszli é muito credível baseado nesta corroboração.

Rudolf Hoess

Rudolf Hoess foi comandante de Auschwitz durante a maior parte da existência do campo. Suas memórias revelam que ele ocupava uma posição única na história da implementação nazista da solução final da questão judaica.[9] Ele era intermediário entre quem ordenou o assassinato dos judeus e os que executaram a política. Assim, ele pôde testemunhar a solução final de ambos os lados. Ele relata como Heinrich Himmler, segundo na autoridade global do III Reich, disse a ele (27-28) que Hitler tinha ordenado que todos os judeus dentro do alcance nazista deveriam ser aniquilados.

As memórias de Hoess são divididas em duas partes, que foram invocadas e citadas por historiadores desde a sua publicação em 1959. A primeira parte é intitulada A Solução Final da Questão Judaica e é datada de novembro de 1946. Aqui ele detalha como a maquinaria de extermínio de Auschwitz foi desenvolvida. Deve salientar que seu relato está de acordo com outros testemunhos de vítimas e de perpetradores.[10]

A segunda parte das suas memórias, datada de fevereiro de 1947, lida com a sua origem através da hierarquia nazista e de alguns problemas administrativos que enfrentou em Auschwitz. Aqui ele revela (142) uma ordem de 1941 que “[t]odos os judeus, sem exceção deveriam ser destruídos.” Existe um capítulo separado sobre gaseamento (155-164), mas não é dado muito detalhe como no capítulo da solução final.

Por razões óbvias, os negadores do Holocausto estão escoriando estas memórias durante anos, argumentando que elas não valem nem o papel em que foram escritas. O argumento típico é que Hoess foi torturado e falsamente confessou os crimes que não foram cometidos. Hoess escreveu estas memórias enquanto estava no cativeiro polonês. No entanto, sabemos que ele foi torturado por seus captores britânicos antes de ser entregue para os poloneses. O que os negadores nunca revelam é que sabemos disso porque Hoess afirmou isso em suas memórias. Se houve uma tentativa por parte de seus captores poloneses para falsificar essas memórias ou fazê-lo mentir, esta informação nunca apareceu. Hoess explica (179):

Durante o primeiro interrogatório bateram-me para obterem provas. Eu não sei o que estava transcrito, ou o que eu disse, apesar de eu ter assinado, porque eles me deram licor e me bateram com um chicote. Foi demais para que eu pudesse suportar.

Parece que o tratamento duro foi causado por sargentos judaicos cujos pais tinham morrido em Auschwitz. Um sargento judeu alegou que Hoess admitiu sem um pingo de remorso que ele havia sido responsável por cerca de dois milhões de mortes. No entanto esse mesmo sargento falou sobre as cartas de Hoess para sua esposa. “Às vezes um caroço vem na minha garganta. Havia dois homens diferentes em um homem. Um deles era brutal, sem respeito pela vida humana. O outro era ameno e carinhoso“.[11]

Hoess foi levado ao Tribunal Militar Internacional [NT.: Tribunal de Nuremberg] para depor, porque o advogado de defesa de um dos acusados de crimes de guerra Ernst Kaltenbrunner, o antigo chefe do Escritório Central de Segurança do Reich, queria-o como testemunha. Hoess escreve (180) que, comparado ao que tinha sido antes, “uma prisão como a do TMI foi como ficar em um SPA.” Ele então foi entregue aos poloneses para ser julgado em Cracóvia, na Polônia. Ele descreve (181) sua primeira semana na prisão como “bastante tolerável”. No entanto, as atitudes dos guardas mudaram para pior. Tanto ele como prisioneiros poloneses foram maltratados. O gabinete do Promotor interveio e as coisas mudaram. “Tenho de confessar abertamente que eu nunca teria esperado ser tratado de forma tão decente e gentil em uma prisão polonesa, como tenho sido desde a intervenção do gabinete do Promotor.” A surpresa de Hoess provinha, sem dúvida, do fato de que cerca de 300.000 poloneses, na sua maioria judeus, pereceram em Auscwitz.

A confiabilidade destas memórias pode ser testada comparando-as com provas independentes que foram corroboradas. Todos os testemunhos das principais testemunhas oculares sobre Auschwitz corroboram as memórias de Hoess. Pery Broad, um homem da SS que servia em Auschwitz enquanto Hoess foi comandante, escreveu sobre as câmaras de gás e os crematórios, em suas memórias.[12] Do mesmo modo, são confirmadas também pelo diário que foi mantido pelo médico SS em Auschwitz Johann Kremer.[13] Os depoimentos do pós-guerra das vítimas e dos perpetradores no julgamento de Belsen em 1947 e de muitos guardas que serviram em Auschwitz são também provas corroboradas.[14] Houve também uma grande parte de testemunhos de vítimas e perpetradores no Julgamento de Auschwitz em Frankfurt, Alemanha, em meados dos anos 1960 e também de 20 réus que estavam servindo no campo. [15]

No caso de Auschwitz, hà também uma grande quantidade de provas documentais que sobreviveram, que sustenta as memórias de Hoess em todos os detalhes. A análise seguinte analisará esta documentação para testar a confiabilidade de suas memórias.

Notas desta parte:

[1] Franciszek Piper, "Gas Chambers and Crematoria" in Yisrael Gutman and Michael Berenbaum, Anatomy of the Auschwitz Death Camp (Bloomington: 1994), p. 177, fn. 18.
[2] Lucy Dawidowicz, The Holocaust and the Historians (NY:1981), pp. 176, 177, fn. 1.
[3] Mark Weber, "My Role in the Zundel Trial," 9 Journal of Historical Review No. 4 (Winter 1989/1990), p. 405.
[4] Jerusalem Post, August 17, 1986, p. 1.
[5] Jerusalem Post, August 21, 1986, p. 10. See also the Nizkor file http://www.holocaust-history.org/crosslink.cgi/http://www.nizkor.org/ftp.cgi/people/k/krakowski.shmuel/press/jerusalem-post.0886.
[6] The area of victim and perpetrator testimony in light of corroborating evidence in the Holocaust will be thoroughly examined in John C. Zimmerman, Holocaust Denial: Demographics, Testimonies and Ideologies, Chapters 5 and 6. Forthcoming.
[7] Miklos Nyiszli, Auschwitz: A Doctor's Eyewitness Account (NY:1993), p. 41.
[8] Danuta Czech, Auschwitz Chronicle (NY:1990), p. 699.
[9] Rudolf Hoess, Death Dealer: The Memoirs of the SS Kommandant at Auschwitz (NY:1992). Edited by Steven Paskuly and translated by Andrew Pollinger. Citations to this source will appear in the text smaller and in a different face, e.g.: (27-28).
[10] See the source cited in note 6 above.
[11] Rupert Butler, Legions of Death (Feltham:1983), pp. 237, 238.
[12] Text of Pery Broad's "The Reminiscences of Pery Broad," in Jadwiga Bezwinska and Danuta Czech, Eds., K L Auschwitz Seen by the SS (NY:1984). Abridged text in Bernd Naumann, Auschwitz (NY:1966), pp. 162-183.
[13] Text of Kremer's diary and his explanations of the entries in Bezwinska and Czech, ibid pp. 214-231. For a comprehensive analysis of Kremer's diary entries and denier portrayal of those entries see Chapter 4 of the source cited in note 6 above.
[14] Text of this testimony is in David Fyfe, The Belsen Trial of Joseph Kramer and Forty Four Others (London: 1949).
[15] For an analysis of all the testimony at the Auschwitz trials in the mid 1960s see Bernd Naumann, Auschwitz (NY:1966). Naumann was a journalist who covered the trial. This is the only comprehensive analysis of the trials in English. The transcripts of the hearings were published in Hermann Langbein, Der Auschwitz Prozess: eine Dokumentation (Wien:1965) 2 vols.

Fonte: The Holocaust History Project
http://www.holocaust-history.org/auschwitz/hoess-memoirs/; Link 2
Autor: Prof. John Zimmermann
Tradução: Leo Gott

Sequência:
São confiáveis as memórias de Hoess - Parte 2 - Hoess sobre gaseamentos e assassinatos em massa

sábado, 17 de janeiro de 2009

Auschwitz, anatomia de um campo de morte

Nota escrita por Arlynn Nellhaus na edição internacional do Jerusalem Post de 28/1/95*

O livro Anatomia de Auschwitz - Campo da Morte(Anatomy of the Auschwitz Death Camp) foi editado por I. Gutman e Michael Berenbaum (este último é Diretor do Instituto de Investigações do Holocausto dos Estados Unidos) e tem sido publicado pelo Museu Memorial do Holocausto, situado em Washington DC e pela Imprensa Universitária de Indiana. O que pode acrescentar este livro ao que já é sabido sobre os campos de extermínio? Gutman escreveu a introdução deste livro e disse: "Depois de 50 anos os fatos se converteram em história, mas o Holocausto retorna e retorna de vez em quando, e nos segue perturbando. Apresenta problemas e reflexões que nos implicam e comprometem. Define o modo em que visualizamos o mundo. Pensamos que já ouvimos tudo quando algo emerge, como por exemplo, uma informação nova sobre um alto oficial que foi Secretário Geral das Nações Unidas ou aparece um novo filme que nos mexe."

O título do livro é totalmente adequado. Seus vinte nove capítulos contém uma exposição lúcida e crítica sobre Auschwitz. Nathan Cohen, investigador que contribuiu com um capítulo de Anatomia de Auschwitz - Campo da Morte, assinala que é o primeiro livro escrito sobre este tema depois de finalizada a Guerra Fria. Os investigadores colaboradores do livro são provenientes de distintos países, incluída a Polônia, e se teve acesso à documentação até agora desconhecida. Alguns dos autores são desde muito tempo amplamente conhecidos no mundo da língua inglesa, tais como Raul Hilberg, Martin Gilbert, Robert Jay Lifton, David Wyman, Amy Hackett. Alguns dos colaboradores são, como Israel Gutman, sobreviventes.

Gutman destaca que Auschwitz não foi só para judeus: "De um lado estava o campo de concentração para prisioneiros poloneses e de outras nacionalidades. Do outro estava Birkenau, destinado a judeus, onde a humanidade não existia. Birkenau era o pior com seu crematório... Era o lugar mais terrível." Havia outro campo: Buna. Em outros quarenta campos satélites se trabalhava para a indústria alemã: Siemens-Schuckert, Hermann Goring. Em outros campos se trabalhava nas minas. 90% das vítimas de Auschwitz foram judeus. O livro fala sobre a vida dos "prisioneiros", o modo de se relacionar na vida diária, os problemas cotidianos e sobre como um ser humano pode sobreviver em Auschwitz. A aparente falta de resistência com frequência confunde os judeus que não passaram pela experiência do Holocausto. Gutman destaca que num mundo carente de regras humanas, a palavra resistência cobra um significado distinto. Existiam duas linhas de resistência. Uma passava pela ajuda mútua. Para uma pessoa se comportar como um ser humano nessas circunstâncias já era uma expressão de resistência. A outra forma de resistência consistia em obter informação proveniente do mundo exterior. Para os judeus escaparem era algo especialmente dificultoso, dado que eram obrigados a vestir vestimentas distintivas. Na mudança os poloneses tinham acesso ao mundo exterior. Estavam em contato com a Resistência e tinham possibilidades de escapar.

Mas a verdadeira revolta foi a que foi realizada pelo "Sonderkommando" (judeus que trabalhavam no crematório), os que se destacaram num crematório e conduziram a uma fuga. Gutman fala com tom doutoral e que pese a ser ele mesmo um sobrevivente, fato este que por muitos anos ele não mencionou a seus estudantes. Aos 71 anos tem um olhar travesso e generoso de um avô, que o é, de uma pequena neta.

Apesar de suas vivências, Gutman vê o Holocausto como "um sucesso universal decisivo no desenvolvimento da sociedade humana: é importante se dar conta que algo assim é possível que ocorreu na desenvolvida Europa; que Auschwitz foi implementado por uma sociedade desenvolvida, por uma nação com um grande nível cultural. Para o desenvolvimento espiritual do homem, o Holocausto é uma experiência devastadora para o gênero humano." Creem que a recente proliferação de Museus do Holocausto em quase todo o mundo é para o bem. "São intentos de se tratar de entender o que ocorreu, de se tratar de entender o comportamento de uma sociedade organizada em períodos de crises, desde os pontos de vista dos cidadãos e dos políticos. Há que alentar todos os intentos de aprendizagem e por isso há que se alentar a fundação destes Museus."

Israel Gutman é Diretor de Yad Vashem e opina: "Yad Vashem encarna a primeira e mais profunda expressão da tragédia judia, o centro de investigação por excelência." Gutman se educou na Polônia e pertenceu ao Movimento Sionista. Tinha 16 anos quando estourou a Segunda Guerra Mundial e quase em seguida foi confinado no Gueto de Varsóvia. Sobreviveu ao levante do Gueto e, aos 21 anos, foi enviado à fábrica metalúrgica em Auschwitz. Apesar dos perigos, tomou parte da revolta organizada pelos Sonderkommando. Somente a atitude audaz dos que foram capturados, torturados e executados os salvou de sofrer esse mesmo destino. Em 18 de junho de 1945 os alemães começaram a evacuar Auschwitz, e ele foi enviado em marcha forçada na neve até Mathausen, o campo de concentração da Áustria. Ao finalizar a guerra se uniu aos integrantes da aliá "ilegal" e viveu durante 20 anos num kibutz. Quando decidiu completar sua educação na Universidade Hebraica sua vida mudou. Tal como antes da guerra, voltou a se sentir atraído pela História Judaica Moderna, e em especial pela temática do Holocausto

E esta se converteu em sua área acadêmica específica. É um renomado especialista no tema do Holocausto. Seu livro "Os Judeus de Varsóvia 1939-1942", foi publicado pela Universidade de Indiana. Em 1993 publicou "Resistência, a história do levante do Gueto de Varsóvia." Como historiador, Gutman regressou à Polônia mas "por pouco tempo e depois de tantos anos" a agrega com um sorriso amargo, mas a Polônia de minha juventude bate em meu coração. É um verdadeiro milagre quando você pensa em como, desde a profundidade da tragédia e da destruição, pudemos reorganizar nossas vidas. "

Em tom conciliatório diz: "Milhares de poloneses também morreram em Auschwitz, a elite intelectual e religiosa. A maioria das vítimas foram judias, mas também foi lugar de tragédia para pessoas de outras nacionalidades. Até 1942 Auschwitz foi um campo de concentração para poloneses. O capítulo judeu de mortes em massa começou a partir de 1942. Assim que, como você pode ver, em Auschwitz há 2 capítulos." O jornalista pergunta a Gutman: "Como o Sr. pôde se dedicar a investigação do Holocausto, havendo estado envolvido e tendo perdido sua família, sem entrar num estado de depressão?" Sua resposta é decepcionalmente simples: "Não comecei a investigar até depois de um período de reabilitação. Recentemente quando senti que não era diferente de outro cidadão, quando estabeleci uma família, quando fiz amigos, comecei a estudar; pois foi possível criar dentro de mim uma distância emocional. Claro que isto é artificial pois estou envolvido, mas meu dever como judeu é relatar o que se passou. Não tenho grandes planos para o futuro, senão um pequeno: escrever a história dos judeus entre as duas guerras mundiais." Seguramente, como historiador, sei que cada sucesso constitui um tijolo indispensável na construção da história judaica. E nessa história está a sua própria.

*Tradução Ing. Noemí Rychte

Fonte: Fundación Memoria del Holocausto
http://www.fmh.org.ar/revista/3/ausanatomia.htm
Tradução(espanhol): Noemí Rychte
Tradução(português): Roberto Lucena

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Documentos envolvendo a Wehrmacht e o Holocausto

Ordem do Comandante-em-Chefe do 6º Exército, Von Reichenau

10 de outubro de 1941
Altamente confidencial
Quartel-General do 6º Exército

A Conduta das Tropas nos Territórios do Leste

...A questão da atitude de nossos militares com relação ao sistema bolchevique continua incerta em muitos casos. O objetivo principal da campanha contra o sistema judaico-bolchevique é a derrota e aniquilação completa da influência asiática sobre a cultura européia. Assim, as forças armadas estão enfrentando tarefas que não pertencem
ao domínio das tarefas costumeiras dos militares. Um membro das forças armadas nos territórios do leste não é apenas um soldado, lutando segundo as regras de combate, mas o portador do pensamento nacional e um vingador por todas as calamidades inflingidas sobre os alemães e os povos aparentados a eles.

É por isso que um soldado deveria estar profundamente consciente da necessidade da punição severa mas justificada dos judeus. Um outro objetivo é cortar pela raiz as rebeliões na retaguarda das Forças Armadas Alemãs. Essas rebeliões são sempre inspiradas, como nossa experiência mostra, pelos judeus.


Fonte: Documentos de Nuremberg D-411, cf. citado em Yitzak Arad, ed.,
Unichtozhenie Evreev SSR vgody nemetskoi okkupatsii (1941 - 1944)
(Jerusalem: Yad Vashem, 1991), p. 52

Gitelman, Zvi, Bitter Legacy: Confronting the Holocaust in the USSR.
Bloomington: Indiana University Press. 1997. p. 255
==================================================================

Ordem de Keitel proibindo contato com judeus nos territórios ocupados do leste, 12 de setembro de 1941


Alto Comando da Wehrmacht
WFST [Quadro Operacional das Forças Armadas] Div. L (IV/Qu)
No. 02041/41 Secreto
Quartel-General do Führer, 12 de setembro de 1941
Re: Judeus nos territórios ocupados no leste


...A luta contra o bolchevismo exige ação cruel e enérgica, e em primeiro lugar também contra os judeus, como condutores principais do bolchevismo. Esta, portanto, não será uma cooperação, qualquer que seja, entre a Wehrmacht e a população judaica, cuja atitude é abertamente ou secretamente anti-alemã, e de nada servirão indivíduos
judeus, para quaisquer serviços preferenciais para a Wehrmacht. Sob nenhuma circunstância serão emitidos documentos por escritórios militares para judeus, confirmando que eles estão empregados para os propósitos da Wehrmacht.

A única exceção a ser feita é o uso de judeus em colunas de trabalho especialmente organizadas, que somente serão empregadas sob supervisão alemã.

É solicitado levar esta ordem ao conhecimento das tropas.

[assinado]Keitel

Fonte: Documentos de Nuremberg NOKW-3292, cf. citado em Yitzak Arad, Yisrael Gutman and Abraham Margaliot, eds. Documents on the Holocaust (Jerusalem and Oxford: Yad Vashem and Pergamon Press, 1987) p. 387 (Document 175).

Gitelman, Zvi, Bitter Legacy: Confronting the Holocaust in the USSR.
Bloomington: Indiana University Press. 1997. pp. 261 - 262
==================================================================

A Wehrmacht e as ações das Einsatzgruppen, setembro de 1941 - ordem de von Rundstedt


Alto Comando
Grupo de Exércitos Sul
Ic/AO (Abw. III)
Q.G., 24 de Setembro de 1941

Re: A Luta Contra Elementos Hostis ao Reich

A investigação e luta contra tendências e elementos hostis ao Reich (comunistas, judeus, etc.), visto que eles não são parte da força militar hostil é, nas áreas ocupadas, tarefa exclusivamente do Sonderkommando [Unidade Especial] da Polícia de Segurança e da SD, que tomarão as medidas necessárias sob sua própria responsabilidade e as levarão a cabo.

Ações individuais de membros da Wehrmacht ou participação de membros da Wehrmacht em excessos da população ucraniana contra os judeus são proibidas; eles também são proibidos de assistir ou fotografar medidas tomadas pelo Sonderkommando.

Esta proibição deve ser levada ao conhecimento dos membros de todas as unidades. [Comandantes] encarregados da disciplina em todos os níveis são responsáveis pela implantação desta proibição. Em caso de violações, deve ser investigado em todos os casos se o comandante falhou ao executar sua tarefa de supervisão, e quando necessário ele deve ser severamente punido.

[assinado] von Rundstedt

Distribuição:
AOK [Comando de Inteligência, Grupo de Tankes PzGr]
Bef rückw [Comando de Retaguarda]
Befehlsstelle Süd [Comando Sul]
Abt. des Stabes u. Wach-Kp [Departamento de Staff e Companhias de
Guarda]
Nachr.: Luftflotte [info: Força Aérea]


Fonte: Documentos Nuremberg NOKW-541, cf. citado em Yitzak Arad, Yisrael Gutman and Abraham Margaliot, eds. Documents on the Holocaust (Jerusalem and Oxford: Yad Vashem and Pergamon Press, 1987) p. 388 (Document 176).

Gitelman, Zvi, Bitter Legacy: Confronting the Holocaust in the USSR.
Bloomington: Indiana University Press. 1997. pp. 264 - 265
==================================================================

De um Relatório da Wehrmacht sobre o extermínio de judeus na Ucrânia

2 de Dezembro de 1941
Armamentos na Ucrânia
Inspetor


Confidencial
Para: Escritório do Wi Rü [Departamento de Armamento Industrial]
OKW [Alto Comando da Wehrmacht]
General da Infantaria Thomas
Berlim


...c. A Questão Judaica

Resolver a Questão Judaica na Ucrânia tem sido mais difícil porque nas cidades os judeus constituem uma parte importante da população. O que nós temos aqui portanto é - assim como no Governo Geral - um problema de política de enorme população. Muitas cidades têm mais de 50 por cento de judeus. Somente os judeus ricos escaparam antes
da chegada das tropas alemãs. A grande maioria da massa judaica ficou sob a Administração Alemã. A situação toda foi complicada pelo fato de que esses judeus executavam quase todo o trabalho especializado e até mesmo forneciam parte do trabalho para pequenas e médias indústrias; sem contar os ofícios, alguns dos quais se
tornaram supérfluos como resultado dos efeitos diretos ou indiretos da guerra. [A sua] eliminação foi portanto compelida a ter conseqüências econômicas profundas, incluindo até efeitos diretos na economia militar (suprimentos para tropas).

De início, a atitude da população judaica era ansiosa-voluntária. Eles tentaram evitar qualquer coisa que pudesse desagradar à Administração Alemã. Que eles odiassem a Administração Alemã e o Exército do fundo de seus corações é óbvio e não surpreende.
Entretanto, não há evidência de que os judeus, ou como corpo, ou mesmo em quaisquer números consideráveis, tenham tomado parte em sabotagem, etc. Sem dúvida têm havido alguns terroristas e sabotadores entre eles, assim como têm havido entre os ucranianos. Mas não se pode alegar que os judeus como tais apresentam qualquer tipo de perigo para a Wehrmacht Alemã. As tropas e a Administração Alemã têm estado satisfeitas com o produto do trabalho dos judeus, que estão certamente motivados por nenhuma outra emoção que não o medo.

Imediatemante depois das operações militares, a população judaica continuou tranqüila no início. Foi só depois de semanas, em alguns casos meses, que o fuzilamento sistemático dos judeus foi executado pelas unidade da Polícia de Ordem, especialmente estabelecida para este propósito. Esta Aktion agiu principalmente do leste para o
oeste. Ela o conduziu inteiramente em público, com a assistência da milícia ucraniana; em muitos casos, lamentavelmente, também com a participação voluntária de membros da Wehrmacht. Estas Aktionen incluíam velhos, mulheres, e crianças de todas as idades, e a maneira na qual elas foram executadas foi apavorante. O número
gigantesco de execuções envolvidas nesta Aktion é muito maior que qualquer medida similar conduzida na União Soviética até agora. No total, cerca de 150.000 a 200.000 judeus podem ter sido executados na seção da Ucrânia pertencente ao RK [Reichskommissariat]; até agora, nenhuma consideração foi dada aos interesses da economia.

Para resumir, poder-se-ia dizer que a solução da Questão Judaica conforme conduzida na Ucrânia, evidentemente motivada por princípios ideológicos, tem tido as seguintes conseqüências:


a) Eliminação de alguns, em parte inúteis, comedores nas cidades.
b) Eliminação da uma parte da população que sem dúvida nos odeia.
c) Eliminação de artesãos urgentemente necessários, que eram em muitos casos indispensáveis para as exigências da Wehrmacht.
d) Conseqüências em conexão com propaganda estrangeira que são óbvias.
e) Efeitos adversos sobre soldados que em qualquer caso tiveram contato indireto com execuções.
f) Efeitos embrutecedores nas unidades (Polícia de Ordem) que conduziram as execuções...


Fonte: Documentos de Nuremberg PS-3257, cf. citado em Yitzak Arad, Yisrael Gutman and Abraham Margaliot, eds. Documents on the Holocaust (Jerusalem and Oxford: Yad Vashem and Pergamon Press, 1987) p. 417 (Document 190).

Gitelman, Zvi, Bitter Legacy: Confronting the Holocaust in the
USSR. Bloomington: Indiana University Press. 1997. pp. 273 - 274
==================================================================

Fonte: http://www.einsatzgruppenarchives.com
Tradução: Marcelo Oliveira
Publicado em: http://br.groups.yahoo.com/group/Holocausto-Doc/message/6093

sábado, 23 de agosto de 2008

Bibliografia do Holocausto - Nazismo - Fascismo

Última atualização: 08.01.2014

Para servir de consulta a quem queira procurar livros acadêmicos de História sobre os temas Fascismo, Nazismo, Segunda Guerra e Holocausto em livrarias ou sebos, segue abaixo a indicação de obras de referência sobre os temas mencionados em virtude de que muita gente, de forma não prudente, adentra em redes sociais(Orkut, Facebook etc)e sites neonazis(espalhados aos montes na internet) atrás de títulos de livros a respeito dos referidos temas e por várias vezes se depararam com comunidades e grupos neonazistas e seus simpatizantes que negam o Holocausto indicando bibliografia antissemita e de apologia ao nazismo camuflada de "revisão" histórica.

Há uma "hierarquia" de idioma na listagem dos livros, os livros editados em português ficam na ponta de cada tema já que a abrangência maior do blog é do público de língua portuguesa. Os livros que foram lançados em língua espanhola ou galega podem ser citados juntos aos de língua portuguesa ou junto dos de língua inglesa(caso não haja similar em português), os de língua inglesa(pela grande bibliografia de livros sobre o tema) são os que seguem logo após os de língua portuguesa, indispensáveis ao estudo desses assuntos. Livros em outras línguas, dependendo da importância do livro, podem ser citados no fim de cada tópico(tema).

Os temas Segunda Guerra Mundial, Primeira Guerra Mundial, Guerra Civil Espanhola, República de Weimar, Stalinismo e outros foram colocados num post específico só pra eles por conta do tamanho que ocuparia neste post só destinado a Holocausto e sobre as ideologias fascista e nazista.
Link para acessá-lo abaixo:
Bibliografia da Segunda Guerra Mundial e outros
Ver também:
Bibliografia sobre Racismo - Neonazismo - Neofascismo - Negação do Holocausto

Mais obras poderão ser adicionadas futuramente e ele ficará como link fixo no quadro à esquerda do blog, na parte dos links.

Indicação: para quem quiser conferir um site completo com resenhas de livros sobre todos os temas da Segunda Guerra, em francês, acessem o site:
Livres de guerre (livresdeguerre.net)

O tema Holocausto tem dois seguimentos à parte que tratam de relatos e outro específico sobre o genocídio contra os ciganos. Os únicos livros que não são acadêmicos são aqueles referentes às memórias(na parte RELATOS, seção Holocausto).

Segue no link abaixo uma listagem com indicações dos principais livros disponíveis em português sobre o Holocausto (segundo meus critérios ou impressões):
Ranking de livros em português sobre o Holocausto (Bibliografia)

Segue mais outro link referente à bibliografia, sobre trabalho escravo/trabalho forçado no nazismo:
Trabalho escravo/forçado no nazismo - bibliografia

HOLOCAUSTO


Livros em português:

Livro: Hitler e o Holocausto
Autor: Robert S. Wistrich

Livro: Holocausto (Uma História)
Autores: Robert Van Pelt/Debora Dwork

Livro: A Assustadora História do Holocausto
Autor: Michael R. Marrus

Livro: Os Crematórios de Auschwitz
Subtítulo: A Maquinária do Assassínio em Massa
Autor: Jean-Claude Pressac

Livro: IBM e o Holocausto
Autor: Edwin Black

Livro: A Guerra Contra os Fracos
Autor: Edwin Black

Livro: O Relatório Buchenwald
Autor: David A. Hackett

Livro: Modernidade e Holocausto
Autores: Zygmunt Bauman/Marcus Penchel

Livro: Os Nazistas e a Solução Final
Subtítulo: (Conspiração de Wannsee)
Autor: Mark Roseman

Livro: A Noite de Cristal
Subtítulo: A Primeira Explosão de Ódio Nazista contra os Judeus
Autor: Martin Gilbert

Livro: Auschwitz - O Testemunho de um Médico
Autor: Dr. Miklos Nyiszli

Livro: Sobrevivência
Subtítulo: (E outros estudos) P. A., Artes Médicas, 1989.
Autor: Bruno Bettelheim

Livro: Os Soldados Judeus de Hitler
Autor: Bryan Mark Rigg

Livro: Ministro da Morte: O Caso Eichmann
Autores: Quentin Reynolds, Ephraim Katz e Zwy Aldouby

Livro: É Isto um Homem?
Autor: Primo Levi

Livro: Eichmann em Jerusalém
Subtítulo: Um relato sobre a banalidade do mal
Autora: Hannah Arendt

Livro: Ciência assassina
Autor: Benno Müller-Hill

Livro: Genocídio
Autor: Ward Rutherford

Livro: Entrevistas de Nuremberg
Autor: Leon Goldensohn

Livro: Brasil, um refúgio nos trópicos
Subtítulo: A trajetória dos refugiados do Nazi-fascismo
Autor: Maria Luiza Tucci Carneiro

Livro: Maus - A Historia De Um Sobrevivente (Quadrinhos)
Autor: Art Spiegelman

Livro: Mestres da Morte: a invenção do Holocausto pela SS nazista
Autor: Richard Rhodes

Livro: O Holocausto do Vaticano
Autor: Avro Manhattan

Livros em espanhol:


Livro: Franco y el Holocausto
Autor: Bernd Rother,Leticia Artiles Gracia

Livro: La destruction de los judíos europeos
Autor: Raul Hilberg

Livro: Por que el Holocausto?
Autor: Saul Friedländer

Livro: El Tercer Reich y los judíos (1933-1939) - Los años de la persecución
Autor: Saul Friedländer

Livro: El Tercer Reich y los judios (1939-1945) - Los años del exterminio
Autor: Saul Friedländer

Livro: Nazismo y revisionismo histórico
Autor: Pier Paolo Poggio

Livro: LTI. La lengua del Tercer Reich
Autor: Victor Klemperer

Livro: Si esto es un hombro
Autor: Primo Levi

Livro: La Tregua
Autor: Primo Levi

Livro: Los hun didos y los salvados
Autor:
Primo Levi

Livro: Vivir para contar
Autor: Primo Levi

Livro: Deber de memoria
Autor: Primo Levi

Livro: Me llamaba Pikolo. El testimonio de un compañero de Primo Levi
Autores: Jean Samuel, Jean-Marc Dreyfus

Livro: Primo Levi
Autor: Ian Thomson

Livro: En el corazón del infierno - Documento escrito por un sonderkommand o de Auschwitz 1944
Autor: Zalmen Gradowski

Livro: Los Judíos y Alemania
Autor: Enzo Traverso

Livro: Mengele: El médico de los experimentos de Hitler
Autores: Gerald L. Posner, John Ware

Livro: Los verdugos y las víctimas - Las páginas negras de la historia de la segunda guerra mundial
Autor: Laurence Rees

Livro: Escribir después de Auschwitz; Discurso de la perdida
Autor: Günter Grass

Livro: De Munich a Auschwitz
Autor: Ferran Gallego Margalef

Livro: El holocausto de los republicanos españoles - Vida y muerte en los campos de exterminio alemanes (1940-1945)
Autor: Eduardo Pons Prades

Livro: El Holocausto del Vaticano
Autor: Avro Manhattan

Livro: La Gestapo
Autor: Jacques Delarue

Livro: El Franquismo, cómplice del Holocausto
Autor: Eduardo Martín de Pozuelo

Livros em galego:

Livro: História da Shoah
Autor: Georges Bensoussan
Tradução do francês pro galego: Xoán Garrido Vilariño
Ebook disponível online, em PDF.
Link da Biblioteca virtual de literatura univeral em Galego:
http://www.bivir.com/DOCS/SCI/Shoah.pdf

Obs: praqueles quem nunca tiveram contato antes com o galego(idioma), é um idioma bem parecido com o português, e por vezes lembra o espanhol. Para os falantes e leitores do português, o galego é um idioma totalmente compreensível.


Livros em francês:

Livro: Les Fous de la République
Autor: Pierre Birnbaum

Livro: La Lutte des Juifs en France à l'époque de l'occupation, 1940-1944
Autor: Adam Rutkowski

Livro: Sephardi Jews in occupied France
Autor: Gitta Amipaz-Silber

Livro: Les Einsatzgruppen
Autor: Ralf Ogorreck

Livro: Dictionnaire de la Shoah
Autores: Jean-Marc Dreyfus, Edouard Husson, Joël Kotek, Bensoussan, Georges

Livro: La peur - L'antisémitisme en Pologne après Auschwitz
Autor: Jan T. Gross

Livro: Le livre des pogroms - Antichambre d'un génocide, Ukraine, Russie, Biélorussie 1917-1922
Autora: Miliakova, Lidia

Livro: La Suisse et les Juifs 1933-1945: antisémitisme Suisse, défense du judaïsme
Autor: Jacques Picard


Livros em inglês:


Livro: The Destruction of the European Jews
Edição revisada e definitiva, 1985
Autor: Raul Hilberg

Livro: Masters of Death: The SS-Einsatzgruppen and the Invention of the Holocaust
Autor: Richard Rhodes

Livro: Anatomy of the Auschwitz Death Camp
Autor: Yisrael Gutman, Michael Berenbaum

Livro: Auschwitz: Technique and Operation of the Gas Chambers
Autor: Jean-Claude Pressac
Livro Online: http://www.mazal.org/Pressac/Pressac0.htm

Livro: Years of Persecution - v.1
Subtítulo: (Nazi Germany and the Jews 1933-1939)
Autor: Saul Friedländer

Livro: Years of Extermination - v.2
Subtítulo: (Nazi Germany and the Jews 1939-1945)
Autor: Saul Friedländer

Livro: Legislating the Holocaust: The Loesener Memoirs and Other Documents
Autor: Karl A. Schleunes

Livro: The Unfit: A History of a Bad Idea (Eugenics)
Autor: Elof Axel Carlson

Livro: Hitler's Black Victims: The Historical Experience of Afro-Germans, European Blacks, Africans and African Americans in the Nazi Era
Subtítulo: Cross Currents in African American History
Autor: Clarence Lusane

Livro: Other Germans: Black Germans and the Politics of Race, Gender, and Memory in the Third Reich (Social History, Popular Culture, and Politics in Germany)
Autor: Tina Marie Campt

Livro: Destined to Witness: Growing Up Black in Nazi Germany
Autor: Hans J. Massaquoi

Livro: The 'Final Solution' in Riga
subtítulo: Exploitation and Annihilation, 1941-1944
Autores: Andrej Angrick, and Peter Klein
Tradução de: Ray Brandon

Livro: The Holocaust in Latvia, 1941-1944
Autor: Andrew Ezergailis

Livro: The Last Days of the Jerusalem of Lithuania
Subtítulo: Chronicles from the Vilna Guetto and the Camps, 1939-1944
Autor: Herman Kruk
Editor e introdução: Benjamin Harshav

Livro: Beyond Justice: The Auschwitz Trial
Autor(a): Rebecca Wittmann

Livro: Inside the Nuremberg Trial: A Prosecutor's Comprehensive Account, Vol. 1&2
Autor: Drexel A. Sprecher

Livro: The Holocaust
Subtítulo: (A German Historian Examines the Genocide)
Autor: Wolfgang Benz

Livro: Auschwitz
Autores: Robert Jan Van Pelt/Deborah Dwork

Livro: From Cooperation to Complicity: Degussa in the Third Reich
Autor: Peter Hayes

Livro: The Agony of Greek Jews, 1940-1945
Autor: Steven Bowman

Livro: The Historiography of the Holocaust
Autor: Dan Stone

Livro: The Nazi Ancestral Proof: Genealogy, Racial Science, and the Final Solution
Autor: Eric Ehrenreich

Livro: The Jewish Enemy: Nazi Propaganda during World War II and the Holocaust
Autor: Jeffrey Herf

Livro: Studying the Jew: Scholarly Antisemitism in Nazi Germany
Autor: Alan E. Steinweis

Livro: Mirrors of Destruction: War, Genocide, and Modern Identity
Autor: Omer Bartov

Livro: The Holocaust: Origins, Implementation and Aftermath (Re-Writing Histories.)
Autor: Omer Bartov

Livro: The Uprooted: A Hitler Legacy: Voices of Those Who Escaped Before the 'Final Solution'
Autor: Dorit Bader Whiteman

Livro: The Origins of Nazi Genocide: From Euthanasia to the Final Solution
Autor: Henry Friedlander

Livro: Hans Frank, Lebensraum and the Final Solution
Autor: Martyn Housden

Livro: Hitler, the Germans, and the Final Solution
Autor: Ian Kershaw

Livro: The Holocaust in Romania: The Destruction of Jews and Gypsies Under the Antonescu Regime, 1940-1944
Livro: Radu Ioanid

Livro: Holocaust in Romania: Facts and Documents on the Annihilation of Romania's Jews
Autor: Matatias Carp

Livro: Hitler's Forgotten Ally: Ion Antonescu and his Regime, Romania, 1940 -1944
Autor: Dennis Deletant

Livro: Romania, A Country Study
Autor: Federal Research Division

Livro: The Holocaust
Autor: Jack R. Fischel

Livro: Exile and Destruction: The Fate of Austrian Jews, 1938-1945
Autora: Gertrude Schneider

Livro: The Order of the Death's Head: The Story of Hitler's SS
Autor: Heinz Zollin Höhne

Livro: The Einsatzgruppen Reports: Selections from the Dispatches of the Nazi Death Squads' Campaign Against the Jews July 1941-January 1943
Autores: Yitzhak Arad, Shmuel Krakowski, Shmuel Spector

Livro: Master Mind: The Rise and Fall of Fritz Haber, the Nobel Laureate Who Launched the Age of Chemical Warfare
Autor: Daniel Charles

Livro: Death Dealer: The Memoirs of the SS Kommandant at Auschwitz
Autor: Rudolf Höss
Editor: Steven Paskuly; Tradutor: Andrew Pollinger; Introdução: Primo Levi

Livro: Mengele: The Complete Story
Autor: Gerald L. Posner

Livro: Studying the Jew: Scholarly Antisemitism in Nazi Germany
Autor: Alan E. Steinweis

Livro: The Nazi Doctors: Medical Killing and the Psychology of Genocide
Autor: Robert Jay Lifton

Livro: Medicine after the Holocaust: From the Master Race to the Human Genome and Beyond
Editor: Sheldon Rubenfeld
Resenha (ler)

Livro: Murderous science: elimination by Scientific Selection of Jews, Gypsies, and Others in Germany, 1933-1945
Autor: Benno Müller-Hill
Resenha do livro (ler)

Livro: The Good Old Days: The Holocaust as Seen by Its Perpetrators and Bystanders
Editores: Ernst Klee, Willi Dressen, Volker Riess
Prefácio: Hugh Trevor-Roper

Livro: The Myth of Rescue: Why the Democracies Could Not Have Saved More Jews from the Nazis
Autor: W.D. Rubinstein

Livro: Hollywood and Anti-Semitism: A Cultural History up to World War II (Cambridge Studies in the History of Mass Communication)
Autor: Steven Alan Carr

Livro: Divided Lives: The Untold Stories of Jewish-Christian Women in Nazi Germany
Autor: Cynthia A. Crane

Livro: Bishop von Galen: German Catholicism and National Socialism
Autor: Dr. Beth A. Griech-Polelle

Livro: Ordinary Men: Reserve Police Battalion 101 and the Final Solution in Poland
Autor: Christopher R. Browning

Livro: The Origins of the Final Solution: The Evolution of Nazi Jewish Policy, September 1939-March 1942
Autor: Christopher R. Browning

Livro: We Wept Without Tears: Testimonies of the Jewish Sonderkommando from Auschwitz
Autor: Gideon Greif

Livro: Neighbors: The Destruction of the Jewish Community in Jedwabne, Poland
Autor: Jan T. Gross

Livro: Holocaust: The Nazi Persecution and Murder of the Jews
Autor: Peter Longerich

Livro: Testimony from the Nazi Camps: French Women's Voices (Routledge Studies in Twentieth-Century Literature)
Autora: Margaret Hutton

Livro: Jews in France during World War II
Autor: Renée Poznanski
Livro: Vichy France and the Jews
Autores: Michael Robert Marrus, Robert O. Paxton
Livro: The Holocaust, the French, and the Jews
Autora: Susan Zuccotti
Livro: The Holocaust & the Jews of Marseille
Autora: Donna F. Ryan

Livro: Kristallnacht: Nazi Persecution of the Jews in Europe
Autor: Wil Mara

Livro: The Jehovah's Witnesses and the Nazis: Persecution, Deportation, and Murder, 1933-1945
Autores: Michel Reynaud, Sylvie Graffard

Livro: Networks of Nazi Persecution: Bureaucracy, Business and the Organization of the Holocaust
Editores: G. D. Feldman, W. Seibel

Livro: The Science of the Swastika
Autor: Bernard Mees

Livro: American Religious Responses to Kristallnacht
Autor(a): Maria Mazzenga

Livro: Ordinary People as Mass Murderers: Perpetrators in Comparative Perspective (Holocaust and Its Contexts)
Autor(es): Olaf Jensen, Claus-Christian W. Szejnmann

Livro: Hindenburg: Power, Myth, and the Rise of the Nazis
Autor: Anna von der Goltz

Livro: Brothers and Strangers: The East European Jew in German and German Jewish Consciousness, 1800-1923
Autor: Steven E. Aschheim

Livro: Disciplining the Holocaust
Autor(a): Karyn Ball

Livro: Nazism and the Working Class in Austria: Industrial Unrest and Political Dissent in the 'National Community'
Autor: Timothy Kirk

Livro: The Destruction of Memory: Architecture at War
Autor: Robert Bevan

Livro: The Arabs and the Holocaust: The Arab- Israeli War of Narratives
Autor: Gilbert Achcar

Livro: Among the Righteous: Lost Stories from the Holocaust's Long Reach into Arab Lands
Autor: Robert Stloff

Livro: Wannsee House and the Holocaust
Autor: Steven Lehrer

Livro: Raphael Lemkin and the Struggle for the Genocide Convention
Autor: John Cooper

Livro: Belgium and the Holocaust: Jews, Belgians, Germans
Autor: Dan Mikhman
Livro: The Jews in Italy under Fascist and Nazi Rule, 1922-1945
Autor: Joshua D. Zimmerman

Livro: The Final Solution: A Genocide (Oxford Histories)
Autor: Donald Bloxham

Livro: Genocide: Conceptual and Historical Dimensions (Pennsylvania Studies in Human Rights)
Autor: George J. Andreopoulos

Livro: U.S. intelligence and the Nazis
Autor: Richard Breitman

Livro: Croatia: A Nation Forged in War, Second Edition
Autor: Marcus Tanner

Livro: Crimes in the Jasenovac Camp
subtítulo: A report from 1946
Autora: State Commission of Croatia for the Investigation of the Crimes of the Occupiers and their Collaborators

Livro: Beware of genocide!: short history of Ustashi crimes and their activities in Australia
Autores: Lewis Kent, Marjan Jurjevic

Livro: Croatia: a history
Autores: Ivo Goldstein,Nikolina Jovanović

Livro: Ustasha: the facts
Autor: Marjan Jurjevic

Livro: Ustasha under the Southern Cross
Autor: Marjan Jurjevic

Livro: The past in present times: the Yugoslav saga
Autor: Lajčo Klajn

Livro: War and revolution in Yugoslavia, 1941-1945: occupation and collaboration
Autor: Jozo Tomasevich

Livro: Bosnia and Herzegovina in the Second World War
Autor: Enver Redzic

Livro: Hitler's new disorder: the Second World War in Yugoslavia
Autor: Stevan K. Pavlowitch

Livro: The Ustasha in Australia
Autor: Dave Davies

Livro: Modern hatreds: the symbolic politics of ethnic war
Autor: Stuart J. Kaufman

Livro: The Vatican's Holocaust
Autor: Avro Manhattan

Livro: The Catholic Church and the Holocaust, 1930-1965
Autor: Michael Phayer

Livro: Vatican diplomacy and the Jews during the Holocaust, 1939-1943
Autor: John F. Morley

Livro: A Church Divided: German Protestants Confront the Nazi Past
Autor: Matthew D. Hockenos

Livro: Good neighbors, bad times: echoes of my father's German village
Autora: Mimi Schwartz

Livro: GI Jews: How World War II Changed a Generation
Autora: Deborah Dash Moore

Livro: Auschwitz
Autora: Pascal Croci

Livro: Post-Holocaust: Interpretation, Misinterpretation, And The Claims Of History (Jewish Literature and Culture)
Autor: Berel Lang

Livro: German History from the Margins
Autores: Neil Gregor, Nils H. Roemer, Mark Roseman

Livro: Anti-genocide: building an American movement to prevent genocide
Autor: Herbert Hirsch

Livro: Century of genocide: critical essays and eyewitness accounts
Autores: Samuel Totten, William S. Parsons
_______________________________________________

Bibliografia sobre experimentos médicos nazistas em cobaias humanas (em inglês):
(Nazi Medicine: Select Readings from the Collections of the Health Sciences Library: Nazi Medicine Bibliography)

Clique aqui:
http://guides.library.nymc.edu/c.php?g=117981&p=767637
_______________________________________________

CIGANOS E O HOLOCAUSTO:

Livro: Pharrajimos: The Fate of the Roma During the Holocaoust
Autro: Janos Barsony, Agnes Daroczi

Livro: The Nazi Persecution of the Gypsies
Autor: Guenter Lewy

Livro: Hitler's Other Victims: There wasn't, some say, just one Final Solution
Autor: Steve Lipman, Staff Writer.

Livro: The Destiny of Europe's Gypsies, (New York: Basic Books,
Autor(es): Donald Kenrick, Grattan Puxon

Livro: Germany and Its Gypsies: A Post-Auschwitz Ordeal
Autor: Gilad Margalit

Livro: Gypsy history in Germany and neighboring lands: A chronology leading to the Holocaust and beyond
Autor: Ian Hancock

Livro: The Pariah Syndrome: An Account of Gypsy Slavery and Persecution
Autor: Ian Hancock

Livro: Hitler's forgotten victims to be remembered at Buchenwald
Autor: Richard Murphy

Livro: A History of the Gypsies of Eastern Europe and Russia
Autor: David M. Crowe

Livro: Un camp de concentration français – Les Tsiganes alsaciens-lorains à Crest, 1915-1919
Autor: Emmanuel Filhol
_______________________________________________

RELATOS (Holocausto):


Livros em português:


Livro: Os irmãos Bielski
Autor: Peter Duffy

Livro: A Última Fuga(A história inédita de prisioneiros de guerra)
Autores: John Nichol, Tony Rennell

Livro: O Diário de Anne Frank
Autora: Anne Frank


Livros em espanhol:


Livro: Holocausto Lo Que El Tiempo No Borro
Autora: Eugenia Unger

Livro: Después de Auschwitz. Renacer de las cenizas
Autora: Eugenia Unger

Livro: El diario de Ana Frank - Un canto a la vida
Autor: Anne Frank

Livro: Ana Frank
Autora: Josephine Poole

Livro: Cuentos de Dachau
Autor: Joseph Rovan

Livro: Diario
Autor: Petter Moen

Livro: Cuatro años en París 1940-1944
Autor: Victoria Kent

Livro: Cuando las luces se apagan
Autor: Erika Mann


Livros em inglês:


Livro: The Diary of Anne Frank: The Revised Critical Edition
Autor: Netherlands Institute For War Documentation

Livro: 163256: A Memoir of Resistance (Life Writing)
Autor: Michael Englishman
_______________________________________________

GENOCÍDIO ARMÊNIO - PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL


Livros em inglês:


Livro: The Great Game of Genocide: Imperialism, Nationalism, and the Destruction of the Ottoman Armenians
Autor: Donald Bloxham
_______________________________________________

O NAZISMO E O FASCISMO NO BRASIL E NAS AMÉRICAS

Livro: Caça às suásticas - O partido nazista em São Paulo sob a mira da polícia política
Autora: Ana Maria Dietrich

Livro: Nazismo tropical? O partido Nazista no Brasil
Autora: Ana Maria Dietrich

Livro: Suástica sobre o Brasil
subtítulo: A História da Espionagem Alemã no Brasil
Autor: Stanley E. Hilton
Resenha do livro.

Livro: Crônica de uma guerra secreta
subtítulo: Nazismo na América: A conexão argentina
Autor: Sérgio Corrêa da Costa
Texto sobre o livro.


Livros em espanhol:


Livro: Perón Y los alemanes: La verdad sobre el espionaje nazi y los fugitivos el Reich
Autor: Uki Goñi

Livro: A Verdadeira Odessa
Livro(espanhol): La Autentica Odessa: La Fuga Nazi a la Argentina de Perón
Autor: Uki Goñi


Livros em inglês:


Livro: Hitler's Man in Havana: Heinz Luning and Nazi Espionage in Latin America
Autor: Thomas D. Schoonover

Livro: Welcoming the undesirables: Brazil and the Jewish question
Autor: Jeff Lesser
_______________________________________________

LIVROS SOBRE NAZISMO


Livros em português:


Livro: Ascensão e Queda do III Reich(2 volumes)
Autor: William Shirer

Livro: Hitler(2 Volumes)
Autor: Joachim Fest

Livro: Adolf Hitler(2 volumes)
Autor: John Toland

Livro: A Alemanha de Hitler
Subtítulo: Origens, Interpretações, Legados
Autor: Roderic Stackelberg

Livro: Para Entender Hitler(A Busca das Origens do Mal)
Autor: Ron Rosenbaum

Livro: O Hitler da História
Autor: John Lukacs

Livro: O Santo Reich
Subtítulo: Concepções nazistas do Cristianismo 1919-1945)
Autor: Richard Steigmann-Gall

Livro: Os Alemães
Autor: Norbert Elias

Livro: Hitler
Subtítulo: Um perfil do poderAutor: Ian Kershaw

Livro: LTI: a Linguagem do Terceiro Reich
Autor: Victor Klemperer

Livro: Os Diários de Victor Klemperer: Testemunho Clandestino de um judeu na Alemanha Nazista, 1933-1945
Autor: Victor Klemperer

Livro: O Bunker de Hitler
(Fora de catálogo)
Autor: James P. O'Donnell

Livro: No Bunker de Hitler
Autor: Joachim Fest

Livro: Por Dentro do Terceiro Reich
Autor: Albert Speer

Livro: Albert Speer - Sua Luta com a Verdade
Autor: Gitta Sereny

Livro: As Origens do Totalitarismo
Autora: Hannah Arendt

Livro: O Segredo de Hitler
Autor: Lothar Machtan

Livro: As Entrevistas de Nuremberg
Autor: Leon Goldensohn
Organizador: Robert Gellately

Livro: A Biblioteca Esquecida de Hitler
Subtítulo: Os Livros que Moldaram a Vida do Führer
Autor: Timothy W. Ryback

Livro: Gestapo
Autor: Jacques Delarue

Livro: Diário do Conde Ciano
(Fora de catálogo)
Autor: Galeazzo Ciano

Livro: Os últimos dias de Hitler
(Fora de catálogo)Autor: Hugh Trevor-Roper


Livros em espanhol:


Livro: Yo no
Autor: Joachim Fest

Livro: Conversaciones con Albert Speer - Preguntas sin respuesta
Autor: Joachim Fest

Livro: Alemania: Jekyll y Hide
Autor: Sebastian Haffner

Livro: La Resistencia Alemana contra Hitler, 1933-1945
Autora: Barbara Kohen

Livro: Todos los hombres del Fuhrer
Autor: Ferran Gallego Margalef

Livro: Los últimos días de Hitler
Autor: Hugh Trevor-Roper

Livro: La Dictadura Alemana
Autor: Karl Dietrich Bracher

Livro: El imperio de Hitler
Autor: Mark Mazower

Livro: La estética nazi
Autor: Éric Michaud

Livro: Historia social del tercer reich
Autor: Richard Grunberger

Livro: El pecado de los dioses - La alta sociedad y el nazismo
Autor: Frabrice D'Almeida

Livro: El padre de un asesino
Autor: Alfred Andersch

Livro: El huevo de la serpiente - Crónicas desde Alemania
Autor: Eugenio Xammar

Livro: Las SS - El cuerpo de élite del nazismo, 1919-1945
Autor: Robert Lewis Koehl

Livro: El mito nazi
Autor: Philippe Lacoue Labarthe, Jean-Luc Nancy

Livro: Un detalle nazi en el pensamiento de Carl Schmitt
Autor: Yves Charles Zarka

Livros em inglês:


Livro: The Ciano Diaries, 1939 - 1943: The Complete, Unabridged Diaries of Count Galeazzo Ciano, Italian Minister for Foreign Affairs, 1936-1943
Autor: Galeazzo Ciano
Editor: Hugh Gibson;
Introdução: Sumner Welles

Livro: The German Dictatorship
Autor: Karl Dietrich Bracher

Livro: Hitler - A Study in Tyranny
Autor: Allan Bullock

Livro: Hitler 1889-1936 Hubris
Autor: Ian Kershaw

Livro: Hitler 1936-1945 Nemesis
Autor: Ian Kershaw

Livro: Hitler Table's Talks 1941-1944
Autor: Hugh Trevor-Roper

Livro: The last days of Hitler
Autor: Hugh Trevor-Roper

Livro: Final Entries 1945: The Diaries of Jospeh Goebbels
Autor: Hugh Trevor-Roper

Livro: The Bunker
Autor: James P. O'Donnell

Livro: The Third Reich in Power 1933-1939 - Struggle, Genocide, Collapse
Autor: Richard J. Evans

Livro: The Third Reich at War
Autor: Richard J. Evans

Livro: The Coming of the Third Reich
Autor: Richard J. Evans

Livro: Explaining Hitler: The Search for the Origin of His Evil
Autor: Ron Rosenbaum

Livro: The Essential Hitler: Speeches and Commentary
Autor: Max Domarus

Livro: The Development of the SA in Nuremberg, 1922-1934
Autor: Eric G. Reiche

Livro: Religion, Politics and Ideology in the Third Reich: Selected Essays (Cass Series - Totalitarian Movements and Political Religions)
Autor: Uriel Tal

Livro: Barbed Wire Diplomacy: Britain, Germany, and the Politics of Prisoners of War, 1939-1945
Autor: Neville Wylie

Livro: Defying Hitler: A Memoir
Autor: Sebastian Haffner

Livro: Diary 1937-1943
Autor: Galeazzo Ciano

Livro: The Gestapo: A History of Horror
Autor: Jacques Delarue

Livro: Propaganda and the German Cinema, 1933-1945 (Cinema and Society)
Autor: David Welch

Livro: The Triumph of Propaganda: Film and National Socialism, 1933-1945
Autor: H. Hoffmann

Livro: Self-Financing Genocide: The Gold Train - The Becher Case - The Wealth of Jews, Hungary
Autores: Gabor Kadar, Zoltan Vagi

Livro: Deutschland Erwache. The History and Development of the Nazi Party and the "Germany Awake" Standards
Autor: Ulric of England

Livro: The Politics of the Nazi Past in Germany and Austria
Autor: David Art

Livro: Beyond Berlin: Twelve German Cities Confront the Nazi Past (Social History, Popular Culture, and Politics in Germany)
Autores: Gavriel D. Rosenfeld, Paul B. Jaskot

Livro: The Wages of Destruction: The Making and Breaking of the Nazi Economy
Autor: Adam Tooze

Livro: Nazi Seizure of Power: The Experience of a Single German Town 1922-1945 (Social Studies: History of the World)
Autor: William Allen

Livro: Social Origins of Dictatorship and Democracy: Lord and Peasant in the Making of the Modern World
Autor: Barrington Moore

Livro: Totalitarianism and Political Religions, Volume 1: Concepts for the Comparison of Dictatorships (Totalitarian Movements and Political Religions)
Autor: Hans Maier

Livro: Foreign volunteers of Hitler's Germany
Autor: Warren W. Odegard, Richard E. Deeter

Livro: Model Nazi: Arthur Greiser and the Occupation of Western Poland ( Studies in Modern European History)
Autora: Catherine Epstein

Livro: GESTAPO: A History of Hitler's Secret Police
Autor: Rupert Butler

Livro: Heinrich Himmler: The SS, Gestapo, His Life and Career
Autores: Roger Manvell, Heinrich Fraenkel

Livro: HEYDRICH: The Face of Evil
Autor: Mario R. Dederichs

Livro: The SS: Hitler's Instrument of Terror
Autor: Gordon Williamson

Livro: The Order of the Death's Head: The Story of Hitler's SS (Classic Military History)
Autor: Heinz Zollin Höhne

Livro: The Waffen SS: Hitler's Elite Guard at War, 1939-45
Autor: George H. Stein

Livro: Waffen-SS Encyclopedia
Autor: Marc Rikmenspoel

Livro: The Waffen-SS At War: Hitler's Praetorians 1925-1945
Autor: Tim Ripley

Livro: Soldiers of Destruction
subtítulo: The SS Death's Head Divison, 1933-1945
Autor: Charles W. Sydnor Jr.

Livro: Hitler's War in the East, 1941-1945: A Critical Assessment
Autor: Rolf-Dieter Müller, Gerd R. Ueberschär, Bruce D. Little

Livro: "Endkampf: Soldiers, Civilians, and the Death of the Third Reich
Autor: Stephen G. Fritz
_______________________________________________

Bibliografia sobre o Julgamento de Nuremberg (em inglês):

http://en.wikipedia.org/wiki/Nuremberg_Trials_bibliography

_______________________________________________

LIVROS SOBRE FASCISMO


Livros em português:


Livro: Anatomia do Fascismo
Autor: Robert O. Paxton

Livro: Os Fascistas
Autor: Michael Mann

Livro: As Origens do Fascismo
Autor: Robert Paris

Livro: Psicologia de Massas do Fascismo
Autor: Wilhelm Reich

Livro: Itália de Mussolini e a Origem do Fascismo
Autor: Emilio Gentile

Livro: Hitler e o Resgate de Mussolini
Autor: Greg Annussek

Livro: Explicar o Fascismo
Autor: Renzo De Felice

Livro: Salazar
subtítulo: Agora, na hora da sua morte
Autores: João Paulo Cotrim, Miguel Rocha

Livro: O Nosso Século é Fascista
Autor: Manuel Loff


Livros em espanhol:


Livro: La crisis del antifascismo: Barcelona, Mayo de 1937
Antifascism Crisis: Barcelona, May of 1937
Autor: Ferran Gallego Margalef

Livro: El Fascismo
Autor: Stanley G. Payne

Livro: Una patria imaginaria
Autor: Ferran Gallego Margalef

Livro: Ensayos sobre la propaganda fascista - Psicoanálisis del antisemitismo
Autor:
Theodor W. Adorno

Livro: Fascismo y comunismo
Autor: François Furet

Livro: Ramiro Ledesma Ramos y el fascismo español
Autor: Ferran Gallego Margalef

Livros em inglês:


Livro: Fascism
Autor: Roger Griffin

Livro: The Lure of Fascism in Western Europe: German Nazis, Dutch and French Fascists, 1933-1939
Autor: Dietrich Orlow

Livro: Journal 1935-1944: The Fascist Years
Autor: Mihail Sebastian

Livro: Mussolini's Italy: Life under the Dictatorship 1915-1945
Autor(es): R.J.B. Bosworth, Allen Lane

Livro: Mussolini's Shadow: The Double Life of Count Galeazzo Ciano
Autor: Ray Moseley

Livro: The Last Soldiers of the King: Wartime Italy, 1943-1945
Autor: Eugenio Corti

Livro: Racial Theories in Fascist Italy (Routledge Studies in Modern European History)
Autor: Aaron Gillette

Livro: Fascism: Theory and Practice (Politics & political theory)
Autor: Dave Renton

Livro: A History of Fascism, 1914-1945
Autor: Stanley G. Payne

Livro: Fascists and Conservatives: The radical Right and the establishment in Twentieth-century Europe
Autor: Martin Blinkhorn

Livro: The European Right: a historical profile‎
Autores: Hans Rogger, Eugen Weber

Livro: The Struggle for Modernity: Nationalism, Futurism, and Fascism (Italian and Italian American Studies)
Autor: Emilio Gentile

Livro: The Unmaking of Fascist Aesthetics
Autor: Kriss Ravetto

Livro: The First World War and the Rise of Fascism
Autor: Eugen Weber

Livro: The rise of fascism
Autor: F. L. Carsten

Livro: The Routledge Companion to Fascism and the Far Right (Routledge Companions)
Autor: Peter Davies

Livro: Fascism in Europe
Autor: Stuart Joseph Woolf

Livro: The Seduction of Unreason: The Intellectual Romance with Fascism from Nietzsche to Postmodernism
Autor: Richard Wolin

Livro: The Culture of Fascism: Visions of the Far Right in Britain
Autor: Julie V. Gottlieb, Thomas P. Linehan

Livro: British Fascism and the Labour Movement
Autor: Nigel Copsey, Dave Renton

Livro: Russian Fascism: Traditions, Tendencies, Movements
Autor: Stephen D. Shenfield

Livro: Cultural Politics in Greater Romania: Regionalism, Nation-Building and Ethnic Struggle, 1918-1930
Autora: Irina Livezeanu

Livro: Rumania: 1866-1947
Autor: Keith Hitchins