segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

66 Perguntas e Respostas sobre o Holocausto - Pergunta 61

61. O que ocorreu quando um instituto dedicado à História ofereceu 50.000 dólares a qualquer pessoa que pudesse provar que se gaseou judeus em Auschwitz?

O IHR diz:

Não foi enviada nenhuma prova para reclamar a recompensa, mas o instituto teve que encarar uma demanda no valor de 17 milhões de dólares de um sobrevivente do "Holocausto" que afirma que a oferta de uma recompensa lhe fez perder o sono, causou dano a seus negócios, e representou "uma negação injuriosa de fatos estabelecidos".

Nizkor responde:

Esse "instituto dedicado à História" era, evidentemente, o próprio IHR. Ver a resposta à pergunta 5.

Leitura recomendada:

Sentença do caso Mermelstein e a Desculpa do 'Instituto de História'

Fonte: Nizkor
Tradução: Roberto Lucena

66 Perguntas e Respostas sobre o Holocausto - Pergunta 60

60. Aproximadamente, quantos livros foram publicados que refutem algum aspecto das afirmações feitas sobre o "Holocausto"?

O IHR diz (edição original):

Ao menos 60. Há mais sendo preparado.

Na edição revisada:

Dezenas. Há mais sendo preparado.

Nizkor responde:

E a cifra pode ser agora mesmo ainda maior. Mas repetir mentiras deploráveis não as converte em verdades.

Fonte: Nizkor
Tradução: Roberto Lucena

66 Perguntas e Respostas sobre o Holocausto - Pergunta 59

59. Filmes como Holocausto ou Vientos de Guerra são documentários?

O IHR diz:

Não, estes filmes não dizem que são históricos, senão dramatizações BASEADAS na História. Desafortunadamente, muitas pessoas consideraram que eram representações confiáveis da história tal e qual ocorreu.

Nizkor responde:

Há grande quantidade de fotos e filmes verídicos sobre os campos - realizadas pelos aliados e pelos soviéticos. Podem-se ver algumas representações cruas mas totalmente realistas do que ocorreu na Exposição de Desenhos sobre o Holocausto de François Schmitz.

Fonte: Nizkor
Tradução: Roberto Lucena

66 Perguntas e Respostas sobre o Holocausto - Pergunta 58

58. Quem criou o termo "genocídio"?

O IHR diz:

Raphael Lemkin, um judeu polaco, num livro publicado em 1944.

Nizkor responde:

Isto esquiva a pergunta importante: por que se criou este termo?

Fonte: Nizkor
Tradução: Roberto Lucena

66 Perguntas e Respostas sobre o Holocausto - Pergunta 57

57. O que se pode das numerosas fotografias e filmes feitos nos campos de concentração que mostram pilhas de cadáveres esqueléticos? São falsos?

O IHR diz:

Sim, as fotos poderiam ter sido falsificadas. Mas é muito mais fácil acrescentar comentários ou observações a fotografias ou filmes, sem que estes comentários tenham a ver com o que se vê na foto ou no filme. Ver uma pilha de cadáveres esqueléticos significa que essas pessoas foram "gaseadas" ou que lhes tenham as matado de fome deliberadamente? Ou significa que essas pessoas foram vítimas de uma terrível epidemia de tifo ou que morreram de fome devido à falta de comida nos campos até o final da guerra? Tem-se tentado fazer crer que fotos de pilhas de cadáveres de mulheres e crianças alemães mortos por bombardeios aliados eram fotos de cadáveres de judeus.

Nizkor responde:

É estranho que o IHR diga que umas pilhas de cadáveres não são uma prova de práticas genocidas por parte dos nazis. Na resposta original à pergunta 1, falam de "pilhas de roupa", afirmando implicitamente que se existiram, serviram como prova. As pilhas de roupas são provas, e as pilhas de cadáveres não?

Vemos também a afirmação implícita de que os soldados aliados foram recolher cadáveres de alemães, levaram-nos aos campos, e os fotografaram ali. Estaria bem se alguma prova respaldasse este absurdo, mas evidentemente não há nenhuma.

A grande quantidade de pessoas esqueléticas são uma prova de que os nazis não consideravam uma prioridade especial alimentar seus prisioneiros. No campo de Belsen encontraram centenas de toneladas de comida armazenada, a umas poucas milhas do lugar onde dezenas de milhares de pessoas morriam de fome. Ver a pergunta 37 para mais detalhes sobre este tema.

Enquanto sobre as câmaras de gás, há várias provas que apontam claramente sua existência e uso. Ver a pergunta 1 como introdução ao tema.

Fonte: Nizkor
Tradução: Roberto Lucena

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

66 Perguntas e Respostas sobre o Holocausto - Pergunta 56

56. É autêntico o Diário de Anne Frank?

Texto já publicado no blog no dia 14 de Janeiro de 2008(link abaixo):
http://holocausto-doc.blogspot.com/2008/01/o-dirio-de-anne-frank-autntico.html

66 Perguntas e Respostas sobre o Holocausto - Pergunta 55

55. O que provocou a morte de Anne Frank algumas semanas antes do fim da guerra?

O IHR diz (edição original):

O tifo.

Na edição revisada:

Depois de sobreviver ao internamento em Auschwitz, morreu de tifo no campo de Bergen-Belsen, poucas semanas antes que a guerra terminasse. Não foi gaseada.

Nizkor responde:

Anne era uma das pessoas de um grupo de oito judeus holandeses que se refugiaram num esconderijo durante dois anos e trinta dias até que foram descobertos e presos pelos nazis, sendo deportados de Amsterdã para os campos da morte da Alemanha.

Herman Van Pels, um sócio comercial do pai de Anne, foi gaseado justo depois da chegada do grupo a Auschwitz-Birkenau, em 6 de setembro de 1944 (Cruz Vermelha Holandesa, dossiê 103586). Sua esposa morreu "entre 9 de abril e 8 de maio de 1945, na Alemanha ou na Tchecoslováquia" (Cruz Vermelha Holandesa, dossiê 103586). Seu filho Peter morreu em 5 de maio de 1945 no campo de concentração de Mauthausen, en Austria, depois de ser transladado de Auschwitz (Cruz Vermelha Holandesa, dossiê 135177).

O Dr. Friedrich Pfeffer, amigo da família, morreu em 20 de dezembro de 1944 no campo de concentração de Neuengamme (Cruz Vermelha Holandesa, dossiê 7500).

A mãe de Anne morreu em 6 de janeiro de 1945, em Auschwitz-Birkenau (Cruz Vermelha Holandesa, dossiê 117265). Anne e sua irmã mais velha Margot morreram de tifo em 31 de março de 1945 no campo de concentração de Bergen-Belsen (Cruz Vermelha Holandesa, dossiês 117266 e 117267). Dos oito, só o pai de Anne, Otto Frank, sobreviveu.

Dois não-judeus, Johannes Kleiman e Victor Gustav Kugler, sócios comerciais de Otto Frank, foram presos por ajudar a família Frank. Ambos foram sentenciados a realizar um Arbeitseinsatz (trabalho forçado) na Alemanha, e ambos sobreviveram à guerra.

Todas as referências à Cruz Vermelha Holandesa são citadas em Frank, Anne, The Diary of Anne Frank: The Critical Edition, 1989, pp. 49-58 (citação completa).

Leitura recomendada:

The Diary of a Young Girl: The Definitive Edition por Anne Frank, Otto H. Frank (Editor), Mirjam Pressler (Editor), s Massotty, Otto M. Frank (tapa blanda)

The Diary of a Young Girl: The Definitive Edition por Anne Frank, Otto H. Frank (Editor), Mirjam Pressler (Editor), s Massotty, Otto M. Frank (capa dura)

The Diary of a Young Girl: The Definitive Edition por Anne Frank, Otto H. Frank (Editor), Mirjam Pressler (Editor), s Massotty, Otto M. Frank (audiobook)

[Em espanhol: Diário, por Ana Frank, Plaza y Janés]

Fonte: Nizkor
Tradução: Roberto Lucena

O sapatinho branco

por Paulo Casaca

Vinte e sete de Janeiro de 1945. As tropas soviéticas chegam a Auschwitz-Birkenau, o maior campo de concentração e extermínio construído pela Alemanha Nazi e onde terminaram os seus dias milhão e meio de pessoas, na sua maioria judeus, mas também ciganos e resistentes de várias nacionalidades e ideologias.

As imagens ficaram gravadas para a posteridade, montanhas de corpos esqueléticos que não tinha havido tempo para remeter aos fornos crematórios e muitos outros à beira da morte por fome e doença, descomunais montanhas de sapatos, malas, escovas, objectos pessoais dos exterminados.

Começou aqui o desmontar da máquina assassina mais devastadora de toda a humanidade e da imensa cortina de silêncio que o Nazismo e aqueles que com ele contemporizaram fizeram cair sobre o holocausto.

Alguns dias antes, precisamente a dezoito do mesmo mês de 1945, um jovem judeu, Marian Tursky, que tinha sido remetido ao campo depois da limpeza do gueto de Llodz, a Ocidente de Varsóvia, em Agosto de 1944, era transferido com outros seiscentos judeus.

Sessenta e três anos mais tarde, sentado à minha frente e ao lado do meu camarada e amigo João Soares, no Rubinstein, restaurante da antiga Judiaria de Cracóvia, o agora ancião sobrevivente conta como fez uma marcha contínua de 49 quilómetros, durante duas noites e um dia, até ao próximo entroncamento ferroviário. Muitos não o conseguiram e foram sumariamente abatidos com um tiro na nuca, mas ele continuou até entrar no vagão que o conduziu a Buchenwald, aonde dezasseis dos seus companheiros chegaram sem vida.

De Buchenwald, perante o avanço soviético, passou a Terezin, nos Sudetas, anterior campo de concentração modelo Nazi, onde as tropas soviéticas o iriam encontrar para o levar a um hospital.

No domingo, dia 27, já em Auschwitz-Birkenau, Marian Tursky foi o guia da delegação dos Amigos Europeus de Israel que celebrou o 27 de Janeiro, o dia do Holocausto, com uma homenagem às vítimas do nazismo realizada com uma deposição de flores em Auschwitz e um acender simbólico de velas numa breve cerimónia religiosa em Birkenau e que terminou na pequena sinagoga de Oświęcim, a antiga cidade judaica que se encontra na margem contrária do Sola.

Deslocação num dia cinzento que terminou debaixo de neve, retenho dela, mais do que qualquer outra coisa, o pequeno sapato de criança que ladeava uma pilha descomunal de sapatos em exibição no pavilhão número cinco de Auschwitz.

No processo de selecção que era feito à entrada as crianças nunca tinham hipótese e eram sistematicamente conduzidas às câmaras de gás, e aquele sapatinho branco, tão parecido aos que calçam as meninas que entre nós levam a bandeira do Espírito Santo, era certamente de uma menina dos seus cinco anos, de uma família a quem tinham prometido a relocalização para esconder a solução final.

Sessenta e três anos depois, continua a haver quem insista na negação do holocausto, à frente dos quais se encontra o Presidente da República do Irão, que organizou mesmo com esse objectivo conferências internacionais.

A negação do holocausto por parte de quem assassina os seus opositores políticos, invade e aterroriza os países da região e prepara uma arma nuclear, não é uma atitude académica, é um instrumento indispensável à prossecução de uma estratégia que aposta na destruição de Israel mas que não tenciona ficar por aí.

Ontem como hoje, recordar o holocausto, recusar cair na teia argumentativa do anti-sionismo, homenagear os mortos e trabalhar com os vivos para impedir a repetição do holocausto, são imperativos políticos de primeira importância.

Fonte: Azoresdigital (Açores, Portugal, 08.02.2008)
http://www.azoresdigital.com/ler.php?id=1683&tipo=col

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

A controversa "Wolzek"

Um dos argumentos dos revisionistas de que os testemunhos/escritos de Rudolf Höss não tem qualquer validade é o campo "Wolzek", que realmente não existe. Os revisionistas dizem que Höss "inventou" um campo chamado "Wolzek" para "mostrar ao mundo" que ele estava sendo forçado a dizer um monte de mentiras.

O que muitos revisionistas (e os leitores de SE Castan) não sabem é que "Wolzek" EXISTE. É uma localidade bem próxima do campo de concentração de Sobibor. O nome polonês é "Wolzcyn". Muitas localidade polonesas receberam nomes "germanizados". Assim, temos Kulmhof/Chelmno, Dantzig/Gdansk, Auschwitz/Oswiecin, Cracow/Krakau,
Warszwa/Warschau, etc.

Vejam nos mapas:

http://www.holocaust-history.org/auschwitz/wolzek-paradox/

http://www.mazal.org/Maps/Sobibor-03.htm

Para mostrar que o mapa não foi "forjado", aqui vai um link sobre a localidade de Wolzcyn/Wolzek:

http://www.biznet1.com/arepl035.htm

Fonte: Holocausto-doc(Lista)
http://br.groups.yahoo.com/group/Holocausto-Doc/message/8

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

66 Perguntas e Respostas sobre o Holocausto - Pergunta 54

54. Colaboraram os nazis e os sionistas?

O IHR diz:

Antes da guerra, a Alemanha firmou um acordo com os sionistas que permitia os judeus transferir grandes capitais à Palestina. Durante a guerra, os alemães mantiveram relações cordiais com os líderes sionistas.

Nizkor responde:

"Relações cordiais?". Por favor! Com uns líderes que haviam declarado publicamente, uma vez por outra, que os judeus eram gusanos que se havia que exterminar? Ver os discursos de Hitler citados na pergunta 1.

Esta pergunta parece ser outra contradição interna. Nas respostas as perguntas 11 e 12, dizem que a "Judéia" e "os judeus" declararam guerra à Alemanha seis anos antes de começar a Segunda Guerra Mundial. O IHR deveria esclarer: ou os alemães foram vilipendiados pelos odiosos judeus, ou os alemães são tão boa gente que inclusive chegaram a manter "relações cordiais" com os odiosos judeus. Não podem se dar as duas coisas de uma vez.

Fonte: Nizkor
Tradução: Roberto Lucena

66 Perguntas e Respostas sobre o Holocausto - Pergunta 53

Generalidades

53. Que provas há de que Hitler sabia que se estava levando a cabo o extermínio de judeus?

O IHR diz:

Ninhuma.

Nizkor responde:

Ver a pergunta 26.

Fonte: Nizkor
Tradução: Roberto Lucena

66 Perguntas e Respostas sobre o Holocausto - Pergunta 52

52. Qual foi o papel do Vaticano durante o tempo em que se supõe que seis milhões de judeus foram exterminados?

O IHR diz:

Se houvesse existido um plano de extermínio, com segurança o Vaticano teria estado em condições de sabê-lo. Mas como não houve nenhum, o Vaticano não teve razões para denunciá-lo.

Nizkor responde:

Mentiras. Os nazis odiavam a Igreja Católica, e executaram muitos sacerdotes na Polônia e outros lugares. A Igreja não tinha o menor poder ou influência sobre os nazis. O Ministro de Propaganda do Reich, Joseph Goebbels, anotou em seu diário em 26 de março de 1942 (ver Lochner, The Goebbels Diaries, 1948, p. 146):

É uma baixeza e algo muito sujo que a Igreja Católica prossiga com suas atividades subversivas de todas as maneiras possíveis, intentando agora difundir sua propaganda inclusive entre as crianças protestantes evacuadas das regiões ameaçadas por bombardeios. Depois dos judeus, estes políticos-sacerdotes são a pior gentalha repugnante que ainda vive no Reich. Depois da guerra chegará o momento de solucionar este problema definitivamente.


Ou dêem uma olhada nisto:

Carta ao Ministro da Justiça do Reich
Do Bispo Católico de Limburg
13 de agosto de 1941

...várias vezes na semana chegam à Hadamar ônibus com um grande número destas vítimas. As crianças da escola da vizinhança reconhecem estes veículos e dizem: "Aí chega o comboio assassino". Depois da chegada dos ditos veículos, os cidadãos de Hadamar vêem a fumaça que sai da chaminé e ficam nervosos pensando constantemente nas pobres vítimas, especialmente quando, dependendo da direção do vento, têm que suportar o horrível odor. A conseqüência de que se esteja fazendo isto aqui é que as crianças, quando se brigam umas com as outras, dizem coisas como: "Estás gordo, enfiaram-te no forno em Hadamar". As pessoas que não querem casar-se, ou que não tem a oportunidade de fazê-lo, dizem: "Casar-se?. Não importa fazê-lo. Trazer filhos ao mundo que terminarão numa pilha de cadáveres...". Os anciãos dizem: "De nenhuma maneira irei ao hospital estatal! Depois dos débeis-mentais, os anciãos serão as próximas bocas para alimentar que não servem para nada".


O último parágrafo se refere a aniquilação sistemática de dezenas de milhares de doentes mentais e deficientes psíquicos pelos nazis, através do chamado programa de "eutanásia" ou programa da "morte piedosa".

Fonte: Nizkor
Tradução: Roberto Lucena