quinta-feira, 19 de maio de 2011

Lars Von Trier é banido de Cannes


As desculpas não adiantaram. Depois de falar durante entrevista coletiva ontem que entendia Hitler, o diretor dinamarquês Lars Von Trier foi banido do Festival de Cannes. De acordo com um comunicado divulgado hoje pelos organizadores do evento, desde já o cineasta é "persona non grata" no festival.

O Conselho de Diretores de Cannes realizou uma reunião extraordinária nesta quinta-feira para debater os comentários de Von Trier. Ao falar com jornalistas sobre seu filme na competição oficial, "Melancolia", o cineasta se complicou ao falar da influência germânica em sua vida. “Eu achava que era judeu, era muito feliz por isso. Mas aí descobri que era nazista, quer dizer, minha família era alemã”, disse. “Eu entendo Hitler. Claro que ele fez algumas coisas erradas. Mas eu o compreendo. Claro que não sou a favor da Segunda Guerra, não sou contra judeus, nem Susanne Bier [a diretora de “Em um Mundo Melhor”, que lança filmes pela produtora de Von Trier], Israel é complicado. Mas e agora, como termino essa frase?”

Segundo o comunicado, Cannes lamenta que o festival tenha sido usado para "expressar comentários que são inaceitáveis, intoleráveis e contrários aos ideiais de humanidade e generosidade" que guiam a existência do evento. "O Festival de Cannes oferece a artistas de todo o mundo um fórum excepcional para apresentar seus trabalhos e defender liberdade de expressão e criação", diz o texto, que condena as falas de Von Trier.

Depois de perceber a má impressão que deixou na entrevista, Von Trier veio a público desculpar-se. "Se eu ofendi alguém esta manhã com as palavras que disse na coletiva de imprensa, peço desculpas sinceras", afirmou o diretor em um email enviado à agência de notícias AFP ."Não sou antissemita ou racista de qualquer maneira, e muito menos nazista", disse.

O diretor dinamarquês ganhou a Palma de Ouro em 2000 com "Dançando no Escuro" e já havia concorrido outras oito vezes ao prêmio – tradicionalmente, Cannes servia como plataforma de lançamento de seus filmes. Polêmico, Von Trier foi um dos fundadores do Movimento Dogma, que impunha diversas regras para a produção de longas-metragens. Entre seus trabalhos estão "Europa" (91), "Os Idiotas" (98), "Dogville" (2003) e "Anticristo" (2009).

Clicar abaixo para ver a entrevista



Fonte: Portal IG

Link: http://ultimosegundo.ig.com.br/cannes/lars+von+trier+e+banido+de+cannes/n1596964441212.html

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Himmler no Distrito de Lublin, fevereiro de 1943

Em 16 de fevereiro de 1943, Himmler ordenou o desmonte do Gueto de Varsóvia com o argumento de que "temos que fazer sumir em definitivo deste espaço cerca de 500.000 sub-humanos (Untermenschen) que sobreviveram até o momento". Esta ordem foi provavelmente emitida enquanto Himmler esteve em Lublin, de acordo com documentados citados por Gerlach em Kalkulierte Morde, pág. 572 nota 430, reproduzido em parte pelo Dr. Nick Terry aqui:
Grothmann Fernschreiben um Globocnik, 11.2.43, Bundesarchiv ZM Hoppegarten Dahlwitz-1457 A.2, Bl. 178
telex inclui Reiseprogramm de 12.2.43:
Vom Flugplatz aus dem sofort zu Fahrt bewussten Ort
[...]
mais: Hauptabteilungsleiter no Generalgouvernement, Naumann, escreveu num Vermerk de 23.2.43 que Himmler estava ca vor. 14 im tagen Distrikt Lublin anwesend (BA R26 IV/33)
Essas fontes são fortes provas de que Himmler visitou os campos da Aktion Reinhard em fevereiro de 1943, entre outras tarefas que ele fez enquanto esteve na área de Lublin. Negacionistas ou são desconhecedores destes documentos ou fingem não terem conhecimento deles. Por exemplo, ver Mattogno e Graf, Treblinka, pág.142, onde afirmam:
Por outro lado, a história da visita de Himmler à Treblinka é desprovida de qualquer tipo de base histórica e nem sequer é apoiada por uma vaga referência documental. É uma simples invenção das testemunhas, a fim de tornarem credíveis seus contos sobre as grandes cremações em Treblinka, que por sua vez devem dar credibilidade às suas descrições de uma gigante exterminação em massa no campo. Mas historicamente se vê que é tudo um grande nonsense.
Isto é repetido cegamente por nathan aqui:
Eu devo assumir que a visita de Himmler em fevereiro à Treblinka é uma invenção, uma propaganda, muito provavelmente proveniente das memórias férteis "Um ano em Treblinka"(A Year in Treblinka) de Wiernik.
Estranhamente, em Sobibor, pág.58, MGK* admitem uma visita de Himmler ao campo de Sobibor em março, mas a prova documental para isto (Globocnik-Herff, 13/4/43) não é tão precisa em sua datação como a documentação de fevereiro, como Globus(apelido de Globocnik) simplesmente diz "em março", e Globus escreveu retrospectivamente. Esta fonte, portanto, não se opõe ao fato de Himmler ter visitado a região em fevereiro e março, e nem exclui a possibilidade de que Globus pudesse ter se enganado sobre o mês. Além disso, MGK se contradizem com esta concessão na página 282, nota de rodapé 855, de Sobibor, negando qualquer visita de Himmler à Treblinka em fevereiro ou março de 1943, apesar de no capítulo anterior (página 58) do livro deles, eles tinham citado uma visita em março às "instalações da Aktion Reinhard" baseando-se em Globus-Herff.

Além disso, MGK fracassam em explicar porque Himmler visitaria um mero campo de trânsito, especialmente porque não oferecem nenhuma prova de que houve um problema no campo que requeriu a atenção de Himmler. A cremação de corpos é therefore a única explicação para a visita de Himmler e que está na tabela, na ausência de qualquer tipo de narrativa coerente (uma vez mais) de negacionistas.

MGK* = sigla para os negacionistas Mattogno, Graf e Kues

Fonte: Holocaust Controversies
Texto: Jonathan Harrison
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2011/05/himmler-in-distrikt-lublin-february.html
Tradução: Roberto Lucena

terça-feira, 17 de maio de 2011

Jürgen Graf é um mentiroso

Erro de representação é uma das táticas favoritas de autores “revisionistas”, mas também é uma técnica que é facilmente combatida simplesmente verificando as fontes “citadas” pelo negador em questão. Então por que eles insistem em fazer isso? Talvez porque ninguém de sua audiência se preocupa em verificar os originais, principalmente se as fontes citadas são de historiadores.

No decorrer da pesquisa sobre os argumentos “revisionistas” dentre outras coisas, me deparei com a “demolição” do livro de Raul Hilberg, The Destruction of European Jewry por Jürgen Graf em Giant with Feet of Clay (págs. 63-4 PDF):

3-Hilberg inventou tiroteios em massa na Galiza

Na página 521 (DEJ, p.496) o exaltado alto sacerdote ‘Holocausto’ informa o seguinte a seus leitores:

Em Stanislawow [uma cidade da Galiza], cerca de 10.000 judeus haviam sido reunidos em um cemitério e abatidos em 12 de Outubro de 1941. Outras mortes por tiro ocorreram em Março de 1942, seguido de um incêndio no gueto que durou 3 semanas. Um transporte foi enviado para Belzec em abril, e mais operações de tiro foram iniciadas no verão, no qual membros do conselho judaico e da Order Service foram enforcados em postes de energia. Grandes transportes saíram para Belzec em Setembro e Outubro[...]

Deixemos de lado os transportes para Belzec, o tiroteio de Março de 1942 e os judeus “enforcados nos postes de energia”, e contentar-nos [p. 64] com o primeiro item da “informação” aqui, as mortes por tiro de nada menos que 10.000 judeus no cemitério de Stanislavov em 12 de Outubro de 1941. Este número corresponde à população de uma pequena cidade. Que evidências as fontes de Hilberg se apóiam para provar o assassinato de 10.000 no cemitério? Simplesmente e absolutamente nada, nem mesmo um depoimento. Em outras palavras: A história é pura quimera.

Então eu viro a página 521 da edição alemã de 1991 do livro de Hilberg (o primeiro citado por Graf) e encontro a nota 357 no final do parágrafo citado:

Siehe Erklärung von Alois Mund (in Stanislawow stationierter Landwirtschaftsfachmann aus Wien, 5.12.47, und Erklärungen von Überlebenden und Ordnungspolizisten aus Stanislawow, 1947 und 1948, in T. Friedmann, Sammlung von Berichten über Stanislawow, Haifa, Okt, 1957, S.90

[Tradução livre para o português por Leo Gott]

Ver depoimento de Alois Mund (especialista em agricultura estacionado em Stanislawow e lotado em Viena, 5/12/47, e declarações de sobreviventes e policiais de Stanislawow, 1947 e 1948 em T. Friedmann, Sammlung Von Berichten über Stanislawow, Haifa, Outubro, 1957, pág.90).

Graf falsamente acusa Hilberg de não ter nenhuma prova, o que não é verdade. A qualidade da prova não foi verificada, ao invés disso Graf optou por omitir o conteúdo da nota de rodapé na mesma página e alega que nenhuma evidência foi apresentada. Portanto, Graf é um enorme mentiroso.

Para verificar o original de Tuvia Friedmann, clique aqui [Wayback Machine copy]. Para um extenso sumário das evidências acumuladas até 1998, ou seja, 37 anos após a primeira edição do livro de Hilberg e sete anos após a edição alemã, clique aqui (PDF) para um artigo sucinto de Dieter Pohl, o maior especialista sobre Holocausto na Galiza. Na realidade, não só existem testemunhas saltando às orelhas do historiadores, hà também documentos.

Suspeitamos que este exercício poderia ser repetido indefinidamente com os “estudantes revisionistas”, mas para o momento, vamos deixar esse único caso como um exemplo da absoluta falsidade dos “revisionistas”.

Fonte: Holocaust Controversies (Dr. Nick Terry)

Link: http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2006/05/jrgen-graf-is-liar.html

Tradução: Leo Gott

domingo, 15 de maio de 2011

Fontes sobre as Testemunhas de Jeová e o Holocausto

Há algumas semanas foi pedido fontes sobre as Testemunhas de Jeová e o Holocausto no blog. Como cheguei a comentar na ocasião, fontes sobre esse tema só se encontra com facilidade em alemão e inglês. Em português é muito difícil, espanhol idem. Segue abaixo uma listagem de algum material com indicações de fontes(livros em sua maioria) sobre as Testemunhas de Jeová e o Holocausto.

1. Holocaust Teacher Resource Center
http://www.holocaust-trc.org/Jehovah.htm
Texto original no site do USHMM
Texto acima traduzido pro português.

Fontes indicadas no texto:
Friedman, Ina R. The Other Victims: First-Person Stories of Non-Jews Persecuted by the Nazis (Boston, 990), pp. 47-59.

King, Christine E. "Jehovah's Witnesses under Nazism," no livro de Michael Berenbaum, ed., A Mosaic of Victims: Non-Jews Persecuted and Murdered by the Nazis (New York, 1990), pp. 188-193.

King, Christine E. The Nazi State and the New Religions: Five Case
Studies in Non-Conformity
(New York, 1982).

Watchtower Bible and Tract Society of New York. Jehovah's Witnesses: Proclaimers of God's Kingdom (Pennsylvania, 1993).

Watchtower Bible and Tract Society of New York. 1974 Yearbook of Jehovah's Witnesses (Pennsylvania, 1973).

Em vídeo: Purple Triangles, a história da família Kusserow. Uma produção da Starlock Pictures para TV, 1991. Versão em inglês distribuída por Watchtower Bible and Tract Society of New York, Inc., 25 Columbia Heights. Brooklyn, NY 11201.
2. Verbete da Wikipedia em inglês na parte das referências:
Perseguição das Testemunhas de Jeová, referências

3. Verbete da Wikipedia em alemão sobre as Testemunhas de Jeová (Zeugen Jehovas):
Verfolgung im Nationalsozialismus

4. Verbete da Wikipedia em alemão só sobre nazismo e as TJs (bibliografia):
Zeugen Jehovas im Nationalsozialismus
Referências
Weblinks
Literatura

5. Verbete da Wikipedia em português(ver a parte de "Pesquisas adicionais", contém bibliografia):
Testemunhas de Jeová e o Holocausto

6. Sites com indicações:
http://www.standfirm.de/english/
http://www.standfirm.de/
Institut für Sozial- und Wirtschaftsgeschichte, Johannes Kepler Universität Linz (em alemão)
Informativo (em alemão e inglês)
http://www.hdbg.de/basis/08_sprachen.php

7. Dar uma lida nos textos sobre as vítimas não-judias do Holocausto:
5 milhões de vítimas não judias? (1ª Parte)
5 milhões de vítimas não judias? (2ª Parte)
Até parece que...

Textos originais em inglês:
5 million non-Jewish victims? (Part 1)
5 million non-Jewish victims? (Part 2)
One might think that...
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/search?q=Jehovah

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Antigo guarda nazi John Demjanjuk condenado por crimes durante o Holocausto

Foto: Michael Dalder/Reuters
Um tribunal de Munique condenou John Demjanjuk a cinco anos de prisão por ter participado na morte de 27.900 judeus no campo de concentração nazi de Sobibor durante o Holocausto.

O tribunal considerou que ficou provado que Demjanjuk, que se declarara inocente, foi guarda naquele campo na Polônia ocupada. O seu advogado de defesa anunciou que vai recorrer da sentença.

O julgamento de um dos últimos criminosos da II Guerra Mundial durou 18 meses, durante os quais a defesa apresentou provas em como esteve, durante seis meses, em Sobibor, incluindo um cartão dos membros estrangeiros das SS. O réu esteve presente nas sessões. Ontem chegou de cadeira de rodas e com óculos escuros e boné a tapar-lhe a cara. Em audiências anteriores, chegou a estar deitado numa maca.

John Demjanjuk nasceu numa povoação rural da Ucrânia nos anos de 1920 e cresceu sob o regime soviético. Como milhões de outros, ingressou no Exército Vermelho e combatia na Crimeia em 1942 quando foi capturado pelas tropas nazis.

Na versão que o seu advogado defendeu no tribunal de Munique, foi então enviado para uma prisão na Polónia até 1944, sendo depois transferido para outro campo, na Áustria. Ali, admitiu, juntou-se a um grupo de prisioneiros soviéticos que passaram a estar ao serviço dos nazis e que receberam treino para lutar contra o Exército Vermelho. Disse que foi obrigado a colaborar para salvar a vida — três milhões de prisioneiros soviéticos morreram em campos nazis, sobretudo de fome. Mas negou alguma vez ter estado no campo de concentração e extremínio de Sobibo.

“O meu pai sobreviveu ao genocídio da fome na Ucrânia, à guerra contra os nazis, aos campos de prisioneiros alemães... e agora o Governo alemão quer terminar o trabalho que os nazis de Hitler começaram”, disse o seu filho, John Demjanjuk Jr.

A acusação defendeu que foi recrutado muito antes de 1944 e que o cartão das SS é verdadeiro e não uma falsificação, como argumentou a defesa.

Depois da guerra, Demjanjuk viveu no sul da Alemanha e trabalhou para várias organizações estrangeiras até que, em 1951, partiu para os Estados Unidos, onde viveu e trabalhou (na indústria automóvel) no Ohio e obteve a nacionalidade americana.

Segundo julgamento

Este foi o segundo julgamento pelo qual passou. Na década de 1980 foi identificado como “Ivan o Terrível” - um guarda soviético particularmente sádico para os prisioneiros judeus no campo de concentração de Treblinka -, extraditado para Israel e condenado à morte.

Esteve oito anos preso até surgirem indicações de que, afinal, um outro ucraniano, de nome Ivan Marchenko, seria o verdadeiro “Ivan o Terrível”.

Libertado, Demjanjuk voltou a ser extraditado em 2009, a pedido da Alemanha, por ter colaborado na morte de 27.900 judeus em Sobibor.

O último nazi vivo

Este é um dos últimos julgamentos de criminosos nazis. O que poderá ser o último, o do húngaro Sandor Kepiro, de 97 anos, está a decorrer em Budapeste. Kepiro foi considerado pelo Centro Simon Wiesenthal — organização internacional de direitos humanos, focada no tema do Holocausto — o “suspeito nazi de crimes de guerra mais procurado do mundo”.

O tribunal húngaro alega que Kepiro foi “cúmplice de actos de crimes de guerra” no massacre que ocorreu entre 21 e 23 de Janeiro de 1942 em Novi Sad, território actualmente sérvio.

Centenas de famílias foram raptadas e mortas por húngaros, aliados dos alemães. Um sobrevivente dos ataques contou à BBC que as pessoas “eram atiradas para o rio em gelo” e que outras “eram retiradas de casa e mortas na rua”. Pelo menos 1200 civis, entre os quais se contam judeus e sérvios, morreram durante esses dias e Kepiro é acusado directamente da morte de 36 dessas pessoas, podendo vir a enfrentar uma pena de prisão perpétua.

O antigo capitão da polícia diz-se inocente, mas admitiu ter estado presente no massacre.

Fonte: Público.pt (Portugal)
http://www.publico.pt/Mundo/antigo-guarda-nazi-john-demjanjuk-condenado-por-crimes-durante-o-holocausto_1493829

segunda-feira, 9 de maio de 2011

EUA lançam arquivo eletrônico de bens culturais roubados por nazistas

WASHINGTON — Quadros, objetos de prata, livros raros, antiguidades: os Arquivos Nacionais dos Estados Unidos disponibilizarão uma base de dados on-line de bens culturais roubados dos judeus ou perdidos na época nazista, em colaboração com países europeus.

Os Arquivos Nacionais americanos abriram um site na internet onde é possível navegar através de arquivos americanos, franceses, britânicos, alemães, belgas ou ucranianos e ter acesso a milhões de páginas de documentos e imagens digitalizadas que explicitam estes bens.

O site (www.archives.gov/research/holocaust/international-resources) foi lançado oficialmente nesta quinta-feira em Washington em uma cerimônia da qual participaram dirigentes dos arquivos nacionais de vários países.

"Este projeto faz da história um instrumento da justiça", resumiu James Hastings, coordenador do projeto dos Arquivos Nacionais em Washington.

"Investigadores de todo o mundo podem utilizar a partir de agora um ponto único de entrada para ter acesso a estes documentos digitalizados", declarou David Ferriero, diretor dos Arquivos Nacionais americanos.

Esta colaboração, que engloba 11 organizações de sete países, conta com a participação de instituições como o Museu americano do Holocausto, a "Conferência sobre reivindicações materiais judaicas contra a Alemanha" em Nova York - que já tem um registro on-line de 20 mil obras -, os Arquivos do Memorial da Shoah, na França, e o Museu Histórico alemão.

"Serão somadas outras colaborações no futuro", prometeu Hastings.

Muitos destes documentos já serviram para identificar e devolver bens saqueados aos judeus, mas muitos outros ainda têm a possibilidade de permitir novas devoluções e indenizações, indicaram os responsáveis internacionais dos arquivos de vários países.

"Isto realmente foi feito para ajudar os herdeiros das vítimas", explicou à AFP Frederic Du Laurens, diretor dos Arquivos Franceses, cujos amplos recursos estão incluídos neste site.

Fonte: AFP
http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5iZqzBVRh2vTDSqP_cDqf5XPGhTQA?docId=CNG.246d32bffdc6552dc12de3ecba5b3b2b.261

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Croácia relembra as vítimas do "Auschwitz croata"

(Belga) Os dirigentes croatas estiveram presentes no domingo que marcou o 66º aniversário do desmantelamento do campo de concentração de Jasenovac, por vezes chamado de "Auschwitz croata", implementado pelo regime pró-nazi croata durante a Segunda Guerra Mundial, informou a televisão estatal.

"Nunca devemos esquecer que Jasenovac foi o local dos crimes mais terríveis" cometidos durante a Segunda Guerra Mundial, declarou o presidente croata Ivo Josipovic durante a cereminônia realizada no local do antigo campo, situado a 110 km ao sudeste de Zagreb. "Enviamos uma mensagem de paz aqui. Todos nós queremos que coisas como as que ocorreram em Jasenovac não ocorram nunca mais", disse M. Josipovic. Várias centenas de pessoas, incluindo ex-prisioneiros do campo, membros das famílias das vítimas e representantes diplomáticos assistiram a cerimônia.

O campo de concentração de Jasenovac foi um dos cerca de 80 campos criados pelo regime pró-nazi croata. Os historiadores não conseguiram chegar a um consenso sobre o número de vítimas que pereceram no campo, sobretudo sérvios, mas também judeus, ciganos e croatas antifascistas. As estimativas variam de 80.000, segundo o museu de Jasenovac, a 700.000 vítimas. O Museu Memorial do Holocausto em Washington avalia algo em torno de 100.000 vítimas. (DGO)

Fonte: Belga (17.04.2011)
http://levif.rnews.be/fr/news/belga-generique/la-croatie-commemore-les-victimes-de-l-auschwitz-croate/article-1194991891505.htm
Tradução: Roberto Lucena

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Justiça de SP condena homem por racismo no Orkut

Ele teve pena de reclusão transformada em prestação de serviços.
Réu usou tio negro como testemunha de defesa.
Do G1 SP

A juíza Maria Isabel Rebello Pinho Dias, da 16ª Vara Criminal de São Paulo, condenou um homem de 27 anos acusado de racismo pela internet a dois anos, quatro meses e 24 dias de prisão. Ele respondeu a um processo originado em 2008 pelo crime de praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. As agressões foram difundidas por meio do site de relacionamentos Orkut. Como a condenação foi inferior a quatro anos de reclusão e o acusado é réu primário, a pena foi convertida em prestação de serviços à comunidade. A sentença é de 28 de fevereiro de 2011.

O Ministério Público Estadual acusou o homem de ter adicionado no seu perfil do Orkut as comunidades "coisas que odeio: preto e racista", "Adolf Hitler Lovers", "Sou racista" e "racista não, higiênico!". De acordo com a sentença, o rapaz afirmou que há negros em sua família e não tinha motivos para ser racista. Ele reconheceu que fez comentários infelizes, mas disse que na época não pensava sobre suas consequências.

A juíza não cedeu a esse argumento. "Em que pese o acusado sustentar que apenas fez comentários infelizes, com intenção de brincadeira e discussão, tal alegação deve ser rechaçada, pois não é admissível que a livre manifestação de pensamento seja usada como subterfúgio para condutas abusivas e lesivas a um dos objetivos da República Federativa do Brasil, qual seja, a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, cor, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação", disse a juíza.

Um homem negro se apresentou como testemunha de defesa e disse ser tio do réu. A juíza entendeu que isso em nada beneficiou o acusado. "Possuindo pessoas do seu círculo familiar da raça negra, o réu deveria dar o exemplo, abstendo-se de colocações racistas, há tanto tempo combatidas em nossa sociedade."

De acordo com o promotor de Justiça Christiano Jorge dos Santos, o agressor é integrante de uma família de classe média baixa, tinha cursado apenas o ensino médio e vivia às custas da avó. O promotor realizou investigações de crimes de racismo na internet que chegaram à pagina do acusado. Um estagiário do Ministério Público entrou em contato com o rapaz, que admitiu as mensagens racistas.

Fonte: G1
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/05/justica-de-sp-condena-homem-por-racismo-no-orkut.html

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O dia em que o Dínamo Kiev venceu o jogo errado

Falar de Holocausto e futebol obriga a contar a história do Jogo da Morte
Por Sérgio Pereira

Falar de Holocausto e futebol obriga a contar o infortúnio do Dínamo Kiev. No dia em que venceram o jogo errado. Aconteceu numa Ucrânia ocupada pelo regime nazi e deu até origem a um filme. Passou para a história como «The Death Match», ou «O jogo da morte». Acabou da pior forma, portanto.

Começa numa equipa do Dínamo Kiev que já na altura era da primeira divisão do futebol europeu. Com a invasão da Ucrânia, que era então uma província da União Soviética, pelas forças alemãs, a equipe foi desfeita e boa parte dos jogadores obrigados a trabalhar numa padaria de Kiev.

Conta-se que nos tempos livres jogavam futebol num descampado atrás da padaria. Foram então desafiados para formar uma equipe e entrar no campeonato regional. Fizeram-no com oito jogadores do Dínamo Kiev e três do Lokomotiv Kiev, numa equipe a que deram o nome de FC Start.

No início ficaram renitentes em participar no torneio, não queriam alinhar num torneio que era patrocinado pelas forças alemãs, como forma de repor a normalidade na cidade. Mas acabaram por entrar e venceram seis jogos seguidos. O que provocou naturalmente entusiasmo entre a população.

Assustado com as proporções que o FC Start estava a ter, e temeroso que isso influenciasse a auto-estima dos ucranianos, o ocupante nazi decidiu tomar medidas. Agendou um jogo para 6 de Agosto de 1942. Perdeu e pediu uma repetição: três dias depois, no Zenit Stadium, e perante uma multidão.

As instruções eram claras: os ucranianos do FC Start deviam fazer a saudação nazi aos alemães e deviam perder o jogo. Não fizeram uma coisa, nem outra. Venceram aliás por 5-3. Quase no fim, Klimenko entrou na área alemã, fintou o guarda-redes e com a baliza aberta chutou para o meio-campo.

O árbitro acabou de imediato o jogo, ainda antes dos noventa minutos. Os ucranianos foram presos e torturados pela Gestapo, Korotkykh morreu de imediato. Os restantes foram enviados para o campo de concentração de Syrets, onde boa parte deles acabou por ser exterminado. Alguns sobreviveram.

Em memória deles foi erigido um monumento à porta do estádio do Dínamo Kiev.



Fonte: MaisFutebol (Portugal)
http://www.maisfutebol.iol.pt/internacional/dinamo-kiev-death-match-jogo-da-morte-futebol-auschwitz-maisfutebol-futebol-noticias/1249820-1490.html

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O Holocausto em Lida, 1942-43

O destino dos judeus da Lida foi documentado no julgamento de Werner e Windisch, cujos resultados são reproduzidos por Irene Newhouse aqui. Em 08 de abril de 1943, GebK Hanweg relatou:

Das Gebeit Lida hatte eine Zahl von 20000 juden. Sie wurden in einer einmaligen aktion von fuenf Tagen im Mai vorigen jahres bis auf einen Rest von 4500 erledigt.[Gerlach, Kalkulierte Morde, p.695n.).
Newhouse traduziu isto assim:

O distrito de Lida tinha uma população de 20.000 judeus. Eles deram cabo deles [erledigt], mas para 4.500, de uma só vez, em 5 dias da Aktion em maio do ano anterior.
Hanweg, então relata que 4.419 judeus permaneceram vivos até 08 de abril de 1943. O relatório Hanweg converge com a carta de Kube para Lohse (3428-PS), que afirma:
Na predominante área polonesa de Lida, 16.000 judeus foram liquidados, em Slonim, 8000 etc
A maioria dos 4.419 sobreviventes foram deportados para a região de Lublin, no outono de 1943. O destino daqueles enviados para Sobibor foi revelado pelo engenheiro alemão, Otto Weissbecker, citado em Schelvis, Sobibor, pág. 219, que testemunhou que "Uma mulher me disse que os judeus acabariam no jardim de rosas" e que:
Embora eu tivesse prometido trabalhadores qualificados, eu tinha 630 trabalhadores sem qualquer experiência, incluindo mulheres. As crianças ficaram para trás em Sobibor. O comandante me garantiu que elas teriam permissão para visitar seus parentes a cada seis semanas. Nos alojamentos de jantar havia um grande mapa do campo a partir do qual eu poderia dizer que os 1400 judeus que tinham sido trazidos para o Bache no dia anterior não poderia ter sido alojados nas barracas que lá estavam. Quando perguntei ao comandante onde abrigaria os judeus eu estava a deixar para trás, ele explicou que nenhum dos judeus 1.400 um dia antes ainda estavam lá. Fui obrigado a levar os judeus a meu cargo a Trawniki, e metade deles chegaram a ficar por lá. Eu levei o resto de volta para Lublin para um campo que estava um Haltstelle [grifo meu - JH].
Parte do testemunho de Weissbecker, como citado por Schelvis, aparece em "Sobibor" de Mattogno, Graf e Kues na página 310, mas o texto-chave que revela o destino dos judeus em Sobibor é omitido. Eles fizeram uma elipse na parte do texto de "O comandante assegurou-me" até "ele explicou que nenhum dos 1.400 judeus um dia antes ainda estavam lá", algo manipulado. Isso indica que a conta do MGK omitiu a passagem que incrimina seus heróis nazistas.

Em conclusão, as provas apresentadas acima convergem com outros fatos que já sabemos sobre a Rutênia Branca/Bielorrússia. A maioria dos judeus de Lida foram mortos em maio de 1942, conforme relatado não apenas por Hanweg mas também por Kube. Havia apenas 16 mil judeus restando em toda a Rutênia Branca em julho de 1943 (NO-1831), e milhares deles estavam em Lida trabalhando para a Wehrmacht. A deportação dos judeus para a área de Lublin está documentado não só por Weissbecker e outras testemunhas, mas também pelo KdS Erich Isselhorst, como mostrado aqui. A prova de Weissbecker nos diz que, embora alguns trabalhassem, judeus foram mandados para uma morte lenta em Trawniki e outros campos de trabalho, as crianças de seu transporte foram mortas na chegada em Sobibor, como era, obviamente, a intenção. As crianças não estavam sendo reassentadas no "Leste da Rússia" no outono de 1943; a morte pode ter sido o único destino dessas crianças. Isto se dá, obviamente, porque o MGK não pode confirmar a citação da parte incriminatória de seu testemunho.

Fonte: Holocaust Controversies
Texto: Jonathan Harrison
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2011/04/holocaust-in-lida-1942-43.html
Tradução: Roberto Lucena

domingo, 24 de abril de 2011

Seis milhões

Em 1905, a população judaica do Império Russo (incluindo a Polônia) foi contada em cerca de 6,060,415. E esta estimativa acabou ainda sendo usada por fontes judaico-americanas em 1917 (AJC Yearbook, 1916-1917, p. 276). Portanto, e logicamente, essas organizações judaico-americanas seguindo na busca por ajuda para seus irmãos naquela região citariam uma estimativa de 6 milhões.

Entretanto, o Arquivo de Jornais do Google nos retorna esses resultados para o período de 1905-1939:

"Cinco milhões de judeus": 42
"Seis milhões de judeus": 44
"Três milhões de judeus": 57
"Milhões de judeus": 1,520

Além disso, histórias relatando a iminente fome, deportação ou aniquilação de 5 milhões (não seis) podem ser encontradas aqui, aqui, aqui e aqui. Histórias similares referindo-se a "três milhões de judeus" encontram-se aqui e aqui. O segundo artigo pede por ajuda "para que três milhões de judeus não desapareçam da face da Terra."

Fonte: Holocaust Controversies
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2011/04/six-million.html
Texto: Jonathan Harrison
Tradução: Roberto Lucena
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Observação: para quem não entendeu o contexto e o conteúdo do post, favor ler o complemento abaixo com os comentários do Jonathan Harrison (na parte de comentários do blog Holocaust Controversies), sobre o post, refutando mais uma(de tantas) baboseira "revi".

Complemento: comentários do Holocaust Controversies "Six Million"

Ben diz...
Então, você está dizendo que o número de vítimas do Holocausto é menor que seis milhões?

Jonathan Harrison diz...
Não, eu estou refutando a afirmação feita por negadores do Holocausto de que 6 milhões foi um número fabricado baseado em previsões pré-1939. Negacionistas dizem que 6 milhões era a estimativa dominante na cultura judaica antes do Holocausto. Este artigo mostra que, nem de longe, este era o caso em questão, o das citações da imprensa.

Ler mais:
A Teoria do "Holocausto" da Primeira Guerra Mundial (por Jamie McCarthy e Ken McVay)

sábado, 23 de abril de 2011

A discriminação: um enfoque psicoanalítico

A discriminação
Dr. José E. Milmaniene *

Um enfoque psicoanalítico

Todo grupo humano se consolida através da sublimação dos vínculos de amor que unem aos membros do grupo entre si. Os inevitáveis componentes fanáticos de ódio ou agressão necessitam se expressar e mover-se afora, até o alheio, até o Outro extranho. O grupo se afirma e a coesão como tal com tanto o ódio é projetado, preservando-se assim seus integrantes da emergência da hostilidade intragrupal. A análise concreta de cada situação particular nos revelará porque se escolhe tal ou qual grupo ou setor para a projeção das impulsos destrutivas.

Uma família húngara

Seguramente faz-se sobre o grupo que é mais funcional ao imaginário social em cada situação histórica dada. Parafraseando a Sartre diria que sem o grupo discriminado não existisse ele seria inventado, dada a necessidade de coesão do grupo majoritário discriminador. Nesse sentido Freud escreve com lucidez em "O mal-estar na cultura": não é fácil para os seres humanos, evidentemente, renunciar a satisfazer esta sua inclinação agressiva; não se sentem bem nessa renúncia. Não deve menospresar-se a vantagem que um círculo cultural menor oferece uma fulga ao impulso na hostilização a estranhos. Sempre é possível conectar no amor a uma multidão maior de seres humanos, contanto que outros fiquem de fora para manifestar-lhes a agressão".

Por outro lado, o que nos revela a psicoanálise é que este sadismo descontrolado fazia aos perseguidos contar, muitas vezes, com a cumplicidade inconsciente das mesmas vítimas. Masoquismo mediante, está conectado perversamente ao sadismo do opressor, ligando-se as vezes ao extremo da identificação com este, tal como se confirmam as freqüentes expressões de auto-ódio e falta de autenticidade dos marginalizados, ou ainda a colaboração com os algozes na perseguição ou discriminação dos outros grupos marginalizados.

Para a psicoanálise os homens buscam desesperadamente e a qualquer preço preencher sua falta-em-ser.

Para lograr este objetivo resulta de grande utilidade um Outro discriminado, que assinalado e conhecido em forma positiva e certa, permite ao perseguidor dar-se um pouco de ser. Pois, que seria de um racista, de um autoritário de um machista se deixassem de existir os judeus, os negros, os débeis, as mulheres? Acaso o que odeia não teme inconscientemente que o desaparecimento da vítima suma na indeterminação, ou na nadificação que o angustia? Necessita do humilhado não se preencher da covardia moral para preocupar-se com algo de ser. Quero dizer, o sadismo e o desprezo permitem uma subjetivação prepotente, emblemática onipotente.

O perseguidor pretende excluir assim de seu horizonte a finitude, a carência, a falta, os defeitos - ao que se supõe ser patrimônio exclusivo dos outros - intentando consolidar-se deste modo numa certeza arrogante e irredutível. Por isso recria, uma e outra vez a perseguição, no entanto esta não lhe resolve nada, dado que pelo contrário se abre mão constantemente o risco de reintrojetar o expulso, com o conseguinte temor do próprio aniquilamento.

Sua ordem é então: "sou forte, perfeito, eterno, invulnerável, no entanto o Outro é o débil, o enfermo, o defeituoso, o aleijado". Compêndio de todos seus defeitos projetados, os discriminados são assim a garantia de um modo de ser que se afirma no ódio, com uma absoluta incapacidade para assumir a própia castração.

Precisamente este é para Freud o problema teórico central, dado que o sujeito busca desesperadamente negar suas inconseqüências, excluir de si suas carências e suas imperfeições, para sustentar sobre si mesmo a ilusão de um ideal fálico, pleno e autosuficiente, sem fissuras que denuciem seus própios limites e debilidades. O que discrimina ataca ao Outro, que no entanto diferentemente evoca a temida castração.

Pretende assumir a plenitude fálica no marco de um universo homogêneo, onde nada se fala da diferença, do distinto, do heterogêneo, em cima da capacidade de ser outro respeitosamente reconhecida. Os Outros se fazem depositários do ódio que tanto encarnam a própria e intolerável castração projetada.

Entende-se: se é atribuído ao Outro - por projeção - a castração insuportável e se a ataca com a convicção delirante de aniquilar a própia parte castrada no Outro, para assumir assim finalmente o gozo pleno da perfeição do narcisismo. Elege-se inconscientemente as vítimas e no entanto estas evocam simbólica ou realmente, distintos aspectos ou modos da castração: podendo ser as mujeres, os judeus circuncisos, os aleijados, as minorias étnicas, etc...

Este ataque impiedoso a todos aqueles que relembram a diferença - que tanto marca da castração - configura o fundamento mesmo de um sujeito paranóico, que se sabe que é fraco e inseguro, e que tem terror de suas debilidades e suas carências, e as projeta e as ataca no Outro."

*Médico psiquiatra psicoanalista

Fonte: Fundación Memoria del Holocausto
http://www.fmh.org.ar/revista/1/ladiscri.htm
Tradução: Roberto Lucena