segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

Dia Internacional em Memória das Vítimas
Humanidade recorda Holocausto


A 27 de Janeiro de 1945, o exército soviético libertava o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, na Polónia, revelando ao mundo as atrocidades cometidas pelo regime Nazi de Adolf Hitler. Para que as vítimas não sejam esquecidas, a Organização das Nações Unidas determinou que seria o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

Mais de 1 milhão de pessoas visitaram Auschwitz-Birkenau em 2008.

O museu de Auschwitz-Birkenau foi aberto em 1947, no antigo campo de concentração, o maior do nazismo, onde entre 1940 e 1945 foram assassinados 1,1 milhões de pessoas, sendo 90% judeus.

O campo foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1979, passando a ser um dos principais símbolos do Holocausto no mundo todo.

O museu de Auschwitz-Birkenau foi aberto em 1947, no antigo campo de concentração, o maior do nazismo, onde entre 1940 e 1945 foram assassinados 1,1 milhões de pessoas, sendo 90% judeus.

O campo foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1979, passando a ser um dos principais símbolos do Holocausto no mundo todo.

ARISTIDES DE SOUSA MENDES

Data de nascimento – 19 de Junho de 1885

Data da sua morte – 3 de Abril de 1954

O cônsul português em Bordéus, durante a II Guerra Mundial, atribuiu vistos e carimbou passaportes a milhares de refugiados judeus, salvando-os da morte às mãos dos alemães. Desobedecendo a uma ordem de António Oliveira Salazar, viria a ser castigado pelo ditador, sobrevivendo à custa da solidariedade da comunidade judaica de Lisboa.

CRONOLOGIA

25 de Janeiro de 1940

- A Alemanha Nazi decide construir um campo de concentração em Auschwitz

20 de Maio de 1940

- Chegam os primeiros prisioneiros.

1 de Março de 1941

- Heinrich Himmler determina a expansão do primeiro campo e a construção de um segundo em Birkenau, a apenas 6Km de distância.

3 de Setembro de 1941

- Primeiros gazeamentos de prisioneiros em Auschwitz, com recurso a Zyklon B.

25 de Novembro de 1944

- Heinrich Himmler, comandante da Schutzstaffel (SS), ordena a destruição dos crematórios e das câmaras de gás de Auschwitz-Birkenau, com o objectivo de apagar as provas do genocídio.

27 de Janeiro de 1945

- Tropas soviéticas entram no complexo de Auschwitz-Birkenau libertando mais de 7 mil prisioneiros

17 de Abril de 1946

- O governo polaco resolve construir um mausoléu no campo de concentração

26 de Outubro de 1979

- O campo de concentração Auschwitz-Birkenau foi incluído na lista de património mundial da Humanidade pela UNESCO

Fonte: Correio da Manhã(Portugal, 25.01.2009)
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=A19BA293-4B24-4999-B6E2-B0E4E694BB53&channelid=00000230-0000-0000-0000-000000000230

Observação: Na matéria completa no link há números sobre o Holocausto só que sem fonte. Pra evitar distorções e manipulação de informação habituais dos mal intencionados "revisionistas" segue o link das estimativas de mortos no Holocausto feitas pelo historiador do Holocausto, já falecido, Raul Hilberg:

Números do Holocausto por Raul Hilberg
http://holocausto-doc.blogspot.com/2007/10/nmeros-do-holocausto-por-raul-hilberg.html

Mais estimativas do número de mortos no Holocausto, site H-Doc:
Fonte: Denying History
Michael Shermer e Alex Grobman
página 177
Tradução: Marcelo Oliveira
Link: http://h-doc.vilabol.uol.com.br/estat.htm

Museu de Auschwitz precisa de dinheiro para sobreviver

Varsóvia, 26 Jan (Lusa) - O museu do campo de concentração de Auschwitz precisa urgentemente de dinheiro para garantir a sua conservação, o que leva os responsáveis a garantir que sem uma entrada de cem milhões de euros tem "um futuro incerto".

"A ajuda internacional é a única fórmula para conservar o que resta", afirmou o representante do Conselho de Auschwitz e ex-prisioneiro nas instalações durante a II Guerra Mundial Wladyslaw Bartoszewski em declarações a um jornal local.

Para Bartoszewski, um lugar com a importância de Auschwitz, considerado um dos monumentos mais importantes para a memória histórica do mundo, deveria receber mais apoios de organismos internacionais pela sua relevância já que os custos de manutenção são muito elevados.

O apoio estrangeiro já existe mas situa-se na ordem dos cerca de 250 mil euros anuais, muito menos que o necessário para manter de pé esta memória do Holocausto.

Desde que o museu de Auschwitz foi criado, há mais de 60 anos, o estado polaco assume praticamente a totalidade dos custos, com um subsídio anual de cerca de 4,4 milhões de euros.

Segundo Piotr Cywinski, o diretor do museu, "se quiséssemos arranjar os telhados, não seriam precisos mais de 15 mil euros, mas trata-se de revelar e proteger a História".

O diretor é o primeiro a admitir que a instituição se debate com uma tremenda falta de dinheiro.

O museu de Auschwitz foi declarado Patrimônio da Humanidade, pela UNESCO, em 1979. Em 2008, foi visitado por mais de um milhão de pessoas.

Fonte: Lusa
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/494056

Corte francesa confirma pena contra ultradireitista(fascista) francês que defendeu nazismo

Corte confirma pena contra ultradireitista francês que defendeu nazismo

O Tribunal de Apelação de Paris confirmou hoje a pena de três meses de prisão livre de cumprimento e dez mil euros de multa ao líder ultradireitista Jean-Marie Le Pen por ter dito, em entrevista em 2005, que a ocupação nazista da França "não foi particularmente desumana".

Em 8 de fevereiro, Le Pen recebeu a mesma pena em primeira instância pelo Tribunal Correcional de Paris, que o considerou culpado de "cumplicidade de apologia de crimes de guerra" e "negação de crime contra a humanidade".

Os advogados de Le Pen anunciaram que recorrerão da sentença na Suprema Corte.

O político foi condenado com base nas seguintes declarações reproduzidas no semanário ultradireitista "Rivarol": "Na França, a ocupação alemã não foi particularmente desumana, apesar de ter havido alguns atropelos, inevitáveis em um país de 550 mil quilômetros quadrados".

Para os juízes, essa declaração "busca criar dúvidas" sobre os crimes contra a humanidade cometidos pelos nazistas na França, "como a deportação de judeus ou a perseguição de resistentes".

Na mesma entrevista, Le Pen afirmou que a Gestapo (Polícia secreta do regime nazista) desempenhou em algumas ocasiões um papel positivo.

Ele citou como exemplo o caso de quando, de acordo com ele, os agentes impediram o massacre de Villeneuve d''Ascq, cometido na noite de 1º de abril de 1944 por um oficial alemão que estava furioso porque um de seus esquadrões tinha sofrido um atentado.

Segundo a Corte, com essas palavras o líder ultradireitista cometeu "uma falsificação histórica deliberada" que dá à Gestapo "uma imagem positiva", a qual "esconde" os crimes que cometeu.

Não é a primeira vez que Le Pen é condenado por suas polêmicas declarações.

Em 2005, foi obrigado a pagar uma multa de dez mil euros por declarações contra os imigrantes e, em 1998, recebeu uma pena similar por defender a desigualdade de raças.

Já em 1997 ele foi condenado por dizer que as câmaras de gás foram "um detalhe da história", enquanto oito anos antes tinha sido punido por negar a existência deste instrumento de extermínio nazista.

Fonte: EFE
http://noticias.terra.com.br/interna/0,,OI3463140-EI188,00-Corte+confirma+pena+contra+ultradireitista+frances+que+defendeu+nazismo.html

O julgamento do fascista Jean-Marie Le Pen por apologia ao regime nazista, matéria do Telegraph(Inglaterra) de 2007:
http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/1572656/Jean-Marie-Le-Pen-Nazi-trial-begins.html

sábado, 24 de janeiro de 2009

Papa reabilita bispo que nega o Holocausto

Por Philip Pullella

VATICANO (Reuters) - O papa Bento 16 reabilitou neste sábado um bispo tradicionalista que nega o Holocausto, apesar de advertências de líderes judaicos de que isso causaria sérios prejuízos nas relações entre católicos e judeus e fomentaria o antissemitismo.

O Vaticano informou que o papa emitiu um decreto que remove a excomunhão de quatro bispos tradicionalistas que foram excluídos da Igreja Católica em 1988 por terem sido ordenados sem permissão da Santa Sé.

Os quatro bispos lideravam a ultraconservadora Sociedade de São Pio 10 (SSPX), que tem cerca de 600 mil membros e rejeita modernizações na doutrina e nos cultos dos católicos romanos.

O Vaticano afirmou que as excomunhões foram retiradas depois que os bispos expressaram o desejo de aceitar os ensinamentos da Igreja e a autoridade papal.

Ao pôr fim a um cisma que afetou a Igreja Católica por 20 anos, o decreto parece prestes a desencadear uma das mais sérias crises nas relações entre católicos e judeus nos últimos 50 anos.

"Não temos intenção de interferir nos assuntos internos da Igreja Católica. No entanto, a ânsia de trazer um negador do Holocausto de volta para a Igreja vai causar danos às relações entre a Igreja e os judeus", disse à Reuters o embaixador de Israel no Vaticano, Mordechai Lewy.

Um dos quatro bispos, o britânico Richard Williamson, fez uma série de declarações negando a totalidade do Holocausto Nazista dos judeus europeus, fato aceito pelos historiadores atuais.

Em comentários à TV sueca, transmitidos na quarta=feira, ele disse: "Acredito que não houve câmaras de gás e também que somente 300.000 judeus morreram em campos de concentração nazistas, em vez de 6 milhões."

Williamson afirmou ainda: "Acredito que as provas históricas são amplamente contrárias a que 6 milhões tenham sido deliberadamente mortos em câmaras de gás, como uma política deliberada de Adolf Hitler."

O rabino David Rosen, que fica em Israel e chefia a seção de assuntos inter-religiosos do Comitê Judaico Americano, disse à Reuters:

"O papa anterior, João Paulo 2o, designou o antissemitismo como pecado contra Deus e o homem. A negação da amplamente documentada Shoah (Holocausto, em hebraico) é antissemitismo em sua forma mais ostensiva."

Ao ser indagado sobre os comentários de Williamson, o principal porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, disse que eles eram totalmente "extrínsecos" em relação à suspensão da excomunhão.

"Este ato (o decreto) se refere à suspensão da excomunhão. Ponto", disse Lombardi aos repórteres. "Não tem nada a ver com opiniões pessoais, que são abertas a críticas, mas não pertinentes a este decreto."

Fonte: Reuters
http://noticias.uol.com.br/ultnot/reuters/2009/01/24/ult27u69950.jhtm

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Germar Rudolf e os crimes nazistas

Tradução do artigo do Dr.Jonathan Harrison publicado em http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2007/09/germar-rudolf-on-nazi-crimes.html

Na sua introdução de Dissecting the Holocaust [Dissecando o Holocausto], Germar Rudolf afirma que "É preciso dizer aqui e agora que nenhum dos autores que contribuíram para o presente trabalho consideram-se ideologicamente com ligações ao Nacional Socialismo". As evidências apresentadas abaixo sugerem que esta declaração de Rudolf é falsa. Seus trabalhos publicados, são facilmente acessíveis on-line, são uma tentativa sistemática de desculpar o regime nazista usando um conjunto de técnicas que alternam entre negação, ofuscação, minimização e equivalência de falsa moral. É inconcebível que um projeto como este poderia ter sido realizado por alguém que não tenha alguma simpatia pelo regime nazista.

O repertório de retóricas e dispositivos de linguagem utilizados por Rudolf não está limitado à “Negação do Holocausto”; ele também bate em uma vasta literatura da política nazista, interna e externa. Por exemplo, Rudolf inclina-se fortemente para o trabalho de Ernst Nolte, que argumenta que a política genocida nazista foi um Überschießende Reaktion (ultrapassagem de reação) para ascensão do Bolchevismo soviético. Thomas Sheehan tem resumido com precisão esta posição:

Mr.Nolte diz de fato que a “a alegada aniquilação dos judeus” (como ele chama o Holocausto) pode ser justificada aos olhos de Hitler como “guerra preventiva”. Por um lado, Nolte alega que à partir do slide que passou pela cabeça de Hitler e alguns de seus alcólitos de “comunistas nos ameaçando” e “judeus nos ameaçando” não é totalmente irracional. Por outro lado ele pensa na declaração de Chaim Weizmann de 1939 sobre judeus e palestinos e o apoio da Grã-Bretanha a Hitler de “boas razões para não estar convencido da determinação de seus inimigos [judaísmo internacional, assim como os Bolsheviks] para aniquilá-los.

Rudolf endossa a citação de Nolte de que o anti-semitismo nazista surgiu dos “judeus que intimamente estavam emaranhados no comunismo”. Em seguida, ele cita uma observação de Jerry Z. Muller na passagem em que cita Nolte (fora de contexto), "Os Trotskies fazem as revoluções [ou seja, o Gulag], e os Bronsteins pagam as contas [do Holocausto]. Ele conclui que:

Assim parece compreensível que, o nacional-socialismo e os povos orientais lutando lado a lado por sua liberdade, equacionados os judeus, em geral, com o terror bolchevista e as atividades dos comissários, embora esse tipo de identificação, como radical e coletivo, foi injusto. No entanto, é plausível, pois, mais se tratava de judeus acima de tudo, que foram feitos para pagar a guerra com os partisans e outros crimes de guerra soviéticos. Qualquer um que (com razão) critica esta, no entanto, também não deve deixar de considerar que a culpa por este tipo de escalada de guerra no Oriente estava para acontecer. E claro que era para ser com Stalin, que, como um aparte, os judeus tinham tratado na sua esfera de influência, pelo menos, tão impiedosamente quando a guerra teve início, com Hitler.

Rudolf também cita Nolte nesta nauseante tentativa de equivalência moral entre a T4 [Operation T4, Eutanásia] e aborto:

Como Nolte[90], no entanto, não posso deixar de observar o espanto das pessoas que hoje ficam moralmente indignadas com o assassinato de 100.000 pessoas, geralmente com deficiência grave, talvez por razões de duvidosa "genética do bem-estar público" durante os 12 anos da ditadura Nacional Socialista, essas pessoas não ficam chocadas com o assassinato premeditado de fetos, um número de 4 milhões de pessoas nos últimos 12 anos, somente na Alemanha – assassinatos motivados apenas pelo materialismo e considerações egoístas. É evidente que a moral que julgamos hoje é completamente diferente de 55 anos atrás. Duvido que eles são melhores.

Esta falsa equivalência moral foi construída sob uma mentira. Contrariamente à falsa afirmação de Rudolf, o Programa T4 não só matava as crianças que eram “geralmente muito deficientes”. Além disso, Rudolf não pode sequer aproximar-se para condenar os assassinatos: ele afirma que eles eram “talvez duvidosos”.

É óbvio portanto que Rudolf está tentando minimizar a repugnância moral do T4. Além disso, é provável que Rudolf admita que o T4 existiu porque existe uma ordem escrita de Hitler e ele não pode pintá-la como uma falsificação. Isto é evidente a partir do fato de que ele está disposto a mentir sobre a documentação de apoio a outras atrocidades nazistas.
Por exemplo, Rudolf afirma que:

... foi irrefutavelmente comprovado que o alegado massacre de Babi Yar foi uma mentira atroz e sem substâncias[57], isto reconhecidamente joga a autenticidade, ou pelo menos, a confiabilidade de toda a série de documentos do IMT "URSS – Relatórios de Eventos" e todos os outros documentos em dúvida, e, consequentemente, todas as Unidades de assassinato em massa por si.[...] Ainda hoje, quando centenas de milhares de valas das vítimas de Stálin, estão sendo descobertas, muitas vezes por acidente, mesmo sendo 50 ou 60 anos após o fato, ainda estão sem vestígios de valas alemãs e locais de cremação, e, de fato, qualquer especulação pública se os métodos modernos podem ou não ajudar a localizar são evitados – afinal, nenhum desses lugares desapareceu sem deixar rastros, graças ao maravilhoso método, apenas os alemães sabiam...


Quando Rudolf não admite o assassinato em massa pelos nazistas, ele recorre a duas defesas fraudulentas. Em primeiro lugar conforme acima, ele usa o argumento infame de Nolte de que as mortes foram atos de guerra preventiva contra o bolchevismo. Em segundo lugar, Rudolf apresenta uma falsa imagem de partisan, e mentiras sobre a legalidade das ações anti-partisan nazistas. Se é verdade que as leis internacionais no período de 1939-1945 não proibiam represálias contra partisans, e colocaram limitações claras sobre essas represálias. Rudolf conhece estas limitações, mas deliberadamente escolheu não citá-las. Ele por isso, passa a enganosa impressão e que os nazistas ostentaram e agiram dentro da lei. Em particular, Rudolf mente sobre o princípio da proporcionalidade nesta discussão:

... Nós podemos terminar por dizer que não havia fixado direito comum no que diz respeito à proporcionalidade, muito menos no que diz respeito à proporção de 1:1. E assim temos que concordar com Lanternser, [111]que no caso italiano das Fossas Ardeatinas em 24 de março de 1944, dadas as circunstâncias particulares em Roma (apenas 20km do front de Nettuno), a execução ordenada de 330 italianos em represália pela morte de 33 policiais alemães[112] não excedeu a ordem militar, justificado pela necessidade.

Na realidade, o “Manual Britânico de Direito Militar” [The British Manual of Military Law], um documento que o próprio Rudolf cita em seu link, tinha tornado claro que a proporcionalidade não se aplicava no momento. Parágrafo 459, diz:


Os atos praticados por meio de represálias não devem, no entanto, serem excessivos, e não devem exceder o grau de infração cometida pelo inimigo.


Além disso, a discussão de Rudolf sobre a Ordem dos Comissários[Kommissar Order] mostra que a sua discussão sobre direito internacional foi uma deliberada ofuscação. Ele reconhece que a Ordem dos Comissários era "juridicamente insustentável", mas afirma que era "moralmente adequada." Ele alega também que o decreto não foi realmente posto em prática e que por fim foi revogado:

Seidler [11] publicou recentemente um estudo atualizado e equilibrado acerca da luta partisan da Wehrmacht, mostrando não só os desastrosos e provavelmente decisivos efeitos dos ataques partisans contra as unidades alemãs e, especialmente as suas provisões, mas ele também comprova que a maioria das reações alemães foram totalmente abrangidas pelo direito internacional, embora nem sempre a longo prazo. Além disso, ele mostra que ordens superiores quebraram as leis internacionais, (por exemplo, a infame "Kommissar order", que pode ser considerada moralmente adequada, mas politicamente estúpida e judicialmente insustentável) foram, na maioria dos casos sabotados pelas unidades no front, e essas ordens, depois de longa duração e maciços protestos, foram finalmente revogadas.

Concluindo, portanto não hà nenhuma atrocidade nazista que Rudolf condena inequivocadamente. Represálias contra civis, eutanásia e assassinatos do T4 e assassinatos de membros do Partido Comunista Soviético são todos defendidos nos escritos de Rudolf. Sua recusa de ser um simpatizante nazista pode, portanto, ser rejeitada por uma transparente tentativa de esconder o conteúdo pró-nazista de sua própria escrita. (grifos do tradutor)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Hipocrisia e investigação de crimes (Parte 2)

A hipocrisia dos negadores apontada na Parte 1 também pode ser encontrada no trabalho de seu guru, Germar Rudolf.

No capítulo 8 do 'The Rudolf Report'(Relatório Rudolf), ele faz esta afirmação:
Alguém pode depois de tudo entender que esses autores poloneses fizeram suas carreiras na Polônia comunista, e que, poloneses patriotas não podem, sob quaisquer circunstâncias, permitir o questionamento de 'Auschwitz' como uma justificação moral para a limpeza étnica pelos poloneses dos prussianos do Leste, pomeranos do Leste e silesianos depois do fim da Segunda Guerra Mundial como um resultado da morte de uns três milhões de alemães, como também em sendo o maior roubo de terra da história moderna.
Rudolf não dá nenhuma fonte para a estimativa de "três milhões". Alguém pode então perguntar por que Hargis e Gerdes não estão exigindo que ele forneca ao menos uma prova física? "Apenas um dente...uma única bala usada".

Fonte: Holocaust Controversies
Texto(inglês): Jonathan Harrison
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2009/01/hypocrisy-and-forensics-part-2.html
Tradução(português): Roberto Lucena

Ver também: técnicas dos negadores do Holocausto

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Hipocrisia e investigação de crimes (Parte 1)

Quando aparece um caso no qual as vítimas eram 'alemães étnicos', negadores deixam cair suas posturas negacionistas e de repente começam a usar técnicas de 'convergência de evidência' que eles rejeitam quando aplicadas às valas em massa do Holocausto. Isto pode ser ilustrado com dois exemplos recentes.

Primeiramente, esta discussão da Cesspit debate a escavação de uma vala em Malbork contendo 1.800 corpos. Como acreditei na 'convergência de evidência' e na 'inferência para a melhor explicação', estou satisfeito em concordar que a melhor explicação da atual evidência é de que algumas ou todas essas pessoas foram assassinadas por autoridades soviéticas ou comunistas poloneses em 1945. O que é notável, entretanto, é que muitas das provas hiper-positivistas exigidas por negadores não estão presentes em relatórios deste evento. De acordo com esta discussão da AHF, não há quaisquer relatórios sobre dentes ou balas terem sido escavados. Onde estão as exigências de Gerdian por "apenas um dente...ou uma bala usada"? Não há também quaisquer fotografias da vala em massa completa. Mesmo o usuário regular da Cesspit, Turpitz, está ciente desta discrepância e teve que elaborar uma hipótese conspiracionista absurda para dar conta disto:
Eu queria saber o porquê deles não terem mostrado à gente os 1800 esqueletos restantes? Será que é por causa da vergonha que as fotos comunistas forjadas causariam?
O segundo exemplo é esta discussão sobre a Lusitânia. Eu tenho mostrado nesta Memory Hole* da discussão como Hargis teria tratado a cobertura do jornal sobre esta investigação se tivessem sido vítimas judias.

Parte 2

*Nota: Memory Hole, termo técnico usado em informática, "buraco de memória"

Fonte: Holocaust Controversies
Texto(inglês): Jonathan Harrison
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2009/01/hypocrisy-and-forensics-part-1.html
Tradução(português): Roberto Lucena

Ver também: técnicas dos negadores do Holocausto

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Goebbels volta às bancas - Jornais nazis estão a ser reimpressos na Alemanha

Goebbels volta às bancas

Jornais nazis estão a ser reimpressos na Alemanha

E se nos quiosques alemães voltarem a estar à venda jornais com artigos de Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Adolf Hitler, a elogiar o seu líder e a criticar a imprensa judaica? Segundo a BBC, é isso que está a acontecer neste momento na Alemanha, onde a polémica estalou com uma nova iniciativa – a reimpressão de jornais nazis.

Este projeto tem como objetivo ensinar os alemães acerca do seu passado e dos crimes cometidos por Hitler, não através de manuais escolares, mas de jornais da época.

No vídeo disponível no site da BBC, o jornalista Steve Rosenberg, tem nas suas mãos “Der Angriff” (O Ataque) de dia 13 de Janeiro de 1933, um jornal de propaganda nazi onde consta o referido artigo de Goebbels (que aliás se tornaria editor do jornal em 1936). O jornal não é um artigo de coleção, nem foi adquirido numa cave secreta de neo-nazis, foi comprado num comum quiosque alemão.

O responsável por esta iniciativa é Peter McGee, um editor inglês, consciente da polémica que uma incitativa destas iria provocar. “Há duas opções: uma é deixar o material trancado nos arquivos; outra é trazê-lo para a opinião e debate público. Isso está a acontecer agora, as pessoas estão a discuti-lo e é material forte”, afirmou à BBC.

Desde o fim da II Guerra Mundial que a Alemanha tem regras estritas que proíbem propaganda nazi. No entanto, os responsáveis pela reimpressão dizem que esta é uma forma de não deixar os crimes contra a humanidade perpetrados por Hitler caírem no esquecimento ou que os movimentos neo-nazis consigam distorcê-los.

Importa também referir que, além das publicações de inspiração nazi, estão também a ser reimpressos jornais da oposição que acabaram por ser fechados por Hitler.

Fonte: Público(Portugal, 14.01.2009)
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1356081&idCanal=61

Mais de 1 milhão visitaram Auschwitz em 2008

Varsóvia, 19 jan (EFE).- Mais de 1,1 milhões de pessoas visitaram em 2008 o campo de concentração de Auschwitz-Bierkenau, ao sul da Polônia, dos quais cerca de 700 mil foram jovens interessados conhecer o local onde a barbárie nazista assassinou cerca de 1 milhão de judeus na 2ª Guerra Mundial.

Apesar dos bons dados, o número de visitantes não foi tão alto quanto o registrado em 2007, quando superou todos os recordes, com mais de 1,2 milhões de entradas, segundo reconheceu hoje a direção do centro de Auschwitz.

A maioria dos visitantes foi de poloneses (mais de 400 mil), seguidos pelos britânicos (110 mil), americanos (75 mil), alemães (60 mil) e israelenses (45 mil).

O museu de Auschwitz-Birkenau foi aberto em 1947, no antigo campo de concentração, o maior do nazismo, onde entre 1940 e 1945 foram assassinados 1,1 milhões de pessoas, sendo 90% judeus.

O campo foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1979, passando a ser um dos principais símbolos do Holocausto no mundo todo. EFE

Fonte: EFE/G1
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL962137-5602,00-MAIS+DE+MILHAO+VISITARAM+AUSCHWITZ+EM.html

Foto: BBC
Um ex-prisioneiro, Michnol Jerzy, mostra fotos de seus parentes enquanto ele atravessa o campo.
http://news.bbc.co.uk/2/hi/in_pictures/5026046.stm#

Napoleão e holocausto, por Kubrick?

(BR Press) - Os 13 longa-metragens que Stanley Kubrick realizou ao longo de sua carreira são amplamentes conhecidos pela mídia e o público. Obras como Laranja Mecânica, 2001: Uma Odisséia no Espaço e O Iluminado têm uma horda de fãs tão grande que criticá-las é quase uma ousadia. O que poucos cinéfilos conhecem, no entanto, são os filmes que Kubrick quis fazer mas não conseguiu.

Entre os arquivos doados pela família de Kubrick à Universidade de Artes de Londres, em 2007, estão diversos documentos relativos a, por exemplo, Aryan Papers, um filme sobre o holocausto que nunca saiu do papel. Segundo uma reportagem do jornal espanhol El País, a quantidade de material sobre o tema acumulada pelo diretor sugere um gigantesca dedicação ao projeto.

Kubrick, um judeu não praticante, se debruçou sobre diversos textos e fotos da época e chegou a fazer a prova fotográfica do figurino daquela que seria a personagem principal da obra: um judia polonesa que, junto com seu sobrinho, se passa por católica para fugir à perseguição nazista. Apesar do empenho do diretor, o projeto de Aryan Papers acabou abandonado definitivamente em 1993, depois que Spielberg lançou A Lista de Schindler.

Além do filme sobre o holocausto, Kubrick se envolveu também na produção de uma obra sobre o imperador francês Napoleão Bonaparte. E, de acordo com o El País, o teria feito durante nada menos que 30 anos. O altíssimo custo de realização do projeto, porém, teria sido a causa de seu insucesso.

Fonte: BR Press/Yahoo! Brasil
http://br.noticias.yahoo.com/s/14012009/11/entretenimento-napoleao-holocausto-kubrick.html

Tom Cruise diz que odeia Hitler e que sempre quis matá-lo

Seul, 18 jan (EFE).- O ator americano Tom Cruise confessou hoje em Seul que está muito satisfeito com seu papel no filme "Operação Valquíria", dado o ódio que sente por Adolf Hitler.

"Sempre quis matar Hitler", afirmou o intérprete, de 47 anos, em uma entrevista coletiva por ocasião do longa, no qual interpreta um coronel alemão que planeja o assassinato do ditador nazista.

"Quando era pequeno, me perguntava por que ninguém tinha decidido matá-lo", afirmou Cruise, que foi recebido por uma multidão em Seul, segundo a agência sul-coreana "Yonhap".

Na entrevista, o ator disse que a história de "Operação Valquíria" o fascina e que chegou a admirar o personagem que interpreta.

"Embora se passe durante a Segunda Guerra Mundial, a história não tem idade. Foi uma experiência maravilhosa que não esquecerei", declarou o marido de Katie Holmes durante a apresentação de seu filme na Coreia do Sul.

Fonte: EFE/Yahoo! Brasil
http://br.noticias.yahoo.com/s/18012009/40/entretenimento-tom-cruise-diz-odeia-hitler.html

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Enciclopédia do Holocausto do USHMM em portugues

Pro público lusófono, boa notícia, o USHMM(Museu Memorial do Holocausto dos EUA)colocou no ar a seção da Enciclopédia do Holocausto em português(brasileiro):
http://www.ushmm.org/museum/exhibit/focus/portuguese/

Já havia a seção em inglês obviamente, em espanhol e outros idiomas, e agora disponível também em português.

Mais uma grande fonte de consulta em português para quem quiser saber ou ter ideia do que foi o Holocausto.