Em 'Hammerstein' ou 'A Obstinação', autor alemão reconta história do país pela ótica familiar
Antonio Gonçalves Filho, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Como Döblin, o poeta alemão Hans Magnus Enzensberger, que está em São Paulo, onde faz palestras amanhã e terça, às 19h30, no Instituto Goethe, poderia ter contado a história da República de Weimar e da ascensão de Hitler por meio de um romance. Não o fez. Döblin optou pela narrativa épica. Enzenzberger elegeu a investigação jornalística combinada com um diálogo entre vivos e mortos - inventado, mas baseado em pesquisas. No caso, trata-se de uma conversa com os contemporâneos de uma das figuras de proa da República de Weimar, o general Kurt von Hammerstein-Equord, personagem do novo livro de Enzensberger, Hammerstein ou A Obstinação (Companhia das Letras, tradução de Samuel Titan Jr., 344 págs., R$ 53).
A obstinação do título diz respeito ao repúdio perpétuo do barão, general de infantaria e comandante do exército alemão de 1930 a 1934, à figura de Hitler. Contra o oportunismo de seus colegas que ajudaram o ditador a erguer a máquina de guerra chamada Wermacht, Von Hammerstein resistiu ao canto da sereia e pagou alto preço por isso, sendo chutado para o banco dos reservas um ano depois de Hitler ser nomeado chanceler.
Hammerstein ou a Obstinação é uma conclusão involuntária de Berlin Alexanderplatz, no sentido de revelar os bastidores políticos que levaram os alemães a apoiar um lunático. Curiosamente, o livro de Enzensberger começa em 1929, quando o livro de Döblin foi publicado. Nesse mesmo ano, o herói de Hammerstein foi escolhido chefe do Estado Maior das Forças Armadas, sendo rechaçado por partidos de direita, que não o viam como "patriota" - o militar, conhecido como o "general vermelho", era atacado como esquerdista pelo Völkischer Beobacher, jornal dos nazistas.
Enzensberger conta a história da Alemanha sob o nazismo por meio da história pessoal de Hammerstein, um pouco à maneira de Simon Schama no recente O Futuro da América, em que o historiador elege a figura do general Montgomery C. Meigs, herói da Guerra Civil americana, como ponto de partida para entender a tradição bélica dos EUA. Com melhores resultados do que Schama, evoque-se. Embora tenha começado sua pesquisa um pouco tarde, uma vez que muitas testemunhas dessa história já haviam morrido, o poeta consegue apresentar uma explicação mais que razoável para o colapso da República de Weimar, o fracasso da Resistência e o fascínio que até nobres como os filhos do general tinham pela utopia comunista. De certo modo, os filhos seguiram em frente na luta contra Hitler, engajando-se na Resistência. Enzensberger conclui que, sem famílias como as do general Hammerstein, a história alemã seria tragicamente outra.
Veja também: Leia trecho do livro
Fonte: Estadão
http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,enzensberger-narra-a-vida-do-general-que-disse-nao-a-hitler,387172,0.htm
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Hitler quis assassinar Papa em represália à prisão de Mussolini
Cidade do Vaticano, 16 jun (EFE).- O ditador nazista Adolf Hitler queria assassinar
o papa Pio XII em represália à detenção do líder fascista italiano Benito Mussolini em julho de 1943, diz hoje o jornal dos bispos italianos, "Avvenire".
Em artigo intitulado "Julho de 43, Hitler queria eliminar Pio XII", a publicação da Conferência dos Bispos da Itália revela um plano organizado pelo quartel-General da Segurança do Reich, em Berlim.
A informação foi passada ao "Avvenire" por Niki Freytag von Loringhoven, filho de um dos personagens-chave desse plano, o coronel Wessel Freytag von Loringhoven.
Agora com 72 anos, contou ao jornal que entre os dias 29 e 30 de julho de 1943, houve em Veneza um encontro secreto entre o chefe da contra-espionagem alemã, Wilhelm Canaris, com seu colega italiano, general Cesare Amei, do qual o coronel participou.
Durante o encontro, os alemães - que segundo o "Avvenire" não nutriam "simpatia"
pelo regime nazista - informaram Amei sobre as intenções do führer de "se vingar" da prisão de Mussolini em julho de 1943 contra o rei Vitor Emanuel III ou o papa Pio XII.
De volta a Roma, o general italiano divulgou a notícia, que chegou aos ouvidos do embaixador da Alemanha perante a Santa Sé e, com isso, o plano foi abandonado, diz a publicação dos bispos.
Parte do papado de Pio XII (1939-1958) transcorreu durante os anos do nazismo. Muitos historiadores o acusam de ter sido antissemita e de não ter agido com mais força contra o regime de Hitler, algo sempre negado pelo Vaticano.
Fonte: EFE
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1196449-5602,00-HITLER+QUIS+ASSASSINAR+PAPA+EM+REPRESALIA+A+PRISAO+DE+MUSSOLINI.html
Ler: Suplemento do Estadão
o papa Pio XII em represália à detenção do líder fascista italiano Benito Mussolini em julho de 1943, diz hoje o jornal dos bispos italianos, "Avvenire".Em artigo intitulado "Julho de 43, Hitler queria eliminar Pio XII", a publicação da Conferência dos Bispos da Itália revela um plano organizado pelo quartel-General da Segurança do Reich, em Berlim.
A informação foi passada ao "Avvenire" por Niki Freytag von Loringhoven, filho de um dos personagens-chave desse plano, o coronel Wessel Freytag von Loringhoven.
Agora com 72 anos, contou ao jornal que entre os dias 29 e 30 de julho de 1943, houve em Veneza um encontro secreto entre o chefe da contra-espionagem alemã, Wilhelm Canaris, com seu colega italiano, general Cesare Amei, do qual o coronel participou.
Durante o encontro, os alemães - que segundo o "Avvenire" não nutriam "simpatia"
pelo regime nazista - informaram Amei sobre as intenções do führer de "se vingar" da prisão de Mussolini em julho de 1943 contra o rei Vitor Emanuel III ou o papa Pio XII.De volta a Roma, o general italiano divulgou a notícia, que chegou aos ouvidos do embaixador da Alemanha perante a Santa Sé e, com isso, o plano foi abandonado, diz a publicação dos bispos.
Parte do papado de Pio XII (1939-1958) transcorreu durante os anos do nazismo. Muitos historiadores o acusam de ter sido antissemita e de não ter agido com mais força contra o regime de Hitler, algo sempre negado pelo Vaticano.
Fonte: EFE
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1196449-5602,00-HITLER+QUIS+ASSASSINAR+PAPA+EM+REPRESALIA+A+PRISAO+DE+MUSSOLINI.html
Ler: Suplemento do Estadão
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sábado, 20 de junho de 2009
E-mail de Von Brunn apareceu no CODOH
Em 2004, o CODOH* reproduziu um e-mail inflamado entitulado "Hora de limpar a memória de todos os Memoriais do "Holocausto"," escrito por ninguém menos que o futuro atirador do USHMM(Museu do Holocausto dos EUA), James von Brunn. Jonnie Hargis respondeu com aprovação ao spam de ódio em seu próximo post. A discussão foi preservada aqui e o e-mail também foi preservado aqui.
Notem especialmente que Hargis não tinha nenhum problema com von Brunn se descrever como sendo um Revisionista no cabeçalho da discussão. O que ocorre é que há poucas proibições ideológicas - à direita - para ser um "revisionista". Antissemitismo virulento certamente não é desencorajado.
Fonte: Holocaust Controversies
Texto: Jonathan Harrison
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2009/06/von-brunn-email-appeared-on-codoh.html
Tradução: Roberto Lucena
*Codoh: pros que não estão familiarizados com o site, o Codoh é um site de discussão gerido por negadores do Holocausto("revisionistas") com a falsa premissa de "livre discussão" sobre o Holocausto. Também apelidado de Cesspit pelo pessoal do Rodoh(o fórum antagônico ao Codoh).
Cesspit literalmente em português significa "fossa"(algo cheio de... bom, acho que vocês já sabem do que uma fossa é cheia, rsrs).
Ver também: A Rebelião dos Moonbats
Notem especialmente que Hargis não tinha nenhum problema com von Brunn se descrever como sendo um Revisionista no cabeçalho da discussão. O que ocorre é que há poucas proibições ideológicas - à direita - para ser um "revisionista". Antissemitismo virulento certamente não é desencorajado.
Fonte: Holocaust Controversies
Texto: Jonathan Harrison
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2009/06/von-brunn-email-appeared-on-codoh.html
Tradução: Roberto Lucena
*Codoh: pros que não estão familiarizados com o site, o Codoh é um site de discussão gerido por negadores do Holocausto("revisionistas") com a falsa premissa de "livre discussão" sobre o Holocausto. Também apelidado de Cesspit pelo pessoal do Rodoh(o fórum antagônico ao Codoh).
Cesspit literalmente em português significa "fossa"(algo cheio de... bom, acho que vocês já sabem do que uma fossa é cheia, rsrs).
Ver também: A Rebelião dos Moonbats
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sexta-feira, 19 de junho de 2009
Os Diários de Guerra de Hans Frank

No dia 1 de maio de 1945, o governador-geral da Polônia, Hans Frank foi preso por um patrulha americana em um pequeno escritório na cidade de Neuhaus-Josephstal.
Hans Frank entregou na tarde do dia 1 de maio a um oficial americano desta mesma patrulha os seus Diários de Guerra, estes continham muitas anotações de Hans Frank (extraído do livro Tu carregas meu nome: A herança dos filhos de nazistas notórios, Norbert & Stephan Lebert, 2004, Ed.Record, Páginas 104-105), entre elas:
"Recebi ordens para saquear totalmente os territórios conquistados a Leste, ou seja, transformando suas estruturas econômicas, sociais, culturais e políticas em um monte de escombros." (19 de janeiro de 1940)"(...)Conforme as últimas pesquisas, a maior parte da população da Polônia ingere apenas 600 calorias por dia, enquanto uma pessoa normal necessita de 2.200 calorias. Por isso dizem que a população polonesa está tão enfraquecida que ela se tornará uma presa fácil da febre exantemática(...). Só teremos comiseração com o povo alemão, e mais ninguém no mundo."(9 de setembro de 1941)"(...)não será possível disponibilizar mais alimentos para a populaçã judia." (15 de outubro de 1941)"(...) diga-se de passagem que estamos condenando à morte por desnutrição 1,2 milhão de judeus." (24 de agosto de 1942)"Quando começamos, havia três milhões e meio de judeus, dos quais sobraram apenas algumas frentes de trabalho. Todo o resto, digamos assim, emigrou." (2 de junho de 1943)"Quero ressaltar que não podemos ser melindrosos ao escutarmos o número de 17 mil fuzilados(...) Qualquer discórdia sobre métodos seria ridícula." (25 de janeiro de 1943)"Uma vez ganha a guerra, poderemos fazer picadinho de poloneses, ucranianos e tudo o mais que anda por aí." (12 de janeiro de 1944)
terça-feira, 16 de junho de 2009
As Igrejas alemães e o Estado Nazista
Num censo religioso feito em 1925 revelou que num total de 65 milhões da população alemã, 40 milhões deles seguiam a principal Igreja Protestante (Igreja Luterana), 21 milhões seguiam a Igreja Católica Romana e que 620.000 seguiam várias denominações menores, principalmente protestantes. O termo "Luta da Igreja" refere-se às tensas relações entre igreja e estado na Alemanha nos idos de 1870 e, então novamente, durante o regime nazi.
Apesar da política nazista num primeiro instante parecesse tolerar a autonomia da igreja, rapidamente ficou claro que a tolerância oficial aos grupos religiosos cristãos duraria apenas tanto quanto as igrejas aceitassem a sincronização - o alinhamento da igreja, junto com outras partes da sociedade, com as metas nazistas. Ambas as Igrejas, Protestante e Católica, juntaram-se à ascensão do nazismo ao poder como uma tentativa de manter o controle de suas respectivas instituições e do direito de seus membros praticarem suas fés livre e abertamente.
A Igreja Católica Apostólica Romana
O Partido Católico Centrista alemão foi um pilar da República de Weimar. Ele tinha, no geral, resistido à ascensão do nazismo ao poder na Alemanha, apesar da ala de extrema-direita do partido ser conduzida por políticos mais tolerantes ao governo de Hitler. Uma vez que Hitler havia se tornado chanceler em janeiro de 1933, o Partido Centrista apoiou medidas que davam a ele poderes de ditador. Em 5 de julho de 1933, o Partido Centrista - sob intensa pressão dos nazistas - dissolveu-se (os outros partidos políticos restantes foram banidos mais cedo na primavera e no verão).
A Igreja Católica na Alemanha era controlada pelo Vaticano, sob a liderança do Papa Pio XI e assinou uma Concordata(Tratado) com o Reich Alemão 15 dias depois. A Concordata confirmou a dissolução das organizações sindicais e políticas do catolicismo alemão, mas garantia à Igreja direitos tradicionais para cultivar e promover a prática do rito católico, manter escolas católicas e nomear o clero católico. Muitos pontos do acordo foram prontamente violados, de todo modo, como quando os nazis perseguiram os jesuítas, a Ação Católica (um movimento social e religioso) e várias outras organizações católicas.
Após persistirem as ações anti-Igreja por vários anos, em 1937 o Papa Pio XI emitiu a Encíclica Mit brennender Sorge ("Com Ardente Preocupação"). Na encíclica, Pio XI criticou a filosofia nazista e alertou o governo alemão a honrar os termos da Concordata. Os nazistas responderam com uma onda de julgamentos de padres - processando o clero por muitas supostas infrações.
A Igreja Protestante
Em uma nova tentativa de alinhar o pensamento religioso e a política do Estado, os nazistas procuraram, sem sucesso, criar uma igreja nacional unificada. Hitler indicou um bispo do Reich, Ludwig Mueller, que conduziria um movimento "Cristão Alemão" dentro da igreja. Mueller procurou alinhavar a ideologia nazista à tradição protestante para incitar uma "igreja do povo" baseada no "bom sangue Ariano". Este movimento arrebanhou 600.000 adeptos em meados dos anos de 1930. O governo nazista intentou também suplantar o culto cristão com celebrações seculares do Partido Nazista que adotavam muitos símbolos de ritual religioso mas que glorificavam o partido e o Führer. Esforços também foram feitos para diluir a influência clerical acerca da instrução religiosa nas escolas públicas, bem como restringir as atividades e influência nos currículos de escolas religiosas.
Em 1933, um pequeno grupo do clero protestante formou a Liga de Emergência dos Pastores. Fundada por Martin Niemöller, a liga fincou oposição contra a dominação nazista na Igreja. Em 1934, seus líderes fundaram a Igreja Confessional, representando assim uma minoria entre todos os pastores protestantes na Alemanha. Sua ideologia era resistir à coerção nazi e expor a imoralidade do movimento "cristão alemão" pró-nazi. A Igreja Confessional, entretanto, não protestou contra as políticas raciais ou sociais nazistas. Apesar de um reduzido número de indivíduos teólogos alemães - tais como Dietrich Bonhoeffer - se opusessem ao regime, durante a Era Nazista a vasta maioria das lideranças das Igrejas Protestantes não desafiou a legislação discriminatória e as ações do estado.
Tanto a Igreja Católica quanto a Protestante se manifestaram em nome dos judeus que tinham se convertido ao cristianismo ou pelos judeus casados com membros de suas igrejas, tendo, assim, salvado algumas vidas. Além disso, as igrejas protestaram veementemente contra o Programa Nazista de Eutanásia e conseguiram limitar seu âmbito. Embora o regime nazista posteriormente interrompesse a visibilidade deste programa, ele continuou em segredo. Assim, a ação das igrejas nessa questão provou que o protesto poderia causar impacto sobre a política nazista. No entanto, nem a hierarquia clerical católica nem protestante oficialmente protestaram contra a perseguição dos judeus e os horrores da "Solução Final".
Outras denominações Cristãs
Grupos sectários foram considerados politicamente perigosos devido à sua tendência adventista, milenar e internacional. Alguns foram proibidos pelo governo nazista e muitos foram sujeitos a uma constante vigilância por parte da polícia secreta. As seitas foram um alvo mais fácil para o governo do que as grandes igrejas. A política nazista variava de acordo com a seita. Algumas, tal como as Testemunhas de Jeová (proibida na Prússia em 1933), foram perseguidas e muitos de seus seguidores foram presos em campos de concentração. Outros, como os Novos Apostólicos, Cientólogos Cristãos (proibidos em 1941) e Adventistas do Sétimo Dia passaram por perseguição intermitente. Finalmente, alguns grupos, como os mórmons, foram ignorados ou mesmo tratados com alguma condescendência. Todas as seitas cristãs praticamente foram, em algum momento, acusadas de abrigar marxistas ou de ser outros "inimigos da Alemanha".
Fonte: USHMM
German Churches and the Nazi State
http://www.ushmm.org/wlc/en/article.php?ModuleId=10005206
Tradução: Roberto Lucena
Apesar da política nazista num primeiro instante parecesse tolerar a autonomia da igreja, rapidamente ficou claro que a tolerância oficial aos grupos religiosos cristãos duraria apenas tanto quanto as igrejas aceitassem a sincronização - o alinhamento da igreja, junto com outras partes da sociedade, com as metas nazistas. Ambas as Igrejas, Protestante e Católica, juntaram-se à ascensão do nazismo ao poder como uma tentativa de manter o controle de suas respectivas instituições e do direito de seus membros praticarem suas fés livre e abertamente.
A Igreja Católica Apostólica Romana
O Partido Católico Centrista alemão foi um pilar da República de Weimar. Ele tinha, no geral, resistido à ascensão do nazismo ao poder na Alemanha, apesar da ala de extrema-direita do partido ser conduzida por políticos mais tolerantes ao governo de Hitler. Uma vez que Hitler havia se tornado chanceler em janeiro de 1933, o Partido Centrista apoiou medidas que davam a ele poderes de ditador. Em 5 de julho de 1933, o Partido Centrista - sob intensa pressão dos nazistas - dissolveu-se (os outros partidos políticos restantes foram banidos mais cedo na primavera e no verão).
A Igreja Católica na Alemanha era controlada pelo Vaticano, sob a liderança do Papa Pio XI e assinou uma Concordata(Tratado) com o Reich Alemão 15 dias depois. A Concordata confirmou a dissolução das organizações sindicais e políticas do catolicismo alemão, mas garantia à Igreja direitos tradicionais para cultivar e promover a prática do rito católico, manter escolas católicas e nomear o clero católico. Muitos pontos do acordo foram prontamente violados, de todo modo, como quando os nazis perseguiram os jesuítas, a Ação Católica (um movimento social e religioso) e várias outras organizações católicas.
Após persistirem as ações anti-Igreja por vários anos, em 1937 o Papa Pio XI emitiu a Encíclica Mit brennender Sorge ("Com Ardente Preocupação"). Na encíclica, Pio XI criticou a filosofia nazista e alertou o governo alemão a honrar os termos da Concordata. Os nazistas responderam com uma onda de julgamentos de padres - processando o clero por muitas supostas infrações.
A Igreja Protestante
Em uma nova tentativa de alinhar o pensamento religioso e a política do Estado, os nazistas procuraram, sem sucesso, criar uma igreja nacional unificada. Hitler indicou um bispo do Reich, Ludwig Mueller, que conduziria um movimento "Cristão Alemão" dentro da igreja. Mueller procurou alinhavar a ideologia nazista à tradição protestante para incitar uma "igreja do povo" baseada no "bom sangue Ariano". Este movimento arrebanhou 600.000 adeptos em meados dos anos de 1930. O governo nazista intentou também suplantar o culto cristão com celebrações seculares do Partido Nazista que adotavam muitos símbolos de ritual religioso mas que glorificavam o partido e o Führer. Esforços também foram feitos para diluir a influência clerical acerca da instrução religiosa nas escolas públicas, bem como restringir as atividades e influência nos currículos de escolas religiosas.
Em 1933, um pequeno grupo do clero protestante formou a Liga de Emergência dos Pastores. Fundada por Martin Niemöller, a liga fincou oposição contra a dominação nazista na Igreja. Em 1934, seus líderes fundaram a Igreja Confessional, representando assim uma minoria entre todos os pastores protestantes na Alemanha. Sua ideologia era resistir à coerção nazi e expor a imoralidade do movimento "cristão alemão" pró-nazi. A Igreja Confessional, entretanto, não protestou contra as políticas raciais ou sociais nazistas. Apesar de um reduzido número de indivíduos teólogos alemães - tais como Dietrich Bonhoeffer - se opusessem ao regime, durante a Era Nazista a vasta maioria das lideranças das Igrejas Protestantes não desafiou a legislação discriminatória e as ações do estado.
Tanto a Igreja Católica quanto a Protestante se manifestaram em nome dos judeus que tinham se convertido ao cristianismo ou pelos judeus casados com membros de suas igrejas, tendo, assim, salvado algumas vidas. Além disso, as igrejas protestaram veementemente contra o Programa Nazista de Eutanásia e conseguiram limitar seu âmbito. Embora o regime nazista posteriormente interrompesse a visibilidade deste programa, ele continuou em segredo. Assim, a ação das igrejas nessa questão provou que o protesto poderia causar impacto sobre a política nazista. No entanto, nem a hierarquia clerical católica nem protestante oficialmente protestaram contra a perseguição dos judeus e os horrores da "Solução Final".
Outras denominações Cristãs
Grupos sectários foram considerados politicamente perigosos devido à sua tendência adventista, milenar e internacional. Alguns foram proibidos pelo governo nazista e muitos foram sujeitos a uma constante vigilância por parte da polícia secreta. As seitas foram um alvo mais fácil para o governo do que as grandes igrejas. A política nazista variava de acordo com a seita. Algumas, tal como as Testemunhas de Jeová (proibida na Prússia em 1933), foram perseguidas e muitos de seus seguidores foram presos em campos de concentração. Outros, como os Novos Apostólicos, Cientólogos Cristãos (proibidos em 1941) e Adventistas do Sétimo Dia passaram por perseguição intermitente. Finalmente, alguns grupos, como os mórmons, foram ignorados ou mesmo tratados com alguma condescendência. Todas as seitas cristãs praticamente foram, em algum momento, acusadas de abrigar marxistas ou de ser outros "inimigos da Alemanha".
Fonte: USHMM
German Churches and the Nazi State
http://www.ushmm.org/wlc/en/article.php?ModuleId=10005206
Tradução: Roberto Lucena
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Blog holocausto-doc no Twitter
Pros quem usam o site Twitter e quiser adicionar o Twitter do blog, embora não deva ser muito utilizado, eis o Twitter do blog para adicioná-lo e visualizá-lo:
http://twitter.com/holocausto_doc
@holocausto_doc
http://twitter.com/holocausto_doc
@holocausto_doc
Atirador de museu em Washington trocou e-mails com neonazistas alemães
Berlim - O americano James von Brunn, responsável pelo tiroteio no Museu do Holocausto de Washington no qual morreu um segurança e que nega a existência da Solução Final do ditador Adolf Hitler, mantinha contatos com neonazistas alemães.
Um dos extremistas contatados pelo idoso de 88 anos era o líder e ex-advogado do Partido Nacional Democrático Alemão (NPD) Horst Mahler.
Brunn e Mahler trocaram várias mensagens por e-mail, através de fóruns internos de sites neonazistas alemães, afirma em sua última edição a revista alemã "Der Spiegel".
Em um deles, o americano contava a seu colega alemão que sentia a necessidade de viver o "ódio" como algo "natural e necessário".
Mahler, por sua vez, contestou o colega e argumentou que não se deve se "deixar cegar pelo ódio", pois isso inutiliza a visão para "destruir o inimigo".
Além dos contatos com Mahler, Brunn tinha se comprometido com ações da extrema-direita alemã em favor de Ernst Zündel, que também nega o Holocausto e para o qual o americano tinha reivindicado que fosse libertado, alegando que era "um grande homem".
Mahler é uma das figuras mais obstinadas da extrema-direita alemã, com uma longa lista de processos por incitação à violência e negação do Holocausto nas costas.
Na quarta-feira, Brunn entrou no Museu do Holocausto de Washington armado com uma espingarda e disparou contra o segurança negro Stephen T. Johns, de 39 anos, que morreu em decorrência dos tiros.
O atirador também ficou gravemente ferido, após ser baleado pelos guardas do museu, um dos mais visitados da capital americana.
Fonte: EFE/Último Segundo
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/06/13/atirador+de+museu+em+washington+trocou+e+mails+com+neonazistas+alemaes+6711935.html
Sobre Baader-Meinhof:
http://www.baader-meinhof.com/who/terrorists/BMMeinhof.html
Um dos extremistas contatados pelo idoso de 88 anos era o líder e ex-advogado do Partido Nacional Democrático Alemão (NPD) Horst Mahler.
Brunn e Mahler trocaram várias mensagens por e-mail, através de fóruns internos de sites neonazistas alemães, afirma em sua última edição a revista alemã "Der Spiegel".Em um deles, o americano contava a seu colega alemão que sentia a necessidade de viver o "ódio" como algo "natural e necessário".
Mahler, por sua vez, contestou o colega e argumentou que não se deve se "deixar cegar pelo ódio", pois isso inutiliza a visão para "destruir o inimigo".
Além dos contatos com Mahler, Brunn tinha se comprometido com ações da extrema-direita alemã em favor de Ernst Zündel, que também nega o Holocausto e para o qual o americano tinha reivindicado que fosse libertado, alegando que era "um grande homem".
Mahler é uma das figuras mais obstinadas da extrema-direita alemã, com uma longa lista de processos por incitação à violência e negação do Holocausto nas costas.
Na quarta-feira, Brunn entrou no Museu do Holocausto de Washington armado com uma espingarda e disparou contra o segurança negro Stephen T. Johns, de 39 anos, que morreu em decorrência dos tiros.
O atirador também ficou gravemente ferido, após ser baleado pelos guardas do museu, um dos mais visitados da capital americana.
Fonte: EFE/Último Segundo
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/06/13/atirador+de+museu+em+washington+trocou+e+mails+com+neonazistas+alemaes+6711935.html
Sobre Baader-Meinhof:
http://www.baader-meinhof.com/who/terrorists/BMMeinhof.html
Filho de atirador de museu nos EUA diz que ódio racial arruinou família
Washington, 13 jun (EFE).- O filho de James von Brunn, acusado de assassinar um segurança do Museu do Holocausto em Washington, disse hoje que o episódio é "imperdoável", e afirmou que o ódio racial de seu pai foi uma praga que arruinou a família.
Erik von Brunn, de 32 anos, manifestou suas condolências à família do vigia negro Stephen Johns em entrevista divulgada na edição digital do jornal "The Washington Post".
James von Brunn foi acusado formalmente na quinta-feira de homicídio pelo FBI (Polícia federal americana) e pela Polícia local, e pode ser condenado à morte.
As autoridades estudam a possibilidade de apresentar acusações por crime racial e contra os direitos civis, conforme informou em entrevista coletiva na quinta-feira o diretor associado da unidade de Washington do FBI, Joseph Persichini.
Na quarta-feira, Brunn entrou no Museu do Holocausto de Washington armado com uma espingarda e disparou contra o segurança negro Stephen T. Johns, de 39 anos, que morreu em decorrência dos tiros.
O atirador também ficou gravemente ferido, após ser baleado pelos guardas do museu, um dos mais visitados da capital americana.
O filho do acusado disse ao "Washington Post" não só conheceu o pai aos 11 anos, quando Von Brunn saiu da prisão após cumprir seis anos e meio de pena por tentar sequestrar membros do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) em 1981.
"Naquele momento já tinha essas crenças", disse Erik von Brunn, que afirmou que o ódio racial sempre fez parte de sua vida.
O filho do atirador disse que o ataque de quarta-feira o deixou abalado, e afirmou que nunca pensou que seu pai pudesse fazer algo assim. EFE
Fonte: EFE
http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL1193614-7084,00-FILHO+DE+ATIRADOR+DE+MUSEU+NOS+EUA+DIZ+QUE+ODIO+RACIAL+ARRUINOU+FAMILIA.html
Ler mais: 'Act of cowardice' says museum shooter James von Brunn's son
Erik von Brunn, de 32 anos, manifestou suas condolências à família do vigia negro Stephen Johns em entrevista divulgada na edição digital do jornal "The Washington Post".
James von Brunn foi acusado formalmente na quinta-feira de homicídio pelo FBI (Polícia federal americana) e pela Polícia local, e pode ser condenado à morte.As autoridades estudam a possibilidade de apresentar acusações por crime racial e contra os direitos civis, conforme informou em entrevista coletiva na quinta-feira o diretor associado da unidade de Washington do FBI, Joseph Persichini.
Na quarta-feira, Brunn entrou no Museu do Holocausto de Washington armado com uma espingarda e disparou contra o segurança negro Stephen T. Johns, de 39 anos, que morreu em decorrência dos tiros.
O atirador também ficou gravemente ferido, após ser baleado pelos guardas do museu, um dos mais visitados da capital americana.
O filho do acusado disse ao "Washington Post" não só conheceu o pai aos 11 anos, quando Von Brunn saiu da prisão após cumprir seis anos e meio de pena por tentar sequestrar membros do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) em 1981.
"Naquele momento já tinha essas crenças", disse Erik von Brunn, que afirmou que o ódio racial sempre fez parte de sua vida.
O filho do atirador disse que o ataque de quarta-feira o deixou abalado, e afirmou que nunca pensou que seu pai pudesse fazer algo assim. EFE
Fonte: EFE
http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL1193614-7084,00-FILHO+DE+ATIRADOR+DE+MUSEU+NOS+EUA+DIZ+QUE+ODIO+RACIAL+ARRUINOU+FAMILIA.html
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sexta-feira, 12 de junho de 2009
A confirmação do extermínio no discurso de Himmler
No último dia 2 de junho(2009) o Leo postou a seguinte tradução dele de um texto sobre as memórias de Rudolf Hoess, o comandante do campo de extermínio de Auschwitz:
São confiáveis as memórias de Hoess? - Parte Final - Conclusão
Na caixa de comentários se seguiram as pataquadas ridículas contumazes dos "revis", diga-se de passagem que tem sido essa a "contribuição" deles nos últimos meses em vários posts, praquilo que eles chamam ou consideram como "debate", negando-se até o significado da palavra extermínio em alemão(Ausrotten).
Os "revis" conseguiram a façanha de realizar um "revisionismo"(negação) linguístico na língua alemã, portuguesa e inglesa ao mesmo tempo.
Aqui está o link da caixa de comentários(do post sobre as memórias de Hoess) onde se passou a discussão com o "revisionismo" linguístico dos negadores do Holocausto:
São confiáveis as memórias de Hoess? - Parte Final - Conclusão(Comentários)
Essa explicação se deveu para contextualizar a 'discussão' que foi travada na caixa de comentários pois o que de fato foi relevante nela será destacado a seguir.
Deixando o desperdício de energia de lado que é "discutir" com um "revi" sabendo de antemão da desonestidade intelectual deles, acho que a tradução que o Roberto Muehlenkamp fez de um trecho de um discurso de Himmler para o português merece ser registrada para que não fique perdida nas caixas de comentários em meio as dezenas de comentários sempre esdrúxulos dos "revis".
Abaixo segue a tradução do Roberto Muehlenkamp de trecho do discurso de Himmler perante os Reichs e Gauleiters do Partido Nazi(NSDAP) em Poznan, na Polônia, em 6 de Outubro de 1943(primeiro o texto em alemão depois em português):
Fonte: Märthesheimer/Frenzel, Im Kreuzfeuer: Der Fernsehfilm Holocaust. Eine Nation ist betroffen, Fischer Taschenbuch Verlag GmbH Frankfurt am Main 1979, páginas 112 a 114. Referência da fonte: Heinrich Himmler, Geheimreden 1933 bis 1945, editado por Bradley F. Smith e Agnes F. Peterson, Berlim 1974, páginas 169 e seguintes.
Tradução:
Sobre o outro discurso que ele citou de Himmler em Poznan dois dias antes, e que também serve como prova do extermínio nazista, e a discussão sobre o termo "Ausrotten", segue o link do site The Holocaust History Project:
Holocaust-Denial, the Poznan speech, and our translation
Mas claro que(vale o comentário), pras viúvas do cabo Adolfo, ops, "revisionistas", tudo não passa de "ficção". Até os discursos dos próprios ídolos nazis deles não possuem significado algum porque eles negam tudo veementemente, o famoso "negar por negar"(a negação pela negação com fins de sublimar o crime) para tentar limpar ou atenuar psicologicamente os crimes do regime nazista, para grande maioria das pessoas, através da retórica da negação.
São confiáveis as memórias de Hoess? - Parte Final - Conclusão
Na caixa de comentários se seguiram as pataquadas ridículas contumazes dos "revis", diga-se de passagem que tem sido essa a "contribuição" deles nos últimos meses em vários posts, praquilo que eles chamam ou consideram como "debate", negando-se até o significado da palavra extermínio em alemão(Ausrotten).
Os "revis" conseguiram a façanha de realizar um "revisionismo"(negação) linguístico na língua alemã, portuguesa e inglesa ao mesmo tempo.
Aqui está o link da caixa de comentários(do post sobre as memórias de Hoess) onde se passou a discussão com o "revisionismo" linguístico dos negadores do Holocausto:
São confiáveis as memórias de Hoess? - Parte Final - Conclusão(Comentários)
Essa explicação se deveu para contextualizar a 'discussão' que foi travada na caixa de comentários pois o que de fato foi relevante nela será destacado a seguir.
Deixando o desperdício de energia de lado que é "discutir" com um "revi" sabendo de antemão da desonestidade intelectual deles, acho que a tradução que o Roberto Muehlenkamp fez de um trecho de um discurso de Himmler para o português merece ser registrada para que não fique perdida nas caixas de comentários em meio as dezenas de comentários sempre esdrúxulos dos "revis".
Abaixo segue a tradução do Roberto Muehlenkamp de trecho do discurso de Himmler perante os Reichs e Gauleiters do Partido Nazi(NSDAP) em Poznan, na Polônia, em 6 de Outubro de 1943(primeiro o texto em alemão depois em português):
"Ich darf hier in diesem Zusammenhang und in diesem allerengsten Kreise auf eine Frage hinweisen, die Sie, meine Parteigenossen, alle als selbstverständlich hingenommen haben, die aber für mich die schwerste Frage meines Lebens geworden ist, die Judenfrage. Sie alle nehmen es als selbstverständlich und erfreulich hin, daß in Ihrem Gau keine Juden mehr sind. Alle deutschen Menschen – abgesehen von einzelnen Ausnahmen – sind sich auch darüber klar, daß wir den Bombenkrieg, die Belastungen des vierten und des vielleicht kommenden fünften und sechsten Kriegsjahres nicht ausgehalten hätten und nicht aushalten würden, wenn wir diese zersetzende Pest noch in unserem Volkskörper hätten. Der Satz ‚Die Juden müssen ausgerottet werden’ mit seinen wenigen Worten, meine Herren, ist leicht ausgesprochen. Für den, der durchführen muß, was er fordert, ist es das Allerhärteste und Schwerste, was es gibt. Sehen Sie, natürlich sind es Juden, es ist ganz klar, es sind nur Juden, bedenken Sie aber selbst, wie viele – auch Parteigenossen – ihr berühmtes Gesuch an mich oder irgendeine Stelle gerichtet haben, in dem es hieß, daß alle Juden selbstverständlich Schweine seien, daß bloß der Soundso ein anständiger Jude sei, dem man nichts tun dürfe. Ich wage zu behaupten, daß es nach der Anzahl der Gesuche und der Anzahl der Meinungen in Deutschland mehr anständige Juden gegeben hat als überhaupt nominell vorhanden waren. In Deutschland haben wir nämlich so viele Millionen Menschen, die ihren einen berühmten anständigen Juden haben, daß diese Zahl bereits größer ist als die Zahl der Juden. Ich will das bloß ausführen, weil Sie aus dem Lebensbereich Ihres eigenen Gaues bei achtbaren und anständigen nationalsozialistischen Menschen feststellen können, daß auch von ihnen jeder einen anständigen Juden kennt.
Ich bitte Sie, das, was ich Ihnen in diesem Kreise sage, wirklich nur zu hören und nie darüber zu sprechen. Es trat an uns die Frage heran: Wie ist es mit den Frauen und Kindern? – Ich habe mich entschlossen, auch hier eine ganz klare Lösung zu finden. Ich hielt mich nämlich nicht für berechtigt, die Männer auszurotten – sprich also, umzubringen oder umbringen zu lassen – und die Rächer in Gestalt der Kinder für unsere Söhne und Enkel groß werden zu lassen. Es mußte der schwere Entschluß gefaßt werden, dieses Volk von der Erde verschwinden zu lassen. Für die Organisation, die den Auftrag durchführen mußte, war es der schwerste, den wir bisher hatten. Er ist durchgeführt worden, ohne daß – wie ich glaube sagen zu können – unsere Männer und unsere Führer einen Schaden an Geist und Seele erlitten hätten. Der Weg zwischen den hier bestehenden Möglichkeiten, entweder roh zu werden, herzlos zu werden und menschliches Leben nicht mehr zu achten oder weich zu werden und durchzudrehen bis Nervenzusammenbrüchen – der Weg zwischen dieser Scylla und Charybdis ist entsetzlich schmal."
Fonte: Märthesheimer/Frenzel, Im Kreuzfeuer: Der Fernsehfilm Holocaust. Eine Nation ist betroffen, Fischer Taschenbuch Verlag GmbH Frankfurt am Main 1979, páginas 112 a 114. Referência da fonte: Heinrich Himmler, Geheimreden 1933 bis 1945, editado por Bradley F. Smith e Agnes F. Peterson, Berlim 1974, páginas 169 e seguintes.
Tradução:
"Neste contexto e neste círculo restritíssimo permito-me salientar uma questão que todos vós, meus camaradas do partido, têm encarado como um dado adquirido, mas que para mim tem-se tornado a questão mais difícil da minha vida, a questão dos judeus. Todos vos aceitais como natural e bem-vindo o fato de que no vosso distrito já não há judeus. Todos os alemães – salvo algumas exceções – estão conscientes de que não teríamos aguentado os bombardeamentos, o peso do quarto e talvez do vindouro quinto e sexto ano da guerra, se ainda tivéssemos essa peste destrutora no corpo do nosso povo. A frase "os judeus têm que ser exterminados", com as suas poucas palavras, meus senhores, é fácil de pronunciar. Para quem tem que executar o que ela exige é a coisa mais dura e difícil que existe. É claro que são apenas judeus, mas vos lembrai de quantos – incluindo membros do partido – enviaram o seu famoso pedido a mim ou a qualquer entidade, em que afirmavam que desde logo todos os judeus eram uns porcos e que só fulano de tal era um judeu decente a quem não se deveria fazer mal. Ouso afirmar que, segundo o número dos pedidos e o número de opiniões na Alemanha havia mais judeus decentes dos que sequer existiam nominalmente. Isto porque na Alemanha temos tantos milhões de pessoas que tinham o seu famoso judeu decente que este número já é maior do que o número dos judeus. Quero apenas referir isto porque vós próprios no vosso distrito podeis verificar junto de indivíduos nacional-socialistas decentes e respeitáveis, que também entre estes, cada um conhece um judeu decente.
Peço-vos que apenas ouçais mas nunca faleis daquilo que vos digo neste círculo. Surgiu-nos a questão: como é que será com as mulheres e crianças? – Eu decidi encontrar uma solução clara também a este respeito. Isto porque não me considerei autorizado a exterminar os homens – ou seja, matá-los ou mandá-los matar – e deixar as crianças crescerem como vingadores contra os nossos filhos e netos. Teve que ser tomada a difícil decisão de fazer aquele povo desaparecer da face da terra. Para a organização que teve que executar esta tarefa, foi a mais difícil que até agora tivemos. Foi executada, sem que – como acho poder dizer – os nossos homens e os nossos líderes tenham sofrido danos em corpo e alma. O caminho entre as possibilidades aqui existentes, a de se tornar desalmado e perder o respeito pela vida humana, e a de virar fraco e perder o controle até ao colapso nervoso – o caminho entre estas Cila e Caribde é horrivelmente estreito."
Sobre o outro discurso que ele citou de Himmler em Poznan dois dias antes, e que também serve como prova do extermínio nazista, e a discussão sobre o termo "Ausrotten", segue o link do site The Holocaust History Project:
Holocaust-Denial, the Poznan speech, and our translation
Mas claro que(vale o comentário), pras viúvas do cabo Adolfo, ops, "revisionistas", tudo não passa de "ficção". Até os discursos dos próprios ídolos nazis deles não possuem significado algum porque eles negam tudo veementemente, o famoso "negar por negar"(a negação pela negação com fins de sublimar o crime) para tentar limpar ou atenuar psicologicamente os crimes do regime nazista, para grande maioria das pessoas, através da retórica da negação.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Ataque ao Museu do Holocausto causa comocao nos EUA
Washington, 10 jun (EFE).- O assassinato de um segurança negro do Museu do Holocausto em Washington por um racista branco causou comoção hoje não só entre os visitantes, mas entre a classe política dos Estados Unidos, que condenou o fato.
O presidente americano, Barack Obama, pediu em comunicado para manter "o alerta frente ao antissemitismo e aos preconceitos em todas as formas".
Obama qualificou o ataque contra o Museu do Holocausto de "atroz" e ressaltou que "nenhum ato de violência diminuirá a determinação (dos EUA) de homenagear os que morreram em busca de um mundo mais pacífico e tolerante".
O presidente também dedicou palavras ao segurança assassinado no museu e assegurou: "Meus pensamentos e orações se encontram com sua família e seus amigos neste momento de dor".
A Polícia manteve isolada a área durante várias horas, depois que um homem entrou no Museu do Holocausto e começou a fazer disparos, matando o segurança Stephen Tyrone Johns.
O suspeito, James W. von Brunn, um veterano da Segunda Guerra Mundial de 88 anos identificado como simpatizante de grupos que pregam a supremacia branca, abriu fogo pouco antes da 13h (locais) no saguão central do museu, que na hora estava cheio de turistas, semeando pânico e confusão.
Mark Loapplot contou à Agência Efe que ele e a namorada estavam entrando na área dedicada às crianças quando ouviram os tiros.
"Pensei que alguém tinha atirado algo no chão, mas minha namorada disse que pareciam tiros. Três crianças entraram correndo na sala e percebi pelo rosto delas que algo terrível tinha acontecido", disse Loapplot, que, então, começou a procurar a saída.
"Ninguém sabia o que fazer e outro homem e eu buscamos a porta de emergência", acrescentou.
Após o tiroteio, a Polícia ordenou o esvaziamento imediato do museu e interrompeu o tráfego nos arredores.
A Polícia montada se deslocou até a área e um helicóptero patrulhava os arredores do lugar.
A maioria dos visitantes abandonou o museu rapidamente, mas os que estavam no andar de baixo tiveram que esperar até que os vigias confirmassem que era seguro se deslocar pelos pisos superiores.
Um grupo de estudantes, entre os quais estava Trevor Eclo, de 19 anos, natural de Phoenix, Arizona, visitava nesse momento a exibição sobre a propaganda nazista "State of Deception: Power of Nazi Propaganda", localizada no porão.
"Vieram vários agentes de segurança do museu e disseram para ficarmos ali. Ficaram conosco por 20 minutos e depois nos tiraram pela porta de trás", contou.
A Polícia e o FBI (Polícia federal americana) investigam os motivos que levaram Brunn a realizar o tiroteio, e as primeiras hipóteses apontam para preconceitos raciais e antissemitas.
Em um site que reivindica o "sagrado império do oeste", Brunn diz que, em 1981, foi condenado a 11 anos de prisão por um "juiz negro judeu", por conspirar para sequestrar os membros do comitê do Federal Reserve (Fed, banco central americano), aos quais acusou de "traição".
Fonte: EFE/G1
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1190862-5602,00-ATAQUE+AO+MUSEU+DO+HOLOCAUSTO+CAUSA+COMOCAO+NOS+EUA.html
Ver mais: BBC
O presidente americano, Barack Obama, pediu em comunicado para manter "o alerta frente ao antissemitismo e aos preconceitos em todas as formas".Obama qualificou o ataque contra o Museu do Holocausto de "atroz" e ressaltou que "nenhum ato de violência diminuirá a determinação (dos EUA) de homenagear os que morreram em busca de um mundo mais pacífico e tolerante".
O presidente também dedicou palavras ao segurança assassinado no museu e assegurou: "Meus pensamentos e orações se encontram com sua família e seus amigos neste momento de dor".
A Polícia manteve isolada a área durante várias horas, depois que um homem entrou no Museu do Holocausto e começou a fazer disparos, matando o segurança Stephen Tyrone Johns.
O suspeito, James W. von Brunn, um veterano da Segunda Guerra Mundial de 88 anos identificado como simpatizante de grupos que pregam a supremacia branca, abriu fogo pouco antes da 13h (locais) no saguão central do museu, que na hora estava cheio de turistas, semeando pânico e confusão.
Mark Loapplot contou à Agência Efe que ele e a namorada estavam entrando na área dedicada às crianças quando ouviram os tiros.
"Pensei que alguém tinha atirado algo no chão, mas minha namorada disse que pareciam tiros. Três crianças entraram correndo na sala e percebi pelo rosto delas que algo terrível tinha acontecido", disse Loapplot, que, então, começou a procurar a saída.
"Ninguém sabia o que fazer e outro homem e eu buscamos a porta de emergência", acrescentou.
Após o tiroteio, a Polícia ordenou o esvaziamento imediato do museu e interrompeu o tráfego nos arredores.
A Polícia montada se deslocou até a área e um helicóptero patrulhava os arredores do lugar.A maioria dos visitantes abandonou o museu rapidamente, mas os que estavam no andar de baixo tiveram que esperar até que os vigias confirmassem que era seguro se deslocar pelos pisos superiores.
Um grupo de estudantes, entre os quais estava Trevor Eclo, de 19 anos, natural de Phoenix, Arizona, visitava nesse momento a exibição sobre a propaganda nazista "State of Deception: Power of Nazi Propaganda", localizada no porão.
"Vieram vários agentes de segurança do museu e disseram para ficarmos ali. Ficaram conosco por 20 minutos e depois nos tiraram pela porta de trás", contou.
A Polícia e o FBI (Polícia federal americana) investigam os motivos que levaram Brunn a realizar o tiroteio, e as primeiras hipóteses apontam para preconceitos raciais e antissemitas.
Em um site que reivindica o "sagrado império do oeste", Brunn diz que, em 1981, foi condenado a 11 anos de prisão por um "juiz negro judeu", por conspirar para sequestrar os membros do comitê do Federal Reserve (Fed, banco central americano), aos quais acusou de "traição".
Fonte: EFE/G1
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1190862-5602,00-ATAQUE+AO+MUSEU+DO+HOLOCAUSTO+CAUSA+COMOCAO+NOS+EUA.html
Ver mais: BBC
Ato homenageia segurança assassinado por racista em museu do Holocausto
Religiosos e flores marcaram pranto em memorial de Washington.
Matador era supremacista branco de 88 anos que odiava judeus e negros.
Da Reuters
Uma manifestação interreligiosa e flores homenagearam nesta quinta (11) o segurança Stephen Tyrone Jones, morto a tiros pelo fanático racista James von Brunn num ataque ao Museu Memorial do Holocausto em Washington. Brunn, de 88 anos, veterano da Segunda Guerra Mundial, afirmava que o Holocausto era uma farsa dos judeus e também desprezava Obama e os negros americanos. O segurança Jones, que era negro, morreu após ser socorrido. Outros seguranças do museu trocaram tiros com Brunn, que foi ferido e está internado em estado grave.

Mulheres levaram flores ao local (Foto: Mike Theiler/Reuters)

Delegação interreligiosa faz ato com velas diante do museu (Foto: Mike Theiler/Reuters)
Fonte: Reuters
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1191545-5602,00-ATO+HOMENAGEIA+SEGURANCA+ASSASSINADO+POR+RACISTA+EM+MUSEU+DO+HOLOCAUSTO.html
Matador era supremacista branco de 88 anos que odiava judeus e negros.
Da Reuters
Uma manifestação interreligiosa e flores homenagearam nesta quinta (11) o segurança Stephen Tyrone Jones, morto a tiros pelo fanático racista James von Brunn num ataque ao Museu Memorial do Holocausto em Washington. Brunn, de 88 anos, veterano da Segunda Guerra Mundial, afirmava que o Holocausto era uma farsa dos judeus e também desprezava Obama e os negros americanos. O segurança Jones, que era negro, morreu após ser socorrido. Outros seguranças do museu trocaram tiros com Brunn, que foi ferido e está internado em estado grave.

Mulheres levaram flores ao local (Foto: Mike Theiler/Reuters)

Delegação interreligiosa faz ato com velas diante do museu (Foto: Mike Theiler/Reuters)
Fonte: Reuters
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1191545-5602,00-ATO+HOMENAGEIA+SEGURANCA+ASSASSINADO+POR+RACISTA+EM+MUSEU+DO+HOLOCAUSTO.html
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Supremacista faz ataque armado ao museu do Holocausto nos EUA. Um guarda morreu
Morre segurança baleado por idoso no Museu do Holocausto de Washington
Ferido, atirador está hospitalizado em estado crítico.
Suspeito é ex-integrante de grupos racistas, diz polícia.
Do G1, com agências internacionais
O segurança baleado por um homem de 89 anos nesta quarta-feira (10) no Museu do Holocausto de Washintgon morreu no hospital, segundo as autoridades.
O atirador, um antissemita e ex-integrante de grupos racistas, está internado em estado grave.
Ele tinha uma arma de grosso calibre, segundo o sargento David Schlosse, porta-voz da polícia. Ele entrou no museu, por volta das 13h locais (14h de Brasília), e atirou contra um dos seguranças. Outros dois seguranças reagiram a tiros, ferindo também o agressor.
A polícia cercou o local, que fica a cerca de 500 metros da Casa Branca.

Ambulância deixa o local do tiroteio nesta quarta-feira (10) em Washington. (Foto: AP)
Uma terceira pessoa teve ferimentos leves, possivelmente provocados por estilhaços de vidro.
O agressor foi identificado como Jame Von Brunn, morador do estado de Maryland, segundo a TV. Ele já tinha passagem pela polícia por porte ilegal de arma. Ainda não há confirmação oficial de sua identidade nem dos motivos do ataque.
A Embaixada de Israel em Washington condenou o ataque. O prefeito da cidade, Adrian Fenty, disse que se tratou de um "incidente isolado".
O Museu do Holocausto presta homenagem aos cerca de seis milhões de judeus vítimas do nazismo durante a Segunda Guerra Mundial.
Fonte: G1
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1190426-5602,00-MORRE+SEGURANCA+BALEADO+POR+IDOSO+NO+MUSEU+DO+HOLOCAUSTO+DE+WASHINGTON.html
Ver mais: Los Angeles Times
http://latimesblogs.latimes.com/culturemonster/2009/06/shootings-reported-at-holocaust-museum-in-washington-dc.html
Telegraph.co.uk
http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/northamerica/usa/5499091/Security-guard-in-Washington-museum-shooting-dies.html
Ferido, atirador está hospitalizado em estado crítico.
Suspeito é ex-integrante de grupos racistas, diz polícia.Do G1, com agências internacionais
O segurança baleado por um homem de 89 anos nesta quarta-feira (10) no Museu do Holocausto de Washintgon morreu no hospital, segundo as autoridades.
O atirador, um antissemita e ex-integrante de grupos racistas, está internado em estado grave.
Ele tinha uma arma de grosso calibre, segundo o sargento David Schlosse, porta-voz da polícia. Ele entrou no museu, por volta das 13h locais (14h de Brasília), e atirou contra um dos seguranças. Outros dois seguranças reagiram a tiros, ferindo também o agressor.
A polícia cercou o local, que fica a cerca de 500 metros da Casa Branca.

Ambulância deixa o local do tiroteio nesta quarta-feira (10) em Washington. (Foto: AP)
Uma terceira pessoa teve ferimentos leves, possivelmente provocados por estilhaços de vidro.
O agressor foi identificado como Jame Von Brunn, morador do estado de Maryland, segundo a TV. Ele já tinha passagem pela polícia por porte ilegal de arma. Ainda não há confirmação oficial de sua identidade nem dos motivos do ataque.
A Embaixada de Israel em Washington condenou o ataque. O prefeito da cidade, Adrian Fenty, disse que se tratou de um "incidente isolado".
O Museu do Holocausto presta homenagem aos cerca de seis milhões de judeus vítimas do nazismo durante a Segunda Guerra Mundial.
Fonte: G1
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1190426-5602,00-MORRE+SEGURANCA+BALEADO+POR+IDOSO+NO+MUSEU+DO+HOLOCAUSTO+DE+WASHINGTON.html
Ver mais: Los Angeles Times
http://latimesblogs.latimes.com/culturemonster/2009/06/shootings-reported-at-holocaust-museum-in-washington-dc.html
Telegraph.co.uk
http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/northamerica/usa/5499091/Security-guard-in-Washington-museum-shooting-dies.html
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