domingo, 30 de novembro de 2008

Porque é negação e não revisionismo. Parte I: negadores e o Sonderkommando 1005

Porque é negação e não revisionismo. Parte I: negadores e o Sonderkommando 1005

No livro "Treblinka. Campo de extermínio ou campo de trânsito?" , os negadores do Holocausto Carlo Mattogno e Juergen Graf mostram um flagante descaso pela verdade, ao negar eventos por "razões" que se revelam como falsas quando uma mínima quantidade de pesquisa é feita.

Vamos começar com o caso mais simples de todos - aquele do Aktion/Sonderkommando 1005.

O essencial daquele Aktion 1005 você pode checar no death-camps.org:
Sob o codinome "Aktion 1005" os alemães tentaram esconder todos os traços da política de extermínio nazi no leste, como abrir valas em massa e cremar centenas de milhares de corpos.

Aqui está o que Mattogno e Graf têm a dizer sobre isso:
"A decisão de seguir esta operação, para começar, supõe-se ter sido tomada em Berlim no começo de 1942. Uma carta de 20 de fevereiro de 1942, do Chefe da Gestapo, Heinrich Müller, a Martin Luther do ministério de relações exteriores, no qual o objeto da insatisfação do enterro dos cadáveres é levantada e se supõe que foi escrita depois de Müller "ter recebido uma carta anônima complaining sobre os cadáveres inundando a área de Warthegau," é citada como prova. Esta carta confirma a designação do arquivo "IV B 4 43/42 gRs (1005)," e a alegada 'Operation 1005' supõe-se ter seu nome deste documento!

Mas Alfred Streim, que cita a relevante carta baseada em conhecimento de primeira-mão, escreve:

Em 20 de novembro de 1942, Himmler ordenou ao SS-Gruppenführer Müller, Chefe do Departamento IV na RSHA, no escrito (Zst. Dok. Slg. Ordner 3, Bl. 583): '...Você tem que me dar uma garantia sobre aqueles corpos destes judeus mortos ou queimá-los ou enterrá-los em cada lugar, e que em nenhum lugar possa qualquer pessoa saber o que aconteceu com estes corpos...

Ele não diz isto nesta carta conforme o cabeçalho "IV B 4 43/42 gRs (1005)," não assina isso para a designação '1005,' e restringe a ele mesmo o seguinte comentário:

"A tarefa recebida - de acordo com a nomenclatura procedente da RSHA - a designação '1005.'"

Deste modo, a carta enviada consta da data de 20 novembro de 1942, e não de 20 de fevereiro. Isto significa que a designação '1005' para a operação teria sido assinada uns cinco meses depois de seu início! Na outra mão, na carta os judeus são mencionados como "mortos," não 'fuzilados' ou 'assassinados.' Além disso, a disposição dos corpos poderiam ter sido feitas por cremação ou enterro, o que significa que a carta de Himmler não precisa ter nenhuma conexão com a escavação e cremação dos cadáveres de judeus que haviam sido fuzilados, e o que nós estamos tratando aqui é uma fraude primária.

[...]

Agora, se alguém considera que de acordo com a maioria dos extensos estudos que existem sobre este tema, supõe-se que os Einsatzgruppensozinhos fuzilaram 200.000 pessoas (judeus e não-judeus), que a Wehrmacht, SS, e as unidades policiais são também acusadas de centenas de milhares de assassinatos, e que - como já enfatizado - nem os soviéticos e nem os poloneses acharam quaisquer valas em massa com até mesmo poucos milhares de corpos, e os 'Sonderkommandos 1005' devem ter exumado e queimado entre um e meio à três milhões de corpos. Isto significa que, dentro de um período de 13 meses eles tiveram que ter esvaziado milhares de valas de centenas de lugares, os quais foram dispersos acerca de uma enorme área - e tudo isto sem deixar pra trás qualquer traço material ou registro!

Sem ter milhares de mapas, nos quais as valas foram marcadas, teria sido totalmente óbvio e impossível localizar aquelas milhares de valas em massa num território de mais de 1.2 milhão de quilômetros quadrados, mas nem tais mapas mencionados estão num mero e único relatório dos Einsatzgruppe ou de qualquer outro documento, nem tais mapas foram encontrados entre os documentos alemães capturados pelos vitoriosos da Segunda Guerra Mundial.

E se - como relatos de testemunhas - milhares de piras foram queimadas durante a noite apesar dos apagões(blackouts)regulados, nenhum plano de reconhecimento soviético os descobriu e fotografou - senão as fotografias teriam sido aproveitados em seguida com propósitos de propaganda."

Thomas Sandkühler discorre sobre isto abaixo:

"Devido ao extremo segredo da 'Operation 1005,' fontes escritas sobre isto são muito raras.

Em outras palavras, não há nenhuma! A declaração de Sandkühler reflete o total rubor com que historiadores ortodoxos sentem na face devido a esse escândalo, enquanto simultaneamente fornecem a tradicional velha explicação: os documentos não existem "devido a um estrito segredo"! Esta hipótese substitui com evidente contraste o fato o qual Gerald Reitlinger descreve:

"As séries originais [dos relatórios dos Einsatzgruppen] consistem de aproximadamente duas centenas de relatórios com uma lista de circulação de sessenta a cem cópias cada. [...]

Não é fácil ver porque os assassinos deixaram tantos abundantes testemunhos sobre eles, [...]"

O evento relata que a URSS compôs um total de "cerca de 2.900 páginas escritas à máquina," e cada uma delas foi distribuída com um mínimo de circulação de 30 cópias. Os alemães são aí suspeitos de terem distribuído dezenas de centenas de páginas de documentos relatando os fuzilamentos em massa cometidos pelos Einsatzgruppen, então bem de repente percebem a necessidade de exumar e queimar os corpos, mas esqueceram de destruir os documentos que incriminam!

O fato é, a história da 'Operation 1005' é baseada completamente sob algumas poucas declarações pouco fidedignas de testemunhas oculares.

[...]

A designação 'Sonderkommando 1005' foi inventada pelos soviéticos."

Enfatizei vários reivindicações-chaves feitas pelos autores.

Agora, o que alguém que está pesquisando estes problemas, e especialmente alguém que é "cético" sobre estes problemas, deveria ter feito em primeiro lugar?

Ele(a) deveria consultar estudos fidedignos de outros acadêmicos sobre este tema, trabalhando a partir deles, refutando ou adicionando informação ao longo do estudo.

Atualmente, o estudo acadêmico definitivo da Aktion 1005 é o artigo de Shmuel Spector "Aktion 1005 - Effacing The Murder of Millions" (Aktion 1005 - Apagando o assassinato de milhões) (Holocaust and Genocide Studies, 1990, vol. 5, no. 2, pp. 157-173).

Graf e Mattogno nunca mencionam o artigo. Certamente, eles obviamente ignoraram isso, porque isso completamente desacredita suas "análises", citadas acima.

1) Antes de tudo, o artigo deixa claro que houve uma inscrição "IV B 4 43/42 gRs (1005)" no canto superior esquerdo da carta enviada por Mueller a Luther em 28 de fevereiro de 1942 (não 20 de fevereiro, como os authors state). "IV B 4" foi uma designação do departamento de assuntos judaicos de Eichmann. "43/42" foi o número e o ano da carta. "gRs" é "Geheime Reichsache", "problema secreto do Reich". Finalmente, 1005, o que quer que fosse inicialmente, tornaria-se mais tarde o codinome da operação para apagar traços do assassinato em massa.

O segundo documento com a menção dos autores como citado por Streim (Spector cita isso também)não é a carta de Mueller para Luther, mas de Himmler para Mueller, escrita não em 28 de fevereiro, mas em 20 de novembro. Disto os autores deveriam ter adivinhado que eles estavam tratando de diferentes cartas. Duuh! Então eles sacam o peso da idiotice quando escrevem:
"Mas Alfred Streim, que cita a carta relevante se baseou em conhecimento de primeira-mão...
[...]
Assim, a carta remete a datas de 20 de novembro de 1942, e não de 20 de fevereiro. Isto significaria que a designação '1005' para a operação teria sido assinada uns cinco meses depois de seu início!"

Para reiterar: é monstruosa a obviedade de que estas são cartas diferentes. Que tipo de idiotas estamos tratando com isto?

Também, não vi qualquer historiador afirma que foi a carta de novembro de Himmler que iniciou toda a operação.

Em sua carta, Himmler não ordenou o início da Aktion 1005 - ele simplesmente estava reagindo aos rumores de que os nazis estavam fazendo sabão de corpos de judeus, e é certo que nada disso realmente ocorrera.

2) O ponto sobre a localização das valas em massa é quase que totalmente um referencial. Ninguém argüiu que a SK1005 limpou todas as valas. De fato, Spector afirma:
"Os nazis não tiveram sucesso em remover os sinais do assassínio devido ao vasto número delas, de uma grande distribuição das valas em massa, e por causa do rápido avanço do exército soviético."

As próprias valas podiam ser localizadas por interrogatório da população local e daqueles que tomaram parte nos assassinatos, deste modo não houve qualquer necessidade de extensivos mapas, etc. Historiadores certamente apontam que a documentação sobrevivente da 1005/Aktion 1005 é scarce, mas eles nunca disseram que não havia nenhuma existente, ao contrário do que M&G aparentemente alegam. De fato, em seu artigo Spector cita que em abril de 1944 o relatório de inteligência das atividades do exército na área de Pinsk (de forma alguma deveria ser assumido que isto é apenas o único documento):
"Por uma ordem especial do Reichsfuehrer SS, Sonderkommando 1005 chegou, para executar tarefas especiais na área do exército."

Assim, ao contrário de M&G, o Sonderkommando 1005 não foi uma invenção soviética.

Agora pense sobre isso: quanta vergonha Mattogno e Graf teria evitado se eles simplesmente tivessem lido o artido de Spector? Aquela é a melhor pesquisa "revisionista".

E isto é apenas o primeiro exemplo. Mais a seguir.

Atualização: ver também as decodificações PRO sobre SK1005.

Próximo >> Parte II: negadores e as valas de Marijampole

Fonte: Holocaust Controversies
Texto: Sergey Romanov
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2006/04/thats-why-it-is-denial-not-revisionism.html
Tradução(português): Roberto Lucena

Ver também: Técnicas dos negadores do Holocausto

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

[OFF] Sobre a tragédia em Santa Catarina

Repassando mensagem, pros interessados em fazer doações devem contactar o Departamento Estadual de Defesa Civil de SC(Santa Catarina) pelo tel (48) 4009-9885 ou (48) 4009 9886.

Depósitos podem ser feitos nas seguintes contas:
Caixa Econômica Federal: Agência 1877, operação 006, conta 80.000-8
Banco do Brasil: Agência 3582-3, Conta Corrente 80.000-7
Besc: Agência 068-0, Conta Corrente 80.000-0.
Bradesco S/A: 237 Agência 0348-4, Conta Corrente 160.000-1.

ATENÇÃO: Cuidado com pedidos de doações falsos, principalmente por e-mail.
Maiores detalhes abaixo:
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/11/25/chuva_em_sc_defesa_civil_abre_conta_corrente_para_receber_doacoes_roupas_alimentos_devem_ser_entregues_aos_municipios-586545945.asp

Informações sobre os postos de coleta de donativos na Defesa Civil em diversos estados:
- CEDEC/SP - Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de São Paulo
Fone: (11) 2193-8888
- DEDC/SC - Diretoria Estadual de Defesa Civil de Santa Catarina
Fone: (48) 4009 9816
- CEDEC/RS - Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Rio Grande do Sul.
Fone: (51) 3210 4219
- CEDEC/MG - Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais
Fone: (31) 3236 2111
- CEDEC/ES - Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Espírito Santo
Fone: (27) 3137 4441
- CEDEC/MS - Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Mato Grosso do Sul
Fone: (67) 3318 1078

Polônia homenageia cidadãos que salvaram judeus na 2ª Guerra

Varsóvia, 17 nov (EFE).- O presidente polonês, Lech Kaczynski, concederá hoje a ordem Polônia Restituta, a distinção mais importante do país, a 70 cidadãos que salvaram da morte judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

O ato, que acontecerá esta noite no Teatro Nacional de Varsóvia, pretende lembrar o povo polonês da existência de heróis esquecidos, pessoas anônimas que arriscaram a vida para ajudar judeus.

Durante os anos de Governo comunista ninguém reconheceu as façanhas desses homens e mulheres, o que fez com que pessoas como Irena Sendler, enfermeira polonesa que salvou da morte 2.500 crianças hebréias, permanecessem no anonimato até a chegada da democracia.

Segundo explicou à imprensa o responsável pelas relações polono-judias do escritório presidencial, Ewa Junczyk-Ziomecka, a distinção é extensiva a todos os que se esforçaram na época para salvar do Holocausto a população judaica.

Durante a Segunda Guerra Mundial, morreram cerca de seis milhões de poloneses, dos quais três milhões eram judeus, vítimas em sua maioria de campos de concentração como o de Auschwitz.

Fonte: EFE/G1
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL865133-5602,00.html
Foto: Consul Geral Krzysztof W. Kasprzyk, Ewa Junczyk-Ziomecka, Rabbi Meir Lau, e ex-prefeito Ed Koch na celebração da condecoração do herói da Segunda Guerra Jan Karski.
Texto sobre o evento(inglês):
http://www.hamptons.com/detail.ihtml?id=2255&apid=4866&sid=6&cid=53&arc=1

Werder veta entrada de 8 torcedores neonazistas em seu estádio

O Werder Bremen, clube dos brasileiros Diego e Naldo, informou nesta segunda-feira que vai proibir a entrada em seu estádio de oito neonazistas que, no último final de semana, exibiram uma bandeira do Terceiro Reich durante a partida contra o Bochum, pelo Campeonato Alemão.

O incidente ocorreu no sábado, no estádio do Bochum, véspera do aniversário de 70 anos da "Noite dos Cristais" (Kristallnacht), quando sinagogas e imóveis de judeus foram incendiados por nazistas.

As pessoas envolvidas no manifesto estavam na área destinada aos torcedores do Werder Bremen. O clube explicou que o grupo foi impedido de desdobrar completamente a bandeira pela própria torcida.

"Estamos orgulhosos da reação de nossos torcedores. Isso mostra que o trabalho de prevenção feito por nosso clube, contra o racismo, funciona", informou o clube em nota.

O Werder também lembrou que as duas torcidas se uniram e entoaram o coro "Fora, nazistas!" após o apito final da partida, que terminou com um empate sem gols.

Fonte: Das agências de notícias
http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/alemao/0,,MUL856696-9843,00.html
Mais notícias:
AFP - Werder Bremen elogia os torcedores que repeliram neonazistas
http://afp.google.com/article/ALeqM5g-VwK9GrTWf3osrkSSSad5QFeZ_Q

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Vídeo - Fascínio latino pelo nazismo - Roberto Lopes

Texto sobre o livro "Missão no Reich - Glória e covardia dos diplomatas latino-americanos na Alemanha de Hitler", já postado neste blog, link do texto. Segue o vídeo de uma entrevista do autor do livro, Roberto Lopes, comentando sobre como se manifestou a adesão ao nazismo através das relações diplomáticas entre o Reich nazista e países da América Latina. Entrevista concedida ao programa Milênio da Globonews.

Link para o vídeo:
A história secreta das relações de diplomacia latino-americana com a Alemanha nazista
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM916188-7823-A+HISTORIA+SECRETA+DAS+RELACOES+DE+DIPLOMACIA+LATINOAMERICANA+COM+A+ALEMANHA+NAZISTA,00.html

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Einsatzgruppen: Testemunho de August Hafner

Depoimento do SS-Oberstrumfuhrer August Hafner sobre execução de crianças

"... então Blobel ordenou-me que as crianças fossem executadas. Eu perguntei a ele, "Porque quem deve ser feito o fuzilamento?". Ele respondeu, "Pelas Waffen-SS". Eu levantei uma objeção e disse, "Eles são jovens. Como iremos responder a eles se os fizermos fuzilar crianças pequenas?" A isto ele respondeu, "Então use seus próprios
homens". Eu disse "Como eles podem fazer isso? Eles tem crianças pequenas como nós". Este cabo de guerra se prolongou por cerca de dez minutos... Eu sugeri que a milícia ucraniana do Feldkommandant fuzilasse as crianças. Não houveram objeções de ambos os lados.

Eu fui até as árvores sozinho. A Wehrmacht havia previamente cavado uma vala. As crianças foram trazidas ao local por um trator. Eu não tinha nada a ver com os procedimentos técnicos. Os ucranianos estavam em volta, tremendo. As crianças foram descidas do trator. Elas foram alinhadas ao longo da vala e fuziladas de forma a cairem dentro dela. Os ucranianos não miraram em nenhuma parte específica do corpo. Elas cairam dentro da vala. Os lamentos são indescritíveis. Eu nunca esquecerei aquela cena pelo resto de minha vida.Eu acho muito difícil de enfrentar. Eu lembro em particular de uma garota pequena que me pegou pela mão. Ela também foi fuzilada posteriormente...

A vala ficava próxima das árvores. Ela não ficava próxima a linha de tiro. A execução foi realizada a tarde entre 3:30 e 4:00. Ela ocorreu no dia seguinte as discussões com o Feldkommandanten.... Muitas criaças foram atingidas quatro ou cinco vezes ate que morressem."

Klee, Ernst, Willi Dressen and Volker Riess, editors. The Good Old Days: The Holocaust as Seen by Its Perpetrators and Bystanders. New York: The Free Press.1988. pp. 153 - 154

Fonte:
http://www.einsatzgruppenarchives.com/hafner.html

[traduzido por Aureliano]
http://br.groups.yahoo.com/group/Holocausto-Doc/message/6348

domingo, 23 de novembro de 2008

Projeto de Lei-987/2007, sobre a criminalização da negação do Holocausto e crimes contra a humanidade

Assunto que precisa ser divulgado à sociedade civil, assunto sobre o Projeto de Lei que criminaliza a negação do Holocausto e crimes contra a humanidade.

Na prática o projeto criminalizaria atividades neonazistas camufladas de falsa(pseudo) revisão histórica que visam sobretudo a negação de crimes de guerra com intuitos propagandísticos de reabilitação do nazismo. A proibição da negação do Holocausto já é algo concreto na Alemanha e em outros países. O caráter da proibição visa coibir que movimentos nazi-fascistas consigam se arregimentar e que tentem com isso "reescrever" a história negando os crimes nazistas incitando e reabilitando práticas de discriminação ideológica racial/étnica e se possível, institucional(esta seria a última finalidade da negação do Holocausto, caso algum grupo deste tipo assumisse o poder e instaurassem novamente ditaduras mundo afora, é preciso deixar claro quais são os propósitos finais dos negadores pois eles não assumem isto abertamente).

Se alguma entidade civil, governamental, acessar o blog, pederia-se a mobilização(individual ou coletiva)para que aprovem com mais rapidez esta lei para se cortar em definitivo a proliferação de racismo ideológico disseminado por grupos de extrema-direita(neonazis, fascistas)no Brasil. Um dos principais meios de disseminação, ou o principal meio, de doutrina nazi-fascista e de negação do Holocausto no Brasil, hoje, é a internet.

Para quem quiser saber detalhes do PL(Projeto de Lei), seguem abaixo informações tiradas diretamente do site da Câmara de Deputados em Brasília:

Consulta Tramitação das Proposições

Proposição: PL-987/2007 -> Íntegra disponível em formato pdf
Autor: Marcelo Itagiba - PMDB /RJ

Data de Apresentação: 08/05/2007
Apreciação: Proposição Sujeita à Apreciação do Plenário
Regime de tramitação: Prioridade
Apensado(a) ao(a): PL-6418/2005
Situação: CDHM: Tramitando em Conjunto.

Ementa: Altera a redação do art. 20 da Lei nº 7.716, de 05 de janeiro de 1989.

Explicação da Ementa: Penaliza quem negar ocorrência do Holocausto ou de outros crimes contra a humanidade, com a finalidade de incentivar ou induzir a prática de atos discriminatórios ou de segregação racial.

Indexação: Alteração, Lei do Racismo, penalidade, crime, negação, existência, crime contra a humanidade, incentivo, indução, segregação, discriminação racial.

Despacho:
17/5/2007 - Apense-se à(ao) PL-6418/2005. Proposição Sujeita à Apreciação do Plenário Regime de Tramitação: Prioridade

Última Ação:
21/5/2007 - Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) - Recebimento pela CDHM.

Em pdf: http://www.camara.gov.br/sileg/integras/458520.pdf

Em resumo o PL altera a Lei 7716 no artigo 20 dela, pra quem quiser ler a Lei na íntegra(como está atualmente):

LEI Nº 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989.
Mensagem de veto Define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7716.htm

Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)

Pena: reclusão de um a três anos e multa.

§ 1º Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)

Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.

§ 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza: (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)

Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.

§ 3º No caso do parágrafo anterior, o juiz poderá determinar, ouvido o Ministério Público ou a pedido deste, ainda antes do inquérito policial, sob pena de desobediência: (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)

I - o recolhimento imediato ou a busca e apreensão dos exemplares do material respectivo;

II - a cessação das respectivas transmissões radiofônicas ou televisivas.

§ 4º Na hipótese do § 2º, constitui efeito da condenação, após o trânsito em julgado da decisão, a destruição do material apreendido. (Parágrafo incluído pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)

Pra quem quiser acompanhar a tramitação do PL, tem que se cadastrar no site. O link do PL no site da câmara federal é esse:
http://www.camara.gov.br/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=350660

Partido neonazista pode ter financiamento cortado na Alemanha

Berlim, 19 nov (EFE).- Os ministros de Interior do Governo alemão e os estados federados pretender cortar o financiamento estatal aos partidos nazistas de extrema-direita, com uma emenda na Constituição que os exclua como receptores desses fundos.

O titular da pasta do Interior, Wolfgang Schäuble, abordou a questão hoje em Potsdam, cidade vizinha a Berlim, visto que em 2003 fracassou a iniciativa para ilegalizar o Partido Nacional Democrático (NPD), que aglutina da extrema-direita e de tendência neonazista.

A proposta partiu do ministro da Baixa Saxônia, Uwe Schünemann, para quem deve ser cortados da lei de financiamento aos partidos as formações que "persigam fins contrários à ordem democrática".

Schünemann, da União Democrata-Cristã Alemã (CDU) - liderada pela chanceler Angela Merkel -, propõe emendar o artigo 21 da Constituição para incluir esse parágrafo.

Em virtude dessa fórmula, a extrema-direita não receberia os fundos previstos pela lei de financiamento de partidos pelas cadeiras conquistadas no Parlamento.

Eles estimam que metade da receita do NPD corresponda aos cerca de 1,4 milhões de euros anuais que percebe pelos dois estados onde tem representação parlamentar - Saxônia (12 deputados) e Mecklenburgo-Antepomerania (seis).

Sem essa fonte de financiamento, a atividade do partido ficaria praticamente cancelada, já que não disporia de meios para propaganda ou recrutamento de militância.

A formulação de Schünemann foi avalizada pela opinião do jurista constitucionalista Volker Epping e desponta como uma alternativa mais sólida à possibilidade de impulsionar uma nova proposta de ilegalizar o NPD.

Em 2003, fracassou o pedido apresentado ao Tribunal Constitucional - único órgão com poder para proibir um partido político - tanto pelo Governo federal quanto pelo Parlamento.

O Tribunal rejeitou o pedido por se basear em declarações de informantes infiltrados, que considerou fontes não-confiáveis.

Para jogar um partido na ilegalidade, o Tribunal Constitucional alemão precisa concluir que ele atenta "agressivamente" contra a ordem democrática.

Já uma emenda no texto da Constituição precisa do respaldo de dois terços do Parlamento.

Fonte: EFE/G1
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL868026-5602,00-PARTIDO+NEONAZISTA+PODE+TER+FINANCIAMENTO+CORTADO+NA+ALEMANHA.html

Supostos skinheads roubam e agridem barman em SP

Quatro supostos skinheads são acusados de roubar e agredir um barman de 21 anos na madrugada de hoje em um posto de combustíveis na Rodovia Anchieta, na região de Heliópolis, zona sul de São Paulo. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado, a vítima foi socorrida e encaminhada ao pronto-socorro de Heliópolis, onde foi medicada, e depois liberada.

Os policiais iniciaram o patrulhamento visando encontrar os agressores e acabaram detendo três dos quatro suspeitos na região. Todos foram levados para o 95º Distrito Policial (DP), em Heliópolis, e reconhecidos pela vítima como sendo os agressores. Com o trio, a polícia encontrou um canivete, dois celulares e R$ 60 em dinheiro. Um dos suspeitos tem tatuagens no crânio (skins) e no dedo da mão direito (cruz). O trio foi indiciado por roubo e conduzido à cadeia, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Fonte: Agência Estado
http://br.noticias.yahoo.com/s/23112008/25/manchetes-supostos-skinheads-roubam-agridem-barman.html

Evidência fotográfica de fuzilamentos em massa: 3. Liepaja

Liepaja é um excelente exemplo de como fotografias podem fazer parte de uma convergência de evidências ao lado destes fenômenos, como diários, testemunhos e estudos demográficos. Isto é discutido aqui, e aqui. Perceba novamente que unidades de não-alemães tomaram parte nos massacres, neste caso da Letônia.

Fonte: Holocaust Controversies
Por Jonathan Harrison
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2008/10/photographic-evidence-of-mass-shootings_7387.html
Tradução(português): Roberto Lucena

sábado, 22 de novembro de 2008

Quantos perpetradores na URSS? - Parte Oito: Estados Bálticos

As duas principais ações de assassínios na Letônia fora a Ação de Rumbula e de Liepaja. A ação de Rumbula foi estudada em detalhes por Ezergailis, cujos estudos podem ser vistos num arquivo em Word clicando no link do 'Capítulo 8' exibido nesta página, enquanto Liepaja foi discutida neste blog. A principal ação na Lituânia foi o assassinato dos judeus de Vilna em Ponary, descritos aqui e mostrados nestas fotografias. Comentários adicionais sobre cada um destes massacres são dados abaixo.

Ezergailis dá uma visão geral da Polícia de Ordem Pública na Letônia como se segue:


"Antes que o comando Arajs fosse treinado, foi o 9º Batalhão da Ordnungspolizei que executou a maioria dos assassinatos para Stahlecker. As unidades do 9º Batalhão que estavam na Letônia durante julho e agosto tinha se deslocado, seguindo Stahlecker para o entorno de Leningrado. No fim de novembro havia pelo menos dois tipos de unidades da Ordnungspolizei em Riga sob o comando do Tenente-Coronel Flick: uma Schutzpolizei, encabeçada pelo Major Heise, e a Gendarmerie(Polícia Militar), sob o comando do Capitão Rehberg. Pelo menos muitas centenas delas foram postas para assegurar a ordem (“obter e manter um caráter alemão”) em Riga, como ao longo de toda a Letônia. Além de que para supervisionar um distrito policial da Letônia, a Ordnungspolizei também foi encarregada da guetização dos judeus, e depois de 25 de outubro em guardar o gueto. Durante a fase inicial do gueto a SD não foi envolvida. O envolvimento da Ordnungspolizei com o gueto também predeterminou suas tarefas na liquidação do gueto.

A 2ª companhia do 22º Batalhão de Reserva de Riga proveu cerca de setenta homens, e a 3ª companhia do 22º Batalhão de Reserva de Jelgava proveu outros setenta homens. A 2ª companhia foi empregada em supervisionar o esvaziamento dos apartamentos judeus, organizando os judeus em colunas marchando, e acompanhando as colunas até Rumbula. A 3ª companhia foi usada como guarda da periferia em Rumbula.

O chefe ativista da Ordnungspolizei foi o Major Heise, e aparece que ele também foi o oficial de coordenação com a Schutzmannschaften letoniana.

Além do 22º Batalhão de Riga e Jelgava e os homens da Gendarmerie, Jeckeln tinha a sua disposição outros cinco regimentos da Ordnungspolizei, mas não sabemos quais, se usou, deles ele chegou a usar. Em geral, Jeckeln foi contra envolver a Wehrmacht."

Num julgamento na Alemanha Ocidental dos acusados da Polícia de Ordem Pública incluíram uma descrição da organização de Jeckeln na ação de Rumbula, sempre que quando o acusado fora Friedrich Jahnke. Ezergailis também discute que houve uma maior presença letoniana em Rumbula, incluíndo a reunião de planejamento:


"Várias testemunhas alemãs mencionaram a presença de oficiais letões na reunião de preparação. Ainda que o único nome mencionado fora o de Osis, o cabeça dos Schutzmannschaften Letão, os nomes de outros letões presentes nestas reuniões puderam ser facilmente identificadas, e por eliminação é algo muito reduzido. Os únicos que podiam ter estado lá além do Osis, foram o Arajs, Ítiglics, e o grupo líder da guarda do gueto da Letônia, Danskops."

Em Liepaja, houve uma ação inicial de assassínio em julho de 1941. Um notável caráter desta ação é que foi ordenada por um comandante naval, Kawelmacher, como Ezergailis de novo descreve:


"O ritmo dos fuzilamentos não foi rápido o suficiente para o comandante Kawelmacher (a.k.a. Gontard). Em 22 de julho ele enviou um telex ao Comandante-em-Chefe da frota do Báltico em Kiel, requisitando 100 SS- e 50 tropas da Schutzpolizei “para rápida execução [do] problema judaico. Com o contingente presente das SS, isto levaria um ano, que é insustentável para [a] pacificação de Liepaja.” Seu pedido foi prontamente concedido; o notório SD Comando Letão comandado por Viktors Arajs chegou à Riga, fuzilou cerca de 1,100 judeus homens em 24 e 25 de julho, e partiu.

Enquanto a 2ª Companhia do 13º Batalhão de Polícia sob o comando do SSHauptsturmführer Georg Rosenstock acabara de chegar, antes de tudo para patrulhar o cumprimento das funções e pruma menor duração das execuções.

Daí em diante, a Marinha teve um papel menos ativo, deixando a perseguição de judeus nas mãos de Kügler e seu superior, o SS-und Polizeistandortführer Dr. Fritz Dietrich, que chegou no meio de setembro."

Como fora apontado neste blog, a chegada de Dietrich foi crucial porque devido a ele se manteve uma agenda de subseqüentes eventos. O principal massacre de dezembro fora ordenado pelo HSSPF Jeckeln, sustentado por Dietrich, e fotografado por Strott e Sobeck, como Ezergailis descreve:


"Nenhum gueto tinha ainda sido estabelecido em Liepaja, mas Dietrich ordenou um toque de recolher de 2 dias para os judeus. Assim confinados em seus apartamentos, eles foram metodicamente acuados pela polícia letoniana e levados para prisão feminina. De lá eles foram marchando para o local de execução em Skede, obrigados a se despir, e fuzilados em grupos de 10 por três esquadrões de tiro, dois letões e um alemão. Todos juntos, 2.749 judeus foram mortos entre 15–17 de dezembro. Principalmente mulheres e crianças, que tinham sido em grande parte respeitados até agora. Um substituto de Kügler, o SS-Scharführer Carl Emil Strott, como também o SSOberscharführer Sobeck, fotografou as execuções. Um audacioso judeu trabalhando na Polícia de Segurança, David Zivcon, conseguiu pegar, de 12 filmes expostos por Sobeck, uma quantidade suficiente para fazer cópias, que foram muito reproduzidas e exibidas depois da guerra."

Várias das fotografias de Strott, linkadas pelo Roberto(Muehlenkamp) aqui, e também discutidas aqui, mostram claramente a polícia letoniana levando mulheres e crianças para a área do massacre. O julgamento de Strott, no qual ele não negou a autoria das fotos, está aqui.

Em Ponary, uma excelente galeria de fotografias pode ser encontrada aqui. Três mostras de enormes fotos daquela galeria são exibidas aqui, aqui e aqui. Detalhes nas fotos corespondem ao testemunho das testemunhas oculares dados aos advogados de acusação na Alemanha Ocidental que é reproduzido aqui. Ver por exemplo a declaração do contador que "Os outros nove que andavam um atrás do outro, agacharam-se e agarraram-se ao homem na frente com suas mãos porque eles não poderiam assistir." Finalmente, perceba novamente que este massacre não foi realizado por uma unidade dos Einsatzgruppen agindo sozinha. Colaboradores lituanos desempenharam um papel essencial neste massacre.

Fonte: Holocaust Controversies
Texto: Jonathan Harrison
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2008/07/how-many-perpetrators-in-ussr-part.html
Tradução: Roberto Lucena

Fotos extras:
http://www.zwoje-scrolls.com/shoah/towns.html
http://www.holocaustresearchproject.org/einsatz/lithuaniamurders.html

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Liepaja - Holocausto na Letônia

O assassinato de judeus de Liepaja, Letônia, foi documentado em numerosas fontes. As SS e o Chefe de Polícia Emil Dietrich registrram a maioria deles em seu diário (ver nota de rodapé 40 aqui). Dietrich foi enforcado por um tribunal militar dos EUA na prisão de Landsberg-am-Lech em 22 de outubro de 1948. Entre 15 e 17 de dezembro de 1941, três esquadrões alemães e letões assassinaram 2749 judeus, principalmente mulheres e crianças, nas dunas de Skede, próximo à Liepaja. Os eventos foram registradas nestas infames fotografias por Carl-Emil Strott, que foi condenado e setenciado no julgamento de Grauel e outros em Hanôver em 1971. Mais das fotografias de Strott podem ser achadas nesta discussão.

Além disso, se não fosse o fato de que os negadores são estúpidos o suficiente para espernear sobre 'julgamento espetáculo' e 'forjado', os assassinatos em Liepaja foram demonstrados por pesquisas demográficas de Anders e Dubrovskis, que examinaram o censo nazista de 30 de agosto de 1941 nos arquivos do Estado letão, e compararam-no com outras fontes demográficas como as do censo soviético de fevereiro de 1935, do Salão de Nomes no Yad Vashem, da lista de deportados para o interior soviético, do julgamento de Grauel, dos registros residenciais, da lista de "Coleção de Metais", dos relatórios das Schutzpolizei, registrados do campo em Stutthof, e da 'Comissão Extraordinária para Investigação de Crimes Fascistas' soviética.

Sua pesquisa é outro cravo na tumba da reputação do fraudulento 'demógrafo' Walter Sanning. Como eu apontei neste mesmo blog, Sanning desonestamente pretendia que estimativas demográficas nazistas de janeiro de 1943 se referissem a dados da população soviética como se fossem de junho de 1941. Este enabled him para afirmar que a maioria dos judeus tinha ou fugido ou sido deportados para o interior soviético como parte da política de 'scorched earth' de Stalin. Anders e Dubrovskis demonstram que apenas 209 judeus de Liepaja(de uma população judaica de 7140) foram deportados e um máximo de 300 fugiram.

Liepaja aqui nos dá uma extrema demonstração da bancarrota da negação do Holocausto. Para negar que os nazis deliberadamente assassinaram mulheres e crianças de Liepaja, negadores tem que ignorar a existência de um diário escrito a mão pelas SS e o Chefe de Polícia, fotografias tiradas por um perpetrador que fora julgado numa corte da Alemanha Ocidental, um censo que os nazis levaram a cabo dois meses após invadirem a Letônia, e os dados residenciais coletados pelos nazistas em 1942, mostrando que muitas das pessoas nos mais recentes censos foram assassinadas. Tal negação só pode ser uma deliberada cegueira em relação a evidência do genocídio.

Nota de rodapé: meu obrigado a KentFord9 no fórum RODOH por desenhar minha observação aos dados demográficos.

Fonte: Holocaust Controversies
Por Jonathan Harrison
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2008/04/liepaja.html
Tradução(português): Roberto Lucena